Monaco reencontra o PSG com apenas um dos 29 jogadores que entraram em campo na conquista do Francês há 3 anos

André Donke
André Donke

O Paris Saint-Germain visita nesta sexta-feira o Monaco, o único clube que conseguiu desbancá-lo no Campeonato Francês nos últimos oito anos. Na temporada 2016-17, o time de Leonardo Jardim foi à semifinal da Champions League e conquistou a Ligue 1, feitos que surpreendem tanto quanto a profundidade e a rapidez com que esse elenco foi desmontado.

Evidentemente que uma campanha como essas atrai o interesse de muitos gigantes europeus em seus jogadores, ainda mais os jovens promissores, como eram os casos de Kylian Mbappé, Bernardo Silva e Fabinho.

Porém, apesar desta consideração, chama muita atenção o fato de que dos 29 jogadores que entraram em campo em ao menos um minuto naquela edição do Campeonato Francês pelo Monaco somente permaneça o lateral-direito Djibril Sidibé, que era titular naquela equipe e voltou nesta temporada após ter sido emprestado ao Everton. O atleta foi titular em quatro de dez partidas da atual edição do Francês. Além dele, Jorge e Loic Badiashile estão emprestados a outros clubes.

Com isso, há, por exemplo, mais atletas do Monaco campeão em 2016-17 no PSG do que no próprio Monaco – além de Mbappé, o zagueiro Abdou Dialló também defende os parisienses atualmente. O mesmo vale para o Manchester City, que conta com Benjamin Mendy e Bernardo Silva.

O nome mais recente a ter deixado o clube em relação ao elenco campeão foi o zagueiro Jemerson, que foi o quarto com mais minutos disputados pela equipe monegasca na Ligue 2016-17 e acertou com o Corinthians neste mês.

As mudanças também se deram no banco de reservas. Leonardo Jardim até levaria a equipe ao vice em 2017-18, mas seria demitido no começo da campanha seguinte após um início ruim. Thierry Henry ficou só 20 jogos, e o próprio Jardim voltou para o comando da equipe que terminou em 17º, uma posição e dois pontos acima do Dijon, que jogou um playoff para evitar a queda.

Jardim não terminou a temporada seguinte (2019-20), e Robert Moreno só ficou até o final dela, que teve um modesto nono lugar. Para a atual campanha, o clube contratou Niko Kovac, ex-técnico do Bayern de Munique, que vê o time chegar na 11ª rodada na sexta colocação com 17 pontos, dois a menos do que o vice-líder Lille.

Com chances de dormir na segunda posição, o Monaco terá de vencer o PSG, que não perde para o rival desde a temporada em que foi destronado por ele. Após um 3 a 1 do time do Principado por 3 a 1 em agosto de 2016, pela Ligue 1, foram 12 jogos, com dez vitórias dos parisienses e dois empates.

Jogadores do Monaco comemoram título do Campeonato Francês de 2016-17
Jogadores do Monaco comemoram título do Campeonato Francês de 2016-17 Getty Images

Veja quem eram, quantos minutos disputaram e onde estão hoje os jogadores campeões franceses pelo Monaco em 2016-17:

Kamil Glik (Benevento) - 3240 minutos

Danijel Subasic (sem clube) - 3240 minutos

Fabinho (Liverpool) - 3070 minutos

Jemerson (Corinthians) - 3058 minutos

Bernardo Silva (Manchester City) - 2800 minutos

Thomas Lemar (Atlético de Madrid) - 2611 minutos

Djibril Sidibé (Monaco) - 2321 minutos

Valère Germain (Olympique de Marselha) - 2240 minutos

Tiemoué Bakayoko (Napoli) - 2220 minutos

Benjamin Mendy (Manchester City) - 2061 minutos

Falcao García (Galatasaray) - 1938 minutos

João Moutinho (Wolverhampton) - 1766 minutos

Kylian Mbappé (PSG) - 1499 minutos

Almamy Touré (Eintracht Frankfurt) - 1082 minutos

Andrea Raggi (sem clube) - 968 minutos

Nabil Dirar (Fenerbahce) - 864 minutos

Guido Carrillo (Elche) - 584 minutos

Gabriel Boschilia (Internacional) - 435 minutos

Abdou Diallo (PSG) - 386 minutos

Kévin N'Doram (Metz) - 319 minutos

Adama Traoré (Hatayspor) - 280 minutos

Corentin Jean (Lens) - 100 minutos

Ivan Cavaleiro (Fulham) - 97 minutos

Morgan De Sanctis (aposentado) - 90 minutos

Jorge (Basel) - 90 minutos*

Marcel Tisserand (Fenerbahce) -  90 minutos

Seydou Sy (sem clube) - 45 minutos

Loic Badiashile (Las Rozas) - 44 minutos*

Irvin Cardona (Brest) - 16 minutos

*Jogadores atualmente emprestados pelo Monaco

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Volte com a máscara, Aubameyang!

André Donke
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Toni Kroos é brilhante dentro de campo e tem uma precisão com a bola nos pés impressionante, mas nos microfones deu uma bola fora.

"Quando há uma dança ou uma coreografia ensaiada, eu acho isso muito bobo. Ou ainda pior, quando há algum objeto escondido. Aubameyang uma vez celebrou e tirou uma máscara. Também não acho que seja um bom modelo a seguir. Que bobeira", disse o alemão em entrevista ao podcast Einfach mal Luppen.

O alemão tem todo o direito de não gostar de brincadeiras em comemorações e até de achar bobo, mas falar que não é um “bom modelo” já é exagero.

O profissionalismo de quem joga, e joga tão bem quanto Kroos, não impede que ele lembre que está também no esporte que traz uma das grandes alegrias e inspirações a muitas pessoas, inclusive crianças que, por sinal, normalmente adoram super-heróis, os homenageados de Aubameyang quando decide usar a máscara.

Quem nunca imitou uma comemoração de uma jogadora ou um jogador famoso ao fazer um gol na vida?

“O Toni Kroos tem filhos? Apenas para lembrar que eu fiz isso para o meu filho algumas vezes e eu farei de novo”, respondeu Aubameyang em sua conta no Twitter.

Por favor, Auba, faça de novo.

Observação: Só para não passar batido, Toni Kroos também fez um golaço na mesma entrevista ao criticar a ideia da criação de uma Superliga Europeia, um projeto que busca uma liga com apenas os principais clubes dos principais campeonatos nacionais do continente. Além de concordar com o posicionamento dele, acho fundamental os jogadores se manifestarem nestes tipos de assunto publicamente.

Aubameyang comemora gol marcado pelo Borussia Dortmund com uma máscara
Aubameyang comemora gol marcado pelo Borussia Dortmund com uma máscara Getty
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Trio da seleção italiana e melhor ataque: como Sassuolo surpreende e pode virar líder da Série A nesta sexta

André Donke
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É bem verdade que foram disputadas apenas seis das 38 rodadas do Campeonato Italiano, mas olhar a classificação e ver o Sassuolo na segunda colocação (um ponto atrás do Milan) não deixa de ser uma surpresa. Ainda mais com uma campanha invicta de quatro vitórias e dois empates em seis jogos, com o melhor ataque isolado da competição (18 gols) e com a chance de dormir na liderança nesta sexta-feira. Para isso, basta vencer a vice-lanterna Udinese em casa.

Um bom reflexo do grande momento da equipe – e especificamente do seu setor ofensivo - é o fato de os atacantes Francesco Caputo e Domenico Berardi terem feito parte da seleção italiana na última Data Fifa.

O primeiro é um jogador de 33 anos que chegou ao clube em 2019 e anotou 21 gols e sete assistências na Série A em 2019-20 e tem cinco gols em cinco partidas na atual edição, além de passes para outros dois. Já o segundo nome foi o terceiro principal garçom do último Italiano com dez assistências, além de ter feito 14 gols. Na atual campanha, o atleta de 26 anos revelado pelo próprio clube soma três gols e duas assistências.

Além deles, outro nome de seleção italiana é o meio-campista Manuel Locatelli, de 22 anos, que é avaliado em 30 milhões de euros pelo site Transfermarkt, sendo o mais caro do elenco. Nesta Série A, ele é quem mais tocou na bola (646 vezes), é o segundo em desarmes (14), o sétimo em recuperações de bola (41) e segundo em passes completos (469). Na última edição, Locatelli já tinha sido o quarto em toques na bola (2663) e o líder em desarmes (50).

Manuel Locatelli (à esq.) comemora após marcar pelo Sassuolo diante do Napoli
Manuel Locatelli (à esq.) comemora após marcar pelo Sassuolo diante do Napoli Getty Images

Outro nome do elenco que chama atenção pelos números é Jérémie Boga, atacante de 23 anos avaliado em 25 milhões de euros e que foi contratado por 3 milhões de euros em 2018 junto ao Chelsea, clube pelo qual fez uma única partida pelo time principal. No último Italiano, ele marcou 11 gols e foi disparadamente o líder em dribles certos, com 132 - 39 a mais do que i segundo colocado Gaetano Castrovilli.

Além dos destaques individuais e dos números ofensivos, outro aspecto que explica o grande início do Sassulo é a tabela, sendo que o único time entre os principais do país na atualidade que enfrentou (e venceu) foi o Napoli. O clube ainda terá de jogar – duas vezes - com Milan, Internazionale, Juventus, Atalanta, Lazio, Roma, Fiorentina e Lazio.

De qualquer forma, isso não diminui o ótimo início de temporada do Sassuolo, que na verdade vive um bom momento não é de hoje. Para um clube que chegou à elite de forma inédita em 2013, ter se mantido na elite desse então é um feito notável. Além disso, o time conseguiu um sexto lugar em 2015-16 e uma classificação à Liga Europa e ainda terminou o último Italiano em oitavo. Desde 2018, a equipe é treinada por Roberto De Zerbi, de 41 anos.

Para efeito comparativo, o time somou 12 pontos nas seis primeiras rodadas em 2015-16, duas unidades a menos do que tem até o momento em 2020-21. Mais um motivo para encher o torcedor de esperança quanto a uma nova grande campanha na Série A.

