Abel e agora Diniz: Fluminense aposta em técnicos opostos, mas que muita gente adora torcer contra

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Abel Braga e Fernando Diniz não poderiam ser mais diferentes como treinadores de futebol.

O primeiro, veterano de 69 anos e uma montanha de títulos no currículo, é bem conservador na ideia de jogo. Diniz, 21 anos a menos e ainda em busca de um título importante, é muito mais ousado com sua obsessão pela troca de passes. 

Fernando Diniz lamenta lance nos tempos de São Paulo
Fernando Diniz lamenta lance nos tempos de São Paulo Mauro Horita / Gazeta Press

Opostos na forma de pensar o jogo, Abel e Diniz têm algo em comum que causa reflexão no momento em que o Fluminense demite o veterano e contrata Diniz para comandar sua equipe.

O clube carioca vai na sequência com dois treinadores que, por motivos diferentes, são profissionais que causam um prazer mórbido em seus detratores quando fracassam.

Abel virou uma espécie de símbolo do futebol utrapassado. Suas derrotas são celebradas como se elas fossem barreiras derrubadas para uma suposta evolução do futebol brasileiro. Tolice: o barato do esporte mais popular do planeta é que existem formas diferentes de jogar e vencer.

Com Diniz, a secadeira é ainda maior. Nunca vi um treinador que gera tanta satisfação em seus críticos quando é demitido por resultados ruins com ele (no caso dele até mais na imprensa do que na torcida).

Diniz e seu tiki taka se tornaram algo intragável para muita gente. A ousadia do treinador, ainda que quase sempre não dê resultado, é visto como um devaneio de um maluco.

Abel e Diniz são analisados muito mais pelo jeito de pensar do que pelos resultados. Nos tropeços, são massacrados. Nas vitórias, diminuídos. Isso precisa mudar.

VEJA como foi a 1ª passagem de Fernando Diniz no Fluminense




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Vender o futuro para pagar o presente: a arriscada aposta do Barcelona para deixar de ser coadjuvante

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na volta das férias, uma passagem pelo balanço da janela de transferências da Europa me deixou estupefato.

Nunca imaginaria que o time europeu que mais gastou até o momento foi o Barcelona, segundo o site Transfermarkt.

Em frangalhos financeiros por anos de irresponsabilidades e gestões calamitosas, o clube catalão já torrou 153 milhões de euros, ou cerca de R$ 800 milhões, em reforços para o técnico Xavi.

Com uma marcação cerrada da liga espanhola, o Barcelona estava proibido de gastar.

Koundé durante sua apresentação como jogador do Barcelona
Koundé durante sua apresentação como jogador do Barcelona EFE/Enric Fontcuberta

Como não tem as mesmas facilidades dos times que têm bilionários como donos, o clube resolveu vender seu futuro para pagar o presente e deixar de ser coadjuvante tanto na Espanha quanto na Europa.

Para poder investir em reforços e ter a permissão para inscrevê-los, o Barcelona precisou vender ativos que valem muito dinheiro hoje, mas podem valer muito mais daqui a alguns anos.

Primeiro, vendeu por 607,5 milhões de euros 25% de seus direitos de televisão por 25 anos para uma empresa americana

Agora, por 100 milhões de euros, se desfez de forma definitiva de 24,5% do Barça Studios, o setor que cuida, entre outras coisas, das propriedades de metaverso, tokens e NFTs do clube.

Reforçado com Raphinha, Koundé e Lewandovski, o Barcelona, que já tinha uma nova geração promissora, ainda não está no nível de outros gigantes europeus, mas já tem time para voltar a ser protagonista na Europa e peitar o Real Madrid no Espanhol.

Mas não deixa de ser arriscada a estratégia do clube.

O Barcelona não teve paciência para fazer sua reconstrução cortando na carne, sofrendo por alguns anos para depois voltar aos bons tempos. Preferiu se desfazer do que pode valer muito mais no futuro para torrar uma fortuna e voltar a ser competitivo de forma imediata.

Fez bonito! Jules Koundé é apresentado pelo Barcelona, faz embaixadinha em campo e veste camisa; veja






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Marcos Leonardo e Neymar foram grandes; silêncio do Santos na selvageria contra Cássio é triste

Paulo Cobos
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Marcos Leonardo tem apenas 19 anos. Mas, em um momento em que jogadores veteranos e cartolas dão tantos maus exemplos, o atacante do Santos teve um atitude de gente grande na lamentável noite na Vila Belmiro que culminou com agressão de torcedores do seu clube no corintiano Cássio.

E não apenas por evitar que a agressão ao goleiro não tenha sido pior ainda no gramado. Mas pelas declarações maduras depois do jogo.

"Eu estava de frente, eu vi o torcedor indo no Cássio, ele estava de costas, tentei protegê-lo. Não preciso nem falar da pessoa dele, um fenômeno que está defendendo o Corinthians. O que eu não quero comigo eu não quero com os outros, então, felizmente, tentei ajudar ele, como poderia ajudar um torcedor meu ou qualquer um. Meus pais me deram o ensinamento de sempre ajudar o próximo".

Admirável.

Marcos Leonardo defende Cássio de agressão de torcedor do Santos após clássico na Vila Belmiro
Marcos Leonardo defende Cássio de agressão de torcedor do Santos após clássico na Vila Belmiro Guilherme Dionizio/Codigo 19/Gazeta Pres

Neymar tem 30 anos. Já errou muito na vida. Mas foi muito bem ao comentar nesta quinta-feira a selvageria na Vila, a casa do clube que o revelou e na cidade onde ainda sua família tem fortes vínculos. 

"Fico triste pela derrota do Santos, mas o que mais me entristeceu foi ver a atitude desse torcedor. No calor do momento é onde tomamos atitudes que nos fazem se arrepender e nos deixam com vergonha. Espero que isso sirva de lição pra todos os torcedores!".

Sensato.

Dois Meninos da Vila tiveram a coragem que faltou ao Santos.

Escrevo este texto quase 12 horas depois da noite em que torcedores do clube invadiram o gramado para agredir Cássio.

