Após superar PSG e ser campeão com o Lille, técnico luta por feito inédito: colocar Nice na fase de grupos da Champions

André Donke
André Donke

Enquanto os holofotes na França estão todos no badalado PSG, Cristophe Galtier constrói dois dos trabalhos mais expressivos do futebol europeu nesta e na última temporada. Após ter feito o Lille superar o Paris Saint-Germain e dar ao clube o seu quarto título na história da Ligue 1 (em meio a uma realidade financeira turbulenta), ele agora vai conduzindo outra história memorável com o Nice.

Atualmente, sua equipe é a segunda colocada do Campeonato Francês com os mesmos 36 pontos do Olympique de Marselha, que tem um jogo a menos. Ainda que seja impensável em superar os parisienses pelo segundo ano seguido – o time de Messi, Neymar e Mbappé tem 11 pontos a mais -, o técnico e a torcida do Nice certamente ficariam muito felizes com um eventual vice-campeonato. Afinal, o clube não consegue tal posição desde 1975-76.

Além disso, um segundo lugar representaria uma classificação inédita à fase de grupos da Uefa Champions League – em sua única participação no torneio iniciado em 1992-93, o time caiu nos playoffs para o Napoli em 2017-18. Anteriormente, na antiga Copa Europeia, o Nice foi quadrifinalista em 1956-57 e 1959-60, sendo eliminado ambas as vezes para o Real Madrid.

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Uma das chaves do outro bom trabalho de Galtier mais uma vez está na defesa. Se o seu Lille foi campeão com apenas 23 gols sofridos – cinco a menos do que o PSG, o segundo melhor no quesito -, com o Nice tem sido a mesma coisa. Afinal, são apenas 17 gols levados em 20 jogos, ficando atrás apenas dos 15 gols sofridos pelo Olympique de Marselha em 19 partidas disputas. O líder PSG foi vazado 18 vezes.

A dupla de zaga é formado por Dante, ex-Bayern de Munqiue, e Jean-Clair Todibo, ex-Barcelona. O brasileiro de 38 anos é o capitão e defende o time desde 2016, enquanto que o francês de 22 anos se afirmou no clube após ter feito apenas cinco partidas pelos catalães e ter rodado por Schalke 04, Benfica e o próprio Nice por empréstimo, antes de se transferir em definitivo para o seu atual clube.

Ofensivamente, o atacante Amine Gouiri tem se destacado. Contratado junto ao Lyon no meio de 2020, o jogador de 21 já tinha brilhado ao somar 12 gols e sete assistências na campanha passada, na qual o Nice foi nono colocado com 52 pontos - 16 a mais do que tem na edição atual, com mais 18 rodadas por disputar.

Na Ligue 1 21-22, Gouri é o quarto principal artilheiro com nove gols (três a menos do que o líder Jonathan David, do Lille), além de ter distribuído cinco assistências, sendo o primeiro colocado do time ficando três atrás dos líderes no quesito no campeonato. Ele ainda desponta como o nome do Nice com mais chances criadas na competição: 33.

Na sequência da luta pelo vice-campeonato, o Nice abre a 21ª rodada da Ligue 1 ao receber o Nantes, às 17h (de Brasília) desta sexta-feira. O jogo tem transmissão do Fox Sports e Star+.

Christophe Galtier e Mario Lemina comemoram vitória do Nice sobre o Lyon
Christophe Galtier e Mario Lemina comemoram vitória do Nice sobre o Lyon John Berry/Getty Images

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Ward Prowse é o melhor batedor de falta do mundo? Os números por trás do elogio de Guardiola

André Donke
André Donke

“É o melhor cobrador de faltas que eu já vi, o melhor que há no mundo. Não há melhor cobrador de faltas que Ward-Prowse. E, por esse motivo, talvez nos esqueçamos da qualidade que tem como jogador, que também tem uma qualidade especial."

A declaração de Pep Guardiola antes do empate do Manchester City por 1 a 1 com o Southampton de James Ward Prowse causou surpresa. Afinal, são tantos nomes icônicos na arte de bater falta que Guardiola já viu e continua vendo.

Neste contexto, o blog traz alguns números a respeito da qualidade do meio-campista inglês nas bolas paradas, sem entrar no mérito de discordar ou concordar com a declaração de Guardiola.

Ward Prowse cobra falta contra o Manchester City
Ward Prowse cobra falta contra o Manchester City Clive Brunskill/Getty Images

Ao somar todos os dados desde a temporada 2012-13, quando o atleta estreou na Premier League (nove temporadas mais a atual) , Ward Prowse fez 12 gols de cobrança de falta direta, quatro a mais do que qualquer outro nome, sendo Juan Mata e Christian Eriksen os que mais se aproximam.

Na história da Premier League, apenas David Beckham (com 18 gols de falta) está à frente dele.   Como o meio-campista do Southampton tem apenas 27 anos de idade, é bem possível que ele estabeleça o recorde no quesito na história da competição iniciada em 1992-93.

Porém, ao se comparar o desempenho dos cobradores de falta nas cinco principais ligas da Europa desde 2012-13, Ward Prowse aparece na quarta colocação empatado com Dani Parejo e Cristiano Ronaldo. À frente dele estão Hakan Calhanoglu (14), Miralem Pjanic (15) e Lionel Messi, que registra 33 gols, quase o triplo do meio-campista do Southampton.

Vale destacar que dos três nomes com mais gols de falta que Ward Prowse, todos tiveram mais situações de falta direta. Lionel Messi cobrou 256; Calhanoglu, 101; já Pjanic cobrou 78 faltas, duas a mais do que as 76 do inglês.

E aí, fã do esporte? Guardiola se empolgou demais no elogio, trouxe uma boa discussão ou no fim tem razão? 

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Média de gols melhor que o City! Fulham e seu artilheiro se aproximam de recordes na Inglaterra

André Donke
André Donke

Em oito dias...19 gols!

Depois de ter vencido o Reading por 7 a 0 pela Championship, fora de casa, na última terça-feira, o Fulham superou o Bristol City por 6 a 2 no sábado e repetiu o placar nesta terça diante do Birmingham.

Dessa forma, o time treinado pelo português Marco Silva não só tomou a liderança do Bournemouth como também abriu cinco pontos de vantagem. Com mais 16 partidas até o fim da competição, é muito cedo para falar que os londrinos irão retornar à Premier League. Porém, há uma boa possibilidade de isso acontecer, assim como  a quebra de dois recordes.

O Fulham registra 70 gols marcados em 26 partidas disputadas, o que dá uma média de 2,7 por jogo, superior ao que o Manchester City tem na elite (2,5). Ao se comparar o ataque da equipe com os dos integrantes das cinco principais ligas europeias, ele só fica atrás da média do Bayern na Bundesliga: 3,2 gols/jogo.

Fulham já fez 70 gols em 26 jogos disputados na Championship
Fulham já fez 70 gols em 26 jogos disputados na Championship Clive Rose/Getty Images

Os números absurdos dos Cottagers fazem com que seja considerável a chance de estabelecer o melhor ataque em uma edição da Championship. Até o momento, o melhor registro da liga a partir de 2004-05, quando ganhou o nome atual, são os 99 gols do Reading em 2005-06. Na ocasião, o time registrou também a melhor pontuação: 106.

Se mantiver sua média, o Fulham terminará a liga com 113 gols. Não é fácil, mas é bem possível pelo que o time tem apresentado. E o que é ainda mais possível de acontecer envolve um recorde individual. Aleksandar Mitrovic já fez absurdos 27 gols, ficando a quatro de Ivan Toney, que registrou na campanha passada pelo Brentford a melhor marca de um artilheiro em uma única edição. O sérvio, que passou em branco nesta terça, ainda registra sete assistências. São 34 participações diretas em gol em 25 partidas disputadas.

 Vale lembrar que Mitrovic já foi o artilheiro da Championship 19-20 com os mesmos 26 gols de Ollie Watkins e que ele vive uma temporada surreal também por sua seleção. O atacante de 27 anos fez o gol da vitória por 2 a 1 diante de Portugal em novembro, resultado que classificou a Sérvia à Copa do Mundo de 2022 e mandou a equipe de Cristiano Ronaldo para a repescagem.

Agora, a próxima missão na busca do Fulham pelo acesso e os recordes será no sábado, quando visitará o Stoke City às 12h (de Brasília).

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Lewandowski: o melhor centroavante não-brasileiro do século 21

André Donke
André Donke

Robert Lewandowski foi eleito o melhor jogador do mundo na premiação da Fifa pela segunda vez consecutiva. Mesmo só com 33 anos e com ainda mais um bom período de carreira pela frente, até pelo histórico de poucas lesões, já vejo o polonês como melhor centroavante não-brasileiro deste século.

O prêmio 'The Best' veio dias depois de o camisa 9 do Bayern de Munique ter anotado um hat-trick no 4 a 0 sobre o Colônia e ter alcançado a marca de 300 gols na Bundesliga. Somente Gerd Müller tem mais (365).

Em sua 12ª temporada no Campeonato Alemão, o atacante anotou pelos menos 20 gols em dez edições – foram ‘só’ 17 gols em 2014-15, e ele foi às redes oito vezes em sua temporada de estreia na competição, em 2010-11, quando começou como reserva e acabou ganhando o espaço de Lucas Barrios no Borussia Dortmund que foi campeão e encerrou um jejum de nove anos.

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Na Champions, Lewandowski tem 82 gols e fica atrás apenas de Cristiano Ronaldo (140) e Lionel Messi (125) na artilharia histórica. Para efeito comparativo, são seis gols de diferença para Karim Benzema, 32 a mais do que Thierry Henry e 34 acima de Zlatan Ibrahimovic.

As marcas expressivas do polonês chamam atenção pela incrível regularidade dele há mais de uma década e o excelente nível físico. Dentro do gramado, embora seja um goleador nato, se mostrou ao longo dos anos um atacante com muito recurso fora da área e que também é coletivo - com 53 assistências, ele é o sétimo maior garçom da Bundesliga desde que chegou ao campeonato. 

Thierry Henry chegou a um nível absurdo, sobretudo no Arsenal campeão invicto na Premier League, Karim Benzema já construiu uma história imensa no Real Madrid e ainda não tinha vivido o seu auge individual (o que acontece neste momento), e há também atletas como Andriy Shevchenko, Didier Drogba, Samuel Eto’o...

Apesar de tantos nomes espetaculares, eu me prendo muito na regularidade de Lewandowski.  O artilheiro cresceu muito rapidamente no Borussia Dortmund de Jurgen Klopp e sempre mostrou um enorme profissionalismo – por exemplo: em sua última temporada como aurinegro, quando já se sabia de sua ida ao Bayern, terminou como artilheiro da Bundesliga. 

Ganhar o prêmio de melhor do mundo duas vezes seguidas sendo contemporâneo de Messi e Cristiano Ronaldo é um feito sem precedentes e que ajuda a dimensionar o tamanho de Lewandowski na história do futebol, ainda mais pelo fato de ele nunca ter atuado nas duas ligas mais badaladas do mundo (espanhola e inglesa).  O auge dele está sendo nas duas últimas temporadas, mas já são mais de dez anos jogando muita bola.

Robert Lewandowski conquistou o 'The Best' pela segunda vez consecutiva
Robert Lewandowski conquistou o 'The Best' pela segunda vez consecutiva Joosep Martinson/Getty Images

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Lewandowski: o melhor centroavante não-brasileiro do século 21

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'O futebol alemão oferece muitas coisas aos atacantes': Borré e o seu início na Bundesliga de Lewandowski e Haaland

André Donke
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O ano de 2022 é repleto de expectativas na vida profissional de Rafael Santos Borré. Sonhando em disputar sua primeira Copa do Mundo, o atacante vive um bom momento com o Eintracht Frankfurt, que foi líder no seu grupo na Liga Europa e briga nas primeiras posições da Bundesliga, sonhando com uma vaga à próxima Champions League.

Contratado nesta temporada, o colombiano esteve em campo em todos os primeiros 24 jogos do Frankfurt na temporada, sendo titular 22 vezes. São cinco gols e quatro assistências, o que o faz ser o artilheiro do time e o segundo garçom, atrás apenas de Filip Kostic (oito assistências).

Assim, Borré vai escrevendo um novo capítulo no futebol europeu, onde já tinha jogado pelo Villarreal em 2016-17, somando 30 jogos (12 como titular), quatro gols e duas assistências. Sem brilhar, foi ao River Plate e decolou, conquistando a Libertadores de 2018 como titular.

“Minha passagem pela Argentina me deu maturidade e uma boa experiência”, afirmou o jogador de 26 anos em entrevista coletiva virtual. “Creio que foi um passo totalmente diferente quando cheguei. Há cinco anos quando cheguei ao Villarreal eu era muito jovem, me faltava muita experiência”.

Rafael Santos Borré está em sua primeira temporada no Eintracht Frankfurt
Rafael Santos Borré está em sua primeira temporada no Eintracht Frankfurt Daniel Karmann/picture alliance via Gett

Com maior bagagem na carreira, Borré agora vive um período de ascensão no Frankfurt. Enquanto o time não teve problemas na Liga Europa sendo líder da chave que contava com Olympiacos, Fenerbahce e Royal Antwerp, na Bundesliga a situação foi mais complicada. Depois de apenas uma vitória nas dez primeiras rodadas (justamente contra o poderoso Bayern de Munique), a equipe venceu seis das sete partidas seguintes, encerrando a primeira metade da competição na sexta posição com 27 pontos, dois a menos do que o terceiro colocado Freiburg.

“Sabíamos que éramos muitos jogadores novos no elenco e que ia ser complicado, porque fomos nos adaptando e nos conhecendo. Sabíamos as diferentes culturas e os diferentes clubes de onde cada um vem, cada um tem sua forma de jogar em seu clube”, declarou.

Além de Borré e outros atletas que chegaram, como Jesper Lindström, Kristijan Jakic e Jens Petter Hauge, que também atuam regularmente, o clube ainda teve uma mudança à beira do campo com a chegada do técnico Oliver Glasner, ex-Wolfsburg.

“À medida que íamos nos conhecendo íamos encontrando o caminho, e também os triunfos vão dando confiança. Creio que quando pudemos encontrar uma, duas vitórias seguidas, a equipe encontrou a confiança e o caráter que necessitava para manter esse caminho.”

O Frankfurt pode ter encontrado o caminho certo, mas só percorreu metade dele. A equipe está nas oitavas de final da Liga Europa e vai iniciar o seu segundo turno na Bundesliga neste sábado, quando receberá o Borussia Dortmund.

