Adoração por zagueiros estrangeiros revela crise nacional também na defesa

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

O que está acontecendo com os zagueiros brasileiros? Eu parei para refletir sobre isso participando do Futebol na Veia na ESPN Brasil. Surgiu a notícia de que o Palmeiras, um dos dois clubes mais endinheirados do país, tem interesse no Cuesta, defensor argentino que é visto como uma espécie de craque do Internacional. O Verdão desejaria uma zaga com Cuesta e o paraguaio Gustavo Gómez, sabidamente seu melhor defensor na linha. Na seleção da Bola de Prata do último Brasileiro, Gustavo Gómez teve como parceiro na zaga o atleticano Junior Alonso, outro paraguaio. Isso é apenas um sinal.

 

 

Capitão Gustavo Gómez marca e é eleito o craque do jogo pela Conmebol
Capitão Gustavo Gómez marca e é eleito o craque do jogo pela Conmebol Cesar Greco / Palmeiras

          O Flamengo, bicampeão brasileiro, ficou encantado com um zagueiro espanhol que estava na segunda divisão da Espanha. Pablo Marí não teve um substituto à altura no rubro-negro, tanto que, na reta final do campeonato, o técnico Rogério Ceni puxou Willian Arão para a zaga, algo que melhorou a equipe. Os gremistas veneram o argentino Kannemann desde 2016, quando ele chegou ao tricolor gaúcho para ser um dos protagonistas do time de Renato. O zagueiro raçudo foi o melhor jogador no confronto de volta contra o São Paulo na semifinal da Copa do Brasil e salvou o time em outras situações em que Geromel estava no departamento médico. O “Geromito”, um selecionável, caiu sim de produção recentemente.

 

          Já que citei o São Paulo, Arboleda está vivendo um momento de alta no clube, até porque o Bruno Alves, zagueiro que foi bem na temporada retrasada, também baixou seu nível. Apesar dos problemas extracampo, o defensor equatoriano tem sido útil inclusive no ataque são-paulino. Com Crespo e o sistema de três zagueiros, ele deve ser ainda mais importante. E o São Paulo espera repatriar o veterano Miranda, que já não dá mais para a seleção e que escancara como o clube do Morumbi sofreu com zagueiros medianos em tempos recentes de fila.

 

           O corintiano Gil, o atleticano Réver e o vascaíno Leandro Castán não são nem sombra do que já foram um dia, peso da idade também. E não estão surgindo mais tantos zagueiros bons assim no futebol brasileiro. No passado, o país costumava exportar basicamente atacantes e meio-campistas. A Europa tinha limite de estrangeiros e queria apenas o talento ofensivo brasileiro. Nas últimas décadas, jogadores de defesa ganharam mais espaço lá, sobretudo laterais ofensivos, marca do nosso país (Roberto Carlos, Cafu, Marcelo, Daniel Alves, Maicon, Júnior “capacete”, Leonardo, Júnior, Mancini, Dedê, Cicinho, Athirson, Filipe Luís, Renan Lodi, Rafinha etc.).  

 

          Os goleiros brasileiros passaram a ser valorizados depois que Taffarel abriu as portas da Europa, tanto que Júlio César e Allison já tiveram sua temporada de “melhor do mundo na posição”. O goleiro do time de Guardiola é um brasileiro: Ederson. O Barcelona tem goleiro brasileiro no elenco: Neto. Mas como estão os nossos zagueiros?

          Aos 36 anos, Thiago Silva ainda teve bola para ser contratado pelo Chelsea e ainda é lembrado por Tite na seleção brasileira, mais um sinal de que há algum sério problema na renovação. O parceiro de Thiago Silva na seleção era seu parceiro de Paris Saint-Germain, Marquinhos, que joga por vezes (e bem) de volante. Rodrigo Caio, ex-volante cuja real capacidade parece ainda gerar certa dúvida na cabeça de torcedores em geral, seria o grande zagueiro brasileiro em atividade no país atualmente? Por que a Europa até hoje não o levou então? Apenas pelos problemas físicos que ele já teve?

 

          Diego Carlos, do Sevilla, e Felipe, do Atlético de Madri, frequentam hoje a seleção de Tite. Fazem boas campanhas, mas não estão entre os melhores do mundo (se estivessem, talvez jogariam na Espanha no Real Madrid e no Barcelona). Militão está no Real, mas, nessa de lateral e zagueiro, na verdade está de fato é na reserva e na lista de negociáveis. Pelo jeito, o Brasil vai para a Copa do Mundo em dezembro de 2022 com Thiago Silva mesmo, talvez de capitão aos 38 anos. E aí eu repito a pergunta: o que está acontecendo com os zagueiros brasileiros?

Aldair, Roma
Aldair, Roma Roma/Divulgação

 

          O Brasil exportou grandes zagueiros a partir do final dos anos 80 para a Europa (Ricardo Rocha, Ricardo Gomes, Aldair, Juan, Lúcio, Antônio Carlos, Miranda, Luisão etc.). E passamos parte dos últimos tempos lamentando que o futebol brasileiro parou de produzir grandes centroavantes (não tem mais Romários, Ronaldos e Carecas) e camisas 10 (não há mais Zicos ou mesmo Raís e Alexes). Talvez seja a hora de fazer esse mesmo questionamento agora com os grandes zagueiros.

 


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O trio Casemiro/Kroos/Modric é comparável a Busquets/Xavi/Iniesta

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Ao comentar o caliente Real Madrid 2 x 1 Barcelona no último sábado (10), no programa Futebol no Mundo (assista abaixo), eu fiz uma reflexão sobre dois trios de meio-campistas que estão na história do futebol: Busquets/Xavi/Iniesta e Casemiro/Kroos/Modric. E apontei que eles são sim comparáveis, tendo em conta mais especialmente o que fizeram pelos seus clubes, pois o trio espanhol ganhou muito também por seleção, coisa obviamente impossível para o tridente madridista.

O Real Madrid de Zidane, no auge, ficou muito famoso pelo trio BBC (Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo), o que tirou holofote do poderoso e ajustado meio-campo da equipe. Esse continua atuante, levou o clube merengue ao título espanhol passado e pode faturar de novo agora Champions League e LaLiga. O Barcelona dos últimos anos é muito marcado pela 'era Messi', mas seu talentoso meio-campo sempre foi muito valorizado, com justiça.

Casemiro, Modric e Kroos no mesmo patamar de Busquets, Xavi e Iniesta? Rodrigo Bueno analisa e opina; assista


Olhando para o passado não tão distante, o trio madridista fez algo inédito: ganhou três edições da Champions League de forma seguida. Desde que o nobre torneio ganhou esse nome, a partir de 1992/1993, apenas o Real conseguiu isso. O Barça de Guardiola ganhou duas taças do tipo, em 2009 e 2011. O gigante catalão ainda faturou o título europeu em 2015, mas sem o famoso trio, pois nesse ano Xavi já era reserva (Rakitic jogava como titular).

Kroos, meio-campista alemão do Real Madrid, beija a taça da Champions em 2017
Kroos, meio-campista alemão do Real Madrid, beija a taça da Champions em 2017 VI Images via Getty Images

Em termos de Champions League, a principal competição que seus clubes disputam, o trio madridista leva vantagem (foram titulares nos três títulos consecutivos, sendo que Modric jogou também na final de 2014). E, antes que alguém venha dizer que o Real é ajudado pela arbitragem, o juiz de Chelsea x Barcelona em 2009, o norueguês Tom Ovrebo, deixou de marcar pelo menos dois pênaltis para os Blues. Foi decisivo para levar o Barça à final.

Falando de Mundial de Clubes, o delicioso trio do Barcelona só foi campeão mesmo em 2011 contra o Santos, pois em 2009 Iniesta não jogou e, em 2015, Xavi já tinha saído (Rakitic era o dono da posição). O tridente do Real foi tricampeão mundial genuíno (2016/2017/2018), embora Casemiro não tenha sido titular em 2018 (Llorente começou jogando e depois deu vez ao brasileiro).

Se partimos para a Supercopa da Europa, há um certo equilíbrio no sucesso dos dois trios. A turma do Barça ganhou mesmo em 2011 (2 a 0 no Porto), sendo que Busquets começou no banco e entrou na vaga de Keita. E o tridente madridista faturou a taça em 2017 (2 a 1 no Manchester United).

Como se vê, nos resultados em torneios internacionais por clubes, Casemiro, Kroos e Modric estão ligeiramente à frente de Busquets, Xavi e Iniesta. A questão se inverte nas disputas domésticas, pois o Barça ganhou mais vezes o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei nos últimos anos.

Busquets e Xavi, companheiros em muitos títulos do Barcelona e da seleção espanhola
Busquets e Xavi, companheiros em muitos títulos do Barcelona e da seleção espanhola Getty Images

Há um entrosamento mais natural do tridente espanhol até porque jogaram juntos muitas vezes também pela seleção. Por reunir um brasileiro, um alemão e um croata, essa química do meio-campo madridista chega a ser até mais surpreendente. E é bom lembrar que Modric é o único dos seis jogadores que venceram a Bola de Ouro e que Kroos, assim como os espanhóis, também foi campeão mundial com sua seleção. Eles brilharam também por seus países.

Casemiro e Busquets, os volantes de contenção dos trios, têm características diferentes, como o brasileiro explicou no Bola da Vez exibido nos últimos dias. O ex-são-paulino tem mais pegada, faz mais gols, é mais ativo. Busquets figura como um jogador mais clássico, excelente passador. Os dois cadenciam bem seus times e possuem ótimo entendimento com os outros dois colegas do meio.

O domínio recente do Real Madrid em El Clásico passa muito por seu atual tridente de meio-campo. E algo similar acontecia no auge de Busquets, Xavi e Iniesta. Podemos discutir estilos e preferências pela forma de jogar e dominar o rival, mas é inegável que os dois trios marcaram época no futebol e no maior clássico do planeta.

Xavi e Iniesta já se despediram do Barcelona. Não vejo futuro longo para Busquets, que não rende mais em alto nível. Casemiro, Kroos e Modric, no entanto, ainda são pilares fundamentais do time de Zidane. Podem ganhar mais taças e mais pontos nessa comparação entre dois dos maiores trios da história do futebol espanhol e mundial.

Fomos privilegiados por acompanhar o tridente do Barça. E somos sortudos por ainda ver o trio merengue. Quem ama o futebol supera o clubismo e aprecia os dois times e esses seis vitoriosos meio-campistas. É o meu caso.

Benzema faz golaço, e Real Madrid vence Barcelona no possível último El Clásico de Messi; assista aos melhores momentos


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Favoritos têm pedreiras, e Libertadores se abre para surpresas

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Quem são os grandes favoritos da Conmebol Libertadores? Talvez Flamengo, Palmeiras, Boca Juniors e River Plate. Todos pegaram grupos encardidos no torneio. Claro que a lógica aponta a classificação de todos, mas não será moleza, o quarteto caiu em chaves desafiadoras, cascudas.

O bicampeão brasileiro pegará a sempre perigosa LDU-EQU de Pablo Repetto, possivelmente na altitude de Quito (se não mudarem o local do confronto), e o Vélez Sarsfield-ARG, campeão de 1994 e talvez o time mais forte que estava no pote 3. Unión La Calera-CHI deve ser o saco de pancadas.

O atual detentor do título vai encarar de novo o Defensa y Justicia, equipe que deu muito trabalho na partida de ida da Recopa. Atual campeão da Sul-Americana, a equipe de Beccacece é bastante competitiva. E entrará nessa chave o copeiro Grêmio ou o emergente Independiente del Valle, que também ganhou recentemente a Copa Sul-Americana. O Universitario, de enorme tradição no Peru, é um sério candidato à lanterninha desse grupo pesado.

