Há dois anos sem jogar, lenda do Borussia Dortmund se despede do clube neste sábado

André Donke
André Donke

Erling Haaland fará sua última partida pelo Borussia Dortmund neste sábado, quando a equipe receberá o Hertha Berlin no Signal Iduna Park pela última rodada da Bundesliga. O jogo é praticamente festivo para os aurinegros, uma vez que terminarão como vice-campeões independentemente do que aconteça.

Embora seja natural que o foco esteja praticamente todo no norueguês, que soma 88 jogos, 85 gols e 19 assistências pelo BVB, há outro jogador se despedindo do clube, e este é até mais lendário na história do Dortmund: Marcel Schmelzer. Inclusive, ele anunciou nesta sexta-feira a sua aposentadoria do futebol aos 34 anos.

O lateral-esquerdo não entra em campo desde 17 de junho de 2020, sendo que as lesões o impediram de atuar nas duas últimas temporadas. Sua última campanha com alguma constância foi em 2017-18, quando iniciou 17 jogos da Bundesliga. Já em 2018-19 e 2019-20, ele acumulou 21 partidas disputadas em todas as competições, sendo que não foi titular uma vez sequer em 2019-20.

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Apesar disso, Schmelzer não deixa de ser um ícone na história do clube. Desde 2005 em Dortmund, ele tem o Borussia como seu único clube na carreira, tendo substituindo o ídolo Dedê e somado 367 partidas oficias. Titular da equipe bicampeã alemã e vice-campeã da Champions, ele também era dos 11 iniciais em duas conquistas de Copa da Alemanha. Já na seleção, teve pouco espaço e disputou 16 partidas, sendo reserva sem ser utilizado na campanha de semifinal da Eurocopa de 2012.

A ligação entre o clube e o lateral é tão forte que houve uma renovação de contrato no meio de 2021 por mais um ano, mesmo com as condições físicas do atleta acima descritas. Assim, mesmo sem atuar por um minuto em 2021-22, o defensor teve mais um ano no Dortmund.

Uma possível entrada em campo no capítulo final foi descartada pelo técnico Marco Rose, embora seja a vontade de muitos torcedores. “Schmelle não tem estado com a equipe nos treinos há quatro meses.”

Futuro

Nos últimos dias, o Antalyaspor registrou em suas redes sociais uma participação do alemão por dois dias nos treinamentos. O time é dirigido por Nuri Sahin, que escreveu uma belíssima história ao lado de Schmelzer com a camisa aurinegra. Se ele irá desempenhar alguma trabalho fora de campo de imediato ao lado do antigo companheiro, ainda não se sabe. De certo mesmo, somente que chegará ao fim após 17 anos e quase 400 jogos a passagem de um dos ídolos do Borussia Dortmund.

Schmelzer (à esq.) comemora com Grosskreutz após marcar contra o Real Madrid
Schmelzer (à esq.) comemora com Grosskreutz após marcar contra o Real Madrid EFE

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Manchester United: Lisandro Martínez pode entregar o que carece na defesa do time

André Donke
André Donke

Mais do que um zagueiro, o Manchester United precisava de um que fosse mais rápido e com qualidade técnica para jogar ao lado de Raphael Varane ou de Harry Maguire. O primeiro não fez uma grande primeira temporada no Old Trafford (até pelas lesões), mas continua como um dos melhores do mundo na posição, já o segundo tem sido muito marcado pelas críticas da torcida e esteve longe de justificar o alto investimento feito de 2019.

A confirmação da chegada de Lisandro Martínez faz o United ganhar um jogador com um perfil que seu time titular sentiu falta na última temporada. Com grande inteligência tática (também chegou a atuar como volante Ajax), o argentino dá mais leveza a uma zaga mais pesada e que muitas vezes sofreu com posicionamento, algo que precisa ser corrigido se Erik ter Hag for atuar com linhas mais altas, o que era padrão em seu período na Johan Cruyff Arena.

Já quando seu time tiver a poss,e Martínez tem qualidade para dar melhor qualidade na saída de bola no campo defensivo. Entre os atletas que disputaram ao menos 1000 minutos na última edição do Campeonato Holandês, Martínez teve o sexto melhor aproveitamento de passes (88,9%). Além disso, foi o zagueiro com mais chances criadas (7) e assistências (3).

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Outra qualidade que o argentino tem é a força no jogo aéreo, apesar da baixa estatura para um zagueiro (1,75m). Foram 70,2% dos duelos vencidos pelo alto, o que representou a sétima melhor marca da Eredivisie 21-22 entre os jogadores de linha. Nos duelos de uma forma geral, os 69,2% determinaram o sexto melhor índice entre os atletas (sem incluir goleiros).

Eleito para a seleção ideal da Superliga Argentina antes de ir ao Ajax no meio de 2019, Martínez tem apenas 24 anos, mas chega aos Red Devils com a bagagem de mais de 100 jogos pelo Ajax e como nome já consolidado na seleção argentina – este salto no mercado de transferências pode ser fundamental que consiga ganhar a titularidade até a Copa do Mundo.

Ao lado de um zagueiro de maior presença física, Lisandro pode trazer mais leveza, qualidade na saída de bola e melhor posicionamento para uma defesa que precisa de melhoras significativas. Afinal, foi a oitava pior da última Premier League com 57 gols sofridos, 31 a mais do que os líderes no quesito (Liverpool e Manchester City).

Lisandro Martínez, ex-Ajax, é o novo reforço do Manchester United
Lisandro Martínez, ex-Ajax, é o novo reforço do Manchester United MAURICE VAN STEEN/ANP/AFP via Getty Imag

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Euro feminina: Alemanha mostra repertório e se confirma como forte candidata ao título

André Donke
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Vindo de quedas nas quartas de final na Euro de 2017 e Copa de 2019, seus desempenhos mais discretos em sua história, a seleção alemã podia gerar certa desconfiança antes de chegar à Inglaterra para a disputa da atual edição da competição continental. E não apenas por esse retrospecto recente.

As germânicas - que sofreram uma surpreendente derrota para a Sérvia nas eliminatórias para a Copa em abril - apostaram em uma preparação pautada em mais treinamentos e só um amistoso (vitória sobre a Suíça por 7 a 0) para a Eurocopa. Assim, como saber exatamente como chegaria a Alemanha? A resposta tem sido a melhor possível.

Depois de atropelar a Dinamarca, sua algoz em 2017, a seleção oito vezes campeã do continente venceu um duelo de candidatas ao título ao bater a Espanha por 2 a 0 nesta terça-feira. São duas vitórias contra adversárias fortes, seis gols marcados, nenhum sofrido e classificação garantida de forma antecipada no ‘grupo da morte’.

Metade dos gols saiu de situações de bola parada, dois deles vieram com sua marcação alta forçando erros das adversárias (se bem que nesta terça a maior parte da conta fica para a goleira Sandra Paños) e outro com uma jogada bem trabalhada coletivamente, com ultrapassagem e infiltração de uma meio-campista na área para dar assistência.

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Não só pela variedade dos gols, a Alemanha se viu em cenários bem diferentes em ambas as partidas.Jogou na estreia dominando territorialmente com 64,9% de posse de bola e amassando a Dinamarca mesmo quando tinha o placar sob controle; já contra a Espanha, abriu o placar muito cedo e soube se comportar muito bem tendo apenas 30,4%.

As espanholas tiveram controle territorial, mas as comandadas de Martina Voss-Tecklenburg souberam conduzir muito bem o jogo neste panorama e poderiam até ter construído uma vitória maior caso o VAR tivesse intervido para alertar quanto a uma eventual expulsão para Irene Paredes após falta não marcada em Alexandra Popp.

Por falar em Popp, ela teve a missão de substituir Lea Schüller (testou positivo para COVID-19) na única alteração em relação à equipe que iniciou o jogo passado. A quinta maior artilheira da história da Mannschaft deixou sua marca, assim como já havia feito quando entrou no lugar da própria Schüller no decorrer do segundo tempo contra a Dinamarca – Schüller, aliás, tinha marcado pouco antes de sair.

A Alemanha convenceu com um jogo de encher os olhos na sexta e com eficiência nesta terça. Sua bola parada ofensiva é muito forte, a intensidade do trio de meio-campistas formado por Lina Magull, Lena Oberdorf e Sara Däbritz influencia demais em seu jogo extremamente coletivo. O elenco não depende de uma estrela em si e tem profundidade, sendo a situação Schüller/Popp uma argumentação a favor disso.

Já classificada para as quartas, fase em que entrará como favorita contra Noruega ou Áustria, a Alemanha terá a possibilidade de dar descanso a algumas atletas para o jogo contra a Finlândia, como no caso das suspensas Oberdorf e Felicitas Rauch.

É impossível saber se a Alemanha vai ser campeã, ainda mais em um torneio com tantas boas candidatas, mas não tenho mais dúvida que essa seleção tem bola para isso.

Klara Buhl comemora após marcar para a Alemanha sobre a Espanha, pela Euro feminina
Klara Buhl comemora após marcar para a Alemanha sobre a Espanha, pela Euro feminina EFE/EPA/Neil Hall

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Euro feminina: Alemanha mostra repertório e se confirma como forte candidata ao título

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De 20 meses sem jogar à redenção: o caminho de Ada Hegerberg até a Eurocopa

André Donke
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Ada Hegerberg é sem dúvida uma das principais estrelas da maior edição da Eurocopa feminina da história. Melhor jogadora do mundo em 2018, a norueguesa ganhou sete vezes a liga francesa com o Lyon e seis vezes a Uefa Champions League.

