Jogar Copa do Mundo ou R$ 1 milhão por mês: a escolha que Daniel Alves precisa fazer

Paulo Cobos
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Daniel Alves rejeitou oferta do Fluminense. O clube carioca topava pagar até R$ 750 mil para o lateral-direito, mas ele exige um salário mensal de R$ 1 milhão

Nesta sexta-feira, acaba o prazo para os clubes inscreverem jogadores no Brasileiro. Com Atlético-MG e Flamengo aparentemente sem interesse, é difícil acreditar que outro clube do país possa pagar o salário exigido por Daniel Alves.

Com o mercado europeu fechado, restaria para o ex-são-paulino buscar clube em mercados internacionais que podem pagar o que ele quer, mas em que o nível do futebol é bem mais baixo que no Brasileiro, como nos países árabes. 

Daniel Alves em ação pelo Brasil nas Olimpíadas
Daniel Alves em ação pelo Brasil nas Olimpíadas Lucas Figueiredo/CBF

Daniel Alves precisa tomar uma decisão que, admito, é difícil de tomar.

Ele já deixou claro que pretende disputar a Copa de 2022. Recentemente, afirmou que a seleção brasileira sempre é sua prioridade

Perto dos 40 anos, Daniel Alves já não está mais no auge. Ele tem potencial sim para jogar o Mundial, ainda mais com uma concorrência fraca na lateral direita.

Mas não pode ter lugar cativo na seleção. Se Tite seguir convocando Daniel Alves mesmo que ele dispute uma liga insignificante, estará cometendo um erro imperdoável e uma injustiça com outros jogadores.

Começou bem nesta sexta-feira, quando deixou Daniel fora da lista para os jogos das eliminatórias em outubro.

Para justificar sua convocação, o lateral-direito precisa atuar de forma consistente em uma liga competitiva. No seu caso, o melhor lugar para fazer isso hoje é no Brasil.

Não dá para ter tudo na vida. Daniel Alves deve mesmo pensar em conseguir o melhor contrato possível em termos financeiros. 

Só que não tem como jogar em um time qualquer nos Emirados Árabes e querer jogar Copa do Mundo.



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Carille e Sylvinho estão muito perto do que poderiam entregar em Santos e Corinthians; é justo os demitir?

Paulo Cobos
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Imagine se você, no seu emprego, tivesse combinado uma missão com o seu chefe para um ano. Ao final dele, você cumpriu o objetivo. E, no lugar de um elogio, fosse demitido.

Situação parecida pode acontecer com Sylvinho, no Corinthians, e Fábio Carille, no Santos.

Os dois estão muito perto de entregarem o que era possível para seus clubes neste Campeonato Brasileiro.

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press

Com um elenco que virou bom apenas durante a competição, Sylvinho colocou o Corinthians no G-4 com quatro jogos por fazer. Com Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras consolidados, a quarta posição, que dá vaga na fase de grupos da Libertadores, era o máximo que o clube podia aspirar.

Carille comanda o pior time do Santos em décadas. Algumas rodadas atrás, parecia certo que o time seria rebaixado. Mas, mesmo com a derrota no clássico deste domingo em Itaquera, o time do litoral paulista está muito perto de afastar o fantasma do descenso: uma vitória nas quatro partidas restantes deve ser o suficiente.

Os dois treinadores, que foram pupilos de Tite, no entanto são contestados de forma estridente.

Muitos torcedores e críticos querem suas cabeças mesmo se o Corinthians terminar em quarto lugar e o Santos não for rebaixado.

É justo discutir essa possibilidade?

Sim. Assim como no emprego de qualquer profissional, o objetivo traçado é evidente que é o mais importante.

Mas não dá esquecer da forma como ele foi cumprido.

O Corinthians de Sylvinho fez um grande jogo contra o Santos. Mas a verdade é que parece ter força apenas quando é empurrado pela torcida em Itaquera e se mostrou patético nos grandes testes contra Atlético-MG e Flamengo. Muito pouco para quem tantos jogadores estrelados.

O Santos de Carille é de um pobreza tática e covardia chocantes (times com elenco do mesmo nível conseguem fazer muito melhor).

Os dois alvinegros paulistas terão que tomar uma decisão difícil. Manter os treinadores que entregaram o pedido ou buscar substitutos para seus times jogarem mais bola.

Qualquer decisão vai fazer sentido.

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No campo, Athletico-PR e Red Bull já são maiores que um monte de grandes

Paulo Cobos
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Não quero discutir tradição, títulos na história ou tamanho da torcida.

Mas não tenho medo de dizer: no campo, Athletico-PR e Red Bull, que neste sábado decidem a Copa Sul-Americana no Uruguai,  já são maiores que praticamente a metade dos clubes mais tradicionais do país: os fundadores do Clube dos 13.

Não só por estarem disputando um título enquanto grandes se afundam na Série B, como Vasco e Cruzeiro, ou vivem o fantasma de rebaixamento: Bahia, Grêmio, São Paulo e Santos. Além do Botafogo, que está de volta à primeira divisão.

Duelo entre Red Bull Bragantino e Athletico-PR pelo Brasileirão
Duelo entre Red Bull Bragantino e Athletico-PR pelo Brasileirão Luis Moura / Gazeta Press

Athletico e Red Bull (sigo achando que o clube não tem mais nada de Bragantino) têm dinheiro para fazer contratações milionárias. Contam com estruturas invejáveis. Categorias de base azeitadas.