Assista e conheça os adversários do Flamengo na Libertadores-2021


O Boca Juniors, mais uma vez em busca do hepta e de empatar em títulos com o Independiente-ARG, deve pegar de novo os Meninos da Vila. E o Santos, que está em boa vantagem contra o San Lorenzo após os 3 a 1 na Argentina, foi o algoz do Boca na edição passada. Nessa chave parelha, ainda tem The Strongest-BOL, acostumado com a competição e forte na altitude de La Paz, e o Barcelona de Guayaquil-EQU, equipe que já foi finalista do continente e que costuma complicar para muitos com sua velocidade.

Gabigol com a taça da Libertadores, que o Flamengo ganhou em 2019
Gabigol com a taça da Libertadores, que o Flamengo ganhou em 2019 Alexandre Vidal / Flamengo

O River Plate, mais enfraquecido após a perda de jogadores importantes, está no caminho do Fluminense, que volta à Libertadores com fome. O grupo pode ter dois colombianos. O Independiente Santa Fé-COL, que já foi campeão da Sul-Americana, está garantido, e o Junior Barranquilla-COL, que está em desvantagem diante do Bolívar na terceira fase da disputa. Os times colombianos são das maiores ameaças ao domínio de brasileiros e argentinos.

Abel Ferreira e presidente do Palmeiras com taça da Libertadores
Abel Ferreira e presidente do Palmeiras com taça da Libertadores Cesar Greco / Palmeiras

Os brasileiros que correm por fora em busca do título pegaram bons grupos. É o caso do São Paulo, tricampeão sul-americano e mundial, que enfrenta o tradicional Racing, carrasco do Flamengo na Libertadores passada, mas encara Sporting Cristal e Rentistas. O campeão peruano tem tradição, mas o futebol de seu país não tem assustado na Libertadores faz tempo. Já o Rentista, que fez o São Paulo ser cabeça de chave este ano, é só figurante.

Assista e conheça os adversários do Palmeiras na Libertadores-2021


Atlético-MG e Internacional, ambos no pote 2, caíram nos grupos dos paraguaios. O Galo, com muito investimento, tenta o bi na chave do Cerro Porteño-PAR, enquanto o Colorado, sonhando com o tri, encara o Olimpia-PAR, com quem tem certa rivalidade desde 1989. O clube do técnico Cuca tem um venezuelano em sua chave (Deportivo La Guaira-VEN) e o América de Cali-COL, time mais azarado da história da Libertadores e que esteve há pouco tempo na segunda divisão de seu país. O Inter também pega venezuelano (Deportivo Táchira) e a novidade Always Ready, que aposta basicamente na altitude boliviana.  

Todos os brasileiros têm boas chances de classificação. O Fluminense é o que parece em situação mais indefinida, seja pela dificuldade do grupo ou pela inexperiência de boa parte de seu elenco na competição. O grupo F, sem brasileiros, talvez seja o mais aberto, mais imprevisível.

Aliás, a Libertadores-2021, em meio à pandemia e com a situação fora de controle no Brasil, será bem imprevisível. O nobre torneio da Conmebol, que tradicionalmente já é bem desafiador, agora vai ser ainda mais surpreendente.

Assista e conheça os adversários do São paulo na Libertadores-2021


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Não odeio nem torço contra Vinícius Jr., as críticas fazem parte do jornalismo

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Por que eu odiaria Vinícius Júnior? Garoto do bem, talentoso, esportista, simpático, humilde e sem histórico de problemas ou confusões. Eu nunca tive contato direto com ele até hoje, não tenho nenhuma frustração por isso, mas acho que poderíamos sim nos dar bem em alguma resenha.   

Por que eu torceria contra o Vini? Ele joga no time espanhol da minha família, afinal meu saudoso avô galego tinha simpatia pelo Celta, mas gostava mesmo do Real Madrid por representar muito bem a Espanha. Não sou “pacheco” para defender jogadores brasileiros só pela nacionalidade, é verdade, só que igualmente não torço contra os meus conterrâneos no exterior.   

Vinicius Jr. comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Liverpool
Vinicius Jr. comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Liverpool EFE/JuanJo Martín

Neste 7 de abril, Dia do Jornalista, é bom lembrar que o espírito crítico faz parte da minha profissão. Apontar as deficiências de jogadores está no meu pacote, não estou na mídia para passar pano para ninguém. E, sabidamente, Vinícius Júnior vinha sendo criticado por mim (e por boa parte da imprensa mundial) pela sua dificuldade em finalizar bem as jogadas. Não porque quero seu mal.

Da mesma forma, destaco e elogio as boas atuações dele e dos demais atletas. Contra o Liverpool, jogo de ida das quartas de final da Champions League, Vinícius Júnior foi decisivo, inclusive no seu ponto fraco: a conclusão. Em 85 minutos, deu quatro finalizações e fez dois gols, coisa que não conseguia fazer na carreira desde abril de 2018, quando ainda defendia o Flamengo (pode ter gente que, por clubismo, torça contra Vini, mas não é meu caso).

Rodrigo Bueno esclarece que não torce contra Vinicius Jr., elogia 'jogo emblemático' e se defende: 'O tempo me deu razão'

Não dá para alguém imaginar que vai ser atacante do Real Madrid, a excelência do futebol mundial, e não vai ser cobrado na mesma medida. Não é nem pelo preço que ele custou (€45 milhões) quando era adolescente. A questão é que ele está inserido hoje na elite do esporte. O Real não é historicamente um lugar para jogadores evoluírem, o maior clube do mundo costuma exibir para o mundo craques já prontos.

Vinícius Júnior tem apenas 20 anos, muita gente lembra isso com certa razão. Mas Haaland e Mbappé, para ficar em outros destaques da atualidade, também são jovens. Grandes craques, de hoje e do passado, mostraram valor e talento ainda cedo. O Real Madrid tem sido até muito paciente com Vini, até porque muito dinheiro está sendo investido na reforma do Santiago Bernabéu e poucos caras consagrados foram contratados recentemente (Hazard foi uma exceção e quase não sai do departamento médico).

Zidane conhece muito de bola e gerencia bem o vestiário merengue. Ele acertou em cheio na escalação de Vini como titular contra o Liverpool. Havia a possibilidade de fazer linha de cinco na defesa, usando Marcelo, até pelos muitos desfalques na retaguarda. O técnico francês, o mais bem-sucedido na Champions após 50 jogos (são 31 vitórias, além dos três títulos), alterna bastante sua equipe titular e muitas vezes deixa o Garoto do Ninho no banco. Sinal de que o brasileiro precisa mesmo se firmar.

Em 106 partidas no Real Madrid, Vinícius Júnior tem 14 gols e 22 assistências. Nesta temporada, ele está mais artilheiro, embora ainda com números relativamente discretos. Na temporada de estreia, foi mais assistente, algo compreensível. Assim como ele foi eficiente contra o Liverpool, deve ser muito útil ao gigante espanhol em todas as competições, pois tem muita habilidade e velocidade, pode quebrar linhas, definir jogos. Foi para isso que ele foi contratado, é por isso que ele é cobrado.

Quando Vini foi negociado com o Real Madrid, com poucos jogos como profissional, eu destaquei a incrível qualidade técnica dele e sua capacidade de driblar, mas alertei que ele precisava evoluir bastante taticamente e na conclusão das jogadas. Eu o chamei, assim como outros craques brasileiros (Garrincha e Ronaldinho Gaúcho inclusive), de “peladeiro”, algo que repercutiu logo na Espanha. Não quis usar o termo de forma pejorativa, apenas mostrar que ele precisava melhorar.

No dia em que foi, sem dúvida, o melhor jogador da Champions League, Vinícius Júnior fez breve desabafo. “Trabalho muito aqui. Sonhava em jogar no Real Madrid e com os melhores jogadores, é por isso que trabalho tanto no treino e em casa. As pessoas de fora podem falar o quanto quiserem, mas eu sempre me dediquei”.

Pois bem, eu estou de fora, reconheço a dedicação do Vini, curto vê-lo realizar seus sonhos, mas continuarei falando o que eu quiser, criticando e elogiando quando eu achar necessário, pois esse é o meu trabalho. Que ele e outros entendam isso. Com muito orgulho, eu sou um jornalista independente, não puxo o saco de ninguém para ter algum tipo de vantagem (uma entrevista, uma camisa, um autógrafo, mais seguidores ou seja lá o que for). E, de boa, também não odeio nenhum jogador de futebol.

Parabéns, Vini! Hala Madrid!

 

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Expulsões de Neymar e Thiago Silva mostram fragilidade dos capitães de Tite

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Dentre os jogadores que mais vezes usaram a faixa de capitão da seleção brasileira sob o comando de Tite, estão Neymar e Thiago Silva, justamente os dois atletas do país que foram expulsos no fim de semana e comprometeram a situação de seus clubes, derrotados de forma impactante. 

Neymar recebeu o segundo cartão amarelo no final do jogo decisivo do Francês entre o Paris Saint-Germain e o Lille, que lidera a disputa após a vitória por 1 a 0 fora de casa. Na 'final antecipada' do campeonato, o jogador mais caro da história do futebol foi expulso depois de um entrevero com Djaló, que também foi expulso. A confusão entre eles continuou no túnel até os vestiários.   

Neymar reclama de pancada, começa confusão e é expulso; veja


A imprensa francesa voltou a destacar a imaturidade de Neymar, sua falta de controle em determinadas situações. Ele postou nas mídias sociais uma mensagem com teor religioso como se fosse vítima e ganhou mais uma vez o apoio de seus fãs, que promovem sistematicamente um 'NeyDay', normalmente quando tem jogo decisivo dele.

Giuly, ex-jogador de PSG e Barcelona, o comparou a Ronaldinho Gaúcho por ter talento demais e não saber aproveitá-lo devidamente. “Creio que Neymar e Ronaldinho têm trajetórias parecidas. Ambos são jogadores que possuem tudo, mas que não se doam o suficiente para chegar ao nível mais alto. Poderiam ser os melhores do mundo por uma década, e não só por dois anos”, disse o francês. Detalhe: Ronaldinho foi eleito duas vezes o melhor do mundo. Neymar ainda não foi nenhuma vez.

Neymar, expulso no fim de semana contra o Lille, chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions
Neymar, expulso no fim de semana contra o Lille, chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions Getty

Outro país, outro capitão, outra expulsão

Mudando de país e de capitão, hora de falar de Thiago Silva, criticado por uma atuação desastrosa na goleada sofrida pelo Chelsea diante do West Brom por 5 a 2. O The Sun deu nota 3 para o desempenho do experiente zagueiro e lembrou sua outra partida ruim contra o West Brom, que está na zona da degola na Premier League.

Thiago Silva dá tesoura, acerta rival e é expulso; assista

“Mais uma vez teve uma atuação que foi um pesadelo, depois do horror de setembro de 2020, quando entregou a bola e deu o primeiro gol para o adversário”, descreveu o jornal inglês. Thiago Silva, assim como Neymar, fez uma postagem em suas mídias como se fosse vítima de uma injustiça, embora tenha assumido a responsabilidade.

“Acredito que não era um lance para expulsão. Ainda não vi o vídeo, mas o árbitro tomou a decisão dele, e nós não podemos mudar o que passou. Assumo a responsabilidade pela expulsão, que infelizmente afetou diretamente no resultado do jogo”, escreveu o defensor, que foi o capitão da seleção brasileira nos jogos mais recentes da seleção brasileira nas eliminatórias da Copa.

Neymar era o capitão mais frequente de Tite até à Copa América de 2019. O técnico passou essa responsabilidade para Daniel Alves especialmente após o episódio em que Neymar deu um soco em um torcedor após perder a final da Copa da França. No Mundial da Rússia, Tite apostou em Neymar como líder da seleção, mas ele virou piada mundial por conta de simulações.