E nenhum dirigente do Santos apareceu para condenar tamanha barbaridade. Nenhuma palavra nas redes sociais do clube.

Um silêncio que é um vexame.

NOTA OFICIAL

No início da tarde desta quinta-feira, mais de 12 horas depois do caos na Vila Belmiro, o Santos enfim se pronunciou. Atrasado, mas de forma correta.

Veja a íntegra da nota santista.

Sobre os fatos ocorridos ao final da partida Santos x Corinthians pela Copa do Brasil na Vila Belmiro:

O Santos FC lamenta os fatos ocorridos ao final da partida contra o Corinthians, na noite de quarta-feira (13), na Vila Belmiro. O Clube não pode compactuar com atitudes agressivas, contra tudo o que o esporte prega, e lamenta ter sido palco para que vândalos travestidos de torcedores agissem como marginais.

Leonardo Valeriano de Souza, Roberto Henrique Sabioni, Tiago Rodrigues de Souza, Lucas da Silva Ramos, Cristopher Barbosa Barcelos, Matheus da Silva Pereira e Gabriel Andrade dos Santos foram detidos e identificados pela Polícia Militar, já tendo sido elaborados os respectivos Boletins de Ocorrência com a aplicação de pena restritiva de direitos aos mesmos, consistente em multa pecuniária em favor do Estado, denúncia junto ao Ministério Público.

Destes sete, o Santos FC já identificou que Gabriel Andrade dos Santos pertence ao quadro de sócios do Clube e iniciará o processo de expulsão. Eventuais danos financeiros que o Clube venha a sofrer, em razão dessa ocorrência, serão cobrados judicialmente dos infratores.

O Santos FC se desculpa com toda a sua torcida, com os atletas do time adversário, com a CBF e com o público em geral que assistiu a esses atos inaceitáveis.


Torcedores do Santos invadem gramado após o apito final, tentam agredir jogadores do Corinthians e são detidos pela polícia; veja imagens





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Último lugar que Cristiano Ronaldo deveria se humilhar pedindo emprego, e levando um não, era o PSG

Paulo Cobos
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Primeiro, o jornal francês "Le Parisien". Depois, com mais detalhes, o colega Julien Laurens da ESPN em Londres.

Os dois relataram que Cristiano Ronaldo, que resolveu não querer mais o Manchester United pelo clube estar fora da Champions League, ofereceu, por meio de seu empresário da vida toda, seus serviços para o PSG.

E levou um sonoro "não estamos interessados". 

Cristiano Ronaldo pelo Manchester United na Premier League
Cristiano Ronaldo pelo Manchester United na Premier League Daniel Chesterton/Offside/Offside via Ge

Na semana passada, escrevi que, para jogar a Champions, Cristiano Ronaldo teria que aceitar um salário menor e um papel de coadjuvante em um time poderoso ou aceitar a oferta de uma equipe média.

Deveria ter escrito mais uma coisa: que o último lugar que o craque português deveria pedir emprego era o PSG.

Com sua carreira espetacular, Ronaldo não poderia correr o risco de ser desprezado por um clube como o PSG, que na sua fase milionária com dinheiro árabe gastou uma fortuna justamente para ter jogadores midiáticos como o português.

O PSG teve Ibrahimovic, Buffon. Fez de Neymar o jogador mais caro do mundo até hoje. Não hesitou em abrir as portas para Messi quando o argentino ficou disponível no Barcelona.

Mas recusou Cristiano Ronaldo. Provavelmente por ele não ser mais o mesmo. Mas também por que ele não serve para jogar com Mbappé, Messi e Neymar.

O camisa 7 não precisava passar por isso já perto do final da carreira. O melhor a fazer é rever sua decisão de sair do Manchester United. Que não joga a Champions, mas que é muito maior que o PSG.




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Fernando Diniz campeão no Fluminense é o melhor que poderia acontecer para o futebol brasileiro

Paulo Cobos
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Com quase 30 anos de futebol no jornalismo, passei a torcer mais por pessoas do que por clubes ou seleções.

Hoje, em 2022, estou na torcida para Fernando Diniz conquistar algum título no Fluminense.

Não só por ter uma simpatia por ele (mesmo nunca estando com ele pessoalmente) desde os tempos do Audax, pela sua ousadia e coragem em jogar sempre de acordo com suas ideias e por suas entrevistas muito melhores do que a média dos técnicos brasileiros.

Fernando Diniz durante treinamento do Fluminense
Fernando Diniz durante treinamento do Fluminense MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

O Brasileiro é muito difícil. A Copa do Brasil só um pouco menos. Mas nada seria melhor para o futebol brasileiro do que Diniz ganhar uma dessas competições pelo clube carioca.

Na sua segunda passagem pelo clube carioca, Diniz faz o melhor trabalho de um treinador de uma equipe da primeira divisão do país.

Como ele, Felipão e Abel Ferreira também brilham, mas o primeiro da forma conservadora de sempre e o segundo na esteira de um longo trabalho no elenco estrelado do Palmeiras.

Diniz chegou em maio no Fluminense, um time com um elenco de razoável para bom, mas enxuto.

Depois de 17 jogos, o aproveitamento é de ótimos 71%. A média de gols marcados supera os dois por jogo. A defesa, sempre o ponto fraco de Diniz, desta vez funciona, com o time sofrendo apenas 11 gols nas 17 partidas sob o comando de Diniz.

Estão lá no Fluminense o alto número de passes trocados, mas também a segunda menor média de faltas cometidas.

O time de Diniz joga hoje o futebol mais agradável de se assistir no país.

Mas nesta terça-feira, quando o Fluminense decide uma vaga nas quartas de final contra o Cruzeiro no Mineirão, Diniz mais uma vez irá apanhar em caso de eliminação.

Já escrevi aqui sobre o prazer quase mórbido dos críticos de Diniz nas suas derrotas.

Sigo achando isso algo bizarro. Torcer pelo sucesso de Diniz é torcer por um futebol melhor. O jogo no Brasil seria muito mais bonito se mais treinadores fossem como ele.




