Daniel Alves não entendeu que o São Paulo é do tamanho de Barcelona, Juventus e PSG

Paulo Cobos
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Ao que tudo parece, a história de Daniel Alves no São Paulo acabou.

Depois de servir a seleção, ele não se reapresentou no clube. Segundo a direção são-paulina, ele comunicou que só volta ao clube se receber a montanha de dinheiro atrasado que tem direito: algo como R$ 12 milhões.

Como o São Paulo nem em sonho tem esse dinheiro no cofre hoje, e a relação está totalmente corroída, não tem mais volta.

Já relatei várias vezes aqui a quantidade imensa de erros do São Paulo com o jogador: contratou alguém que não podia pagar, deixou ele escolher posição, não coibiu seus caprichos e permitiu que ele fosse para a Olimpíada mesmo sem a obrigação de liberá-lo e ganhou em troca uma humilhação mundial

Daniel Alves durante jogo do São Paulo
Daniel Alves durante jogo do São Paulo Rubens Chiri/saopaulofc.net

Mas tudo isso não esconde um erro de Daniel Alves do tamanho da sua galeria de títulos: ele não entendeu o tamanho do São Paulo.

Daniel Alves ficou por dois anos no São Paulo achando que estava em um clube de segundo escalão da Europa, como se sua presença fosse um grande favor ao time.

Não importa que o São Paulo hoje é um clube endividado, com estrutura corroída, que em mais de dez anos só ganhou dois títulos de segunda linha: a Sul-Americana de 2012 e o Paulista de 2021.

O lateral foi incapaz de ver que o São Paulo é tão grande como Barcelona, Juventus e PSG, três dos quatro clubes que defendeu na Europa.

Pior. Daniel Alves teve no São Paulo um desempenho em campo no máximo mediano. Muito pouco para quem tanto esnobou um clube três vezes campeão mundial.




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Messi com Covid na folga e o chilique de Lukaku: quando o 'jogador exemplo' também pisa feio na bola

Paulo Cobos
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Em qualquer lista de jogadores estrelas que sempre estão na coluna de exemplo de conduta profissional, o argentino Messi  e o belga Lukaku estão nela. Craques em campo, eles ainda conseguem manter a boa imagem intacta.

Mas o que aconteceu nos último dias mostra que, como qualquer ser humano, eles também falham.

Messi ganhou folga de quase dez dias do PSG. Viajou para a Argentina. Organizou um festão com música ao vivo e sem ninguém usando máscara, com os casos de Covid subindo na Argentina.

Testou positivo neste final de semana e não viajou para a volta ao trabalho em Paris.

Lukaku, do Chelsea
Lukaku, do Chelsea Getty Images

Com Lukaku, o problema foi diferente.

O belga parece arrependido de ter trocado a Inter de Milão pelo Chelsea. E resolveu reclamar da pior forma possível, em uma entrevista para um TV.

"Não estou feliz com minha situação no Chelsea. Tuchel [o técnico do time] escolheu jogar em outro sistema", reclamou Lukaku, como se o Chelsea deveria girar apenas em torno dele. E poderia ter discutido isso internamente

O atacante ainda quer voltar para a Inter, pouco tempo depois do Chelsea pagar cerca de R$ 700 milhões por ele.

Messi e Lukaku merecem advertência de seus clubes (o belga muito mais). 

Mas esses episódios mostram que eles são humanos. E também erram. 

Mas imagine se fosse Neymar contaminado com Covid depois de um de seus festões ou ele reclamasse que o PSG não joga para ele.

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Cuca e Renato saíram da fila: o substituto de Tite na seleção brasileira deve ser um técnico estrangeiro

Paulo Cobos
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Os três clubes brasileiros hoje mais fortes caminham para terem técnicos estrangeiros em 2022: Abel Ferreira e Paulo Sousa já estão confirmados em, respectivamente, Palmeiras e Flamengo. O Atlético-MG negocia com Jorge Jesus.

Se até os clubes que podem disputar todos os títulos optaram por gringos, chegou a hora de qualquer nacionalismo bobo acabar e decretar: o substituto de Tite na seleção brasileiro após a Copa do Qatar deve ser um estrangeiro.

Abel Ferreira na final da Libertadores
Abel Ferreira na final da Libertadores Cesar Greco / Palmeiras

Ganhando ou perdendo o Mundial, aposto que Tite se despede da seleção no final de 2022.

E sejamos francos: nenhum técnico brasileiro hoje tem tamanho para comandar a seleção.

Renato Gaúcho e Cuca pareciam fortes candidatos.  Mas o primeiro destruiu sua reputação com um trabalho medíocre no Flamengo.

Cuca arrebentou no Atlético-MG, mas o seu inesperado pedido de demissão prova que ele não tem a força mental suficiente para comandar a seleção por um longo ciclo de quatro anos até uma Copa.

Não consigo imaginar um técnico top da Europa, como Guardiola ou Klopp, aceitarem um convite da CBF.

Mas sobram técnicos portugueses melhores que os brasileiros. O argentino Marcelo Gallardo também poderia ficar seduzido por uma oferta. Joachim Low, o técnico alemão do 7 a 1, está no mercado.

A seleção brasileira não faz nada de novo realmente há muitos anos. Depois da Copa, chegou a hora de um estrangeiro sacudir essa pasmaceira.


