As ligas americanas têm um superatleta japonês, sim | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Pense em um superatleta. Duas vezes. Na primeira, concentre-se na imagem de um superatleta hipotético, como você imagina que deva ser um superatleta. Não importa a modalidade, apenas em uma visão quase idealizada. Na segunda, pense em um superatleta real, algum esportista que você veja como superatleta.

Sinto-me seguro em dizer que pouquíssimos dos leitores, se é que houve algum, visualizou um esportista oriental.

Entre os diversos estereótipos que são vinculados a japoneses, chineses e coreanos, entre outras nacionalidades, está a de menor capacidade atlética e de adaptação às circunstâncias. Tanto que, quando se vai elogiar um atleta oriental*, quase sempre isso está vinculado a “disciplina”, “dedicação” e “técnica” (normalmente misturando as três coisas em um conceito só, como “técnica afinada por disciplina e dedicação quase religiosa ao treinamento”). É raro ligar um esportista do leste da Ásia a “força”, “raça”, “vigor físico”, “talento natural”, "visão estratégica", “malandragem”, “capacidade de improviso”, “criatividade”, “liderança” ou “carisma”.

* Eu sei que o termo “oriental” é controverso dentro da comunidade (da qual faço parte, como neto de okinawanos), mas vou utilizá-lo por facilitar a compreensão e ser menos amplo que “asiático”, que pode incluir desde um libanês ou israelense até um filipino

Shohei Ohtani tem destruído esse estereótipo na atual temporada da Major League Baseball. O japonês é líder de home runs de toda a liga, além de ser o melhor arremessador da rotação e o líder em roubo de bases de sua equipe. O que ele faz exige força, explosão física, técnica, criatividade, disciplina e personalidade. 

O público e a mídia reconhecem isso, tanto que seu desempenho é o grande assunto do beisebol -- e um dos grandes dos esportes nos Estados Unidos -- neste ano, com feitos inéditos nos mais de cem anos da liga. Sua participação no Home Run Derby na última segunda foi vista por 8,7 milhões de pessoas na TV americana, número quase igual ao jogo 3 das finais da NBA na noite anterior (9 milhões). Mas ainda se vê hesitação em chamá-lo de superatleta.

Shohei Ohtani
Shohei Ohtani Getty Images

LEIA MAIS: Na semana de Alisson e Enzo Pérez, precisamos apreciar o que faz Shohei Ohtani

Uma reportagem de Alex Sabino na Folha de São Paulo mostrou como, a oito dias do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o noticiário esportivo japonês só tem olhos para o que Ohtani faz do outro lado do Oceano Pacífico. Claro, atletas japoneses já tiveram sucesso em diversos esportes ao longo das últimas décadas. Mas nenhum da forma como Ohtani, e vê-lo (perdoe-me pelo clichê) “conquistar a América” tem um significado diferente para um asiático.

Isso se mostra especialmente relevante em um momento em que orientais são vítimas de xenofobia e racismo em diversos países do ocidente devido à pandemia de covid-19. Uma onda que atinge desde imigrantes até sino-britânicos ou nipo-americanos de terceira ou quarta geração que nem conhecem o idioma da terra de seus avós, bisavós ou tetravós. Ataques que vão desde xingamentos na rua até assassinatos, como o de cinco garotas coreanas em março em Atlanta.

Por isso, a temporada brilhante de Ohtani derruba estereótipos, mostra ao mundo que orientais podem ser admirados plenamente por sua capacidade atlética e celebrados como ídolos no ocidente. Não precisamos ter receio em falar isso. E em reconhecer que seus feitos são, de fato, coisa de um superatleta. Um superatleta oriental.

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição, mas o blogueiro sairá de férias por uma semana, então o próximo Semana MLB terá apenas a programação de TV dos dias seguintes

RELEMBRANDO

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, onde atuam os brasileiros André Rienzo (Tecolotes de los Dos Laredos), Paulo Orlando (Águila de Veracruz), Tiago da Silva (Generales de Durango) e Leonardo Reginatto (contratado nesta semana pelos Rieleros de Aguascalientes). Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PERSONAGEM DA SEMANA

Trey Mancini estava se preparando para a temporada 2020 da MLB quando descobriu que tinha câncer no cólon. Iniciou tratamento, fez quimioterapia até setembro. Claro, perdeu toda a temporada da MLB. Mas, em um exemplo inspirador de recuperação, em fevereiro já estava na preparação para a temporada 2021. Nesta semana, menos de um ano após sair da quimio, ele foi vice-campeão do Home Run Derby.

VÍDEO DA SEMANA

Pete Alonso foi o grande campeão do Home Run Derby. Seu desempenho foi tão admirável quanto o de Dave Jauss, treinador de banco do New York Mets e responsável pelos arremessos para Alonso no evento. Jauss teve uma incrível capacidade de colocar as bolas no ponto certo para swings perfeitos. O Twitter do Pitching Ninja fez uma sobreposição de quatro arremessos seguidos de Jauss no Home Run Derby. Impressionante a consistência.