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Fernando Diniz campeão no Fluminense é o melhor que poderia acontecer para o futebol brasileiro

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Imagine se fosse assim com você no seu trabalho: o 'Big Brother' dos árbitros brasileiros

Paulo Cobos
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Imagine você trabalhando no seu escritório sendo filmado por câmeras durante todo o horário do expediente.  Alguém pronto para indicar quando você cometer erros. Um sujeito que você não vê te pressionando por um fone de ouvido barulhento para rever uma decisão que você tomou.

Imagine ainda ter tudo o que você fale sendo gravado para ser usado contra você.

Deve ser difícil qualquer ser humano não se sentir pressionado profissionalmente em uma situação dessa. Se você concorda comigo, pense duas vezes antes de dizer que todos os árbitros do futebol brasileiro são uma grande porcaria.

Hulk se irrita com Daronco em Atlético-MG x São Paulo
Hulk se irrita com Daronco em Atlético-MG x São Paulo GILSON JUNIO/W9 PRESS/GAZETAPRESS

É evidente que o nível do apito brasileiro está longe do ideal, e muito abaixo do que acontece em outros países.

Mas o fato é que a exposição no melhor estilo "Big Brother" que o trabalho deles se transformou só piorou a coisa.

O VAR deveria só ajudar, mas, principalmente no Brasil, é manipulado por gente ainda pior preparada e só aprofunda o caos.

Agora, depois das graves acusações de Hulk a Anderson Daronco, muita gente quer escutar o áudio de tudo o que o musculoso árbitro falou na partida.

Não deve ser fácil trabalhar sabendo que câmeras te vigiam. E pensar sempre no que vai falar por que está sendo gravado o tempo inteiro. E não tem prêmio milionário para o vencedor do "Big Brohter" do apito. Afinal, do que jeito que as coisas estão, nem vencedor vai ter.

'A comissão de arbitragem deveria evitar botar o Daronco para apitar os jogos do Atlético-MG': Sérgio Coelho, após polêmicas no empate contra o São Paulpo



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Imagine se fosse assim com você no seu trabalho: o 'Big Brother' dos árbitros brasileiros

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Cássio explica o que deveria ser inexplicável: Corinthians estar mais vivo que Flamengo na temporada

Paulo Cobos
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O Corinthians é o vice-líder do Brasileiro. O Flamengo é apenas o oitavo colocado.

 O clube paulista está com vaga praticamente assegurada nas quartas de final da Copa do Brasil, depois de golear o Santos por 4 a 0 no jogo de ida das oitavas. O time carioca precisar reverter a derrota de 2 a 1 para o Atlético-MG para seguir vivo no torneio nacional mata-mata.

Os dois clubes mais populares do país vão se enfrentar nas quartas de final da Libertadores.

Com o elenco que o Flamengo tem, e com o Corinthians esfacelado, deveria ser inexplicável o alvinegro paulista estar mais vivo na temporada que o rubro-negro carioca.

Cássio durante jogo entre Corinthians e Flamengo pelo Brasileirão
Cássio durante jogo entre Corinthians e Flamengo pelo Brasileirão Peter Leone / O Fotografico / Gazeta Pre

Mas exista e explicação. E ela se chama Cássio.

Com atuações memoráveis na temporada, como neste domingo na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, o goleiro corintiano é o principal responsável por seu clube seguir disputando os três principais títulos da temporada.

Corinthians e Flamengo tiveram apenas lampejos de bom futebol em 2022. Mas o primeiro tem Cássio.

Os números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, provam que Vítor Pereira precisa agradecer seu goleiro.

Entre os goleiros com pelo menos 5 jogos no Brasileiro, Cássio é o maior paredão, defendendo 81% das finalizações dos adversários.

Ele também é o rei dos "cleansheets",  a expressão em inglês para os goleiros que terminam os jogos sem serem vazados.

Cássio entrou em campo 36 vezes na temporada. Em metade delas, não levou gol. Tirando as partidas do Paulista, ele não foi vazado em 54% dos jogos que disputou, superando (também sem levar em conta o Estadual), o palmeirense Weverton, que joga na melhor equipe do país.



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417 gols na carreira, 199 pelo Fluminense, 28 caipirinhas: Fred é um 'herói imperfeito' do futebol brasileiro

Paulo Cobos
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Nem os heróis são perfeitos. Prova disso é o atacante Fred, que neste sábado, no jogo do Fluminense contra o Ceará, encerra uma carreira de quase 20 anos de jogador profissional.

O atacante mineiro de 38 anos é um dos jogadores mais subvalorizados da história do futebol brasileiro.

Fred marcou inacreditáveis 417 gols na carreira, sendo 199 pelo Fluminense (é o segundo maior artilheiro do clube carioca).

Fred marcou contra o Corinthians, para delírio dos torcedores do Fluminense no Maracanã
Fred marcou contra o Corinthians, para delírio dos torcedores do Fluminense no Maracanã MARINA GARCIA / FLUMINENSE FC

Fred é o maior goleador do Brasileiro na era dos pontos corridos, com 158 gols. O segundo da competição sob todos os formatos. Ninguém marcou mais gols do que ele na Copa do Brasil (37). É o terceiro brasileiro que mais balançou as redes pela Libertadores (25).

Fred foi três vezes campeão francês. Conquistou dois brasileiros. Jogou uma Copa do Mundo, em 2006, na mais estrelada seleção brasileira do século.

Mas muita gente lembra dele apenas como o "cone" da Copa de 2014.

Fora de campo, Fred foi também um herói humano.

Com um carisma arrebatador, talento raro nas redes sociais e coragem para falar o que pensa, foi por quase 20 anos alguém impossível de ignorar no futebol.

Só que Fred, como eu, você e qualquer pessoa, pisou muito na bola. 

Algumas sérias, como a conturbada troca do Cruzeiro pelo Atlético-MG em 2017. Outras absolutamente pitorescas, como quando convocou entrevista para mostrar nota fiscal que havia consumido 28 caipirinhas com amigos, e não 60 como alguns meios de comunicação divulgaram.