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Luan, Lucas Lima, Pablo: a culpa do fracasso do trio também é de Corinthians, Palmeiras e São Paulo

Paulo Cobos
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Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm algo em comum nesta janela do mercado da bola: se livrar de um jogador que chegou custando uma fortuna para ser o craque do time, mas que se tornou aquele presente caro que você acha legal quando ganha, mas depois vê que não serve para nada. 

A impressão é que o trio de ferro paulistano faz qualquer coisa para se livrar do corintiano Luan, do palmeirense Lucas Lima e do são-paulino Pablo. 

Lucas Lima, em ação pelo Palmeiras
Lucas Lima, em ação pelo Palmeiras Gazeta Press

Vale emprestar de graça, ajudar a pagar o salário em outro clube, qualquer troca.

É muito fácil colocar toda a culpa nos jogadores pela suposta má vontade com que Luan, Pablo e Lucas Limam atuam nos grandes da capital paulista.

Mas seus clubes também deveriam assumir a culpa pelo fracasso do trio.

Começando por quem os avaliou na hora de contratar. Os três eram bons sim, mas não valiam o que foi pago.

Luan já estava em decadência no Grêmio quando o Corinthians pagou R$ 28,9 milhões por apenas 50% dos seus direitos. Pablo tinha feito apenas uma temporada acima da média no Athletico-PR. Mas o São Paulo fez dele a contratação mais cara da sua história, pagando 6 milhões de euros por ele.

Lucas Limas chegou no Palmeiras após encerrar seu contrato com o  Santos. Mas fez um contrato de cinco anos (falta apenas um) em que irá receber um total de quase R$ 50 milhões.

Mal avaliados, o trio ganhou de cara toda a pressão de justificar tamanho investimento neles.

Como nenhum deles tinha bola para ser o dono do time, o fracasso era evidente. Ainda mais que Luan, Lucas Lima e Pablo são claramente jogadores que não são fortes mentalmente ao ponto de absorver tantas críticas.

Corinthians, Palmeiras e São Paulo ainda demoraram para perceber que estava tudo errado. Poderiam ter feito um trabalho psicológico com os jogadores. Ou até mesmo vendê-los rapidamente para diminuir o prejuízo.

Que Luan, Lucas Lima e Pablo tenham logo um novo clube. Nem que para isso Corinthians, Palmeiras e São Paulo paguem o que ainda devem ao trio e rescindir seus contratos. Alongar a relação vai fazer mal para todos.

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Pagar boleto vencido ou contratar gastando o que não tem? Pense nisso antes de torcer para seu clube virar uma empresa

Paulo Cobos
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Quando a bola para no futebol brasileiro, o torcedor ganha um passatempo em que também sobra emoção: o mercado da bola.

Só que ao contrário da Premier League, em que até clubes pequenos podem contratar jogadores que custam dezenas de milhões de reais, os times do Brasil, na sua imensa maioria, estão atolados em dívidas.

E, nesta época do ano, surge uma dúvida cruel: pagar boletos de contas vencidas ou ir ao mercado para contratar atletas e voltar a ter bons resultados em campo?

Corinthians e São Paulo estão no grupo dos que preferem gastar mesmo com seguidas notícias de penúria e dívidas escandalosas.

Caminho contrário faz o Cruzeiro, justamente o clube grande brasileiro que está no maior buraco esportivo, indo para a sua terceira temporada na Série B.

Paulinho é o grande reforço do Corinthians para 2022 até aqui
Paulinho é o grande reforço do Corinthians para 2022 até aqui Daniel Augusto Jr/AgCorinthians - Pedro

O clube mineiro quer cortar em dois terços suas despesas com futebol. Vanderlei Luxemburgo foi demitido por ser caro, e alguns jogadores só irão ficar se aceitarem uma redução de até 60% em seus salários.

A ordem é primeiro resolver a montanha de dívidas para só depois investir no elenco.

Corinthians e São Paulo têm hoje uma outra grande diferença em relação ao Cruzeiro.

Os grandes paulistas seguem sendo clubes comuns, com seus sócios e cartolas que podem fazer bobagens sem limite, já que não será com o patrimônio deles que Corinthians e São Paulo irão pagar dívidas.

O Cruzeiro agora tem um dono: Ronaldo Fenômeno. E ele já deixa claro que vai mesmo fazer do clube uma empresa.

E uma empresa não pode ser irresponsável. Aquele boleto antigo de milhões é mais importante que contratar um novo centroavante.

Pense nisso antes de torcer para seu clube virar uma empresa






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Luxemburgo não merece a fritura humilhante que recebe de Ronaldo Fenômeno no Cruzeiro

Paulo Cobos
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Quando um era treinador da seleção brasileira e do Real Madrid e o outro estava no auge como jogador, a relação entre Vanderlei Luxemburgo e Ronaldo Fenômeno nunca foi das melhores. E parece que a  mágoa não acabou.

Em uma fritura com tons de humilhação, Ronaldo, agora o dono do Cruzeiro, dá todos os sinais que não quer a permanência de Vanderlei Luxemburgo no comando do time (ele acaba de renovar seu contrato).

Vanderlei Luxemburgo no comando do Cruzeiro
Vanderlei Luxemburgo no comando do Cruzeiro Celio Junior/AGIF/Gazeta Press

Como proprietário do Cruzeiro, o Fenômeno tem todo o direito de trocar os profissionais do futebol do clube (eu também acho que Luxemburgo não é a melhor opção).

