A importância do técnico no beisebol | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

“O que faz um técnico no beisebol? Ele parece não fazer nada, só fica parado olhando e troca os jogadores. Os jogadores que vão lá e arremessam ou rebatem no final. Qual o papel dele na qualidade do time?”

Esse tipo de questionamento é recorrente em transmissões da Major League Baseball. Normal, muita gente no Brasil ainda está se aprofundando no beisebol e não entende as minúcias do jogo. Aí, como o treinador parece que fica parado vendo o jogo -- ao invés de gritando e pulando na beira do gramado --, fica a impressão que ele não faz nada. O fato de que muitas decisões são pautadas por estatísticas também pode passar essa imagem, do sujeito que apenas aplica o que já está pré-definido.

Nada mais longe da realidade. Mas, ao invés de descrever situações aqui, resolvi conversar com Luis Camargo, ex-catcher da seleção brasileira e da italiana, com carreira na liga industrial japonesa e na italiana, onde foi vice-campeão europeu de clubes. Atualmente, é técnico (e jogador) do Diving Ducks Wiener Neustadt, que conquistou o título austríaco. Também foi treinador de seleções austríacas de base. Não é uma entrevista, mas um bate-papo sobre o papel do técnico no beisebol.

Luis Camargo, técnico brasileiro que levou o Diving Ducks ao título austríaco de beisebol
Luis Camargo, técnico brasileiro que levou o Diving Ducks ao título austríaco de beisebol Facebook / Diving Ducks

Pessoal tem muito a ideia de que técnico participativo, qualquer que seja o esporte, é o que fica na beira do campo gritando, jogando junto. Técnico de beisebol fica mais parado olhando, fazendo gestos que parecem tiques nervosos. Mas quanto dá para dizer que o técnico influi no desempenho de um time?

O técnico de beisebol é mais discreto. Normalmente aparece só quando vai reclamar com o árbitro e acaba sendo expulso, hahaha. E nem isso direito agora, porque tem revisão de replay na Major League.

Mas, falando sério, tudo o que você faz nos treinos influencia o que você faz no campo. E, se o time estiver bem treinado, acaba parecendo que o técnico não participa muito do jogo. Ele fica passando orientações com sinais, ele não diz nada, mas está dizendo muita coisa. E quando os gestos não são tão expressivos é porque o jogador está entendendo o que o técnico quer de acordo com a situação do jogo.

Que tipo de orientação dá para passar?

Ah, coisa como roubo de base, jogadas de toque (bunt), hit and run. São alguns pequenos detalhes ofensivos. Mas, defensivamente, tem muita coisa que a gente trabalha. É muito gesto, número, às vezes palavras. Tem sinal para todo tipo de situação. Por exemplo, eu estou no banco, o shortstop olha para mim e eu passo a mão esquerda na minha orelha. Isso indica que é para fazer um movimento interno para o lado dele. Então, ele fala o número do jogador e o arremessador sabe que é para ficar de olho que o corredor está pensando em roubar a terceira base. Mas, se eu passar a minha mão direita na orelha, não significa nada e é apenas um sinal para despistar.

E isso é a situação de campo, fora a questão da estratégica do jogo.

Exato! Tem o técnico e os auxiliares. A gente fica acompanhando o número de arremessos do time adversário, do nosso, estamos sabendo se as bolas de efeito estão entrando ou não. A gente vê em que contagem o adversário tentou fazer determinada jogada, como roubo de base ou hit and run, em que contagem eles giram o bastão ou ficam esperando. E tudo isso temos de passar para o time, tanto que muitas vezes dá para ver o jogador no banco olhando um tablet para ver o que ele tem de fazer. Tudo isso está na cabeça do técnico, mas ele não passa com gritaria, só com sinais.

Essas são as orientações durante a partida. Mas o técnico também tem um papel importante na hora de se estabelecer uma estratégia para o jogo. Como em qualquer esporte, tem também o “nó tático”, digamos.

Tudo isso é a preparação antes. Estudar o adversário e saber o que você tem na mão.

Deu para ver isso muito bem em como o Alex Cora, do Boston Red Sox, e o Dave Roberts, do Los Angeles Dodgers, trabalharam nesta semana nos playoffs. Os Red Sox tinham um bullpen pior que o Tampa Bay Rays, mas o Cora conseguiu reverter a situação usando dois relievers capazes de dar muitas entradas a seu time -- o Tanner Houck e o Nick Pivetta --, “encurtando” o jogo e permitindo que apenas os arremessadores mais confiáveis do bullpen precisassem entrar. E, assim, conseguiu ganhar dos Rays. 

O Roberts tentou dar um nó na hora de escalar o time. Para complicar o Gabe Kapler no jogo 5 contra o San Francisco Giants, colocou relievers destros para as duas primeiras entradas e o abridor de verdade, canhoto, entrou na terceira. Aí, forçou os Giants a escalarem um time com canhotos para pegar os destros, para colocar os destros no meio do jogo e, nas entradas finais, não ter mais canhoto sobrando para entrar.

Sim, e o técnico tem de pensar tudo isso. Vou citar o exemplo meu aqui, como ganhamos a liga austríaca. O time que eu tenho é muito jovem. Entre os arremessadores, são quatro sub-18, um de 23 anos que é o melhor do time e ainda joga de shortstop e um estrangeiro, holandês, de 26 anos. São jogadores jovens, porque a média de idade dos outros times fica entre 28 e 30 anos. Nas finais, como tínhamos bullpen curto pela lesão de um jogador, trouxe os jovens para abrir os jogos, não deixando que nenhum enfrentasse o mesmo rebatedor mais de uma vez. Usava os quatro arremessadores jovens em um jogo e, no dia seguinte, deixava o estrangeiro ficar quantas entradas ele conseguisse para o arremessador de 23 anos fechar nas últimas entradas. Mas, quando viramos a série final para 2 a 1, mudamos a estratégia. Usei um canhoto jovem por 3 entradas, depois coloquei mais um de um reliever e coloquei o fechador para o resto da partida. Ganhamos por 15 a 11, foi um jogo bem ofensivo. Mas funcionou, e eu tinha arremessadores para usar no dia seguinte, que poderia ser o jogo do título.

Diving Ducks comemora o título austríaco de beisebol
Diving Ducks comemora o título austríaco de beisebol []

Pois é. Esses movimentos todos são o equivalente ao que nos outros esportes são os técnicos que decidem colocar o time mais no ataque desde o começo, ou dosar mais no começo para fazer pressão depois, ou fazer um jogo mais paciente.

Com certeza. E não é só em como usar os arremessadores. O técnico também tem de trabalhar as estratégias de ataque, como completar as corridas para ganhar o jogo. Claro, todo mundo treina fundamento, treina para rebater melhor. Mas que tipo de rebatida? E como montar uma sequência delas. Uma coisa que trabalhamos muito nos Diving Ducks foi o toque (bunt), porque o time é jovem e rápido. Várias vezes conseguimos rebatidas de toque. Aí, quando tínhamos corredores em base e víamos que o terceira base se adiantava para pegar nosso toque, mandávamos o rebatedor só ameaçar para os corredores fazerem o roubo de base duplo. Roubamos muita base assim e ficávamos com corredores em posição de anotar o tempo todo. Aí dá para pensar em uma rebatida ou sacrifício.

Aí é o técnico ajudando a criar o estilo de jogo de um time. Quem não está muito acostumado muitas vezes pensa que o beisebol é basicamente uma soma de fundamentos individuais. O arremessador arremessa o melhor que conseguir e o rebatedor rebate o melhor que conseguir, e ganha quem se der melhor nisso. Mas o treinador não está lá só para melhorar a qualidade desses arremessos e rebatidas. Ele também ajuda a definir como isso será feito, quando será feito, e se faz sentido fazer. Não adianta ter um arremessador que força contatos ruins se a defesa falhar muito. Aí é melhor trabalhar para conseguir strikeouts ou melhorar a defesa. 

Exatamente. O trabalho do técnico é saber usar as peças corretas para que elas se complementem. No ataque também. Não dá para eu fazer um time que joga com toque ou rebatidas curtas, se não tiver velocidade para roubar base, aproveitar um wild pitch ou avançar duas bases em uma rebatida simples. Porque, nesse caso, vou precisar de um monte de rebatida em sequência para anotar uma corrida. Para fazer tudo isso, precisa de um técnico que enxergue essas oportunidades e analise as estatísticas para orientar o time quando é melhor tentar cada jogada. 

O técnico ainda tem de ser um paizão. Porque, no beisebol, os jogadores ficam juntos muito tempo, muito mais do que em qualquer outro esporte. Jogo todo dia, é muito tempo convivendo. O treinador precisa também trabalhar para manter o elenco todo focado e disposto a competir por muito tempo, além de criar um clima de vestiário saudável para que todos se sintam bem dentro daquele ambiente.

É essencial. O melhor técnico do mundo não vai a lugar nenhum se não tiver o grupo na mão. Até porque o grupo, se está na sua mão, te acolhe melhor e fica do seu lado mesmo quando você erra.

Outro fator que faz as pessoas acharem que o técnico de beisebol faz pouco são as estatísticas, né? No beisebol, tem um número indicando a tendência para cada momento do jogo, e muita gente acha que o técnico apenas é o responsável por aplicar essas tendências. Quando se toma uma decisão com base no instinto, sem considerar os números?

Ah, velho, é uma coisa muito de momento. É a diferença de quando eu jogo de catcher e quando eu estou no banco orientando o catcher. Digamos que vamos enfrentar um ótimo rebatedor de bola reta (bola rápida) na parte interna da zona de strike. Então vamos explorar a parte externa, claro. Mas e se, naquele dia, o arremessador não consegue acertar a bola reta externa, só a interna? A estatística diz para não ir para a parte interna, mas não está rolando na externa. Aí, você começa a trabalhar com outro arremesso, tipo o changeup, na parte externa para fazer com que o corpo do rebatedor fique mais condicionado para aquele lado. E aí vai na rápida na interna. 

Tem de saber usar o que o arremessador está se sentindo bem em lançar. Não pode ser robotizado, a estatística sai do padrão nessa hora.

