Vinicius Jr. vira pedra no mocassim de Tite na seleção brasileira

Antero Greco
Antero Greco

Pessoal, perdi a conta das vezes em que vi convocações da seleção brasileira. Da mesma forma, já nem sei mais em quantas ocasiões testemunhei idiossincrasias de treinadores com relação a alguns jogadores. Idiossincrasia, em Português simples, pode ser tomada como “cisma”, para o bem ou para o mal. Para trocar mais em miúdos: o “professor” pega birra com um atleta; daí, ou o chama sempre, mesmo em má fase, ou o despreza, mesmo que entre na lista para compor o grupo. 

Para citar de cabeça, lembro de Zagallo, que desprezou Ademir da Guia em 74 e só o colocou em campo meio-tempo, na disputa do terceiro lugar; de Cláudio Coutinho, com a insistência de ter Edinho como lateral em 1978; de Telê, que ignorou a fase de Leão e não o levou para o Mundial de 82; de Parreira, que só chamou Romário na última partida eliminatória para a Copa de 94; de Dunga, que não quis saber do jovem Neymar para a aventura na África do Sul em 2010. Tem um monte de casos.

Para Tite, Vini Jr. tem condições de atingir o nível do Real Madrid na seleção brasileira

         
     

É o que acontece agora com Vinicius Jr em relação a Tite. O rapaz está comendo a bola no Real Madrid, é o destaque, com dribles, assistências e gols, muitos gols. Com 21 anos (22 em 12 de julho) é mais maduro, mais robusto, além de técnica e taticamente mais evoluído do que na época em que apareceu no Flamengo. Olha que, então, ele já era muito bom. Agora confirma as expectativas que se criou em torno dele e justifica os milhões de euros que os espanhóis despejaram para levá-lo. 

Sem exagero, e já correndo o risco de exagerar, dá para dizer que é um dos melhores, senão o melhor brasileiro em atividade, aqui ou no Exterior. Supera seus companheiros de clube, Casemiro e Rodrygo (também chamados hoje), brilha mais do que Gabigol, Raphinha, Gabriel Jesus, Antony e até Neymar, que dispensa apresentações, porém atravessa etapa delicada, com contusão. 

Mesmo assim, Tite não derrama elogios para Vini Jr. Ao contrário, recorre a discurso conservador e cauteloso para tecer considerações e justificar por que não o enxerga como titular da seleção. Nesta quinta-feira, voltou a dizer que não se deve esperar demais de atletas nesse estágio, pois a oscilação aparece com frequência; lembrou que o moço demorou para firmar-se no Real; alegou que lhe tem oferecido oportunidades e advertiu para o risco de excesso de expectativa. Pediu calma. 

Em resumo: dá a impressão de que ainda não bota fé em Vini Jr. 

Tite não é paraquedista na profissão, tampouco aventureiro que apareceu do nada. Por isso, ao ficar cheio de dedos com o atacante sensação do momento deixa transparecer essa incerteza. Nem vale muito o argumento da idade. Antony também tem 21 anos (faz 22 em fevereiro), Rodrygo é de 2001, enquanto Emerson Royal e Matheus Cunha são um pouco mais velhos (ambos de 1999).

Claro que há muita estrada para essa rapaziada percorrer, e que seja repleta de sucessos. Mas, com 21, quase 22 anos, quem é bom já rouba a cena. E é o que vem acontecendo com Vini Jr. Fosse o Tite parava de onda, enchia o jovem de coragem e brios, ao dizer que quer vê-lo como titular. Sem essa tantos mas, porém, contudo, todavia, entretanto. Aposta no taco e vê o que acontece. Se não der certo, faça marcha a ré, deixe-o como opção no banco e parta para outra solução. 

O entrave está no fato de Tite ter um bloco de jogadores com os quais trabalha há seis anos e nos quais confia, mesmo em fase instável. Pode dar certo, mas é raro. O Brasil se deu bem com a geração 58/62, mas quebrou a cara com a base mantida para 66. Telê confiou demais na turma de 82 e teve decepções com ela em 86. 

Fico na torcida para que Tite esteja certo nas escolhas e seja coerente. Mas fico mais ainda na torcida para que Vini Jr., Antony, Matheus Cunha e outros consigam dar um nó na cabeça do professor e provem por A mais B mais C que vão surpreender e arrebentar no Catar. Quero o Brasil mais ousado e menos “ponderado”. 

Vinicius Jr está pedindo espaço na preferência de Tite, que mantém expectativa moderada
Vinicius Jr está pedindo espaço na preferência de Tite, que mantém expectativa moderada Lucas Figueiredo/CBF
Comentários

Vinicius Jr. vira pedra no mocassim de Tite na seleção brasileira

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O São Paulo come pelas beiradas e avança em três frentes

Antero Greco
Antero Greco

Não se pode - ainda - cravar o São Paulo como favorito em nenhuma das competições de que participa. Aliás, não tem equipe que ostente essa condição. Porém, sem alarde, a tropa de Rogério Ceni cresce, avança, come pelas beiradas, seja no Brasileiro, como na Sul-Americana e na Copa do Brasil. Segue firme em frente, depois de já ter decidido o Paulistão deste ano. 

Copa do Brasil: São Paulo vence o Juventude e avança; VEJA gols

         
     

A classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil veio com uma boa exibição, na noite desta quinta-feira (12/5), nos 2 a 0 sobre o Juventude, na Arena Barueri. A opção de Rogério foi a de mandar a campo uma formação mista, como tem sido recorrente praticamente desde a primeira rodada do Estadual. Ele deu nova oportunidade para diversos jogadores que têm frequentado o banco de reservas. 

De quebra, arriscou até uma alteração tática, com formação com três zagueiros na etapa inicial (Arboleda, Leo e Diego Costa). A tática funcionou, o São Paulo se mostrou seguro, não passou sustos contra os gaúchos, como na partida de ida (perdia por 2 a 0 e reagiu), fez os dois gols (com Arboleda aos 27 do primeiro tempo e Igor Vinicius aos 23 do segundo) e carimbou a vaga sem sofrimento. 

Nem todo mundo foi bem. O uruguaio Gabriel Neves, por exemplo, teve desempenho opaco e foi substituído por Luan. Outro que jogou abaixo da média foi Rigoni, nem sombra do jogador ágil e decisivo de 2021. Ainda assim, houve melhora no rendimento geral, em relação a compromissos anteriores com o “mistão”. Bom para a estratégia de Rogério de rodar o elenco o máximo possível, já que o São Paulo não pretende, no momento, abrir mão de nenhum dos campeonatos. 

Cedo para avaliar até onde pode chegar. De qualquer forma, a perspectiva por ora é melhor do que a do início da temporada, depois de encerramento decepcionante no ano passado. O São Paulo lentamente tem um perfil delineado, que se mostra competitivo. Será campeão de algo? Esta não dá pra responder, nem com bola de cristal, porque o que resolve mesmo é a bola de couro. 

São Paulo comemora gol
São Paulo comemora gol Paulo Pinto/São Paulo
Comentários

O São Paulo come pelas beiradas e avança em três frentes

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O Atlético-MG melhora, mas demora a sair da fase de turbulência

Antero Greco
Antero Greco

O Atlético-MG foi uma das sensações do futebol nacional na temporada de 2021. Ganhou o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil com méritos, chegou à semifinal da Taça Libertadores e apareceu como a “terceira via” para romper o domínio de Flamengo e Palmeiras. Com perspectiva de repetir nesta temporada as façanhas do ano anterior, ou de ampliar seu poder. Até atendeu às expectativas ao vencer o Campeonato Mineiro e a Supercopa do Brasil. 

Esperam-se, portanto, sempre apresentações impecáveis do Galo, sob a batuta de Hulk, sua grande referência dentro de campo. Porém, não é o que tem acontecido.

Nacho Fernández 'sai em defesa' do trabalho de Mohamed no Atlético-MG: 'Os números são bons'

         
     

O Atlético vive um período de instabilidade, visível no desempenho e mais ainda nos resultados. Teve dois vacilos na Libertadores (empates com Del Valle e América) e agora alguns escorregões no Brasileiro, em que acumula três empates e uma derrota, além de duas vitórias iniciais. Nada catastrófico, com espaço para recuperação em ambas as frentes. Porém, preocupante, diante dos objetivos de direção, elenco e comissão técnica. 

O novo baque veio no 1 a 1 com o Bragantino, na noite desta quarta-feira (11/5), em no “Nabi Abi Chedid”. Justiça seja feita: mesmo sem Hulk, suspenso, o Galo esteve melhor do que na derrota para o América, criou oportunidades de gol, teve um pênalti a seu favor anulado. No entanto, falta o estalo do campeão, aquele toque mágico que o diferenciou dos demais no ano passado. 

