Vasco paga pelo que Flamengo fez ao São Paulo

Antero Greco
Antero Greco

São Paulo vence o Vasco com gols de Rigoni e Pablo e larga em vantagem na Copa do Brasil


Vamos falar sem rodeios? O São Paulo estava incomodado com a surra que levou do Flamengo no final de semana. Não é toda hora que se perde por 5 a 1 - ainda bem! Mas, quando isso acontece, não dá para ficar indiferente. E, para quem tem brios, a reação deve vir na primeira oportunidade possível. 

Ela veio, três dias depois da lavada no Maracanã. Quem pagou por aquilo que não fez foi o Vasco. Por sorte não ocorreu na mesma proporção; ainda assim, um tropeço que o complica na Copa do Brasil. Os 2 a 0 da noite fria desta quarta-feira (28), no Morumbi, vão pesar no duelo de volta, na semana que vem, no Rio. 

Não gosto muito de falar em “placar injusto”. Primeiro porque é um dos tantos lugares-comuns que usamos para comentar futebol. Segundo, porque o conceito de justiça no futebol é muito volátil. Exceto quando um time é garfado, se perde é consequência de algum tipo de deficiência que teve diante do adversário. 

Feita a ressalva, no parágrafo anterior, digo que não seria fora de propósito, se o Vasco voltasse para São Januário com um gol. Pois a rapaziada de Lisca Doido não se acovardou diante do rival tricolor. Está certo que o São Paulo começou com velocidade e vontade, foi pra cima, chutou um monte de vezes, até ficar em vantagem, com Rigoni, aos 13 minutos do primeiro tempo. O argentino é bom. 

Mas, conto pra quem não viu o jogo, os vascaínos não ficaram atrás, naquela de “não vamos nos expor, senão vira goleada”. Nada disso. Passado o susto inicial, tratou de colocar a bola no chão, aliviou o sufoco, rondou a meta de Volpi.

No segundo tempo, até foi mais constante do que o São Paulo. O problema do Vasco foi finalizar pouco. Restou para o Cano, como sempre, a função de tentar alguma coisa. Não deu, e, para complicar, no melhor momento tomou o segundo gol (Pablo, de cabeça, após cobrança de escanteio). Daí murchou mesmo. 

O São Paulo ficou muito no lucro, porque leva vantagem razoável para decidir a vaga para as quartas. Crespo tinha ficado dividido, entre tentar a sorte na Copa do Brasil e resguardar a tropa para o clássico de sábado com o Palmeiras. Por isso, deixou no banco alguns titulares. Alguns entraram só no segundo tempo. 

Jogadores do São Paulo comemoram gol sobre o Vasco
Jogadores do São Paulo comemoram gol sobre o Vasco Rubens Chiri / saopaulofc.net

Fosse o treinador tricolor aposta de vez na Copa do Brasil e na Libertadores, e tentava levar o Brasileiro em banho-maria. Fazer o suficiente para sair da zona de rebaixamento e esquecer qualquer pretensão de título. Mas entendo que também não dava para botar força máxima contra o Vasco e correr risco de ir esbagaçado para enfrentar o Palmeiras. Crespo já percebeu o tamanho da rivalidade local. 

O Vasco dá sinais de vida com Lisca. O time tem limitações, porém foi corajoso contra o São Paulo. Há desequilíbrio entre suas linhas. A defesa oscila, o meio às vezes padece de lentidão. Na frente, com disse, é torcer para Cano estar com pé calibrado. No entanto, se vê mais confiança. Pode não servir para anular a desvantagem na Copa do Brasil, mas tem tudo para ser útil na Série B. Porque, amigo vascaíno, a meta é voltar para a elite em 2022. E nunca mais cair!

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Timão ressurge, Palmeiras sucumbe

Antero Greco
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Assista aos gols de Corinthians 2 x 1 Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro


Tem gente que alega lugar-comum, quando se diz que Corinthians x Palmeiras é especial, pois sempre há algum desdobramento importante. Essas pessoas descrentes estão equivocadas: o dérbi paulista quase nunca passa em vão. E com muita frequência elege vilões e heróis, mesmo que por alguns momentos. 

A mais recente prova dessa tese secular veio na noite deste sábado (25), no clássico disputado na Neo Química Arena. Os 2 a 1 para a turma alvinegra indicam caminhos diferentes para os dois lados. Os corintianos ressurgiram na briga pelo G-4 (33 pontos em 22 rodadas) e os palmeirenses começaram a dar adeus ao título, mesmo com a segunda colocação atual (38 pontos, em 21 apresentações). 

Pra dizer a verdade, não foi um jogão, daqueles memoráveis, que entram na antologia de uma disputa que nasceu em maio de 1917. As duas equipes expuseram limitações, no gramado em Itaquera, e estão longe de empolgar. 

Mas, como afirmei no parágrafo acima, uma saiu de campo com esperança de dias melhores no Brasileiro de 21 e outra passa a carregar tremenda interrogação, não só para a trajetória que resta na Série A, porém sobretudo para o que esperar no duelo com o Atlético-MG, terça-feira, pela semifinal da Libertadores. O torcedor palestrino no mínimo vai sofrer um bocado, sem garantia de alegria no final…

Num resumo rápido, ficou óbvio o crescimento do Corinthians, com o aproveitamento da turma de peso que chegou recentemente. Giuliano, Renato Augusto, Willian e Roger Guedes fizeram a equipe encorpar, espalharam confiança para os demais e impuseram mais respeito aos adversários. 

Os dois primeiros foram bem, em especial na marcação. Willian participou de lances importantes, com o do primeiro gol. E Roger Guedes? Bem, ele foi o nome da noite, com os gols que definiram a vitória. O segundo, principalmente, foi extraordinário. Mais um clichê que funcionou: a tal da implacável “lei do ex”. 

Róger Guedes comemora após marcar para o Corinthians sobre o Palmeiras
Róger Guedes comemora após marcar para o Corinthians sobre o Palmeiras Rodrigo Coca/Ag Corinthians

E o Palmeiras? Segurou-se bem na hora de defender, exceto nos lances dos gols e ao menos em outras duas ocasiões boas para o Corinthians. Em compensação, foi um fiasco na construção de jogadas e, por extensão, nas finalizações. Impressionante como murcharam criatividade e Scarpa, Dudu, Wesley. 

Depois entraram Willian Bigode, Deyverson e Veron. Sabe o que fizeram? Nada. Só serviram para dar descanso aos que saíram. Como?! Esqueci do Luiz Adriano? Não esqueci, não. Ele é quem esqueceu de jogar e os companheiros esqueceram que estava em campo. Outro jogo em que passa em brancas nuvens…

Longe de mim gorar qualquer time. Mas, pelo que o Palmeiras tem feito (pouco) nos últimos tempos, acho bom o torcedor encomendar litros de chá de camomila e erva cidreira e preparar-se para passar nervoso na visita ao Mineirão. Se bobear, o ano termina para o Palmeiras dois meses antes do que aponta o calendário…

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PSG: rico também tem problemas

Antero Greco
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Tenho visto por aí que o ambiente no Paris-Saint Germain não é dos mais amenos. Sobretudo para Mauricio Pochettino. O técnico argentino conta com elenco milionário, opções de qualidade para todas as posições e, ainda assim, enfrenta dificuldades. 

Há cornetagem pelo desempenho da equipe, que lidera o Francês com 7 vitórias em 7 rodadas, mas nem sempre ganha com facilidade… E há restrições para as escolhas que faz nas escalações. Dizem, até, que já ocorreu atrito com Messi, recém-chegado e em adaptação ao novo clube.

Imagino como seria a rotina de Pochettino se dirigisse um time sem recursos, sem jogadores e que estivesse brigando para não cair. Esses “dramas” são coisas de quem tem dinheiro saindo pelo ladrão…

Firulas à parte, o ponto que me chama a atenção é a polêmica em torno de quem deva ser titular no gol do PSG. O clube tem Keylor Navas, costarriquenho de 34 anos de idade e dois de casa. Experiente, rodado, passou várias temporadas no Real Madrid antes de transferir-se para a França. 

Pochettino explica situação de Messi e coloca data possível para retorno do craque argentino


Mesmo assim, no mercado de verão europeu a direção do PSG foi atrás de Donnarumma, 22 anos e já campeão continental com a Itália. O moço estava livre e solto, por ter encerrado contrato com o Milan, e parecia um negócio de ocasião. O diretor Leonardo não vacilou em seduzi-lo com oferta tentadora. E lá foi o gigante de de quase dois metros (para ser exato, 1,96m) para tentar voo mais alto na carreira. 

Só que Donnarumma achou que seria titular logo de cara e não contava com oscilação de Pochettino. O treinador tem preferido mais Navas (jogou 7 dos 9 jogos até agora), enquanto o italiano amarga banco. Algo raro para ele, mesmo com carreira tão curta. (No Milan, ganhou espaço com 17 anos incompletos.)

Para complicar, jornal italiano (Corriere della Sera) diz que sul-americanos do elenco - Neymar, Marquinhos, Messi e  outros - estão fechados com Navas. Daí, para não se desgastar com bloco importante do elenco, Pochettino enrola Donnarumma. 

Pochettino diz qual ponto do jogo de Neymar tem chamado a atenção no PSG: 'Precisamos dar crédito a ele'


O que pode ser um erro técnico. O italiano, mesmo muito jovem, é melhor do que Navas. O que não significa que o costarriquenho seja ruim de bola. Só que o outro é craque, com idade suficiente para ser titular por uma década e meia no PSG. A Juventus já acenou com a possibilidade de acolhê-lo na próxima temporada, se persistir essa situação de saia-justa. Será? 