Por falar no próximo rival, Borré terá a oportunidade de duelar com um dos centroavantes mais badalados do mundo: Erling Haaland. Atacantes goleadores, inlusive, têm sido uma marca registrada da competição recentemente, com números expressivos de Patrik Schick, Wout Weghorst e André Silva, por exemplo, além da trajetória absurda de Robert Lewandowski.

“Creio que o futebol alemão oferece muitas coisas para os atacantes, se ele sabe visualizar e se a equipe tem o funcionamento que o atacante necessita, porque é uma liga que tem muita velocidade e jogadores de qualidade. A verticalidade que tem faz com que um ou dois passes possam colocar o atacante mano a mano com o goleiro. Essa é uma virtude que poucas ligas têm. Se joga muito rápido para frente, tratam de fazer muitas transições rápidas, e isso para nós é um benefício”, disse o colombiano.

Borré, inclusive, aponta que a maior velocidade do jogo representa o ponto que mais teve de incorporar ao seu futebol neste início de trajetória na Alemanha. “Muitas vezes aqui na Bundesliga pode se perder transições ou oportunidades de gol se um jogador demora muito com a bola, retém muito o jogo ou faz um passe que atrase a jogada”.

Já mais adaptado a essa realidade e vendo o jogo do Frankfurt fluir após um início discreto no campeonato, Borré começa 2022 com a certeza que fez uma boa escolha em 2021.

“Estou gostando muito a experiência na Bundesliga, encontrei uma liga muito boa, agressiva, rápida, as equipes se preparam de uma forma muito boa. O futebol é muito intenso, com muita movimentação e com muita qualidade. Estou muito orgulhoso da decisão que tomei.”

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Fergus Suter: como o túmulo do primeiro jogador profissional da história foi ‘resgatado’

André Donke
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Os primórdios do futebol foram relembrados durante o período da pandemia de coronavírus, com "The English Game”. A minissérie lançada pela Netflix em 2020 mistura fatos com ficção e tem como personagem central Fergus Suter, que é reconhecido como o primeiro jogador profissional da história do futebol embora não se tenha uma prova sólida que corrobore isso.

Além de resgatarem e fantasiarem o início do esporte mais popular do planeta, os seis episódios ajudaram, indiretamente, a restaurar o próprio jazigo do pioneiro entre os profissionais do futebol.

“O túmulo do Fergus Suter era conhecido, as pessoas sabiam que estava lá, mas ninguém fez nada por isso. Se algo não fosse feito, teria desaparecido no chão”, contou ao blog Jacqueline McAleese, que vive há mais de 20 anos no Blackburn Old Cementery, justamente onde estão os restos mortais do pioneiro jogador de futebol.

Jacqueline até torce para o Blackburn Rovers, mas não é uma grande fã de futebol, o que não impediu que a história por trás do túmulo a impactasse. Até porque tratava-se de algo que ‘batia a sua porta’ e que transcendia o esporte.

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Jacqueline passa cerca de cinco vezes por semana em frente ao túmulo de Suter, e o cenário de lockdown fortaleceu essa rotina. “Durante o lockdown nós andávamos muito pelo cemitério, porque era isso o que podíamos fazer, não podíamos ir a qualquer outro lugar”.

Assistir a uma série e fazer caminhadas em locais próximos de casa foram atividades muito comuns no mundo inteiro em meio ao período de isolamento, mas, além de manter a saúde, seja mental ou física, tal combinação acabou trazendo um propósito ainda maior a Jacqueline.

“Este túmulo iria desparecer no chão, e ele deveria ser lembrado e mantido para torcedores de futebol de fato serem capazes de visitá-lo e relembrar o homem que tornou o futebol profissional.”

Foi então que o trabalho dela começou.

“Levou umas boas três semanas para tirar completamente o monte de grama que tinha para tornar em uma área que parecia um túmulo. Uma vez que chegou a este ponto, eu tinha feito muita pesquisa sobre Fergus Suter e estudei exatamente sua importância”, contou Jacqueline.

Uma das primeiras coisas que ela encontrou em seus estudos certamente foi que Suter se tratava de um jogador escocês contratado pelo Blackburn Rovers em 1880 e que ficaria por nove anos no clube. O atleta esteve nos três primeiros títulos do Blackburn na FA Cup em 1884, 1885 e 1886 e somou três gols em 38 jogos da Copa da Inglaterra, além de ter atuado uma vez na edição inaugural do Campeonato Inglês em 1888-89.

Túmulo de Fergus Suter no Blackburn Old Cementery
Túmulo de Fergus Suter no Blackburn Old Cementery Reprodução

O pioneirismo de Fergus se deu em um momento em que o futebol ainda era amador e não era permitido ganhar dinheiro à época com sua prática.

“Ele apenas trabalhava algumas semanas então jogava futebol por dinheiro. Ele era pago de forma discreta, porque era ilegal”, disse o historiador Andy Mitchell, conforme publicado pelo jornal Mirror em março de 2020.

Outro aspecto interessante é a influência escocesa no futebol naquele período. De acordo com Richard McBrearty, curador-chefe do Museu do Futebol da Escócia, a série talvez devesse se chamar “The Scottish Game”, conforme ele afirmou em entrevista ao jornal Guardian também em março do ano passado.

"Estes jovens jogadores das comunidades da classe trabalhadora da Escócia estavam em grande demanda pelos grandes clubes do norte da Inglaterra, que estavam começando a ganhar proeminência ao sul da fronteira”, afirmou. “O jogo ainda era muito amador, mas todos os tipos de incentivos seriam oferecidos para atraí-los de suas comunidades para o futebol inglês. Sete membros do time vitorioso do Preston North End – o primeiro clube a vencer a liga e a copa em 1888-89 – eram escoceses.”

Aliás, o contexto em que se deu a história de Suter torna o seu legado ainda maior, segundo McAleese. Afinal, as condições de sobrevivência no século 19 eram bem mais desafiadoras que as atuais.  “Ele é um homem que fez uma grande diferença, mas sua jornada inteira, nós não podemos sequer começar a entender, era muito difícil de viver”.

Estudos à parte, o trabalho de restauração do túmulo durou “do começo de março até maio, quando o último trabalho foi feito para renivelar o túmulo”. O processo contou com grande contribuição do Blackburn, que pagou pela restauração do local. Jacqueline chegou a receber uma carta do CEO do clube, Steve Waggott, e se manteve em contato com os Rovers durante todo o processo.

“Teve uma certa quantidade de emails entre eu, Brent Stevenson (o responsável pela restauração) e o Blackburn, então todos estavam de acordo como seria, como pareceria e tudo se deu conjuntamente.”

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Jacqueline talvez nem imaginasse que aquele túmulo de mais de um século que fazia parte de seu caminho diário se tornasse algo tão representativo em sua própria história. E por falar em caminho, porque não imaginar que ela vive em um local por onde o próprio Fergus Suter em carne e osso tenha passado?

“Eu acho que Fergus Suter e Martha (esposa dele) teriam vindo aqui (Blackburn Old Cementery) registrar o nome de seus filhos e para registrar a morte da família de Martha e eles teriam certamente passado em frente a minha casa em inúmeras ocasiões para funerais”, refletiu Jacqueline, dizendo que isso pode “parecer bobo” – e não parece. De acordo com ela, o antigo estádio do clube ficava nas proximidades do cemitério.

Assim, por que não imaginar que os caminhos de Jacqueline McAleese e Fergus Suter se cruzaram? Aliás, ainda que não tenha sido de forma contemporânea, seus caminhos de fato cruzaram. E o futebol agradece, ou melhor, não só o futebol.

“Não poderia ser permitido que seu túmulo desaparecesse, não era certo. Não é apenas sobre Fergus Suter, é sobre tudo. E não é apenas sobre futebol, porque futebol une as comunidades.”

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21 histórias marcantes de 2021 no futebol europeu masculino

André Donke
André Donke

No último dia de 2021, o blog listou 21 episódios marcantes vivenciados no futebol europeu masculino ao longo do ano, sem seguir uma ordem cronológica ou de importância. A numeração abaixo é completamente aleatória.

1) Final da Champions

O grande jogo da temporada do futebol de clubes na Europa entra automaticamente na lista, e ainda houve elementos adicionais além da final em si. A impressionante e rápida melhora do Chelsea sob o comando de Thomas Tuchel, o mata-mata gigantesco de N'Golo Kanté na Champions (eleito o melhor em campo nos dois duelos de semifinal e na decisão) e a primeira final da história do Manchester City foram alguns dos elementos que caracterizaram a  decisão que foi vencida pelo Chelsea contra o Manchester City por 1 a 0, com gol de Kai Havertz.

2) Itália campeã

Por falar em time campeão, a Itália conseguiu sua redenção após ter ficado de fora da Copa do Mundo de 2018. Com um futebol eficiente e envolvente, a Azzurra venceu e convenceu na Euro e ainda ergueu sua segunda taça da competição com requinte de crueldade, ao superar a Inglaterra nos pênaltis na decisão com um Wembley lotado. O time de Roberto Mancini ainda estabeleceria a maior invencibilidade de uma seleção na história o ficar 37 jogos sem perder (30 vitórias e sete empates) entre 2018 e 2021.

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3) Eriksen e campanha da Dinamarca

Além da taça sendo erguida pela Itália, a Eurocopa ficou muito marcada por um de seus primeiros jogos: Dinamarca x Finlândia. O mundo do futebol inteiro parou com as imagens assustadoras de Christian Eriksen sofrendo uma parada cardíaca em campo. Felizmente,  a angústia não durou tanto tempo, com Eriksen se recuperando - e a partida até foi reiniciada no mesmo dia.

4) Título do Sporting

Depois de 19 anos de espera, o Sporting voltou a comemorar o título do Campeonato Português, com uma campanha que quase foi invicta, não fosse a derrota para o Benfica por 4 a 3 na penúltima rodada, quando o título já estava decidido. Porém, nem isso frustrou as expectativas dos Leões, que conseguiram seu primeiro troféu da competição desde 2002 superando o Porto, que defendia o título e conseguiu ir até as quartas de final da Champions eliminando a Juventus de Cristiano Ronaldo, e o Benfica, que investiu bastante na campanha passada sob o comando de Jorge Jesus. O Sporting contou com um planejamento mais modesto que seu rival de Lisboa e apostou em Rúben Amorim, um técnico com pouquíssima experiência até então e que vem se mostrando uma grande revelação.

5) O ano de Vinicius Jr.

A evolução de Vinicius Jr. é uma constante desde sua chegada ao Real Madrid no meio de 2018. No entanto, o salto que ele deu em 2021 (mais especificamente no segundo semestre) foi algo impressionante, com a sua melhora no acabamento das jogadas sendo o principal ponto de destaque. Hoje ele e Karim Benzema são os grandes nomes desta edição de LaLiga, com o brasileiro somando dez gols e quatro assistências em 19 jogos da competição, além de ser líder nos dribles certos. Com mata-mata da Champions e Copa do Mundo pela frente, o atacante de 21 anos gera muita expectativa para 2022.

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6) Saída de Messi e crise do Barcelona

Quando parecia que ia acontecer, não aconteceu; quando não parecia que ia acontecer...

Mesmo depois do 8 a 2 e do episódio do burofax, Lionel Messi acabou permanecendo no Barcelona, e jogou muito mais uma vez. Tanto que ganhou mais uma Bola de Ouro. Aí veio troca de presidente e tudo parecia caminhar para a renovação de contrato do argentino, mas o clube não tinha condições financeiras. O Barça, inclusive, não só viu o maior jogador de sua história sair, mas mandou Antoine Griezmann ao rival Atlétcio de Madrid, aproveitou uma oportunidade de mercado para vender Emerson Royal... "Se fosse uma sociedade anônima, seria motivo de falência", disse o CEO do clube, Ferran Reverter, em outubro sobre a realidade financeira do clube

A crise se deu também no gramado, com o time sofrendo com desfalques por lesão, sendo eliminado na fase de grupos da Champions (algo que não ocorria desde 2000-01) e Ronald Koeman sendo demitido. Agora com Xavi no comando, o Barça sonha com dias melhores em 2022, e já fez uma aposta alta para o ano ao investir pesado em Ferrán Torres.

7) Volta de Cristiano Ronaldo ao Manchester United

O nome de Cristiano Ronaldo foi muito vinculado à cidade de Manchester na janela de verão na Europa. Primeiramente, foi ventilada a possível ida ao City, mas o português na verdade voltaria ao clube onde deu o grande salto em sua carreira. Depois de 12 anos, o camisa 7 estava de volta ao United, clube no qual foi melhor do mundo pela primeira vez e ganhou sua primeira Champions. Por falar no torneio, ele foi determinante na classificação dos Red Devils às oitavas de final ao fazer gols que foram determinantes na conquista de cinco pontos. A história de amor continua em 2022.

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8) Brentford na Premier League

A edição de 2021-22 da Premier League contou com um estreante, o Brentford. Sem jogar a primeira divisão desde 1946-47, o time tinha batido na trave na Championship 2019-20 ao perder a final dos playoffs para o Fulham, mas conseguiu ir novamente à decisão em 2020-21 e ganhar do Swansea e subir. Mesmo sem um grande investimento e seguindo uma filosofia que ficou famosa no esporte ao ser aboradada no filme Moneyball, o Brentford conseguiu o acesso e está longe de fazer feio na elite, sendo que estreou vencendo o Arsenal e hoje figura na 14ª posição com nove pontos de vantagem para a zona de rebaixamento.

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9) Rebaixamentos de Schalke 04 e Werder Bremen

Se na Inglaterra houve um retorno à elite após 74 anos, na Alemanha ocorreram dois rebaixamentos muito impactantes. O Schalke viveu grandes problemas dentro e fora de campo em 2020, teve um início de Bundesliga catastrófico em 2020-21, não se recuperou ao longo da competição e viu chegar ao fim seu período de 30 anos ininterruptos na elite - a queda veio apenas três anos depois de ter sido vice-campeão nacional. 

A sequência, porém, não era maior do que o Werder Bremen, que disputou 57 das 58 primeiras edições da Bundesliga, antes do rebaixamento em 2020-21. A exceção até então tinha sido a campanha na segunda divisão em 1980-81. Vivendo anos de coadjuvante no país, o clube do norte da Alemanha precisou jogar os playoffs em 2019-20 contra o Heidenheim para seguir na elite, mas acabou rebaixado diretamente em 2021 ao ser o vice-lanterna.