Veja os resultados da equipe no Campeonato Italiano: 

Sassuolo 1 x 1 Cagliari 

Spezia 1 x 4 Sassuolo 

Sassuolo 4 x 1 Crotone 

Bologna 3 x 4 Sassuolo 

Sassuolo 3 x 3 Torino 

Napoli 0 x 2 Sassuolo

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GOAT! Bode mais famoso do futebol está na 9ª geração e apoia Colônia na Bundesliga até do zoológico

André Donke
André Donke

Nos últimos anos, o termo ‘GOAT’ (abreviação para greatest of all time – melhor de todos os tempos, em inglês) se popularizou em modalidades esportivas. As mais diversas opiniões fazem com que o termo cause inúmeras discussões e divergências. Mas o futebol tem incontestavelmente um GOAT, e não é Pelé, Maradona, Messi ou Cristiano Ronaldo. 

O GOAT vem da Alemanha, e é literalmente GOAT...De bode, em inglês.

Hennes IX durante partida do Colônia
Hennes IX durante partida do Colônia Getty Images

Um dos mascotes mais populares da Alemanha, o Hennes IX dá sequência a uma tradição que começou em 13 de fevereiro 1950, quando os donos do Circo Williams deram o animal ao clube que completava dois anos de existência. Ele acabou batizado em homenagem ao então jogador/treinador do time, Hennes Weisweiler, e é tão ligado ao clube, que inclusive faz parte do escudo.

A primeira versão do mascote ficou no 'cargo' até 1966 e viu de perto o Colônia ganhar os dois primeiros de três títulos do campeonato nacional, em 1961-62 e 1963–64 (primeira edição da Bundesliga). Além disso, o bode costumava ir também a jogos fora de casa.

Desde então, o clube ganhou mais um título da Bundesliga e cinco vezes a Copa da Alemanha. O Hennes foi do primeiro ao nono, e algumas coisas mudaram, especialmente em 2020.

O famoso bode vai às partidas em casa cerca de duas horas e meia antes e retorna pouco depois do apito final ao zoológico onde vive. Porém, isso não tem ocorrido nos últimos meses desde que houve a paralisação do futebol na Europa em março por conta da pandemia do coronavírus. 

“Como ele deve estar acompanhado de seu cuidador, Ingo Reipka, não é possível que ele traga sorte ao Colônia da beira do gramado por conta do conceito de proteção de higiene e infecção.  O Hennes IX aparece no estádio através de uma tela. As imagens do seu espaço no zoológico de Colônia são transmitidas ao vivo no RheinEnergieSTADION”, conta o clube alemão em resposta ao blog por email. 

O Hennes IX vive uma realidade completamente diferente de seus antecessores logo em seu primeiro ano como mascote oficial do Colônia - Hennes VIII se 'aposentou' no meio de 2019 e hoje desfruta de sua aposentadoria no zoológico. 

Contando com o apoio de seu mascote de forma virtual, o Colônia recebe o Bayern de Munique às 11h30 (de Brasília) deste sábado em busca de sua primeira vitória nesta Bundesliga.


O Hennes IX perdeu jogos por conta da pandemia e protocolo? Se sim, ele já tinha perdido jogos antes? 

Desde o começo da pandemia do coronavírus o Hennes IX não esteve mais no estádio. Como ele deve estar acompanhado de seu cuidador, Ingo Reipka, não é possível que ele traga sorte ao Colônia da beira do gramado por conta do conceito de proteção de higiene e infecção.  O Hennes IX aparece no estádio por meio de uma tela. As imagens do seu Geißbockheim (nome do local onde ficam as dependências do Colônia) no zoológico de Colônia são transmitidas ao vivo no RheinEnergieSTADION. Antes disso, ele só tinha perdido jogos em duas fases. Hennes VII perdeu quatro jogos. Na temporada 2000-01, ele não pode comparecer aos jogos contra o Wolfsburg e o Unterhaching por causa de uma doença na boca e na pata. Na temporada 2007-08, ele perdeu os dois últimos jogos em casa contra Hoffenheim e Mainz, assim como a comemoração pelo acesso à Bundesliga devido a uma artrose. 

O Hennes IX já tem um herdeiro? 

O Hennes IX está há um ano na função, sua estreia foi no jogo em casa contra o Borussia Dortmund pela temporada 2019-20. Ainda não há um substituto  Está planejado que ele tenha um descendente que algum dia possa ser seu herdeiro. 

O Hennes VIII ainda está vivo? 

Hennes VIII ainda vive em um próprio recinto no zoológico de Colônia, depois que no ano passado,  após 11 anos, ele foi liberado para a aposentadoria com diferentes questões em relação à idade.

 Como é a rotina do Hennes IX? Quanto tempo ele passa normalmente no estádio e no zoológico? 

No dia de jogo, Hennes normalmente é pego duas horas e meio antes da partida no zoológico. Ele tem um automóvel no qual é trazido ao RheinEnergieSTADION. Ele é saudado no aquecimento para a partida pelo locutor do estádio do Colônia, Michael Trippel, e então entra. Seu lugar é ao lado do banco do Colônia. Ele permanece até pouco depois do fim da partida e então é levado novamente ao zoológico, onde vive em seu Geißbockheim. 

Confira os períodos de cada Hennes como mascote do Colônia: 

Hennes I: 13 de fevreiro de 1950 até 4 novembro de 1966

Hennes II: 26 de novembro de 1966 até agosto de 1970

Hennes III: 22 de agosto de 1970 até julho de 1975

Hennes IV: agosto de 1975 até 13 de novembro de 1982

Hennes V: 20 de novembro de 1982 até julho de 1989

Hennes VI: agosto de de 1989 até 13 de março de 1996

Hennes VII: 15 de março de 1996 até 23 de julho de 2008

Hennes VIII: 24 de agosto de 2008 até 4 de agosto de 2019

Hennes IX: 4 de agosto de 2019 -

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A renúncia e o tropeço: terça-feira comprova que Real Madrid e Barcelona deixaram o topo da Europa

André Donke
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Pouco antes de o Real Madrid ir a campo pela Champions League, a atenção do futebol espanhol (e mundial) ficou dividida com a notícia da renúncia do presidente Joesp María Bartomeu no Barcelona.

O vexatório 8 a 2 para o Bayern de Munique e a derrota em El Clásico foram os capítulos finais de uma gestão que viu a tragédia em campo refletir a que ocorria também fora dele. Problemas tão grandes que quase causaram a saída do maior nome do clube.

Indo para as quatro linhas, o reformulado Barcelona segue muito longe dos seus melhores dias. A maior derrota de sua história, ocorrida há dois meses e meio, foi apenas o maior de diferentes argumentos de que foi rebaixado na escala do futebol europeu. Bom para seus rivais. Bem...

Na mesma terça, o Real Madrid voltou a vacilar na Champions, embora um poder de reação possa causar uma mentirosa positividade. O 3 a 2 para o Shaktar e o 2 a 2 com o Borussia Monchengladbach expuseram muito mais fraquezas futebolísticas do que virtudes de comportamento.

Reação do Real, virada do Atlético, empate em Bérgamo e mais: a terça-feira de Champions League


A vitória no clássico de sábado poderia maquiar algumas coisas, mas o segundo tropeço em dois jogos na Champions veio dias depois, a ponto de evitar qualquer oba-oba com um time que até venceu às vezes (e inclusive foi campeão espanhol com uma eficiência impressionante na reta final), mas que não convence desde Cristiano Ronaldo.

Acredito ainda que Barcelona e Real Madrid estarão no mata-mata da Champions, e lá a história é outra - há mais uma janela de transferências no meio do caminho, o momento emocional dos times pode ser diferente, pode haver ou não lesões... Porém, nesta terça-feira, está evidente que os dois gigantes espanhóis - e maiores vencedores da Champions neste século - não estão no momento na primeira prateleira da Europa.

Josep María Bartomeu, Karim Benzema e Sergio Ramos
Josep María Bartomeu, Karim Benzema e Sergio Ramos Getty Images - Montagem ESPN

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Do bosleigh ao título da Champions: conheça o especialista em laterais que liga Liverpool e Midtjylland

André Donke
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Os laterais do Liverpool têm sidos grandes destaques na Premier League nos últimos anos. E não só os jogadores da posição.

Os arremessos manuais também se tornaram um grande trunfo da equipe há dois anos, quando passou a contar com os serviços de Thomas Gronnemark, que desde 2004 atua como treinador voltado especificamente para tal recurso.

RB Leipzig e Ajax por exemplo, são outros times que também recorreram ao trabalho pioneiro de Gronnemark, que tem agradado na Inglaterra e teve seu contrato renovado no fim de julho. Outro clube com relação com o especialista é o Midtjylland, adversário do Liverpool nesta terça-feira pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League.

De acordo com a notícia publicada por Tom Hamilton sobre a extensão do vínculo, o Liverpool aumentou sua posse de bola em arremesso lateral sob pressão de 45,4% na temporada 2017-18 para 68,4%.

“Quando eu ouvi sobre Thomas, era claro para mim que eu queria encontrar com ele. Quando eu o encontrei, estava 100% claro que queria contratá-lo", disse Jürgen Klopp ao site oficial do Liverpool em agosto de 2018. "Ele é um bom cara, para ser honesto. Ele já (fez uma diferença). Os rapazes gostam disso. Quando você tem alguém que sabe o que está falando, isso sempre ajuda quando você quer melhorar alguma coisa".

E a melhora também foi sentida de forma bem expressiva em jogos como contra Wolverhampton e Tottenham, em que os gols da vitória sairiam de jogadas que começaram em uma cobrança de lateral (veja vídeo abaixo).

Do arremesso para a rede! Liverpool 'ensina' como começar jogadas perfeitas em cobrança de lateral

“Foi depois que o Klopp me ligou em julho de 2018 que as pessoas começaram a perceber quanto potencial havia em treinar laterais”, declarou Gronnemark ao blog. “Agora acho que todos os treinadores no mundo notam que laterais são muito importantes em um jogo”.

O dinamarquês vive o auge de seu reconhecimento em uma trajetória de 16 anos, com os títulos da Champions League e da Premier League do Liverpool nos últimos anos. No começo, não só a fama era mais limitada, como também o seu conhecimento. Ele focava totalmente em arremessos longos até que em 2008 teve um ‘insight’ vendo uma partida. “Eu vi que um time perdeu a bola no meio do campo por um lateral normal e pensei: 'isso foi ruim'. E perdeu outro, e outro. E vi: 'eles são realmente ruins nos laterais em todo campo'”.