O Oakland Athletics é uma das equipes que mais utiliza as estatísticas para embasar suas estratégias em campo
O Oakland Athletics é uma das equipes que mais utiliza as estatísticas para embasar suas estratégias em campo Reuters


Sobre essa mudança de estratégia de arremessos, tem outro fator ainda, né? Não é só se o rebatedor é bom ou ruim em determinado ponto, ou se o arremessador está bem ou não naqueles pontos. É também se o árbitro está reduzindo ou expandindo a zona de strike naqueles lugares.

Sim. E o técnico ainda tem a função de informar a defesa caso haja uma mudança de tendência. Teve um jogo em que o adversário tinha bases lotadas e o terceiro e quarto rebatedores iam para o bastão. Nosso arremessador estava bem com o changeup e a rápida na parte externa. O rebatedor era bom na parte externa, mas mandamos cinco changeups seguidos e depois fomos para a rápida. Ele ficou sem o tempo do giro e foi eliminado. O rebatedor seguinte era bom para puxar a bola, mas a gente pretendia arremessar na parte externa. Demos o sinal para os defensores externos irem mais para o campo oposto. Era contra o que as estatísticas sugeriam e o que eles fariam normalmente, já que o rebatedor puxa a bola, mas a gente ia atacar a parte externa da zona de strike dele e, por isso, a chance de uma rebatida para o campo oposto era maior. E deu certo, a bola voadora caiu na luva do defensor.

Esse tipo de instinto também entra na hora de definir quando manter ou tirar um arremessador. Ou que arremessador usar. Porque cada jogador tem suas estatísticas, mas tem hora que dá para perceber que o cara está em um dia especialmente melhor ou pior que o normal.

É o exemplo do jogo que eu estava falando, de quando nos livramos das bases lotadas. Depois daquilo, íamos para a oitava entrada. Esse é o momento em que usamos nosso fechador, porque a gente usava o fechador sempre para as duas ou três entradas finais. Mas a forma como nosso arremessador tinha se livrado da entrada anterior tinha deixado ele confiante. Estatisticamente era o caso de tirá-lo, mas o jogo era dele. Fez uma ótima oitava entrada e o fechador veio só para a nona.

É difícil jogar contra a estatística, não nego. Mas o técnico tem de jogar com seu instinto. Pode não funcionar, mas às vezes tem de apostar na experiência, no que já vivenciou. Isso conta muito para um técnico, é um diferencial entre ser bom ou não. Não pode ter medo de arriscar, mas arriscar sabendo o que está fazendo.

PROGRAMAÇÃO DE TV*

Sexta, 15/out
21h - Boston Red Sox x Houston Astros, jogo 1 (Fox Sports)

Sábado, 16/out
17h - Boston Red Sox x Houston Astros, jogo 2 (ESPN 2)
21h - Los Angeles Dodgers x Atlanta Braves, jogo 1 (ESPN 2)

Domingo, 17/out
20h30 - Los Angeles Dodgers x Atlanta Braves, jogo 2 (Fox Sports 2)

Segunda, 18/out
21h - Houston Astros x Boston Red Sox, jogo 3 (Fox Sports)

Terça, 19/out**
- Atlanta Braves x Los Angeles Dodgers, jogo 3 (ESPN)
- Houston Astros x Boston Red Sox, jogo 4 (Fox Sports)

Quarta, 20/out**
- Houston Astros x Boston Red Sox, jogo 4 (ESPN 2)
- Atlanta Braves x Los Angeles Dodgers, jogo 4 (Fox Sports)

Quinta, 21/out**
- Atlanta Braves x Los Angeles Dodgers, jogo 5 (Fox Sports)

Sexta, 22/out**
- Boston Red Sox x Houston Astros, jogo 6 (ESPN 2)

Sábado, 23/out**
- Los Angeles Dodgers x Atlanta Braves, jogo 6 (Fox Sports)
- Boston Red Sox x Houston Astros, jogo 7 (ESPN 2)

Domingo, 24/out**
- Los Angeles Dodgers x Atlanta Braves, jogo 7 (ESPN 2)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+
** Os horários dos jogos a partir de 19 de outubro ainda não foram definidos e, portanto, também não têm horário confirmado na grade de programação. Mas terão transmissão, não se preocupem

Obs.: Horários de Brasília. Grade sujeita a alteração

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Covid volta a bagunçar as grandes ligas. Como ficam os jogos? | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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O surgimento da variante ômicron fez o mundo voltar a ver notícias como explosão de casos de covid-19 e redução da circulação de pessoas pelo mundo. Não foi diferente no futebol, que voltou a ter jogos com arquibancadas total ou parcialmente vazias e adiamento de partidas. Vários jogos foram adiados em Inglaterra, Itália e Espanha por surtos de covid nas equipes. Esse foi o tema da edição desta quinta do podcast Futebol No Mundo.

Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


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Por que o inchaço de clubes é fundamental para a Copinha | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
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Uma das principais críticas que se faz à Copa São Paulo é o excesso de clubes. Torneios com mais de 100 participantes, e alguns deles com nível técnico bastante inferior aos demais. Ainda que seja ruim ter times pouco competitivos, o inchaço é importante para a Copinha manter sua vocação de torneio revelador. Expliquei no "Tá com o Livro!" desta terça. Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

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Domínio! Premier League virou a "Bundesliga" de Guardiola? | Podcast Futebol No Mundo

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O Manchester City começa a abrir vantagem na Premier League, passando a impressão de que conquistará mais uma vez o título. A naturalidade com que o time de Guardiola domina o futebol inglês começa a parecer com o que o Bayern de Munique, time anterior do técnico catalão, faz na Bundesliga. Esse foi o tema principal da do podcast Futebol No Mundo, que também tratou da crise entre Lukaku e Thomas Tuchel no Chelsea e dos surtos de covid-19 em La Liga.

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'Mais que comparar JJ e Paulo Sousa, Fla precisa ver o que ele mudou desde 2019' | Tá com o Livro!

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Jorge Jesus era a prioridade da diretoria do Flamengo para comentar a equipe na temporada 2022. Então, é natural que a torcida e a imprensa usem o trabalho de JJ em 2019 como referência sobre o trabalho de Paulo Sousa. Mas não é apenas o técnico português que mudou de 2019 para 2022. O próprio Flamengo mudou, e o clube precisa ter consciência disso. Esse é o tema do "Tá com o Livro!" que fecha o ano. Confira no vídeo abaixo.

Obs.: para ver todos os episódios do quadro "Tá com o Livro!", clique aqui.

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Especial de final de ano com as lembranças de 2021 | Podcast Futebol No Mundo

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No último Futebol No Mundo de 2021, conversamos com Natalie Gedra para contar bastidores de coberturas e fazer um apanhado do que aconteceu no ano. Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


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O que esperar de Alexander Medina no comando do Inter? | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
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O Internacional apostou no Alexander "Cacique" Medina para comandar a equipe na próxima tempodada. O uruguaio ainda está em início de carreira como treinador, mas fez um bom trabalho no Talleres, que chegou a liderar o Campeonato Argentino. As possibilidades do Colorado em seu quarto técnico estrangeiro em dois anos é o tema do "Tá com o Livro!" desta terça. Confira no vídeo abaixo.

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Análise do Boxing Day, com a "voz da Premier League" no Brasil | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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[image src="//cdn.espn.com.br/image/wide/622_606d4f72-b305-4d02-91a8-522c50b17bec.jpg" credit="" caption="Tela Futebol No Mundo" alignment=""

O futebol do Reino Unido não para no Natal e no Ano Novo. Pelo contrário, acelera. São várias rodadas marcando as festas de fim de ano, com partidas que batem recordes de público. Por isso, o Futebol No Mundo de 27 de dezembro não poderia ter outro tema a não ser a análise da Premier League no Boxing Day. Para o debate, convidamos Paulo Andrade, a voz do Campeonato Inglês no Brasil.

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Bahia, Grêmio, Sport e Chapecoense: quais as perspectivas para 2022 dos rebaixados | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
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Três clubes com títulos nacionais e mais um campeão da Copa Sul-Americana. O Brasileirão 2021 pegou pesado na definição dos rebaixados para a Série B, sacrificando até clubes que eram elogiados pela gestão fora do campo. Mas o que dá para projetar de Bahia, Grêmio, Sport e Chapecoense na tentativa de retornar à elite do futebol nacional? Confira no vídeo abaixo.

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Leverkusen, Inter e Olympiacos; Zé Elias relembra a carreira internacional | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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Um Futebol No Mundo especial para a antevéspera de Natal. Conversamos com Zé Elias, que contou histórias e curiosidades de suas passagens por clubes de Alemanha, Itália, Grécia, Chipre e Áustria. Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


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O que o Ronaldo do Valladolid sinaliza para o Ronaldo do Cruzeiro | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
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Surpresa! Um dia após aprovada a transformação do Cruzeiro em SAF (sociedade anônima do futebol), Ronaldo Fenômeno apareceu como a cara do grupo de investidores que vai assumir o clube. Claro que o craque não é o único envolvido na transação, mas ele é a imagem pública do projeto e deve liderar parte do processo. Como o ex-atacante já é dono do Valladolid, é natural que se olhe para o clube espanhol como exemplo do estilo de gestão de Ronaldo. Confira no "Tá com o Livro!" o que ele fez no clube alvirroxo.

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Especial de fim de ano, ao vivo | Podcast Futebol No Mundo

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Uma conversa descontraída, com amigos aparecendo para contar histórias e comentar a rodada do futebol europeu no fim de semana. Essa foi a edição especial de fim de ano do Futebol No Mundo, transmitida ao vivo (e com participação do público). 

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"O torcedor precisa parar de pensar na chegada de um investidor milagroso" | Tá com o Livro!

Ubiratan Leal
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O futebol brasileiro se prepara para a chegada da SAF, a sociedade anônima do futebol. Isso significa que vários clubes, inclusive alguns dos maiores do País, já enxergam um modelo em que poderiam transformar seu departamento de futebol em empresa, atraindo compradores / investidores que mudem sua realidade econômica e técnica. Isso fez muito torcedor já sonhar com a chegada de bilionários árabes ou russos que transformem seu time no Manchester City ou Paris Saint-Germain brasileiro, mas não há muitos motivos para acreditar na chegada de empresários com essa estratégia. Confira no vídeo abaixo, na estreia do quadro "Tá com o Livro!".