O dilema está posto, e o PSG neste sábado (25) tem duelo com o Montpellier, às 16h (de Brasília), com transmissão AO VIVO e EXCLUSIVA para assinantes Star+. Quem entra? Por ora, a tendência é a permanência de Navas. 

Que problemão, não? Se não tiver lugar pra um dos dois, pode mandar pra cá. Garanto que tem muito time brasileiro que receberia o “refugo” com honras.

Donnarumma saiu do Milan para ser feliz no PSG, mas por enquanto é mais banco
Donnarumma saiu do Milan para ser feliz no PSG, mas por enquanto é mais banco Claudio Villa/Getty Images
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Galo e Palmeiras vão “vivos” pra BH

Antero Greco
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Baixada a adrenalina do primeiro duelo pela semifinal da Libertadores-21, fica a constatação óbvia: Atlético-MG e Palmeiras vão sãos e salvos para a decisão da próxima terça-feira (28), em Belo Horizonte. O 0 a 0 no Allianz Parque não foi uma maravilha e tampouco desagradou aos dois lados. Cuca e Abel Ferreira deixaram claro que esperavam mesmo que a disputa ficasse aberta para o segundo round.

Por contraditório que pareça, o lado verde ficou mais aliviado com o placar intocado em São Paulo. Havia o pressentimento de desastre diante de um adversário em ascensão, empolgado com liderança folgada no Brasileiro e passagem para a semifinal da Copa do Brasil. O Galo era o favorito já para a partida de ontem. 

A estratégia de Abel esteve escancarada já na escalação que mandou a campo, com a presença de Luis Adriano no ataque e Felipe Melo no meio-campo. A dupla tem sido pouco utilizada no Brasileiro, porém ganhou preferência do treinador pela experiência e pela força física. Luis Adriano teve outra atuação apagada - e talvez fique fora do jogo de volta. Felipe deu conta do recado na proposta de segurar sobretudo Hulk e Diego Costa, atacantes de muito vigor e potência nos chutes. 


Cuca também retorna para casa com a sensação de que o empate não foi de todo ruim, apesar de Hulk ter desperdiçado excelente oportunidade para abrir vantagem, com o pênalti mandado na trave pouco antes do intervalo. O Galo não criou como de hábito, dada a marcação eficiente do Palmeiras. Em compensação, não sofreu pressão, não levou gol outra vez, manteve a invencibilidade e aposta em seu poderio ofensivo para garantir-se em outra final sul-americana. 

Claro que há riscos. Se o Galo levar um gol, necessariamente precisará da vitória, já que se anula a alternativa de definição por pênaltis. Esse detalhe pode fazer com que Abel opte por ataque mais veloz do que esse que escolheu como mandante (além de Luis Adriano, estavam Rony e Dudu). Não se deve descartar a hipótese de largar com Rony, Dudu e Wesley, um trio de muita velocidade nos contragolpes. 

A ameaça para os palmeirenses está na regularidade com que o Atlético chega ao gol rival. Raras as partidas, como a desta terça-feira, em que não faz ao menos um gol. E o Palmeiras já deu diversas, e preocupantes, mostras de que desmorona, em momentos decisivos, se ficar em desvantagem no placar. 


É jogo que tende a ser mais aberto do que aquele visto no antigo estádio Palestra Itália. Na primeira metade do tira-teima, prevaleceu o respeito mútuo. Respeito até exagerado, que resultou num espetáculo (uso a palavra por força do hábito, porque de espetacular não teve nada) sem emoção, sem ousadia e sem gols. Mas ok na visão do que pretendiam os técnicos, que era o de seus times irem “vivos” para BH..

No segundo capítulo, ambos deverão expor-se mais. Assim espero, e o futebol agradece.

Hulk x Felipe Melo: empate no duelo de jogadores experientes e fortes
Hulk x Felipe Melo: empate no duelo de jogadores experientes e fortes Cesar Greco / Palmeiras
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Galo e Palmeiras vão “vivos” pra BH

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Fla opaco. Grêmio agradece

Antero Greco
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Desde a chegada do Renato Gaúcho, raras vezes o Flamengo apresentou desempenho abaixo da média. Que me lembre, só em duas ocasiões: na surra que levou do Inter (4 a 0) e neste domingo (19), na derrota por 1 a 0 para o Grêmio. O mais forte candidato ao título brasileiro, ao lado do Atlético evidentemente, esteve muito aquém do habitual, parou nos 34 pontos e está a 11 de distância do líder, embora com duas partidas a mais para disputar. 

Nem sempre se consegue manter pegada forte em todo jogo. O Flamengo tem sido eficiente e certeiro nas horas em que interessa - e não é por acaso que chegou às semifinais da Taça Libertadores e da Copa do Brasil. Também não é por obra do destino que encostou no Palmeiras (38 pontos) no encalço do Galo. 

No entanto, este era duelo para ganhar. Sabem por quê? Por uma lógica clássica nos torneios por pontos corridos. Nesse tipo de competição, é regra de ouro não perder para times que estão na parte de baixo da classificação, como é o caso do Grêmio. Porque, em geral, são pontos irrecuperáveis, aqueles que fazem falta na hora da definição do campeão. Perder pontos para a turma de cima não dá tanta diferença, porque um pode roubar do outro. 

A verdade é que o Flamengo não esteve bem. Poucos e dispersos os lances mais bem trabalhados, que levaram algum perigo para os goleiros do Grêmio (Chapecó e Brenno). A ausência de Arrascaeta pesou, para a criação, como foram sentidas também as baixas de Filipe Luís e Diego. Além deles, Bruno Henrique ficou fora boa parte do jogo, entrou no segundo tempo e se mostrou muito apagado. Sumido, igualmente, esteve Gabigol, que deu uma finalização, se tanto, e sem direção. 

O Grêmio festejou vitória improvável, e que interrompe sequência pra lá de desagradável diante do rival rubro-negro: tinha perdido oito dos últimos dez jogos. Os outros dois terminaram com empate. Teve o mérito de ser atento e preciso na marcação e soube aproveitar a única oportunidade que apareceu, no gol de Borja pouco antes do intervalo. O colombiano ainda desperdiçou chance de fazer o segundo, já no fim do clássico, ao cobrar pênalti que Diego Alves defendeu. 

O resultado permite ao Grêmio vislumbrar mais concretamente a possibilidade de sair do desconforto da zona de rebaixamento. Tem muito concorrente pior para as quatro vagas para a Série B. O Flamengo tomou outra ducha fria, mas que pode ser-lhe útil, para redobrar a atenção daqui em diante no Brasileiro. Tem elenco e qualidade para brigar pelos três títulos aos quais está concorrendo. 

Borja fez o gol da vitória do Grêmio e ainda perdeu um pênalti
Borja fez o gol da vitória do Grêmio e ainda perdeu um pênalti LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
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Fla opaco. Grêmio agradece

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Empates empacam o Corinthians

Antero Greco
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O Corinthians ensaiou reação forte no Brasileiro, depois de largada preocupante. Foi em busca de contratações, venceu jogos difíceis (Ceará, Athletico e Grêmio) e embicou para a parte de cima. Surpreendeu até quem o considerava candidato a perambular pela zona morta da tabela, ali entre o 9.º e o 13.º lugares. 

Agora que outros concorrentes dão sinais de oscilação - casos de Fortaleza e Bragantino, principalmente -, o Corinthians não consegue engatar uma quinta marcha e entrar de vez no bloco principal. Tem espaço, até, para ficar entre os quatro melhores, desde que volte a colecionar vitórias. 

O problema é que tem emperrado com empates seguidos. Se não leva muitos gols, também não os faz. Por isso, fica nessa lenga-lenga de três 1 a 1, com Juventude, Atlético-GO e América. Pior, de novo perdeu pontos em casa, para time da parte de baixo da classificação, como neste domingo (19) contra o rival mineiro. 

A matemática para chegar a títulos, ou no mínimo ficar na zona de vaga para a Libertadores, é bem simples: ter o maior número possível de pontos como mandante e não entregar pontos de mão beijada para quem briga para não cair. Tropeçar para adversários fortes, aqueles que correm pela ponta, ainda passa. Escorregar diante dos mais frágeis só afasta de objetivos mais ousados.

O Corinthians pode, até, pôr as mãos para o céu pelo empate mais recente. Parece contraditório com o que escrevi no parágrafo anterior, mas é assim. Sobretudo pelo primeiro tempo na Neo Química Arena. O América foi quem tomou iniciativa, no começo, arriscou vários chutes e, com menos de dez minutos, abria vantagem, com Marlon. Vantagem merecida, pois tocava a bola, marcava forte, pressionava. 

Demorou um tempo para a rapaziada de Sylvinho segurar a empolgação do América, colocar a bola no chão, trocar passes e equilibrar. Tanto conseguiu que empatou antes do intervalo (com Giuliano) e ainda carimbou a trave, com Gabriel. 

No segundo tempo, o bom jogo teve ritmo mais lento, mas o Corinthians não conseguiu impor-se contra o rival que sente a corda no pescoço e é candidato a regressar para a Segundona. Ainda assim, teve chances, com Giuliano, para alcançar a virada. Ficou só na intenção.  A defesa anda mais protegida, o meio-campo melhorou, mas carece de ritmo, criatividade e resistência. O ataque, por extensão, oscila. 

Daí você me pergunta: e o William? Estreou de acordo com o esperado. Não decepcionou, tampouco desequilibrou. Teve participação no gol de empate, distribuiu bem o jogo no meio, porém sem fôlego ainda para os 90 minutos. Saiu aos 18 da etapa final e deu lugar para Renato Augusto. 

