Os três blocos que dividem o Brasileirão. Veja onde está o seu time

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Uma rodada é pouco? Sim, é pouco, mas a divisão que faço dos 20 times que disputam o Campeonato Brasileiro tem a ver muito mais com o seu histórico atual e recente do que com a primeira das 38 rondas que vão dar forma ao campeonato mais importante do nosso país.

Dividi nossas duas dezenas de times em três blocos. E coloco os times em ordem alfabética para evitar melindres. A divisão é esta:

BLOCO DE CIMA (os que vão brigar pelo título)

Atlético-MG — Grande elenco, um técnico (Cuca) competente e dois jogadores desequilibrantes: Nacho Fernandez e Hulk.

Flamengo — O técnico (Rogério Ceni) ainda não convence, mas tem o melhor grupo entre todos e três jogadores desequilibrantes: Gérson, Arrascaeta e Gabriel.

Sormani: 'Flamengo tem três craques, e o Palmeiras não tem nenhum!'


         
     

Grêmio — Técnico novo e ainda promissor (Tiago Nunes) e uma turma bem calejada. Douglas Costa, sem dúvida, é jogador desequilibrante.

Internacional — Técnico capaz (Juan Pablo Ramirez) e um rol de jogadores de um nível bem interessante, mas nenhum jogador desequilibrante. Ouvi alguém dizer Taison? Quem sabe...

Palmeiras — Elenco igualmente musculoso, técnico acima da média (Abel Ferreira), mas nenhum jogador desequilibrante.

São Paulo — Treinador muitíssimo promissor (Hernán Crespo) e cheio de ideias, mas também não conta com nenhum jogador desequilibrante. Daniel Alves? Acho que não.

BLOCO INTERMEDIÁRIO (os que vão brigar pela Sula)

América-MG — Grupo homogêneo e um comandante (Lisca) que amadureceu demais.

Athlético-PR — Entidade muito bem administrada e um elenco que está junto há um bom tempo.

Bahia — O nordestino com melhor situação financeira e uma administração invejável.

Bragantino — Embora pertença ao Bloco Intermediário, tem um jogador desequilibrante: Claudinho.

Ceará — Seu treinador (Guto Ferreira) é um dos mais longevos entre as agremiações da Série A. Sequência de trabalho (bem feito) conta muito.

Fluminense — Num primeiro momento, está entre os intermediários, mas, com o passar do tempo, pode perfeitamente pular para o bloco de cima, pois tem um grupo de jogadores bem equilibrado.

Fortaleza — Um dos nordestinos que mais investiram em infraestrutura. E isso, no frigir dos ovos (desculpem o clichê) conta muito.

BLOCO DE BAIXO (os que vão lutar para não cair)

Corinthians e Santos no meio! Sormani lista sete times que vão brigar contra o rebaixamento no Brasileirão


         
     

Atlético-GO — Presidente não deixa o treinador trabalhar. Isso é problema.

Chapecoense — Elenco deficiente que precisava ser vitaminado.

Corinthians* — Leia abaixo.

Cuiabá — Inexperiência em uma competição importante como essa pode atrapalhar muito.

Juventude — Time que não pode ver uma gangorra pela frente que já vai brincar.

Santos— Clube sem dinheiro, presidente inexperiente, técnico apenas mediano (Fernando Diniz) e elenco fraco.

Sport — Está aí um nordestino que tinha tudo para estar entre os melhores, mas não consegue se firmar.

O asterisco que coloco no Corinthians é porque o técnico Sylvinho acabou de chegar e a gente não tem a menor ideia do impacto (para o bem ou para o mal) que ele pode causar ao time, Todavia, num primeiro momento, com o elenco que tem, com o clube desgraçado em dívidas e mal administrado ao longo de suas últimas gestões, o Corinthians pertence a esse temido bloco.

 

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press
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Os três blocos que dividem o Brasileirão. Veja onde está o seu time

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Abel Ferreira e a cólera dos palmeirenses

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Não é apenas a torcida do Palmeiras que está uma fera com o futebol do time. Os dirigentes também, embora, publicamente, possam dizer o contrário.

Uma pessoa de dentro do clube me falou: "A gente não pode jogar do jeito que jogou". Ou seja: o Palmeiras não pode jogar feito time pequeno (como disse nota da torcida Mancha Alviverde depois do decepcionante empate em 0 a 0 no primeiro jogo da semifinal da Libertadores contra o Atlético-MG). O Palmeiras não pode jogar feito time pequeno tendo elenco de time grande.

O responsável (ou culpado, se você preferir) é Abel Ferreira, todos concordam. O técnico, ficou provado com o passar do tempo, é adepto da retranca. Já deixou isso bem claro ao dizer que prefere José Mourinho a Jorge Jesus, outros dois técnicos portugueses, assim como ele, sendo que Mourinho é conhecido por sua preferência às retrancas e Jesus fez do Flamengo um dos times mais encantadores dos últimos tempos no futebol brasileiro por conta do vistoso futebol ofensivo que o time carioca praticava nas mãos do português.

Seguramente os palmeirenses não esperavam por isso quando contrataram Abel Ferreira. Imaginavam que tinham adquirido um técnico astuto, moderno, admirador do futebol vistoso, ofensivo, oferecido pelos times dirigidos por Jesus, Pep Guardiola, Jurgen Klopp e Julian Nagelsmann, por exemplo.

A primeira impressão foi de que o tiro atingiu em cheio o alvo: o Palmeiras ganhou a Libertadores e a Copa do Brasil. Mas depois disso... Depois disso o time só perdeu o que disputou: Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana, Campeonato Paulista e Copa do Brasil deste ano.

Mas as duas conquistas iniciais (ainda) trabalham a favor do português. O treinador tem uma estratégia de jogo e, neste momento, os dirigentes entendem que há que se respeitar. E o que trava o pensamento dissonante é exatamente essa gordura que o Abel conquistou com as duas conquistas iniciais. Disse-me essa mesma pessoa dentro do Palmeiras: "E se ele chega no jogo da volta e se classifica, o que a gente vai falar? Ano passado foi assim contra o River: ganhou fora, retrancou-se em casa, tomou dois gols, passou sufoco, mas conseguiu classificar (para a final)".

E na final o Palmeiras, também jogando pouco (aquele jogo foi o início da revelação), bateu o Santos por 1 a 0 e foi campeão da Libertadores. Dane-se que jogou mal; foi campeão.

Acontece que agora o time continua jogando mal e os resultados não aparecem. Se for eliminado na Libertadores, vai restar apenas o Brasileiro. E a situação no Brasileiro é complicada, pois a agremiação está a sete pontos do líder Atlético Mineiro, exatamente seu adversário nesta semifinal do torneio sul-americano.

E se tudo isso acontecer, o tiro que no primeiro momento atingiu o alvo no segundo vai sair pela culatra. Mas, a bem da verdade, isso nós não sabemos, apenas conjecturamos, pois só o tempo vai nos dar essa resposta.

Esse texto, conclui-se, não contém spoiler, pois spoiler revela o que se sabe e o futuro a Deus pertence. Esse texto apenas mostra que não é apenas a torcida que está colérica com o futebol que o Palmeiras joga; esse texto tem como objetivo mostrar que Abel Ferreira não goza mais da simpatia dos dirigentes do clube.

Abel Ferreira comanda o Verdão para reassumir liderança
Abel Ferreira comanda o Verdão para reassumir liderança Cesar Greco / Palmeiras
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O Santos definha e a grande mídia pouco se importa

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Não há clube mais mal tratado pela mídia do que o Santos. Quando digo mídia, refiro-me à grande mídia brasileira e, principalmente, à mídia paulistana. Elas pouco se importam com o Santos. Elas se lixam para o Santos.

O time está definhando no Campeonato Brasileiro, não vence há oito jogos, briga para não cair e não se ouve nenhum lamento nesses veículos de imprensa aos quais eu aponto o dedo. Nenhuma palavra de preocupação. Os (poucos) que falam, o fazem mecanicamente, como que a cumprir uma enfadonha missão que, para alívio deles, não passa de cinco míseros minutos.

O Santos, o maior time da história do futebol brasileiro, talvez o maior time da história do futebol mundial, pois nele jogou Pelé, o maior de todos os tempos, definha. Definha por conta de bandidos que ao longo de sua história foram responsáveis pelo comando do clube. Dilapidaram o patrimônio santista, roubaram descaradamente e pouco se fez ou se faz para punir esses desgraçados.

Marinho isola pênalti em Santos x Ceará após escorregada ‘brutal’ e fica desolado; assista

Quem olha a tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, pode, ingenuamente, achar que a situação não é tão dramática assim, e que eu não passo de um fajuto profeta do apocalipse.  Afinal, o Santos está na 14ª colocação do torneio, a três posições do primeiro a ser rebaixado. Mas é dramática sim, senhor, pois o Santos está a apenas dois pontos da zona do rebaixamento.