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Ohtani é eleito MVP por unanimidade, e como isso pode influenciar o beisebol

Ubiratan Leal
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Líder disparado em WAR (algo como “vitórias acrescentadas”) e probabilidade de vitórias acrescentadas, top 3 da liga em home runs, rebatidas multibase e walks intencionais recebidos, top 5 em corridas criadas, percentual de potência, bases totais e walks recebidos, top 10 em bases roubadas. Shohei Ohtani foi um dos principais jogadores ofensivos da MLB em 2021, mas tudo isso se soma a um top 10 em aproveitamento dos rebatedores adversários e top 15 em ERA e percentual de strikeouts para jogadores com um mínimo de 130 entradas arremessadas. O japonês teve mais home runs como rebatedor do que corridas cedidas como arremessador.

Não é difícil entender como o jogador do Los Angeles Angels foi eleito por unanimidade o MVP da Liga Americana em 2021. Ele foi um dos melhores jogadores da liga em duas funções completamente diferentes, configurando uma das maiores temporadas de um atleta na história dos esportes americanos. Para entender melhor, já escrevi sobre isso nos dois links abaixo, e evitarei ser repetitivo.

Shohei Ohtani
Shohei Ohtani Getty Images

LEIA MAISNa semana de Alisson e Enzo Pérez, precisamos apreciar o que faz Shohei Ohtani
VEJA TAMBÉMAs ligas americanas têm um superatleta japonês, sim

Agora que a temporada terminou, já vimos que Ohtani conseguiu jogar em alto nível como rebatedor e como arremessador e foi reconhecido como o melhor jogador do ano. Mas o que isso pode mudar daqui para frente? Ele pode se tornar a referência para um novo tipo de jogador de beisebol, que arremesse e rebata com competência similar? Mais que uma temporada individual espetacular, ela pode ser um marco histórico para o esporte?

É preciso entender o que seria repetir Ohtani. O arremessador-rebatedor dos Angels não é apenas um arremessador que vai bem quando precisa ir ao bastão. Esses jogadores até chamam a atenção pelo bom desempenho rebatendo, mas tendo como parâmetro de comparação os demais homens do montinho. Em geral, não têm números bons o suficiente para brigar por posição com um rebatedor nato.

“Ah, mas se o Madison Bumgarner tivesse mais continuidade no bastão, poderia rebater tão bem quanto um rebatedor.”

Sim, provavelmente poderia. Somando suas duas melhores temporadas no bastão, 2014 e 15, Bumgarner teve 25,2% de aproveitamento e 9 home runs em 65 jogos (seriam 22 HRs em 162 jogos). Mas o abridor do Arizona Diamondbacks estaria disposto a se sujeitar ao regime de treinamento necessário para fazer um ano todo rebatendo nos jogos em que descansa o braço, como Ohtani?

Quem deu pistas de que consideraria essa possibilidade foram Christian Bethancourt, do San Diego Pedres, e Michael Lorenzen, do Cincinnati Reds.

Bethancourt era um terceira base com um braço forte, que fez algumas temporadas no Atlanta Braves no início da década de 2010 e se transferiu para os Padres em 2016. Na Califórnia, ele disse que gostaria de ter algumas oportunidades como reliever, deixando sua posição na defesa para arremessar. No entanto, seu desempenho era fraco no bastão e no montinho e acabou dispensado em 2017.

Lorenzen teve sinais mais consistentes. Como reliever, ele poderia ficar um ano inteiro sem ir ao bastão. Mas ele teve 29% de aproveitamento e 4 home runs em apenas 34 aparições no bastão em 2018. Oportunidades que só surgiram porque ele não apenas se mostrou bom rebatedor, mas passou a ser visto realmente como opção ofensiva para as entradas finais.

O problema é que seu desempenho no montinho não é dos mais sólidos. Em 2021, seu ERA subiu para 5,59 e a estratégia dos Reds foi priorizar o Lorenzen-arremessador. Se o reliever voltar a ter números melhores (teve ERA de 3,01 somando 2018 e 19) e, principalmente, retornar à rotação da equipe ou se tivermos rebatedor designado na Liga Nacional, há uma chance de termos um segundo arremessador-rebatedor. Mas há muitas condicionantes, e nada indica que ele teria desempenho semelhante ao de Ohtani nas duas funções.

É mais fácil imaginar que o Ohtani poderia mudar o beisebol do futuro. No beisebol escolar, é comum os garotos de mais talento serem arremessadores e rebatedores de suas equipes. No entanto, todos acabam se especializando quando chegam a níveis mais altos do esporte. No universitário até há alguns arremessadores-rebatedores, mas os poucos que se mantém acabam escolhendo um lado quando se profissionalizam nas ligas menores. Há até casos de atletas se passam a trabalhar com uma função, percebem depois que têm mais futuro na outra e trocam. Ainda assim, eles nunca fazem a preparação nos dois papeis. Trabalham um de cada vez.

É aí que poderia surgir um novo Ohtani de verdade. Pegar um garoto muito promissor no bastão e no montinho no ensino médio e deixá-lo se desenvolver nas duas funções na universidade e nas ligas menores. Isso só vai acontecer quando os próprios jovens atletas, as pessoas que orientam suas carreiras (família e empresários), os treinadores e, principalmente, as franquias da MLB se convencerem que é possível um jogador ser produtivo fazendo as duas funções ao mesmo tempo. Enquanto isso não acontecer, é inevitável que o garoto ouça a frase “uma hora ele vai ter de escolher para poder chegar ao nível das grandes ligas”.

No Japão, Ohtani teve a chance de se desenvolver e se profissionalizar como um jogador que faz os dois papéis. Acabou mostrando qualidade suficiente para convencer uma franquia da MLB a contratá-lo com a possibilidade de seguir assim. O que os times agora estão observando é o quanto esse regime é sustentável em longo prazo. Até o início deste ano, não se sabia nem se era possível chegar a uma temporada completa sendo competitivo nas duas funções. Agora já se sabe que dá. Mas é viável pensar em várias temporadas nesse nível? Qual a melhor maneira de aproveitar o atleta: rebatendo todo dia, só nos dias de folga no montinho, dando folga no bastão antes ou depois de uma abertura? E isso só é viável para quem rebate com um braço e arremessa com outro (casos de Ohtani e Bumgarner, mas não de Lorenzen e Bethancourt)?

Por enquanto, a tendência é que a MLB continue vendo Ohtani como um fenômeno isolado, um atleta com dom único. Sua temporada histórica não deve mudar a forma como os times vêem os jogadores que mostram talento tanto para arremessar quanto para rebater. Em um cenário ideal, o japonês faz uma sequência de grandes temporadas nos dois papeis, alguns jovens passam a se interessar a seguir seus passos e alguns dirigentes consideram dar chance a novos arremesadores-rebatedores. Mas só veríamos esse efeito em alguns anos. E, ainda assim, é improvável.

Isso tudo torna a temporada 2021 de Ohtani tão especial. Somar um desempenho tão competitivo no bastão e no montinho não é apenas difícil para executar. Só ter a chance de fazer isso já é algo único. E também por isso tem de ser saudado e apreciado.

OUTROS PREMIADOS

Claro que Ohtani não foi o único premiado na semana de anúncio das eleições de melhores da temporada 2021. Veja abaixo a lista de vencedores:

MVP Liga Americana - Shohei Ohtani (Los Angeles Angels)
MVP Liga Nacional - Bryce Harper (Philadelphia Phillies)
Cy Young Liga Americana - Robbie Ray (Toronto Blue Jays)
Cy Young Liga Nacional - Corbin Burnes (Milwaukee Brewers)
Melhor Técnico Liga Americana - Kevin Cash (Tampa Bay Rays)
Melhor Técnico Liga Nacional - Gabe Kapler (San Francisco Giants)
Estreante do Ano Liga Americana - Randy Arozarena (Rays)
Estreante do Ano Liga Nacional - Jonathan India (Cincinnati Reds)

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Ohtani é eleito MVP por unanimidade, e como isso pode influenciar o beisebol

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4 motivos para os Astros -- e 4 para os Braves -- ganharem a World Series | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O que esperar do duelo entre Houston Astros e Atlanta Braves na decisão da MLB

As casas de apostas muitas vezes servem de termômetro para avaliar quem é tido como favorito para uma disputa esportiva. Faz sentido, pois elas têm especialistas em determinar as possibilidades de vitória e, principalmente, acabam reagindo imediatamente a flutuações na opinião do público, manifestada nas apostas feitas. Por esse ponto de vista, a World Series de 2021 chega com o Houston Astros como favoritos sobre o Atlanta Braves.

Até faz sentido -- é o meu palpite, inclusive --, mas os playoffs da MLB adoram contrariar expectativas. A pós-temporada atual tem sido particularmente agitada nisso, com apenas três duelos (Los Angeles Dodgers contra o St. Louis Cardinals e os Astros contra o Chicago White Sox e contra o Boston Red Sox) vencidos pelos times de melhor campanha na temporada regular (Red Sox x New York Yankees tinham a mesma campanha).

Por isso, há bons argumentos para qualquer lado na final da MLB. Para ajudar a quem ainda está em dúvida, aí vão quatro motivos para acreditar que os Astros confirmarão a tendência das casas de apostas… e outros quatro para acreditar que os Braves vão surpreender.

HOUSTON ASTROS

Poder de decisão

Os Astros chegaram à final da Liga Americana nos últimos cinco anos, e pela terceira vez alcançam a World Series (ganharam uma). É uma equipe acostumada a decisão, com jogadores que constantemente crescem nesses momentos, como Carlos Correa, José Altuve, Yuli Gurriel, Michael Brantley e Yordan Álvarez. Até Kyle Tucker merece atenção do adversário. 

Por isso é tão difícil eliminar os Astros, pois parece que a equipe sempre tem alguma resposta a dar. É um time que tem muito volume de jogo, que às vezes supera o adversário até no cansaço durante séries mais longas de playoff.

