Premier League: Desde que Guardiola chegou, City tem 36 pontos à frente do Liverpool e 83 a mais do que qualquer outro

André Donke
André Donke

A virada de ano coloca o Manchester City em boa vantagem em uma disputa de Premier League que poderia estar mais apertada consideirando o nível de Liverpool e Chelsea. Com a vitória sobre o Brentford nesta quarta-feira, a equipe de Pep Guardiola se beneficiou do tropeço dos rivais e irá entrar em 2022 com oito pontos de folga no topo da classificação (os Reds têm nove pontos e um jogo a menos).

De quebra, o City emplacou sua décima vitória seguida na competição, o que já faz o time despontar como principal candidato ao título. Caso erga a taça, seria a quarta em cinco edições. Vale lembrar que das três conquistas do City houve apenas uma disputa equilibrada – a de 2018-19, quando terminou um ponto à frente do Liverpool.

Embora seja muito cedo para falar se a taça vai para Manchester, não é nada afobado apontar como Guardiola tem sido impressionantemente dominante no principal campeonato de clubes do mundo.

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Desde que ele chegou à Inglaterra em 2016-17, o City somou 493 pontos em 210 jogos (156 vitórias 25 empates e 29 derrotas). São 36 pontos a mais do que o Liverpool, que atuou 209 vezes no período e é o time que mais se aproxima.

Chelsea (410) e Tottenham (385) completam o G-4 do período. O Manchester United (384) e Arsenal (360) possuem 107 e 133 pontos a menos, respectivamente. Como o máximo que uma equipe pode somar em uma edição é de 114 pontos, o City de Guardiola já colocou mais de uma Premier League de distância para o Arsenal em cinco temporadas e meia. E vale lembrar que na primeira campanha do técnico catalão a equipe de Manchester terminou na terceira colocação, com 15 pontos de desvantagem para o campeão Chelsea.

Sob o comando de Pep, os Citizens registraram a primeira campanha de 100 pontos na história da liga, em 2017-18, e quase repetiram o feito no ano seguinte ao somarem 98 pontos. Em ambas as conquistas, o clube alcançou o recorde de vitórias em uma edição da competição, com 32, assim como o Liverpool de 2019-20.

Se na Alemanha, um país que é dominado pelo Bayern de Munique desde a década de 1970, Guardiola foi determinante para a maior hegemonia da história (nove títulos e contando), na Inglaterra ele vai construindo um domínio que o país não conhecia desde o United de Sir Alex Ferguson, que levou sete das nove primeiras edições da Premier League.

De quebra, o City de Guardiola registra 517 gols no período (63 a mais do que qualquer outro time), levou 168 gols (25 a menos do que qualquer outro rival que esteve em todas as edições do campeonato desde 2016-17) e registra 66,7% de posse de bola (4,8% a mais do que o Liverpool e 7,9% a mais do que qualquer outro rival). 

Pep Guardiola durante partida do Manchester City
Pep Guardiola durante partida do Manchester City Manchester City FC/Manchester City FC vi

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Conference League: 3 motivos que tornam o título da Roma tocante

André Donke
André Donke

Em tempos de reta final de This Is Us, o Star+ me comoveu também dentro do cardápio esportivo. A conquista da Roma na edição inaugural da Uefa Europa Conference League, com a vitória por 1 a 0 sobre o Feyenoord, teve um contexto bastante tocante.

À parte dos três motivos, a conquista da Roma é extremamente simbólica para um clube grande, de uma cidade enorme, que jamais havia conquistado um título da Uefa. Aliás, foi uma excelente ideia a criação da ‘terceira divisão europeia’, do ponto de vista financeiro, esportivo e de entretenimento, além da possibilidade que oferece a ligas menos badaladas.

Agora, vamos ao foco deste texto...

1 – José Mourinho

Críticas à parte, foi muito bonito ver a emoção do técnico português em meio à conquista romanista, sobretudo em sua reação ao se classificar à decisão após eliminar o Leicester City na semi.

Mourinho emocionado, champagne pra todo lado e muita dança: a festa do vestiário da Roma após vaga na final; VEJA



Não acho que Mourinho esteja na primeira prateleira dos técnicos no mundo atualmente, e talvez nem na segunda, assim como acho que seus últimos trabalhos deixaram a desejar, mas ao ver alguém tão orgulhoso de si mesmo se sentir tão impactado nesta competição não deixou de ser emblemático. Foi uma reação muito humana.

Além disso, tem de se reconhecer seu currículo, que acaba de ser tornar único: o primeiro a ganhar as três principais competições da Europa. Além disso, quebrou uma fila de 12 anos das equipes italianas sem ser campeãs europeias, um jejum iniciado por ele mesmo com o título da Inter de Milão na Champions League 2009-10.

2 – Nicolo Zaniolo

Foi muito bonito ver que o gol do título saiu dos pés de um jogador que deu um belo exemplo de superação recente. O atacante de 22 anos já passou por muita coisa antes da taça desta quarta-feira. Ele sofreu ruptura no ligamento cruzado do joelho esquerdo em setembro de 2020 e não jogou a temporada 2020-21, sendo que também tinha sofrido rompimento de ligamento no joelho direito em janeiro de 2020.  

Zaniolo era uma das promessas de um país que ganhou a Eurocopa em 2021, mas não pôde fazer parte. Essa foi a primeira temporada após o calvário das lesões, e fechou em grande estilo: atuando regularmente, fazendo gol do títlo e atuando no último jogo da seleção italiana.

José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord
José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord Giuseppe Maffia/NurPhoto via Getty Image

3 – Leonardo Spinazzola

Por falar em lesão séria e Euro, o lateral-esquerdo de 29 anos era um dos melhores jogadores da competição até romper o tendão de Aquiles nas quartas de final contra a Bélgica. Ainda que tenha terminado como um dos destaques da Itália campeã, ele não teve a oportunidade de jogar as duas partidas finais e nem a maior parte da temporada com a Roma.

A final da Conference League foi apenas sua quarta atuação na temporada pelo time gialorroso, sendo todas neste mês. Ele entrou aos 22min do segundo tempo para ajudar a Roma a manter a vantagem de 1 a 0 e pôde soltar dentro de campo o grito de campeão, algo que não teve a oportunidade de fazer na Eurocopa com a Itália. Agora, ele terá também a chance de voltar à seleção, sendo que está entre os 39 convocados incialmente para os compromissos de junho.

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Não fez gol no título mundial, e daí? Giroud comprovou de novo ser um personagem enorme no futebol

André Donke
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Olivier Giroud não está perto dos grandes atacantes de sua geração, mas tampouco é um jogador grosso como ficou com fama para muitos e que é muitas vezes cornetado por ter sido o centroavante que não fez gol no título da França na Copa do Mundo de  2018. Aos 35 anos, ele deu mais uma mostra da grandeza que é a sua carreira no futebol.

Há dez anos, o atacante conquistava a Ligue 1 com o Montpellier, um dos títulos mais surpreendentes dos cinco principais campeonatos do futebol europeu neste século. O hoje veterano, com 35 anos, foi protagonista naquela história ao terminar como artilheiro ao lado de Nenê, então no Paris Saint-Germain, com 21 gols.

Posteriormente, Giroud marcaria 90 gols por Arsenal e Chelsea na Premier League e é hoje o 43º maior artilheiro da história da competição.

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Pelos Blues, o francês ainda foi campeão e artilheiro (11 gols) da Europa League 2018-19. Em sua última temporada na Inglaterra, marcou 11 gols, um a menos do que os artilheiros do elenco (Tammy Abraham e Timo Werner), sendo seis deles no título da Champions League.

Agora, em sua primeira campanha na Itália, Giroud fez 11 gols e dividiu o posto de artilheiro do Milan na conquista do Campeonato Italiano, encerrando um jejum de 11 anos sem a taça da Serie A. No jogo do título, o camisa 9 fez os dois primeiros gols do triunfo sobre o Sassuolo por 3 a 0. Antes também já tinha marcado duas vezes em uma virada diante da Inter de Milão, um clássico determinante na campanha vencedora dos rossoneri.

Pela França, o atacante tem 48 gols e está três atrás de igualar Thierry Henry como maior artilheiro da história da seleção duas vezes campeã do mundo.

Giroud não é craque e não foi o grande destaque do título da Série A, mas sua trajetória merece muito respeito, já que é considerável o espaço que ele ocupa no futebol. Esta temporada e este domingo representam mais um argumento a favor disso. 

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Aguerooooo - parte 2: Dez anos depois, City escreve uma nova história épica na Premier League

André Donke
André Donke

2012 foi Sergio Aguero; 2022 foi Ilkay Gundogan.

Dez anos depois do gol que motivou a camisa que o Manchester City fez para esta temporada, não foi apenas a vestimenta que reviveu a campanha de uma década atrás. A própria história foi revivida dentro das quatro linhas, com o título assegurado de forma emocionante na Premier League neste domingo (22).

O mesmo placar de 3 a 2, outra vitória sofrida de virada e o mesmo palco. Seguramente, não houve torcedor que não tenha lembrado do jogo contra o Queens Park Rangers e o gol de Sergio Aguero, que foi forçado a se aposentar na atual temporada por um problema no coração.

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É verdade que, em 2012, o City fez dois gols depois dos 90min, o que torna a virada mais épica, mas o roteiro deste domingo não deixou nada a desejar em emoção. O primeiro gol de Gündogan saiu aos 31min do segundo tempo, quando o time perdia por 2 a 0. A virada foi consolidada em apenas cinco minutos.

Além disso, o tom épico foi potencializado pela qualidade do rival. O Liverpool foi vice-campeão com 92 pontos, uma marca em que não seria campeão em apenas cinco de todas as 29 edições anteriores da Premier League. Os Reds, por sinal, já ganharam as duas copas nacionais e ainda disputam a decisão da Uefa Champions League contra o Real Madrid, que será no próximo sábado (28).

