Wolverhampton encerra sua temporada de mais de um ano. Mas não é o time que mais jogou

André Donke
André Donke

Chegou ao fim a interminável temporada do Wolverhampton.

O time inglês foi eliminado pelo Sevilla com uma derrota por 1 a 0 pelo jogo único das quartas de final da Liga Europa. Depois de ter perdido um pênalti com Raúl Jiménez no primeiro tempo, a equipe foi amplamente dominada pelo Sevilla depois do intervalo, período em que finalizou uma única vez (fora do alvo), teve 26,5% de posse de bola e completou apenas oito passes no terço final do campo.

Assista ao gol da vitória do Sevilla sobre o Wolverhampton


Talvez os 45 minutos finais dos Wolves em 2019-20 refletissem um cansaço de uma campanha que teve mais de um ano de duração. Isso porque o time de Nuno Espírito Santo já estava em campo oficialmente em 25 de julho de 2019 para encarar o Crusaders, da Irlanda do Norte, pela segunda fase eliminatória do torneio continental.

Aquela foi a primeira de 59 partidas que disputaria em 383 dias. Desconsiderando os 100 dias em que os Wolves não atuaram em meio à paralisação do futebol por conta da pandemia do coronavírus, o time jogou em média uma vez a cada 4,8 dias.

O cansaço seria sentido por qualquer elenco, ainda mais um no qual houve somente 16 jogadores com pelo menos 900 minutos (dez partidas completas). Outros cinco nomes somaram pelo menos 180 minutos (duas partidas completas). Destaque para o capitão Conor Coady que disputou TODOS os 5130 minutos das 57 partidas em que esteve em campo. O zagueiro só não atuou nos dois compromissos da equipe pela Copa da Liga Inglesa.

Conor Coady disputou 5130 minutos pelo Wolverhampton em 2019-20
Conor Coady disputou 5130 minutos pelo Wolverhampton em 2019-20 Getty Images

O desempenho em campo foi positivo, com um sétimo lugar na Premier League pela segunda temporada seguida e a permanência na Liga Europa até as quartas de final. De qualquer forma, fica uma frustração para um clube que tinha chance de classificação em competição continental quando terminou a Premier League. Este sonho acabou interrompido com o título do Arsenal na Copa da Inglaterra, além de sua própria queda na Liga Europa nesta terça-feira.

Apesar destes números impressionantes e desgastantes, o Wolverhampton não fechará como a equipe das cinco principais ligas europeias com mais partidas somadas.

O Manchester United já tem 60 e certamente fará a 61ª primeira pela semifinal da Liga Europa diante do Sevilla. Além disso, o Manchester City soma 58 confrontos e chegará a 61 caso alcance a final da Champions League.

Confira quantos jogos cada uma das três equipes fez em cada competição:

Manchester United: 60 jogos (38 pela Premier League, 11 pela Liga Europa, 6 pela Copa da Inglaterra e 5 pela Copa da Liga Inglesa)

Wolverhampton: 59 jogos (38 pela Premier League, 11 pela Liga Europa, 6 pelas fases classificatórias da Liga Europa, 2 pela Copa da Inglaterra e 2 pela Copa da Liga Inglesa)

Manchester City: 58 jogos (38 pela Premier League, 8 pela Champions League, 6 pela Copa da Liga Inglesa, 5 pela Copa da Inglaterra e 1 pela Supercopa da Inglaterra)

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3 gols em 2 jogos: Haaland começa a ser Haaland também pela Noruega

André Donke
André Donke

Erling Haaland impressionou o mundo do futebol ao longo do último ano, mesmo sem ter marcado pela seleção norueguesa principal. Mas a história começou a mudar...

O autor de 44 gols em 40 jogos por Red Bull Salzburg e Borussia Dortmund em 2019-20 aproveitou a Data Fifa e os dois jogos iniciais da Liga das Nações 2020-21 para anotar seus primeiros tentos Noruega. E foram logo três.

Depois de ter ido à rede na sexta-feira na derrota para a Áustria em casa por 2 a 1, o centroavante de 20 anos fez dois gols (sendo um golaço) no triunfo por 5 a 1 sobre a Irlanda do Norte, fora de casa, nesta segunda.

Erling Haaland comemora após marcar pela Noruega
Erling Haaland comemora após marcar pela Noruega Getty Images

Até então, ele havia atuado por 66 minutos no triunfo por 2 a 0 sobre Malta e por 14 minutos no empate por 1 a 1 com a Suécia - ambos confrontos em setembro de 2019 -, sem ter ido à rede.

Agora, seu histórico já mostra três gols em quatro jogos, uma estatística bem mais condizente de Haaland, alguém que, por exemplo, já fez nove gols em uma mesma partida pela seleção sub-20 na Copa do Mundo da categoria.

Com a ajuda de Haaland, a Noruega somou seus três primeiros pontos no grupo 1 da divisão B da Liga das Nações, um ponto atrás da líder Romênia.

O próximo compromisso dos nórdicos será pela repescagem da Eurocopa contra a Sérvia. Mais uma oportunidade de gols para Haaland, que não parece ter perdido nada de seu apetite.

 

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Segunda pior seleção do mundo completa 100 jogos seguidos sem vencer. E foram 99 derrotas

André Donke
André Donke

San Marino é conhecido como o grande ‘saco de pancadas’ do futebol europeu e alcançou uma marca neste sábado digna de tal reconhecimento. A seleção perdeu por 1 a 0 para Gibraltar pela primeira rodada do grupo 2 da série D da Liga das Nações e, com isso, chegou a 100 partidas sem vencer, com um retrospecto nada invejável de 99 derrotas e um empate. Sua última e única vitória na história foi em 28 de abril de 2004, quando fez 1 a 0 em Liechteinstein em um amistoso.

Desde então, seu grande feito foi o empate por 0 a 0 com a Estônia, em casa, em 15 de abril  de 2014 pelas eliminatórias da Eurocopa de 2016. A partir daí, foram 38 reveses (e contando), com destaque para o 10 a 0 da Croácia, os 9 a 0 da Bélgica e da Rússia e os 8 a 0 de Alemanha, da Itália e da Noruega.

Disputa de bola durante Gibraltar e San Marino
Disputa de bola durante Gibraltar e San Marino Getty Images

Disputando as eliminatórias da Eurocopa desde a edição de 1992 e as da Copa do Mundo desde 1994, a seleção tem um desempenho de 139 derrotas e três empates em 142 jogos nestas competições. Agora, conheceu seu sétimo revés em sete confrontos pela Liga das Nações.

Apesar do histórico, San Marino não é o último do ranking da Fifa. Isso porque seus 824 pontos são o suficiente para ficar na 209ª colocação, à frente apenas de Anguilla, com 821. O país caribenho, que chegou a empatar com Bahamas em novembro de 2018, perdeu para Trinidad e Tobago em novembro por 15 a 0 em um amistoso.

O duelo de sábado ainda tem outra história a ser mencionada. Gibraltar conheceu sua primeira vitória em quase dois anos. Desde que havia feito 2 a 1 sobre Liechtenstein em outubro de 2018 pela Liga das Nações, a seleção havia perdido os seus 12 jogos seguintes.

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Como dinamarquês virou especialista em laterais e foi do bobsled a 'trunfo' do Liverpool de Klopp

André Donke
André Donke

Os laterais do Liverpool têm sidos grandes destaques na Premier League nos últimos anos. E não só os jogadores da posição.

Os arremessos manuais também se tornaram um grande trunfo da equipe há dois anos, quando passou a contar com os serviços de Thomas Gronnenmark, que desde 2004 atua como treinador voltado especificamente para tal recurso.

RB Leipzig, Ajax, Midtjylland, por exemplo, são outros times que também recorreram ao trabalho pioneiro de Gronnemark, que tem agradado na Inglaterra. Não à toa, os Reds assinaram novo contrato com ele no fim de julho.

De acordo com a notícia publicada por Tom Hamilton sobre a extensão do vínculo, o Liverpool aumentou sua posse de bola em arremesso lateral sob pressão de 45,4% na temporada 2017-18 para 68,4%.

“Quando eu ouvi sobre Thomas, era claro para mim que eu queria encontrar com ele. Quando eu o encontrei, estava 100% claro que queria contratá-lo", disse Jürgen Klopp ao site oficial do Liverpool em agosto de 2018. "Ele é um bom cara, para ser honesto. Ele já (fez uma diferença). Os rapazes gostam disso. Quando você tem alguém que sabe o que está falando, isso sempre ajuda quando você quer melhorar alguma coisa".

E a melhora também foi sentida de forma bem expressiva em jogos como contra Wolverhampton e Tottenham, em que os gols da vitória sairiam de jogadas que começaram em uma cobrança de lateral (veja vídeo abaixo).

Do arremesso para a rede! Liverpool 'ensina' como começar jogadas perfeitas em cobrança de lateral

“Foi depois que o Klopp me ligou em julho de 2018 que as pessoas começaram a perceber quanto potencial havia em treinar laterais”, declarou Gronnemark ao blog. “Agora acho que todos os treinadores no mundo notam que laterais são muito importantes em um jogo”.

O dinamarquês vive o auge de seu reconhecimento em uma trajetória de 16 anos. No começo, não só a fama era mais limitada, como também o seu conhecimento. Ele focava totalmente em arremessos longos até que em 2008 teve um ‘insight’ vendo uma partida. “Eu vi que um time perdeu a bola no meio do campo por um lateral normal e pensei: 'isso foi ruim'. E perdeu outro, e outro. E vi: 'eles são realmente ruins nos laterais em todo campo'”.

Com a visão de aquilo era um problema global, a lupa de seu trabalho foi recuada, e a partir de então ele passou a olhar as diferentes possibilidades em sua área e iniciou sua “filosofia” sobre os arremessos: “O longo, o rápido e o inteligente lateral”. “Eu trabalho com todos os arremessos laterais pelo campo e também como os jogadores podem se mover e criar espaço”.

Thomas Gronnemark durante treino no Liverpool
Thomas Gronnemark durante treino no Liverpool Getty Images

O específico trabalho hoje ocupa 80% de seu tempo, que se divide também na função de palestrante motivacional. Sua relação com os clubes varia.