Com a visão de aquilo era um problema global, a lupa de seu trabalho foi recuada, e a partir de então ele passou a olhar as diferentes possibilidades em sua área e iniciou sua “filosofia” sobre os arremessos: “O longo, o rápido e o inteligente lateral”. “Eu trabalho com todos os arremessos laterais pelo campo e também como os jogadores podem se mover e criar espaço”.

Thomas Gronnemark durante treino no Liverpool
Thomas Gronnemark durante treino no Liverpool Getty Images

O específico trabalho hoje ocupa 80% de seu tempo, que se divide também na função de palestrante motivacional. Sua relação com os clubes varia.

“Nas duas últimas duas temporadas estive por cinco semanas na pré-temporada com o Liverpool, e em todos os jogos do Liverpool eu faço análises dos laterais. Na última temporada e nesta temporada estive também cinco semanas com o Ajax, mas alguns times eu fico duas ou três semanas na temporada”.

Em alguns times, sua participação é pontual. “Em cada visita, não importa se são cinco visitas por temporada ou uma. Normalmente são dois ou três dias de treino. E a sessão de treinamento é de entre 30 e 45, às vezes 60 minutos, mas não é a sessão de treino inteira só sobre laterais”, declarou o dinamarquês, que classificou Andrew Robertson e Trent-Alexander Arnold como os melhores do mundo na arte do arremesso manual.

“Muitas pessoas pensam que é só uma questão de técnica de laterais longos, isso é uma pequena parte do meu treino”, contou. O seu propósito também consiste em “criar espaços, então o time pode manter a posse de bola ou pode marcar de chances que você cria em qualquer posição do campo.”

Talvez mais surpreendente que sua profissão seja a trajetória de Gronnemark. A biografia em seu site pessoal destaca seu início no futebol, a trajetória no atletismo e até no bobsleigh, sendo que integrou a seleção dinamarquesa por quatro anos. "Seu sonho era se classificar aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006", diz a publicação.

No entanto, a vida o arremessaria a outros sonhos, oportunidades e conquistas. 

Thomas Gronnemark (à dir.) posa para foto com Jürgen Klopp
Thomas Gronnemark (à dir.) posa para foto com Jürgen Klopp Arquivo pessoal

Postagem originalmente publicada em 28 de agosto de 2020

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20 rodadas sem vitória, jogador com camisa de rival e renúncia de presidente: Schalke vive crise sem fim antes de clássico

André Donke
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“Não há a favorito em clássico”. Só este clichê do futebol pode oferecer algum cenário de equilíbrio para o Borussia Dortmund x Schalke 04 deste sábado.

Ainda que os aurinegros venham de uma derrota no meio da semana para a Lazio na estreia da Champions League, isso está longe de se equiparar os (inúmeros) problemas de seu maior rival.

No campo, os Azuis Reais não vencem há 20 jogos na Bundesliga (13 derrotas e sete empates) – o último triunfo ocorreu em 17 de janeiro, quando fez 2 a 0 no Borussia Mönchengladbach.

Há nove meses, o time ainda era comandado por David Wagner, que permaneceu no cargo até o fim da Bundesliga, mesmo com o Schalke encerrando com 16 partidas sem vitórias, na modesta 12ª colocação e com a segunda pior campanha do segundo turno, com apenas nove pontos, um a mais do que o lanterna Paderborn.

A decisão de manter o técnico, porém, durou apenas duas rodadas. Após o 8 a 0 para o Bayern de Munique e um 3 a 1 para o Werder Bremen, o clube de Gelsenkrichen demitiu o treinador e contratou Manuel Baum, que foi goleado pelo RB Leipzig (4 a 0) na estreia e somou o primeiro ponto do time na última jornada com um 1 a 1 diante do Union Berlin, em casa, após ter saído atrás no placar.

Vedad Ibisevic lamenta durante derrota do Schalke 04 pela Bundesliga
Vedad Ibisevic lamenta durante derrota do Schalke 04 pela Bundesliga Getty Images

De acordo com o FiveThirthyEight, site parceiro da ESPN que usa uma série de combinações matemáticas para calcular as probabilidades jogo a jogo e nos campeonatos inteiros, o Schalke é no momento o time com maior probabilidade de rebaixamento no Campeonato Alemão: 48%.

A chance de a equipe vencer o clássico deste sábado é de 5%, diante de uma probabilidade de 80% de o Dortmund sair com o triunfo no Signal Iduna Park.

Se dentro de campo as coisas vão mal, o cenário é parecido fora dele. No fim de junho, o presidente Clemens Tönnies renunciou ao cargo (o qual ocupava havia 19 anos) em meio a uma temporada em que ele começou pedindo afastamento, após ter feito uma declaração racista. Meses mais tarde, ele viu seu frigorífico, o maior do ramo na Alemanha, ser palco de um surto de COVID-19.

O impacto da pandemia, aliás, envolveu um deslize do Schalke. Os Azuis Reais chegaram a lançar uma campanha para que seus torcedores não pedissem o reembolso do valor dos ingressos para os jogos que viriam a ocorrer sem público. O problema se deu quando o clube falou em pedir uma justificativa para detalhar exatamente o motivo de quererem a devolução. A repercussão negativa fez o Schalke desculpar-se, e o diretor de finanças, Peter Peters, pediu para deixar o cargo após 27 anos no clube.

Para completar, no meio de julho, o atacante Rabbi Matondo apareceu nas redes sociais fazendo exercícios físicos com a camisa do... Borussia Dortmund.

Ou seja, o clássico de sábado é uma oportunidade para o Schalke tentar começar a sair do fundo do poço ou descobrir que dava para afundar ainda mais – por incrível que pareça.

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A Champions além dos favoritos: Três nomes da geração 2000 para ficar de olho

André Donke
André Donke

A fase de grupos da Champions League está de volta. E é claro que os olhos estão quase todos voltados para os grandes craques e grandes times, ainda mais em uma edição em que teremos Cristiano Ronaldo x Lionel Messi logo no estágio de chaves.

Porém, o torneio também apresenta talentos emergentes em clubes que não estão entre os cotados a brigarem pelas fases finais. Com isso, o blog listou três nomes de enorme potencial em equipes – tradicionais ou não – que nasceram nos anos 2000 e não estão sob os principais holofotes.

Confira o guia da Champions League 2020-21

Dominik Szoboszlai, Ryan Gravenberch e Jérémy Doku
Dominik Szoboszlai, Ryan Gravenberch e Jérémy Doku Getty Images - Montagem ESPN

Dominik Szoboszlai (Red Bull Salzburg) - 19 anos

Valor de mercado: 25 milhões de euros*

O meio-campista húngaro chegou ao futebol austríaco ainda na base e passou pelo Liefering,  clube-satélite do Salzburg que disputa a segunda divisão. A transição para a equipe principal ocorreu de fato na segunda metade da temporada 2018-19, em que disputou 20 partidas (nove como titular).

Já na campanha 2019-20, o atleta não apenas se estabeleceu como titular absoluto, como também foi eleito o melhor jogador da Bundesliga austríaca, na qual somou nove gols e dez assistências pelo Salzburg. Ao longo da mesma temporada, o jogador se consolidou pela seleção húngara - sua estreia veio em março de 2019. Atualmente, ele soma dez partidas e dois gols pelo seu país.

A cinco dias de completar 20 anos de idade, Szoboszlai já possui mais de 100 partidas como profissional por clubes, sendo 68 partidas pelo Salzburg e 42 pelo Liefering. Na liga austríaca, seja primeira ou segunda divisão, são 90 jogos, 29 gols e 23 assistências.

Além disso, ele está entre os 20 finalistas do prêmio Golen Boy de 2020.

Ryan Gravenberch (Ajax) - 18 anos

Valor de mercado: 11 milhões de euros* 

Outro candidato ao Golden Boy - aliás, ele é um dos quatro nomes na disputa que nasceram em 2002 -, o meio-campista estreou pelo time principal do Ajax com 16 anos, ao entrar em campo em setembro de 2018 nos minutos finais de uma derrota para o PSV, pela Eredivisie. Naquele mesmo mês, o atleta fez um gol na vitória sobre o Te Werve por 7 a 0 na Copa da Holanda, aos 16 anos e 133 dias, superando o Seedorf como mais jovem na história a marcar pelo clube (16 anos e 361 dias).

Aqueles foram os únicos dois jogos de Gravenberch no time principal em 2018-19. Na campanha seguinte, este número saltou para 12, sendo titular em oito, e marcando três gols. Já em 2020-21, o meio-campista virou titular do Ajax, clube em que disputou um total de 17 jogos na carreira pelo time principal e com qual, em junho, renovou contrato até o meio de 2023. 

Além disso,  o meio-campista, que completou 18 anos em maio, tem sido titular também da seleção holandesa sub-21.

Jérémy Doku (Rennes) - 18 anos

Valor de mercado: 20 milhões de euros* 

O atacante estreou pelo Anderlecht aos 16 anos em 2018-19, temporada em que esteve em campo seis vezes (todas saindo do banco). Ele virou titular ao longo da campanha seguinte e deixou o clube no meio de 2020 após 37 partidas e seis gols, tendo sido contratado pelo Rennes por 26 milhões de euros, sendo o segundo sub-18 mais caro da última janela e o 11º na história do futebol, segundo o site Transfermarkt.

O jogador estreou pelo time francês na última sexta ao entrar em campo nos minutos finais do empate com o Dijon por 1 a 1, pela Ligue 1.

Grande aposta do time estreante na Champions League, o atacante, que fez aniversário em maio, também vive momento especial na seleção belga, tendo estreado pelo time principal em setembro e marcando logo em seu segundo jogo - primeiro como titular -, ao balançar a rede no triunfo por 5 a 1 sobre a Islândia pela Liga das Nações. Doku esteve na lista seguinte e atuou em todos os cinco jogos no período de suas duas convocações, sendo titular em três ocasiões.

Quais equipes passam para a próxima fase em cada grupo da  Champions League? Veja os palpites


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A Champions além dos favoritos: Três nomes da geração 2000 para ficar de olho

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Se você provar que cidade alemã não existe, ganha R$ 6,6 milhões e vaga em time da Bundesliga

André Donke
André Donke

Atual octocampeão alemão, o Bayern de Munique irá a Bielefeld neste sábado encarar o Arminia pela quarta rodada da Bundesliga. Bem, os bávaros farão isso se a cidade, de fato, existir...