Mas que faça isso de forma clara, rápida, direta.

Já são quase dez dias da apresentação de Ronaldo como dono de Cruzeiro. E nenhuma palavra pública sobre Luxemburgo, o que deveria ser a prioridade esportiva número 1 no momento. 

Enquanto isso, vazam todo dia notícias que o treinador não está nos planos.

O presidente do que virou o clube social do Cruzeiro se esquiva sobre a permanência de Luxemburgo: "perguntem para o Ronaldo". 

Nesta segunda-feira, Pedro Ivo Almeida, repórter e comentarista dos canais ESPN, revelou que Ronaldo quer diminuir em dois terços o gasto do futebol cruzeirense, cenário em que Luxemburgo obviamente não cabe.

O treinador já se queixou do tratamento recebido de Ronaldo. "Essa exposição na mídia, se continua ou não, acho desnecessária".

Está na hora de Ronaldo deixar de ser só investidor e ter coragem para dizer com todas as letras quais são seus planos para Luxemburgo.

ATUALIZAÇÃO

Depois da publicação deste texto, o Cruzeiro enfim se posicionou sobre Luxemburgo. E de forma covarde.

Sem citar o nome de Ronaldo ou de qualquer outra diretoria, o clube, em três parágrafos, comunicou que não vai "renovar com a atual comissão técnica". Luxemburgo não foi citado.

Uma fenomenal falta de consideração com o treinador.

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Acabou o amor: mais fácil agora Jesus voltar ao Brasil para trabalhar em um clube que não seja o Flamengo

Paulo Cobos
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Aconteceu o que parecia impossível.  A direção do Flamengo e Jorge Jesus entrarem em rota de colisão.

Os cartolas rubro-negros ficaram indignados com a indecisão do treinador de voltar ou não para o clube. O treinador português ficou magoado pelo Flamengo não esperar mais alguns dias para que pudesse ser demitido do Benfica e ficar livre no mercado.

Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca
Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca Gazeta Press

Ao acertar com Paulo Sousa, o Flamengo teve a coragem de deixar ser refém de Jesus, mesmo sabendo que sua imensa torcida tem verdadeira adoração por ele. Tanto que a vida de Sousa será um inferno se ele não conseguir bons resultados e exibições de gala.

Vaidoso como poucos na sua profissão, duvido que Jesus não vai guardar mágoa imensa da direção rubro-negra.

Antes da verdadeira novela cheia de traições deste dezembro, achava que era praticamente impossível Jesus voltar para o Brasil para um clube que não fosse o Flamengo.

Mudei de opinião.

Jorge Jesus é até agora um grande fracasso no Benfica. Se não for já depois do jogo contra o Porto, nesta quinta-feira, ele estará fora do gigante de Lisboa até o final da temporada.

E o futebol brasileiro será o melhor lugar para ele ganhar dinheiro e também massagear seu imenso ego com títulos e adoração.

Jesus ficaria eufórico como convites de clubes com elencos poderosos como o do Flamengo. No Atlético-MG e no Palmeiras, isso é difícil a curto prazo. Já no Corinthians...



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São Paulo se curva a Muricy e Ceni e copia gastança do Corinthians; os dois serão os maiores sócios em caso de sucesso (ou fracasso)

Paulo Cobos
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Até o começo dos anos 90, sonhava que meu clube copiasse o São Paulo, então o único grande time brasileiro que parecia fazer as coisas certas.

Agora, vejo o clube do Morumbi copiar os rivais. E no pior que eles fazem.

Rogério Ceni e Muricy Ramalho, dois dos grandes ídolos são-paulinos, deram um ultimato claro à diretoria. Se não recebessem reforços, abandonariam o barco.

Muricy Ramalho, Rogério Ceni e Kaká no CT do São Paulo
Muricy Ramalho, Rogério Ceni e Kaká no CT do São Paulo Érico Leonan/SPFC

O São Paulo passou a contratar para só depois buscar investidores que possam pagar a conta. Rafinha já chegou. Douglas Costa interessa. Até jogador da Premier League o clube quer repatriar.

Muricy e Ceni pensaram como profissionais que querem ganhar jogos e títulos. Dá para entender. Mas, para isso, pouco se importaram com as finanças em ruínas do São Paulo. Podem ter imaginado que com taças o clube pagará suas contas.

Mas isso é uma aposta.

De qualquer forma, algo já é certo. Se o novo São Paulo, reforçado, der certo, mérito deles. Se não, serão os principais sócios do fracasso que vai levar o clube ainda mais para o fundo do poço nas suas finanças.

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Esqueça o Fenômeno dos gramados: Ronaldo que pode salvar o Cruzeiro é o que sabe tudo de SUS, não de bola

Paulo Cobos
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Há algum tempo, escrevi no blog o quanto Ronaldo Fenômeno me deixou impressionado falando sobre SUS, o nosso sistema único de saúde, em um papo que só aconteceu pelo atraso de um avião no aeroporto de Moscou, em 2006.

No auge como jogador de futebol, o Fenômeno sabia explicar como funcionava o financiamento do SUS, sua mazelas.

Me lembrei novamente disto neste sábado, quando foi anunciado que Ronaldo, de forma surpreendente, comprou o Cruzeiro, que será seu com a promessa de um investimento de R$ 400 milhões nos próximos anos.