Faltam 17 jogos para o Brasileiro acabar para o Santos. Nove dessas 17 partidas serão fora de casa — consequentemente, oito serão na Vila Belmiro.

O Santos tem 24 pontos. Os matemáticos dizem que com 44 se escapa do rebaixamento. Precisaria, portanto, de mais 20 pontos. Peguei a caneta e o papel, munido da tabela do campeonato, e comecei a projetar as partidas que o Peixe terá pela frente neste segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Vamos calcular, santista — sim, santista, pois eu duvido que alguém que não seja santista esteja interessado nesse texto que eu vos escrevo. Portanto, eu sei que não muitos estão lendo, mas aos poucos que atingirei certamente estarei falando o que eles querem ouvir — e é isso o que importa para mim: conversar com um carente torcedor do Santos.

As contas

Como acabei de dizer, o time tem mais 17 partidas neste Brasileiro. Oito serão em casa, nove serão fora. O Santos precisa de mais 20 pontos para, segundo os matemáticos, escapar do rebaixamento — que seria inédito em sua gloriosa história.

Dos jogos em casa, o Santos TEM que vencer América-MG, Chapecoense, Fortaleza e Cuiabá. É permitido empatar com Fluminense, Grêmio e Red Bull Bragantino. Teremos aí 15 pontos. O outro confronto em casa será contra o Palmeiras e eu computo derrota neste embate.

Fora de casa, calculo que o time possa conquistar empates diante de Juventude, Sport e Atlético-GO — de quem, diga-se, tornou-se freguês como mandante. Se conseguir isso, chegará a 18 pontos. Ficam faltando mais dois. De onde arrancar?

Dos seis jogos como visitante que faltam, o Santos teria que amealhar dois míseros pontinhos contra um desses adversários: São Paulo, Athletico-PR e Internacional, pois diante de Flamengo, Atlético-MG e Corinthians, não creio que o time comandado pelo técnico Fábio Carille conseguirá alguma coisa.

É difícil? Sim, é difícil; mas não é impossível.

Marinho isola pênalti, e Santos e Ceará empatam sem gols pelo Brasileirão; veja os melhores momentos

Mesmo contando com o desprezo da grande mídia, mesmo situando-se numa pequena cidade litorânea, mesmo não estando numa capital, mesmo tendo uma torcida ausente, mesmo tendo pouco dinheiro, mesmo... mesmo diante de tudo isso, o Santos sempre foi gigante.

Eu sempre digo: time grande cai, gigante não cai.

Resta, pois, ao Santos, mostrar a todos que ele não é grande, como costumam desdenhar os torcedores adversários. Resta ao Santos mostrar que ele é — e sempre será — um gigante.

Marinho perdeu um pênalti no empate do Santos em 0 a 0 contra o Ceará sábado passado
Marinho perdeu um pênalti no empate do Santos em 0 a 0 contra o Ceará sábado passado Ivan Storti/Santos FC
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O Santos definha e a grande mídia pouco se importa

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Roger Machado tem que se ajudar, pois a sociedade não será tolerante com ele

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Roger Machado estreou como técnico do Fluminense num clássico contra o Flamengo, pelo Carioca, no dia 14 de março passado. Venceu por 1 a 0. Clube rubro-negro, diga-se, jogou com o time reserva. Mas não importa, ganhou; seria pior se tivesse perdido.

Nos 20 primeiros jogos de Roger como técnico da equipe tricolor, ele teve aproveitamento de exatos 65%. Muito bom. Sua campanha: 11 vitórias, 6 empates e 3 derrotas. Entre essas partidas, cinco foram pela Conmebol Libertadores, com ótimo desempenho:

1 x 1 River Plate-ARG (C)
2 x 1 Santa Fé-COL (F)
1 x 1 Júnior Barranquilla-COL (F)
2 x 1 Santa Fé-COL (C)
3 x 1 River Plate-ARG Fora (F)

De lá para cá, começou o desmoronamento do Flu. Foram outros 21 jogos, com aproveitamento de 47,6%: 8 vitórias, 6 empates e 7 derrotas.

Fluminense empata com Barcelona-EQU e é eliminado nas quartas da Libertadores; veja os melhores momentos

Nesse período, o time foi eliminado nessa quinta (19) pelo Barcelona de Guayaquil-EQU nas quartas da Libertadores e no Brasileiro está na 15ª colocação, com 17 pontos, dois a mais que o Sport, que é o primeiro time do Z4. O aproveitamento é de perigosos 37,8%.

O que fazer? O elenco não é ruim, longe disso. Poderia render muito mais do que rende.

Cair nas quartas da Libertadores para o Barcelona de Guayaquil não é nada de outro mundo. O que assusta é a campanha no Brasileiro, pontuada por goleadas diante de Athletico-PR (1 x 4) e Inter (2 x 4), derrotas para América-MG e Atlético-GO (ambas por 0 x 1), ter oferecido a primeira vitória ao Grêmio, que estava em cacos, na competição (0 x 1, em casa), isso sem falar no revés diante do Criciúma, em Santa Catarina, pela Copa do Brasil (1 x 2).

Infelizmente, a carreira do Roger tem sido assim. Por onde passa, começa bem, mas não consegue consolidar o trabalho, que se esfacela com o passar do tempo.

Embora não o conheça pessoalmente, gosto do Roger e do seu jeitão como pessoa. Torço por ele não apenas por isso, mas também por ele ser negro e lutar para tentar se estabelecer como treinador numa profissão dominada por brancos, na qual negros são olhados com desconfiança, fruto de uma sociedade impregnada por um racismo sistêmico.

Mas o Roger precisa resolver essa questão: ele precisa dar um upgrade na carreira. Ele precisa começar e terminar bem um trabalho. Caso contrário, vai sucumbir, até porque a sociedade é racista e não terá com ele a mesma boa vontade que tem com treinadores brancos.

Mas ele precisa se ajudar.

Roger Machado vive péssima sequência com o Fluminense
Roger Machado vive péssima sequência com o Fluminense Mailson Santana/Fluminense

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Roger Machado tem que se ajudar, pois a sociedade não será tolerante com ele

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Santos: Fernando Diniz piora o que já não é bom

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Fábio Piperno, comentarista da "Rede Bandeirantes" de Rádio e TV, a quem admiro muito, fez uma observação no primeiro jogo das quartas da Sul-Americana entre Santos e Libertad que me chamou a atenção. E me chamou a atenção porque seu comentário é muitíssimo pertinente.

E o que disse Piperno? Que Fernando Diniz, técnico do Santos, é um treinador que inibe os jogadores em campo; é um comandante que amola o tempo todo seus jogadores; em outras palavras, é um técnico que enche o saco dos atletas e os deixa pilhados em campo.

Pura verdade: Diniz é um porre — eu constatei.

A pior coisa do mundo é trabalhar com um chefe que só cobra. Cobra e xinga. Xinga e exige. Exige mas não te ensina como lidar com os problemas. Ou seja: Diniz cobra dos jogadores desempenho que ele, como treinador, não mostra como realizar em campo.

Diniz é um técnico ruim. Sua carreira mostra isso.

Além de ruim, é chato. É um pé no saco.

Diniz fala sobre a eliminação do Santos!

 

         

 

    

E os jogadores do Santos, que já não são grande coisa, rendem menos do que podem render. Isso porque o treinador só amola, só aporrinha, só xinga seus comandados, só os humilha diante de todos. Constrangedor.

No empate contra o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, Diniz, como de hábito, enchia o saco de todos dentro de campo. Até que Madson, que estava próximo a ele, depois de ser cobrado, respondeu: "Eu não sou robô". Isso foi relatado pelo repórter da televisão que transmitia o jogo. Muito provavelmente Madson gostaria de ter dito: "VTNC!"

De nada adianta Diniz aparecer para as entrevistas coletivas e poupar os jogadores, quando, durante a partida, ele os deixa pilhados, os expõem publicamente. Trabalhar assim torna-se insuportável.

Fernando Diniz, técnico do Santos
Fernando Diniz, técnico do Santos Ivan Storti/Santos

A impressão que me passa, depois de observar mais atentamente Diniz do lado de fora nesses dois jogos contra o Libertad, é que os jogadores do Santos não devem mais aturar o treinador. Piperno alertou — e com faro fino. No começo de um dia de trabalho, entrar no vestiário e dar de cara com Diniz deve causar desgosto — para dizer o mínimo.

O time é ruim porque o elenco é ruim. Poderia ser melhor se o técnico fosse tolerável. Sendo assim, o que é ruim fica pior ainda.


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Santos: Fernando Diniz piora o que já não é bom

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Gustavo Gómez: o melhor beque paraguaio que vi jogar. Gamarra? Talvez o segundo

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Gustavo Gómez é um monstro. O melhor zagueiro paraguaio que eu vi jogar.