Quando só o campo vale, time grande é o que joga por títulos, que pode buscar grandes jogadores e exala profissionalismo na sua estrutura.

Tudo o que os clubes de Curitiba e do interior paulista contam hoje.

Os finalistas da Sul-Americana está longe de serem exemplos de simpatia. Sob o comando do todo poderoso Mario Celso Petraglia, o Athletico muitas vezes faz maldades até com seu próprio torcedor.

O Red Bull só teve essa ascensão meteórica pela injeção de seu dono, a empresa gigante de energéticos que enfrenta a mesma antipatia por seus clubes na Europa.

Mas quem faz um time grande dentro de campo não é simpatia. Ou história. Melhor contar com um bom projeto. Como os de Athletico e Red Bull.



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'Vada a bordo, cazzo': O dia que Abel Ferreira foi como capitão covarde de navio que afundou no Palmeiras

Paulo Cobos
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Antes, para deixar bem claro, acho o trabalho de Abel Ferreira no Palmeiras muito bom. Acho certeiras e necessários os ataques que ele faz à estrutura e ao calendário do futebol brasileiro.

Não concordo, mas até entendo ele mandar um time reserva para o clássico contra o São Paulo. A derrota para 2 a 0 para o rival que agora vê o rebaixamento mais longe, doeu. Mas o fato que o importante para o Palmeiras é ganhar a Libertadores no próximo dia 27, contra o Flamengo.

Abel Ferreira durante derrota para o São Paulo
Abel Ferreira durante derrota para o São Paulo Cesar Greco/SE Palmeiras

Mas o que Abel Ferreira fez no Allianz Parque, a casa alviverde, no final do jogo contra o São Paulo foi o pior que ele já fez em mais de um ano no comando do clube.

Ao deixar o campo muitos minutos antes do apito final, o português teve uma atitude covarde, mesquinha, menor. Deixar as vaias (merecidas) apenas para os jogadores foi algo que Abel nunca poderia ter feito.

Alegar que tinha medo de ser expulso para justificar o abandono, como fez após o jogo, foi patético. 

Em 2012, um navio lotado de turistas sofreu um acidente na costa da Itália e começou a naufragar.

O capitão da embarcação, que deveria ser o último a deixá-lo, fez o contrário, e foi um dos primeiros a buscar terra firme.

Ao saber da fuga, um comandante da guarda costeira ordenou ao capitão fujão: "Vada a bordo, cazzo" (algo como volte a bordo seguido de um capitão).

Quando Abel Ferreira tomou o caminho do vestiário enquanto o Palmeiras ainda jogava e perdia para o São Paulo, o presidente do clube deveria fazer como a guarda costeira italiana e ordenar: "Volta para o campo, c...".

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Quando carretilha vale mais que um gol na sorte: Vinícius Jr. é o jovem mentalmente mais forte do Brasil em décadas

Paulo Cobos
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Vinícius Jr. não fez gol e nem teve uma atuação brilhante no empate da seleção brasileira contra  Argentina, nesta terça-feira. Ele faz uma temporada muito boa no Real Madrid, mas ainda não está na prateleira dos grandes jogadores da Europa.

Não sei a qual nível o jogador revelado no Flamengo vai chegar na carreira (os sinais são cada vez mais evidentes que ele vai longe). 

Mas, depois do que aconteceu no acanhado estádio argentino de San Juan, tenho uma convicção cada vez maior: Vinícius Jr. é o jovem mentalmente mais forte que surgiu no futebol brasileiro em décadas.

Vinicius Jr em ação contra a Argentina
Vinicius Jr em ação contra a Argentina Lucas Figueiredo/CBF

Não é fácil chegar no Real Madrid com 18 anos, ouvir todo tipo de crítica pelo início ruim e dar a volta por cima, virando titular absoluto do maior clube do mundo.

E isso sem ficar choramingando a cada pancada que levou.

Tite parece não estar sintonizado com o que acontece no futebol europeu e dava raras oportunidades para Vinícius Jr. jogar na seleção. Ele nem havia sido convocado para os jogos contra Colômbia e Argentina: só foi chamado por contusão de Firmino.

O atacante não se importou. Entrou bem contra os colombianos. Ganhou a chance de ser titular contra a Argentina pela contusão de Neymar.

Os jogadores argentinos desde o primeiro minuto pensaram que Vinícius Jr. era um juvenil, o provocando o tempo todo. Acharam que ele se esconderia em um ambiente tão hostil.

Receberam de troca um atacante valente, que em nenhum momento se intimidou.

E nada melhor em um jogo como esse que aplicar uma carretilha humilhante em um time argentino botinudo. Em um jogo que o Brasil já estava classificado para a Copa, muito melhor que marcar um gol de canela no rebote do goleiro.

Vinicius Jr. chama argentino na linha de fundo, dá carretilha 'humilhante' e faz jogada digna de placa; VEJA   


         

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O melhor 'menor salário' do mundo: a doce vida de Daniel Alves pós fracasso no São Paulo

Paulo Cobos
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Enquanto o São Paulo afunda, o jogador que deveria ser o símbolo da reconstrução do clube dá uma impressionante volta por cima depois de deixar o Morumbi.

Há apenas dois meses, Daniel Alves rescindia seu contrato com o São Paulo, rejeitava oferta do Fluminense e via a chance de disputar a Copa de 2022 se esfarelar.

Nada como um dia após o outro.

De forma surpreendente, o jogador de 38 conseguiu um contrato com o Barcelona. Voltou aos holofotes na Europa. Vai ter a chance de jogar a Champions.