Fred vai fazer uma falta absurda. Pelos seus gols, pelo carisma. Também pelos defeitos. Bom lembrar com ele que heróis também não são perfeitos.

Fluminense: APERITIVO? Fred canta 'Farol das Estrelas', de Belo, e adianta sobre despedida: 'Galera vai chorar'; VEJA




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Rony é o jogador mais decisivo em 3 anos de Libertadores; Abel vai ter que subir a 'nota 7'

Paulo Cobos
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"O Rony, com a bola, é (nota) 7. Se ele fosse, com a bola, (nota) 9 ou 10, ele não estava no Palmeiras, estaria no Barcelona, ou no Bayern de Munique. Não é à toa que já há muitos clubes que o querem". 

Em março passado, Abel Ferreira, o técnico do Palmeiras, defendeu a importância tática de seu atacante e deixou claro que não gostaria de perdê-lo, mas sendo sincero sobre a qualidade técnica do jogador.

Talvez esteja na hora do técnico português subir a nota de Rony com a bola.

Rony vibra após gol marcado pelo Palmeiras
Rony vibra após gol marcado pelo Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras

Os números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, mostram que o atacante do Palmeiras é o jogador mais decisivo da Libertadores desde 2020, quando chegou ao alviverde.

Na atual e nas últimas duas Libertadores, nenhum jogador marcou tantas vezes como Rony. Com os dois gols que marcou contra o Cerro Porteño nesta quarta-feira, ele soma 18 gols na competição sul-americana no período, um a mais que Gabigol.

Acha pouco?

Saiba então que Rony também briga para ser o maior assistente na Libertadores desde 2020.

Foram dez passes para gols dos companheiros, incluindo o que encontrou Breno Lopes no gol do título de 2020 contra o Santos.

Mais do que isso, só o flamenguista Arrascaeta, que tem 11 assistências nas últimas três Libertadores.

Se "com a bola" Rony ainda não leva um 10, pelo caráter ele leva nota máxima.

O gol de bicicleta contra o Cerro é mais uma prova disso. Ele tentou o lance seguidas vezes. Nunca desistiu.

Assim como não desistiu quando era cornetado pela torcida palmeirenses nos primeiros meses do clube.

Rony é uma combinação perfeita de talento (sim) e entrega. E deve ser um cara sensacional para compartilhar um churrasco.

Rony assiste a golaço de bicicleta na Libertadores e desabafa: 'Falei que não ia desistir' 


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Rony é o jogador mais decisivo em 3 anos de Libertadores; Abel vai ter que subir a 'nota 7'

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Freguês corintiano, Bombonera, Riquelme, Vidal, timidez contra racismo: Boca é o grande perdedor de 2022

Paulo Cobos
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Já escrevi aqui a inveja que tenho do Boca Juniors. Sigo considerando que o clube é, e provavelmente será para sempre, o maior time de futebol da América do Sul, na frente de qualquer brasileiro.

Quanto maior seu patamar, maior é o impacto quando as coisas não dão certo. E isso torna fácil indicar o Boca como o grande perdedor do futebol sul-americano em 2022.

A eliminação nos pênaltis contra o Corinthians esfacelado, e com um futebol medíocre, foi o ponto final da temporada internacional do clube. E esteve longe de ser a única coisa para se lamentar.

Dario Benedetto após a eliminação do Boca Juniors para o Corinthians na Conmebol Libertadores
Dario Benedetto após a eliminação do Boca Juniors para o Corinthians na Conmebol Libertadores Stringer/Anadolu Agency via Getty Images

O temido Boca jogou quatro vezes contra o Corinthians em 2022. Não ganhou nenhuma e marcou um mísero gol. Como já vem acontecendo há alguns anos, a Bombonera deixou de ser o alçapão temido para times brasileiros

O Boca hoje é comandado por um ídolo eterno, mas que não é capaz de viajar para acompanhar o time longe de Buenos Aires nos jogos da Libertadores. Riquelme ainda tem como cartola uma lista de equívocos e falta de habilidade no mercado.

Depois de dizer que "Vidal nasceu para jogar no Boca", viu o argentino não hesitar para escolher o Flamengo.

Todos esses fracassos devem doer, mas são do campo.

O motivo que faz o Boca Juniors o maior derrotado do futebol sul-americano em 2022 é a reação tímida do clube contra os seguidos atos de racismo de alguns de seus torcedores.

Quando alguém imitava um macaco, o clube soltava uma nota oficial lamentando e prometendo punições, e nada de concreto acontece.

Antes do jogo desta terça-feira contra o Corinthians, divulgou um comunicado em que gastou mais linhas para alertar os torcedores das punições esportivas e econômicas que o clube pode sofrer por atos racistas do que condenar essa prática odiosa.

O Boca é gigante. Mas deve aprender com o tanto que errou no futebol sul-americano em 2022.

Benedetto teve noite PARA ESQUECER na Bombonera contra o Corinthians; VEJA 


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Não importa o que acontecer na Bombonera e no resto de 2022: Vítor Pereira já tem legado no Corinthians

Paulo Cobos
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Acho muito difícil o Corinthians passar pelo Boca Juniors nesta terça-feira nas oitavas de final da Libertadores. Considero impossível o time ser campeão brasileiro. Chance de título real, ainda que difícil, só na Copa do Brasil.

Não sou grande entusiasta do futebol que o Corinthians apresenta sob o comando de Vítor Pereira.

Mas tenho certeza que o técnico português, mesmo que cumpra seu contrato sem ganhar uma taça, já conseguiu algo raro para qualquer treinador em um clube brasileiro: deixar um legado.

Vítor Pereira comanda treino do Corinthians no CT Dr. Joaquim Grava
Vítor Pereira comanda treino do Corinthians no CT Dr. Joaquim Grava Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

Vítor Pereira é o primeiro técnico do clube em décadas que não tratou a categoria de base corintiana como se fosse mesmo um "terrão" em que talento só surge pelo acaso.

É evidente que o português teve que recorrer muitas vezes aos jogadores revelados no clube por falta de opções e lesões dos veteranos.