O choro copioso de Pep Guardiola após o apito final, de uma forma atípica para o treinador (que está tão acostumado a grandes títulos), só reforça o quão emocionante foi a definição deste campeão.

Aliás, foi uma enorme resposta do time de Manchester e de seu treinador a quem duvidava deles em jogos grandes. É a quarta taça da Premier League nos últimos cinco anos, em um campeonato em que falamos de Big 6; em um campeonato que, neste intervalo, emplacou dois campeões da Champions (Chelsea e Liverpool) e três vice-campeões (Manchester City, Liverpool e Tottenham).

Ganhar a Premier League é algo absurdo de grande, ainda mais com seu concorrente somando 92 pontos. Com esse final, então.... Sergio Aguero certamente assinaria este roteiro.

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Barcelona x Lyon: veja guia da final da Champions League feminina com histórico dos times, destaques e curiosidades

André Donke
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De um lado, a principal equipe do futebol feminino no mundo na atualidade; do outro, a maior campeã da história do futebol europeu.

Barcelona e Lyon fazem uma final gigante de Uefa Champions League às 14h (de Brasília) deste sábado, no Allianz Stadium, em Turim. Com isso, o blog preparou um guia para esta partida, com as informações da temporada de cada equipe, o retrospecto, curiosidades e muito mais.

Como tem sido a temporada?

 BARCELONA: Depois de ter conseguido a tríplice coroa na temporada passada, o Barcelona tenta uma quádrupla coroa em 2021-22, sendo que faturou a Supercopa da Espanha  e já assegurou o seu tricampeonato de LaLiga com uma campanha perfeita: 30 vitórias em 30 jogos. Foram 159 gols marcados e apenas 11 sofridos.  Asisat Oshoala foi a arilheira ao lado da brasileira Geyse (Madrid CFF) com 20 gols, enquanto Alexia Putellas foi a terceira artilheira com 18 gols e ainda terminou como a garçonete ao distribuir 17 assistências.

Se dois títulos já foram conquistados, o Barça ainda disputa a final com o Lyon e também está na semifinal da Copa da Reina, fase em que enfrentará o Real Madrid. Se passar, decidirá o título com Granadilla ou Sporting de Huelva em 29 de maio.

O time titular é basicamente o mesmo da última temporada, com algumas pequenas mudanças, como as saídas das meio-campistas Vicky Losada (Manchester City) e Kheira Hamraoui (PSG), que atuavam regularmente, mas não eram titulares absolutas. Já no movimento contrário, chegaram a meio-campista Ingrid Engen (ex-Wolfsburg), a zagueira Irene Paredes (ex-PSG) e a atacante Fridolina Rolfö (ex-Wolfsburg), sendo que a primeira alterna banco e titularidade e as últimas duas iniciaram a maior parte dos confrontos. Houve ainda o retorno da jovem atacante Claudia Pina, que já marcou 18 gols em toda temporada.

No comando técnico, o antigo auxiliar Jonatan Giráldez assumiu logo após a tríplice coroa -  Lluís Cortés deixou por sua opção o cargo que ocupou por dois anos e meio.

LYON: Já o Lyon não tem chance de tríplice coroa, já que foi eliminado para o PSG nas oitavas de final da Copa da França por 3 a 0. O troco veio com a classificação diante do rival na semifinal da Champions e também deve vir no Campeonato Francês, na qual o OL tem cinco pontos de vantagem sobre o rival a duas rodadas do fim. Aliás, o desempenho na liga é quase perfeito: 19 vitórias e um empate em 20 jogos, com 74 gols marcados e apenas oito sofridos.

Se o Barça vinha de uma campanha vencedora, o mesmo não pode se dizer do Lyon, que passou em branco em 2020-21 (temporada em que não foi realizada a Copa da França, é importante ressaltar) e viu sua hegemonia de cinco taças seguidas na Champions acabar.

O técnico Jean-Luc Vasseur caiu em abril de 2021, pouco após a eliminação nas quartas de final do torneio europeu para o PSG, e foi substituído por Sonia Bompastor. Ex-capitã do time, ela vinha trabalhando ligada à base do clube desde 2013. Como atleta, Bompastor empilhou taças pelo Lyon, como seis da liga francesa e duas da Champions, incluindo a primeira da história do clube, em 2011.

Da frustrante temporada 2020-21 para esta houve algumas mudanças signifcativas no elenco. Christiane Endler, eleita melhor goleira do mundo em 2021, veio do PSG e ganhou a posição da veterana Sarah Bouhaddi; Griedge Mbock e Ada Hegerberg retornaram de longo período afastadas por lesão e recuperaram um papel importante no time; as jovens Selma Bacha e Melvine Malard passaram a ocupar mais espaço e a serem peças de grande impacto entre as titulares. O mesmo vale para Catarina Macario, que chegou no meio de 2020-21 e hoje é a artilheira do clube na liga francesa e na Champions. Outros reforços notáveis no elenco foram a lateral-esquerda Perle Morroni (ex-PSG) e a meio-campista Daniëlle van de Donk (ex-Arsenal). Já Damaris Egurrola chegou no começo de 2021 e passou a ser mais acionada nesta campanha.

Por outro lado, Nikita Parris e Sakina Karchaoui foram para Arsenal e PSG, respectivamente. Dzsenifer Marozsán era titular absoluta em 2020-21, foi de empréstimo ao OL Reign, retornou no começo de 2022 e recentemente sofreu lesão de ligamento, o que a deixará de longe dos gramados por seis meses, perdendo a final. Quem também era titular na campanha passada e sofreu com lesão no joelho nesta é Amel Majri, que passou por cirurgia em outubro e não joga desde então. Vale mencionar que em janeiro ela compartilhou a notícia de que está grávida.

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Campanha nesta Champions

BARCELONA: As atuais campeãs se impuseram ao longo de toda competição, vencendo seus 6 jogos da fase de grupos contra Arsenal, Hoffenheim e Koge, com 24 gols marcados e apenas um sofrido. Já nas quartas, ainda que tenham sido surpreendidas com o Real Madrid saindo atrás nos dois jogos, as catalãs confirmaram o amplo favoritismo com vitórias por 3 a 1 (fora) e 5 a 2 (em casa). Na semi até ocorreu a primeira derrota, um 2 a 0 para o Wolfsburg, com ambos os gols marcados depois do intervalo. Porém, nada que ameaçasse a excelente vantagem de 5 a 1 construída na ida, e que poderia ter sido maior considerando o volume que as mandantes tiveram no Camp Nou.

LYON: Por não ter sido campeão nacional, o time entrou na segunda fase preliminar da Champions, superando o Levante com dois triunfos por 2 a 1 antes de ir ao estágio de grupos, no qual somou 15 pontos, dois a mais do que o Bayern de Munique - Benfica e BK Häcken completavam a chave. No mata-mata, a vida não foi fácil. Após ter perdido por 2 a 1 e tido uma jogadora expulsa na Itália, a equipe de Bompastor bateu a Juventus por 3 a 1 em casa para avançar. Nas semis, veio a vingança contra o PSG, triunfando por 3 a 2 e 2 a 1, mas a missão foi difícil -  e teria sido mais, caso a goleira Barbora Votíková não tivesse falhado nos três gols sofridos pelas parisienses no duelo de ida.

As estrelas

BARCELONA: Alexia Putellas foi eleita de forma incontestável a melhor jogadora do mundo em 2021 e desponta como principal candidata ao prêmio deste ano. Além das conquistas que já assegurou com o Barça e da final que irá disputar na Champions, ela é uma das principais armas de uma forte Espanha para a Eurocopa. 

Individualmente, a meia já tem 32 gols, seis a mais do que marcou em 2020-21, que era até então a sua temporada mais artilheira da carreira. A craque de 28 anos marcou dez vezes na Champions e divide a artilharia com Tabea Waßmuth, do Wolfsburg.

LYON: Ada Hegerberg é outra que já foi eleita melhor do mundo (2018). Porém, depois disso viveu um enorme drama, tendo rompido ligamento do joelho no começo de 2020 e ficado 20 meses longe dos gramados, voltando só nesta temporada em outubro de 2021. Apesar de tanto tempo longe, a atacante de 26 anos mostra que segue em grande nível e já marcou 15 gols em 24 jogos na temporada.

Agora, a norueguesa volta a uma final da principal competição de clubes da Europa, torneio em que tem recordes enormes. Com 58 gols, ela é a maior artilheira da história da Champions e também estabeleceu a maior quantidade de gols anotados por uma jogadora em uma única edição: foram 15 bolas nas redes em 2017-18.

Em meio a toda esta redenção, Hegerberg voltou a defender a seleção de seu país em abril, quase cinco anos após sua última aparição. A Noruega também jogará a Eurocopa e está no grupo A ao lado de Inglaterra, Áustria e Irlanda do Norte.

Ada Hegerberg (Lyon) e Alexia Putellas (Barcelona) estão na final da Champions League
Ada Hegerberg (Lyon) e Alexia Putellas (Barcelona) estão na final da Champions League Christopher Lee/Getty Images

Confronto direto

O Lyon venceu todos os três confrontos realizados entre as duas equipes. Nas quartas de final da Champions League de 2017-18, as francesas ganharam os confrontos por 1 a 0 e 2 a 1. Já na campanha seguinte, o encontro foi na decisão, com uma goleada por 4 a 1 a favor do Lyon, que chegou naquele momento ao quarto título de uma sequência de cinco seguidos. Ada Hegerberg é a artilheira do confronto com quatro gols marcados, com destaque para o hat-trick na final de 2018-19. 

Jogadoras de ouro

Das 20 primeiras da Bola de Ouro em 2021, sete delas defendem os times finalistas. Alexia Putellas (primeira colocada), Jennifer Hermoso (segunda), Lieke Martens (quinta), Irene Paredes (15ª) e Sandra Paños (19ª) são as cinco representantes do Barcelona. Já pelo Lyon estão Christiane Endler (12º) e Wendie Renard (20ª).