Gamarra? Talvez o segundo melhor.

Gamarra é baixo (1m75) e tinha dificuldades na bola aérea. No futebol de hoje sofreria demais.

Gustavo Gómez, embora não seja tão alto assim (1m85), é um gigante no jogo aéreo. E no rasteiro se equivale ao Gamarra — se não for melhor também.

Segundo vejo no site Sofascore, Gómez tem uma média de 0.7 falta por jogo nesta temporada. Na vitória de ontem (17) sobre o São Paulo, não cometeu nenhuma!

Palmeiras x São Paulo: Rojas tenta escapar pelo lado direito, Gómez chega muito bem e faz o corte perfeito

         
     


Além disso, Gamarra fez 34 gols em 592 jogos em sua já encerrada carreira. Gómez em apenas 271 partidas disputadas já marcou 23 gols. E a aposentadoria está longe de ocorrer.

Gustavo Gómez : um monstro, como eu disse. Um dos melhores que vi jogar.

Luís Pereira (o maior zagueiro da história do Palmeiras e o melhor que eu vi em campo), se pudesse, creio que adoraria jogar ao lado de Gustavo Gómez . Já pensaram uma dupla formada por Luís Pereira e Gustavo Gómez?

Pra mim, os dois melhores zagueiros da história do Palmeiras.

Gustavo Gómez é capitão do Palmeiras
Gustavo Gómez é capitão do Palmeiras César Greco / Palmeiras
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Gustavo Gómez: o melhor beque paraguaio que vi jogar. Gamarra? Talvez o segundo

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Crespo entrou no conto do vigário

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Em dezembro de 2012 o São Paulo foi campeão da Copa Sul-Americana. Ney Franco era o treinador. De lá pra cá, até a chegada de Hernán Crespo...

Milton Cruz (duas vezes), Paulo Autuori, Muricy Ramalho, Juan Carlos Osorio, Doriva, Edgardo Bauza, André Jardine (três vezes), Ricardo Gomes, Pintado (duas vezes), Rogério Ceni, Dorival Júnior, Diego Aguirre, Vagner Mancini, Cuca, Fernando Diniz e Vizolli treinaram o São Paulo num espaço de oito anos.

Todos falharam na tentativa de dar um título ao São Paulo, até que...

Crespo assumiu no começo desta temporada e tirou o Tricolor da fila.

A obsessão por um título levou os responsáveis pelo futebol do São Paulo a iludirem o argentino. Não foi dito a ele que o Campeonato Paulista conquistado era o menos importante na hierarquia de disputas da temporada.

Libertadores: Palmeiras vence São Paulo com golaço de Dudu e vai à semifinal; veja os melhores momentos


  



         

Crespo montou o time e tirou o couro dos jogadores durante o Paulista. Foi campeão, saiu da fila, mas o time virou o fio. O que se viu depois da comemoração no Allianz Parque (O Palmeiras foi seu adversário na decisão) foi um time cansado em campo e com uma série de jogadores machucados.

O tributo por este equívoco — do qual Crespo não tem culpa alguma — é ver a equipe nas últimas posições do Campeonato Brasileiro e ser eliminada impiedosamente pelo mesmo Palmeiras na Libertadores.

Crespo pode ter cometido seus pecados, mas nem de longe é o mais culpado pela situação que o São Paulo vive no momento.

O dedo tem que ser apontado para aqueles que "cuidam" do futebol: presidente, vice de futebol, diretor de futebol, coordenador de futebol e o escambau, porque essas pessoas foram as que disseram a Crespo que ganhar o Campeonato Paulista era a coisa mais importante da face da terra naquele momento.

Gringo, em país novo, sem saber direito das coisas, Crespo aceitou a imposição dessas pessoas achando que estava fazendo a coisa certa. Montou o time para ser campeão paulista. Cumpriu sua missão. Agora o time rateia e não aparece ninguém, nenhuma boa alma, para ficar ao lado do treinador e dizer a todos que nós (dirigentes) e não ele (Crespo) somos os culpados pela eliminação do São Paulo na Libertadores e pela campanha ruim do time no Brasileiro.

Essa bravura falta a muitos no futebol.

Pobre Crespo.

Crespo em sua estreia contra o Corinthians, em Itaquera
Crespo em sua estreia contra o Corinthians, em Itaquera Rubens Chiri / saopaulofc.net



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Mais importante que Renato Augusto é discutir o definhamento do Corinthians

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Contas bloqueadas; dinheiro da televisão e dos patrocinadores penhorados na Justiça; salários dos jogadores da base atrasados há três meses; salário do mês de julho do time profissional ainda não pago (estamos no dia 16); FGTS não recolhido. Isto é mais importante pra ser discutido do que o impacto que Renato Augusto pode ter no futebol do Corinthians.

O drama do Cruzeiro está aí, nas barbas de todos. Estamos vendo a debacle de um dos gigantes do futebol brasileiro por conta de barbaridades que foram cometidas ao longo de várias administrações. O Cruzeiro está falido, dentro e fora de campo. Joga a Série B do Campeonato Brasileiro não para tentar voltar à Série A, mas para se manter na B e evitar o vexame ainda maior de cair para a C. E de lá, pode despencar para a D. E se isso acontecer, pode desaparecer.

Corinthians bate Ceará com show de Adson e golaço de Renato Augusto; assista

Os corintianos querem isso para o Corinthians? Creio que não. Aliás, ninguém quer, até mesmo seus eternos rivais, pois o Corinthians é parte importante da engrenagem chamada futebol — assim como o Cruzeiro o é, mas está deixando de ser e ninguém, lamentavelmente, sente sua falta, pois o mundo gira e a Lusitana roda, já dizia o velho ditado. A engrenagem tem que funcionar e se uma peça não opera direito, será substituída sem a menor dor no coração. Isso acontece com o Cruzeiro e pode acontecer com o Corinthians também.

O Flamengo foi o primeiro grande do futebol brasileiro a entender o risco do desmoronamento. Eduardo Bandeira de Mello administrou o clube com responsabilidade e seriedade que transformaram o time no maior de todos do futebol brasileiro na atualidade. O Palmeiras fez o mesmo com Paulo Nobre e também está entre os mais fortes. E o Santos, com Andrés Rueda, trilha o mesmo caminho espinhoso que Flamengo e Palmeiras trilharam à procura da estrada pavimentada que o fará andar com a mesma segurança que Flamengo e Palmeiras andam hoje.

As administrações de Andrés Sánchez e de seu grupo, em uma década e meia, colocaram o Corinthians hoje no rol dos maiores devedores do futebol brasileiro. Ou melhor: o Corinthians é hoje o maior devedor do futebol brasileiro. Sua dívida está batendo em R$ 1 bilhão — isso sem contar o estádio.

A situação é dramática, não vê quem não quer; ou quem é burro; ou quem não tem a menor noção da realidade.

Invejoso da situação do Flamengo, que depois de se organizar como instituição passou a contratar jogadores de primeira linha para fazer do seu time o melhor do Brasil, Sánchez, do alto de sua conhecida soberba, dizia — ou melhor, torcia: "Um dia a conta chega."

Com certeza ela chega; ou melhor, chegou, mas não foi bater na porta do Flamengo ou do Palmeiras. Ela chegou e esmurra os portões corintianos, pois, ao contrário de Flamengo e Palmeiras, que são administrados com profissionalismo, o amadorismo contamina o Parque São Jorge feito erva daninha que corrói a agricultura. A fila dos credores aumenta a cada dia que passa e a cada armário que se abre, um novo esqueleto cai.

Não, meus amigos, me desculpem, mas eu não vou discutir se a chegada de Renato Augusto pode mudar o Corinthians de patamar, transformá-lo num time melhor. A discussão tem que ser outra neste momento. O Corinthians tem que rapidamente mudar seu perfil administrativo para evitar que caia de patamar. Se a conversa for essa, eu topo discutir. E faço deste texto o prelúdio de uma discussão que já passou da hora de ser discutida.