Aliás, se você puder provar que ela não existe, então se apresse para mandar sua evidência, porque 1 milhão de euros (R$ 6,6 milhões na cotação atual) estão prestes a ir diretamente para sua conta. Além disso, já pode preparar suas chuteiras para defender o próprio Arminia, o time da “cidade que não existe”.

Bem, vamos deixar a maluquice de lado – ou nem tanto assim – e ir direto ao ponto.

Bielefeld é pivô de uma das piadas mais famosas da Alemanha. Tudo começou lá em 1994, quando o informático Achim Held criou um ‘meme’ antes mesmo dos tempos do ‘WWW’ ao escrever a teoria irônica depois que alguém, em uma festa em Kiel, no norte da Alemanha, havia comentado que esteve em Bielefeld e houve o comentário de que “isso não existia”.

Pronto, a história estava feita, e nem mesmo a ausência de redes sociais na época impediu que esta viralizasse.

“Mais do que 40% de todos os alemães conhecem a piada, que a cidade na verdade não existe”, contou ao blog Jens Franzke, chefe de comunicação do departamento de marketing de Bielefeld.

Vista da cidade de Bielefeld em 2013
Vista da cidade de Bielefeld em 2013 Getty Images

Em 2012, a própria chanceler da Alemanha, Angela Merkel, chegou a fazer uma brincadeira em relação ao tema ao falar sobre uma ida ao local. “Eu tive a impressão que eu estive lá".

“Angela Merkel não é necessariamente conhecida por fazer muitas piadas publicamente, por isso foi algo especial. Muitos cidadãos de Bielefeld riram na época também”, afirmou Franzke.

Nos 25 anos da brincadeira, veio à tona a ideia de torná-la em algo positivo para a cidade: o Bielefeldmillion. Quem provar que a cidade não existe, irá ganhar 1 milhão de euros.

“Nossa proposta era: se ninguém puder dar uma prova, então enterramos a "Conspiração de Bielefeld". Foi a última chance de provar a piada”, declarou. "Por meio da nossa campanha temos agora muitas pessoas em todo mundo que ouviram pela primeira vez sobre nossa cidade". 

Desde então, chegaram 2 mil tentativas (frustradas, é claro) vindas inclusive de países como Japão, Índia, Estados Unidos, Rússia e Nova Zelândia. E ainda mais países relataram sobre a curiosa proposta por meio dos mais diversos veículos de imprensa.

“A maioria das evidências era engraçada e pretendia ser uma piada. Recebemos, por exemplo, poemas, histórias curtas, histórias em quadrinhos e imagens. Algumas evidências foram especialmente elaboradas e complicadas, por exemplo, com argumentos de física (teoria quântica) e matemática (enigmas lógicos)”, disse Franzke.

“É claro que nenhuma evidência poderia mostrar que Bielefeld não existe. Mas nós nos divertimos refutando as evidências complicadas junto aos cientistas da Universidade de Bielefeld. Queríamos dar também boas e complicadas respostas às evidências complicadas.”

E se engana quem pensa que a história surgiu pelo fato de se tratar de uma cidade pequena ou nova. Fundada em 1214, Bielefeld tem cerca de 340 mil habitantes, ficando entre as 20 mais populosas da Alemanha.

Para falar um pouco de futebol também, o Arminia entrou na brincadeira e publicou um seu vídeo no Twitter (veja abaixo) em agosto de 2019 com o técnico Uwe Neuhaus prometendo um lugar no elenco principal a quem provasse que Bielefeld não existia.

Mesmo sem contar com este eventual reforço, o time se saiu muito bem na segunda divisão e terminou como campeão da competição, retornando à Bundesliga após 11 anos de ausência, período em que até chegou a cair para o terceiro escalão nacional.

Apesar da derrota na última rodada para o Werder Bremen, o clube começou de forma positiva em seu retorno na elite, com um empate fora de casa contra o Eintracht Frankfurt e uma vitória sobre o Colônia. Agora, receberá o Bayern de Munique em Bielefeld, a cidade que existe, sim!

Jogadores do Arminia Bielefeld comemoram título da segunda divisão alemã em 2019-20
Jogadores do Arminia Bielefeld comemoram título da segunda divisão alemã em 2019-20 Getty Images

 Confira a entrevista com Jens Franzke na íntegra:

Como essa ideia surgiu? Quem a criou?

A chamada "Conspiração de Bielefeld" foi publicada pela primeira vez na Usenet (predecessora do WWW). O autor se chama Achim Held, ele vive em Kiel (norte da Alemanha) e é informático. O cerne deste texto é que Bielefeld na verdade não existe ("Bielefeld nem existe"). A cidade seria uma invenção e as pessoas seriam apenas de mentira. Essa piada funcionou por causa disso, porque Bielefeld é relativamente grande (340 mil habitantes e é com isso uma das 20 maiores cidades da Alemanha), mas poucas pessoas tinham uma imagem da cidade (porque aqui não há destinos turísticos, por exemplo). Muitos alemães conhecem o nome "Bielefeld", mas sem terem visitado a cidade.

O texto de Held tem um histórico bizarro por trás de si: a piada "Bielefeld nem existe" pode ser descrita como um dos primeiros "memes" da língua alemã. Mais do que 40% de todos os alemães conhecem a piada, que a cidade na verdade não existe.

Queríamos fazer algo sobre isso. Nós trabalhamos pelo marketing da cidade, um departamento de relações públicas e marketing da administração da cidade. Em 2019 nós comemoramos os 25 anos da "conspiração". Esse foi o motivo para nossa competição satírica: 1 milhão de euros para a prova que não existe de fato Bielefeld. Queríamos com isso inverter a piada e usar isso de forma positiva. Nossa proposta era: se ninguém puder dar uma prova, então enterramos a "Conspiração de Bielefeld". Foi a última chance de provar a piada.

Nossa campanha foi um enorme sucesso. A imprensa no mundo inteiro noticiou sobre nosso desafio. E ele recebeu recentemente um dos mais importantes prêmios de marketing da Alemanha. 

Você pode falar sobre uma ou algumas das ideias mais criativas que receberam? Há uma atualização dos números?
 
Nos recebemos um total de 2 mil tentativas de prova de todo mundo. Também do Japão, Índia, Estados Unidos, Rússia e Nova Zelândia. A maioria das evidências era engraçada e pretendia ser uma piada. Recebemos, por exemplo, poemas, histórias curtas, histórias em quadrinhos e imagens. Algumas evidências foram especialmente elaboradas e complicadas, por exemplo, com argumentos de física (teoria quântica) e matemática (enigmas lógicos). É claro que nenhuma evidência poderia mostrar que Bielefeld não existe. Mas nós nos divertimos refutando as evidências complicadas junto aos cientistas da Universidade de Bielefeld. Queríamos dar também boas e complicadas respostas às evidências complicadas. Alguns exemplos estão aqui (em alemão).

O resultado do desafio era certamente claro: Bielefeld existe. E por meio da nossa campanha temos agora muitas pessoas em todo mundo que ouviram pela primeira vez sobre nossa cidade. Esse foi nosso objetivo.

Uma vez que ninguém pode provar a conspiração, houve um enterro irônico para a piada. Há agora na cidade uma pedra memorial. 

Pedra memorial da 'Consipiração de Bielefeld'
Pedra memorial da 'Consipiração de Bielefeld' Getty Images

Até mesmo a chanceler Angela Merkel mencionou a "conspiração de Bielefeld, não? Você pode falar sobre isso?

Nós não estávamos lá, mas  conhecemos relatos da mídia daquela época. Angela Merkel contou em 2012 diante de jornalistas de uma visita em Bielefeld. Ela fez referência à conspiração com uma piada e disse: "... então ela existe. Eu tive a impressão que eu estive lá". 

Angela Merkel não é necessariamente conhecida por fazer muitas piadas publicamente, por isso foi algo especial. Muitos cidadãos de Bielefeld riram na época também.

Houve/Há qualquer conexão entre a "conspiração de Bielefeld" e Bielefeldmillion com o Arminia Bielefeld?

Sim, houve uma conexão engraçada. O Arminia Bielefeld prometeu um outro prêmio para o desafio. Quem puder provar que Bielefeld não existe, como ganhador também teria um lugar como jogador profissional no time do Arminia Bielefeld. Nós achamos a ideia do Arminia muito engraçada!

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Gols, estreia e prêmio: a semana em que Calvert-Lewin foi o 'dono' do futebol

André Donke
André Donke

Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Robert Lewandowski...pode falar o nome de qualquer craque, ninguém teve uma semana tão grande  no futebol quanto Dominic Calvert-Lewin.

No último sábado, o atacante deixou sua marca na vitória do Everton por 4 a 2 sobre o Brighton, resultado que deixou os Toffees isolados na liderança da Premier League com 100% de aproveitamento. Além disso, o time venceu todos os seus sete primeiros jogos na temporada, um desempenho que não acontecia desde 1894-95.

Na quinta-feira, ele voltaria a balançar a rede, desta vez pela seleção inglesa no triunfo por 3 a 0 em amistoso contra o País de Gales. O jogador de 23 anos fazia sua estreia pelo English Team, sendo que foi titular e abriu o placar do confronto aos 26min do primeiro tempo.

Artilheiro do Everton segue brilhando, Ings faz de bicicleta, e Inglaterra bate Gales


Por fim, Calvert-Lewin completou seu ‘hat-trick de glórias’ nesta sexta-feira com o anúncio do melhor jogador do mês de setembro da Premier League, competição em que marcou nas quatro partidas que disputou atualmente e soma seis gols, sendo o artilheiro ao lado de Son Heung-Min. Ele foi o primeiro atleta do clube de Liverpool a ficar com a honraria desde Romelu Lukaku em março de 2017.

Além disso, o atacante já havia anotado um hat-trick na vitória sobre o West Ham por 4 a 1, em 30 de setembro, pelas oitavas de final da Copa da Liga Inglesa. Ele já soma nove gols em seis confrontos na temporada.