O adeus

Outro ingrediente que torna esta final ainda mais especial é o fato de representar a despedida de uma lenda do Barcelona. Melanie Serrano irá pendurar as chuteiras após 18 anos e 517 partidas pelo clube, o que representa um recorde. Outra marca que a lateral-esquerda de 32 anos registra no Barça é o de número de títulos, com 25 - destaque para as seis edições de LaLiga e uma Champions.

Pitada brasileira

Nascida em São Luís, do Maranhão, Catarina Macario se mudou aos Estados Unidos com sua família quando tinha 12 anos. A atacante cresceu no país norte-americano, inclusive defende a seleção atual campeã mundial, foi drftada pela universidade de Stanford e está desde o começo de 2021 no Lyon. Hoje com 22 anos, ela é um dos destaques do Lyon, sendo a vice-artilheira do Campeonato Francês com 13 gols, além ter marcado em oito oportunidades na Champions (soma quatro gols em quatro jogos no mata-mata, três na fase de grupos e um na etapa preliminar).

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Mudanças na defesa e situação de Lukaku: as primeiras questões do Chelsea sob nova direção para 2022-23

André Donke
André Donke

Talvez nenhum dos grandes clubes da Europa viu o seu futuro ser um assunto tão corriqueiro nesta temporada como ocorreu com o Chelsea.

O bloqueio de bens imposto a Roman Abramovich em meio à invasão da Rússia à Ucrânia impactou completamente o clube londrino, causando até mesmo, por exemplo, o congelamento de cartões de crédito corporativos e incertezas a respeito dos gastos do dia a dia. Coincidentemente ou não, no momento em que este assunto era mais abordado, o time sofreu duas das derrotas mais duras de sua temporada (e em sequência): o 3 a 1 para o Real Madrid e o 4 a 1 para o Brentford, com ambos os jogos sendo realizados em Stamford Bridge.

Levando em consideração toda essa adversidade vivida fora das quatro linhas e o impacto que isso deve ter tido no dia a dia de Thomas Tuchel e de seus jogadores, o Chelsea conseguiu fazer uma temporada muito boa. Afinal, levantou duas taças (Supercopa da Uefa e Mundial de Clubes), terminará a Premier League em uma boa terceira colocação e ainda fez finais duríssimas contra o Liverpool na Copa da Inglaterra e na Copa da Liga Inglesa. Na Champions, quase conseguiu uma remontada espetacular para cima do Real Madrid, mas acabou eliminado nas quartas de final.

Agora com o futuro definido dentro e fora de campo, após a venda do clube por parte de Roman Abramovich a Todd Boehly e a classificação assegurada à Champions League, o Chelsea já tem ideias mais concretas de como será sua campanha 2022-23.

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Ainda que seja muito cedo para avaliar como deve ser o trabalho de Boehly à frente do clube, pessoalmente não acredito em uma diminuição no espaço que o Chelsea ocupa no cenário nacional e internacional, uma vez que o projeto conduzido por Abramovich está bem consolidado esportiva e financeiramente, com o clube já estabelecido no Big 6 da liga mais valiosa do mundo, assim como bons desempenhos no futebol europeu.

Já dentro de campo há duas grandes dúvidas iniciais quanto ao time que irá entrar em campo a partir de agosto. A primeira é como será a linha defensiva, tendo em vista que Antonio Rüdiger irá embora, e o mesmo pode acontecer com o capitão César Azpilicueta (especulado no Barcelona) e Andreas Christensen, que está em fim de contrato.

Um zagueiro pode ser o primeiro grande reforço da era Boehly, já que será certamente a posição que mais necessita de investimento, sendo que Rüdiger é um dos principais nomes do mundo na função atualmente. Isso sem contar o fato de que Thiago Silva irá completar 38 anos de idade em setembro e, ainda que o brasileiro esteja em altíssimo nível, o clube já tem que pensar mais adiante.

Na frente, o assunto talvez envolva mais o técnico Thomas Tuchel do que o novo proprietário. Qual será/haverá papel para Romelu Lukaku em 2022-23? Quando foi contratado, o belga parecia o encaixe perfeito para os Blues, mas rendeu bem abaixo do esperado e ficou mais marcado por uma entrevista polêmica que o fez ser barrado por um jogo – ele posteriormente se desculpou publicamente.

Lukaku em ação pelo Chelsea
Lukaku em ação pelo Chelsea Getty Images

Na reta final de temporada, o centroavante tem voltado a marcar, sendo que balançou as redes diante de Wolverhampton (duas vezes) e do Leeds United – se anotar um gol diante do Leicester City nesta quinta-feira, o camisa 9 conseguirá gols em três jogos seguidos da Premier League pela primeira vez na temporada. Além disso, ele ganhou a confiança de Tuchel a ponto de ser titular na final da Copa da Inglaterra no último final de semana.

A qualidade técnica de Lukaku é inegável, o que faz surgir a dúvida: haverá o tão aguardado encaixe neste time em 2022-23?

De resto, Tuchel tem um elenco bem equilibrado, com bons nomes no meio de campo e ataque, além de um goleiro top. Assim, a princípio, as mudanças na defesa e o papel de Lukaku são os grandes tópicos a respeito do Chelsea sob nova direção, que agora poderá voltar a pensar exclusivamente no futebol.

Antes de dar início em 2022-23, no entanto, os Blues fecham a Premier League os próximos dias. Nesta quinta-feira, a equipe enfrenta o Leicester City em Stamford Bridge, às 16h (de Brasília), com transmissão exclusiva do Star+. Já no domingo às 12h, o adversário será o Watford, também em casa.

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Há dois anos sem jogar, lenda do Borussia Dortmund se despede do clube neste sábado

André Donke
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Erling Haaland fará sua última partida pelo Borussia Dortmund neste sábado, quando a equipe receberá o Hertha Berlin no Signal Iduna Park pela última rodada da Bundesliga. O jogo é praticamente festivo para os aurinegros, uma vez que terminarão como vice-campeões independentemente do que aconteça.

Embora seja natural que o foco esteja praticamente todo no norueguês, que soma 88 jogos, 85 gols e 19 assistências pelo BVB, há outro jogador se despedindo do clube, e este é até mais lendário na história do Dortmund: Marcel Schmelzer. Inclusive, ele anunciou nesta sexta-feira a sua aposentadoria do futebol aos 34 anos.

O lateral-esquerdo não entra em campo desde 17 de junho de 2020, sendo que as lesões o impediram de atuar nas duas últimas temporadas. Sua última campanha com alguma constância foi em 2017-18, quando iniciou 17 jogos da Bundesliga. Já em 2018-19 e 2019-20, ele acumulou 21 partidas disputadas em todas as competições, sendo que não foi titular uma vez sequer em 2019-20.

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Apesar disso, Schmelzer não deixa de ser um ícone na história do clube. Desde 2005 em Dortmund, ele tem o Borussia como seu único clube na carreira, tendo substituindo o ídolo Dedê e somado 367 partidas oficias. Titular da equipe bicampeã alemã e vice-campeã da Champions, ele também era dos 11 iniciais em duas conquistas de Copa da Alemanha. Já na seleção, teve pouco espaço e disputou 16 partidas, sendo reserva sem ser utilizado na campanha de semifinal da Eurocopa de 2012.

A ligação entre o clube e o lateral é tão forte que houve uma renovação de contrato no meio de 2021 por mais um ano, mesmo com as condições físicas do atleta acima descritas. Assim, mesmo sem atuar por um minuto em 2021-22, o defensor teve mais um ano no Dortmund.

Uma possível entrada em campo no capítulo final foi descartada pelo técnico Marco Rose, embora seja a vontade de muitos torcedores. “Schmelle não tem estado com a equipe nos treinos há quatro meses.”

Futuro

Nos últimos dias, o Antalyaspor registrou em suas redes sociais uma participação do alemão por dois dias nos treinamentos. O time é dirigido por Nuri Sahin, que escreveu uma belíssima história ao lado de Schmelzer com a camisa aurinegra. Se ele irá desempenhar alguma trabalho fora de campo de imediato ao lado do antigo companheiro, ainda não se sabe. De certo mesmo, somente que chegará ao fim após 17 anos e quase 400 jogos a passagem de um dos ídolos do Borussia Dortmund.

Schmelzer (à esq.) comemora com Grosskreutz após marcar contra o Real Madrid
Schmelzer (à esq.) comemora com Grosskreutz após marcar contra o Real Madrid EFE

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Hegemonia, equilíbrio no elenco e Champions memorável: o enorme legado de Ten Hag no Ajax

André Donke
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De malas prontas para Manchester, Erik Ten Hag confirmou nesta quarta-feira a sua sexta e última taça em sua passagem de quatro anos e meio pelo Ajax. A equipe de Amsterdã venceu o Heerenveen por 5 a 0 na Johan Cruyff Arena e assegurou sua 36ª conquista do Campeonato Holandês.

Desde que assumiu o comando no fim de 2017, o treinador não conseguiu taças em seu primeiro semestre, mas depois determinou uma hegemonia, vencendo as três edições finalizadas do Holandês – a de 2019-20 foi encerrada precocemente por conta da pandemia do coronavírus. O cenário poderia ter se repetido na Copa, mas o time da capital foi derrotado pelo PSV na decisão desta temporada.

Além de três títulos da Eredivisie e dois da KNVB Cup, Ten Hag também levou o Ajax à conquista da Supercopa da Holanda de 2019. Em meio às glórias, alguns números ajudam a entender o tamanho do trabalho do técnico de 52 anos na equipe.

Desde que ele assumiu, são 350 pontos somados no Campeonato Holandês, 31 a mais do que o PSV, em 142 jogos disputados - o clube de Eindhoven soma 143 partidas no período. O Feyenoord fecha o top 3 com 285 pontos. São 420 gols marcados (72 a mais do que qualquer outro time) e 111 gols sofridos (37 a menos do que qualquer equipe que tenha estado na elite nas últimas cinco campanhas) e uma posse bola média de 64,1%, quase 7% a mais do que qualquer adversário.

