Liverpool: Darwin Núñez é a peça ideal para o novo ataque dos Reds

André Donke
André Donke

Ainda que não exista qualquer contratação no futebol que garanta 100% de que funcionará, Darwin Núñez se mostra um reforço perfeito para o Liverpool.

Em um período de valores muitos altos nas janelas de transferências, pode-se discutir se o investimento (que pode ser até 100 milhões de euros) foi caro ou não. Porém, dentro de campo tem tudo para dar certo. Muito certo.

Primeiramente, pela qualidade técnica do uruguaio de 22 anos e sua evolução gradativa no futebol europeu. Em sua primeira temporada no Velho Continente, ele fez 16 gols na 2ª divisão espanhola pelo Almería e fez o Benfica o contratar na condição de reforços mais caro da história do clube.

No ano de estreia em Portugal, Darwin somou 11 gols e dez assistências em 36 jogos por Português e Europa League. Já na última campanha, foram 32 gols e quatro assistências em 38 jogos pela liga nacional e a Champions, sendo o artilheiro do Português com 26 gols.

Veja gols de Darwin Núñez:


Sua qualidade como centroavante goleador foi comprovada, sem mencionar a possibilidade que oferece para jogar mais aberto, o que ocorreu algumas vezes em 2021-22. Seu perfil de alta intensidade, força e velocidade casa perfeitamente com o estilo de jogo imposto por Jurgen Klopp.

Além disso, o técnico alemão ganhará variedade tática. O uruguaio deve ser o novo homem centralizado no ataque, mas poderia ocupar eventualmente a posição mais à esquerda, com Diogo Jota ou Roberto Firmino centralizado.

O excelente início de Luis Díaz (que também veio da liga portuguesa) no Liverpool deixa o torcedor dos Reds esperançoso de que a adaptação de Darwin seja rápida. Além disso, o grande futebol apresentado pelo colombiano fez com que Mané fosse deslocado muitas vezes para o centro do ataque. Como Mané está para sair do clube, a carência maior passou a de ser um centroavante titular e não mais um ponta – embora um jogador de lado para compor o elenco fosse também importante para os Reds.

Darwin vive uma fase técnica excelente (e que só cresce), tem um perfil que se adequa ao do estilo de jogo do seu novo treinador e ainda preenche a maior necessidade que o time titular tinha em meio à provável saída de Mané, sem contar o fato de oferecer maior variedade para Klopp formar o trio de ataque a cada partida.

Há bons motivos para acreditar no sucesso do uruguaio em Anfield. Agora é esperar para ver se isso se confirma. 

Darwin Núñez em ação pelo Benfica contra o Liverpool
Darwin Núñez em ação pelo Benfica contra o Liverpool Getty Images

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Cristiano Ronaldo, projeção para a Bundesliga e palpite para a Copa: confira entrevista com Jürgen Klinsmann

André Donke
André Donke

A Bundesliga volta nesta sexta-feira com o Bayern de Munique visitando o Eintracht Frankfurt na busca pelo seu 11º título seguido. Nem mesmo a saída do astro Robert Lewandowski parece tirar o favoritismo do clube hegemônico na Alemanha.

“Eu acho as movimentações que o Bayern fez no mercado de transferências muito boas. Obviamente que sem um número 9 de fato, mas talvez eles adicionem uma peça nas próximas semanas. Eu acho de uma forma geral, como elenco, é o principal favorito a outro título”, afirmou Jürgen Klinsmann em entrevista coletiva virtual que o blog participou.

Jurgen Klinsmann
Jurgen Klinsmann Getty

De qualquer forma, o Bayern terá um enorme desafio em atuar sem a sua grande estrela, Robert Lewandowski. Mais do que perder o melhor jogador do mundo nas duas últimas temporadas, o time bávaro não buscou (a princípio) um centroavante de fato para substitui-lo na função.

“Eu acho que isso mudará a dinâmica do Bayern de Munique, porque perder Lewandowski é obviamente muito grande. É também para toda a Bundesliga ao perder um jogador de nível tão alto,”, afirmou o quinto maior artilheiro da seleção alemã com 47 gols.

Para Klinsmann, o peso será distribuído em mais ombros, com Sadio Mané herdando parte desta responsabilidade, além de alterar o estilo do time germânico.

“Mudará a forma como vemos o Bayern jogar ao menos nos próximos meses, se eles não adicionarem um outro número 9 em seu elenco, porque jogar sem um número 9 de fato é muito incomum no tradicional Bayern de Munique. Então, será bem interessante para todos nós ver como eles lidarão com isso, como vão solucionar isso. É claro, eles têm qualidade no seu elenco para achar diferentes formas de lidar com isso, mas será um Bayern diferente na próxima temporada.”

Mas o clube deveria ir atrás de um centroavante? Cristiano Ronaldo seria uma opção interessante para o Bayern e para a Bundesliga, ainda mais após as saídas dos astros Haaland e Lewandowski?

“Eu acho que houve um pouco de especulação algumas semanas atrás com Cristiano, mas acho que ele deixou um comunicado claro que sege no Manchester United. Quando você fala sobre Cristiano que, ao lado do Messi, são os dois jogadores que formaram o futebol mundial nos 15 anos, é um profissional do mais alto nível, u modelo, um jogador. Você pode mencioná-lo nos dez maiores times da Europa, e você sempre tem sua especulação para escrever sobre”, declarou Klinsmann.

“Penso que o Bayern não está especulando a respeito dele até onde eu ouvi nas últimas semanas. Eu posso imaginar que o Bayern ainda vá ao mercado para algum camisa 9 que eles possam formar nos próximos anos, talvez não um produto pronto ainda e ver como os próximos meses irão ser até a Copa do Mundo no Qatar. Se a primeira parte da temporada não está indo de acordo com o esperado, talvez eles voltem ao mercado em janeiro e façam algo. Neste momento, hoje, eu não acho que Cristiano é um tópico para o Bayern de Munique.”

Com um centroavante ou não, o Bayern é o favorito e seu principal adversário continua sendo o Borussia Dortmund, segundo Klinsmann, ainda mais se conseguir consertar seu grande problema em 2021-22. “O grande ponto para o Dortmund na última temporada inteira era consistência como maior problema. Quanto à qualidade, eu acho que eles foram bem”.

Sobre os aurinegros, o ex-atacante ainda elogiou as chegadas de Niklas Süle e Nico Schlotterbeck, mostrando muita confiança a respeito do futebol do segundo.  Na avaliação da revista Kicker, o ex-atleta do Freiburg teve a segunda maior nota da Bundesliga passada, atrás apenas de Lewandowski.

“Eu acho que Nico Schlotterbeck poderia ser talvez a descoberta do ano, porque ele foi muito bem no Freiburg e é o próximo zagueiro da Alemanha. Além disso, para a Copa do Mundo, se ele for muito forte na primeira parte da temporada com o Dortmund, pode se tornar uma estrela da Alemanha no Qatar, então será bem interessante de ver”.

Por falar no Mundial, ele pode impactar a sequência da Bundesliga, uma vez que esta edição tem a peculiaridade em ser no meio da temporada europeia. A influência, inclusive, pode não ser apenas física.

“Dependendo de como for para cada um, pessoalmente irá afetar em suas performances pelos clubes, então será bem interessante. Talvez vejamos algumas surpresas”, declarou Klinsmann, citando o exemplo da queda precoce da Alemanha na fase de grupos da última Copa.

Ainda na competição de seleções no fim do ano, Klinsmann, que foi campeão em 1990 como atleta e semifinalista em 2006 como técnico, não ficou em cima do muro na hora de apontar sua favorito ao título – ou melhor, suas duas favoritas.

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Premier League além dos gigantes: 5 histórias para ficar de olho nesta temporada

André Donke
André Donke

Maior campeonato do mundo, a Premier League tem em seu 'Big 6' o seu maior atrativo, mas está longe de ser limitado por ele.  Prova disso é que o blog separou cinco equipes (à parte dos seis gigantes) que chamam atenção para esta temporada, sem que necessariamente sejam candidatas a brigar pelas primeiras posições. A ordem abaixo é apenas alfabética.

 ASTON VILLA

Desde que retornou à Premier League em 2019, o clube de Birmingham quase caiu já na primeira temporada e depois fez duas campanhas discretas de meio de tabela. Apesar da saída do astro Jack Grealish no meio de 2021, houve uma expectativa elevada pelo alto investimento feito em nomes como Emiliano Buendía e Leon Bailey, que ainda não corresponderam, além de Danny Ings. Porém, o desempenho ficou aquém do esperado, e o técnico Dean Smith chegou a ser demitido, sendo substituído no meio da temporada por Steven Gerrard, que até apresentou uma melhora, mas viu o desempenho na reta final ser ruim.

Bom, mas por que criar então expectativa a respeito do Aston Villa? Gerrard, vindo de um excelente trabalho no Rangers, pôde implementar melhor suas ideias com uma pré-temporada, assim como Philippe Coutinho pôde se ambientar ainda mais ao clube e a seus companheiros, após ter brilhado por empréstimo no último semestre e ficar em definitivo. E ele não foi o único brasileiro contratado, sendo que o zagueiro Diego Carlos, ex-Sevilla, melhora e muito a qualidade da zaga. No meio de campo, Boubacar Kamara, da seleção francesa, vem de graça do Olympique de Marselha.

Com todos os reforços desta temporada, o tempo que Gerrard teve e a expectativa em cima de nomes que já estavam no elenco e podem crescer, o Aston Villa é um candidato a ser o melhor (ou um dos melhores) fora do ‘Big 6’.

Philippe Coutinho em ação pelo Aston Villa
Philippe Coutinho em ação pelo Aston Villa James Williamson/Getty Images

 EVERTON

Se o time de Gerrard chega com boas expectativas para a Premier League, o mesmo não se pode dizer da equipe de Frank Lampard. Após ter escapado por pouco do rebaixamento na última edição, o Everton ainda perdeu sua principal peça com Richarlison sendo negociado com o Tottenham – o brasileiro foi o artilheiro e garçom do time na última Premier League, com dez gols marcados e cinco assistências.