O QUE VEM POR AÍ

A briga pela Liga Nacional Oeste promete ser a mais espetacular da segunda metade da temporada. O Los Angeles Dodgers, atual campeão, persegue o surpreendente San Francisco Giants, seu maior rival. Até agora, foram nove confrontos entre as equipes na temporada, com vantagem dos angelenos por 6 a 3. Nas próximas duas semanas, serão mais sete confrontos, quatro deles em LA. Essa sequência pode mudar o panorama dessa disputa para qualquer um dos lados. Ou mesmo para um terceiro: o San Diego Padres, que corre por fora neste momento e pode se aproximar dos adversários californianos.

[]

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT...

A briga na Califórnia é espetacular, mas a Liga Americana Leste também merece atenção. O Boston Red Sox é o Giants da Costa Leste, um time com experiência de campeão, enorme tradição e lidera seu grupo, mas que não era cotado para uma grande temporada. O New York Yankees é a decepção da vez, com um beisebol inconsistente no ataque e no bullpen. No entanto, vencer uma série fora de casa contra o Houston Astros e a pausa do All-Star Game podem ajudar a dar novo impulso aos nova-iorquinos para a retomada da temporada, justamente em uma série de quatro jogos encerrada no Sunday Night Baseball. É uma ótima oportunidade de reabrir a disputa, ou consolidar de vez os Meias Vermelhas diante de seu maior rival.

Atenção que essa série será afetada pelos casos de covid-19 dos Yankees, que já provocaram o adiamento da partida que abria a série, nesta quinta.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 16/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN)

Domingo, 18/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN)

Segunda, 19/jul
21h - Chicago Cubs x St. Louis Cardinals (ESPN)

Terça, 20/jul
21h - Chicago Cubs x St. Louis Cardinals (ESPN 2)

Quarta, 21/jul
21h - Chicago Cubs x St. Louis Cardinals (ESPN)

Sexta, 23/jul
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sexta, 16/jul
21h - LMB: Acereros de Monclova x Mariachis de Guadalajara
21h30 - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Algodoneros de Unión Laguna

Sábado, 17/jul
19h - Saraperos de Saltillo x Sultanes de Monterrey
21h - Olmecas de Tabasco x Tigres de Quintana Roo

Domingo, 18/jul
15h - Acereros de Monclova x Diablos Rojos de México
20h - Piratas de Campeche x Leones de Yucatán

Terça, 20/jul
21h30 - Generales de Durango x Saraperos de Saltillo
22h - Tigres de Quintana Roo x Piratas de Campeche
23h - Diablos Rojos de México x Toros de Tijuana

Quarta, 21/jul
21h - Bravos de León x Guerreros de Oaxaca
21h30 - Pericos de Puebla x Águila de Veracruz

Quinta, 22/jul
22h - Leones de Yucatán x Olmecas de Tabasco
23h - Diablos Rojos de México x Toros de Tijuana

Sexta, 23/jul
21h - Acereros de Monclova x Tecolotes de los Dos Laredos
22h - Leones de Yucatán x Tigres de Quintana Roo

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

As ligas americanas têm um superatleta japonês, sim | Semana MLB

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

"El Turco" Mohamed foi uma boa escolha para o Atlético-MG? | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tá com o Livro
Tá com o Livro []


O Atlético Mineiro anunciou a contratação do técnico argentino Antonio Mohamed. O perfil de "El Turco" se encaixa nas necessidades do clube para a continuidade do bom trabalho que Cuca fazia, mas a dificuldade do Galo em encontrar um nome mostra como os clubes brasileiros, agora que muitos fazem questão de terem técnicos estrangeiros, precisam fazer um mapeamento mais detalhado desse mercado no futuro. Esse foi o tema do "Tá com o Livro!" desta sexta. Veja abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

Comentários

"El Turco" Mohamed foi uma boa escolha para o Atlético-MG? | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Real Madrid supera um Barcelona melhor que o esperado | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

Uma quarta de grandes jogos deu o tom do Futebol No Mundo desta quinta. Na Espan... Arábia Saudita, o Real Madrid bateu o Barcelona na Supercopa da Espanha em um jogo que foi mais equilibrado do que muitos imaginavam (o que dá bons sinais sobre o Barça). Na Itália, a Internazionale também confirmou seu favoritismo e venceu a Juventus, mas também precisou da prorrogação. E, na Inglaterra, o Chelsea voltou a vencer o Tottenham pela Copa da Liga.

Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


Comentários

Real Madrid supera um Barcelona melhor que o esperado | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O que esperar do Botafogo com John Textor? | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
[]

O Botafogo enfim virou um clube-empresa. O clube estudava há anos um projeto para sair do modelo de associação e, com isso, recuperar as finanças e a competitividade de seu futebol (e, por consequência, a instituição como um todo). O norte-americano John Textor é o investidor que decidiu apostar no Alvinegro. 