O elenco é praticamente o mesmo, e portanto não dá para alegar desentrosamento. O problema está na oscilação de alguns jogadores, sob o comando do Turco Mohammed. O meio-campo, por exemplo, continua com Alan, Jair, Zaracho e Nacho Fernandez, quarteto impecável em 2021. Os dois primeiros andam sobrecarregados, Zaracho está aquém do que pode e Nacho segura a onda. Como consequência, a defesa tem ficado mais vulnerável e o ataque, dependente de Hulk, com Ademir, Keno, Sasha também sentindo os efeitos da fase irregular. 

Essa turbulência em vários momentos apareceu diante do Bragantino, que manteve vantagem dos 12 minutos do primeiro tempo (gol de Ytalo) até os 20 do segundo, quando Nacho Fernandez empatou. O Galo continua candidato a protagonista no Brasileiro, mas carece de afirmar-se e voltar aos trilhos. 

[]
Comentários

O Atlético-MG melhora, mas demora a sair da fase de turbulência

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Palmeiras avança na Copa do Brasil com gols de convocado para a seleção e de ignorado por Tite

Antero Greco
Antero Greco

Feliz o Palmeiras, pela variedade e qualidade de elenco. As alternativas à disposição de Abel Ferreira são tantas que, quando a situação aperta, na maioria das vezes aparece alguém para resolver. Pode ser um jogador convocado para a seleção - caso do volante Danilo -, ou de um injustiçado, como Raphael Veiga, que não encontra meios para encantar o técnico Tite. A dupla fez os gols de nova vitória por 2 a 1 sobre a Juazeirense e o avanço para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Copa do Brasil: Palmeiras vence a Juazeirense com gols de Danilo e Veiga e vai às oitavas; VEJA

         
     

A parada não foi suave para a turma verde. Assim como no jogo disputado em Barueri, no dia 30 de abril, o time baiano soube segurar-se na defesa, deu certo calor ao rival paulista e obrigou o treinador português a manter por muito tempo a maior parte dos titulares. Por alguns minutos, se temeu até a possibilidade de virada, o que levaria a definição da vaga para a disputa dos pênaltis. E veio à memória o roteiro do ano passado, diante do CRB e a saída precoce do torneio. 

Abel não quis arriscar. Por isso, mesmo com a tropa cansada por tantos jogos decisivos nos últimos dois anos, colocou o que tem de melhor. O Palmeiras teve domínio de bola, mandou bola na trave (Dudu), mas só ficou em vantagem perto do intervalo, com o gol de Danilo. A vantagem murchou um pouco com o empate, que veio no gol de Nildo Petrolina, aos 5 da etapa final. O alívio definitivo veio com outro gol de pênalti do infalível Raphael Veiga, aquele ignorado pelo “professor” da seleção. 

O Palmeiras cumpriu o papel que lhe cabia, ou seja, de seguir adiante na competição da qual já tem quatro títulos, o último deles na edição de 2020. Porém, como tem acontecido com alguma frequência, os sinais de cansaço são evidentes. Essa rapaziada enfrenta ritmo alucinante, com tantas finais, conquistas e algumas decepções, em período tão curto, que parece um milagre que o Departamento Médico não viva superlotado.

 Abel sabe dos riscos, preocupa-se com as maratonas incessantes e se vira com mudanças constantes, mesmo durante as partidas. Só não consegue ser radical no rodízio porque sua equipe - que ironia! - é tão eficiente que a todo momento está a disputar algo importante.  

Raphael Veiga é abraçado após gol pelo Palmeiras na Libertadores
Raphael Veiga é abraçado após gol pelo Palmeiras na Libertadores Cesar Greco / Palmeiras
Comentários

Palmeiras avança na Copa do Brasil com gols de convocado para a seleção e de ignorado por Tite

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O Fluminense também mostra como será difícil para o Palmeiras a caminhada no Brasileiro

Antero Greco
Antero Greco



O Palmeiras faz parte do seleto grupo de candidatos ao título brasileiro. Parece-me que não há dúvida a respeito. Afinal, tem elenco, qualidade, preparo e retrospecto para tanto. Por isso, quando entra em campo há expectativa sobre o que pode apresentar, independentemente do adversário. E, pela amostra das cinco primeiras rodadas, a caminhada em 2022 não será fácil para a turma de Abel Ferreira. 

A prova mais recente dos espinhos na vida alviverde apareceu no meio da tarde deste domingo, no clássico com o Fluminense, no Allianz Parque. O Tricolor foi osso duro de roer, assim como haviam sido anteriormente Goiás e obviamente Flamengo (ambos fora de casa) e Ceará (derrota na estreia). No fim das contas, o 1 a 1 se revelou outro indício de que, para brigar por nova taça, o Palmeiras terá de ser tão eficiente, além de sustentar mais fôlego, do que na Libertadores da América. 

Abel recorreu à força máxima, com a turma que destrói adversários no torneio continental. A largada foi boa, na base da pressão, de jogadas próximas da área de Fábio e de imposição. A impressão era de outra vitória e reação consolidada. O Fluminense sob nova direção tratou de apelar para cautela e autocontrole. Só a partir de metade do primeiro tempo, Fernando Diniz fez a equipe se soltar. O que tornou o jogo equilibrado, apesar de reclamação dos palmeirenses, numa dividida em que Fábio aparentemente tocou o pé de Rony. Nada de VAR para rever…

O Palmeiras não alterou postura na segunda parte do jogo, embora sem o ritmo intenso do início. Como sabe de sua força, continuou a insistir, criou ao menos duas boas oportunidades e abriu a contagem com Dudu. Pronto, o roteiro se encaminhava para outra rotineira vitória como mandante. Até Diniz mexer no time, torná-lo mais veloz e chegar ao empate, em contragolpe concluído por Cano. Empate que deixa os dois em zona do lusco-fusco da competição. 

Claro, é cedo para qualquer tipo de projeção, pois há “apenas” 33 rodadas pela frente. De qualquer modo, o que se percebe é a tendência a equilíbrio maior, na edição deste ano, com o crescimento de vários concorrentes (Fluminense, Botafogo, Bragantino, Corinthians, para citar alguns). Além disso, times que foram mais empenhados em decisões nas últimas temporadas tendem a pagar precocemente o preço do desgaste. O Palmeiras puxa esse bloco, que tem ainda Flamengo e Atlético-MG. Não é por acaso que o trio oscila neste momento. 

Dudu deixou a marca do artilheiro. Mas, junto com Veiga, desta vez não garantiu vitória para o Palmeiras
Dudu deixou a marca do artilheiro. Mas, junto com Veiga, desta vez não garantiu vitória para o Palmeiras Getty Images
Comentários

O Fluminense também mostra como será difícil para o Palmeiras a caminhada no Brasileiro

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Atlético Mineiro precisa parar, respirar e retomar o fôlego perdido

Antero Greco
Antero Greco


O amigo torcedor do Atlético deve estar aborrecido - e com razão. O campeão mineiro, brasileiro, da Copa do Brasil e da Supercopa nacional não anda vingador e determinado como sempre. O elenco é praticamente o mesmo que encantou o País em 2021, mas ultimamente resultados e desempenho têm deixado a desejar. Acumulou alguns empates em duas frentes e agora, para piorar, perdeu o clássico para o América-MG por 2 a 1, neste sábado (7/5), pela quinta rodada da Série A.

Concordo que a oscilação seja motivo de preocupação. E, como sempre ocorre nessas circunstâncias, já começaram as comparações entre Cuca e Turco Mohammed. As cornetas alardeiam que, antes, o time era mais envolvente. Não vou contestar esse sentimento do torcedor, ainda mais que o retrospecto na largada em busca de outro título brasileiro conta com dois empates, duas vitórias e uma derrota. 

Mas, tentemos usar raciocínio e manter sangue frio, ao menos por um tempo. O Atlético-MG vem numa sequência forte de compromissos em diversas frentes. Eu sei, eu sei, outros adversários de peso também passam por fase intensa e talvez não oscilem tanto. O que não chega a ser uma verdade irrefutável. Flamengo e Palmeiras, por exemplo, não têm uma arrancada empolgante no Brasileiro. Ou seja: todo mundo enfrenta uns perrengues com o calendário apertado. 


         
    

O Atlético preocupa porque vem de uma série de jogos sem brilho, como nos empates com Goiás, Coritiba, com o próprio América e com o Independiente del Valle. Embora tenha elenco de primeira linha, para os nossos padrões, não mostra equilíbrio entre os setores. A defesa, um dos pontos altos na temporada passada, tem falhado, fora o fato de ficar exposta, por falhas no meio do campo. São dois setores que merecem olhar atento do treinador - e há tempo para isso. A turbulência ocorre em início de competições, com espaço para correções de rumo. 