Ronaldo Fenômeno comprou o Cruzeiro
Ronaldo Fenômeno comprou o Cruzeiro Divulgação XP

Logo a euforia tomou conta dos cruzeirenses. Surgiram até memes do Fenômeno vestido como um sheik árabe bilionário, na esperança que com ele o time passe a ter um esquadrão com a contratação de craques caros.

Se eu fosse torcedor do Cruzeiro, esqueceria logo disso.

Ronaldo Fenômeno nunca foi o tipo de sujeito que queima dinheiro: basta ver como conduz de forma conservadora os investimentos no elenco do Valladolid, clube que é dono na Espanha e caiu para  a segunda divisão na temporada passada.

Não é também por ter um conhecimento total do futebol atual que Ronaldo pode tirar o buraco do Cruzeiro. No mesmo papo de Moscou, ele deixou claro que pouco se interessava pelo noticiário esportivo, preferindo o político e o econômico.

Tenho convicção que Ronaldo assiste hoje muito pouco futebol.

Mas o Fenômeno pode salvar sim o Cruzeiro. E justamente por saber muito mais do que SUS do que de futebol hoje.

No Valladolid, os resultados em campo são modestos, mas o clube tem sob o comando do Fenômeno finanças em dia, com dívidas equacionadas.

O melhor que Ronaldo pode fazer para o Cruzeiro, inicialmente, é acabar com o descalabro administrativo que faz o clube ir para sua terceira temporada na Série B.

Só depois de saneado o clube pode pensar em investir para voltar a ter um elenco de acordo com sua grandeza. E aí o Fenômeno terá que lembrar: o Cruzeiro não é o Valladolid. É time para ganhar títulos, não se contentar em apenas ficar na primeira divisão.




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'Faria Limers' e churrascos no Morumbi: Cruzeiro e São Paulo votam para sair do buraco sob receitas opostas

Paulo Cobos
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Cruzeiro e São Paulo têm dívidas na casa das centenas de milhões de reais. O clube mineiro vai para o terceiro ano na Série B. O paulista virou um coadjuvante e não chega nem perto de conquistar os principais campeonatos.

Nesta sexta-feira, os dois têm outra coisa em comum. Ambos consultam seus conselheiros em votações que podem mudar de forma substancial suas estruturas de poder. Mas as receitas são totalmente opostas.

Os cruzeirenses decidem se aceitam que o interessado em comprá-lo no novo conceito de clube empresa tenha até 90% do controle, e não os 49% previstos inicialmente.

Já os conselheiros são-paulinos vão às urnas para aprovar reformas no seu estatuto, permitindo a reeleição de seu presidente e diminuindo ainda mais o número de pessoas que votam para eleger seu mandatório, já o menor entre os grandes do país.

São Paulo e Cruzeiro duelam pelo Brasileirão 2019, no Pacaembu
São Paulo e Cruzeiro duelam pelo Brasileirão 2019, no Pacaembu Marcello Fim/Ofotografico/Gazeta Press

Poucas coisas são tão antagônicas como os caminhos que São Paulo e Cruzeiro querem seguir.

O clube mineiro adota o estilo "Faria Limer", a forma como ficaram conhecidos os investidores da região da avenida Faria Lima, em São Paulo. Prova disso foi a pressão de um representante da instituição financeira que assessora o clube no seu processo de virar empresa. 

"Caso o Cruzeiro não aprove a venda do seu controle na próxima sexta, nós da XP deixaremos o comando do processo pois será inviável realizar um transação que seja interessante para o futuro do clube", escreveu o executivo Pedro Mesquita em uma rede social, deixando claro que o clube vai ter que aceitar um dono com 90% das ações.

Enquanto isso, o São Paulo quer se fechar ainda mais na sua arcaica estrutura de poder.

Hoje, apenas 260 conselheiros escolhem o presidente do clube. A proposta é diminuir esse número para 200, sendo que 120 vitalícios. Nada mais anacrônico do que decidir as questões do clube entre poucas pessoas de sempre nas churrasqueiras da sua parte social.

Não tenho certeza se a mudança do Cruzeiro vai dar certo. Tenho restrições ao modelo de clube empresa. Mas é uma tentativa.

Agora tenho convicção absoluta que o caminho de cartolas eternos que o São Paulo quer seguir vai continuar mergulhando o clube na mediocridade.


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Douglas Costa, Rafinha, Diego Souza, Borja: na barca estrelada, Grêmio só comete um erro

Paulo Cobos
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O Grêmio de 2021 é provavelmente o time grande mais caro rebaixado no Brasileiro. E acerta ao dispensar ou não renovar o contrato de seus medalhões.

O clube já anunciou de forma oficial que não vai continuar com Rafinha, Bruno Cortez e Diego Souza. Douglas Costa também não vai ficar. Borja é outro que não deve seguir. Alisson também está de saída.

A queda para a Série B não apaga o bom trabalho gremista na administração de suas contas. E cortar a folha de salarial de forma abrupta com a realidade da segunda divisão é o caminho certo.

Mas o Grêmio erra feio em um nome.

Jogadores do Grêmio comemoram gol de Diego Souza contra o Atlético-MG
Jogadores do Grêmio comemoram gol de Diego Souza contra o Atlético-MG LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA
Alisson e Bruno Cortez são remanescentes dos tempos de glória da conquista da Libertadores de 2017 que há muito tempo não rendem mais.