Vivendo melhor momento da carreira, o atleta está desde o meio de 2016 no Everton, quando foi contratado junto ao Sheffield United. O camisa 9 alternou períodos entre a titulatidade e o banco até se firmar nos 11 iniciais na reta final da temporada 2018-19. Já na campanha seguinte, começou em campo em 30 das 38 rodadas da Premier League e somou 13 gols na competição, mas fechou o campeonato com dez jornadas sem marcar. 

Pelo jeito, ele estava guardando tudo para o começo de 2020-21.

Dominic Calvert-Lewin
Dominic Calvert-Lewin Getty Images

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Quem brilhou, quem mais gastou e quem foi mais ponderado: um balanço do mercado mais modesto dos últimos tempos

André Donke
André Donke

A janela de transferências nas cinco principais ligas da Europa está fechada, e agora é tempo de ver se as estratégias de cada clube irão surtir efeito ao longo dos próximos meses. Como esperado, a pandemia do coronavírus teve um impacto financeiro significativo nas movimentações dos clubes.

No mercado antes do meio de 2019, os clubes das cinco principais ligas europeias somaram para 5,54 bilhões de euros em reforços. O valor foi mais de 2 bilhões de euros inferior na janela que acaba de fechar: 3,29 bilhões de euros.

Isso, no entanto, não impediu que alguns clubes ingleses investissem de forma intensa, enquanto, por outro lado, a dupla de gigantes espanhóis foi cautelosa. Há ainda clubes, que gastando mais ou menos, fizeram um mercado bem interessante e de destaque.

Com isso, o blog fez uma análise de alguns pontos chamativos desta janela tão peculiar na história do futebol.

(Todos os valores utilizados neste texto são do site Transfermarkt)

Pinturas, faro de gol e mais: o que o Manchester United espera de Cavani, seu novo reforço


Os destaques do custo-benefício


Bayern de Munique: Perder Thiago Alcântara, definitivamente, não é bom, mas era algo um tanto inevitável tendo em vista o desejo do jogador. Além disso, o elenco já estava preparado para este cenário, com Joshua Kimmich e Leon Goretzka sendo titular como volantes.

Dito isso, o mercado dos bávaros foi pontual. Buona Sarr, Marc Roca, Alexander Nübel, Tanguy Nianzou, Eric Maxim Choupo-Moting e Douglas Costa chegaram para suprir carências no elenco ou para dar mais profundidade a este, tendo custado, juntos, 19 milhões de euros.

Além disso, o grande reforço é um alvo antigo. Leroy Sané, em último ano de contrato ao Manchester City chega por 45 milhões de euros (bem abaixo do que o montante falado um ano antes) para brigar por titularidade.

Vale destacar também o histórico de Douglas Costa no Bayern e e Choupo-Moting na Bundesliga como aspecto facilitadore na adaptação de ambos.

O Bayern se mexeu bem, tanto técnica, quanto financeiramente.

Manchester United: Alex Telles vale mais do que os 15 milhões de euros pagos nele (estava em último ano de contrato no Porto) e chega para ser titular – o bom investimento também fica evidente ao se analisar que o clube gastou exatamente a mesma quantia que levantou com a venda de Chris Smalling, que praticamente não teria espaço. Donny van de Beek oferece mais alternativas ao jogo do time e, aos 23 anos, parece uma ótima aposta para se colocar 39 milhões de euros.

Da mesma forma que Van de Beek, Edinson Cavani não chega para uma posição que o United precisava urgentemente de alguém, mas é o Cavani – e vem de graça e em ótimas condições para ambos os lados. O contrato é só de dois anos, e qualquer uma das partes pode rompê-lo após uma temporada. Contratação de baixo risco por um nome que tem muito a oferecer ainda no futebol de mais alto nível.

O United ainda desembolsou um total de menos de 30 milhões de euros por dois promissores atacantes de 18 anos: Facundo Pellistri (8,5 milhões) e Amad Diallo (21 milhões).

Paradoxalmente, o elogio vai justamente a um clube que não conseguiu o seu maior objetivo. O sonhado Jadon Sancho não chegou, assim como nenhum nome com as características dele, mas os Red Devils conseguiram um mercado que teve três negócios interessantes no custo-benefício e duas apostas em jovens, sendo que uma foi por um valor nem tão alto.

Reforço do Manchester United, Alex Telles brilhou na conquista do Campeonato Português 19/20


Liverpool: Diogo Jota não foi barato (44,7 milhões de euros), mas chega para uma função muito necessária no elenco de Jurgen Klopp. O trio de ataque precisava de um reserva qualificado, não só pela questão técnica, mas para ter alguém com condições de almejar a titularidade e seguir regando a sementinha da ambição em um time que ganhou tudo.

O lateral-esquerdo Konstantinos Tsimikas dá mais opções no elenco, e Thiago Alcântara talvez seja o melhor custo-benefício desta janela.

É necessário destacar que os Reds tiveram um débito de ‘apenas’ 38 milhões de euros no mercado, graças às vendas de Rhian Brewster (tenho minhas dúvidas se valia a pena negociá-lo em definitivo), Dejan Lovren (este sim, valia muito a pena a negociação) e Ovie Ejaria.

Arsenal: Willian de graça e renovação de Pierre-Emerick Aubameyang foram duas mostras enormes de força do clube, assim como para deixar o torcedor empolgado com seu ataque.

A defesa precisava de reforços, então o clube buscou Gabriel Magalhães (um dos zagueiros mais desejados da Europa) por 26 milhões de euros. Outra carência era a de um meio-campista com as características de Thomas Partey e, apesar do alto investimento, me parece uma estratégia muito interessante pagar 50 milhões de euros nele.

O jogo dos Gunners já vinha em evolução em 2020, e este cenário deve ser potencializado com o bom mercado.

Além disso, Emi Martínez vinha muito bem na ausência do titular Bernd Leno, e o clube se aproveitou disso para conseguir uma venda de 17,4 milhões de euros ao Aston Villa.

Everton: Primeiramente, a ressalva: o excelente início de temporada – o melhor do clube em 126 anos – gera inevitavelmente uma empolgação instantânea com tudo que está ocorrendo em Goodison Park, o que torna qualquer elogio algo bastante conveniente.

De qualquer forma, deixando de lado a pequena amostra do que se viu na prática, o mercado do clube teoricamente também foi bem chamativo, além de arrojado e de muito CUSTO-benefício - os Toffees tiveram um débito de mais de 70 milhões de euros entre chegadas e saídas, o que representa o sétimo maior gasto na janela.

O meio de campo foi melhorado – e muito – com Abdoulaye Doucouré e Allan, sem contar a possibilidade de recuperação de James Rodríguez sob novamente o comando de Carlo Ancelotti. O fim da janela ainda teve o alto investimento em mais uma opção para a zaga com Ben Godfrey, do Norwich City, além da chegada por empréstimo de Robin Olsen para ser uma opção interessante para a reserva de Jordan Pickford.

Na teoria, o mercado pareceu muito bom; no pouco da prática até aqui, parece ainda melhor.

Thiago Alcântara, Alex Telles e Willian
Thiago Alcântara, Alex Telles e Willian Getty Images - Mosaico ESPN

Ingleses abrem a carteira


 Avaliar o mercado de cada clube é uma missão com muitos elementos de subjetividade, ainda mais em um período em que o futebol e o mundo vivem um cenário com muitas limitações financeiras. Por isso, apontei os destaques acima considerando bastante a ideia de custo-benefício e oportunidades de mercado. Agora, deixando de lado um pouco o dinheiro e pensando mais nas chegadas em si, um trio inglês viu o elenco melhorar muito nas últimas semanas.

Chelsea: Os Blues compensaram em uma janela só a proibição de contratações na última temporada. Com 171,2 milhões de déficit entre chegadas e saídas, o clube foi só um dos dois a passar dos 100 milhões no quesito – o outro é o Leeds United (105,2 milhões de euros) e mudou metade do seu time titular com as chegadas de Edouard Mendy, Thiago Silva, Ben Chilwell, Kai Havertz, Hakim Ziyech e Timo Werner.

Leeds United: O segundo colocado nos gastos mostrou que voltou à Premier League após 16 anos para ficar. Tendo como única grande perda o fim do empréstimo do zagueiro Ben White, o clube investiu pesado para repor a perda com dois nomes interessantes (Robin Koch e Diego Llorente), manteve o goleiro Illan Meslier e o meia-atacante Hélder Costa em definitivo e ainda melhorou consideravelmente o setor ofensivo com as chegadas de Raphinha e Rodrigo Moreno.

Aston Villa: Depois de investir pesado e quase cair no ano de seu retorno à elite do futebol inglês, o clube voltou a fazer contratações de impacto e parece que terá um ano mais promissor. Sem lucrar nada com saídas de atletas, o clube gastou 82,35 milhões de euros em quatro nomes para serem titulares: o goleiro Emiliano Martínez, o lateral-direito Matty Cash e os atacantes Betrand Traoré e Ollie Watkins. O último custou 30,8 milhões de euros e chega para suprirar uma das maiores carências do elenco: a de um goleador. Artilheiro da última Championship pelo Brentford, ele já fez um hat-trick contra o Liverpool.

Além disso, Ross Barkley chega por empréstimo e é outro que vem para ter um papel importante no time que tem como estrela Jack Grealish, que renovou seu contrato e permaneceu no clube, apesar de especulações na janela.


Cautela dos gigantes espanhóis


Outro ponto de despertar atenção foi a postura de Real Madrid e Barcelona em meio ao impacto financeiro do momento atual – no caso dos madrilenhos, vale ressaltar, há também os custos da reforma no estádio Santiago Bernabéu.

O Real não contratou um jogador sequer e tem como reforços os retornos de empréstimo de atletas como Martin Odegaard, Álvaro Odriozola e Andriy Lunin. Por outro lado, foi o clube que mais ganhou dinheiro no mundo na janela, ao conseguir 98,5 milhões de euros com saídas de atletas, com destaque para os 40 milhões de Achraf Hakimi e 30 milhões de Sergio Reguilón.

Já o Barcelona, em meio a uma crise esportiva e institucional, até mexeu bastante no elenco, mas precisando mostrar resiliência e levantar dinheiro com as saídas de atletas, o que levou a ter um débito de apenas 2,5 milhões de euros.

Se saíram Arthur, Nélson Semedo, Arturo Vidal, Luis Suárez, Ivan Rakitic, entre outros, chegaram Miralem Pjanic, Trincão, Sergiño Dest, Matheus Fernandes e Pedri, além do retorno de Philippe Coutinho.