Essas deficiências deram as caras no duelo desta tarde, no Independência. O primeiro gol, de Maidana, aos 6 minutos, veio de pênalti bobo cometido em reposição errada de bola. O segundo, o do desempate (Cáceres aos 35 da etapa final), só foi possível porque o Galo, àquela altura, estava muito aberto, em busca da virada. (Nacho Fernandez havia empatado aos 24). 

Ok, se o placar ficasse nos 2 a 2, ou em 1 a 1, não seria injusto. O Atlético criou chances para marcar, e parou em defesas importantes de Jailson. Mérito também para Vagner Mancini, que desta vez armou o América de forma eficiente para brecar o tradicional rival. Porém, o comportamento do campeão brasileiro no todo não empolgou. E isso coloca pulga atrás da orelha de seus admiradores. É preciso ficar atento, claro.

 No entanto, não vejo que a hora é de temor. Há espaço demais para recuperação e volta aos trilhos. Para tanto, o grupo precisa baixar a tensão, respirar e retomar fôlego. Sem traumas, sem ansiedade. Essa turma já mostrou do que é capaz.

Vagner Mancini armou América-MG de forma eficiente para brecar o Atlético-MG
Vagner Mancini armou América-MG de forma eficiente para brecar o Atlético-MG Vitória/Divulgação
Comentários

Atlético Mineiro precisa parar, respirar e retomar o fôlego perdido

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Abel Ferreira, Ademir da Guia, o Velho do Restelo e a Nova Academia

Antero Greco
Antero Greco

Dois personagens importantes no Palmeiras - Abel Ferreira e Ademir da Guia - levantaram duas questões interessantes para um breve bate-papo aqui com os amigos. O técnico português referiu-se ao “Velho do Restelo”, após a goleada por 5 a 0 sobre o Independiente Petrolero. O Divino craque viu na equipe atual a versão número 3 da Academia, tal a excelência do futebol apresentado e das conquistas alcançadas. 

Começo pelo nobre “mister” português. Na madrugada desta quarta-feira (4 /5), durante o SportSCenter última edição, na ESPN, esclareci o que quis dizer Abel. Como deve ter sido muito bom aluno, guardou na memória passagens de “Os Lusíadas”, a monumental obra de Luís de Camões, que exalta os feitos dos navegantes portugueses. A epopeia é de 1572, ou seja do século XVI, época do auge do ciclo de descobrimentos e das rotas desbravadas pelos lusos. 

O “Velho do Restelo” é personagem que aparece no Canto IV dos Lusíadas. Ele não bota fé na capacidade e no sucesso dos navegantes, que se lançavam ao mar em busca de caminhos e terras novas. Com o tempo, no imaginário popular o “Velho do Restelo” passou a representar sujeito pessimista, reacionário, que não acredita em inovações. E Abel critica aqueles que não confiam em suas estratégias. Em palavras simples e atuais: seria a Turma do Amendoim, o pessoal da corneta. 

Ora, ora, como dizia um antigo slogan da TV Cultura, de São Paulo: “Esporte também é Cultura!”...


Vamos à segunda parte, aquela abordada pelo maior camisa 10 da história do Palmeiras. Aliás, o maior ídolo alviverde, o insuperável e inigualável Ademir da Guia. Ele fez parte - diria que foi o centro - de duas versões da Academia, referência ao futebol bonito e refinado dos palestrinos em meados dos anos 60 e começo dos anos 70. O apelido era carinhoso e prova de respeito por formações distintas, mas que tiveram, dentre outros, Valdir de Moraes, Djalma Santos, Djalma Dias, Julinho, Servílio, Vává, Gildo e… Ademir - a primeira versão. Ou Leão, Eurico, Luís Pereira, Dudu, Edu, Leivinha, César e… Ademir - a segunda versão. 

O Divino anda tão encantado com a rapaziada de Abel que vê nela a versão número 3 da Academia. Com a devida permissão do mestre, ouso dizer que se trata da 4.ª versão, e concordo com a reverência. Esses moços de agora entrarão para a história. Não é pouca coisa conquistar, em 20 meses, duas Libertadores, dois Estaduais, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana, fora um vice Estadual e um vice Mundial. É proeza demais, inédita na história do clube. 

No entanto, a 3.ª versão existiu, e foi aquela dos anos 90, época da Parmalat. Durante um período também de conquistas, desfilaram, sob comando sobretudo de Luxemburgo e Felipão, astros do calibre de Cafu, Cleber, Evair, Edmundo, Edilson, Rincón, Alex, Djalminha, Luizão, Rivaldo, César Sampaio, Mazinho, Zinho. Roque Júnior, Roberto Carlos, Júnior. Uma galeria excepcional, que acumulou troféus como o Estadual, o Brasileiro, a Copa do Brasil, o Rio-SP, a Mercosul, a Libertadores…

Então, Ademir da Guia, meu ídolo maior e eterno, brindemos à saúde e glória da 4.ª versão da Academia. Não é por acaso que o Palmeiras tem esse epíteto (e vamos gastar uma palavra mais difícil, em homenagem ao Português impecável de Abel). 

Ademir da Guia levanta a bola da turma de Abel Ferreira e a vê como a nova Academia palmeirense
Ademir da Guia levanta a bola da turma de Abel Ferreira e a vê como a nova Academia palmeirense Reprodução ESPN
Comentários

Abel Ferreira, Ademir da Guia, o Velho do Restelo e a Nova Academia

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Raphael Veiga guia o Palmeiras em outra goleada. Mas não tem nível para defender a seleção

Antero Greco
Antero Greco

Há hoje, no Brasil, dois jogadores que mantêm regularidade admirável: Hulk e Raphael Veiga. Ambos são determinantes para o sucesso de Atlético-MG e Palmeiras, respectivamente, e não é de agora. Em situação normal, seriam nomes certos em qualquer lista da seleção brasileira. Mas, pelo visto, parece que não “têm nível” para vestir a amarelinha sob o comando de Tite.

Deixo o Hulk um pouco de lado, pois ele pelo menos teve o gosto de disputar um Mundial, aquele de 2014 e de triste memória. Digamos, até, que está estágio bem avançado na carreira e tem uma trajetória louvável. Concentro-me no Veiga, 27 anos a serem completados em 19 de junho. Está naquela fase de maturidade, quando se firmam os grandes jogadores. Ideal, até, para uma Copa.

Este sonho, porém, não está ao alcance dele - a não ser que ocorra algo muito, muito estranho e fora do normal, uma reviravolta nas convicções do treinador. Veiga joga o fino da bola no Palmeiras, sem que isso mova um músculo da face de Tite. Não adianta fazer gols de todas as formas; pouco valem os passes, as assistências, os dribles, as tabelas; valor quase zero tem sua postura correta e disciplinada. Veiga, ao que tudo indica, não tem o perfil do atleta ideal para representar o País.

Raphael Veiga anotou hat-trick contra o Independiente Petrolero; VEJA todos os gols


         
     

“Ah, mas no lugar de quem ele iria?”, perguntam, aflitos, os recém-defensores de Tite. Sei lá no lugar de quem. Eu diria de qualquer um, porque lugar tem - basta o técnico desejar, acreditar e lhe dar uma oportunidade. Não digo que são cabeças de bagre os que têm sido regularmente chamados. No entanto, não vejo também nenhum foram de série intocável. Ok, ok, Neymar e mais nenhum.

Veiga é fruto do nosso vira-latismo endêmico. Como não joga na Europa, então não ostenta o rótulo de “selecionável”. Porque há muito vivemos um fenômeno que só escancara o complexo de inferioridade: passamos a acreditar no valor de nossas crias apenas quando batem asas e vão para “centros mais desenvolvidos”. Parece, também, que virou uma atitude antipatriótica, uma ofensa, elogiar quem joga no Brasil e imaginá-lo com a camisa da seleção. Que coisa!

Lembram do Artur? Comia a bola no Grêmio, todos o queriam na seleção e nada. Bastou ir para o Barcelona que, na sequência, foi chamado. Como se duas ou três partidas na Espanha o tivessem transformado em um galáctico. Tá bem, hoje está mais para fogo de palha na Juventus. Mas eu o usei só para reforçar minha tese. Não está na Europa? Então, meu filho, nada feito. Ficar no Brasil é mau sinal.

E assim, como um ‘jogadorzinho de clube”, Raphael Veiga comanda o Palmeiras em grandes jornadas. Nesta terça-feira (3 /5) fez os três primeiros gols nos 5 a 0 sobre o Independiente Petrolero, na Bolívia. Saiu aplaudido até por torcedores rivais. Saiu de cabeça erguida, discreto. Sem alarde, já tem duas Libertadores no currículo e é o maior artilheiro do time na história da competição. E não faz gols só contra rivais fracos. Veiga marcou no Brasileiro, na Copa do Brasil, no Mundial, no Estadual, contra os mais diversos tipos de oponentes.  Ou seja, é bom sempre, contra qualquer um. 