Deesa forma, a atual edição da 2.Bundesliga é uma das mais badaladas da história, uma vez que conta também com a presença de times como Hamburgo (campeão europeu em 1982-83) e o Nuremberg (segundo maior campeão nacional), entre outros times.

10) Título do Lille

Uma das grandes surpresas da temporada em termos de título se deu na França, com o Paris Saint-Germain de Neymar e Kylian Mbappé, vice-campeão da Champions em 2019-20, perdendo o título nacional em 2020-21 para o Lille. O time treinado por Christophe Galtier (hoje no Nice) somou 83 pontos, um a mais do que o PSG, e conseguiu o quarto troféu do clube na história da liga, o primeiro em uma década. Os campeões tiveram a melhor defesa da competição com apenas 23 gols sofridos em 38 jogos e terminaram a campanha com apenas três derrotas, cinco a menos do que o PSG.

11) Villarreal campeão da Liga Europa

Unai Emery tornou-se o primeiro técnico a vencer a Liga Europa/Copa da Uefa quatro vezes ao levar o Villarreal a sua conquista inédita, superando nada menos do que Arsenal e Manchester United na semi e na final, respectivamente. Gerard Moreno foi o nome do time ao ser um dos artilheiros da competição com sete gols, além de ter feito 23 em LaLiga e ter terminado como 26º melhor jogador do mundo na premiação da Bola de Ouro. 

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12) Rangers campeão

Depois de ter precisado recomeçar na quarta divisão nacional em 2012, o Rangers fez um longo caminho de volta ao topo. Após nove anos do fatídico episódio, o clube seria campeão nacional, e com uma campanha invicta, algo que não conseguia desde 1898-99. Um detalhe importante é de que na conquista de 122 anos atrás foram apenas 18 jogos disputados contra 38 da edição 2020-21. O título coroou o grande início de trabalho como técnico de Steven Gerrard, que deixaria o time de Glasgow em novembro para assumir o Aston Villa.

13) Perdas

Os dois tópicos seguintes serão mais genéricos para não se cometer uma injustiça. Para citar apenas alguns exemplos e não se estender na lista de perdas em 2021, estão Roger Hunt e Ray Kennedy, dois ícones do Liverpool, e Colin Bell, uma das maiores lendas do Manchester City.

No entanto, talvez os dois maiores nomes do futebol europeu que morreram em 2021 são Jimmy Greaves e Gerd Muller. 

Greaves, que m em setembro aos 81 anos, é o maior artilheiro da história do Tottenham e foi campeão mundial com a Inglaterra em 1966; Müller, que morreu em agosto aos 75 anos, fezz 566 gols em 607 partidas oficiais pelo Bayern, sendo o maior artilheiro da história do clube e da Bundesliga, além de ter sido tricampeão europeu pelo time bávaro e conquistado uma Eurocopa (1972) e uma Copa do Mundo (1974) com a Alemanha.

14) Aposentadorias

Entre os grandes nomes que penduraram as chuteiras em 2021 estão Sami Khedira (peça importante da Alemanha campeã mundial em 2014), Arjen Robben (pela segunda vez, após um retorno ao Groningen), Wayne Rooney (que virou imediatamente técnico do Derby County) e os irmãos gêmeos Lars e Sven Bender, que pararam juntos e precocemente aos 32 anos após carreiras um tanto impactadas por lesões.

Porém, há um nome que merece um destaque especial, pela carreira, mas também pela forma inesperada que seu deu sua aposentadoria: Sergio Aguero. O maior artilheiro da história do Manchester City e um dos destaques da maior geração da história do clube fez apenas cinco jogos pelo Barcelona, sendo obrigado a se retirar do futebol profissional aos 33 anos por conta de problemas cardíacos. A coletiva de imprensa de 15 de dezembro em que fez o anúncio foi tomada por muita emoção e representou a confirmação do que já vinha se imaginando nos dias anteriores.

Os gols mais bonitos de Aguero com a camisa do Manchester City na Premier League



15) Real Madrid 1 x 2 Sheriff Tiraspol

Possivelmente é o resultado mais surpreendente da história da fase de grupos da Champions League. Estreante e primeiro representante da Moldávia neste estágio da competição, o Sheriff Tiraspol já tinha surpreendido ao estrear vencendo o Shakhtar Donetsk, mas a (muito) maior surpresa ainda estava por vir, quando os visitantes fizeram 2 a 1 no Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu. Os resultados ajudaram o time moldavo a conseguir se classificar à Liga Europa em um grupo complicado que ainda tinha Inter de Milão. 

16) Recorde de Lewandowski

Parecia impossível alguém superar os 40 gols de Gerd Müller na edição 1971-72 da Bundesliga, mas Robert Lewandowski conseguiu. O polonês chegou a incríveis 41 gols na última edição, mesmo tendo ficado sem atuar em cinco das 34 rodadas. O centroavante fechou 2021 com 45 jogos e 56 gols pelo Bayern de Munique.

17) Super PSG

A chegada de Lionel Messi ao PSG poderia fazer parte do tópico já acima mencionado sobre a crise do Barcelona. Porém, não foi "só" o craque argentino quem o clube parisiense contratou, o que rendeu um item à parte. Chegaram também Gianluigi Donnarumma, Sergio Ramos, Achraf Hakimi, Nuno Mendes e Georginio Wijnaldum, deixando Mauricio Pochettino com um elenco badaladíssimo. Até o momento, o Paris Saint-Germain até lidera com tremenda folga  a Ligue 1 e se garantiu nas oitavas de final da Champions League, mas ainda está longe de empolgar. O que 2022 espera para esse supertime? E Kylian Mbappé deixará mesmo o clube ao final do seu contrato no meio do ano?

Adeus ao Barcelona, choro na Argentina, PSG e Bola de Ouro: O incrível 2021 de Lionel Messi



18) Fim da hegemonia da Juventus

Ludogorets (Bulgária), Celtic (Escócia) e Juventus (Itália) eram os times que lutavam para chegar ao décimo título seguido em suas ligas nacionais na Europa, mas só os búlgaros conseguiram. A Velha Senhora viu chegar ao fim a maior hegemonia no Campeonato Italiano, com a Inter de Milão de Antonio Conte e Romelu Lukaku ficando com a taça. A aposta da Juventus em Andrea Pirlo, que jamais tinha sido técnico antes, acabou não dando certo.

19) Portugal e Itália na repescagem

A seleção italiana foi da alegria extrema a uma grande preocupação em questão de semanas. Quatro meses após o título da Eurocopa, a equipe de Roberto Mancini empatou seus dois jogos finais das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 e foi para a repescagem, e ainda caiu bem na mesma chave que conta com Portugal, que precisava de um empate com a Sérvia em casa na última rodada e sofreu a derrota nos minutos derradeiros. Ou seja, ou Portugal ou Itália não estará no próximo Mundial. Porém, para se enfrentarem na decisão ainda terão de passar por Turquia e Macedônia do Norte, respectivamente.

20) Recorde de Crtistiano Ronaldo com Portugal

De qualquer forma, o ano de 2021 da seleção portuguesa não foi feito apenas de uma grande situação dramática para Cristiano Ronaldo. Afinal, o astro estebeleceu mais um recorde. Em setembro, ele  marcou duas vezes na vitória contra a Irlanda por 2 a 1 e deixou Ali Daei (109 gols) para trás como o maior artilheiro de uma seleção masculina na história do futebol. Atualmente, o camisa 7 soma 115 gols com a camisa portuguesa.

21) Fim da era Löw

Depois de 17 anos (15 como técnico principal), Joachim Löw deixou a seleção alemã, com um histórico de 198 jogos e 124 vitórias (ambos números representam recordes). Apesar do fim discreto, com a queda inédita na fase de grupos da Copa do Mundo de 2018 e derrotas memoráveis para Espanha por 6 a 0 (2020) e para a Macedônia do Norte por 2 a 1 (2021), o legado do treinador representa algo muito maior. Löw foi uma das figuras centrais da reconstrução que o futebol alemão passou neste século e ainda conduziu a seleção ao título mundial em 2014.

Messi no PSG, título da Itália e parada cardíaca de Eriksen foram alguns dos momentos mais marcantes do futebol europeu em 2021
Messi no PSG, título da Itália e parada cardíaca de Eriksen foram alguns dos momentos mais marcantes do futebol europeu em 2021 Getty Images - Montagem

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21 histórias marcantes de 2021 no futebol europeu masculino

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Premier League: Desde que Guardiola chegou, City tem 36 pontos à frente do Liverpool e 83 a mais do que qualquer outro

André Donke
André Donke

A virada de ano coloca o Manchester City em boa vantagem em uma disputa de Premier League que poderia estar mais apertada consideirando o nível de Liverpool e Chelsea. Com a vitória sobre o Brentford nesta quarta-feira, a equipe de Pep Guardiola se beneficiou do tropeço dos rivais e irá entrar em 2022 com oito pontos de folga no topo da classificação (os Reds têm nove pontos e um jogo a menos).

De quebra, o City emplacou sua décima vitória seguida na competição, o que já faz o time despontar como principal candidato ao título. Caso erga a taça, seria a quarta em cinco edições. Vale lembrar que das três conquistas do City houve apenas uma disputa equilibrada – a de 2018-19, quando terminou um ponto à frente do Liverpool.

Embora seja muito cedo para falar se a taça vai para Manchester, não é nada afobado apontar como Guardiola tem sido impressionantemente dominante no principal campeonato de clubes do mundo.

Veja os melhores momentos de Brentford 0 x 1 Manchester City



Desde que ele chegou à Inglaterra em 2016-17, o City somou 493 pontos em 210 jogos (156 vitórias 25 empates e 29 derrotas). São 36 pontos a mais do que o Liverpool, que atuou 209 vezes no período e é o time que mais se aproxima.

Chelsea (410) e Tottenham (385) completam o G-4 do período. O Manchester United (384) e Arsenal (360) possuem 107 e 133 pontos a menos, respectivamente. Como o máximo que uma equipe pode somar em uma edição é de 114 pontos, o City de Guardiola já colocou mais de uma Premier League de distância para o Arsenal em cinco temporadas e meia. E vale lembrar que na primeira campanha do técnico catalão a equipe de Manchester terminou na terceira colocação, com 15 pontos de desvantagem para o campeão Chelsea.

Sob o comando de Pep, os Citizens registraram a primeira campanha de 100 pontos na história da liga, em 2017-18, e quase repetiram o feito no ano seguinte ao somarem 98 pontos. Em ambas as conquistas, o clube alcançou o recorde de vitórias em uma edição da competição, com 32, assim como o Liverpool de 2019-20.

Se na Alemanha, um país que é dominado pelo Bayern de Munique desde a década de 1970, Guardiola foi determinante para a maior hegemonia da história (nove títulos e contando), na Inglaterra ele vai construindo um domínio que o país não conhecia desde o United de Sir Alex Ferguson, que levou sete das nove primeiras edições da Premier League.

De quebra, o City de Guardiola registra 517 gols no período (63 a mais do que qualquer outro time), levou 168 gols (25 a menos do que qualquer outro rival que esteve em todas as edições do campeonato desde 2016-17) e registra 66,7% de posse de bola (4,8% a mais do que o Liverpool e 7,9% a mais do que qualquer outro rival). 

Pep Guardiola durante partida do Manchester City
Pep Guardiola durante partida do Manchester City Manchester City FC/Manchester City FC vi

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Premier League: Desde que Guardiola chegou, City tem 36 pontos à frente do Liverpool e 83 a mais do que qualquer outro

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Kane ‘on fire’, fim do jejum de Lukaku e jogo com recorde de gols: 10 curiosidades sobre o Boxing Day de 2021

André Donke
André Donke

O Boxing Day da Premier League em 2021 ficou marcado pelo adiamento de três partidas por conta de casos de COVID-19. No entanto, ainda que a bola tenha rolado menos do que costume nesta data tão emblemática do futebol inglês, isso não significou em nada que tenha faltado emoção. Muito pelo contrário.

Todos os seis confrontos disputados tiveram marcas chamativas, e o blog aponta dez delas abaixo.

Ah, e não se esqueça que a rodada ainda terá Newcastle United x Manchester United às 17h (de Brasília) desta segunda-feira, com transmissão da ESPN Brasil e Star+.

Show de Lucas Moura, Lukaku ‘de volta’, goleiros brilhando e mais: o Top10 do Boxing Day na Premier League

Show de gols de Manchester City x Leicester City

A vitória por 6 a 3 do time de Pep Guardiola foi incrível por si só, ainda mais da forma como o placar se deu, com os mandantes abrindo 4 a 0 no primeiro tempo no Etihad Stadium, vendo o adversário reagir e diminuir para 4 a 3, antes de marcarem mais duas vezes. Não bastasse este roteiro,  os nove gols representaram a maior quantidade de bola nas redes em uma mesma partida na história do Boxing Day na Premier League (campeonato começou em 1992-93).

Veja os gols de Manchester City 6 x 3 Leicester City



Tottenham, o time do Boxing Day

Ao bater o Crystal Palace por 3 a 0 em casa, o Tottenham chegou a 15 jogos de invencibilidade no Boxing Day, com 12 vitórias e três empates. Esta é a maior série invicta atual em jogos no dia 26 de dezembro entre os times das quatro primeiras divisões da Inglaterra. O último revés dos Spurs ocorreu diante do Portsmouth em 2003.

Kane, o cara do Boxing Day

A vitória do Tottenham contou com gol de Harry Kane, que marcou pela sexta vez seguida no Boxing Day, ampliando o seu próprio recorde. Além disso, o atacante chegou a nove gols no total na data e se igualou na artilharia com Robbie Fowler.

Assista aos gols de Tottenham 3 x 0 Crystal Palace



Brighton e o fim do jejum

Se Kane manteve uma escrita positiva, o Brighton derrubou uma negativa. O time de Graham Potter fez uma boa atuação diante do Brentford, venceu por 2 a 0 e encerrou um jejum de 11 jogos sem vitórias no Boxing Day (quatro empates e sete derrotas), o que representava a sequência mais longa entre as equipes das quatro primeiras divisões nacionais. O último triunfo tinha sido em 2005 diante do Queens Park Rangers por 1 a 0 pela Championship.

O resultado ainda representou o fim da sequência de 11 jogos sem vitórias do Brighton na Premier League (oito empates e três derrotas) - era o maior jejum de uma equipe na Premier League neste momento. Os Seagulls não venciam na competição desde o 2 a 1 sobre o Leicester em 19 de setembro.