Nas últimas sete temporadas, a única em que o Lyon ficou sem esses dois títulos foi em 2020-21, quando sua estrela não atuou por conta de uma séria lesão. A atacante viveu um enorme drama, tendo rompido ligamento do joelho no começo de 2020 e ficado mais de 20 meses longe dos gramados, voltando apenas em outubro de 2021.

Apesar de tanto tempo longe, a atleta de 26 anos mostra que segue em grande nível, tendo marcado 17 gols em 28 jogos na temporada, sendo um deles na vitória por 3 a 1 sobre o Barcelona pela final da Champions. Por falar na competição, ela é a maior artilheira da história, agora com 59 gols.

O grande momento vivido no seu clube enche a torcida norueguesa de esperança para a Eurocopa, uma vez que voltará a contar com sua grande estrela após cinco anos de ausência.

Ada Hegerberg em ação pela seleção da Noruega
Ada Hegerberg em ação pela seleção da Noruega Getty Images

Hedgerberg afastou-se da seleção após a Euro de 2017 por discordar da federação em relação às condições dadas às mulheres no futebol no país. Com isso, ficou sem atuar pelo país até abril deste ano, quando retornou marcando três vezes na vitória por 5 a 1 sobre o Kosovo.

"Eu amo o futebol e eu quero jogar futebol. Eu tomei uma decisão em 2017 que eu mantive. Mas eu tive muito tempo para refletir nos últimos dois anos, em muitos aspectos. Eu fui capaz de ter muitas discussões honestas com a federação, por meio da Lise (Klaveness, presidente) primeiramente. Estou feliz em estar apta a voltar com o time e começar uma nova história", declarou em março.

No único grande torneio que disputou sem a atacante, a Noruega caiu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2019 ao levar 3 a 0 da Inglaterra, que é agora a anfitriã da Euro e adversária das nórdicas na fase de grupos. O reencontro está marcado para segunda-feira, mas antes disso a equipe escandinava estreia no grupo A nesta quinta diante da Irlanda do Norte, às 16h (de Brasília). A partida tem transmissão da ESPN 4 e Star+.

Mesmo com apenas 26 anos e tendo ficado cinco longe da seleção, Ada já possui feitos expressivos por seu país. Ela foi vice-campeã europeia em 2013, mesmo ano em que estreou pela seleção. Já em 2015, acabou eleita a melhor jogadora jovem da Copa do Mundo e depois seria a artilheira das eliminatórias para a Euro de 2017 com dez gols.

Agora, sua missão é ajudar a Noruega a conseguir uma campanha que apague o desastre da última edição, quando perdeu seus três jogos na fase de grupos para Holanda, Dinamarca e Bélgica, sem ter marcado um gol sequer.

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Haller chega ao Borussia Dortmund com números dignos de Haaland

André Donke
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O Borussia Dortmund anunciou oficialmente nesta quarta-feira a chegada de Sebastian Haller como novo centroavante do time, assinando um contrato de quatro anos. O marfinense chega com a missão de ocupar o espaço deixado por Erling Haaland (novo reforço do Manchester City) e, ainda que não seja tão brilhante quanto o seu antecessor, ao menos apresenta números dignos do que o norueguês vinha registrando na Alemanha.

Desde que Haller trocou o West Ham pelo Ajax no começo de 2020 como contratação mais cara da história do clube, ele registrou 47 gols e 16 assistências em 65 jogos, totalizando 63 participações diretas em gol (média de quase uma por partida).

No mesmo período, Haaland somou 53 gols e 14 assistências (67 participações em gol) em 57 partidas, um número superior ao marfinense, mas nem tanto assim. Chama atenção também o fato de que Haller teve um número significativamente maior em chances criadas: 86 x 54.

Considerando apenas a última temporada, são 34 gols de Haller (em 43 jogos) contra 29 bolas nas redes para Haaland (em 30 partidas).

Sebastien Haller em ação pelo Ajax
Sebastien Haller em ação pelo Ajax Peter Lous/BSR Agency/Getty Images

Vale destacar que o norueguês sofreu com problemas físicos em 2021-22, sendo desfalque por esse motivo em 16 dos 46 confrontos do Dortmund. Isso dificultou muito a vida dos aurinegros na Champions League, com o time sendo eliminado na fase de grupos e Haaland não conseguindo defender o prêmio de artilheiro que havia alcançado na edição 2020-21 com dez gols.

Por falar em artilharia de Champions, Haller terminou com terceiro colocado com 11 gols, atrás apenas de Karim Benzema (15) e Robert Lewandowski (13). O marfinense ainda igualou o recorde de Cristiano Ronaldo em 2017-18 como únicos jogadores a marcarem em todos os seis confrontos da fase de grupos - dois deles contra o próprio Dortmund.

Apesar dos números equilibrados, o ex-jogador do Ajax não terminou a temporada em alta, assim como o seu time. A equipe de Amsterdã até foi campeã nacional, mas viu seu desempenho cair na segunda metade da temporada, e o mesmo passou com seu artilheiro, que marcou apenas um gol nos últimos oito confrontos da temporada. Porém, independentemente do número em si, Haller viu a qualidade de suas atuações cair, o que não diminui a empolgação dos torcedores do Dortmund.

Além de encontrar o substituto de seu principal jogador, o time germânico também vê em seu novo centroavante um jogador que irá criar bastante para Marco Reus e Karim Adeyemi vindo de trás. Agora é esperar para ver se Haller conseguirá manter seus ótimos números em 2022-23. 

Os gols que fizeram o Borussia Dortmund investir alto para ter o 'substituto de Haaland'

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Destaque do Frankfurt campeão da Europa League, Hinteregger se aposenta... aos 29 anos

André Donke
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A quinta-feira reservou algumas notícias impactantes nesta quinta. Enquanto RB Leipzig e Bayer Leverkusen anunciaram a renovação de contrato de Christopher Nkunku (até 2026) e Flrorian Wirtz (até 2027), respectivamente, o Eintracht Frankfurt causou uma enorme surpresa com uma aposentadoria.

Martin Hinteregger anunciou que pendura as chuteiras com apenas 29 anos. O zagueiro foi desfalque na final da Europa League, vencida diante do Rangers, mas foi titular do time na temporada – iniciou 35 dos 48 jogos do Eintracht em 2021-22, sendo alguns deles como capitão.

O austríaco foi o sexto com mais desarmes na Europa League e acabou incluído para o elenco ideal do torneio, na avaliação de um painel de observadores da Uefa. Pela seleção de seu país, ele jogou todos os minutos da Eurocopa passada e foi titular até março de 2022, não participando dos jogos deste mês da Nations League.

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Da mesma forma que surpreende em sua saída, Hinteregger também chegou de forma impactante ao clube. Titular absoluto do Augsburg, o qual defendeu entre o meio de 2016 e o começo de 2019, o defensor foi emprestado após ter criticado publicamente o treinador Manuel Baum.

"Eu não posso dizer nada positivo sobre ele e não vou falar nada negativo", afirmou Hinteregger à Bayerischer Rundfunk em meio a uma série ruim de resultados do Augsburg. Ele foi suspenso e então cedido ao Frankfurt, que o contrataria em definitivo.  

No seu último clube e último ano da carreira, Hinteregger viveu certamente sua maior conquista, mas nada que tirasse da sua cabeça a ideia de se aposentar tão jovem. Ainda que não tenha jogado em um dos principais clubes da Europa (passou também por RB Salzburg e Borussia Mönchengladbach), o defensor teve uma carreira de prestígio, com três taças da liga e outras três da copa na Áustria, além de quase 200 jogos de Bundesliga, sendo titular constantemente.

Martin Hinteregger celebrando título com Frankfurt
Martin Hinteregger celebrando título com Frankfurt Getty Images

“No último outono eu já tinha começado a pensar sobre me aposentar no fim da temporada. Eu estava em um período difícil no campo: minhas performances estavam instáveis. As vitórias não pareciam tão boas mais, e toda derrota machucava o dobro. Minha melhora na primavera e nosso sucesso conjunto na Europa League me fizeram ainda mais motivados em me despedir com um grande sucesso esportivo. É por isso que eu desfrutei tanto da vitória na Europa League, porque eu já sabia que seria minha última grande comemoração de uma vitória com os fãs fantásticos desta cidade, que se tornou minha segunda casa”, disse Hinteregger em declarações publicadas pelo site do clube nesta quinta.

Assim, o épico título do Frankfurt na Europa League, tão marcado pela invasão em Barcelona e o fim de um jejum de 42 anos em competições europeias, ganha mais um capítulo à parte.

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Sem Lewandowski, sem centroavante? É perfeitamente possível imaginar o Bayern sem um camisa 9

André Donke
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Sadio Mané foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira no Bayern de Munique, que pode não contar com Robert Lewandowski para a próxima temporada. Com isso, fica a dúvida: se o polonês sair, o time deve buscar um novo camisa 9? Qual? Ou pode jogar sem um centroavante de ofício?