A mudança na lateral-direita merece um destaque particular, com o Barça fazendo uma movimentação promissora. O clube lucrou, a princípio, 9 milhões de euros para ter Dest, um lateral de grande potencial e sete anos mais novo do que Semedo, que acabou vendido ao Wolverhampton.


A grande aposta


Jude Bellingham (Borussia Dortmund), Fábio Silva (Wolverhampton), Wesley Fofana (Leicester City), Jérémy Doku (Rennes)... O mercado mostrou diversos altos investimentos em jovens, mas a grande aposta é a de Victor Osimhen, que custou 70 milhões de euros ao Napoli e foi o segundo negócio mais caro de toda janela – desconsiderando os 72 milhões de euros em Arthur, por ter sido uma troca por Miralem Pjanic.

O atacante de 21 anos chega depois de apenas uma temporada no Lille, que havia o contratado por 22,4 milhões de euros junto ao Charleroi, da Bélgica, há um ano. Em 2019-20, o atacante somou 18 gols e cinco assistências em 38 jogos.



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3 gols em 2 jogos: Haaland começa a ser Haaland também pela Noruega

André Donke
André Donke

Erling Haaland impressionou o mundo do futebol ao longo do último ano, mesmo sem ter marcado pela seleção norueguesa principal. Mas a história começou a mudar...

O autor de 44 gols em 40 jogos por Red Bull Salzburg e Borussia Dortmund em 2019-20 aproveitou a Data Fifa e os dois jogos iniciais da Liga das Nações 2020-21 para anotar seus primeiros tentos Noruega. E foram logo três.

Depois de ter ido à rede na sexta-feira na derrota para a Áustria em casa por 2 a 1, o centroavante de 20 anos fez dois gols (sendo um golaço) no triunfo por 5 a 1 sobre a Irlanda do Norte, fora de casa, nesta segunda.

Erling Haaland comemora após marcar pela Noruega
Erling Haaland comemora após marcar pela Noruega Getty Images

Até então, ele havia atuado por 66 minutos no triunfo por 2 a 0 sobre Malta e por 14 minutos no empate por 1 a 1 com a Suécia - ambos confrontos em setembro de 2019 -, sem ter ido à rede.

Agora, seu histórico já mostra três gols em quatro jogos, uma estatística bem mais condizente de Haaland, alguém que, por exemplo, já fez nove gols em uma mesma partida pela seleção sub-20 na Copa do Mundo da categoria.

Com a ajuda de Haaland, a Noruega somou seus três primeiros pontos no grupo 1 da divisão B da Liga das Nações, um ponto atrás da líder Romênia.

O próximo compromisso dos nórdicos será pela repescagem da Eurocopa contra a Sérvia. Mais uma oportunidade de gols para Haaland, que não parece ter perdido nada de seu apetite.

 

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Segunda pior seleção do mundo completa 100 jogos seguidos sem vencer. E foram 99 derrotas

André Donke
André Donke

San Marino é conhecido como o grande ‘saco de pancadas’ do futebol europeu e alcançou uma marca neste sábado digna de tal reconhecimento. A seleção perdeu por 1 a 0 para Gibraltar pela primeira rodada do grupo 2 da série D da Liga das Nações e, com isso, chegou a 100 partidas sem vencer, com um retrospecto nada invejável de 99 derrotas e um empate. Sua última e única vitória na história foi em 28 de abril de 2004, quando fez 1 a 0 em Liechteinstein em um amistoso.

Desde então, seu grande feito foi o empate por 0 a 0 com a Estônia, em casa, em 15 de abril  de 2014 pelas eliminatórias da Eurocopa de 2016. A partir daí, foram 38 reveses (e contando), com destaque para o 10 a 0 da Croácia, os 9 a 0 da Bélgica e da Rússia e os 8 a 0 de Alemanha, da Itália e da Noruega.

Disputa de bola durante Gibraltar e San Marino
Disputa de bola durante Gibraltar e San Marino Getty Images

Disputando as eliminatórias da Eurocopa desde a edição de 1992 e as da Copa do Mundo desde 1994, a seleção tem um desempenho de 139 derrotas e três empates em 142 jogos nestas competições. Agora, conheceu seu sétimo revés em sete confrontos pela Liga das Nações.

Apesar do histórico, San Marino não é o último do ranking da Fifa. Isso porque seus 824 pontos são o suficiente para ficar na 209ª colocação, à frente apenas de Anguilla, com 821. O país caribenho, que chegou a empatar com Bahamas em novembro de 2018, perdeu para Trinidad e Tobago em novembro por 15 a 0 em um amistoso.

O duelo de sábado ainda tem outra história a ser mencionada. Gibraltar conheceu sua primeira vitória em quase dois anos. Desde que havia feito 2 a 1 sobre Liechtenstein em outubro de 2018 pela Liga das Nações, a seleção havia perdido os seus 12 jogos seguintes.

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Como dinamarquês virou especialista em laterais e foi do bobsled a 'trunfo' do Liverpool de Klopp

André Donke
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Os laterais do Liverpool têm sidos grandes destaques na Premier League nos últimos anos. E não só os jogadores da posição.

Os arremessos manuais também se tornaram um grande trunfo da equipe há dois anos, quando passou a contar com os serviços de Thomas Gronnenmark, que desde 2004 atua como treinador voltado especificamente para tal recurso.

RB Leipzig, Ajax, Midtjylland, por exemplo, são outros times que também recorreram ao trabalho pioneiro de Gronnemark, que tem agradado na Inglaterra. Não à toa, os Reds assinaram novo contrato com ele no fim de julho.

De acordo com a notícia publicada por Tom Hamilton sobre a extensão do vínculo, o Liverpool aumentou sua posse de bola em arremesso lateral sob pressão de 45,4% na temporada 2017-18 para 68,4%.

“Quando eu ouvi sobre Thomas, era claro para mim que eu queria encontrar com ele. Quando eu o encontrei, estava 100% claro que queria contratá-lo", disse Jürgen Klopp ao site oficial do Liverpool em agosto de 2018. "Ele é um bom cara, para ser honesto. Ele já (fez uma diferença). Os rapazes gostam disso. Quando você tem alguém que sabe o que está falando, isso sempre ajuda quando você quer melhorar alguma coisa".

E a melhora também foi sentida de forma bem expressiva em jogos como contra Wolverhampton e Tottenham, em que os gols da vitória sairiam de jogadas que começaram em uma cobrança de lateral (veja vídeo abaixo).

Do arremesso para a rede! Liverpool 'ensina' como começar jogadas perfeitas em cobrança de lateral

“Foi depois que o Klopp me ligou em julho de 2018 que as pessoas começaram a perceber quanto potencial havia em treinar laterais”, declarou Gronnemark ao blog. “Agora acho que todos os treinadores no mundo notam que laterais são muito importantes em um jogo”.

O dinamarquês vive o auge de seu reconhecimento em uma trajetória de 16 anos. No começo, não só a fama era mais limitada, como também o seu conhecimento. Ele focava totalmente em arremessos longos até que em 2008 teve um ‘insight’ vendo uma partida. “Eu vi que um time perdeu a bola no meio do campo por um lateral normal e pensei: 'isso foi ruim'. E perdeu outro, e outro. E vi: 'eles são realmente ruins nos laterais em todo campo'”.

Com a visão de aquilo era um problema global, a lupa de seu trabalho foi recuada, e a partir de então ele passou a olhar as diferentes possibilidades em sua área e iniciou sua “filosofia” sobre os arremessos: “O longo, o rápido e o inteligente lateral”. “Eu trabalho com todos os arremessos laterais pelo campo e também como os jogadores podem se mover e criar espaço”.

Thomas Gronnemark durante treino no Liverpool
Thomas Gronnemark durante treino no Liverpool Getty Images

O específico trabalho hoje ocupa 80% de seu tempo, que se divide também na função de palestrante motivacional. Sua relação com os clubes varia.

“Nas duas últimas duas temporadas estive por cinco semanas na pré-temporada com o Liverpool, e em todos os jogos do Liverpool eu faço análises dos laterais. Na última temporada e nesta temporada estive também cinco semanas com o Ajax, mas alguns times eu fico duas ou três semanas na temporada”.

Em alguns times, sua participação é pontual. “Em cada visita, não importa se são cinco visitas por temporada ou uma. Normalmente são dois ou três dias de treino. E a sessão de treinamento é de entre 30 e 45, às vezes 60 minutos, mas não é a sessão de treino inteira só sobre laterais”, declarou o dinamarquês, que classificou Andrew Robertson e Trent-Alexander Arnold como os melhores do mundo na arte do arremesso manual.

“Muitas pessoas pensam que é só uma questão de técnica de laterais longos, isso é uma pequena parte do meu treino”, contou. O seu propósito também consiste em “criar espaços, então o time pode manter a posse de bola ou pode marcar de chances que você cria em qualquer posição do campo.”

Talvez mais surpreendente que sua profissão seja a trajetória de Gronnemark. A biografia em seu site pessoal destaca seu início no futebol, a trajetória no atletismo e até no bobsleigh, sendo que integrou a seleção dinamarquesa por quatro anos. "Seu sonho era se classificar aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006", diz a publicação.

No entanto, a vida o arremessaria a outros sonhos, oportunidades e conquistas. 

Thomas Gronnemark (à dir.) posa para foto com Jürgen Klopp
Thomas Gronnemark (à dir.) posa para foto com Jürgen Klopp Arquivo pessoal

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No dia em que Messi e Barcelona chocaram o futebol, Real e Raúl ganharam 'Champions' inédita

André Donke
André Donke

25 de agosto de 2020 foi um dia em que o futebol mundial parou por causa do desejo de Lionel Messi em deixar o Barcelona. Mas o dia também foi de motivo para o Real Madrid comemorar - sem qualquer referência à enorme crise do seu grande rival.

O clube espanhol foi campeão da Uefa Youth League, uma espécie de Champions League entre os times sub-19. A comparação ganha ainda mais força com o fato de os participantes e as chaves serem configuradas exatamente como a Champions, embora outros times também sejam acrescentados no mata-mata.

O Real ficou com a taça ao vencer o Benfica na decisão por 3 a 2 no Colovray Stadium, Nyon (Suíça), cidade em que a Uefa é sediada. Pablo Rodríguez, Henrique Jocú (contra) e Miguel Gutiérrez marcaram para os espanhóis, enquanto Gonçalo Ramos anotou os tentos dos portugueses.

Foi a primeira vez que os merengues ficaram com o título do torneio, que existe desde 2014. Foi também a primeira conquista do nome mais famoso da partida, e que não estava em campo. Raúl González ganhou uma taça na função de forma inédita em sua curta carreira.

Raúl e time sub-19 do Real Madrid comemoram conquista da Uefa Youth League
Raúl e time sub-19 do Real Madrid comemoram conquista da Uefa Youth League Getty Images

O ex-atacante de 43 anos passou a treinar em 2018 nas categorias de base do Real e chegou ao Castilla em 2019, sendo o comandante dos primeiros jogos de Reinier pelo clube. Agora, consegue o seu primeiro troféu como técnico com a equipe sub-19.

Porém, esta está muito longe de ser sua primeira taça no futebol, é claro. Como atleta, ele faturou seis edições do Espanhol e três da Champions League, competição em que é o terceiro maior artilheiro da história, com 71 gols, atrás só de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Raúl também é o segundo maior artilheiro da história do Real Madrid, tendo somado 323 gols em 741 partidas entre 1994 e 2010.

“Esta é uma equipe extraordinária e tínhamos muita vontade de conquistar este torneio. Isso é comparável aos grandes momentos que pude viver como jogador. É precioso e quero dar a eles os parabéns, porque isso é um passo muito importante para sua carreira”, declarou Raúl depois da partida.

No mesmo dia em que o Barcelona levou um enorme golpe em seu futuro, o Real viu o seu levantar uma taça.

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No dia em que Messi e Barcelona chocaram o futebol, Real e Raúl ganharam 'Champions' inédita

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Reinier no Dortmund, um negócio que só parece haver ganhadores

André Donke
André Donke

O empréstimo de Reinier por duas temporadas ao Borussia Dortmund é, teoricamente, uma decisão acertada por todas as partes.

Na balança entre 'time grande' e 'time com espaço para jogar', ele encontrou o melhor cenário possível. Difícil imaginar um clube do mesmo tamnho ou maior que oferecesse uma expectativa de minutos em campo como deverá ter nos aurinegros.

Além disso, há um argumento que vem do próprio Real que fala a favor deste negócio. Achraf Hakimi foi emprestado aos Dortmund em 2018, quando ainda estava com 19 anos e somente 17 jogos no elenco principal dos espanhóis. Depois de uma primeira temporada ok, apesar da irregularidade, ele foi um ala monstruoso na segunda.

Reinier é apresentado no Borussia Dortmund
Reinier é apresentado no Borussia Dortmund Getty Images

Se não ficou no Real, ao menos atleta da seleção marroquina vai à Inter de Milão em um negócio de 40 milhões de euros e mostrando-se um jogador que evoluiu enormemente em dois anos na Alemanha. Seu patamar no futebol é completamente outro hoje.

Hakimi é só um de diferentes exemplos. Ousmane Dembélé, Giovanni Reyna, Jadon Sancho, Erling Haaland, Christian Pulisic... O Dortmund não tem medo de apostar em jovens e ainda oferece a eles a oportunidade de disputar o título de uma grande liga e jogar a Champions League.

E se esta fórmula tem funcionado tão bem até o momento, isso sugere uma preocupação do BVB em como lançar estes talentos, sem expô-los a um eventual risco desnecessário.

O Real não poderia esperar mais nada para a adaptação de um jovem que mal jogou profissionalmente na carreira, inclusive no Brasil. Talvez outros times na Espanha proporcionassem maior tempo de jogo, mas não um desafio e a chance de crescimento e visibilidade que terá no Signal Iduna Park.

Ainda que não representem qualquer garantia de sucesso, são muitos os pontos que falam a favor deste empréstimo. Seja da ótica de Reinier, do Borussia Dortmund ou do Real Madrid.

Reinier é anunciado pelo Borussia Dortmund com ritmo brasileiro e lembrança a Amoroso, Dedé, Tinga e outros ídolos

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Shakhtar constrói hegemonia nacional, joga mata-mata na Europa todo ano e ainda levanta R$ 800 milhões

André Donke
André Donke

Poucos times têm um sucesso maior do que o Shakhtar Donetsk na perspectiva do custo-benefício. O clube de 84 anos de existência passou a ser famoso na Europa neste século e vem se mantendo absoluto em seu país e presença garantida nas fases finais das competições continentais.

Campeão ucraniano pela primeira vez em 2002, o Shakhtar passou a ser dominante a partir de 2005. Venceu 12 das últimas 16 edições e confirmou o tetracampeonato nesta temporada ao terminar impressionantes 23 pontos à frente do Dynamo Kiev.

Em meio a este domínio em solo nacional, a equipe é presençaem mata-mata de competições europeias ininterruptamente desde 2012-13 (veja lista ao final do texto). Na atual edição, disputa a semifinal da Liga Europa, estágio que alcançou também em 2016.

Jogadores do Shakhtar comemoram durante vitória sobre o Basel
Jogadores do Shakhtar comemoram durante vitória sobre o Basel Getty Images

Antes, é importante lembrar, o clube foi campeão da Liga Europa em 2009 e alcançou as quartas de final da Champions League em 2011, que é o seu melhor desempenho na principal competição do continente. Da 80ª colocação no ranking de clubes da Uefa em 2004-05, o Shakhtar figura na temporada atual em 14º, à frente de times como Chelsea (15º) e a Inter de Milão (39º), por exemplo. 

Tudo isso foi feito fazendo um enorme caixa no que diz respeito ao mercado de transferências. Da temporada 2012-13 em diante, período em que o Shakhtar mantém sua sequência de participação em fases decisivas de competições europeias, o clube faturou 126,26 milhões de euros entre chegadas e saídas de atletas, sendo o 15º clube que mais lucrou, de acordo com números do site Transfermarkt. Foram gastos 156,34 milhões de euros em reforços e embolsados 282,6 milhões de euros com as vendas de atletas.

Mesmo sem o poder financeiro e de atratividade que os principais clubes e campeonatos da Europa, isso não impediu o Shakhtar de ser e se manter competitivo tanto em termos domésticos quanto continentais.

E há ainda uma enorme ressalva a se fazer. Desde 2014, quando começou a guerra no leste da Ucrânia, o time não atua em seu moderno estádio, a Donbass Arena,  o que representa um empecilho em termos esportivos, afetivos e financeiros.

Sem passos maiores que a perna, o Shakhtar caminha de forma brilhante ema mais uma temporada. Na Ucrânia e na Europa. 

No Bola da Vez, diretor de scout do Shakhtar Donetsk explica busca 'cada vez mais cedo' por jogadores no Brasil


Desempenho do Shakhtar em competições europeias nas últimas temporadas:

2012-13: Oitavas de final (Champions League)
2013-14: 16avos de final (Liga Europa)
2014-15: Oitavas de final (Champions League)
2015-16: Semifinal (Liga Europa)
2016-17: 16avos de final (Liga Europa)
2017-18: Oitavas de final (Champions League)
2018-19: 16avos de final (Liga Europa)

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Com elenco que custou menos do que Neymar, RB Leipzig vai da 5ª divisão à semi da Champions em 11 anos

André Donke
André Donke

Para muitos, a classificação do RB Leipzig à semifinal da Champions League pode ser um conto de fadas para um clube fundado em 2009. Mas, apesar do sucesso impressionantemente rápido, esta história não foi construída do acaso. 

A Red Bull viu no time uma possibilidade sucesso no esporte, assim como já conseguiu na Áustria, desde que a equipe começou na quinta divisão alemã. O projeto era chegar à elite nacional em dez anos. Precisou de sete.

Em sua segunda Champions League, já está na semifinal; nas oitavas de final, fez 4 a 0 no agregado no atual vice-campeão Tottenham; nas quartas, fez o Atlético de Madrid de Simeone (duas vezes vice-campeão) cair pela primeira vez para um time que não tivesse Cristiano Ronaldo do outro lado.

RB Leipzig derruba Atlético de Madrid de Simeone e enfrenta PSG na semifinal da Champions

Agora, irá enfrentar um PSG que renasceu em 2011, com um pesado investimento. Se para o Leipzig a Champions é um reflexo do sucesso de seu projeto, para o PSG esta é o objetivo maior.

Enquanto o clube francês chegou a dois jogos de alcançar a sua obsessão na base da tentativa e erro, o Leipzig é certeiro e mostra que o sucesso do futebol não é alcançado unicamente pelo dinheiro.

 Comparando com seu próximo adversário, o clube alemão gastou 177,38 milhões de euros para contar com os 26 jogadores que entraram em campo em 2019-20, menos do que os 222 milhões de euros que o PSG gastou para contratar Neymar, atleta que estrearia profissionalmente no mesmo ano em que Leipzig foi fundado.

Talvez mais importante que o investimento seja a continuidade em um time que conta com sete atletas que estão desde a segunda divisão - e todos seguem sendo importantes: Péter Gulácsi, Willi Orban, Lukas Klostermann, Marcel Halstenberg, Marcel Sabitzer, Emil Forsberg e Yussuf Poulsen (os cinco primeiros são titulares absolutos, embora Orban tenha sofrido com lesão na temporada).

A manutenção da base e um projeto muito bem definido permite que o Leipzig seja um time muito entrosado, conseguindo fazer com que seus jogadores possam trocar de posições na partida sem se confundirem e tendo um melhor entendimento em campo. Laimer, por exemplo, é taticamente brilhante, fazendo a função de volante ou de ala pela direita, o que alternou diante do Atlético de Madrid, dependendo se seu time estava atacando ou defendendo.

As contratações certeiras também dizem respeito ao técnico Julian Naglesmann, de ótimo trabalho no Hoffenheim e que repete o sucesso em sua primeira temporada à frente do Leipzig. O treinador de 33 anos – um mês mais novo do que Lionel Messi – é o reflexo da aposta na juventude e em tiros certeiros do clube.

Ah, e não vamos esquecer que o principal jogador do time, o atacante Timo Werner, responsável por quase metade dos 107 gols (incluindo os de hoje) do Leipzig na temporada, foi um reforço meramente do sofá, uma vez que já se juntou ao Chelsea.