Mas infelizmente “não é jogador de seleção”, pois não joga no planeta Europa.

Raphael Veiga é abraçado após gol pelo Palmeiras na Libertadores
Raphael Veiga é abraçado após gol pelo Palmeiras na Libertadores Cesar Greco / Palmeiras

Comentários

Raphael Veiga guia o Palmeiras em outra goleada. Mas não tem nível para defender a seleção

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Edu Dracena erra ao defender o Santos com ameaças a Vuaden

Antero Greco
Antero Greco


Faz muito tempo que deixei de lado a tentação de dar lição de moral para quem quer que seja. Tenho falhas para caramba e não me sinto em condições de apontar o dedo para este ou aquele, como se eu fosse superior. Dito isto, vamos lá, curto e grosso: Edu Dracena errou, e feio, se de fato fez ameaças para Leandro Vuaden, que apitou na derrota do Santos por 2 a 1 para o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro

O árbitro relatou na súmula que, ao final do clássico disputado na noite de segunda-feira (2 /5), o dirigente santista lhe disse, entre outras coisas, que iria colocar “os nomes de vocês (da arbitragem) para a torcida pegar vocês na rua”. E, sempre segundo o juiz, não estaria com medo de consequências de suas palavras. “Pode me relatar. Estou cag* para vocês, seus vagabundos.”

Rueda reclama sobre arbitragem no clássico contra o São Paulo e dispara: 'Deixa eu ver se minha carteira está aqui'

A bronca maior de Dracena teria origem no lance que motivou o pênalti da vitória tricolor. Os santistas reclamam que o lateral, no meio do campo, era deles. Em vez disso, o quarto árbitro insistiu com o bandeirinha que a devolução em jogo seria para o São Paulo. Na sequência, veio o lançamento para a área, a falta e a punição, convertido em gol por Luciano. O tropeço fez o Santos sair da liderança. 

Entendo o nervosismo, a frustração, a irritação da turma do Santos. A jogada é polêmica, embora tenha se desenrolado na frente do quarto árbitro. Houve desconcentração dos santistas, ao mesmo tempo em que os são-paulinos foram rápidos na reposição de bola. Compreendo que havia muita adrenalina, porque faltava pouco tempo para o encerramento e o empate era bom resultado para o pessoal visitante, que nem fez uma grande partida…

Também não sou dos que põem a mão no fogo por qualquer um no futebol. Há raros “santos” nesse meio. Existem muitos mistérios, que vão além de nossa imaginação. Mas vai uma distância enorme entre a indignação de um profissional por causa de uma decisão controvertida e as ameaças. Se for verdade o que está escrito no relatório, Dracena foi leviano. Luta-se tanto contra a violência e um dirigente solta esse tipo de insinuação - que, aliás, nem insinuação é, é ameaça direta. Tampouco pode classificar de “vagabundos” pessoas que estão trabalhando; sujeitas a erro, sim, com o benefício da dúvida. Afinal, todos somos falíveis.  

Vuaden fez relatório duro a respeito de supostas ameaças de Edu Dracena
Vuaden fez relatório duro a respeito de supostas ameaças de Edu Dracena Gazeta Press

Dracena jogou bola, sabe dos riscos a que estão sujeitos os participantes desse circo, quando há fúria da torcida. Ele mesmo deve ter passado por saias-justas e situações delicadas, em fases ruins de equipes que defendeu. Vê a todo momento jogadores e cartolas sendo acuados por grupos radicais, até com ameaças de perseguição de parentes. Está o Cássio para confirmar… O futebol não pode, não deve andar lado a lado com o submundo do crime. 

Não pode, portanto, ter esse comportamento. Defender seu clube, com veemência, é correto e é o que se espera dele, na função de executivo de futebol. Nunca, porém, dessa maneira. Não contribuiu em nada, nem para a instituição que o emprega, e muito menos para o futebol.  Dracena é relativamente novato na novo função, tem o que aprender e o episódio pode servir para amadurecimento. Todos queremos futebol limpo e transparente, sem benefícios para ninguém, sem maracutaias. Principalmente que seja também sem violência. 



Comentários

Edu Dracena erra ao defender o Santos com ameaças a Vuaden

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O São Paulo dá choque de realidade no Santos. Mas também leva

Antero Greco
Antero Greco

O Santos andava todo animado, depois de apenas três rodadas, porque aparecia no topo do Brasileirão. Um começo pra lá de surpreendente e que dava ânimo para um grupo que há muito vive alguns atropelos. Mas eis que vem o encerramento da programação de fim de semana e… derrota para o São Paulo por 2 a 1 e a volta à realidade de um time que tende a ser, de novo, coadjuvante na Série A.

Claro que seria doideira cravar o destino de qualquer equipe neste momento, com 90 e tantos por cento ainda de competição para disputar. No entanto, alguns traços sobressaem. No caso do Santos, outra vez fica evidente que tem limitações no elenco e que o técnico Bustos terá dificuldade semelhante à de muitos de seus antecessores, ou seja, ter uma base titular forte e boas opções para mudanças.

O Santos, hoje, é homogêneo, mas para baixo. Para se ter uma ideia, as esperanças se concentram no jovem Ângelo, com talento e imaturo (pela pouca idade), e nos milagres de João Paulo, no gol. O rapaz em geral pega muito, gasta o uniforme a cada partida; porém, é pouco para tornar o time altamente competitivo. O restante é um bocado de jogadores medianos, com altos e baixos no desempenho. O duelo contra o Tricolor, na noite desta segunda-feira (2) deixou isso claro. 

Veja o gol de Luciano que definiu vitória do São Paulo contra o Santos


         
     

Mesmo assim, o Santos também representou um choque de realidade para o São Paulo. A trupe de Rogério Ceni ganhou em outra frente - depois de passar por testes na Sul-Americana e na Copa do Brasil -, mas mostrou que tem dificuldade diante de adversários que fazem marcação um pouco mais forte e têm boa arrancada para contragolpes. E o Santos é veloz nesse quesito, apesar de lhe faltar qualidade em finalizações. Caso contrário, teria dado mais calor no Morumbi…

Rogério continua a mesclar o máximo que pode, e com isso embaralha toda tentativa de se afirmar, sem risco de erro, que tem um time titular definido. O que começou hoje parece ser o mais próximo do ideal. Certo mesmo é que a principal arma continua a concentrar-se no “toca no Calleri que é gol”. O argentino é a grande referência no ataque e, embora perca oportunidades, confere com frequência. Não foi diferente no clássico, ao marcar aos 9 minutos do primeiro tempo. 

O São Paulo continua a emperrar em construção de jogadas e, também, ao deixar corredores abertos no meio-campo, que expõem a defesa. Brechas que podem ser fatais, diante de adversários com toque mais refinado e melhor pontaria. O que não é caso do Santos. A falha, por exemplo, resultou no gol de empate, marcado por Marcos Leonardo segundos antes do intervalo. Para tranquilizar, só aos 35 do segundo tempo veio a vitória, com o gol de pênalti marcado por Luciano. 

O Santos reclamou do árbitro Leandro Vuaden na marcação do pênalti - nem tanto pela falta, que ocorreu mesmo, mas por lateral em favor do São Paulo. Os santistas reclamavam que a bola era deles e não da turma da casa. O jogo, em todo caso, fez vislumbrar o que já apontei aqui em diversas ocasiões: os dois times têm mais fôlego e possibilidade de sucesso em torneios de mata-mata do que no Brasileirão

Velázquez e Calleri disputam bola durante clássico entre São Paulo e Santos
Velázquez e Calleri disputam bola durante clássico entre São Paulo e Santos Ivan Storti/Santos FC
Comentários

O São Paulo dá choque de realidade no Santos. Mas também leva

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Palmeiras sente cansaço na estreia (com vitória) na Copa do Brasil

Antero Greco
Antero Greco

Só maluco, "anti" ou gozador para deixar de reconhecer que a fase do Palmeiras é excelente, com tantas finais e tantas taças levantadas nos últimos dois anos. Encheu também os bolsos, com os prêmios recebidos. Não é por acaso que, na base do dia sim, dia não, o time esteja em ação. Em geral, com resultados satisfatórios. Mas tem hora em que até máquinas de jogar bola cansam. 

Fadiga esteve presente na partida em que o Palmeiras bateu a Juazeirense, na noite deste sábado (30/4), na Arena Barueri. A vitória por 2 a 1, de virada, diante de um rival da Série D do Brasileiro, foi apertada, ajustada e suada. O campeão da América dominou, teve posse de bola, foi à frente, porém encontrou dificuldade, seja pela forma como o rival se comportou, seja pelo excesso de compromissos. 

