Brasil não precisa dos 'gringos' para as eliminatórias

Fábio Sormani
Fábio Sormani

ASSISTA: Gabigol, Claudinho, Weverton... BB Debate escala versões da seleção só com jogadores que atuam no Brasil 



Com a resistência de alguns treinadores europeus (entre eles o alemão Jürgen Klopp) em ceder seus jogadores para a seleção brasileira, a questão é: teríamos um time com atletas atuando no Brasil para encarar os dois próximos jogos pelas eliminatórias?

Os dois compromissos serão contra a Colômbia (26/3), fora, e Argentina (30/3), em casa. Há dúvidas, é bom dizer, se os jogos acontecerão por causa da pandemia da COVID-19 (eu já dei minha opinião sobre o assunto, leia aqui)

Eu acho que tem uma rapaziada aqui no Brasil que segura a onda, tranquilamente. E montei minha seleção no 4-2-3-1:

Weverton

Rafinha
Rodrigo Caio
Luan Peres
Guilherme Arana

Gerson
Edenilson

Marinho
Claudinho
Bruno Henrique

Gabriel Barbosa

Marinho artilheiro isolado do Santos na temporada
Marinho artilheiro isolado do Santos na temporada Twitter Conmebol Libertadores

Que tal? Concordam? Qual seria a sua?


Fonte: Fábio Sormani

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Don´t cry for me Argentina; lá vem o Brasil descendo a ladeira

Fábio Sormani
Fábio Sormani

LIBERTADORES
River Plate é o único argentino classificado (passou pelo poderoso Argentinos Juniors).
Brasil: Palmeiras, Flamengo (Defensa y Justicia), Atlético-MG (Boca Juniors), São Paulo (Racing) — e o Fluminense que deve se classificar em cima do Cerro depois de uma vitória por 2 a 0 no Paraguai.

SUL-AMERICANA
Rosário Central é o único argentino classificado (eliminou o poderoso Deportivo Táchira, da Venezuela).
Brasil: Red Bull Bragantino , Athletico-PR  e Santos (despachou o Independiente, o Rei do Tapetão, e não o Rei de Copas).

Sormani ironiza após argentinos desabarem em Libertadores e Sul-Americana: 'CBF tem que pedir para jogar torneios da Uefa!'


         
     

Por que essa diferença entre brasileiros e argentinos?

Além do raquitismo do futebol argentino, o brasileiro é superior por conta:
1) Melhor estrutura;
2) Melhores jogadores;
3) Melhores estádios;
4) Times mais ricos — que conseguem contratar inclusive jogadores argentinos.

Isso faz uma grande diferença.

A perda da Copa América para a Argentina foi uma das maiores zebras deste século, comprovando uma vez mais que um pequeno pode ganhar de um grande.

A continuar assim, a CBF tem que solicitar dispensa de seus times dos torneios da Conmebol e requisitar vagas nas competições europeias, no caso, Champions League e Europa League. Aqui na América do Sul, neste momento, não há concorrência.

(obs: consta ironia no último parágrafo)

Flamengo comemora a classificação contra Defensa y Justicia
Flamengo comemora a classificação contra Defensa y Justicia Alexandre Vidal / Flamengo
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Gabigol é mais jogador do que Renato Gaúcho foi

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Depois da implacável goleada do Flamengo sobre o Bahia por 5 a 0 neste domingo (18), Renato Gaúcho, jocoso, declarou em entrevista coletiva: "Você (Gabriel Barbosa) é um grande jogador, de nível de seleção brasileira, mas se for ver meu DVD, vai querer fazer isso em campo e vai se atrapalhar. Continue fazendo os gols, que você tem nos ajudado bastante".

Freud disse: "Brincando pode-se dizer de tudo, até mesmo a verdade". Renato brincou durante a entrevista coletiva nas entranhas do Pituaçu, mas ele acredita piamente ter dito a verdade.

Mas não é verdade: Renato Gaúcho não foi mais jogador do que Gabriel o é neste momento. E olha que a carreira do alcunhado cafonamente Gabigol nem terminou. Ele pode atingir patamares que o atual treinador do Flamengo não conseguiu.

Se Gabriel fracassou na Europa com a camisa da Inter de Milão, o falastrão treinador do Flamengo fez o mesmo com a camisa da Roma no final da década de 1980.

Renato Gaúcho tira onda com Gabigol: 'Ele não está pronto para o meu DVD; se quiser fazer aquilo, vai se atrapalhar em campo'

Renato Gaúcho, como jogador, tem um título que Gabriel não tem: o Mundial de clubes. Mas Gabigol tem um galardão que Portaluppi não possui: uma medalha de ouro olímpica. De resto, ambos praticamente se equivalem.

Vejamos...

Os dois têm uma Libertadores, mas Gabriel tem dois Brasileiros no currículo e Renato tem só um. Se o falador técnico do Flamengo dispõe de quatro títulos estaduais (dois gaúchos, um mineiro e um carioca), Gabigol tem cinco: dois paulistas e três cariocas. Renato conquistou uma Supercopa da Libertadores, mas Gabriel tem uma Recopa Sul-americana. Renato amealhou uma Copa do Brasil, mas Gabriel tem uma Supercopa do Brasil.  A vantagem do tagarela treinador é ter uma Copa América, que Gabriel passou raspando ao ser vice na recém-encerrada. Mas o Menino da Vila foi eleito o melhor jogador da América em 2019; prêmio que Renato não conseguiu.

Você pode dizer que Renato não estava se referindo a títulos, mas sim a desempenho dentro de campo. Ok: o gaúcho marcou 187 gols em 609 jogos, enquanto que o paulista (que ainda está na ativa, não se esqueçam) computa 173 gols em 340 partidas. A média de Renato  é de 0,31 gol por jogo; a de Gabigol é de 0,51. Você pode replicar: Gabriel é centroavante, Gaúcho não era. Negativo: Renato era atacante assim como Gabriel o é.

E se você quiser comparar os dois em campo, eu te garanto, criança, que não viu Renato Gaúcho jogar: Gabriel é mais lúdico do que Renato o foi.

Mas chega de lenga-lenga, dessa conversa fastidiosa: Gabriel joga mais bola do que Renato Gaúcho jogou, eu te garanto. E ponto final.

Portanto, ao invés de jogar confetes em si mesmo, Renato deveria encher a bola de Gabriel, porque Gabriel pode dar a ele um títulos que ele, como treinador, não tem: um Brasileiro e um Mundial de clubes.

Renato Gaúcho entrou em campo; não entra mais. Gabriel ainda calça chuteiras.

Gabi comemora hat-trick na goleada do Flamengo
Gabi comemora hat-trick na goleada do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo


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Reflexões sobre o Dortmund, ou melhor, a Argentina, que ganhou a Bundesliga — digo, a Copa América

Fábio Sormani
Fábio Sormani

A Argentina ganhou a Copa América. Quebrou um jejum de 28 anos sem títulos ao bater o Brasil na decisão por 1 a 0, gol marcado por Di Maria numa falha de Renan Lodi.