Thiago Silva, expulso no fim de semana contra o West Brom, dá coletiva como capitão da seleção brasileira contra a Argentina
Thiago Silva, expulso no fim de semana contra o West Brom, dá coletiva como capitão da seleção brasileira contra a Argentina Getty

Quatro anos antes, na Copa do Brasil, a liderança de Thiago Silva foi muito questionada quando ele foi flagrado chorando sozinho, sentado em cima da bola, antes da disputa de pênaltis contra o Chile nas oitavas de final. Tite resgatou Thiago Silva na seleção e também lhe deu a faixa de capitão durante o Mundial de 2018 em meio ao seu rodízio de líderes na equipe nacional.

Nesse rodízio de Tite, vários jogadores foram capitães do Brasil: Miranda, Casemiro, Marcelo, Alisson, Philippe Coutinho, Fernandinho, Filipe Luís, Gabriel Jesus, Marquinhos, Paulinho, Renato Augusto, Willian e até Robinho, que teve sentença por estupro confirmada na Justiça italiana. Neymar e Thiago Silva, no entanto, foram as grandes apostas de Tite para capitão do time.

 Será que não tem na seleção brasileira um jogador com perfil de verdade de capitão? Será que Tite não errou demais também ao distribuir a liderança na equipe? Será que não falta comando dentro e fora de campo na seleção?

Tite, que fez rodízio de capitães na seleção brasileira, abraça Neymar, um de seus líderes favoritos no time
Tite, que fez rodízio de capitães na seleção brasileira, abraça Neymar, um de seus líderes favoritos no time Alexandre Schneider/Getty Images

 

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Com o leste europeu em alta, eu convoquei a poderosa seleção da Iugoslávia

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Já são quase 30 anos da dissolução da Iugoslávia, país que tinha muita tradição no futebol e no basquete. Na última Data Fifa, algumas das principais histórias e façanhas envolveram pedaços da antiga nação do leste europeu. Resolvi então montar uma seleção iugoslava da atualidade para deixar mais claro como seria forte esse time. 

Os 23 jogadores convocados atuam quase todos nas principais ligas da Europa. Um deles ganhou a Bola de Ouro em 2018. Os sete países que integravam a Iugoslávia e que disputam as atuais eliminatórias da Copa do Mundo (Bósnia e Hergovina, Croácia, Eslovênia, Kosovo, Macedônia do Norte, Montenegro e Sérvia) têm representantes no poderoso grupo que montei.   

Sem mais rodeios, vamos aos convocados!

O esloveno Oblak, um dos melhores goleiros do mundo, brilha no Atlético de Madri
O esloveno Oblak, um dos melhores goleiros do mundo, brilha no Atlético de Madri Manuel Queimadelos Alonso/Getty Images
 

Goleiros: Oblak (Atlético de Madrid), Livakovic (Dinamo Zagreb) e Begovic (Bournemouth).

 

Defensores: Vrsaljko (Atlético de Madrid), Lovren (Zenit), Savic (Atlético de Madrid), Maksimovic (Napoli), Vida (Besiktas), Kolasinac (Schalke) e Alioski (Leeds).

 

Meio-campistas: Kovacic (Chelsea), Brozovic (Inter), Matic (Manchester United), Modric (Real Madrid), Milinkovic-Savic (Lazio), Pjanic (Barcelona) e Rashica (Werder Bremen).

 

Atacantes: Perisic (Inter), Tadic (Ajax), Mitrovic (Fulham), Jovic (Eintracht Frankfurt), Dzeko (Roma) e Pandev (Genoa).

O croata Modric, que ganhou a Bola de Ouro em 2018, é uma das estrelas do Real Madrid
O croata Modric, que ganhou a Bola de Ouro em 2018, é uma das estrelas do Real Madrid Reprodução/ESPN

A base da equipe é a seleção da Croácia, vice-campeã mundial, com oito convocados. A Sérvia conta com seis atletas. A Bósnia e Herzegovina tem quatro no grupo. Dois são da Macedônia do Norte, que fez história ao bater a Alemanha por 2 a 1 quebrando a série de 18 vitórias nas eliminatórias do time de Joachim Löw. Eslovênia (terra de um dos melhores goleiros do planeta na atualidade), Montenegro e Kosovo possuem um jogador na lista.

O time titular da Iugoslávia atual poderia ter a seguinte formação: Oblak; Vrsaljko, Savic, Lovren e Kolasinac; Kovacic, Milinkovic-Savic e Modric; Tadic, Dzeko e Perisic. Os reservas, montados no 3-4-3: Livakovic; Maksimovic, Vida e Alioski; Matic, Brozovic, Rashica e Pjanic; Jovic, Mitrovic e Pandev.

O veterano Pandev, hoje no Genoa, fez um dos gols da Macedônia do Norte na histórica vitória contra a Alemanha
O veterano Pandev, hoje no Genoa, fez um dos gols da Macedônia do Norte na histórica vitória contra a Alemanha Getty

Nesta temporada, os times do leste europeu têm aprontado algumas boas surpresas. O Dinamo Zagreb conseguiu a maior vitória de sua história ao vencer o Tottenham por 3 a 0 na partida de volta da Liga Europa, eliminando pela primeira vez um time de José Mourinho da competição.

O Slavia Praga, por sua vez, despachou dois badalados times britânicos na Liga Europa: Leicester e Rangers, que acaba de ser campeão da Escócia com Gerrard no comando. Dinamo Zagreb e Slavia Praga podem fazer uma semifinal da Liga Europa, cuja decisão será em Gdansk, na Polônia, o país do melhor jogador do mundo na atualidade: Robert Lewandowski.   

No meio do ano, a Eurocopa terá oito países do leste europeu na luta: Croácia, Eslováquia, Hungria, Macedônia do Norte, Polônia, República Tcheca, Rússia e Ucrânia. O nobre torneio de seleções da Uefa terá partidas em Baku, Bucareste, Budapeste e São Petersburgo.

O lado direito da Europa, tão adorado pela turma da esquerda, está de novo na moda.

 

 


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Com o leste europeu em alta, eu convoquei a poderosa seleção da Iugoslávia

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Em duelo diplomático, Espanha recebe Kosovo sem reconhecer hino e bandeira do adversário

Rodrigo Bueno
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Alguns confrontos foram evitados no sorteio dos grupos das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2022, notadamente os que envolvem a seleção do Kosovo, mas, a partir desta quarta-feira (31), quando encara a poderosa Espanha, essa seleção do leste europeu disputará um campeonato à parte contra adversários que não a reconhecem como nação.  

Kosovo está no grupo B do qualificatório para o Mundial ao lado de Espanha, Suécia, Grécia e Geórgia. Apenas os suecos na chave reconhecem como país o Kosovo, que proclamou sua independência da Sérvia unilateralmente em 2008. Curiosamente, Kosovo foi sorteado para o grupo da Sérvia, mas, por razões políticas, foi jogado para a chave onde agora enfrenta questões diplomáticas.  

Em um comunicado sobre a mais recente lista de atletas convocados pelo técnico Luis Enrique, a federação espanhola citou os duelos “contra a Grécia, a Geórgia e o território do Kosovo”. Esse termo “território” revoltou a federação do Kosovo, que ameaçou não disputar a partida caso sua condição de nação independente não fosse respeitada. A Fifa e a Uefa reconhecem o Kosovo como membro associado de pleno direito desde 2016.

Sérvia vence Azerbaijão pelas eliminatórias para a Copa; veja


"O Kosovo não fará quaisquer concessões: apenas jogaremos de acordo com os critérios e regras estritos da Uefa, com o hino nacional e a bandeira, caso contrário o jogo não será disputado", alertou a federação do Kosovo.

Não é possível entrar na Espanha com passaporte do Kosovo, por exemplo. O governo espanhol não reconhece nada do adversário esportivo desta quarta-feira, inclusive bandeira e hino. Pelo protocolo da Uefa, pelo menos isso deveria ser respeitado antes da partida.

Arber Zeneli (de camisa azul), de Kosovo, em lance contra Kristoffer Olsson, da Suécia, em jogo das eliminatórias para a Copa de 2022
Arber Zeneli (de camisa azul), de Kosovo, em lance contra Kristoffer Olsson, da Suécia, em jogo das eliminatórias para a Copa de 2022 Armend Nimani/Getty Images

Esse conflito diplomático que o Kosovo enfrenta deve se repetir contra outros países, mas a Espanha é um caso bastante singular. Ela é um raro país na parte ocidental da Europa que não reconhece o Kosovo. Uma das razões para isso é o temor de que isso possa estimular ainda mais o separatismo de regiões como a Catalunha e o País Basco.

A Uefa determinou antes do sorteio das eliminatórias que o Kosovo não poderia jogar de forma nenhuma contra a Sérvia, a Rússia e a Bósnia e Herzegovina por conta da tensão política. Mas muitos outros países mundo afora, incluindo o Brasil, não reconhecem o Kosovo como nação (113 países reconhecem a independência kosovar).

O Kosovo estreou em casa contra a Suécia e perdeu por 3 a 0. Agora chegou a vez de jogar fora e contra nações que não a reconhecem. A seleção do Kosovo já disputou as eliminatórias para a Copa de 2018. Em 10 jogos, obteve um empate (1 a 1 contra a Finlândia) e nove derrotas. E o grupo não tinha rivais “hostis” para Kosovo (só a Ucrânia de adversário não tinha reconhecido sua independência).  

Todos os jogadores da seleção do Kosovo são mais velhos do que o próprio país, que tem pouco menos de 2 milhões de habitantes. Os atletas kosovares, mais do que brigar pela vitória em campo, lutam pela honra de sua nação.

Shaqiri joga pela seleção suíça, mas é nascido no Kosovo
Shaqiri joga pela seleção suíça, mas é nascido no Kosovo EFE
 

O atacante Muriqi, da Lazio, passou fome e enfrentou bombas na infância com a família perto da fronteira com a Albânia. O meio-campista Rashica, do Werder Bremen, sobreviveu a bombardeios no Kosovo. Milhares de kosovares tiveram que mudar de país para continuar com vida. Foi assim com o goleiro e capitão Ujkani, do Torino, e com o meio-campista Berisha, do Reims.

A causa kosovar esteve em campo na Copa do Mundo da Rússia em 2018. No duelo entre Suíça e Sérvia, Xhaka (filho de kosovares) e Shaqiri (nascido no Kosovo) celebraram seus gols fazendo gesto de águia, um símbolo da Albânia. Foi uma clara provocação aos sérvios. A maioria dos kosovares é de origem albanesa.

A Fifa permitiu que alguns kosovares que já tinham defendido outras seleções jogassem pelo Kosovo. São os casos de Rrahmani, Berisha, Meha, Shala, Rashica e Ujkani. A federação kosovar tenta cada vez mais repatriar atletas, mas esbarra agora em limites e proibições da própria Fifa e de outras federações (a seleção suíça não quer abrir mão de jogadores como Xhaka e Shaqiri, por exemplo) ou decisões pessoais (Januzaj tem mãe kosovar, mas optou por defender a Bélgica, onde nasceu) - o ESPN.com.br contou a forte história dos irmãos Xhaka em 2014, antes da Copa do Mundo no Brasil e de a Fifa reconhecer Kosovo como país.

Não há dúvida de que a Espanha, que não vem fazendo bons jogos nas atuais eliminatórias, é favorita e deve vencer o duelo de hoje. A questão maior para os kosovares é se a rival vai tocar o hino e exibir a bandeira de seu país. 