Renato Augusto comemora o gol e seu retorno ao Corinthians
Renato Augusto comemora o gol e seu retorno ao Corinthians Maycon Soldan/Codigo 19/Gazeta Press
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Dos convocados por Tite, Corinthians é o time que mais jogadores cedeu

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Se formos levar em consideração onde cada um dos 25 jogadores chamados pelo técnico Tite deram seus primeiros passos em times profissionais, a convocação desta sexta-feira (13) para os jogos das eliminatórias em setembro (a rodada será tripla: Chile [2], Argentina [5] e Peru [9]) ficaria assim:

GOLEIROS
Alisson (Internacional)
Éderson (Rio Ave-POR)
Weverton (Corinthians)

LATERAIS
Daniel Alves (Bahia)
Danilo (América-MG)
Alex Sandro (Athlético-PR)
Guilherme Arana (Corinthians)

ZAGUEIROS
Marquinhos (Corinthians)
Lucas Veríssimo (Santos)
Thiago Silva (RS Futebol Clube)
Éder Militão (São Paulo)

MEIAS
Casemiro (São Paulo)
Fred (Internacional)
Lucas Paquetá (Flamengo)
Claudinho (Corinthians)
Bruno Guimarães (Audax)
Éverton Ribeiro (Corinthians)
Fabinho (Fluminense)

ATACANTES
Neymar (Santos)
Gabriel Jesus (Palmeiras)
Richarlison (América-MG)
Matheus Cunha (Sion-SUI)
Firmino (Figueirense)
Gabriel Barbosa (Santos)
Raphinha (Vitória de Guimarães)

Com Gabigol, Arana e surpresas, Tite anuncia convocação da seleção brasileira para as eliminatórias

Sendo assim, o Corinthians é a equipe que mais jogadores cedeu à seleção: cinco. Depois aparece o Santos, com três. América-MG, Internacional e São Paulo têm, cada um, dois jogadores que iniciaram em seus times  profissionais em suas fileiras. Com um jogador aparecem Athlético-PR, Audax, Bahia, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, RS Futebol Clube e os europeus Sion (Suíça) e Rio Ave e Vitória de Guimarães (Portugal).

Chama a atenção não haver nenhum jogador do Grêmio, que primou nos últimos anos por usar — e muito bem — a sua base. Atlético-MG, Cruzeiro, Vasco e Botafogo, assim como os gaúchos, não cederam jogador algum.

ESTADOS

Se formos levar em consideração os Estados onde esses jogadores começaram, São Paulo está, disparadamente, na dianteira. Vejam:
São Paulo: 12
Rio Grande do Sul: 3
Rio de Janeiro: 2
Minas Gerais: 2
Santa Catarina: 1
Bahia: 1
Paraná: 1

CHIADEIRA

Agora, se formos olhar para os times brasileiros que vão emprestar (e não receber dinheiro algum da CBF) jogadores para a seleção, o Flamengo foi o mais esfolado: teve dois jogadores convocados: Éverton Ribeiro e Gabriel Barbosa. Palmeiras (Weverton), São Paulo (Daniel Alves) e Atlético-MG (Guilherme Arana) cederam um.

Esses jogadores vão desfalcar seus times da seguinte maneira: Flamengo não terá Éverton Ribeiro e Gabriel Barbosa na partida contra o Atlético-GO (Brasileiro); Arana não jogará pelo Galo diante do Grêmio (Brasileiro); São Paulo não poderá contar com Daniel Alves diante do América-MG, enquanto que o Palmeiras perderá seu goleiro Weverton apenas na partida contra o Ceará (Brasileiro)

AUSÊNCIA

Pra mim a grande ausência desta lista atende pelo nome de Hulk. O atacante do Galo poderia, perfeitamente, estar na vaga de Gabriel Jesus, Firmino ou Raphinha.

DESVALORIZAÇÃO

Lucas Veríssimo foi titular do Santos por mais de dois anos. E sempre jogando no mesmo nível alto que apresentou nessa meia dúzia de partidas que fez pelo Benfica. Enquanto esteve no Brasil, nunca (repito, nunca) foi chamado por Tite. Bastou ir para a Europa e a convocação veio. Como reclamar de quem deprecia nosso futebol se o primeiro a depreciar é o treinador da seleção brasileira?

Everton Ribeiro, que começou no Corinthians, em ação pela seleção brasileira
Everton Ribeiro, que começou no Corinthians, em ação pela seleção brasileira Miguel Schincariol/CBF


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Dos convocados por Tite, Corinthians é o time que mais jogadores cedeu

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Messi precisa de Neymar, assim como Neymar precisa de Messi

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Messi foi contratado pelo Paris Saint-Germain. O mundo já sabe.

Aproveito, pois, o momento para falar sobre os haters de Neymar, que usam a ocasião para se arvorar e decretar que Neymar falhou como jogador de futebol. E olha que nem 30 anos ele tem — mas os odiadores são assim: implacáveis, tóxicos, maléficos, nefastos.

Por serem assim, fazem uso de um coração doentio para julgar pessoas. Por serem assim, não conseguem separar o joio do trigo. Por serem assim, confundem alhos com bugalhos.

Uma pena, pois isso só ajuda a tumultuar ainda mais um mundo tumultuado, binário e maniqueísta.

Você pode não gostar do Neymar como ser humano — eu mesmo não gosto. Acho-o um bobão, um alienado, um omisso, que poderia fazer uso de sua força para ajudar a construir um mundo melhor. Infelizmente, sua força concentra-se nos pés; sua cabeça é débil na mesma proporção. Seu olhar, nesse caso, é um olhar míope, bem diferente do que ele apresenta nos campos de futebol. Neymar não consegue enxergar além de seu mundinho medíocre.

Messi elogia contratações 'espetaculares' do PSG e diz: 'Tenho a mesma vontade de quando era um bebê'

Outra coisa é o jogador de futebol. Neymar é um gênio. Depois de Pelé, é o brasileiro mais magnífico que eu vi em campo. Melhor que Ronaldo, Romário e Ronaldinho Gaúcho, que perde essa disputa no photochart, pois colocou a carreira abaixo de suas farras. Você pode não classificar assim — e eu respeito —, mas negar a grandiosidade de Neymar é ser obtuso.

Os haters, todavia, não conseguem, como disse, separar as coisas. Por abominarem o ser humano, odeiam também o jogador — o que é um grande equívoco. São apedeutas, o que é uma pena.


Lionel Messi durante exames médicos no PSG
Lionel Messi durante exames médicos no PSG Getty Images

Aproveitam-se da chegada de Messi para sentenciar Neymar. Não importa o que acontecer daqui para frente no campo: se o PSG ganhar a Champions League, o responsável será Messi. Como assim? Spoiler do futuro? Isso não existe, pois spoiler nada mais é do que uma revelação antecipada de algo ocorrido. Do futuro ninguém sabe.

O PSG de Messi e Neymar ainda nem sequer entrou em campo. Então, como dizer que se o time for campeão o será por causa do argentino?

Messi tem vários títulos em seu currículo. Os principais são as quatro Champions que ele conquistou com o Barcelona, sua ex-equipe. Mas ele conquistou sozinho? Claro que não. Na primeira conquista, diga-se, nem titular ele era. Nas três seguintes, ele contou com Xavi e Iniesta (os dois maiores jogadores da história do futebol espanhol), Suarez (um goleador implacável) e... Neymar.

Ninguém faz sucesso sozinho quando trabalha-se em equipe. E o futebol é um jogo de equipe.

Desde que Neymar foi embora, de título importante, Messi conquistou dois campeonatos espanhóis. Foi humilhantemente eliminado nas quatro Champions que disputou sem a presença do brasileiro, mesmo contando com a companhia de Suarez. Messi e o seu Barcelona foram surpreendidos pela Roma (depois de um 4 a 1 em casa, perdeu a volta na Itália por 3 a 0), pelo Liverpool (construiu um 3 a 0 no Camp Nou, mas foi destruído em Anfield por 4 a 0), pelo Bayern (foi massacrado em jogo único por 8 a 2) e pelo PSG (apanhou o primeiro jogo em casa por 4 a 1 e empatou a volta em 1 a 1 em Paris).

Pelé precisou de Coutinho e Pepe; Jordan de Pippen e Rodman.

Ninguém faz sucesso sozinho. Nem gênios como Messi. Ele sabia que em Barcelona nada mais iria acontecer, pois o time foi engessado pelo Fair Play financeiro de La Liga. Ele, seguramente, não queria mais ser humilhado, ainda mais depois de ser campeão pela primeira vez com a seleção argentina. Ele quer voltar a ganhar; ganhar títulos importantes, não apenas o Espanhol, que muitos debocham e o tratam como um Gauchão.

Messi é insaciável, como insaciáveis são os seres diferenciados. Messi tem 34 anos, mas muita lenha pra queimar — desculpem o clichê. Pra ser campeão novamente de algo que realmente importa (leia-se Champions) ele precisava encontrar alguém com quem pudesse dialogar em campo. E esse alguém era seu velho parça Neymar. E ainda por cima Mbappé pode vir de brinde.

Pergunta

Se Messi, que é o maior de todos depois de Pelé, precisou de um punhado de jogadores geniais para ser campeão, por que Neymar ficou obrigado a fazer do PSG o melhor time do mundo tendo apenas Mbappé ao seu lado?

Messi após derrota para o Liverpool na Champions League
Messi após derrota para o Liverpool na Champions League Getty Images


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Messi precisa de Neymar, assim como Neymar precisa de Messi

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Messi, Pelé e Neymar, histórias que se entrelaçam

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Messi deixou o Barcelona depois de 21 anos. A notícia é impactante, pois trata-se do rompimento de um caso de amor que se assemelhava ao de Pelé com o Santos.

Pelé só vestiu outra camisa (a do Cosmos de Nova York) porque, depois de três anos aposentado, foi-lhe oferecida uma quantia exorbitante de dinheiro para ajudar a desenvolver o futebol nos EUA. E, dizem, o Rei estava entediado com a aposentadoria e aquele dinheiro também cairia muito bem.

Pelé recusou ofertas do Real Madrid e da Juventus enquanto foi jogador do Santos. Aqui no Brasil, ganhava muito dinheiro e ele não queria deixar o país de jeito nenhum, até porque, aqui, os melhores jogadores do mundo atuavam e nossos campeonatos eram superiores a qualquer campeonato europeu. O Brasil reinou no mundo do futebol na época em que Pelé jogou, e como os jogadores não saíam daqui para competir na Europa, a nata do futebol estava no Brasil.

Barcelona confirma saída de Messi! Relembre os golaços do camisa 10 em LaLiga


Sendo assim, sempre que sondado, dizia que não iria. Para quê? Afinal, era milionário e o desafio maior dentro das quatro linhas estava, repito, no Brasil.

A impressão que me dava era de que o mesmo aconteceria nessa relação idílica envolvendo Messi e Barcelona. Mas as partes não chegaram a um acordo financeiro por conta do Fair Play da Liga Espanhola e Messi resolveu ir embora.

Parece que, no seu entender, uma redução drástica em seu salário o incomodaria mais do que deixar o Barça e Barcelona, consequentemente. Nessa questão eu não me meto, cada um tem o direito de tomar decisões, mas eu fico pensando: Messi é milionário, não precisa de dinheiro; então, porque deixar o Barcelona?

Pelé ganharia mais dinheiro jogando na Europa, mas o que ele ganhava do Santos era uma quantia exuberante. E aqui ele era feliz e jogava em um time que lhe dava prazer por conta da camaradagem entre os jogadores e também porque estava sempre no topo no melhor futebol do mundo.

Talvez aqui a gente consiga entender por que Messi deixou o Barcelona. Levar 8 a 2 do Bayern de Munique numa Champions League, por exemplo, dói. Como deve ter doído descobrir que a entidade estava estagnada.

Messi sempre foi competitivo — como os grandes jogadores o são. Há poucas semanas conquistou um título que lhe faltava: Copa América. Segue com a mesma gana, apesar de já não ser mais um garoto. Mas isso não tem associação alguma com voracidade, pois ela independe de idade.

Sim, só pode ser por isso: Messi quer voltar a ganhar grandes títulos, e eles, na verdade, é ele, e atende pelo nome de Champions League. O jogador que mais Champions conquistou foi o espanhol Paco Gento: o ex-atacante do Real Madrid amealhou seis orelhudas. Outros sete jogadores do Madrid , que também atuaram na época de Gento (Héctor Rial, Juan Alonso, Juan Santiesteban, Marquitos, Rafael Lesmes, José María Zárraga e Di Stéfano), ganharam cinco UCL, junto com Paolo Maldini e Alessandro Costacurta, ex-jogadores do Milan, e quem mais? Cristiano Ronaldo, com quem Messi disputa a hegemonia do melhor de sua geração.

Messi tem quatro Champions no currículo, uma a menos do que CR7 e duas atrás de Gento. Gana, como vimos, não lhe falta, e, por conta disso, os 34 anos nada significam: Messi tem lenha pra queimar por mais algumas temporadas.

Por conta disso, a pergunta que fica, agora, é: pra onde Messi irá?

Há duas propostas, pelo que se sabe, na mesa para o jogador: Manchester City, onde reencontraria Pep Guardiola, seu antigo treinador, e quem mais potencializou seu futebol, e o Paris Saint Germain, onde reveria Neymar, com quem conquistou sua última Champions (2014-15) e com quem jamais passou vergonha em campo.

Se for para a Premier League, além de Guardiola, estará ao lado de De Bruyne, meia belga que é considerado por muitos como um dos grandes craques da atualidade — eu não acho isso. Agora, se ele for para o PSG, além de Neymar, dividirá o campo com Kylian Mbappé, um jogador de apenas 22 anos (De Bruyne já tem 30) e que tem um potencial enorme e é campeão do mundo com a França, título, por exemplo, que Messi também procura acrescentar ao seu arsenal de conquistas.

Eu, se fosse Messi, não pensaria duas vezes: iria para o PSG. Com ele, o time francês ficaria mais forte do que a equipe inglesa, em caso de escolha do argentino.


Messi foi fotografado ao lado de Neymar, Di Maria, Paredes e Verrati (todos jogadores do PSG) há alguns dias em Ibiza, onde passam férias. Pra mim isso foi um aviso do argentino.

O problema é a camisa 10: quem ficaria com ela em Paris?

Messi e Neymar nos tempos de parceria no Barcelona
Messi e Neymar nos tempos de parceria no Barcelona Getty


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Se pudesse, a criançada escolheria o Flamengo para torcer

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Vou contar pra vocês como é que eu me tornei torcedor do Santos — se é que vocês estão interessados, mas eu garanto que vale a pena saber, porque tem tudo a ver com a ideia deste texto.

Eu era criança e morava em Agudos, cidade no interior de São Paulo, quando descobri que o futebol existia. O nome de um jogador martelava na minha cabeça o tempo todo, pois era falado em tudo quanto era lugar: Pelé.

Pelé isso, Pelé aquilo; Pelé o melhor do mundo, Pelé o rei. Brasil bicampeão mundial, Pelé o destaque do nosso selecionado. Nessa mesma época, descobri que Pelé jogava no Santos. E que o Santos, assim como a seleção brasileira, ganhava tudo que disputava. Paulistas, Brasileiros, Rio-SP, Libertadores e Mundiais. Sendo assim, e por meu pai (que era são-paulino) ter me dado a oportunidade de escolher para quem iria torcer, obviamente tornei-me torcedor do Santos.  Não fazia o menor sentido escolher outro time para torcer.

'O que você tem de idade, eu tenho de títulos': a resenha entre Renato Gaúcho e Gabigol antes da vitória do Flamengo sobre o Corinthians




Se Pelé tivesse jogado no Corinthians, eu seria corintiano; se ele fosse jogador do Flamengo, flamenguista eu seria; se usasse a 10 do Cruzeiro, eu torceria para a Raposa.

Pelé era o máximo. Todos se curvavam a ele. Torcedores dos outros times não tinham bronca do Rei — tinham admiração. Os tempos eram outros.  O ódio não permeava nossa sociedade, onde os homens saíam todas as manhãs para trabalhar de paletó e gravata e um chapéu para protegê-los do sol ou da chuva. Muitos usavam bondes para chegar onde precisavam e no caminho para as estações cumprimentavam vizinhos e amigos. Outros iam a pé e faziam o mesmo. Todos se conheciam, todos se respeitavam. Andar à noite nas ruas de qualquer cidade do Brasil era tranquilo. As mulheres, é bem verdade, não trabalhavam, eram "do lar", mas nem tudo é perfeito, certo?

Pois bem, esqueçamos o passado e voltemos ao presente.

No domingo que acabou de ficar para trás (1), o Brasil viu o Flamengo esmagar o Corinthians em Itaquera. Os 3 a 1 finais não refletiram o que aconteceu em campo. Era para ter terminado seis, sete.

Anteriormente, o Flamengo tinha batido o ABC por 6 a 0, enfiou 5 a 0 diante no Bahia, sapecou um 5 a 1 no São Paulo e na Libertadores goleou o Defensa Y Justicia da Argentina por 4 a 1.

O Santos, quando eu era menino, era assim. Que time você torce?, perguntavam para mim; e eu, respondia, peito estufado, orgulhoso: Santos, torço para o Santos.

Se o mundo de hoje fosse o mundo de ontem, o mundo que eu cresci, onde muitos podiam escolher para quem torcer, as crianças de hoje escolheriam o Flamengo, como eu escolhi o Santos para ser meu amor eterno, e todas, hoje, andariam com o peito estufado como eu andava.

O Santos a quem eu me declarei foi um Santos que reinou no Brasil por uma década e meia. Eu não sei até onde esse Flamengo pode chegar, mas pode formar uma dinastia, ser dominante no país, como o Santos o foi, pois esse Flamengo de hoje é rico como o Santos o era, é bem administrado como o Santos o era, e tem um timaço, não como o Santos tinha, mas um timaço que goleia, assusta e entra em todos os campeonatos para ser campeão, como o Santos fazia.

Por isso, meus queridos leitores, como disse acima, neste momento, se toda criança pudesse escolher com quem irá caminhar de mãos dadas eternamente, como eu pude fazer, esse time seria o Flamengo, pois não faz o menor sentido, nestes tempos sombrios de pandemia, escolher outro time para torcer.