Os Toffees até foram buscar dois nomes de qualidade no rebaixado Burnley (o zagueiro James Tarkowski e o ponta Dwight McNeil), mas seu mercado não foi muito além disso. Há qualidade para ao menos permanecer na Premier League, mas o sinal de alerta foi ligado na última temporada. A próxima campanha será um grande desafio para um clube que teve Carlo Ancelotti no banco de reservas há pouco tempo e que tem sonhado alto com um plano de um novo estádio.

 FULHAM

Promovido em 2017-18, rebaixado em 2018-19, promovido em 2019-20, rebaixado em 2020-21, promovido em 2021-22... a história recente sugere que o Fulham seja um dos três que irão cair nesta Premier League. Mas, indo além do senso comum, o time londrino é uma história interessante a se acompanhar nesta edição por dois motivos: a forma como subiu e o seu mercado. 

Primeiramente, os Cottagers conseguiram o acesso como uma campanha irretocável, ficando na liderança o segundo turno inteiro, além de um ataque espetacular de 106 gols. Com 43 bolas nas redes, Aleksandar Mitrovic estabeleceu um novo recorde de artilharia na história da Championship no formato com 46 jogos (desde 1992-93).

Além da forma contundente como subiu e de grande desempenho ofensivo, o Fulham foi buscar o goleiro Bernd Leno, o volante João Palhinha e o ponta Manor Solomon, que devem causar um grande impacto no time titular, mesmo com a saída do promissor Fábio Carvalho ao Liverpool. O meio-campista Andreas Pereira e o lateral-direito Kevin Mbabu também qualificam o time de Marco Silva.

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 NEWCASTLE

Se o campeonato fosse do Boxing Day (rodada de 26 de dezembro em diante), o Newcastle teria a quarta melhor campanha em 2021-22 e estaria na próxima Uefa Champions League. Depois da venda do clube, a chegada do técnico Eddie Howe e o mercado de janeiro (chegaram Bruno Guimarães, Dan Burn, Kieran Trippier, Matt Target e Chris Wood), o desempenho cresceu consideravelmente.

Para esta campanha, os Magpies seguiram fortalecendo a defesa e sem tanta badalação nesta janela - foram contratados o goleiro Nick Pope e o zagueiro Sven Botman. Rico e com um desempenho impressionante no primeiro semestre, o Newcastle não deve brigar mais contra o rebaixamento e certamente espera ir além de um décimo lugar, sua melhor posição desde que voltou à elite em 2017. É certamente uma das histórias mais curiosas desta Premier League.

 NOTTINGHAM FOREST

Seja lanterna, meio de tabela ou sensação, o Nottingham Forest é a grande novidade desta Premier League, e sua trajetória chamará atenção de todo fã do Campeonato Inglês. O bicampeão europeu retorna à elite após 23 anos, com um histórico péssimo na Premier League: foi lanterna nas duas edições que disputou, em 1992-93 e 1998-99.

Para seguir na primeira divisão, o investimento foi pesado. Entre chegadas e saídas em valores de transferências de atletas, o Nottingham Forest é o quarto que mais gastou nesta Premier League, com 89,75 milhões de euros até esta sexta-feira, de acordo com o site Transfermarkt.

Apesar de perder o goleiro titular Brice Samba e o lateral-direito Djed Spence, um dos destaques na campanha do acesso, o clube investiu pesado em diferentes setores, com destaque para o atacante Taiwo Awoniyi, ex-Liverpool e que vem de boa passagem pelo Union Berlin, e o lateral-direito Neco Williams, que estava no Liverpool. Além disso, vieram o goleiro Dean Henderson (empréstimo) e o meia Jesse Lingard, ambos do Manchester United.

O técnico Steve Cooper terá a missão de manter a equipe na elite credenciado pelos grandes trabalhos que ele fez também no Swansea e na seleção inglesa sub-17.

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Power Ranking da Premier League: minha ordem de forças no Big 6 antes de a bola rolar

André Donke
André Donke

No clima da volta da Premier League, o blog deixou seus pitacos sobre como chegam os integrantes do ‘Big 6’ antes do início da edição 2022-23. Confira abaixo um power ranking puramente opinativo comparando Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City,  Manchester United e Tottenham (de menos forte para o mais forte). Essa não é qualquer tentativa de previsão de como acabará o campeonato, mas sim a avaliação de como cada um começa a temporada.

Cachecóis das principais equipes da Premier League
Cachecóis das principais equipes da Premier League Yui Mok/PA Images via Getty Images

6)  MANCHESTER UNITED

Por mais que se trate um elenco de qualidade e com um teto bem alto, é inegável que o time é uma incógnita para a temporada. Em meio à incerteza do futuro de Cristiano Ronaldo e o desafio para Erik ten Hag construir rapidamente uma base e um padrão de jogo, o United vê seus rivais com trabalhos mais estabelecidos e, por isso, larga atrás entre os protagonistas do campeonato.

Do mercado, gosto bastante da chegada de Lisandro Martínez, que tem características que faltavam para a zaga dos Red Devils. Porém, além dele, só vieram o lateral-esquerdo Tyrell Malacia e o meia Christian Eriksen até o momento.

5)  CHELSEA

Os Blues vêm sendo nos últimos anos o time que mais se aproxima de Liverpool e Manchester City, mas, a princípio, a missão em 2022-23 parece muito mais ser a busca em manter o terceiro lugar. Apesar da chegada de dois grandes nomes com Kalidou Koulibaly e Raheem Sterling, além do retorno do promissor meio-campista Conor Gallagher, o mercado do Chelsea não tem sido tão positivo, com o próprio Thomas Tuchel demonstrando sua insatisfação após uma derrota por 4 a 0 sofrida diante do Arsenal na pré-temporada.

Com as saídas de Antonio Rüdiger, Andreas Christensen e Romelu Lukaku, o clube londrino parece não ter evoluído ao passo que vê seus dois rivais em ascensão, tanto pelo desempenho do último semestre quanto pelas movimentações na janela de transferências. O nível me parece muito próximo na disputa por vagas no G-4, mas o Chelsea ainda gera um pouco de desconfiança, mesmo contando com um dos cinco melhores técnicos do mundo no banco de reservas.

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4)  ARSENAL

 A frustração de ter perdido a vaga na Champions League na reta final da Premier League não pode diminuir o crescimento que o Arsenal teve com Mikel Arteta ao longo da última temporada. Do Boxing Day para frente, os Gunners fizeram 37 pontos em 20 jogos, ficando à frente de Chelsea (36) e Manchester United (31). O Tottenham até somou 45 unidades, mas disputou três jogos a mais no período.

Arteta construiu uma base, que será muito fortalecida com as chegadas de Oleksandr Zinchenko e Gabriel Jesus para o time titular, além da opção que Fábio Vieira dará ao elenco - o brasileiro ainda vem embalado por uma pré-temporada com sete gols em cinco jogos. Assim, vivendo um crescimento desde a temporada passada e com um mercado interessante, os Gunners têm bons argumentos para acreditar em terminar no G-4 pela primeira vez desde o vice em 2015-16.

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3)  TOTTENHAM

Desde que Antonio Conte assumiu o comando, o Tottenham somou menos pontos na Premier League apenas do que Manchester City e Liverpool. Foram quatro pontos a mais do que o Arsenal, sete do que o Chelsea e 15 do que o Manchester United.

Os Spurs melhoraram de rendimento sob o comando de um dos melhores técnicos do mundo, foram muito bem nos duelos 'Big 6', fizeram um ótimo mercado em janeiro e fazem uma ótima janela neste meio de ano, com as chegadas dos alas Djed Spence (uma das revelações da Championship passada) e Ivan Perisic, o meio-campista Yves Bissouma e o atacante Richarlison. O time titular é cada vez mais forte e conta com duas das maiores estrelas da liga (Son e Kane).  O Tottenham está pronto para dar um passo adiante.

2)  MANCHESTER CITY

1)  LIVERPOOL

Sim, o Manchester City é o atual campeão e o time que venceu quatro das últimas cinco edições da Premier League. Porém, vamos lembrar que a diferença da edição passada foi de apenas um ponto, com o título vindo (cheio de drama) na última rodada. Não existe uma diferença City e o Liverpool, o que até me fez colocar, simbolicamente, o texto dos dois conjuntamente. Porém, há um ponto que pesa a favor dos Reds: a manutenção de sua estrutura titular.

Ainda que Jürgen Klopp tenha perdido uma de suas grandes estrelas com a saída de Sadio Mané, o time já caminhava para essa mudança, com o impacto imediato de Luis Díaz fazendo o senegalês ser deslocado para o centro do ataque, uma função que cabe mais a Darwin Núñez - e se depender da atuação do uruguaio na Supercopa da Inglaterra, ele não deverá ter muitos problemas em se adaptar ao novo time e ao seu conceito de jogo.

Já o Manchester City, assim como o Liverpool, também terá alteração no ataque, com a chegada de um centroavante de fato com Erlin Haaland. Além disso, ainda chegou Julian Álvarez, e Jack Grealish deverá ocupar um papel de maior importância após um ano de adaptação a uma realidade completamente diferente do que vivia no Aston Villa. Saíram Raheem Sterling e Gabriel Jesus, que, embora não fossem titulares absolutos, faziam parte da rotação do ataque.

A mudança estrutural é mais significativa no City, o que me faz optar por um Liverpool ligeiramente à frente. Uma adaptação um pouco mais demorada pode ser determinante em uma temporada com calendário diferente por conta da Copa do Mundo. 

Em 2020, Salah abriu temporada da Premier League com hat-trick pelo Liverpool

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Popp x Mead, estatísticas e recorde: o contexto envolvendo a final entre Inglaterra e Alemanha na Euro feminina

André Donke
André Donke

De um lado, a maior campeã; do outro, a anfitriã que busca um título inédito. De ambos os lados, campanhas perfeitas com cinco vitórias e apenas um gol sofrido cada.

Alemanha e Inglaterra venceram e convenceram. Apresentaram o melhor futebol da maior edição da história da Eurocopa feminina e irão decidir o título em Wembley neste domingo. A bola rola às 13h (de Brasília), com transmissão desde as 12h da ESPN e Star+.

A 31ª e última partida do torneio é envolta por enormes expectativas dentro e fora de campo, além de um superduelo individual. Confira abaixo diferentes pontos que enriquecem ainda mais a final da competição continental.

Troféu da Eurocopa feminina
Troféu da Eurocopa feminina Alex Livesey - UEFA/UEFA via Getty Image

Recorde de público

As 68.871 pessoas que acompanharam a vitória por 1 a 0 da Inglaterra sobre a Áustria em Old Trafford pela abertura da competição representaram o maior público da história em uma partida de Euro. A marca será superada na decisão deste domingo, uma vez que são esperados 87.200 torcedores em Wembley. Vale lembrar que já no 16º confronto disputado esta Euro já havia quebrado o recorde de público de qualquer outra edição inteira.

Campanhas irretocáveis

As duas seleções chegam com os melhores ataques em média de gol por jogo. Enquanto as alemãs têm uma de 2,6 gols/jogo (13 bolas nas redes no total), as inglesas possuem um retrospecto incrível de 4 gols/jogo (20 bolas nas redes no total). Além disso, cada equipe só levou um gol na competição, o que dá uma média de 0,2 gol sofrido/jogo – a seleção que mais se aproxima é a Áustria, que registrou 0,8.

Para obterem números ofensivos tão expressivos, as finalistas mostraram repertório para marcar de diferentes formas. A Alemanha, por exemplo, fez boa parte dos seus 13 gols com bolas recuperadas no campo de ataque, o que evidencia o sucesso de sua marcação-pressão. Além disso, foram quatro gols em situação de bola parada, menos apenas que os cinco da Suécia. A Inglaterra, por sua vez, pode variar com troca de passes curtos, um jogo mais vertical e muita força pelo lado direito. Além disso, tem uma variedade significativa de artilheiras: oito jogadoras diferentes marcaram na competição.

De calcanhar, cobertura e mais: VEJA os cinco golaços da Eurocopa feminina


Popp x Mead

É o grande embate individual desta decisão. Com seis gols cada, Beth Mead e Alexandra Popp já igualaram o recorde de Inka Grings, estabelecido em 2009, de maior artilheira na história de uma única edição da Euro.

O que acontecer na final deverá ser determinante para a escolha da melhor do torneio, embora Mead faça uma melhor competição até o momento – ela ainda lidera em assistências (quatro) e chances criadas (14).

Popp, por sua vez, é a maior história individual da competição, considerando que havia perdido as Euros de 2013 e 2017 por lesão e teria ficado de fora desta edição também, caso ela não fosse adiada em um ano por conta da pandemia. A atacante do Wolfsburg ficou longe dos gramados por dez meses por conta de uma contusão e voltou aos gramados em março de 2022.

Dia de decisão na Euro feminina! Inglaterra x Alemanha prometem duelo de alto nível; dá um F5 no Star+



Outros destaques

Ainda que haja um destaque claro de cada uma das equipes, a coletividade de ambas foram suas grandes marcas na competição, o que faz com que outros nomes também mereçam um destaque especial.

O sucesso de Mead em boa parte contou com a enorme contribuição da lateral Lucy Bronze, que muitas vezes combinou com a ponta pelo lado direito para levar muito perigo. A futura jogadora do Barcelona somou nove chances criadas e duas assistências (melhores marcas entre defensoras), além de um gol anotado.

Bronze pôde muitas vezes apoiar com liberdade por conta da cobertura de Georgia Stanway, que foi peça fundamental tática e tecnicamente, formando uma dupla de volantes de muito equilíbrio com Keira Walsh. Stanway ainda merece um destaque extra pelo golaço que definiu a vitória diante da Espanha na prorrogação nas quartas de final.

Já mais à frente, a reserva Alessia Russo está pedindo passagem no lugar da lendária Ellen White, após ter feito quatro gols e ser a terceira principal goleadora da competição. A atacante do Manchester United oferece um ataque mais leve e tem sido decisiva sempre que entra, inclusive tendo anotado um golaço de calcanhar na semifinal diante da Suécia.

Do lado alemão, a intensidade do meio de campo é um dos grandes trunfos do time comandado por Martina Voss-Tecklenburg, e Lena Oberdorf é uma das responsáveis para isso. A volante de apenas 20 anos – e que disputou uma Copa do Mundo com 17 anos -, tem enorme qualidade de posicionamento e se destaca no trabalho defensivo, tendo recuperado 44 bolas, apenas três a menos do que as líderes da estatística no torneio. Lina Magull é a jogadora que se projeta mais à frente e fez uma grande fase de grupos.

No mata-mata, Svenja Huth merece uma menção honrosa pela enorme semifinal que fez contra a França, mostrando fôlego na recomposição defensiva e dando as assistências para os dois gols de Popp.

Retrospecto

Essa será a quinta vez que os dois países se cruzam na Euro, sendo que as germânicas venceram todos os embates. Em 1995, foram triunfos por 4 a 1 e 2 a 1 pelas semifinais (em dois jogos); em 2001, o 3 a 0 foi válido pela fase de grupos. Por fim, em 2009, as alemãs conquistaram o título ao fazer 6 a 2 sobre as inglesas na decisão.

A final acima citada foi a última (até a deste domingo) a contar com duas treinadoras. Silvia Neid e Hope Powell estavam nos bancos de Alemanha e Inglaterra, respectivamente.

A história se repete com as mesmas seleções 13 anos depois, com a dúvida se a campeã será a mesma de 2009 ou conheceremos a quinta diferente nação a faturar a Eurocopa feminina.

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Union Berlin de volta a casa e 15 mil a mais em Dortmund: o impacto da decisão da Uefa em liberar torcedores de pé

André Donke
André Donke

A Uefa anunciou na quarta-feira que irá testar nesta temporada a torcida em pé em jogos na Alemanha, Inglaterra e França nas competições europeias, algo que era proibido desde 1998 nas competições continentais. A ideia envolve apenas os três por estarem entre as cinco associações com melhor ranking no coeficiente do órgão e por terem autorização nacional para tal medida.

Considerando apenas o exemplo da Alemanha, que é um país cuja torcida em pé está fortemente vinculada a sua cultura futebolística, há uma situação bastante peculiar. Afinal, essa mudança permitirá que o Union Berlin jogue em sua própria casa.

Depois de ter subido à Bundesliga de forma inédita em 2019, o clube da capital se classificou à Conference League 21-22 ao terminar na sétima colocação do campeonato nacional em 2020-21. Porém, o time teve de mandar suas partidas no torneio continental no Estádio Olímpico de Berlim, uma vez que sua casa, o Stadion An der Alten Försterei, não atendia aos requerimentos da Uefa – o local tem capacidade para 22.012 torcedores, sendo 18.385 em pé e outros 3.617 sentados.

Com uma campanha épica que terminou com o quinto lugar na Bundesliga passada, o Union fará sua estreia na fase de grupos da Europa League em 2021-22, assim como o Stadion An der Alten Försterei.

"Estamos muitos felizes sobre essa decisão, porque isso nos dá a oportunidade de jogar partidas de competições europeias em nosso estádio pela primeira vez na história do clube. É claro que realmente gostaríamos de mostrar a muitas pessoas no Estádio Olímpico de Berlim o quão divertidos o Union pode ser, mas nós definitivamente queremos tirar vantagem da história oportunidade de viver noites europeias no Alte Försterei", declarou o presidente Dirk Zingler.

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No caso dos demais clubes, o impacto é “só” na maior quantidade de torcedores. Para o Borussia Dortmund, tão conhecido por sua muralha amarela (a tribuna sul é inteira para torcedores em pé), o aumento é de 66.099 para 81.365.

Ou seja, são mais de 15 mil torcedores ou uma diferença de quase 20%. Considerando os três jogos da fase de grupos, os aurinegros terão a chance de contar com 45 mil torcedores a mais no total.

Já no Bayern de Munique, a Allianz Arena poderá ter 75 mil torcedores e não mais ‘apenas’ 70 mil ao qual o clube bávaro estava habituado em noites de Champions.

"É uma grande notícia. Torcida em pé é uma importante parte de nossa cultura", afirmou o CEO do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke. "Eu peço aos torcedores para se comportarem de forma responsável com essa oportunidade na próxima temporada".

Torcida do Borussia Dortmund no Signal Iduna Park
Torcida do Borussia Dortmund no Signal Iduna Park Alexandre Simoes/Borussia Dortmund via G

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Brasileiro que viralizou após gol antológico no Camboja, se divide como personal trainer e sonha com Prêmio Puskas

André Donke
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Um drible desconcertante entre dois marcadores e um chute do meio da rua próximo da linha lateral quer morreu no ângulo. Bruno Wellyngton Krenkel viu seu chute não apenas cruzar o campo, mas sim o mundo.

O golaço anotado pelo Next Step FC na segunda divisão do Campeonato Cambojano no último final de semana repercutiu... e muito.

“Mais de 1000 seguidores no Facebook em 24 horas, mais de 500 seguidores no Instagram. Já tinha mensagem de tudo quanto lugar, perfis de Inglaterra, Portugal, sul-americanos, mensagens em inglês e espanhol”, contou o catarinense e Ibirama em entrevista ao blog.

Depois de ver o seu gol chamar atenção em diferentes países, por que não pensar no Prêmio Puskas? “Quando acabou o jogo, já comecei a brincar com meus amigos: 'vamos marcar os caras aí, porque eu vou querer o Puskas. Esse ano eu quero estar lá'.”

Aliás, o próprio site do clube de Bruno Krenkel emplacou a campanha (veja aqui o gol). "Estamos tão orgulhosos e certos de sua qualidade que o indicamos para o prêmio Puskas Gol do Ano. Por favor, compartilhe, curta, tweet, assista e sente-se e divirta-se."

Após gol surreal na Ásia, brasileiro se surpreende com repercussão e brinca: 'Eu quero o Puskas!'


Aos 23 anos, o atacante vive mais um capítulo em uma história “um pouquinho louca”, como ele próprio conta. Krenkel se aventurou pela primeira vez fora do país em 2018, quando foi a Malta. A situação não era a que ele imaginava, quando partiu do Brasil e retornou sem ter atuado profissionalmente.