Daniel Alves faz exames médicos no Barcelona
Daniel Alves faz exames médicos no Barcelona Divulgação/Barcelona

Ganhou um telefonema de Tite, em que o treinador da seleção brasileira deixou claro que as portas seguem abertas para ele no time nacional em caso de êxito no Barcelona.

De acordo com a imprensa catalã, Daniel Alves vai ter o menor salário do elenco do Barcelona. Se cogita até que ele receba o mínimo que um jogador possa ganhar na liga espanhola: algo como R$ 45 mil mensais.

Mas esse valor pode subir em caso de conquistas.

E, se faltar dinheiro, é só o lembrar que por 5 anos o São Paulo vai pagar R$ 400 mil mensais a Daniel Alves pelo acordo da rescisão.

Daniel Alves construiu uma carreira brilhante na Europa. Colhe os frutos disso ao conseguir um contrato perto dos 40 anos com um dos maiores clubes do mundo.

E prova uma coisa. Ele nunca deveria ter voltado para um clube brasileiro. O torcedor são-paulino que o diga.


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'O jogo muda': São Paulo deveria aprender com Michael e esquecer a marra de 'time grande não cai'

Paulo Cobos
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Ao final da temporada 2020, Michael sofria com depressão e piadas sobre seu futebol no Flamengo. Hoje, é o artilheiro do Brasileiro e destaque do Flamengo, o elenco mais estrelado do Brasil.

Neste domingo, após brilhar,  com dois gols, na goleada do Flamengo sobre o São Paulo, deu um show de humildade para quem arrebenta no clube em que tudo ganha dimensões gigantescas.

"É trabalhar, dedicar, não abaixar a cabeça, pois o jogo muda. A carreira da gente é uma montanha-russa, você vai estar em cima, vai estar em baixo e não sou melhor nem pior do que ninguém por isso. Apenas dou meu melhor da maneira que consigo", afirmou o atacante, para a Rede Globo, após sua exibição de gala no Morumbi.

Michael comemora no Morumbi
Michael comemora no Morumbi Alexandre Vidal/Flamengo

Se eu fosse dirigente do São Paulo, levaria Michael para dar uma palestra para jogadores, treinadores, principalmente Rogério Ceni, e outros cartolas do clube.

O São Paulo é o tipo de milionário falido que vive da empáfia de um passado glorioso, mas que não existe mais.

Achar que é demais o grito que "time grande não cai" basta é de uma mediocridade absoluta.

Michael sabe que a vida no futebol é uma montanha-russa. Nada como saborear os grandes momentos, e aprender com os erros e procurar dar a volta por cima quando as coisas dão erradas.

Brasileiro: Flamengo faz 4 e atropela o São Paulo no Morumbi com show de Michael; VEJA gols


No São Paulo, as coisas dão erradas há mais de 10 anos. E não apareceu nenhum Michael para reconhecer que o "jogo muda" apenas quando somos humildes. E, no Morumbi, só resta empafia.



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Quando erro a favor do Flamengo é mais assunto que Brasil na Copa, está claro: arbitragem com VAR virou um monstro

Paulo Cobos
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Quando eu era garoto, o dia que o Brasil garantia vaga numa Copa do Mundo era especial. Só se falava nisso, com projeções sobre o que a seleção faria na Copa e a celebração dos heróis da classificação.

Nesta quinta-feira, o time de Tite carimbou seu passaporte para o Mundial do Qatar. Notícia que está longe de ser a principal no esporte brasileiro no dia seguinte.

Menos de 24 horas depois do Brasil na Copa, o assunto do dia é a arbitragem na vitória do Flamengo sobre o Bahia.

Árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araujo na partida entre Flamengo x Bahia
Árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araujo na partida entre Flamengo x Bahia Marcelo Cortes/Flamengo

Muita gente boa, como a comentarista de arbitragem da ESPN Renata Ruel, aponta o pênalti marcado para o rubro-negro, em que a bola tocou no peito do jogador do Bahia, é o erro mais absurdo deste Brasileiro.

Nas mesas redondas das TVs e nos sites, a discussão principal foi o lance.

A repercussão foi tão grande que a CBF resolveu demitir Leonardo Gaciba, o chefe da arbitragem desgastado por trapalhadas em série.

Quando não havia VAR, o erro também, claro, seria motivo de muito debate.

Mas hoje a repercussão de bobagens da arbitragem ganham uma proporção assustadora justamente por causa da geringonça eletrônica, que deveria tornar o futebol mais justo, mas que, pelo menos no Brasil, só piorou a coisa.

A arbitragem com VAR virou um monstro no futebol brasileiro. E desperta o pior do clubismo (as bobagens ditas por Renato Gaúcho estão aí para provar). Melhor matar um monstro do que deixá-lo crescer e fazer ainda mais estragos.


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Quem foi o idiota que achou que seleção de Tite vale (muito) mais que Portugal de Ronaldo e jogo decisivo da Itália?

Paulo Cobos
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A seleção brasileira joga nesta quinta-feira na cidade mais rica do país. Na Neo Química Arena, o time de Tite recebe a Colômbia, com quem faz uma forte rivalidade nos últimos anos.

Pela pandemia, os paulistanos há muito tempo não podiam acompanhar o time nacional em um estádio.

O jogo deveria ser um sucesso de público. Mas, ao que tudo indica, será um fracasso.