“Nas duas últimas duas temporadas estive por cinco semanas na pré-temporada com o Liverpool, e em todos os jogos do Liverpool eu faço análises dos laterais. Na última temporada e nesta temporada estive também cinco semanas com o Ajax, mas alguns times eu fico duas ou três semanas na temporada”.

Em alguns times, sua participação é pontual. “Em cada visita, não importa se são cinco visitas por temporada ou uma. Normalmente são dois ou três dias de treino. E a sessão de treinamento é de entre 30 e 45, às vezes 60 minutos, mas não é a sessão de treino inteira só sobre laterais”, declarou o dinamarquês, que classificou Andrew Robertson e Trent-Alexander Arnold como os melhores do mundo na arte do arremesso manual.

“Muitas pessoas pensam que é só uma questão de técnica de laterais longos, isso é uma pequena parte do meu treino”, contou. O seu propósito também consiste em “criar espaços, então o time pode manter a posse de bola ou pode marcar de chances que você cria em qualquer posição do campo.”

Talvez mais surpreendente que sua profissão seja a trajetória de Gronnemark. A biografia em seu site pessoal destaca seu início no futebol, a trajetória no atletismo e até no bobsleigh, sendo que integrou a seleção dinamarquesa por quatro anos. "Seu sonho era se classificar aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006", diz a publicação.

No entanto, a vida o arremessaria a outros sonhos, oportunidades e conquistas. 

Thomas Gronnemark (à dir.) posa para foto com Jürgen Klopp
Thomas Gronnemark (à dir.) posa para foto com Jürgen Klopp Arquivo pessoal

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No dia em que Messi e Barcelona chocaram o futebol, Real e Raúl ganharam 'Champions' inédita

André Donke
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25 de agosto de 2020 foi um dia em que o futebol mundial parou por causa do desejo de Lionel Messi em deixar o Barcelona. Mas o dia também foi de motivo para o Real Madrid comemorar - sem qualquer referência à enorme crise do seu grande rival.

O clube espanhol foi campeão da Uefa Youth League, uma espécie de Champions League entre os times sub-19. A comparação ganha ainda mais força com o fato de os participantes e as chaves serem configuradas exatamente como a Champions, embora outros times também sejam acrescentados no mata-mata.

O Real ficou com a taça ao vencer o Benfica na decisão por 3 a 2 no Colovray Stadium, Nyon (Suíça), cidade em que a Uefa é sediada. Pablo Rodríguez, Henrique Jocú (contra) e Miguel Gutiérrez marcaram para os espanhóis, enquanto Gonçalo Ramos anotou os tentos dos portugueses.

Foi a primeira vez que os merengues ficaram com o título do torneio, que existe desde 2014. Foi também a primeira conquista do nome mais famoso da partida, e que não estava em campo. Raúl González ganhou uma taça na função de forma inédita em sua curta carreira.

Raúl e time sub-19 do Real Madrid comemoram conquista da Uefa Youth League
Raúl e time sub-19 do Real Madrid comemoram conquista da Uefa Youth League Getty Images

O ex-atacante de 43 anos passou a treinar em 2018 nas categorias de base do Real e chegou ao Castilla em 2019, sendo o comandante dos primeiros jogos de Reinier pelo clube. Agora, consegue o seu primeiro troféu como técnico com a equipe sub-19.

Porém, esta está muito longe de ser sua primeira taça no futebol, é claro. Como atleta, ele faturou seis edições do Espanhol e três da Champions League, competição em que é o terceiro maior artilheiro da história, com 71 gols, atrás só de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Raúl também é o segundo maior artilheiro da história do Real Madrid, tendo somado 323 gols em 741 partidas entre 1994 e 2010.

“Esta é uma equipe extraordinária e tínhamos muita vontade de conquistar este torneio. Isso é comparável aos grandes momentos que pude viver como jogador. É precioso e quero dar a eles os parabéns, porque isso é um passo muito importante para sua carreira”, declarou Raúl depois da partida.

No mesmo dia em que o Barcelona levou um enorme golpe em seu futuro, o Real viu o seu levantar uma taça.

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Reinier no Dortmund, um negócio que só parece haver ganhadores

André Donke
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O empréstimo de Reinier por duas temporadas ao Borussia Dortmund é, teoricamente, uma decisão acertada por todas as partes.

Na balança entre 'time grande' e 'time com espaço para jogar', ele encontrou o melhor cenário possível. Difícil imaginar um clube do mesmo tamnho ou maior que oferecesse uma expectativa de minutos em campo como deverá ter nos aurinegros.

Além disso, há um argumento que vem do próprio Real que fala a favor deste negócio. Achraf Hakimi foi emprestado aos Dortmund em 2018, quando ainda estava com 19 anos e somente 17 jogos no elenco principal dos espanhóis. Depois de uma primeira temporada ok, apesar da irregularidade, ele foi um ala monstruoso na segunda.

Reinier é apresentado no Borussia Dortmund
Reinier é apresentado no Borussia Dortmund Getty Images

Se não ficou no Real, ao menos atleta da seleção marroquina vai à Inter de Milão em um negócio de 40 milhões de euros e mostrando-se um jogador que evoluiu enormemente em dois anos na Alemanha. Seu patamar no futebol é completamente outro hoje.

Hakimi é só um de diferentes exemplos. Ousmane Dembélé, Giovanni Reyna, Jadon Sancho, Erling Haaland, Christian Pulisic... O Dortmund não tem medo de apostar em jovens e ainda oferece a eles a oportunidade de disputar o título de uma grande liga e jogar a Champions League.

E se esta fórmula tem funcionado tão bem até o momento, isso sugere uma preocupação do BVB em como lançar estes talentos, sem expô-los a um eventual risco desnecessário.

O Real não poderia esperar mais nada para a adaptação de um jovem que mal jogou profissionalmente na carreira, inclusive no Brasil. Talvez outros times na Espanha proporcionassem maior tempo de jogo, mas não um desafio e a chance de crescimento e visibilidade que terá no Signal Iduna Park.

Ainda que não representem qualquer garantia de sucesso, são muitos os pontos que falam a favor deste empréstimo. Seja da ótica de Reinier, do Borussia Dortmund ou do Real Madrid.

Reinier é anunciado pelo Borussia Dortmund com ritmo brasileiro e lembrança a Amoroso, Dedé, Tinga e outros ídolos

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Shakhtar constrói hegemonia nacional, joga mata-mata na Europa todo ano e ainda levanta R$ 800 milhões

André Donke
André Donke

Poucos times têm um sucesso maior do que o Shakhtar Donetsk na perspectiva do custo-benefício. O clube de 84 anos de existência passou a ser famoso na Europa neste século e vem se mantendo absoluto em seu país e presença garantida nas fases finais das competições continentais.

Campeão ucraniano pela primeira vez em 2002, o Shakhtar passou a ser dominante a partir de 2005. Venceu 12 das últimas 16 edições e confirmou o tetracampeonato nesta temporada ao terminar impressionantes 23 pontos à frente do Dynamo Kiev.

Em meio a este domínio em solo nacional, a equipe é presençaem mata-mata de competições europeias ininterruptamente desde 2012-13 (veja lista ao final do texto). Na atual edição, disputa a semifinal da Liga Europa, estágio que alcançou também em 2016.

Jogadores do Shakhtar comemoram durante vitória sobre o Basel
Jogadores do Shakhtar comemoram durante vitória sobre o Basel Getty Images

Antes, é importante lembrar, o clube foi campeão da Liga Europa em 2009 e alcançou as quartas de final da Champions League em 2011, que é o seu melhor desempenho na principal competição do continente. Da 80ª colocação no ranking de clubes da Uefa em 2004-05, o Shakhtar figura na temporada atual em 14º, à frente de times como Chelsea (15º) e a Inter de Milão (39º), por exemplo. 

Tudo isso foi feito fazendo um enorme caixa no que diz respeito ao mercado de transferências. Da temporada 2012-13 em diante, período em que o Shakhtar mantém sua sequência de participação em fases decisivas de competições europeias, o clube faturou 126,26 milhões de euros entre chegadas e saídas de atletas, sendo o 15º clube que mais lucrou, de acordo com números do site Transfermarkt. Foram gastos 156,34 milhões de euros em reforços e embolsados 282,6 milhões de euros com as vendas de atletas.

Mesmo sem o poder financeiro e de atratividade que os principais clubes e campeonatos da Europa, isso não impediu o Shakhtar de ser e se manter competitivo tanto em termos domésticos quanto continentais.

E há ainda uma enorme ressalva a se fazer. Desde 2014, quando começou a guerra no leste da Ucrânia, o time não atua em seu moderno estádio, a Donbass Arena,  o que representa um empecilho em termos esportivos, afetivos e financeiros.

Sem passos maiores que a perna, o Shakhtar caminha de forma brilhante ema mais uma temporada. Na Ucrânia e na Europa. 

No Bola da Vez, diretor de scout do Shakhtar Donetsk explica busca 'cada vez mais cedo' por jogadores no Brasil


Desempenho do Shakhtar em competições europeias nas últimas temporadas:

2012-13: Oitavas de final (Champions League)
2013-14: 16avos de final (Liga Europa)
2014-15: Oitavas de final (Champions League)
2015-16: Semifinal (Liga Europa)
2016-17: 16avos de final (Liga Europa)
2017-18: Oitavas de final (Champions League)
2018-19: 16avos de final (Liga Europa)

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Com elenco que custou menos do que Neymar, RB Leipzig vai da 5ª divisão à semi da Champions em 11 anos

André Donke
André Donke

Para muitos, a classificação do RB Leipzig à semifinal da Champions League pode ser um conto de fadas para um clube fundado em 2009. Mas, apesar do sucesso impressionantemente rápido, esta história não foi construída do acaso. 

A Red Bull viu no time uma possibilidade sucesso no esporte, assim como já conseguiu na Áustria, desde que a equipe começou na quinta divisão alemã. O projeto era chegar à elite nacional em dez anos. Precisou de sete.