Rafinha e Douglas Costa eram o sonho de grandeza do Grêmio para 2021, mas que fizeram muito mais presepadas do que jogaram bola no clube gaúcho.

Não consigo imaginar Borja disputando a segunda divisão com sua tradicional falta de ânimo.

Resta Diego Souza. Que deveria ter seu contrato renovado.

Primeiro pelo fato que foi um dos poucos que se salvou no ano do rebaixamento, com 24 gols na temporada. Depois, por ter o espírito de luta que vai ser importante para o Grêmio voltar à elite sem sustos.

Por fim, o atacante seria um líder em um time que deve ficar recheado de garotos em 2022.

O Grêmio acerta no atacado com sua barca de dispensas. Mas erra no varejo ao não preservar Diego Souza.



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O burro fui eu: não caio de novo na tentação de apostar contra Abel Braga, agora no Fluminense

Paulo Cobos
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Em novembro de 2020, quando o Internacional contratou Abel Braga para o lugar do argentino Eduardo Coudet, cometi uma temeridade. Apostei que o veterano treinador fracassaria no clube gaúcho, onde é um grande ídolo.

Achava que era uma burrice tanto o Inter procurar o treinador quanto ele aceitar a oferta.

O burro fui eu.

Abel Braga comandando o Internacional
Abel Braga comandando o Internacional Ricardo Duarte / Inter

O Inter começou sob a gestão de Abel com péssimos resultados. Mas ele arrumou o time e chegou na última rodada brigando pelo título do Brasileiro. Só não tirou a taça do poderoso Flamengo por que o corintiano Cássio resolveu fechar o gol no Beira Rio. 

Não vou cometer o mesmo erro agora, quando muita gente torce o nariz para o Fluminense estar perto de anunciar o veterano treinador, que também é grande ídolo nas Laranjeiras.

Evidente que Abel não é o técnico dos sonhos para um clube grande. Seus conceitos estão ultrapassados. Ele acumula muito mais fracassos nos últimos anos do que êxitos como no Brasileiro de 2020 com o Inter.

Mas aprendi. Nunca desconfie de alguém que tem o futebol nas veias. Que conhece o cheiro da grama. Que ainda tem sangue nos olhos para encarar uma dura temporada.

Se der certo no Fluminense, não vou estar, desta vez, na lista dos que Abel vai calar.

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O são-paulino queria entender como ele está na lista dos melhores de 2021: o eterno prestígio de Daniel Alves

Paulo Cobos
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Nesta terça-feira, a Fifa anunciou o que seria o elenco completo dos melhores jogadores de 2021 no prêmio The Best. Replicando um grupo padrão de Copa do Mundo, com jogadores de diferentes posições, a lista tem 23 atletas.

Entre os seis defensores, aparece Daniel Alves, o que deixa claro que ele foi escolhido como lateral-direito.

Os 23 foram eleitos por jogadores profissionais do mundo todo: quase 19 mil votaram. 

Daniel Alves faz exames médicos no Barcelona
Daniel Alves faz exames médicos no Barcelona Divulgação/Barcelona

Segundo o regulamento do prêmio,  o período para analisar o desempenho dos jogadores foi de 8 de outubro de 2020 até 7 de agosto de 2021.

Assim, Daniel Alves foi escolhido pelo que jogou no São Paulo e também por sua participação na Olimpíada de Tóquio, quando ajudou o Brasil a conquistar a medalha de ouro e na celebração atacou o clube do Morumbi por não lhe pagar o combinado.

Jogando a maior parte de sua passagem no clube brasileiro como meia, Daniel Alves esteve longe de ser um perna de pau no São Paulo: teve mais bons do que momentos ruins. 

Na Olimpíada, voltou para a lateral. Liderou o elenco, mas dentro de campo não fez nada em apenas seis jogos para estar entre os melhores da posição na temporada.


Se fica difícil para muita gente entender como Daniel Alves está na lista, para o são-paulino que se decepcionou com ele isso parece uma missão impossível.

Mas os críticos do jogador vão ter que admitir: Daniel Alves tem um prestígio eterno e inabalável. 

Sua carreira vitoriosa na Europa faz jogadores espalhados pelo mundo que provavelmente nem o viram atuar em 2021 seguirem achando que ele ainda é o jogador de dez anos atrás, prova da solidez da sua carreira.

Assim como mesmo perto dos 40 anos ele está de volta ao Barcelona. E, aposto, será chamado para Tite para a Copa do Mundo.

Daniel Alves não merecia estar nem numa lista de 100 melhores jogadores de 2021. Mas aparece em qualquer ranking dos dez atletas com mais prestígio do século,


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Muito além do delírio: pior de Cavani no Corinthians é criar a figura do 'jogador do patrocinador'

Paulo Cobos
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Cavani é muito bom. Tanto que mesmo na reta final da carreira ainda é capaz de atrair o interesse de gigantes, como Barcelona e Juventus. Pelo câmbio atual, ganha R$ 8 milhões por mês no Manchester United, ou algo como R$ 265 mil por dia.

Com esse cenário, parece delírio total achar que o Corinthians possa contratar o atacante uruguaio.

Mas o clube de dívida bilionária que não para de se reforçar tem um trunfo para fechar o negócio: o investimento de um patrocinador que bancaria de forma integral os gastos com Cavani.