Jogo suspenso entre Brasil x Argentina, na Neo Química Arena
Jogo suspenso entre Brasil x Argentina, na Neo Química Arena Lucas Figueiredo / CBF

Até a véspera do jogo, só um terço das entradas haviam sido vendidas. Para evitar arquibancadas vazias, ao menos a CBF teve uma boa ideia: doar 8.000 ingressos para profissionais da saúde.

A seleção de Tite e Neymar está longe de encantar. Ainda assim, encheria o estádio corintiano se os ingressos tivessem um preço honesto.

Mas algum idiota achou que, mesmo em um país em crise, alguém pagaria entre 300 e 800 reais para assistir ao jogo em uma cadeira (nos camarotes o valor chegava a R$ 1.800).

Uma comparação com jogos das eliminatórias europeias mostra o quanto a CBF foi patética ao definir os ingresso para Brasil x Colômbia.

Também nesta quinta-feira, Portugal, com Cristiano Ronaldo em campo, pode carimbar sua vaga para o Mundial em Dublin, contra a Irlanda.

O estádio, com capacidade para 51 mil torcedores, estará lotado (todos ingressos foram vendidos).

Os preços das entradas começavam em 15 euros. Mesmo com o real desvalorizado, isso equivale hoje a R$ 94. Os mais caros custavam 120 euros, ou R$ 750.

Mais em conta ainda é ir ao estádio para ver outro jogo decisivo das eliminatórias na Europa.

Itália e Suíça dividem a liderança do grupo C. Nesta sexta-feira, se enfrentam em Roma e o vencedor praticamente garante vaga direta na Copa.

Crianças podem pagar 5 euros pelo ingresso, ou R$ 31. Adultos entram partir de 10 euros (R$ 62). O ingresso mais caro vale o equivalente a R$ 562, bem menos que o lugar mais caro de Brasil x Colômbia.

O torcedor brasileiro já anda desiludido com o futebol da seleção de Tite. Não vai ser metendo a faca nos fãs que a CBF vai mudar isso.

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'A entidade não tem fins lucrativos': sempre será melhor ser Real Madrid do que clube-empresa, a 'salvação' dos times brasileiros

Paulo Cobos
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Assim está escrito no artigo 7 do estatuto do Real Madrid, o maior clube de futebol do mundo.

"A entidade não tem fins lucrativos, uma vez que todos os seus ativos e possíveis benefícios são direcionados, única e exclusivamente, para a realização do objetivo indicado".

O objetivo está no artigo 2: "O Real Madrid Futebol Clube é uma entidade esportiva que tem por objetivo e finalidade dedicar seu património a conseguir, principalmente, a promoção do futebol, nas suas diferentes categorias".

Vinicius Jr. comemora gol em Real Madrid x Celta de Vigo
Vinicius Jr. comemora gol em Real Madrid x Celta de Vigo David S. Bustamante/Soccrates/Getty Imag

O Real Madrid é um dos raros gigantes europeus que segue sendo propriedade se seus sócios: são mais de 100 mil.

E não deixou de ser gigante, admirado, de ter dinheiro para fazer grandes contratações. 

É verdade que seu maior rival, o Barcelona, está hoje em ruínas com o mesmo modelo.

Mas, no clube catalão, os sócios podem se rebelar e mudar o presidente do clube, coisa que os torcedores do Manchester United adorariam fazer com seus trapalhões donos americanos.

Tudo isso para lembrar que os clubes brasileiros agora têm uma nova tábua de salvação.

Com a lei recentemente sancionada pelo governo federal, os clubes do país têm a possibilidade de se tornarem empresas, separando o futebol da parte social.

Times perto da bancarrota, como Botafogo e Cruzeiro, estão sedentos por essa solução. Mas já haveria interessados em "comprar" o Corinthians e até clubes em boa situação, como o Athletico-PR, também têm pressa de se tornarem empresas.

Não sou contra o tal clube-empresa. Os cartolas amadores brasileiros são péssimos. Realmente a parte social deveria ser separada do futebol.

Nada contra PSG, Manchester City ou mesmo Liverpool (todos com donos bilionários estrangeiros), Mas, se eu pudesse escolher, gostaria que meu time no Brasil fosse como o Real Madrid. Eternamente de seus mais de 100 mil donos.

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Renato Gaúcho e Flamengo serão um sucesso ou um fracasso em 2021 se ganharem 'só' a Libertadores?

Paulo Cobos
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A Copa do Brasil acabou nas semifinais. O Brasileiro, depois do empate contra a lanterna Chapecoense, virou quase um milagre (os matemáticos já colocam a chance de título abaixo dos 2%).

Para o Flamengo de Renato Gaúcho, parece restar apenas uma chance de levantar um titulo em 2021. Justamente o mais importante deles: a Libertadores da América.

Em qualquer clube, conquistar o mais desejado campeonato do continente seria sinônimo de sucesso absoluto em uma temporada. E o mesmo aconteceria com seu treinador.

No caso do clube carioca e de seu comandante, essa afirmação não seria automática.

Renato Gaúcho comandando treino do Flamengo
Renato Gaúcho comandando treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Principalmente para Renato Gaúcho. Depois de passar anos no Grêmio dizendo que arrebentaria se tivesse um elenco como o do rubro-negro, e de um início arrasador na Gávea, o treinador mergulha seu trabalho na mediocridade.

Para a maioria dos críticos e torcedores, o Flamengo, se ganhar a Libertadores, terá feito isso "apesar" de Renato Gaúcho.

Mesmo campeão da América, ninguém vai votar em Renato para melhor treinador do futebol brasileiro em 2021.