Dusty Baker

O técnico dos Astros é o que tem mais vitórias na história da MLB entre os que nunca conquistaram a World Series. Ele já chegou à pós-temporada comandando San Francisco Giants, Chicago Cubs, Cincinnati Reds e Washington Nationals e já foi muitas vezes acusado de não saber vencer na hora decisiva. Ainda assim, ter boas campanhas com tantos times diferentes mostra a qualidade de Baker, que aprendeu com alguns dos erros de temporadas passadas.

Hoje, é um técnico que dá um toque de intuição dentro de uma organização que se orienta muito pela frieza dos números. O resultado da mistura tem sido bom, a ponto de virar um duelo que parecia inglório contra os Red Sox de Alex Cora (tido como excelente estrategista e ele próprio um ex-membro da comissão técnica dos Astros).

Inteligência

O escândalo de roubo de sinais fez (e ainda faz) muito barulho, mas o sistema de inteligência dos Astros não era acionado apenas para isso. Pelo contrário. É uma das franquias que utiliza mais dados avançados e análises detalhadas para enriquecer seu jogo. Uma prática que fica bastante evidente no trabalho dos arremessadores, que muitas vezes evoluem quando chegam a Houston. Charlie Morton, coincidentemente o abridor do jogo 1 da World Series pelos Braves, é um caso.

Na final da Liga Americana, esse trabalho foi fundamental para virar a série contra os Red Sox. Os arremessadores Framber Valdez e Luis García tiveram muitas dificuldades nos dois primeiros jogos da série e, se repetissem o desempenho nas partidas 5 e 6, o Houston teria sérios problemas. Mas ambos fizeram correções, dominaram o ataque do Boston e prepararam o terreno para o ataque (ver o item um) resolver o jogo.

Astros comemoram vitória sobre os Dodgers na World Series de 2017
Astros comemoram vitória sobre os Dodgers na World Series de 2017 Getty

Algo a provar

Para o Houston Astros, um dos efeitos colaterais (não as punições em si, mas as consequências indiretas) do escândalo de roubo de sinais foi lançar uma nuvem de desconfiança sobre o time de 2017. Não apenas por colocar o carimbo de “trapaceiros” na testa de muitos dos jogadores, mas também por criar dúvidas sobre a qualidade deles, sobre sua capacidade de realmente conquistar um título de maneira limpa.

Mas o time é bom, sabe que é bom e tem a chance de poder mostrar a todos que é realmente bom. Entra em campo sabendo que um novo título pode, entre outras coisas, reduzir os ataques pelo título de 2017. E, desde o ano passado, alguns jogadores já deixaram claro que isso é um fator de motivação dentro do elenco.

ATLANTA BRAVES

Rotação

Os playoffs da MLB têm sido palco das mais diversas práticas de gestão dos arremessadores. Jogos de bullpen, relievers que ficam várias entradas, relievers que abrem jogos, abridores que entram no meio da partida, abridores que trabalham como relievers em dia de folga… Várias ideias deram bons resultados, mas algumas acabaram se voltando contra os técnicos que as adotaram. 

Enquanto isso, os Braves têm uma rotação. Não é o cenário perfeito porque Mike Soroka, talvez o melhor arremessador do time, ainda não voltou de uma lesão sofrida no ano passado, mas são três abridores clássicos para os playoffs: Max Fried, Ian Anderson e Charlie Morton. Todos sobem ao montinho na expectativa de fazerem cinco ou seis entradas, quando o bullpen entra. Só no jogo 4 da série que o bullpen deve entrar em ação já na primeira entrada.

É o trivial, mas dá uma estabilidade ao time. O bullpen não fica sobrecarregado pela sequência de jogos, e nem há o risco de o arremessador titular cansar prematuramente por desgaste de uma aparição no jogo de dois dias antes. Se o trio da rotação estiver inspirado na World Series, o bom bullpen do Atlanta pode deixar o ataque do Houston com pouca margem para trabalhar.

Freddie Freeman + Austin Riley

Eddie Rosario é o grande nome do Atlanta Braves nos playoffs, com 30,8% de aproveitamento contra o Milwaukee Brewers e surreais 56% contra os Dodgers. E ele pode perfeitamente estar como David Freese nos Cardinals de 2011 e ser o improvável herói do título, mas o que dá segurança ao torcedor dos Braves é a dupla que fica nos cantos do diamante. 

O primeira base Freddie Freeman -- MVP da Liga Nacional da temporada passada -- é um símbolo de consistência ofensiva e defensiva. O terceira base Austin Riley vem do melhor ano de sua carreira, a ponto de torcedores do Atlanta o chamarem de “MVP” sempre que ele vai ao bastão. Essa dupla pode causar danos a qualquer arremessador, e mostrou isso contra Brewers e Dodgers, dois dos times que arremessaram melhor ao longo de 2021.

Bullpen

Ataque por ataque, os dois times têm bons rebatedores. O dos Astros acaba inspirando mais confiança porque já temos cinco anos de amostragem sobre como ele se comporta em playoffs. Com o bullpen dá para dizer o contrário: os dois são bons, mas o dos Braves chama mais a atenção porque mostrou do que é capaz.

Os Astros tiveram algumas vitórias duras nos playoffs e o bullpen se comportou bem no geral, mas a maior parte das vitórias da equipe texana foi com relativa tranquilidade e os arremessadores que foram ao montinho nas entradas finais tinham apenas de controlar a vantagem. Os Braves, não. Jogos apertados contra Brewers e Dodgers, em alguns deles até com necessidade de segurar o adversário para permitir a reação. E, tirando um ou outro susto (Luke Jackson, pensei em você agora), a maior parte dos relievers -- sobretudo Will Smith, Tyler Matzek e AJ Minter -- foi impecável.

Menos pressão

O Houston Astros tem uma pressão já conhecida, a de precisar provar que não foi campeão (em 2017) apenas porque teve ajuda externa ilegal. Mas outra pressão sobre a organização é que esse grupo vitorioso está em seus últimos anos. Alguns jogadores, como Gerrit Cole e George Springer, já deixaram o time após o término de seus contratos. O mesmo pode acontecer com Carlos Correa e Justin Verlander neste ano e com Yuli Gurriel em 2022. Apenas Altuve e Bregman têm contratos de longo prazo, ambos se encerrando em 2024.

Desse modo, os Astros talvez tenham de passar por uma reformulação em breve, e a capacidade de brigar pelo título ficará de lado por um tempo. A atual World Series pode ser a última, ou uma das últimas, que o time poderá conquistar em alguns anos.

O Atlanta está no sentido oposto. Apesar de veteranos importantes como Freeman e Morton, o time é jovem e ainda está em crescimento. A tendência é que o período de grande competitividade deste grupo esteja apenas começando, e não há um sentido tão grande de urgência para ganhar neste ano. Os Braves devem ser frequentadores assíduos dos playoffs por muitos anos, e novas oportunidades surgirão.

Isso dá uma leveza ao elenco, que pode se focar mais no jogo em si para desempenhar seu melhor.

PROGRAMAÇÃO DE TV*

Terça, 26/out
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 1 (ESPN)

Quarta, 27/out
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 2 (ESPN)

Sexta, 29/out
21h - Atlanta Braves x Houston Astros, jogo 3 (ESPN)

Sábado, 30/out
21h - Atlanta Braves x Houston Astros, jogo 4 (ESPN)

Domingo, 31/out
21h - Atlanta Braves x Houston Astros, jogo 5 (ESPN)

Terça, 2/nov
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 6 (ESPN)

Quarta, 3/nov
21h - Houston Astros x Atlanta Braves, jogo 7 (ESPN)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+
Obs.: Horários de Brasília. Grade sujeita a alteração

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Qual o maior dos clássicos deste domingo? Talvez a resposta esteja fora do futebol

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Domingão cheio de grandes clássicos. Barcelona x Real Madrid e Manchester United x Liverpool disputarão atenções na hora do almoço (horário de Brasília), enquanto que Internazionale x Juventus e Paris Saint-Germain x Olympique de Marseille dominam o fim de tarde. São encontros das maiores torcidas em quatro das cinco principais ligas de futebol no mundo, mas o jogo de maior rivalidade no domingo esportivo não será na Europa, mas em Dubai, Emirados Árabes. Às 11h de Brasília (transmissão ao vivo no Star+), Índia e Paquistão se enfrentam pela Copa do Mundo de Críquete T20, fazendo uma cada vez mais rara edição de um dos confrontos mais quentes -- talvez “o” mais quente -- do esporte mundial.

Clássico entre Índia e Paquistão
Clássico entre Índia e Paquistão []

Indianos e paquistaneses têm problemas políticos desde a independência dos dois países, após a partição da Índia Britânica em 1947. Desde então, houve processo (sangrento) de troca de população, disputa por território, três guerras e até uma corrida armamentista que transformou as duas nações em potências nucleares. 

A explicação aqui é claramente simplista porque o espaço é para falar de esporte, mas dá para ter uma ideia do cenário que ronda o encontro entre os países. Aí, coloca um esporte que é febre nos dois lados da fronteira e permite uma constante medição de forças. Os clássicos começaram a ser disputados em 1952 e mobilizam centenas de milhões de torcedores.

Para o confronto deste domingo, há um elemento extra: a longa espera pelo clássico. Desde o atentado terrorista a Mumbai em 2008, que matou 175 pessoas e foi realizado por um grupo terrorista com base no Paquistão, o governo da Índia proibiu que sua seleção de críquete enfrentasse os paquistaneses em amistosos. Assim, o encontro só ocorre em competições oficiais, como o Mundial T20 deste ano. E, ainda assim, houve movimento na Índia para pedir o boicote da seleção ao jogo.

O distanciamento não ocorre apenas entre as seleções. A Indian Premier League explodiu quase como uma NBA do críquete, reunindo as grandes estrelas mundiais da modalidade e atraindo milhões de torcedores (e bilhões em faturamento). No entanto, jogadores paquistaneses não podem ser contratados.

Curiosamente, toda essa animosidade política e histórica não se reflete na relação pessoal entre os jogadores. É (ou melhor, era até a proibição de confrontos) as famílias dos jogadores de uma seleção oferecerem comida aos atletas da outra quando havia um confronto. Como sinal de hospitalidade, comerciantes não cobravam pelas compras feitas pelos atletas visitantes. E, dentro do folclore do críquete da região, são vários casos de jogadores paquistaneses que namoraram ou casaram com estrelas do cinema indiano.

Barcelona x Real Madrid, Neymar e Messi x Gerson, Ronaldo x Liverpool e muito mais! Veja os destaques do super final de semana na ESPN pelo Star+

Em campo, o histórico é equilibrado. O Paquistão leva vantagem em test, formato com partidas de cinco dias (12 a 9), e no one-day, com jogos de cerca de oito horas (73 a 55). A Índia vai melhor no T20, com partidas de cerca de três horas e formato do confronto deste domingo (6 a 1). Em jogos por torneios internacionais, a vantagem é indiana: 7 a 0 em Copas do Mundo one-day e 4 a 0 em Mundiais T20.

Os paquistaneses construíram parte da vantagem nos formatos mais longos nas décadas de 1980 e 90, quando tinham craques como Imran Khan (atual primeiro-ministro do país) e foram campeões mundiais de one-day, em 1992. No entanto, os indianos tomaram a dianteira no Sul da Ásia no século 21. Por isso, têm levado vantagem nos confrontos mais recentes e são vistos como favoritos para o duelo do próximo domingo. A esperança paquistanesa está no fato de que se trata de um jogo em T20, mais sujeito a surpresas.

A partida é apenas um jogo da fase de grupos, tem pouco caráter decisivo, e a Índia é largamente favorita. Ainda assim, a expectativa dos organizadores é que o clássico tenha audiência global de 300 milhões, semelhante à da final da última Eurocopa entre Itália e Inglaterra. Considerando que, apenas na soma dos dois países, a população chega a quase 1,6 bilhão de pessoas, é bem possível que chegue a números como esses. Capazes de ofuscar alguns dos maiores clássicos do futebol mundial.

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O Guia dos playoffs 2021 da MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Um dos maiores clássicos dos esportes americanos em jogo de vida ou morte. Apenas o quinto na história de mais de 2.300 confrontos. A pós-temporada da Major League Baseball não poderia começar de forma mais espetacular: um Boston Red Sox x New York Yankees no jogo de wildcard da Liga Americana nesta terça (às 21h de Brasília, com transmissão AO VIVO pela ESPN no Star+).

Mas os playoffs da MLB não se limitam ao grande clássico de abertura. Temos a possibilidade de ver, pela primeira vez na história, a rivalidade enorme entre San Francisco Giants e Los Angeles Dodgers -- para alguns, até maior que a de Yankees-Red Sox -- chegar ao mata-mata. Há também a possibilidade real de duas franquias que nunca conquistaram o título (Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays) chegarem ao topo por meio de uso de estatísticas avançadas.

Para você não perder nada, confira um guia rápido dos playoffs 2021 da MLB, com resumo dos times, o regulamento e, claro, a tabela de jogos.

LIGA AMERICANA

Wildcard

BOSTON RED SOX

Pontos fortes: O ataque tem vários jogadores capazes de produzir contra o melhor dos arremessadores: Rafael Devers, JD Martínez, Xander Bogaerts, Alex Verdugo, Kyle Schwarber e até os surpreendentes Bobby Dalbec e Hunter Renfroe. São rebatedores com bom aproveitamento e força, que muitas vezes carregaram os Red Sox ao longo da temporada regular. Além disso, Chris Sale é um arremessador de elite, com Nathan Eovaldi sendo um bom número 2 para a rotação.

Pontos fracos: Há problemas no geral e específicos para o jogo de wildcard contra os Yankees. Pensando no time como um todo, a rotação é bastante inconsistente quando se vai além de Sale e Eovaldi. Um bom bullpen poderia compensar, mas está longe de ser o caso. Garrett Whitlock talvez seja o único nome confiável para entrar nas entradas finais, já que Adam Ottavino, Hansel Robles e Matt Barnes oscilam demais de um jogo para outro. Ah, e a defesa anda cometendo muitos erros infantis nesta temporada.

Especificamente no duelo contra os Yankees, há duas questões extras: Martínez está contundido e Sale poderá, com muito otimismo, arremessar uma ou duas entradas. 

NEW YORK YANKEES

Pontos fortes: O ataque tem ótimos rebatedores de potência (Aaron Judge, Giancarlo Stanton, Anthony Rizzo, Joey Gallo e Gary Sánchez) e de aproveitamento (DJ LeMahieu e Judge principalmente), com Judge e Stanton em fase especialmente produtiva no último mês. A rotação não é a melhor da MLB, mas Gerrit Cole, Corey Kluber e os surpreendentes Jordan Montgomery e Nestor Cortes têm a confiança da torcida. O bullpen é muito bom, ainda mais depois das chegadas de Luis Severino e Domingo Germán (abridores que voltam de contusão). 

Pontos fracos: Pelo parágrafo acima, parece que os Yankees dão fortes em tudo. E são… às vezes. Ao longo da temporada, a equipe nova-iorquina mostrou uma incrível capacidade de variar grandes sequências com séries de atuações terríveis, sobretudo por erros defensivos bobos e ataque sonolento. Essa oscilação quase custou a classificação da equipe aos playoffs e, principalmente em séries curtas, pode levar a uma eliminação prematura no mata-mata.

Babe Ruth, duelos e 'matar ou morrer': entenda a rivalidade entre New York Yankees e Boston Red Sox

Já nas Séries Divisionais

TAMPA BAY RAYS

Pontos fortes: A equipe não tem estrelas, mas aproveita ao máximo o potencial de seus jogadores. O ataque não rebate bem no geral, mas rebate bem nos momentos realmente importantes. E não depende de um ou outro jogador para isso, qualquer um pode carregar o time. No montinho, os Rays são ainda mais competentes, sobretudo no bullpen cheio de arremessadores em condições de aparecer em momentos de mais pressão. E Kevin Cash é um técnico intransigente, que tenta reduzir ao mínimo a margem para os adversários crescerem no jogo. O time tem um perfil bastante copeiro, não à toa chegou à World Series em 2020.

Pontos fracos: A equipe é redonda taticamente e parece estar preparada para todas as situações possíveis de um jogo de playoff, mas… às vezes sente falta de um jogador maior para chamar a responsabilidade nos momentos mais agudos. Sobretudo na rotação, que não tem um grande nome que dê à torcida a convicção de vitória antes mesmo do primeiro arremesso ser dado. Com isso, o bullpen muitas vezes tem de segurar a equipe e, em séries longas, isso pode criar um desgaste fatal.

HOUSTON ASTROS

Pontos fortes: A base do time campeão em 2017 e vice-campeão em 2019 ainda está firme em Houston. Alex Bregman, Carlos Correa, José Altuve, Michael Brantley, Yuli Gurriel e Yordan Álvarez formam um ótimo ataque, enquanto que Framber Valdez, José Urquidy e Lance McCullers Jr formam um início de rotação sem grife, mas muito eficiente. É uma equipe que ficou fora dos holofotes durante boa parte da temporada, mas tem capacidade para encarar os favoritos da Costa Leste.

Pontos fracos: O bullpen é uma força dos Astros há alguns anos, mas a versão de 2021 é, no máximo, mediana. Além disso, a rotação até mereceu elogios no parágrafo acima, mas ainda Zack Greinke -- principal abridor da equipe -- ficou de fora por duas semanas e voltou apenas no último domingo. Não teve uma grande atuação e ainda há dúvidas sobre o quanto os Astros poderão contar com ele.

CHICAGO WHITE SOX

Pontos fortes: Em relação a talento, talvez seja o melhor time da Liga Americana. A rotação impressiona após as ótimas temporadas de Carlos Rodón, Lance Lynn e Lucas Giolito, o bullpen tem nome experimentados como Liam Hendriks e Ryan Tepera e jovens em ascensão como Michael Kopech e Garret Crochet. E o ataque merece muito respeito com os altos aproveitamentos de Luis Robert e Tim Anderson e a capacidade de decisão de José Abreu. Ah, e o técnico Tony LaRussa é um dos mais vitoriosos da história da MLB.

Pontos fracos: A temporada foi tranquila demais para os White Sox. O time de Chicago era muito superior aos concorrentes da divisão e a classificação para os playoffs já era dada como certa em junho. Esse desnível pode levar o time a uma relativa acomodação pela falta de jogos decisivos que forçassem a equipe a atuar de forma mais intensa. Em algumas partidas contra os adversários de outras divisões, os White Sox deram a sensação de não terem o sentido de urgência necessário. É preciso mudar a chave da equipe.

Playoffs da MLB
Playoffs da MLB ESPN

LIGA NACIONAL

Wildcard

LOS ANGELES DODGERS

Pontos fortes: Em teoria, é o time mais forte da MLB. A rotação é boa, o bullpen é eficiente e o ataque tem jogadores decisivos. Não à toa, é o atual campeão da liga e teve a segunda melhor campanha da temporada regular em 2021. No caso específico do jogo de wildcard da Liga Nacional, ainda pode contar com Max Scherzer no montinho, talvez o arremessador em melhor fase em toda a MLB. 

Pontos fracos: Os Dodgers como um todo fizeram uma temporada bastante tranquila, com apenas uma sequência ruim no começo de maio. Mas, individualmente, o time sofreu com mais oscilações do que era de se esperar. Em alguns casos, por excesso de lesões no elenco (Mookie Betts, por exemplo). Em outros, por altos e baixos técnicos dos atletas (Cody Bellinger, estou falando de você). 

Além disso, a rotação merece uma atenção a mais que o normal, pois Clayton Kershaw se contundiu no final da temporada regular e Walker Buehler vem de algumas atuações medianas após um ano espetacular.

St. LOUIS CARDINALS

Pontos fortes: Provavelmente é o time mais improvável dos playoffs. Até o início de setembro, poucos imaginavam que os Cardinals ainda estivessem na briga pela classificação, mas a equipe enfileirou 17 vitórias seguidas, atropelando os oscilantes San Diego Padres, Cincinnati Reds e Philadelphia Phillies para conquistar uma vaga na pós-temporada. Como fizeram isso? Tyler O’Neill teve o melhor mês de sua carreira, dando suporte a Paul Goldschmidt e Nolan Arenado no ataque. No montinho, o veterano Adam Wainwright voltou a apresentar números de seu auge, que parecia ter ficado no passado. É um azarão nos playoffs, mas pode aproveitar o embalo da reta final para ir mais longe.