Os outros dois componentes do quarteto que chegou recentemente ficam mais à vontade: Giuliano fez o gol, teve possibilidade de marcar mais e foi substituído por Luan. Já Roger Guedes ficou o tempo todo em campo e busca entrosamento com Jô e com Gabriel Pereira (começou como titular) e Gustavo Mosquito, que entrou na segunda fase. A dupla Giuliano-Roger tem muito para crescer. 

Giuliano fez um gol, mas desperdiçou chances de virar em Itaquera.
Giuliano fez um gol, mas desperdiçou chances de virar em Itaquera. Ale Vianna/W9 PRESS/Gazeta Press
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Clubes jogam dinheiro no lixo

Antero Greco
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Não sei vocês, mas continuo inconformado com o dinheiro que o São Paulo terá de pagar para Daniel Alves. As cifras do que o clube deve ao jogador variam - vão de R$ 15 milhões a 30 milhões, sem que haja informação oficial  e exata de qualquer parte. Seja como for, é soma alta pra xuxu, muito, absurdo, escandaloso. 

Antes de mais nada, deixo bem claro que o jogador está no direito dele de cobrar. O que foi combinado, assinado e registrado em contrato tem de ser respeitado. Não importa que sejam mil reais ou R$ 1,5 milhão por mês, como era o caso em questão. Aquilo que o empregador se compromete a pagar é sagrado. 

Daniel Alves, também, não tem culpa por aquilo que recebe - ou deveria receber no São Paulo. Cada um pede o que considera ideal para o valor de seu trabalho. A outra parte ouve, analisa, faz contraproposta e, se todos toparem, há acordo.

 

Diretor do São Paulo anuncia que Daniel Alves não joga mais pelo clube: ‘Ninguém é maior que o São Paulo’; assista

Sorte de quem pode negociar cifras vantajosas no dia a dia de seu trabalho. Coisa rara, num país de salários miseráveis e com desemprego deixando na amargura 15 milhões de patrícios nossos. Quem não gostaria de estar com a moral de Daniel Alves? Eu gostaria. E você? Como dizia minha Mamma. “Que Jesus ajude a todos e não se esqueça de nós…”

A bronca é com o São Paulo. O vilão da história é sobretudo quem concordou em fazer tal investimento. Não que Daniel Alves não tenha mérito; a carreira dele é vitoriosa. A questão está nos valores, que soam irreais mesmo para um atleta de tal nível e para o clube tão tradicional que o trouxe para o Brasil.

E tome ilusão ao torcedor

O São Paulo há muito se queixa de problemas financeiros - e não falo do período de pandemia, que atingiu até gigantes como Barcelona e Real Madrid. Falo de dificuldades que diversas diretorias, nos últimos anos, alegaram como justificativa para formação de elencos medianos, que não tiraram o time da fila (a partir de 2009, só houve conquistas da Sul-Americana de 2012 e do Paulista agora em 2021). 

Cansei de ouvir cartola tricolor anunciar a necessidade de venda de atletas para fazer caixa e equilibrar as finanças. Desfazer-se de jovens com potencial técnico expressivo era a saída para evitar o “vermelho” nas contas. E dá-lhe o torcedor a iludir-se com um rapaz que despontava bem na equipe para vê-lo ir embora em seguida. Estão aí Lucas Moura, Casemiro, Militão, David Neres, Antony, Brenner, só para citar alguns exemplos.

Em contrapartida, parte - ou grande parte - do dinheiro foi investido em profissionais rodados, que custaram muito, deram retorno baixo e… fizeram com que o dinheiro escoasse para o ralo, fosse para a lata do lixo. Amigo tricolor, faça de cabeça uma lista de “contratações bombásticas” no Morumbi que viraram meia-boca. Ficará abismado com o desperdício de recursos. E dará para entender por que um dos maiores vencedores do nosso futebol vive seca tão prolongada. 

Gastam-se fortunas em jogadores mais ou menos, sem que se cobre dos responsáveis. A todo momento, lemos que Fulano de Tal recebe 500 mil, Cicrano ganha 600 mil, Beltrano leva 1 milhão por mês. Jogam-se esses números como se fossem troco de cafezinho tomado no bar da esquina. Passa-se um tempo e aqueles “craques” saem do clube sem deixar saudade. Só rombos no orçamento. 

Foquei no São Paulo, nesta crônica, por causa da inconsequência que foi apostar em Daniel Alves, como se tivesse chegado um Messi, um Neymar ou um Cristiano Ronaldo. Mas é só mudar as cores da camisa para qualquer torcedor identificar episódios idênticos em seu respectivo clube. Mudam nomes e valores, mas se repete a todo momento esse fenômeno de dinheiro jogado no lixo. 

Daniel Alves chegou ao São Paulo a peso de ouro
Daniel Alves chegou ao São Paulo a peso de ouro Divulgação/Twitter Oficial/São Paulo F.C
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O Paulistão iludiu o São Paulo

Antero Greco
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Vamos começar o texto como se deve, pela ordem lógica das coisas, apesar do que sugere a manchete: o Fortaleza esmigalhou o São Paulo, fez 3 a 1, na noite desta quarta-feira (14) e avança com méritos para a semifinal da Copa do Brasil. Terá a dura missão de encarar o Atlético-MG; porém, chega empolgado com a trajetória que faz na temporada de 2021, em todas as competições.

Ainda no foco do vencedor. O time cearense foi impecável praticamente o tempo todo.  Abriu vantagem no primeiro tempo, com Ronald, e apostou no desespero do adversário. Deu pra lá de certo na etapa final. Henriquez fez o segundo e David consolidou a vaga nos descontos. Quase com os refletores desligados, Sara fez o gol de honra paulista. 

O Fortaleza mostra que é a sensação do ano, o intruso entre a turma do Sudeste e do Sul na corrida por troféus na elite do futebol nacional. Pode não levar nada, mas tem feito um barulho sensacional.

Agora, vamos ao São Paulo, para justificar o título dado para esta crônica. 

Elenco, direção, comissão técnica, torcida - todo o mundo tricolor fez festa, merecida e bonita, com o Estadual. A taça em cima do Palmeiras foi comemorada como Copa do Mundo, porque representava fim de jejum de 16 anos no torneio doméstico e a primeira vez no alto do pódio desde a Sul-Americana de 2012.

 O episódio foi dissecado à exaustão, e ninguém deveria fazer qualquer objeção.

No entanto, ali ocorreu o mais novo engano do são-paulino, outro dentre tantos que comete há mais de uma década. O campeonato Paulista deu a falsa impressão de que o grupo sob o comando de Hernan Crespo tinha a aura daqueles famosos, que colecionaram Brasileiros, Libertadores, Mundiais com autoridade. Imaginou-se que, finalmente, o grande campeão estava de volta. Em cada posição, um craque. 

Após falhas de Volpi, Gian Oddi diz que São Paulo precisa trocar goleiro titular; VEJA


         
     

E a realidade mostra que não é bem isso. Ao contrário, as decepções na Libertadores, na Copa do Brasil e a situação delicada no Brasileiro revelam os limites do São Paulo e mostram que está longe de ser forte quando poderia supor.

O grupo não é ruim. Só que, ainda uma vez, não tem a harmonia, a confiança, a regularidade dos campeões. Vai bem até certo ponto. Na hora do aperto, quando precisa impor-se, falha miseravelmente, como nos duelos com o Fortaleza. 

No Morumbi, viu escorrer nos últimos minutos a vantagem por 2 a 0 virar empate por 2 a 2. No Castelão, teve primeiro tempo mais ou menos, até levar o gol. Daí em diante foi se desmilinguindo, sem capacidade para organizar-se na defesa e na criação. O esquema com três zagueiros não funcionou e Crespo tratou de mudá-lo, quando a vaca ia para o brejo. O meio sumiu, com Igor Vinicius, Liziero e Benitez engolidos. (O trio saiu.). Rigoni e Éder foram decorativos na frente. 

A direção do São Paulo jura de pés juntos que nada se altera com a desclassificação e põe fé no trabalho do treinador argentino. Acredito, com reservas. Porque cartolas, por mais bem intencionados que sejam, não costumam suportar muito a cornetagem de torcedores. E a chiadeira será grande, podem ter certeza. 

Com apenas uma tarefa até o fim do ano, haverá pressão por resultados no Brasileiro. O São Paulo frequentou a zona de rebaixamento e está de novo muito perto do caldeirão. A história usada no Paulista, segundo a qual  cada jogo era uma final de Copa do Mundo, será usada de novo. 

Com uma diferença fundamental: antes, cada obstáculo superado significava aproximação do título, que veio. Agora, cada degrau que for alcançado, abrirá distância maior do descenso. Pouco, muito pouco para quem tinha altas pretensões em 2021.

Crespo e jogadores devem preparar-se para cobranças da torcida no Brasileiro
Crespo e jogadores devem preparar-se para cobranças da torcida no Brasileiro Van Campos/Gazeta Press

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O Paulistão iludiu o São Paulo

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Camisa do PSG não combina com Messi (ainda)

Antero Greco
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Aos 33 minutos do segundo tempo, Nuno Mendes cruzou rasteiro, da esquerda do ataque do PSG, e a bola sobrou para Messi, na entrada da área. O argentino, livre, deu um bico na bola, igual a centroavante pé duro. A bola subiu, subiu, quase saiu do estádio Jean Breydel. Demorou um tempão pra ela voltar para o chão. 

No Barcelona, seria golaço, mais um das centenas que marcou em década e meia.

Aquele lance bizarro, no empate por 1 a 1 com o Club Brugge, reforçou o sentimento que tenho - e que, sei, é o de milhões de fãs do astro espalhados pelo mundo: ele é peixe fora do aquário no time francês. A linda camisa tricolor do Paris Saint-Germain não orna com Messi. Bonita, estilosa, símbolo de um dos clubes mais ricos e pretensiosos do momento. Mas não lhe cai bem.

Ainda. 