O filho do corintiano seria flamenguista, idem para os descendentes de santistas, são-paulinos, palmeirenses, botafoguenses, tricolores, vascaínos, colorados, gremistas, atleticanos, cruzeirenses...

Os pais de hoje, todavia, não são como o meu pai era.

Flamengo, o time que encanta o Brasil
Flamengo, o time que encanta o Brasil Alexandre Vidal / Flamengo
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Don´t cry for me Argentina; lá vem o Brasil descendo a ladeira

Fábio Sormani
Fábio Sormani

LIBERTADORES
River Plate é o único argentino classificado (passou pelo poderoso Argentinos Juniors).
Brasil: Palmeiras, Flamengo (Defensa y Justicia), Atlético-MG (Boca Juniors), São Paulo (Racing) — e o Fluminense que deve se classificar em cima do Cerro depois de uma vitória por 2 a 0 no Paraguai.

SUL-AMERICANA
Rosário Central é o único argentino classificado (eliminou o poderoso Deportivo Táchira, da Venezuela).
Brasil: Red Bull Bragantino , Athletico-PR  e Santos (despachou o Independiente, o Rei do Tapetão, e não o Rei de Copas).

Sormani ironiza após argentinos desabarem em Libertadores e Sul-Americana: 'CBF tem que pedir para jogar torneios da Uefa!'


         
     

Por que essa diferença entre brasileiros e argentinos?

Além do raquitismo do futebol argentino, o brasileiro é superior por conta:
1) Melhor estrutura;
2) Melhores jogadores;
3) Melhores estádios;
4) Times mais ricos — que conseguem contratar inclusive jogadores argentinos.

Isso faz uma grande diferença.

A perda da Copa América para a Argentina foi uma das maiores zebras deste século, comprovando uma vez mais que um pequeno pode ganhar de um grande.

A continuar assim, a CBF tem que solicitar dispensa de seus times dos torneios da Conmebol e requisitar vagas nas competições europeias, no caso, Champions League e Europa League. Aqui na América do Sul, neste momento, não há concorrência.

(obs: consta ironia no último parágrafo)

Flamengo comemora a classificação contra Defensa y Justicia
Flamengo comemora a classificação contra Defensa y Justicia Alexandre Vidal / Flamengo
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Gabigol é mais jogador do que Renato Gaúcho foi

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Depois da implacável goleada do Flamengo sobre o Bahia por 5 a 0 neste domingo (18), Renato Gaúcho, jocoso, declarou em entrevista coletiva: "Você (Gabriel Barbosa) é um grande jogador, de nível de seleção brasileira, mas se for ver meu DVD, vai querer fazer isso em campo e vai se atrapalhar. Continue fazendo os gols, que você tem nos ajudado bastante".

Freud disse: "Brincando pode-se dizer de tudo, até mesmo a verdade". Renato brincou durante a entrevista coletiva nas entranhas do Pituaçu, mas ele acredita piamente ter dito a verdade.

Mas não é verdade: Renato Gaúcho não foi mais jogador do que Gabriel o é neste momento. E olha que a carreira do alcunhado cafonamente Gabigol nem terminou. Ele pode atingir patamares que o atual treinador do Flamengo não conseguiu.

Se Gabriel fracassou na Europa com a camisa da Inter de Milão, o falastrão treinador do Flamengo fez o mesmo com a camisa da Roma no final da década de 1980.

Renato Gaúcho tira onda com Gabigol: 'Ele não está pronto para o meu DVD; se quiser fazer aquilo, vai se atrapalhar em campo'

Renato Gaúcho, como jogador, tem um título que Gabriel não tem: o Mundial de clubes. Mas Gabigol tem um galardão que Portaluppi não possui: uma medalha de ouro olímpica. De resto, ambos praticamente se equivalem.

Vejamos...

Os dois têm uma Libertadores, mas Gabriel tem dois Brasileiros no currículo e Renato tem só um. Se o falador técnico do Flamengo dispõe de quatro títulos estaduais (dois gaúchos, um mineiro e um carioca), Gabigol tem cinco: dois paulistas e três cariocas. Renato conquistou uma Supercopa da Libertadores, mas Gabriel tem uma Recopa Sul-americana. Renato amealhou uma Copa do Brasil, mas Gabriel tem uma Supercopa do Brasil.  A vantagem do tagarela treinador é ter uma Copa América, que Gabriel passou raspando ao ser vice na recém-encerrada. Mas o Menino da Vila foi eleito o melhor jogador da América em 2019; prêmio que Renato não conseguiu.

Você pode dizer que Renato não estava se referindo a títulos, mas sim a desempenho dentro de campo. Ok: o gaúcho marcou 187 gols em 609 jogos, enquanto que o paulista (que ainda está na ativa, não se esqueçam) computa 173 gols em 340 partidas. A média de Renato  é de 0,31 gol por jogo; a de Gabigol é de 0,51. Você pode replicar: Gabriel é centroavante, Gaúcho não era. Negativo: Renato era atacante assim como Gabriel o é.

E se você quiser comparar os dois em campo, eu te garanto, criança, que não viu Renato Gaúcho jogar: Gabriel é mais lúdico do que Renato o foi.

Mas chega de lenga-lenga, dessa conversa fastidiosa: Gabriel joga mais bola do que Renato Gaúcho jogou, eu te garanto. E ponto final.

Portanto, ao invés de jogar confetes em si mesmo, Renato deveria encher a bola de Gabriel, porque Gabriel pode dar a ele um títulos que ele, como treinador, não tem: um Brasileiro e um Mundial de clubes.

Renato Gaúcho entrou em campo; não entra mais. Gabriel ainda calça chuteiras.

Gabi comemora hat-trick na goleada do Flamengo
Gabi comemora hat-trick na goleada do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo


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Gabigol é mais jogador do que Renato Gaúcho foi

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Reflexões sobre o Dortmund, ou melhor, a Argentina, que ganhou a Bundesliga — digo, a Copa América

Fábio Sormani
Fábio Sormani

A Argentina ganhou a Copa América. Quebrou um jejum de 28 anos sem títulos ao bater o Brasil na decisão por 1 a 0, gol marcado por Di Maria numa falha de Renan Lodi.

Na Bundesliga, o Dortmund também é campeão. E quando ganha, o ganha depois de anos de jejum. A Argentina, atualmente, é assim também: um Dortmund. Depois de anos de jejum, voltou a ganhar um título.

Quando será a próxima conquista? Talvez demore uma década para que isso ocorra.

Talvez. Espero que assim não o seja.

A Argentina nunca foi um Dortmund. A Argentina sempre foi um Barcelona ou um Real Madrid, enquanto que o Brasil sempre foi um Real Madrid ou um Barcelona.

Mas a mediocridade em que o futebol argentino mergulhou nas quase últimas três décadas é de chamar a atenção. Que tudo mude daqui para frente, e que esse título não seja fugaz, pois o Brasil precisa da Argentina, de uma Argentina forte, competitiva, para elevar o nível do futebol sul-americano, de modo que nos próximos Mundiais nós, sul-americanos, possamos novamente cotejar com os europeus, que, diga-se, sempre foram fregueses de caderneta do futebol sul-americano.

Deus é argentino

Messi conquista seu primeiro título profissional pela Argentina. Está na seleção principal desde 2005 — e nunca tinha conquistado nada, nadinha de nada.

Depois de 16 anos, sobe no lugar mais alto do pódio, com troféu nas mãos, e comemora sua conquista inédita.

A grandeza de Messi não pode ser medida pela seleção. Não é porque ele nunca tinha vencido nada pela seleção que ele não deveria ser galgado ao Olimpo dos deuses argentinos. Messi é muito melhor que Maradona. O campo e os números mostram isso. Faltava um título com a Argentina. Não falta mais.

Agora os adoradores de Maradona vão dizer que a Copa América não é a Copa do Mundo. Verdade, não é; assim como o campeonato italiano não é a Champions League, os 345 gols de Maradona são menores do que os 704 de Messi, e os dez títulos de Diego não fazem cócegas nos 36 ganhos por Lionel.

Messi >>>> Maradona.

Copa América: Argentina vence o Brasil com golaço de Di María e é campeã no Maracanã


         
     

Parças

Neymar é genial — como jogador. Mas como ser humano, tem uma série de defeitos.

Neymar não é deus — embora, talvez, ele se ache, e seus adeptos, familiares e parças também pensem assim.

Neymar tem que descer do pedestal que povoa seu imaginário. Deus tem sido generoso com ele, pois o coloca em situações que a maioria de nós gostaria de estar.

Neymar conviveu quatro anos ao lado de Messi, um ser humano humilde, discreto, família, que pensa e age com comedimento, que troca a pândega pela circunspecção. Foram quatro anos e Neymar não aprendeu nada, nadinha de nada.