Confira os melhores momentos de Brighton 2 x 0 Brentford



Hasenhüttl enfim supera algoz

Por falar em fim de jejum, o Southampton foi até Londres e venceu o West Ham por 3 a 2, somando seu primeiro triunfo diante do rival desde agosto de 2017 - eram seis derrotas e dois empates nos últimos oito jogos. Além disso, o técnico Ralph Hasenhuttl superou os Hammers pela primeira vez na carreira - tinha cinco reveses e dois empates nos sete confrontos anteriores. Era o adversário que ele mais vezes tinha enfrentado pelo Southampton sem ter conseguido um triunfo.

Veja os gols de West Ham 2 x 3 Southampton



West Ham não igualou sua melhor marca

Do lado do time perdedor, o West Ham lamentou o fato de não ter igualado seu melhor início na Premier League após 18 jogos. Se tivessem vencido, os comandados de David Moyes teriam empatado com os 31 pontos da campanha de 2014-15. Apesar do grande 2021 que faz, a equipe londrina fecha o ano em baixa, com apenas uma vitórias nos últimos sete jogos na liga (quatro derrotas e dois empates) e sendo ultrapassado neste domingo pelo Tottenham, caindo para a sexta colocação.

Fim do jejum de Antonio

Ainda que o West Ham não tenha conseguido triunfar no Boxing Day, Michail Antonio ao menos teve um motivo para comemorar. Depois de ter começado no banco por ter se recuperado de COVID-19 e ter entrado na volta do intervalo, o atacante precisou de menos de quatro minutos para marcar. Assim, ele encerrou uma seca que durava oito jogos na Premier League. Era sua pior série sem gols na competição desde um intervalo de nove partidas entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020, que coincidentemente foi encerrado em um duelo com o Southampton.

Boxing Day de 2021 na Premier League foi recheado de emoção
Boxing Day de 2021 na Premier League foi recheado de emoção Simon Stacpoole/Offside via Getty Images

Fim do jejum de Lukaku

Outro atacante que deixou para trás um incômodo período sem gols foi Romelu Lukaku. Autor do segundo gol do Chelsea na vitória por 3 a 1 diante do Aston Villa fora de casa, o belga também vinha de oito confrontos sem balançar as redes na Premier League. Era a sua maior seca na competição desde que ficou 11 partidas sem marcar entre março e agosto de 2016 pelo Everton.

Jorginho, o rei dos pênaltis

Na mesma partida, Jorginho marcou duas vezes de pênalti e tornou-se o maior artilheiro da marca da cal na Premier League desde que chegou à competição na temporada 2018-19. São 17 gols assim para o ítalo-brasileiro, um a mais do que Jamie Vardy. Mogamed Salah completa o pódio com 14.

Veja os melhores momentos de Aston Villa 1 x 3 Chelsea 



Goleada histórica do Arsenal

Outro time londrino que teve um domingo especial foi o Arsenal, que visitou o Norwich e goleou por 5 a 0, o que representou a maior vitória dos Gunners como visitantes no Inglês desde 15 agosto de 2009, quando fizeram 6 a 1 no Everton. Bukayo Saka teve sua primeira partida de dois gols com a camisa do time.

O resultado ainda fez os Gunners se juntarem a Tottenham e Liverpool na vice-liderança no histórico de triunfos no Boxing Day, com 15 para cada. O Manchester United está isolado na ponta com 21 vitórias.

Assista aos gols de Norwich City 0 x 5 Arsenal

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Multicampeão pelo Bayern, lesões e agora livre no mercado: Badstuber busca um novo desafio aos 32 anos

André Donke
André Donke

Holger Badstuber surgiu como um dos defensores mais promissores do futebol alemão neste século, e o seu rápido sucesso sugeriu que ele poderia se manter como um dos grandes zagueiros de sua geração. No entanto, lesões o impediram de ter continuidade e manter o alto nível. O sucesso foi rápido, assim como sua queda da primeira prateleira do futebol europeu.

Nesta quinta-feira, o atleta de 32 anos rescindiu seu contrato com o Luzern, clube da primeira divisão suíça ao qual se juntou nesta temporada e vinha sendo titular - ele atuou em 18 dos 22 jogos na temporada, iniciando 15 deles.

“Eu tenho ainda alguns objetivos no futebol profissional estabelecidos. No novo ano eu irei com 100% de paixão atrás deles”, escreveu o jogador ao comunicar sua saída do Luzern.

 Holger Badstuber em ação pelo Luzern
Holger Badstuber em ação pelo Luzern Getty Images

A passagem na suíça já era de certa forma uma ascensão para um jogador que ficou relegado ao segundo elenco do Stuttgart na temporada passada, atuando por uma das ramificações da quarta divisão alemã. Depois de ter sido titular na maior parte da campanha do acesso em 2019-20, ele não foi utilizado em uma partida sequer pela equipe principal em 2020-21, um cenário impensável há uma década.

Badstuber já atuava nas categorias de base do Bayern de Munique em 2002, quando tinha 13 anos de idade. Sua estreia no time principal ocorreu na temporada 2009-10, quando virou imediatamente titular absoluto na conquista da Bundesliga, da Copa da Alemanha e do vice da Champions. Jogando na zaga e na lateral, ele iniciou 33 das 34 rodadas do Campeonato Alemão e só não foi titular em uma partida da competição continental por estar suspenso.

Sua primeira temporada como profissional foi tão expressiva que ele estreou pela seleção em maio de 2010 e foi para a Copa do Mundo, sendo titular nas duas primeiras partidas na lateral. Depois do Mundial na África do Sul, Badstuber vira titular absoluto na zaga, disputa todos os minutos do vice na Eurocopa de 2012 e mantém a condição até o fim daquele ano.

No entanto, com a mesma rapidez com que apareceu o seu brilho, ele se apagou por conta das lesões. De 2013 para frente, Badstuber atuaria apenas mais uma vez com a camisa da Alemanha.

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O jogador nascido em Memmingen, na Bavária, seguiria como titular do Bayern nas temporadas 2010-11 e 2011-12 e começou em tal condição na campanha 2012-13, quando o Bayern alcançou a tríplice coroa. Porém, a longa e gloriosa temporada do seu clube acabou no começo de dezembro de 2012 para Badstuber, que sofreu uma  lesão grave no joelho em jogo contra o Borussia Dortmund.

O defensor voltou a se contundir em maio de 2013 e precisou passar por três cirurgias. Seu retorno se daria apenas em um amistoso em julho de 2014, após um período de 19 meses de ausência. Neste retorno, Badstuber ainda teve o gosto especial de voltar a seleção para disputar um amistoso contra a Austrália em março de 2015, encerrando uma espera de dois anos e meio para vestir novamente a camisa da Mannschaft.

Porém, a batalha contra as contusões ainda não tinha sido vencida. Ele jogou apenas 16 vezes em 2014-15, perdendo a maioria dos 52 jogos por questões físicas. O cenário é parecido - só que ainda pior - em 2015-16, quando entrou em campo pelo time principal do Bayern em apenas nove oportunidades.

Com mais adversidades físicas, Badstuber tinha feito três partidas na primeira metade da campanha 16-17, antes de ser emprestado ao Schalke, onde as lesões finalmente deram trégua. Ainda que tenha mesclado titularidade e banco, ele disputou em um semestre nos Azuis Reais um total de 12 confrontos, o mesmo que havia realizado no último um ano e meio no Bayern.

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Depois disso,  o atleta iria ao Stuttgart em definitivo no meio de 2017 e colocou um ponto final na sua trajetória no Bayern de Munique, que havia começado 15 anos antes e  foi composta por 177 partidas. Foram seis títulos de Bundesliga (incluindo o da temporada em que terminou emprestado ao Schalke), três taças da Copa da Alemanha e uma Champions League (em que pouco jogou).

A trajetória não deixou de ser expressiva, mas fica com a sensação de abaixo do esperado tendo em visto o potencial que Badstuber tinha para conquistar e títulos e ser parte importante. Ter jogado apenas uma Copa do Mundo, a de 2010, foi pouco para aquele garoto com um crescimento meteórico no início da carreira.

Não fossem as lesões, ele poderia ter sido campeão do mundo em 2014, ter disputado o Mundial de 2018 e seguir na seleção até hoje. Afinal, é mais novo do que nomes como Mats Hummels e Jérôme Boateng.

Com 32 anos (irá completar 33 em março). Badstuber pode lamentar que as contusões tenham limitado tanto sua carreira, mas ainda tem tempo para "alcançar os objetivos que ainda tem estabelecidos no futebol", como ele próprio disse.

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Quem se deu melhor e quem se deu pior após gafe da Uefa em sorteio da Champions League

André Donke
André Donke

O sorteio das oitavas de final da Champions League 2021-22 ficarão marcados para sempre como o da gafe da Uefa. O erro que obrigou os confrontos a serem definidos novamente virou notícia no mundo inteiro e mudou a vida de quase todo mundo em relação ao que havia sorteado anteriormente.

O único duelo que se manteve em ambos os cenários é Chelsea x Lille. Ainda que não tenha tido mudança, é inegável que os Blues teoricamente se deram muito bem. Afinal, os franceses eram o rival menos complicado entre os campeões de grupos, e o atual campeão europeu conseguiu cair duas vezes em seu caminho.

Veja abaixo para quem, teoricamente, foi mais ou menos interessante as mudanças estabelecidas nas oitavas de final:

Os sortudos

O Bayern de Munique já seria favorito contra um Atlético de Madrid que - embora seja sempre muito competitvo - não faz grande temporada até aqui, seja no âmbito nacional quanto continental. No entanto, seu favoritismo cresceu ainda mais diante do Red Bull Salzburg.

O Villarreal é outro que tem motivos para comemorar, ainda que pegue a tradicional Juventus e não entre como favorito. Isso não muda o fato de suas chances vão de ‘remotas’ a ‘consideráveis’ depois que o Manchester City deixou de estar em seu caminho. 

Completando o trio dos que se deram melhor está o Ajax. Apesar de o Benfica de Jorge Jesus vir embalado por eliminar o Barcelona, ele não está no mesmo nível da atual campeã italiana Inter de Milão, que inclusive acaba de assumir a liderança da liga nacional.

Bolinhas antes do sorteio das oitavas da Champions 2021/22
Bolinhas antes do sorteio das oitavas da Champions 2021/22 Richard Juilliart/UEFA via Getty Images

Os azarados

O Benfica também não tem o mesmo potencial que o Paris Saint-Germain, o que faz com que o segundo sorteio tenha sido bem pior que o primeiro para o Real Madrid. Além disso, o confronto entre espanhóis e franceses ganha um contorno especial por conta da situação de Kylian Mbappé, que é alvo dos merengues e não renovou contrato com o PSG (o vínculo atual vai até o fim da temporada). Assim, o atacante poderia já assinar um pré-contrato com o Real a partir de janeiro.

Outro que não tem nada o que comemorar é o Sporting. Com o belo trabalhado conduzido por Rúben Amorim à frente do time lisboeta, que venceu o Campeonato Português após 19 anos, além do momento instável da Juventus, não seria tão surpreendente se os Leões despachassem os italianos nas oitavas. Porém, é muito difícil imaginar a equipe passando pelo Manchester City, seu novo adversário.

Por fim, o Liverpool continua favorito nas oitavas, mas o favoritismo reduziu consideravelmente depois que o seu adversário foi do Red Bull Salzburg para a Inter de Milão.  Aliás, este sorteio também foi bem ruim para os italianos, que viram a dificuldade subir. Se a tarefa já seria complicada diante do Ajax, grande sensação desta edição, pegar o Liverpool é ainda pior.

Veja como tinham ficado os duelos no 1º sorteio desta segunda:

Real Madrid x Benfica

Manchester City x Villarreal

Bayern de Munique x Atlético de Madrid

Liverpool x Red Bull Salzburg

Ajax x Inter de Milão

Juventus x Sporting

Manchester United x PSG

Lille x Chelsea

Veja como ficaram os novos duelos:

Bayern de Munique x Red Bull Salzburg

Manchester City x Sporting

Ajax x Benfica

Lille x Chelsea

Manchester United x Atlético de Madrid

Juventus x Villarreal

Liverpool x Inter de Milão

Real Madrid x PSG

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Entrevista - Paulinho fala sobre Leverkusen, Vasco, racismo no Brasil e engajamento: 'Procuro falar o que a realidade mostra'

André Donke
André Donke

Aos 21 anos, Paulinho já tem muita história para contar como atleta profissional. Mais jovem a marcar pelo Vasco, campeão olímpico, vivendo sua quarta temporada no Bayer Leverkusen e jogando em uma grande liga do futebol europeu...

A trajetória que o atacante vai escrevendo no futebol é fora do padrão, mas não apenas dentro das quatro linhas.

Em agosto, pouco depois da conquista no Japão, saiu a notícia de que Paulinho seria homenageado com a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por sua luta no combate à intolerância religiosa. Aliás, o período olímpico foi uma grande demonstração de Paulinho a respeito deste tema. Ao comemorar o gol marcado diante da Alemanha na estreia, ele fez uma homenagem ao orixá Oxóssi. Isso veio dias depois de um texto seu ter sido publicado no site The Players Tribune em que falava sobre a ligação de sua família com o candomblé e a umbanda.

Mais do que um jogador promissor, o atacante se destaca pelo seu engajamento e posicionamento a favor da diversidade e contra preconceitos. Assim, não hesitou em se manifestar ao ser perguntado sobre a devolução de pontos ao Brusque no caso de racismo envolvendo um dirigente do clube e o meia Celsinho, do Londrina.

“Eu me lembro quando aconteceu o caso e da nota que o clube publicou querendo dizer que era vitimismo. É complicado, é um assunto grave. Eu acho que eles poderiam rever essa atitude, porque é muito sério esse caso, ele representa vários outros. Não podemos falar simplesmente que é vitimismo, porque o Brasil é um país racista, todo mundo sabe disso. Tá na cara de todo mundo”, disse Paulinho em entrevista ao blog.

E o que ele pensa sobre como os jogadores de futebol deveriam se manifestar contra intolerâncias?

“O meu achar sobre atletas se posicionarem é bem complexo, porque a gente não pode cobrar certas coisas que talvez eles não tenham conhecimento. Eu mesmo há um tempo também não tinha conhecimento de muita coisa. Eu olhando hoje, eu falo: 'não tinha como me posicionar'. Eu primeiro tinha que buscar conhecimento, procurar saber da história para ter uma opinião e falar abertamente sobre. Eu procuro falar aquilo que a realidade mostra com relação aos preconceitos e aos direitos que o ser humano tem, acho que é uma coisa que não pode ser calada. Quem puder e quem tiver esse conhecimento e puder ajudar falando abertamente, acho que é bom.”