Mas desde o primeiro dia de trabalho ele deixou claro que acreditava mais nas crias do clube do que em jogadores com muito mais fama hoje que bom futebol.

Raul Gustavo, João Victor, Du Queiroz, Mantuan, Adson. ´Todos eles foram titulares muitas vezes não por falta de opções, mas por que Vítor Pereira acreditava neles.

O português, em vez de ficar pedindo reforços caros a cada derrota ou desfalque, olhou para a base corintiana.

Há muito tempo o Corinthians deveria ter aprendido que a solução para um clube tão endividado está no "terrão".  É lá que o clube pode revelar jogadores que tragam resultados no campo e depois sejam vendidos com grande lucro.

Precisou um técnico português chegar para mostrar o caminho.

Libertadores: Corinthians visita Boca Juniors contra mais de 60 anos de tabu na Bombonera; RELEMBRE 



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'Salário modesto', banco ou time que não briga por título: as alternativas para Cristiano Ronaldo jogar a Champions

Paulo Cobos
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Cristiano Ronaldo resolveu deixar o Manchester United. O motivo principal seria seu desejo de jogar a Champions League, competição que não foi capaz de classificar o time na última Premier League.

Nesta segunda-feira, alegando "razões familiares", não se apresentou para a pré-temporada do United.

Para alguém com o ego tão grande como Ronaldo, realmente ficar de fora da maior competição de clubes do mundo deve ser mesmo frustrante. 

Cristiano Ronaldo em ação pelo Manchester United
Cristiano Ronaldo em ação pelo Manchester United Getty Images

Mesmo que isso signifique dar um pontapé no bom profissionalismo e desprezar o contrato que assinou para receber a cada semana o equivalente a R$ 3,1 milhões, ou inacreditáveis R$ 443 mil por dia.

Mas o fato é que grandes estrelas sempre conseguem jogar onde querem, e Ronaldo vai acabar em um clube que vá disputar a Champions League.

Agora, vamos para o lado dos interessados.

Cristiano Ronaldo é sem dúvida um dos dez maiores jogadores de todos os tempos. Mas não pelo que joga atualmente, prova dos resultados medíocres de Juventus e Manchester United com ele nos últimos anos.

É evidente que o português seria útil para qualquer clube europeu, mas sob algumas condições.

Primeiro, tem que admitir que para jogar em um candidato ao título precisa baixar, e muito, o seu salário, numa espécie de remuneração que na NBA se chama o "mínimo para veteranos". E eles aceitam mesmo com um papal de coadjuvante pela chance de ser campeão.

Se quer mesmo jogar em um candidato real ao título, Ronaldo também terá que aceitar a opção de muitas vezes ser uma opção no banco de reservas: não o vejo titular na maioria dos grandes favoritos a conquistar a Champions.

Mas é bem provável que o português não abra mão nem de dinheiro e nem de se titular absoluto.

Nesse caso, vai acabar em um time intermediário, do tipo que oitavas de final da Champions já é para celebrar. Nesse caso, eu ficaria no Manchester United, ganhando uma fortuna em um dos maiores clubes do mundo e na maior liga nacional do planeta.

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Rejeitado aos 30, Neymar é muito jovem para viver na base do 'vão ter que me engolir'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Vocês vão ter que me engolir". A frase imortalizada no futebol por Zagallo vai estar na boca de Neymar por muito tempo.

Nesta semana, segundo o jornal espanhol "El País", o PSG comunicou ao brasileiro que não o quer mais (nenhuma das partes desmentiu). Um gênio dentro de campo, Neymar não despertou o interesse esperado em outros clubes por sua qualidade depois disso.

É verdade que ele é caro, muito caro. Mas o que parece conspirar contra o brasileiro é seu comportamento fora de campo.

Neymar em partida contra o Manchester City no Etihad Stadium
Neymar em partida contra o Manchester City no Etihad Stadium Simon Stacpoole/Offside/Offside via Gett

Comentaristas da ESPN inglesa que foram jogadores do Chelsea refutaram a ideia do clube contratar Neymar, com um deles dizendo que o time seria um "circo" com ele no elenco.

O fato é que Neymar sofre uma enorme rejeição hoje no futebol europeu, seja no clube que pagou mais de R$ 1 bilhão por ele como para torcedores e analistas de possíveis destinos.

Inacreditável isso para um jogador que deveria estar no auge da carreira.

Quando Zagallo soltou seu famoso "vão ter que me engolir", em 1997, ele já era um treinador na reta final da carreira e decadente.

Para Neymar, parece restar a mesma opção. Para deixar de ser um pária no futebol, ele vai ter que gritar que "vão ter que o engolir".

Eu ainda acredito que ele vai calar todos os críticos. Mas é triste ver alguém vivendo dessa forma com tanto talento e tão jovem.

Neymar no Chelsea? Brasileiro foi alvo de críticas de ex-Chelsea e campeão do mundo no ESPN FC europeu: 'Circo'


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Estava no Sarriá e no 7 a 1, mas também no penta: eu vi o mais importante em 40 anos de seleção

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Antero Greco, gigante no jornalismo e no caráter, eu sei que estava no estádio nos três momentos mais importantes da seleção brasileira nos últimos 40 anos: a dolorosa derrota do Sarriá, o humilhante 7 a 1 no Mineirão e a conquista do penta em Yokohama.

Não devem haver muito mais pessoas que foram testemunhas presenciais desses três episódios.

Eu fui.

Na Espanha, em 1982, com 12 anos, estava na arquibancada na triste derrota para a Itália que mandou o encantador time de Telê Santana para casa.

Já na ESPN, fiquei envergonhado com os 7 a 1 da Alemanha no Mineirão na Copa de 2014.

Como repórter da "Folha de S. Paulo", também estava no estádio em Frankfurt, na derrota para a França em 2006, e em Port Elizabeth, na eliminação diante da Holanda em 2010.

Tinha tudo para ser apenas um grande pé frio com a seleção.