Historicamente, o Bayern tem uma relação de sucesso com goleadores. Antes do brilho de Lewandowski, nomes como Mario Gomez e Mario Mandzukic também se saíram muito bem, para citar exemplos recentes. Porém, talvez o cenário atual possa representar uma tentativa de mudança ao menos em um primeiro momento.

Haaland já foi ao Manchester City, Haller pode ir ao Borussia Dortmund, Darwin Núñez assinou com o Liverpool, Lukaku está tomando o caminho de volta para a Inter de Milão... O momento desta janela não favorece uma substituição imediata para um jogador que simplesmente venceu o prêmio de melhor do mundo nos dois últimos anos.

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Contratar um centroavante é importante para o Bayern ter mais repertório em seu elenco, mas não necessariamente o time vá por alguém que seja titular absoluto. Aliás, o técnico Julian Nagelsmann já escalou diferentes vezes um time sem uma referência na área nas duas temporadas em que esteve à frente do RB Leipzig, algo que poderia ser repetido agora.

Além disso, as movimentações do Bayern no mercado podem beneficiar uma eventual escalação sem um centroavante. Com a chegada de Noussair Mazraoui pela direita e a presença de Alphonso Davies pela esquerda, a equipe tem dois jogadores muito fortes no apoio pelas laterais. Isso poderia influenciar que os pontas saíssem do lado e partissem para dentro na situação ofensiva. Thomas Müller como ‘falso 9’ poderia gerar espaço para quem sai do lado e vai para o meio, o que seria algo bem interessante para Mané. 

A chegada de Ryan Gravenberch também pode fazer com que o Bayern tenha a alternativa de a adotar um 4-3-3,  atuando ao lado de Joshua Kimmich e Leon Goretzka e tirando uma das vagas do ataque. Assim, os bávaros poderiam ter uma equipe de muita movimentação entre suas diferentes peças, tendo apoio intenso dos seus laterais e Müller ajudando a gerar espaço para quem vem de lado. Muitos dos gols de Lewandowski poderiam migrar para Mané neste contexto.

É lógico, pode ser que nos próximos dias ou semanas o Bayern decida investir em algum centroavante que seja o substituto de Lewandowski, e pode até acontecer que o polonês não saia. O ponto aqui é mostrar que o elenco de Nagelsmann pode, sim, atuar sem um camisa 9, ainda que o seu grande nome não siga em Munique.

Robert Lewandowski durante partida do Bayern de Munique
Robert Lewandowski durante partida do Bayern de Munique Getty Images
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Tenerife assombrou o Real Madrid (duas vezes), foi parar na 3ª divisão e agora está a um jogo de voltar para LaLiga

André Donke
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São poucos os torcedores no mundo que podem se orgulhar do fato de seu clube trazer calafrios ao Real Madrid, ainda que isso se remeta a um episódio de um passado distante. E não é apenas times gigantes que possuem tal status. O Tenerife é talvez a maior prova disso.

A equipe da maior ilha do arquipélago das Canárias tem uma grande oportunidade de voltar à elite do futebol espanhol, já que enfrenta o Girona pela final dos playoffs da segunda divisão. A bola rola às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN 3 e Star+.

No confronto de ida houve empate por 0 a 0; agora, o Tenerife joga pelo empate (com prorrogação, caso necessário) por ter terminado à frente do Girona (quinto contra sexto colocado). Não há disputa de pênaltis.

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Caso o Tenerife saia vencedor ou com o empate após os 120 minutos, irá retornar após 12 anos para LaLiga, competição em que foi pesadelo para o Real Madrid. Duas vezes seguidas.   

6 de junho de 1992. Há pouco mais de três décadas, o Real Madrid dependia apenas de suas próprias forças para ser campeão nacional de 1991-92: bastava vencer o Tenerife fora de casa. Porém, os merengues perderam por 3 a 2 e viram o Barcelona vencer o Athletic Bilbao e ficar com o título ao chegar a 55 pontos, um a mais do que o rival – naquela edição a vitória valia dois pontos.

O Tenerife, por sua vez, terminou na quinta colocação e alcançou seu melhor desempenho na história da liga, em sua quinta aparição na elite até então. O time até igualaria o quinto lugar em 1995-96, mas jamais conseguiu superá-lo. Aliás, nos 30 anos seguintes muita coisa aconteceu na história do clube, chegando até mesmo a parar na terceira divisão em 2011-12 e 2012-13.

Antes disso, porém, a equipe das Ilhas Canárias voltaria a assombrar o Real Madrid em 1992-93. O cenário era o mesmo do ano anterior: bastava um triunfo para os merengues fora de casa contra o Tenerife. Porém, a equipe da capital levou 2 a 0 e viu o Barça fazer 1 a 0 na Real Sociedad para ficar com a taça novamente na última rodada e novamente por um ponto de diferença (58 a 57).

A história dos dois traumáticos vices ainda contou com um requinte de crueldade, uma vez que o técnico do Tenerife em ambas as ocasiões era Jorge Valdano, que, como jogador, foi bicampeão espanhol e da Copa da Uefa pelo Real na década de 80. O técnico argentino, inclusive, trocaria o Tenerife pelo clube madrilenho em 1994 e o conduziria ao título de LaLiga em 1994-95, encerrando um jejum de cinco anos.

Aquele elenco também contava com Fernando Redondo, que até foi titular na equipe da rodada final do Espanhol de 1991-92. Assim como Valdano, o ex-volante foi ao Real Madrid em 1994 e escreveu uma história gloriosa no Santiago Bernabéu.

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Time atual

Sonhando em cruzar novamente o caminho do Real Madrid, algo que não acontece desde 2010, o Tenerife espera que esta seja a última de uma sequência de nove temporadas seguidas na segunda divisão. Até a campanha atual, o time havia terminado entre os dez primeiros apenas uma única vez, em 2016-17, quando foi quarto colocado e acabou superado pelo Getafe na decisão dos playoffs.

Já em 2021-22, a equipe das Ilhas Canárias melhorou nove posições e 17 pontos em relação ao campeonato anterior, ficou na quinta colocação e chega embalado à decisão após ter superado o Las Palmas na semifinal com duas vitórias (1 a 0 e 2 a 1). Destaque para a força defensiva do Tenerife, que levou 37 gols em 42 rodadas, sendo superado apenas pelo campeão Almería, vazado em 35 oportunidades.

No ataque, Enric Gallego é o artilheiro com 12 gols, já contando os que marcou no 2 a 1 sobre o Las Palmas pelos playoffs. O atacante de 35 anos já jogou em LaLiga por Huesca, Getafe e atuou na última edição pelo Osasuna.

O técnico é Luis Miguel Ramis, que está desde a temporada passada no cargo e começou a carreira na base do Real Madrid, chegando a comandar o Castilla em 2016. Como jogador, o ex-zagueiro defendeu os merengues na década de 90, inclusive fazendo parte do time que foi vice-campeão nacional em 1992.

Torcedora do Tenerife entra no estádio antes de partida da equipe
Torcedora do Tenerife entra no estádio antes de partida da equipe Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

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Liverpool: Darwin Núñez é a peça ideal para o novo ataque dos Reds

André Donke
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Ainda que não exista qualquer contratação no futebol que garanta 100% de que funcionará, Darwin Núñez se mostra um reforço perfeito para o Liverpool.

Em um período de valores muitos altos nas janelas de transferências, pode-se discutir se o investimento (que pode ser até 100 milhões de euros) foi caro ou não. Porém, dentro de campo tem tudo para dar certo. Muito certo.

Primeiramente, pela qualidade técnica do uruguaio de 22 anos e sua evolução gradativa no futebol europeu. Em sua primeira temporada no Velho Continente, ele fez 16 gols na 2ª divisão espanhola pelo Almería e fez o Benfica o contratar na condição de reforços mais caro da história do clube.

No ano de estreia em Portugal, Darwin somou 11 gols e dez assistências em 36 jogos por Português e Europa League. Já na última campanha, foram 32 gols e quatro assistências em 38 jogos pela liga nacional e a Champions, sendo o artilheiro do Português com 26 gols.

Veja gols de Darwin Núñez:


Sua qualidade como centroavante goleador foi comprovada, sem mencionar a possibilidade que oferece para jogar mais aberto, o que ocorreu algumas vezes em 2021-22. Seu perfil de alta intensidade, força e velocidade casa perfeitamente com o estilo de jogo imposto por Jurgen Klopp.

Além disso, o técnico alemão ganhará variedade tática. O uruguaio deve ser o novo homem centralizado no ataque, mas poderia ocupar eventualmente a posição mais à esquerda, com Diogo Jota ou Roberto Firmino centralizado.

O excelente início de Luis Díaz (que também veio da liga portuguesa) no Liverpool deixa o torcedor dos Reds esperançoso de que a adaptação de Darwin seja rápida. Além disso, o grande futebol apresentado pelo colombiano fez com que Mané fosse deslocado muitas vezes para o centro do ataque. Como Mané está para sair do clube, a carência maior passou a de ser um centroavante titular e não mais um ponta – embora um jogador de lado para compor o elenco fosse também importante para os Reds.

Darwin vive uma fase técnica excelente (e que só cresce), tem um perfil que se adequa ao do estilo de jogo do seu novo treinador e ainda preenche a maior necessidade que o time titular tinha em meio à provável saída de Mané, sem contar o fato de oferecer maior variedade para Klopp formar o trio de ataque a cada partida.

Há bons motivos para acreditar no sucesso do uruguaio em Anfield. Agora é esperar para ver se isso se confirma. 

Darwin Núñez em ação pelo Benfica contra o Liverpool
Darwin Núñez em ação pelo Benfica contra o Liverpool Getty Images

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Alemanha de Flick ainda não decola, mas Hofmann é uma das grandes notícias do ‘novo time’

André Donke
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Em confronto válido pela Uefa Nations LeagueAlemanha e Inglaterra empataram por 1 a 1 em um grande jogo de futebol em Munique, com os dois goleiros fazendo defesas importantes. Para os donos da casa, no entanto, fica a frustração de levaram o gol no fim e não conseguirem a sua grande vitória desde o começo do trabalho de Hansi Flick.

O novo treinador estreou em setembro e ainda está invicto, com um retrospecto de oito vitórias e três empates em 11 jogos – aliás, as igualdades vieram justamente nos últimos três jogos, contra Holanda, Itália e agora Inglaterra.

Apesar do saldo positivo e de já ter registrado goleadas de 9 a 0, 6 a 0 e 4 a 0, vale destacar que os germânicos derrotaram Armênia, Islândia, Romênia, Macedônia do Norte, Liechtenstein e Israel. Ou seja, falta ainda uma vitória em um jogo de maior expressão que possa chancelar a inegável melhora sob o comando do novo treinador.

Se este triunfo não veio nesta terça-feira, o duelo na Allianz Arena, por outro lado, ratificou Jonas Hofmann como uma das grandes notícias da Alemanha de Flick, sendo que ele foi o autor do gol que inaugurou o placar.

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Atuando como ala-direito no 3-4-1-2 escalado diante da Inglaterra, Hofmann também tem funcionado muito bem como lateral-direito quando Flick opta por uma linha de 4 na defesa. Neste cenário, ele jogou algumas vezes com Thilo Kehrer sendo lateral-esquerdo, o que fez da Alemanha um time ‘assimétrico’, com Kehrer fechando muitas vezes uma linha de três no momento ofensivo e Hofmann tendo liberdade para atacar como ala pela direita.

A versatilidade do meio-campista do Borussia Mönchengladbach não é sua única virtude, uma vez que tecnicamente ele tem rendido na seleção alemã e ganhou a confiança de Flick. Com Joachim Löw, o atleta de 29 anos atuou três vezes (uma como titular), sendo todas amistosos. Já com o novo técnico, Hofmann atuou em todos os nove confrontos competitivos (seis como titular) e perdeu dois amistosos por lesão.

Dessa forma, Hofmann disputou nove dos 11 jogos de Flick, ficando atrás apenas dos dez de Leroy Sané e Thilo Kehrer. Além disso, soma três gols, uma assistência e vai se fortalecendo na disputa por um lugar na Copa do Mundo, inclusive na briga pela titularidade.

Embora o seu time tenha ido mal na Bundesliga e tenha terminado apenas na décima colocação, o vesátil meio-campista de 29 anos foi bem individualmente, tendo sido o quinto jogador com mais chances criadas na competição (70), além de ter sido o artilheiro do Mönchengladbach com 12 gols e segundo garçom, com cinco asssitências, uma a menos do que Alassane Plea.

Se a Alemanha de Hansi Flick ainda não empolgou, o mesmo não se pode dizer de Hofmann.

Hofmann abriu o placar para a Alemanha contra a Inglaterra pela Nations League
Hofmann abriu o placar para a Alemanha contra a Inglaterra pela Nations League Alex Grimm/Getty Images
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Alemanha de Flick ainda não decola, mas Hofmann é uma das grandes notícias do ‘novo time’

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Jarrod Bowen foi de time rebaixado à 3ª divisão até a seleção inglesa em 2 anos e meio

André Donke
André Donke

Estrear por uma seleção do tamanho da Inglaterra é uma oportunidade restrita a poucos jogadores. Ela é ainda menos imaginável para alguém que dois anos e meio antes lutava contra o rebaixamento à terceira divisão. E é exatamente este o cenário que vive Jarrod Bowen.

A Inglaterra visita a Hungria neste sábado, às 13h (de Brasília), pela Uefa Nations League, com transmissão da ESPN e Star+. O SportsCenter Abre o Jogo começa às 12h.

Bowen estava no começo de 2020 jogando pelo Hull City, time que até figurava no meio de tabela da Championship. Porém, após sua transferência ao West Ham, anunciada em 31 de janeiro, o clube somou apenas seis pontos em 17 jogos e acabou rebaixado à League One.

O meia-atacante de 25 anos tinha anotado 16 gols na Championship 2019-20 quando rumou para Londres. De casa nova, o atleta foi peça importante em um West Ham que estava na zona de rebaixamento quando ele chegou e que acabou escapando do rebaixamento. Foram quatro assistências na Premier League daquela temporada, sendo o garçom do dos Hammers no período em que ele esteve no elenco.

Jarrod Bowen durante treino da seleção da Inglaterra para a Nations League
Jarrod Bowen durante treino da seleção da Inglaterra para a Nations League Shaun Botterill/Getty Images

Na campanha 2020-21, a primeira inteira de Bowen no West Ham, foram oito gols, cinco assistências e participação em todos os 38 jogos da liga (30 como titular).

Já na temporada recém-terminada, o camisa 20 deu um salto, somando 12 gols e dez assistências na Premier League e terminando como artilheiro e garçom do time. Considerando todas as competições, foram 18 gols e 11 assistências em 51 partidas.

Bowen atua normalmente aberto pelo lado direito e tem uma capacidade muito grande na  definição das jogadas, como seus números evidenciam. Além disso, é importante na criação e no mano a mano – foi o líder do time e o 20º da Premier League passada em dribles certos, com 50.

Foi dessa forma que o meio-atacante alcançou sua primeira convocação à concorridíssima seleção inglesa e vive a expectativa de sua estreia. Oportunidades não irão faltar, já que serão quatro partidas nesta Data Fifa. Depois do jogo deste sábado contra a Hungria, o English Team enfrentará Alemanha, Itália e novamente os húngaros (todos os duelos são válidos pela Nations League).

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Copa do Mundo: Mais de 60% do elenco da Ucrânia não jogou oficialmente em 2022

André Donke
André Donke

"Provavelmente todos no mundo querem que a Ucrânia vença. Se fosse qualquer outro país, eu provavelmente iria querer que eles vencessem, mas infelizmente eles estão jogando contra o meu país e temos que nos colocar no caminho deles."

A fala de Andrew Robertson à BBC deixa claro que o duelo da Escócia com a Ucrânia nesta quarta-feira não se trata apenas da luta por um lugar na Copa do Mundo – o vencedor irá decidir a vaga no Catar diante do País de Gales no domingo.

A partida ocorre 97 dias após o início da invasão da Rússia à Ucrânia, um conflito que persiste e que está na cabeça de qualquer ucraniano, inclusive daqueles que irão representar o seu país em campo. Oleksandr Zinchenko, um dos principais nomes da equipe, se emocionou na entrevista coletiva nesta terça ao falar sobre o tema.


No começo da invasão russa, a Ucrânia determinou que homens de 18 a 60 anos estavam impedidos de sair, mas os futebolistas se tornaram uma exceção por conta de sua possibilidade de levantar verbas através de ações de caridade e da disputa por um lugar na Copa do Mundo, conforme foi citado por Volodymyr Zverov em texto publicado pela Sky Sports nesta terça.

"Todos os dias nós recebemos mensagens de nossos soldados. Muitos soldados, muitas pessoas na Ucrânia amam futebol e eles têm apenas uma demanda: 'Por favor, façam tudo o que puderem para ir à Copa do Mundo", disse o meio-campista Taras Stepanenko no começo de maio em entrevista coletiva.

Stepanenko é um dos atletas que, além de toda a questão emotiva e psicológica envolvendo a invasão russa, também tem outro desafio a vencer no duelo contra a Escócia: a falta de ritmo de jogo. Ele é atleta do Shakhtar, que ainda não jogou oficialmente em 2022.

O Campeonato Ucraniano foi oficialmente em encerrado em abril, mas as partidas não eram realizadas desde 11 de dezembro, após a disputa da 18ª rodada. Haveria uma pausa já planejada de três meses por conta do inverno, só que então veio a guerra.

Dos 26 jogadores que estão concentrados para a partida contra a Escócia, 16 atuam na liga ucraniana (veja a lista abaixo) e, portanto, não disputam uma partida oficial há cinco meses e meio.

Jogadores da Ucrânia treinam no Hampden Park, em Glasgow
Jogadores da Ucrânia treinam no Hampden Park, em Glasgow Andrew Milligan/PA Images via Getty Imag

Em meio a este cenário, Dínamo de Kiev e Shakhtar Donetsk chegaram a fazer amistosos com fins beneficentes. Posteriormente, alguns jogadores de ambos os times foram para Brdo pri Kranju, nos alpes eslovenos, próximo à capital Ljubljana, no começo de maio, onde se encontraram com a delegação que já se preparava para a disputa da repescagem – o técnico Oleksandr Petrakov iniciou o trabalho em 1º de maio com um grupo de quatro atletas após uma longuíssima viagem de ônibus.