Abel Ferreira apelou para a estratégia habitual de misturar titulares com reservas, para poupar fôlego e pernas de todo mundo. Nem poderia ser diferente, já que na terça a parada será contra o Independiente Petrolero, na Bolívia, pela Libertadores. O treinador pagou para ver, e viu sua equipe ter de se virar para não permitir que a zebra corresse livre. Com direito a susto, no gol de Nildo Petrolina aos 4 minutos. 

Não deu para ficar com gosto amargo por muito tempo, pois Breno Lopes empatou minutos mais tarde. O Palmeiras tratou de ter o controle, conseguiu e esbarrou na saturação a que está exposto. A ponto de criar eventuais chances para criar um placar bem folgado. A reviravolta veio só na metade do segundo tempo, quando Abel tirou Breno Lopes, Navarro, Atuesta e recorreu a peças importantes como Rony, Veron e Scarpa, que fez um golaço e garantiu vantagem para o jogo de volta. 


O Palmeiras deu um passo para evitar fiasco de 2021, quando sustentava o título de 2020 e caiu logo de cara, em disputa por pênaltis com o CRB. Para deixar a vida menos complicada, o retorno será em Londrina, o que lhe permitirá sentir-se em casa, pois tem muitos torcedores naquela região do Paraná. Mas Abel dá sinais de preocupação com algo que há muito vem alertando: o grupo tem quatro meses de atividades e já acusa as consequências de calendário mastodôntico.

Scarpa entrou no segundo tempo e resolveu a parada para o Palmeiras pela Copa do Brasil
Scarpa entrou no segundo tempo e resolveu a parada para o Palmeiras pela Copa do Brasil Cesar Greco
Comentários

Palmeiras sente cansaço na estreia (com vitória) na Copa do Brasil

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Vencer na Libertadores vira (doce) rotina para o Palmeiras

Antero Greco
Antero Greco


Amigo palestrino, sei que você anda todo prosa - e não é de agora. Principalmente quando o assunto é Conmebol Libertadores. Eu diria que está com razão e com motivos de sobra. Pois, se há uma equipe que tem esbanjado eficiência na competição esta atende pelo nome e sobrenome de Sociedade Esportiva Palmeiras. Tomou gosto por vencer jogos, uma deliciosa rotina. E, por extensão, tomou gosto por levar o troféu para casa. 

Para ilustrar um pouco o parágrafo acima, é bom lembrar que o Palmeiras lidera vários aspectos, dentre todos os brasileiros que já participaram do torneio. Tem o maior número de participações (22), de jogos (213), de vitórias (120), de gols (407) e de vitórias como visitante (46). Tem do que reclamar?

Claro que se trata apenas das três primeiras rodadas da fase de grupos de 2022. Mas a rapaziada de Abel Ferreira praticamente encaminhou com antecipação a vaga para as oitavas de final. Até o momento são três vitórias consecutivas, 9 pontos, feito por ora repetido somente pelo River Plate. A mais recente afirmação de que está na competição para brilhar veio na noite desta quarta-feira (27), com os 3 a 1 sobre o Emelec em Guayaquil, local da final da edição deste ano. 


         
     

O resultado foi normal, lógico e poderia ter sido por diferença até maior. Sobretudo pelo desempenho do time misto que o técnico português levou para o Equador. Com 25 minutos, estava com 2 a 0, gols de Rony e Veron, fora as oportunidades desperdiçadas. O Palmeiras esteve seguro na defesa, firme no meio e rápido na frente. Mesmo com o descanso dado para Marcos Rocha, Murilo, Zé Rafael, Raphael Veiga e Dudu, que ficaram em São Paulo. 

Alguém pode alegar que não foi tão fácil assim a vitória. Vá lá, o Emelec apertou no segundo tempo, diminuiu com Rojas aos 17 e rondou a área de Weverton, acionado algumas vezes. Mas, sem demérito para os rivais, foi pressão sempre sob controle verde. Não houve sufoco, tensão, medo ou grave risco de perder os três pontos. Abel ainda se permitiu trocar o quarteto Wesley, Scarpa, Veron e Rony por Navarro, Menino, Jorge e Breno Lopes, que fez um lindo (e sem querer) gol aos 47, além de ter perdido outro, dois minutos mais tarde. 

A 17.ª partida sem perder como visitante na Libertadores mostra a regularidade impressionante do Palmeiras no campeonato. Reforça o que já se sabe: é hoje dos concorrentes mais tarimbados. Sabe o que quer na competição, e como conseguir seus objetivos. Significa que será campeão de novo? Vai saber. O jogo é jogado, nem sempre o favorito leva a melhor e mata-mata é arriscado. No entanto, o palmeirense pode manter a pretensão de que seu time continuará a ser um dos protagonistas. Os números, os resultados, os retrospectos mostram isso.

Rony, do Palmeiras, comemorando gol sobre o Emelec, no Equador, pela fase de grupos da Conmebol Libertadores 2022
Rony, do Palmeiras, comemorando gol sobre o Emelec, no Equador, pela fase de grupos da Conmebol Libertadores 2022 Cesar Greco/S.E. Palmeiras
Comentários

Vencer na Libertadores vira (doce) rotina para o Palmeiras

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Corinthians reage, com vitória segura sobre um meia Boca

Antero Greco
Antero Greco


A sapecada no clássico com o Palmeiras aconteceu no sábado (23), ainda doía e foi levada pelos corintianos para Itaquera, na noite desta terça-feira (26). Dentro de campo e nas arquibancadas havia temor de que ocorresse nova escorregada, agora para o Boca Juniors. Rival conhecido, manjado, batido no momento histórico da conquista da Conmebol Libertadores em 2012, e que provocou desclassificação polêmica na de 2013. A rapaziada de Vítor Pereira (com COVID-19) não podia pisar na bola. Não mesmo.

 Os piores receios foram afastados com autoridade, maturidade e garra. E o Boca levou um chega-pra-lá sem contestação, com 2 a 0, obra de gols de Maycon. O moço, aliás, foi o melhor em campo, por mandar a bola para as redes, evidentemente; mas por ter sido uma coluna de sustentação no meio campo. Jogou muito - como foi muito bem toda a equipe, esperta, ligada, nervosa. Bem diferente daquele grupo batido sem resistência no clássico paulista de fim de semana.

A prova de que não haveria espaço para os argentinos se fartarem na Neo Química Arena veio desde a primeira disputa de bola, se afirmou com o primeiro gol de Maycon, logo aos 5 minutos, em lance que teve participação de Renato Augusto e Fagner (no cruzamento para a área). A vantagem era o que faltava para recuperar a confiança esquecida na volta de Barueri ao Parque São Jorge na noite de sábado. 


         
     

O Corinthians domou o Boca e, mesmo sem criar muito mais, não se viu ameaçado. Só teve um deslize: em determinado momento, quase embarca na pilha do nervosismo, o que lhe valeu quatro cartões amarelos. E, no segundo tempo, João Vitor tomou outro, de bobeira. Depois, acalmou. A ponto de ninguém se descontrolar com reação do Boca, que na prática não passou de marolinha. Quando o argentinos sonhavam com o empate, veio o segundo de Maycon, aos 33 do segundo tempo e fim de conversa. O que poderia ser uma jornada trágica virou noitada épica. 

Nem sempre o time terá intensidade semelhante - porque é difícil e desgasta. Vítor Pereira, mesmo a distância, percebeu e fez mudanças, como Paulinho no lugar de Renato Augusto, Róger Guedes na vaga de Jô e Mosquito por Willian. Será a tônica da temporada: os veteranos são bons e importantes, mas nem todos conseguem sustentar alta rotação num mesmo jogo. O desafio do técnico é encontrar a dose certa para cada um - ou, para ficar em termo da moda, o tempo exato de 'minutagem' que as principais peças suportam. 

Ufa, que peso o Timão tirou das costas. E em cima de um Boca famoso, tinhoso, porém meia-boca. Azar dele.

Maycon foi o nome do jogo, ao fazer os dois gols corintianos sobre o Boca Juniors
Maycon foi o nome do jogo, ao fazer os dois gols corintianos sobre o Boca Juniors Gazeta Press
Comentários

Corinthians reage, com vitória segura sobre um meia Boca

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Manchester City, Real Madrid, gols e uma indigestão de bom futebol

Antero Greco
Antero Greco


Quem curte futebol vibra com qualquer jogo bom, independentemente de onde for disputado. Não importa se é Campeonato Alemão, se for Copa da Indonésia, se se tratar de Conmebol Libertadores, Champions League ou torneio de várzea. Se a rapaziada que estiver a correr atrás da bola caprichar no serviço, vai atrair atenção e receberá aplausosdo público, sejam 100 ou um milhão de pessoas. Sobretudo se se preocupar em jogar e não em catimbar ou dar botinadas.