A chegada do empresário, também dono do Crystal Palace, é o tema do Tá com o Livro! desta sexta. Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

Comentários

O que esperar do Botafogo com John Textor? | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Real Madrid x Barcelona na quarta: qual o tamanho da diferença? | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

Mais uma edição do podcast Futebol No Mundo no ar. Na semana de um Real Madrid x Barcelona (semifinal da Supercopa da Espanha), é natural que o clássico espanhol seja o principal assunto. Mas também falamos da incrível virada que a Roma sofreu da Juventus, do retorno da Bundesliga (com derrota do Bayern) e do início da Copa Africana de Nações.

Para acompanhar o podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo.

Comentários

Real Madrid x Barcelona na quarta: qual o tamanho da diferença? | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

"Cruzeiro virou empresa, mas não pode esquecer de dar satisfação ao torcedor" | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

[]

A torcida do Cruzeiro ficou animada com a chegada de um investidor para a recuperação do clube. No entanto, as primeiras semanas não foram como muitos cruzeirenses imaginaram, com notícias sobre cortes no elenco e a não renovação de contrato com o ídolo Fábio. O "Tá com o Livro!" desta sexta comenta o caso. Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

Comentários

"Cruzeiro virou empresa, mas não pode esquecer de dar satisfação ao torcedor" | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Covid volta a bagunçar as grandes ligas. Como ficam os jogos? | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

O surgimento da variante ômicron fez o mundo voltar a ver notícias como explosão de casos de covid-19 e redução da circulação de pessoas pelo mundo. Não foi diferente no futebol, que voltou a ter jogos com arquibancadas total ou parcialmente vazias e adiamento de partidas. Vários jogos foram adiados em Inglaterra, Itália e Espanha por surtos de covid nas equipes. Esse foi o tema da edição desta quinta do podcast Futebol No Mundo.

Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


Comentários

Covid volta a bagunçar as grandes ligas. Como ficam os jogos? | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Por que o inchaço de clubes é fundamental para a Copinha | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
[]


Uma das principais críticas que se faz à Copa São Paulo é o excesso de clubes. Torneios com mais de 100 participantes, e alguns deles com nível técnico bastante inferior aos demais. Ainda que seja ruim ter times pouco competitivos, o inchaço é importante para a Copinha manter sua vocação de torneio revelador. Expliquei no "Tá com o Livro!" desta terça. Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

Comentários

Por que o inchaço de clubes é fundamental para a Copinha | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Domínio! Premier League virou a "Bundesliga" de Guardiola? | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

O Manchester City começa a abrir vantagem na Premier League, passando a impressão de que conquistará mais uma vez o título. A naturalidade com que o time de Guardiola domina o futebol inglês começa a parecer com o que o Bayern de Munique, time anterior do técnico catalão, faz na Bundesliga. Esse foi o tema principal da do podcast Futebol No Mundo, que também tratou da crise entre Lukaku e Thomas Tuchel no Chelsea e dos surtos de covid-19 em La Liga.

Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


Comentários

Domínio! Premier League virou a "Bundesliga" de Guardiola? | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

'Mais que comparar JJ e Paulo Sousa, Fla precisa ver o que ele mudou desde 2019' | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
[]

Jorge Jesus era a prioridade da diretoria do Flamengo para comentar a equipe na temporada 2022. Então, é natural que a torcida e a imprensa usem o trabalho de JJ em 2019 como referência sobre o trabalho de Paulo Sousa. Mas não é apenas o técnico português que mudou de 2019 para 2022. O próprio Flamengo mudou, e o clube precisa ter consciência disso. Esse é o tema do "Tá com o Livro!" que fecha o ano. Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

Comentários

'Mais que comparar JJ e Paulo Sousa, Fla precisa ver o que ele mudou desde 2019' | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Especial de final de ano com as lembranças de 2021 | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

No último Futebol No Mundo de 2021, conversamos com Natalie Gedra para contar bastidores de coberturas e fazer um apanhado do que aconteceu no ano. Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


Comentários

Especial de final de ano com as lembranças de 2021 | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O que esperar de Alexander Medina no comando do Inter? | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

[]

O Internacional apostou no Alexander "Cacique" Medina para comandar a equipe na próxima tempodada. O uruguaio ainda está em início de carreira como treinador, mas fez um bom trabalho no Talleres, que chegou a liderar o Campeonato Argentino. As possibilidades do Colorado em seu quarto técnico estrangeiro em dois anos é o tema do "Tá com o Livro!" desta terça. Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

Comentários

O que esperar de Alexander Medina no comando do Inter? | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Análise do Boxing Day, com a "voz da Premier League" no Brasil | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
[image src="//cdn.espn.com.br/image/wide/622_606d4f72-b305-4d02-91a8-522c50b17bec.jpg" credit="" caption="Tela Futebol No Mundo" alignment=""

O futebol do Reino Unido não para no Natal e no Ano Novo. Pelo contrário, acelera. São várias rodadas marcando as festas de fim de ano, com partidas que batem recordes de público. Por isso, o Futebol No Mundo de 27 de dezembro não poderia ter outro tema a não ser a análise da Premier League no Boxing Day. Para o debate, convidamos Paulo Andrade, a voz do Campeonato Inglês no Brasil.

Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


Comentários

Análise do Boxing Day, com a "voz da Premier League" no Brasil | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Bahia, Grêmio, Sport e Chapecoense: quais as perspectivas para 2022 dos rebaixados | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

[]


Três clubes com títulos nacionais e mais um campeão da Copa Sul-Americana. O Brasileirão 2021 pegou pesado na definição dos rebaixados para a Série B, sacrificando até clubes que eram elogiados pela gestão fora do campo. Mas o que dá para projetar de Bahia, Grêmio, Sport e Chapecoense na tentativa de retornar à elite do futebol nacional? Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.



Comentários

Bahia, Grêmio, Sport e Chapecoense: quais as perspectivas para 2022 dos rebaixados | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Leverkusen, Inter e Olympiacos; Zé Elias relembra a carreira internacional | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

Um Futebol No Mundo especial para a antevéspera de Natal. Conversamos com Zé Elias, que contou histórias e curiosidades de suas passagens por clubes de Alemanha, Itália, Grécia, Chipre e Áustria. Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


Comentários

Leverkusen, Inter e Olympiacos; Zé Elias relembra a carreira internacional | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O que o Ronaldo do Valladolid sinaliza para o Ronaldo do Cruzeiro | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

[]

Surpresa! Um dia após aprovada a transformação do Cruzeiro em SAF (sociedade anônima do futebol), Ronaldo Fenômeno apareceu como a cara do grupo de investidores que vai assumir o clube. Claro que o craque não é o único envolvido na transação, mas ele é a imagem pública do projeto e deve liderar parte do processo. Como o ex-atacante já é dono do Valladolid, é natural que se olhe para o clube espanhol como exemplo do estilo de gestão de Ronaldo. Confira no "Tá com o Livro!" o que ele fez no clube alvirroxo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.


Comentários

O que o Ronaldo do Valladolid sinaliza para o Ronaldo do Cruzeiro | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Especial de fim de ano, ao vivo | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

Uma conversa descontraída, com amigos aparecendo para contar histórias e comentar a rodada do futebol europeu no fim de semana. Essa foi a edição especial de fim de ano do Futebol No Mundo, transmitida ao vivo (e com participação do público). 

Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).

Comentários

Especial de fim de ano, ao vivo | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

"O torcedor precisa parar de pensar na chegada de um investidor milagroso" | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

[]

O futebol brasileiro se prepara para a chegada da SAF, a sociedade anônima do futebol. Isso significa que vários clubes, inclusive alguns dos maiores do País, já enxergam um modelo em que poderiam transformar seu departamento de futebol em empresa, atraindo compradores / investidores que mudem sua realidade econômica e técnica. Isso fez muito torcedor já sonhar com a chegada de bilionários árabes ou russos que transformem seu time no Manchester City ou Paris Saint-Germain brasileiro, mas não há muitos motivos para acreditar na chegada de empresários com essa estratégia. Confira no vídeo abaixo, na estreia do quadro "Tá com o Livro!".

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.


Comentários

"O torcedor precisa parar de pensar na chegada de um investidor milagroso" | Tá com o Livro!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Ohtani é eleito MVP por unanimidade, e como isso pode influenciar o beisebol

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Líder disparado em WAR (algo como “vitórias acrescentadas”) e probabilidade de vitórias acrescentadas, top 3 da liga em home runs, rebatidas multibase e walks intencionais recebidos, top 5 em corridas criadas, percentual de potência, bases totais e walks recebidos, top 10 em bases roubadas. Shohei Ohtani foi um dos principais jogadores ofensivos da MLB em 2021, mas tudo isso se soma a um top 10 em aproveitamento dos rebatedores adversários e top 15 em ERA e percentual de strikeouts para jogadores com um mínimo de 130 entradas arremessadas. O japonês teve mais home runs como rebatedor do que corridas cedidas como arremessador.

Não é difícil entender como o jogador do Los Angeles Angels foi eleito por unanimidade o MVP da Liga Americana em 2021. Ele foi um dos melhores jogadores da liga em duas funções completamente diferentes, configurando uma das maiores temporadas de um atleta na história dos esportes americanos. Para entender melhor, já escrevi sobre isso nos dois links abaixo, e evitarei ser repetitivo.

Shohei Ohtani
Shohei Ohtani Getty Images

LEIA MAISNa semana de Alisson e Enzo Pérez, precisamos apreciar o que faz Shohei Ohtani
VEJA TAMBÉMAs ligas americanas têm um superatleta japonês, sim

Agora que a temporada terminou, já vimos que Ohtani conseguiu jogar em alto nível como rebatedor e como arremessador e foi reconhecido como o melhor jogador do ano. Mas o que isso pode mudar daqui para frente? Ele pode se tornar a referência para um novo tipo de jogador de beisebol, que arremesse e rebata com competência similar? Mais que uma temporada individual espetacular, ela pode ser um marco histórico para o esporte?

É preciso entender o que seria repetir Ohtani. O arremessador-rebatedor dos Angels não é apenas um arremessador que vai bem quando precisa ir ao bastão. Esses jogadores até chamam a atenção pelo bom desempenho rebatendo, mas tendo como parâmetro de comparação os demais homens do montinho. Em geral, não têm números bons o suficiente para brigar por posição com um rebatedor nato.