Na Bundesliga, o Dortmund também é campeão. E quando ganha, o ganha depois de anos de jejum. A Argentina, atualmente, é assim também: um Dortmund. Depois de anos de jejum, voltou a ganhar um título.

Quando será a próxima conquista? Talvez demore uma década para que isso ocorra.

Talvez. Espero que assim não o seja.

A Argentina nunca foi um Dortmund. A Argentina sempre foi um Barcelona ou um Real Madrid, enquanto que o Brasil sempre foi um Real Madrid ou um Barcelona.

Mas a mediocridade em que o futebol argentino mergulhou nas quase últimas três décadas é de chamar a atenção. Que tudo mude daqui para frente, e que esse título não seja fugaz, pois o Brasil precisa da Argentina, de uma Argentina forte, competitiva, para elevar o nível do futebol sul-americano, de modo que nos próximos Mundiais nós, sul-americanos, possamos novamente cotejar com os europeus, que, diga-se, sempre foram fregueses de caderneta do futebol sul-americano.

Deus é argentino

Messi conquista seu primeiro título profissional pela Argentina. Está na seleção principal desde 2005 — e nunca tinha conquistado nada, nadinha de nada.

Depois de 16 anos, sobe no lugar mais alto do pódio, com troféu nas mãos, e comemora sua conquista inédita.

A grandeza de Messi não pode ser medida pela seleção. Não é porque ele nunca tinha vencido nada pela seleção que ele não deveria ser galgado ao Olimpo dos deuses argentinos. Messi é muito melhor que Maradona. O campo e os números mostram isso. Faltava um título com a Argentina. Não falta mais.

Agora os adoradores de Maradona vão dizer que a Copa América não é a Copa do Mundo. Verdade, não é; assim como o campeonato italiano não é a Champions League, os 345 gols de Maradona são menores do que os 704 de Messi, e os dez títulos de Diego não fazem cócegas nos 36 ganhos por Lionel.

Messi >>>> Maradona.

Copa América: Argentina vence o Brasil com golaço de Di María e é campeã no Maracanã


         
     

Parças

Neymar é genial — como jogador. Mas como ser humano, tem uma série de defeitos.

Neymar não é deus — embora, talvez, ele se ache, e seus adeptos, familiares e parças também pensem assim.

Neymar tem que descer do pedestal que povoa seu imaginário. Deus tem sido generoso com ele, pois o coloca em situações que a maioria de nós gostaria de estar.

Neymar conviveu quatro anos ao lado de Messi, um ser humano humilde, discreto, família, que pensa e age com comedimento, que troca a pândega pela circunspecção. Foram quatro anos e Neymar não aprendeu nada, nadinha de nada.

Neymar colhe o que planta — esse é o resultado de seu desleixo com a vida. Seu comportamento e suas atitudes provocam repulsa na maioria dos brasileiros, a ponto de nosso povo, em pesquisa, postar-se ao lado de Messi na final da Copa América e, consequentemente, torcerem para a Argentina ao invés do Brasil.

Neymar: essa é uma conquista que nem Pelé conseguiu — e não faria a menor questão de conseguir.

Neymar: acorda!

CBF

É fato também que a CBF deixou o torcedor brasileiro com asco pela seleção. O excesso de jogos do Brasil, a overdose de convocações que aniquilam nossos clubes, tudo isso faz com que o torcedor cague (desculpe a palavra, mas não encontrei nada mais verdadeiro) para a seleção.

Na verdade, cagar não é a definição correta: o atual torcedor brasileiro tem ódio da seleção. Porque ela desfalca seus times, tira a possibilidade de eles ganharem partidas e consequentemente títulos. E não há nada mais importante para o torcedor brasileiro do que seu clube do coração. A seleção é apenas um complemento. Nada além disso.

Isso sem contar que os cartolas que a comandam o fazem pensando apenas nos interesses próprios. São criminosos que destroem um dos poucos ativos desse país que tem como vocação sofrer, porque é masoquista.

Política

Em 1970, no auge da ditadura militar, muitos brasileiros torceram contra a seleção no Mundial do México. O fizeram porque entendiam que o sanguinário regime militar ia tirar proveito da conquista do tricampeonato.

Hoje o Brasil vive nas trevas. Mergulhamos na escuridão.

Esse Brasil não representa a muitos brasileiros. Então, torcer para o Brasil por quê?

Torceram por Messi, que é cool, e, consequentemente, para a Argentina, porque não dá para torcer por Neymar, que é metido, e nem por esse país que viu morrer mais de meio bilhão de brasileiros vitimados pela Covid-19 graças ao descaso de quem deveria zelar por nós.

Deus é brasileiro?

Às vezes tenho dúvidas. Mas depois de ver a Argentina conquistar a Copa América fico pensando se este não é um sinal de que tenhamos que despertar definitivamente desse sono letárgico que nos coloca nesse pântano onde idolatramos embusteiros ao invés dos probos.

Messi ao lado de Di Maria após o gol que deu o título à Argentina
Messi ao lado de Di Maria após o gol que deu o título à Argentina Getty




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Rogério Ceni é passado, agora o Flamengo tem que pensar no presente para garantir o futuro

Fábio Sormani
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Antes tarde do que nunca.

O velho ditado popular cai muitíssimo bem para se analisara saída de Rogério Ceni do Flamengo, demitido na madrugada deste sábado (10). Foi um casamento conturbadíssimo, apesar dos três títulos conquistados pelo ex-goleiro são-paulino no comando do time rubro-negro.

Mas isso ficou no passado. O presente é o que importa. E do jeito que estava, o futuro não seria nada animador.

Agora, com a saída de Ceni, há luz no fim do túnel (desculpem o clichê).

Sormani concorda com demissão de Rogério Ceni do Flamengo: 'Antes tarde do que nunca'


O Brasileiro está ainda no seu início, o mata-mata da Copa do Brasil nem começou, bem como o da Libertadores. O Flamengo tem elenco e time para ganhar essas três competições, mas do jeito que estava, dificilmente isso seria possível, volto a dizer.

Não houve química, em momento algum, entre flamenguistas e o treinador. E quando eu falo flamenguistas, englobo todos os segmentos: torcida, jogadores, dirigentes e a mídia rubro-negra.

Roberto Drummond, analista de desempenho do clube, foi demitido ontem (9) por ter escancarado para todos, em áudio vazado e revelado pelo GE, qual era o sentimento dentro do departamento de futebol em relação a Ceni. Ninguém jamais engoliu o treinador por conta de seu jeitão, frio, indiferente e em muitos momentos indelicado com os funcionários do departamento.

Drummond, no áudio em questão, disse que Rogério "é uma pessoa ruim". Esse sentimento não é exclusividade do recém-demitido profissional do Flamengo. Quem convive ou conviveu com o treinador conta que ele é uma pessoa de difícil trato.

O que se comenta é que os jogadores também já não aguentavam mais o comandante. E se os comandados perderam o tesão de trabalhar, não há cristão que dê jeito nisso.

O Flamengo acertou ao demitir Rogério Ceni. Não pode, agora, errar na escolha do novo técnico. E nem é hora de se economizar, porque o barato de hoje pode sair caro amanhã (Ceni é exemplo claro disso?).