O Paris Saint-Germain volta a campo neste domingo, às 16h45 (de Brasília), pelo Campeonato Francês, para encarar o Lyon. A partida terá transmissão EXCLUSIVA para clientes Star+. Para ter mais informações, clique aqui.

Pra início de conversa, não dá pra engolir Messi com o número 30. Podem me chamar de saudosista, radical, turrão. Porém, não abro mão de uma convicção: o craque tem prioridade, sempre, na escolha do algarismo (ou algarismos) que carregará nas costas. É a marca registrada.  

Vejam o Cristiano Ronaldo. Voltou para o Manchester United e ninguém duvidou de que a 7 era dele. Ele é o CR7. Messi é 10, como Pelé, Zico, Maradona, Platini. Só gente dessa linhagem deveria ter o direito de usar a camisa 10. Aliás, que passou a ser considerada mágica justamente por causa do Rei Primeiro e Único do Futebol...

Champions: PSG sai na frente, mas é surpreendido e fica só no empate com o Club Brugge; veja como foi


         
     


Pareço repetitivo, pois escrevi algo semelhante dias atrás, quando ele estreou no PSG pelo Campeonato Francês. Sim, Neymar leva a 10, na França, tem mais tempo de casa e até outro dia era o solista maior da companhia. 

Mas, que me desculpem os admiradores do brasileiro, Messi é maior, é incomparável: a 10 seria dele em qualquer lugar para onde resolvesse levar seu imenso talento. Fosse o dono do PSG teria uma conversa com Neymar e lhe mostraria, com delicadeza e firmeza, que chegou alguém que lhe está acima.

Caramba, e os dois não são parças? Tá, sei que o Neymar ensaiou o gesto de desprendimento etc. e tal. Mas ficou tudo só no quase, parece, vamos ver. E eis que a gente olha o Messi correr com a 30. Ele já não é nenhum gigante; parece até que fica menorzinho com aquele número gordão a ocupar-lhe todo o espaço das costas. 

O futebol ainda não apareceu - e sei que isso é questão de tempo. Foi a primeira aparição do trio com Neymar e Mbappè, que ainda saiu de campo machucado. Messi tratou de achar espaço (e Pochettino tem o dever de deixá-lo à vontade), deslocou-se, procurou ser garçom, porém não teve esforço correspondido. A primeira experiência com os colegas famosos não impressionou.

Na verdade, o que chamou a atenção foi o Brugge. O time belga tomou um gol, mas reagiu, empatou e foi pra cima. Só não ganhou, e por goleada, porque Navas pegou tudo. O PSG não deu a largada para o sonho do título europeu com o gás todo. 

Mas, volto ao Messi. 

Com aquela camisa, ainda mais em tom rosado, mas meio esbranquiçado (olhando de longe), que remete ao Real Madrid. Sei não.  Não ficou legal.

Quer saber? Merece o fogo eterno, no mundo do futebol, o responsável por ter feito Messi ir embora do Barcelona. Um foi feito para o outro. O mundo sabe disso. 

Que crime essa separação!

Messi em empate do PSG
Messi em empate do PSG Lars Brien/Getty Images
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Camisa do PSG não combina com Messi (ainda)

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Pobre Barcelona!

Antero Greco
Antero Greco

Sou um dos milhões de apreciadores do futebol espalhados pelo mundo que na última década e meia não perdeu jogos do Barcelona, porque era certeza de ver espetáculo. Ou, no mínimo, assistir a algo acima da média. Por se tratar de time de craques e do incomparável Messi. Como nos divertimos com surras memoráveis. 

Agora, meus amigos, o Barça parece uma equipe comum, daquelas de nível médio no Brasil. Teria dificuldades na nossa Série A. Não só não tem quem desequilibre, apela para adolescentes e passa vergonha como mandante. O bicho-papão da história recente virou o disco e não assusta mais ninguém de alto nível.

Está certo que, nesta terça-feira (14), precisava ter cuidado, ao receber o Bayern, a sensação do momento na Europa. Mas, espera lá!, comportar-se como um pequeno, todo fechadinho, em busca da famigerada “uma bola” de contragolpe?! Foi doído ver a rapaziada do holandês Ronald Koeman levar vareio do rival alemão. 

O Bayern fez 3 a 0 sem muito esforço e deixou claro, no Camp Nou, como a torcida catalã terá de amargar um tempo de silêncio. Pelo visto, o Barcelona encantador, demolidor, que atropelou todo tipo de obstáculo ficará na muda, que nem passarinho quando troca as penas. Por enquanto, dá é pena de vê-lo em campo. 

Neuer passou mais de 90 minutos praticamente como espectador. Não, não, melhor tirar o “praticamente” do texto. O goleiro alemão não fez defesa nenhuma. Sabem por quê? Porque o Barcelona não finalizou uma certa para o gol! Dá para imaginar uma heresia dessas? Nem uma miserável finalização certa para a meta! Algo para ser registrado no Guiness Book. “O dia em que o  Barcelona não chutou a gol.”

Champions: Lewandowski faz dois gols, Bayern dá show e passa fácil pelo Barcelona no Camp Nou; veja como foi


         
     


O Bayern mandou do começo ao fim, sentiu-se no templo catalão como se estivesse na Allianz Arena. Acho, até, que mais à vontade. Não deu a mínima para a torcida, ignorou seu estrelado oponente, construiu os gols como e quando quis. Só não deu para repetir os 8 a 2 da Champions anterior porque aí, também, seria demais.

Goretska, Musiala, Muller, Levandowski, Sané, Davies deitaram e rolaram sobre o meio-campo e a defesa espanholas. Inúmeras vezes apareceram na área e os 3 a 0 devem ser colocados na conta do Ter Stegen. Não fossem três defesas dele, o placar seria dobrado. Um desastre foi o que o goleiro alemão evitou. 

Bem pesado, fora o Ter Stegen não se salvou mais ninguém na apresentação do Barcelona. Sergi Roberto e Alba levaram passeio. Koeman colocou na zaga Eric Garcia, Mingueza, Piqué para evitar vexame - e eles sofreram. Busquets não sabia o que fazer no meio. O ataque… que ataque? De Joong, Depay, Coutinho? 

No primeiro tempo, Muller fez 1 a 0 aos 33, com a bola ainda a desviar no bumbum de Eric Garcia. E lá começava a ruína do Barcelona. Que prosseguiu com dois gols do incansável Levandowski, aos 10 e aos 35 minutos. 

O Bayern larga dentro dos prognósticos - é um dos fortes candidatos ao título. E, pelo visto, ainda bem que Messi se mandou de mala e cuia para o Paris Saint-Germain.  Não tem história que chegue aos pés do Barcelona. Mas, pelo menos, tem um monte de artistas para colaborar com o argentino melhor do mundo. 

Piqué
Piqué Getty

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São Paulo precisa decidir o que quer da vida

Antero Greco
Antero Greco

O São Paulo continua a ser um poço de surpresas - nem sempre agradáveis. Quando se supõe que entrou nos eixos, como na largada da temporada (com o título paulista), dá umas derrapadas e sai fora do prumo. Caiu na Libertadores, corre risco de desclassificação na Copa do Brasil e volta a rondar o Z-4 no Brasileiro.

O time de Hernán Crespo não é confiável. Infelizmente. Para não ser injusto com o argentino, vale lembrar que faz tempo, muito tempo, que não se pode fazer aposta alta no Tricolor. Duas dezenas de técnicos passaram pelo Morumbi, em mais de uma década, e foram poucos os momentos vitoriosos. Até que, em favor de Crespo, tem o fim do jejum no Estadual. Não é proeza extraordinária, mas valeu taça.

O duelo com o Fluminense, na noite deste domingo (12), escancarou as fronteiras, limitadas, do São Paulo. A harmonia que deu as caras, na primeira parte de 2021, se desfaz. A defesa continua a falhar - e a ser exposta por cobertura instável. (Mesmo assim, não está entre as mais vazadas, com 22 gols sofridos.)

Fluminense bate o São Paulo no Maracanã com gols de Luiz Henrique e Nino e mantém time paulista perto do Z-4


Em compensação, o meio-campo carece de regularidade, na proteção à retaguarda e na criação. O reflexo se vê também no ataque, que é uma lástima - com 16 gols está dentre os piores da Série A, junto com Atlético-GO e à frente só de Grêmio (14) e Sport (8). Não é por acaso que, com 22 pontos, está em 16.º lugar. 

O primeiro tempo no Maracanã foi indigente de criatividade e emoção. Nenhum dos tricolores mostrou apetite para o gol. Praticamente ninguém finalizou. Um preferia deixar espaço para o outro errar. Foi quase um jogo de tênis, cada um de um lado. 

O segundo tempo melhorou e acentuou tendências: a do Flu, sob a batuta do interino/permanente Marcão, obtém bons resultados, sobe na classificação, sem alarde (tem 28 pontos e é 7.º colocado). O São Paulo se enrosca e tem carência de jogadores decisivos, que desequilibrem, que chamem para si a responsabilidade de desatar nós apertados. Não há um maestro na equipe. 

O elenco tampouco é dos mais brilhantes. Na ala direita, por exemplo, Crespo recorreu a Galeano, para tapar buraco após a ruptura com Daniel Alves. Não deu certo e, já aos 30 minutos, colocou Rigoni por ali, para ver se acontecia algo. O argentino até deu duas finalizações, uma delas em cobrança de falta. 

Jogadas bem trabalhadas? Infiltrações? Tabelas perto da área? Dribles? O torcedor do São Paulo não viu. Benitez foi sombra do que já mostrou no clube, assim como Pablo e Luciano raramente tocaram na bola. A defesa do Flu teve pouco trabalho. 