“Ah, mas se o Madison Bumgarner tivesse mais continuidade no bastão, poderia rebater tão bem quanto um rebatedor.”

Sim, provavelmente poderia. Somando suas duas melhores temporadas no bastão, 2014 e 15, Bumgarner teve 25,2% de aproveitamento e 9 home runs em 65 jogos (seriam 22 HRs em 162 jogos). Mas o abridor do Arizona Diamondbacks estaria disposto a se sujeitar ao regime de treinamento necessário para fazer um ano todo rebatendo nos jogos em que descansa o braço, como Ohtani?

Quem deu pistas de que consideraria essa possibilidade foram Christian Bethancourt, do San Diego Pedres, e Michael Lorenzen, do Cincinnati Reds.

Bethancourt era um terceira base com um braço forte, que fez algumas temporadas no Atlanta Braves no início da década de 2010 e se transferiu para os Padres em 2016. Na Califórnia, ele disse que gostaria de ter algumas oportunidades como reliever, deixando sua posição na defesa para arremessar. No entanto, seu desempenho era fraco no bastão e no montinho e acabou dispensado em 2017.

Lorenzen teve sinais mais consistentes. Como reliever, ele poderia ficar um ano inteiro sem ir ao bastão. Mas ele teve 29% de aproveitamento e 4 home runs em apenas 34 aparições no bastão em 2018. Oportunidades que só surgiram porque ele não apenas se mostrou bom rebatedor, mas passou a ser visto realmente como opção ofensiva para as entradas finais.

O problema é que seu desempenho no montinho não é dos mais sólidos. Em 2021, seu ERA subiu para 5,59 e a estratégia dos Reds foi priorizar o Lorenzen-arremessador. Se o reliever voltar a ter números melhores (teve ERA de 3,01 somando 2018 e 19) e, principalmente, retornar à rotação da equipe ou se tivermos rebatedor designado na Liga Nacional, há uma chance de termos um segundo arremessador-rebatedor. Mas há muitas condicionantes, e nada indica que ele teria desempenho semelhante ao de Ohtani nas duas funções.

É mais fácil imaginar que o Ohtani poderia mudar o beisebol do futuro. No beisebol escolar, é comum os garotos de mais talento serem arremessadores e rebatedores de suas equipes. No entanto, todos acabam se especializando quando chegam a níveis mais altos do esporte. No universitário até há alguns arremessadores-rebatedores, mas os poucos que se mantém acabam escolhendo um lado quando se profissionalizam nas ligas menores. Há até casos de atletas se passam a trabalhar com uma função, percebem depois que têm mais futuro na outra e trocam. Ainda assim, eles nunca fazem a preparação nos dois papeis. Trabalham um de cada vez.

É aí que poderia surgir um novo Ohtani de verdade. Pegar um garoto muito promissor no bastão e no montinho no ensino médio e deixá-lo se desenvolver nas duas funções na universidade e nas ligas menores. Isso só vai acontecer quando os próprios jovens atletas, as pessoas que orientam suas carreiras (família e empresários), os treinadores e, principalmente, as franquias da MLB se convencerem que é possível um jogador ser produtivo fazendo as duas funções ao mesmo tempo. Enquanto isso não acontecer, é inevitável que o garoto ouça a frase “uma hora ele vai ter de escolher para poder chegar ao nível das grandes ligas”.

No Japão, Ohtani teve a chance de se desenvolver e se profissionalizar como um jogador que faz os dois papéis. Acabou mostrando qualidade suficiente para convencer uma franquia da MLB a contratá-lo com a possibilidade de seguir assim. O que os times agora estão observando é o quanto esse regime é sustentável em longo prazo. Até o início deste ano, não se sabia nem se era possível chegar a uma temporada completa sendo competitivo nas duas funções. Agora já se sabe que dá. Mas é viável pensar em várias temporadas nesse nível? Qual a melhor maneira de aproveitar o atleta: rebatendo todo dia, só nos dias de folga no montinho, dando folga no bastão antes ou depois de uma abertura? E isso só é viável para quem rebate com um braço e arremessa com outro (casos de Ohtani e Bumgarner, mas não de Lorenzen e Bethancourt)?

Por enquanto, a tendência é que a MLB continue vendo Ohtani como um fenômeno isolado, um atleta com dom único. Sua temporada histórica não deve mudar a forma como os times vêem os jogadores que mostram talento tanto para arremessar quanto para rebater. Em um cenário ideal, o japonês faz uma sequência de grandes temporadas nos dois papeis, alguns jovens passam a se interessar a seguir seus passos e alguns dirigentes consideram dar chance a novos arremesadores-rebatedores. Mas só veríamos esse efeito em alguns anos. E, ainda assim, é improvável.

Isso tudo torna a temporada 2021 de Ohtani tão especial. Somar um desempenho tão competitivo no bastão e no montinho não é apenas difícil para executar. Só ter a chance de fazer isso já é algo único. E também por isso tem de ser saudado e apreciado.

OUTROS PREMIADOS

Claro que Ohtani não foi o único premiado na semana de anúncio das eleições de melhores da temporada 2021. Veja abaixo a lista de vencedores:

MVP Liga Americana - Shohei Ohtani (Los Angeles Angels)
MVP Liga Nacional - Bryce Harper (Philadelphia Phillies)
Cy Young Liga Americana - Robbie Ray (Toronto Blue Jays)
Cy Young Liga Nacional - Corbin Burnes (Milwaukee Brewers)
Melhor Técnico Liga Americana - Kevin Cash (Tampa Bay Rays)
Melhor Técnico Liga Nacional - Gabe Kapler (San Francisco Giants)
Estreante do Ano Liga Americana - Randy Arozarena (Rays)
Estreante do Ano Liga Nacional - Jonathan India (Cincinnati Reds)

Comentários

Ohtani é eleito MVP por unanimidade, e como isso pode influenciar o beisebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

4 motivos para os Astros -- e 4 para os Braves -- ganharem a World Series | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O que esperar do duelo entre Houston Astros e Atlanta Braves na decisão da MLB

As casas de apostas muitas vezes servem de termômetro para avaliar quem é tido como favorito para uma disputa esportiva. Faz sentido, pois elas têm especialistas em determinar as possibilidades de vitória e, principalmente, acabam reagindo imediatamente a flutuações na opinião do público, manifestada nas apostas feitas. Por esse ponto de vista, a World Series de 2021 chega com o Houston Astros como favoritos sobre o Atlanta Braves.

Até faz sentido -- é o meu palpite, inclusive --, mas os playoffs da MLB adoram contrariar expectativas. A pós-temporada atual tem sido particularmente agitada nisso, com apenas três duelos (Los Angeles Dodgers contra o St. Louis Cardinals e os Astros contra o Chicago White Sox e contra o Boston Red Sox) vencidos pelos times de melhor campanha na temporada regular (Red Sox x New York Yankees tinham a mesma campanha).

Por isso, há bons argumentos para qualquer lado na final da MLB. Para ajudar a quem ainda está em dúvida, aí vão quatro motivos para acreditar que os Astros confirmarão a tendência das casas de apostas… e outros quatro para acreditar que os Braves vão surpreender.

HOUSTON ASTROS

Poder de decisão

Os Astros chegaram à final da Liga Americana nos últimos cinco anos, e pela terceira vez alcançam a World Series (ganharam uma). É uma equipe acostumada a decisão, com jogadores que constantemente crescem nesses momentos, como Carlos Correa, José Altuve, Yuli Gurriel, Michael Brantley e Yordan Álvarez. Até Kyle Tucker merece atenção do adversário. 

Por isso é tão difícil eliminar os Astros, pois parece que a equipe sempre tem alguma resposta a dar. É um time que tem muito volume de jogo, que às vezes supera o adversário até no cansaço durante séries mais longas de playoff.

Dusty Baker

O técnico dos Astros é o que tem mais vitórias na história da MLB entre os que nunca conquistaram a World Series. Ele já chegou à pós-temporada comandando San Francisco Giants, Chicago Cubs, Cincinnati Reds e Washington Nationals e já foi muitas vezes acusado de não saber vencer na hora decisiva. Ainda assim, ter boas campanhas com tantos times diferentes mostra a qualidade de Baker, que aprendeu com alguns dos erros de temporadas passadas.

Hoje, é um técnico que dá um toque de intuição dentro de uma organização que se orienta muito pela frieza dos números. O resultado da mistura tem sido bom, a ponto de virar um duelo que parecia inglório contra os Red Sox de Alex Cora (tido como excelente estrategista e ele próprio um ex-membro da comissão técnica dos Astros).

Inteligência

O escândalo de roubo de sinais fez (e ainda faz) muito barulho, mas o sistema de inteligência dos Astros não era acionado apenas para isso. Pelo contrário. É uma das franquias que utiliza mais dados avançados e análises detalhadas para enriquecer seu jogo. Uma prática que fica bastante evidente no trabalho dos arremessadores, que muitas vezes evoluem quando chegam a Houston. Charlie Morton, coincidentemente o abridor do jogo 1 da World Series pelos Braves, é um caso.

Na final da Liga Americana, esse trabalho foi fundamental para virar a série contra os Red Sox. Os arremessadores Framber Valdez e Luis García tiveram muitas dificuldades nos dois primeiros jogos da série e, se repetissem o desempenho nas partidas 5 e 6, o Houston teria sérios problemas. Mas ambos fizeram correções, dominaram o ataque do Boston e prepararam o terreno para o ataque (ver o item um) resolver o jogo.

Astros comemoram vitória sobre os Dodgers na World Series de 2017
Astros comemoram vitória sobre os Dodgers na World Series de 2017 Getty

Algo a provar

Para o Houston Astros, um dos efeitos colaterais (não as punições em si, mas as consequências indiretas) do escândalo de roubo de sinais foi lançar uma nuvem de desconfiança sobre o time de 2017. Não apenas por colocar o carimbo de “trapaceiros” na testa de muitos dos jogadores, mas também por criar dúvidas sobre a qualidade deles, sobre sua capacidade de realmente conquistar um título de maneira limpa.