O parágrafo acima serve só como introdução para o seguinte: Manchester City e Real Madrid fizeram, no início da noite desta terça-feira (26), um duelo digno de entrar em antologias. Os representantes do time inglês e os da equipe espanhola deram aula de respeito ao esporte, ao público, aos colegas e a si mesmos. Houve intensidade, qualidade, lealdade da primeira à última assoprada de apito do romeno István Kovács. Desconfio que até Sua Senhoria ficou aborrecido, quando acabou o duelo, com a vitória do City por 4 a 3, pela ida da semifinal da Champions League.

Quem me conhece sabe que não sou dos que têm visão eurocentrista do futebol. Claro que nessa parte do Hemisfério Norte acontece muita coisa boa, os clubes e as competições são mais bem organizados do que em nossas bandas. Também tem muito mais grana; os elencos são legiões estrangeiras de multinacionais da bola. Mas, lá como cá, não faltam polêmicas e maracutaias; é assim no mundo todo. 

Dito isto, de novo volto ao que interessa - e o que vale é exaltar o espetáculo no tapete do Etihad Stadium. As trupes de Pep Guardiola e Carlo Ancelotti trataram a redonda com carinho, com arte, harmonia, coordenação. Daí, o festival de gols. Para início de conversa, quem perdeu o pontapé inicial - meu caso -, já ficou em desvantagem. Isso mesmo, com 1 minuto e pouco, De Bruyne tascou 1 a 0 para o City. Com 10, estava 2 a 0, após belo gol de Gabriel Jesus. 


         
     

O Real foi para as cordas. E o City, bem à maneira de Guardiola, atacava, pressionava, insistia, criava e perdia chances de gol. Uma atrás da outra. Até que, num vacilo, vem o contragolpe espanhol e quem aparece para mandar para o gol? Acertou quem cravou Benzema. Aos 33, o francês recolocou o Real na briga. E por pouco não chegou ao empate. Alerta no City, e dava para ver a cara preocupada do técnico. 

Largada do segundo tempo e tome City indo como locomotiva sem freio para o ataque, com bola raspando a trave ou tocando nela, bola sendo tirada em cima da linha, bola passando a centímetros dos pés do atacante. Até que Foden aos 8 minutos encaçapa os 3 a 1. Desespero do Real? De forma alguma. Nem deu para a torcida voltar a sentar que Vinicius Jr. pega a bola na lateral do meio-campo, gira o corpo enquanto aplica caneta em Fernandinho e saiu como doido para a área adversária. Só parou ao ver a bola dentro da rede: 3 a 2. 

Tensão, adrenalina, esperança e temor. Tudo isso rolava em campo. Menos pancadas. Faltas, só aquelas normais, 'táticas', que ocorrem em qualquer partida de futebol. E dá-lhe City, que abre de novo vantagem de dois gols, com Bernardo Silva, aos 29. E, por um triz, não saiu o quinto. Até que o juiz deu pênalti, em jogada aérea, para cobrança de Benzema, aos 37. Bateu com nojo, com frieza, de cavadinha. Até o Guardiola aplaudiu a ousadia do matador. 

A parte tática, as observações sobre erros e acertos cometidos no meio, na ponta, no último terço do campo, deixo para colegas especialistas no tema. Este texto é só para extravasar a alegria de quem ama o futebol, se fartou com o banquete oferecido e saiu com uma congestão de bola! Tomara houvesse ao menos uma por dia dessas benditas indigestões.

Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, e Pep Guardiola, técnico do Manchester City, durante confronto pela semifinal da Champions League
Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, e Pep Guardiola, técnico do Manchester City, durante confronto pela semifinal da Champions League Alex Livesey/Getty Images

Comentários

Manchester City, Real Madrid, gols e uma indigestão de bom futebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Abel Ferreira sabe o que é Palmeiras x Corinthians. Vítor Pereira, ainda não

Antero Greco
Antero Greco


Toda vez que tem o dérbi paulista, lembro de uma frase famosa de 'Boleiros', filme do genial Ugo Giorgetti. O Lima Duarte fazia papel de treinador e estava preocupado com o assédio de uma mulher em cima de jogadores do Palmeiras na concentração. Ele chamou a moça de lado e lhe disse: 'A senhora não sabe o que é um Palmeiras x Corinthians!', para mostrar-lhe a gravidade da atitude dela na véspera desse jogo especial. 

Pois a expressão pode ser transferida para os dois técnicos portugueses que estiveram à beira do gramado da Arena Barueri, na noite deste sábado (23). Abel Ferreira, o 'mister' do lado verde, já entendeu o significado do duelo que tem mais de 100 anos de história. O conterrâneo Vítor Pereira, responsável pela turma alvinegra, parece não ter captado, ainda, a importância de ter bom desempenho contra o rival. E, pela segunda vez, em pouco tempo (havia perdido no Paulistão), levou outra sova, desta vez por 3 a 0. 

Só 3 a 0, não. Como se dizia no Bom Retiro, bairro em que Corinthians e eu nascemos, 'foi 3 a 0 fora o baile'. Sim, amigos corintianos e palestrinos, o que se viu na arena pertinho da capital foi um passeio de Dudu, Raphael Veiga, Rony & Cia. pra cima do mistão de Donelli, Rafael Ramos, Raul Gustavo & outros. Abel não poupou nenhum medalhão, enquanto Vítor Pereira resolveu dar descanso para a maioria dos titulares - e foi um desastre completo. O Palmeiras poderia ter ido curtir o restinho de sábado de carnaval com uma goleada. 


         
     

Entendo o raciocínio dos dois, embora não concorde com Pereira. Ambas as equipes têm jogos pela Libertadores, no começo da semana, em rodada que fecha a primeira parte da fase de grupos. Abel está tranquilo, pelo fato de o Palmeiras ter vencido duas vezes, a classificação não deve ser das mais complicadas. Além disso, precisava de uma vitória no Brasileiro, depois da derrota em casa (Ceará) e dos empates com Goiás e Flamengo, fora. 

Já Vítor Pereira entende que o jogo com o Boca será crucial para definir o futuro do Corinthians, que largou com derrota e uma vitória na Conmebol Libertadores. Novo tropeço, e em casa, pode representar um paredão nas pretensões de seguir adiante no torneio sul-americano. Daí a escolha por um time praticamente reserva. Entendo, mas não cravo como a decisão mais correta: nunca se deve desdenhar do clássico com o Palmeiras. A história mostra que ele é termômetro, para o bem e para o mal. Não há como negar que o Corinthians entrará pressionado contra o Boca Juniors, e só apagará o gosto amargo, se vencer.  Sei que para mim é fácil, mas iria de força total contra o Palestra. 

Não há nem o que contestar do jogo. O Palmeiras liquidou o desafio com menos de 20 minutos, em dois gols idênticos - de cabeça e em cobrança de escanteio pelo lado direito. Gómez e Rony subiram mais do que os zagueiros corintianos e jogaram uma tonelada nas costas dos adversários. O restante da partida foi o Corinthians a expor-se e a oferecer generosos espaços, tudo o que o Palmeiras adora. O terceiro gol, de Dudu, foi o coroamento de uma exibição impecável da Armada de Abel Ferreira. 

Epa, quase cometo uma injustiça neste texto: citei vários jogadores e esqueci de fazer referência ao melhor em campo: Zé Rafael. Ele foi impecável, na proteção da retaguarda, na destruição de jogadas e na armação de contragolpes. Mandou uma bola na trave e, depois de dividida forte, fez o passe para Dudu marcar o terceiro da noite. Zé Rafael foi 'o monstro de Barueri', como diriam antigos locutores de rádio. O rapaz vive grande fase.

Vítor Pereira precisa de umas lições de Abel Ferreira para entender o peso do dérbi paulista
Vítor Pereira precisa de umas lições de Abel Ferreira para entender o peso do dérbi paulista Peter Leone/Ofotografico/Gazeta Press |
Comentários

Abel Ferreira sabe o que é Palmeiras x Corinthians. Vítor Pereira, ainda não

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Flamengo paga contra o Athletico pelo dilema de escolhas no rodízio

Antero Greco
Antero Greco

Os principais times do país estão sobrecarregados por compromissos em três frentes - o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Libertadores ou Sul-Americana. Por isso, quem pode apela para o rodízio, uma forma de evitar desgaste acentuado dos titulares. O problema é decidir como, quando e quem rodar - e confiar na eficiência das escolhas. Com os riscos que elas implicam de diminuir poder de fogo.

Paulo Sousa teve de optar, neste sábado (23/4), para o duelo com o Athletico, na Arena da Baixada. Depois de apostar em força máxima contra São Paulo e Palmeiras, o técnico português resolveu dar descanso a várias figuras carimbadas do elenco. Conclusão: teve enorme dificuldade e perdeu por 1 a 0 para o Furacão.