Neymar colhe o que planta — esse é o resultado de seu desleixo com a vida. Seu comportamento e suas atitudes provocam repulsa na maioria dos brasileiros, a ponto de nosso povo, em pesquisa, postar-se ao lado de Messi na final da Copa América e, consequentemente, torcerem para a Argentina ao invés do Brasil.

Neymar: essa é uma conquista que nem Pelé conseguiu — e não faria a menor questão de conseguir.

Neymar: acorda!

CBF

É fato também que a CBF deixou o torcedor brasileiro com asco pela seleção. O excesso de jogos do Brasil, a overdose de convocações que aniquilam nossos clubes, tudo isso faz com que o torcedor cague (desculpe a palavra, mas não encontrei nada mais verdadeiro) para a seleção.

Na verdade, cagar não é a definição correta: o atual torcedor brasileiro tem ódio da seleção. Porque ela desfalca seus times, tira a possibilidade de eles ganharem partidas e consequentemente títulos. E não há nada mais importante para o torcedor brasileiro do que seu clube do coração. A seleção é apenas um complemento. Nada além disso.

Isso sem contar que os cartolas que a comandam o fazem pensando apenas nos interesses próprios. São criminosos que destroem um dos poucos ativos desse país que tem como vocação sofrer, porque é masoquista.

Política

Em 1970, no auge da ditadura militar, muitos brasileiros torceram contra a seleção no Mundial do México. O fizeram porque entendiam que o sanguinário regime militar ia tirar proveito da conquista do tricampeonato.

Hoje o Brasil vive nas trevas. Mergulhamos na escuridão.

Esse Brasil não representa a muitos brasileiros. Então, torcer para o Brasil por quê?

Torceram por Messi, que é cool, e, consequentemente, para a Argentina, porque não dá para torcer por Neymar, que é metido, e nem por esse país que viu morrer mais de meio bilhão de brasileiros vitimados pela Covid-19 graças ao descaso de quem deveria zelar por nós.

Deus é brasileiro?

Às vezes tenho dúvidas. Mas depois de ver a Argentina conquistar a Copa América fico pensando se este não é um sinal de que tenhamos que despertar definitivamente desse sono letárgico que nos coloca nesse pântano onde idolatramos embusteiros ao invés dos probos.

Messi ao lado de Di Maria após o gol que deu o título à Argentina
Messi ao lado de Di Maria após o gol que deu o título à Argentina Getty




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Rogério Ceni é passado, agora o Flamengo tem que pensar no presente para garantir o futuro

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Antes tarde do que nunca.

O velho ditado popular cai muitíssimo bem para se analisara saída de Rogério Ceni do Flamengo, demitido na madrugada deste sábado (10). Foi um casamento conturbadíssimo, apesar dos três títulos conquistados pelo ex-goleiro são-paulino no comando do time rubro-negro.

Mas isso ficou no passado. O presente é o que importa. E do jeito que estava, o futuro não seria nada animador.

Agora, com a saída de Ceni, há luz no fim do túnel (desculpem o clichê).

Sormani concorda com demissão de Rogério Ceni do Flamengo: 'Antes tarde do que nunca'


O Brasileiro está ainda no seu início, o mata-mata da Copa do Brasil nem começou, bem como o da Libertadores. O Flamengo tem elenco e time para ganhar essas três competições, mas do jeito que estava, dificilmente isso seria possível, volto a dizer.

Não houve química, em momento algum, entre flamenguistas e o treinador. E quando eu falo flamenguistas, englobo todos os segmentos: torcida, jogadores, dirigentes e a mídia rubro-negra.

Roberto Drummond, analista de desempenho do clube, foi demitido ontem (9) por ter escancarado para todos, em áudio vazado e revelado pelo GE, qual era o sentimento dentro do departamento de futebol em relação a Ceni. Ninguém jamais engoliu o treinador por conta de seu jeitão, frio, indiferente e em muitos momentos indelicado com os funcionários do departamento.

Drummond, no áudio em questão, disse que Rogério "é uma pessoa ruim". Esse sentimento não é exclusividade do recém-demitido profissional do Flamengo. Quem convive ou conviveu com o treinador conta que ele é uma pessoa de difícil trato.

O que se comenta é que os jogadores também já não aguentavam mais o comandante. E se os comandados perderam o tesão de trabalhar, não há cristão que dê jeito nisso.

O Flamengo acertou ao demitir Rogério Ceni. Não pode, agora, errar na escolha do novo técnico. E nem é hora de se economizar, porque o barato de hoje pode sair caro amanhã (Ceni é exemplo claro disso?).

É hora de colocar a mão no bolso, abrir a carteira e ir atrás de gente competente.

Meu favorito? Renato Gaúcho.

Rogério Ceni foi demitido neste sábado (10) pela direção do Flamengo
Rogério Ceni foi demitido neste sábado (10) pela direção do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo
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Brasil é o Bayern na Bundesliga da América do Sul

Fábio Sormani
Fábio Sormani

A América do Sul virou uma Bundesliga quando o assunto é seleção. Não importa a competição, se eliminatórias ou Copa América, o Brasil é o Bayern de Munique e as demais seleções são apenas coadjuvantes.

Argentina? Talvez um Borussia Dortmund.

O Brasil nada de braçada no continente, assim como o Bayern na Bundesliga.

Os argentinos estão se apequenando. Não ganham uma Copa América desde 1993. Aliás, esta foi a última conquista oficial da Argentina.

De lá para cá o Brasil ganhou cinco Copa América; Uruguai e Chile ficaram com duas cada um e a Colômbia com uma. Ou seja: em dez competições, a Argentina não faturou nenhuma.

‘Tite, sobre Neymar x Messi na final da Copa América: 'Dois ícones do futebol mundial'

Agora vamos olhar as eliminatórias para a Copa do Mundo. O último suspiro argentino foi nas eliminatórias para o Mundial do Japão e da Coreia (2002), quando terminaram em primeiro lugar e o Brasil em terceiro.

De lá para cá, quatro eliminatórias foram disputadas, sendo que o Brasil participou de três, porque foi sede em 2014 e se classificou automaticamente.

Nas eliminatórias de 2006 (Alemanha), Brasil e Argentina terminaram com os mesmos 34 pontos, mas os brasileiros ficaram em primeiro lugar por conta do saldo de gols.

Na qualificação para 2010 (África do Sul), o Brasil terminou em primeiro lugar com 34 pontos conquistados. A Argentina ficou em quarto (28), atrás de Chile e Paraguai que somaram 33.

Nas eliminatórias de 2018 (Rússia), o Brasil acabou igualmente em primeiro lugar com 41 pontos somados. A Argentina ficou em terceiro (28), atrás do Uruguai (31). Vejam que os brasileiros somaram 13 pontos a mais que os argentinos.

Agora vejam o retrospecto entre Brasil e Argentina: ao longo da história, foram 106 jogos, com 43 vitórias brasileiras, 25 empates e 38 triunfos argentinos.

Agora vamos pegar os dez últimos jogos oficiais entre estas duas nações: seis vitórias do Brasil, três empates e apenas uma vitória da Argentina, que aconteceu no longínquo 8 de junho de 2005, jogo que valeu pelas eliminatórias da Copa da Alemanha (2006).

Talvez esse recorte atual dos confrontos entre essas duas seleções explique grande parte dos brasileiros torcendo pelo Messi — e consequentemente pela Argentina. Para as novas gerações, a Argentina não é rival do Brasil. A Argentina é apenas mais um oponente local — e nada além disso.

E olha que eles têm o Messi.

Quanto a decisão, o Brasil, por tudo isso, entra como favorito. Vai ganhar?, isso a gente não sabe. Pode perder, assim como às vezes o Bayern perde a Bundesliga para o Dortmund.

Neymar e Messi brigam pela bola no Brasil x Argentina realizado no Mineirão em 2019
Neymar e Messi brigam pela bola no Brasil x Argentina realizado no Mineirão em 2019 Getty
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Brasil é o Bayern na Bundesliga da América do Sul

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Jogador deve ser ouvido sobre contratação de treinador? É claro que sim!

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Felipão não deve ser o técnico do Grêmio em substituição a Tiago Nunes. Os jogadores não querem.

Aí muitos se perguntam: os jogadores podem decidir quem será o patrão deles? É um assunto interessante e que merece reflexão.

No passado isso não seria colocado em discussão de jeito nenhum.  Os jogadores não diriam nada sobre o assunto e a eles seria empurrado goela abaixo o nome do novo comandante.

Os tempos mudaram e os jogadores passaram a ter voz ativa. É óbvio que eles têm que ser ouvidos, pois, afinal, serão eles que estarão trabalhando com o treinador diuturnamente. Se houver rejeição quanto a personalidade do treinador e seus métodos de trabalho, o técnico não se sustenta e o trabalho vai pra cucuia.

Grêmio vê restrições a Felipão e dá 'voto de confiança' a Thiago Gomes a pedido de elenco, diz Gustavo Berton




O Grêmio é o lanterninha do Brasileiro com apenas dois pontos conquistados em 21 possíveis (mísero aproveitamento de 9,5%); dois empates e cinco derrotas (feitas as contas pra você, preguiçoso); quatro gols marcados e dez sofridos (saldo negativo de seis).

Já pensaram se o Grêmio contrata um técnico que os jogadores não aprovam? Os caras derrubam o treinador. De que maneira? Dando sequência a esse início caricato do time neste Brasileirão. Já pensaram mais dez rodadas e aproveitamento de 10%? Isso daria mais três pontos em 30 possíveis.

Portanto, ao final de 17 rodadas (ou quase um turno), o Grêmio teria apenas cinco pontos conquistados. O rebaixamento seria praticamente inevitável. E com ele, diminuição aterrorizante no faturamento da equipe, que na Série B não teria o mesmo dinheiro que ganha da televisão na Série A. E não haveria dinheiro da Libertadores ou Sul-Americana. E o prestígio (esse não tem preço que mensure) iria para o espaço também.

Portanto, jogador pode — e deve — ser ouvido sobre a contratação de um treinador. Esse voto é importante para se determinar o novo chefe, pois se não houver simbiose entre as partes, não tem jeito.

E a debacle será inevitável.

Felipão encontra rejeição dentro do elenco do Grêmio
Felipão encontra rejeição dentro do elenco do Grêmio LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA

 

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Jogador deve ser ouvido sobre contratação de treinador? É claro que sim!

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Adeus, tobogã; já vai tarde

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Escuto uma choradeira danada aqui em São Paulo com o começo da demolição do tobogã do Pacaembu. Os mais velhos, como eu, não estão nem aí, e não fazem coro a esses queixumes.

 O tobogã foi uma aberração imposta pelo governo Paulo Maluf, então prefeito biônico de São Paulo, indicado que foi para governar a cidade (sem ter sido eleito, por isso biônico) por imposição da ditadura militar. Foi de Maluf a ideia de se destruir a encantadora Concha Acústica, que fazia parte do projeto original do estádio e que durante décadas foi palco de shows musicais e espetáculos teatrais, entre outros eventos. O pessoal da velha guarda fala com entusiasmo juvenil do efeito ensurdecedor que ela promovia quando a torcida vibrava, cantava, xingava, se manifestava

Maluf destruiu a Concha Acústica para aumentar a capacidade do estádio. Desonrou o projeto do arquiteto Ramos de Azevedo (que dá nome à praça que hospedada o Teatro Municipal, também concebido por ele). Levantou no lugar da charmosa Concha Acústica um cimentão ilógico que se divorciava completamente do projeto original.

Fim de uma era: tobogã do Pacaembu começa a ser demolido

Quando o tobogã foi inaugurado, foi um choque. Torcedores e cidadãos de São Paulo ficaram indignados com aquela insanidade.

Talvez o desgosto que afligiu os corações daqueles paulistanos que viram o Pacaembu nascer e crescer, tenha arrasado o coração dos paulistanos de hoje, que quando abriram os olhos para o futebol o intrometido tobogã já estava atrás do gol dos vestiários. Eu até os compreendo, pois cresceram com o bode na sala.

Mas a queda do tobogã não me comove. Ele sempre foi um intruso neste que é um dos cartões postais mais encantadores da cidade de São Paulo.

Adeus, tobogã. Já vai tarde.

Tobogã do Pacaembu sendo demolido
Tobogã do Pacaembu sendo demolido Flávio Ortega/ESPN Brasil
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Adeus, tobogã; já vai tarde

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Gabigol repete a saga da mediocridade com a camisa da seleção

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Gabriel segue decepcionando na seleção. Ele parece ser jogador de clube. Vi alguns destes em meus 42 anos de profissão.

Dois, no entanto, me chamaram a atenção: Edu e Ademir da Guia.

Edu foi um dos maiores pontas pelo lado esquerdo do futebol brasileiro. Com Pelé, levou defesas adversárias à loucura. Ganhou títulos — e o reconhecimento de todos. Chegou à seleção e disputou Copas do Mundo. Mas jamais se destacou. Quando colocava a camisa da seleção... Era outro Edu, longe daquele que jogava com a camisa 11 santista.

Ademir da Guia foi assim também. No Palmeiras era divino. Ganhava títulos, amedrontava adversários, desafiava Pelé e o Santos, conquistava o Brasil. Mas na seleção...

Copa América: Brasil e Equador ficam no empate em Goiânia; veja os melhores momentos:

É bem verdade, é importante dizer, que o Divino palmeirense pouca chance teve com a camisa amarela — e isso chamava a atenção. Mas quando ele a colocava e tinha a oportunidade de desmascarar aqueles que não acreditavam em seu futebol, Ademir não era nem sombra daquele camisa 10 alviverde que desesperava os adversários.

Gabriel Barbosa parece repetir a história —ou, se você preferir, Gabigol parece escrever mais um capítulo desta saga dos jogadores que em clubes são geniais, mas na seleção são medíocres. Medíocres no sentido literário da palavra, "de qualidade média, comum".

Por que eles não dão certo com a camisa do escrete nacional? Não sei dizer. O que sei dizer é que eles me frustram, porque nos clubes são geniais; na seleção, são medíocres.

Gabigol tenta se firmar na seleção brasileira
Gabigol tenta se firmar na seleção brasileira Lucas Figueiredo/CBF



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A injusta distribuição dos prêmios na Copa do Brasil

Fábio Sormani
Fábio Sormani

A CBF definiu os jogos das oitavas de final da Copa do Brasil. O sorteio foi realizado na sede da entidade, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira (22).

Estes serão os confrontos:

São Paulo x Vasco da Gama (Vasco decide em casa)
Fluminense x Criciúma (Fluminense decide em casa)
Grêmio x Vitória (Grêmio decide em casa)
CRB x Fortaleza (CRB decide em casa)
Flamengo x ABC (ABC decide em casa)
Athletico-PR x Atlético-GO (Atlético-GO decisde em casa)
Bahia x Atlético-MG (Bahia decide em casa)
Juazeirense x Santos (Juazeirense decide em casa)

Mas não é dos confrontos que eu quero falar. Quero falar do absurdo que norteia a premiação da competição.

Vejamos:

Oitavas de final: R$ 2,7 milhões
Quartas de final: R$ 3,45 milhões
Semifinais: R$ 7,3 milhões
Vice-campeão: R$ 23 milhões
Campeão: R$ 56 milhões

É óbvio que a distribuição do dinheiro ofertado pela CBF a título de premiação na Copa do Brasil tende a privilegiar os mais ricos. Claro, pois os endinheirados têm os melhores times e a tendência é que eles cheguem sempre mais longe na competição.

Agora comparemos com a Uefa. Veja como ela distribui o dinheiro na Champions League:

Oitavas de final: € 9,5 milhões
Quartas de final: € 10,5 milhões
Semifinais: € 12 milhões
Vice-campeão: € 15 milhões
Campeão: € 19 milhões

Percebem a diferença?

Vejam como o dinheiro é mais bem distribuído na Champions. Isso dá possibilidade para que tem fôlego menor chegar às quartas, por exemplo, e consiga amealhar um dinheiro não muito menor do que o campeão. E isso permitirá que essa mesma agremiação possa se reforçar, deixar seu time mais competitivo, de modo a termos campeonatos mais equilibrados e consequentemente mais atraentes.

Na NBA não há prêmio em dinheiro para quem ganha o campeonato ou aos que chegam aos playoffs e também às finais de conferência ou da liga. A grana é distribuída igualmente para os 30 times, claro que obedecendo alguns critérios e que, se for de interesse de vocês, um dia explico melhor. Mas, basicamente, na NBA o dinheiro é igual para todos para tentar se evitar a espanholização da liga.

A distribuição incongruente do dinheiro na Copa do Brasil não prevê e nem se preocupa com isso. Ela tende, como disse acima, a deixar os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. 

No Brasil ou na Europa, os times de grande torcida sempre irão faturar mais, pois seus jogos no pay-per-view vão render mais, bem como irão faturar mais também na venda de seus produtos licenciados, no sócio torcedor, nos acordos com os fabricantes de seus fardamentos, nas bilheterias, nas publicidades estáticas nos estádios e no valor de suas camisas.

Como aos pequenos e médios não é dada essa possibilidade de faturamento mostrado acima, a distribuição mais equânime dos prêmios dos torneios organizados pela CBF seria um sopro de vida a eles.

Taça da Copa do Brasil, torneio de maior premiação no país
Taça da Copa do Brasil, torneio de maior premiação no país Lucas Figueiredo / CBF


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