Mas o time é bom, sabe que é bom e tem a chance de poder mostrar a todos que é realmente bom. Entra em campo sabendo que um novo título pode, entre outras coisas, reduzir os ataques pelo título de 2017. E, desde o ano passado, alguns jogadores já deixaram claro que isso é um fator de motivação dentro do elenco.

ATLANTA BRAVES

Rotação

Os playoffs da MLB têm sido palco das mais diversas práticas de gestão dos arremessadores. Jogos de bullpen, relievers que ficam várias entradas, relievers que abrem jogos, abridores que entram no meio da partida, abridores que trabalham como relievers em dia de folga… Várias ideias deram bons resultados, mas algumas acabaram se voltando contra os técnicos que as adotaram. 

Enquanto isso, os Braves têm uma rotação. Não é o cenário perfeito porque Mike Soroka, talvez o melhor arremessador do time, ainda não voltou de uma lesão sofrida no ano passado, mas são três abridores clássicos para os playoffs: Max Fried, Ian Anderson e Charlie Morton. Todos sobem ao montinho na expectativa de fazerem cinco ou seis entradas, quando o bullpen entra. Só no jogo 4 da série que o bullpen deve entrar em ação já na primeira entrada.

É o trivial, mas dá uma estabilidade ao time. O bullpen não fica sobrecarregado pela sequência de jogos, e nem há o risco de o arremessador titular cansar prematuramente por desgaste de uma aparição no jogo de dois dias antes. Se o trio da rotação estiver inspirado na World Series, o bom bullpen do Atlanta pode deixar o ataque do Houston com pouca margem para trabalhar.

Freddie Freeman + Austin Riley

Eddie Rosario é o grande nome do Atlanta Braves nos playoffs, com 30,8% de aproveitamento contra o Milwaukee Brewers e surreais 56% contra os Dodgers. E ele pode perfeitamente estar como David Freese nos Cardinals de 2011 e ser o improvável herói do título, mas o que dá segurança ao torcedor dos Braves é a dupla que fica nos cantos do diamante. 

O primeira base Freddie Freeman -- MVP da Liga Nacional da temporada passada -- é um símbolo de consistência ofensiva e defensiva. O terceira base Austin Riley vem do melhor ano de sua carreira, a ponto de torcedores do Atlanta o chamarem de “MVP” sempre que ele vai ao bastão. Essa dupla pode causar danos a qualquer arremessador, e mostrou isso contra Brewers e Dodgers, dois dos times que arremessaram melhor ao longo de 2021.

Bullpen

Ataque por ataque, os dois times têm bons rebatedores. O dos Astros acaba inspirando mais confiança porque já temos cinco anos de amostragem sobre como ele se comporta em playoffs. Com o bullpen dá para dizer o contrário: os dois são bons, mas o dos Braves chama mais a atenção porque mostrou do que é capaz.

Os Astros tiveram algumas vitórias duras nos playoffs e o bullpen se comportou bem no geral, mas a maior parte das vitórias da equipe texana foi com relativa tranquilidade e os arremessadores que foram ao montinho nas entradas finais tinham apenas de controlar a vantagem. Os Braves, não. Jogos apertados contra Brewers e Dodgers, em alguns deles até com necessidade de segurar o adversário para permitir a reação. E, tirando um ou outro susto (Luke Jackson, pensei em você agora), a maior parte dos relievers -- sobretudo Will Smith, Tyler Matzek e AJ Minter -- foi impecável.

Menos pressão

O Houston Astros tem uma pressão já conhecida, a de precisar provar que não foi campeão (em 2017) apenas porque teve ajuda externa ilegal. Mas outra pressão sobre a organização é que esse grupo vitorioso está em seus últimos anos. Alguns jogadores, como Gerrit Cole e George Springer, já deixaram o time após o término de seus contratos. O mesmo pode acontecer com Carlos Correa e Justin Verlander neste ano e com Yuli Gurriel em 2022. Apenas Altuve e Bregman têm contratos de longo prazo, ambos se encerrando em 2024.

Desse modo, os Astros talvez tenham de passar por uma reformulação em breve, e a capacidade de brigar pelo título ficará de lado por um tempo. A atual World Series pode ser a última, ou uma das últimas, que o time poderá conquistar em alguns anos.

O Atlanta está no sentido oposto. Apesar de veteranos importantes como Freeman e Morton, o time é jovem e ainda está em crescimento. A tendência é que o período de grande competitividade deste grupo esteja apenas começando, e não há um sentido tão grande de urgência para ganhar neste ano. Os Braves devem ser frequentadores assíduos dos playoffs por muitos anos, e novas oportunidades surgirão.

Isso dá uma leveza ao elenco, que pode se focar mais no jogo em si para desempenhar seu melhor.