Erik Ten Hag comemora título pelo Ajax
Erik Ten Hag comemora título pelo Ajax Getty Images

Além disso, Ten Hag deixa o Ajax a um título do tetra, a maior hegemonia que qualquer equipe já alcançou na história da liga nacional - o próprio clube alcançou entre 2011 e 2014, enquanto o PSV o fez em duas oportunidades (1986-1989 e 2005-2008). Antes da era profissional da liga, o HVV Den Haag conseguiu a marca entre 1900 e 1903. Vale lembrar que a edição encerrada sem campeão em 2019-20 tinha Ajax e AZ empatados em pontos no topo da classificação após 25 rodadas disputadas.

Internacionalmente, o pico foi a semifinal da Uefa Champions League 2018-19, quando superou Real Madrid (nas oitavas, com vitória por 4 a 1 no Santiago Bernabéu) e Juventus (nas quartas), antes de levar uma virada surreal e inesperada para o Tottenham na semi. Ainda que tenha sofrido uma eliminação traumática, o clube conseguiu sua melhor campanha na competição em 22 anos – também caiu na semi em 1996-97 – e protagonizou uma das campanhas mais sensacionais dos últimos anos na Europa.

Além da hegemonia nacional, uma história memorável na Champions e o bom e vistoso futebol praticado por sua equipe, seguindo a filosofia histórica do clube, Ten Hag ainda esteve envolvido em um período em que o Ajax passou a ter um perfil diferente no mercado e na montagem de seu elenco.

Com toda dificuldade para competir com grandes clubes da Europa, seja pela questão financeira ou pela atratividade de sua liga, o Ajax é conhecido por formar muitos talentos e buscar nomes de talento no cenário nacional, o que continua a ser uma realidade. Porém, o clube também passou a captar jogadores mais maduros entre as principais ligas da Europa, mostrando uma maior expressividade nas janelas de transferência.

É campeão! VEJA a festa do Ajax ao se sagrar campeão holandês



Segundo dados do site Transfermarkt, 12 das 14 contratações mais caras da história do Ajax ocorreram no período sob o comando de Ten Hag, e chama atenção as chegadas de Davy Klaassen, Daley Blind, Dusan Tadic, Quincy Promes e Sebastian Haller, que tinham todos mais de 25 anos no momento da negociação e jogavam na Premier League, LaLiga ou Bundesliga.

Dessa forma, o Ajax conseguiu permanecer forte, mesmo com a saída de diferentes atletas ao longo dos últimos anos, entre eles um quarteto muito importante (Matthijs de Ligt, Frenkie de Jong, Donny van de Beek e Hakim Ziyech). As mudanças, no entanto, foram gradativas, sem exigir uma reformulação a cada ano e representando um obstáculo na competitividade deste time.

Neste ritmo, o Ajax sempre seguiu forte desde o início do trabalho de Ten Hag, ainda que o elenco já tenha mudado inteiro. Dos 13 nomes que estiveram em campo na vitória por 2 a 0 sobre o Feyenoord em 21 de janeiro de 2018, na estreia do treinador, apenas André Onana e Nicolás Tagliafico permanecem no elenco (ambos são reservas no momento) - Noussair Mazraoui, que está a caminho do Bayern de Munique, foi um reserva não utilizado na ocasião.

A combinação de todos estes aspectos torna enorme o legado do técnico, que se despede com seis taças acrescentadas no museu do clube. Resta agora o jogo final desta história, que ocorrerá no domingo, quando o Ajax visitará o Vitesse às 9h30 (de Brasília).

Antony, craque do Ajax, viveu temporada artilheira no Campeonato Holandês 21/22; veja todos os gols

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Hegemonia, equilíbrio no elenco e Champions memorável: o enorme legado de Ten Hag no Ajax

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Por que Haaland fez o certo ao escolher o Manchester City e não o Real Madrid

André Donke
André Donke

A contratação de Erling Haaland pelo Manchester City  é o encaixe perfeito, o melhor negócio para ambos. A chegada de um centroavante era algo que faltava ao clube inglês, que já tinha ido atrás de Harry Kane antes do início desta temporada.

A eliminação na semifinal da Uefa Champions League, por exemplo, mostrou com um jogador com instinto artilheiro como o do norueguês pode acrescentar e muito no elenco comandado por Pep Guardiola.

Por parte do jogador, é a melhor escolha esportiva que poderia fazer - sim, nem o Real Madrid seria melhor agora, explico abaixo. Nenhum outro clube tem uma melhor combinação para ele entre ‘força do time’ e ‘necessidade de um centroavante’.

Haaland e Manchester City: o encaixe perfeito; VEJA análise



O City é um time que entrará com condições de vencer todos os títulos que disputará em 2022/2023 pela qualidade dos jogadores, de seu treinador e o tempo que este time joga junto. Porém, apesar da grande concorrência no elenco, Haaland chega em um contexto perfeito para ser titular devido à carência que o grupo tem justamente em sua posição..

E se fosse para o Real Madrid, por exemplo? Não é fácil imaginar um encaixe certo com Benzema, justamente por conta das características de ambos, isto sem mencionar a possível de chegada de Kylian Mbappé. Seria extremamente arriscado um ataque com esses três e Vinicius Jr. de titulares, e deixar um desses nomes no banco poderia gerar um enorme problema.

Assim, seja para o City ou para Haaland, este negócio é o ideal e tem tudo para dar muito certo.

Gabriel Jesus perde espaço com a chegada de Haaland?


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Por que Haaland fez o certo ao escolher o Manchester City e não o Real Madrid

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Real Madrid escreve a trajetória mais épica de um finalista na história da Champions League

André Donke
André Donke

A classificação do Real Madrid é algo sem precedentes na história do futebol. Não há um time que tenha escrito um roteiro tão épico para chegar a uma final de Uefa Champions League.

Depois de ter conseguido uma virada surreal contra o PSG nas oitavas de final e sendo inferior ao rival em três quartos do confronto, a classificação veio com três gols em um intervalo de 17 minutos, criando uma atmosfera que virou rotina nos mata-matas no Santiago Bernabéu em 2021-22, a mesma que foi vista nesta quarta-feira.

Mesmo diante de um adversário que foi superior no confronto, além de ter um time melhor que o seu de uma forma geral, o Real conseguiu diante do Manchester City uma das vitórias que ficarão no rol das mais memoráveis da história da competição, ao lado das finais de 1999 e 2005, por exemplo. Rodrygo foi o herói ao fazer dois gols com um intervalo de 91 segundos entre eles, sendo o primeiro já depois dos 44min do segundo tempo e forçando a prorrogação.

Jogadores do Real Madrid comemoram classificação à final da Uefa Champions League
Jogadores do Real Madrid comemoram classificação à final da Uefa Champions League David S. Bustamante/Soccrates/Getty Imag

É o mesmo Rodrygo que fez o gol da classificação contra o Chelsea nas quartas na prorrogação, após o Real ter quase sido o alvo de uma remontada histórica (venceu em Londres por 3 a 1 e saiu perdendo por 3 a 0 na volta). Até mesmo quando vacilou no confronto, o Real não deixou de proporcionar um roteiro épico.

Karim Benzema consolida-se cada vez mais como o Bola de Ouro; Rodrygo é um talismã e sua partida desta quarta-feira ficará para a posteridade; Thibaut Courtois faz defesas enormes em diferentes ocasiões; e Carlo Ancelotti guia mais uma campanha incrível em sua carreira, poucos dias após ter sido o primeiro treinador a ter conquistado as cinco grandes ligas.

Todas essas histórias individuais só potencializam o nível de heroísmo da história do Real nesta Champions. Nem parece que se trata de um clube que 'cansou' de ganhar este mesmo torneio. Sendo campeão ou não diante do Liverpool em Paris, o Real Madrid já escreveu a história mais épica de um time até chegar a uma decisão de Champions.

Inacreditável! Aguero e Tévez ficam revoltados com o segundo gol de Rodrygo, que forçou a prorrogação entre Real Madrid e Manchester City; VEJA as reações

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Real Madrid escreve a trajetória mais épica de um finalista na história da Champions League

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Craque sem ser craque: Thomas Müller, o mais 'comum' entre os jogadores brilhantes do futebol atual

André Donke
André Donke

Thomas Müller é “o jogador mais subvalorizado do mundo no futebol”. Foi assim que o site oficial da Bundesliga se referiu em um texto publicado nesta terça-feira sobre o meia-atacante de 32 anos, que acaba de renovar seu contrato com o Bayern de Munique até o meio de 2024.

Talvez haja uma dose de exagero no título, mas ele traz um ponto bastante verdadeiro: o camisa 25 merece mais reconhecimento pela sua brilhante trajetória e pela sua qualidade quase que única no futebol.

O que certamente pesa contra a popularidade de Müller é não se tratar de um jogador tão atrativo esteticamente. Você não espera lances de efeito, dribles desconcertantes ou toques de classe em suas atenções, sendo que sua grande virtude está na leitura do jogo. Não à toa, seu apelido é Raumdeuter (interepretador de espaços, em alemão).

De todos os grandes nomes desta geração, Müller é provavelmente o mais comum, sem brilhar absurdamente em um fundamento específico, mas ele não deixa de estar presente entre os jogadores mais brilhantes do futebol atualmente, sem mencionar sua regularidade em mais de uma década no mais alto nível. Embora teve um período de baixa no Bayern, sua recuperação com Hansi Flick o colocou novamente em um nível altíssimo. Hoje, segue sendo uma peça vital em um dos melhores times do continente.