Claro que sua galeria de títulos vai ficar ainda mais cintilante caso seu Flamengo vença o Palmeiras no próximo dia 27.

E sua temporada não terá sido um fracasso. Mas estará muito longe do sucesso. Renato não vai terminar o ano de 2021 maior do que começou mesmo conquistando a Libetadores.

No caso do Flamengo, o tempo vai ser a diferença entre apontar a temporada de 2021 como sucesso ou fracasso em caso de ganhar "só" a Libertadores entre as três competições mais importantes.

Evidente que pelo timaço que tem o clube poderia fazer muito mais, tanto na quantidade de títulos quanto na qualidade do futebol.

Isso causa raiva agora. Mas, se o clube conquistar sua terceira Libertadores, a angústia vai diminuir no dia seguinte. E, daqui a alguns anos, só um lunático vai dizer que um time campeão da Libertadores teve uma temporada fracassada.



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Xavi errou: treinar a seleção brasileira seria melhor para ele que comandar o Barcelona

Paulo Cobos
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O que muito treinador brasileiro de elite com décadas de carreira sonha foi desprezado por um espanhol iniciante na carreira.

Na sua apresentação como técnico do Barcelona,  Xavi voltou ao assunto e confirmou que falou com a CBF sobre um convite para ser auxiliar de Tite e assumir o comando da seleção brasileira depois da Copa de 2022.

Segundo o catalão, ele recusou por ter como único plano de ascensão de carreira o cargo de treinador do clube onde brilhou com jogador.

Errou.

Xavi em apresentação como novo técnico do Barcelona
Xavi em apresentação como novo técnico do Barcelona Marc Gonzalez Aloma/Europa Press via Get

Evidente que qualquer treinador do planeta sonha em comandar o Barcelona, ainda mais alguém com laços tão fortes com o clube como é seu caso.

Mas o fato é que o Barcelona hoje é um clube que está longe dos melhores da Europa, e não vai mudar isso de forma rápida pela sua situação financeira caótica.

Xavi é um dos grandes ídolos da história barcelonista. Mas isso não vai isentá-lo de apresentar resultados logo. Koeman, seu antecessor, foi o herói da primeira Champions da história do Barcelona, e não escapou da ira catalã.

Só que é pelo teto que poderia atingir na seleção brasileira que Xavi faria melhor negócio em aceitar o convite da CBF.

Acho muito difícil Xavi ter sucesso imediato no Barcelona. Mas ainda assim é capaz de realizar um bom trabalho e ganhar títulos. Mas ele nunca terá o mesmo status no clube que Guardiola.

Bem diferente do prestígio que poderia obter mudando a forma de jogar da mais famosa seleção no planeta.

Xavi teve a chance de assumir o Brasil e fazer o time, que hoje se arrasta com Tite brilhar, tocar a bola como nos melhores tempos de Barcelona e até ganhar uma Copa do Mundo.

Xavi terá que acertar quase tudo e contar com um milagre financeiro para entrar na lista dos 5 maiores treinadores do Barcelona.

Fazer história na seleção brasileira seria mais fácil. E depois poderia escolher o Barcelona. Ou qualquer outro gigante europeu.




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Quando ganhar, será 'apesar dele': como Ceni, Renato Gaúcho já perdeu batalha para conquistar flamenguistas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em maio passado, escrevi aqui o que era óbvio: mesmo depois de ganhar o Brasileiro, Rogério Ceni já havia perdido a batalha par conquistar os torcedores do Flamengo.

Três semanas depois, ele foi demitido.

Em um processo muito mais rápido de grande otimismo com um treinador à desconfiança absoluta, o mesmo acontece com Renato Gaúcho.

Renato Gaúcho, eliminado com o Flamengo na Copa do Brasil
Renato Gaúcho, eliminado com o Flamengo na Copa do Brasil Jayson Braga/Getty Images

Depois da eliminação nas semifinais da Copa do Brasil diante do Athletico-PR, o treinador que chegou arrebentando foi vaiado e teve que ouvir a torcida no Maracanã gritando "time sem vergonha" e pedindo a volta do "Mister" Jorge Jesus.

Em menos de quatro meses, assumiu o clube em julho, Renato já chegou em um ponto que parece que será a sina de todos os treinadores do Flamengo pós-Jesus.

Como Ceni, o ex-gremista já entrou na categoria do treinador que sempre vai ouvir que seu time "ganhou apesar dele". E nunca será o responsável quando a equipe atuar bem ou até mesmo conquistar títulos.

No Flamengo atual, a torcida só admite vitórias  e shows.

Renato ainda pode conquistar a Libertadores. Seu time tem talento suficiente para bater o Palmeiras na decisão de Montevidéu. 

Campeão da América, seria muita estupidez não reconhecer seu mérito. Mas vai bastar uma derrota em um clássico no próximo Carioca para ele ser vaiado e ouvir a torcida pedindo a volta do "Mister". 

Copa do Brasil: Athletico-PR faz 3 no Flamengo, cala Maracanã e está na final; VEJA gols


  


         

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Crise, o Flamengo faz em casa: os erros do único time que pode ganhar a maior tríplice coroa para um time brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O time mais popular do país sempre teve uma frase que mostra um de seus grandes orgulhos: "Craque, o Flamengo faz em casa". 

Nos últimos dias, o clube criou um slogan involuntário: Crise, o Flamengo faz em casa.

O rubro-negro é o único time que pode ganhar a mais importante tríplice coroa do futebol brasileiro: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil.

Mas, depois de uma pequena série de resultados ruins e exibições ruins, entrou em um processo de auto sabotagem que inclui muita gente.

A torcida estava encantada com Renato Gaúcho há 15 dias. Agora, ele parece um candidato a novo Rogério Ceni, que sempre era o culpado quando o time não jogava bem, e nunca era responsável quando o desempenho era ótimo.

Marcos Braz em coletiva de imprensa
Marcos Braz em coletiva de imprensa Alexandre Vidal / Flamengo

Renato também ajuda a criar crises. Ele admitiu que escalou Bruno Henrique, mesmo com o atacante sentindo dores, apenas para calar quem o acusava de poupar jogadores em excesso.

O craque acabou se machucando e desfalcando  time em vários jogos. Nada mais tolo poderia ter feito um treinador com a experiência de Renato.

O departamento médico é outro manancial de crises flamenguistas. Com muitos jogadores machucados, o setor ainda esteve envolvido em outra grande polêmica.  

Foi um médico particular que diagnosticou a lesão no joelho de Pedro que fez o atacante passar por uma cirurgia, em episódio que aumentou a tensão no Ninho do Urubu.

Por fim, foi a vez da diretoria colocar lenha na fogueira com uma grande trapalhada.

Para, imagino, esclarecer os problemas recentes, o todo poderoso vice de futebol Marcos Braz convocou uma entrevista coletiva para esta terça-feira, às 13h, Duas horas depois do horário marcado, o clube comunicou que cancelou a entrevista.

O motivo foi a ira do presidente do clube, Rodolfo Landim, que não queria entrevista alguma na véspera da semifinal da Copa do Brasil.

Torcida irritada com um time que briga por os todos títulos. Técnico que comete erros tolos como Renato Gaúcho. Departamento médico em xeque. Cartolas batendo cabeça.

O Flamengo anda criando suas próprias crises. Nada bom para quem tem o melhor time do Brasil e precisa ganhar títulos.


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O Santos merece cair mais que o Grêmio? Depende por qual lado você olha o fracasso dos dois

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando um time grande fica ameaçado de rebaixamento, e acumula erros no desespero para se salvar, é comum ouvirmos: "esse clube merece cair". 

Quase sempre isso é verdade: o Cruzeiro e sua irresponsabilidade de uma década é um exemplo bem acabado de grande que fez por merecer o descenso.

No Brasileiro-2021, dois gigantes nacionais estão com a corda no pescoço. Santos e Grêmio, que juntos acumulam seis títulos da Libertadores, estão na zona do rebaixamento e cada vez mais parecem não terem forças para evitar o rebaixamento.

Não dá para escapar da tentação de questionar se os dois merecem, ou não, cair.

Proponho uma pergunta: o Santos merece cair mais do que o Grêmio?

Santos e Grêmio disputam partida na Vila
Santos e Grêmio disputam partida na Vila Gazeta Press

A resposta fácil é dizer sim.

O clube da Vila Belmiro é um caos, que já teve administrações que viraram caso de polícia. A dívida não para de subir. Pagar os salários é um sofrimento. Os calotes se acumulam. Dezenas de milhões de euros em venda de jogadores se evaporam rapidamente. O elenco hoje é abaixo da mediocridade.

Tudo ao contrário do Grêmio. Nos últimos anos, o time gaúcho teve uma administração exemplar. As receitas aumentaram, rivalizando com as dos grandes paulistas mesmo eu um mercado menor. As dívidas são controladas. O clube ganhou títulos recentemente. O elenco tem várias estrelas.

Pela questão administrativa, faz sentido o Santos merecer cair e o Grêmio permanecer na primeira divisão.

Mas futebol não é competição de melhor administração.

E, no campo, o Grêmio merece cair até mais que o Santos.

Não é possível, em uma mesma temporada, que um clube que tinha ambição de ganhar títulos ter quatro treinadores: Renato Gaúcho, Luiz Felipe Scolari, Tiago Nunes e agora Vagner Mancini.

É inadmissível ver em quase todos os jogos medalhões gremistas, como Rafinha e Kanemann, darem um show de descontrole emocional.

Não consigo entender como o Grêmio corra o risco do cair com um time que deveria estar brigando por vaga na Libertadores.

No fim, a dor do rebaixamento para um clube grande é igual. Mas, se ambos caírem, o santista vai saber explicar o motivo da queda. O gremista vai ter que fazer análise para entender o fiasco.

Grêmio perde por 2 a 0 para o Atlético-GO com show de Marlon Freitas e não sai da zona de rebaixamento do Brasileirão


  



         

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Na grana e nas redes sociais, Ronaldo, Messi e Neymar formam eterno top 3; na bola, nenhum merece estar hoje entre os 3 melhores do mundo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Pela regra do dinheiro que entra no bolso e na fama nas redes sociais, Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar formam um trio que parece eterno no futebol.

Há muitos anos, os três são, disparado, os mais ricos do esporte mais popular do planeta.

Segundo a última lista da revista "Forbes", que inclui salários e faturamento com publicidade, Ronaldo lidera em 2021 com US$ 125 milhões por temporada, ou cerca de R$ 704 milhões pelo câmbio atual.

Messi vem logo atrás, com US$ 110 milhões, ou R$ 619 milhões. Neymar é o terceiro, com US$ 95 milhões (R$ 535 milhões).

O quarto colocado fica bem longe. Segundo a "Forbes", essa posição pertence a Mbappé, com US$ 43 milhões (R$ 242 milhões).

Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi na entrega do melhor do mundo de 2017
Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi na entrega do melhor do mundo de 2017 Photo by Michael Steele - Getty Images

Muito do dinheiro ganho por Ronaldo, Messi e Neymar têm origem da força do trio nas redes sociais.

Pelo levantamento mais recente, o trio lidera com folga em número de seguidores entre jogadores de futebol nas principais redes.

Novamente o português lidera, com 337 milhões de seguidores. O argentino novamente aparece em segundo, com 260 milhões. O brasileiro, com 160 milhões de seguidores, aparece em terceiro com larga vantagem sobre o quarto colocado, que ainda é um ex-jogador: Beckham, com 68 milhões de seguidores.

Sorte para o trio que o dinheiro que faturam e o prestígio nas redes acontece pelo que já fizeram, não pelo que fazem.

O domingo de grandes clássicos na Europa foi um exemplo de como Ronaldo, Messi e Neymar seguem sendo grandes jogadores, mas não merecem mais estar em nenhum lista de 3 melhores do mundo pelo que produzem atualmente.

O português foi figura nula, e violenta, no vexame do United contra o Liverpool. Messi e Neymar tiveram outra noite discreta no empate do PSG contra o Olympique de Marselha.

Salah, Mbappé, Lewandovski, De Bruyne, Haaland, Kanté. Todos esses merecem muito mais do que Ronaldo, Messi e Neymar aparecer entre os 3 melhores do mundo hoje.

Dinheiro e adoração nas redes sociais são uma coisa. Jogar bola, é outra.

Messi puxa contra-ataque rápido, mas torcedor invade o campo, interrompe o lance e deixa argentino incrédulo


  


         





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O que só Tite vê? Arrebentando no maior clube do mundo na Europa, Vinícius Jr. só conta em 11% do tempo na seleção

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Vinícius Jr. colocou craques do peso de Hazard e Bale no banco. O ex-flamenguista arrebenta no Real Madrid, o maior clube do mundo em que a pressão é gigante. 

O garoto de 21 anos agora acerta suas finalizações e é capaz de fazer verdadeiras obras-primas, como o golaço contra o Shakhtar Donetsk, nesta terça-feira, pela Champions League.

Vinícius Jr. está encantando Carlo Ancelotti, seu treinador no Real Madrid. 

Ancelotti já foi apontado por Tite, o técnico da seleção brasileira, como seu grande inspirador na profissão e de quem mais aprendeu.

Vinicius Jr. na partida entre Shakhtar x Real Madrid pela Champions League
Vinicius Jr. na partida entre Shakhtar x Real Madrid pela Champions League Helios de la Rubia/Real Madrid via Getty

Mas, no caso de Vinícius Jr, a opinião de Ancelotti pouco vale para Tite.

Arrebentando no Real Madrid, em que hoje é titular inquestionável, o atacante virou quase uma figura decorativa na seleção de Tite.

Ele até é convocado com frequência, mas entrar em campo é raridade

Em 2021, a seleção já atuou 14 vezes. Isso significa, sem contar acréscimos, 1.260 minutos de futebol. 

Vinícius Jr. participou de míseros 137 minutos, ou apenas 11% do tempo que o time nacional jogou na temporada.

O jogador do Real Madrid começou como titular apenas uma vez, contra o Chile, pelas eliminatórias. Mas a  paciência de Tite com ele durou pouco: foi substituído no intervalo.

Pode ser que Tite consegue ver em Vinícius Jr. deficiências que Ancelotti não percebeu.

Mas também pode ser que Ancelotti notou o talento que tem nas mão e o fez arrebentar. O que Tite não foi capaz.

Champions: Com show de Vini Jr., Real Madrid massacra o Shakhtar Donetsk; VEJA gols 


  


         

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Vítima ou vilão? O papel de Hazard na constatação que ele é a pior contratação da história do Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na história do maior clube do mundo, que já contratou dezenas de jogadores caros, não deveria ser fácil apontar qual a pior contratação da sua história.

Mas o Real Madrid tem agora um forte candidato a esse posto, que já foi de Kaká, contratado em 2009 por 67 milhões de euros para dividir os holofotes com Cristiano Ronaldo para depois deixar o clube sem nada para ser lembrado.

O favorito para ser o pior negócio da história é justamente o jogador mais caro contratado pelo gigante espanhol.

Apresentação de Hazard no Real
Apresentação de Hazard no Real GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images

Adquirido por 115 milhões de euros antes do começo da temporada 2019/2020, o belga Hazard tem uma lista de lesões musculares que parece infinita.

Em menos de 2 anos e meio de Real Madrid, ele já desfalcou o clube em 62 jogos. Nesta terça-feira, novamente não vai atuar no confronto contra o Shaktar Donetsk, pela Champions League.

"Hazard é o que está mais cansado desses problemas", afirmou Carlo Ancelotti, o técnico merengue.

Não sei se o torcedor do Real Madrid concorda com isso.

Evidente que o craque belga deve estar frustrado por jogar tão pouco. Mas parece que Hazard não sabe a responsabilidade que um jogador contratado por uma montanha de dinheiro como ele deve ter. 

Hazard frequentemente está acima do peso. Ex-colegas de time já  apontaram uma suposta falta de profissionalismo. Como Bale, ele parece mais disposto a jogar por sua seleção do que pelo clube que lhe paga um salário milionário.