Terans marca de pênalti, Athletico-PR bate o Flamengo e vence a primeira no Brasileirão; VEJA o gol


Não que o Flamengo tenha sido um desastre. Em alguns momentos, até incomodou Bento, o substituto de Santos, que trocou um rubro-negro pelo outro. Porém, esteve aquém do habitual. Melhor para o Athletico, que carecia da primeira vitória na Série A, depois de troca de comando (saiu Valentim, chegou Carille). O time paranaense primeiro resistiu ao ensaio de pressão, depois tratou de controlar o jogo. Ficou em vantagem, com o gol de Terans, de pênalti, e não saiu do prumo na fase final. 

Paulo Sousa fez várias mexidas, colocou alguns dos medalhões, mas não funcionou. A série de partidas complicadas para o Flamengo - e várias fora de casa - está apenas com média regular: vitória com autoridade sobre o Talleres, empate justo com o Palmeiras e derrota sem contestação para o Athletico. 

Não é fácil a vida para quem tem pretensões grandes em muitas competições. No Brasileiro, até agora são duas vitórias, um empate e uma derrota para o Flamengo. E com longo caminho a percorrer. Sempre com o dilema de quem escolher para o rodízio.

Paulo Sousa em Athletico-PR x Flamengo
Paulo Sousa em Athletico-PR x Flamengo Marcelo Cortes/Flamengo
Comentários

Flamengo paga contra o Athletico pelo dilema de escolhas no rodízio

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Flamengo e Palmeiras crescem quando se trata de jogo grande

Antero Greco
Antero Greco

Assista aos melhores momentos de Flamengo 0 x 0 Palmeiras


Que Flamengo e Palmeiras são dois dos principais protagonistas do futebol da América do Sul já se sabe há algum tempo. Que também se equivalem em força e, até, em defeitos, igualmente não é segredo para ninguém. Tampouco não surpreende que façam jogos de alto nível, quando se encontram, independentemente de resultado e da competição em que isso ocorrer. 

Pois bem, nem rubro-negros nem alviverdes decepcionaram no clássico da noite desta quarta-feira pré-carnaval temporão. Vá lá, faltou gol, para tornar maior a emoção dos 60 e tantos mil torcedores que estiveram no Maracanã. No entanto, não foram poucas as ocasiões criadas pelos dois lados. Monotonia é o que não se viu, no tira-teima do Brasileiro antecipado para o meio da semana. 

O Palmeiras teve força máxima, e isso significa a equipe campeã da Libertadores, na final contra o próprio Flamengo, em novembro, em Montevidéu, aquela formação que o palestrino sabe de cor e a que mais agrada ao técnico Abel Ferreira. E, como nos momentos especiais, de tensão ou da maioria das finais, o grupo não negou fogo: foi intenso na marcação, rápido nos contragolpes, eficiente para neutralizar iniciativas adversárias. E, como acontece com frequência, ignorou a condição de visitante e não se intimidou com prognósticos de favoritismo do outro lado. Dudu, Veiga & Cia. tiveram ao menos três ocasiões ótimas para ficar em vantagem. 

E o Flamengo? Não ficou atrás. Embora mantenha a base que arrebatou taças e corações em 2019/2020, está em processo de transformação, não tem um grupo titular consolidado, como é o caso do Palmeiras. A fase de transição persiste; porém, já se notam as impressões digitais de Paulo Sousa, com suas escolhas de estratégias e de nomes para executá-las. Não é mais o Fla de Jorge Jesus - e considero isso muito bom, pois é preciso deixar de vez a sombra do ex-treinador. 

Paulo Sousa aposta em renovação, que se faz notar sobretudo em João Gomes e Lázaro, além de nova oportunidade para Hugo, além da repetição do esquema de marcação defensivo com Arão, David Luiz e Filipe Luiz como barreiras diante do gol. O trio Everton, Arrascaeta e Gabigol concentra as esperanças de criatividade e desequilíbrio - e também marcou presença constante na área palmeirense. O Flamengo esteve perto de abrir o marcador em quatro oportunidades. 

Dudu, do Palmeiras, e Filipe Luís, do Flamengo, disputam jogada
Dudu, do Palmeiras, e Filipe Luís, do Flamengo, disputam jogada Cesar Greco/Ag Palmeiras

Como são times gigantes, nenhum dos dois baixou a guarda na defesa, o que fez com que o ritmo do clássico pendesse ora para um lado, ora para o outro. Desta vez, não houve domínio implacável. A partida mostrou o óbvio: em circunstâncias normais, hoje a tendência é a de jogos muito duros entre Flamengo e Palmeiras, com placares ajustados. E, a depender do torneio, vão encontrar-se em etapas decisivas - o que surpreende zero pessoa.

Não é a largada dos sonhos para os dois - o Flamengo, melhor, com dois empates e uma vitória. O Palmeiras tem uma derrota e dois empates seguidos. Porém, num campeonato longo e de resistência como a Série A nacional há tempo de sobra para recuperação. Perder pontos nesses confrontos não é problema; o segredo para chegar ao título está em não esparramar pontos contra equipes em situação ruim na tabela.paulo

Comentários

Flamengo e Palmeiras crescem quando se trata de jogo grande

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Roger Guedes lava a alma, marca três gols e mostra que é não é só opção para o Corinthians

Antero Greco
Antero Greco


Jogador de futebol vive numa gangorra constante, ainda mais se for atacante. Num momento, está em baixa; no seguinte, sobe e vira centro de atenções. Depois, volta a cair - e assim por diante. Taí o Roger Guedes que não me deixa mentir. No ano passado, chegou ao Corinthians cheio de moral, vestiu a inusitada camisa 123, fez uns gols e assumiu a condição de estrela. Com a contratação de Vítor Pereira, perdeu espaço e nas últimas partidas virou opção de banco. 

Mas eis que, neste sábado de Aleluia, ele retomou a condição de ator principal. Como um dos muitos reservas escalados para pegar o Avaí, tratou de deixar fortes impressões digitais na partida, e exagerou: marcou os gols da vitória por 3 a 0. Além dos merecidos aplausos do público que esteve em peso em Itaquera mostrou para o treinador português que pode ser muito mais do que apenas alternativa. 

Mais do que isso: conversou com Vitor Pereira e lhe disse que gostaria de atuar mais solto, vindo de atrás, de preferência pelos lados (se possível, o esquerdo). Alegou que assim rende melhor. Provou, na prática, que não era manha ou marra. Nas vezes em que pegou na bola, levou pânico para a defesa do Avaí e garantiu outros três pontos, com os gols aos 8 e aos 24 minutos do primeiro tempo e aos 9 do segundo. Fora algumas tentativas em jogadas individuais.

Se o técnico vai impressionar-se com a atuação de Roger Guedes, é outra história. Para o chefe do grupo, o importante foi constatar que aumenta o leque de escolhas nos desafios para o Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil. Como o clube está disposto a atacar todas as frentes, a hora é de testar quem está em condições de atender ao chamado. Roger Guedes, pelo visto, deu o recado muito bem dado. 

O atacante foi o destaque do jogo, claro. Porém, merece menção honrosa Cássio. O goleiro foi firme em pelo menos três bons lances do rival catarinense e mostrou ter superado o trauma dos xingamentos e ameaças sofridos dias atrás. Recobrou o equilíbrio, arrancou aplausos e segue como um dos pilares do elenco. Interessante, também, a decisão de Pereira de colocar Willian em campo, já com a vitória assegurada. Ele atuou por mais de meia hora e parece recuperar ritmo e forma. 

O Corinthians repetiu, diante do Avaí, a fórmula usada no clássico com o Botafogo. Foi intenso no começo, abriu vantagem em pouco tempo, dobrou a conta, acuou o adversário e depois tratou de controlar o ritmo. Aos poucos, se firma o estilo que o português prometeu: uma equipe que se impõe, em vez de esperar que o outro lado tome iniciativa. 

Se será assim sempre, só a trajetória nos campeonatos dirá. Que a maré é boa e ajuda a acalmar o ambiente, é mais do que óbvio. Momento adequado, portanto, para fazer novas observações, rodar a tropa e moldar a “cara” corintiana para 2022.

Roger Guedes abandonou a camisa 123 (agora é 9), mas fez três gols contra o Avaí
Roger Guedes abandonou a camisa 123 (agora é 9), mas fez três gols contra o Avaí Peter Leone/Ofotografico/Gazeta Press

Comentários

Roger Guedes lava a alma, marca três gols e mostra que é não é só opção para o Corinthians

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Agora é hora de o Palmeiras ter cabeça no lugar e nervos de aço

Antero Greco
Antero Greco


O Palmeiras vive um ciclo virtuoso como raras vezes em sua história centenária. Vira e mexe, está em finais, e com uma regularidade impressionante ergue as mais variadas taças. Tudo lindo, tudo alegria. Mas chegou o momento de ter nervos no lugar, cabeça fria e coração quente, como diz seu treinador. Porque tem pela frente uma sequência árdua, em três frentes, e com jogos fora de casa. 