Thomas Müller (centro) posa para foto após renovar com o Bayern de Munique até 2024
Thomas Müller (centro) posa para foto após renovar com o Bayern de Munique até 2024 Bayern de Munique/Divulgação

Desde os 10 anos de idade do Bayern de Munique, ele soma 226 gols pelo clube, sendo o terceiro maior artilheiro da história dos bávaros, atrás apenas de Gerd  Müller e Robert Lewandowksi. Nos registros apontados pelo site da Bundesliga, são 269 gols e 282 assistências em 730 jogos oficiais entre jogos oficiais de time e seleção.

Na Champions, seus 52 gols o deixam empatado com Thierry Henry na sétima colocação entre os artilheiros históricos, e está apenas quatro gols do sexto colocado Ruud Van Nistelrooy. E vamos falar uma coisa, fazer gols não é nem a grande virtude do alemão.

Já com a seleção alemã, são dez gols em Copas do Mundo (cinco em 2010 e cinco em 2014), sendo um dos destaques de um terceiro lugar e um título. Seu período afastado da Mannschaft por opção de Joachim Löw mostrou-se um equívoco, e ele deve ser novamente um dos principais nomes para o Mundial de 2022.

O Raumdeuter ainda acaba de se isolar como jogador com mais títulos da Bundesliga na histórias. São 11 taças (uma a mais do que David Alaba, Manuel Neuer e Robert Lewandowski) e sendo determinante em cada uma delas. Nesta edição em específico, é o líder em chances criadas na liga com 80 (ao lado de Filip Kostic) é o principal garçom com 17 assistências (quatro a mais do que qualquer outro atleta) e ainda fez sete gols.

Thomas Müller é um craque sem ser craque e um dos jogadores com maior inteligência para a prática do futebol que eu já vi. Aos 32 anos e com contrato com o Bayern por mais duas temporadas (pelo menos), ele ainda tem muito espaço para interpretar dentro de campo. 

Schweinsteiger toma banho de cerveja de Thomas Muller durante festa do título do Bayern

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Vini Jr., Benzema e mais: 5 pontos vitais para o título do Real Madrid

André Donke
André Donke



O Real Madrid confirmou sua 35ª conquista do Campeonato Espanhol com quatro rodadas de antecedência. O triunfo diante do Espanyol neste sábado apenas confirmou matematicamente um título que esteve nas mãos dos merengues o tempo inteiro. Em meio a este cenário, o blog levantou cinco pontos determinantes para este troféu (sem qualquer ordem). Confira abaixo:

1 - Benzema

É o grande nome do futebol mundial nesta temporada até o momento. O francês soma 26 gols na competição, sendo o artilheiro isolado (11 a mais do que qualquer outro atleta) e quebrando seu recorde pessoal na competição. Além disso, soma 11 assistências e já iguala sua melhor marca individual (conquistada em 2012-13). Ele ainda soma 57 chances criadas, sendo o quarto melhor da liga e só não liderando o seu time no quesito pelo fato de Vinicius Jr. ter cinco a mais.

Fundamental em fazer gols, construir muito saindo da área e potencializar quem joga ao seu lado, o camisa 9 também evidenciou sua importância quando esteve ausente. Afinal, foi sem ele que o Real levou 4 a 0 do Barcelona em pleno Santiago Bernabéu.

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2 – Vinicius Jr.

Se Benzema é o protagonista do time, Vini Jr. vem logo atrás. Sua trajetória já era notável no clube, mas a evolução foi impressionante em 2021-22. São 14 gols marcados na liga (nunca tinha passado de três), nove assistências (também nunca tinha passado de três) e 62 chances criadas, quase o dobro das 33 que conseguiu em 2020-21, sua melhor marca até então. O brasileiro ainda lidera a liga em dribles certos, com 87.

A melhora na finalização, o ponto mais questionado em relação a ele, foi significativa, como os números mostram. Além disso, o camisa 20 tem chamado a responsabilidade, como no golaço em que definiu a vitória sobre o Sevilla no primeiro turno, por exemplo. Se o atacante fechou a temporada passada com uma única atuação pela seleção brasileira (amistoso contra o Peru), hoje ele é titular da equipe de Tite e o melhor atleta do país na temporada.

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3- Reformulação bem-sucedida da zaga

Com 29 gols sofridos em 34 jogos, o Real Madrid só não tem a melhor defesa da liga porque o Sevilla foi vazado apenas 27 vezes. Na média de gol por jogo, o time da capital registra 0,9, sua terceira melhor média nas últimas dez edições na competição.

Os números podem nem ser tão espetaculares, mas merecem um destaque para um time que acaba de trocar uma dupla de zaga histórica, com as saídas do lendário Sergio Ramos e de Raphael Varane. Para seus lugares, Éder Militão mostrou enorme evolução e acabou com a desconfiança com a qual convivia desde que custou 50 milhões de euros no meio de 2019. Já David Alaba confirmou-se uma das melhores contratações da temporada, considerando a junção do seu ótimo desempenho e do fato de ter se transferido sem custos.

4- O equilíbrio de Carlo Ancelotti

Liderando do começo ao fim e praticamente sem ser ameaçado, o Real demonstrou regularidade e premia mais um bom trabalho de Carlo Ancelotti, que chega ao feito de ter conquistado os cinco principais campeonatos nacionais da Europa – LaLiga era o único que faltava.

Esta foi seguramente a temporada mais consistente do Real Madrid na era pós-Cristiano Ronaldo. O título veio em meio a uma campanha de semifinal de Champions League, na qual fará o jogo de volta contra o Manchester City após ter eliminado dois candidatos ao título nas fases anteriores (Paris Saint-Germain e Chelsea).

Além dos resultados satisfatórios, Ancelotti deu uma cara a este Real Madrid, que se adapta em jogos em que vai ter mais ou menos posse. Ele conseguiu criar um time que permitiu um avanço tremendo de Vinicius Jr. e potencializou o protagonismo de Benzema, sem perder em nada do histórico trio de meio-campista formado por Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric. Aliás, o croata até merecia um tópico à parte por conta do seu alto nível físico e técnico em 2021-22.

Ancelotti construiu um time equilibrado e capaz de competir com as principais equipes da Europa, ainda que o fim da temporada passada não indicasse um Real Madrid tão forte quanto o que veio ser apresentado.

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5) Reformulação do Barça e queda do Atlético

O trabalho do Real e de Ancelotti foram muito bem feitos e digno de ficar com a taça de LaLiga, mas é fato que o time merengue teve uma disputa com seus principais rivais em um nível abaixo. Campeão da temporada passada, o Atlético de Madrid já havia mostrado uma queda de desempenho na reta final de 2020-21 e sofreu uma grande oscilação nesta campanha, embora tenha se recuperado e contando com a ascensão João Félix, mas os Colchoneros nunca estiveram na disputa do título.

Já o Barcelona vive sua primeira temporada sem Lionel Messi e teve de se desdobrar em meio a uma situação financeira complexa e troca de técnico. Ainda que o trabalho de Xavi venha se mostrando interessante após o bom mercado de inverno e o retorno de Pedri (que já se contundiu de novo), como a goleada por 4 a 0 em pleno Santiago Bernabéu mostrou, a equipe catalã não ameaçou o título do rival em qualquer momento.

Benzema e Vinicius Jr. em jogo do Real Madrid
Benzema e Vinicius Jr. em jogo do Real Madrid Getty

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Vini Jr., Benzema e mais: 5 pontos vitais para o título do Real Madrid

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Jogador recordista, bacharel em administração e carreira não planejada: conheça uma das mentes por trás do sucesso do Frankfurt

André Donke
André Donke

Quando pendurou as chuteiras no meio de 2014 aos 33 anos, Markus Krösche não tinha muitos planos do que faria depois, mas por sorte nem precisou pensar muito. Imediatamente veio a chance de treinar o segundo time do Paderborn, um clube em que fazia muito sentido ele iniciar um novo capítulo em sua vida.

O ex-volante passou pela base do Werder Bremen e atuou por 13 anos no Paderborn, antes de se aposentar com 373 jogos com a camisa da equipe, número que lhe rendeu o posto de atleta que mais vezes defendeu o clube. Entre campanhas nas terceira e segunda divisões, Krösche se aposentou como jogador no momento em que o time chegou de forma inédita à Bundesliga.

Apesar da longa ligação como atleta com o clube, seu período como técnico por lá durou só uma temporada, uma vez que em 2015 apareceu a oportunidade de ser auxiliar do seu amigo Roger Schmidt no Bayer Leverkusen.

"Foi um pouco de sorte, e muito rápido. Depois de um ano como técnico, eu fui ao Leverkusen no nível de Champions League”, afirmou em entrevista coletiva virtual em que o blog participou.

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O trabalho até contou com um terceiro lugar na Bundesliga e uma ida às oitavas de final da Champions, mas acabou encerrado durante a segunda metade da temporada 2016-17 em meio aos resultados discretos no Campeonato Alemão daquela temporada.

“Então, eu recebi a oferta do Paderborn, o meu antigo clube, para ser diretor esportivo, e decidi a assumir um novo desafio”, declarou Krösche, que ainda durante a carreira como atleta no Paderborn se formou em administração de empresas. Seu trabalho de conclusão de curso foi: “A situação financeira de jogadores profissionais após a carreira – uma pesquisa empírica com 400 jogadores”.

Como dirigente, ele engatou dois acessos e levou a equipe da terceira à primeira divisão de uma vez só entre 2017 e 2019, algo que chamou atenção do RB Leipzig, clube ao qual acabou se juntando e trabalhando nas duas últimas temporadas. E outros bons resultados vieram: semifinal de Champions em 2019-20 e vice da Bundesliga e da Copa da Alemanha em 2020-21.

Para esta temporada, Krösche deixou o Leipzig e assumiu como o homem forte do futebol do Eintracht Frankfurt. Logo no primeiro ano guiou o projeto de um time que chega à semifinal da Uefa Europa League após ter eliminado o poderoso Barcelona em pleno Camp Nou. A equipe germânica visita o West Ham em Londres pelo confronto de ida nesta quinta-feira, às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN 2 e Star+.