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Na entrevista, Paulinho também comentou sobre o momento que ele e seu time vivem.  O Bayer Leverkusen faz um bom começo de 2021-22, sendo que abriu a Bundesliga com três goleadas nas sete primeiras rodadas (4 a 0 no Borussia Mönchengladbach, 4 a 1 no Augsburg e 4 a 0 no Arminia Bielefeld), sofreu um período de queda, mas já se recuperou, sendo que venceu nas últimas três rodadas, com um 3 a 1 fora de casa para cima do RB Leipzig e um 7 a 1 diante do Greuther Fürth no último fim de semana. A equipe figura atualmente na terceira colocação com quatro pontos de folga na zona de classificação à Champions League.

Além disso, o Leverkusen já está com a primeira colocação garantida em sua chave na Europa League, que contou com adversários como Betis e Celtic. Ainda invicto no torneio, o time fechará sua participação na fase de grupos contra o Ferencvaros, fora de casa, às 17h (de Brasília) desta quinta-feira, com transmissão do Star+.

“Sabemos que a temporada é longa e tudo pode acontecer durante esse percurso todo. Nós sempre trabalhamos para não ter essas mudanças drásticas, mas chega até a ser normal acontecer, ainda mais com nosso time que é bastante jovem”, afirmou o brasileiro.

De acordo com dados da empresa de scout e estatísticas de futebol Wyscout, os Werkself têm o segundo time mais jovem da fase de grupos da Liga Europa e o mais jovem da Bundesliga. Esta que já tem sido uma característica do clube foi potencializada com as contratações dos zagueiros Odilon Kossounou (20 anos), Piero Hincapié (19), o lateral-esquerdo Mitchel Bakker (21) e o atacante Amine Adli (21) na última janela.

Para Paulinho, isso “influencia positivamente. Claro que o comando do treinador faz toda diferença para todos esses jogadores, que são de diferentes culturas e diferentes escolas”.

Entre tantos jovens estrangeiros, há também alemães, e um deles é o destaque do time e nome constante da seleção alemã: Florian Wirtz. Eleito o sétimo colocado na Bola de Ouro sub-21 nos últimos dias, o meia soma oito gols e 11 assistências em 18 jogos oficiais na temporada.

“A gente está sempre buscando fazer nossas jogadas, a gente adora fazer jogada combinada, eu e ele conversamos muito sobre isso”, declarou o brasileiro, que deu duas assistências na temporada, ambas para Wirtz.

Ainda que não seja titular absoluto da equipe (jogou 15 das 21 partidas na temporada, sendo titular em nove delas), Paulinho vai construindo um capítulo de superação em sua história no Leverkusen, após ter perdido a temporada passada inteira após ter rompido o ligamento cruzado anterior do joelho direito.

“Hoje eu me sinto bem, tranquilo, bem adaptado, para poder só desfrutar do meu futebol.”

Que siga assim, Paulinho!

Paulinho, atacante do Bayer Leverkusen e campeão olímpico pelo Brasil
Paulinho, atacante do Bayer Leverkusen e campeão olímpico pelo Brasil Getty Images - Montagem ESPN

Confira abaixo íntegra a entrevista com Paulinho, na qual ele falou também sobre Vasco, Olimpíada, o defensor mais difícil que enfrentou e mais:

O que você acha que mais mudou em você e no que mais evoluiu desde sua chegada ao Leverkusen?

Eu cheguei muito novo na Alemanha. Foi tudo muito rápido, tudo mudou muito rápido, tudo muito diferente, cultura, língua, o país em si, tudo diferente do que eu estava acostumado no Brasil. Quando a gente é muito jovem acho que é até mais fácil de sentir essa mudança, e eu senti um pouco nos primeiros meses, mas logo depois me adaptei, consegui me sentir mais à vontade, com o frio e com a língua. Fui me adaptando, só que durante esse período todo eu estava junto com a seleção olímpica, sempre que tinha Data Fifa eu estava sendo convocado. Isso me ajudou a manter um pouco da minha essência, da minha cultura, que eu tento sempre trazer aonde eu estiver. Quando cheguei aqui eu estava cinco meses sem jogar no Brasil por uma lesão. Depois eu tive minha lesão do joelho, que me deixou quase um ano fora, mas hoje eu me sinto bem, tranquilo, bem adaptado, para poder só desfrutar do meu futebol.

Como você avalia o trabalho do novo técnico Gerardo Seoane no dia a dia até aqui? Acredita que o time chega como um dos candidatos ao título da Liga Europa?

Temos que ser realistas. Primeiro que começamos muito bem a temporada, nos impondo muito e começamos ganhando alguns jogos de goleada, fazendo alguns jogos duros, como contra o Borussia Dortmund, e acabou que o time deu uma oscilada. É até normal, o time é muito novo e busca sempre melhorar a cada jogo. Sabemos que a temporada é longa e tudo pode acontecer durante esse percurso todo. Nós sempre trabalhamos para não ter essas mudanças drásticas, mas chega até a ser normal acontecer, ainda mais com nosso time que é bastante jovem. Na Europa League, acredito que podemos passo a passo ir conquistando o que a gente quer. Não dá para pensar logo em título, é o que pelo menos eu penso. Temos que procurar passar por cada etapa para poder focar bem, trabalhar no dia a dia e fazer bons jogos.

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O time do Leverkusen já tinha muitos jovens e ganhou ainda mais nesta temporada com o Kossounou, Bakker, Hincapié e Adli. Como isso tem influenciado no dia a dia, na forma de jogo e no seu jogo em si?

Influencia positivamente. Claro que o comando do treinador faz toda diferença para todos esses jogadores, que são de diferentes culturas e diferentes escolas. Mas a gente vai procurando se adaptar ao máximo, a gente não tem para onde correr, é treinamento no dia a dia, é buscar entrosamento. Como eu falei, é normal dar essa oscilada no meio da temporada, por conta dessa grande diferença de jogadores. Às vezes tem a Data Fifa, os jogadores vão para suas seleções, acostumam a jogar de uma forma, depois voltam ao clube e tem que reacostumar ao clube. Isso tudo faz diferença no dia a dia da temporada, mas a gente tem que continuar focado no trabalho e nas estratégias para poder jogo a joga conseguir alcançar nosso objetivo, que é ganhar.

Qual foi o momento mais especial para você no Leverkusen?

O momento mais especial foi logo quando eu fiz meus primeiros gols na Bundesliga*. Os momentos que eu ia para a seleção e voltava também eram muito bons, porque eu sempre buscava mais da minha essência. Nós, brasileiros, não abrimos mão do nosso jogo, não conseguimos abrir mão da nossa cultura, pelo menos eu penso assim. E isso fazia com que eu ficasse mais leve dentro do campo, dentro dos treinamentos, do dia a dia. Com certeza o melhor momento foi quando fiz meus primeiros gols na Bundesliga, também foi uma resposta não só para mim, mas para todos que ainda não me conheciam no Leverkusen, e hoje graças a Deus estamos adaptados e muitos felizes.

*Paulinho tem quatro gols pelo Leverkusen, sendo três na Bundesliga (todos eles na edição 2019-20)

Como é o dia a dia com Florian Wirtz?

O Wirtz é um cara bem frio, bem na dele, bem discreto, mas é amigo, estamos sempre juntos nos treinamentos. Durante o período em que estamos no clube, nós conversamos, falamos sobre muita coisa, ele pergunta bastante sobre o Brasil, porque alguns jogadores gostam muito da cultura e falam muito de Ronaldinho, de Ronaldo, de jogadores que tiveram belíssimas passagens aqui na Europa, e eles têm como ídolo também. E isso é legal, eles sempre estão em contato, querem saber mais sobre nossa cultura, nosso país, porque modéstia à parte, no futebol conquistamos coisas que nenhum país conquistou, e isso é bom para eles.

Já apresentou algo do Brasil a ele (Wirtz)?

Não, ainda não (risos). Extracampo não, no campo a gente está sempre buscando fazer nossas jogadas, a gente adora fazer jogada combinada, eu e ele conversamos muito sobre isso.

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Infelizmente temos presenciado ainda muitos casos de racismo e de outras intolerâncias dentro do futebol. Como você acha que os atletas devem se posicionar nesses casos? Como eles podem atuar para liderar essa mudança dentro e fora de campo?

O meu achar sobre atletas se posicionarem é bem complexo, porque a gente não pode cobrar certas coisas que talvez eles não tenham conhecimento. Eu mesmo há um tempo não tinha conhecimento de muita coisa. Eu olhando hoje, eu falo: 'não tinha como me posicionar'. Eu primeiro tinha que buscar conhecimento, procurar saber da história para ter uma opinião e falar abertamente sobre. Eu procuro falar aquilo que a realidade mostra com relação aos preconceitos e aos direitos que o ser humano tem, acho que é uma coisa que não pode ser calada. Quem puder e quem tiver esse conhecimento e puder ajudar falando abertamente, acho que é bom, para a gente combater esses preconceitos, tanto racial, preconceito social e preconceito contra os homossexuais também. Isso tudo faz a diferença quando uma pessoa pública fala abertamente, eu sei disso, mas sei também que não podemos ficar cobrando muito das pessoas, dos atletas que não tenham tanto conhecimento.

Qual é a sua opinião sobre o episódio envolvendo o Brusque, que teve os pontos devolvidos após um caso de racismo na Série B?

Eu me lembro quando aconteceu o caso e da nota que o clube publicou querendo dizer que era vitimismo. É complicado, é um assunto grave. Eu acho que eles poderiam rever essa atitude, porque é muito sério esse caso, ele representa vários casos, não podemos falar simplesmente que é vitimismo, porque o Brasil é um país racista, todo mundo sabe disso. Tá na cara de todo mundo. Quando você fala uma coisa dessa, para um jogador desses, você está tirando toda a luta daqueles que brigam contra o racismo dizendo que é um vitimismo. É uma situação muito grave, e na minha opinião o clube tinha que rever essa atitude.

Como você enxerga a possibilidade da seleção brasileira em um futuro a curto ou médio prazo? O Tite tem dado oportunidades a novas caras recentemente como o Antony e o Raphinha.

Eu sei que a seleção brasileira está sempre aberta a jovens jogadores, que estão despontando nos seus clubes. Meu foco primeiro é sempre fazer o meu melhor no clube para a consequência ser uma convocação. Eu ficaria muito feliz, é claro, mas o foco sempre será primeiro no clube, fazer meu trabalho no dia a dia, o que poderá dar uma chance de eu conseguir alguma convocação. Eu procuro sempre estar trabalhando.

Além do gol e do título, você poderia contar sobre algum momento diferente que tenha sido marcante para você na Olimpíada?

O período todo foi bem marcante, nós brasileiros valorizamos muito essa competição. Sabemos que é muito importante não só para o futebol, mas para todos os esportes que estão nesse evento, e sempre foi um sonho meu poder disputar esta Olimpíada. Eu trabalhei muito para conquistar essa vaga, estava vindo de lesão. Tinha feito meu nome na seleção olímpica durante todo o período que tivemos em dois anos. Mas o momento em que a gente é convocado, que recebe a notícia, a gente fica muito feliz, porque é um sonho. Quando chega lá, tentamos aproveitar cada minuto que está vivendo naquele sonho. Infelizmente, foi em um período ruim do mundo, por conta da pandemia, no qual bloqueou muita coisa, bloqueou os atletas de fazerem muita coisa, mas valeu a experiência, foi muito bom poder encontrar outros atletas, visitar a Vila Olímpica. Foi uma experiência muito boa que vai ficar sempre marcada na minha história.

O fuso horário tem deixado você acompanhar o Vasco? Como tem sido sua relação com o clube?

Sim, tenho muitos amigos no Vasco, muita gente que trabalha lá, funcionários e atletas, conheço muita gente, estou sempre torcendo para todos. O Vasco foi o clube que me criou, durante os anos que estive lá eu aprendi a amar o Vasco, o Vasco me deu tudo. Eles estão sempre guardados no meu coração, sempre que posso eu acompanho. Nós sabemos que a situação hoje não é muito boa por estar na Série B, mas sempre que posso estou mandando minhas energias positivas para o time e para a torcida, que sempre demonstrou muito carinho por mim desde quando eu saí.

Qual o defensor mais difícil que enfrentou?

Acho que foi o Alaba. Não por ser um jogo difícil, mas por ser um cara que eu admiro bastante e que vejo como um dos melhores da sua posição. Com certeza foi um dos melhores que enfrentei.

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Entrevista - Paulinho fala sobre Leverkusen, Vasco, racismo no Brasil e engajamento: 'Procuro falar o que a realidade mostra'

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Champions League: os destaques, ‘os caras’, a decepção e a surpresa da fase de grupos

André Donke
André Donke

A fase de grupos da Uefa Champions League chegou ao fim nesta quarta-feira, e o blog preparou uma lista com alguns dos principais pontos desta etapa do torneio.

Os melhores times: Liverpool e Ajax

Uma campanha com 100% de aproveitamento já é por si só algo digno de destaque. Porém, no caso de ambos, pesa também o contexto. Os Reds estavam em uma chave em que os quatro times eram todos finalistas da Champions – somente o Atlético de Madrid, vice em três oportunidades, não tinha um título entre os integrantes do grupo B.

O time de Jürgen Klopp fechou sua campanha perfeita com uma vitória por 2 a 1 na Itália. Isso porque atuou com uma formação alternativa diante de um Milan que iria se classificar se tivesse vencido por dois gols de diferença. Além disso, os ingleses fecharam a fase com o melhor ataque do grupo (17 gols – dez a mais do que o Atlético de Madrid) e a melhor defesa, com seis gols sofridos.

Já o Ajax conseguiu o feito de ser o primeiro clube holandês em 25 anos a ser campeão de uma chave da Champions League, além de ter sido o primeiro do país a registrar uma campanha perfeita. E olha que o grupo não foi nada fácil, com o Sporting fazendo um belíssimo trabalho (e inclusive se classificando ao mata-mata) e com o Borussia Dortmund de Haaland, que terá de se contentar com a Liga Europa.

Com goleadas por 5 a 1 sobre o Sporting em Portugal e 4 a 0 sobre o Borussia Dortmund (que poderia ter sido mais), os holandeses registraram 20 gols, tendo o segundo melhor ataque da fase de grupos, atrás apenas do Bayern de Munique. Aliás, os alemães merecem uma menção honrosa, tendo também uma campanha de 18 pontos em seis jogos. Mais uma vez, os bávaros se mostram absurdamente fortes na Champions, embora tenham encarado um Barcelona em uma realidade muito adversa. Isso não tira o mérito do Bayern, mas as campanhas de Liverpool e Ajax merecem um destaque um pouco maior.

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Os caras: Haller e Cristiano Ronaldo

Sébastien Haller é o atual artilheiro da competição, com incríveis dez gols. Como também tem duas assistências, o atacante de 27 anos registra uma média de duas participações diretas em gol por jogo nesta Champions. Por fim, ele igualou o recorde de Cristiano Ronaldo em 2017-18 como únicos jogadores a marcarem em todos os seis confrontos da fase de grupos.

Por falar no português, seu brilho nesta Champions vai além dos seis gols que marcou. Afinal, o camisa 7 foi o autor do gol da vitória contra o Villarreal por 2 a 1 em Manchester; do gol da vitória sobre a Atalanta por 3 a 2 em casa; e dos gols no empate por 2 a 2 com a Atalanta na Itália. Ou seja, Ronaldo transformou uma possível derrota em um empate e outros dois possíveis empates em duas vitórias. O português colocou cinco pontos na conta do United e fez o time, mesmo com todos os seus problemas, chegar à última rodada com a classificação e a liderança já garantidas. Apesar do nível abaixo do esperado dos Red Devils e que inclusive causou a demissão do técnico Ole Gunnar Solskjaer, a equipe atingiu seu objetivo inicial no torneio, muito por conta de sua principal estrela.

Ajax e Cristiano Ronaldo brilharam na fase de grupos da Champions League 2021-22
Ajax e Cristiano Ronaldo brilharam na fase de grupos da Champions League 2021-22 Getty Images - Montagem ESPN

A decepção: Barcelona

É bem verdade que era esperada uma temporada turbulenta do Barcelona em meio à situação financeira do clube e após a saída de Lionel Messi. Tal cenário foi potencializado com o trabalho ruim de Ronald Koeman em 2021-22 e também com as lesões de peças importantíssimas (Pedri e Ansu Fati) e de outro nome que poderia contribuir bastante (Sergio Agüero). Pedri jogou duas vezes como titular na fase de grupos, Ansu Fati, uma, Agüero, nenhuma.

Apesar disso, o Barça não deixa de ser uma decepção, uma vez que o Benfica, que ficou com a segunda vaga da chave, não vive um grande momento desde o retorno de Jorge Jesus. Há ainda o fato de os catalães terem encerrado a fase de grupos com dois gols marcados (ambos contra o Dínamo de Kiev), mais apenas do que Malmo e o próprio Dínamo de Kiev.

A frustração para o torcedor do Barcelona fica ainda maior ao lembrar que bastava ao time uma vitória simples contra o Benfica em casa para se classificar com uma rodada de antecedência. Não conseguiu – e até teria perdido aquele jogo, caso Haris Seferovic não tivesse perdido um gol inacreditável nos últimos minutos.

Além disso, a derrota categórica em Portugal por 3 a 0 também foi bem emblemática na campanha que representou a primeira eliminação do Barça em uma fase de grupos do torneio desde 2000-01. A queda foi confirmada com a derrota por 3 a 0 para o Bayern em Munique nesta quarta-feira.

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A surpresa: Sheriff Tiraspol

A vitória da equipe estreante no Santiago Bernabéu contra o Real Madrid foi uma das maiores surpresas da história da fase de grupos da Champions League. Mas não foi ‘só’ isso. O primeiro representante da Moldávia neste estágio do torneio também conseguiu quatro pontos diante do Shakhtar, terminando com sete, se classificado à Liga Europa e ficando apenas três atrás da poderosa Inter de Milão.

Vale destacar que os ucranianos, que foram lanternas com dois pontos, também estiveram na chave do Real Madrid e da Inter na temporada passada e terminaram no terceiro lugar, deixando os italianos na lanterna. Além disso, o Shakhtar tinha conseguido a façanha de vencer o Real Madrid duas vezes. Tal contexto só engrandece ainda mais a campanha do Sheriff, que teve grande contribuição brasileira. O lateral-esquerdo Cristiano deu três assistências e está apenas duas atrás de Bruno Fernandes, o líder no quesito na competição.

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39 dias após ter feito 5 a 0 no Bayern, Monchengladbach leva 6 do Freiburg no 1º tempo e quebra recorde negativo na Bundesliga

André Donke
André Donke

Muitos torcedores do Borussia Monchengladbach viveram uma de suas maiores alegrias no futebol em 27 de outubro deste ano, quando a equipe despachou o poderoso Bayern de Munique na Copa da Alemanha, com uma vitória por 5 a 0. E não é para menos, a última vez que os bávaros, atuais eneacampeões alemães, não perdiam por uma diferença de cinco gols desde um 7 a 1 sofrido diante do Fortuna Dusseldorf em dezembro de 1978.

Porém, talvez tão surpreendente quanto a alegria vivenciada pelos torcedores no fim de outubro tenha sido a tristeza sofrida neste domingo. Após 39 dias do jogo contra o Bayern e no mesmo Borussia Park, o Gladbach levou 6 a 0 do Freiburg, em duelo válido pela 14ª rodada do Campeonato Alemão.

O que torna o jogo ainda mais curioso é que o placar foi construído todo antes do intervalo, com o Freiburg sendo o primeiro na história da Bundesliga a marcar fora de casa cinco gols nos primeiros 25 minutos de uma partida. Considerando também em casa, o próprio Gladbach havia sido o único a ter conseguido a fazer tantos gols nos 25 minutos iniciais (em um duelo contra o Eintracht Braunschweig em outubro de 1984). O dado é do Opta.

Assista aos gols de Borussia Monchengladbach 5 x 0 Bayern de Munique



Além disso, o Freiburg, que vive uma excelente campanha e foi recentemente destacado no blog, é o primeiro time das cinco principais ligas europeias a marcar seis vezes no intervalo desde maio de 2019. Na ocasião, o Bayer Leverkusen ganhou de 6 a 1 do Eintracht Frankfurt, então treinado por Adi Hütter, que é exatamente o atual comandante do Gladbach.

Por falar no técnico, ele escalou oito nomes iguais na vitória por 5 a 0 sobre o Bayern e na derrota deste fim de semana: Yann Sommer, Matthias Ginter, Nico Elvedi, Ramy Bensebaini, Joseph Scally, Denis Zakaria, Kouadio Koné e Jonas Hofmann. Porém, desta vez a história foi completamente diferente.

Para construir a memorável vitória, os visitantes contaram com gols de seis jogadores diferentes: Nico Schlotterbeck, Maximilian Eggestein, Kevin Schade, Lucas Höler, Philipp Lienhart e Nicolas Höfler. Os três primeiros, inclusive, ainda não tinham gols nesta edição da liga, enquanto o zagueiro Lienhart e o atacante Höler dividem a artilharia do elenco com quatro gols cada.

O Gladbach, que já vinha de derrota no clássico para o Colônia por 4 a 1, estaciona nos 18 pontos e cai para a 13ª colocação. Já o Freiburg, que vinha de três reveses seguidos no campeonato, sobe para 25 pontos e fecha o G-4 - o time jamais disputou a Uefa Champions League.

 Freiburg construiu o placar de 6 a 0 ainda no primeiro tempo
Freiburg construiu o placar de 6 a 0 ainda no primeiro tempo Mario Hommes/DeFodi Images via Getty Ima
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Manchester United faz ótima aposta ao contratar Rangnick, que merecia tamanha oportunidade

André Donke
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Fiquei feliz assim que surgiu a notícia na última quinta-feira de que Ralf Rangnick estava perto de ser o novo técnico interino do Manchester United, algo que acabou confirmado nesta segunda.

Aos 62 anos, Rangnick dirigirá o maior clube de sua brilhante carreira. Ainda que não tenha treinado times gigantes, isso não impediu que fosse uma pessoa com enorme impacto no futebol alemão desde os anos 90, tendo enorme contribuição para toda revolução que o país viveria na qualidade de seu jogo, na formação de treinadores, crescimento da Bundesliga e de seus clubes e que culminaria no título mundial de 2014.

Como já escrevi neste mesmo blog em março, ele foi o responsável por levar o Ulm diretamente da terceira para a primeira divisão. O técnico, que deixou o time um pouco antes do acesso, ficou conhecido não só pelo sucesso com o clube, mas também por ser um treinador com ideias que destoavam no futebol alemão à época.

Quando em 1998 ele foi à TV para explicar conceitos que vinham dando certo no seu time, como uma marcação agressiva e a introdução de uma linha de quatro defensores - o que era incomum no país naquele momento -, chegou a ser ridicularizado e chamado de forma irônica de "professor do futebol". A história é contada no livro ‘Gol da Alemanha’, publicado no Brasil pela editora Grande Área e de autoria de Axel Torres e André Schön.

Porém, com o passar dos anos, ficou nítido que o 'professor' tinha muito a ensinar.

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Depois de ter vencido a segunda divisão com o Hannover 96 e ter trabalho no Schalke 04 no começo dos anos 2000, o treinador foi se aventurar no terceiro escalão do futebol nacional em 2006, para comandar o Hoffenheim - equipe modesta, mas com grandes pretensões. Afinal, contava com o apoio financeiro de Dietmar Hopp, um bilionário alemão e um dos fundadores da empresa de software SAP.

Com dois vice-campeonatos em seus dois primeiros anos, Rangnick levou o Hoffenheim para a elite em 2008, algo inédito na história do clube. Logo na estreia na Bundesliga, o time foi campeão do primeiro turno, mas perdeu o fôlego e acabou na sétima colocação. Rangnick saiu em 2011, e o clube sempre se manteve na elite.

Na sequência, em 2012, o técnico foi, como dirigente, ao Leipzig na quarta divisão - o modesto clube fora fundado em 2009 e começara do quinto escalão. Logo no primeiro ano, título e promoção; em 2013-14, vice-campeonato e acesso à 2. Bundesliga. Depois de um quinto lugar em 2014-15 na competição, o clube chegou à Bundesliga de forma inédita ao ser vice-campeão em 2015-16.

Enquanto isso, o dirigente Ragnick ainda acumulou dois títulos de Bundesliga na Áustria com o Salzburg em 2013-14 e 2014-15. Depois da última conquista, ele, porém, decidiu mudar e deixou o clube austríaco para se dedicar exclusivamente ao alemão, no qual também acumularia a função de técnico nas temporadas 2015-16 e 2018-19.

Ralf Rangnick é o novo técnico interino do Manchester United
Ralf Rangnick é o novo técnico interino do Manchester United Getty

Posteriormente, ele veio a ocupar o cargo de diretor de relações internacionais do New York Red Bulls e do Bragantino. Antes de aceitar o emprego no United, vinha trabalhando como diretor de esportes e desenvolvimento do Lokomotiv Moscou.

Ainda que nunca tenha comandado um time tão grande quanto o United e que nunca tenha trabalhado na Premier League, Rangnick é um pensador do jogo e tem material humano de sobra para executar suas ideias, ainda que esteja subindo em um carro em movimento, com quase metade do caminho (no caso, a temporada), já percorrido.

Além disso, como ele ficaria com um cargo de consultor após o período como interino, seria uma situação adequada para o United já pensar no nome que o comandaria

Ou seja, os Red Devils teriam um interino com a bagagem de Rangnick e mais preparo do que Solskjaer e ainda poderiam ter tempo para pensar no seu futuro técnico. E este futuro técnico ainda contará com os conselhos de alguém como Rangnick, e com todo o contato direto e o conhecimento do clube e do elenco que o alemão terá nos próximos meses.

A parceria faz enorme sentido para o United, tanto para um primeiro momento (interino) quanto para um segundo (consultor). Do outro lado, Rangnick e sua contribuição ao futebol merecem tal reconhecimento que é uma oportunidade dessas no Manchester United.

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Itália faria mais falta do que Cristiano Ronaldo na Copa do Mundo

André Donke
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Quem queria ver o caos total na repescagem europeia para a Copa do Mundo, ficou feliz quando as bolinhas colocaram Portugal e Itália no mesmo caminho por um lugar no torneio. Esse definitivamente não é o meu caso.

Caso italianos e portugueses confirmem o favoritismo contra Macedônia do Norte e Turquia em casa, ambos irão se enfrentam em solo português em jogo único por uma vaga na Copa.

Lamento ter de ver ou a atual campeã europeia ou Cristiano Ronaldo de fora do Mundial. Porém, uma segunda Copa seguida sem a Itália faria mais falta do que ausência do craque do Manchester United e todas as estrelas que o acompanham (e não são poucas).

Muitos craques já ficaram de fora de Copa do Mundo, outros sequer tiveram a oportunidade de jogar, como George Best, Laszlo Kubala, Alfredo Di Stefano, George Weah, Abedi Pelé e também um outro lendário camisa 7 do Manchester United (Eric Cantona).

Porém, é importante lembrar que Cristiano Ronaldo já teve a oportunidade de disputar quatro Copas do Mundo e sendo semifinalista em 2006, além de ter conquistado a Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações de 2018-19, os primeiros e únicos grandes títulos da seleção.

Ainda que uma Copa do Mundo seja algo de outro nível, CR7 já tem uma história para a posteridade defendendo Portugal, inclusive recentemente se tornando o maior artilheiro da história de uma seleção masculina.

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Cristiano Ronaldo faria uma enorme falta ao Mundial, ainda mais com a qualidade do atual elenco que o acompanha – Portugal tem hoje mais talento do que o time que venceu a Euro de 2016. Porém, apesar disso, o peso da ausência desta equipe e de sua grande estrela não é o mesmo da Itália, uma seleção quatro vezes campeã do mundo, seis vezes finalista e presente em oito semifinais das 21 edições já disputadas do torneio.

Além disso, haveria o agravante da repetição da ausência da Itália, assim como o fato de que uma queda agora seria muito diferente do que aconteceu em 2018. Naquele momento, o problema ia muito além do que uma eliminação. Hoje, porém, falamos de uma seleção que foi campeã europeia de forma contundente e construiu uma invencibilidade que durou mais de três anos, representando a maior na história de uma seleção masculina.

É óbvio que a ida à repescagem foi algo abaixo do esperado para o time de Roberto Mancini, mas que diz muito mais respeito a um pós-Euro ruim (seus quatro empates nas eliminatórias aconteceram neste período) do que um processo todo errado ou de uma geração com falta de talento.

Mesmo que essa seja possivelmente a última chance de ver Cristiano Ronaldo em um Mundial e que a Itália sempre terá uma próxima oportunidade para se classificar à Copa, ficar sem ouvir fra-teee-lli d'Itaaa-lia por mais quatro anos seria uma ausência ainda maior para a história do torneio.

Jorginho e Cristiano Ronaldo podem se enfrentar por um lugar na Copa do Mundo de 2022
Jorginho e Cristiano Ronaldo podem se enfrentar por um lugar na Copa do Mundo de 2022 Montagem - Getty Images

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Itália faria mais falta do que Cristiano Ronaldo na Copa do Mundo

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Copa do Mundo: O que esperar de cada uma das 13 seleções já classificadas

André Donke
André Donke

A exato um ano do início da Copa do Mundo de 2022, já conhecemos 13 dos 32 participantes: Catar, Brasil, Argentina, Sérvia, Espanha, Suíça, França, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Croácia, Inglaterra e Alemanha. O que podemos esperar, hoje, dessas seleções no torneio? Confira a análise abaixo:

13 seleções já estão garantidas na Copa do Mundo de 2022
13 seleções já estão garantidas na Copa do Mundo de 2022 Arte ESPN

Catar: Sua grande missão é evitar que se junte à África do Sul de 2010 como únicos países-sede a caírem na primeira fase de uma Copa do Mundo. A viabilidade desta tarefa dependerá do que o sorteio proporcionará a uma seleção que vem de uma sequência de seis derrotas e dois empates (contra Luxemburgo e Azerbeijão) em seus últimos oito jogos. 

Recentemente, o time treinado há mais de quatro anos pelo espanhol Félix Sánchez até conseguiu ir à semifinal da Copa Ouro ao disputar o torneio da Concacaf como convidado, mas teve como principais adversários El Salvador, Panamá e Honduras, antes de perder para os Estados Unidos. Anteriormente, por outro lado, foi campeão da Copa da Ásia em 2019.
 
Brasil: Um dos principais candidatos ao título da Copa do Mundo, pela qualidade do elenco e pela continuidade e amadurecimento do trabalho sob o comando de Tite. Muitas vezes a dificuldade das eliminatórias da América do Sul é injustamente questionada, e a seleção canarinho se garantiu no Mundial com um desempenho que beira à perfeição (11 vitórias e dois empates). 

Além disso, a reação foi positiva após o baque de perder a final da Copa América para a Argentina. Um exemplo se deu justamente no reencontro com o rival, fora de casa, em que um Brasil desfalcado de Neymar e Casemiro mostrou toda sua capacidade defensiva e ainda jogou melhor. O momento também é bem interessante para nomes que chegaram há pouco tempo e que causaram um enorme impacto (Vinicius Jr., Antony e Raphinha), uma vez que eles têm um período considerável para se entrosarem e se sentirem cada vez mais à vontade em uma seleção que já tem sua bastante bastante sólida.

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Argentina: Uma das seleções que mais evoluiu ao longo do ano de 2021, que teve conquista da Copa América (encerrando jejum de 28 anos sem títulos) e uma invencibilidade que se mantém de 27 partidas (17 vitórias e dez empates). Assim, a seleção alviceleste chega como uma das candidatas ao título do torneio.

Mais do que a série invicta iniciada em julho de 2019 e a taça erguida, a equipe de Lionel Scaloni conseguiu encontrar um padrão de jogo e um coletivo bem estabelecido, sem ficar exclusivamente na expectativa da genialidade de Lionel Messi. Nomes como Emiliano Martínez e Christian Romero também foram excelentes novidades dete ano para a Argentina e têm tudo para se ambientarem ainda mais até a Copa. 

Sérvia: A seleção treinada por Dragan Stojkovic não superou Portugal de Cristiano Ronaldo à toa e chega para brigar por um lugar no mata-mata do Mundial, o que poderia ter acontecido em 2018, caso não tivesse caído em uma chave tão complicada com Brasil e Suíça. De qualquer forma, os sérvios vão à Copa com mais protagonsitas do que foram na Rússia - afinal, Dusan Tadic, Aleksandar Mitrovic e Filip Kostic evoluíram demais desde então, e ainda houve o 'surgimento' de Dusan Vlahovic. Isso sem contar que Sergej Milinkovic-Savic continua em alto nível.

Ainda que esteja longe de ser uma candidata ao título, a Sérvia chega à Copa com condições de fazer um barulho e de ir além do que em 2018. O triunfo sobre Portugal em Lisboa é um ótimo argumento a favor.

Espanha: A campeã mundial de 2010 até pertence ao grupo de candidatas ao título, mas não é uma das primeiras escolhas neste grupo. Há muito talento e juventude em ascensão, com nomes como Pedri, Ansu Fati e Gavi, mas também há inconstância. O time que fez 6 a 0 na Alemanha foi o mesmo que empatou com a Grécia em casa, quase se complicou diante da Geórgia e que jogou um futebol longe de empolgar na fase de grupos da Eurocopa. Muitas vezes há grande dificuldade em acelerar o jogo e superar equipes que se defendem bem e renunciam à bola.

De qualquer forma é importante ressaltar que, no geral, Luis Enrique faz um bom trabalho, tanto que levou a Fúria até a semifinal da Eurocopa caindo nos pênaltis e jogando melhor em duelo com a Itália - aliás, os espanhóis acabaram com a invencibilidade de mais de três anos da Azzurra ao vencerem na semifinal da Liga das Nações, em outubro. 

Suíça: Seja pelo histórico recente ou pelo momento que vive, há a expectativa de uma boa campanha da Suíça (oitavas ou até mesmo quartas de final), uma vez que vem de campanhas e atuações convincentes. Além de ter sido campeã de um grupo nas eliminatórias que tinha a Itália - e sem perder para a rival nos dois confrontos diretos -, a seleção suíça foi quadrifinalista na Eurocopa eliminando a França e caindo para a Espanha apenas nos pênaltis.

Além disso, o país tem se notabilizado por participações de respeito em Mundiais. Presente nas oitavas de final da Copa em 2006, 2014 e 2018, a Suíça tem mostrado a algum tempo como pode dificultar a vida das principais seleções, e não me refiro apenas ao fato de ter superado a Itália em seu grupo e ter eliminado a França na Euro. Em 2014, caiu para a Argentina no Mundial apenas nos minutos derradeiros da prorrogação; quatro anos depois, segurou um empate contra o Brasil. Mesmo em 2010, quando caiu na fase de grupos, ficou marcada por ter vencido a Espanha, que viria a ser a campeã na Copa da África do Sul.

França: A queda precoce na Eurocopa para um adversário que não era candidato ao título (Suíça) foi uma enorme surpresa para uma seleção que chegava ao torneio como principal favorita e atual campeã mundial. O tropeço não tira a França do posto de principais concorrentes na disputa no Catar, ainda mais depois do retorno de Karim Benzema, que terá um tempo para se entrosar com Kylian Mbappé e Antoine Griezmann antes da Copa. Além disso, há jovens com enorme potencial aparecendo e acrescentando ao elenco de Didier Deschamps, como os casos de Jules Koundé e Dayot Upamecano na defesa. 

Com um elenco atual ainda mais forte do que o que conquistou a taça na Rússia em 2018, a França ainda conseguiu recuperar a confiança na Liga das Nações ao conquistar o título com direito a uma virada incrível para cima da Bélgica na semifinal. A concorrência pode até ser maior, mas os franceses chegarão com totais condições de defender seu troféu. 

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Bélgica: Assim como a Espanha, a Bélgica está no grupo das candidatas ao título, mas não entre as primeiras escolhas. A geração que dá o que falar há quase uma década e que conseguiu o seu melhor desempenho na história das Copas ao ficar em terceiro na Rússia ainda tem muito talento, com destaque para Romelu Lukaku e Kevin de Bruyne, que estão entre os melhores do mundo em suas posições. 

Porém, a seleção tem passado a sensação de que o seu auge já passou, tendo em vista o desempenho na Eurocopa, com uma derrota incontestável para a Itália, e como levou uma virada impressionante da França na semifinal da Liga das Nações. Outro ponto que merece uma atenção especial é a dificuldade que a seleção belga tem tido para renovar o seu setor defensivo.

Dinamarca: É sem dúvida uma das principais candidatas a surpresa na Copa do Mundo, depois de ter sido a grande história de superação da Eurocopa. Mesmo com todo o trauma sofrido pelo episódio envolvendo Christian Eriksen, a Dinamarca conseguiu jogar muito bem na Eurocopa, caindo na semifinal para a Inglaterra com um pênalti controverso na semifinal. Além disso, sua classificação à Copa do Mundo foi garantida com duas rodadas de antecedência com uma campanha, até então, de oito vitórias em oito jogos, 27 gols marcados e nenhum sofrido.

Desde a chegada de Kasper Hjulmand há pouco mais de um ano, a Dinamarca teve uma grande evolução, apresentando ótimos resultados e um futebol vistoso e muito coletivo. Assim, é bem possível imaginar que os escandinavos possam igualar (ou ir além de) sua melhor campanha na história em Copas do Mundo: as quartas de final de 1998. É claro que isso depende de como estará esta equipe daqui um ano e como será os seus cruzamentos.

Holanda: Vindo de uma Eurocopa ruim com queda nas oitavas de final para a República Tcheca e sem empolgar em sua campanha nas eliminatórias, a Holanda chega ao Mundial fora do grupo dos candidatos ao título, mesmo tendo um time forte no papel e com alguns atletas com capacidade de desequilibrar, como Virgil van Dijk, Frenkie de Jong e Memphis Depay, que foi o artilheiro (12 gols), garçom (seis assistências) e líder em chances criadas (45) das eliminatórias europeias.

A questão é quanto Louis van Gaal conseguirá fazer esse time subir de rendimento em um ano. Após ter assumido a seleção recentemente (Frank de Boer deixou o cargo depois da queda na Ero), o veterano treinador teve como missão inicial a classificação ao Mundial, superando o trauma da edição passada, quando ficou de fora sem sequer ir à repescagem. Com esse dever cumprido, agora o foco é conseguir subir o nível da seleção que, sob o seu comando, foi terceira colocada na Copa de 2014.

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Croácia: É muito difícil imaginar que os croatas possam chegar perto da campanha passada quando foram finalistas de forma inédita. Além de uma maior concorrência para o próximo Mundial, há ausências significativas em relação ao time de 2018, já que Ivan Rakitic e Mario Manduzkic não são mais parte do elenco comandado por Zlatko Dalic.

Outro fato importante que deve ser mencionado é que o chaveamento foi bastante conveniente para a Croácia ter ido tão longe na Rússia, o que não tira em nada o mérito desta equipe. Porém, foi um aspecto determinante e que dificilmente se repetirá - em 2018 houve a ausência da Itália na competição e a Alemanha caindo na fase de grupos, por exemplo. Agora, ambas são candidatas ao título. 

De qualquer forma, os croatas fizeram um trabalho de respeito no ciclo atual ao serem líderes em uma chave incômoda, com Rússia, Eslovênia e Eslováquia, além de terem causado muitos problemas à Espanha nas oitavas de final da Eurocopa.

Inglaterra: Empolgação não faltam aos ingleses, e com motivo. Além de contar com um dos três elencos mais fortes do futebol mundial na atualidade, a seleção vem de duas campanhas históricas: uma semifinal de Copa do Mundo após 28 anos e uma final inédita de Eurocopa. No segundo caso, a equipe só perdeu a taça nos pênaltis para a Itália em pleno Wembley. Apesar da dor causada por uma derrota em casa na decisão, a base está solidificada, e a Inglaterra já não é mais a grande seleção que decepciona e se despede cedo nos grandes torneios. Essas experiências recentes certamente são significativas para o amadurecimento de um grupo que ainda conta com muitos jovens em formação.

É fato que o time de Gareth Southgate não tem sido tão envolvente e nem tão convincente quanto ao nível que pode entregar dentro de campo, mas já tem sido o suficiente para quebrar tabus da seleção e para colocá-lo entre as principais candidatas à taça em 2022. Agora imagine se esse English Team conseguir se aproximar de todo o seu potencial técnico...

Alemanha: Desde a chegada de Hansi Flick, a Alemanha venceu seus sete compromissos, marcou 31 gols e sofreu apenas dois. É bem verdade que os compromissos não foram tão desafiadores - Armênia (2x), Liechtenstein (2x), Islândia, Romênia e Macedônia do Norte -, mas isso não muda o fato de que a seleção apresentou uma nova cara desde a mudança no banco de reservas. 

Além disso, o relacionamento próximo e o trabalho vencedor que teve com os atletas do Bayern, que são boa parte da seleção, certamente representam um trunfo para a equipe quatro vezes campeã do mundo. O tempo ainda pode ser 'amigo' deste processo, uma vez que o treinador terá um ano para emplacar suas ideias. Assim, muito mais pelo potencial que essa parceria tem do que pela pequena amostragen, a Alemanha deve chegar como forte candidata ao título.

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Bayern de Munique: os números por trás da incrível evolução de Leroy Sané

André Donke
André Donke

Líder da Bundesliga e do seu grupo na Uefa Champions League, vitórias contundentes e Robert Lewandowski empilhando gols... O roteiro do Bayern de Munique em 2021-22, no geral, não vem sendo muito diferente em relação às últimas campanhas.

No entanto, há certamente algumas particularidades, como o fato de ser a primeira temporada de Julian Nagelsmann à beira do campo. Dentro dele talvez uma das maiores diferenças positivas é a evolução de Leroy Sané.

Contratado no meio de 2020 como segundo jogador mais caro da história do clube e herdando a camisa 10 que pouco tempo antes fora de Arjen Robben, o atacante disputou 44 dos 50 jogos do Bayern na temporada passada, sendo titular em 27 deles. Sané esteve em campo por 2625 minutos, somando dez gols, dez assistências e 48 chances criadas.

Os números em si nem foram ruins, mas o jogador não conseguiu decolar, ainda mais em momentos decisivos como os confrontos das quartas de final da Champions League contra o PSG, quando o time alemão não contou com Serge Gnabry e Robert Lewandowski  - Leon Goretzka saiu lesionado no primeiro tempo do duelo de ida e não esteve no de volta.

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Sané teve um momento difícil até mesmo no começo de 2021-22, já que chegou a receber vaias dos próprios torcedores do Bayern ao ser substituído durante a partida contra o Colônia pela segunda rodada da Bundesliga. Porém, esteve foi apenas um episódio isolado de uma temporada incrível do atleta de 25 anos.

Com apenas 18 jogos e 1215 minutos em campo, ele já praticamente igualou seus números de toda a temporada passada, uma vez que soma oito gols e nove assistências, além de ter criado 40 chances. O camisa 10 é um dos quatro jogadores que estiveram em campo em todas as partidas do Bayern até aqui – foi titular em 15 e reserva utilizado em três. Thomas Müller, Serge Gnabry e Joshua Kimmich são os outros que ainda não perderam uma partida sequer.

Os números mostram como Sané tem sido um dos protagonistas do time de Nagelsmann. Ele é o terceiro em chances criadas no elenco, o segundo garçom e o vice-artilheiro do elenco (veja dados abaixo).

Além disso, sua importância tem sido constatada também na seleção alemã. Nos sete jogos desde a chegada de Hansi Flick, Sané foi titular em seis, marcou quatro gols (menos apenas que os cinco de Timo Werner), criou 12 chances (menos apenas que as 13 de Kimmich) e ainda deu uma assistência. Não deixa de ser significativo para alguém que foi titular apenas uma vez na Eurocopa passada e sequer figurou no elenco que disputou a Copa do Mundo de 2018.

Em alta, o camisa 10 do Bayern de Munique volta a campo nesta sexta-feira, quando sua equipe visita o Augsburg às 16h30 (de Brasília) pela abertura da 12ª rodada da Bundesliga.

Sané comemora gol pelo Bayern de Munique
Sané comemora gol pelo Bayern de Munique Paulo Nascimento/NurPhoto/Getty Images

Números do elenco do Bayern de Munique em 2021-22 (todas as competições):

Gols

Robert Lewandowski - 23
Leroy Sané, Eric Maxim Choupo-Moting e Serge Gnabry - 8
Thomas Müller - 6

Assistências

Thomas Müller - 10
Leroy Sané - 9
Dayot Upamecano e Alphonso Davies – 4 

Chances criadas

Thomas Müller - 45
Joshua Kimmich - 44
Leroy Sané - 40
Robert Lewandowski – 23

 Dribles certos

Alphonso Davies - 53
Leroy Sané - 46
Jamal Musiala - 30

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Para ficar de olho! O quarteto sérvio que busca frustrar a classificação direta de Portugal à Copa do Mundo

André Donke
André Donke

Portugal e Sérvia enfrentam-se às 16h45 (de Brasília) deste domingo, no Estádio da Luz, em Lisboa, para definir qual seleção irá diretamente à Copa do Mundo de 2022 e qual seguirá na briga por uma vaga na repescagem. A vantagem do empate é dos anfitriões, já que possuem um melhor saldo de gols (12 a 8).

Apesar do favoritismo português, a seleção sérvia tem condições de complicar a vida do seu adversário, em boa parte por conta da qualidade e do momento de quatro jogadores de seu sistema ofensivo. Aliás, dois deles marcaram no 2 a 2 no primeiro confronto entre as duas seleções pelas eliminatórias. Na ocasião, Cristiano Ronaldo e cia. abriram 2 a 0 com Diogo Jota (duas vezes), mas os donos da casa conseguiram a reação na partida realizada em março deste ano.

Filip Kostic: O ala-esquerda da seleção, que também pode jogar de ponta, é um dos destaques do Eintracht Frankfurt desde que chegou ao clube no meio de 2019. Na Bundesliga 19-20, ele somou 79 chances (terceiro melhor) e 11 assistências (quinto melhor). Os números ainda seriam melhorados na edição 2020-21, com 89 chances e 14 assistências, ficando atrás apenas de Thomas Müller em ambas as estatísticas.

Depois de ter visto uma negociação com a Lazio não acontecer na última janela, o jogador de 29 anos segue brilhando no Frankfurt na atual temporada, com 23 chances criadas, dois gols e quatro assistências na Bundesliga após oito jogos disputados. Destaque para o gol e eassistência na vitória sobre o Bayern de Munique por 2 a 1 em plena Allianz Arena.

Pela Sérvia, ele fez um gol nestas eliminatórias, justamente o que definiu o empate por 2 a 2 com o Portugal. O outro foi anotado pelo nome seguinte a ser destacado neste quarteto.

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Aleksandar Mitrovic: O centroavante de 27 anos do Fulham foi o artilheiro da Championship 19-20 com 26 gols e acabou incluído no time ideal do campeonato. Porém, na campanha seguinte, ele teve uma campanha discreta coletiva e indiviudalmente. O Fulham foi rebaixado com o sérvio fazendo só 13 jogos como titular Premier League e anotando três gols e três assistências. Porém, o retorno à Championship significou também o retorno ao protagonismo para o atacante, que já soma incríveis 20 gols e cinco assistências, com apenas 17 das 46 rodadas disputadas.

Com a camisa da Sérvia, na qual é o maior goleador da história com 43 bolas nas redes, Mitrovic foi artilheiro da Nations League 18-19 com seis gols. Nas eliminatórias, ele soma sete tentos e está a quatro do líder Memphis Depay e apenas um atrás dos vice-líderes.

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Dusan Tadic: Referência no Ajax desde que chegou em 2018, o meia-atacante foi um dos pilares do time que chegou semifinal da Champions League em 2018-19 e continua sendo protagonista em uma equipe que novamente está encantando em nível nacional e continental.

Tadic joga muito, seja no talento ou na frequência, uma vez que ele atuou em todos os compromissos das duas últimas temporadas, assim como na atual. Desde que chegou ao clube, só não participou de dois jogos de fases inicias da Copa da Holanda e soma impressionantes 58 gols e 53 assistências na Eredivisie, totalizando 111 participações diretas em gol em 105 jogos (101 como titular).

Pela Sérvia, ele tem um gol e cinco assistências nas eliminatórias - somente Memphis Depay e Leon Goretzka, com seis cada, deram mais passes para gol na competição. Além disso, são 32 chances criadas para Tadic, ficando atrás apenas de Depay (45).

Dušan Vlahovic: O atacante de 21 anos está desde 2018 na Fiorentina e decolou na última temporada ao marcar 21 gols na Série A e terminar como quarto artilheiro da competição - ele participou diretamente de mais da metade dos 47 gols de sua equipe, já que também registrou três assistências. Na atual edição da liga, o jovem mostrou que seu faro de gol continua em dia, sendo que já foi às redes em oito oportunidades, duas a menos que o líder Ciro Immobile.

A ascensão de Vlahovic o fez estrear pela seleção em outubro de 2020. Desde então, são 13 jogos, sete gols e duas assistências. Ele marcou nos últimos três jogos que disputou pelo país, inclusive no 4 a 0 contra o Catar em amistoso realizado na quinta-feira.

Mitrovic e Tadic em ação pela Sérvia
Mitrovic e Tadic em ação pela Sérvia Getty Images
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Rival do Bayern, Freiburg é o único invicto da Bundesliga e 'campeão' em sustentabilidade

André Donke
André Donke

Depois de dez rodadas disputadas da Bundesliga, apenas um dos 18 times segue sem perder na competição - e não se trata do Bayern de Munique, que vai em busca de seu décimo título consecutivo no campeonato. Aliás, é justamente o seu adversário deste sábado, o Freiburg.

O modesto time da região da Floresta Negra vive um período iluminado, sem qualquer trocadilho com o fato de ser da cidade mais ensolarada do país.

Com seis vitórias e quatro empates, o clube igualou sua maior série invicta na história da Bundesliga, sendo que a última tinha sido em 2011-12. Além disso, o Freiburg desfruta de sua sexta temporada seguida na competição, que é a sua maior estadia na elite igualando o período entre 2009-10 e 2014-15. É muita coisa para uma equipe que estreou na primeira divisão da liga somente em 1993-94.

O arquiteto deste sucesso é Chrstian Streich, o técnico mais longevo do campeonato: ele irá completar uma década no cargo na virada deste ano. Nem mesmo o rebaixamento em 2014-15 (antes do retorno imediato à elite) o tirou do cargo e nem do clube ao qual está ligado desde 1995.

Depois de ter aposentado precocemente como jogador naquele ano por conta de uma fratura, Streich passou a trabalhar na base do Freiburg. Ele comandaria o time sub-19 a três títulos da Copa da Alemanha e um da Bundesliga na categoria, antes de assumir o comando do elenco principal.

Ou seja, Streich passou os últimos 26 dos seus 56 anos de vida no Freiburg, e sem levar em conta a temporada 1987-88, em que o ex-meio-campista somou 22 jogos e dois gols pela equipe da Floresta Negra na segunda divisão nacional.

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Melhor defesa

Boa parte do sucesso do time de Streich nesta temporada se dá pela sua defesa, que é a menos vazada da liga com apenas sete gols sofridos, três a menos do que a do Bayern de Munique. Já o ataque é apenas o sexto com 17 gols marcados, 21 atrás do atual eneacampeão.

Individualmente, o lateral-esquerdo Christian Günter merece destaque, e já não é de hoje. Na última edição da Bundesliga, ele atuou em todos os minutos e foi o quarto nome da liga em chances criadas, desempenho que o fez retornar à seleção alemã após sete anos de ausência e ser parte do elenco que disputou a última Eurocopa.

Na atual edição, o defensor de 28 anos também não perdeu um minuto sequer da Bundesliga e é o líder em chances criadas, com 30, sendo o responsável por mais de um terço do que todo o time do Freiburg soma: 85.

Dessa forma, o lateral-esquerdo é uma das esperanças para que o grande início de Bundesliga perdure e termine como uma das grandes campanhas da história do clube. O seu melhor desempenho na elite foi o terceiro lugar de 1994-95, apenas três pontos atrás do campeão Borussia Dortmund.

Sob o comando de Streich, o grande feito se deu em 2012-13, com uma quinta colocação. O técnico ainda levou o time a uma sétima e uma oitava colocações em 2016-17 e 2019-20, respectivamente.

Quem sabe o Freiburg consegue ir além em 2021-22? Seria algo memorável por si só, mas ainda mais em uma temporada em que o clube está estreando seu novo estádio.

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Casa nova e referência em sustentabilidade

Em outubro, o Freiburg passou a jogar no Europa Park, um estádio com capacidade para 34.700 torcedores e que teve custo total acima dos 120 milhões de euros. Depois de as obras terem sido iniciadas em novembro de 2018, o time pode estrear em sua nova casa quase três anos depois, ao vencer o St. Pauli por 3 a 0 em amistoso em 7 de outubro de 2021. Desde então, foram dois jogos pela Bundesliga no local: empate por 1 a 1 com o RB Leipzig e triunfo dos mandantes por 3 a 1 para cima do Greuther Fürth.

Além de contar com um estádio com capacidade significativamente maior (o Schwarzwald-Stadion, sua antiga casa, comportava 24 mil torcedores), o Freiburg, ao construir o Europa-Park, também deu mais um passo enorme no quesito sustentabilidade.

Segundo o site oficial da Bundesliga, o estádio tem a capacidade de se tornar “carbono neutro”, que é nada mais do que a neutralização da emissão de carbono.

Com painéis solares no Europa-Park, a ideia é que o estádio utilize e armazene a energia gerada - lembra que Freiburg é a cidade mais ensolarada da Alemanha?

A iniciativa de colocar painéis solares em um estádio de futebol na Alemanha foi uma medida pioneira do Freiburg lá em 1993 com o Schwarzwald-Stadion, que captava 250 mil kilowatts por ano. A estimativa, conforme apontado no site da Bundesliga, é que seja obtido 2,3 milhões kKh por ano com a medida no Europa Park. Além disso, o local ainda tem vaga para 3700 bicicletas, quase o dobro das 2100 para automóveis, que, se forem elétricos, terão estações de recarga.

Vivendo uma grande temporada e de cada nova, os torcedores do Freiburg ficam na expectativa de que seu time de coração e seu estádio continuem brilhando.

Europa Park, novo estádio do Freiburg
Europa Park, novo estádio do Freiburg THOMAS KIENZLE/AFP via Getty Images

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Alegria e preocupação: genialidade de Ronaldo maquia mais uma vez os problemas do United

André Donke
André Donke

Cristiano Ronaldo é até o momento o grande personagem desta edição da Uefa Champions League. Com dois gols nesta terça-feira, sendo um deles aos 46 minutos do segundo tempo, o português foi o grande responsável do empate por 2 a 2 alcançado pelo Manchester United diante da Atalanta, fora de casa, em duelo válido pela quarta rodada do grupo F.

Terceiro artilheiro da competição com cinco gols marcados, o atacante de 36 anos pode ‘colocar em sua conta’ cinco dos sete pontos conquistados pelos Red Devils. Isso porque, antes do feito desta terça-feira, ele já tinha marcado na reta final os gols da vitória sobre Villarreal (2 a 1) e Atalanta (3 a 2) em Old Trafford.

Com essa enorme contribuição do seu camisa 7, o United chega para as duas últimas rodadas do grupo F na liderança e com enormes chances de classificação. Porém, essa é uma situação que merece ser analisada além dos resultados e do protagonismo de Cristiano Ronaldo, que já tinha anotado gol e assistência na vitória por 3 a 0 sobre o Tottenham em Londres no final de semana.

O United está bem distante de alcançar o potencial que tem e se mostra um time com poucas ideias e organização, mesmo com tantas alternativas que dispõe pela qualidade do seu elenco. Além disso, a transição defensiva muitas vezes é problemática para o time que leva em média 1,5 gol por jogo entre Premier League e Champions.

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O empate em Bérgamo foi alcançado mais na base da persistência do que da organização. Os ingleses ficaram um bom tempo sem criar boas oportunidades antes de Ronaldo definir a igualdade. O gol aos nos acréscimos saiu após mais de 20 minutos sem qualquer conclusão dos visitantes.

É óbvio que ter um jogador deste nível não representa um problema, nem mesmo quando se tem certa dependência dele. O problema é quando coletivamente as coisas não andam, a ponto de a genialidade e o poder de decisão de seu craque sejam necessários em quase todo jogo – ou todo os jogos no caso da Champions para o United.

Atualmente, a situação dos Red Devils nos campeonatos está longe de ser preocupante: líder de um grupo nada fácil na Champions League e quinto na Premier League, a três pontos do G-4 e cinco atrás do segundo colocado Liverpool. No entanto, ao se olhar com a perspectiva da frieza de números e tabela, se ignora a enorme distância entre o que o United tem apresentado e o que pode apresentar. Aliás, esta é uma realidade que se faz presente há muitos meses e que pode gerar ainda mais desconforto ao torcedor nesta terça, dia em que Antonio Conte, um dos melhores técnicos do mundo, sai do grupo dos desempregados para assumir o Tottenham

Cristiano Ronaldo durante jogo entre Manchester United e Atalanta
Cristiano Ronaldo durante jogo entre Manchester United e Atalanta EFE/EPA/PAOLO MAGNI

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