Luis Enrique é o comandante da seleção espanhola
Luis Enrique é o comandante da seleção espanhola Josep Lago/AFP/Getty Images

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Em duelo diplomático, Espanha recebe Kosovo sem reconhecer hino e bandeira do adversário

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Grêmio tem acerto com Douglas Costa e Rafael Carioca e quer se livrar de Jean Pyerre

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Repercutiu bastante a minha presença nesta segunda-feira no SportsCenter das 10h falando sobre as negociações do Grêmio em andamento. São muitas as informações, então resolvi fazer aqui um pacote explicando melhor as coisas.

Há um acerto entre Grêmio e Douglas Costa, assim como há um acerto entre o tricolor gaúcho e Rafael Carioca. Mas não há acerto ainda do time de Renato com os clubes dos dois jogadores: Juventus e Tigres, respectivamente.  

Sobre Douglas Costa, há uma confiança de que o atleta possa se desligar da Juventus, só assim pode dar negócio. Na Europa, já falam abertamente do interesse do Grêmio na contratação do jogador, que também se mostra disposto a voltar para o futebol brasileiro.

 

Douglas Costa, Seleção brasileira
Douglas Costa, Seleção brasileira Rafael Ribeiro/ CBF

A proposta do Grêmio para Douglas Costa, entre salário, direito de imagem e luvas diluídas, renderia R$ 2,5 milhões por mês ao atleta da Juventus que foi formado pelo clube gaúcho. Se for assim, será o jogador mais bem pago no Brasil, superando Gabigol e Daniel Alves.

O Grêmio, no entanto, tem muita preocupação com a questão física de Douglas Costa, que perdeu espaço na seleção brasileira justamente por contusões. Além de uma avaliação minuciosa da parte clínica do jogador, o Grêmio colocaria no contrato de três anos com ele uma cláusula que trata de lesões.

Todo esse cenário depende do desligamento de Douglas Costa da Juventus primeiro. Com Rafael Carioca, a situação é semelhante. O Grêmio chegou a oferecer US$ 3,5 milhões ao Tigres para ter o volante, um dos destaques do time mexicano. O clube vice-campeão mundial não concordou com os valores e, aparentemente, só liberaria o jogador pelo valor da multa, o dobro do que o Grêmio ofereceu. Por isso não houve acerto ainda.   

Caso Rafael Carioca não seja contratado, a direção gremista não pretende ir atrás de outro nome. A ordem seria para aproveitar mais os volantes da base: Fernando Henrique, muito elogiado dentro do clube, e Victor Bobsin, atleta que já foi sondado pelo Barcelona.  

Gabriel Jesus, Lucas Lima e Rafael Carioca no primeiro treino da seleção com Tite como técnico
Gabriel Jesus, Lucas Lima e Rafael Carioca no primeiro treino da seleção com Tite como técnico Mowa Press

O Grêmio tem dado exemplo de administração no país nos últimos tempos. Mesmo em época de pandemia, o clube teve superávit de R$ 37,5 milhões em 2020. A venda de atletas da base e de alguns dos destaques do time ajudaram nesse cenário positivo. A ótima sintonia entre o presidente Romildo Bolzan e o técnico Renato também contribui para esse momento sólido da instituição. A Arena do Grêmio inclusive já poderia ter sido adquirida de vez pelo clube não fossem algumas questões burocráticas e políticas.

Para voltar ao mercado gremista, outras informações que obtive dão conta da procura de um goleiro experiente para ser parceiro do jovem Brenno. Vanderlei e Paulo Victor estão em uma lista de negociáveis, assim como Victor Ferraz, Everton, David Braz, Paulo Miranda e Churín. Se o Grêmio negociar todos esses atletas, vai economizar em torno de R$ 2,5 milhões por mês em salários (justamente o valor que caberia a Douglas Costa).   

O Grêmio já economizou quase R$ 1 milhão em sua folha recentemente com outros atletas (Orejuela, Júlio César, Robinho, Lima, Capixaba e Kaio). Há interesse da diretoria em negociar o valorizado meia Jean Pyerre ainda.

O que recebi de informação sobre Jean Pyerre é que ele esteve perto do Bragantino. Foi discutida a possibilidade de um empréstimo com o clube da Red Bull arcando com todo o salário dele. Porém o atleta, que tem decepcionado o Grêmio em questões extracampo, não mostrou interesse em jogar no time paulista. Quem chegar com alguma proposta razoável para o tricolor gaúcho, leva Jean Pyerre. 

Jean Pyerre
Jean Pyerre Getty


Sobre Borré, ele jogaria no Grêmio apenas em junho, quando estiver livre do River Plate. O empresário dele já procura residência em Porto Alegre para o jogador, que deve fazer exames médicos na quinta-feira em Buenos Aires mesmo. Contrato de uma temporada com cláusula automática para mais uma.

Quanto ao Rafinha, o lateral-direito pediu ao Grêmio para jogar no clube. Havia resistência ao nome dele dentro do conselho, até porque o jovem Vanderson promete muito, mas Renato o queria há tempos. E o técnico trabalhou desde a semana retrasada, quando se reuniu com o atleta, para o acerto. Rafinha ganhará R$ 500 mil no Grêmio. Há quem brinque no tricolor gaúcho que Rodinei custou o dobro para jogar 45 minutos apenas contra o Flamengo. O salário de Orejuela no Grêmio era R$ 400 mil, pouco abaixo do de Rafinha agora.


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Limite de troca de técnico é ótimo teste contra mimimi e hipocrisia

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Como alguém que passou a vida toda reclamando da troca em massa de técnicos, criticando duramente a dança das cadeiras no futebol, pode contestar agora o limite de treinadores no Brasileiro porque essa medida impede o direito de demitir e de pedir demissão indefinidamente?

 O discurso padrão diz que é um absurdo trocar seguidamente de treinadores. Crescemos ouvindo que um dos problemas do futebol brasileiro é essa mudança constante na prancheta dos clubes. Isso seria um retrato da administração ruim dos times. Mas, quando vem uma norma para conter isso, surgem críticas a essa imposição.

 Eu sempre entendi e respeitei a liberdade do mercado. Demite quem quer e quando quer. Pede demissão quem quiser e quando quiser. Os contratos profissionais têm normalmente itens sobre a rescisão, com multa e tudo. Esse contrato de trabalho é cumprido mesmo quando é interrompido, se a cláusula de rescisão é respeitada.

CBF tem seu curso para treinadores de futebol no Brasil
CBF tem seu curso para treinadores de futebol no Brasil CBF

Muitas vezes a troca da comissão técnica é positiva, até necessária. O Bayern de Munique, melhor time do mundo hoje, dispensou Niko Kovac já com a temporada passada em andamento e apostou em Hansi Flick, que recuperou a equipe, fez um excelente trabalho e ganhou tudo. Vamos criticar a direção do Bayern por ter demitido Kovac?

Os últimos três técnicos campeões do Campeonato Brasileiro não começaram a competição nas suas equipes vitoriosas: Felipão, Jorge Jesus e Rogério Ceni chegaram ao Palmeiras (2018) e ao Flamengo (2019 e 2020) já com a disputa rolando. Não valeu a pena a troca de treinador nesses casos? Normalmente pegam de exemplo na mídia apenas as trocas de técnicos dos times rebaixados para “provar” que essa prática não dá resultado. E sabemos que muitas vezes a troca de treinador dá sim resultado.

A CBF já vinha colocando em debate e votação nos últimos anos essa proposta do limite de treinadores. A maioria dos clubes era contra, isso para manter a liberdade de demitir e para seguir com o sistema vigente. Nos bastidores, há empresários que colocam técnicos nos times. Essa ciranda tão criticada era benéfica para alguns agentes e treinadores, que ganham multas altas com demissões e pouco depois acham outro time para dirigir.

E a troca voraz de técnicos também servia invariavelmente de escudo para os dirigentes, que, pressionados por torcedores e conselheiros, consagravam como culpado o treinador. Como não dá para mandar um elenco inteiro de jogadores embora, dispensam o chefe da comissão técnica.

Jogo às 22h na pandemia? Rodrigo Bueno analisa influência da TV e 'morde e assopra' do Palmeiras

Todo mundo era feliz nesse círculo vicioso. O dirigente incompetente demite o técnico incapaz que tem um empresário poderoso. Depois, o empresário poderoso enfia o técnico incapaz no time de outro dirigente incompetente. Diante das câmeras e dos microfones, todos criticam essa ciranda, claro. O cartola incompetente diz que não gosta de trocar técnico, o treinador incapaz diz que não teve tempo ideal para trabalhar, e o empresário poderoso tem o dirigente e o treinador no bolso e adora troca e comissão.

Na mídia brasileira (e nos bares e arquibancadas do país), as cornetas soam rapidamente quando o trabalho de um técnico não oferece resultados e desempenho. Ao mesmo tempo, o discurso de que é um erro demitir o técnico antes de ele completar ao menos uma temporada inteira costuma ser repetido à exaustão. Na imprensa, não é raro achar quem cornete o trabalho de um técnico, cobre sua demissão e depois cornete o dirigente que o demitiu.

O resultadismo impera por aqui, sabemos bem. Com o limite na troca de treinadores, uma medida aprovada pela maioria dos clubes da primeira divisão agora (11 x 9) e pela imensa maioria dos times da segunda divisão (18 x 2), esse círculo vicioso que citei, essa ciranda de que tanto falam de forma negativa, encontra a sua primeira barreira, o seu primeiro freio. E, convenhamos, não é difícil cumprir essa regra (na prática, duas trocas são aceitas).

Domínio de técnicos estrangeiros no Brasileirão
Domínio de técnicos estrangeiros no Brasileirão []
 

Há quem conteste a imposição do limite por parte da CBF, mas não houve uma ordem, ninguém colocou arma na cabeça de ninguém para aprovar isso. Houve votação democrática para aplicar essa norma no campeonato nacional. E outra coisa: nem todas as imposições são ruins ou nocivas. Eu cresci vendo cinto de segurança ser um acessório inútil nos carros, pois quase ninguém usava. Quando passaram a multar quem não utilizasse o cinto, virou comum o seu uso. No Brasil, infelizmente, às vezes só se muda uma cultura com imposição. 

Eu vejo essa experiência do limite de treinadores no Campeonato Brasileiro como algo positivo neste momento. Curto algumas rupturas, e essa deverá fazer cartolas e técnicos pensarem mais vezes agora antes de assinar um compromisso. Odeio o mimimi de treinador incompetente que reclama por não ter tido mais tempo de trabalho. Eles terão que melhorar agora para ficar na ativa, as desculpas e muletas que abomino diminuirão um pouco.

Também não gosto da hipocrisia em torno do tema. Essa também estará mais exposta com o limite “imposto”. O que tem de gente que condena troca de técnico diante das câmeras e microfones e que, em off, comemora...


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Presidente da CBF troca fama de banana pela de autoritário

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

'Vocês estão f... se não tiver competição': Presidente da CBF diz que TV não quer paralisação do futebol e alerta


Não estou aqui para destacar cartola, ainda mais em época de pandemia, mas acho justo neste momento analisar o perfil de Rogério Caboclo, o atual presidente da CBF, relativamente ainda com pouco tempo no cargo (Ricardo Teixeira ficou mais de duas décadas à frente da entidade).

 Caboclo assumiu a CBF com o apoio de Federações estaduais e clubes, assim como os seus antecessores que acumularam variados problemas na Justiça por conta, sobretudo, de corrupção no esporte. Aliás ele é muito próximo de Marco Polo Del Nero, que o apoiou.

O estatuto da máxima entidade do futebol brasileiro é tão simples quanto antidemocrático: para ser candidato à presidência, só é possível fazendo o jogo das arcaicas Federações estaduais e dos principais clubes do país. E é o que Caboclo está fazendo agora ao prometer lutar contra tudo e contra todos pela continuidade do futebol no país.