Ronaldo 'Fenômeno' comemorando o título do Brasil na Copa do Mundo de 2002
Ronaldo 'Fenômeno' comemorando o título do Brasil na Copa do Mundo de 2002 DANIEL GARCIA/AFP via Getty Images

Mas eu também estava em Yokohama, quando Ronaldo Fenômeno fez dois gols contra a Alemanha e o Brasil de Felipão conquistou o pentacampeonato.

Nas derrotas, o trabalho do jornalista é mais desafiante. Os jogadores e treinadores falam menos, temos que tentar explicar os motivos do fracasso, projetar imediatamente o que vai mudar na seleção.

Lembro que trabalhei de forma alucinada nas 24 horas seguintes ao título conquistado no Japão.

Só que a sensação de exaustão era diferente das muitas derrotas que testemunhei do Brasil em Copas.

Como jornalista, sempre fui ranzinza com a seleção.

Mas há exatos 20 anos, naquele 30 de junho de 2002, tudo foi diferente. Por alguns minutos, entre o final do jogo e começar a escrever, vibrei, achei o corte de cabelo de Ronaldo o máximo, esqueci que Marcos tinha sido o carrasco do meu time várias vezes e até achei Felipão simpático.

Foi inesquecível.




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Estava no Sarriá e no 7 a 1, mas também no penta: eu vi o mais importante em 40 anos de seleção

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Jogador brasileiro treme para bater pênalti na Libertadores? Veja se é verdade ou lenda

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Hulk perdeu um pênalti nos acréscimos, e o Atlético-MG só empatou com o Emelec na abertura das oitavas de final da Libertadores. Pelo local do jogo e o nível do adversário, pior foi o pênalti desperdiçado por Roger Guedes ainda no primeiro tempo no empate sem gols do Corinthians contra o Boca Juniors em Itaquera.

A noite terminou com muitas cornetas no sentido que jogador brasileiro treme na hora de bater pênaltis na Libertadores.

Não é bem assim.

Hulk antes de cobrar pênalti pelo Atlético-MG
Hulk antes de cobrar pênalti pelo Atlético-MG Pedro Souza/Atlético-MG

Pelo TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, é possível detalhar o aproveitamento dos batedores de pênaltis por nacionalidade em todas as Libertadores desde 2014 (nessa conta entram apenas as cobranças durantes os jogos).

Se alguém resolver olhar apenas para 2022, na edição atual, vai ficar mesmo decepcionado com o desempenho dos brasileiros. 

Jogadores do país tiveram nove chances de marcar na cobrança de pênaltis, e quatro perderam: além de Hulk e Roger Guedes, Fábio Santos, do Corinthians, e Pablo, do Athletico-PR, também erraram.

O aproveitamento de 55,6% fica abaixo do registrado por atletas de outros países: 62,5%.

Mas, levando em conta o que aconteceu na Libertadores entre 2014 e agora, os brasileiros são levemente melhores que a média dos gringos: 74,4% contra 73,5%.

Foram 82 cobranças de brasileiros e 61 convertidas. Destaque positivo para Gabigol, que acertou os oito pênaltis que bateu. E negativos para Hulk e Luan (ambos perderam duas cobranças, sempre contando apenas os pênaltis marcados pelos árbitros durante os jogos).

Tidos como mais frios em momentos agudos, os argentinos são bem piores que os brasileiros em cobranças de pênaltis.

Desde 2014, eles tiveram 101 cobranças na Libertadores, convertendo apenas 69, um aproveitamento de 68,3%. 

Libertadores: Veja como Róger Guedes e Hulk 'travaram' vitórias de Corinthians e Atlético-MG



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Petraglia 'passou o trator' para fazer Athletico-PR grande; imagine se ele gostasse da torcida do próprio clube

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Torcida? O que além de encherem o saco fizeram? Nada! Não me façam me arrepender pelo que fiz para esse time de bairro que em 70 anos treinava na praça na frente da belíssima baixada". 

Essa frase foi escrita por Mario Celso Petraglia, o eterno presidente do Athletico-PR, em 2020, durante um bate boca com um seguidor do clube em uma rede social.

Lembrei disso nesta segunda-feira, quando o cartola se enfureceu depois que um repórter perguntou ao volante Fernandinho o motivo de ele ter escolhido o Athletico-PR mesmo com "ofertas de clubes grande". 

Arena da Baixada é a casa do Athletico-PR
Arena da Baixada é a casa do Athletico-PR Gabriel Machado/NurPhoto via Getty Image

Petraglia disparou contra praticamente todos os clubes grandes do Brasil. O trecho contra o Santos foi o mais enfático

"O Athletico passou o Santos de trator. Não passou naquilo que leva décadas, que é formação de torcida. Mas no resto, o que o Santos significa perto do Athletico-PR? O Santos baixou seu teto porque está quebrado". 

Não tenho dúvidas que o projeto de Petraglia no Athletico-PR é uma das maiores histórias de sucesso do futebol brasileiro.

Mas o que quero discutir é a parte em que o cartola admite que o clube vai "levar décadas na formação de torcida". 

Mesmo com quase duas décadas de bons resultados do projeto do dirigente, o Athletico-PR é um fracasso de público.

Em pesquisas nacionais de torcidas, como do Datafolha em 2019 e da XP agora, o clube nem consegue pontuar, fica no traço.

No Brasileiro-22, nos jogos em casa, o Athletico-PR, apesar da ótima campanha, tem apenas a 12a maior média de público, com pouco mais de 16 mil pagantes. Fica atrás do rival Coritiba, o 10o, com quase 22 mil pagantes por partida.

Com certeza, Petraglia poderia acelerar o processo, começando por gostar da própria torcida.

O dirigente tem um histórico de desprezar a torcida do Furacão, como fez no twitter em 2020 e nas inúmeras vezes que fez pouco caso da presença de torcedores na Arena.

Nesta segunda-feira, fez outra proposta esdrúxula, como permitir a volta de faixas e instrumentos musicais apenas se a torcida do Athletico-PR não viajar mais para os jogos do clube fora de casa. 

Petraglia  não faz questão alguma de ser simpático. Essa antipatia muitas vezes se reflete no clube, o que dificulta o plano de ganhar torcida.

Mas melhor repensar como trata quem já ama o Athletico-PR. Sem eles, o clube não se manterá grande. Não importa o CT e o estádio lindos.

De Palmeiras com mecenas a gaúchos endividados, Petraglia metralha clubes do Brasil: 'Athletico-PR passou o Santos de trator'



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Se 'futebol é momento', veja como chegam os rivais brasileiros nas oitavas da Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em mata-mata de Libertadores, o torcedor brasileiro costuma muito mais olhar para a história do rival da sua equipe do que pelo desempenho recente. 

O blog resolve então mostrar como foram os últimos dez jogos dos seis times que vão enfrentar clubes do Brasil nesta fase do torneio na edição de 2022, que começa nesta terça-feira com ampla cobertura dos canais ESPN.

Se "futebol é momento", veja quem tem mais motivos para se preocupar.

Atlético Nacional vence Tolima, rival do Flamengo, e conquista Campeonato Colombiano
Atlético Nacional vence Tolima, rival do Flamengo, e conquista Campeonato Colombiano Divulgação Atlético Nacional

ATLETICO-PR X LIBERTAD
Pela fase atual, o clube paraguaio é o rival mais duro de um brasileiro nas oitavas da Libertadores. Nos últimos dez jogos, o Libertad ganhou oito vezes, empatou uma e perdeu uma (justamente para o Athletico-PR na fase de grupos do torneio continental). O time teve triunfos locais contra os gigantes Olímpia e Cerro. Marcou 19 gols e sofreu apenas 5 nas últimas dez vezes que entrou em campo. Lidera o Campeonato Paraguaio, com apenas uma derrota em 21 partidas.

PALMEIRAS X CERRO PORTEÑO
Dono da melhor campanha na fase de grupos, o Palmeiras, assim com o Athletico-PR, tem um adversário paraguaio pela frente nas oitavas. O Cerro é o vice-líder do campeonato local, sete pontos atrás do Libertad. Nos últimos dez jogos, venceu só cinco, empatou dois e perdeu três. O ataque foi pouco produtivo, marcando apenas 12 gols, mas a defesa funcionou muito bem, sendo vazada apenas seis vezes.

CORINTHIANS X BOCA JUNIORS
Por história, o Boca é sempre o mais temido adversário para um brasileiro na Libertadores. Para piorar, o time que o Corinthians vai enfrentar está numa fase bem melhor que quando os times se enfrentaram na fase de grupos. Nos últimos dez jogos, o Boca ganhou seis, empatou dois e perdeu apenas dois. Fez 17 gols e sofreu apenas nove. Ganhou a Copa da Liga e, depois de cinco rodadas, ocupa a quarta posição no Argentino.

FLAMENGO X TOLIMA
Poderia ser pior, mas o Flamengo vai enfrentar um rival embalado nas oitavas. Neste domingo, o Tolima por pouco não conquistou o Campeonato Colombiano. Ganhou por 2 a 1 do Nacional, mas como havia perdido por 3 a 1 o primeiro jogo da final ficou sem a taça. Nas últimas dez partidas que fez, foram seis vitórias (uma contra o Atlético-MG no Mineirão), dois empates e duas derrotas. Foram 17 gols marcados e nove sofridos.

ATLÉTICO-MG X EMELEC
Além de tradição, o Emelec não assusta o Atlético-MG por seu momento atual. Depois de 15 rodadas, é apenas o sexto colocado no Campeonato Equatoriano. Nos últimos dez jogos, venceu só quatro, perdeu outros quatro e empatou dois. Foram 19 gols marcados, mas a conta é inflada pelos 7 anotados no Independiente Petrolero (BOL) na fase de grupos da Libertadores. A defesa se portou bem, com dez gols sofridos em dez partidas.

FORTALEZA X ESTUDIANTES
Sobra tradição ao Estudiantes de La Plata, mas a fase não é das melhores. Nas últimas dez partidas que fez, foram só quatro triunfos, com dois empates e quatro derrotas. O saldo de gols é negativo, com nove marcados e 14 sofridos. Com apenas duas vitórias em cinco rodadas, ocupa uma modesta 14a posição no Campeonato Argentino.

Técnico do Boca Juniors, Battaglia aponta os dois favoritos para título da Libertadores; VEJA

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Messi faz 35; se resolver parar antes dos 36, campeão do mundo com a Argentina, seria a mais linda história

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Messi completa nesta sexta-feira, 24 de junho, 35 anos.

Longe dos melhores tempos, teve uma inédita temporada de coadjuvante no PSG. Quase sempre paradão em campo, não consigo imaginar ele em nenhuma lista dos 10 melhores jogadores do mundo atualmente.

Segundo site especializado em valores de mercado de jogadores, o argentino tem hoje ainda uma cotação de 50 milhões de euros. Parece exagerado.

Lionel Messi durante compromisso pela seleção argentina
Lionel Messi durante compromisso pela seleção argentina Ander Gillenea/Getty Images

Messi não dá sinais que vai se aposentar logo. Mas, se eu pudesse escolher o desfecho da carreira do maior jogador de futebol que qualquer ser humano com menos de 60 anos viu atuar, gostaria que ele estivesse aposentado antes dos 36.

Para isso, ele precisa ganhar sua primeira Copa do Mundo, em dezembro, no Qatar.

Nenhuma história do futebol seria tão linda como Messi levantar a taça de campeão do mundo com a camisa 10 da Argentina e logo depois dizer que vai pendurar as chuteiras.

Por que Messi não terá mais nenhum desafio na carreira.

Ele ganhou todos os títulos possíveis de clubes com o Barcelona, quando parecia que a seleção estava em segundo plano na sua carreira.

Agora, a coisa se invertou. Messi sempre está feliz com a camisa do seu país. Longe de ser brilhante, se mata em campo pela Argentina.

Gosto mais dos grandes craques que seleções. Por isso, torço para Messi ser campeão do mundo. Para que ninguém mais ouse  falar que alguém foi melhor do que ele. Pelé não conta. Ele é de outro planeta.

Messi faz 35 anos! Recorde o melhor do começo de carreira da lenda na base do Barcelona


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Messi faz 35; se resolver parar antes dos 36, campeão do mundo com a Argentina, seria a mais linda história

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Um Google meia boca mostra que homofobia de torcida não deveria ter clubismo na discussão

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta quarta-feira, nas oitavas de final da Copa do  Brasil, foi a vez da torcida do Atlético-MG fazer o papelão dos gritos homofóbicos no jogo contra o Flamengo.

Muitos flamenguistas se indignaram nas redes. Tenho certeza que a maioria deles fez isso por que realmente acredita que chegou a hora de dar um basta nisso. 

Mas provavelmente alguns só reclamaram por ter acontecido com o clube do coração, torcendo por uma punição para o clube rival. E isso é o comportamento padrão dos torcedores de todos os clubes.

Basta uma pesquisa rápida no Google para provar isso. Entre no seu navegador preferido e escreva na busca "gritos homofóbicos torcida" e na sequência o nome de algum clube brasileiro.

Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês
Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês Getty Images

Vão aparecer notícias de praticamente todos os clubes grandes (e muitos médios e pequenos) em que suas torcidas praticaram homofobia nas arquibancadas.

Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, Grêmio, Cruzeiro, Ceará, Cuiabá, Náutico, etc.  Todos têm episódios de gritos homofóbicos de suas torcidas.

Já defendi, e continuo pensando assim, que punir exemplarmente um clube grande, como o Corinthians, com perda de pontos seria uma medida correta pedagógica para começar a dar um basta nesta idiotice.

Podem acreditar que não sou torcedor de um rival corintiano. Muito pelo contrário.

Na luta contra a homofobia, como em tantos assuntos importantes do futebol brasileiro, o clubismo torna o debate pobre.

Não é achando que vantagem ou punição seu clube pode levar que vamos resolver os problemas do futebol do Brasil. E gritos homofóbicos nas arquibancadas são sim um problema grave.

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Chega de hipocrisia: PSG deveria ter mais coragem para dizer que não quer mais 'ostentação' Neymar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O que era algo velado, ganhou força nesta segunda-feira, quando Nasser Al-Khelaifi, o presidente do PSG, concedeu várias entrevistas para jornais europeus.

Questionado várias vezes se Neymar está nos planos do clube, o cartola falou em tom de ameaça ao brasileiro.

A forma mais enfática foi na conversa com o "Le Parisien", jornal local e um feroz crítico de Neymar.

Ao diário, Nasser diz que o PSG vai viver uma nova era. "Não queremos mais ser chamativos, bling-bling (ostentação). É o fim do gliter", afirmou o dirigente, que foi então questionado pelo repórter. 

Neymar comemorando um aniversário em Paris
Neymar comemorando um aniversário em Paris Reprodução Instagram @neymarjr

"Você nos diz que é o fim do bling-bling em Paris, mas Neymar é o protótipo de jogador bling-bling.  Ele ainda tem futuro no PSG?"

Nasser respondeu assim: “Espero que todos os jogadores façam muito mais do que na temporada passada. Muito mais. Para a próxima temporada, o objetivo é claro: trabalhar todos os dias a 200%. Dê tudo o que temos para esta camisa, dê o máximo e veremos o resultado. Temos que nos tornar humildes novamente. Você tem que mudar para evitar lesões, suspensões e faltas que viram o jogo de cabeça para baixo.  Você tem que se disciplinar, dentro e fora do campo."

O presidente do PSG também deveria ser mais "claro" sobre Neymar.

É evidente que o clube francês não quer mais o brasileiro, longe de ser querido pela torcida e que a passou a ter a implicância, também velada, de Mbappé, o novo dono do time.

Por isso, deveria deixar a hipocrisia de lado e falar com todas as letras que Neymar não faz parte dos planos.

Quando contratou o brasileiro, o PSG sabia quem estava contratando. Neymar é sim um jogador "ostentação", e isso para o bem ou para o mal. 

Se revolveu mudar de opinião, o clube deve jogar limpo. Ficar mandando ameaças pela imprensa para o seu camisa 10 é coisa de covarde. Se não quer mais o jogador, o PSG que diga isso olho no olho. 

Ou deixe claro que a partir de agora Neymar vai ter que deixar de ser 'bling-bling'. Simples assim.

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Com o que tem, Rogério Ceni não pode fazer muito mais do que faz no São Paulo

Paulo Cobos
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Sob o comando de Rogério Ceni em 2022, o São Paulo foi vice-campeão paulista, perdendo a decisão para o Palmeiras, um rival hoje anos na frente em todos os sentidos.

Está nas oitavas de final da Copa do Brasil e fez campanha irretocável na primeira fase da Copa Sul-Americana.

No Brasileiro, caiu para o nono lugar após a derrota para o mesmo Palmeiras nesta segunda-feira, mas está a apenas três pontos da terceira colocação.

Rogério Ceni
Rogério Ceni Rubens Chiri/São Paulo F.C.

Mas a torcida grita que o "time é sem vergonha". Rogério é massacrado por suas substituições, muitas equivocadas mesmo.

O são-paulino precisa se conformar. Com o que tem nas mãos, Rogério Ceni não pode fazer muito mais do que fez até agora.

A verdade, dura, é que o elenco do São Paulo não é para brigar por títulos, ainda mais em uma época que o futebol brasileiro tem três clubes de nível técnico muito superior aos demais.

Os reforços que o São Paulo contratou para a temporada nunca me empolgaram. Os garotos da base são bons, mas nenhum é fora de série. A estrutura corroída do clube conspira contra a condição física do time.

Claro que Rogério comete erros, como mais uma vez se eximir de culpa após a derrota para o Palmeiras. E que os jogadores cometem falhas individuais.

Mas o São Paulo de 2022 tem um limite claro. E ele já foi praticamente atingido. Sonhar com títulos hoje é um delírio.

Ceni cita gritos de torcedores do São Paulo e é direto: 'Teu treinador não é burro'


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