Nada contra ter amigos, mas ele confraternizando com ex-companheiros do Chelsea após o clube inglês eliminar o Real Madrid na última Champions foi um soco no estômago para quem faz tão pouco no time espanhol.

Se culpar só o destino e se fazer de vítima, Hazard vai cometer um erro e confirmar sua contratação como a pior contratação da história do Real Madrid.

Melhor assumir os erros. Só assim a coisa pode mudar.

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De diferente, só a 'presença VIP': Corinthians continua forte candidato a time mais chato do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nos últimos três jogos no Brasileiro, o Corinthians marcou um único mísero gol. E foram confrontos contra rivais que estão longe de serem os melhores do país.

Passou em branco contra o Sport e fez um gol em casa contra o Fluminense. Nesta segunda-feira, derrota para 1 a  0  para o São Paulo.

Gol do São Paulo! Calleri aproveita escapada de Reinaldo e abre o placar contra o Corinthians no Morumbi

E não foi por falta de qualidade nas finalizações ou grandes atuações dos goleiros adversários.

No papel, o time de Sylvinho parece ofensivo. Mas, na prática, é de uma incompetência atroz para atacar.

Sylvinho comandando o Corinthians
Sylvinho comandando o Corinthians Rodrigo Coca/Ag Corinthians

Como se fosse incapaz de se livrar do DNA defensivo que o acompanha há anos (algumas vezes injusto), o Corinthians é novamente candidato a ser o time mais chato do Brasil.

É um suplício ver a falta de ideias, a quase nula agressividade do ataque, a preguiça corintiana de buscar o gol.

Mas nem tudo é igual no Corinthians.

Dava para entender a "chatice" quando o time tinha um elenco medíocre. 

Agora, o Corinthians é inofensivo com um dos quatro elencos mais estrelados do país. 

Duro de aguentar. E Sylvinho já não tem desculpas para tamanha falta de aptidão para o ataque.



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A mais exigente ou a mais corneta? Torcida do Flamengo vaiar time depois de jogo ruim faz sentido

Paulo Cobos
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Virou motivo de espanto até na Argentina. O jornal argentino "Olé" estranhou que a torcida do Flamengo vaiou o time após o empate sem gols contra o Cuiabá, no Maracanã. 

"Parece mentira", escreveu a publicação, lembrando que o Flamengo briga pelos títulos da Libertadores, da Copa do Brasil e do Brasileiro.

As vaias valem uma pergunta: a torcida do clube mais popular do país virou a mais corneta ou é simplesmente a mais exigente do futebol brasileiro?

Torcida do Flamengo no Maracanã na partida contra o Cuiabá pelo Campeonato Brasileiro
Torcida do Flamengo no Maracanã na partida contra o Cuiabá pelo Campeonato Brasileiro Alexandre Vidal/Flamengo

Minha opinião é que faz sentido sim, após uma exibição ruim contra um rival modesto, o Flamengo de Renato Gaúcho ser vaiado. Ainda mais que isso aconteceu apenas após o apito final.

Parece absurdo reclamar de um time que acumula títulos e que apresenta o melhor futebol do Brasil há 3 anos.

O mais fácil é chamar os flamenguistas de corneteiros e que a torcida que estava no Maracanã era elitizada e não representa os seguidores do clube.

Mas não faltam torcedores de outros clubes em que a vaia ou aplauso depende apenas se o time é campeão ou não.

O flamenguista sabe que seu time é quem pode produzir os melhores espetáculos do futebol no país. 

A vaia no empate contra o Cuiabá foi pontual. O flamenguista está muito feliz com os títulos que o clube ganhou recentemente. E vai ganhar muitos outros logo.

Faz bem em também querer bom futebol.




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'Quem paga a banda, escolhe a música': vai ter mecenas para salvar tantos grandes da Série B, como os do Atlético-MG?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em excelente entrevista para o Rolou o Melão, podcast original da ESPN Brasil com Gustavo Zupak, Eugênio Leal e Mário Marra, o presidente do Atlético-MG, Sérgio Coelho, foi sincero.

Ele admitiu que sem o aporte financeiro de bilionários atleticanos, seu clube, sufocado por uma dívida que ultrapassa o R$ 1 bilhão, estaria na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o lugar do rival Cruzeiro pelo segundo ano seguido (e tudo indica vai para mais um).

O dirigente confirmou que os mecenas ajudam na tomada de decisões do clube, mas garantiu que as decisões são tomadas de comum acordo com "pessoas que têm o mesmo objetivo".

Nacho é um dos destaques do Atlético-MG
Nacho é um dos destaques do Atlético-MG Pedro Souza/Atlético-MG

Segundo ele, isso evita a confirmação do velho ditado: "quem paga a banda, escolhe a música". 

Como imagino que pensa a imensa maioria dos atleticanos, torcedores de times que estão na bancarrota também amariam ter mecenas bilionários para seus clubes pagarem dívidas emergenciais, contratarem craques e lutarem por títulos, mesmo que a realidade sem esses bilionários seja de time de Série B.

O Atlético-MG não é caso isolado de clube grande atolado em dívidas. Na verdade, a maioria dos grandes estão nessa situação.

Assim, vai ser difícil encontrar um mecenas para todos chamarem de seu.

Para evitar a Série B, melhor então trabalhar direito. O Flamengo está aí para dar o exemplo.

E o caminho flamenguista foi mais longo, mas é muito mais seguro.

Todo mundo sabe como começam, em clima de lua de mel, as histórias de mecenato no futebol. Saber como elas acabam é muito mais difícil.

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