O que tem chamado muito a atenção de quem conheceu Caboclo antes de chegar à CBF é sua postura firme, seu discurso forte. Foi assim na defesa do futebol feminino, foi assim protegendo a arbitragem tenebrosa do último Campeonato Brasileiro mesmo com VAR e está sendo assim neste momento em que luta pela bola rolando quando o país é o foco maior do coronavírus no planeta.

Na premiação da CBF para os melhores do Brasileiro, Caboclo não estava muito para cerimônia. Com jeito pausado (e meio chato) de falar, pegou o microfone e gastou vário minutos para marcar território. Para a surpresa de muitos, meteu o dedo em feridas, como o criticado calendário do futebol nacional. Não concordei quando ele afirmou que "não existe calendário irracional feito pela CBF". O que vemos agora então no país? Ninguém sabe mais quando e onde se joga bola.

Após posicionamento de Caboclo sobre paralisação do futebol, Facincani detona CBF e rasga papel ao vivo: 'Acha que é a dona do universo'


Filho de um famoso dirigente são-paulino, Rogério Caboclo é a favor do sistema. Ele ressaltou nas últimas horas, em reunião virtual com os presidentes dos clubes, que a Globo e os patrocinadores querem continuar com o futebol. E lembrou que os clubes estarão fudidos se pararem jogar. Segundo Caboclo, são os clubes os culpados pelo calendário irracional, pois esses querem mais jogos e campeonatos para ganhar mais dinheiro.

A CBF, em boa condição financeira, tem distribuído mais verbas aos clubes, aumentando premiações dos torneios especialmente. Acho que seria mais lucrativo deixar o principal campeonato do país nas mãos dos clubes, algo que seria o mais lógico com base no que vemos na Europa.

Caboclo está ganhando a fama de autoritário por seu posicionamento firme e sua postura em algumas reuniões. No ano passado, houve áspera discussão com o mandatário da Federação do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, por conta da volta do público aos estádios. Lopes chegou a apontar para uma "ditadura velada" do presidente da CBF, que aproveitou reunião informal de dirigentes para brecar a vontade do dirigente carioca e do Flamengo de receber público no Rio de Janeiro de forma isolada (Caboclo queria a volta do público mas de forma conjunta).

O presidente da CBF, Rogério Caboclo
O presidente da CBF, Rogério Caboclo Lucas Figueiredo/CBF

O presidente da CBF era visto por muita gente no futebol como um cara inteligente e bem-intencionado, mas acima de tudo pacífico. Não incomodava ninguém, era tranquilo, sensato. Agora, no poder, ele está desafiando até Governos e outras autoridades. Essa veia enérgica de Caboclo foi vista em reunião privada e em cerimônia pública também.  

Há um ditado que diz: se você quiser saber o caráter de alguém, dê poder para essa pessoa. Concorda, Caboclo? 

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Presidente da CBF troca fama de banana pela de autoritário

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Pílulas e palpites das quartas de Champions e Europa League

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

As finais da Champions League de 2019/2020 e de 2017/2018 vão acontecer nas quartas desta temporada: Bayern de Munique x Paris Saint-Germain e  Real Madrid x Liverpool. Será que Salah vai se vingar de Sergio Ramos? Será que Neymar aprendeu que o Bayern tem um 'n' no fim, para alívio do Bayer Leverkusen?

São quatro técnicos alemães nesta fase, recorde para uma nacionalidade neste momento da competição. E os quatro (Edin Terzic, Hansi Flick, Jürgen Klopp e Thomas Tuchel) podem estar na semifinal, pois não se enfrentam agora. Meu palpite é que isto não acontecerá - veja mais sobre isto abaixo.

Na Europa League , Clichy, ex-atleta dos Gunners que participou do sorteio, deu sorte para o Arsenal, que pegou o lado mais fácil da chave e pode ir à decisão na Polônia em outra final inglesa: perdeu do Chelsea em 2018/2019 e pode encarar o favorito Manchester United desta vez na final.

Veja como Neymar reagiu à derrota do PSG para o Bayern de Munique na decisão da última Champions


Vamos aos duelos dos dois torneios e, entre parênteses, à porcentagem que este humilde blogueiro mascarado dá para cada time avançar de fase

Champions League
Bayern de Munique (60%) x (40%) Paris Saint-Germain

O Bayern, o time a ser batido atualmente, enfrentou quatro vezes clubes franceses em mata-matas da Champions. Eliminou todos eles: Lyon na semifinal em 2009/2010, Olympique de Marselha nas quartas em 2011/2012, Lyon na semifinal em 2019/2020 e PSG na decisão (logo, jogo único) de 2019/2020.

Mas o time alemão é o que o Paris Saint-Germain mais derrotou em competições europeias. Foram cinco vitórias contra os bávaros. Porém, o PSG ganhou apenas um dos últimos quatro duelos contra eles (3 a 0 em 2017).

Manchester City (70%) x (30%) Borussia Dortmund 

 Haaland nasceu na Inglaterra e torce pelo Leeds, mas tem carinho pelo Manchester City, time no qual seu pai jogou também e que será adversário do craque do Borussia Dortmund agora nas quartas. Haaland tem 35 jogos na Bundesliga e fez 32 gols. Seu pai disputou 35 partidas da Premier League pelo City e anotou 3 gols.

Guardiola foi eliminado em três das cinco vezes em que encontrou o Borussia Dortmund em algum mata-mata na Alemanha quando dirigia o Bayern: Supercopas de 2013 e 2014 e semifinal da Copa da Alemanha em 2014/2015.

O Manchester City perdeu apenas um de seus últimos 12 jogos em casa contra times alemães em competições europeias. A única derrota aconteceu justamente contra o Bayern de Munique treinado por Guardiola em 2012/2013.

Erling Haaland comemora após marcar pelo Borussia Dortmund
Erling Haaland comemora após marcar pelo Borussia Dortmund Getty Images

Real Madrid x (55%) x (45%) Liverpool 

O Real Madrid venceu os últimos três jogos que fez contra o Liverpool na Champions, incluindo a final de 2017/2018. Nessa série, os merengues fizeram 7 gols e levaram só 1.

Na história da Copa dos Campeões da Europa/Champions League, ninguém fez mais gols no Liverpool do que Benzema. O atacante francês do Real Madrid anotou quatro gols nos Reds, o mesmo número que Drogba.

Jürgen Klopp enfrentou sete vezes o Real Madrid na Champions League, mais do que qualquer outro adversário: 3 vitórias, um empate e 3 derrotas. Só Ottmar Hitzfeld, dentre os treinadores, enfrentou mais vezes o Real Madrid pela nobre competição europeia: 12 jogos.

Na única vez em que Liverpool e Real Madrid se enfrentaram em um mata-mata com dois jogos na Champions League, os Reds aplicaram o maior placar agregado que o gigante espanhol já sofreu: 5 a 0 para o time inglês na soma dos dois jogos nas oitavas de 2008/2009.

Benzema, a grand estrela do Real Madrid na atualidade
Benzema, a grand estrela do Real Madrid na atualidade Getty Inages

Porto (30%) X (70%) Chelsea

O Chelsea venceu os quatro jogos que fez em casa contra o Porto na Champions. É a melhor performance caseira dos Blues no torneio contando todos os adversários.

A equipe portuguesa é a última campeã Champions League que não disputa nenhuma das cinco principais ligas nacionais da Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália). Em 2004, o clube foi o campeão sendo treinado por José Mourinho, considerado o melhor treinador da história do Chelsea.

Europa League
Ajax (51%) x (49%) Roma

O Ajax é o único time com 100% de aproveitamento no torneio: quatro jogos e quatro vitórias. Veio da Champions League, por isso fez menos partidas do que a maioria. Ganhou duas vezes do Lille e duas vezes do Young Boys.

A Roma tem o artilheiro do torneio que continua na disputa. Borja Mayoral anotou sete gols, o mesmo que Pizzi, do Benfica, e Yazici, do Lille, que já não atuam mais na competição.

David Neres é alvo de gigantes da Europa e pode deixar o Ajax
David Neres é alvo de gigantes da Europa e pode deixar o Ajax ESPN

Granada (20%) x (80%) Manchester United

O Manchester United venceu apenas dois dos últimos oito jogos que fez na Espanha. Uma dessas vitórias aconteceu nesta temporada: 4 a 0 na Real Sociedad.

O Granada é o pior no ranking da Uefa dentre os times que ainda estão na Liga Europa e vai enfrentar o clube mais bem ranqueado ainda vivo na disputa. O time espanhol, estreante em competições europeias, é o de número 75 na lista da Uefa, enquanto os Red Devils são o oitavo.

Vinícius Jr. fez lance surreal na Champions League e quase anotou gol histórico pelo Real Madrid; assista


Arsenal (60%) x (40%) Slavia Praga

O Arsenal, vice-campeão da Liga Europa em 2000 e 2019, tem o melhor ataque desta edição da Liga Europa: 27 gols. Venceu todos os jogos da fase de grupos e teve sua primeira e única derrota na competição na partida que levou o time para as quartas: 0 a 1 diante do Olympiacos.

O Slavia Praga é o primeiro time a enfrentar três adversários britânicos (Leicester, Rangers e Arsenal) no mesmo mata-mata de um torneio europeu desde o Milan na temporada 2006/2007 (Celtic, Manchester United e Liverpool na Champions).

 Dínamo Zagreb (40%) x (60%) Villarreal

O Villarreal, que já foi à semifinal da Liga Europa em 2003/2004, 2010/2011 e 2015/2016, pode reencontrar o Arsenal na semifinal de uma competição europeia. O Submarino Amarelo foi eliminado pelos Gunners na semifinal da Champions League de 2005/2006.

O técnico Damir Krznar, que assumiu o Dínamo após a prisão de Zoran Mamic, ainda não perdeu dirigindo o clube. Contando todas as vezes em que o antigo interino dirigiu a equipe, são cinco vitórias e dois empates. Ele foi o primeiro técnico a eliminar José Mourinho da Copa da Uefa/Europa League na história.

 

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Pelé é mais nobre nas mídias sociais do que em seu documentário

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Pelé nunca saiu muito de moda, mas ele está de novo na crista da onda. Nem tanto pelo seu documentário recente no Netflix, uma obra mais voltada para mostrá-lo para os estrangeiros do que para revelar algo novo dele para os brasileiros, e sim pelas suas mídias sociais.

Nesse domingo (14), o Rei parabenizou mais uma vez Cristiano Ronaldo por superar uma de suas marcas (agora o número de gols em partidas oficiais). Já tinha feito algo nessa linha com Messi no final de 2020. E mais atrás já tinha rasgado elogios e feito comparações com Mbappé. 

Mas qual seria o sentido de Pelé festejar tanto astros da atualidade? Além de se aproximar das novas gerações de fãs de futebol, ele tem buscado, acima de tudo, melhorar a sua imagem.

Voltando alguns dias no instagram de Pelé (@pele), vemos a lenda recebendo vacina contra a COVID-19 (algo que ele já pedia desde o ano passado), celebrando as conquistas dos negros no Dia Nacional da Consciência Negra, defendendo a preservação da natureza no Dia da Amazônia, festejando a Marta no Dia Internacional da Igualdade da Mulher etc. O Rei quer se mostrar mais engajado com causas sociais e relevantes questões extracampo, algo que não fez muito durante a carreira.