É hora de colocar a mão no bolso, abrir a carteira e ir atrás de gente competente.

Meu favorito? Renato Gaúcho.

Rogério Ceni foi demitido neste sábado (10) pela direção do Flamengo
Rogério Ceni foi demitido neste sábado (10) pela direção do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo
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Rogério Ceni é passado, agora o Flamengo tem que pensar no presente para garantir o futuro

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Brasil é o Bayern na Bundesliga da América do Sul

Fábio Sormani
Fábio Sormani

A América do Sul virou uma Bundesliga quando o assunto é seleção. Não importa a competição, se eliminatórias ou Copa América, o Brasil é o Bayern de Munique e as demais seleções são apenas coadjuvantes.

Argentina? Talvez um Borussia Dortmund.

O Brasil nada de braçada no continente, assim como o Bayern na Bundesliga.

Os argentinos estão se apequenando. Não ganham uma Copa América desde 1993. Aliás, esta foi a última conquista oficial da Argentina.

De lá para cá o Brasil ganhou cinco Copa América; Uruguai e Chile ficaram com duas cada um e a Colômbia com uma. Ou seja: em dez competições, a Argentina não faturou nenhuma.

‘Tite, sobre Neymar x Messi na final da Copa América: 'Dois ícones do futebol mundial'

Agora vamos olhar as eliminatórias para a Copa do Mundo. O último suspiro argentino foi nas eliminatórias para o Mundial do Japão e da Coreia (2002), quando terminaram em primeiro lugar e o Brasil em terceiro.

De lá para cá, quatro eliminatórias foram disputadas, sendo que o Brasil participou de três, porque foi sede em 2014 e se classificou automaticamente.

Nas eliminatórias de 2006 (Alemanha), Brasil e Argentina terminaram com os mesmos 34 pontos, mas os brasileiros ficaram em primeiro lugar por conta do saldo de gols.

Na qualificação para 2010 (África do Sul), o Brasil terminou em primeiro lugar com 34 pontos conquistados. A Argentina ficou em quarto (28), atrás de Chile e Paraguai que somaram 33.

Nas eliminatórias de 2018 (Rússia), o Brasil acabou igualmente em primeiro lugar com 41 pontos somados. A Argentina ficou em terceiro (28), atrás do Uruguai (31). Vejam que os brasileiros somaram 13 pontos a mais que os argentinos.

Agora vejam o retrospecto entre Brasil e Argentina: ao longo da história, foram 106 jogos, com 43 vitórias brasileiras, 25 empates e 38 triunfos argentinos.

Agora vamos pegar os dez últimos jogos oficiais entre estas duas nações: seis vitórias do Brasil, três empates e apenas uma vitória da Argentina, que aconteceu no longínquo 8 de junho de 2005, jogo que valeu pelas eliminatórias da Copa da Alemanha (2006).

Talvez esse recorte atual dos confrontos entre essas duas seleções explique grande parte dos brasileiros torcendo pelo Messi — e consequentemente pela Argentina. Para as novas gerações, a Argentina não é rival do Brasil. A Argentina é apenas mais um oponente local — e nada além disso.

E olha que eles têm o Messi.

Quanto a decisão, o Brasil, por tudo isso, entra como favorito. Vai ganhar?, isso a gente não sabe. Pode perder, assim como às vezes o Bayern perde a Bundesliga para o Dortmund.

Neymar e Messi brigam pela bola no Brasil x Argentina realizado no Mineirão em 2019
Neymar e Messi brigam pela bola no Brasil x Argentina realizado no Mineirão em 2019 Getty
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Jogador deve ser ouvido sobre contratação de treinador? É claro que sim!

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Felipão não deve ser o técnico do Grêmio em substituição a Tiago Nunes. Os jogadores não querem.

Aí muitos se perguntam: os jogadores podem decidir quem será o patrão deles? É um assunto interessante e que merece reflexão.

No passado isso não seria colocado em discussão de jeito nenhum.  Os jogadores não diriam nada sobre o assunto e a eles seria empurrado goela abaixo o nome do novo comandante.

Os tempos mudaram e os jogadores passaram a ter voz ativa. É óbvio que eles têm que ser ouvidos, pois, afinal, serão eles que estarão trabalhando com o treinador diuturnamente. Se houver rejeição quanto a personalidade do treinador e seus métodos de trabalho, o técnico não se sustenta e o trabalho vai pra cucuia.

Grêmio vê restrições a Felipão e dá 'voto de confiança' a Thiago Gomes a pedido de elenco, diz Gustavo Berton




O Grêmio é o lanterninha do Brasileiro com apenas dois pontos conquistados em 21 possíveis (mísero aproveitamento de 9,5%); dois empates e cinco derrotas (feitas as contas pra você, preguiçoso); quatro gols marcados e dez sofridos (saldo negativo de seis).

Já pensaram se o Grêmio contrata um técnico que os jogadores não aprovam? Os caras derrubam o treinador. De que maneira? Dando sequência a esse início caricato do time neste Brasileirão. Já pensaram mais dez rodadas e aproveitamento de 10%? Isso daria mais três pontos em 30 possíveis.

Portanto, ao final de 17 rodadas (ou quase um turno), o Grêmio teria apenas cinco pontos conquistados. O rebaixamento seria praticamente inevitável. E com ele, diminuição aterrorizante no faturamento da equipe, que na Série B não teria o mesmo dinheiro que ganha da televisão na Série A. E não haveria dinheiro da Libertadores ou Sul-Americana. E o prestígio (esse não tem preço que mensure) iria para o espaço também.

Portanto, jogador pode — e deve — ser ouvido sobre a contratação de um treinador. Esse voto é importante para se determinar o novo chefe, pois se não houver simbiose entre as partes, não tem jeito.

E a debacle será inevitável.

Felipão encontra rejeição dentro do elenco do Grêmio
Felipão encontra rejeição dentro do elenco do Grêmio LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA

 

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Adeus, tobogã; já vai tarde

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Escuto uma choradeira danada aqui em São Paulo com o começo da demolição do tobogã do Pacaembu. Os mais velhos, como eu, não estão nem aí, e não fazem coro a esses queixumes.

 O tobogã foi uma aberração imposta pelo governo Paulo Maluf, então prefeito biônico de São Paulo, indicado que foi para governar a cidade (sem ter sido eleito, por isso biônico) por imposição da ditadura militar. Foi de Maluf a ideia de se destruir a encantadora Concha Acústica, que fazia parte do projeto original do estádio e que durante décadas foi palco de shows musicais e espetáculos teatrais, entre outros eventos. O pessoal da velha guarda fala com entusiasmo juvenil do efeito ensurdecedor que ela promovia quando a torcida vibrava, cantava, xingava, se manifestava

Maluf destruiu a Concha Acústica para aumentar a capacidade do estádio. Desonrou o projeto do arquiteto Ramos de Azevedo (que dá nome à praça que hospedada o Teatro Municipal, também concebido por ele). Levantou no lugar da charmosa Concha Acústica um cimentão ilógico que se divorciava completamente do projeto original.