PROGRAMAÇÃO DE TV*

Terça, 26/out
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 1 (ESPN)

Quarta, 27/out
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 2 (ESPN)

Sexta, 29/out
21h - Atlanta Braves x Houston Astros, jogo 3 (ESPN)

Sábado, 30/out
21h - Atlanta Braves x Houston Astros, jogo 4 (ESPN)

Domingo, 31/out
21h - Atlanta Braves x Houston Astros, jogo 5 (ESPN)

Terça, 2/nov
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 6 (ESPN)

Quarta, 3/nov
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 7 (ESPN)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+
Obs.: Horários de Brasília. Grade sujeita a alteração

Comentários

4 motivos para os Astros -- e 4 para os Braves -- ganharem a World Series | Semana MLB

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Qual o maior dos clássicos deste domingo? Talvez a resposta esteja fora do futebol

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Domingão cheio de grandes clássicos. Barcelona x Real Madrid e Manchester United x Liverpool disputarão atenções na hora do almoço (horário de Brasília), enquanto que Internazionale x Juventus e Paris Saint-Germain x Olympique de Marseille dominam o fim de tarde. São encontros das maiores torcidas em quatro das cinco principais ligas de futebol no mundo, mas o jogo de maior rivalidade no domingo esportivo não será na Europa, mas em Dubai, Emirados Árabes. Às 11h de Brasília (transmissão ao vivo no Star+), Índia e Paquistão se enfrentam pela Copa do Mundo de Críquete T20, fazendo uma cada vez mais rara edição de um dos confrontos mais quentes -- talvez “o” mais quente -- do esporte mundial.

Clássico entre Índia e Paquistão
Clássico entre Índia e Paquistão []

Indianos e paquistaneses têm problemas políticos desde a independência dos dois países, após a partição da Índia Britânica em 1947. Desde então, houve processo (sangrento) de troca de população, disputa por território, três guerras e até uma corrida armamentista que transformou as duas nações em potências nucleares. 

A explicação aqui é claramente simplista porque o espaço é para falar de esporte, mas dá para ter uma ideia do cenário que ronda o encontro entre os países. Aí, coloca um esporte que é febre nos dois lados da fronteira e permite uma constante medição de forças. Os clássicos começaram a ser disputados em 1952 e mobilizam centenas de milhões de torcedores.

Para o confronto deste domingo, há um elemento extra: a longa espera pelo clássico. Desde o atentado terrorista a Mumbai em 2008, que matou 175 pessoas e foi realizado por um grupo terrorista com base no Paquistão, o governo da Índia proibiu que sua seleção de críquete enfrentasse os paquistaneses em amistosos. Assim, o encontro só ocorre em competições oficiais, como o Mundial T20 deste ano. E, ainda assim, houve movimento na Índia para pedir o boicote da seleção ao jogo.

O distanciamento não ocorre apenas entre as seleções. A Indian Premier League explodiu quase como uma NBA do críquete, reunindo as grandes estrelas mundiais da modalidade e atraindo milhões de torcedores (e bilhões em faturamento). No entanto, jogadores paquistaneses não podem ser contratados.

Curiosamente, toda essa animosidade política e histórica não se reflete na relação pessoal entre os jogadores. É (ou melhor, era até a proibição de confrontos) as famílias dos jogadores de uma seleção oferecerem comida aos atletas da outra quando havia um confronto. Como sinal de hospitalidade, comerciantes não cobravam pelas compras feitas pelos atletas visitantes. E, dentro do folclore do críquete da região, são vários casos de jogadores paquistaneses que namoraram ou casaram com estrelas do cinema indiano.

Barcelona x Real Madrid, Neymar e Messi x Gerson, Ronaldo x Liverpool e muito mais! Veja os destaques do super final de semana na ESPN pelo Star+

Em campo, o histórico é equilibrado. O Paquistão leva vantagem em test, formato com partidas de cinco dias (12 a 9), e no one-day, com jogos de cerca de oito horas (73 a 55). A Índia vai melhor no T20, com partidas de cerca de três horas e formato do confronto deste domingo (6 a 1). Em jogos por torneios internacionais, a vantagem é indiana: 7 a 0 em Copas do Mundo one-day e 4 a 0 em Mundiais T20.

Os paquistaneses construíram parte da vantagem nos formatos mais longos nas décadas de 1980 e 90, quando tinham craques como Imran Khan (atual primeiro-ministro do país) e foram campeões mundiais de one-day, em 1992. No entanto, os indianos tomaram a dianteira no Sul da Ásia no século 21. Por isso, têm levado vantagem nos confrontos mais recentes e são vistos como favoritos para o duelo do próximo domingo. A esperança paquistanesa está no fato de que se trata de um jogo em T20, mais sujeito a surpresas.

A partida é apenas um jogo da fase de grupos, tem pouco caráter decisivo, e a Índia é largamente favorita. Ainda assim, a expectativa dos organizadores é que o clássico tenha audiência global de 300 milhões, semelhante à da final da última Eurocopa entre Itália e Inglaterra. Considerando que, apenas na soma dos dois países, a população chega a quase 1,6 bilhão de pessoas, é bem possível que chegue a números como esses. Capazes de ofuscar alguns dos maiores clássicos do futebol mundial.

Comentários

Qual o maior dos clássicos deste domingo? Talvez a resposta esteja fora do futebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading