Champions League 2021-22: veja 5 talentos que são candidatos a decolar na competição

André Donke
André Donke

A Uefa Champions League começa nesta terça-feira cheia de badalação: o trio Messi, Mbappé e Neymar no PSG, os gols de Romelu Lukaku, Robert Lewandowski e Erling Haaland, a volta de Cristiano Ronaldo ao Manchester United, o Manchester City buscando seu primeiro título após ter chegado à final de forma inédita em 2020-21, a volta de Carlo Ancelotti ao Real Madrid... Enfim, não faltam grandes personagens e grandes histórias nesta edição.

Porém, há também ótimos atletas sem tanta badalação e com boas possibilidades de darem um salto em suas carreiras na competição. O blog listou cinco nomes que vivem um período de ascensão e que têm grandes chances de irem às oitavas de final (ou além) na Champions.

Jamal Musiala (Bayern de Munique)

Depois de ter estreado pelo time principal do Bayern de Munique em 2019-20 nos minutos finais da penúltima rodada da Bundesliga, o meia de 18 anos se estabeleceu no elenco, tendo atuado em 37 dos 50 jogos dos bávaros em 2020-21 (foi titular 11 vezes). Além disso, estreou pela seleção alemã em março e esteve em todas as convocações desde então, inclusive disputando a Eurocopa.

Já em 2021-22, Musiala esteve em campo em todos os seis jogos (dois como titular), com quatro gols e duas assistências, e é cada vez mais importante no elenco bávaro, como sua excelente atuação no 4 a 1 sobre o RB Leipzig no sábado apresentou. Dono de uma qualidade técnica incrível, o camisa 42 ainda oferece mais repertório ao elenco de Julian Nagelsmann, já que difere de pontas mais agudos como Kingsley Coman e Leroy Sané.

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Jude Bellingham (Borussia Dortmund)

O meio-campista chegou ao Borussia Dortmund no meio de 2020 pouco após ter completado 17 anos de idade e terminou sua primeira temporada se estabelecendo como peça importantíssima do elenco aurinegro, sendo que esteve em campo em 46 dos 51 jogos do clube na temporada, sendo 33 como titular. Além disso, ele estreou pela seleção inglesa em novembro de 2020 e sempre foi chamado desde então, fazendo parte do elenco vice-campeão da Eurocopa.

Um autêntico “box to box”, o jogador, que completou 18 anos em junho, mostrou enorme maturidade e personalidade na última temporada e tem demonstrado uma influência ainda maior no jogo do Dortmund nesta campanha, em que o time comandado por Marco Rose tem trabalhado a bola com maior frequência na região central do campo.

Bellingham confirmou em 2020-21 ser um talento muito promissor, agora em 2021-22, com mais de 100 jogos como profissional no currículo, ele tem a oportunidade de se estabelecer como peça-chave no Borussia Dortmund.

Riedle Baku (Wolfsburg)

Contratado pelo Wolfsburg no meio de 2020 após grande início de carreira pelo Mainz, o lateral/meia pela direita mostrou-se um grande investimento, sendo um dos destaques do time que terminou na quarta classificação e se classificou à Champions League. Foi titular absoluto e somou seis gols e seis assistências na Bundesliga, alé, de registrar 44 chances criadas (segundo melhor do time ao lado de Wout Weghorst e cinco chances atrás de Maximilian Arnold). O grande desempenho o fez estrear pela seleção alemã em novembro e esteve também na última convocação, sendo titular na vitória contra Liechtenstein por 2 a 0. Além disso, foi titular da seleção sub-21 campeã europeia no meio do ano.

Em meio ao seu crescimento individual, o versátil atleta de 23 anos tem nesta temporada uma boa oportunidade coletiva, uma vez que os Lobos se reforçaram bem no mercado, têm um bom time e, inclusive, lideram a Bundesliga no momento sendo o único time com 100% de aproveitamento após quatro rodadas. Além disso, foi sorteado em um grupo relativamente interessante na Champions League para quem estava no pote 4 – seus adversários são Lille, Red Bull Salzburg e Sevilla.

Musiala disputa jogada com Baku durante jogo entre Bayern e Wolfsburg
Musiala disputa jogada com Baku durante jogo entre Bayern e Wolfsburg Martin Rose/Getty Images

Ryan Gravenberch (Ajax)

Com 19 anos completados em maio, o meio-campista inicia sua terceira temporada pelo elenco principal, a segunda como titular absoluto. Depois de ter disputado 12 partidas (8 como titular) em 19-20, ele esteve em campo em 46 dos 50 jogos de 2020-21, perdendo dois por coronavírus e um por suspensão – foi titular 45 vezes. No total, são 66 jogos pelo time, dez gols e sete assistências.

O salto dado na temporada passada não se deu apenas pela maior presença em campo, mas também pela influência que passou a ter. No Holandês 2020-21, Gravenberch foi líder isolado do time em toques na bola com 2736 (mais de 500 que qualquer outro), segundo em chances com 37, líder em recuperações de bola, segundo em interceptações com 45 (duas a menos do que Tagliafico), líder em dribles e segundo em desarmes com 27 (quatro a menos do que Tagliafico). Ou seja, o camisa 8 fez muito com e sem a bola.

Esta ascensão veio com a primeira convocação para a seleção holandesa, para os jogos de novembro de 2020. Embora ele não tenha atuado na ocasião, estrearia na Data Fifa seguinte e esteve em todas as listas desde então.

Nuno Mendes (Paris Saint-Germain)

Recém-contratado pelo PSG, o lateral-esquerdo de 19 anos (fez aniversário em junho) estava no Sporting desde os 9 anos e vive um momento relativamente similar ao de Gravenberch quanto à cronologia. Ele estreou na reta final de 2019-20, jogando nos últimos nove duelos do Português, sendo titular em sete deles. Se estabelece como titular em 2020-21, sendo titular em 29 dos 30 jogos que disputou e peça importante no time que conquistou o título nacional após 19 anos de espera.

A temporada de evolução meteórica levou Nuno Mendes à seleção portuguesa em março, e ele não saiu mais da concorrida lista de convocados, tendo sido reserva na Eurocopa.

Agora no PSG, o lateral/ala terá uma oportunidade de dar um enorme salto na carreira, uma vez que não vai 'apenas' para um forte candidato ao título da Champions League. Ele vai com boas condições de ser dono da posição, que era a que gerava menor empolgação no badalado elenco até a sua contratação no último dia da janela passada.

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Vai superar time de Cruyff no Holandês? Início absurdo faz Ajax ter média de gols acima de temporada recorde

André Donke
André Donke

Depois do 9 a 0 no Cambuur Leeuwarden no fim de semana, o Ajax voltou a atropelar nesta terça-feira no Campeonato Holandês ao aplicar um 5 a 0 no Fortuna Sittard. Tudo isso após ter iniciado sua trajetória na Uefa Champions League indo à Lisboa e fazendo 5 a 1 no Sporting, o atual campeão português e cabeça de chave em seu grupo.

Assim, o 4 a 0 sofrido diante do PSV na abertura da temporada pela Supercopa da Holanda vai ficando cada vez mais como um ponto fora da curva. Aliás, o que também representa um ponto fora da curva - só que em um sentido positivo para o seu torcedor-, é a quantidade de gols marcado pelo time de Amsterdã: são 27 bolas nas redes em seis partidas disputadas na Eredivisie, o que dá uma média de 4,5 por partida.

Embora o Ajax ainda não tenha disputado um quinto da liga, um dado não deixa de chamar atenção: sua média de gols é superior ao recorde registrado em uma edição da competição. O feito pertence ao próprio clube, que anotou absurdos 122 gols nas 34 rodadas da edição de 1966-67, o que deu uma média de 3,59 gols por jogo. Na ocasião, Johan Cruyff foi o artilheiro com 33 gols.

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A equipe comandada por Erik ten Hag já tem flertado com a quebra deste recorde, sendo que anotou 119 gols em 2018-19. Após o campeonato ter sido finalizado precocemente em 2019-20 por conta da pandemia de COVID-19, o time da capital voltou a cruzar a barreira centenária na campanha 2020-21, com 102 gols.

Para efeito comparativo, o time que mais se aproxima dos 27 gols do Ajax na atual Eredivisie é o PSV, com 14 gols e uma partida a menos. O rival de Eindhoven, com 85 finalizações, também é que mais se aproxima das 126 conclusões já registradas pela equipe da capital holandesa.

O desempenho coletivo do atual campeão nacional reflete no individual, com Sebastian Haller sendo o artilheiro da competição com cinco gols, um a mais do que Dusan Tadic, que está empatado na segunda colocação com outros três nomes. Além disso, o lateral-direito Noussair Mazraoui tem três bolas nas redes. Quando o assunto é assistência, Tadic lidera com cinco, uma a mais do que Steven Berghuis.

Assim, embora o Ajax tenha se acostumado a um grande desempenho ofensivo ao longo de sua história, o começo desta temporada tem sido além. Será que manterá o ritmo até o fim e quebrará o recorde?

Antony e Dusan Tadic comemoram durante partida do Ajax
Antony e Dusan Tadic comemoram durante partida do Ajax ANP Sport via Getty Images

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Cristiano, o brasileiro que quase largou o futebol, trabalhou em obras de navios e agora joga a Champions League

André Donke
André Donke

A palavra “believe” (acreditar, em inglês) no centro da camiseta de Cristiano era bastante chamativa quando iniciamos a conversa de vídeo de quase 30 minutos seguintes. Difícil imaginar um traje mais apropriado para falar de sua história.

Não fosse o verbo ‘acreditar’, o lateral-esquerdo de 27 anos do Sheriff Tiraspol não estaria diante da estreia pela fase de grupos da Uefa Champions League, na qual terá a chance de enfrentar o seu grande ídolo. Aliás, ele sequer estaria jogando futebol profissionalmente, uma vez que o sonho quase acabou precocemente.

Em 2011, Cristiano decidiu não seguir mais no esporte. Depois de teste no Corinthians, passou pelo Operário-PR, Grêmio Prudente... e a coisa não engrenava. A última tentativa foi no Vasco, onde passou poucos meses.

“Depois disso eu decidi parar de jogar futebol, porque na época minha mãe não trabalhava e eu precisava ajudar, e essa decisão foi muito difícil para mim na época”, contou ao blog o jogador.

Cristiano (à esq.) em ação pelo Sheriff Tiraspol durante partida da Uefa Champions League
Cristiano (à esq.) em ação pelo Sheriff Tiraspol durante partida da Uefa Champions League Goran Stanzl/Pixsell/MB Media/Getty Imag

O lateral então foi ao estaleiro, mas nada de lesão. Ele foi literalmente, trocando o campo pelo porto. Com a indicação do cunhado, Cristiano passou a trabalhar com a manutenção de navios, fazendo serviços como pintura e limpeza de tanque. “Ele me apresentou essa empresa, achei muito bom na época, de carteira assinada, e aproveitei a oportunidade”.

Por dois anos, esta foi a rotina de alguém que parecia ter pendurado as chuteiras. Parecia.

Por meio de um conhecido, o lateral voltaria a entrar em campo para defender o Vitória das Tabocas na segunda divisão do Campeonato Pernambucano.

“Foi uma decisão muito difícil para mim, porque não sabia se iria dar certo ou não, porque eu trabalhando tinha meu salário fixo, poderia ajudar minha mãe até em outras coisas, comprar uma casa. Eu sabia que poderia chegar aonde estou hoje”, afirmou o atleta natural do Rio de Janeiro.

“Ali começou a trajetória de volta ao futebol. Consegui acesso, fui campeão, aí fui emprestado ao Murici, de Maceió, passei pelo CRB, consegui acesso para a Série B”. Ainda teria Bonsucesso, Criciúma e Volta Redonda, onde decolou de vez, com título invicto da Série D e conquista da Taça Rio.

A reviravolta na carreira foi vista por um olheiro do Sheriff Tiraspol, da Moldávia, que acabou contratando Cristiano no meio de 2017. Primeiramente por empréstimo e depois em definitivo.

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O lateral cruzou o mundo e se surpreendeu com o que se deparou. “Quando cheguei aqui, vi campos que parecem mesa de sinuca. São 15 campos de treino e três estádios para jogos oficiais, nunca tinha visto na minha vida”.

Não à toa, o Sheriff domina o futebol local. Fundado em 1997, o clube foi campeão nacional 19 vezes, sendo todas nos últimos 21 anos. Já no nível continental, conseguiu quatro participações na fase de grupos da Liga Europa, sendo a última em 2017-18 – na ocasião, só não avançou ao mata-mata porque levou a pior no confronto direto com o Copenhagen, que também tinha nove pontos.

O clube faz parte de um conglomerado empresarial do ex-policial Victor Gusan, como o Gustavo Hofman apontou em seu blog há alguns anos. Gusan, aliás, é o presidente do time e, segundo Cristiano, muito fã de futebol. "Está presente em todas as partidas".

Paixão pelo esporte à parte, o dirigente sempre depositou sua esperança de ver o time na fase de grupos da Champions, algo que nunca havia acontecido para qualquer clube da Moldávia até esta edição.

“Isso de 'se' aqui nunca teve, o presidente montou o clube para poder chegar à Champions, não sabemos quando podemos chegar, mas nos quatro anos que estou aqui, o foco sempre foi a Champions League.”

Vivendo uma realidade muito diferente dos demais times da Moldávia, o Sheriff também tem uma peculiaridade além da bola. O clube está inserido na Transnístria, uma região separatista do país e que tem justamente Tiraspol como sua capital.

Apesar de a Transnístria não ser reconhecida como independente, ela se vê como tal desde a década de 1990 e tem ligação com a antiga União Soviética, como provam a foice e o martelo em sua bandeira, assim como a presença de estátuas de Lenin.

Estátua de Lenin diante do prédio do governo da Transnístria, em 2008
Estátua de Lenin diante do prédio do governo da Transnístria, em 2008 Matthias Schumann/Getty Images

A região tem até moeda própria – o rublo da Transnístria, enquanto a moeda oficial da Moldávia é o leu moldávio – e a língua falada é o russo, ainda que o idioma oficial da Moldávia seja o romeno. “É muito difícil alguns cartões (de crédito) funcionarem aqui, precisamos ir para Chisinau, que é a capital (da Moldávia) e é mais fácil de usar o cartão lá”.

Fã de Marcelo e sonho com seleção brasileira

Foi assim que em um lugar tão longe Cristiano viu sua carreira ir igualmente longe. Da pintura de navio à Champions League em oito anos, o lateral agora terá a chance de jogar contra Real Madrid e Inter de Milão e visitar estádios como o Santigo Bernabéu e o San Siro. De quebra, terá a chance de encontrar seu ídolo.

“O Marcelo que me inspirou a jogar na lateral-esquerda”, contou Cristiano, que recentemente atuou de forma inédita pela direita. “Até achei interessante. Porque descobri uma nova posição para mim, me senti muito à vontade”.

Seja pela direita ou pela esquerda, Cristiano e o Sheriff, obviamente, não terão vida fácil em um grupo que ainda conta com o Shakhtar Donetsk, justamente o adversário da estreia, nesta quarta-feira. Porém, a trajetória do brasileiro mostra que acreditar é um verbo tão familiar a ele e que vai além desta classificação à fase de grupos da Champions.

Procurado quanto a uma possível naturalização para defender a seleção da Moldávia, o brasileiro não quer aceitar e nem descartar a possibilidade, ao menos por enquanto. Seu foco está no torneio de clubes mais importante do planeta e seu sonho continua sendo a seleção de seu país natal.

“Eu acredito que posso chegar, por isso não dei uma posição ao pessoal do clube, eu pedi para esperar.”

Se ele irá chegar lá, é uma resposta a ser dada nos próximos anos. O que não dá para duvidar é da capacidade de Cristiano em acreditar em seus sonhos.

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Cada vez mais maduro, Vini Jr. precisa de só um mês para viver sua LaLiga mais artilheira

André Donke
André Donke

Contratado por 45 milhões de euros antes de completar 18 anos por um Real Madrid que perdia Cristiano Ronaldo, seu maior artilheiro na história e que acabava de levar o clube a um tricampeonato da Champions League. O contexto era recheado de expectativa quando Vinicius Jr. pisou no Santiago Bernabéu. E isso foi sentido desde que ele passou a atuar pelo time principal, sempre indo do céu ao inferno ou vice-versa nas críticas a cada semana.

Assista a todas as partidas de LaLiga pela ESPN no Star+!

Em meio a um cenário tão volátil e tão cheio de pressão, o atacante demonstrou personalidade e, é claro, o seu talento. É fato que ele tinha e tem muito a crescer ainda, mas muitas vezes foram promovidas uma discussão desnecessária e uma cobrança excessiva a um jogador, que, ainda por cima, apresentou uma evolução tão grande e tão rápida no maior clube de futebol do planeta.

Essa evolução fica ainda mais evidente neste início da temporada 2021-22, a quarta do atacante de 21 anos com o Real Madrid, em que ele tem mostrado uma melhora no ponto em que mais recebeu críticas (e com justiça): a finalização.

Veja o gol de Vinicius Jr. contra o Celta de Vigo neste domingo:


Com uma frieza de um camisa 9, o atacante foi muito bem no terceiro gol do Real Madrid na Real Madrid na vitória sobre o Celta de Vigo por 5 a 2 neste domingo. Foi a quarta vez que o brasileiro foi às redes nesta edição de LaLiga, sendo que ele nunca havia ido além de três gols (atingiu a marca nas duas últimas campanhas).  Somente Karim Benzema, com cinco gols, está à frente dele. Tal retrospecto foi alcançado em quatro jogos (apenas dois como titular) e menos de um mês desde a estreia do Real no Espanhol, o que ocorreu em 14 de agosto.

Além disso, o camisa 20 já está a dois gols de igualar os seis que registrou na temporada passada inteira, o seu melhor desempenho pelo elenco principal dos merengues. 

Tal número vem acompanhado da sua já conhecida capacidade no um contra um. O brasileiro lidera o campeonato em dribles certos, com 15, ao lado de Yannick Carrisco.

Vinicius Jr. começou sua história no Real Madrid em um contexto não muito convidativo ao chegar na ‘era pós-Cristiano Ronaldo’, mas isso não o intimidou. Já soma mais de 120 jogos pelo clube e se estabeleceu como uma das grandes peças do elenco, mesmo sendo um jogador ainda em formação e com muito por evoluir. Porém, é uma joia cada vez mais lapidada, e o início de 2021-22 é um boa demonstração disso.

Vinicius Jr. comemora gol em Real Madrid x Celta de Vigo
Vinicius Jr. comemora gol em Real Madrid x Celta de Vigo David S. Bustamante/Soccrates/Getty Imag

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Deu 'match'! Ex-goleiro da seleção alemã e advogado buscam impactar mercado de transferências com o 'Tinder do futebol'

André Donke
André Donke

Um perfil que chame atenção, uma deslizada para o lado e... deu match! Os aplicativos de relacionamento ganharam enorme popularidade na era dos smartphones, e seu conceito tem sido adaptado para diferentes campos, inclusive o do futebol.

O 11TransFAIR foi lançado neste ano e tem como objetivo conectar clubes e jogadores quanto a uma possível transferência. A ideia teve grande repercussão internacional e até ganhou o apelido de ‘Tinder do futebol’.

Por trás deste negócio está alguém que conhece com propriedade sobre o esporte mais popular do planeta. Ex-goleiro da seleção alemã, Rene Adler é o fundador do aplicativo ao lado do advogado Daniel Schollmeyer.

Daniel Schollmeyer e Rene Adler, fundadores do 11TransFAIR
Daniel Schollmeyer e Rene Adler, fundadores do 11TransFAIR 11TransFAIR/Divulgação

Mas como funciona exatamente o 11TransFAIR?

O jogador irá preencher alguns tópicos, como posição desejada, expectativa salarial, países em que gostaria de atuar, enquanto o clube também informará o que busca em um atleta. Além disso, há um algoritmo desenvolvido pela própria plataforma para indicar os atributos de cada atleta.

“Este algoritmo é baseado nos dados de performance de cada jogador na última temporada. Isso é muito importante. Nenhum jogador poderia dizer: 'Quero ter isso ou aquilo', porque a principal parte deste algoritmo é de dados de performance”, explica Adler, que foi reserva da Alemanha na Eurocopa de 2008 e seria o titular na Copa do Mundo de 2010, não fosse uma lesão que o fez ficar fora do torneio.

De acordo com os dados estabelecidos, o ‘match’ de um jogador e um clube será indicado por um valor percentual. É importante destacar que ambas as partes ficam em anonimato durante este processo.

 “Você pode colocar 'shoot' se gostar daquele clube, se você quer ver vê-lo. Então esse clube segue anônimo até que ele também coloque 'shoot'. Quando ambos os lados colocam 'shoot', eles deixam de ser anônimos e se veem, e então ficam em contato direto”, afirma Schollmeyer.

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É assim que a dupla pretende impactar o mercado do futebol, aumentando o leque de opções para jogadores, que talvez não tenham se aventurado em outros países por não saber como estabeleceriam tal conexão.

“Essa é a principal motivação pela qual nós criamos isso, de colocar o jogador um pouco mais no comando de sua carreira. Na minha opinião, todo jogador deveria estar apto a ter uma visão geral de todas as possibilidades de mercado para ele”, declara Adler, que atuou a carreira inteira na Alemanha, onde defendeu Bayer Leverkusen, Hamburgo e Mainz.

"Nós apenas vimos que o mercado de transferência precisa de mais transparência. Rene era um atleta da seleção naquele momento, e ele nunca teve um real controle de sua carreira, quanto a possibilidades talvez fora do país", conta Schollmeyer, indicando que a ideia do 11TransFAIR vem bem de antes da aposentadoria de Adler em 2019.

"Eu acho que já vem há cerca de 10 anos na verdade", diz o advogado. "Eu sempre dizia: 'você precisa ter maior controle de sua carreira'. E ele dizia: 'Me deixe em paz, fazemos isso depois de sua carreira' (risos)”. Dito e feito.

Enquanto a ideia não foi colocada em prática, os dois sempre mantiveram uma relação de amizade, que começou depois de terem se conhecido de uma forma inusitada quando Adler estava iniciando sua carreira no Bayer Leverkusen.

“Minha esposa estava em um trabalho de publicidade com o Leverkusen, e teve uma filmagem de publicidade. Tinha alguns jogadores jovens e alguns mais velhos, naquele momento um jogador bem famoso, Bernd Schneider. E eles precisavam de pessoas para encenar na propaganda. Eu estava trabalhando na minha empresa de advocacia, e minha esposa me ligou: 'Esse caras tinham que estar aqui, você poderia vir?' E eu perguntei: 'Por quê?'”, conta Schollmeyer.

De ator improvisado ele viraria um amigo verdadeiro de Adler. “No momento em que ele ficou lesionado e não foi a Copa do Mundo, nós estávamos saindo, jogando golfe”.

Assim, os dois seguiram próximos e com a ideia do 11TransFAIR adormecida. Só que agora despertou, e com a intenção de se espalhar mundo afora... de repente até o Brasil.

“Temos diferentes jogadores brasileiros, mas talvez um, dois ou três que estão jogando no Brasil, mas a maior parte dos brasileiros está jogando na Bundesliga, no Reino Unido ou algo assim”, diz Schollmeyer, em declaração dada em julho.

A ideia é ir além. “Ficaríamos felizes em ter mais clubes brasileiros a bordo, porque sabemos que tem certos jogadores que pensam: 'Eu ganhei dinheiro o suficiente, eu sou um bom jogador e o Brasil é um lugar em que eu gostaria de estar no futuro.'”

Já imaginou? Pode ser que seu time esteja a um ‘match’ de um reforço estrangeiro. 

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Há exatos 133 anos começava o Campeonato Inglês: veja quais são e onde estão os clubes fundadores

André Donke
André Donke

O dia 8 de setembro de 1888 marcou o pontapé inicial do Campeonato Inglês. Há exatos 133 anos, começava a história de uma das competições mais emblemáticas do futebol, que certamente sequer imaginava o alcance que teria quase um século e meio depois.

Todos os jogos da atual Premier League tem transmissão AO VIVO pela ESPN no Star+!

Por conta desta data tão especial, o blog listou quais eram e onde estão os 12 clubes que fundaram a liga. A edição 1888-89 acabaria em 20 de abril de 1889, após todos os times terem disputado 22 jogos. O Preston North End foi o primeiro campeão da história do campeonato mais famoso do planeta. Aliás, vamos começar a lista por ele.

Estátua de William McGregor, fundador da Football League, em frente ao Villa Park
Estátua de William McGregor, fundador da Football League, em frente ao Villa Park Nick Potts/PA Images via Getty Images

Preston North End

Em 1888-89: Campeão

Onde está hoje: 2ª divisão

O clube ficou com o título ao somar 18 vitórias e quatro empates, sendo o primeiro e único campeão invicto até o Arsenal também conseguir a façanha na Premier League 2003-04. Foram 40 pontos somados (a vitória dava dois pontos), com 11 a mais do que qualquer outro. O Preston era um expoente do futebol inglês no período, tendo conseguido a FA Cup na mesma temporada. Além disso, defendeu com sucesso o título da liga em 1889-90, mas nunca mais ficou com a taça, tendo sido vice em 1890–91, 1891–92, 1892–93, 1905–06, 1952–53 e 1957–58.

Atualmente, o clube tem o título da 3ª divisão em 1999–2000 como última grande conquista. Vencedor dos playoffs da League One em 2014-15, o Preston está na segunda divisão desde 2015-16. A melhor campanha foi o 7º lugar em 2017-18, quando fez 73 pontos, dois a menos do que o Derby, último classificado ao playoff. Em 2020-21, o time foi o 13º colocado com 61 pontos (16 atrás da zona de playoffs e 17 acima da zona de rebaixamento). 

Aston Villa

Em 1888-89: Vice-campeão

Onde está hoje: Premier League

É o time que conseguiria voos mais altos durante os 133 anos que se passaram desde a edição inaugural. Afinal, o clube de Birmingham seria campeão europeu em 1981–82 e detém sete títulos da liga e sete títulos da FA Cup, sendo o quinto maior vencedor em ambas as competições.

O Villa ganhou o campeonato pela primeira vez em 1893-1894 e também era uma potência no fim do século 19, sendo que em 1899-1900 faturaria o seu quinto troféu da liga e já somava também três de suas sete Copas da Inglaterra.

Depois de ter ficado na elite ininterruptamente entre 1988-89 e 2015-16, o clube disputou a Championship por três anos seguidos, mas já vai para sua terceira temporada consecutiva na Premier League, tendo sido 11º em 2020-21 e apresentando um bom futebol durante boa parte da campanha, com destaque ao 7 a 2 sobre o Liverpool. 

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Wolverhampton Wanderers

Em 1888-89: 3º colocado

Onde está hoje: Premier League 

Com 28 pontos, os Wolves ficaram apenas um atrás dos vice-campeões. A equipe só sentiria o gosto de conquistar o campeonato na década de 50, período em que ergueu suas três taças (1953–54, 1957–58 e 1958–59).

Porém, isso não significa que não houve título importante no fim do século retrasado. O Wolverhampton faturou a FA Cup em 1892–93 e voltaria a ficar com o troféu em outras três oportunidades: 1907–08, 1948–49 e 1959–60.

Ainda que os períodos de grandes conquistas tenham ficado no passado, os Wolves vivem um bom momento, depois de terem frequentado a terceira divisão em 2013-14. Foram quatro temporadas seguidas na Championship, antes de o time retornar à Premier League em 2018, alcançando dois sete lugares seguidos. Já em 2020-21, a campanha acabou sendo mais discreta: 13ª posição. 

Blackburn Rovers

Em 1888-89: 4º colocado

Onde está hoje: 2ª divisão

O clube entrou na liga como uma das figuras bem conhecidos do futebol inglês, sendo que tinha vencido a Copa da Inglaterra em três oportunidades (1883–84, 1884–85 e 1885–86), e ainda venceria em outras três ocasiões: 1889–90, 1890–91, 1927–28.

O Blackburn conquistou o campeonato em 1911–12 e 1913–14 e também em 1994-95, quando faturou a Premier League em meio a um alto investimento, que já não existe mais. Longe da elite desde 2012, o clube frequentou a terceira divisão em 2017-18 e está no momento em sua quarta campanha seguida na Championship, sendo que o 11º lugar em 2019-20 foi seu melhor desempenho no período.

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Bolton Wanderers

Em 1888-89: 5º colocado

Onde está hoje: 3ª divisão

Campeão da FA Cup em 1922–23, 1925–26, 1928–29 e 1957–58, o clube esteve na elite pela última vez em 2011-12. Desde então, viveu anos muitos complicados, sendo que ficou perto de decretar falência, o que foi evitado ao ser adquirido em 2019. Rebaixado da segunda à quarta divisão nas temporadas 2018-19 e 2019-20, o Bolton foi terceiro colocado da League Two passada, conseguiu o acesso e hoje disputa a League One. 

West Bromwich Albion

Em 1888-89: 6º colocado

Onde está hoje: 2ª divisão

O WBA tem em seu currículo um título da liga (1919–20) e cinco da Copa da  Inglaterra (1887-88, 1891-92, 1930-31, 1953-54 e 1967-68) e está estabelecido nas principais categorias do futebol nacional - figura na primeira ou segunda divisão ininterruptamente desde 1993-94. Nas últimas 11 temporadas, esteve na Premier League em nove delas, mas foi vice-lanterna em 2020-21, acabou rebaixado e tenta o retorno à elite na atual campanha. 

Accrington

Em 1888-89: 7º colocado

Onde está hoje: Não existe desde 1896

O único dos 12 clubes que não existe mais. Fundado em 1878, o time teve a sexta posição na edição 1889-90 sua melhor colocação e seria rebaixado em 1892-93, antes de acabar pouco depois. 

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Everton

Em 1888-89: 8º colocado

Onde está hoje: Premier League

Dos clubes formados, é o que mais vezes conseguiu ser campeão da liga, com nove taças (1890–91, 1914–15, 1927–28, 1931–32, 1938–39, 1962–63, 1969–70, 1984–85 e 1986–87). No geral, somente Manchester United (20), Liverpool (19) e Arsenal (13) têm mais. Os Toffees ainda ganharam a FA Cup em cinco oportunidades (1905–06, 1932–33, 1965–66, 1983–84 e 1994–95).

Ainda que tenha perdido o protagonismo no futebol inglês, o Everton é um time consolidado na elite do país: está na primeira divisão desde 1954-55, sendo o segundo mais longevo, atrás apenas do Arsenal. Décimo na edição passada, o clube tenta retornar a uma competição europeia, o que não acontece desde a Liga Europa 2017-18. 

Burnley

Em 1888-89: 9º colocado

Onde está hoje: Premier League

Campeão da Football League 1920–21 e 1959–60 e da copa em 1913-14, o clube tem vivido muitas mudanças de divisão nos últimos 30 anos. Depois de ter ficado por seis temporadas seguidas no quarto escalão entre 1985-86 e 1991-92, o Burnley desfruta no momento de sua sexta temporada seguida na elite, e olha que conseguiu uma vaga na Liga Europa no período ao terminar em sétimo na Premier League 2017-18.

Derby County

Em 1888-89: 10º colocado

Onde está hoje: 2ª divisão

Após ter conquistado seu primeiro título do campeonato em 1971-72 com o lendário Brian Clough, o clube alcançaria o feito pela segunda e última vez em 1974-75, conquistas que se juntaram ao troféu da FA Cup de 1945-46.

Sua última aparição na elite foi em 2007-08, quando somou apenas 11 pontos e registrou a pior campanha da história da Premier League. Na Championship desde então, o time hoje treinado por Wayne Rooney escapou do rebaixamento na última rodada em 2020-21. Contando com um novo dono, o Derby sonha em voltar à elite. 

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Notts County

Em 1888-89: 11º colocado

Onde está hoje: 5ª divisão

Fundado em 1862, o Notts County, conhecido como clube de futebol profissional mais velho do mundo, deixou o posto de clube mais velho na Football League en 2019, ao ser rebaixado para a quinta divisão, virando um time ‘non-league’, denominação para as equipes que estão de fora das 92 que fazem parte dos quatro primeiros níveis do futebol nacional.

Campeão da FA Cup em 1893-94, o clube foi aos playoffs da National League nas duas últimas temporadas e não conseguiu o acesso. Assim, continua longe dos dias de glória do clube que um dia já inspirou até mesmo a Juventus na escolha de seu uniforme

Stoke City

Em 1888-89: 12º colocado

Onde está hoje: 2ª divisão 

Depois do rebaixamento do Notts County, o Stoke City é um dos ‘candidatos’ a clube mais antigo a disputar atualmente a Football League, sendo que tem o 1863 em seu escudo como ano de fundação. Eu digo ‘candidato’, porque há uma discussão a respeito disso, uma vez que o Nottingham Forest, que surgiu em 1865, alega ser o mais antigo, já que o Stoke não teria começado antes de 1868. Recentemente, o Crystal Palace também ‘entrou na disputa’ ao falar que seu início na verdade em 1861. Entenda mais sobre essa discussão AQUI.

Disputa pelo título de mais velho da Football League à parte, o Stoke foi último colocado da edição inaugural do campeonato, mas não foi rebaixado. Aliás, nenhuma equipe foi – as últimas quatro foram reeleitas para o campeonato seguinte.

O Stoke nunca venceu a copa ou a liga, tendo taças apenas da segunda e terceira divisões, além de um vice na FA Cup em 2010-11. Recentemente, os Potters chegaram a disputar dez edições da Premier League seguidas entre 2008-09 e 2017-18 e estão em sua quarta temporada seguida na Championship, tendo vindo de três campanhas discretas (16º, 15º e 14º lugares). 

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Atleta do City e estreia profissional aos 16: quem é o jovem que quase frustrou noite épica de Cristiano Ronaldo

André Donke
André Donke

Cristiano Ronaldo chegou a 111 gols por Portugal, nesta quarta-feira, e se isolou como o maior artilheiro de uma seleção masculina na história do futebol, deixando para trás o iraniano Ali Daei, com 109.

A marca, épica por si só, foi alcançada de forma ainda mais heroica ao se considerar o contexto: Portugal perdia em casa da Irlanda por 1 a 0 até os 44 minutos do segundo tempo, quando o camisa 7 empatou. Sete minutos depois, ele mesmo definiria a virada por 2 a 1.

A noite tão especial para Ronaldo, no entanto, poderia ter terminado de forma bem diferente. Afinal, até os 88 minutos de bola rolando, Ronaldo não só lamentava a derrota e o fato de não se isolar no recorde, como também amargava um pênalti desperdiçado.

A chance desperdiçada do craque foi, ao mesmo tempo, uma das cinco defesas importantes que o goleiro Gavin Bazunu realizou na partida, provavelmente a mais memorável de sua ainda curta carreira. Aos 19 anos, o arqueiro está começando no futebol profissional, mas já deu indícios de se tratar de alguém promissor.

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Formado no Shamrock Rovers, Bazunu estreou profissionalmente pelo clube aos 16 anos e 109 dias. Ao todo, foram seis partidas entre junho e julho de 2018, com quatro delas sem ser vazado – em um 0 a 0 contra o Cork City pelo Campeonato Irlandês, ele ainda pegou um pênalti.

Poucos meses depois, em 8 de fevereiro de 2019 (12 dias antes de completar 17 anos de idade), ele assinava pelo Manchester City. Desde então, só foi ganhando mais experiência, tendo disputado, por exemplo, a Uefa Youth League (Champions sub-19) e a Premier League 2 com o time sub-23 do clube.

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Em 2020-21, Bazunu foi emprestado ao Rochdale, sendo titular em 29 das 46 partidas pela terceira divisão inglesa. Embora seu time tenha sido rebaixado, o atleta não deixou de viver um período muito especial, sendo convocado e estreando pela seleção principal da Irlanda em março de 2021. O início com derrota para Luxemburgo por 1 a 0 pelas eliminatórias para a Copa do Mundo foi frustrante, mas não impediu que ele seguisse em alta com o treinador Stephen Kenny e seguisse como titular nos quatro jogos seguintes, incluindo o contra Portugal nesta quarta.

Enquanto isso, o Rochdale pode ter sido rebaixado, mas o seu antigo goleiro seguiu na terceira divisão, uma vez que Bazunu acabou emprestado ao Portsmouth. Depois de ter sido reserva na primeira rodada da League One, ele jogou nas quatro partidas seguintes e só foi ser vazado no último confronto, quando sua equipe perdeu para o Wigan por 1 a 0.

Com apenas 19 anos, quase 50 jogos como profissional entre clubes e seleção e contrato com o Manchester City, o irlandês vem escrevendo uma promissora trajetória até aqui. E suas expectativas para ela são altas.

"Eu não teria ido ao Manchester City a menos que eu pensasse que poderia ser o goleiro número 1", afirmou, conforme publicado pelo jornal Irish Times em junho deste ano. "Todos os dias, é para isso que trabalho. Esse é o objetivo".

Se ele chegará ao destino desejado, ainda é muito cedo para saber. Mas não há dúvida que está no caminho certo.

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Os ‘campeões’ da janela de transferência entre as 5 grandes ligas da Europa

André Donke
André Donke

Com tantas transferências bombásticas e novelas como as de Kylian Mbappé e Harry Kane, a recém-fechada janela foi possivelmente a maior de todos os tempos. Porém, ainda houve clubes que se mexeram muito bem, mesmo sem anúncios tão badalados. 

Mas, afinal, quais foram os times que se deram melhor no mercado? O blog elegeu os ‘campeões’ entre os principais times de cada uma das cinco grandes ligas da Europa. (Os valores de todas as transferências mencionadas são do site Transfermarkt)

Inglaterra: Manchester United

Os Red Devils anotaram um verdadeiro ‘hat-trick’. Primeiramente, conseguiram a tão sonhada contratação de Jadon Sancho por (85 milhões de euros) um valor inferior ao que se falava há um ano. Além disso, reforçaram sua zaga com Raphaël Varane, um dos melhores do mundo na posição e por (40 milhões de euros) um preço mais acessível devido ao fato de o que o francês só tinha mais um ano de contrato com o Real Madrid. Por fim, trouxeram de volta o ídolo Cristiano Ronaldo e em um momento em que o português vinha sendo apontado como possível reforço do City.

É bem verdade que o clube gastou muito, e nem a boa venda de Daniel James ao Leeds United (29,1 milhões) impediu que o Manchester United fechasse a janela com um débito de mais de 110 milhões de euros entre chegadas e saídas, mas o clube fez negócios que o colocam em outro patamar de disputa na temporada – ao menos teoricamente.

Vale a menção muito honrosa ao Chelsea, que investiu pesado no retorno de Romelu Lukaku, um dos cinco melhores centroavantes do mundo, e, no fim das contas, lucrou pouco mais de 2 milhões de euros, graças às negociações de atletas reservas e que não teriam muito espaço, como Tammy Abraham, Kurt Zouma, Fikayo Tomori, Davide Zappacosta e Victor Moses.

Os Blues ainda encerram o mercado de forma espetacular com a chegada por empréstimo, com opção de compra, de Saúl Ñíguez, que fortalece ainda mais um meio de campo que já tinha N'Golo Kanté, Jorginho e Mateo Kovacic. O Chelsea mostrou com sua janela que tem time para defender o título da Champions e, ao mesmo tempo, brigar pela Premier League.

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Espanha: Atlético de Madrid

A mencionada saída de Saúl é naturalmente um enorme impacto para o Atlético, simplesmente por se tratar de um jogador importante no esquema de Diego Simeone e que disputou 340 partidas pelo time. Porém, por outro lado, o elenco ganhou Rodrigo De Paul, que vem de uma excelente temporada com a Udinese, está estabelecido na seleção argentina e vive o auge da carreira aos 27 anos.

Com uma grande baixa e uma grande adição no meio de campo, a história é diferente quando falamos do ataque dos Colchoneros, que se reforçaram com o campeão olímpico Matheus Cunha, de só 22 anos.  

Além disso, retorna ao clube Antoine Griezmann, que viveu seu auge sob o comando de Diego Simeone. Nas cinco temporadas que fez pelo time entre 2014 e 2019, o francês sempre marcou entre 15 e 22 gols em cada uma das edições de LaLiga. E ele volta por um empréstimo com cláusula de compra bem acessível devido à situação financeira complicada do Barcelona.

A menção honrosa fica para o Sevilla, que tem em sua diretoria Monchi, o ‘mago das contratações’. O clube andaluz fechou a janela com um débito de 10 milhões de euros e negociando o promissor Bryan Gil com o Tottenham, mas encorpou seu elenco com boas opções em diferentes posições: o lateral-direito Gonzalo Montiel, o lateral-esquerdo Ludwig Augustinsson, o volante Thomas Delaney e os atacantes Erik Lamela e Rafa Mir. São cinco nomes que, independentemente se venham a ser titulares ou não, dão profundidade e maior qualidade ao elenco.

Confira 5 excelentes contratações 'sem badalação' desta histórica janela


Itália: Atalanta

Com a Inter de Milão vivendo adversidades financeiras, a Juventus perdendo Cristiano Ronaldo e o Milan vendo Gianluigi Donnarumma ir ao PSG e Hakan Calhanoglu acertar com sua rival na cidade, não tinha como um dos três gigantes ser o eleito.

Assim, a Atalanta sai como vencedora, apesar da saída de um dos seus principais nomes, o zagueiro Cristian Romero, que vai ao Tottenham por empréstimo e pode render 55 milhões de euros em caso de transferência em definitivo. Porém, no mais, a sua base foi mantida e ganhou ainda mais alternativas em outras posições.

A grande ausência de Romero foi preenchida com Merih Demiral, emprestado pela Juventus, e Matteo Lovato, atleta da seleção italiana sub-21 que foi contratado junto ao Hellas Verona. A sensação do Calcio nos últimos anos ainda investiu pesado em um goleiro ao pagar 20 milhões de euros em Juan Musso e dá mais opção no elenco para ambos os lados do campo com Davide Zappacosta, lateral que viveu ótimos momentos, mas tem sofrido com contusões.

Por fim, o clube de Bérgamo fez uma aposta interessantíssima ao contratar Teun Koopmeiners, do AZ Alkmaar, por 12 milhões de euros. O meio-campista de 23 anos somou 15 gols e cinco assistências na última Eredivisie, esteve na Eurocopa como reserva e integra a primeira convocação de Louis Van Gaal no retorno à seleção holandesa.

Além do clube de Bérgamo, o mercado da Roma também chama atenção, sobretudo com as chegadas de um atacante como Tammy Abraham, um goleiro do nível de Rui Patrício e o lateral-esquerdo Matias Viña para suprir a ausência do lesionado Leonardo Spinazzola. O desempenho do clube só não é mais destacado, porque o custo foi bem alto: quase 100 milhões de euros. A Atalanta, por exemplo, gastou entre saídas e chegadas pouco mais que 30 milhões de euros, mas o valor inclui o gasto de 16 milhões para a contratação de Romero junto à Juventus em definitivo e não incluiu a ida do mesmo ao Tottenham. 

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França: PSG

Lionel Messi, Sergio Ramos, Georginio Wijnaldum e Gianluigi Donnarumma. Todos chegaram em transferências livres. Já as laterais, que possivelmente irão virar alas, foram reforçadas com dois nomes de muito talento e juventude, com Achraf Hakimi (22 anos) e Nuno Mendes (19 anos), que chegou no dia final do mercado, como uma espécie de cartada final do clube que foi o grande protagonista da janela.

Das saídas, a mais expressiva é a do reserva Pablo Sarabia, emprestado ao Sporting. Um cenário nada ruim para quem poderia ver Kylian Mbappé ir ao Real Madrid. Se foi vantajoso manter o atacante agora ou se o clube parisiense conseguirá convencê-lo a renovar o contrato, isso é outra história. O sucesso do PSG neste mercado vai bem além desta dúvida.

Messi durante apresentação ao PSG
Messi durante apresentação ao PSG Getty Images

Alemanha: Bayern de Munique

Os bávaros foram discretamente eficientes. A perda de David Alaba é enorme, mas, uma vez que o jogador tinha o desejo de respirar novos ares e o clube tentou sua permanência, essa saída não entra na conta dos atuais eneacampeões alemães. Outra baixa expressiva é a de Jérôme Boateng, que, embora seja um ícone na história do clube, já vive outro momento na carreira, e o término de sua passagem na Allianz Arena já era algo esperado.

De qualquer forma, o Bayern buscou um excelente e promissor zagueiro ao acertar com Dayot Upamecano. Aliás, o defensor foi um dos três destaques do RB Leipzig contratados pelos bávaros. Chegaram o técnico Julian Nagelsmann, um dos maiores expoentes no mundo na função, e o meia Marcel Sabitzer. O último era o capitão do Leipzig e chega por um valor de apenas 15 milhões de euros, pouco para um atleta de 27 anos no auge da carreira e que oferece muitas alternativas diferentes ao seu antigo/atual treinador.

O Bayern sofreu uma baixa muito pesada, mas trouxe dois ótimos reforços e, consequentemente, enfraqueceu um de seus principais rivais.  

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Além de City x PSG: confira outras 5 boas histórias desta fase de grupos da Champions League

André Donke
André Donke

Em meio a tantos confrontos interessantes proporcionados pelo sorteio da fase de grupos da Uefa Champions League 2021-22 nesta quinta-feira, Paris Saint-Germain e Manchester City acabaram ganhando o maior destaque: pela ambição dos dois os clubes que ainda não ganharam a competição, o duelo entre Lionel Messi e Pep Guardiola (talvez ainda tenhamos Messi x Cristiano Ronaldo) e o futebol apresentado por ambos, que foram os vice-campeões das duas últimas edições.

Esta é a grande história do estágio de chaves da edição de 2021-22, mas está longe de ser a única. O blog listou outras cinco, que o fã do esporte confere abaixo:

RB Leipzig outra vez em um grupo pesado

Os alemães voltaram a ser 'premiados' com o grupo da morte, mas sobreviveram a este na edição 2020-21, quando tiveram a companhia do próprio PSG e de outro gigante de Manchester: o United. O Istanbul Basaksehir completou a chave.

O Leipzig até foi atropelado por 5 a 0 pelos ingleses em seu primeiro jogo grande naquela Champions, mas venceu os seus três compromissos em casa e fez uma boa partida em Paris, mesmo perdendo. No fim, deixaram o United pelo caminho.

A tarefa em 2021-22 é ainda mais difícil e não acredito que o Leipzig passe novamente do grupo da morte, mas deve dar trabalho a City e PSG.

Manchester City x PSG, o maior jogo na história da fase de grupos da Champions League?


O grupo dos finalistas

O grupo B é o único em que todos os integrantes já estiveram na final da principal competições de clubes, sendo que três deles foram campeões: Milan (7x), Liverpool (6x) e Porto (2x). Já o Atlético de Madrid chega com três vices no currículo, sendo o último deles em 2016. Milan (2003), Porto (2004) e Liverpool (2005) ainda conseguiram encaixar uma sequência de taças entre eles.

Esta é ainda apenas uma das duas chaves em que três integrantes já levantaram a taça - a outra é a E, que conta com Bayern de Munique, Barcelona e Benfica.

Além disso, o grupo ainda conta com ótimos reencontros, como Milan e Liverpool, que definiram o título em 2005 e 2007, com destaque para a primeira decisão, em que os Reds buscaram um milagre e conseguiram o título nos pênaltis, após irem para o intervalo perdendo por 3 a 0.

Outro reencontro é o do Liverpool com o Atlético de Madrid, sendo que os espanhóis despacharam os ingleses nas oitavas de final de 2019-20, quando o seu adversário defendia o título. À época, Jan Oblak teve uma atuação monumental e suportou a pressão dos mandantes em Anfield, e Jürgen Klopp fez críticas ao estilo de jogo do rival.

Champions League: quais equipes vão às oitavas de final? Eu dei meus palpites


Bayern x Barça: o reencontro após 8 x 2

No já mencionado grupo E, Bayern de Munique e Barcelona irão se reencontrar pouco mais de um ano após o fatídico 8 a 2 dos alemães pelas quartas de final da edição 2019-20. Foi o último jogo de Luis Suárez pelo clube, e quase foi também o de Lionel Messi, que chegou a manifestar o desejo de sair de um clube em que os problemas iam muito além do campo e que necessitava de uma reformulação.

A reformulação é vivida até hoje, sobretudo após Messi de fato sair do clube nesta janela de transferências. Com Ronald Koeman no banco, o Barça aposta em bons reforços gratuitos, jovens em evolução e alguns remanescentes para reencontrar um Bayern de Munique, que também passou por algumas mudanças, mas mantém a base que levou a Tríplice Coroa em 2019-20.

Reedição da final da Liga Europa passada

A decisão da Liga Europa 2020-21 já irá ser reeditada na fase de grupos da Champions 2021-22, com o Manchester United fortalecido por Raphaël Varane e Jadon Sancho buscando dar o troco no Villarreal, que ficou com o título do torneio - após ter passado também pelo Arsenal na semi. Os Red Devils são evidentemente os favoritos, mas também já eram quando acabaram derrotados na final de 26 de maio.

O que torna essa situação ainda mais interessante é o fato da dificuldade em palpitar os classificados para as oitavas de final devido à disputa entre Atalanta e Villarreal. O grupo F está longe de ser o mais pesado em termos de tradição e tamanho dos clubes, mas não deixa de ser bastante interessante.

Villarreal vence Manchester United nos pênaltis e é campeão da Europa League


Um grupo quase igual

Por fim, o grupo D é praticamente uma repetição do grupo B da edição passada, com a presença de Inter de Milão, Real Madrid e Shakhtar Donetsk. A única diferença é a entrada do estreante Sheriff Tiraspol na vaga do Borussia Mönchengladbach.

Ainda que veremos muitos jogos que já vimos na edição passada, a história é muito boa por dois aspectos. Primeiramente, o Real Madrid reencontrará o Shakhtar Donetsk, que o venceu as duas vezes na fase de grupos passada. Além disso, há a tentativa de a Internazionale superar o fantasma do estágio de chaves, sendo que foi eliminada nesta fase nas últimas três edições. Em 2020-21, o time acabou como lanterna. Agora, os nerazzurri chegam como cabeças de chave, mas em meio a uma situação financeira adversa e com as saídas de Romelu Lukaku, Achraf Hakimi e Antonio Conte.

Sorteio da Champions
Sorteio da Champions Sebnem Coskun/Anadolu Agency/Getty Image
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Problema para Werner? Por que chegada de Lukaku, na verdade, pode ser benéfica ao alemão

André Donke
André Donke

Timo Werner terminou a temporada 2020-2021 como artilheiro do Chelsea, com 12 gols (ao lado de Tammy Abraham), e garçom do elenco, com 11 assistências. Porém, isso não impediu que ele ficasse marcado negativamente pelas oportunidades desperdiçadas.

O Chelsea visita o Arsenal no Emirates Stadium neste domingo (22) pela segunda rodada da Premier League. A bola rola às 12h30h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da ESPN Brasil.

Lukaku no Chelsea: ídolo do Arsenal vê Blues como candidatos ao título da Premier League e destaca potência do atacante; assista

Com a contratação de Romelu Lukaku, ainda mais por um valor recorde, tal cenário poderia sugerir que o alemão estaria com um enorme problema para ter espaço nos Blues. Afinal, o belga chega após uma passagem espetacular pela Inter de Milão, tendo marcado 30 gols em 44 jogos na última campanha.

No entanto, pode ser que a situação seja bem diferente. Aliás, pode ser até que a chegada de Lukaku seja benéfica para Werner.

O alemão foi contratado pelo clube londrino após ter feito a melhor temporada individual de sua vida em 2019-20, com impressionantes 34 gols e 12 assistências em 45 jogos pelo RB Leipzig, ajudando o time a ser terceiro colocado da Bundesliga e semifinalista da Champions League – embora ele tenha atuado só até as oitavas na competição europeia.

Na campanha acima mencionada, Werner foi isoladamente o artilheiro do seu elenco, sendo que quem mais se aproximou dos seus 34 gols foi o meia Marcel Sabitzer, com 16.  Porém, tais números não significam que ele tenha sido o ‘camisa 9’ da equipe.

Dos 42 jogos que Werner fez como titular no Leipzig em 2019-2020, em 32 deles Yussuf Poulsen ou Patrick Schick também iniciou a partida ao seu lado. Ainda que tenha atuado centralizado em diferentes ocasiões, o alemão contou na maioria das vezes com a companhia de alguém com mais característica de centroavante do que ele. E isso não impediu que ele tivesse uma média de 46 participações diretas em gol em 45 jogos.

Romelu Lukaku e Timo Werner durante treino do Chelsea
Romelu Lukaku e Timo Werner durante treino do Chelsea Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images

Werner em 2019-2020:

Bundesliga : 42 jogos como titular

Titular ao lado de Poulsen - 16 vezes

Titular ao lado de Schick - 16 vezes

Titular ao lado de outros nomes - 10 vezes

Já no Chelsea, a companhia de um centroavante quando iniciou uma partida foi algo menos comum para o alemão. Dos 44 jogos como titular, ele começou em apenas 20 ao lado de Olivier Giroud ou Tammy Abraham, sendo seis com o francês e 14 com o inglês.

Além disso, os mapas de calor das últimas temporadas de Werner mostram como ele esteve atuando mais fora da área em 2019-2020 do que em 2020-2021.

Mapa de calor de Timo Werner em 2019-20 pelo RB Leipzig
Mapa de calor de Timo Werner em 2019-20 pelo RB Leipzig TruMedia/ESPN

Mapa de calor de Timo Werner em 2020-21 pelo Chelsea
Mapa de calor de Timo Werner em 2020-21 pelo Chelsea TruMedia/ESPN

É fato que Werner poderia ter conseguido números muito melhores na temporada passada, não fosse tantas chances desperdiçadas. Porém, vale ressaltar a capacidade que ele tem de gerar jogo para seu time, e sua participação no gol de Kai Havertz na final da Champions League, por exemplo, é uma prova disso.

Com o reforço de Lukaku, pode ser que essa capacidade de Werner renda ainda mais frutos ao Chelsea, além de o próprio atacante alemão se beneficiar de jogar em condições mais próximas das que viveu em 2019-2020.

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Inter de Milão abre Série A para defender seu título, mas não é a favorita

André Donke
André Donke

Quem faltava não falta mais! Único grande campeonato europeu que ainda não retornou, o Italiano dará o pontapé inicial para sua edição de 2021-22 neste sábado. Em um dos dois jogos de abertura estará a atual campeã Internazionale, que receberá o Genoa às 13h30 (de Brasília). A partida tem transmissão da ESPN Brasil e ESPN App.

Apesar de ser um gigante do futebol europeu e vir embalado após ter encerrado a dinastia da Juventus – e fazendo 13 pontos a mais do que a rival -, o clube de Milão não irá defender seu título na condição de favorito.

A conquista do Scudetto não impediu que a Inter tivesse de lidar com uma situação financeira adversa, e o corte de gastos não agradou em nada a Antonio Conte, que resolveu deixar o cargo.

Responsável por iniciar a sequência de nove títulos seguidos da Juventus - e também por encerrá-lo -, o treinador saiu da Internazionale em maio, antes mesmo de a janela de transferências trazer outras notícias muito preocupantes para o torcedor nerazzurro.

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Ainda que tenha buscado Hakan Calhanoglu no rival Milan sem custos, o clube acabaria perdendo o protagonista dentro de campo de suas duas últimas temporadas: Romelu Lukaku. O atacante belga foi o segundo artilheiro (24 gols) e segundo garçom (11 assistências) da Série A passada, participando diretamente de mais de 39% dos 89 gols de seu time na liga.

Hoje um dos cinco melhores centroavantes do mundo, o belga foi importante não só com seus gols, mas também com sua capacidade de gerar situações para seus companheiros. Ninguém no elenco criou mais chances do que ele (52).

O setor ofensivo ainda sofreu outro golpe forte com a saída do ala-direito Achraf Hakimi, que foi ao PSG levando com ele seus sete gols e oito assistências no Italiano passado. É bem verdade que a reposição foi boa com a contratação de Denzel Dumfries, outro lateral com muita qualidade na descida ao ataque. Porém, ainda que tenha buscado um nome de qualidade e ainda faturar, isso não deixa de causar um grande impacto na equipe titular.

Já no ataque, a reposição foi ainda mais defasada. Embora Edin Dzeko tenha uma grande carreira na Europa, o atacante bósnio, aos 35 anos, está distante do nível atual de Lukaku. Assim, a tendência é que Lautaro Martínez se torne ainda mais importante.

Lautaro Martinez, um dos destaques da Internazionale, atual campeã da Serie A
Lautaro Martinez, um dos destaques da Internazionale, atual campeã da Serie A Getty Images

Com o embalo do título completamente sugado por essa sequência de acontecimentos, o novo comandante Simone Inzaghi terá uma dura missão para conciliar a defesa do título com a disputa da fase de grupos da Champions League. Os nerazzurri foram eliminados neste estágio da competição continental nas últimas três temporadas, inclusive sendo lanterna em 2020-21 da chave que tinha Real Madrid, Borussia Monchengladbach e Shakhtar Donetsk.

Inzaghi chega credenciado pelo grande trabalho que conduziu na Lazio em cinco temporadas, sendo que na última fez o time passar da fase de grupos da Champions pela primeira vez em 20 anos.

Agora, sua missão será impedir que a Juventus, favorita ao título da Série A em 2020-21, retome o trono. E embalo para a Velha Senhora não faltará.

No banco de reservas há o retorno de Massimiliano Allegri, após a tentativa arriscada e falha com Andrea Pirlo, que tinha chegado a princípio para comandar o elenco sub-23 e não tinha qualquer experiência na função.

Allegri foi o responsável pela maior parte da hegemonia da equipe de Turim, conquistando cinco títulos seguidos entre 2014-15 e 2018-19, além de ter levado o time à final da Champions em 2015 e 2019, o que não ocorria para a Velha Senhora desde 2003.

O técnico de 54 anos passou os últimos dois sem trabalhar e, com certeza, chegará 'babando' em seu retorno, que, caso bem-sucedido, daria uma resposta categórica a quem acha que os louros de sua primeira passagem em Turim se davam principalmente por um contexto favorável quanto à queda dos rivais.

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Quem também certamente estará 'babando' é Cristiano Ronaldo, caso ele permaneça. A sua ambição e profissionalismo já são o bastante para sempre acreditar em uma temporada incrível do português, mas ele irá para seu último ano de contrato com a Juventus, o que pode gerar um combustível ainda maior para o craque de 36 anos em sua busca insaciável por mais títulos, recordes e grandes feitos.

Vale lembrar que Ronaldo somou 44 jogos, 36 gols e cinco assistências pela Juventus em 20-21, ficando a um gol de igualar os seus 37 da temporada 2019-20, um recorde para qualquer jogador na história do clube. Além disso, o camisa 7 foi artilheiro do último Italiano e também da Eurocopa.

Por falar em Eurocopa, esta colocou o astral lá para cima de parte do elenco bianconero, além de dar argumentos contundentes sobre a qualidade que há no clube. Giorgio Chiellini e Leonardo Bonucci fizeram um torneio monumental e mostraram que a idade avançada não impede a dupla de ainda conseguir encarar os principais atacantes do continente.

Federico Chiesa vai para a próxima temporada muito fortalecido pelo grande nível apresentado no clube e na seleção em 2020-21, mostrando ser muito importante técnica e taticamente.

Outro nome que chega em alta pela campanha passada é o reforço Manuel Locatelli. Um dos destaques da sensação Sassuolo, oitavo colocado na última temporada, o meio-campista participou bem na Eurocopa, em especial na vitória sobre a Suíça por 3 a 0, quando anotou dois gols.

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Por fim, a Juve também pode depositar grande esperança da redenção de Paulo Dybala, que sofreu com lesão e alternou entre banco e titularidade na temporada passada, após ter feito um 2019-20 muito bom. Na temporada retrasada, o argentino foi o principal criador de chances da equipe no Italiano e ainda fechou a campanha inteira (incluindo todas as competições) com 46 jogos, 17 gols e nove assistências.

De acordo com o FiveThirthyEight, site parceiro da ESPN que usa uma série de combinações matemáticas para calcular as probabilidades jogo a jogo e em campeonatos como um todo, a Internazionale é a favorita ao título com 27%, ficando 5% à frente da Juventus. Atalanta (17%), Napoli (12%) e Milan (10%) aparecem na sequência.

Hoje, eu acredito mais nos 22%. E você, fã do esporte?

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PSV perfeito na temporada e Gotze em alta: a difícil missão do Benfica de Jorge Jesus na Champions

André Donke
André Donke

Depois de ter sido eliminado na terceira fase preliminar da Uefa Champions League passada para o PAOK, o Benfica tentará superar seu ‘trauma’ no estágio pré-grupos do torneio. Para isso, terá a complicada tarefa de superar o PSV Eindhoven pelos playoffs. O vencedor irá ser um dos 32 integrantes das chaves do torneio mais importante de clubes da Europa.

O jogo de ida ocorre no Estádio da Luz, em Lisboa, às 16h (de Brasília) desta quarta-feira, enquanto a volta está marcada para terça-feira, no mesmo horário, em Eindhoven.

Para se classificar, o Benfica precisará acabar com o 100% de aproveitamento do PSV, que venceu os seis jogos que fez na atual temporada. Os holandeses já disputaram duas fases nesta Champions, ganhando os confrontos de ida e volta contra Midtjylland e Galatasaray. Diante do tradicional time turco, os holandeses fizeram 5 a 1 no primeiro confronto, em casa.

No cenário doméstico, os comandados de Roger Schmidt já conquistaram um título: a Supercopa da Holanda. O PSV foi até a Johan Cruyff Arena e atropelou o Ajax por 4 a 0, representando o fim do jejum no clássico – eram sete jogos sem vencer (quatro derrotas e três empates), sendo que o último triunfo tinha ocorrido em setembro de 2018.

Além disso, a goleada foi o placar mais elástico do dérbi desde um outro 4 a 0 do PSV em setembro de 2013. E o tamanho do triunfo na Supercopa tem um peso ainda maior ao se considerar o domínio que o Ajax vem tendo em cenário nacional (atual bicampeão) e a expressividade internacional, sendo semifinalista da Champions League em 2018-19 e quadrifinalista da Europa League passada.

Até o momento, o PSV soma 17 gols marcados, o que dá uma média de quase três por partida, além de ter sofrido apenas dois. Nos últimos quatro confrontos, a equipe tem um placar agregado de 10 a 0.

Götze comemora após marcar para o PSV sobre o Midtjylland, pela Champions
Götze comemora após marcar para o PSV sobre o Midtjylland, pela Champions Photo Prestige/Soccrates/Getty Images

É dessa forma promissora que começa a segunda temporada de Schmidt à frente do PSV. Campeão da liga e da copa na Áustria com o Red Bull Salzburg em 2013-14, o técnico alemão de 54 anos fez um outro bom trabalho na sequência no Bayer Leverkusen ao levar o time a um quarto e a um terceiro lugares em 2014-15 e 2015-16, respectivamente.

Desde então, o clube nunca mais esteve entre os três primeiros da Bundesliga. Uma temporada bem abaixo em 2016-17 causou sua demissão ao longo da campanha, mas não apagou o trabalho anteriormente realizado.

Após dois anos na China à frente do Beijing Guoan e um sem trabalhar, Schmidt assumiu o PSV e não encantou em sua primeira campanha, sendo vice-campeão com 16 pontos atrás do Ajax, caindo nas quartas da Copa da Holanda para o rival e indo apenas até a fase de 16avos de final da Europa League (eliminado para o Olympiacos).

Porém, o começo de 2021-22 sugere que a história pode mudar para melhor. E alguns nomes dentro de campo tem grande contribuição para isso, apesar de o PSV ter vendido dois dos seus principais destaques: o lateral-direito Denzel Dumfries e o atacante Donyell Malen. Outra saída significativa foi do volante Pablo Rosario. 

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Por outro lado, chegou o zagueiro André Ramalho, que trabalhou com Schmidt no Salzburg e no Leverkusen. O brasileiro, aliás, é o único atleta do elenco a ter disputado todos os minutos da temporada.

Outros reforços são o goleiro Joel Drommel, ex-Twente, que tem sido titular na Champions League, o lateral-direito Phillipp Mwene, ex-Mainz, e o meio-campista Davy Pröpper, que retorna ao clube após quatro anos no Brighton.

No entanto, as grandes notícias até o momento vêm por parte de quem já estava no elenco. O jovem atacante inglês Noni Madueke se firmou na temporada passada ao somar sete gols e quatro assistências na Eredivisie 2020-21.

Já na atual temporada, o atleta de 19 anos tem uma média de uma participação direta em gol por jogo, com cinco bolas nas redes e uma assistência, sendo o artilheiro do time, com um gol a mais do que Mario Gotze.

Por falar no alemão, depois de ter disputado apenas 25 dos 45 jogos do PSV na temporada anterior, o autor do gol do título da Copa do Mundo de 2014 esteve em campo nos seis compromissos desta campanha, sendo titular em cinco deles. Seus 480 minutos já se aproximam dos 609 minutos que teve em toda a sua última temporada pelo Borussia Dortmund em 2019-20 e é quase um quarto dos 1969 minutos que teve na campanha passada pelo PSV.

Na Champions, Gotze criou oito chances, sendo superado no geral apenas pelo seu companheiro Eran Zahavi, que tem nove. Além disso, o atacante israelense já soma três gols e quatro assistências, sendo o garçom do elenco na temporada.

 O ataque da equipe de Eindhoven ainda conta com Cody Gakpo, que já soma quase 100 partidas pelo time principal e esteve com a Holanda na disputa da Eurocopa.

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Barcelona faz bonito em primeiro ato sem Messi: brilho coletivo, Depay protagonista e show de Braithwaite

André Donke
André Donke

O Barcelona iniciou oficialmente sua vida ‘pós-Messi’ neste domingo ao estrear pela edição 2021-22 de LaLiga e fazer sua primeira partida oficial na temporada. Sem o seu lendário camisa 10, o time catalão realizou uma ótima atuação e venceu com mérito a Real Sociedad por 4 a 2 no Camp Nou.

Na ausência do maior protagonista que já teve em toda a sua história, tal função neste domingo foi distribuída ao coletivo, que viu diferentes nomes brilhando, com destaque para Memphis Depay, Antoine Griezmann e Frenkie de Jong.

Os dois gols do adversário no fim fizeram com que o Barcelona visse a diferença de 3 a 0 cair para 3 a 2 aos 40min do segundo tempo e representaram um susto que não refletiu o domínio e o desempenho convincente dos mandantes.

Veja os gols da partida:



Na etapa inicial, o time de Ronald Koeman foi muito seguro defensivamente, não dando qualquer espaço à Real Sociedad, que ficou limitada a três finalizações (nenhuma no alvo). Ofensivamente, a equipe mostrou muita movimentação, com Memphis Depay sendo o jogador centralizado e saindo muito para buscar e iniciar diferentes jogadas. Extremamente participativo e melhor jogador em campo no Camp Nou, o holandês deu uma bela assistência para Gerard Piqué abrir o placar.

Além disso, Martin Braithwaite foi outro que fez uma partidaça, indo além dos dois gols e da assistência que deu. Sempre muito contestado, o dinamarquês foi digno só de elogios hoje e demonstrou sua importância tática, se mexendo constantemente pelo ataque e ajudando o jogo do Barça a fluir, assim como o fez com sua seleção na campanha de semifinal da Eurocopa.

Memphis Depay, Braithwaite e Pedri comemoram gol do Barcelona
Memphis Depay, Braithwaite e Pedri comemoram gol do Barcelona Getty Images

De Jong, por sua vez, comprovou novamente sua evolução ao longo da última temporada, sendo um atleta que se lança mais ao ataque e pisa mais na área. Ele criou duas chances (menos apenas que Depay, com quatro), sendo uma delas a assistência para o segundo gol dos catalães, e ainda foi importante defensivamente ao recuperar cinco bolas, duas a mais do que qualquer outro jogador do Barça.

Ainda é muito cedo para falar como será e pelo que pode brigar o Barcelona sem Messi, trata-se apenas de uma análise dos primeiros 90 minutos da vida nova do clube. E eles agradaram, pelo resultado e sobretudo pelo desempenho alcançado diante de um rival qualificado como a Real Sociedad.

A temporada é longa e muito impactante por representar um divisor de águas na história do clube. Assim, o jogo deste domingo significou apenas um primeiro passo. Um passo para frente.

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Premier League além dos gigantes: times para se ficar de olho em 2021-22 – parte 2

André Donke
André Donke

O melhor campeonato de futebol está de volta! A Premier League 2021-22 começa nesta sexta-feira, com o Arsenal visitando o Brentford às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN Brasil e ESPN App.

O grande apelo da competição se dá sobretudo por conta de seu ‘Big 6’, composto por Manchester City, Liverpool, Chelsea, Manchester United, Tottenham e Arsenal. Porém, a liga vai muito além deles.

O Leicester City, atual campeão da Copa da Inglaterra e Supercopa da Inglaterra superando Chelsea e City nas finais, respectivamente, é um ótimo exemplo disso. Aliás, os Foxes terminaram na quinta colocação nas duas últimas edições e até podem se considerar como integrante de um ‘Big 7’ pelo histórico recente.

No entanto, não quero destacar aqui clubes que necessariamente possam ameaçar os gigantes nas primeiras colocações. O foco é mostrar quatro times com histórias bem interessantes para serem acompanhadas ao longo da temporada. Falei de Aston Villa e Leeds United na primeira parte, e agora falo de outras equipes que têm até menores possibilidades dentro da competição, mas que não deixam de ser uma grande história para 2021-22.


 BRENTFORD

Qualquer estreante costuma ser um dos atrativos de um campeonato, além de muitas vezes despertar a simpatia das pessoas. Porém, o Brentford, que jogará a Premier League de forma inédita e retorna à elite inglesa pela primeira vez desde 1946-47, chama atenção também pelo que tem feito dentro das quatro linhas.

Derrotas nos últimos dois jogos da temporada 2019-20 impediram o acesso direto e fizeram o time jogar os playoffs, nos quais perderia a final para o Fulham. Novamente a terceira colocada em 2020-21, a equipe de Thomas Frank somou seis pontos a mais do que a edição anterior, um desempenho que o teria feito subir direto em 2019-20. De qualquer forma, o acesso seria alcançado ao passar pelo Bournemouth na semi dos playoffs e vencer o Swansea na decisão em Wembley.

O histórico dos últimos dois anos indicava que o Brentford estava pronto para dar este salto, e ele deu, muito por conta de sua força ofensiva. Com 80 gols em 2019-20 e 79 gols em 2020-21 na fase regular, a equipe teve o melhor ataque nas duas últimas edições, assim como o artilheiro em ambas as campanhas.

Depois de Ollie Watkins ter anotado 26 gols e ter sido o artilheiro (contando os playoffs) ao lado de Aleksandar Mitrovic em 2019-20, ele acabou negociado com o Aston Villa e viu seu substituto ir além. Ivan Toney foi 33 vezes às redes e acabou como artilheiro de uma liga pelo segundo ano seguido - o atacante tinha marcado 24 vezes na terceira divisão em 2019-20 pelo Peterborough United, inclusive sendo eleito o melhor jogador da competição.

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Adepto da metodologia que ficou mundialmente conhecida com o filme "Moneyball" - na qual conceitos como scouting, análise de dados e estatísticas têm enorme importância -, o clube conseguiu manter toda sua base e investir em algumas contratações.

A principal saída é do lateral-direito Henrik Dalsgaard, de 32 anos, que fez mais de 160 jogos pelo clube, era titular e retornou à Dinamarca para defender o Midtjylland, que tem o mesmo dono que o Brentford. Além disso, o meia Emiliano Marcondes, um reserva constantemente utilizado, foi ao Bournemouth.

Por outro lado, o clube gastou quase 36 milhões de euros, segundo o site Transfermarkt, no zagueiro Kristoffer Ajer (23 anos, ex-Celtic), no meio-campista Frank Onyeka (23 anos, ex-Midtjylland) e no atacante Yoane Wissa (24 anos, ex-Lorient). Considerando a idade dos jogadores e a capacidade do clube em fazer boas contratações longe dos holofotes, este trio é outro motivo que torna a experiência do Brentford na Premier League algo interessante. O Transfermarkt coloca os três como os reforços mais caros da história do clube.

Com a força ofensiva já apresentada pelo time de Thomas Frank, a atratividade do Brentford nesta Premier League está longe de ser apenas o ‘conto de fadas’ de um time estreante.

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 CRYSTAL PALACE

Desde 2013 na Premier League, o Crystal Palace é o décimo time há mais tempo ininterruptamente na competição, ficando atrás do Big 6, do Everton, do West Ham e do Southampton. Neste período, o time sempre ficou entre 15º e décimo e entre 41 e 49 pontos. Ou seja, sempre fugiu o rebaixamento, mas não brigou muito por muito mais além disso.

Então por que uma equipe com esse histórico recente é uma das histórias interessantes nesta Premier League? A resposta está no banco de reservas. Após a aposentadoria de Roy Hodgson, o Palace escolheu Patrick Vieira como técnico, o que gera muita expectativa por dois motivos.

Primeiramente, pelo tamanho dele na história da Premier League, a qual conquistou três vezes como jogador pelo Arsenal – uma delas de forma invicta. Com 396 jogos pelos Gunners, o ex-volante ainda alcançou a façanha de ser eleito para o time ideal do campeonato por seis anos seguidos. Agora, ele tentará trilhar um caminho de sucesso como treinador na liga, exatamente dez anos após ter pendurado as chuteiras.

O francês de 45 anos começou como técnico principal no New York City FC e foi segundo colocado de conferência duas vezes seguidas (caindo em ambas na semifinal de conferência) e saiu no meio da campanha de 2018 para assumir o Nice, com o qual foi sétimo em 2018-19 e quinto em 2019-20, levando o time à Liga Europa. Porém, foi demitido em dezembro de 2020 em meio a uma sequência ruim de resultados.

Em segundo lugar, fica a curiosidade de como jogará o Crystal Palace de Vieira. Na última temporada, os londrinos tiveram a terceira pior posse de bola, com 40,3%, e o quarto pior aproveitamento de passe (76,1%). Os números são um contraste em relação às últimas temporadas completas do francês como técnico. À frente do Nice em 2018-19 e 2019-20, a equipe teve a terceira posse de bola do Francês (54,8%), atrás só de Paris Saint-Germain e Lyon, e teve o segundo aproveitamento de passe (86,5%), perdendo apenas para o PSG.

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Ainda que tenha garantido a permanência na elite com folga (16 pontos a mais do que o Fulham, último rebaixado), o Palace deixou a desejar tanto no ataque, com apenas 41 gols (o 14º da liga), como na defesa, com a terceira pior defesa com 66 gols sofridos, menos apenas que Southampton (68) e West Bromwich (76). Na questão ofensiva, vale mencionar ainda o pequeno volume de oportunidades: a equipe foi a antepenúltima em finalizações, com 349.

Para a defesa, o clube investiu pesado nos zagueiros Marc Guehi (ex-Chelsea que estava emprestado ao Swansea) e Joachim Andersen (ex-Fulham que disputou a Euro pela Dinamarca). Já mais à frente, o elenco ganhou o reforço de Michael Olise, de apenas 19 anos, que vem de uma grande Championship com o Reading, tendo sido o quarto da liga em chances criada (84) e o vice-líder em assistências (12), além de ter feito sete gols. Porém, ele inicia a campanha lesionado, assim como Eberechi Eze, outra peça importante.

Por mais que o Palace mude seu perfil, é difícil imaginar que Wilfried Zaha não seja o destaque, como tem ocorrido há um bom tempo – ele foi o artilheiro do elenco na Premier League passada com 11 gols, por exemplo.

A expectativa para o torcedor é que outros nomes melhorem seus números na frente. Christian Benteke deu uma resposta em 2020-21 ao fazer dez gols na Premier League, mais do que no acumulado das três edições anteriores (seis gols).

Outra esperança de gols para o torcedor do time londrino é Jean-Philippe Mateta, que foi discreto no último semestre, após ter se transferido do Mainz 05 na janela de janeiro. Agora pegando a temporada desde o início, o francês espera repetir o excelente desempenho que teve na Alemanha.

Ivan Toney (Brentford) e Patrick Vieira (Crystal Palace) são dois dos principais nomes de seus times para a Premier League 21-22
Ivan Toney (Brentford) e Patrick Vieira (Crystal Palace) são dois dos principais nomes de seus times para a Premier League 21-22 Getty Images/Getty Images - Montagem ESP

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Premier League além dos gigantes: times para se ficar de olho em 2021-22 – parte 2

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Premier League além dos gigantes: times para se ficar de olho em 2021-22 – parte 1

André Donke
André Donke

O melhor campeonato de futebol volta nesta sexta-feira! A Premier League 2021-22 será aberta com o Arsenal visitando o Brentford às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN Brasil e ESPN App.

É óbvio que o grande apelo da competição se dá sobretudo por conta de seu ‘Big 6’, composto por Manchester City, Liverpool, Chelsea, Manchester United, Tottenham e Arsenal. Porém, a liga vai muito além deles. O Leicester City, atual campeão da Copa da Inglaterra e Supercopa da Inglaterra superando Chelsea e City nas finais, respectivamente, é um ótimo exemplo disso. Aliás, os Foxes terminaram na quinta colocação nas duas últimas edições e até podem se considerar como integrante de um ‘Big 7’ pelo histórico recente.

No entanto, não quero destacar aqui clubes que necessariamente possam ameaçar os gigantes nas primeiras colocações. O foco é mostrar quatro times com histórias bem interessantes para serem acompanhadas ao longo da temporada, independentemente do sucesso que venham a ter. Falarei dois deles neste texto e de outros dois em texto a ser publicado nesta sexta.

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 ASTON VILLA

A saída de Jack Grealish é inegavelmente um impacto enorme para o Villa. O jogador passou a vida inteira no clube, virando uma liderança e uma referência técnica. Apenas para ter uma ideia do impacto dele na equipe, o meia de 26 anos foi o líder em chances criadas no elenco, com 81 - quem mais se aproximou teve 45. Além disso, o novo reforço do Manchester City participou diretamente de 16 gols na última Premier League (dez assistências e seis gols, ficando atrás apenas de Ollie Watkins, com 19 participações).

No entanto, o clube de Birmingham fez um ótimo mercado usando quase todo o dinheiro da venda de Grealish e buscou três nomes de frente bem interessantes. A capacidade de criação vem com Emiliano Buendía, destaque do Norwich nos últimos anos. Depois de ter subido com os Canários totalizando 20 participações em gol na campanha de título da Championship em 2018-19, ele foi rebaixado sendo o quarto atleta com mais chances criadas na Premier League 2019-20 e faria ainda mais na Championship passada: líder em chances criadas, com 122 (ninguém passou de 86), líder em assistências, com 16 (4 a mais que qualquer outro nome) e 15 gols marcados.

Além do argentino, Leon Bailey é uma opção de velocidade e habilidade para o lado do campo. Ele vem de uma boa passagem de quatro anos e meio pelo Bayer Leverkusen, e sua última temporada foi forte: quarto principal driblador da Bundesliga em 2020-21 e líder do seu time em chances criadas (48) - sem contar os nove gols e oito assistências que anotou.

Já Danny Ings chega após um grande período no Southampton, sendo que quase foi o artilheiro da Premier League 2019-20, ao anotar 22 gols, um a menos do que Jamie Vardy.

Qualidade do trio à parte, a equipe ganha também mais repertório e pode até atuar com dois atacantes goleadores juntos, com Ings e Watkins. Inclusive, os dois iniciaram no amistoso contra a Salernitana no último final de semana, e Ings teve um bom desempenho em sua estreia, inclusive indo à rede (veja abaixo os gols da partida).


O Aston Villa perde seu protagonista, mas se reforça com três nomes interessantes, de características diferentes e que oferecem mais alternativas ao técnico Dean Smith. Além disso, o elenco ainda ganhou uma opção a Grealish no que diz respeito a ‘experiência e história no clube’, com o retorno de Ashley Young. O lateral/meia de 36 anos foi nome importante do Aston Villa que foi sexto colocado em 2007-08, 2008-09 e 2009-10.

Outro ponto fundamental é destacar que os Villans estavam distantes de ser ‘só’ Grealish. Dean Smith conta com um excelente zagueiro como Tyrone Mings, uma dupla de volantes de grande qualidade com o campeão olímpico Douglas Luiz e John McGinn, que é parte significativa desse time desde o acesso em 2018-19, e com Watkins, artilheiro da Championship 19-20 (26 gols) e autor de 14 tentos na Premier League passada.

Por fim, é necessário destacar a evolução que o time teve nos últimos dois anos. Depois de ter se livrado do rebaixamento na última rodada em 2019-20, mesmo após ter feito um investimento pesado em seu elenco, o Villa terminou na 11ª posição no campeonato passado, sendo que os seus 55 pontos o deixaram muito mais perto de uma classificação a competição europeia (o Tottenham foi sétimo com 62 pontos) do que do 12º colocado (Newcastle, com 45 pontos). A campanha ainda foi recheada de resultados para deixar o torcedor orgulhoso: 7 a 2 no Liverpool, duas vitórias sobre o Arsenal (uma por 3 a 0 fora de casa) e encerramento da liga com triunfos sobre Tottenham e Chelsea.

Neste contexto, quanto pesará a saída de Grealish? Esta é certamente uma das principais perguntas envolvendo a Premier League 2021-22.

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 LEEDS UNITED

Um time que tenha Marcelo Bielsa no banco de reservas já é motivo o suficiente para se olhar com atenção. Não bastasse isso, o argentino tem comprovado essa tese desde que chegou ao Leeds em 2018. O seu estilo ofensivo e agressivo fez a equipe quase conseguir o acesso já em 2018-19, quando terminou na terceira colocação e caiu nos playoffs. Apesar da frustração para um time que esteve entre os dois primeiros em grande parte do campeonato e perdeu fôlego na reta final, o desempenho foi muito acima dos anos anteriores. Os Whites foram 13º em 2017-18 e nunca tinham chegado sequer aos playoffs desde que subiram da terceira divisão em 2009-10.

No segundo ano de Bielsa, não houve queda no fim que custasse o acesso e título da Championship. O Leeds já era um time preparado para a Premier League e comprovou isso desde o começo em 2020-21. Estreou perdendo por 4 a 3 para o então campeão Liverpool em um jogaço; na quarta rodada, arrancou um ponto diante do Manchester City.

No fim, a equipe terminou na nona colocação, à frente de Everton, Aston Villa e Wolverhampton, por exemplo, e ficou a três pontos do Tottenham, último classificado a uma competição europeia.

Além do grande resultado, o Leeds de Bielsa o conseguiu apresentando um jogo ao seu estilo, sem se intimidar com o retorno à Premier League após 16 anos de ausência. A equipe teve o sexto melhor ataque, com 62 gols (à frente de Chelsea e Arsenal), teve a quarta maior posse de bola, com 57,4% (à frente de Manchester United, Leicester, Arsenal e Tottenham) e foi a quinta que mais finalizou, com 522.

O sucesso na temporada passada veio com a manutenção de praticamente toda a base campeã da Championship e alguns ótimos reforços, com destaque para Rodrigo e Raphinha. O último foi uma das melhores contratações de toda a Premier League passada, tendo uma rápida adaptação e já virando o líder do elenco em chances criadas (64), assistências (nove) e dribles certos (56). 

Raphinha durante jogo entre Leeds e Aston Villa, pela Premier League
Raphinha durante jogo entre Leeds e Aston Villa, pela Premier League LAURENCE GRIFFITHS/AFP via Getty Images

A grande missão talvez seja ainda suprir a saída de Ben White, que estava emprestado em 2018-19. Diego Llorente e Robin Koch foram contratados, mas perderam muitos jogos por lesão na primeira temporada fora de seus países natais. Assim, ambos deixam a expectativa no torcedor de um maior impacto em 2021-22.

Já quanto ao mercado desta temporada, o Leeds teve uma mudança em seu time titular com a saída do lateral/ala-esquerdo Ezgjan Alioski e a contratação de Junior Firpo, ex-Barcelona. Além disso, o clube assegurou a permanência em definitivo de Jack Harrison, que foi emprestado nos últimos três anos pelo Manchester City e vinha sendo uma peça importante desde então. 

Há, por fim, a saída emblemática de Pablo Hernández, que muda pouco em relação ao que foi a campanha passada, já que ele foi titular apenas três vezes na Premier League. No entanto, o meia de 36 anos sai após quatro temporadas e meia, em que foi um pilar no processo de redenção do Leeds. Agora, ele volta à Espanha para defender o CD Castellón, time pelo qual passou na base e que hoje disputa a terceira divisão nacional. 

Com uma base mantida, cada vez mais entrosada e vindo de uma grande temporada em seu retorno à Premier League, o Leeds de Bielsa gera grande expectativa tanto pelo seu potencial quanto pela atratividade de seu jogo.

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Messi e Xavi juntos novamente no PSG! Vai acontecer, mas não é bem isso o que você está pensando

André Donke
André Donke

A ida de Lionel Messi ao PSG, que foi oficializada nesta terça-feira, irá fazê-lo reeditar a famosa parceria com Neymar. Porém, este não é o único nome que o argentino irá rever após ter passado toda sua vida no Barcelona. Ele estará novamente com Xavi...Simons.

Nascido na Holanda, o meio-campista se mudou para a Espanha com três anos de idade e aos sete começou a jogar futebol pelo Barça, algo que teve um significado ainda mais especial para ele. Filho de Regillio Simons - um ex-atacante de carreira na Holanda e no Japão e admirador do Barça -, Xavi foi assim batizado por conta de Xavi Hernández.

O jovem seguiria no clube catalão até os 16 anos de idade e, após não acertar uma renovação de contrato, se transferiu ao PSG no meio de 2019.

"Hoje é um dia complicado porque ninguém gosta de se despedir, muito menos quando tem que dizer adeus para o local que foi sua casa, sua família", disse o jogador em uma postagem no Instagram à época.

Aliás, por falar na rede social, ela é um bom argumento a respeito da badalação em cima do jovem. Com 3,4 milhões de seguidores, o atleta de 18 anos está à frente no quesito do que companheiros de carreiras bem mais consolidadas, como Presnel Kimpembe, Juan Bernat e Leandro Paredes.

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“Não vou esquecer nunca de quando coloquei pela primeira vez a camisa do Barça há nove anos. Foi um sonho”, disse à época da mudança.

O sonho, porém, não se materializou no time profissional. Jogando em uma das categorias de base mais famosas do mundo, Xavi Simons não ficou a tempo de estrear pelos profissionais, pelo menos para dividir alguns minutos em campo como companheiro de Messi.

“Todos sonham em jogar com Messi, mas às vezes tem que escolher outro caminho”, declarou Simons ao veículo holandês NOS meses depois de sua transferência.

No entanto, mal sabia ele que o “outro caminho” coincidiria com o do argentino apenas dois anos mais tarde. Só que agora o holandês já é um atleta do time principal.

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Em 2020-21, a sua segunda temporada pelo PSG, o jogador de 18 anos esteve no banco em 12 partidas do Campeonato Francês, entrando apenas nos minutos derradeiros da vitória sobre o Strasbourg por 4 a 1, em abril. Este foi o segundo duelo como profissional, sendo que tinha entrado também na parte final de um triunfo sobre o Caen por 1 a 0 pela Copa da França em fevereiro.

Na atual campanha, Simons, que já defendeu a Holanda sub-17, ficou o tempo inteiro no banco na derrota para o Lille por 1 a 0 pela Supercopa da França. Mas há ainda muitos jogos em 2021-22 para ele atuar e de repente até dar uma assistência para Messi.

"Eu prefiro dar uma assistência do que marcar. Para mim, assistências são o mais importante", afirmou Xavi Simons ao freestyler Soufiane Touzani em 2017, conforme publicou o site da Ligue 1 em texto de fevereiro deste ano.

Sem dúvidas, é uma declaração que diz muito sobre o nome que recebeu. 

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Olimpíadas: a história e curiosidades por trás da música de Tchaikovsky que virou o hino dos russos

André Donke
André Donke

Um escândalo de doping fez com que a Rússia fosse excluída de grandes competições esportivas em 2019 por um período de quatro anos. Sem poder participar dos Jogos Olímpicos nesta e na próxima edição, o país tem visto seus atletas disputarem suas respectivas modalidades com a bandeira do “Comitê Olímpico da Rússia”.

Em caso de medalha de ouro ou no momento da apresentação de um time para um esporte coletivo, o hino russo não pode ser tocado, o que fez com que fosse escolhida uma outra música para tal momento: um trecho do Concerto para Piano e Orquestra nº 1 de Piotr Ilitch Tchaikovsky. 

Este, na verdade, é um 'plano B', uma vez que a ideia inicial era executar a 'Katyusha', uma música com grande identificação na luta dos russsos contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Porém, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) acabou rejeitando. 

“O painel do CAS considera que 'qualquer hino vinculado à Rússia' se estende a qualquer música associada ou com ligações à Rússia, o que incluiria Katyusha,” afirmou o tribunal em comunicado à Associated Press em março.

Bom, ouvir a música de Tchaikovsky não é grande novidade para quem tem acompanhado os Jogos. Porém, qual é exatamente a relação desta composição com a Rússia? E qual é o tamanho dele para seu país natal, para sua cultura e para a história da música?

O blog conversou com dois especialistas para ir a fundo sobre a obra e o compositor que tem representado a Rússia, a atual quinta colocada no ranking de medalhas de Tóquio 2020, com 17 de ouro (já tocou muito Tchaikovsky em Tóquio!).  

Trecho da música de Piotr Ilitch Tchaikovsky tem representado o Comitê Olímpico Russo nos Jogos de Tóquio
Trecho da música de Piotr Ilitch Tchaikovsky tem representado o Comitê Olímpico Russo nos Jogos de Tóquio Getty Images/Montagem ESPN

Tchaikovsky (1840-1893) é obviamente  reconhecido como um dos grandes compositores da história pelo seu talento musical, mas um aspecto que o fez se destacar ainda mais foi o fato de seu alcance ter ido além das fronteiras nacionais. “Tchaikovsky coloca a Rússia no mapa da música erudita no século 19”, diz Marcus Held, professor de História da Música do Conservatório de Tatuí.

“Na mesma época que apareceu (Fiódor) Dostoiévski e (Leon) Tolstói, apareceu o Tchaikovsky também. Então ele é o primeiro grande compositor russo a ficar internacional. É como a assinatura musical da Rússia, e lá ele é tão popular quanto fora, se não for mais”, declarou Irineu Franco Perpetuo, tradutor russo e crítico musical.

A visão é compartilhada por Held. "O que o destaca de outros compositores russos é que ele tem uma atuação destacada no âmbito do ocidente", afirmou. "(Tchaikovsky) representa muito bem a música do tempo dele e também o trânsito entre o ocidente e oriente".

Esse impacto no mundo, aliás, é sentido até hoje. De acordo com publicação em dezembro de 2020 do serviço de streaming de música Spotify, Tchaikovsky é o artista russo mais popular entre os seus usuários fora da Rússia, com uma audiência mensal de cerca de 5,1 milhões ao redor do mundo.

Por outro lado, Perpetuo pontua que a música ainda não está no mesmo patamar que outra arte no país. “Para os russos a mais forte é a literatura, e o pai fundador da literatura para eles é (Aleksandr) Púchkin”.

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Uso do piano e ‘revolução’ do balé

Colocar a Rússia no mapa da música clássica foi conseguido em boa parte por conta do impacto que o compositor teve na história do balé, com obras como “Quebra Nozes” e “O Lago dos Cisnes”.

“Até o Tchaikovsky, balé era para compositor de segundo time, então você pega um trilheiro para colocar uma música para os bailarinos. Tchaikovsky foi o primeiro compositor de estatura que resolveu compor balé. Depois dele vieram grandes balés na música russa”, disse Perpetuo, citando "A Sagração da Primavera" e "O Pássaro de Fogo", de Igor Stravinsky, como exemplos.

Outra marca muito importante do legado de Tchaikovsky foi o uso do piano, ainda mais em um século que o instrumento teve enorme impacto, como explicou Held.

“Tchaikovsky soube aproveitar muito bem esse desenvolvimento do instrumento enquanto estrutura mesmo, o piano adquiriu no século 19 a forma do piano de cauda como conhecemos hoje. Ele não foi inventado no século 19, mas foi consolidado dessa forma que esperamos: piano preto, gigante, todo brilhante, posicionado de lado, não por questão acústica, mas para mostrar quem toca.”

Junto à genialidade do artista e do contexto favorável ao uso do instrumento, deve-se mencionar também a tradição local. “Se tivesse Olimpíada de piano, a Rússia não desceria dos três primeiros postos (risos). É algo que eles se orgulham muito”, declarou Perpetuo.

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Inicialmente rejeitado, concerto virou um colosso e representa a globalização da Olimpíada

O concerto que tem sido o hino temporário dos russos é sem dúvida nenhuma uma das grandes obras escritas por este compositor tão aclamado, mas isso não significa que ela não tenha tido rejeição em seu início – inclusive por parte da pessoa a quem foi dedicada.

Nikolai Rubinstein era um pianista, regente, crítico e também compositor a quem Tchaikovsky propôs o concerto, mas reagiu negativamente à obra. É válido destacar que Rubinstein era amigo pessoal de Tchaikovsky e, inclusive, o colocou como professor no Conservatório de Moscou e o apoiou até o fim da vida, como destacou Perpetuo. Posteriormente, o pianista se arrependeria de sua avaliação inicial a respeito da composição.

No fim, a obra escrita entre novembro de 1874 e fevereiro de 1875 estreou em 25 de outubro de 1875 em Boston e foi tocada pelo alemão Hans von Bulow, que viria a ser maestro da Filarmônica de Berlim.

Dessa forma, é possível colocar dois pontos que refletem a obra de Tchaikovsky com os Jogos Olímpicos. Primeiramente, o alcance de sua música. Trata-se de um compositor russo que teve um de seus mais famosos trabalhos sendo tocado pela primeira vez nos Estados Unidos por um alemão. O segundo ponto é a superação de uma forte crítica que não impediu que o concerto prosperasse.

“E eu pegaria ainda um terceiro aspecto. Porque não é uma obra orquestral, é uma obra para um instrumento solista e orquestra, e o solista é o atleta da música. A escrita do piano é muito difícil. Até hoje, tanto tempo já passou da estreia, todo mundo já escutou, e é muito complicado tocar este concerto. Tem uma coisa atlética também, no solista do piano, de esforço físico, de alto virtuosismo. Um pianista de concerto é como um atleta de alta performance, inclusive ele tem que estudar muitas horas por dia para não baixar o rendimento dele”, afirmou o crítico musical.

Por falar em atleta/músico virtuoso, o 'hino' dos representantes russos no Japão é uma versão executada por Denis Matsuev, um dos pianistas mais renomados do mundo na atualidade e que já esteve no Brasil.

“Eu organizei três versões com cada uma delas durando um minuto e 30 segundos e devo dizer que todas são resumidas”, declarou Matsuev à agência de notícias russa TASS em maio.

Matsuev, aliás, foi embaixador da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, evento que contou com o Concerto para Piano e Orquestra nº1 de Tchaikovsky como parte da cerimônia de abertura.

Quase 130 anos depois de sua morte, o compositor continua sendo um sinônimo de Rússia por onde seu nome passa. Seja em uma sala de concerto ou em um pódio olímpico.

Bom, já que estamos falando de pódio...

Na história da música/arte da Rússia, Tchaikovsky está no pódio?

Irineu Franco Perpetuo: Tchaikovsky pega medalha. Na música, mesmo um compositor como o Stravisnky, que seria candidato a medalha de ouro, ele reconheceria que o Tchaikovsky teria que estar lá, todos meio que olhariam e falariam: 'esse cara é importante'. Acho que ele poderia pegar uma medalha de prata, a de ouro na Rússia sempre vai aos escritores, a força da literatura lá... não dá. E acho que acabaria sendo o Puchkin, a maior figura cultural, mas acho que o Tchaikovsky pegaria uma merecida medalha de prata.

Marcus Held: Se a gente pensar do ponto de vista da longa duração da história da música russa, ele vai estar em primeiro lugar, sem dúvida nenhuma. Aí o segundo e terceiro lgares serão disputados pelos compositores do século 20.

Entre o impacto/relevância das obras de Tchaikovsky, o Concerto para Piano e Orquestra nº1 está no pódio? Se sim, com qual medalha?

Irineu Franco Perpetuo: Sim, está no pódio. A medalha de ouro teria que ser um dos balés - acho que “O Quebra Nozes”. Eu daria prata para o Concerto, e bronze para a “Sexta Sinfonia – Patética”.

Marcus Held: Seria pódio. Se a gente colocar um lugar do pódio para a música sinfônica, um para a música de câmara e outro para os concertos para instrumento e orquestra, o concerto para piano facilmente ocuparia, mas seria uma disputa muito acirrada com o Concerto para Violino e Orquestra. Seria a prata e o ouro com os dois.

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Take Kubo: como ciclo olímpico lapidou joia do Real Madrid

André Donke
André Donke

O grande desempenho no futebol masculino dos Jogos Olímpicos pode fazer com que o Japão iguale sua melhor campanha, o bronze em 1968. Para isso, terá de superar o México na sexta-feira na disputa de terceiro lugar, às 8h (de Brasília).

Independentemente se o Japão terminar com ou sem medalha, o ciclo olímpico já rendeu frutos ao futebol local, e um deles certamente é a lapidação de uma de suas principais joias: Take Kubo.

O meia-atacante do Real Madrid é um dos oito atletas de idade olímpica que estão disputando os Jogos de Tóquio e também estiveram na Copa América de 2019.

A competição sul-americana foi utilizada pelos nipônicos como uma forma de preparação para a disputa da Olimpíada, e Kubo terminou como um dos destaques da equipe dirigida por Hajime Moriyasu, que conseguiu arrancar pontos de Uruguai e Equador. Titular duas vezes naquela competição, ele criou um total de oito chances, sendo o líder de sua seleção no quesito. O destaque ficou para o duelo contra o Equador, em que gerou sete chances.

Takefusa Kubo, do Japão, celebra gol diante do Méxido na Olimpíada de Tóquio.
Takefusa Kubo, do Japão, celebra gol diante do Méxido na Olimpíada de Tóquio. Zhizhao Wu/Getty Image

A Copa América representava o início da trajetória do meia-atacante, então com 18 anos, na seleção principal. Era uma ótima preparação não só para a Olimpíada, que viria a ser adiada em um ano, como também para o futebol europeu, já que naquele momento estava deixando seu país natal para ir ao Real Madrid.

Emprestado logo de cara ao Mallorca, Kubo fez uma grande primeira temporada na Espanha, apesar do rebaixamento de seu time. Ele atuou em 35 das 38 rodadas (titular em 23) e somou quatro gols e quatro assistências, participando diretamente de um quinto dos 40 gols do vice-lanterna de LaLiga 2019-20. O meia-atacante ainda foi o terceiro nome do seu elenco em chances criadas (35) e o sétimo de todo o campeonato em dribles certos (64).

O japonês apresentou seu talento e personalidade aos espanhóis em seu primeiro ano, mas o segundo não foi bom. Cedido a um clube de maior projeção, o meia-atacante teve pouco espaço no Villarreal e saiu após um semestre, somando 19 jogos (sete como titular), um gol e três assistências. Todas as participações em gols e a maioria de seus confrontos como titular vieram em partidas de um grupo tranquilo da Uefa Europa League.

Emprestado no restante da temporada ao Getafe, time de perfil reativo sob o comando de José Bordalás (hoje à frente do Valencia), Kubo entrou em campo regularmente. Dos últimos 22 jogos da equipe em LaLiga, o atleta atuou em 18 (foi titular em oito) e fez um gol - veja abaixo.


Com uma boa bagagem adquirida na Espanha após uma grande temporada e outra discreta e atuando por três times de perfis e níveis diferentes, Kubo desembarcou na Olimpíada e tem feito um grande papel. É o artilheiro do Japão com três gols, um em cada jogo na fase de grupos, e ainda só tem menos chances criadas (oito) e dribles certos (sete) no elenco do que Ritsu Doan (nove em cada estatística).

Ou seja, nestes dois anos desde a Copa América de 2019, Kubo estreou pela seleção principal (são 11 jogos ao todo e presença na última convocação) e ostenta mais de 60 jogos em LaLiga. Ele possivelmente não será utilizado pelo Real Madrid nesta temporada, até pelo excesso de jogadores extracomunitários, mas é inegável o crescimento do atleta de apenas 20 anos.

Cada vez mais lapidada, a joia tentará agora uma medalha de bronze para coroar este ciclo olímpico tanto de sua seleção quanto dele próprio.

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Supercopas, Champions e agora Olimpíadas: Asensio amplia cardápio de gols em jogos importantes

André Donke
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A Espanha teve grande dificuldade, mas confirmou o favoritismo e se classificou à final do futebol masculino nos Jogos Olímpicos ao vencer o Japão por 1 a 0 na prorrogação, nesta terça-feira. A disputa da medalha de ouro será com o Brasil, que mais cedo superou o México nos pênaltis.

Para passar pela semi, a Fúria contou com um gol heroico de Marco Asensio aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação. Aliás, gols em jogos decisivos não são novidade para o atleta do Real Madrid.

Marco Asensio em ação pela Espanha nos Jogos Olímpicos
Marco Asensio em ação pela Espanha nos Jogos Olímpicos Getty Images

Logo em seu primeiro jogo profissional pelo clube em agosto de 2016, Asensio, então com 20 anos, abriu o placar no triunfo por 3 a 2 sobre o Sevilla pela Supercopa da Uefa. Já no último jogo dos merengues naquela mesma temporada, o meia-atacante fechou a conta no 4 a 1 sobre a Juventus pela final da Champions League.

O jogador de 25 anos voltaria a marcar em uma partida grande na competição continental em 2017-18 ao definir a virada por 2 a 1 sobre o Bayern de Munique na Alemanha pela ida da semifinal. O Real avançaria com um 2 a 2 em casa e ficaria com o título (o terceiro seguido) ao bater o Liverpool na decisão.

Ao falar em gols em confrontos grandes pelo Real não podem faltar os duelos com o Barcelona. Asensio deixou sua marca duas vezes em El Clásico, balançando as redes em cada um dos dois triunfos dos madrilenhos sobre o rival na Supercopa da Espanha 2017-18.

Por fim, nesta terça-feira, Asensio conseguiu ampliar seu cardápio, agora com a Espanha – pela seleção principal, ele tem apenas um gol. Sua precisa finalização dentro da área japonesa coloca seu país a um triunfo de conseguir sua segunda medalha de ouro no futebol masculino, a primeira fora de casa, já que a outra ocorreu em Barcelona-1992.

De qualquer forma, os espanhóis já conseguem uma de suas quatro melhores campanhas, já que foi prata em 1920 e 2000. Para isso, terão de impedir que o Brasil consiga o bicampeonato, algo que não ocorre desde 2004 e 2008 com a Argentina.

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Olimpíadas: Os números por trás da ‘barreira’ que o Brasil terá que superar diante do Egito

André Donke
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Favorita à medalha de ouro ao lado da Espanha, a seleção brasileira enfrentará o Egito neste sábado pelas quartas de final do torneio masculino de futebol de Tóquio 2020. O confronto é o que, teoricamente, tem a maior distância técnica entre seus adversários. Assim, é de se esperar que a equipe de André Jardine tome a iniciativa, ataque mais e controle a posse de bola.

A expectativa se torna ainda maior para este cenário ao se analisar como tem jogado os egípcios até aqui. A equipe registra a segunda pior posse de bola entre os 16 participantes, com 41,1%, ficando muito atrás dos 52,2% do Brasil, que tem a quarta melhor marca. 

Além disso, o time africano se classificou com dois gols marcados, superando apenas o ataque da eliminada Romênia, que fez um. Os poucos gols são reflexo da quantidade de finalizações: com 25, a seleção fica à frente apenas de Romênia (24) e Nova Zelândia (22). Os egípcios ainda têm a segunda menor quantidade de toques na bola no campo de ataque e também no terço final. 

Atacando pouco, o Egito conseguiu avançar de fase com sua defesa como grande trunfo, tendo sofrido um gol apenas (na derrota para a Argentina) e sendo o time menos vazado ao lado de Espanha, Japão e Coreia do Sul. A equipe inclusive segurou um 0 a 0 com os espanhóis e passou ileso na vitória sobre a Austrália (2 a 0).

Seleção do Egito em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Seleção do Egito em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio Foto: Koki Nagahama/Getty Images

Usando o duelo contra a Espanha como parâmetro para o Brasil, o Egito teve naquele jogo apenas 29,2% de posse de bola e três finalizações, o segundo número mais baixo registrado em ambos os quesitos em qualquer uma das 24 partidas realizadas até o momento. 

Vale destacar que a equipe treinada por Shawky Garib levou apenas 11 finalizações no alvo, tendo a sexta melhor marca no quesito - o Brasil sofreu oito conclusões na meta. Os egípcios também registram a maior quantidade de desarmes (31, empatado com a Arábia Saudita), a segunda de interceptações (50, apenas três atrás da Romênia) e o terceiro de recuperações de bola (163, ficando só quatro atrás da líder Espanha).

O Brasil é bastante favorito para o confronto, mas para confirmar isso terá que superar uma barreira egípcia, que tem sido muito eficiente até aqui. A bola rola às 7h (de Brasília), e o classificado irá duelar com México ou Coreia do Sul na semifinal.

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Possível adversário do Íbis, Sheffield FC é derrotado em reedição do jogo mais antigo da história do futebol

André Donke
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O Sheffield FC, clube fundado em 1857, repercutiu nas últimas semanas no Brasil depois que uma interação com Íbis por meio das redes sociais indicou um possível amistoso entre as duas equipes. O vídeo abaixo explica exatamente como isso aconteceu: 


Por trás desta ideia, que surgiu de forma inesperada por causa da viralização de um tweet, há um interesse do Sheffield em espalhar sua marca pelo mundo e manter viva a memória do primeiro time de futebol na história. Aliás, o clube (que hoje disputa o equivalente à oitava divisão nacional) planeja construir um novo estádio e um centro interativo. 

Assim, enquanto o cenário de pandemia não permite que um amistoso entre o time de futebol mais antigo do planeta e a equipe autodenominada a pior de todas, os ingleses seguem jogando em cenário nacional e mantendo a tradição viva. Não só de si próprio, mas também de todo o futebol.

Nesta terça-feira, a equipe visitou o Hallam FC no Sandygate e perdeu por 2 a 1 de virada. O amistoso é uma reedição do que é conhecido como primeiro jogo de futebol a ser disputado. Em 26 de dezembro de 1860, o Sheffield ganhou por 2 a 0 em uma partida que deixaria um legado absurdo para a humanidade.

Essa partida tão emblemática normalmente se repete durante o período de pré-temporada, mas "a COVID-19, um calendário cheio e a falta de tempo na temporada" impediram a realização deste confronto em 2020, conforme contou  Ian Jones, gerente de mídia do Hallam FC, ao blog em conteúdo publicado em dezembro de 2020.

“Nosso último dérbi foi disputado na casa do Sheffield FC, como nosso primeiro jogo da pré-temporada de 2019-20. O Sheffield FC venceu por 4 a 0 na ocasião. Tomara que nós estejamos aptos a retornar à normalidade para o começo da nossa temporada e conseguir ter um jogo. Somos um time muito mais forte agora, então eu gostaria de pensar que o jogo seria muito mais competitivo”, afirmara Jones na mencionada entrevista.

No duelo desta terça, o Hallam, que está em uma das ramificações da décima divisão nacional, foi ao intervalo perdendo por 1 a 0, mas conseguiu a vitória por 2 a 1, com um gol aos 36 minutos do segundo tempo. No fim das contas, não importa quem seja o vencedor, mas sim que esse amistoso siga acontecendo e que a memória dos primeiros dias do futebol siga viva. 


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