O documentário que está no ar agora passa muito pela falta de posicionamento político de Pelé, sobretudo na época da Ditadura. Para ele, não houve diferença nenhuma nesse período (encontrar Juscelino Kubitschek ou Emílio Garrastazu Médici seria o mesmo). Ele até admite que sabia de coisas ruins que aconteciam no país, mas que sua forma de ajudar a nação era mesmo ganhando Copa para dar alegria ao povo. Um jeito de pensar e agir bem diferente de Muhammad Ali, que, além de lenda do esporte, lutou contra governo e contra o preconceito racial, como reforça o documentário de Pelé.

CR7 faz hat-trick em 22 minutos, e Juventus vence; assista


A imagem do Rei está sendo trabalhada por uma empresa. Quem está à frente desse processo é o norte-americano Joe Fraga, um veterano do marketing que trabalhou com Bill Clinton e que desde 2009 tenta turbinar as mídias sociais de Pelé. O aniversário de 80 anos da lenda em outubro passado já ajudou bem a movimentar a rede real. Ele ultrapassou a marca de 5 milhões de seguidores no Instagram, por exemplo. É bem pouco se compararmos com os 270 milhões de seguidores de Cristiano Ronaldo, mas @pele cresce em meio a fotos históricas, homenagens a parceiros (até Obama) e crossovers de marcas em mídias sociais.

Foram maravilhosas as mensagens de Pelé para Maradona no aniversário e no dia da morte do craque argentino. Uma demonstração de amor e humildade, algo que tem se repetido em muitas postagens recentes do Rei. Se o documentário atual lembra também de algumas coisas negativas do Edson, como infidelidade conjugal e filhos fora do casamento, a imagem de um senhor de bem com a vida e com bom humor (apesar dos problemas de saúde) é muito bem passada nas mídias sociais dele.

Pelé surpreendeu ESPN em 2010 ao esclarecer de uma vez por todas o verdadeiro dia em que nasceu; assista e relembre


A marca Pelé sempre foi valiosa e é trabalhada desde a carreira dele como atleta vigoroso e saudável. Ela está passando por um processo de adequação aos novos tempos e às novas mídias. Ainda vende relógios e games, o que ajuda a pagar os boletos reais, mas está claro que a preocupação maior é investir no politicamente correto e colocar o Rei no trono de celebridade do bem, não necessariamente mantê-lo no trono do futebol (os mais jovens cada vez mais discutem qual é o pódio da história diante dos craques contemporâneos e de suas marcas).

O mais famoso dos Meninos da Vila tem zelado muito mais de sua imagem do que Robinho e Gabigol, por exemplo. Eu vejo isso como mais um belo gol do Pelé. Talvez não seja um gol de placa, porque não é algo exclusivo dele e há todo um trabalho por trás desta imagem, mas a marca real, apesar do tempo e da concorrência, continua forte. E está mais diferenciada.

O Pelé das redes sociais é mais nobre
O Pelé das redes sociais é mais nobre ESPN
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A seleção que Renato Gaúcho não recuperou (ou não aproveitou) no Grêmio

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Passamos quase a vida toda ouvindo que o Grêmio é mestre em recuperar jogadores que não estão em boa fase, sobretudo no eixo Rio-São Paulo, e que, nesta longa 'era Renato Gaúcho', quem chega ao time tricolor 'renasce' em um passe mágica. “Se ele cair nas minhas mãos, vocês vão ver quem é o Thiago Neves de verdade”, disse certa vez o falastrão e figuraça que é técnico e maior ídolo da história do clube.

O treinador de 58 anos, gaúcho de Guaporé, renovou há poucos dias seu contrato com a agremiação, muito pelo alto salário que ganha (o maior do continente para um treinador após as saídas de Jorge Jesus e Jorge Sampaoli do futebol brasileiro) e bastante pela amizade com o presidente, Romildo Bolzan. Tem tudo para bater recorde de longevidade no clube e superar o tempo que Telê Santana ficou à frente do São Paulo. 

Mas, até por isso, já é possível montar uma seleção de jogadores que não foram recuperados ou não foram bem aproveitados por ele desde setembro de 2016, quando ele começou esta gestão.

Renato usa 'poderosos' Barça e Juve para falar do Grêmio; veja


E a seleção é...

No gol, eu vou colocar Vanderlei como titular, com Paulo Victor e Júlio César no banco. Vanderlei para mim é o melhor dos três, e ele, que chegou em alta para o Grêmio, caiu de produção, pois no Santos agarrava demais.

Na lateral direita, escalo Wallace, atleta que foi revelado pelo Fluminense e foi para o Chelsea. Ele simplesmente não aconteceu no Grêmio. Um dos zagueiros certamente seria Wallace Reis, que teve muitos bons momentos no Corinthians e no Flamengo. Um jogador com liderança e que é intelectualmente privilegiado, mas que perdeu espaço com Renato, em especial quando Kannemman chegou.

Para compor a zaga com o Wallace Reis, eu poderia recuar um volante, e o Cristian (ex-Corinthians e Fenerbahçe) me parece o mais apropriado, embora Rômulo (ex-Flamengo) tenha jogado mais frequentemente na zaga central. Na lateral-esquerda, outra improvisação: Everton, ex-Flamengo e São Paulo. É um meia que já jogou por ali. Mas os gremistas têm laterais de origem para escolher.

Thiago Neves e muitos outros no meio

No meio-campo, há uma fartura de jogadores que decepcionaram ou que foram escanteados e/ou dispensados no Grêmio. Carlos Alberto (que virou comentarista), Montoya (que fez 12 jogos no clube), Arroyo (que joga mais aberto) e Thiago Neves (citado no começo do texto) podem formar a meiuca do time, se bem que Robinho (ex-Palmeiras e Cruzeiro) disputa vaga.

A briga mais forte é no ataque. Marinho e Luciano ganharam a Bola de Prata pelo excelente Campeonato Brasileiro que fizeram por Santos e São Paulo, respectivamente. E Renato reclamou em meio à final da Copa do Brasil que seu time tinha poucos jogadores que sabiam fazer gol. Além de dispensar dois dos principais artilheiros do Brasileiro, ele não recuperou Diego Tardelli, André e Maicosuel. Com ele, Hernane pouco brocou, e Bolaños, entre lesões, extracampo e reserva, não vingou.

 Grêmio e Renato agora vão com fome às compras no mercado para a temporada 2021. Será que vão recuperar?

Renato Gaúcho, durante Grêmio x Pachuca
Renato Gaúcho, durante Grêmio x Pachuca Getty

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A seleção que Renato Gaúcho não recuperou (ou não aproveitou) no Grêmio

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Se falarmos a pronúncia correta sempre, muito Haaland vai virar Rôlam

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

No final de semana, uma grande discussão tomou conta das mídias sociais: a pronúncia certa do nome do Haaland é “Raland” ou “Roland”? Tudo começou por conta da transmissão da Bandeirantes do clássico entre Bayern e Borussia Dortmund, quando Datena e Neto insistiram em chamar o astro norueguês de “Rôlam”. Muitos criticaram essa pronúncia porque não é a que estamos habituados no Brasil e porque gera trocadilho.

A popular dupla da Band, levando tudo com humor, não está errada. O próprio Haaland já explicou. Em norueguês, o nome dele soa mesmo como “Rôlam”. Em inglês, o nome sai como “Rálam”. Ele não se incomoda de ser chamado dos dois jeitos. Ele nasceu em Leeds, onde seu pai jogou futebol. Algumas TVs costumam consultar tradutores para determinar exatamente como se fala o nome dos estrangeiros, em especial na cobertura de grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíada. E, às vezes, há um choque de realidade com a pronúncia.

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Para quem não sabe, eu torço mesmo pela seleção da Holanda. E falo todos os “Vans” como “Vãns” mesmo, como quase todo mundo faz aqui no Brasil e em boa parte do mundo. Mas em holandês o som de “Van” é algo como  “Fãn”. Só que como falar na mídia aqui “Fân Basten”, nome que dei para meu carro laranja inclusive? Ficou consagrado aqui o “Vãn Dáiqui”, zagueiraço do Liverpool cujo nome se escreve Van Dijk. O certo em holandês seria algo como “Fãn Dêiqui”. O Seedorf, que falamos quase sempre como “Sidórfi”, é algo como “Sêidorfi”. O Kuyt, em holandês, é chamado de “Kaut”. 

Eu já ouvi pronúncias diferentes de Cruyff em holandês. O nome dele original é Cruijff. Esse “ij” foi transformado em “y”, o mesmo aconteceu com o “Feijenoord”, que virou Feyenoord em 1974 exatamente porque as pessoas fora da Holanda não sabiam pronunciar direito o “ij” holandês. O Ajax, que falamos com som de jota sem nenhuma dor na consciência, é na verdade “Aiax”, pois o “j” tem som de “i” nesse caso. Assim como vários nomes de jogadores do leste europeu têm “j” que deve ser pronunciado como se fosse “i”.

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Eu poderia citar aqui um zilhão de exemplos. Falamos Paris Saint-Germain sem afrancesar o “Parri”. Seria o mais correto falar assim, pois o time é francês e é tratado assim em seu país, mas acho que muitos vão concordar que seria meio pedante. O mesmo vale para o inglês, o idioma mais internacional. Tente falar Tottenham como os britânicos falam. É algo como “Tótam”, parece perder metade das letras da palavra. Há quem chame Birmingham de “Birminrram” pura e simplesmente, mas no Reino Unido é algo pomposo como “Bârminrram”.

Na Espanha, com o “g” tendo som de “r”, o Getafe seria “Retafe”, mas é difícil alguém não começar o nome do Azulão espanhol com “G” aqui. O Girona é catalão e lá falam com “g” mesmo, mas em espanhol a pronúncia seria “Rirona”. Até hoje há alguma discordância sobre como falar o nome do belga Hazard: começamos com “r” ou simplesmente ignoramos o “h”? Em francês, é “Azar mesmo”. E há quem queira evitar o azar na pronúncia... Há muitos jogadores de origem africana com nomes afrancesados que geram discórdia. “Cissê” ou Cissé” é um clássico. “Mulûmbu” (africano) ou “Mulumbú” (francês)?

Não é porque alguém fala o nome correto de um jogador em seu idioma que está errado e não sabe nada de futebol internacional. E também não é porque alguém não pronuncia de forma perfeita o nome de alguém em sua língua que é uma besta ou que não sabe de nada de outros idiomas. O melhor é mesmo ter o bom senso. Tentar se comunicar da melhor forma com seu público. E alguns nomes vão gerar trocadilhos e piadas mesmo.

Como se pronuncia corretamente o nome do novo técnico do Santos? Pelo que ouvi em entrevistas do Ariel Holan na Argentina e no Chile, seria "Rôlan".

Haaland ou Rôlam?
Haaland ou Rôlam? Getty Images
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Se falarmos a pronúncia correta sempre, muito Haaland vai virar Rôlam

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Estadual devia ser como Copa da Liga ou Copa do Mundo

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Não há mais espaço no calendário para Estaduais arrastados e pouco interessantes. E isso vem antes mesmo da pandemia e do presidente da CBF, Rogério Caboclo, dizer, na premiação dos melhores do Brasileiro, que o atual calendário irracional não é feito por sua entidade.

 

           Minha solução é rápida e simples. Estaduais devem ser de tiro bem curto, um mata-mata nos moldes da Copa da Liga da Inglaterra ou de outras copas nacionais secundárias. Perdeu está fora. Jogos únicos. Um time para ser campeão faria no máximo sete partidas. Pode escalar reservas ou garotos, se esse for o desejo do clube. Outra opção é copiar o formato atual da Copa do Mundo, que tem 32 times e no máximo sete jogos para seu campeão. Assim enxugaria, por exemplo, mais da metade das datas do campeão do Paulista, o principal Estadual do país.