Nada de grife, com uma ideia muito clara e em um futebol envolvente e extremamente coletivo, foi assim que o Leipzig escalou rapidamente o futebol alemão. Ou melhor, o europeu.

Time do RB Leipzig comemora classificação à semifinal da Champions League
Time do RB Leipzig comemora classificação à semifinal da Champions League Getty Images

Confira abaixo quanto custou cada jogador do RB Leipzig (todos os valores são do site Transfermarkt):

Kevin Kampl - 20 milhões de euros

Dani Olmo - 19 milhões de euros

Amadou Haidara - 19 milhões de euros

Ademola Lookman - 18,5 milhões de euros (contando os 500 mil euros de passagem por empréstimo anterior)

Nordi Mukiele - 16 milhões de euros

Timo Werner - 14 milhões de euros

Christopher Nkunku - 13 milhões de euros

Hannes Wolf - 12 milhões de euros

Dayot Upamecano - 10 milhões de euros

Konrad Laimer - 7 milhões de euros

Yvon Mvogo - 5 milhões de euros

Emil Forsberg - 3,7 milhões de euros

Patrik Schick - 3,5 milhões de euros (empréstimo)

Marcel Halstenberg - 3,5 milhões de euros

Péter Gulácsi - 3 milhões de euros

Tyler Adams - 2,63 milhões de euros

Willi Orban - 2 milhões de euros

Marcel Sabitzer - 2 milhões de euros

Yussuf Poulsen - 1,55 milhão de euros

Lukas Klostermann - 1 milhão de euros

Ethan Ampadu - 650 mil euros (empréstimo)

Philipp Tschauner - 350 mil euros

Ibrahima Konaté - sem custos

Dennis Borkowski - sem custos

Tom Krauß - sem custos

Angeliño – empréstimo

O desempenho do Leipzig no futebol nacional:

2009-10            5ª divisão         Campeão

2010-11             4ª divisão         4º colocado

2011-12              4ª divisão         3º colocado

2012-13             4ª divisão         Campeão

2013-14             3ª divisão         Vice-campeão

2014-15             2ª divisão         5º colocado

2015-16             2ª divisão         Vice-campeão

2016-17            1ª divisão          Vice-campeão

2017-18            1ª divisão         6º colocado   

2018-19           1ª divisão          3º colocado   

2019-20            1ª divisão          3º colocado   

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Wolverhampton encerra sua temporada de mais de um ano. Mas não é o time que mais jogou

André Donke
André Donke

Chegou ao fim a interminável temporada do Wolverhampton.

O time inglês foi eliminado pelo Sevilla com uma derrota por 1 a 0 pelo jogo único das quartas de final da Liga Europa. Depois de ter perdido um pênalti com Raúl Jiménez no primeiro tempo, a equipe foi amplamente dominada pelo Sevilla depois do intervalo, período em que finalizou uma única vez (fora do alvo), teve 26,5% de posse de bola e completou apenas oito passes no terço final do campo.

Assista ao gol da vitória do Sevilla sobre o Wolverhampton


Talvez os 45 minutos finais dos Wolves em 2019-20 refletissem um cansaço de uma campanha que teve mais de um ano de duração. Isso porque o time de Nuno Espírito Santo já estava em campo oficialmente em 25 de julho de 2019 para encarar o Crusaders, da Irlanda do Norte, pela segunda fase eliminatória do torneio continental.

Aquela foi a primeira de 59 partidas que disputaria em 383 dias. Desconsiderando os 100 dias em que os Wolves não atuaram em meio à paralisação do futebol por conta da pandemia do coronavírus, o time jogou em média uma vez a cada 4,8 dias.

O cansaço seria sentido por qualquer elenco, ainda mais um no qual houve somente 16 jogadores com pelo menos 900 minutos (dez partidas completas). Outros cinco nomes somaram pelo menos 180 minutos (duas partidas completas). Destaque para o capitão Conor Coady que disputou TODOS os 5130 minutos das 57 partidas em que esteve em campo. O zagueiro só não atuou nos dois compromissos da equipe pela Copa da Liga Inglesa.

Conor Coady disputou 5130 minutos pelo Wolverhampton em 2019-20
Conor Coady disputou 5130 minutos pelo Wolverhampton em 2019-20 Getty Images

O desempenho em campo foi positivo, com um sétimo lugar na Premier League pela segunda temporada seguida e a permanência na Liga Europa até as quartas de final. De qualquer forma, fica uma frustração para um clube que tinha chance de classificação em competição continental quando terminou a Premier League. Este sonho acabou interrompido com o título do Arsenal na Copa da Inglaterra, além de sua própria queda na Liga Europa nesta terça-feira.

Apesar destes números impressionantes e desgastantes, o Wolverhampton não fechará como a equipe das cinco principais ligas europeias com mais partidas somadas.

O Manchester United já tem 60 e certamente fará a 61ª primeira pela semifinal da Liga Europa diante do Sevilla. Além disso, o Manchester City soma 58 confrontos e chegará a 61 caso alcance a final da Champions League.

Confira quantos jogos cada uma das três equipes fez em cada competição:

Manchester United: 60 jogos (38 pela Premier League, 11 pela Liga Europa, 6 pela Copa da Inglaterra e 5 pela Copa da Liga Inglesa)

Wolverhampton: 59 jogos (38 pela Premier League, 11 pela Liga Europa, 6 pelas fases classificatórias da Liga Europa, 2 pela Copa da Inglaterra e 2 pela Copa da Liga Inglesa)

Manchester City: 58 jogos (38 pela Premier League, 8 pela Champions League, 6 pela Copa da Liga Inglesa, 5 pela Copa da Inglaterra e 1 pela Supercopa da Inglaterra)

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Seis horas antes de Barcelona x Napoli e Bayern x Chelsea, a bola rola para Champions 20-21

André Donke
André Donke

O impacto da pandemia do coronavírus no mundo também fez com que houvesse diversas alterações no futebol. Jogos sem público, cinco substituições, calendário estendido, competições europeias com formatos diferentes...

Outro aspecto – e bastante inusitado – deste cenário foi registrado neste sábado, dia em que ocorrem partidas de duas edições diferentes da Champions League.

Às 18h (de Brasília), Bayern de Munique x Chelsea e Barcelona x Napoli definem os últimos quadrifinalistas da atual disputa; seis horas antes, a bola rolou para o primeiro jogo da Champions League 2020-21.

E a próxima edição já começa com uma semifinal.

Sorteio dos confrontos da primeira fase preliminar da Champions League ocorreu em 17 de julho
Sorteio dos confrontos da primeira fase preliminar da Champions League ocorreu em 17 de julho Getty Images

A fase preliminar envolve quatro times, que se enfrentam em jogos únicos. Os dois vencedores neste sábado irão duelar na terça, com o ganhador se classificando para primeira fase classificatória - que irá ser disputada em 18 e 19 de agosto, dias antes da decisão da Champions 2019-20 (23 de agosto). Os três jogos do estágio inaugural ocorrem no Colovray Stadium, em Nyon, cidade suíça onde fica a sede da Uefa.

Na primeira partida, o Tre Fiori, atual campeão de San Marino, encara o Linfield, bicampeão da Irlanda do Norte.

A equipe britânica é comandada por David Healy, ex-atacante formado no Manchester United e com passagem por Leeds United. Pela seleção norte-irlandesa, ele é o maior artilheiro da história com 36 gols, sendo que chegou a fazer um hat-trick sobre a Espanha por 3 a 2, em setembro de 2006, pela eliminatória da Eurocopa.

Às 13h, Drita e Inter Club d'Escaldes, atuais vencedores do campeonato de Kosovo e Andorra, respectivamente, definem o outro finalista. Os atletas, membros da comissão técnica e árbitros ainda terão tempo o suficiente para tomar um banho e poder acompanhar as oitavas da Champions League da temporada que ainda não acabou.

Gabriel Jesus brilha, Manchester City vence Real Madrid e vai às quartas da Champions League

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Seis horas antes de Barcelona x Napoli e Bayern x Chelsea, a bola rola para Champions 20-21

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Casillas, o goleiro dos meus sonhos que me 'ajudou' a realizar um deles

André Donke
André Donke

Eu queria ser Iker Casillas no mesmo momento em que passei a achar que jogar no gol era mais legal do que na linha. Tinha uns nove ou dez anos.

Na mesma época também o futebol europeu passou a fazer parte da minha rotina. Sou o reflexo de uma geração de fãs do esporte que cresceu influenciada no que acontecia nos mais badalados campeonatos do mundo.

Estava presente em quase tudo. Nos jogos que eu jogava, nas camisas que comprava com minhas mesadas – a primeira, inclusive, foi do Real Madrid.  Gritar ‘Casillas’ até muitas vezes foi um gesto natural após uma defesa.

Iker Casillas faz defesa pelo Real Madrid em 2002
Iker Casillas faz defesa pelo Real Madrid em 2002 Getty Images

No nível em que jogava, coisa de colégio só, eu não me saía mal não, viu? E mesmo sendo baixinho. Embora o 1,82m de Casillas pudesse ser uma justificativa para minha identificação por ele, este não foi um aspecto que me despertou admiração – pelo menos não naquela época. Ele era minha referência e ponto.

O meu goleiro dos sonhos era uma inspiração para um garoto que simplesmente tinha no futebol como lazer, mas também foi alguém que contribuiu indiretamente para o que seria a minha profissão.

O querer ser Casillas me fez querer ter o futebol cada vez mais presente na minha vida. A paixão por jogar futebol levou à paixão para escrever e produzir conteúdos sobre futebol. Casillas bateu o tiro de meta da minha carreira.

Como ‘pseudo-torcedor’ do Real Madrid, vi ele ganhar a Champions League uma vez; como estudante de jornalismo e apaixonado pelo esporte, o vi erguer o mundo e me comover com suas lágrimas na África do Sul; como jornalista na tão sonhada ESPN, o vi conquistar a sua também tão sonhada ‘La Décima’ pelo Real; no meu blog e como comentarista da ESPN, tudo o que mais almejei profissionalmente, eu escrevo este texto para falar de sua aposentadoria.

Obrigado, Casillas. Para mim, você sempre será mais do que um dos grandes goleiros que o futebol já viu.

Milagres, posicionamento incrível e decisivo: veja grandes defesas da carreira de Iker Casillas

 

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