Pontos fracos: Apesar da boa fase, não se pode perder de vista que é um time com limitações. Os Cardinals têm um bullpen que reduz a expectativa de vida de seus torcedores sempre que é acionado e o ataque ainda tem jogadores que não produzem com frequência.

Já nas Séries Divisionais

SAN FRANCISCO GIANTS

Pontos fortes: Um ataque de força, com jogadores veteranos que reencontraram seu melhor beisebol e estão rebatendo home runs para todo lado. Os destaques são Brandon Crawford, Buster Posey e Brandon Belt (contundido no final da temporada regular). Além disso, a direção reuniu um grupo muito produtivo de coadjuvantes, sejam jovens emergentes (como LaMonte Wade Jr) ou jogadores sem destaque no mercado (Darin Ruf, Wilmer Flores). Ah, e o bullpen é um espetáculo, o melhor da MLB na temporada regular. Não é um time tão forte no papel quanto alguns outros, mas atinge quase o máximo de seu potencial.

Pontos fracos: A rotação tem três bons nomes, com Kevin Gausman, Logan Webb e Anthony DeSclafani. Mas não vai muito além disso. Em vários momentos, o técnico Gabe Kapler teve de lançar mão de partidas feitas apenas por arremessadores do bullpen. O bullpen deu conta? Deu, mas exagerar nessa receita em playoff pode deixar os relievers desgastados. No ataque, também merece alguma atenção a relativa dependência do time em home runs para anotar corridas (é o líder em home runs com corredores em base, mas apenas o 12º em aproveitamento com corredores em base). Em playoff, o nível dos arremessadores adversários é superior e nem sempre vai aparecer aquele home run decisivo.

MILWAUKEE BREWERS

Pontos fortes: É uma espécie de Tampa Bay Rays da Liga Nacional, só que com mais jogadores capazes de decidirem um jogo, sobretudo no montinho. A rotação tem um trio espetacular com Corbin Burnes, Brandon Woodruff e Freddy Peralta. O bullpen conta com Josh Hader (para muitos, o melhor fechador da MLB no momento), Brett Suter e Hunter Strickland fechando a porta na cara dos adversários. O ataque tem o improvável Willy Adames e Avisaíl García em ótimas fases.

Pontos fracos: O ataque deveria ser melhor. Há talento ali, como Christian Yelich (MVP da Liga Nacional em 2018 e segundo na mesma eleição em 2019) e Lorenzo Cain, mas ambos fazem temporada fraca. O ressurgimento desse ataque é fundamental para a equipe avançar nos playoffs. Outra má notícia foi a lesão de Devin Williams, ótimo reliever que fraturou a mão ao socar uma parede em um momento de raiva.

ATLANTA BRAVES

Pontos fortes: O Atlanta Braves tem uma base parecida com a do time que ficou a uma vitória de chegar à World Series em 2020. O ataque tem o craque Freddie Freeman, além de Austin Riley, Jorge Soler e Ozzie Albies em bom momento. No montinho, a boa fase é de Max Fried e Charlie Morton, que devem encabeçar a rotação nos playoffs, e o fechador Will Smith.

Pontos fracos: É uma equipe inegavelmente talentosa, mas não jogou perto de seu potencial em nenhum momento da temporada. Os arremessadores, sobretudo Ian Anderson e os relievers em geral, oscilaram muito. No ataque, Travis d’Arnaud caiu bastante neste ano e Ronald Acuña Jr vinha fazendo temporada para brigar pelo prêmio de MVP, mas se contundiu em julho e só volta no próximo ano. Ficou uma sensação de que o time chegou aos playoffs pela falta de um concorrente mais qualificado na divisão, e precisa jogar muito mais para ao menos igualar a campanha de 2020.

REGULAMENTO

- A fase de wildcard é composta por jogo único com mando do time de melhor campanha. No caso de empate no número de vitórias (o que ocorreu com Red Sox x Yankees, o mandante é definido pela vantagem no confronto direto entre os times na temporada regular);
- As séries divisionais (equivalente a semifinais de liga) são disputadas em melhor de cinco jogos. A vantagem do mando de campo é de quem foi campeão de sua divisão e, entre esses, o time de melhor campanha;
- As finais de liga e a World Series são disputadas em melhor de sete; e
- As regras especiais criadas para a temporada regular devido à pandemia, como entradas extras começando com corredores na segunda base, não serão aplicadas nos playoffs.

TABELA

Todos os jogos terão transmissão nos canais esportivos Disney e/ou Star+.

Terça, 5/out
21h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN) 

Quarta, 6/out
21h - St. Louis Cardinals x Los Angeles Dodgers (Fox Sports) 

Quinta, 7/out
17h - Chicago White Sox x Houston Astros, jogo 1 (Fox Sports)
21h - Boston Red Sox x Tampa Bay Rays, jogo 1 (Fox Sports) 

Sexta, 8/out
15h - Chicago White Sox x Houston Astros, jogo 2 (ESPN 2)
17h30 - Atlanta Braves x Milwaukee Brewers, jogo 1 (Fox Sports)
20h - Boston Red Sox x Tampa Bay Rays, jogo 2 (ESPN 2)
22h30 - Los Angeles Dodgers x San Francisco Giants, jogo 1 (Fox Sports)

Sábado, 9/out
18h - Atlanta Braves x Milwaukee Brewers, jogo 2 (ESPN 2)
22h - Los Angeles Dodgers x San Francisco Giants, jogo 2 (ESPN 2)

Domingo, 10/out
17h - Tampa Bay Rays x Boston Red Sox, jogo 3 (Star+)
21h - Houston Astros x Chicago White Sox, jogo 3 (Fox Sports)

Segunda, 11/out**
14h - Milwaukee Brewers x Atlanta Braves, jogo 3 (ESPN 2)
20h - Tampa Bay Rays x Boston Red Sox , jogo 4 (Fox Sports)
23h - San Francisco Giants x Los Angeles Dodgers, jogo 3 (Fox Sports)

Terça. 12/out**
15h - Houston Astros x Chicago White Sox, jogo 4 (ESPN 2)
18h - Milwaukee Brewers x Atlanta Braves, jogo 4 (se necessário) (Fox Sports)
22h - San Francisco Giants x Los Angeles Dodgers, jogo 4 (se necessário) (Fox Sports)

Quarta, 13/out**
18h - Tampa Bay Rays x Boston Red Sox, jogo 5 (se necessário) (Fox Sports)
22h - Houston Astros x Chicago White Sox, jogo 5 (se necessário) (Fox Sports)

Quinta, 14/out**
18h - Milwaukee Brewers x Atlanta Braves, jogo 5 (se necessário) (Fox Sports)
22h - San Francisco Giants x Los Angeles Dodgers, jogo 5 (se necessário) (Fox Sports)

Finais de liga**
- Liga Americana: 15, 16, 18, 19, 20, 22 e 23 de outubro (a partir do dia 20, se necessário)
- Liga Nacional: 16, 17, 19, 20, 21, 23 e 24 de outubro (a partir do dia 21, se necessário)

World Series**
- Partidas em 26, 27, 29, 30 e 31 de outubro e 2 e 3 de novembro (a partir do dia 31, se necessário)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+
** Os horários dos jogos a partir de 11 de outubro ainda não foram definidos e, portanto, também não têm horário confirmado na grade de programação. Mas terão transmissão, não se preocupem

Obs.: Horários de Brasília. Grade sujeita a alteração

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O Guia dos playoffs 2021 da MLB

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Babe Ruth, duelos e 'matar ou morrer': a rivalidade entre New York Yankees e Boston Red Sox

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

New York Yankees e Boston Red Sox revivem a eterna rivalidade nesta terça-feira em jogo único de Wild Card. Quem vencer, avança para enfrentar o Tampa Bay Rays. A partida tem transmissão AO VIVO às 21h (de Brasília) pela ESPN no Star+

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O que acontece se houver empate na luta por lugares nos playoffs | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Foram 159 jogos para todo mundo, e ainda assim não foi suficiente para todos os times definirem seus destinos. A Major League Baseball chega ao fim de semana derradeiro da temporada regular e três vagas nos playoffs ainda estão em aberto. San Francisco Giants e Los Angeles Dodgers ainda não decidiram quem é o campeão da Divisão Oeste da Liga Nacional e New York Yankees, Boston Red Sox, Seattle Mariners e Toronto Blue Jays ainda lutam pelos dois wildcards da Liga Americana.

Como estão essas brigas e, principalmente, o que acontece se houver empate? Porque aí é que a coisa fica confusa.

Liga Nacional Oeste

Vamos primeiro para onde é mais fácil: Giants ou Dodgers? O San Francisco enfrenta o San Diego Padres na última série e tem duas vitórias a mais que o Los Angeles, que pega o Milwaukee Brewers. Os Dodgers têm de vencer seus três jogos restantes e contar com derrota dos Gigantes nos seus três para haver uma virada. Se os Dodgers vencerem duas partidas a mais que os Giants (3-0 contra 1-2 ou 2-1 contra 0-3), teremos jogo extra na segunda feira (dia 4) em São Francisco. Qualquer outra combinação dá ao San Francisco o título da divisão.

Quem perder a disputa fica com o primeiro wildcard da Liga Nacional e faz um jogo único contra o St. Louis Cardinals em casa na quarta (dia 6).

Wildcards da Liga Americana

Agora complica: Yankees estão com 91 vitórias, Red Sox e Mariners têm 89 e Blue Jays vêm com 88. Há várias combinações possíveis, então prende a respiração e vamos lá.

Yankees e Red Sox antes de clássico em 2019
Yankees e Red Sox antes de clássico em 2019 Getty Images

ANTES DE TUDO, é importante considerar os retrospectos nos confrontos diretos da temporada regular:

- Red Sox 10x9 Yankees
- Red Sox 10x9 Blue Jays
- Red Sox 4x3 Mariners
- Yankees 5x2 Mariners
- Mariners 4x2 Blue Jays
- Blue Jays 11x8 Yankees

CENÁRIO 1: Dois times empatam na primeira posição

Aí é tranquilo. Os dois se classificam para o wildcard e o mando de jogo da partida será da equipe com melhor retrospecto nos confrontos diretos entre elas na temporada regular.

CENÁRIO 2: Dois times empatam na segunda posição

Tranquilo também. Jogo extra na segunda, na casa da equipe com vantagem no confronto direto.

CENÁRIO 3: Três times empatam na primeira posição

São dois jogos para definir os dois classificados. Na segunda (dia 4), o Time A joga em casa contra o Time B. O vencedor é o wildcard número 1 e o perdedor joga fora de casa contra o Time C na terça (dia 5). Quem vencer esse confronto é o segundo wildcard.

Como definir time A, B ou C? É feita uma classificação pelo aproveitamento contando apenas os confrontos diretos entre os três times. O primeiro colocado escolhe qual posição ele quer (ser o time A é o melhor, pois joga em casa e, se perder, ainda tem uma segunda chance). Depois, o segundo da classificação escolhe qual ele prefere. Ser o time B tem a vantagem de ter duas chances de se classificar, mas sob o risco de jogar apenas fora de casa. O time C tem apenas uma chance, mas joga com a torcida a favor.

CENÁRIO 4: Três times empatam na segunda posição

São dois jogos para definir apenas um classificado. Faz-se a classificação pelo confronto direto entre os três times, como no cenário 2. Só que o chaveamento é diferente.

Na segunda (4), o Time A recebe o Time B. O perdedor está eliminado, enquanto que o vencedor joga em casa na terça (5) contra o Time C para definir quem se classifica. Neste caso, ser o Time C pode ser vantajoso, pois só precisa vencer um jogo para chegar aos playoffs. Mas o Time A decidiria em casa, o que também pode ser atrativo.

CENÁRIO 5: Os quatro times empatam na primeira posição

São dois jogos na segunda (4). Novamente, faz-se a classificação considerando apenas os confrontos diretos entre os times (a ordem já estaria definida, seria Red Sox, Blue Jays, Yankees e Mariners) e cada um escolhe em que posição quer ficar considerando essa chave: Time A x Time B, Time C x Time D. 

Os vencedores das duas partidas estariam classificados.

VÍDEO DA SEMANA

Bradley Zimmer, do Cleveland Indians, rebate um home run em cima de Kyle Zimmer, seu irmão. Apenas a quarta vez na história que um jogador rebate um home run arremessado por seu irmão na era moderna da MLB (desde 1900). As outras foram Joe Niekro sobre Phil Niekro (1975), Rick Ferrell sobre Wes Ferrell (1933) e George Stovall sobre Jesse Stovall (1904).


O QUE VEM POR AÍ

PLAYOFFS, BABY!!!

Mas atenção, porque os horários das partidas (incluindo os da grade de programação abaixo) mudam constantemente para encaixar com as necessidades da TV americana. Por exemplo, se tivermos dois jogos desempate para definir os playoffs da Liga Americana, automaticamente o jogo de wildcard de terça (5) será empurrado para o dia seguinte.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Não haverá Sunday Night Baseball nesta semana. Como domingo será o último dia da temporada regular, todos os jogos serão disputados no mesmo horário, à tarde.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY*

Sexta, 1º/out
20h - Tampa Bay Rays x New York Yankees (Fox Sports)

Terça, 5/out
21h - Jogo de wildcard da Liga Americana (ESPN)

Quarta, 6/out
21h - Jogo de wildcard da Liga Nacional (Fox Sports)

Quinta, 7/out
18h - Playoffs: Série de Divisão da Liga Americana, jogo 1 (Fox Sports)
21h30 - Playoffs: Série de Divisão da Liga Americana, jogo 1 (Fox Sports)

Sexta, 8/out
15h - Playoffs: Série de Divisão da Liga Americana, jogo 2 (ESPN 2)
18h - Playoffs: Série de Divisão da Liga Nacional, jogo 1 (Fox Sports)
20h - Playoffs: Série de Divisão da Liga Americana, jogo 2 (ESPN 2)
21h30 - Playoffs: Série de Divisão da Liga Nacional, jogo 1 (Fox Sports)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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O que acontece se houver empate na luta por lugares nos playoffs | Semana MLB

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O maior erro dos Padres foi tratar 2021 como caso de vida ou morte | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

O San Diego Padres não disputará os playoffs da MLB em 2021. A matemática ainda permite, o que sempre dá margem para (novamente) eu queimar a língua, mas a distância na tabela e no desempenho recente para o St. Louis Cardinals está grande o suficiente para duvidar de uma reviravolta nos últimos dez dias de temporada regular. A equipe que era vista como a grande desafiante ao campeão Los Angeles Dodgers sequer terá a oportunidade de fazer um jogo de wildcard.

O que mais surpreende é que não foi um time que não “encaixou” e se mostrou menos competitivo do que as projeções indicavam. A primeira metade da temporada foi muito boa, com os Padres acompanhando o ritmo de San Francisco Giants e Dodgers na Liga Nacional Oeste.

Em 30 de junho, o San Diego estava com a quarta melhor campanha da MLB e a terceira da Liga Nacional. Ainda assim, estavam apenas 2,5 jogos atrás dos Giants, melhor campanha das grandes ligas naquele momento. Julho não foi espetacular, mas ainda manteve os Pads com a quinta melhor campanha da Liga Nacional, com 4 jogos de vantagem sobre o Cincinnati Reds e 6,5 sobre os Cardinals na luta pelo wildcard. Tudo sob controle. Até que o time implodiu em agosto e setembro.

Não é raro isso acontecer no beisebol. Quase sempre gira em torno de duas explicações: muitas lesões de jogadores importantes ao mesmo tempo ou alguns jogadores medianos que estavam em grande momento acabaram voltando a seu normal. Mas nenhuma dessas se aplica aos Padres de 2021. 

San Diego Padres
San Diego Padres Getty Images

O elenco teve suas lesões, mas, do time ideal do início da temporada, apenas o catcher Austin Nola fez menos de 120 jogos e 450 oportunidades no bastão. Ainda que Fernando Tatís Jr, jogador mais talentoso da equipe, tenha sofrido duas lesões, ele ainda jogou o suficiente para ser o líder de home runs da Liga Nacional, top 10 da MLB em WAR e o quarto da MLB em probabilidade de vitórias adicionadas a sua equipe. No montinho houve mais problemas, mas quatro membros da rotação abriram mais de 20 jogos e os principais nomes do bullpen entraram em mais de 60 partidas.

Os detalhes mesmo talvez só venham ao final da temporada, mas a trajetória dos Padres apontam para um time que se esgotou mentalmente, não conseguiu manter o alto nível e passou a se desmanchar. Aí, entram alguns fatores:

- A convicção de todos em San Diego de que o talento classificaria essa equipe sem grandes esforços;
- Uma acomodação por ter a vaga nos playoffs sob controle até um mês e meio do final da temporada; e
- Falta de preparo para lidar com a possibilidade de essa classificação não vir.

Na soma disso, os Padres têm dois momentos de queda. O primeiro ocorre em julho, quando o time parece aceitar que não conseguirá ultrapassar Giants e Dodgers e vai jogando o suficiente para pegar o segundo wildcard da Liga Nacional. O segundo vem no final de agosto, quando a acomodação começa a cobrar seu preço, Reds e Cardinals se aproximam e o San Diego precisa retomar o ritmo de vitórias do início da temporada. E aí surge outro problema.

Os Padres sabem que têm um elenco absurdamente talentoso nas mãos, com potencial de levar a franquia a seu primeiro título. Só que desde antes de a temporada começar, o clima em San Diego -- alimentado pela diretoria -- é o “agora vai. Enfim, chegou o ano dos Padres”. Isso cria uma ansiedade em todos, o que vira uma bola de neve quando as coisas se mostram mais complicadas que o esperado.

Fernando Tatis Jr.
Fernando Tatis Jr. Getty

Aí, a diretoria demite o técnico de arremessadores no meio da temporada, alguns jogadores que vinham bem têm queda de rendimento, Manny Machado e Fernando Tatís Jr discutem no banco por que Tatís estaria perdendo o foco na partida. A imprensa e a torcida criticam muito o técnico Jayce Tingler por não controlar essa sangria, uma reclamação que faz sentido. O treinador está apenas em sua segunda temporada como comandante principal de uma equipe da MLB e um nome mais pesado e experiente no banco teria mais chance de dar a volta. Tanto que já se fala na contratação de Bruce Bochy ou Buck Showalter para 2022.

A contratação de um técnico mais experiente, ainda que adepto de uma postura mais tradicionalista, pode funcionar. o que complica a projeção futura dos Padres é que a direção, no desespero para ganhar o título logo, acabou negociando jogadores promissores das ligas menores para conseguir reforços não-tão-necessários no time principal. O San Diego, que já teve a categoria de base com mais talentos há dois anos, agora aparece no meio da liga nos rankings. Ou seja, não há mais tantos talentos jovens para surgirem, o que pode reduzir em alguns anos o período competitivo da franquia.

NOVIDADE!

O Star+ começará a transmitir com exclusividade o Athletes Unlimited de softbol feminino, competição que reúne as principais jogadoras profissionais que atuam na América do Norte. Os times são redesenhados a cada semana, e a pontuação vai para as jogadoras que tiverem melhor desempenho ao final da competição.

PERSONAGEM DA SEMANA


Tony LaRussa provavelmente é o técnico mais importante da história da MLB. Não por ser o segundo com mais vitórias ou por ter conquistado três World Series em três décadas diferentes, mas pelo modo como revolucionou o modo de usar os arremessadores, criando um modelo adotado até hoje. 

Ele havia encerrado a carreira após seu terceiro título, em 2011, mas foi convidado para retomar a carreira no time que o lançou como treinador, o Chicago White Sox. LaRussa aceitou. Cometeu alguns erros por estar desatualizado em algumas práticas e estratégias que surgiram nos últimos anos, mas ainda tem um olho sem igual para o beisebol.

Nesta quinta, os White Sox asseguraram seu primeiro título de divisão desde 2008. A equipe atual tem muito talento e até deu sinais de acomodação na reta final da temporada regular de tão folgada que foi a classificação. Mas, nos playoffs, não dá para descartar um time com tantos talentos em campo e um tanto como LaRussa dando as ordens no banco.