 

          Mas e os times pequenos? Vão ficar sem jogar por meses? Vão acabar? Não, muito ao contrário. Jogariam um campeonato nacional regionalizado, preferencialmente de pontos corridos, assim como os grandes das Séries A e B. Seria uma Série E, que hoje inexiste. E tem mais: todos os times do país jogariam a Copa do Brasil. Torneio de mata-mata permite a participação de milhares de clubes, como acontece na Copa da França, por exemplo. Acabaria com essa decisão estúpida de um campeão da Copa Paulista ter que optar entre jogar a Série D e a Copa do Brasil.

 

         Isso preencheria o calendário dos times menores, permitiria a eles se planejar melhor, crescer. E deixaria os Estaduais mais atraentes para o público e para a televisão. Os Estaduais seriam disputados ao longo do ano em alguns meios de semana, como todas as copas. Nada de dedicar dois ou três meses apenas para os Estaduais. Assim como a Copa do Brasil passou a ser disputada simultaneamente cm o Brasileiro, o mesmo se passaria com os torneios estaduais. É assim na Europa, de boa.

 

Atlético-MG, Corinthians e Flamengo, campeões estaduais; em 2016, Inter caiu após ganhar o Gaúcho
Atlético-MG, Corinthians e Flamengo, campeões estaduais; em 2016, Inter caiu após ganhar o Gaúcho Arte ESPN - Divulgação e Getty

          O Manchester City tenta ganhar Inglês, Copa da Inglaterra e Copa da Liga da Inglaterra, e o Guardiola, que de irracional não tem nada, ainda pode ser campeão da Champions League e outros torneios internacionais nesta temporada. Na pirâmide do futebol inglês, um modelo para o mundo, há mais de 5 mil clubes (a partir da sexta divisão, há ligas regionalizadas). Qualquer um pode escalar, em tese, o topo da pirâmide, assim como até um time semi-amador pode conquistar a Copa da França.

 

          Estando bom para ambas as partes (times grandes e pequenos), Rodrigo Bueno, aqui, agora!

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Estadual devia ser como Copa da Liga ou Copa do Mundo

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Em defesa do VAR e dos pontos corridos, fora, Gaciba!

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Eu sempre defendi o sistema de pontos corridos no Campeonato Brasileiro. Eu sempre defendi o VAR no futebol. E, na defesa disso tudo, eu defendo agora a saída do Leonardo Gaciba do comando da arbitragem da CBF.

Uma das muitas vantagens de um campeonato com 38 rodadas em que todos se enfrentam em turno e returno é que os erros de arbitragem são diluídos: todos em algum momento são beneficiados e prejudicados. No balanço final de uma competição assim, muito raramente há uma grande injustiça. Em uma final ou em um confronto de mata-mata, um erro de arbitragem tem um peso bem maior. E a história do futebol brasileiro, sobretudo, mostra grandes absurdos de arbitragem em jogos decisivos.

A tecnologia vem sendo empregada no esporte para reduzir o número de erros de arbitragem, algo que sempre desejei, assim como tanta gente. O VAR, que já não é mais uma novidade no futebol, trouxe a esperança de mais justiça e de menos polêmicas. Mas o uso dessa ferramenta no Brasil foi algo simplesmente catastrófico neste Campeonato Brasileiro de 2020 que acabou em 2021.

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Houve gol legal invalidado pelo VAR, como reconheceu Gaciba (que deu preferência na entrevista para o canal de TV em que ele trabalhava), houve falha técnica do instrumento, houve problema de comunicação entre os que operam o equipamento, houve ordem precipitada para validar gol sem ter a certeza do lance, houve chuva de pedidos de adiamento de jogos por conta disso tudo e houve diferentes interpretações de arbitragem para lances quase idênticos, inclusive na reta final do campeonato, quando os holofotes estavam mais voltados para os juízes.

Em um país onde há tanta corrupção e onde as pessoas enxergam teorias da conspiração em tudo, simplesmente por não acreditarem em quase nenhuma instituição e em quase ninguém, o cuidado com a arbitragem deveria ser ainda maior. O Flamengo, melhor time do país e favorito desde sempre para vencer o campeonato nacional, foi o campeão, o que seria a coisa mais normal e inquestionável. Só que não foi bem assim.

Na grande maioria do campeonato, boa parte dos flamenguistas falavam em um complô para não permitir uma hegemonia rubro-negra no país. O São Paulo seria o campeão porque Rogério Caboclo, presidente da CBF, é são-paulino. Isso até o Inter virar líder. O foco se virou então para as ajudas ao clube colorado, e a tese passou a ser a de que qualquer um seria campeão menos o Flamengo, pois o “esquema” seria esse. O Flamengo assume a liderança na penúltima rodada muito por conta da polêmica expulsão de Rodinei, e grande parte do país resgata o peso que tem o time rubro-negro na hora da decisão, inclusive sobre árbitros.

Eu continuo não acreditando que há um sistema que defina os campeões. Eu continuo acreditando nos pontos corridos como a melhor fórmula para um campeonato nacional. Eu continuo acreditando na tecnologia e no VAR para reduzir os erros de arbitragens, sobretudo os mais graves. 

Mas eu não acredito mais no Leonardo Gaciba. Rogério Caboclo, que estava no seu querido Morumbi para entregar o troféu para o 'rival' Flamengo e a medalha para o 'ídolo' Rogério Ceni, precisa zelar pela imagem do principal campeonato do país (infelizmente, ainda é a CBF que organiza a competição, não há Liga) e precisa agir.

Fora, Leonardo Gaciba!  

Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF
Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Lucas Figueiredo/CBF
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Em defesa do VAR e dos pontos corridos, fora, Gaciba!

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Metade das torcidas estrangeiras no Brasil é de clubes da Inglaterra; veja pesquisa

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Concluída a maior pesquisa que eu já fiz para determinar o tamanho das torcidas de times estrangeiros no Brasil, posso dizer que praticamente a metade dos votos recebidos foi para clubes ingleses, o que só mostra como a Premier League, sobretudo, virou mesmo um fenômeno e um símbolo de excelência no esporte.

Arsenal, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Chelsea estão no top 10 do levantamento e puxam a preferência nacional por times da terra da rainha. Em pesquisas anteriores, clubes como Milan e Real Madrid, muito conhecidos no mundo todo há várias décadas, tinham mais protagonismo. Ainda são muito bem votados, mas percebe-se que os latinos estão perdendo espaço mesmo para os clubes ingleses no coração brasileiro.

Eu computei votos desta vez nas redes sociais de ESPN Brasil e FOX Sports, além das minhas próprias mídias sociais (teve gente que mandou votos até no meu Linkedln). Com este universo mais amplo para ouvir as pessoas, a maioria das agremiações aumentou o número de votos em relação às pesquisas anteriores que organizei. É bom lembrar que não há base científica nesta enquete e que há margem de erro mesmo nas pesquisas mais confiáveis.

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Foram citados 18 clubes ingleses diferentes neste levantamento (que durou quase uma semana). Os italianos aparecem na segunda posição, com dez times lembrados. Depois, vem a Espanha, com 9 equipes. No total, 47,02% dos votos computados apontam preferência para os times da Inglaterra. Em reportagem na Folha de S. Paulo, há dez anos, publicada no dia 3 de abril de 2011, eu já constatava esta febre britânica no Brasil tendo como base o crescimento de perfis de torcidas de times estrangeiros no país. Neste post, você poderá ver como algumas das torcidas de times ingleses no Twitter cresceram bem.

Claro que tudo isto tem a ver com o sucesso da Premier League, que passou a fazer parte para valer do nosso cotidiano neste século com as transmissões cada vez mais frequentes do campeonato (eu e o Paulo Andrade sabemos bem disso desde que esta viciante brincadeira começou nos canais ESPN). No Twitter, a @ManUtdBR tinha 2.737 seguidores há dez anos, hoje, está com mais de 45 mil pessoas. Isto é mais do que a média de público da própria liga inglesa. A atuante @Arsenal_Brasil, que ajudou a colocar os Gunners no topo de mais uma pesquisa de torcida, contava com 1.486 seguidores há uma década, agora, ostenta mais de 23 mil componentes.

Sabemos o que aconteceu com o Manchester City nos últimos anos após grande injeção de dinheiro e a contratação de Pep Guardiola. Agora, veja só o que aconteceu com a @ManCityBrazil: passou de 261 fãs há dez anos para mais de 31.500 seguidores neste momento. Mas não são só os times que vencem muito que crescem em popularidade. A @NottsBrazil (torcida pelo Notts County) passou de 78 pessoas para quase 1.600 em dez anos. Você imaginaria que há mais de mil pessoas no Brasil que curtem e acompanham o Notts County, um clube tradicional mas que está agora na quinta divisão?

Para ser transparente ao máximo, vou postar aqui abaixo o resultado completo da pesquisa que fiz, incluindo aqueles votos de sacanagem (teve gente, possivelmente motivada por seu clube brasileiro de coração, citando Corinthian-Casuals, Mazembe, Raja Casablanca, Tigres, etc.). Também mostrarei as contas por país e o crescimento de algumas torcidas inglesas no Twitter.

Parte do troféu da Premier League, liga que virou um sucesso no Brasil e alavanca torcida por times ingleses no país
Parte do troféu da Premier League, liga que virou um sucesso no Brasil e alavanca torcida por times ingleses no país Andrew Powell/Getty Images

Pesquisa de torcidas estrangeiras no Brasil (2021)

CLUBE                                                  VOTOS

 

1º Arsenal (ING)                               80 (11,06%)

2º Liverpool (ING)                            78 (10,78%)

3º Real Madrid (ESP)                       69 (9,54%)

4º Barcelona (ESP)                          60 (8,29%)

5º Manchester City (ING)                 57 (7,88%)

6º Milan (ITA)                                   43 (5,94%)

7º Manchester United (ING)             39 (5,39%)

8º Chelsea (ING)                              38 (5,25%)

9º Bayern (ALE)                               31 (4,28%)

10º Borussia Dortmund (ALE)          22 (3,04%)

11º Juventus (ITA)                            20 (2,76%)

12º Inter (ITA)                                  18 (2,48%)

13º Atlético de Madri (ESP)              15 (2,07%)

14º Tottenham (ING)                        13 (1,79%)

15º Paris Saint-Germain (FRA)        12 (1,65%)

16º Boca Juniors (ARG)                   11 (1,52%)

17º Newcastle (ING)                        10 (1,38%)

18º Napoli (ITA)                               7   (0,96%)

      Roma (ITA)                               7   (0,96%)

20º Ajax (HOL)                                6   (0,82%)

21º Corinthian-Casuals (ING)          5   (0,69%)

      Lazio (ITA)                                 5   (0,69%)

      West Ham (ING)                        5   (0,69%)

24º Leicester (ING)                          4   (0,55%)

      Sampdoria (ITA)                        4   (0,55%)

      Tigres (MEX)                             4   (0,55%)

27º Sporting (POR)                          3   (0,41%)

28º Aston Villa (ING)                        2   (0,27%)

      AZ Alkmaar (HOL)                      2   (0,27%)

      Celtic (ESC)                               2   (0,27%)

      Estrela Vermelha (SER)             2   (0,27%)

      Everton (ING)                             2   (0,27%)

      Fiorentina (ITA)                           2   (0,27%)

      Guaraní (PAR)                             2   (0,27%)

      Mazembe (CON)                        2   (0,27%)

      Nottingham Forest (ING)             2   (0,27%)

      Parma (ITA)                                 2   (0,27%)

      River Plate (ARG)                        2   (0,27%)

      Valencia (ESP)                            2   (0,27%)

40º Académica de Coimbra (POR)    1   (0,13%)

      Al Ahly (EGI)                              1   (0,13%)

      América (MEX)                          1   (0,13%)

      Bayer Leverkusen (ALE)             1   (0,13%)