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Com Krösche, o Frankfurt contratou como treinador Oliver Glasner, que escolheu ir à capital financeira da Europa mesmo tendo classificado o Wolfsburg à Champions League. No elenco, a aposta em jovens se mostrou certeira para 2021-22, com os reforços dos meias Jesper Lindström e Jens Petter Hauge (ambos de 22 anos), do volante Kristijan Jakic (25 anos), do ala Ansgar Knauff (20 anos), além do atacante Rafael Santos Borré, de 26 anos, que chegou para substituir o goleador André Silva, negociado com o RB Leipzig.

O mercado sem badalação e certeiro, assim como na escolha do técnico, permitiu que o Frankfurt, mesmo sendo discreto em cenário nacional, chame muita atenção na Europa. Trata-se mais de um grande trabalho de Krösche, que já viveu muitas experiências diferentes em menos de oito anos após ter pendurado as chuteiras.

“Na minha carreira eu não tive plano, foi por coincidência. Eu sempre tentei fazer meu trabalho muito bem, com o foco apenas no hoje e não no amanhã. Acho que é um pouco o segredo do meu jeito, e no fim você precisa um pouco de sorte.”

Markus Krösche, dirigente do Eintracht Frankfurt
Markus Krösche, dirigente do Eintracht Frankfurt Eintracht Frankfurt/Reprodução

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De recorde a fim de jejum: Joaquín, aos 40 anos, escreve uma das histórias mais legais do futebol europeu em 2021-22

André Donke
André Donke

Eu amo o futebol, mas gosto ainda mais das histórias que ele proporciona e que vão além das quatro linhas. E uma destas foi contada neste sábado, quando Joaquín ergueu a taça da Copa do Rei após o Betis ter vencido o Valencia na final nos pênaltis.

O troféu encerrou um jejum de 17 anos do clube, que tinha sua última grande conquista de elite justamente a Copa do Rei de 2004-05. Desde então, o clube teve de observar seu grande rival se consolidar entre as cinco principais equipes da Espanha deste século e empilhar taças da Europa League.

Não bastasse o período de seca acompanhado do sucesso do Sevilla, o Betis amargou dois rebaixamentos nos últimos 13 anos. Quando retornou à elite pela última vez, em 2015, o clube verde e branco ganhou o reforço de um velho conhecido: Joaquín.

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O meia chegou aos 34 anos e já fora do seu auge – sua última convocação pela seleção espanhola, por exemplo. foi em 2007, tendo disputado as Copas de 2002 e 2006 e a Euro de 2004.

Depois de ter brilhado pelo próprio Betis, pelo qual foi revelado, e pelo Valencia, conuistando uma Copa do Rei com cada um dos dois times, Joaquín ainda foi quadrifinalista da Champions League com o Málaga em 2013, ficando a poucos segundos de eliminar o Borussia Dortmund e ir à semifinal, fazendo uma parceria de sucesso com o técnico Manuel Pellegrini.

No momento de retorno ao time que o revelou, nove anos após sua saída, o meia talvez não imaginasse que ainda escreveria capítulos tão grandiosos pelo Betis ou que fosse repetir uma história memorável com o treinador chileno.

Hoje com 40 anos, o veterano não tem o mesmo destaque no time comandado por Pellegrini, mas segue participando regularmente, estando presente em 32 dos 51 jogos do Betis na temporada, além de dois gols marcados (ambos na Copa do Rei). Neste sábado, ele foi ovacionado ao entrar em campo pouco antes da prorrogação e ainda converteu sua cobrança na disputa das penalidades, antes de subir as tribunas para erguer a taça.

Além disso, Joaquín tem no momento 494 jogos pelo Betis, tendo ultrapassado José Ramón Esnaola (460) na reta final da temporada passada como recordista na história do clube. Além disso, ele é o segundo que mais vezes jogou em LaLiga com um total de 596 partidas, ficando atrás apenas de Andoni Zubizarreta (622). Mas vai saber se este recorde também será quebrado, afinal, o próprio jogador deixou nesta semana o seu futuro em aberto.

De qualquer forma, o retorno de Joaquín, os recordes, a longevidade e os títulos conquistados em um intervalo de 17 anos fazem desta história uma das mais legais que o futebol europeu viu em 2021-22. A imagem dele erguendo a taça nas tribunas do estádio La Cartuuja fica como a grande recordação desta Copa do Rei. 

Joaquin levantando o troféu de campeão da Copa do Rei pelo Real Betis
Joaquin levantando o troféu de campeão da Copa do Rei pelo Real Betis CRISTINA QUICLER/AFP via Getty Images

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PSG: o melancólico recordista campeão da França

André Donke
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O Paris Saint-Germain conquistou seu décimo título do Campeonato Francês e se igualou a Saint-Étienne e Olympique de Marselha como maio vencedor da história (se for considerada apenas a era profissional, o Marselha fica atrás, com nove). 

O troféu foi confirmado matematicamente neste sábado, com quatro partidas de antecedência depois que empatou por 1 a 1 com o Lens no Parque dos Príncipes, sendo que sofreu um gol quando tinha um atleta a mais em campo.

Apesar do emblemático título para a história do futebol local, o PSG não deixa de ter uma temporada bem abaixo do esperado, para não dizer decepcionante.

Virar o maior campeão nacional era uma questão de tempo para um clube que há uma década estabeleceu um abismo financeiro de disputa para seus rivais. É claro que os parisienses alcançaram um feito memorável, mas esperado. E poderia já ter vindo no ano passado, caso não tivesse deixado a taça escapar para o Lille, que conseguiu o feito mesmo superando adversidades financeiras.

Neste contexto, a missão do PSG vai muito além do dever de casa, e este nem foi tão bem feito assim, uma vez que o time foi eliminado nas oitavas de final da Copa da França para o Nice treinado por Christopher Galtier, justamente o treinador que levou o Lille à glória na Ligue 1 em 2020-21.

Na Champions, caiu nas oitavas por um descuido tremando em um duelo em que foi superior ao Real Madrid na maior parte do tempo. O problema, na verdade, não está nem na eliminação precoce em si, uma vez que teve o azar de cruzar com o Real Madrid nas oitavas e nem pode ser tão responsabilizado por ter sido só o segundo da chave (vamos lembrar que o Manchester City foi o líder).

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O problema está no estágio coletivo de uma equipe que retrocedeu desde que foi finalista da Champions em 2019-20, fazendo um jogo equilibrado diante de um Bayern de Munique que era o melhor time do mundo naquele momento.

Desde que iniciou o seu domínio na liga em 2012-13, o PSG teve sua defesa mais vazada em 2014-15 com 36 gols, um a mais do que levou em 2018-19. Na campanha atual, registra o terceiro pior desempenho com 31 gols sofridos, restando ainda cinco partidas por fazer.

Esse número não é uma coincidência, é um reflexo de um time que não exerce tanta pressão sem a bola e que ainda está muito distante de encantar ou convencer em campo. O projeto é hoje bem mais uma reunião de craques do que um supertime, que são os casos de Manchester City e Liverpool na atualidade.

Não há uma identidade clara de como esse time joga em meio à tanta badalação, e muitas questões fica, em aberto. Mauricio Pochettino ainda não encontrou a forma de Lionel Messi e Neymar funcionarem juntos da melhor forma, não há uma definição do goleiro titular e não há uma identidade clara de como essa equipe atua.

Além disso, os grandes reforços para essa temporada não renderam o esperado também individualmente. Gianluigi Donnarumma alternou o tempo todo com Keylor Navas (e me parece um problema essa ideia) e tem na falha contra o Real Madrid sua principal marca da primeira temporada com a camisa do PSG; Sergio Ramos jogou só dez vezes, sendo cinco como titular e nenhuma na Champions; Georginio Wijnaldum mal se estabeleceu como titular.

Já Lionel Messi sofreu com questões físicas, menos que Ramos, e não conseguiu brilhar nos grandes jogos de uma forma geral. No momento, são nove gols marcados, sua pior marca desde 2005-06, quando a ainda promessa de 18 para 19 anos marcou oito  vezes. De 2008-09 em diante, ele nunca balançou as redes menos do que 31 vezes por temporada.

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O problema não é o PSG ser ‘só’ o campeão francês ou ter simplesmente caído nas oitavas de final da Champions, mas sim ver como coletivamente esse time está muito atrás dos seus principais concorrentes na Europa. Boas campanhas são consequência de um trabalho com ideais claras e continuidade, coisas que estão faltando pelos lados de Paris. 

Aliás, falta sintonia até com as arquibancadas, uma vez que a partida contra o Lens foi marcada por protestos da torcida, como vaias no fim do primeiro tempo. Após o apito final, a celebração dos atletas no gramado foi um tanto discreta, bem mais do que o Bayern de Munique, por exemplo. Os bávaros também foram campeões nacionais neste sábado em uma temporada em que 'só' ganharam sua liga nacional, mas que gera um sentimento interno e externo bem diferente dos parisienses.

PSG foi campeão francês em 2021-22 com seu trio badalado formado por Messi, Neymar e Mbappé
PSG foi campeão francês em 2021-22 com seu trio badalado formado por Messi, Neymar e Mbappé FRANCK FIFE/AFP via Getty Images
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PSG: o melancólico recordista campeão da França

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Técnico que eliminou o Barcelona estava na 2ª divisão austríaca há 5 anos e trocou a Champions pela Europa League

André Donke
André Donke

Aos 47 anos, Oliver Glasner não é tão novo para um técnico de futebol, mas ainda assim não deixa de ser uma das revelações recentes entre os treinadores da Europa. Afinal, o técnico que acaba de eliminar o Barcelona de uma quartas de final de Uefa Europa League com uma vitoria no Camp Nou estava há cinco anos na segunda divisão austríaca.

Glasner assumiu em 2015 nas funções de diretor esportivo e técnico do LASK Linz, um clube que foi parar na terceira divisão austríaca em 2012 por problemas financeiros. Quando o técnico chegou, o time estava no segundo escalão, e ele o guiou à elite em 2016-17 com o título da competição.

Já em 2017-18, em sua primeira Bundesliga desde a volta ao topo, o clube conseguiu um quarto lugar, seu melhor desempenho na elite desde 1986-87, e que rendeu uma vaga nas fases preliminares da Europa League. Em 2018-19, o LASK foi vice-campeão, igualando o seu feito de 1961-62 e tendo o melhor desempenho desde o primeiro e único título em 1965.

Oliver Glasner se joga no gramado do Camp Nou para comemorar classificação do Eintracht Frankfurt
Oliver Glasner se joga no gramado do Camp Nou para comemorar classificação do Eintracht Frankfurt Eric Alonso/Getty Images

O grande trabalho de Glasner chamou atenção do Wolfsburg, que o contratou no meio de 2019. Depois de um sétimo lugar na primeira temporada, o que rendeu uma classificação à Europa League, o treinador austríaco levou o Wolfsburg à quarta colocação na Bundesliga 2020-21, classificando os Lobos à sua terceira participação na Champions League na história, a primeira em seis anos.

Apesar da oportunidade de participar da fase de grupos da principal competição da Europa pela primeira vez, Glasner trocou o Wolfsburg pelo Eintracht Frankfurt, que terminou o Campeonato Alemão passada um ponto e uma posição atrás. Assim, o austríaco foi 'rebaixado' à Europa League, competição em que viria escrever mais um capítulo brilhante em sua trajetória.

O Frankfurt jogou bem demais os dois confrontos contra o Barcelona e mereceu a classificação em 180 minutos. Ainda que faça uma campanha mediana na Bundesliga (nona colocação, cinco pontos atrás da zona de classificação a competições europeias), o clube confirma seu histórico recente de grandes desempenhos em mata-mata, tendo sido campeão da Copa da Alemanha em 2017-18 e vice em 2016-17, além de semifinalista também da Europa League em 2018-19 (foi eliminado pelo Chelsea apenas nos pênaltis).

Se o Frankfurt tem chamado atenção em solo nacional e continental nos últimos anos, o mesmo pode se dizer de seu técnico.

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Mais taças que Vieira, mais toques que Lampard e mais jogos que Solskjaer; os números que ilustram a grandeza de Fernandinho na Premier League

André Donke
André Donke

Dono da maior trajetória de um brasileiro na história da Premier League, Fernandinho anunciou sua saída do futebol inglês ao fim da temporada. Em nove anos, o brasileiro encantou Pep Guardiola e foi um pilar na consolidação do Manchester City como um grande do futebol inglês e europeu.

Alguns números registrados em sua trajetória ajudam a ilustrar e a dimensionar a grandeza de Fernandinho na história da Premier League.

O volante de 36 anos (completa 37 no começo de maio) levantou quatro taças do Campeonato Inglês, sempre sendo uma peça importante (das 38 rodadas nas conquistas de 2013-14, 2017-18 e 2018-19, ele foi titular em 29, 33 e 27 vezes, respectivamente).

Somente em 2020-21 o meio-campista jogou com menor frequência, tendo atuado em metade das rodadas e sendo titular 12 vezes. De qualquer forma, contribuiu muito também fora de campo com sua liderança e inclusive se transformou na temporada passada no primeiro capitão brasileiro a erguer a taça da Premier League.

Fernandinho já faturou a Premier League quatro vezes na carreira
Fernandinho já faturou a Premier League quatro vezes na carreira Getty Images

De quebra, Fernandinho deixa o futebol inglês com mais títulos nacionais do que nomes consagrados no país, como Frank Lampard, Cristiano Ronaldo, Patrick Vieira, Dennis Bergkamp e Teddy Sheringham, com três troféus cada.

No momento, o volante está empatado com Anderson, ex-Manchester United, como brasileiro com mais taças na história da Premier League - embora o jogador formado pelo Grêmio esteve longe de ter tido o mesmo impacto em suas conquistas do que Fernandinho. Outros nomes com essa quantidade de títulos são David Silva, Didier Drogba e Edwin Van der Sar.

Caso o City termine como o campeão desta temporada, o seu futuro ex-jogador irá se juntar a outra lenda do clube com uma mão cheia de medalhas de ouro: Sergio Agüero. Outros com a mesma quantidade de honrarias no campeonato são Peter Schmeichel, John Terry e Wayne Rooney.

Guardiola se surpreende com anúncio da saída de Fernandinho do Manchester City: 'Vou falar com ele'


Além das taças em si, o volante escreveu sua história também pela presença que teve na competição. Com 13 atuações até o momento nesta edição, ele chegou a um total de 258 na história, o que o deixa como o 239º atleta que mais vezes esteve em campo no campeonato, empatado com Thierry Henry. Tony Adams (255), Didier Drogba (254), Freddie Ljungberg (241), Ole Guunar Solskjaer (235), Yaya Touré (230) e Carlos Tevez (202) são algumas das figuras icônicas que ficaram para trás.

Nos minutos em campo, o camisa 25 é o brasileiro isolado na liderança com 19.820. Os que mais se aproximam são David Luiz (17.836), Gomes (17.342) e Lucas Leiva (17.328).

Por fim, Fernandinho ocupa a 20ª colocação geral entre os atletas que mais tocaram na bola na história da competição, com 19.508, à frente de nomes conhecidos como Yaya Touré (18.373), Mikel Arteta (18.130), Frank Lampard (17.740) e Vincent Kompany (17.448).

Vale lembrar que ele ainda pode terminar como o capitão do primeiro título da Champions na história do City. Para seguir com esse sonho adiante, a equipe de Manchester precisa eliminar o Atlético de Madrid na Espanha nesta quarta-feira pelas quartas de final. Os ingleses venceram o jogo de ida por 1 a 0.

*Todas as estatísticas mencionadas no texto são do site oficial da Premier League

Fim de uma era no Manchester City: relembre todos os gols de Fernandinho na Premier League

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Infiltra e marca! De Bruyne nunca fez tantos gols dentro da área como na temporada atual

André Donke
André Donke

Não é qualquer novidade que Kevin de Bruyne seja um dos protagonistas do Manchester City. Desde 2015 no clube, o meia empilhou títulos e conquistas individuais, como três taças da Premier League e o prêmio de melhor jogador da competição nas duas últimas temporadas.

No entanto, a atual campanha tem mostrado um aspecto positivo que não era tão recorrente para o meia de 30 anos: os gols em finalizações dentro da área.

Com mais oito rodadas por disputar nesta edição do campeonato, De Bruyne já tem sete gols assim (sem incluir pênaltis). Ele desempatou com sua melhor marca até então no quesito (seis gols em 2019-20) ao abrir o placar no fim de semana passado contra o Burnley.

Se for considerado a média de gols dentro da área a cada 90 minutos na Premier League, o camisa 17 tem um número de 0,39, o que representa quase o dobro do 0,22 de 2015-16, sua melhor marca nas sete edições de Premier League que disputou com o City.

De Bruyne nunca fez tantos gols dentro da área na Premier League como agora


Na média de chutes dentro da área, o belga também vive o índice mais alto em 2021-22, com 1,67 finalizações a cada 90 minutos, superando o 1,57 da temporada passada, seu maior desde que chegou no clube.

Já na Champions, foi dessa forma que De Bruyne marcou o gol da difícil vitória sobre o Atlético de Madrid por 1 a 0 na terça-feira. Até então, ele não havia marcado com a bola rolando dentro da área nesta edição da competição. Com mais um gol assim ele igualará os dois que fez em 2015-16.

No quesito finalizações dentro da área, são sete na Champions, igualando 2015-16 e ficando atrás apenas das nove realizadas na campanha passada.

Enquanto a negociação frustrada com Harry Kane ficou no passado e Erling Haaland parece ser a bola da vez no futuro como novo centroavante do time, Pep Guardiola vai jogando com um time mais móvel, sem um homem de área.  Isso não significa que falte alternativas para atacar e marcar, uma vez que os Citizens somam 114 gols em 46 jogos na temporada. A infiltração de De Bruyne é, sem dúvida, uma delas.

Kevin De Bruyne comemora após marcar pelo Manchester City
Kevin De Bruyne comemora após marcar pelo Manchester City Getty Images

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'Final' da Premier League! Os números e estatísticas por trás de City x Liverpool na era Guardiola x Klopp

André Donke
André Donke

Ainda que seja só a segunda vez que Manchester City e Liverpool disputam ponto a ponto o título da Premier League desde a chegada de Pep Guardiola e Jurgen Klopp, isso não muda o fato de que as duas equipes têm sido dominantes na Inglaterra e integram o mais alto do nível do futebol no período.

Em meio a este contexto, o duelo deste domingo no Etihad Stadium às 12h30 (de Brasília), com transmissão da ESPN e Star+, representa o ápice da rivalidade dos dois times, uma vez que pode decidir uma Premier League já na reta final. Vale lembrar que as duas equipes ainda se enfrentam na semifinal da FA Cup e podem se cruzar na decisão da Uefa Champions League.

Com isso, o blog listou estatísticas das 14 vezes em que City e Liverpool se enfrentaram desde a temporada 2016-17, quando Guardiola chegou ao time de Manchester – Klopp foi aos Reds em outubro de 2015.

Até o momento, o City de Guardiola e o Liverpool de Klopp se enfrentaram em 14 oportunidades (11 pela Premier League, duas pelas quartas de final da Champions League 2017-18 e uma pela Supercopa da Inglaterra 2019).

O alemão leva a melhor com cinco vitórias, e o espanhol ganhou quatro vezes - ainda houve quatro empates. Além disso, pesa a favor de Klopp o fato de ter conseguido a classificação à semifinal da Champions em 2017-18. Por outro lado, o catalão faturou a Supercopa da Inglaterra de 2019 nos pênaltis na única decisão entre ambos até o momento.

Mohamed Salah conhece o caminho do gol contra o Manchester City; assista


Veja abaixo alguns dados de City x Liverpool sob os comandos de seus atuais técnicos:

O artilheiro e o garçom: Mohamed Salah tem 7 gols e é isoladamente o artilheiro do clássico no período a partir de 2016-17. Os que mais se aproximam são Leroy Sané, Sadio Mané e Gabriel Jesus, com 4 gols cada. Quando o assunto é passes, Kevin de Bruyne lidera as assistências com 5, ficando à frente de Salah (3).

Jogou todas: Roberto Firmino é o único que jogou todos os 14 confrontos neste intervalo, mas vale destacar que Georginio Wijnaldum atuou nos 13 duelos que teve contra o Mancheaster City como jogador do Liverpool, mas obviamente não esteve no confronto do primeiro turno desta Premier League, uma vez que já tinha se transferido ao PSG. Mais dois nomes somam 13 atuações no jogo: Sadio Mané e Raheem Sterling.

Posse de bola: Na média das 14 partidas, o City, como era de se imaginar, ficou mais tempo com a bola: 55,5%. O time de Manchester acertou 84,5% dos seus passes, um índice superior aos 80,1% dos Reds.

Finalizações e gols: É um quesito que fica dividido, uma vez que o City tem mais finalizações (159 a 133), mas o Liverpool finalizou mais vezes no alvo (57 a 50). O time de Guardiola, porém, foi mais vezes às redes do adversário com 25 a 20 no placar agregado.

Jurgen Klopp e Pep Guardiola
Jurgen Klopp e Pep Guardiola Laurence Griffiths/Getty Images

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Não há ninguém melhor que Benzema em 21-22 (até o momento)

André Donke
André Donke

Se a Bola de Ouro/The Best fosse por pontos corridos, Karim Benzema estaria hoje na liderança.

A regularidade do francês e as grandes atuações em jogos decisivos da Champíons League me fazem ver o francês liderando NESTE MOMENTO a disputa para melhor jogador do mundo neste ano. A ressalva de que tal opinião se refere exclusivamente até o dia 6 de abril de 2022 é importante considerando o fato de que ainda não chegamos no momento de definições dos principais títulos da temporada. Sem mencionar que este é também um ano de Copa do Mundo.

Feito este adendo, parto para minha argumentação a respeito de Benzema.

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São 37 gols em 36 jogos na temporada, sendo o artilheiro de LaLiga com 24 bolas nas redes, igualando seu melhor desempenho na história na competição, registrado em 2015-16 - vale lembrar que ainda restam oito rodadas para o fim da edição atual.

Além disso, o camisa 9 do Real Madrid já igualou a melhor marca pessoal de assistências no campeonato, com 11 (mesma quantodade que distribuiu em 2012-13) e já criou 50 chances de gol, ficando atrás das suas 59 de 2019-20 e 65 em 2013-14.

Já na Champions, Benzema chegou a 11 gols em 2021-22 ao anotar um hat-trick na vitória por 3 a 1 do Real sobre o Chelsea nesta quarta-feira em pleno Stamford Bridge. Ele nunca havia passado de sete gols em uma edição do torneio e é o primeiro francês a chegar em dois dígitos na competição desde Just Fontaine em 1958-59.

Vale destacar que destes 11 gols mais da metade veio no mata-mata, sendo três em Londres e outros três no jogo passado, quando o Real conseguiu uma impressionante virada para cima do PSG.

Aos 34 anos, Benzema é o protagonista do Real no período pós-Cristiano Ronaldo, mas sem deixar de continuar apresentando as virtudes que já tinha como coadjuvante do time que com ele foi quatro vezes campeão europeu em cinco anos.  Sua presença ainda beneficiou o talento de Vinicius Jr., com quem faz uma excelente dupla em 2021-22. O francês contrói, define e potencializa quem joga ao seu lado, algo que é visto já há um bom tempo, mas que fica cada vez mais evidente.

O camisa 9 melhora a cada dia e chega com uma regularidade impressionante nesta temporada (são 50 participações diretas em gol em 36 jogos, com 37 bolas nas redes e 13 assistências), além de ter sido o grande nome da equipe merengue nas grandiosas noites de Champions. 

Detalhe: o francês é neste momento artilheiro e garçom de LaLiga com 24 gols (ninguém passa de 14) e mais 11 assistências e ainda está um gol atrás de Robert Lewandowski na liderança da artilharia da Champions. Por falar no polonês, ele segue em um nível absurdo de 45 gols em 39 jogos, mas ainda vejo atuações mais grandiosas do centroavante do Real nesta temporada (os dois últimos jogos da competição europeia, para ser mais direto) e sendo mais importante na construção de jogadas em sua equipe.

Até o momento, a temporada de Benzema é digna de melhor do mundo. 

Benzema comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Chelsea
Benzema comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Chelsea EFE/EPA/NEIL HALL

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Não há ninguém melhor que Benzema em 21-22 (até o momento)

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Copa do Mundo: Brasil tem grupo mais difícil que o de 2018; saiba por que e veja o que mudou em Suíça e Sérvia desde então

André Donke
André Donke

O grupo que o Brasil precisará superar na busca pelo sexto título mundial ficou muito parecido com o que encarou na Rússia, quando as bolinhas colocaram Suíça e Sérvia em seu caminho na Copa do Mundo, duas equipes que evoluíram nos últimos quatro anos. Na única presença diferente, Camarões de 2022 não vive seus melhores dias (assim como a Costa Rica de 2018), mas tem alguns jogadores mais talentosos e vem de uma classificação heroica. De qualquer forma, a seleção brasileira é bem favorita a terminar na liderança da chave.

Desde que arrancou pontos do Brasil em 2018, a Suíça cresceu e ganhou ainda mais ‘casca’ em jogos grandes. Seminifinalista da primeira edição da Uefa Nations League em 2018-19, a seleção fez uma excelente Eurocopa, eliminando a favorita França nas oitavas e fazendo um jogo duríssimo contra a Espanha, que só passou pelas quartas nas penalidades.

Recentemente, os suíços foram líderes de sua chave nas eliminatórias, mandando a Itália para a repescagem e sem perder nos dois confrontos diretos diante dos atuais campeões europeus (dois empates).

Além disso, os últimos anos mostraram que a seleção deixou de ter apenas uma defesa muito forte e tem tido repertório. Um exemplo disso é que na soma dos dois duelos com os italianos, os suíços finalizaram um total de 18 vezes, três a menos do que seu rival. Inclusive concluíram mais vezes no alvo (9 a 7).

Ainda que individualmente não existam nomes que chamem mais atenção em relação ao time de quatro anos atrás, trata-se de uma equipe que se mostrou forte coletivamente mesmo depois de ter ficado no 1 a 1 com o Brasil em solo russo.

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Já no caso da Sérvia, o perigo se dá também pelo crescimento individual de algumas peças, duas em específico.

Dusan Tadic trocou o Southampton pelo Ajax justamente no meio de 2018, época em que ocorreu a Copa na Rússia. Desde então, ele virou um dos protagonistas do time holandês que foi semifinalista de Champions em 2018-19 e inclusive teve uma atuação monumental na goleada sobre o Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu, e acabou como 20º melhor do mundo na eleição da Bola de Ouro de 2019.

Sua regularidade segue assustadora no Ajax, uma vez que registra 63 gols e 59 assistências em 120 jogos no Campeonato Holandês desde que foi para o clube de Amsterdã. Pela seleção, ele fez gol e deu assistência na emblemática vitória em Portugal que colocou sua seleção na Copa e mandou Cristiano Ronaldo e cia. para a repescagem.

Já Dusan Vlahovic estava trocando o Partizan Belgrado pela Fiorentina em 2018 e só estrearia pela seleção sérvia mais de dois anos depois. Porém, seu progresso foi muito rápido e, hoje, ele é um dos principais nomes da Juventus, sendo o artilheiro da atual edição do Campeonato Italiano com 21 gols ao lado de Ciro Immobile.

O setor ofensivo ainda conta com Filip Kostic, um talentoso ala/meia/ponta esquerda, com enorme capacidade técnica, que há três anos brilha na Bundesliga com a camisa do Eintracht Frankfurt. 

Ah, e não se pode esquecer de Aleksandar Mitrovic, um centroavante mais rústico que é o maior artilheiro da história da seleção sérvia e vive uma temporada surreal com 35 gols no mesmo número de jogos na Championship (a segunda divisão da Inglaterra) pelo Fulham; ninguém passa de 23 gols na competição.

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Na única mudança entre o grupo E da Copa de 2018 para a chave G do Mundial de 2022 está a entrada de Camarões na vaga da Costa Rica. Os africanos estão longe de ter sua melhor geração, mas são o país que mais vezes representou o continente no torneio – vai para sua oitava participação, duas a mais do que Tunísia, Marrocos e Nigéria.

Vindo de um terceiro lugar na Copa Africana de Nações, Camarões deixou Costa do Marfim pelo caminho nas eliminatórias e depois superou nos playoffs de forma dramática a Argélia, do ótimo Mahrez, do Manchester City,  e uma das principais do continente. Seu elenco ainda conta com alguns nomes interessantes, como o volante André Zambo Anguissa (Napoli), o atacante Karl Toko Ekambi, que tem 13 gols pelo Lyon na temporada e definiu nos acréscimos da prorrogação a classificação ao Mundial, assim como o zagueiro Joel Matip, do Liverpool, e o goleiro André Onana, de saída do Ajax e ligado à Inter de Milão. 

Apresentação da Suíça durante sorteio dos grupos da Copa do Mundo 2022
Apresentação da Suíça durante sorteio dos grupos da Copa do Mundo 2022 EFE/EPA/LAURENT GILLIERON

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