Em sua segunda Champions League, já está na semifinal; nas oitavas de final, fez 4 a 0 no agregado no atual vice-campeão Tottenham; nas quartas, fez o Atlético de Madrid de Simeone (duas vezes vice-campeão) cair pela primeira vez para um time que não tivesse Cristiano Ronaldo do outro lado.

RB Leipzig derruba Atlético de Madrid de Simeone e enfrenta PSG na semifinal da Champions

Agora, irá enfrentar um PSG que renasceu em 2011, com um pesado investimento. Se para o Leipzig a Champions é um reflexo do sucesso de seu projeto, para o PSG esta é o objetivo maior.

Enquanto o clube francês chegou a dois jogos de alcançar a sua obsessão na base da tentativa e erro, o Leipzig é certeiro e mostra que o sucesso do futebol não é alcançado unicamente pelo dinheiro.

 Comparando com seu próximo adversário, o clube alemão gastou 177,38 milhões de euros para contar com os 26 jogadores que entraram em campo em 2019-20, menos do que os 222 milhões de euros que o PSG gastou para contratar Neymar, atleta que estrearia profissionalmente no mesmo ano em que Leipzig foi fundado.

Talvez mais importante que o investimento seja a continuidade em um time que conta com sete atletas que estão desde a segunda divisão - e todos seguem sendo importantes: Péter Gulácsi, Willi Orban, Lukas Klostermann, Marcel Halstenberg, Marcel Sabitzer, Emil Forsberg e Yussuf Poulsen (os cinco primeiros são titulares absolutos, embora Orban tenha sofrido com lesão na temporada).

A manutenção da base e um projeto muito bem definido permite que o Leipzig seja um time muito entrosado, conseguindo fazer com que seus jogadores possam trocar de posições na partida sem se confundirem e tendo um melhor entendimento em campo. Laimer, por exemplo, é taticamente brilhante, fazendo a função de volante ou de ala pela direita, o que alternou diante do Atlético de Madrid, dependendo se seu time estava atacando ou defendendo.

As contratações certeiras também dizem respeito ao técnico Julian Naglesmann, de ótimo trabalho no Hoffenheim e que repete o sucesso em sua primeira temporada à frente do Leipzig. O treinador de 33 anos – um mês mais novo do que Lionel Messi – é o reflexo da aposta na juventude e em tiros certeiros do clube.

Ah, e não vamos esquecer que o principal jogador do time, o atacante Timo Werner, responsável por quase metade dos 107 gols (incluindo os de hoje) do Leipzig na temporada, foi um reforço meramente do sofá, uma vez que já se juntou ao Chelsea.

Nada de grife, com uma ideia muito clara e em um futebol envolvente e extremamente coletivo, foi assim que o Leipzig escalou rapidamente o futebol alemão. Ou melhor, o europeu.

Time do RB Leipzig comemora classificação à semifinal da Champions League
Time do RB Leipzig comemora classificação à semifinal da Champions League Getty Images

Confira abaixo quanto custou cada jogador do RB Leipzig (todos os valores são do site Transfermarkt):

Kevin Kampl - 20 milhões de euros

Dani Olmo - 19 milhões de euros

Amadou Haidara - 19 milhões de euros

Ademola Lookman - 18,5 milhões de euros (contando os 500 mil euros de passagem por empréstimo anterior)

Nordi Mukiele - 16 milhões de euros

Timo Werner - 14 milhões de euros

Christopher Nkunku - 13 milhões de euros

Hannes Wolf - 12 milhões de euros

Dayot Upamecano - 10 milhões de euros

Konrad Laimer - 7 milhões de euros

Yvon Mvogo - 5 milhões de euros

Emil Forsberg - 3,7 milhões de euros

Patrik Schick - 3,5 milhões de euros (empréstimo)

Marcel Halstenberg - 3,5 milhões de euros

Péter Gulácsi - 3 milhões de euros

Tyler Adams - 2,63 milhões de euros

Willi Orban - 2 milhões de euros

Marcel Sabitzer - 2 milhões de euros

Yussuf Poulsen - 1,55 milhão de euros

Lukas Klostermann - 1 milhão de euros

Ethan Ampadu - 650 mil euros (empréstimo)

Philipp Tschauner - 350 mil euros

Ibrahima Konaté - sem custos

Dennis Borkowski - sem custos

Tom Krauß - sem custos

Angeliño – empréstimo

O desempenho do Leipzig no futebol nacional:

2009-10            5ª divisão         Campeão

2010-11             4ª divisão         4º colocado

2011-12              4ª divisão         3º colocado

2012-13             4ª divisão         Campeão

2013-14             3ª divisão         Vice-campeão

2014-15             2ª divisão         5º colocado

2015-16             2ª divisão         Vice-campeão

2016-17            1ª divisão          Vice-campeão

2017-18            1ª divisão         6º colocado   

2018-19           1ª divisão          3º colocado   

2019-20            1ª divisão          3º colocado   

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Seis horas antes de Barcelona x Napoli e Bayern x Chelsea, a bola rola para Champions 20-21

André Donke
André Donke

O impacto da pandemia do coronavírus no mundo também fez com que houvesse diversas alterações no futebol. Jogos sem público, cinco substituições, calendário estendido, competições europeias com formatos diferentes...

Outro aspecto – e bastante inusitado – deste cenário foi registrado neste sábado, dia em que ocorrem partidas de duas edições diferentes da Champions League.

Às 18h (de Brasília), Bayern de Munique x Chelsea e Barcelona x Napoli definem os últimos quadrifinalistas da atual disputa; seis horas antes, a bola rolou para o primeiro jogo da Champions League 2020-21.

E a próxima edição já começa com uma semifinal.

Sorteio dos confrontos da primeira fase preliminar da Champions League ocorreu em 17 de julho
Sorteio dos confrontos da primeira fase preliminar da Champions League ocorreu em 17 de julho Getty Images

A fase preliminar envolve quatro times, que se enfrentam em jogos únicos. Os dois vencedores neste sábado irão duelar na terça, com o ganhador se classificando para primeira fase classificatória - que irá ser disputada em 18 e 19 de agosto, dias antes da decisão da Champions 2019-20 (23 de agosto). Os três jogos do estágio inaugural ocorrem no Colovray Stadium, em Nyon, cidade suíça onde fica a sede da Uefa.

Na primeira partida, o Tre Fiori, atual campeão de San Marino, encara o Linfield, bicampeão da Irlanda do Norte.

A equipe britânica é comandada por David Healy, ex-atacante formado no Manchester United e com passagem por Leeds United. Pela seleção norte-irlandesa, ele é o maior artilheiro da história com 36 gols, sendo que chegou a fazer um hat-trick sobre a Espanha por 3 a 2, em setembro de 2006, pela eliminatória da Eurocopa.

Às 13h, Drita e Inter Club d'Escaldes, atuais vencedores do campeonato de Kosovo e Andorra, respectivamente, definem o outro finalista. Os atletas, membros da comissão técnica e árbitros ainda terão tempo o suficiente para tomar um banho e poder acompanhar as oitavas da Champions League da temporada que ainda não acabou.

Gabriel Jesus brilha, Manchester City vence Real Madrid e vai às quartas da Champions League

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Casillas, o goleiro dos meus sonhos que me 'ajudou' a realizar um deles

André Donke
André Donke

Eu queria ser Iker Casillas no mesmo momento em que passei a achar que jogar no gol era mais legal do que na linha. Tinha uns nove ou dez anos.

Na mesma época também o futebol europeu passou a fazer parte da minha rotina. Sou o reflexo de uma geração de fãs do esporte que cresceu influenciada no que acontecia nos mais badalados campeonatos do mundo.

Estava presente em quase tudo. Nos jogos que eu jogava, nas camisas que comprava com minhas mesadas – a primeira, inclusive, foi do Real Madrid.  Gritar ‘Casillas’ até muitas vezes foi um gesto natural após uma defesa.

Iker Casillas faz defesa pelo Real Madrid em 2002
Iker Casillas faz defesa pelo Real Madrid em 2002 Getty Images

No nível em que jogava, coisa de colégio só, eu não me saía mal não, viu? E mesmo sendo baixinho. Embora o 1,82m de Casillas pudesse ser uma justificativa para minha identificação por ele, este não foi um aspecto que me despertou admiração – pelo menos não naquela época. Ele era minha referência e ponto.

O meu goleiro dos sonhos era uma inspiração para um garoto que simplesmente tinha no futebol como lazer, mas também foi alguém que contribuiu indiretamente para o que seria a minha profissão.

O querer ser Casillas me fez querer ter o futebol cada vez mais presente na minha vida. A paixão por jogar futebol levou à paixão para escrever e produzir conteúdos sobre futebol. Casillas bateu o tiro de meta da minha carreira.

Como ‘pseudo-torcedor’ do Real Madrid, vi ele ganhar a Champions League uma vez; como estudante de jornalismo e apaixonado pelo esporte, o vi erguer o mundo e me comover com suas lágrimas na África do Sul; como jornalista na tão sonhada ESPN, o vi conquistar a sua também tão sonhada ‘La Décima’ pelo Real; no meu blog e como comentarista da ESPN, tudo o que mais almejei profissionalmente, eu escrevo este texto para falar de sua aposentadoria.

Obrigado, Casillas. Para mim, você sempre será mais do que um dos grandes goleiros que o futebol já viu.

Milagres, posicionamento incrível e decisivo: veja grandes defesas da carreira de Iker Casillas

 

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Clube profissional de futebol mais velho do mundo e que inspirou uniforme da Juventus perde final e segue na 5ª divisão

André Donke
André Donke

Fundado em 1862,  o Notts County,  conhecido como clube de futebol profissional mais velho do mundo, perdeu a final dos playoffs da National League para o Harrowgate Town por 3 a 1 neste domingo em Wembley, um dia após o lendário estádio ter sido o palco do título do Arsenal na FA Cup. Dessa forma, os Magpies, um dos fundadores da Football League em 1888, seguem como um time ‘non-league’, denominação para as equipes que estão de fora das 92 que fazem parte dos quatro primeiros níveis do futebol nacional.

Jogadores do Notts County lamentam derrota na final dos playoffs do acesso da National League
Jogadores do Notts County lamentam derrota na final dos playoffs do acesso da National League Getty Images

A quinta divisão nacional foi encerrada precocemente por conta do impacto da pandemia do coronavírus, o que fez com que a classificação final fosse determinada de acordo com a pontuação em média por jogo dos times, uma vez que havia clubes com 35, 36, 37, 38 ou 39 partidas disputadas.

O primeiro colocado Barrow subiu, e os times entre a segunda e a sétima posição foram aos playoffs. Harrowgate Town (segundo) e Notts County (terceiro) entraram diretametes nas semifinais,  enquanto os demais começaram nas quartas. Depois de terem vencido seus compromissos, os dois foram à decisão valendo o acesso à League Two. Pior para o Notts County, que terá de jogar a quinta divisão novamente em 2020-21.

Um ano atrás, após o rebaixamento , os irmãos Christoffer e Alexander Reedtz completaram a aquisição do clube - algo que foi tentado também por Gerard Piqué, segundo informou o site The Athletic.

Meadow Lane, casa do Notts County
Meadow Lane, casa do Notts County Getty Images

O começo pareceu promissor, uma vez que,"todas as dívidas pendentes, incluindo aos funcionários cujos salários não tinham sido pagos, foram liquidados e o embargo sobre transferências do clube foi retirado", de acordo com o site oficial dos Magpies.

A mudança, porém, não foi o suficiente para subir imediatamente à Football League, algo tão desejado por um clube tão tradicional da história do futebol. O Notts County, que já venceu uma Copa da Inglaterra (1894) e a segunda divisão nacional em três oportunidades (1897, 1914 e 1923), até já teve grande influência para o uniforme de um dos maiores clubes do mundo: a Juventus. 

Em 1903, a Velha Senhora usava a cor rosa, mas isso mudaria quando John Savage contatou um amigo de Nottingham para providenciar camisas à Juve, e estas vieram em preto e branco, como as do Notts County. O impacto do time inglês na história da equipe de Turim, inclusive, fez com que fosse convidado para fazer o amistoso de inauguração do novo estádio do time italiano em 2011.

Jogadores do Notts County durante partida da National League
Jogadores do Notts County durante partida da National League Getty Images

O Notts County está longe da elite inglesa desde 1991-92, a última edição antes do início da Premier League, ao ser o penúltimo colocado. A equipe ainda seria campeã da quarta divisão em 2009-10 e ficou no terceiro escalão até 2014-15.

Discussão sobre título de clube mais velho

Depois da queda do Notts County, há uma discussão sobre qual clube é o mais velho da Football League: Stoke City ou Nottingham Forest? Não bastasse isso, o Crystal Palace também entrou na disputa.

O Stoke City alega ter sido fundado em 1863, como apresenta em seu escudo, dois anos antes do que o Nottingham Forest.

“Não há evidência para sugerir que o Stoke City foi formado em 1863. Relatos oficiais mostram que um clube conhecido como Stoke Ramblers foi formado em outubro de 1868, quando jogaram sua primeira partida”, disse o historiador Mark Metcalf em declarações reproduzidas pelos jornais Mirror e Nottingham Post em abril de 2019.

“O clube depois fundiu-se com o Stoke Victoria Cricket Clube e eventualmente se tornou o Stoke City. Aquele clube, então, sofreu com problemas financeiros no começo do século 20, foi à liquidação e renunciou à Football League. Um ano depois, empresários locais, clérigos e apoiadores se reuniram para comprar os ativos do clube antigo.”

No entanto, em abril de 2020, o Crystal Palace pediu o reconhecimento como clube mais velho da Football League com um estudo do autor Peter Manning, que apontava o surgimento do time de futebol em 1861. A primeira partida teria sido disputada em março de 1862. Oficialmente, o clube londrino é de 1905.



Porém, Metcalf, junto com seu colega Clive Nicholson, discorda da versão de Manning, conforme relatado pelo Nottingham Post em maio de 2020.

"Revelamos que o primeiro Crystal Palace FC foi afiliado à FA entre 1861 e 1875, momento em que o clube deixou de existir. Não houve então um clube afiliado à FA por um período de 30 anos até o novo e totalmente separado clube se forma em 1905."

Vale destacar ainda que há na Alemanha o Munique 1860, que passou a ter o futebol apenas em 1889, portanto, 29 anos após sua fundação. Além disso, na Inglaterra há o Sheffield FC, que foi fundado em 24 de outubro de 1857, que é o clube mais velho do mundo e está na disputa de uma das ramificações da oitava divisão nacional.

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Primeiro campeão da FA Cup renasce após 122 anos com professor, hoje disputa 15ª divisão e sonha em voltar à Copa

André Donke
André Donke

Logo na primeira resposta da entrevista tive a impressão de que Mark Wilson se trata de alguém que gosta de falar. Os 80 minutos de papo acabaram por comprovar. E não é por menos, já que não faltam histórias a serem contadas. Histórias, aliás, que foram construídas bem antes de seus 40 anos de vida, mas que foram resgatadas em boa parte por conta dele.

Em 2009, Wilson decidiu começar um time de futebol e procurou informações na região de Kennington, onde costumava jogar sete contra sete no parque local. A busca na vizinhança o jogou no século 19, deparando-se com o Wanderers FC, o primeiro campeão da FA Cup, em 1871-72.

Nas seis edições seguintes, o clube ficou com a taça mais quatro vezes e segue até hoje como um dos dez maiores vencedores da história da competição, ao lado de Everton e West Bromwich.

Os primórdios do futebol viviam uma realidade completamente distinta da atual, desde o contexto social até o esporte propriamente dito. O Wanderers FC, por exemplo, ganhou a semifinal por desistência do escocês Queens Park, que não teria como fazer a longa viagem de trem a Londres novamente para o replay após ter empatado o primeiro jogo por 0 a 0.

Em meio a um cenário de um mundo bem menos globalizado e um futebol ainda engatinhando, o multicampeão da década de 70 acabou dissolvido em 1887, depois de apenas 28 anos de sua fundação. Entre 1882 e 1884, o time só havia atuado uma vez por ano.

Assim, o Wanderers ficou limitado às páginas da história do futebol inglês por 122 anos. Até que Wilson resolveu resgatar a história. Ele localizou a bisneta do irmão de Charles Alcock - os dois foram fundadores do clube e da Federação Inglesa - , que não se opôs à aventura histórica.

“Os descendentes dos fundadores nos deram sua benção. Logo no começo eu mandei um email à FA de Londres, porque Charles Alcock foi um dos membros fundadores da FA de Londres”, conta Wilson, que recebeu o aval também da entidade, que inclusive chegou a fazer um convite para um tour do troféu da FA Cup.

Hoje secretário-geral do clube, o professor de inglês de adolescentes entre 11 e 17 anos foi adiante em seu projeto, e no ano da retomada do Wanderers houve um jogo contra Oxford University, em uma reedição da final da segunda edição da Copa da Inglaterra, que acabou com o título do Wanderers com uma vitória por 2 a 0 – como defensor do título, o time só disputou a final, um critério impensável para os dias atuais. 

Passados 147 anos daquela final, o amistoso entre as duas equipes foi marcado para novembro.

“Era o primeiro time deles. Eles tinham 18, 19 anos e nossa média era de 30 para 40 anos. Nunca tínhamos jogado 11 contra 11 juntos. Foi um choque, perdemos por 11 a 1. No papel foi um desastre. O jogo foi totalmente de um time apenas, mas, depois de um banho e uma bebida, falamos: 'Foi ótimo, temos que fazer isso de novo'”, diz Wilson.

E fizeram de novo. Em 2012, aliás, houve a reedição da primeira final da FA Cup contra o Royal Engineers no Kennington Oval, mesmo estádio que recebeu a partida que decidiu o primeiro campeão do torneio mais antigo da história do futebol. Mas houve uma diferença. "Mais pessoas foram ver o jogo em 2012 do que em 1872". (É possível ver imagens da partida em matéria da BBC, clicando AQUI)

Time do Wanderers que participou em 2012 da reedição da primeira final da FA Cup
Time do Wanderers que participou em 2012 da reedição da primeira final da FA Cup Getty Images

O time que trouxe um passado importante do futebol ao presente também pensa – e muito – no futuro.

O clube começou a atuar em ligas amadoras, chegou a enfileirar acessos e também teve rebaixamento. Atualmente, disputa a Junior Division One da Surrey South Eastern Combination, que seria o equivalente a uma das ramificações da 15ª divisão nacional. O foco é a longo prazo.

“Para ir à FA Cup tem que estar no 11º ou décimo nível”, afirma Wilson, que atua quando pode pelo time como lateral – e algumas vezes até já foi goleiro. “Precisamos de quatro promoções eu acho. Mas o meu objetivo é na 150ª FA Cup, então temos dez anos para conseguir quatro promoções. Eu espero”. A 139ª edição será decidida neste sábado entre Arsenal e Chelsea.

Mas os objetivos do Wanderers – que tem um segundo time masculino e uma equipe feminina - vão além das quatro linhas, já que o clube tem um propósito social, algo presente desde o seu começo, quando juntavam 70 libras para alugar o campo em que jogavam. O valor era dobro do que tinham de pagar, então metade ia como doação à Unicef.

Hoje, as ações se distribuem de diferentes formas. Em maio, o site do clube anunciou uma campanha por conta do impacto da pandemia, com uma estratégia de reduzir custos de operação para negócios locais, tendo recrutado quatro empresas diferentes. Além disso, há um engajamento em ajudar pessoas que sofrem de luto ou depressão, por exemplo.

Tudo, no fim das contas, passa pelo envolvimento com pessoas. “Pensando nos idosos, posso trazer pessoas idosas para ver um jogo, se eles são dois, eles podem começar uma amizade”, conta Wilson. “Queremos estar envolvidos na comunidade. Não é só jogar em um lugar, treinar em um lugar, é tentar fazer mais na comunidade”.

A preocupação de fazer mais pelas pessoas ao redor vem de um clube que já contou com grande apoio coletivo recentemente. Um crowdfunding ajudou o Wanderers a levantar 10 mil libras para melhorar a estrutura do estádio que aluga do Virgo Fidelis Convent Senior School.

O Wanderers, na verdade, é do mundo, como se autointitula em sua descrição no Twitter. Tal aspecto é comprovado com um elenco em que há cerca de 30% a 40% de estrangeiros, embora seja difícil de precisar. As mudanças são constantes, sobretudo no período de pré-temporada.

“Eu provavelmente poderia fazer dois times cheios com o número pessoas que vieram e disseram: 'eu virei para treinar'. E nunca aparecem”, diz Wilson, que inclusive conta com três brasileiros para a pré-temporada atualmente.

Para o criador do novo Wanderers, este perfil de integração tem grande relação com as origens do clube, que foi fundado em um tempo em que os times de futebol nutriam ligação com as instituições de ensino.

“O conceito do clube, é difícil de imaginar o que pensavam na época, mas quando você olha para o fato de que o Wanderers era o único time em Londres a dizer: 'você pode se juntar, não importa qual foi sua escola', é um pouco aberto, então tentamos continuar isso”, declara o professor.

O Wanderers se abre à comunidade e ao mundo, da mesma forma que Wilson abriu a biografia do futebol para resgatar suas primeiras páginas, sem jamais esquecer que este é um esporte, acima de tudo, coletivo. O sonho de voltar à FA Cup agora é a inspiração para se escrever uma nova história.

"Muitas pessoas amam os aspectos românticos do futebol, os contos de fadas, as redenções, coisas que as fazem se apaixonar, tanto com novelas, futebol, família. Acho que é isso que as pessoas gostam sobre o Wanderers.”

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Desfalque por tempo indeterminado, Reus já perdeu '3 Bundesligas e meia' desde que chegou ao Dortmund

André Donke
André Donke

A temporada 2020-21 ainda nem iniciou, mas já reservou uma notícia negativa para Marco Reus. O Borussia Dortmund anunciou nesta quinta-feira que o seu capitão "sofreu uma inflamação do tendão do seu músculo adutor já lesionado" e ainda não se sabe quando ele estará à disposição.

"Reus tem trabalhado duro e feito progresso nos últimos meses, mas ele ainda tem problemas com certos movimentos. Um abordagem terapêutica conservadora está sendo usada para tratr a lesão", diz nota do clube.

Desde 2012 no clube, o meia-atacante sempre se notabilizou como uma das referências técnicas e uma das lideranças do elenco. Porém, ao mesmo tempo, suas qualidades dividiram atenção com as ausências.

Os aurinegros disputaram 398 jogos em oito temporadas desde a chegada de Reus, que ficou de fora de 123 duelos por questões físicas – seja lesão ou doença como uma gripe, por exemplo -, o que equivale a 30,9% de todas as partidas. Os números são do site Transfermarkt e não levam em conta suas presenças e ausências na seleção alemã. 

Marco Reus sente problema durante partida do Borussia Dortmund
Marco Reus sente problema durante partida do Borussia Dortmund Getty Images

Para efeito comparativo, a quantidade de partidas equivale a mais de três edições e meia da Bundesliga (competição disputada em 34 rodadas).

Além disso, ele só não atuou em outras sete partidas, sendo quatro por suspensão, três em que ficou no banco os 90 minutos, uma em que foi liberado por conta do nascimento do filho e outra que aparece no site simplesmente que o não ficou nem no banco.

A lesão atual de Reus o fez perder os últimos 16 compromissos do Dortmund em 2019-20, sendo que não entra em campo desde 4 de fevereiro, quando o time foi derrotado por 3 a 2 para o Werder Bremen pelas oitavas de final da Copa da Alemanha. Até então, ele só tinha sido desfalque em quatro partidas na atual campanha por questão física.

A decepção para o camisa 11 é ainda maior considerando que ele vinha de uma temporada em que atuou constantemente. Em 2018-19, o atleta foi desfalque apenas em seis oportunidades, seu número mais baixo pelo clube desde 2013-14.

Este cenário faz com que um jogador com enorme qualidade técnica e de perfil decisivo tenha uma Copa da Alemanha como grande conquista na carreira. Afinal, pela seleção alemã, chegaria como uma das grandes peças ofensivas na Copa do Mundo de 2014, mas se machucou no último amistoso antes do torneio. Um problema físico também o tirou da Eurocopa de 2016.

Aos 31 anos, Reus merecia bem mais conquistas na carreira. Ou pelo menos mais jogos em campo, mas infelizmente seu corpo não tem deixado.

Confira os dados de Marco Reus segundo o site Transfermarkt:

398 jogos no total do Dortmund
266 atuações de Marco Reus

Ausências
123 jogos de lesão
4 jogos suspenso
3 jogos no banco
1 jogo nem no banco
1 liberação por nascimento do filho 

2012-13
49/52 jogos
Desfalque por lesão: 2 jogos 

2013-14
44/51 jogos
Desfalque por lesão: 5 jogos 

2014-15
29/49 jogos
Desfalque por lesão: 20 jogos

 2015-16
43/56 jogos
Desfalque por lesão: 11 jogos 

2016-17
24/51 jogos
Desfalque por lesão: 26 jogos 

2017-18
15/48 jogos
Desfalque por lesão: 33 jogos 

2018-19
36/45 jogos
Desfalque por lesão: 6 jogos 

2019-20
26/46 jogos
Desfalque por lesão: 20 jogos

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Destaques, probabilidades e campanhas: confira miniguia dos playoffs da Championship

André Donke
André Donke

Depois de Leeds United e West Bromwich terem se garantido na Premier League 2020-21, resta mais uma vaga a ser disputada por quatro times.

Os playoffs da Championship começam neste domingo, com o jogo de ida da semifinal entre Swansea City e Brentford, às 14h30 (de Brasília). Já na segunda-feira, tem Cardiff City x Fulham, às 15h45. Ambas as partidas têm transmissão da ESPN Brasil e ESPN App. Os confrontos de volta irão ocorrer na quarta e quinta. A decisão está marcada para 4 de agosto (terça-feira) em Wembley.

Para o fã do esporte ficar por dentro dos playoffs, o blog preparou um miniguia sobre a situação de cada um dos quatro times que disputam um lugar na primeira divisão do Campeonato Inglês. Confira abaixo:

Aleksandar Mitrovic, Matt Grimes, Ollie Watkins e Lee Tomlin
Aleksandar Mitrovic, Matt Grimes, Ollie Watkins e Lee Tomlin Getty Images - Mosaico ESPN

Brentford – 3º colocado, com 81 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 1946-47

Promovido à Championship em 2014, o Brentford disputou o playoff de acesso logo em sua primeira campanha e depois teve desempenhos regulares, ficando sempre entre nono e 11º nas quatro edições seguintes. Na atual temporada, a equipe entrou na zona de playoffs na 22ª rodada para não sair mais. Os Bees ainda venceriam oito jogos seguidos na reta final, o que rendeu o prêmio de melhor técnico do mês para Thomas Frank em junho.

A ótima fase, no entanto, acabaria com um gosto amargo, já que o Brentford perdeu em suas duas últimas rodadas. Se tivesse vencido o Barnsley, que lutava contra o rebaixamento, em casa na jornada final, o time teria sido vice-campeão e conseguiria o acesso direto, retornando à elite após 73 anos de ausência.

Fique de olho: O Brentford marcou 80 gols e teve o melhor ataque da Championship, sendo que há dois grandes responsáveis para isso. Ollie Watkins, de 24 anos, foi às redes 25 vezes e terminou como vice-artilheiro, além de ter contribuído com três assistências. Mohamed Saïd Benrahma foi o sexto artilheiro da competição com 17 gols e ainda deu oito assistências, sendo o principal garçom da equipe. Além disso, é o quinto jogador na liga com mais chances criadas (91) e o segundo em dribles (132). 

Com gol do no último minuto, Barnsley vence Brentford, foge do rebaixamento e faz festa insana em campo


Fulham – 4º colocado, com 81 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 2018-19

Depois de ter ficado na Premier League entre 2001-02 até 2013-14, o Fulham disputou quatro anos da Championship, subiu e caiu logo no retorno ao ser o vice-lanterna. Ou seja, é um time para lá de conhecido na elite - inclusive pelo charmoso estádio Craven Cottage.

O clube londrino era apontado para terminar na quarta colocação na previsão da revista FourFourTwo, o que veio a se confirmar. Sua já esperada força na competição comprova-se com o fato de que desde a 17ª rodada a equipe jamais deixou a zona de playoffs.

Além disso, na avaliação do site Transfermarkt, tem disparadamente o elenco mais caro, com 134,8 milhões de euros. O West Bromwich e Leeds United aparecem na sequência com 88,48 milhões de euros e 75,55 milhões de euros, respectivamente.

O Fulham é ainda um time marcado pelo gosto pela bola, sendo que tem uma posse média de 61,3% na competição - atrás só do campeão Leeds United (63,7%). Além disso, lidera em número de toques na bola (33.604), acerto de passes (83,2%) e sequências com pelo menos nove passes, com 768 - o Brentford, segundo no quesito, teve 605.

Fique de olho: Aleksandar Mitrovic foi o artilheiro da Championship com 26 gols, além de ter sido o único jogador do Fulham a faturar o prêmio de melhor jogador do mês - o sérvio de 25 anos ganhou em outubro. Na última Premier League, ele havia marcado 11 vezes. 

Cardiff City – 5º colocado, com 73 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 2018-19

Lanterna em sua estreia na Premier League em 2013-14, o Cardiff foi vice-campeão da Championship em 2017-18, retornou à elite e caiu na sequência ao terminar na 18ª posição. A equipe galesa não conseguiu ir bem no começo da temporada e teve até a saída do técnico Neil Warnock. Sob o comando de Neil Harris, o Cardiff só foi entrar na zona de playoffs pela primeira vez no campeonato na 39ª rodada e se manteve graças a vitórias nas três últimas rodadas.

Chama atenção o fato de o time ter tido a segunda pior posse de bola na Championship com 43%, apenas 0,1% a mais do que o Millwall. Além disso, foi isoladamente a equipe com o menor número de sequências de pelo menos nove passes, com 367 delas - o Hull City, segundo pior na estatística, teve 416. Em contrapartida, foi o oitavo em finalizações no alvo, demonstrando sua objetividade quando tem a bola nos pés.

Fique de olho: Lee Tomlin é a grande referência ofensiva da equipe, que fez 68 gols e teve o quarto melhor ataque da competição. Além de ser o artilheiro do elenco com oito gols, o atacante de 31 anos é o quarto principal garçom da Championship com dez assistências. 

Swansea – 6º colocado, com 70 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 2017-18

Desde a nona rodada, o Swansea só integraria a zona de playoffs nas 26ª e 28ª rodadas, quando ficou na sexta posição. A equipe ficou de fora do G-6 desde então e chegou até a cair para 11º, mas retornou à sexta colocação na última rodada ao conseguir o que parecia improvável. Graças a uma vitória por 4 a 1 sobre o Reading fora de casa e uma derrota do Nottingham Forest em casa pelo mesmo placar diante do Stoke City, os galeses ultrapassaram seus concorrentes no saldo de gols (9 a 8). Foi uma das maiores frustrações recentes do Forest, que não venceu nas últimas seis rodadas (três derrotas e três empates).

Embalado por uma classificação inimaginável, o Swansea tenta o retorno à Premier League, competição que disputou entre 2011-12 e 2017-18, quando foi rebaixado com um 18º lugar. Tirando o ano da queda, a equipe foi sólida na elite, chegando a conseguir uma oitava e uma nona colocação e sendo 12º em duas ocasiões.

Fique de olho: O veterano André Ayew é o artilheiro (15 gols) e principal garçom (sete assistências) da equipe. Além dele, o ataque conta com Rhian Brewster, emprestado pelo Liverpool e que foi artilheiro e campeão do Mundial sub-17 com a Inglaterra em 2017. O jogador soma dez gols nesta Championship.

Outro nome de destaque no elenco é Matt Grimes, que divide a liderança de assistências do time com Ayew, além de ser o 12º que mais cria chances na liga, com 75. Defensivamente, o atleta de 25 anos também é fundamental, sendo o líder em recuperações de bola (368), o nono em interceptações (71) e o terceiro em desarmes (76). Ele é ainda um dos quatro atletas de linha que disputaram todos os 4140 minutos desta Championship. 

Probabilidades 

O Brentford é o favorito ao acesso com 48% de chances, de acordo com o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN, que usa uma série de combinações matemáticas para calcular probabilidades no futebol. O Fulham aparece na sequência com 23%, enquanto Cardiff City e Swansea City têm 17% e 11%, respectivamente.

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Quem é Jude Bellingham, a nova joia do Borussia Dortmund

André Donke
André Donke

“Novamente um cobiçado talento se decidiu pelo Borussia Dortmund.”

É assim que começa o texto em que o clube alemão anuncia a contratação de Jude Bellingham. A escolha de ambas as partes faz total sentido, tendo em vista como os aurinegros projetaram diversos grandes nomes nos últimos anos, como os casos de Christian Pulisic, Jadon Sancho e Ousmane Dembélé, sem contar Erling Haaland, que chegou no começo de 2020 e já trilha o mesmo caminho de promessa que ganha espaço e protagonismo no Signal Iduna Park.

Mas quem é a nova joia do elenco alemão?

Jude Bellingham é apresentado como novo jogador do Borussia Dortmund
Jude Bellingham é apresentado como novo jogador do Borussia Dortmund Getty Images

Jude Bellingham é um meio-campista de 17 anos (fez aniversário em 29 de junho) que está desde o sub-8 no Birmingham City. Sempre promissor, estreou no time sub-18 aos 14 anos de idade e passou pelas seleções de base da Inglaterra.

 Em 6 de agosto de 2019, ele foi titular na derrota para o Portsmouth pela Copa da Liga Inglesa, tornando-se, aos 16 anos e 38 dias, o mais novo na história a defender o Birmingham. Depois de 25 dias, ele quebraria outro recorde: o de atleta mais jovem a marcar um gol pelo clube, ao definir a virada por 2 a 1 sobre o Stoke City pela segunda divisão inglesa.

Desde então, estabeleceu-se como titular. Na temporada em que estreou pelo elenco principal, Bellingham disputou 43 das 50 partidas da equipe, tendo sido titular em 34. Sua despedida irá ocorrer nesta quarta-feira, quando o Birmingham recebe o Derby County pela última rodada da Championship.

Borussia Dortmund coloca jogadores para cantar 'Hey Jude', dos Beatles, em anúncio de contratação da promessa Jude Bellingham

O atleta soma quatro gols (terceiro artilheiro), duas assistências e é o terceiro principal criador de chances na equipe na Championship. Além disso, é o segundo principal driblador, o terceiro com mais desarmes e o quarto que mais recupera bolas.  Com 2.868 minutos em campo em 2019-20, ele é o sétimo jogador de linha que mais atuou pelo Birmingham em 2019-20.

Embora seja um meio-campista central, o jovem atua em qualquer função no setor, seja mais defensivo ou ofensivo, ou de um lado ou de outro, como o fez nesta temporada - o mapa de caloe abaixo deixa claro essa versatilidade dele em campo.

"Ele já tem uma surpreendente quantidade de qualidade com ou sem a bola e também tem uma mentalidade forte. Nós imediatamente enxergamos Jude como um reforço para o time principal, mas é claro que daremos tempo para ele se adaptar ao alto nível", afirmou o diretor esportivo do Dortmund, Michael Zorc.

Bellingham chega para integrar imediatamente o elenco principal. Se tudo ocorrer dentro do esperado, mais um jovem talento explodirá no Borussia Dortmund em breve.

Mapa de calor de Jude Bellingham na Championship 2019-20
Mapa de calor de Jude Bellingham na Championship 2019-20 ESPN TruMedia

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Eliminação para o Atlético de Madrid foi pior ao Liverpool do que o imaginado

André Donke
André Donke

A campanha incrível do Liverpool na conquista de seu primeiro título da Premier League acabará sem o recorde.

Afinal, depois da derrota para o Arsenal nesta quarta-feira, a equipe não poderá irá além dos 99 pontos, o que seria um a menos do que o Manchester City conseguiu em 2017-18.

Não alcançar tal marca não diminui o excelente desempenho e o indiscutível título do time de Jürgen Klopp. Porém, me deixa a sensação de que poderia ter sido ainda melhor caso não faltasse na reta final um motivo pelo qual se inspirar, além de simplesmente recordes. Um jogo de Champions League, por exemplo.

Assista aos gols de Arsenal 2 x 1 Liverpool

É evidente que qualquer time entra para ganhar sempre, ainda mais os que estão acostumados a isso. No entanto, também é muito natural, e imagino que até inevitável, que a adrenalina baixe quando seu grande objetivo foi conquistado e não exista mais troféus em jogo. Ainda mais em um período tão incomum como o atual, em que a pandemia causou uma paralisação de três meses no calendário do futebol inglês.

Não fosse a queda para o Atlético de Madrid – e não faltou futebol para isso naquele dia -, os Reds teriam a manutenção da forma e do alto nível como prioridade desde 25 de junho, quando o título foi matematicamente garantido. E consequentemente, isso teria impactado no desempenho da equipe nos jogos seguintes.

A partir do momento que a taça já estava em suas mãos, o Liverpool perdeu duas vezes e empatou uma, deixando escapar mais pontos do que havia permitido no restante do campeonato todo.

Talvez não perdesse de forma tão categórica para o Manchester City, levando um 4 a 0 e vendo o ‘pasillo’ virar passeio. Talvez não tivesse tido atuações tão pouco empolgantes quanto nos triunfos sobre Aston Villa e Brighton.

Desde a conquista do título, o melhor momento em campo foi em um tropeço: o primeiro tempo no empate contra o Burnley. Não fosse a excepcional atuação do goleiro Nick Pope, o time de Jürgen Klopp teria boas chances de terem conseguido manter a sequência de vitórias em casa e podendo ser apenas o segundo time na história a terminar uma edição do Campeonato Inglês com 100% de aproveitamento em casa – o primeiro e único foi o Sunderland no fim do século 19.

Por fim, nesta quarta, Virgil van Dijk falhou. Alisson falhou. O inacreditável aconteceu duas vezes no mesmo tempo de jogo. Difícil imaginar que algo assim ocorresse em um Liverpool no seu mais alto nível de concentração e adrenalina em uma partida. Ainda mais em um clássico.

Lógico que a queda em si foi a grande frustração para o Liverpool na derrota para o Atlético de Madrid. Mas seus malefícios respingam até hoje.

Jogadores do Liverpool lamentam eliminação na Champions League para o Atlético de Madrid
Jogadores do Liverpool lamentam eliminação na Champions League para o Atlético de Madrid Getty Images

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Eliminação para o Atlético de Madrid foi pior ao Liverpool do que o imaginado

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Hull City, que há 4 temporadas tinha Robertson e Maguire, hoje leva de 8 a 0 e se aproxima da 3ª divisão

André Donke
André Donke

Nesta terça-feira, em um jogo pela Championship que há alguns anos seria pela Premier League, o Wigan venceu o Hull City... por 8 a 0!

Segundo o Opta Sports, foi a primeira vez que os Tigers sofreram oito gols em um jogo de liga nacional desde novembro 1911 – na ocasião, levaram 8 a 0 do Wolverhampton. O time jamais sofreu nove gols neste tipo de partida.


O resultado deixa o Hull na 22ª colocação, a primeira dentro da zona de rebaixamento, a duas rodadas do fim da competição. A equipe foi justamente ultrapassada pelo Wigan, que perderá 12 pontos ao final da temporada por ter entrado em administração judicial. Os Latics têm os mesmos 45 pontos que o concorrente, mas fica à frente por conta de um melhor saldo de gols (1 a -26).

Na próxima rodada, o Hull receberá o vice-lanterna Luton Town em um jogo decisivo e que será crucial para a permanência na segunda ou a queda para a terceira divisão.

Goleada histórica à parte, a fase não ajuda em nada, já que os Tigers perderam seus últimos quatro jogos e têm um total de nove derrotas nas últimas 11 rodadas. A equipe tem ainda a pior defesa da competição com 83 gols.

Nem dá para imaginar que há quatro temporadas o clube tinha dois dos melhores defensores do mundo...

Na Premier League 2016-17, o elenco contava com Harry Maguire e Andrew Robertson. O primeiro virou o zagueiro mais caro da história nesta temporada e capitão do Manchester United, enquanto que o segundo é titular absoluto do Liverpool e um dos principais laterais-esquerdos na atualidade, além de ser o atual campeão da Premier League e da Champions League.

Harry Maguire e Andrew Robertson em ação pelo Hull City em 2017
Harry Maguire e Andrew Robertson em ação pelo Hull City em 2017 Getty Images

Maguire foi titular em 25 rodadas daquele Campeonato Inglês, antes de ser negociado com o Leicester City por 13,7 milhões de euros. Dois anos depois, acabou vendido ao United por 87 milhões de euros. Foram três anos no Hull, com um curto empréstimo ao Wigan no período.

Assim como o zagueiro, Robertson também ficou entre 2014 e 2017 no clube, sendo vendido ao Liverpool por 9 milhões de euros. Em sua última campanha pelos Tigers, ele foi titular em 31 partidas da Premier League.

A presença da dupla, no entanto, não evitou o rebaixamento da equipe naquela edição. Aliás, a temporada começou e terminou de forma ruim. No fim de agosto de 2016, quando o campeonato já havia sido iniciado, o Hull vivia uma situação complicada e só tinha 14 (!) jogadores profissionais no elenco, como apontou matéria do jornal Guardian à época.

O técnico Steve Bruce, que havia subido a equipe na campanha anterior, deixou o cargo antes do início da nova temporada. À época, o dono Assem Allam já buscava um comprador para o clube, mas não encontrou até hoje. O Hull segue à venda, conforme disse o vice-presidente Ehab Allam em entrevista recente à rádio da BBC.

Após ter sido 18º e 13º nas duas últimas edições da Championship, o time agora tenta evitar retornar à League One, a terceira divisão nacional, após 15 anos sempre jogando no primeiro ou segundo nível do futebol da Inglaterra.

A chance de a equipe ser rebaixada é de 59%, segundo o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN, que usa uma série de combinações matemáticas para calcular probabilidades no futebol.


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Um gol aos 51min do 2º tempo impediu que segundo maior campeão alemão fosse direto da primeira à terceira divisão

André Donke
André Donke

         
     


50min do segundo tempo. O Ingolstadt vai vencendo por 3 a 0 e garantindo o acesso à segunda divisão do Campeonato Alemão, depois de ter perdido o jogo de ida da repescagem por 2 a 0.

O resultado representava possivelmente um dos pontos mais baixos da história do Nuremberg, um clube de 120 anos. Afinal, o time havia acabado de ser rebaixado da elite – foi o lanterna em 2018-19 . Assim, ia sofrendo duas quedas seguidas.

O cenário já seria frustrante para qualquer equipe, mas é ainda mais para a segunda maior campeã da Alemanha, com nove títulos (o último em 1967-68), atrás só do Bayern de Munique, com 30 taças. Além disso, o Nuremberg é o quinto maior vencedor da Copa da Alemanha, com quatro troféus.

Na era Bundesliga (a partir de 1963-64), o time bávaro jogou a terceira divisão uma única vez. Depois de ter sido rebaixado da primeira divisão em 1993-94, o time iria ao terceiro escalão em 1995-96, mas voltaria de imediato, terminando como primeiro colocado em 1996-97.

Na sequência, conseguiu o acesso direto à primeira divisão. Na elite, inclusive, o clube conseguiu o sexto lugar em 2006-07 e 2010-11.  

O desespero de um iminente retorno à terceira divisão após 23 anos, no entanto, virou um alívio quando Fabian Schleusener marcou aos 51min do segundo tempo e determinou a permanência do Nuremberg na segunda divisão graças ao gol fora de casa.

Time do Nuremberg comemora após gol marcado diante do Ingolstadt
Time do Nuremberg comemora após gol marcado diante do Ingolstadt Getty Images

“Eu não faço ideia do que devo escrever. Nós ficamos!”, escreveu o clube em sua conta no Twitter ao final da partida.

A emoção foi refletida por Michael Wiesinger, ex-jogador do Nuremberg na década de 1990, que comandou o time interinamente nos playoffs e foi às lágrimas após o apito final.

Por questão de segundos o choro de alívio não foi o de frustração. O segundo maior campeão alemão segue na segunda divisão.

Michael Wiesinger fica emocionado após Nuremberg conseguir permanência na segunda divisão
Michael Wiesinger fica emocionado após Nuremberg conseguir permanência na segunda divisão Getty Images

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Qual time chegará melhor fisicamente para Champions League? Especialista analisa

André Donke
André Donke

Os confrontos das quartas e semifinais da Champions League foram definidos nesta sexta-feira, em sorteio realizado pela Uefa. Em um período tão atípico do futebol e do mundo, as equipes irão para a competição em realidades bem distintas, tendo em vista como se encerraram ou irão se encerrar cada temporada nacional na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália, únicos países com representantes no principal torneio de clubes do continente. 

Manchester City e Chelsea – encerram sua participação na Premier League em 26 de julho e podem estar na final da Copa da Inglaterra em 1º de agosto.

Juventus, Napoli e Atalanta – encerram sua participação na Série A em 1º de agosto.

Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid - encerram sua participação em LaLiga em 18 de julho.

Bayern de Munique – fez seu último jogo oficial em 4 de julho.

RB Leipzig – fez seu último jogo oficial em 27 de junho.

Lyon  - fez seu último jogo oficial em 8 de março. Disputará a final da Copa da Liga da França em 31 de julho.

PSG - fez seu último jogo oficial em 11 de março. Disputará a final da Copa da França em 24 de julho e a final da Copa da Liga da França em 31 de julho.

Manchester City, Chelsea, Juventus, Napoli, Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Lyon ainda atuarão pela volta das oitavas de final da Champions League em 7 e 8 de agosto.

As quartas de final irão ocorrer em jogo único em 12, 13, 14 e 15 de agosto. As semis serão em 18 e 19 de agosto, enquanto que a decisão está marcada para 23 de agosto. Todos as partidas acontecerão em Lisboa.

O blog conversou com Felipe Rabelo, coordenador de performances do Athletico-PR e especialista em preparação física de atletas, para abordar o impacto das diferenças de calendário de cada equipe antes da disputa da Champions.

Messi corre durante jogo contra o Tottenham pela Champions League em 2018
Messi corre durante jogo contra o Tottenham pela Champions League em 2018 Getty Images

Espanhóis, italianos e ingleses têm um calendário mais interessante?

Felipe Rabelo: Acredito que sim. É a questão de manter o ritmo de treino e de jogo. Se eu terminasse hoje o campeonato para daqui uma semana começar a Champions, é muito mais interessante do que quem vai terminar muito tempo atrás, em que vai ter que manter um ritmo de treinamento e um ritmo de jogo para manter o time no mais alto nível. A grande dificuldade é encontrar equipes para fazer amistosos nesta época, ou que tenha um cunho de jogo oficial de alta demanda, de alta competitividade. Mas acredito que neste sentido, terminar mais próximo, mas não em cima da hora da Champions, te coloca em um ritmo de treino e de jogo - e principalmente de mentalidade competitiva - muito maior.

Pode haver uma diferença quanto a ingleses e italianos (terminam seus compromissos mais perto da Champions) em relação aos espanhóis?

Felipe Rabelo: Acho relativo, porque dependendo da maneira como acabar o Campeonato Italiano... depende muito da qualidade dos jogos. Se, por exemplo, a Juventus enfrentar nas últimas rodadas equipes do meio da tabela para baixo, jogos teoricamente menos difíceis, que demandem menos física e mentalmente, pode ser que a recuperação deles desse final de campeonato seja menos difícil do que se tivessem enfrentando jogos e adversários muito complicadoss e de demanda física muito alta. Assim, terminar com uma semana ou menos para começar a Champions já seria suficiente para a recuperação mental e física. A maior preocupação que eu veria neste caso, é quem não vai perder jogador por questão de lesão, de sobrecarga, ou algum outro motivo, porque depende muito mais de como cada um vai terminar esse campeonato, tanto o Inglês, como o Espanhol e o Italiano, no sentido de qual é o estado como termino a competição, poorque até lá, mesmo quem tiver com um problema físico, com uma lesão mais branda, coisas que se recuperam em poucos dias, quem terminar antes, pode ser que tenha essa vantagem para recuperar esse atleta. Com relação a questões físicas, acredito em como vai terminar a competição, para ver se vai precisar de muito tempo para se recuperar ou não. Para mim, é bem relativo. 

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Diferença entre condicionamento físico e condicionamento para o jogo

Felipe Rabelo: Temos que fazer uma análise um pouco mais sistêmica neste caso, porque eu poderia muito bem falar só da parte de condicionamento físico, mas somente estar apto fisicamente apto em uma condição ótima, não máxima, mas ótima, não garante sucesso no futebol. Até porque é um esporte coletivo, que envolve interação entre posição, inteligência para jogar e organização, etc. Considerando essas diferenças desses diferentes clubes dos diferentes países, aqueles que estiverem em competição, na minha opinião, estarão em vantagem. Por quê? Tem uma coisa chamada condicionamento físico e tem uma coisa chamada condicionamento para o jogo. Eu posso estar no meio de um processo de treinamento físico, treinando de maneira inespecífica, ou seja, corridas intervaladas, eu posso estar fazendo academia, posso estar fazendo trabalhos de potência, posso estar mesmo no campo fazendo alguns trabalhos específicos de aceleração, de mudança de direção, de resistência, mas isso não garante um condicionamento para o jogo.  

Então, poderia estar condicionado fisicamente. No entanto, para o jogo, que seria um treinamento baseado em comportamento, a parte técnica e tática do treinador, a questão mental, e o desenvolvimento da inteligência para jogar, e organização da equipe... se não estiver acontecendo esse tipo de treinamento, fica muito mais complicado de você acreditar que somente fisicamente bem, vai dar essa chance de ganhar. Acredito muito que os clubes que voltaram a competir agora (entrevista foi concedida em 19 de junho), como Italiano, Espanhol e Inglês, que eles vão chegar muito mais preparados com relação a condicionamento do jogo, que vem acompanhado do condicionamento físico. Eu estar condicionado fisicamente, treinando numa corrida no campo de uma maneira inespecífica, não me garante condicionamento para a parte física do jogo, porque, pensar que no jogo tem muitos sprints longos, muitas mudanças de direção, aceleração e desaceleração, isso acontece a todo momento dentro de um jogo. E se você estiver competindo, como está o Campeonato Italiano, Espanhol, Inglês... você está sendo exigido em uma condição extremamente alta de demanda. Assim,  você vai ficar muito mais condicionado para o jogo, em uma condição oficial, do que somente de treinamento.

Por mais que os atletas tivessem treinando em casa, sob supervisão do preparador físico do clube, ainda assim não é um condicionamento de jogo, não é um campo, não é um treino que tenha uma caráter muito mais de campo aberto, metabólico. Eles estavam treinando indoor, porque não podiam sair de casa. É um condicionamento específico diferente. Mesmo esses, se tivessem voltando bem antes, ainda assim não é garantia de sucesso. Agora, o mais importante para quem voltou antes, dentro de segurança do protocolo, é claro, é conseguir construir do ponto zero, o condicionamento do cara, gradativamente, para ele suportar o aumento de intensidade de treino. Aí passa, primeira, segunda, terceira semana de treinamento, você constrói o muro de proteção para aquele atleta para que não aconteça que nem no Brasil, que é voltar aos treinos as equipes e 15 dias depois estarem jogando em alto nível ou pelo menos em uma demanda competitiva muito alta.

Do ponto de vista do condicionamento físico de jogo, o amistoso oferece a mesma preparação do que um jogo oficial?

 Felipe Rabelo: Pensando em condicionamento físico de jogo, até por ser um amistoso, jogo-treino, não tem tanta motivação, não tem tanto engajamento dos atletas. Até porque, se não é um “jogo valendo”, muitos não dão o 100%, no sentido até de não entrar em divididas, correr até o final do campo naquela bola perdida. Sem contar a questão emocional, de não ter torcida, de não ser um jogo valendo, a importância daquela competição. Então, tem diferença, sim, até em uma questão de condicionamento físico, considerando que o comportamento do atleta é diferente. 

O cenário atual favorece algum estilo de jogo? Por exemplo, o Atlético de Madrid, que é conhecido pelo seu jogo coletivo e força defensiva?

 Felipe Rabelo: Acho que, na verdade, o que tiver os jogadores mais experientes e acostumados a jogar o mata-mata, leva mais vantagem. É claro que cada estilo de jogo permite vantagens e até tem desvantagens no formato de competição, mas acredito que, como vai ser só um jogo a partir das quartas de final, o que mais faz diferença vai ser aquele time que tem mais jogadores com experiência para esse tipo jogo, porque muitas vezes vai acontecer o que você comentou do Atlético de Madrid. Pode acontecer que saiam placares muito curtos, e talvez quem esteja mais acostumado a jogar este tipo de jogo consiga suportar ou manter o placar a seu favor, ou consiga jogar para conseguir reverter. É difícil de dizer.

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Tudo dominado: Em 6 horas, Bayern é campeão da terceira divisão e da Copa da Alemanha

André Donke
André Donke

Que o Bayern de Munique reina absoluto no futebol alemão, disso não há dúvidas. O time acaba de fechar a dobradinha pela segunda temporada consecutiva e foi a 30 títulos do campeonato e 20 da copa, tendo mais do que o triplo de qualquer equipe em ambas as competições.

Os oito títulos seguidos na Bundesliga representam a maior dinastia na história do país, que tinha visto somente tricampeonatos até então.

Porém, os bávaros foram além – se é que isso parecia possível.

O time II perdeu para o tradicional Kaiserslautern por 1 a 0 neste domingo e terminou na primeira colocação da terceira divisão com 65 pontos, um a mais do que Würzburger Kickers e Eintracht Braunschweig, que empatou e foi derrotado, respectivamente, na última rodada.

Apesar do título, o Bayern II é impedido de subir para o segundo escalão do futebol nacional.  Isso porque as duas primeiras divisões nacionais englobam a Bundesliga, onde não é permitido ter dois representantes de um mesmo clube. Dessa forma, Würzburger Kickers e Eintracht Braunschweig sobem direto, enquanto que o Ingolstadt, quarto colocado, irá disputar a repescagem com o Nuremberg por um lugar na segunda divisão.

Bayern de Munique conquistou a Copa da Alemanha e a terceira divisão neste sábado
Bayern de Munique conquistou a Copa da Alemanha e a terceira divisão neste sábado Getty Images - Montagem ESPN

Pela primeira vez na história da 3.Liga, um time reserva ficou com o título. E o Bayern II havia acabado de subir, depois de ter conquistado a liga regional bávara em 2018-19 e conquistado o acesso ao vencer o Wolfsburg II nos playoffs. Na ocasião,  Kwasi Okyere Wriedt foi peça fundamental ao marcar os dois últimos gols da vitória por 4 a 1, no jogo de volta, após o Bayern II ter perdido a ida por 3 a 1.

Wriedt foi mais uma vez importante ao terminar como goleador da terceira divisão nesta temporada, com 24 gols, quatro a mais do que o veterano Albert Bunjaku, do Viktoria Colônia.

Além do artilheiro, Alphonso Davies, Michaël Cuisance, Joshua Zirkzee, Sarpreet Singh, Oliver Batista Meier, Leon Dajaku, Chris Richards e Jamal Musiala são os outros atletas que estiveram em campo em conquistas do elenco principal e da segunda equipe em 2019-20.

Wriedt, o ‘Lewandowski’ do  segundo time, ficou sem marcar na partida contra o Kaiserslautern que acabou por volta das 11h (de Brasília), mas o mesmo não pode se dizer do camisa 9 do time principal, que às 17h (de Brasília) comemorava a dobradinha com a vitória por 4 a 2 sobre o Bayer Leverkusen. Lewandowski foi às redes duas vezes e fechou como artilheiro da competição, com seis gols – ele também foi o goleador da Bundesliga, com 34 tentos.

Ou seja, nas duas últimas temporadas, o Bayern de Munique foi duas vezes campeão da primeira divisão, duas vezes campeão da Copa da Alemanha, campeão de sua liga na quarta divisão e campeão da terceira divisão. Teve o artilheiro da Bundesliga duas vezes e o artilheiro da liga regional bávara em 2018-19 e o artilheiro da terceira divisão em 2019-20.

O domínio do Bayern nunca foi tão grande. Seja em qual divisão for.

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'O clube que nasceu antes do futebol': conheça o adversário do Werder Bremen por um lugar na Bundesliga

André Donke
André Donke

Qual divisão o Werder Bremen disputará em 2020-21? A pergunta começa a ser respondida nesta quinta-feira, quando a equipe recebe o 1. Fussball Club Heidenheim 1846, pelo jogo de ida da repescagem da Bundesliga.

Espera, 1846? Isso mesmo. Dezessete anos antes de as 18 primeiras regras terem sido introduzidas, o que determina o nascimento do futebol moderno.

A data que é levada no nome do clube diz respeito à fundação do clube esportivo da cidade, o Heidenheimer Sportsbund, que existe até hoje e tem cerca de 4200 sócios, de acordo com informação no site da cidade.

O registro de um time de futebol só veio em 1910 com o VfB Heidenheim, como é apontado no site oficial do clube. O time em sua condição atual existe desde 2007, quando houve a separação do segmento do futebol em relação ao Heidenheimer Sportbund.

Heidenheim
Heidenheim FC Heidenheim/Divulgação - Getty Images

Naquele ano, o clube estava na quarta divisão, tendo conseguido o acesso em 2009. Em cinco anos na 3.Liga, a equipe somou um sexto, um nono, um quarto e um quinto lugar, antes de conseguir o título e subir para o segundo escalão do futebol nacional.

Desde então, o Heidenheim está em sua sexta campanha seguida na 2. Bundesliga. Tirando um 11º lugar em 2015-16 e uma 13ª posição em 2017-18, a equipe esteve entre os oito primeiros em todas as outras edições.

A quinta colocação na temporada passada tinha sido sua melhor campanha, até o terceiro posto em 2019-20, com direito a uma vitória dramática sobre o Hamburgo por 2 a 1 na penúltima rodada, que foi fundamental para que tivesse a chance de jogar a repescagem.

Todo esse processo de ascensão no futebol nacional veio com o técnico Frank Schmidt, que está no cargo desde 2007, logo após ter sido jogador do clube. Ou seja, o treinador de 46 anos pode levar o time da quarta para a primeira divisão nacional e ainda virar o técnico mais longevo no cargo na Bundesliga, status que pertence atualmente a Christian Streich (à frente do Freiburg desde o começo de 2012).

O caminho percorrido até aqui foi um desafio enorme, assim como serão os confrontos com o Werder, que tem um elenco avaliado em 137,68 milhões de euros segundo o site Transfermarkt, uma quantia muito maior que a do Heidenheim: 18,93 milhões de euros.

Aliás, por falar no elenco do clube, chama atenção o fato que 24 dos 25 nomes que entraram em campo pelo time na segunda divisão têm nacionalidade alemã. A exceção é o meio-campista austríaco Konstantin Kerschbaumer.

A bola rola no Weserstadion para Werder Bremen x Heidenheim às 15h30 (de Brasília) desta quinta-feira. A partida tem transmissão da Fox Sports.

Veja os gols de Werder Bremen 6 x 1 Colônia, pela última rodada da Bundesliga:

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