Bruno então se juntou em 2020 ao Nação, da terceira divisão catarinense, antes de passar pelo Trindade, de Pernambuco. Sem jogar profissionalmente pelos dois times, ele teria a chance de ir à Tailândia no fim de 2021, mas ainda não seria lá que conseguiria atuar. Com o fechamento da janela e as vagas para estrangeiros sendo uma adversidade, o brasileiro chegou a treinar em um clube local antes de acertar sua ida ao Camboja há cinco meses.

Foi no Next Step que ele deu o passo seguinte em sua carreira, ou melhor, o grande passo.  Atuando regularmente, o atacante já soma cinco gols. “Como o time era amador e está em sua primeira temporada como profissional, eu sou o maior artilheiro da história (risos)”.

A carreira nos gramados é conciliada também com o emprego de personal trainer. Krenkel tem três alunos (uma cambojana, um francês e um norte-americano) e dá aulas “quase que diariamente” e sem problemas quanto ao idioma, o qual ele conta que aprendeu bastante usando o YouTube. “Acho que o meu inglês está melhor que o português agora (risos)”

Mesclar o futebol com outra atividade profissional não é algo inédito na vida de Bruno, que em 2019 jogava competições amadoras em Santa Catarina e trabalhava como garçom.

Chegou a pensar em desistir? “Nunca, jamais. Minha história é um pouquinho louca, mas vale a pena. Aqui eu vim fazer meus primeiros jogos como profissional. Não tinha minutagem no profissional, fiz 22 anos na Tailândia, agora fiz 23 no fim do ano, desacreditado de muita gente, só alguns familiares e alguns amigos que sabem da minha dedicação, do meu foco, da minha persistência”.

Enfim desfrutando do futebol profissional e vivendo a semana de maior repercussão de sua carreira, Krenkel tem muito claro o que sonha para sua sequência como jogador.

“Ser feliz em primeiro lugar; e em segundo a parte financeira para me ajudar e ajudar as pessoas que necessitam. É claro quero ter reconhecimento, ser grande, ser famoso, quero que as pessoas, como aqui, demonstrem carinho, queiram tirar foto, pergunte, queriam saber da minha história, falar comigo. Além do atleta que você é, é ser um ser humano bom também, isso conta muito para mim”.

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Recordes, destaques e estatísticas: um balanço da fase de grupos da Eurocopa feminina

André Donke
André Donke

Chegou ao fim a fase de grupos da Eurocopa feminina. Com 24 dos 31 jogos disputados e a definição das oito quadrifinalistas, o blog fez um balanço do que já rolou até aqui.

Destaques

Inglaterra e Alemanha foram as responsáveis pelas únicas campanhas 100%, mas não é “só” por isso que foram as sensações do estágio de chaves. As inglesas confirmaram o favoritismo em sua chave e empolgaram ao aplicar a maior goleada da história da Euro (feminina ou masculina) com um 8 a 0 sobre a Noruega. Dessa forma, terminaram como líderes do torneio em gols (14, sendo que ninguém chegou a dez), finalizações (67) e finalizações no alvo (27).

Uma das principais responsáveis por essa campanha é Beth Mead, que marcou nos três jogos e é artilheira isolada da competição com cinco gols marcados. Com mais um, ela igualará os seis da alemã Inka Grings em 2009, que é o recorde em uma única edição da competição. Por falar em Grings, ela e sua conterrânea Brigit Prinz são as maiores goleadoras da história das Euro, com dez bolas nas redes cada.

Além dos gols, Mead ainda distribuiu duas assistências e criou dez chances, sendo a terceira melhor neste quesito no torneio – a espanhola Mariona Caldentey lidera com 12.

Já as alemãs podem não ter tido um ataque tão goleador quanto da Inglaterra, mas acabaram com qualquer desconfiança que poderiam causar após terem perdido para a Sérvia em abril nas eliminatórias para a Copa do Mundo e virem de duas quedas precoces em Euro (2017) e Mundial (2019).

A seleção de Martin Voss-Tecklenburg passou pelo grupo da morte com três vitórias, nove gols marcados e nenhum sofrido. Soube jogar com a bola contra a Dinamarca e sem a bola diante da Espanha, mostrou repertório para marcar de diferentes formas e muita intensidade com um meio de campo bem dinâmico.

Sem uma jogadora de maior destaque individual por conta da força de seu coletivo, a Alemanha tem em Alexandra Popp uma das histórias mais legais. Após ter ficado dez meses lesionada e um ano sem defender a seleção, a campeã olímpica de 2016 e quinta maior artilheira da história da Mannschaft voltou a vestir a camisa de seu país em abril e tem brilhado na Euro com três gols, um em cada jogo.

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Decepção

A vida da Noruega não era fácil, uma vez que lutaria por vaga com a anfitriã Inglaterra e com a Áustria, semifinalista da última edição com apenas um gol sofrido. No entanto, a forma como foi eliminada é que caracterizou sua campanha decepcionante. Depois de uma vitória tranquila e esperada diante da Irlanda do Norte, a equipe de Ada Hegerberg, Caroline Graham Hansen e cia. sofreu o já citado 8 a 0, um placar que não condiz com a qualidade do seu elenco e muito menos com sua história.

Já no confronto direto pela última rodada, a Áustria jogava apenas pelo empate diante de uma Noruega que teria que ir para cima a qualquer custo. Ainda assim, as austríacas foram superiores e construíram um triunfo por 1 a 0 que refletiu o que foi o jogo. Assim, as campeãs continentais de 1987 e 1993 acabaram eliminadas precocemente e com a segunda pior defesa com dez gols sofridos, um a menos do que a Irlanda do Norte, a seleção pior ranqueada nesta edição do torneio.

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Sucesso de público

No 16º jogo da competição, a vitória da França sobre a Bélgica por 2 a 1, o público total da Eurocopa chegou a 248.075 torcedores nos estádios, superando as 240.055 pessoas que acompanharam o torneio de 2017, o recorde até então de qualquer edição. No momento, o número está em 369.314, com mais sete jogos restando, sendo um deles a esperadíssima final em Wembley.

Além disso, as 68.871 pessoas que acompanharam a vitória por 1 a 0 da Inglaterra sobre a Áustria em Old Trafford pela abertura da competição representaram o maior público da história em uma partida de Euro. Outro recorde foi o de maior público em um jogo sem ser final ou sem ter a seleção anfitriã, sendo que este foi quebrado mais de uma vez nesta edição e acabou por ficar na vitória por 4 a 1 da Holanda sobre a Suíça em Bramall Lane, sob os olhares de 22.596 torcedores. 

Estatísticas - times

Melhor defesa: Alemanha e Inglaterra (0 gols sofridos)
Melhor ataque: Inglaterra (14 gols marcados - recorde em uma edição da competição)}
Posse de bola: Espanha (72,8%)
Pior ataque: Dinamarca, Finlândia e Irlanda do Norte (1 gol marcado)
Pior defesa: Irlanda do Norte (11 gols sofridos)
Pior posse de bola: Irlanda do Norte (33,2%) 

Estatísticas - jogadoras

Mais gols: Beth Mead (5 gols)
Mais assistências: Kosovare Asllani-SUE e Fran Kirby-ING (3 assistências)
Mais chances criadas: Mariona Caldentey-ESP (12 chances criadas)
Mais dribles certos: Andreia Norton-POR (17 dribles certos)
Mais desarmes: Julie Blakstad-NOR, Ana Borges-POR e Géraldine Reuteler-SUI (11 desarmes certos)
Mais recuperações de bola: Ona Batlle-ESP (35 recuperações)

 Jogadora mais velha: Hedvig Lindahl-SUE é a única com 39 anos e atuou em todos os minutos. Foi titular nas campanhas de medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2016 e 2020 e também nas Copas de 2011, 2015 e 2019 e na Euro de 2017 

Jogadora mais jovem: Amanda Andradóttir-ISL tem 18 anos (fará 19 em dezembro) e jogou poucos minutos no empate contra a França

Bola da Eurocopa feminina de 2022
Bola da Eurocopa feminina de 2022 Catherine Ivill - UEFA/UEFA via Getty Im

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Manchester United: Lisandro Martínez pode entregar o que carece na defesa do time

André Donke
André Donke

Mais do que um zagueiro, o Manchester United precisava de um que fosse mais rápido e com qualidade técnica para jogar ao lado de Raphael Varane ou de Harry Maguire. O primeiro não fez uma grande primeira temporada no Old Trafford (até pelas lesões), mas continua como um dos melhores do mundo na posição, já o segundo tem sido muito marcado pelas críticas da torcida e esteve longe de justificar o alto investimento feito de 2019.

A confirmação da chegada de Lisandro Martínez faz o United ganhar um jogador com um perfil que seu time titular sentiu falta na última temporada. Com grande inteligência tática (também chegou a atuar como volante Ajax), o argentino dá mais leveza a uma zaga mais pesada e que muitas vezes sofreu com posicionamento, algo que precisa ser corrigido se Erik ter Hag for atuar com linhas mais altas, o que era padrão em seu período na Johan Cruyff Arena.

Já quando seu time tiver a poss,e Martínez tem qualidade para dar melhor qualidade na saída de bola no campo defensivo. Entre os atletas que disputaram ao menos 1000 minutos na última edição do Campeonato Holandês, Martínez teve o sexto melhor aproveitamento de passes (88,9%). Além disso, foi o zagueiro com mais chances criadas (7) e assistências (3).

QUALIDADE! Novo zagueiro do Manchester United, Lisandro Martínez sabe dar efeito na bola; VEJA



Outra qualidade que o argentino tem é a força no jogo aéreo, apesar da baixa estatura para um zagueiro (1,75m). Foram 70,2% dos duelos vencidos pelo alto, o que representou a sétima melhor marca da Eredivisie 21-22 entre os jogadores de linha. Nos duelos de uma forma geral, os 69,2% determinaram o sexto melhor índice entre os atletas (sem incluir goleiros).

Eleito para a seleção ideal da Superliga Argentina antes de ir ao Ajax no meio de 2019, Martínez tem apenas 24 anos, mas chega aos Red Devils com a bagagem de mais de 100 jogos pelo Ajax e como nome já consolidado na seleção argentina – este salto no mercado de transferências pode ser fundamental que consiga ganhar a titularidade até a Copa do Mundo.

Ao lado de um zagueiro de maior presença física, Lisandro pode trazer mais leveza, qualidade na saída de bola e melhor posicionamento para uma defesa que precisa de melhoras significativas. Afinal, foi a oitava pior da última Premier League com 57 gols sofridos, 31 a mais do que os líderes no quesito (Liverpool e Manchester City).

Lisandro Martínez, ex-Ajax, é o novo reforço do Manchester United
Lisandro Martínez, ex-Ajax, é o novo reforço do Manchester United MAURICE VAN STEEN/ANP/AFP via Getty Imag

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Manchester United: Lisandro Martínez pode entregar o que carece na defesa do time

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Euro feminina: Alemanha mostra repertório e se confirma como forte candidata ao título

André Donke
André Donke

Vindo de quedas nas quartas de final na Euro de 2017 e Copa de 2019, seus desempenhos mais discretos em sua história, a seleção alemã podia gerar certa desconfiança antes de chegar à Inglaterra para a disputa da atual edição da competição continental. E não apenas por esse retrospecto recente.

As germânicas - que sofreram uma surpreendente derrota para a Sérvia nas eliminatórias para a Copa em abril - apostaram em uma preparação pautada em mais treinamentos e só um amistoso (vitória sobre a Suíça por 7 a 0) para a Eurocopa. Assim, como saber exatamente como chegaria a Alemanha? A resposta tem sido a melhor possível.

Depois de atropelar a Dinamarca, sua algoz em 2017, a seleção oito vezes campeã do continente venceu um duelo de candidatas ao título ao bater a Espanha por 2 a 0 nesta terça-feira. São duas vitórias contra adversárias fortes, seis gols marcados, nenhum sofrido e classificação garantida de forma antecipada no ‘grupo da morte’.

Metade dos gols saiu de situações de bola parada, dois deles vieram com sua marcação alta forçando erros das adversárias (se bem que nesta terça a maior parte da conta fica para a goleira Sandra Paños) e outro com uma jogada bem trabalhada coletivamente, com ultrapassagem e infiltração de uma meio-campista na área para dar assistência.

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Não só pela variedade dos gols, a Alemanha se viu em cenários bem diferentes em ambas as partidas.Jogou na estreia dominando territorialmente com 64,9% de posse de bola e amassando a Dinamarca mesmo quando tinha o placar sob controle; já contra a Espanha, abriu o placar muito cedo e soube se comportar muito bem tendo apenas 30,4%.

As espanholas tiveram controle territorial, mas as comandadas de Martina Voss-Tecklenburg souberam conduzir muito bem o jogo neste panorama e poderiam até ter construído uma vitória maior caso o VAR tivesse intervido para alertar quanto a uma eventual expulsão para Irene Paredes após falta não marcada em Alexandra Popp.

Por falar em Popp, ela teve a missão de substituir Lea Schüller (testou positivo para COVID-19) na única alteração em relação à equipe que iniciou o jogo passado. A quinta maior artilheira da história da Mannschaft deixou sua marca, assim como já havia feito quando entrou no lugar da própria Schüller no decorrer do segundo tempo contra a Dinamarca – Schüller, aliás, tinha marcado pouco antes de sair.

A Alemanha convenceu com um jogo de encher os olhos na sexta e com eficiência nesta terça. Sua bola parada ofensiva é muito forte, a intensidade do trio de meio-campistas formado por Lina Magull, Lena Oberdorf e Sara Däbritz influencia demais em seu jogo extremamente coletivo. O elenco não depende de uma estrela em si e tem profundidade, sendo a situação Schüller/Popp uma argumentação a favor disso.

Já classificada para as quartas, fase em que entrará como favorita contra Noruega ou Áustria, a Alemanha terá a possibilidade de dar descanso a algumas atletas para o jogo contra a Finlândia, como no caso das suspensas Oberdorf e Felicitas Rauch.

É impossível saber se a Alemanha vai ser campeã, ainda mais em um torneio com tantas boas candidatas, mas não tenho mais dúvida que essa seleção tem bola para isso.

Klara Buhl comemora após marcar para a Alemanha sobre a Espanha, pela Euro feminina
Klara Buhl comemora após marcar para a Alemanha sobre a Espanha, pela Euro feminina EFE/EPA/Neil Hall

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Euro feminina: Alemanha mostra repertório e se confirma como forte candidata ao título

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De 20 meses sem jogar à redenção: o caminho de Ada Hegerberg até a Eurocopa

André Donke
André Donke

Ada Hegerberg é sem dúvida uma das principais estrelas da maior edição da Eurocopa feminina da história. Melhor jogadora do mundo em 2018, a norueguesa ganhou sete vezes a liga francesa com o Lyon e seis vezes a Uefa Champions League.

Nas últimas sete temporadas, a única em que o Lyon ficou sem esses dois títulos foi em 2020-21, quando sua estrela não atuou por conta de uma séria lesão. A atacante viveu um enorme drama, tendo rompido ligamento do joelho no começo de 2020 e ficado mais de 20 meses longe dos gramados, voltando apenas em outubro de 2021.

Apesar de tanto tempo longe, a atleta de 26 anos mostra que segue em grande nível, tendo marcado 17 gols em 28 jogos na temporada, sendo um deles na vitória por 3 a 1 sobre o Barcelona pela final da Champions. Por falar na competição, ela é a maior artilheira da história, agora com 59 gols.

O grande momento vivido no seu clube enche a torcida norueguesa de esperança para a Eurocopa, uma vez que voltará a contar com sua grande estrela após cinco anos de ausência.

Ada Hegerberg em ação pela seleção da Noruega
Ada Hegerberg em ação pela seleção da Noruega Getty Images

Hedgerberg afastou-se da seleção após a Euro de 2017 por discordar da federação em relação às condições dadas às mulheres no futebol no país. Com isso, ficou sem atuar pelo país até abril deste ano, quando retornou marcando três vezes na vitória por 5 a 1 sobre o Kosovo.

"Eu amo o futebol e eu quero jogar futebol. Eu tomei uma decisão em 2017 que eu mantive. Mas eu tive muito tempo para refletir nos últimos dois anos, em muitos aspectos. Eu fui capaz de ter muitas discussões honestas com a federação, por meio da Lise (Klaveness, presidente) primeiramente. Estou feliz em estar apta a voltar com o time e começar uma nova história", declarou em março.

No único grande torneio que disputou sem a atacante, a Noruega caiu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2019 ao levar 3 a 0 da Inglaterra, que é agora a anfitriã da Euro e adversária das nórdicas na fase de grupos. O reencontro está marcado para segunda-feira, mas antes disso a equipe escandinava estreia no grupo A nesta quinta diante da Irlanda do Norte, às 16h (de Brasília). A partida tem transmissão da ESPN 4 e Star+.

Mesmo com apenas 26 anos e tendo ficado cinco longe da seleção, Ada já possui feitos expressivos por seu país. Ela foi vice-campeã europeia em 2013, mesmo ano em que estreou pela seleção. Já em 2015, acabou eleita a melhor jogadora jovem da Copa do Mundo e depois seria a artilheira das eliminatórias para a Euro de 2017 com dez gols.

Agora, sua missão é ajudar a Noruega a conseguir uma campanha que apague o desastre da última edição, quando perdeu seus três jogos na fase de grupos para Holanda, Dinamarca e Bélgica, sem ter marcado um gol sequer.

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Haller chega ao Borussia Dortmund com números dignos de Haaland

André Donke
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O Borussia Dortmund anunciou oficialmente nesta quarta-feira a chegada de Sebastian Haller como novo centroavante do time, assinando um contrato de quatro anos. O marfinense chega com a missão de ocupar o espaço deixado por Erling Haaland (novo reforço do Manchester City) e, ainda que não seja tão brilhante quanto o seu antecessor, ao menos apresenta números dignos do que o norueguês vinha registrando na Alemanha.

Desde que Haller trocou o West Ham pelo Ajax no começo de 2020 como contratação mais cara da história do clube, ele registrou 47 gols e 16 assistências em 65 jogos, totalizando 63 participações diretas em gol (média de quase uma por partida).

No mesmo período, Haaland somou 53 gols e 14 assistências (67 participações em gol) em 57 partidas, um número superior ao marfinense, mas nem tanto assim. Chama atenção também o fato de que Haller teve um número significativamente maior em chances criadas: 86 x 54.

Considerando apenas a última temporada, são 34 gols de Haller (em 43 jogos) contra 29 bolas nas redes para Haaland (em 30 partidas).

Sebastien Haller em ação pelo Ajax
Sebastien Haller em ação pelo Ajax Peter Lous/BSR Agency/Getty Images

Vale destacar que o norueguês sofreu com problemas físicos em 2021-22, sendo desfalque por esse motivo em 16 dos 46 confrontos do Dortmund. Isso dificultou muito a vida dos aurinegros na Champions League, com o time sendo eliminado na fase de grupos e Haaland não conseguindo defender o prêmio de artilheiro que havia alcançado na edição 2020-21 com dez gols.

Por falar em artilharia de Champions, Haller terminou com terceiro colocado com 11 gols, atrás apenas de Karim Benzema (15) e Robert Lewandowski (13). O marfinense ainda igualou o recorde de Cristiano Ronaldo em 2017-18 como únicos jogadores a marcarem em todos os seis confrontos da fase de grupos - dois deles contra o próprio Dortmund.

Apesar dos números equilibrados, o ex-jogador do Ajax não terminou a temporada em alta, assim como o seu time. A equipe de Amsterdã até foi campeã nacional, mas viu seu desempenho cair na segunda metade da temporada, e o mesmo passou com seu artilheiro, que marcou apenas um gol nos últimos oito confrontos da temporada. Porém, independentemente do número em si, Haller viu a qualidade de suas atuações cair, o que não diminui a empolgação dos torcedores do Dortmund.

Além de encontrar o substituto de seu principal jogador, o time germânico também vê em seu novo centroavante um jogador que irá criar bastante para Marco Reus e Karim Adeyemi vindo de trás. Agora é esperar para ver se Haller conseguirá manter seus ótimos números em 2022-23. 

Os gols que fizeram o Borussia Dortmund investir alto para ter o 'substituto de Haaland'

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Destaque do Frankfurt campeão da Europa League, Hinteregger se aposenta... aos 29 anos

André Donke
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A quinta-feira reservou algumas notícias impactantes nesta quinta. Enquanto RB Leipzig e Bayer Leverkusen anunciaram a renovação de contrato de Christopher Nkunku (até 2026) e Flrorian Wirtz (até 2027), respectivamente, o Eintracht Frankfurt causou uma enorme surpresa com uma aposentadoria.

Martin Hinteregger anunciou que pendura as chuteiras com apenas 29 anos. O zagueiro foi desfalque na final da Europa League, vencida diante do Rangers, mas foi titular do time na temporada – iniciou 35 dos 48 jogos do Eintracht em 2021-22, sendo alguns deles como capitão.

O austríaco foi o sexto com mais desarmes na Europa League e acabou incluído para o elenco ideal do torneio, na avaliação de um painel de observadores da Uefa. Pela seleção de seu país, ele jogou todos os minutos da Eurocopa passada e foi titular até março de 2022, não participando dos jogos deste mês da Nations League.

Multidão de torcedores recebe o time do Eintracht Frankfurt depois da conquista da Europa League



Da mesma forma que surpreende em sua saída, Hinteregger também chegou de forma impactante ao clube. Titular absoluto do Augsburg, o qual defendeu entre o meio de 2016 e o começo de 2019, o defensor foi emprestado após ter criticado publicamente o treinador Manuel Baum.

"Eu não posso dizer nada positivo sobre ele e não vou falar nada negativo", afirmou Hinteregger à Bayerischer Rundfunk em meio a uma série ruim de resultados do Augsburg. Ele foi suspenso e então cedido ao Frankfurt, que o contrataria em definitivo.  

No seu último clube e último ano da carreira, Hinteregger viveu certamente sua maior conquista, mas nada que tirasse da sua cabeça a ideia de se aposentar tão jovem. Ainda que não tenha jogado em um dos principais clubes da Europa (passou também por RB Salzburg e Borussia Mönchengladbach), o defensor teve uma carreira de prestígio, com três taças da liga e outras três da copa na Áustria, além de quase 200 jogos de Bundesliga, sendo titular constantemente.

Martin Hinteregger celebrando título com Frankfurt
Martin Hinteregger celebrando título com Frankfurt Getty Images

“No último outono eu já tinha começado a pensar sobre me aposentar no fim da temporada. Eu estava em um período difícil no campo: minhas performances estavam instáveis. As vitórias não pareciam tão boas mais, e toda derrota machucava o dobro. Minha melhora na primavera e nosso sucesso conjunto na Europa League me fizeram ainda mais motivados em me despedir com um grande sucesso esportivo. É por isso que eu desfrutei tanto da vitória na Europa League, porque eu já sabia que seria minha última grande comemoração de uma vitória com os fãs fantásticos desta cidade, que se tornou minha segunda casa”, disse Hinteregger em declarações publicadas pelo site do clube nesta quinta.

Assim, o épico título do Frankfurt na Europa League, tão marcado pela invasão em Barcelona e o fim de um jejum de 42 anos em competições europeias, ganha mais um capítulo à parte.

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Sem Lewandowski, sem centroavante? É perfeitamente possível imaginar o Bayern sem um camisa 9

André Donke
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Sadio Mané foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira no Bayern de Munique, que pode não contar com Robert Lewandowski para a próxima temporada. Com isso, fica a dúvida: se o polonês sair, o time deve buscar um novo camisa 9? Qual? Ou pode jogar sem um centroavante de ofício?

Historicamente, o Bayern tem uma relação de sucesso com goleadores. Antes do brilho de Lewandowski, nomes como Mario Gomez e Mario Mandzukic também se saíram muito bem, para citar exemplos recentes. Porém, talvez o cenário atual possa representar uma tentativa de mudança ao menos em um primeiro momento.

Haaland já foi ao Manchester City, Haller pode ir ao Borussia Dortmund, Darwin Núñez assinou com o Liverpool, Lukaku está tomando o caminho de volta para a Inter de Milão... O momento desta janela não favorece uma substituição imediata para um jogador que simplesmente venceu o prêmio de melhor do mundo nos dois últimos anos.

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Contratar um centroavante é importante para o Bayern ter mais repertório em seu elenco, mas não necessariamente o time vá por alguém que seja titular absoluto. Aliás, o técnico Julian Nagelsmann já escalou diferentes vezes um time sem uma referência na área nas duas temporadas em que esteve à frente do RB Leipzig, algo que poderia ser repetido agora.

Além disso, as movimentações do Bayern no mercado podem beneficiar uma eventual escalação sem um centroavante. Com a chegada de Noussair Mazraoui pela direita e a presença de Alphonso Davies pela esquerda, a equipe tem dois jogadores muito fortes no apoio pelas laterais. Isso poderia influenciar que os pontas saíssem do lado e partissem para dentro na situação ofensiva. Thomas Müller como ‘falso 9’ poderia gerar espaço para quem sai do lado e vai para o meio, o que seria algo bem interessante para Mané. 

A chegada de Ryan Gravenberch também pode fazer com que o Bayern tenha a alternativa de a adotar um 4-3-3,  atuando ao lado de Joshua Kimmich e Leon Goretzka e tirando uma das vagas do ataque. Assim, os bávaros poderiam ter uma equipe de muita movimentação entre suas diferentes peças, tendo apoio intenso dos seus laterais e Müller ajudando a gerar espaço para quem vem de lado. Muitos dos gols de Lewandowski poderiam migrar para Mané neste contexto.

É lógico, pode ser que nos próximos dias ou semanas o Bayern decida investir em algum centroavante que seja o substituto de Lewandowski, e pode até acontecer que o polonês não saia. O ponto aqui é mostrar que o elenco de Nagelsmann pode, sim, atuar sem um camisa 9, ainda que o seu grande nome não siga em Munique.

Robert Lewandowski durante partida do Bayern de Munique
Robert Lewandowski durante partida do Bayern de Munique Getty Images
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Tenerife assombrou o Real Madrid (duas vezes), foi parar na 3ª divisão e agora está a um jogo de voltar para LaLiga

André Donke
André Donke

São poucos os torcedores no mundo que podem se orgulhar do fato de seu clube trazer calafrios ao Real Madrid, ainda que isso se remeta a um episódio de um passado distante. E não é apenas times gigantes que possuem tal status. O Tenerife é talvez a maior prova disso.

A equipe da maior ilha do arquipélago das Canárias tem uma grande oportunidade de voltar à elite do futebol espanhol, já que enfrenta o Girona pela final dos playoffs da segunda divisão. A bola rola às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN 3 e Star+.

No confronto de ida houve empate por 0 a 0; agora, o Tenerife joga pelo empate (com prorrogação, caso necessário) por ter terminado à frente do Girona (quinto contra sexto colocado). Não há disputa de pênaltis.

Girona e Tenerife ficam no empate pela primeira partida da decisão da segunda divisão do Campeonato Espanhol; veja os melhores momentos

Caso o Tenerife saia vencedor ou com o empate após os 120 minutos, irá retornar após 12 anos para LaLiga, competição em que foi pesadelo para o Real Madrid. Duas vezes seguidas.   

6 de junho de 1992. Há pouco mais de três décadas, o Real Madrid dependia apenas de suas próprias forças para ser campeão nacional de 1991-92: bastava vencer o Tenerife fora de casa. Porém, os merengues perderam por 3 a 2 e viram o Barcelona vencer o Athletic Bilbao e ficar com o título ao chegar a 55 pontos, um a mais do que o rival – naquela edição a vitória valia dois pontos.

O Tenerife, por sua vez, terminou na quinta colocação e alcançou seu melhor desempenho na história da liga, em sua quinta aparição na elite até então. O time até igualaria o quinto lugar em 1995-96, mas jamais conseguiu superá-lo. Aliás, nos 30 anos seguintes muita coisa aconteceu na história do clube, chegando até mesmo a parar na terceira divisão em 2011-12 e 2012-13.

Antes disso, porém, a equipe das Ilhas Canárias voltaria a assombrar o Real Madrid em 1992-93. O cenário era o mesmo do ano anterior: bastava um triunfo para os merengues fora de casa contra o Tenerife. Porém, a equipe da capital levou 2 a 0 e viu o Barça fazer 1 a 0 na Real Sociedad para ficar com a taça novamente na última rodada e novamente por um ponto de diferença (58 a 57).

A história dos dois traumáticos vices ainda contou com um requinte de crueldade, uma vez que o técnico do Tenerife em ambas as ocasiões era Jorge Valdano, que, como jogador, foi bicampeão espanhol e da Copa da Uefa pelo Real na década de 80. O técnico argentino, inclusive, trocaria o Tenerife pelo clube madrilenho em 1994 e o conduziria ao título de LaLiga em 1994-95, encerrando um jejum de cinco anos.

Aquele elenco também contava com Fernando Redondo, que até foi titular na equipe da rodada final do Espanhol de 1991-92. Assim como Valdano, o ex-volante foi ao Real Madrid em 1994 e escreveu uma história gloriosa no Santiago Bernabéu.

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Time atual

Sonhando em cruzar novamente o caminho do Real Madrid, algo que não acontece desde 2010, o Tenerife espera que esta seja a última de uma sequência de nove temporadas seguidas na segunda divisão. Até a campanha atual, o time havia terminado entre os dez primeiros apenas uma única vez, em 2016-17, quando foi quarto colocado e acabou superado pelo Getafe na decisão dos playoffs.

Já em 2021-22, a equipe das Ilhas Canárias melhorou nove posições e 17 pontos em relação ao campeonato anterior, ficou na quinta colocação e chega embalado à decisão após ter superado o Las Palmas na semifinal com duas vitórias (1 a 0 e 2 a 1). Destaque para a força defensiva do Tenerife, que levou 37 gols em 42 rodadas, sendo superado apenas pelo campeão Almería, vazado em 35 oportunidades.

No ataque, Enric Gallego é o artilheiro com 12 gols, já contando os que marcou no 2 a 1 sobre o Las Palmas pelos playoffs. O atacante de 35 anos já jogou em LaLiga por Huesca, Getafe e atuou na última edição pelo Osasuna.

O técnico é Luis Miguel Ramis, que está desde a temporada passada no cargo e começou a carreira na base do Real Madrid, chegando a comandar o Castilla em 2016. Como jogador, o ex-zagueiro defendeu os merengues na década de 90, inclusive fazendo parte do time que foi vice-campeão nacional em 1992.

Torcedora do Tenerife entra no estádio antes de partida da equipe
Torcedora do Tenerife entra no estádio antes de partida da equipe Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

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Alemanha de Flick ainda não decola, mas Hofmann é uma das grandes notícias do ‘novo time’

André Donke
André Donke

Em confronto válido pela Uefa Nations LeagueAlemanha e Inglaterra empataram por 1 a 1 em um grande jogo de futebol em Munique, com os dois goleiros fazendo defesas importantes. Para os donos da casa, no entanto, fica a frustração de levaram o gol no fim e não conseguirem a sua grande vitória desde o começo do trabalho de Hansi Flick.

O novo treinador estreou em setembro e ainda está invicto, com um retrospecto de oito vitórias e três empates em 11 jogos – aliás, as igualdades vieram justamente nos últimos três jogos, contra Holanda, Itália e agora Inglaterra.

Apesar do saldo positivo e de já ter registrado goleadas de 9 a 0, 6 a 0 e 4 a 0, vale destacar que os germânicos derrotaram Armênia, Islândia, Romênia, Macedônia do Norte, Liechtenstein e Israel. Ou seja, falta ainda uma vitória em um jogo de maior expressão que possa chancelar a inegável melhora sob o comando do novo treinador.

Se este triunfo não veio nesta terça-feira, o duelo na Allianz Arena, por outro lado, ratificou Jonas Hofmann como uma das grandes notícias da Alemanha de Flick, sendo que ele foi o autor do gol que inaugurou o placar.

Nations League: Alemanha e Inglaterra empatam na Allianz Arena com gols de Hofmann e Harry Kane




Atuando como ala-direito no 3-4-1-2 escalado diante da Inglaterra, Hofmann também tem funcionado muito bem como lateral-direito quando Flick opta por uma linha de 4 na defesa. Neste cenário, ele jogou algumas vezes com Thilo Kehrer sendo lateral-esquerdo, o que fez da Alemanha um time ‘assimétrico’, com Kehrer fechando muitas vezes uma linha de três no momento ofensivo e Hofmann tendo liberdade para atacar como ala pela direita.

A versatilidade do meio-campista do Borussia Mönchengladbach não é sua única virtude, uma vez que tecnicamente ele tem rendido na seleção alemã e ganhou a confiança de Flick. Com Joachim Löw, o atleta de 29 anos atuou três vezes (uma como titular), sendo todas amistosos. Já com o novo técnico, Hofmann atuou em todos os nove confrontos competitivos (seis como titular) e perdeu dois amistosos por lesão.

Dessa forma, Hofmann disputou nove dos 11 jogos de Flick, ficando atrás apenas dos dez de Leroy Sané e Thilo Kehrer. Além disso, soma três gols, uma assistência e vai se fortalecendo na disputa por um lugar na Copa do Mundo, inclusive na briga pela titularidade.

Embora o seu time tenha ido mal na Bundesliga e tenha terminado apenas na décima colocação, o vesátil meio-campista de 29 anos foi bem individualmente, tendo sido o quinto jogador com mais chances criadas na competição (70), além de ter sido o artilheiro do Mönchengladbach com 12 gols e segundo garçom, com cinco asssitências, uma a menos do que Alassane Plea.

Se a Alemanha de Hansi Flick ainda não empolgou, o mesmo não se pode dizer de Hofmann.

Hofmann abriu o placar para a Alemanha contra a Inglaterra pela Nations League
Hofmann abriu o placar para a Alemanha contra a Inglaterra pela Nations League Alex Grimm/Getty Images
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Jarrod Bowen foi de time rebaixado à 3ª divisão até a seleção inglesa em 2 anos e meio

André Donke
André Donke

Estrear por uma seleção do tamanho da Inglaterra é uma oportunidade restrita a poucos jogadores. Ela é ainda menos imaginável para alguém que dois anos e meio antes lutava contra o rebaixamento à terceira divisão. E é exatamente este o cenário que vive Jarrod Bowen.

A Inglaterra visita a Hungria neste sábado, às 13h (de Brasília), pela Uefa Nations League, com transmissão da ESPN e Star+. O SportsCenter Abre o Jogo começa às 12h.

Bowen estava no começo de 2020 jogando pelo Hull City, time que até figurava no meio de tabela da Championship. Porém, após sua transferência ao West Ham, anunciada em 31 de janeiro, o clube somou apenas seis pontos em 17 jogos e acabou rebaixado à League One.

O meia-atacante de 25 anos tinha anotado 16 gols na Championship 2019-20 quando rumou para Londres. De casa nova, o atleta foi peça importante em um West Ham que estava na zona de rebaixamento quando ele chegou e que acabou escapando do rebaixamento. Foram quatro assistências na Premier League daquela temporada, sendo o garçom do dos Hammers no período em que ele esteve no elenco.

Jarrod Bowen durante treino da seleção da Inglaterra para a Nations League
Jarrod Bowen durante treino da seleção da Inglaterra para a Nations League Shaun Botterill/Getty Images

Na campanha 2020-21, a primeira inteira de Bowen no West Ham, foram oito gols, cinco assistências e participação em todos os 38 jogos da liga (30 como titular).

Já na temporada recém-terminada, o camisa 20 deu um salto, somando 12 gols e dez assistências na Premier League e terminando como artilheiro e garçom do time. Considerando todas as competições, foram 18 gols e 11 assistências em 51 partidas.

Bowen atua normalmente aberto pelo lado direito e tem uma capacidade muito grande na  definição das jogadas, como seus números evidenciam. Além disso, é importante na criação e no mano a mano – foi o líder do time e o 20º da Premier League passada em dribles certos, com 50.

Foi dessa forma que o meio-atacante alcançou sua primeira convocação à concorridíssima seleção inglesa e vive a expectativa de sua estreia. Oportunidades não irão faltar, já que serão quatro partidas nesta Data Fifa. Depois do jogo deste sábado contra a Hungria, o English Team enfrentará Alemanha, Itália e novamente os húngaros (todos os duelos são válidos pela Nations League).

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Copa do Mundo: Mais de 60% do elenco da Ucrânia não jogou oficialmente em 2022

André Donke
André Donke

"Provavelmente todos no mundo querem que a Ucrânia vença. Se fosse qualquer outro país, eu provavelmente iria querer que eles vencessem, mas infelizmente eles estão jogando contra o meu país e temos que nos colocar no caminho deles."

A fala de Andrew Robertson à BBC deixa claro que o duelo da Escócia com a Ucrânia nesta quarta-feira não se trata apenas da luta por um lugar na Copa do Mundo – o vencedor irá decidir a vaga no Catar diante do País de Gales no domingo.

A partida ocorre 97 dias após o início da invasão da Rússia à Ucrânia, um conflito que persiste e que está na cabeça de qualquer ucraniano, inclusive daqueles que irão representar o seu país em campo. Oleksandr Zinchenko, um dos principais nomes da equipe, se emocionou na entrevista coletiva nesta terça ao falar sobre o tema.


No começo da invasão russa, a Ucrânia determinou que homens de 18 a 60 anos estavam impedidos de sair, mas os futebolistas se tornaram uma exceção por conta de sua possibilidade de levantar verbas através de ações de caridade e da disputa por um lugar na Copa do Mundo, conforme foi citado por Volodymyr Zverov em texto publicado pela Sky Sports nesta terça.

"Todos os dias nós recebemos mensagens de nossos soldados. Muitos soldados, muitas pessoas na Ucrânia amam futebol e eles têm apenas uma demanda: 'Por favor, façam tudo o que puderem para ir à Copa do Mundo", disse o meio-campista Taras Stepanenko no começo de maio em entrevista coletiva.

Stepanenko é um dos atletas que, além de toda a questão emotiva e psicológica envolvendo a invasão russa, também tem outro desafio a vencer no duelo contra a Escócia: a falta de ritmo de jogo. Ele é atleta do Shakhtar, que ainda não jogou oficialmente em 2022.

O Campeonato Ucraniano foi oficialmente em encerrado em abril, mas as partidas não eram realizadas desde 11 de dezembro, após a disputa da 18ª rodada. Haveria uma pausa já planejada de três meses por conta do inverno, só que então veio a guerra.

Dos 26 jogadores que estão concentrados para a partida contra a Escócia, 16 atuam na liga ucraniana (veja a lista abaixo) e, portanto, não disputam uma partida oficial há cinco meses e meio.

Jogadores da Ucrânia treinam no Hampden Park, em Glasgow
Jogadores da Ucrânia treinam no Hampden Park, em Glasgow Andrew Milligan/PA Images via Getty Imag

Em meio a este cenário, Dínamo de Kiev e Shakhtar Donetsk chegaram a fazer amistosos com fins beneficentes. Posteriormente, alguns jogadores de ambos os times foram para Brdo pri Kranju, nos alpes eslovenos, próximo à capital Ljubljana, no começo de maio, onde se encontraram com a delegação que já se preparava para a disputa da repescagem – o técnico Oleksandr Petrakov iniciou o trabalho em 1º de maio com um grupo de quatro atletas após uma longuíssima viagem de ônibus.

Com mais ou menos jogadores, o treinador teve um mês de trabalho em solo esloveno, período em que a seleção disputou três amistosos contra times – um deles uma vitória por 2 a 1 diante do Borussia Monchengladbach.

A delegação ucraniana deixou a Eslovênia e chegou em Glasgow nesta segunda-feira. Agora, terá de driblar toda a turbulência emocional, a falta de ritmo de jogo da maior parte do seu elenco e a qualidade do time escocês para continuar sonhando com uma vaga na Copa do Mundo.