O fôlego são-paulino aguentou até o empate, com Reinaldo aos 15 minutos. Antes, aos 7, Nino havia aberto o placar. Mas, aos 20, numa arrancada forte Luiz Henrique fechou a conta. A diferença poderia ter sido maior, se Danilo e outros tivessem melhor pontaria. Pois foi um festival de faltas cometidas pelo São Paulo perto da entrada da área, e só uma foi no alvo, mas Volpi defendeu.

Se quiser ter alguma alegria, ainda, em 2021, a torcida tricolor (paulista) precisa torcer por sucesso no jogo de volta com o Fortaleza, pela Copa do Brasil. O time cearense estava bem, nos 2 a 2 obtidos no Morumbi, mas agora está em fase ruim. É agora ou nunca para o São Paulo sobreviver na luta por título inédito. 

Mas vai saber o que esperar desse grupo. O São Paulo parece que não sabe o que quer da vida. 

Volpi e defesa do São Paulo sofrem mais uma vez, agora diante do Flu
Volpi e defesa do São Paulo sofrem mais uma vez, agora diante do Flu Rubens Chiri/saopaulofc.net
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São Paulo precisa decidir o que quer da vida

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Palmeiras leva baile do Flamengo e já pode pensar em 2022

Antero Greco
Antero Greco

Lembra daquele Palmeiras eficiente, consistente, confiante de 2020? Pois é, sumiu, desapareceu, escafedeu-se em 2021. À medida que ano e campeonatos avançam, diminui a perspectiva de que torne a brilhar como na temporada em que conquistou Paulistão, Libertadores e Copa do Brasil. A tendência é tornar-se só figurante. 

Os indícios de queda pipocaram em diversas ocasiões, ao longo dos últimos meses, mascarados por alguns momentos de ilusão, como a final do Estadual e a passagem para a semifinal da Libertadores. Estes podem ser considerados episódios de exceção. A normalidade, ao menos no Brasileiro, de novo mostrou a cara cruel no clássico com o Flamengo, na tarde deste domingo (12).

A trupe de Abel Ferreira foi engolida pelo mistão que Renato Gaúcho levou para o Allianz Parque. Sem dó nem piedade perdeu por 3 a 1, e pode dar graças a Deus. Porque, se estivesse com força máxima em campo, o Fla lascaria uma bordoada histórica naquele que se tornou seu maior rival na recente história brasileira. 

Brasileiro: Flamengo vence Palmeiras com show de Michael no Allianz Parque; VEJA os gols!


O Palmeiras treinou duas semanas para mostrar nada, absolutamente nada, de diferente na abertura do returno. Até a defesa, que tem sido um dos pontos de referência, desta vez ficou desmontada, atordoada, a ponto de levar dois gols de cabeça (um deles do baixinho Michael) e ser colocada para dançar no terceiro gol, também marcado por Michael. Um festival de horrores. 

O Flamengo viu-se privado de gente da qualidade de Bruno Henrique e Gabigol, por exemplo, mas deu sinal de que pouco se importava com isso desde o início do jogo. Tratou logo de impor-se e empurrou seu anfitrião para o próprio campo. 

Houve um breve hiato com o gol de Wesley, aos 14 minutos, numa bonita jogada individual. Não deu nem para festejar. Depois da espera por confirmação do VAR, a saída e o gol de empate, com Michael, de cabeça, livre, leve e solto. 

Mas daí em diante até que o jogo ficou equilibrado. O Palmeiras mais com a bola, o Flamengo à espera de oportunidade para contragolpe. Nem um nem outro obteve sucesso, e o empate prevaleceu na primeira parte. 

Na segunda, Abel veio com Scarpa no lugar de Raphael Veiga, para ver se armava jogadas para Rony (mal), Dudu (instável) e Wesley (o melhor do time). A alteração não funcionou e o Palmeiras começou a ser desmontado com o gol de Pedro, de cabeça, após cobrança de escanteio aos 12 minutos. 

Meus amigos palestrinos e rubro-negros, depois disso foi uma farra do boi. Abel fez mudanças em penca, e erradas. Tirou Rony (até aí tudo bem) para colocar Luiz Adriano, que entrou e jogou com o entusiasmo de alguém que está em velório de parente próximo. Escolheu Breno Lopes para a vaga de Wesley, o único que fazia algo de mais ousado. Patrick de Paula no lugar de Danilo foi 6 por meia dúzia. 

Enquanto isso, o Flamengo ficou à vontade, como se estivesse em casa. Percebeu que o rival estava batido e abatido. O terceiro gol foi questão de tempo e veio num contra-ataque com Michael, que bailou na frente de Marcos Rocha antes de finalizar.

 Renato aproveitou a folga para dar descanso para alguns titulares que estavam mais cansados. Parece ter ficado com dó do colega lusitano. Se mantivesse o ritmo, o Flamengo chegava no mínimo ao quarto gol. 

O Palmeiras sofre a sexta derrota no Brasileiro, todas para times da parte de cima da classificação (duas vezes para o Fla, mais Atlético, Fortaleza, Bragantino e Cuiabá). Mantém-se na segunda colocação (35, sete a menos do que o Galo), mas vê a briga pelo título distanciar-se. Pior: a autoestima está muito abalada. 

O Flamengo, ao contrário, mantém a tendência de crescimento, continua forte na perseguição ao líder, do qual tem dois jogos a menos. É candidatíssimo ao título, que, pelo visto, ficará ou em BH ou no Rio de Janeiro. 

O Palmeiras? Bem, ainda tem a Libertadores, com a missão de ultrapassar o embalado Atlético. Ninguém é eliminado de antemão. Porém, se eu fosse da direção verde começava a pensar seriamente em planejar 2022 desde já…

 

Michael deitou e rolou contra o Palmeiras
Michael deitou e rolou contra o Palmeiras Marcelo Cortes/Flamengo
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Palmeiras leva baile do Flamengo e já pode pensar em 2022

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São Paulo e Daniel Alves: o que era frágil acabou

Antero Greco
Antero Greco

A separação entre São Paulo e Daniel Alves pegou muita gente de surpresa nesta sexta-feira (10). Confesso que não me espantei com o comunicado emitido pelo clube, em que dá conta do rompimento com o jogador. Há tempos surgiram sinais de que a parceria fazia água; bastava olhar para o caso sem emoção.

Daniel não é novato no mundo do futebol. Já rodou um bocado, tem um monte de taças (considera-se o maior jogador da história), viveu as mais variadas situações. Não dá ponto sem nó, não faz declarações mais polêmicas só por fazer. 

E foram vários os índícios de que o desgaste era crescente. Fora o notório atraso em pagamentos combinados em contrato, só não viu quem não quis que a distância seria incontornável, quando veio a liberação para a disputa dos Jogos Olímpicos, num momento importante para o São Paulo. (Se bem que enfrentou o Palmeiras, assim que desembarcou da aventura japonesa.)

São Paulo anuncia que Daniel Alves não joga mais pelo clube: ‘Ninguém é maior que o São Paulo’


         
     

Em seguida, teve o desabafo do lateral, após o ouro em Tóquio, dando a entender que sempre colocaria a seleção como prioridade. O que foi confirmado com a participação nos recentes compromissos da seleção pelas eliminatórias para o Mundial do Catar. Um fez questão de ir, o clube não tentou demovê-lo da ideia.

O lance final, ao menos por enquanto, se concretizou com a ausência nos treinos desta sexta-feira. Sem rodeios, a justificativa foi o atraso porque tem grana para receber. Só o mais fanático tricolor poderia imaginar que havia apenas ruídos, pequenas rusgas nesse relacionamento, que começou como um dos mais promissores - na visão de quem o trouxe para o Morumbi - e terminou com gosto de decepção e ressentimento de ambos os lados. 

Antes que alguém diga que Daniel Alves é mercenário, eu respondo que isso é injusto. O que está colocado no papel, assinado pelas partes e reconhecido em cartório, deve ser cumprido. Se o São Paulo prometeu ao jogador mais do que poderia honrar, é problema dele. Não importa se o acertado seja R$ 1 ou 1 milhão; compromisso é para ser levado. 

Dias atrás, no SportsCenter da tarde, na ESPN Brasil, participei de entrevista com o diretor de futebol, Carlos Belmonte. Ele foi bem transparente ao reconhecer que a falha, pelo não pagamento, é do clube, com uma leve cutucada na direção anterior, responsável pelo acordo. Incrível como se joga dinheiro pela janela...

Belmonte deixou no ar forte evidência de que tudo se encaminhava para o encerramento do vínculo, ao dizer que seria feita uma proposta e que, se o jogador não a aceitasse, “então se verá o que fazer”.

O tal do “que fazer” foi o adeus, sem choro nem vela, nem cartinha de despedida. 

'Não tratamos Dani Alves de forma diferente', diz Carlos Belmonte, diretor do São Paulo


         
     
Nesse episódio houve supervalorização e exageros. O São Paulo enxergou em Daniel Alves um superastro, um maestro que iria reger uma orquestra, e para tanto lhe prometeu mundos e fundos. Recebeu em troca menos do esperado, embora não se discuta a qualidade do futebol dele.  Não chegou a 100 jogos (ficou em 95, com 10 gols).

Daniel, vencedor e excelente atleta, talvez tenha se imaginado acima do São Paulo. Não há nenhum jogador, do presente ou do passado, maior do que o clube. Por mais taças que tenha colecionado na carreira.

Agora a conversa será entre advogados. Triste fim de uma parceria frustrada - e cara. Fez lembrar a cantiga de roda: "O anel que tu me deste era vidro e se quebrou. O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou." 

Daniel Alves durante Palmeiras x São Paulo
Daniel Alves durante Palmeiras x São Paulo Staff Images / CONMEBOL

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São Paulo e Daniel Alves: o que era frágil acabou

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Seleção bate o Peru com tédio

Antero Greco
Antero Greco

Não sei se você concorda, mas a seleção me pareceu entediada no jogo com o Peru, na noite desta quinta-feira (9), no Recife. Fez 2 a 0 sem muito esforço, ainda no primeiro tempo, e depois esperou o tempo rolar. A segunda parte deu a sensação de ter uma eternidade, de tão displicente que foi o time brasileiro. 

Também não era para menos. Os peruanos não incomodaram em nenhum momento. Weverton apareceu uma ou duas vezes para reposição de bola, fora a hora do hino, quando os times estavam perfilados. Ele e os zagueiros só devem ter molhado um pouco o uniforme por causa da temperatura ambiente.

A rapaziada de Tite passa a impressão de que não aguenta mais enfrentar adversários da América do Sul. Vire e mexe topa com velhos conhecidos, como ocorreu recentemente na disputa da Copa América. Não tem nem graça, tal a diferença em relação aos demais neste momento. Não é por acaso que tem 8 vitórias em 8 apresentações, 24 pontos e passaporte carimbado para o Catar.

A exceção seria o duelo com a Argentina. Mas, como sabemos, o jogo foi suspenso no domingo por questões sanitárias. Como disse o amigo Vitor Guedes, do jornal “Agora SP”, se a Anvisa aparecesse esta noite em Pernambuco ninguém iria reclamar. Na boa, o jogo foi osso duro de roer. 

Entrevista de Neymar é 'incompreensível, mas não surpreendente', diz Gian Oddi


         
  

Para não pensarem que estou de má vontade, destaco o primeiro tempo, em que houve alguns lances interessantes, sobretudo saídos dos pés de Neymar. Ele buscou o jogo, muitas vezes na intermediária brasileira, e atuou como um armador. A tentativa era a de procurar Everton Ribeiro e Gabigol. 

Essas tentativas resultaram em algumas finalizações e nos dois gols; o primeiro, de Everton Ribeiro, aos 14 minutos, e o segundo do próprio Neymar, aos 39. Fora isso, houve algumas tramas interessantes, em contragolpes e jogadas pelos lados. 

Tite viu que a situação era sossegada demais e, na etapa final, colocou uma penca de convocados que tiveram pouca ou nenhuma chance nestas datas oficiais de jogos para o Mundial. Por isso, entraram Daniel Alves, Bruno Guimarães, Edenilson, Hulk e Matheus Cunha. Não mudou nada, mas mexeu no banco de reservas. 

A segunda parte das Eliminatórias sul-americanas tende a ser uma monotonia para a seleção brasileira. A distância é enorme em relação aos outros concorrentes. A Argentina é vice-líder com 18, o Uruguai tem 15 (mas em 9 jogos) e o Equador 13 (também em 9). Os outros não aparecem nem com o uso de lanternas. 

Um desperdício de talentos…



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Seleção bate o Peru com tédio

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Roger fez 1. Agora faltam 122…

Antero Greco
Antero Greco


Amigo corintiano, gostou da estreia do Roger Guedes, o 123 do Corinthians? Achei boa, se levarmos em conta que estava sem entrar em campo, para jogo oficial, há nove meses. Correu, apoiou, marcou e ainda fez o gol do empate por 1 a 1 com o Juventude, na noite desta terça-feira (7), na Neo Química Arena. Belo cartão de visitas.

A expectativa não era só em torno da primeira aparição do Roger com a camisa alvinegra. Havia curiosidade, ainda, de ver como se comportaria Renato Augusto como titular desde o início, e no meio campo, ao lado de Giuliano e Gabriel. Enquanto teve fôlego, Renato buscou espaços para criar. Foi bem marcado, cansou e no segundo tempo deu lugar para Luan, morno como sempre. 

Sylvinho apostou na escalação do que tem de melhor, no momento. A equipe que iniciou o jogo seria quase a ideal; falta William, provavelmente guardado para o fim de semana. Na frente, além de Guedes, estavam Jô e Mosquito. É possível que um desses dois últimos saia para dar passagem para o novo 10 do clube.

Róger Guedes estreia com golaço e Corinthians arranca empate com o Juventude; veja


         
     

O Corinthians teve dificuldades além da conta, sobretudo na primeira parte. O Juventude caprichou na composição defensiva, tirou espaços e apostou no óbvio: os contragolpes. E não é que deu certo? Numa rápida jogada, depois de roubar a bola na defesa, Paulo Henrique cruzou para Ricardo Buenos marcar. Isso aos 31 minutos, justamente quando os corintianos se soltavam mais e pressionavam. 

O segundo tempo foi “amarrado”, com o Juventude bem fechado e o Corinthians com dificuldade para criar. Roger se desdobrou, sobressaiu e carimbou a estreia com o lindo gol de falta aos 40 do segundo tempo. Cobrança no bico da área,  bola com efeito, bem na trave direita. Lance perfeito. 

Já fez o primeiro. Vi torcedor dizendo que agora faltam “só” 122 para justificar a camisa que usa (123). Tomara. Talento para tanto ele tem. 

O Corinthians fecha o turno com 28 pontos, acima das expectativas iniciais, já que a largada foi muito ruim. Não está distante de alcançar o bloco principal na classificação. Por enquanto, é o 6.º colocado, com três pontos a menos do que o Flamengo (que tem 16 jogos) e a quatro do Bragantino (18 jogos).

Roger Guedes deixou belo cartão de visitas na estreia
Roger Guedes deixou belo cartão de visitas na estreia Peter Leone/Ofotografico/Gazeta Press
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Roger fez 1. Agora faltam 122…

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O Brasil colhe o que plantou

Antero Greco
Antero Greco

Entro de sola no assunto, no melhor estilo zagueiro botinudo. A Argentina descumpriu protocolos sanitários e levou para o estádio do Corinthians, neste domingo (5), quatro jogadores que deveriam estar de quarentena porque se achou no direito de agir como bem entendesse. 

Provável que seus cartolas tenham chegado à conclusão de que não iriam dar em nada as advertências da Anvisa. A agência sanitária alertava para a necessidade de Martinez, Romero, Lo Celso e Buendía cumprirem período de isolamento, por atuarem na Inglaterra, país da lista vermelha por aqui em relação à Covid. Esse retiro os deixaria fora do confronto com o Brasil pelas Eliminatórias da Copa-22.

Jogadores da seleção brasileira logo após suspensão de Brasil x Argentina
Jogadores da seleção brasileira logo após suspensão de Brasil x Argentina Lucas Figueiredo / CBF

E por que agiriam assim nossos visitantes? Porque vieram para um lugar em que, há um ano e meio, não faltam exemplos cotidianos de que rigor no combate à pandemia ocorre só em alguns setores. Os argentinos se comportaram com despreocupação e desleixo porque recentemente perambularam pelo nosso território nacional, na Copa América, protegidos por um protocolo bem complacente para os competidores. Na ocasião, autoridades fecharam um olho para a pandemia e trataram jogadores e comissões técnicas das dez seleções como classe privilegiada.

Talvez os argentinos tenham imaginado que o procedimento anterior valeria também para o compromisso de agora. Afinal, o que teria mudado em relação ao torneio sul-americano, em junho, que a própria Argentina tinha abdicado de organizar por causa dos riscos de contaminação pelo coronavírus? 

Linha de Passe mostra toda a repercussão da suspensão de Brasil x Argentina. Clique e saiba como assinar e assistir pela ESPN no Star+!

Na época, o governo brasileiro acolheu a Copa América com entusiasmo, como se não houvesse riscos à saúde. Além disso, diariamente altas figuras da nossa República promovem aglomerações e manifestações sem seguir normas de segurança sanitária. Ao contrário: desdenham delas, pois seriam coisas de fracotes. Naquele momento, foi feita alguma recomendação para a Anvisa fechar o cerco sobre descumprimento de normas? São interrogações a serem respondidas.

Com os critérios que variam, estrangeiros se acham no direito de supor que podem driblar nossas normas  – e isso é mais uma consequência da péssima imagem que estamos a difundir pelo mundo. Pagamos o preço por aquilo que plantamos. Vejam se argentinos, brasileiros, colombianos, ou quem quer que seja, teriam esse comportamento de afronta, se tivessem de ir para a Europa ou para os Estados Unidos. Por aqui, é o vale-tudo – ou ao menos essa a impressão que causamos para quem é de fora. 

Brasil x Argentina suspenso: entenda o que aconteceu e por que ANVISA entrou em campo


         
     

 Essa história, no entanto, ainda carece de muitos esclarecimentos. Os argentinos peitaram a Anvisa por conta própria ou tiveram informações de bastidores de que poderiam escalar os atletas supostamente interditados? A Conmebol não sabia das restrições no Brasil? A CBF não os avisou? Ela já tirou o corpo fora de qualquer conivência e seu presidente garantiu que a entidade cumpre todas as normas prescritas por lei…

O incidente mostra também que há fragilidade no controle dos que chegam por aqui.  Por que não há testes, como aconteceu com os brasileiros que na semana passada foram jogar no Chile? No aeroporto mesmo todos passaram por controle. Não há como fazer o mesmo nestas bandas? 

Resta saber também por que a Anvisa não impediu o jogo desde a largada. Alega-se que os argentinos fecharam o vestiário para não serem notificados. Ok. Mas a lista de jogadores foi divulgada com quase uma hora de antecedência. Que a intervenção fosse feita assim que a turma subia para o gramado. Não teria sido mais produtivo,em vez de entrar literalmente em campo para acabar com o clássico? 

(Aliás, já vi muito jogo ser interrompido pelos mais diversos motivos, de chuva e alagamento a invasão e rojões atirados em campo. Por questões sanitárias é a primeira vez. A vida sempre nos reserva surpresas…)

E, para fechar a conversa, que seria bem longa e sei que você, amigo leitor, não tem tempo e paciência para textos enormes, fica outra questão: a Anvisa desta vez agiu bem e fez prevalecer a lei. Concordo com seus agentes, e não há ironia de minha parte. Gostaria de ver rigor idêntico das autoridades competentes em encontros, a pé ou motorizados, que dão um bico com gosto em recomendações de segurança sanitária.

O Brasil consciente, solidário e que crê na Ciência certamente aplaudiria, se a Anvisa aparecesse para acabar com a farra. 

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O Brasil colhe o que plantou

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Róger terá de jogar na intensidade 123

Antero Greco
Antero Greco

Gosto de interagir em redes sociais; elas costumam ser termômetro interessante para medir tendências e expectativas de torcedores. Tem muita gente sem noção, claro; porém, as observações inteligentes e divertidas compensam e são maioria. 

No começo da tarde, postei no Twitter que Róger Guedes irá usar, no Corinthians, a camisa 123, isso mesmo, a cento e vinte e três. Acrescentei que, “para Pelé, Zico, Gerson, Rivellino, Tostão, Ademir da Guia, Pedro Rocha, Romário, Djalminha, Rivaldo, Alex, bastava uma 10, às vezes uma 8 ou 11... E como jogaram!”

Número de Roger Guedes
Número de Roger Guedes Felipe Szpak/Ag. Corinthians

O post provocou diversas reações. Como sempre ocorre, quando o assunto é futebol (aliás, em qualquer tema), houve quem concordasse e quem discordasse da crítica implícita no que escrevi. Alguns disseram que o moço faz isso para “aparecer”, outros argumentaram que “é direito dele” e perguntaram: “Onde fica a liberdade?” Caramba, não imaginei que chegasse a esse ponto!

 Róger justificou a escolha do número um tanto bizarro. Ele gosta do 23, dia do nascimento do filho. Mas esta camisa já tem Fagner como titular. Assim, para não ferir suscetibilidades e não abrir mão de suas preferências acrescentou o 1 na frente. Não entendi direito… Em todo o caso, a direção alvinegra concordou e assim será. 

“Antero, o filho é importante para ele”, disse um seguidor em minha conta. “Os meus são para mim. E os seus?” Os meus são muito importantes para mim, evidentemente. Mas nunca os misturei em minhas atividades profissionais. E os mantive sempre fora do foco. 

Dentre os comentários que mais me chamaram a atenção estavam os simples e óbvios, que diziam mais ou menos o seguinte: “Se ele jogar bem, ninguém vai ligar para o número. Mas, se não corresponder, aí o número será motivo de chacota.”

Houve também quem visse, em minha intervenção, sinal de tradicionalismo. Não estão muito errados, admito. Amo, ainda, a numeração tradicional, aquela do 1 a 11, praticamente desaparecida hoje em dia. Tem, salvo engano, só em Eurocopa, Copa América e Copa do Mundo. Mas já superei essa fase e não me espanto, muito, com a profusão de números como 34, 45, 77, 88, 99, 38, 39 e assim por diante. 

Róger Guedes explica escolha pelo número 123 no Corinthians; entenda


Vi até com três dígitos, mas em jogos pontuais, em geral para registrar marcas históricas. Já 123… é a primeira vez. 

Sabem por que me deixa com certa prevenção essa opção? Porque não só a crítica é “conservadora”. O torcedor, e principalmente ele, é assim. Sei como funciona a cabeça do fanático, e é como alertaram alguns seguidores: quem chama a atenção por atitudes que saem do padrão médio é exaltado e cobrado na mesma proporção.

Então, para encerrar a conversa, deixo bem claro aqui duas coisas: continuo achando 123 exagerado, e coloquem isso na conta do meu “tradicionalismo”. Por outro lado, torço de coração para que Róger vingue no Timão. O moço sabe jogar bola. Teve altos e baixa na carreira; é hora - e a chance - de se firmar.  Terá de fazer jus ao ineditismo do 123... Vai passar dos 110 volts por jogo!

PS. Teve um amigo, no Twitter, que fez uma pergunta brilhante: “E como vai ser, quando ele tiver de sair ou entrar durante uma partida? A plaquinha eletrônica tem três dígitos?” Verdade…

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Róger terá de jogar na intensidade 123

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O dia em que também fui da Fiel

Antero Greco
Antero Greco


Durante 14 anos, tive coluna no Estadão. Houve um período em que escrevia quatro vezes por semana! Mas, justamente num dos dias mais importantes para o esporte, não estava previsto ser publicado texto meu. Seria na edição de 5 de julho de 2012, uma quinta-feira.

Na véspera, o Corinthians decidiria com o Boca Juniors o título da Libertadores daquele ano. A editora chefe do jornal, a querida amiga Cida Damasco, me intimou a redigir uma coluna, se Cássio, Danilo & Cia. conquistassem título inédito. Claro que topei a parada.

Havia, porém, um problema. Logo após o jogo, eu entraria no ar, na ESPN Brasil, para apresentar o SportsCenter. Levei o computador para a tevê, fiz um teste e… não sei por qual motivo o sinal não pegava no estúdio. Estava bloqueado.

E agora?

A saída foi eu ficar pronto, paramentado e perfumado para o programa, e me mandar para casa. Como moro perto, daria tempo de enviar o material para o jornal e voltar correndo para a ESPN. Cronometrado, eu teria 8 minutos para essa operação.

Corinthians: Com lembranças da infância, Willian anuncia retorno: ‘Aqui eu nasci como jogador de futebol’


         
     


Emerson Sheik e seus dois gols liquidaram o desafio antes do tempo regulamentar. Batuquei tudo e fiquei só à espera do apito final. Mal o juiz assoprou, mandei a coluna adiante, fui pra garagem e acelerei para o outro trabalho.

Não levei mais do que quatro minutos de minha casa até a ESPN. Trajeto curto, porém suficiente para chegar com os ouvidos doendo de tanto estouro de rojão, gritos, buzinaço. A Fiel estava em êxtase! Aquele noite entrava para a história como uma das mais lindas para milhões de torcedores.

Ao me ajeitar na bancada do programa, me flagrei arrepiado e com lágrimas. Porque me dei conta da alegria imensa daquele povo. Lembrei do que senti, muitos anos antes, quando o time para qual torço venceu a Libertadores pela primeira vez. Sabia o valor daquele momento, único e insuperável. Coloquei-me no lugar dos corintianos e, no SportSCenter, lasquei um “Vai, Curíntia!”, como diz a massa. 

Pois é, por alguns minutos também fiz parte da Fiel, como no ano seguinte fui Galo, pelo mesmo motivo. Além disso, Corinthians e eu somos do Bom Retiro; viemos do mesmo solo. 

Neste 1.º de setembro, nos 111 anos de um fenômeno popular e paulistano de origem, solto aqui, de novo, um “Vai, Timão”! 

Vida longa, repleta de felicidade. 

É nóis!

Emerson Sheik garantiu título do Corinthians na Libertadores 12 e adiantou minha coluna pro jornal
Emerson Sheik garantiu título do Corinthians na Libertadores 12 e adiantou minha coluna pro jornal Reuters
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O dia em que também fui da Fiel

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Por que brasileiros voltam

Antero Greco
Antero Greco

A Fiel está eufórica com a contratação de Willian, como já havia festejado o retorno de Giuliano, Renato Augusto e Roger Guedes. A torcida do Galo já idolatra Hulk e se empolgou com a estreia de Diego Costa no fim de semana. Os gremistas esperam que Rafinha e Douglas Costa ajudem o time a sair do sufoco. Os são-paulinos há mais de ano depositaram esperança de qualidade em Daniel Alves. Os rubro-negros pela terceira temporada se deliciam com os gols de Gabigol.  

O que esses jogadores têm em comum, além do fato de serem nossos patrícios? Todos tiveram trajetórias no exterior. Alguns com muito sucesso, outros nem tanto. Houve até quem amargou fiasco e regressou para reiniciar a carreira. 

Fato inegável é que foram recebidos de braços abertos ou são aguardados com expectativa. A presença deles escancara perspectiva de dias melhores; se não a ponto de garantirem conquistas, pelo menos a de que evitem vexames para os clubes que os contrataram. 

Nessa lista não tem perna de pau. De forma alguma. E, se puxarmos pela memória, encontraremos outros exemplos de atletas em plena atividade. Casos de Felipe Melo, Luiz Adriano e Dudu no Palmeiras; Taison no Inter; Filipe Luís e Diego Alves no Flamengo; ou ainda Gil e Jô no Corinthians. Tem outros mais por aí. 

Diego Costa, Calleri, Willian e mais: a 'louca' janela de transferências do futebol brasileiro


         
     

A pergunta que fica no ar depois da surpresa da “volta ao lar”, é a seguinte? Por que resolveram aceitar ofertas de clubes brasileiros, de onde saíram ou, em alguns casos, nos quais nunca jogaram? Se têm nível alto, por que não continuaram na Europa, na Arábia ou na China, até recentemente o novo paraíso para os boleiros?

A resposta é simples: porque o mercado, para eles, se estreitou ou se fechou. Por diversos motivos, claro, mas o principal seria a idade. Como assim?! Jogador de 33, 34 anos - um pouco mais, um pouco menos - já está em fim de carreira? Não dá mais no couro? Virou sucata? É apenas frequentador de enfermaria? 

Não. Temos visto, com exceções, que os que tomam o rumo de casa sobressaem, acrescentam às suas equipes e gastam a bola. Porque têm talento e encontram nível inferior ao da maioria das ligas pelas quais passaram. Infelizmente para nós, mas nossa realidade é essa: estamos enfraquecidos em relação aos gringos. 

Como a maioria veio da Europa, dá para entender o fenômeno que ocorre por lá. As moedas são fortes - sobretudo euro e libra -, os clubes são organizados e muitos se transformaram em multinacionais da bola. Contratam quem quiserem, de onde bem entenderem, com a idade que mais lhes interessar. Grana não é problema. 

Não precisa nem ser Bayern, Barcelona, Juventus, City, PSG. Pode ser time intermediário ou mesmo pequeno. Todos conseguem pescar profissionais mundo afora, sobretudo na América do Sul, Leste Europeu e África. Alguns da Ásia. Basta olhar elencos de qualquer clube de primeira ou segunda divisões de Itália, França, Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha para confirmar o que afirmo. 

O futebol europeu volta após a Data Fifa e com todos os jogos de Premier League, LaLiga, ItalianoFrancês e outras ligas AO VIVO pela ESPN no Star+.

E qual o rapaz que não fica todo prosa, quando aparece oferta europeia? Projeção de ganhos excelentes, passarelas internacionais e, até, chance maior de convocação para a seleção brasileira. (No caso de “Arábia” e China é só dinheiro mesmo…) Fazem as malas e vão embora no primeiro voo. 

Não há como segurá-los. Impossível conter a ansiedade deles e dos agentes. 

Muitos constroem belas carreiras, são respeitados e fazem não um mas vários pés de meia. Só que chega uma hora em que os endinheirados europeus acham que já não compensa mais pagar altos salários. Daí abrem mão deles e partem em busca de novidades, de preferência jovens diamantes para lapidar. 

Eles têm bufunfa de sobra, podem atirar para todo lado. Erram às vezes, mas acertam em outras. No perde e ganha, sempre se saem bem. Por isso, descartam como lhes convém. Resta para uma infinidade de atletas fazer o caminho da roça, mesmo que às vezes façam charminho e venham com o papo de que recusaram propostas "tentadoras" de clubes europeus. Cascata, mas compreensível. 

A principal alternativa, no caso dos brasileiros, é farejar bons negócios por aqui. Os que sempre foram sérios e aplicados não se arrependem com a decisão. Nem os clubes e seus respectivos torcedores. Não se comportam como "refugos". 

Como somos mesmo periferia e exportadores de pé de obra, aproveitemos os bons momentos que nos proporcionam.

Sejam bem-vindos ao ninho.

Hulk é exemplo de brasileiro que voltou e melhora o time que o contratou
Hulk é exemplo de brasileiro que voltou e melhora o time que o contratou Pedro Souza / Atlético
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Esquisito Messi com novo manto

Antero Greco
Antero Greco

Meio mundo e mais um tanto de gente aguardavam a estreia de Lionel Messi no Paris Saint-Germain. Havia expectativa para ver como o astro argentino se comportaria ao lado do amigo Neymar, com quem se reencontraria anos depois da experiência conjunta (e vencendora) no Barcelona.

O grande dia seria neste domingo (29), na visita do PSG ao Reims (vitória por 2 a 0), pela quarta rodada do Campeonato Francês. Pois bem, Messi entrou, aos 20 minutos do segundo tempo. Mas ficou uma sensação esquisita, para quem se acostumou a vida toda a vê-lo em ação pelo fantástico time catalão.

Antes de mais nada, parece que não “ornou” nele a camisa do PSG. Não pelo clube, pois é lindo o fardamento francês. Na verdade, pareceria estranho com qualquer outro manto que não fosse o do Barça. Eu sei, eu sei, é questão de tempo para nos acostumarmos. Grandes ídolos mudaram de casa e conseguiram escrever nova história bonita. Messi tem talento para engrandecer qualquer agremiação.

Messi estreia pelo PSG: veja tudo o que o argentino fez no seu primeiro jogo pelo clube francês


         
     

Mas, o que vou fazer, se tenho esse apego por jogadores fiéis a uma só camisa? 

Teve mais. Ver o Messi no banco, como um rapazinho recém-promovido, também não combina com o tamanho dele. Sim, caro amigo, é imagem temporária. O técnico Pocchetino optou por colocá-lo aos poucos, para adaptar-se ao ambiente, aos novos companheiros, ao estilo de jogo, à mudança ocorrida na carreira. 

Mas não é situação comum. Por isso, chamou a atenção.

Tem outra. Entrou no lugar do Neymar. Ah, aí foi pra frustrar a gente. Quando o Messi foi para Paris, todos esperamos a reconstrução de parceria de sucesso com o astro brasileiro. Daí, justamente na primeira aparição o treinador coloca um no lugar do outro?! Ah, que brincadeira é essa Pocchetino? Tá bom, tá bom, estratégia de jogo. 

Mas os torcedores, mundo afora, querem Messi e Neymar juntos! Juntos com Mbappè e Di Maria. Para termos um quarteto mágico. 

Messi em campo! Argentino recebe abraço de Neymar e faz a estreia pelo PSG


         
     

Pensa que acabou meu estranhamento? Não. 

Messi entra em campo e a gente o vê com a camisa número… 30! Isso mesmo, 30! Messi é camisa 10, aquela reservada para os fora de série, os craques, os estratosféricos. A 10 é de Maradona, Zico, Platini… Pelé! 

Sim, o Neymar tem a 10 no PSG e, por tempo de casa e merecimento, tem a prioridade para usá-la. Nada contra o Neymar, tudo a favor do Messi.

Puxa, com a 30, desambientado, em novo local de trabalho, Messi dava a impressão, como notou um amigo que me segue no Twitter, que participava de jogo beneficente. Pegou na bola algumas vezes e quase pediu licença para dar uma palhinha do que é capaz. 

Que sensação incômoda.

Ok, fecharei esta pequena crônica com otimismo. Messi é tão fabuloso, tão especial, tão diferente que logo dará a impressão de que joga no PSG desde pequenininho. Vamos aplaudi-lo com entusiasmo. Até com a camisa 30.

Mas, pelo menos no meu mundo ideal, Messi e Barcelona foram feitos um para o outro. O problema é a realidade, essa bendita realidade, que mostra que a vida não é assim.

Lionel Messi estreia pelo PSG com vitória sobre o Reims
Lionel Messi estreia pelo PSG com vitória sobre o Reims FRANCK FIFE / Getty Images
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Palmeiras mata saudades de vitória

Antero Greco
Antero Greco

Amigo torcedor do Palmeiras, diga lá: estava com saudades de ver seu time vencer no Brasileiro? Certamente. A última vez havia sido no 1 a 0 sobre o Fluminense, em 24 de julho, no Allianz Parque. Dali em diante, vieram empates com São Paulo (0 a 0) e derrotas para Fortaleza (3 a 2), Atlético-MG (2 a 0) e Cuiabá (2 a 0). 

Por causa da sequência ruim, saiu da liderança e ficou seis pontos atrás do Galo. 

A secura acabou neste sábado (28), dia em que também choveu um pouquinho em São Paulo. Mas não veio com facilidade: o time penou - e a torcida suou frio - para bater o Athletico por 2 a 1, também no antigo Palestra Itália. O desempenho não foi grande coisa; o resultado mantém a rapaziada de Abel Ferreira em segundo lugar. 

Palmeiras vence o Athletico-PR e 'espanta crise' no Brasileirão; veja os gols


         
     

O roteiro da vitória não foi muito diferente daquele seguido ultimamente pelos palmeirenses. Ou seja: correria, cochilos, algumas chances criadas e igualmente desperdiçadas, um sufoco (e gol) do adversário, até alguém aparecer para desatar o nó. Ok, com isso o time avança, tem 35 pontos, três só atrás do primeiro colocado.

O Palmeiras confiável de tempos atrás agora é uma incógnita. Quando se prevê fiasco, cresce e joga com autoridade (os 3 a 0 no São Paulo na Conmebol Libertadores) e avança numa competição. Em contrapartida, quando se supõe que vá embalar e se firmar na ponta, despenca, como nos tropeços citados no primeiro parágrafo, fora a eliminação na Copa do Brasil e a final do Paulistão. Daí, se enrosca.  

A sina de derrapar ao ter um jogo sob controle quase se repetiu outra vez, em casa. No início o Furacão esteve melhor, ensaiou umas finalizações e mostrou que não estava a fim de perder outra para time paulista no Brasileiro (caiu para o São Paulo, por 2 a 1, e para o Corinthians, por 1 a 0, em Curitiba).

Depois do aperto inicial, o Palmeiras se acalmou, equilibrou e dominou. Luan abriu o placar aos 22 e houve chances para dobrar a diferença. Não aproveitadas. A toada se manteve no segundo tempo, até que… o Furacão empatou com um golaço de Bissoli aos 20. Pronto, estava feito o script para outra noite de frustração.

Abel mexeu de baciada, com a entrada de Rony, Breno Lopes e Deyverson (saíram Rapahel Veiga, Veron, Willian). O trio construiu o gol da vitória, com a conclusão de Rony, aos 25 minutos. Pela enésima vez prevaleceu a lei do ex. Mais perto do final, Deyverson teve outra ocasião perdida. 

Vencer era imprescindível para as pretensões verdes de permanecer na corrida pelo título, pois a concorrência continua forte. A sombra do Fortaleza é grande (32 pontos e na segunda recebe o Cuiabá) e o Flamengo sobe como foguete (tem 31 pontos e dois jogos a menos). Neste domingo, o Bragantino (31) hospeda o Galo (38). 

Não dava para vacilar, diante de um Athletico que acumula cinco derrotas seguidas na Série A e desaba terrivelmente na classificação (9.º com 23 pontos).

Rony entrou no segundo tempo e decidiu contra o ex-clube
Rony entrou no segundo tempo e decidiu contra o ex-clube Cesar Greco / Palmeiras
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