VÍDEO DA SEMANA

Conor McGregor tentou fazer o arremesso cerimonial antes de Chicago Cubs x Minnesota Twins. Ao menos, seus golpes no MMA são mais certeiros.


O QUE VEM POR AÍ

A semana tem algumas séries espetaculares envolvendo times que brigam por vagas nos playoffs, mas nenhuma é mais decisiva que Atlanta Braves x Philadelphia Phillies entre 28 e 30 de setembro (terça a quinta). Os times estão separados por uma distância que fica em torno de dois jogos há algumas semanas, e o confronto direto é a chance de definir para que lado vai o título da Liga Nacional Leste. Para tornar o encontro mais angustiante, o perdedor da divisão sequer terá o consolo de uma vaga no wildcard. Os Phillies devem ir com artilharia pesada no montinho, com Zack Wheeler, Aaron Nola e Kyle Gibson. Os Braves jogarão em casa com Ian Anderson, Charlie Morton e Max Fried.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Imagina a rivalidade de um New York Yankees x Boston Red Sox, adicionada pela necessidade das duas equipes de vencer para conseguir uma vaga nos playoffs. É isso o que teremos em Boston no último Sunday Night Baseball da temporada. Neste momento, os Red Sox lideram a disputa na repescagem da Liga Americana, dois jogos à frente dos Yankees, que têm um de vantagem sobre o Toronto Blue Jays e dois sobre o Seattle Mariners. São duas vagas em jogo, mas qualquer deslize pode custar caro (sobretudo para os Yankees, que ainda têm uma série em Toronto na próxima semana). No montinho, duelo de canhotos: Jordan Montgomery x Eduardo Rodríguez.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY*

Sexta, 24/set
15h - St. Louis Cardinals x Chicago Cubs (Star+)
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 2)
23h - Atlanta Braves x San Diego Padres (ESPN 2)

Domingo, 26/set
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 2)

Segunda, 27/set
23h - Oakland Athletics x Seattle Mariners (Fox Sports)

Terça, 28/set
23h - San Diego Padres x Los Angeles Dodgers (Fox Sports)

Quarta, 29/set
20h - Toronto Blue Jays x New York Yankees (ESPN)
23h - San Diego Padres x Los Angeles Dodgers (ESPN)

Sexta, 1º/out
20h - Tampa Bay Rays x New York Yankees (Fox Sports)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+

MAIS BEISEBOL NO STAR+

Domingo, 26/set
17h - Athletes Unlimited (Softbol): Time Jaquish x Time Chidester
21h30 - Athletes Unlimited (Softbol): Time Eberle x Time Ocasio

Segunda, 27/set
20h - Athletes Unlimited (Softbol): Time Jaquish x Time Eberle
23h - Athletes Unlimited (Softbol): Time Chidester x Time Ocasio

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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O maior erro dos Padres foi tratar 2021 como caso de vida ou morte | Semana MLB

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Como está a briga pelos playoffs a duas semanas do final da temporada regular | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

A Major League Baseball está na reta final da temporada regular. Faltam apenas 17 dias para que todos os times tenham seu destino conhecido, seja as férias, seja a briga pelo título nos playoffs. E a disputa por um lugar no mata-mata está muito quente.

Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros
Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros Getty

De fato, apenas duas das seis divisões da MLB têm uma luta aberta. Na Liga Nacional Leste, o Atlanta Braves está com 5,5 jogos de vantagem sobre o New York Mets, com o Philadelphia Phillies no meio. Na Liga Nacional Oeste, o San Francisco Giants tem apenas uma partida de frente sobre o Los Angeles Dodgers, ainda que as duas equipes já estejam classificadas para a pós-temporada (quer perder o título da divisão ficará com o primeiro wildcard da LN). Nos demais grupos, Tampa Bay Rays, Chicago White Sox, Houston Astros e Milwaukee Brewers já têm os títulos encaminhados.

O cenário na luta pelos wildcards é bem diferente. Na Liga Americana, Boston Red Sox e Toronto Blue Jays estão empatados, e estariam com as duas vagas neste momento. No entanto, o New York Yankees está meio jogo atrás, enquanto Oakland Athletics e Seattle Mariners acompanham a briga com 4 e 5 jogos, pela ordem, de desvantagem.

Na Liga Nacional, o St. Louis Cardinals vem em grande fase e atropelou Cincinnati Reds e San Diego Padres na última semana, assumindo a segunda posição (lembrando que a primeira já é de Dodgers ou Giants). Ainda assim, os Cardeais não têm margem para erro: os Padres estão meio jogo atrás, Reds a um, Phillies a 2,5 e Mets a 5.

San Diego Padres
San Diego Padres Getty Images

No momento, os times que estão com mais embalo dessas brigas são Blue Jays e Cardinals. O Toronto pelo ataque, que se mostra capaz de destruir qualquer arremessador que subir ao montinho. O St. Louis, por ter um equilíbrio geral maior que os de Reds, Padres, Phillies e Mets, que dão sinais de perda de fôlego nas últimas semanas.

Ainda assim, sobra uma vaga na Liga Americana. Yankees e Red Sox não passam segurança pelo nível de oscilação em todos os fundamentos e terão um confronto direto na próxima semana para eventualmente resolver a disputa (A’s e M’s também parecem sem energia para uma arrancada final). Mas ambos terão de melhorar o nível de jogo se pretendem ter vida longa no mata-mata.

NOVIDADE!

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PERSONAGEM DA SEMANA

O Mês Nacional da Herança Hispânica é celebrado nos Estados Unidos entre 15 de setembro e 15 de outubro. O motivo é que ela começa em semanas de celebrações nacionais em diversos países, que declararam sua independência nessa época do ano (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua no dia 15, México no 16, Chile no 18 e Belize no 21). Também por isso, 15 de setembro foi a data escolhida pela MLB para celebrar o Dia de Roberto Clemente.

O porto-riquenho é o maior jogador latino-americano da história da MLB. Não apenas por ser um grande jogador (um título de World Series, um vez MVP, quatro vezes campeão de aproveitamento no bastão, 14 participações em All-Star Games e 12 vezes Luva de Ouro), mas por ser a primeira superestrela de alcance nacional de origem latino-americana. Clemente dominava todos os fundamentos e se tornou ídolo não apenas da torcida de seu Pittsburgh Pirates. Fora dos campos, o defensor externo sempre foi claro em falar sobre o racismo e xenofobia que negros e latinos sofriam nos Estados Unidos. 

Clemente morreu em 31 de dezembro de 1972, justamente quando tentava ajudar quem mais precisava. Ele organizou uma missão para levar mantimentos a desabrigados por um terremoto na Nicarágua. O avião acabou caindo no mar logo após decolar do aeroporto de San Juan, Porto Rico. Ninguém sobreviveu.

A MLB criou o Prêmio Roberto Clemente para o jogador que realizar o melhor trabalho social a cada temporada. Em 15 de setembro, Dia de Roberto Clemente, qualquer jogador pode utilizar seu número (21) em campo (o Pittsburgh Pirates sempre atua com todos os atletas usando o 21). E há uma forte campanha para que o Dia de Roberto Clemente tenha o mesmo tratamento do Dia de Jackie Robinson, com todos os jogadores da liga usando seu número. Uma homenagem à importância de os atletas se envolverem em projetos sociais e à influência dos latino-americanos no desenvolvimento do beisebol, o mais latino dos esportes americanos.

Ano que vem são 50 anos da morte de Clemente. Boa oportunidade para fazer essa mudança.

VÍDEO DA SEMANA

O fã de esporte pôde acompanhar toda a temporada da Liga Mexicana de Béisbol pelo ESPN App e a reta final no Star+. O campeonato terminou de maneira espetacular nesta quarta, com os Toros de Tijuana conquistando o segundo título de sua história, virando a série contra os Leones de Yucatán de 0 a 3 para 4 a 3. O troféu veio com um 3 a 0, com a eliminação final feita por uma figura bastante conhecida para o fã de MLB: o eterno Fernando Rodney.


O QUE VEM POR AÍ

Os Brewers estão virtualmente classificados para os playoffs como campeão da Liga Nacional Central. Por isso, podem já pensar em preparar sua equipe para confrontos com intensidade da pós-temporada e uma série de quatro jogos contra os Cardinals vem sob medida. Do outro lado, o St. Louis precisa demais de bons resultados nesses confrontos para não perder terreno na disputa pelo segundo wildcard da Liga Nacional. Confronto de alto nível entre segunda e quinta (dias 20 a 23), que deve ser concluído com um espetacular duelo de arremessadores entre Corbin Burnes e Adam Wainwright.

Adam Wainrwright, arremessador do St. Louis Cardinals
Adam Wainrwright, arremessador do St. Louis Cardinals Getty Images

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Mets e Phillies não decolaram em nenhum momento da temporada, mas continuam com chances de playoff, seja na Liga Nacional Leste, seja no segundo wildcard. Mas, com a tabela chegando na contagem regressiva, não há mais margem para enrolar: tem de ganhar. Os confrontos diretos deste fim de semana em Nova York podem ser vistos como o último momento para uma eventual arrancada. No jogo de domingo, os arremessadores previstos são Rich Hill e Kyle Gibson.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY*

Sexta, 17/set
20h - Los Angeles Dodgers x Cincinnati Reds (ESPN)

Domingo, 19/set
20h - Philadelphia Phillies x New York Mets (ESPN 2)

Segunda, 20/set
20h30 - St. Louis Cardinals x Milwaukee Brewers (Fox Sports)

Terça, 21/set
20h - Toronto Blue Jays x Tampa Bay Rays (ESPN)

Quarta, 22/set
23h - San Francisco Giants x San Diego Padres (ESPN)

Sexta, 24/set
15h - St. Louis Cardinals x Chicago Cubs (Star+)
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 2)
23h - Atlanta Braves x San Diego Padres (ESPN 2)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+

MAIS BEISEBOL NO STAR+

Domingo, 19/set
13h - Athletes Unlimited (softbol): Time Ocasio x Time Jaquish
17h - Athletes Unlimited (softbol): Time Osterman x Time Chidester

Segunda, 20/set
20h - Athletes Unlimited (softbol): Time Ocasio x Time Osterman
23h - Athletes Unlimited (softbol): Time Jaquish x Time Chidester

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