Veja a lista de 26 jogadores da seleção ucraniana (em negrito os 16 que jogam em times locais):

Goleiros: Georgiy Bushchan (Dínamo de Kiev), Andriy Pyatov (Shakhtar Donetsk), Dmytro Riznyk (Vorskla Poltava) e Andriy Lunin (Real Madrid).

Defensores: Oleksandr Karavaev, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Denys Popov (Dínamo de Kiev), Mykola Matvienko, Valeriy Bondar (Shakhtar Donetsk), Vitalii Mykolenko (Everton), Eduard Sobol (Club Brugge) e Taras Kacharaba (Slavia Praga).

Meio-campistas: Taras Stepanenko, Mykhailo Mudryk (Shakhtar Donetsk), Serhiy Sydorchuk, Viktor Tsygankov, Mykola Shaparenko (Dínamo de Kiev), Oleksandr Pikhalyonok (Dnipro-1), Andriy Yarmolenko (West Ham), Oleksandr Zinchenko (Manchester City), Ruslan Malinovskyi (Atalanta) e Oleksandr Zubkov (Ferencvaros).

Atacantes: Artem Dovbyk (Dnipro-1), Roman Yaremchuk (Benfica) e Danylo Sikan (Hansa Rostock).

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Championship: Johnson é protagonista no acesso do Forest à Premier League, algo que seu pai tentou e não conseguiu

André Donke
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O Nottingham Forest está de volta à Premier League após 23 anos distante da elite do futebol inglês. O acesso foi garantido com a vitória por 1 a 0 sobre o Huddersfield Town, em Wembley, neste domingo.

Neste intervalo de mais de duas décadas longe da primeira divisão, o time duas vezes campeão europeu chegou a disputar o terceiro escalão por três temporadas seguidas. Já na Championship, o Forest sequer ia aos playoffs desde 2010-11.

Esta temporada, no entanto, a história foi bem diferente.  Desde que o técnico Steve Cooper assumiu em setembro, o time fez 76 pontos em 38 jogos, registrando a melhor campanha, à frente até dos promovidos Fulham (74) e Bournemouth (70). Neste período, a equipe ainda registrou o segundo melhor ataque e a melhor defesa da competição. Assim, o seu acesso não foi surpresa alguma.

Dentro de campo, Brennan Johnson foi um dos principais nomes do Nottingham Forest e acabou eleito o melhor jogador jovem da competição em 2021-22 na premiação da English Football League, tendo somado 16 gols no campeonato.

Brennan Johnson eregue a taça após Nottingham Forest confirmar o acesso à Premier League
Brennan Johnson eregue a taça após Nottingham Forest confirmar o acesso à Premier League Getty Images

Já nos playoffs, o meia-atacante de 21 anos balançou as redes nos dois jogos das semifinais contra o Sheffield United, igualando uma marca alcançada pelo pai dele, David, que também tinha marcado nos dois duelos de semifinal de playoffs da Championship contra o mesmo Sheffield. Porém, David viu sua equipe ser eliminada e não conseguiu o tão sonhado retorna à Premier League.

No momento da eliminação de 19 anos atrás, Brennan estava a dias de completar dois anos de idade. Aliás, ele nasceu no ano em que seu pai se transferiu ao Nottingham, clube que defendeu entre 2001 e 2006, com empréstimos a outros times no período. David deixou o time quando este disputava a terceira divisão, uma campanha após o rebaixamento. Porém, a história da sua família com o clube estava longe de terminar.

Brennan chegou à base do Forest com oito anos e conseguiria sua estreia pelo elenco profissional em agosto de 2019. Posteriormente, ele defendeu o Lincoln City, da 3ª divisão, nas duas últimas temporadas por empréstimo e retornou a Nottingham para conseguir o tão aguardado retorno à Premier League.

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Se o atleta de 21 anos tinha apenas oito jogos disputados pelo time principal do Forest até antes do início desta temporada, ele esteve em campo em 53 dos 55 compromissos de 2021-22 (só não atuando nas duas partidas da Copa da Liga) e iniciou 51 destes confrontos. Contando os playoffs, ele marcou 18 gols (sexto principal artilheiro da competição) e deu dez assistências, sendo o líder do elenco em ambas as estatísticas.

Seu desempenho o fez superar o seu companheiro Djed Spence e Fábio Carvalho (que jogou pelo Fulham e se transferiu ao Liverpool) na premiação de jovem da temporada da EFL. Além disso, Brennan se estabeleceu na seleção de País de Gales, que ainda sonha com uma vaga na Copa do Mundo.

2022 já é um ano histórico para o Forest e para a família Johnson, e olha que ainda tem muito por vir...

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Conference League: 3 motivos que tornam o título da Roma tocante

André Donke
André Donke

Em tempos de reta final de This Is Us, o Star+ me comoveu também dentro do cardápio esportivo. A conquista da Roma na edição inaugural da Uefa Europa Conference League, com a vitória por 1 a 0 sobre o Feyenoord, teve um contexto bastante tocante.

À parte dos três motivos, a conquista da Roma é extremamente simbólica para um clube grande, de uma cidade enorme, que jamais havia conquistado um título da Uefa. Aliás, foi uma excelente ideia a criação da ‘terceira divisão europeia’, do ponto de vista financeiro, esportivo e de entretenimento, além da possibilidade que oferece a ligas menos badaladas.

Agora, vamos ao foco deste texto...

1 – José Mourinho

Críticas à parte, foi muito bonito ver a emoção do técnico português em meio à conquista romanista, sobretudo em sua reação ao se classificar à decisão após eliminar o Leicester City na semi.

Mourinho emocionado, champagne pra todo lado e muita dança: a festa do vestiário da Roma após vaga na final; VEJA



Não acho que Mourinho esteja na primeira prateleira dos técnicos no mundo atualmente, e talvez nem na segunda, assim como acho que seus últimos trabalhos deixaram a desejar, mas ao ver alguém tão orgulhoso de si mesmo se sentir tão impactado nesta competição não deixou de ser emblemático. Foi uma reação muito humana.

Além disso, tem de se reconhecer seu currículo, que acaba de ser tornar único: o primeiro a ganhar as três principais competições da Europa. Além disso, quebrou uma fila de 12 anos das equipes italianas sem ser campeãs europeias, um jejum iniciado por ele mesmo com o título da Inter de Milão na Champions League 2009-10.

2 – Nicolo Zaniolo

Foi muito bonito ver que o gol do título saiu dos pés de um jogador que deu um belo exemplo de superação recente. O atacante de 22 anos já passou por muita coisa antes da taça desta quarta-feira. Ele sofreu ruptura no ligamento cruzado do joelho esquerdo em setembro de 2020 e não jogou a temporada 2020-21, sendo que também tinha sofrido rompimento de ligamento no joelho direito em janeiro de 2020.  

Zaniolo era uma das promessas de um país que ganhou a Eurocopa em 2021, mas não pôde fazer parte. Essa foi a primeira temporada após o calvário das lesões, e fechou em grande estilo: atuando regularmente, fazendo gol do títlo e atuando no último jogo da seleção italiana.

José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord
José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord Giuseppe Maffia/NurPhoto via Getty Image

3 – Leonardo Spinazzola

Por falar em lesão séria e Euro, o lateral-esquerdo de 29 anos era um dos melhores jogadores da competição até romper o tendão de Aquiles nas quartas de final contra a Bélgica. Ainda que tenha terminado como um dos destaques da Itália campeã, ele não teve a oportunidade de jogar as duas partidas finais e nem a maior parte da temporada com a Roma.

A final da Conference League foi apenas sua quarta atuação na temporada pelo time gialorroso, sendo todas neste mês. Ele entrou aos 22min do segundo tempo para ajudar a Roma a manter a vantagem de 1 a 0 e pôde soltar dentro de campo o grito de campeão, algo que não teve a oportunidade de fazer na Eurocopa com a Itália. Agora, ele terá também a chance de voltar à seleção, sendo que está entre os 39 convocados incialmente para os compromissos de junho.

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Não fez gol no título mundial, e daí? Giroud comprovou de novo ser um personagem enorme no futebol

André Donke
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Olivier Giroud não está perto dos grandes atacantes de sua geração, mas tampouco é um jogador grosso como ficou com fama para muitos e que é muitas vezes cornetado por ter sido o centroavante que não fez gol no título da França na Copa do Mundo de  2018. Aos 35 anos, ele deu mais uma mostra da grandeza que é a sua carreira no futebol.

Há dez anos, o atacante conquistava a Ligue 1 com o Montpellier, um dos títulos mais surpreendentes dos cinco principais campeonatos do futebol europeu neste século. O hoje veterano, com 35 anos, foi protagonista naquela história ao terminar como artilheiro ao lado de Nenê, então no Paris Saint-Germain, com 21 gols.

Posteriormente, Giroud marcaria 90 gols por Arsenal e Chelsea na Premier League e é hoje o 43º maior artilheiro da história da competição.

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Pelos Blues, o francês ainda foi campeão e artilheiro (11 gols) da Europa League 2018-19. Em sua última temporada na Inglaterra, marcou 11 gols, um a menos do que os artilheiros do elenco (Tammy Abraham e Timo Werner), sendo seis deles no título da Champions League.

Agora, em sua primeira campanha na Itália, Giroud fez 11 gols e dividiu o posto de artilheiro do Milan na conquista do Campeonato Italiano, encerrando um jejum de 11 anos sem a taça da Serie A. No jogo do título, o camisa 9 fez os dois primeiros gols do triunfo sobre o Sassuolo por 3 a 0. Antes também já tinha marcado duas vezes em uma virada diante da Inter de Milão, um clássico determinante na campanha vencedora dos rossoneri.

Pela França, o atacante tem 48 gols e está três atrás de igualar Thierry Henry como maior artilheiro da história da seleção duas vezes campeã do mundo.

Giroud não é craque e não foi o grande destaque do título da Série A, mas sua trajetória merece muito respeito, já que é considerável o espaço que ele ocupa no futebol. Esta temporada e este domingo representam mais um argumento a favor disso. 

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Não fez gol no título mundial, e daí? Giroud comprovou de novo ser um personagem enorme no futebol

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