Fim de uma era: tobogã do Pacaembu começa a ser demolido

Quando o tobogã foi inaugurado, foi um choque. Torcedores e cidadãos de São Paulo ficaram indignados com aquela insanidade.

Talvez o desgosto que afligiu os corações daqueles paulistanos que viram o Pacaembu nascer e crescer, tenha arrasado o coração dos paulistanos de hoje, que quando abriram os olhos para o futebol o intrometido tobogã já estava atrás do gol dos vestiários. Eu até os compreendo, pois cresceram com o bode na sala.

Mas a queda do tobogã não me comove. Ele sempre foi um intruso neste que é um dos cartões postais mais encantadores da cidade de São Paulo.

Adeus, tobogã. Já vai tarde.

Tobogã do Pacaembu sendo demolido
Tobogã do Pacaembu sendo demolido Flávio Ortega/ESPN Brasil
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Adeus, tobogã; já vai tarde

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Gabigol repete a saga da mediocridade com a camisa da seleção

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Gabriel segue decepcionando na seleção. Ele parece ser jogador de clube. Vi alguns destes em meus 42 anos de profissão.

Dois, no entanto, me chamaram a atenção: Edu e Ademir da Guia.

Edu foi um dos maiores pontas pelo lado esquerdo do futebol brasileiro. Com Pelé, levou defesas adversárias à loucura. Ganhou títulos — e o reconhecimento de todos. Chegou à seleção e disputou Copas do Mundo. Mas jamais se destacou. Quando colocava a camisa da seleção... Era outro Edu, longe daquele que jogava com a camisa 11 santista.

Ademir da Guia foi assim também. No Palmeiras era divino. Ganhava títulos, amedrontava adversários, desafiava Pelé e o Santos, conquistava o Brasil. Mas na seleção...

Copa América: Brasil e Equador ficam no empate em Goiânia; veja os melhores momentos:

É bem verdade, é importante dizer, que o Divino palmeirense pouca chance teve com a camisa amarela — e isso chamava a atenção. Mas quando ele a colocava e tinha a oportunidade de desmascarar aqueles que não acreditavam em seu futebol, Ademir não era nem sombra daquele camisa 10 alviverde que desesperava os adversários.

Gabriel Barbosa parece repetir a história —ou, se você preferir, Gabigol parece escrever mais um capítulo desta saga dos jogadores que em clubes são geniais, mas na seleção são medíocres. Medíocres no sentido literário da palavra, "de qualidade média, comum".

Por que eles não dão certo com a camisa do escrete nacional? Não sei dizer. O que sei dizer é que eles me frustram, porque nos clubes são geniais; na seleção, são medíocres.

Gabigol tenta se firmar na seleção brasileira
Gabigol tenta se firmar na seleção brasileira Lucas Figueiredo/CBF



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A injusta distribuição dos prêmios na Copa do Brasil

Fábio Sormani
Fábio Sormani

A CBF definiu os jogos das oitavas de final da Copa do Brasil. O sorteio foi realizado na sede da entidade, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira (22).

Estes serão os confrontos:

São Paulo x Vasco da Gama (Vasco decide em casa)
Fluminense x Criciúma (Fluminense decide em casa)
Grêmio x Vitória (Grêmio decide em casa)
CRB x Fortaleza (CRB decide em casa)
Flamengo x ABC (ABC decide em casa)
Athletico-PR x Atlético-GO (Atlético-GO decisde em casa)
Bahia x Atlético-MG (Bahia decide em casa)
Juazeirense x Santos (Juazeirense decide em casa)

Mas não é dos confrontos que eu quero falar. Quero falar do absurdo que norteia a premiação da competição.

Vejamos:

Oitavas de final: R$ 2,7 milhões
Quartas de final: R$ 3,45 milhões
Semifinais: R$ 7,3 milhões
Vice-campeão: R$ 23 milhões
Campeão: R$ 56 milhões

É óbvio que a distribuição do dinheiro ofertado pela CBF a título de premiação na Copa do Brasil tende a privilegiar os mais ricos. Claro, pois os endinheirados têm os melhores times e a tendência é que eles cheguem sempre mais longe na competição.

Agora comparemos com a Uefa. Veja como ela distribui o dinheiro na Champions League:

Oitavas de final: € 9,5 milhões
Quartas de final: € 10,5 milhões
Semifinais: € 12 milhões
Vice-campeão: € 15 milhões
Campeão: € 19 milhões

Percebem a diferença?

Vejam como o dinheiro é mais bem distribuído na Champions. Isso dá possibilidade para que tem fôlego menor chegar às quartas, por exemplo, e consiga amealhar um dinheiro não muito menor do que o campeão. E isso permitirá que essa mesma agremiação possa se reforçar, deixar seu time mais competitivo, de modo a termos campeonatos mais equilibrados e consequentemente mais atraentes.

Na NBA não há prêmio em dinheiro para quem ganha o campeonato ou aos que chegam aos playoffs e também às finais de conferência ou da liga. A grana é distribuída igualmente para os 30 times, claro que obedecendo alguns critérios e que, se for de interesse de vocês, um dia explico melhor. Mas, basicamente, na NBA o dinheiro é igual para todos para tentar se evitar a espanholização da liga.

A distribuição incongruente do dinheiro na Copa do Brasil não prevê e nem se preocupa com isso. Ela tende, como disse acima, a deixar os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. 

No Brasil ou na Europa, os times de grande torcida sempre irão faturar mais, pois seus jogos no pay-per-view vão render mais, bem como irão faturar mais também na venda de seus produtos licenciados, no sócio torcedor, nos acordos com os fabricantes de seus fardamentos, nas bilheterias, nas publicidades estáticas nos estádios e no valor de suas camisas.

Como aos pequenos e médios não é dada essa possibilidade de faturamento mostrado acima, a distribuição mais equânime dos prêmios dos torneios organizados pela CBF seria um sopro de vida a eles.

Taça da Copa do Brasil, torneio de maior premiação no país
Taça da Copa do Brasil, torneio de maior premiação no país Lucas Figueiredo / CBF


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Não é difícil entender o fiasco de Arrascaeta com a camisa do Uruguai

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Arrascaeta foi um fiasco uma vez mais com a camisa do Uruguai. Entrou como titular pela primeira vez nesta Copa América e foi substituído aos 15 minutos do segundo tempo no empate desta segunda-feira (21) contra o Chile em 1 a 1. A camisa uruguaia parece não lhe cair bem, pois Arrascaeta não tem as formas que possibilitariam um enchimento perfeito e desejado.

Não entendeu? Eu explico: Arrascaeta não tem bola para ser o diferencial em termos internacionais, onde a pegada é outra — pelo menos até hoje ele nunca demonstrou e do futuro eu não sei, pois se soubesse não seria futuro, e sim presente.

Arrascaeta funciona bem em time, como aconteceu no Cruzeiro e atualmente ocorre no Flamengo.

É um jogador de passadas curtas, o que acaba por impedi-lo de dar a dinâmica que o jogo internacional exige. Limita-se a jogar pelas beiradas, pouco se arriscando pela zona nobre do campo. No Flamengo (como ocorreu no Cruzeiro) tudo funciona porque o nível do jogo por aqui — bem como pelo nosso continente — é baixo. Esse jogo curto que ele exibe é suficiente para transportá-lo para um patamar acima da maioria de seus concorrentes, pois, concordo — e nunca disse o contrário — Arrascaeta é um jogador muito bom. Para as nossas exigências, friso.

Uruguai e Chile ficam no empate na Arena Pantanal; veja os melhores momentos

Mas craque ele não é. A mídia flamenguista — em especial — quer transformá-lo em um, pois Arrascaeta veste o manto rubro-negro. Estivesse ele jogando com a camisa de um time sem tanta mídia — como o Santos — e jamais teria essa bajulação por parte dos jornalistas. Aliás, diga-se, no Cruzeiro ele não era reverenciado como é atualmente.

Craque é aquele jogador que potencializa os que estão ao seu redor. Ele não tem essa missão no Flamengo e nunca teve no Cruzeiro. Mas na Celeste Olímpica é isso o que se espera dele. Mas ele não consegue, pois seu nível de jogo não é para tanto.

Arrascaeta não é um jogador internacional. Ele é um jogador doméstico. Tanto que nunca apareceu uma proposta pelo seu futebol.

Gérson acabou de ser vendido para o Olympique de Marselha e volta à Europa pela segunda vez. Gabriel Barbosa já esteve por lá, bem como Pedro e Bruno Henrique. De Diego nem preciso falar, pois o Menino da Vila foi campeão do mundo com o Porto, da Copa da Alemanha com o Werder Bremen e da Liga Europa com o Atlético de Madrid. Até o Vitinho já jogou na Europa, tendo feito 84 jogos e 18 gols com a camisa do CSKA de Moscou.

Arrascaeta?

Nada, nenhuma proposta europeia. A que supostamente apareceu — e não foi confirmada — veio do mundo árabe, do Al Hilal.

E por que isso ocorre? Por que uma das joias desse timaço do Flamengo não desperta interesse nem sequer da periferia do futebol europeu? Pelos motivos explicados acima.

Arrascaeta tem 27 anos. A cada aniversário comemorado fica mais difícil alçar voos internacionais em céus que realmente interessam.

Talvez essa não seja sua sina. Se ele permanecer não se martirizando por conta dos desígnios do seu destino, o uruguaio prosseguirá feliz com o manto rubro-negro e a nação continuará se enlouquecendo ao vê-lo em campo com a camisa 14, marcando gols, dando dribles desconcertantes, fazendo lançamentos espetaculares e passes decisivos.

Aqui isso é possível. Lá fora a conversa é outra.

Arrascaeta dando uma bicicleta que redundou num golaço contra o Ceará em 2019
Arrascaeta dando uma bicicleta que redundou num golaço contra o Ceará em 2019 Alexandre Vidal / Flamengo



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Não é difícil entender o fiasco de Arrascaeta com a camisa do Uruguai

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As finais menos charmosas de toda a história da NBA

Fábio Sormani
Fábio Sormani

O Atlanta bateu o Philadelphia na cidade do sino neste domingo (20) por 103 a 96 e classificou-se para a final do Leste. Seu adversário será o Milwaukee, que um dia antes despachou o Brooklyn (115 a 111. Veja aqui) do outro lado da ponte se você vem de Manhattan.

Do lado oeste do imenso território americano (9.371.174 km2, quarto maior país do mundo em extensão territorial, atrás apenas de Rússia, Canadá e China e à frente do Brasil, o quinto, com 8.515.767 km2), Phoenix e LA Clippers já começaram a brigar pelo título da Western Conference. No primeiro jogo da série melhor de sete, o time do Arizona saiu na frente: 120 a 114. Você não sabe qual é o time do Arizona? Deixe de ser vagabundo, dê um Google, procure um mapa do EUA e descubra.

Quem ganhará o Leste? Qual será o campeão do Oeste? Quais serão os dois finalistas da NBA nesta temporada 2020/21?

Atlanta?

Milwaukee?

Phoenix?

Clippers?

Não importa. O fato é que, nunca, em toda a história da NBA (que nasceu em 1947), estas duas finais serão finais com tão pouca camisa.

Estou curioso para ver os números da audiência. Os patrocinadores devem estar desesperados, descabelando-se. No escritório da NBA, em Nova York, o cenário deve ser o mesmo.

Mas como não temos nada a ver com isso, que se danem a NBA e seus sponsors. Nós queremos ver o jogo, nos divertir com a bola laranja sendo lançada daqui e dali à procura do buraco de 46 cm de diâmetro.

Há figurões nestas finais que podem embiroscar muitas bolas aro adentro.

Antetokounmpo?

Young?

Booker?

George?

É em quem estaremos de olhos bem abertos nestes dois confrontos melhor de sete. Neles e em seus parças: Middleton, Gallinari, Ayton e Jackson, principalmente.

Estas finais prometem. Se não der Milwaukee, teremos um campeão inédito na história da NBA, pois o Bucks levantou o troféu na temporada 1970/71, comandado em quadra por Oscar "Big O" Robertson e por Lew Alcindor, que pouco tempo depois transformou-se em Kareem Abdul-Jabbar.

Eu acho que o campeão será o Milwaukee. Mas pode dar Atlanta; bem como Phoenix ou Clips.

Não importa, pra mim tanto faz, pois sou Bulls. O que vou fazer quando assistir aos jogos não é torcer, mas sim me divertir.

Façam suas apostas. A ESPN vai te mostrar tudo.

Trae Young, armador do Atlanta Hawks
Trae Young, armador do Atlanta Hawks Getty Images
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As finais menos charmosas de toda a história da NBA

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Com show de Neymar, Brasil sapeca Venezuela e os alto-faltantes do Mané Garrincha nos mandam recado

Fábio Sormani
Fábio Sormani

O Brasil estreou na Copa América. Sapecou 3 a 0 na Venezuela. Com novo show de Neymar. E um gol de Gabigol.

Depois do jogo, com todo mundo no vestiário, campo vazio, ainda iluminado e molhado pela chuva que gentilmente umedeceu os ares secos de Brasília; depois do jogo, eu dizia, retumbava nos alto-falantes do Mané Garrincha, como que a gingar diante do enfado do usurpador, trovejava no Mané Garrincha, espalhando-se pelos ares da capital federal, a canção "Apesar de Você", de Chico Buarque de Holanda.

Neymar e Gabigol marcam em vitória do Brasil por 3 a 0 na estreia

Premonitório? Espero — esperamos.

Vejam só...

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal

Time do Brasil que disputa a Copa América
Time do Brasil que disputa a Copa América Lucas Figueiredo/CBF

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Os três blocos que dividem o Brasileirão. Veja onde está o seu time

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Uma rodada é pouco? Sim, é pouco, mas a divisão que faço dos 20 times que disputam o Campeonato Brasileiro tem a ver muito mais com o seu histórico atual e recente do que com a primeira das 38 rondas que vão dar forma ao campeonato mais importante do nosso país.

Dividi nossas duas dezenas de times em três blocos. E coloco os times em ordem alfabética para evitar melindres. A divisão é esta:

BLOCO DE CIMA (os que vão brigar pelo título)

Atlético-MG — Grande elenco, um técnico (Cuca) competente e dois jogadores desequilibrantes: Nacho Fernandez e Hulk.

Flamengo — O técnico (Rogério Ceni) ainda não convence, mas tem o melhor grupo entre todos e três jogadores desequilibrantes: Gérson, Arrascaeta e Gabriel.

Sormani: 'Flamengo tem três craques, e o Palmeiras não tem nenhum!'


         
     

Grêmio — Técnico novo e ainda promissor (Tiago Nunes) e uma turma bem calejada. Douglas Costa, sem dúvida, é jogador desequilibrante.

Internacional — Técnico capaz (Juan Pablo Ramirez) e um rol de jogadores de um nível bem interessante, mas nenhum jogador desequilibrante. Ouvi alguém dizer Taison? Quem sabe...

Palmeiras — Elenco igualmente musculoso, técnico acima da média (Abel Ferreira), mas nenhum jogador desequilibrante.

São Paulo — Treinador muitíssimo promissor (Hernán Crespo) e cheio de ideias, mas também não conta com nenhum jogador desequilibrante. Daniel Alves? Acho que não.

BLOCO INTERMEDIÁRIO (os que vão brigar pela Sula)

América-MG — Grupo homogêneo e um comandante (Lisca) que amadureceu demais.

Athlético-PR — Entidade muito bem administrada e um elenco que está junto há um bom tempo.

Bahia — O nordestino com melhor situação financeira e uma administração invejável.

Bragantino — Embora pertença ao Bloco Intermediário, tem um jogador desequilibrante: Claudinho.

Ceará — Seu treinador (Guto Ferreira) é um dos mais longevos entre as agremiações da Série A. Sequência de trabalho (bem feito) conta muito.

Fluminense — Num primeiro momento, está entre os intermediários, mas, com o passar do tempo, pode perfeitamente pular para o bloco de cima, pois tem um grupo de jogadores bem equilibrado.

Fortaleza — Um dos nordestinos que mais investiram em infraestrutura. E isso, no frigir dos ovos (desculpem o clichê) conta muito.

BLOCO DE BAIXO (os que vão lutar para não cair)

Corinthians e Santos no meio! Sormani lista sete times que vão brigar contra o rebaixamento no Brasileirão


         
     

Atlético-GO — Presidente não deixa o treinador trabalhar. Isso é problema.

Chapecoense — Elenco deficiente que precisava ser vitaminado.

Corinthians* — Leia abaixo.

Cuiabá — Inexperiência em uma competição importante como essa pode atrapalhar muito.

Juventude — Time que não pode ver uma gangorra pela frente que já vai brincar.

Santos— Clube sem dinheiro, presidente inexperiente, técnico apenas mediano (Fernando Diniz) e elenco fraco.

Sport — Está aí um nordestino que tinha tudo para estar entre os melhores, mas não consegue se firmar.

O asterisco que coloco no Corinthians é porque o técnico Sylvinho acabou de chegar e a gente não tem a menor ideia do impacto (para o bem ou para o mal) que ele pode causar ao time, Todavia, num primeiro momento, com o elenco que tem, com o clube desgraçado em dívidas e mal administrado ao longo de suas últimas gestões, o Corinthians pertence a esse temido bloco.

 

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press
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Se o Santos fosse uma empresa séria...

Fábio Sormani
Fábio Sormani

1) Fernando Diniz jamais seria contratado para ser seu treinador;

2) Pará, Felipe Jonatan e Jean Motta seriam demitidos por justa causa;

3) Alison seria aposentado;

4) Kaiky, Marcos Leonardo e Ângelo voltariam para o sub qualquer coisa;

5) Lucas Lourenço, Allanzinho, Ivonei e Sandro Perpétuo seriam dispensados depois de cumprido o estágio;

6) O funcionário que avalizou a contratação de Bruno Marques seria também demitido por justa causa;

7) Kaio Jorge passaria por um teste psicotécnico;

8) Marinho, o melhor ativo da empresa, seria negociado pois não tem mais vontade de trabalhar e pode gerar dividendos;

9) Arzul nunca estaria na galeria dos imortais e passaria por uma reciclagem, pois os goleiros têm defeitos de fabricação;

10) Uma empresa de auditoria já teria sido contratada para fazer uma devassa nas contas das últimas três administrações;

11) Depois de tudo auditado, o relatório final seria entregue a um escritório de advocacia especializado em fraudes e crimes contra o patrimônio para que ele formalizasse acusação contra os investigados e lutasse para colocá-los atrás das grades, bem como os seus asseclas;



12) ...;

13) ...;

14) ...;

15) ...

Fique à vontade e preencha os outros itens. Não se limite a 15, pois cheguei a 11 num piscar de olhos. Uma análise mais profunda e detalhada vai encontrar outras mazelas.

Se não cair este ano, não cai nunca mais. Pelo menos é essa a conclusão que a gente chega depois de ver Bahia 3 x 0 Santos na estreia da equipe no Brasileiro e olhar em retrospectiva este primeiro semestre de 2021.

Pobre Santos.

Marinho pode gerar bons dividendos ao Santos
Marinho pode gerar bons dividendos ao Santos Ivan Storti/Santos FC


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Renato, gaúcho, é carioca e o Corinthians é paulista

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Renato disse "não" ao Corinthians. Estava na cara que esse seria o fim desta short story.

Renato tem gaúcho no nome, mas tem sangue carioca. E alma também.

Renato tem casa no Rio. Seu quintal é Ipanema. Sua diversão é a praia.

Renato está milionário — e com todos os méritos. Trabalhou muito para isso. E agora pode escolher o que quer fazer da vida.

Ceni pode ser demitido se perder final do Carioca: 'Renato está de olho no Flamengo', diz Sormani; assista

Renato nunca se identificou com a cidade de São Paulo. Chegou a ser contratado pelo São Paulo e posou até com a camisa tricolor. Mas ao fazer o trajeto de Congonhas até o Morumbi, deprimiu-se.

Renato não é bobo — ao contrário. Por isso, também é certo dizer que não foi apenas a opressora São Paulo que o afastou do Corinthians.

Renato está de olho no Flamengo. Ele é ambicioso.

Renato, como todos nós que gostamos e entendemos o futebol, viu que o novato Rogério Ceni, sem muito conhecimento da matéria treinador e sem estrada nesta nova profissão, pode conquistar amanhã (22) seu terceiro título como comandante do Flamengo. Para isso precisa passar pelo Fluminense e adicionar o Carioca ao Brasileiro e a Supercopa do Brasil. Três títulos em menos de um ano e conhecimento como treinador questionável.

Renato vislumbra, como comandante do Flamengo (é bom deixar claro que ele não está trabalhando para derrubar Ceni, o que acontece é que a torcida e a mídia flamenguista não podem nem ver o ex-goleiro do São Paulo como técnico do time da Gávea), ganhar um Brasileiro (que ele nunca conquistou), bisar a Libertadores e a Copa do Brasil e, por que não?, ganhar o Mundial de clubes.

Renato sabe que o Flamengo é o melhor lugar para a realização desses sonhos. É o clube mais bem estruturado do país, que tem o melhor elenco, a maior torcida e a maior mídia no Brasil. Então, a única resposta a dar ao Corinthians seria mesmo "não".

Renato sabe que o Corinthians, além de estar em São Paulo, está numa pindaíba danada, não tem elenco competitivo e não tem um futuro promissor a curto prazo. Além disso, é refém de sua torcida, que entra no clube e no CT a hora que bem entender — e não tem técnico que gosta disso.

Renato, portanto, será visto ainda mais algumas semanas (ou dias?) sentado em sua cadeira de praia em Ipanema ou então, quando estiver em pé, jogando vôlei na areia, dando um mergulho no mar e olhando as meninas do Rio desfilarem à sua frente.

Renato vai dar tempo ao tempo.

Renato não é bobo.

Renato quer ser campeão — e no Corinthians isso, a curto prazo, não vai acontecer.

Renato é gaúcho, mas é carioca de corpo e alma, já disse. Tem 30 anos de praia.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram Renato Gaúcho e sua filha, Carol Portaluppi
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Jogo aéreo é mal que acomete Flamengo e TODOS os times brasileiros

Fábio Sormani
Fábio Sormani

A torcida e a mídia flamenguista estão enfurecidas com a zaga do time. Muros pichados, redes sociais transformadas no repositório de frustrações e da dor do coração de seus seguidores e os meios de comunicação bradando indignação.

Rapaziada, vamos devagar; a zaga do Flamengo é vulnerável na bola aérea? Sim, é — mas todas são.

O jogo aéreo é o recurso mais fácil para se atacar. É a principal arma dos times pequenos e médios. Eles trabalham à exaustão essa jogada, porque é a única que eles têm, pois tecnicamente seus jogadores são fracos para tentar agredir os adversários no jogo rasteiro. E como os times fortes são minoria, é natural que haja um grande número de gols sofridos dos grandes nesse tipo de jogada.

Mas, volto a dizer, isso não é um mal que acomete apenas o Flamengo. Todos — repito, TODOS — os times sofrem com esse tipo de jogada. 

Por conta de mais um gol sofrido em jogada aérea no empate de ontem (19) diante da LDU (2 a 2), a deficiência — que é de todos, repito; de TODOS — volta a se escancarar. E mídia e torcida (que são poderosas, torno a dizer) abrem as pastas que contém estatísticas e as escancaram para justificar sua indignação. E o barulho é grande.

Gustavo Henrique sobe para cabecear no jogo contra a LDU
Gustavo Henrique sobe para cabecear no jogo contra a LDU Marcelo Cortes / Flamengo

E o que dizem esses tais arquivos? Mostram que o Flamengo sofreu 20 gols nos últimos 13 jogos (só não foi vazado na vitória diante do Volta Redonda por 3 a 0), o que dá uma média de um gol e meio sofrido por jogo. Dessa quantidade de tentos contra, diz a mesma estatística, dez foram em bolas aéreas — a metade.

Mas volto a dizer: TODOS os times padecem desse mal. O foco está no Flamengo por conta do jogo de ontem.

O que precisa é mapear (e eu me penitencio por não tê-lo feito, mas em minha defesa digo que essa não é a minha praia) o desempenho de todos os times. O Flamengo está dentro ou fora da curva?

Quando alguém trouxer esses números, a gente volta a discutir. Enquanto isso, vejo que esse problema do Flamengo é um problema que faz parte de todas as equipes brasileiras.

Sofram menos, flamenguistas.


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É míope quem culpa Mancini e os jogadores pela crise do Corinthians

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Quer dizer então que os jogadores e o técnico Vagner Mancini são os culpados pela humilhação que o Corinthians passou ontem (13) à noite no Uruguai? Ah, conta outra; aquela do papagaio é melhor.

Só míope atribui a eles a sova sofrida em Montevidéu (4 a 0 para o Peñarol) que eliminou o time da Sul-Americana. Os jogadores fazem o que podem; Mancini também.

O que devia estar sendo discutido agora não é o desempenho de jogadores e treinador, e sim como é que eles estão no Corinthians.

Você não sabe? Simples: eles estão no Corinthians porque o Corinthians é hoje um clube quebrado, uma instituição falida. Com o dinheiro que tem (e eu me espanto quando me dizem que tem), o que dá para contratar é o que está aí.

Veja os melhores momentos da derrota do Corinthians para o Peñarol!

E quem quebrou o Corinthians? Ah, isso é o que os corintianos e a mídia corintiana deveriam estar discutindo neste momento.

Depois de um início auspicioso, levando o Corinthians a ganhar tudo o que aparecia pela frente, Andrés Sanchez e seu grupo revelaram uma face que até então era desconhecida: a face da incompetência.

A dívida do Corinthians atualmente está na casa dos R$ 950 milhões — isso sem contar o estádio. Enquanto o clube vê seus principais rivais contratarem, melhorarem seus elencos e ganhar títulos, o Corinthians chafurda na mediocridade e na humilhação.

E isso acontece também com a conivência dos conselhos que deveriam fiscalizar — e não fiscalizam — e punir — e não punem — essas gestões. Isso acontece porque o Corinthians não tem oposição. Andrés e seu grupo comandam o clube desde 2007.

Culpar Mancini e os jogadores é empurrar a sujeira para debaixo do tapete.

O buraco é muito mais embaixo. E parece não ter fundo.

OBS: essa camisa é tão pesada que não me espantaria o Corinthians ganhar o Paulista.

Corinthians levou 4 a 0 do Peñarol pela Sul-Americana
Corinthians levou 4 a 0 do Peñarol pela Sul-Americana Getty Images


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Livre da humilhação do rebaixamento, Santos tem agora que punir quem o levou a esta situação

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Ao vencer o São Bento por 2 a 0, o Santos escapou do vexame histórico de ser rebaixado no Campeonato Paulista. Seria a maior humilhação de um time grande no futebol brasileiro. Outros já foram rebaixados, é verdade, mas nunca em um campeonato estadual. Cair no Brasileiro, no qual o nível de disputa e qualidade dos concorrentes é muito maior, é uma coisa; mudar de divisão no estadual é outra completamente diferente.

Mas esqueçamos isso. O Santos não caiu e fim de história.

Agora, o que se tem que discutir é por que o Santos chegou nesta situação. Não precisa ser nenhum Sherlock Holmes para se encontrar os culpados. E nesse caso, é mais do que um: são três. Odílio Rodrigues, Modesto Roma Junior e José Carlos Peres, ineptos em suas missões de comandar o clube, eles levaram o Santos a essa situação de extrema pobreza em que se encontra neste momento.

Santos vence 'final' contra o São Bento, evita rebaixamento e manda rival para a Série A-2; assista

Santos, que por culpa desse trio, vende o almoço para poder almoçar. Que não paga salários em dia, que deve a fornecedores, que foi proibido de contratar pela Fifa exatamente porque não cumpre suas obrigações, que está numa cidade pequena do litoral paulista cujo mercado consumidor não entusiasma potenciais patrocinadores, que não tem mídia como os demais grandes do nosso futebol — e por não aparecer tanto na mídia não desperta a atenção de patrocinadores —, cuja torcida — à exceção de uns poucos apaixonados — não anda de mãos dadas com o time e o deixa caminhar sozinho por campeonatos e o coloca lá no fundo da classe dos sócios-torcedores, e que por tudo isso é um milagre ainda não ter sido rebaixado e continuar disputando campeonatos, na esmagadora maioria das vezes, na parte de cima da tabela.

Odílio e Modesto já foram expulsos do quadro associativo do Santos por "gestão temerária" e também por "causar dano ao patrimônio". Peres sofreu impeachment e não conseguiu terminar sua gestão.

É obrigação

Mas isso é muito pouco. O Santos, representado pelo seu atual presidente, Andres Rueda, e pelo seu Conselho Deliberativo, tem a obrigação de levar essas três administrações ao crivo da Justiça. Quando digo Justiça, é a criminal, pois crimes foram cometidos, segundo relatórios apresentados. Se serão condenados ou não, a Justiça, a Justiça, repito, vai decidir. O santista quer que essas três administrações não sejam julgadas apenas pelo Conselho Deliberativo, no qual o compadrio pode livrar alguém de situação onde dois mais dois são quatro e o cara colocou cinco.

E esses crimes não prescreveram. Há que se julgá-los, mas, como disse, não pela camaradagem do Conselho, mas pela Justiça. Ela tem que "puxar a capivara" de quem estará sendo objeto de investigação, trazer à tona todos os acontecimentos que incomodam e deixam desconfiados os torcedores para se saber do envolvimento desse ou daquele personagem.

O Departamento Jurídico do Santos tem que trabalhar. Tem que defender seu patrimônio. E há muito o que se fazer, pois essas administrações foram marcadas por uma série de desconfianças — conforme os relatórios dessas gestões comprovam. E não deve ser muito difícil, como disse acima, achar as armas dos crimes e nelas encontrar as digitais de quem as usou. E no caso do Santos, várias armas foram usadas, várias digitais estão lá, até hoje, visíveis a quem for olhá-las. Basta querer.

Os crimes são de fácil solução. Como disse acima, não precisa ser nenhum Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Nero Wolfe ou o comissário Jules Maigret para encontrar os responsáveis por eles. É preciso apenas boa vontade. E amor ao Santos, o mesmo amor que temos por nossas coisas, que nos deixam indignados quando alguém as surrupiam.

Ninguém pediu para Andres Rueda, Celso Jatene e os membros do Conselho Deliberativo ocuparem os cargos que eles ocupam atualmente. Eles estão lá porque optaram por estar, pelo inequívoco amor que eles têm pelo Santos. Portanto, agora, que eles cumpram o que se espera deles e comecem, finalmente, a investigar pra valer quem tem que ser investigado.

A torcida, com certeza, vai agradecer.

Vila Belmiro, casa do Santos Futebol Clube
Vila Belmiro, casa do Santos Futebol Clube GazetaPress

 

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Livre da humilhação do rebaixamento, Santos tem agora que punir quem o levou a esta situação

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Santos: se perder, merece ser rebaixado

Fábio Sormani
Fábio Sormani

O São Bento fez cinco jogos fora de casa neste Campeonato Paulista. Não ganhou nenhum.

0 x 1 Ituano
0 x 0 Guarani
0 x 0 Santo André
1 x 1 Corinthians
0 x 2 Botafogo

Foram três empates e duas derrotas.

Um, unzinho só, gol marcado fora de Sorocaba.

Se o Santos perder no domingo (9), merece ser rebaixado.

OBS 1: se você não sabe, o Santos precisa ao menos empatar domingo contra o São Bento para evitar o rebaixamento e a humilhação histórica de disputar a Série A2 do Campeonato Paulista no ano que vem.

OBS 2: na segunda-feira (10) postarei novo texto fazendo uma análise mais profunda sobre o que acontece com o Santos.

Luan Peres e Marinho, do Santos
Luan Peres e Marinho, do Santos Getty Images

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Santos: se perder, merece ser rebaixado

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O estranho caso do "pouquinho de multa" que o Santos pagou a Holan e a inércia do presidente Rueda

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Disse Andres Rueda, na segunda 3 de maio, em entrevista ao site Meu Peixão: "(...) Ainda tive que pagar um pouquinho de multa". O presidente do Santos estava se referindo à saída do técnico Ariel Holan e seus auxiliares.

Como assim? O gringo pede demissão e o Santos ainda tem que pagar "um pouquinho de multa"? Não deveria ser o contrário?

Ah, essa multa se refere aos auxiliares do argentino que não pediram pra sair e o Santos se viu na obrigação de demití-los —  alguém pode responder. De fato, não faz mesmo sentido eles continuarem se Holan pegou o boné e foi embora.

Mas vamos lá...

Trabalho/trabalhei com ex-treinadores que me disseram que o montante dado a um treinador é sempre muito maior, mas muito maior, do que aos auxiliares. Desta forma, se Holan pagasse os quatro salários de multa para deixar o Santos, esse valor seria, ao que tudo indica, maior do que os quatro salários que o Santos teria que pagar de multa para seus auxiliares. Mas como não sei os vencimentos de todos, digamos que ficasse no zero a zero. Técnico pediu demissão, seus auxiliares ficariam sem função na nova comissão que será formada quando um novo treinador for contratado; enfim, um bom negociante diria: ninguém paga nada a ninguém.

Andrés Rueda, presidente do Santos
Andrés Rueda, presidente do Santos Divulgação/Santos

Mas não, Holan abandona o Santos, deixa o time na mão às vésperas de um jogo importante contra o Boca Juniors pela Libertadores, deixa terra arrasada e Rueda conseguiu a façanha de fazer o Santos pagar "um pouquinho de multa". Santos, que todos sabemos, vende o almoço para poder jantar.

Ao se contratar treinador estrangeiro e seus auxiliares, o bom senso indica que o acordo fosse feito da seguinte maneira: saiu um, saíram todos. Isso é o mínimo que se espera de quem faz um negócio e queira proteger seu patrimônio. Ou seja: Holan pediu demissão? Seus auxiliares automaticamente também embarcam na mesma canoa.

E todos pagam multa; todos!

Outra coisa — que não tem nada a ver com esse absurdo de se pagar "um pouquinho de multa": não caiu o Transfer Ban do caso Soteldo? Por que então o Santos não se reforça para encarar essa temporada que começou muito mal? Está esperando o quê? Um novo Transfer Ban da Fifa por conta dos casos Cueva e Gabriel Barbosa e ficar novamente impedido de contratar?

Time sem técnico há mais de uma semana, praticamente eliminado do Campeonato Paulista, em situação delicada na Libertadores e que não se reforça. O futuro (Brasileiro e Copa do Brasil) não é nada animador.



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