      Benfica (POR)                            1   (0,13%)

      Betis (ESP)                                1   (0,13%)

      Borussia Mönchengladbach (ALE)   1   (0,13%)

      Celta (ESP)                                1   (0,13%)

      Cremonese (ITA)                       1   (0,13%)

      CSKA (RUS)                               1   (0,13%)

      Cultural Santa Rosa (PER)          1   (0,13%)

      Daugavpils (LET)                        1   (0,13%)

      Feyenoord (HOL)                       1   (0,13%)

      Fulham (ING)                             1   (0,13%)

      Galatasaray (TUR)                     1   (0,13%)           

      Hamburgo (ALE)                        1   (0,13%)

      Leipzig (ALE)                             1   (0,13%)

      Lyon (FRA)                                1   (0,13%)

      Peñarol (URU)                            1   (0,13%)

      Porto (POR)                                1   (0,13%)

      Preston North End (ING)             1   (0,13%)

      PSV (HOL)                                  1   (0,13%)

      Racing (ARG)                             1   (0,13%)

      Raja Casablanca (MAR)             1   (0,13%)           

      Rayo Vallecano (ESP)                1   (0,13%)           

      Sevilla (ESP)                              1   (0,13%)

      Shamrock Rovers (IRL)              1   (0,13%)

      Slovan Bratislava (SVQ)             1   (0,13%)

      Standard Liège (BEL)                1   (0,13%)

      Sunderland (ING)                      1   (0,13%)

      Villarreal (ESP)                         1   (0,13%)

      Watford (ING)                           1   (0,13%)

      Wolverhampton (ING)               1   (0,13%)

Total de times citados: 72
Total de votos: 723

Reportagem minha sobre pesquisa de torcidas de times estrangeiros publicada na Folha de S. Paulo em 3 de abril de 2011
Reportagem minha sobre pesquisa de torcidas de times estrangeiros publicada na Folha de S. Paulo em 3 de abril de 2011 Reprodução/Folha de S. Paulo

 Clubes citados por país (23 países)

1º Inglaterra       18 (340 votos / 47,02%)

2º Itália               10 (109 votos / 15,07%)

3º Espanha         9 (151 votos / 20,88%)

4º Alemanha        6 (57 votos / 7,88%)

5º Holanda          4 (10 votos / 1,38%)

    Portugal          4 (6 votos / 0,82%)

7º Argentina        3 (14 votos / 1,93%)

8º França            2 (13 votos / 1,79%)

    México            2

10º Bélgica         1

    Congo            1

    Egito              1

    Escócia          1

    Eslováquia     1

    Irlanda           1

    Letônia           1

    Marrocos        1

    Paraguai         1

    Peru               1

    Rússia            1

    Sérvia            1

    Turquia           1

    Uruguai          1

'Galácticos': veja trailer do documentário da ESPN sobre um Real Madrid histórico


Torcidas inglesas no Twitter

(Número de seguidores / Número em 3 de abril de 2011) 

@Arsenal_Brasil       23.434  (1.486)

@BoltonBrasil          645          (133)

@fulhamfcbrasil       4.545       (189)

@LeedsUnitedBR      4.083     (314)

@ManCityBrazil         31.518   (261)

@ManUtdBR            45.391   (2.737)

@NFFCBrasil            5.636      (375)

@NottsBrazil            1.597       (78)

@nufcbrasil             3.738       (122)

@reds4us               5.644     (3.341)

@TottenhamBrasil     14.378   (869)

@west_hambr         5.713       (144)

@WolvesBrasil         2.733      (219)

@ynwabrasil            676          (251)

 

 

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Metade das torcidas estrangeiras no Brasil é de clubes da Inglaterra; veja pesquisa

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São Paulo troca assessor de imprensa mais longevo entre os grandes clubes do país

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Câmera da ESPN encontra Crespo em camarote do Morumbi durante São Paulo x Palmeiras


O São Paulo mudou muito desde 1997, quando Juca Pacheco passou a trabalhar na assessoria de imprensa do clube. Hoje, ele acertou a sua saída do time. 

Essa é mais uma mudança significativa na nova gestão do presidente Julio Casares, afinal Juca era o mais longevo dos assessores de imprensa de clube considerando os principais times do país.

 A área de comunicação do tricolor paulista tem passado por boa reformulação também.

Felipe Spindola, que já trabalha também há muitos anos no clube, passa a ser agora o principal nome na assessoria de imprensa do São Paulo. 

Pela apuração do blog, não há um bom entendimento entre a nova gestão e Juca Pacheco, um dos pivôs da geração que mudou bastante a cara do trabalho de assessoria de imprensa no futebol brasileiro. 

Júlio Casares comemora a vitória na eleição presidencial do São Paulo
Júlio Casares comemora a vitória na eleição presidencial do São Paulo Fernando Nascimento/Photopress/Gazeta Pr

Juca tem boa relação com Muricy Ramalho, técnico tricampeão brasileiro em 2006/2007/2008 que voltou a trabalhar no clube, agora como coordenador de futebol.  

Fonte: Rodrigo Bueno

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São Paulo troca assessor de imprensa mais longevo entre os grandes clubes do país

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CBF rejeitaria Guardiola por querer ganhar tudo?

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Um dos vice-presidentes da CBF, Francisco Novelletto precisa dar uma palestra para o Guardiola, para o Rummenigge e para algumas outras figuras do futebol que querem ganhar tudo. O dirigente atacou o Palmeiras por disputar todas as partidas possíveis do calendário nesta temporada e deu a entender que o melhor para um time é abrir mão de algumas competições e partidas

“Quem mandou querer ganhar tudo? Vê se o presidente do Palmeiras abre mão. Ele não é obrigado. Quer fazer caixa, ganhar prêmio da CBF, de quem patrocina os campeonatos”, disse o cartola à Rádio Bandeirantes.

Eu já defendi muito e continuo defendendo o Guardiola como técnico da seleção brasileira. Mas será que o perfil dele agrada ao Novelletto? Creio que não, afinal, o espanhol ganhou seis títulos com o Barcelona na mesma temporada (2008/2009). E, se bobear, o Manchester City dele vai ganhar sete troféus na atual (2020/2021). O time inglês vem de uma série de 17 partidas apenas com vitórias, um recorde histórico na terra da rainha. 

Guardiola diz que amaria ter Messi e CR7 e elogia Fernandinho


Neste domingo (21), o City pega o Arsenal à partir das 13h15 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo de ESPN Brasil e ESPN App e deve ampliar esta marca. Guardiola já é o primeiro técnico de elite na Inglaterra a vencer os 10 primeiros jogos do calendário em um ano (este 2021 que ainda está no começo). Imagine só  o faminto técnico espanhol sendo contratado por Novelletto: “Abra mão de alguma coisa, Guardiola. Tentar ganhar Copa do Mundo, Copa América e Olimpíada é uma loucura. Não precisa vencer os 18 jogos das eliminatórias, dá para classificar para o Mundial em quarto lugar com campanha mediana.”  

E o Bayern de Munique, que também venceu seis títulos em uma temporada? Pense no cartola da CBF ensinando Rummenigge, ídolo do clube alemão que é o atual presidente do detentor dos títulos do Mundial, da Champions, da Bundesliga, da Copa da Alemanha, da Supercopa da Europa e da Supercopa da Alemanha. “Não dá para ganhar tudo, Rummenigge. Você é fominha demais, está interessado nos prêmios da Fifa, da Uefa, da federação e da liga da Alemanha. É muita coisa. Desiste de alguma coisa”, seria o conselho de Novelletto, ex-presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

O Palmeiras investiu pesado na montagem de seu elenco com o apoio de forte patrocinador exatamente para tentar ganhar tudo. O clube alviverde turbinou sua base nos últimos anos para ter ainda mais opções boas no time. Mas talvez Novelletto entenda que esse não é o caminho a ser seguido e que o calendário brasileiro é exemplo para mundo. 

O Santos de Pelé e o São Paulo de Telê ganharam praticamente tudo. Devem ser criticados?

Responda à esta pergunta e, se você ainda não participou da pesquisa de torcida de times estrangeiros no Brasil, diga qual é seu clube do exterior favorito aqui nas postagens deste texto nas redes sociais de ESPN Brasil e FOX Sports ou em qualquer mídia minha (@RodrigoBuenoTV no Twitter, @rodrigobuenobubu no Instagram, www.facebook.com/RodrigoBuenoJornalista e, como o mundo está sempre mudando, eu aceito voto agora até de quem me achar no Tik Tok e no Clubhouse). O resultado da pesquisa sairá nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro.  

Pep Guardiola, técnico do Manchester City
Pep Guardiola, técnico do Manchester City GettyImages
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Na lata, qual é o seu time estrangeiro favorito?

Rodrigo Bueno
Rodrigo Bueno

Meu post de estreia no ESPN.com.br tinha que ser mesmo diferenciado! Qual é o seu time estrangeiro favorito? Simples assim. Responda à esta pergunta, e você participará da votação que vai medir, no momento, quais são os clubes do exterior mais queridos pelos brasileiros.

Eu já tenho uma boa experiência com esse tipo de enquete. A primeira que fiz, por mera curiosidade na esteira de uma pesquisa de torcidas nacionais feita pelo Datafolha, foi em 2003, na coluna Futebol no Mundo que eu escrevia na Folha de S. Paulo. Na época, não tínhamos as mídias sociais de hoje nem tantas transmissões de jogos internacionais como atualmente. Essa votação feita há 18 anos destacou o Milan e clubes italianos em geral, além do então galáctico Real Madrid. Em 2010, fiz uma nova enquete, e o resultado apontou um grande crescimento dos clubes ingleses devido ao sucesso da Premier League, além da ascensão meteórica do Barcelona, na época encantando com aquele timaço de Messi dirigido por Pep Guardiola.

A terceira e mais recente pesquisa que fiz para determinar as maiores torcidas de times estrangeiros no Brasil aconteceu no final de 2012, quando eu escrevia para o FOXSports.com.br. Houve, claro, algumas correntes na internet, sobretudo de algumas comunidades de torcedores de alguns clubes, mas o resultado não ficou muito longe do que deveria ser a realidade mesmo. O Arsenal, que tem torcida oficial reconhecida no Brasil desde aquela época, foi muito citado, por exemplo. A Arsenal Brasil começou em 2007 no agora já velho Orkut e depois cresceu com Twitter, Facebook, site, revista, viagens para conhecer as dependências dos Gunners e por aí vai. É uma prova concreta de que há, sim, muita gente no Brasil que torce de verdade para times estrangeiros. E muitos nem têm um clube brasileiro no coração. Um sinal dos tempos!

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Peço a você que vai votar que cite apenas um time favorito. 

Sem essa de dizer que é Liverpool e Al Ahly ou que é Boca Juniors e Tigres. Eu só computarei um voto por pessoa e apenas um clube por pessoa. Checarei todos os perfis dos eleitores para garantir que não haja voto repetido, corrente, spam, essas coisas. Chegamos à terceira década do Século 21, voltei à minha querida ESPN, ao bom e já veterano programa Futebol no Mundo, e é justo medir a popularidade de cada time estrangeiro por aqui de novo. 

Vale voto aqui nas postagens deste texto nas redes sociais de ESPN Brasil e FOX Sports  (Twitter e Facebook de ambos) ou em qualquer rede social minha (@RodrigoBuenoTV no Twitter, @rodrigobuenobubu no Instagram, www.facebook.com/RodrigoBuenoJornalista e, como o mundo está sempre mudando, eu aceito voto agora até de quem me achar no Tik Tok e no Clubhouse).

Na lata, qual é o seu time estrangeiro favorito?

Bolas da Champions League 2020-21
Bolas da Champions League 2020-21 Getty Images
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