Com mais ou menos jogadores, o treinador teve um mês de trabalho em solo esloveno, período em que a seleção disputou três amistosos contra times – um deles uma vitória por 2 a 1 diante do Borussia Monchengladbach.

A delegação ucraniana deixou a Eslovênia e chegou em Glasgow nesta segunda-feira. Agora, terá de driblar toda a turbulência emocional, a falta de ritmo de jogo da maior parte do seu elenco e a qualidade do time escocês para continuar sonhando com uma vaga na Copa do Mundo.

Veja a lista de 26 jogadores da seleção ucraniana (em negrito os 16 que jogam em times locais):

Goleiros: Georgiy Bushchan (Dínamo de Kiev), Andriy Pyatov (Shakhtar Donetsk), Dmytro Riznyk (Vorskla Poltava) e Andriy Lunin (Real Madrid).

Defensores: Oleksandr Karavaev, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Denys Popov (Dínamo de Kiev), Mykola Matvienko, Valeriy Bondar (Shakhtar Donetsk), Vitalii Mykolenko (Everton), Eduard Sobol (Club Brugge) e Taras Kacharaba (Slavia Praga).

Meio-campistas: Taras Stepanenko, Mykhailo Mudryk (Shakhtar Donetsk), Serhiy Sydorchuk, Viktor Tsygankov, Mykola Shaparenko (Dínamo de Kiev), Oleksandr Pikhalyonok (Dnipro-1), Andriy Yarmolenko (West Ham), Oleksandr Zinchenko (Manchester City), Ruslan Malinovskyi (Atalanta) e Oleksandr Zubkov (Ferencvaros).

Atacantes: Artem Dovbyk (Dnipro-1), Roman Yaremchuk (Benfica) e Danylo Sikan (Hansa Rostock).

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Championship: Johnson é protagonista no acesso do Forest à Premier League, algo que seu pai tentou e não conseguiu

André Donke
André Donke

O Nottingham Forest está de volta à Premier League após 23 anos distante da elite do futebol inglês. O acesso foi garantido com a vitória por 1 a 0 sobre o Huddersfield Town, em Wembley, neste domingo.

Neste intervalo de mais de duas décadas longe da primeira divisão, o time duas vezes campeão europeu chegou a disputar o terceiro escalão por três temporadas seguidas. Já na Championship, o Forest sequer ia aos playoffs desde 2010-11.

Esta temporada, no entanto, a história foi bem diferente.  Desde que o técnico Steve Cooper assumiu em setembro, o time fez 76 pontos em 38 jogos, registrando a melhor campanha, à frente até dos promovidos Fulham (74) e Bournemouth (70). Neste período, a equipe ainda registrou o segundo melhor ataque e a melhor defesa da competição. Assim, o seu acesso não foi surpresa alguma.

Dentro de campo, Brennan Johnson foi um dos principais nomes do Nottingham Forest e acabou eleito o melhor jogador jovem da competição em 2021-22 na premiação da English Football League, tendo somado 16 gols no campeonato.

Brennan Johnson eregue a taça após Nottingham Forest confirmar o acesso à Premier League
Brennan Johnson eregue a taça após Nottingham Forest confirmar o acesso à Premier League Getty Images

Já nos playoffs, o meia-atacante de 21 anos balançou as redes nos dois jogos das semifinais contra o Sheffield United, igualando uma marca alcançada pelo pai dele, David, que também tinha marcado nos dois duelos de semifinal de playoffs da Championship contra o mesmo Sheffield. Porém, David viu sua equipe ser eliminada e não conseguiu o tão sonhado retorna à Premier League.

No momento da eliminação de 19 anos atrás, Brennan estava a dias de completar dois anos de idade. Aliás, ele nasceu no ano em que seu pai se transferiu ao Nottingham, clube que defendeu entre 2001 e 2006, com empréstimos a outros times no período. David deixou o time quando este disputava a terceira divisão, uma campanha após o rebaixamento. Porém, a história da sua família com o clube estava longe de terminar.

Brennan chegou à base do Forest com oito anos e conseguiria sua estreia pelo elenco profissional em agosto de 2019. Posteriormente, ele defendeu o Lincoln City, da 3ª divisão, nas duas últimas temporadas por empréstimo e retornou a Nottingham para conseguir o tão aguardado retorno à Premier League.

Championship: Nottingham Forest vence Huddersfield com gol contra bizarro e volta para a Premier League após 23 anos


Se o atleta de 21 anos tinha apenas oito jogos disputados pelo time principal do Forest até antes do início desta temporada, ele esteve em campo em 53 dos 55 compromissos de 2021-22 (só não atuando nas duas partidas da Copa da Liga) e iniciou 51 destes confrontos. Contando os playoffs, ele marcou 18 gols (sexto principal artilheiro da competição) e deu dez assistências, sendo o líder do elenco em ambas as estatísticas.

Seu desempenho o fez superar o seu companheiro Djed Spence e Fábio Carvalho (que jogou pelo Fulham e se transferiu ao Liverpool) na premiação de jovem da temporada da EFL. Além disso, Brennan se estabeleceu na seleção de País de Gales, que ainda sonha com uma vaga na Copa do Mundo.

2022 já é um ano histórico para o Forest e para a família Johnson, e olha que ainda tem muito por vir...

Acabou! Nottingham Forest vence o Huddersfield Town e volta à Premier League depois de 23 anos; veja a festa em campo!

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Conference League: 3 motivos que tornam o título da Roma tocante

André Donke
André Donke

Em tempos de reta final de This Is Us, o Star+ me comoveu também dentro do cardápio esportivo. A conquista da Roma na edição inaugural da Uefa Europa Conference League, com a vitória por 1 a 0 sobre o Feyenoord, teve um contexto bastante tocante.

À parte dos três motivos, a conquista da Roma é extremamente simbólica para um clube grande, de uma cidade enorme, que jamais havia conquistado um título da Uefa. Aliás, foi uma excelente ideia a criação da ‘terceira divisão europeia’, do ponto de vista financeiro, esportivo e de entretenimento, além da possibilidade que oferece a ligas menos badaladas.

Agora, vamos ao foco deste texto...

1 – José Mourinho

Críticas à parte, foi muito bonito ver a emoção do técnico português em meio à conquista romanista, sobretudo em sua reação ao se classificar à decisão após eliminar o Leicester City na semi.

Mourinho emocionado, champagne pra todo lado e muita dança: a festa do vestiário da Roma após vaga na final; VEJA



Não acho que Mourinho esteja na primeira prateleira dos técnicos no mundo atualmente, e talvez nem na segunda, assim como acho que seus últimos trabalhos deixaram a desejar, mas ao ver alguém tão orgulhoso de si mesmo se sentir tão impactado nesta competição não deixou de ser emblemático. Foi uma reação muito humana.

Além disso, tem de se reconhecer seu currículo, que acaba de ser tornar único: o primeiro a ganhar as três principais competições da Europa. Além disso, quebrou uma fila de 12 anos das equipes italianas sem ser campeãs europeias, um jejum iniciado por ele mesmo com o título da Inter de Milão na Champions League 2009-10.

2 – Nicolo Zaniolo

Foi muito bonito ver que o gol do título saiu dos pés de um jogador que deu um belo exemplo de superação recente. O atacante de 22 anos já passou por muita coisa antes da taça desta quarta-feira. Ele sofreu ruptura no ligamento cruzado do joelho esquerdo em setembro de 2020 e não jogou a temporada 2020-21, sendo que também tinha sofrido rompimento de ligamento no joelho direito em janeiro de 2020.  

Zaniolo era uma das promessas de um país que ganhou a Eurocopa em 2021, mas não pôde fazer parte. Essa foi a primeira temporada após o calvário das lesões, e fechou em grande estilo: atuando regularmente, fazendo gol do títlo e atuando no último jogo da seleção italiana.

José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord
José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord Giuseppe Maffia/NurPhoto via Getty Image

3 – Leonardo Spinazzola

Por falar em lesão séria e Euro, o lateral-esquerdo de 29 anos era um dos melhores jogadores da competição até romper o tendão de Aquiles nas quartas de final contra a Bélgica. Ainda que tenha terminado como um dos destaques da Itália campeã, ele não teve a oportunidade de jogar as duas partidas finais e nem a maior parte da temporada com a Roma.

A final da Conference League foi apenas sua quarta atuação na temporada pelo time gialorroso, sendo todas neste mês. Ele entrou aos 22min do segundo tempo para ajudar a Roma a manter a vantagem de 1 a 0 e pôde soltar dentro de campo o grito de campeão, algo que não teve a oportunidade de fazer na Eurocopa com a Itália. Agora, ele terá também a chance de voltar à seleção, sendo que está entre os 39 convocados incialmente para os compromissos de junho.

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Não fez gol no título mundial, e daí? Giroud comprovou de novo ser um personagem enorme no futebol

André Donke
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Olivier Giroud não está perto dos grandes atacantes de sua geração, mas tampouco é um jogador grosso como ficou com fama para muitos e que é muitas vezes cornetado por ter sido o centroavante que não fez gol no título da França na Copa do Mundo de  2018. Aos 35 anos, ele deu mais uma mostra da grandeza que é a sua carreira no futebol.

Há dez anos, o atacante conquistava a Ligue 1 com o Montpellier, um dos títulos mais surpreendentes dos cinco principais campeonatos do futebol europeu neste século. O hoje veterano, com 35 anos, foi protagonista naquela história ao terminar como artilheiro ao lado de Nenê, então no Paris Saint-Germain, com 21 gols.

Posteriormente, Giroud marcaria 90 gols por Arsenal e Chelsea na Premier League e é hoje o 43º maior artilheiro da história da competição.

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Pelos Blues, o francês ainda foi campeão e artilheiro (11 gols) da Europa League 2018-19. Em sua última temporada na Inglaterra, marcou 11 gols, um a menos do que os artilheiros do elenco (Tammy Abraham e Timo Werner), sendo seis deles no título da Champions League.

Agora, em sua primeira campanha na Itália, Giroud fez 11 gols e dividiu o posto de artilheiro do Milan na conquista do Campeonato Italiano, encerrando um jejum de 11 anos sem a taça da Serie A. No jogo do título, o camisa 9 fez os dois primeiros gols do triunfo sobre o Sassuolo por 3 a 0. Antes também já tinha marcado duas vezes em uma virada diante da Inter de Milão, um clássico determinante na campanha vencedora dos rossoneri.

Pela França, o atacante tem 48 gols e está três atrás de igualar Thierry Henry como maior artilheiro da história da seleção duas vezes campeã do mundo.

Giroud não é craque e não foi o grande destaque do título da Série A, mas sua trajetória merece muito respeito, já que é considerável o espaço que ele ocupa no futebol. Esta temporada e este domingo representam mais um argumento a favor disso. 

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Aguerooooo - parte 2: Dez anos depois, City escreve uma nova história épica na Premier League

André Donke
André Donke

2012 foi Sergio Aguero; 2022 foi Ilkay Gundogan.

Dez anos depois do gol que motivou a camisa que o Manchester City fez para esta temporada, não foi apenas a vestimenta que reviveu a campanha de uma década atrás. A própria história foi revivida dentro das quatro linhas, com o título assegurado de forma emocionante na Premier League neste domingo (22).

O mesmo placar de 3 a 2, outra vitória sofrida de virada e o mesmo palco. Seguramente, não houve torcedor que não tenha lembrado do jogo contra o Queens Park Rangers e o gol de Sergio Aguero, que foi forçado a se aposentar na atual temporada por um problema no coração.

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É verdade que, em 2012, o City fez dois gols depois dos 90min, o que torna a virada mais épica, mas o roteiro deste domingo não deixou nada a desejar em emoção. O primeiro gol de Gündogan saiu aos 31min do segundo tempo, quando o time perdia por 2 a 0. A virada foi consolidada em apenas cinco minutos.

Além disso, o tom épico foi potencializado pela qualidade do rival. O Liverpool foi vice-campeão com 92 pontos, uma marca em que não seria campeão em apenas cinco de todas as 29 edições anteriores da Premier League. Os Reds, por sinal, já ganharam as duas copas nacionais e ainda disputam a decisão da Uefa Champions League contra o Real Madrid, que será no próximo sábado (28).

O choro copioso de Pep Guardiola após o apito final, de uma forma atípica para o treinador (que está tão acostumado a grandes títulos), só reforça o quão emocionante foi a definição deste campeão.

Aliás, foi uma enorme resposta do time de Manchester e de seu treinador a quem duvidava deles em jogos grandes. É a quarta taça da Premier League nos últimos cinco anos, em um campeonato em que falamos de Big 6; em um campeonato que, neste intervalo, emplacou dois campeões da Champions (Chelsea e Liverpool) e três vice-campeões (Manchester City, Liverpool e Tottenham).

Ganhar a Premier League é algo absurdo de grande, ainda mais com seu concorrente somando 92 pontos. Com esse final, então.... Sergio Aguero certamente assinaria este roteiro.

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Barcelona x Lyon: veja guia da final da Champions League feminina com histórico dos times, destaques e curiosidades

André Donke
André Donke

De um lado, a principal equipe do futebol feminino no mundo na atualidade; do outro, a maior campeã da história do futebol europeu.

Barcelona e Lyon fazem uma final gigante de Uefa Champions League às 14h (de Brasília) deste sábado, no Allianz Stadium, em Turim. Com isso, o blog preparou um guia para esta partida, com as informações da temporada de cada equipe, o retrospecto, curiosidades e muito mais.

Como tem sido a temporada?

 BARCELONA: Depois de ter conseguido a tríplice coroa na temporada passada, o Barcelona tenta uma quádrupla coroa em 2021-22, sendo que faturou a Supercopa da Espanha  e já assegurou o seu tricampeonato de LaLiga com uma campanha perfeita: 30 vitórias em 30 jogos. Foram 159 gols marcados e apenas 11 sofridos.  Asisat Oshoala foi a arilheira ao lado da brasileira Geyse (Madrid CFF) com 20 gols, enquanto Alexia Putellas foi a terceira artilheira com 18 gols e ainda terminou como a garçonete ao distribuir 17 assistências.

Se dois títulos já foram conquistados, o Barça ainda disputa a final com o Lyon e também está na semifinal da Copa da Reina, fase em que enfrentará o Real Madrid. Se passar, decidirá o título com Granadilla ou Sporting de Huelva em 29 de maio.

O time titular é basicamente o mesmo da última temporada, com algumas pequenas mudanças, como as saídas das meio-campistas Vicky Losada (Manchester City) e Kheira Hamraoui (PSG), que atuavam regularmente, mas não eram titulares absolutas. Já no movimento contrário, chegaram a meio-campista Ingrid Engen (ex-Wolfsburg), a zagueira Irene Paredes (ex-PSG) e a atacante Fridolina Rolfö (ex-Wolfsburg), sendo que a primeira alterna banco e titularidade e as últimas duas iniciaram a maior parte dos confrontos. Houve ainda o retorno da jovem atacante Claudia Pina, que já marcou 18 gols em toda temporada.

No comando técnico, o antigo auxiliar Jonatan Giráldez assumiu logo após a tríplice coroa -  Lluís Cortés deixou por sua opção o cargo que ocupou por dois anos e meio.

LYON: Já o Lyon não tem chance de tríplice coroa, já que foi eliminado para o PSG nas oitavas de final da Copa da França por 3 a 0. O troco veio com a classificação diante do rival na semifinal da Champions e também deve vir no Campeonato Francês, na qual o OL tem cinco pontos de vantagem sobre o rival a duas rodadas do fim. Aliás, o desempenho na liga é quase perfeito: 19 vitórias e um empate em 20 jogos, com 74 gols marcados e apenas oito sofridos.

Se o Barça vinha de uma campanha vencedora, o mesmo não pode se dizer do Lyon, que passou em branco em 2020-21 (temporada em que não foi realizada a Copa da França, é importante ressaltar) e viu sua hegemonia de cinco taças seguidas na Champions acabar.

O técnico Jean-Luc Vasseur caiu em abril de 2021, pouco após a eliminação nas quartas de final do torneio europeu para o PSG, e foi substituído por Sonia Bompastor. Ex-capitã do time, ela vinha trabalhando ligada à base do clube desde 2013. Como atleta, Bompastor empilhou taças pelo Lyon, como seis da liga francesa e duas da Champions, incluindo a primeira da história do clube, em 2011.

Da frustrante temporada 2020-21 para esta houve algumas mudanças signifcativas no elenco. Christiane Endler, eleita melhor goleira do mundo em 2021, veio do PSG e ganhou a posição da veterana Sarah Bouhaddi; Griedge Mbock e Ada Hegerberg retornaram de longo período afastadas por lesão e recuperaram um papel importante no time; as jovens Selma Bacha e Melvine Malard passaram a ocupar mais espaço e a serem peças de grande impacto entre as titulares. O mesmo vale para Catarina Macario, que chegou no meio de 2020-21 e hoje é a artilheira do clube na liga francesa e na Champions. Outros reforços notáveis no elenco foram a lateral-esquerda Perle Morroni (ex-PSG) e a meio-campista Daniëlle van de Donk (ex-Arsenal). Já Damaris Egurrola chegou no começo de 2021 e passou a ser mais acionada nesta campanha.

Por outro lado, Nikita Parris e Sakina Karchaoui foram para Arsenal e PSG, respectivamente. Dzsenifer Marozsán era titular absoluta em 2020-21, foi de empréstimo ao OL Reign, retornou no começo de 2022 e recentemente sofreu lesão de ligamento, o que a deixará de longe dos gramados por seis meses, perdendo a final. Quem também era titular na campanha passada e sofreu com lesão no joelho nesta é Amel Majri, que passou por cirurgia em outubro e não joga desde então. Vale mencionar que em janeiro ela compartilhou a notícia de que está grávida.

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Campanha nesta Champions

BARCELONA: As atuais campeãs se impuseram ao longo de toda competição, vencendo seus 6 jogos da fase de grupos contra Arsenal, Hoffenheim e Koge, com 24 gols marcados e apenas um sofrido. Já nas quartas, ainda que tenham sido surpreendidas com o Real Madrid saindo atrás nos dois jogos, as catalãs confirmaram o amplo favoritismo com vitórias por 3 a 1 (fora) e 5 a 2 (em casa). Na semi até ocorreu a primeira derrota, um 2 a 0 para o Wolfsburg, com ambos os gols marcados depois do intervalo. Porém, nada que ameaçasse a excelente vantagem de 5 a 1 construída na ida, e que poderia ter sido maior considerando o volume que as mandantes tiveram no Camp Nou.

LYON: Por não ter sido campeão nacional, o time entrou na segunda fase preliminar da Champions, superando o Levante com dois triunfos por 2 a 1 antes de ir ao estágio de grupos, no qual somou 15 pontos, dois a mais do que o Bayern de Munique - Benfica e BK Häcken completavam a chave. No mata-mata, a vida não foi fácil. Após ter perdido por 2 a 1 e tido uma jogadora expulsa na Itália, a equipe de Bompastor bateu a Juventus por 3 a 1 em casa para avançar. Nas semis, veio a vingança contra o PSG, triunfando por 3 a 2 e 2 a 1, mas a missão foi difícil -  e teria sido mais, caso a goleira Barbora Votíková não tivesse falhado nos três gols sofridos pelas parisienses no duelo de ida.

As estrelas

BARCELONA: Alexia Putellas foi eleita de forma incontestável a melhor jogadora do mundo em 2021 e desponta como principal candidata ao prêmio deste ano. Além das conquistas que já assegurou com o Barça e da final que irá disputar na Champions, ela é uma das principais armas de uma forte Espanha para a Eurocopa. 

Individualmente, a meia já tem 32 gols, seis a mais do que marcou em 2020-21, que era até então a sua temporada mais artilheira da carreira. A craque de 28 anos marcou dez vezes na Champions e divide a artilharia com Tabea Waßmuth, do Wolfsburg.

LYON: Ada Hegerberg é outra que já foi eleita melhor do mundo (2018). Porém, depois disso viveu um enorme drama, tendo rompido ligamento do joelho no começo de 2020 e ficado 20 meses longe dos gramados, voltando só nesta temporada em outubro de 2021. Apesar de tanto tempo longe, a atacante de 26 anos mostra que segue em grande nível e já marcou 15 gols em 24 jogos na temporada.

Agora, a norueguesa volta a uma final da principal competição de clubes da Europa, torneio em que tem recordes enormes. Com 58 gols, ela é a maior artilheira da história da Champions e também estabeleceu a maior quantidade de gols anotados por uma jogadora em uma única edição: foram 15 bolas nas redes em 2017-18.

Em meio a toda esta redenção, Hegerberg voltou a defender a seleção de seu país em abril, quase cinco anos após sua última aparição. A Noruega também jogará a Eurocopa e está no grupo A ao lado de Inglaterra, Áustria e Irlanda do Norte.

Ada Hegerberg (Lyon) e Alexia Putellas (Barcelona) estão na final da Champions League
Ada Hegerberg (Lyon) e Alexia Putellas (Barcelona) estão na final da Champions League Christopher Lee/Getty Images

Confronto direto

O Lyon venceu todos os três confrontos realizados entre as duas equipes. Nas quartas de final da Champions League de 2017-18, as francesas ganharam os confrontos por 1 a 0 e 2 a 1. Já na campanha seguinte, o encontro foi na decisão, com uma goleada por 4 a 1 a favor do Lyon, que chegou naquele momento ao quarto título de uma sequência de cinco seguidos. Ada Hegerberg é a artilheira do confronto com quatro gols marcados, com destaque para o hat-trick na final de 2018-19. 

Jogadoras de ouro

Das 20 primeiras da Bola de Ouro em 2021, sete delas defendem os times finalistas. Alexia Putellas (primeira colocada), Jennifer Hermoso (segunda), Lieke Martens (quinta), Irene Paredes (15ª) e Sandra Paños (19ª) são as cinco representantes do Barcelona. Já pelo Lyon estão Christiane Endler (12º) e Wendie Renard (20ª).

O adeus

Outro ingrediente que torna esta final ainda mais especial é o fato de representar a despedida de uma lenda do Barcelona. Melanie Serrano irá pendurar as chuteiras após 18 anos e 517 partidas pelo clube, o que representa um recorde. Outra marca que a lateral-esquerda de 32 anos registra no Barça é o de número de títulos, com 25 - destaque para as seis edições de LaLiga e uma Champions.

Pitada brasileira

Nascida em São Luís, do Maranhão, Catarina Macario se mudou aos Estados Unidos com sua família quando tinha 12 anos. A atacante cresceu no país norte-americano, inclusive defende a seleção atual campeã mundial, foi drftada pela universidade de Stanford e está desde o começo de 2021 no Lyon. Hoje com 22 anos, ela é um dos destaques do Lyon, sendo a vice-artilheira do Campeonato Francês com 13 gols, além ter marcado em oito oportunidades na Champions (soma quatro gols em quatro jogos no mata-mata, três na fase de grupos e um na etapa preliminar).

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Mudanças na defesa e situação de Lukaku: as primeiras questões do Chelsea sob nova direção para 2022-23

André Donke
André Donke

Talvez nenhum dos grandes clubes da Europa viu o seu futuro ser um assunto tão corriqueiro nesta temporada como ocorreu com o Chelsea.

O bloqueio de bens imposto a Roman Abramovich em meio à invasão da Rússia à Ucrânia impactou completamente o clube londrino, causando até mesmo, por exemplo, o congelamento de cartões de crédito corporativos e incertezas a respeito dos gastos do dia a dia. Coincidentemente ou não, no momento em que este assunto era mais abordado, o time sofreu duas das derrotas mais duras de sua temporada (e em sequência): o 3 a 1 para o Real Madrid e o 4 a 1 para o Brentford, com ambos os jogos sendo realizados em Stamford Bridge.

Levando em consideração toda essa adversidade vivida fora das quatro linhas e o impacto que isso deve ter tido no dia a dia de Thomas Tuchel e de seus jogadores, o Chelsea conseguiu fazer uma temporada muito boa. Afinal, levantou duas taças (Supercopa da Uefa e Mundial de Clubes), terminará a Premier League em uma boa terceira colocação e ainda fez finais duríssimas contra o Liverpool na Copa da Inglaterra e na Copa da Liga Inglesa. Na Champions, quase conseguiu uma remontada espetacular para cima do Real Madrid, mas acabou eliminado nas quartas de final.

Agora com o futuro definido dentro e fora de campo, após a venda do clube por parte de Roman Abramovich a Todd Boehly e a classificação assegurada à Champions League, o Chelsea já tem ideias mais concretas de como será sua campanha 2022-23.

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Ainda que seja muito cedo para avaliar como deve ser o trabalho de Boehly à frente do clube, pessoalmente não acredito em uma diminuição no espaço que o Chelsea ocupa no cenário nacional e internacional, uma vez que o projeto conduzido por Abramovich está bem consolidado esportiva e financeiramente, com o clube já estabelecido no Big 6 da liga mais valiosa do mundo, assim como bons desempenhos no futebol europeu.

Já dentro de campo há duas grandes dúvidas iniciais quanto ao time que irá entrar em campo a partir de agosto. A primeira é como será a linha defensiva, tendo em vista que Antonio Rüdiger irá embora, e o mesmo pode acontecer com o capitão César Azpilicueta (especulado no Barcelona) e Andreas Christensen, que está em fim de contrato.

Um zagueiro pode ser o primeiro grande reforço da era Boehly, já que será certamente a posição que mais necessita de investimento, sendo que Rüdiger é um dos principais nomes do mundo na função atualmente. Isso sem contar o fato de que Thiago Silva irá completar 38 anos de idade em setembro e, ainda que o brasileiro esteja em altíssimo nível, o clube já tem que pensar mais adiante.

Na frente, o assunto talvez envolva mais o técnico Thomas Tuchel do que o novo proprietário. Qual será/haverá papel para Romelu Lukaku em 2022-23? Quando foi contratado, o belga parecia o encaixe perfeito para os Blues, mas rendeu bem abaixo do esperado e ficou mais marcado por uma entrevista polêmica que o fez ser barrado por um jogo – ele posteriormente se desculpou publicamente.

Lukaku em ação pelo Chelsea
Lukaku em ação pelo Chelsea Getty Images

Na reta final de temporada, o centroavante tem voltado a marcar, sendo que balançou as redes diante de Wolverhampton (duas vezes) e do Leeds United – se anotar um gol diante do Leicester City nesta quinta-feira, o camisa 9 conseguirá gols em três jogos seguidos da Premier League pela primeira vez na temporada. Além disso, ele ganhou a confiança de Tuchel a ponto de ser titular na final da Copa da Inglaterra no último final de semana.

A qualidade técnica de Lukaku é inegável, o que faz surgir a dúvida: haverá o tão aguardado encaixe neste time em 2022-23?

De resto, Tuchel tem um elenco bem equilibrado, com bons nomes no meio de campo e ataque, além de um goleiro top. Assim, a princípio, as mudanças na defesa e o papel de Lukaku são os grandes tópicos a respeito do Chelsea sob nova direção, que agora poderá voltar a pensar exclusivamente no futebol.

Antes de dar início em 2022-23, no entanto, os Blues fecham a Premier League os próximos dias. Nesta quinta-feira, a equipe enfrenta o Leicester City em Stamford Bridge, às 16h (de Brasília), com transmissão exclusiva do Star+. Já no domingo às 12h, o adversário será o Watford, também em casa.

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Hegemonia, equilíbrio no elenco e Champions memorável: o enorme legado de Ten Hag no Ajax

André Donke
André Donke

De malas prontas para Manchester, Erik Ten Hag confirmou nesta quarta-feira a sua sexta e última taça em sua passagem de quatro anos e meio pelo Ajax. A equipe de Amsterdã venceu o Heerenveen por 5 a 0 na Johan Cruyff Arena e assegurou sua 36ª conquista do Campeonato Holandês.

Desde que assumiu o comando no fim de 2017, o treinador não conseguiu taças em seu primeiro semestre, mas depois determinou uma hegemonia, vencendo as três edições finalizadas do Holandês – a de 2019-20 foi encerrada precocemente por conta da pandemia do coronavírus. O cenário poderia ter se repetido na Copa, mas o time da capital foi derrotado pelo PSV na decisão desta temporada.

Além de três títulos da Eredivisie e dois da KNVB Cup, Ten Hag também levou o Ajax à conquista da Supercopa da Holanda de 2019. Em meio às glórias, alguns números ajudam a entender o tamanho do trabalho do técnico de 52 anos na equipe.

Desde que ele assumiu, são 350 pontos somados no Campeonato Holandês, 31 a mais do que o PSV, em 142 jogos disputados - o clube de Eindhoven soma 143 partidas no período. O Feyenoord fecha o top 3 com 285 pontos. São 420 gols marcados (72 a mais do que qualquer outro time) e 111 gols sofridos (37 a menos do que qualquer equipe que tenha estado na elite nas últimas cinco campanhas) e uma posse bola média de 64,1%, quase 7% a mais do que qualquer adversário.

Erik Ten Hag comemora título pelo Ajax
Erik Ten Hag comemora título pelo Ajax Getty Images

Além disso, Ten Hag deixa o Ajax a um título do tetra, a maior hegemonia que qualquer equipe já alcançou na história da liga nacional - o próprio clube alcançou entre 2011 e 2014, enquanto o PSV o fez em duas oportunidades (1986-1989 e 2005-2008). Antes da era profissional da liga, o HVV Den Haag conseguiu a marca entre 1900 e 1903. Vale lembrar que a edição encerrada sem campeão em 2019-20 tinha Ajax e AZ empatados em pontos no topo da classificação após 25 rodadas disputadas.

Internacionalmente, o pico foi a semifinal da Uefa Champions League 2018-19, quando superou Real Madrid (nas oitavas, com vitória por 4 a 1 no Santiago Bernabéu) e Juventus (nas quartas), antes de levar uma virada surreal e inesperada para o Tottenham na semi. Ainda que tenha sofrido uma eliminação traumática, o clube conseguiu sua melhor campanha na competição em 22 anos – também caiu na semi em 1996-97 – e protagonizou uma das campanhas mais sensacionais dos últimos anos na Europa.

Além da hegemonia nacional, uma história memorável na Champions e o bom e vistoso futebol praticado por sua equipe, seguindo a filosofia histórica do clube, Ten Hag ainda esteve envolvido em um período em que o Ajax passou a ter um perfil diferente no mercado e na montagem de seu elenco.

Com toda dificuldade para competir com grandes clubes da Europa, seja pela questão financeira ou pela atratividade de sua liga, o Ajax é conhecido por formar muitos talentos e buscar nomes de talento no cenário nacional, o que continua a ser uma realidade. Porém, o clube também passou a captar jogadores mais maduros entre as principais ligas da Europa, mostrando uma maior expressividade nas janelas de transferência.

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Segundo dados do site Transfermarkt, 12 das 14 contratações mais caras da história do Ajax ocorreram no período sob o comando de Ten Hag, e chama atenção as chegadas de Davy Klaassen, Daley Blind, Dusan Tadic, Quincy Promes e Sebastian Haller, que tinham todos mais de 25 anos no momento da negociação e jogavam na Premier League, LaLiga ou Bundesliga.

Dessa forma, o Ajax conseguiu permanecer forte, mesmo com a saída de diferentes atletas ao longo dos últimos anos, entre eles um quarteto muito importante (Matthijs de Ligt, Frenkie de Jong, Donny van de Beek e Hakim Ziyech). As mudanças, no entanto, foram gradativas, sem exigir uma reformulação a cada ano e representando um obstáculo na competitividade deste time.

Neste ritmo, o Ajax sempre seguiu forte desde o início do trabalho de Ten Hag, ainda que o elenco já tenha mudado inteiro. Dos 13 nomes que estiveram em campo na vitória por 2 a 0 sobre o Feyenoord em 21 de janeiro de 2018, na estreia do treinador, apenas André Onana e Nicolás Tagliafico permanecem no elenco (ambos são reservas no momento) - Noussair Mazraoui, que está a caminho do Bayern de Munique, foi um reserva não utilizado na ocasião.

A combinação de todos estes aspectos torna enorme o legado do técnico, que se despede com seis taças acrescentadas no museu do clube. Resta agora o jogo final desta história, que ocorrerá no domingo, quando o Ajax visitará o Vitesse às 9h30 (de Brasília).

Antony, craque do Ajax, viveu temporada artilheira no Campeonato Holandês 21/22; veja todos os gols

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Por que Haaland fez o certo ao escolher o Manchester City e não o Real Madrid

André Donke
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A contratação de Erling Haaland pelo Manchester City  é o encaixe perfeito, o melhor negócio para ambos. A chegada de um centroavante era algo que faltava ao clube inglês, que já tinha ido atrás de Harry Kane antes do início desta temporada.

A eliminação na semifinal da Uefa Champions League, por exemplo, mostrou com um jogador com instinto artilheiro como o do norueguês pode acrescentar e muito no elenco comandado por Pep Guardiola.

Por parte do jogador, é a melhor escolha esportiva que poderia fazer - sim, nem o Real Madrid seria melhor agora, explico abaixo. Nenhum outro clube tem uma melhor combinação para ele entre ‘força do time’ e ‘necessidade de um centroavante’.

Haaland e Manchester City: o encaixe perfeito; VEJA análise



O City é um time que entrará com condições de vencer todos os títulos que disputará em 2022/2023 pela qualidade dos jogadores, de seu treinador e o tempo que este time joga junto. Porém, apesar da grande concorrência no elenco, Haaland chega em um contexto perfeito para ser titular devido à carência que o grupo tem justamente em sua posição..

E se fosse para o Real Madrid, por exemplo? Não é fácil imaginar um encaixe certo com Benzema, justamente por conta das características de ambos, isto sem mencionar a possível de chegada de Kylian Mbappé. Seria extremamente arriscado um ataque com esses três e Vinicius Jr. de titulares, e deixar um desses nomes no banco poderia gerar um enorme problema.

Assim, seja para o City ou para Haaland, este negócio é o ideal e tem tudo para dar muito certo.

Gabriel Jesus perde espaço com a chegada de Haaland?


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Real Madrid escreve a trajetória mais épica de um finalista na história da Champions League

André Donke
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A classificação do Real Madrid é algo sem precedentes na história do futebol. Não há um time que tenha escrito um roteiro tão épico para chegar a uma final de Uefa Champions League.

Depois de ter conseguido uma virada surreal contra o PSG nas oitavas de final e sendo inferior ao rival em três quartos do confronto, a classificação veio com três gols em um intervalo de 17 minutos, criando uma atmosfera que virou rotina nos mata-matas no Santiago Bernabéu em 2021-22, a mesma que foi vista nesta quarta-feira.

Mesmo diante de um adversário que foi superior no confronto, além de ter um time melhor que o seu de uma forma geral, o Real conseguiu diante do Manchester City uma das vitórias que ficarão no rol das mais memoráveis da história da competição, ao lado das finais de 1999 e 2005, por exemplo. Rodrygo foi o herói ao fazer dois gols com um intervalo de 91 segundos entre eles, sendo o primeiro já depois dos 44min do segundo tempo e forçando a prorrogação.

Jogadores do Real Madrid comemoram classificação à final da Uefa Champions League
Jogadores do Real Madrid comemoram classificação à final da Uefa Champions League David S. Bustamante/Soccrates/Getty Imag

É o mesmo Rodrygo que fez o gol da classificação contra o Chelsea nas quartas na prorrogação, após o Real ter quase sido o alvo de uma remontada histórica (venceu em Londres por 3 a 1 e saiu perdendo por 3 a 0 na volta). Até mesmo quando vacilou no confronto, o Real não deixou de proporcionar um roteiro épico.

Karim Benzema consolida-se cada vez mais como o Bola de Ouro; Rodrygo é um talismã e sua partida desta quarta-feira ficará para a posteridade; Thibaut Courtois faz defesas enormes em diferentes ocasiões; e Carlo Ancelotti guia mais uma campanha incrível em sua carreira, poucos dias após ter sido o primeiro treinador a ter conquistado as cinco grandes ligas.

Todas essas histórias individuais só potencializam o nível de heroísmo da história do Real nesta Champions. Nem parece que se trata de um clube que 'cansou' de ganhar este mesmo torneio. Sendo campeão ou não diante do Liverpool em Paris, o Real Madrid já escreveu a história mais épica de um time até chegar a uma decisão de Champions.

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