E isso sim pode se tonar um delírio perigoso.

Cavani comemora gol com a camisa do Manchester United
Cavani comemora gol com a camisa do Manchester United Visionhaus/Getty Images

Se tornar real o negócio que ainda parece tão improvável, o Corinthians pode criar a figura do "jogador do patrocinador", como já  houve o "jogador do presidente" em outros clubes.

A questão maior nem é que Cavani pode ter um salário muito maior do que o resto do elenco corintiano.

Mas em um clube com finanças tão precárias é comum atrasar salários de jogadores, seja do milionário time masculino quanto da equipe feminina e dos jogadores da base.

Só que Cavani estaria protegido de qualquer atraso por ser pago com verba específica de um patrocinador.

Imagine o prata da casa Du Queiroz  se esgoelando em campo com os salários atrasados enquanto Cavani fica vários jogos sem marcar gol com seu salário milionário rigorosamente em dia.

Sonhar com  Cavani não faz mal para o Corinthians. Mas criar jogador à prova de atraso de salários é péssima ideia.

Corinthians faz consulta por Cavani e quer centroavante 'de impacto'; Ortega traz informações


  




         
 




    


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5 motivos para cravar: Vinicius Jr. é hoje o melhor jogador brasileiro

Paulo Cobos
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Achava difícil isso acontecer. E tinha certeza que era impossível falar isso em 2021, quando ele tem apenas 21 anos.

Mas não tenho medo de cravar: o melhor jogador brasileiro da atualidade é Vinícius Jr, que novamente brilhou neste domingo, na vitória do Real no clássico de Madri contra o Atlético. E listo 5 motivos para isso.

Goleador
No Flamengo e nos primeiros anos de Real Madrid, Vinícius Jr. dava a impressão que nunca poderia marcar muitos gols, já que sua precisão nas finalizações era precária. Com Ancelotti no clube espanhol, ele conquistou uma frieza impressionante diante dos goleiros. Basta comparar os números. Antes da chegada do italiano, o atacante tinha 118 partidas pelo Real e apenas 15 gols marcados. Sob o comando de Ancelotti, são 23 jogos e 12 gols.

Vinicius Jr. brilha com duas assistências, Benzema faz golaço, e Real Madrid vence Atlético em LaLiga; VEJA os gols!

Garçom
Vinícius Jr. encontrou o caminho do gol sem ser egoísta. Jogando sempre com a cabeça erguida, é capaz de servir os companheiros com assistências precisas. Foi o que aconteceu neste domingo, quando os dois gols do Real no dérbi foram marcados com passes do brasileiro.

Fantasia
Eficiência no futebol medida em gols e assistências é evidente o mais importante para um atacante. Mas Vinícius Jr. alia isso com fantasia. Seu repertório de dribles e lances de pura imaginação parece inesgotável. E estão longe de serem firulas. Sempre são feitos em direção ao gol, sem nenhuma intenção de servir apenas para humilhar os rivais.

Vinicius Jr. dá show com assistências e dribles, Benzema faz golaço, e Real Madrid vence Atlético; VEJA como foi!


Força mental
O atacante brasileiro foi massacrado muitas vezes injustamente pela imprensa espanhola. Nunca se abateu. É frequentemente provocado pelos rivais, como aconteceu em jogo recente da seleção contra  Argentina. E sempre mantém a cabeça fria. Não acumula cartões tolos. Nenhum jogador jovem brasileiro tem a mesma força mental.

Real Madrid
Vinícius Jr. arrebenta hoje no maior clube do mundo. E não é fácil jogar no Real Madrid. A pressão lá é gigante. Poucas torcidas do mundo exigem bom futebol como a merengue. O herói de hoje vira o vilão na próxima rodada. E o camisa 20 conquistou o clube. 


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5 motivos para cravar: Vinicius Jr. é hoje o melhor jogador brasileiro

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Ultimato ao São Paulo é o que Rogério Ceni sempre foi: profissional antes que tudo (e não tem problema nisso)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Temos bons jogadores em determinadas posições. O que faltam são outros jogadores para complementar o tipo de elenco que a gente precisa, na minha modesta opinião. E a decisão de ficar ou não depende muito disso. Não posso jogar uma história de 26 anos fora se eu não enxergar que temos condições de sermos melhores do que somos hoje".

Rogério Ceni deu este ultimato à diretoria do São Paulo após a última rodada do Brasileiro, quando seu time perdeu para o América-MG e encerrou a competição em uma melancólica 13a posição.

O ídolo do Morumbi deixou claro: fica apenas se o clube gastar (o que não tem) para reforçar o elenco.

Ninguém deveria estranhar isso.

Rogério Ceni durante jogo no Morumbi
Rogério Ceni durante jogo no Morumbi Paulo Pinto/São Paulo

Evidente que ele ama o clube. Mas o ex-goleiro e agora treinador sempre foi, antes que tudo, um profissional.

Ceni ficou tanto tempo no São Paulo por que o clube oferecia nos seus tempos de goleiro a melhor estrutura do futebol brasileiro. Exigia as melhores condições de trabalho. Sempre brigou para ter bons jogadores como companheiros. Assinou ótimos contratos. Ganhou muito dinheiro. Queria jogar por títulos.

Agora, como treinador, Rogério Ceni repete o mesmo comportamento que teve na sua longa e vitoriosa carreira no Morumbi.

A paixão pelo clube continua, mas novamente o lado racional do seu profissionalismo aparece. Ceni sabe que este São Paulo não pode brigar por títulos importantes.

Exigir melhores condições de trabalho é a única chance de mudar isso.

Não existe problema algum de Ceni ser assim. Ele só virou uma lenda no Morumbi por que sempre foi um grande e exemplar profissional. Não por beijar a camisa do clube.

Ceni não confirma permanência no São Paulo e fala sobre necessidade de reforços: 'Não posso jogar fora uma história de 26 anos'


  



         
 



    

 

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Nono do Brasileiro não dá: pode ser ranking, vice da Copa do Brasil, sei lá; mas está na hora de discutir vagas na Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Vai ser padrão a Libertadores com oito ou até nove clubes brasileiros.

Cada vez mais o país com os clubes mais ricos do continente terá o campeão da competição. A chance de um brasileiro levar a Sul-Americana também é grande. E vai ser raro o vencedor da Copa do Brasil não estar entre os melhores do Brasileiro.

Quando isso acontece, até o nono colocado do Brasileiro garante vaga na Libertadores: em 2021, "apenas" o oitavo vai entrar, já que o Athletico-PR, campeão da Sul-Americana e na final da Copa do Brasil, não vai terminar entre os primeiros no Nacional.

Troféu da Libertadores
Troféu da Libertadores ALEJANDRO PAGNI/AFP/Getty Images

Com essa situação, chegou a hora de um debate importante: mudar a forma como algumas das vagas brasileiras na Libertadores são definidas (apenas os cinco primeiros do Brasileiro deveriam carimbar o passaporte).

Não faz sentido clubes com campanhas e projetos medíocres, como Santos e São Paulo nesta temporada, serem premiados com um lugar na Libertadores por uma nona posição.

Sobram opções melhores.

Um vice-campeonato da Copa do Brasil é muito mais importante que o nono lugar do Brasileiro. Pensar em premiar o campeão da Série B também é uma boa solução.

E sou a favor até de usar o ranking da CBF, que leva em conta os resultados obtidos pelos clubes nos últimos cinco anos, para preencher as últimas duas vagas brasileiras na Libertadores.

Tenho dúvidas sobre qual a melhor solução. Mas tenho certeza que o modelo atual está errado.

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O preço e o campo é até menos triste que o 'barraco social': Douglas Costa é favoritaço à pior contratação do ano

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Douglas Costa voltou ao Grêmio para ter o maior salário do clube. Com cláusulas de produtividade, pode ultrapassar o R$ 1 milhão por mês.

Em 27 jogos com a camisa do clube em 2021, marcou apenas dois gols e deu apenas duas assistências, tudo pelo Campeonato Brasileiro, competição em que teve o triplo de cartões amarelos (seis) do que gols. Acumulou lesões. 

Com o desempenho pífio da sua estrela, o Grêmio precisa de uma combinação de resultados para não ser rebaixado à Série B nesta quinta-feira.

Tudo isso é do futebol. Nenhum jogador, por mais caro e melhor que seja, não é garantia que vai dar certo em um novo clube.

Mas não é pelo preço exagerado por tão pouco futebol que Douglas Costa é favoritaço à pior contratação do ano no futebol brasileiro.

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O mais triste da relação entre o atacante e o Grêmio é a mistura de falta de profissionalismo com uma reação raivosa sem sentido nas redes sociais. 

Coluna do jornal "O Globo" divulgou que o clube gaúcho não liberou Douglas Costa para a sua própria festa de casamento. Um "detalhe": ele marcou a festa para a última terça-feira, ou 48 horas antes do jogo decisivo contra o Atlético-MG, em que o jogador está liberado para jogar.

Notícia que ganhou espaço tantos nos sites esportivos quanto nos que cobrem a vida pessoal das celebridades.

O jogador ainda apagou várias referências ao clube em suas redes sociais. Sua mulher precisou apagar seu perfil pelo ataque de torcedores valentões só nas redes.

Grêmio e Douglas Costa têm uma chance mínima de salvar a relação caso o clube fique na primeira divisão. 

Se o time cair mesmo, terão que fazer uma análise profunda sobre quem errou mais: o clube em gastar tanto em quem não merecia isso ou o jogador por não tratar o Grêmio como ele merecia.

Douglas Costa não fez grande temporada pelo Grêmio em 2021
Douglas Costa não fez grande temporada pelo Grêmio em 2021 Everton Pereira/Ofotografico Gazeta Pres


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'Time grande não cai' é sim motivo para Flamengo, Santos e São Paulo baterem no peito

Paulo Cobos
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Não dá para ser a única alegria de times gigantes, como faz especialmente o São Paulo nos últimos tempos. Nem soltar rojão quando o objetivo é atingido, como fizeram o clube do Morumbi e também o Santos nesta segunda-feira.

Mas em um país em que times grandes fazem fila para serem rebaixados, Flamengo, São Paulo e Santos devem, sim, bater no peito e se orgulharem de serem os únicos três clubes que nunca caíram para  a segunda divisão no Brasileiro.

Torcida do São Paulo protesta após vitória contra o Juventude: 'Time sem vergonha'; assista

Parece uma missão fácil. Mas grandes brasileiros não são como Real Madrid e Barcelona, que sempre estão muito acima da concorrência na Espanha.

Se manter 50 anos na elite do principal campeonato do país é uma façanha enorme, ainda mais porque estes clubes nunca foram modelos duradouros de boas administrações: o Flamengo já foi um caos, situação que hoje é a realidade de Santos e São Paulo.

Os rivais locais de flamenguistas, são-paulinos e santistas, todos conhecedores da dor que é o rebaixamento, adoram secar esses três clubes para que tenham também no currículo uma queda no Brasileiro.

Prova que dá inveja, sim, de "time grande que não cai".


Luciano comemora após marcar para o São Paulo sobre o Juventude
Luciano comemora após marcar para o São Paulo sobre o Juventude Paulo Pinto/saopaulofc.net

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Jorge Jesus já é uma lenda no Flamengo; voltar é chance de aumentar o mito, mas também o deixá-lo menor

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A torcida do Benfica mostrou lenços brancos para Jorge Jesus após a derrota no clássico para o Sporting, sinal que não quer mais o treinador.

O português tem problemas de relacionamento com a nova diretoria do clube. 

Nas próximas dias, o Benfica joga sua classificação para as oitavas de final da Champions e tem o clássico com o Porto.

Segundo a imprensa portuguesa, se fracassar nos dois pode até perder o emprego.

Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca
Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca Gazeta Press

Isso acontece ao mesmo tempo em que o Flamengo procura treinador: o clube já indica que a volta de Jesus é uma "opção".

Imagino que a imensa maioria dos flamenguistas torce contra o Benfica para Jesus ser demitido e voltar para a Gávea, onde o treinador foi feliz como nunca e montou um esquadrão.

Mas, com a experiência que tem no próprio Benfica, Jesus sabe que nem sempre a história se repete.

O treinador lusitano já é uma lenda no Flamengo. Acho que ganha fácil qualquer eleição de melhor treinador da história rubro-negra.

Voltar pode fazer com que o mito cresça ainda mais. Mesmo tendo agora mais bons rivais no futebol brasileiro do que em 2019, Jesus ainda teria o melhor elenco do país. E ele deu sinais claros que sabe como fazer essa equipe funcionar e conhece muito bem a alma flamenguista.

Mas isso não tem garantido. A mesma torcida que enche o Maracanã para gritar pela volta do "Mister" pode também exigir sua cabeça se o time fracassar sob seu comando numa eventual volta.

Se for demitido no Benfica, parece ser muito fácil a decisão de Jesus de voltar ao Flamengo.

Só que não é tão simples assim. Basta perguntar para Felipão, que poderia ficar na história da seleção brasileira apenas como o técnico do penta. Mas que revolveu voltar para o emprego e ser muito mais lembrado por ser o comandante do 7 a 1.


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Chance do Atlético-MG ser o grande rival do 'eixo' por anos e anos é muito maior do que a de 'cruzeirar'

Paulo Cobos
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O Atlético-MG é campeão brasileiro de 2021 de forma brilhante. Vai disputar ainda a final da Copa do Brasil. Parte como um dos grandes favoritos para a Libertadores de 2022.

Querer justificar o sucesso do clube mineiro pelo número de pênaltis marcados a favor do time de Cuca é não enxergar o óbvio: seu elenco é cintilante e o mais equilibrado entre as três maiores forças do país.

Verdade que ele foi montado graças ao dinheiro farto de mecenas para um clube que deve mais de R$ 1 bilhão.

Torcida do Atlético-MG comemorando a conquista do bicampeonato brasileiro nas ruas de Belo Horizonte
Torcida do Atlético-MG comemorando a conquista do bicampeonato brasileiro nas ruas de Belo Horizonte Pedro Souza/Atlético

E dá-lhe comparações com o que aconteceu com o maior rival e apontar que o Atlético-MG vai "cruzeirar", gastando muito para ganhar títulos e depois se afundar.

Esse risco existe, mas ele é pequeno se comparado à chance de o Atlético-MG ser por muitos anos o grande rival dos clubes do "eixo" Rio-São Paulo (hoje Flamengo, Palmeiras e, talvez, Corinthians).

O projeto do Atlético-MG tem elementos sólidos, o que o do Cruzeiro nunca teve.

Começando que parece haver nas pessoas que tocam o alvinegro a seriedade que faltava nos que tocavam o celeste nos tempos em que o clube gastava como se não houvesse amanhã.  

Mas a grande questão é que o Atlético-MG começa a entrar em um ciclo virtuoso de faturar muito dinheiro.

Começando pelo sucesso em campo: se ganhar a Copa do Brasil, irá faturar apenas em premiações nada menos do que R$ 145 milhões em 2021. Quando o Cruzeiro ganhava títulos, os valores por conquistas de títulos eram mais modestos.

O clube também está muito perto de ter sua arena, em um tipo de negócio que promete ser tão vantajoso para o clube como foi o Allianz Parque para o Palmeiras, e não o fardo sem fim da Neo Química Arena para o Corinthians.

Com um timaço que briga por todos os títulos, o Atlético-MG pode levar vantagem no novo modelo de venda de direitos de TV, em que cada clube vai negociar seu próprio contrato nos jogos em que é mandante.

Para ter um projeto de longo prazo, o Atlético-MG vai ter que aprender a viver sem o dinheiro de seus torcedores bilionários. Tem tudo para conseguir.




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