A série de desafios como visitante começou neste sábado, com o duelo com o Goiás, e por segundos não terminou com a segunda derrota consecutiva no Brasileiro. O ponto salvador veio dos pés de Rony, autor do empate por 1 a 1 aos 51 minutos da etapa final. Antes, a equipe goiana havia flertado com a vitória, graças ao gol de Pedro Raul aos 12 minutos do mesmo tempo. (Aliás, dois gols polêmicos; em ambos, daria para apitar falta nos goleiros.)

Foi um sufoco, porém uma tira-gosto do que reserva a tabela para os tricampeões da América. Na quarta-feira, tem o Flamengo, no Maracanã. Sem tempo para respirar, no sábado será a vez de jogar com o Corinthians. O Palmeiras é mandante; mas, como o Allianz está vetado por causa de shows, precisa arrumar um local para o clássico. Em seguida, tem viagem para o Equador, para pegar o Emelec (dia 27). Na volta, dia 30, a parada é com o Juazeiro, pela Copa do Brasil, também sem estádio definido. E, para fechar, visita ao Independiente Petrolero (3 /5). 

Um roteiro que exigirá muita concentração, racionalidade no uso do elenco e eficiência nos jogos. Não dará para desperdiçar chances, sem consequências. A prova veio diante do Goiás: com mescla entre titulares e reservas, o Palmeiras criou várias oportunidades, foi desleixado nas finalizações, nem de longe lembrou o algoz impiedoso que no meio da semana lascou 8 a 1 no Petrolero. Por um triz, não perdeu, embora não tenha feito apresentação ruim. Só não foi contundente. 

Entendo o dilema de Abel, afinal semelhante ao de vários de seus colegas que estão de olho em três competições simultâneas. Dá espaço e rodagem para muita gente - e nem sempre consegue fazer com que a equipe mantenha o equilíbrio. Como o Palmeiras tem sempre pretensão de ser protagonista em tudo, fica a dúvida se vencerá os obstáculos. Talvez, não demore e deva fazer escolhas mais específicas, ou seja, abrir mão de alguma frente, para não perder o foco em tudo. 

Rony entrou no segundo tempo, perdeu uma chance ótima, mas garantiu o empate em cima da hora
Rony entrou no segundo tempo, perdeu uma chance ótima, mas garantiu o empate em cima da hora Cesar Greco / Palmeiras
Comentários

Agora é hora de o Palmeiras ter cabeça no lugar e nervos de aço

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O São Paulo acumula vitórias e melhora bem a autoestima

Antero Greco
Antero Greco

Amigo tricolor, achei meio devagar a apresentação dos reservas do São Paulo nos 2 a 0 sobre o Everton chileno, na noite desta Quinta-feira da Paixão, no Morumbi. Desempenho protocolar, sem grande ousadia, tampouco sem sustos. Um gol de Arboleda no primeiro tempo, outro de Talles Costa, no segundo, e estamos conversados. Seis pontos em duas rodadas na fase de grupos da Sul-Americana e bom caminho andado rumo à etapa seguinte – só passa o primeiro colocado.

O parágrafo acima foi um resumo bem sucinto do jogo – e ainda poderia acrescentar que a temperatura baixou e o público foi ótimo, com 30 mil pagantes. Bom programa para início de feriado prolongado por causa da Páscoa.

Mas o que me chamou a atenção, pra valer, foi a mudança de astral. O São Paulo levou um desconjuntada, na final do Paulistão, com a goleada de 4 a 0 diante do Palmeiras. A perda do bi estadual tinha sido um baque, ainda mais pelo fato de ter vencido o primeiro duelo por 3 a 1. O que poderia ser estopim para outro ciclo de incertezas e crise virou combustível para reação e reconquista de confiança. A rapaziada de Rogério Ceni balançou a roseira, com 3 a 2 no Ayacucho fora de casa, lascou 4 a 0 no Athletico, na abertura do Brasileirão, e se livrou agora do Everton.

Não é uma sequência de exibições de gala – aquela contra o Athletico foi ótima, as duas pela competição continental nem tanto. O importante, porém, foi o resgate da autoestima. O São Paulo necessita demais de botar fé no próprio taco – e a torcida se abala com muitos insucessos acumulados em mais de uma década. Por isso, quando vem uma decepção como aquela contra o Palmeiras voltam à tona temores de que as projeções otimistas não se transformem em fogo de palha. 

Os gols mais bonitos de Luciano pelo São Paulo no Morumbi


         
     

Os jogos com vitória em seguida são a terapia para público, treinador e elenco recobrarem o otimismo. Rogério sabe disso e optou por colocar todo mundo em ação. Assim, mantém a motivação geral e poupa pernas e pulmões. Muitos dos reservas estão aquém do ideal ou mesmo do que já mostraram como titulares. Eis um problema para resolver. Mas quebram um galho num momento de acúmulo de atividades – tem clássico com o Flamengo no fim de semana e depois Copa do Brasil.

Contra o Everton, observou como estão Miranda, Arboleda e Reinaldo, que até recentemente davam as cartas na defesa titular. Também ficou de olho em Patrick, Rigoni, Luciano – frequentemente convocados para entrar durante os desafios mais árduos. E, de quebra, analisou Toró (não foi bem) e Talles Costa. Talvez o treinador não esteja muito satisfeito com as alternativas de banco; em compensação, não lida com pessoal desmotivado ou de cara feia. Todos estão sendo utilizados. 

O São Paulo não fechou o foco em um torneio – em princípio, quer brigar em todas as frentes. Na teoria, faz bem; na prática, é missão complicada. Suponho que Rogério fará escolhas, certamente com aval da direção, à medida que os campeonatos avançarem e de acordo com as chances do time. Vejo, por ora, mais possibilidades nas duas Copas e menos no Brasileiro. A conferir.

Jogadores do São Paulo antes de enfrentar o Everton na Sul-Americana
Jogadores do São Paulo antes de enfrentar o Everton na Sul-Americana Rubens Chiri / saopaulofc.net

Comentários

O São Paulo acumula vitórias e melhora bem a autoestima

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Duas vitórias. E o Corinthians consegue baixar a tensão

Antero Greco
Antero Greco


Sei, sei. O futebol é cíclico, e o que está bom hoje fica ruim amanhã, e vice-versa ao contrário de novo depois de amanhã. O que significa que não se deve ter grandes ilusões. Mas vale o momento, diria o filósofo da bola. Então o torcedor do Corinthians pode respirar aliviado. Aliás, não só os fãs, mas sobretudo os jogadores, que foram espinafrados uma semana atrás, depois da estreia com derrota na Conmebol Libertadores

Em poucos dias, o time deu uma guinada e tanto. Primeiro, veio a vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo, na abertura do Brasileiro, com direito a uma etapa inicial impecável no “Nilton Santos”. Agora, 1 a 0 diante do Deportivo Cali, em Itaquera. Não importa se com dificuldade e gol contra (Caldera meteu a cabeça na bola, sem adversário a pressioná-lo). Era preciso ganhar para baixar a adrenalina - e o objetivo imediato foi alcançado.

ô e Mantuan comemoram gol do Corinthians contra o Deportivo Cali
ô e Mantuan comemoram gol do Corinthians contra o Deportivo Cali Rodrigo Coca / Agência Corinthians

A rapaziada de Vítor Pereira conseguiu esvaziar a panela de pressão. Na base da experiência e do rodízio. Explico. O treinador português optou por iniciar com formação “madura”, com a maior parte dos atletas mais rodados do elenco. Não por acaso, a turma dos mais de 30 esteve representada por Cássio, Fagner, Gil, Fábio Santos, Willian, Renato Augusto, Paulinho, Jô. A juventude ficou para Raul Gustavo, Maicon e Mantuan. 

Por que essa escolha? Porque Pereira queria controle de jogo - e esse povo calejado entregou o que se esperava. O Deportivo Cali, também com alguns veteranos, não se engraçou como visitante, raras vezes incomodou o Cássio e foi sendo controlado. A missão inicial era domar a zebra colombiana e, em seguida, buscar a vitória. Que veio no segundo tempo, num lance bizarro de Caldera, que lembrou um antigo Corinthians x Palmeiras, com gol contra de Oseas. Depois, com o tempo, os mais “velhos” cansaram e foram feitas as substituições de praxe. 

O Corinthians da primeira vitória na Libertadores teve cabeça no lugar, posse de bola e paciência. Deve, agora, dar passo adiante, ou seja, ter melhor qualidade na construção de jogadas, finalizar mais e principalmente marcar gols. Muitos gols. Mas, pelo visto, conseguiu dias de paz - e, a esta altura da temporada, era o que mais andava em falta pelos lados do Parque São Jorge. 


         
     

Comentários

Duas vitórias. E o Corinthians consegue baixar a tensão

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading