Premier League vai criar seu Hall da Fama. E como eles são nas ligas americanas?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Hall da Fama do futebol americano universitário
Hall da Fama do futebol americano universitário Getty

Um local para celebrar o Campeonato Inglês e os craques que ajudaram a torná-lo a melhor liga doméstica do mundo. A Premier League anunciou nesta quinta que criará seu Hall da Fama, com lançamento oficial e detalhes do projeto marcados para 19 de março -- quando também serão anunciados os dois primeiros imortais e a lista de jogadores que serão submetidos a voto popular para engrossar a turma inaugural.

A entidade não informou qual o método utilizado para a definição dos dois primeiros membros do Hall da Fama, tampouco se o voto popular será o método de escolha apenas nesse momento ou se será mantido para o futuro. De qualquer modo, esse é um elemento fundamental para um projeto como esse, pois a dificuldade de ser imortalizado ajuda a valorizar quem consegue entrar nesse local reservado para poucos. E isso não costuma rimar com “voto popular”, em que clubismo e apreço pessoal podem ofuscar a avaliação do que o jogador realmente representou.

Nos Estados Unidos, há Halls da Fama para todas as ligas americanas. Ainda que a maioria não seja específico da liga principal (o da Nascar é exceção), mas da modalidade como um todo, na prática ele serve como museu da NFL, da MLB, da NBA ou da NHL. Todos esses espaços adotam sistemas bastante rígidos de aceitação de novos membros. Mesmo que isso signifique deixar ídolos de diversas torcidas e jogadores de talento e currículo inquestionável de fora.

Veja como cada uma delas faz para definir os novos imortais (inclui apenas os critérios para jogadores. Para treinadores, dirigentes e outros profissionais os critérios variam bastante):

NFL

Nome: Pro Football Hall of Fame
Local: Canton (Ohio, EUA)
Inauguração: 1963
Jogadores imortalizados: 299
Quem é elegível: jogadores que se aposentaram há cinco anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Charles Haley, Jerry Kramer, Andre Reed, Bob Kuechenberg

O Comitê de Seleção é formado por 48 jornalistas com atuação em todas as cidades com franquias da NFL. Eles recebem sugestões de candidatos enviadas por torcedores comuns e colaboradores. A partir daí, é elaborada uma lista de 25 nomes, depois reduzida para 18. Membros do Comitê de Seleção se reúnem para votar, e apenas quem receber voto de pelo menos 80% dos eleitores é imortalizado.

MLB

Nome: National Baseball Hall of Fame and Museum
Local: Cooperstown (Nova York, EUA)
Inauguração: 1939
Jogadores imortalizados: 267
Quem é elegível: jogadores que participaram de dez ou mais temporadas na MLB e que se aposentaram há cinco anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Ozzie Smith, Mark McGwire, Curt Schilling, Barry Bonds, Roger Clemens

Um comitê da BBWAA (Associação dos Repórteres de Beisebol da América) divulga uma cédula a cada ano com os candidatos. A lista inclui jogadores que se aposentaram há cinco temporadas e ex-jogadores que não foram eleitos nos anos anteriores. Os eleitores são membros da BBWAA que cobrem a MLB diariamente há dez anos ou mais e só é permitido votar em até dez jogadores por cédula. Os jogadores que receberem 75% ou mais dos votos são imortalizados. Os que receberem entre 74,9 e 5,1% são mantidos para a eleição do ano seguinte. Quem ficar com 5% ou menos dos votos é excluído. Cada ex-jogador tem dez chances de ser eleito. Se não for imortalizado nesse período, é retirado da votação. Quem não foi eleito pode acabar imortalizado por comitês especiais formados por ex-jogadores, mas é um processo mais difícil por ter de concorrer com outros profissionais do beisebol (dirigentes, treinadores etc).

NBA

Nome: Naismith Memorial Basketball Hall of Fame
Local: Springfield (Massachusetts, EUA)
Inauguração: 1959
Jogadores imortalizados: 154
Quem é elegível: ex-jogadores que se aposentaram há três anos ou mais
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Shawn Kemp, Tim Hardaway, Rebecca Lobo, Chris Webber, Toni Kukoc

É o mais global dos salões da fama dos esportes americanos. Além das estrelas da NBA, o Naismith Memorial também celebra os grandes nomes do basquete internacional, casos dos brasileiros Oscar, Ubiratan e Hortência. Por isso, há quatro comitês que avaliam potenciais homenageados: América do Norte, basquete feminino, basquete internacional e veteranos. Os candidatos são avaliados e, a partir da quantidade de indicações que receberem, vão para o Comitê de Honra, formado por 24 membros. O ex-jogador é eleito se tiver 18 votos (75%) desse comitê.

Oscar em seu discurso de entrada no Hall da Fama do basquete
Oscar em seu discurso de entrada no Hall da Fama do basquete Getty

NHL

Nome: Hockey Hall of Fame / Temple de la renommée du hockey}
Local: Toronto (Canadá)
Inauguração: 1943
Jogadores imortalizados: 284
Quem é elegível: jogadores que não participam de uma partida internacional há três anos ou mais
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Kevin Lowe, Doug Wilson, Grant Fuhr, Alexander Mogilny

Teoricamente, é um espaço para o hóquei no gelo como um todo, mas o foco (que virou motivo de crítica) é na NHL. Todo ano, cada um dos 18 membros do comitê de seleção -- formado por membros do Hall da Fama, jornalistas e dirigentes -- apresenta um nome de possível membro do Hall da Fama. Os candidatos são submetidos a votação de todo o comitê e são aprovados se receberem 75% dos votos. São imortalizados no máximo quatro ex-jogadores por ano.

Futebol americano universitário

Nome: College Football Hall of Fame
Local: Atlanta (Georgia, EUA)
Inauguração: 1978
Jogadores imortalizados: 997
Quem é elegível: jogadores que já foram eleitos para a seleção da temporada e que deixaram o futebol americano universitário há dez anos no mínimo e 50 anos no máximo
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Joe Montana, Drew Brees e Derrick Thomas

Como a rotatividade dos jogadores universitários é grande (cada um fica no máximo quatro anos antes de se profissionalizar), a quantidade de jogadores que marcaram o futebol americano da NCAA é imensa, mas representa apenas 0,02% de todos que já atuaram. Além disso, torna sem sentido cláusulas como número mínimo de temporadas para um ex-jogador ser elegível. Antes, era necessário que o jogador tivesse concluído seu curso, mas essa cláusula já foi derrubada. Membros da National Football Foundation selecionam os jogadores a cada ano.

NASCAR

Nome: Nascar Hall of Fame
Local: Charlotte (Carolina do Norte, EUA)
Inauguração: 2010
Pilotos imortalizados: 35
Quem é elegível: pilotos com dez temporadas disputadas na Nascar e aposentados há pelo menos três anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Mike Stefanik e Neil Bonnett

O Hall da Fama da Nascar não homenageia apenas a Cup Series, principal divisão da categoria, mas todas as competições sancionadas pela entidade, da Xfinity Series até corridas em circuitos de terra. Como a quantidade de atletas des destaque é muito menor do que em esportes coletivos, a Nascar consegue evitar grandes polêmicas de nomes deixados de fora. Um comitê de 20 membros (incluindo historiador da categoria, membros da entidade e donos de circuitos) elaboram uma lista de candidatos a cada ano. A relação é submetida a um comitê eleitoral formado por 48 pessoas, entre jornalistas, ex-pilotos, ex-donos de equipes, ex-chefes de equipe, o atual campeão da Cup Series e até um voto dos torcedores (coletado via internet). Os cinco mais votados são eleitos.

Fonte: Ubiratan Leal

Comentários

Premier League vai criar seu Hall da Fama. E como eles são nas ligas americanas?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Quem ganhou no fechamento da janela do mercado? Os playoffs

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Juan Soto e Luis Castillo eram os dois principais alvos na última semana de janela de transferências na MLB. O primeiro, um rebatedor jovem e talentoso, que mostra maturidade incrível no bastão e ainda tem um potencial enorme de trazer público devido ao carisma. Foi para o San Diego Padres. O segundo, um arremessador confiável que só careceu de um time mais forte ao redor para ter o reconhecimento que poderia. Está agora no Seattle Mariners.

Sinal de que os dois times foram os vencedores do mercado? Sim*, até porque os Padres ainda levaram Josh Hader – o melhor fechador da MLB – e Josh Bell. Mas, em um contexto mais amplo, quem realmente venceu no fechamento da janela foram os playoffs da MLB.

* Outros times também se deram bem, como o New York Yankees (pegaram Frankie Montas, provavelmente o segundo arremessador mais cobiçado), o Washington Nationals e Cincinnati Reds (ambos perderam o pouco de talento que tinham, mas reforçaram substancialmente seu sistema de base e podem aparecer com força em alguns anos).

Nos últimos anos, alguns dos clubes mais fortes – e mais ricos – foram capazes de montar elencos estrelados e, ao mesmo tempo, acumular promessas nas ligas menores. Assim, tinham grande poder de negociação de meio de temporada, pois tinham jogadores jovens para oferecer, capacidade de absorver o salário do jogador que estava chegando e a possibilidade de títulos para convencer esse jogador a aceitar a proposta. Assim, vimos o Chicago Cubs acertar com Aroldis Chapman em 2016, o Houston Astros com Justin Verlander em 2017, o Boston Red Sox com Nathan Eovaldi em 2018, o Los Angeles Dodgers com Mookie Betts em 2020 e Max Scherzer em 2021, o New York Mets com Javier Báez em 2021 e os Yankees com Anthony Rizzo também no ano passado.

Equipes de mercados menores também fizeram negociações nesses anos, e também é evidente que nem todos os reforços da lista acima deram certo, mas é inegável que o mercado acabou ajudando os poderosos a ficarem mais poderosos e aumentarem a chance de sucesso em playoffs. Neste ano, os dois jogadores mais cobiçados foram parar em duas equipes fortes, com perspectivas de playoffs, mas que precisavam de reforços para se tornar candidatos reais a chegar à World Series. Os Mariners ainda parecem um pouco atrás de Yankees e Astros, mas os Padres já têm um time capaz de repetir os Nationals de 2019 e terem um mês encantado que resulte em título. Curiosamente, aquele time do Washington tinha Juan Soto.

QUER TIRAR DÚVIDAS SOBRE BEISEBOL?

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre o que acontece quando um torcedor interfere na jogada, o cenário de uma queimada dupla que termina a entrada quando há rebatida válida, as dimensões do bastão e diferença dos números nos duelos canhoto x canhoto para destro x destro. Clique aqui para conferir. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

PERSONAGEM DA SEMANA

Derek Jeter foi o grande símbolo da última dinastia do New York Yankees. Capitão da equipe, participou das conquistas da World Series em 1996, 98, 99, 2000 e 2009, além das campanhas de título da Liga America em 2001 e 2003. Encerrou a carreira, criou o site Players Tribune, foi CEO do Miami Marlins e foi eleito ao Hall da Fama de maneira quase unânime (faltou um voto). Mas nunca foi muito aberto no contato com a mídia (e até por isso criou o Players Tribune). Um momento raro para ver quem é e o que pensa Jeter é na série The Captain, que está indo ao ar desde julho. A produção, que tem os mesmos produtores de “The Last Dance” (sobre Michael Jordan), está disponível no Brasil no Star+. Na próxima semana será disponibilizado o episódio final.

thumb sonora jeter
thumb sonora jeter Getty Image

O NÚMERO DA SEMANA

67. Quantidade de temporadas que Vin Scully foi o narrador das partidas dos Dodgers. Ele começou em 1950 e se aposentou apenas em 2016, começando na era do rádio, atravessando a era da TV, da TV a cabo, da internet e das redes sociais, e se manteve relevante sempre. Além das partidas dos Dodgers – que ele assumiu ainda no Brooklyn –, Scully também foi narrador de transmissões de beisebol, futebol americano e golfe em rede nacional. É o maior narrador da história da TV americana. Faleceu na última terça, 2 de novembro, aos 94 anos.

VÍDEO DA SEMANA

Sol atrapalha Josh Lowe, que perde a rebatida de vista e acaba tomando bolada na cara. Óculos poderiam resolver, mas eles estavam ocupados adornando o boné do jogador do Tampa Bay Rays

O QUE VEM POR AÍ

“Vai ter o jogo do Campo dos Sonhos neste ano?” A pergunta é recorrente na #MLBnaESPN do Twitter durante as transmissões. Sim, teremos, e será na próxima quinta (com transmissão da ESPN e do Star+, claro). Os times que se encontrarão no milharal de Dyersville, Iowa, serão Chicago Cubs e Cincinnati Reds. Uma pena que as equipes não têm o mesmo apelo, neste momento, de Chicago White Sox e New York Yankees, que protagonizaram a partidaça em 2021, mas o cenário em si vale a atenção.

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 5/ago
20h - Atlanta Braves x New York Mets (ESPN 3 e Star+)

Sábado, 6/ago
23h - Los Angeles Angels x Seattle Mariners (Star+)

Domingo, 7/ago
20h - San Diego Padres x Los Angeles Dodgers (ESPN 2 e Star+)

Segunda, 8/ago
22h30 - San Francisco Giants x San Diego Padres (ESPN 3 e Star+)

Terça, 9/ago
20h - Atlanta Braves x Boston Red Sox (ESPN 4 e Star+)

Quinta, 11/ago
20h - Jogo do Campo dos Sonhos: Chicago Cubs x Cincinnati Reds (ESPN 4 e Star+)

Sexta, 12/ago
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 3 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 5/ago
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Piratas de Campeche
21h30 - LMB: Acereros de Monclova x Saraperos de Saltillo

Sábado, 6/ago
20h - LMB: Acereros de Monclova x Saraperos de Saltillo
20h - LMB: Águila de Veracruz x Tigres de Quintana Roo
21h - LMB: Pericos de Puebla x Olmecas de Tabasco

Domingo, 7/ago
19h - LMB: Águila de Veracruz x Tigres de Quintana Roo
19h - LMB: Acereros de Monclova x Saraperos de Saltillo

Terça, 9/ago
21h30 - LMB (playoffs): 1º playoff, jogo 1

Quarta, 10/ago
21h30 - LMB (playoffs): 1º playoff, jogo 2

Sexta, 12/ago
21h30 - LMB (playoffs): 1º playoff, jogo 3 (se necessário)

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Quem ganhou no fechamento da janela do mercado? Os playoffs

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB 10: interferência da torcida, queimada dupla x corrida, dimensões do bastão e diferença de canhoto x canhoto para destro x destro

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

O que acontece se em uma jogada tiver interferência externa, como da torcida pegar a bola com ela ainda dentro do campo? A jogada é cancelada ou segue o jogo?
Pedro Lima Prado, @PetrosPratum

O árbitro tem de julgar o caso, e pode até usar o replay para ajudar. Se o árbitro concluir que a bola sairia do campo mesmo se o torcedor nada fizesse, não muda nada (é home run ou foul ball). Se o árbitro concluir que a bola ficaria no campo e seria uma rebatida, é marcada rebatida dupla automática. Se o árbitro concluir que um jogador de defesa apanharia a bola no ar, é eliminação do rebatedor. Ah, e nos dois últimos cenários, em que a ação interfere efetivamente no jogo, o torcedor é expulso do estádio.

Steve Bartman na final da Liga Nacional de 2003, a mais famosa interferência de torcedor da história
Steve Bartman na final da Liga Nacional de 2003, a mais famosa interferência de torcedor da história Getty

No seguinte exemplo: bases lotadas (ou esquinas ocupadas), um eliminado, rebatida válida, mas temos uma queimada dupla. Vale a corrida do corredor da terceira base ou ele tem de chegar antes da terceira eliminação?
Thi Neves, @thsneves

Vale a corrida. Se a rebatida válida NÃO ocorre, a queimada dupla prevalece sobre a corrida justamente porque a regra quer priorizar o ato de rebater. Mas, no exemplo, a rebatida É válida, então, tudo o que acontecer depois da chegada do corredor na primeira base conta na ordem em que os fatos ocorrerem.

Obs.: Para deixar claro, “rebatida válida” é quando o rebatedor faz o contato e chega na primeira base a salvo.

Gostaria de saber se existe uma regra escrita que define tamanho, peso e formato dos tacos.
Marcel Vitor Avila, @MarcelVitorAvi1

A regra faz referência apenas ao tamanho. O bastão pode ter um máximo de 42 polegadas (1 metro) de comprimento e 2,75 polegadas (7 cm) de diâmetro na parte mais grossa. Não há medida mínima, até porque um bastão muito curto e/ou fino não geraria nenhuma vantagem. O peso e o formato podem variar, de acordo com o que os jogadores achem mais confortável para manusear. 

Bastões muito pesados podem exigir mais esforço e gerarem swings mais lentos, por exemplo. Bastões muito leves podem ser difíceis de controlar. Em relação ao formato, há jogadores que gostam de bastão bem fino na parte que em que ele segura, mas isso pode tornar o bastão mais frágil (quebrável) no contato com a bola. Por isso, as variações em peso e formato acabam sendo sutis, com peso entre 0,9 a 1 kg.

Às vezes o bastão paga o pato pela eliminação do jogador
Às vezes o bastão paga o pato pela eliminação do jogador Reprodução/ESPN

Por que o duelo canhoto x canhoto é mais desfavorável para o rebatedor do que o duelo destro x destro?
Arthur Ferrari, @arthurferrari23

Não existe uma explicação científica para isso, é apenas o que as estatísticas apontam. A teoria mais comum é que há mais rebatedores e arremessadores destros do que canhotos (pois há mais destros que canhotos no mundo). Dessa forma, os rebatedores destros estão mais acostumados a enfrentarem rebatedores destros do que o contrário, tendo mais condição de se adaptarem a essa situação. Além disso, alguns relievers canhotos (por serem minoria nos elencos) se especializam em enfrentar canhotos, desenvolvendo arremessos que costumam funcionar bem nesses duelos. Os arremessadores destros, mesmo os de bullpen, raramente têm atuação tão específica.

Comentários

Dúvidas MLB 10: interferência da torcida, queimada dupla x corrida, dimensões do bastão e diferença de canhoto x canhoto para destro x destro

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Clássico na Costa Oeste, clássicos da Costa Leste e até Little League de softbol

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Como o blogueiro está de férias, essa edição excepcionalmente conta apenas com a programação de transmissões para as próximas duas semanas. As postagens normais voltam em 5 de agosto. Até lá!

Freddie Freeman durante partida do Los Angeles Dodgers na MLB
Freddie Freeman durante partida do Los Angeles Dodgers na MLB Todd Kirkland/Getty Images

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 22/jul

20h - San Diego Padres x New York Mets (Star+)

Sábado, 23/jul
14h - Cleveland Guardians x Chicago White Sox (Star+)

Domingo, 24/jul
20h - San Diego Padres x New York Mets (ESPN 2 e Star+)

Segunda, 25/jul
20h - Atlanta Braves x Philadelphia Phillies (ESPN 2 e Star+)

Terça, 26/jul
20h - New York Yankees x New York Mets (ESPN 2 e Star+)

Quarta, 27/jul
20h - New York Yankees x New York Mets (ESPN 3 e Star+)

Quinta, 28/jul
20h - Cleveland Guardians x Boston Red Sox (ESPN 2 e Star+)

Sexta, 29/jul
20h - Milwaukee Brewers x Boston Red Sox (ESPN 2 e Star+)

Sábado, 30/jul
14h - Cleveland Guardians x Tampa Bay Rays (Star+)

Domingo, 31/jul
20h - Chicago Cubs x San Francisco Giants (ESPN 2 e Star+)

Segunda, 1º/ago
21h - Boston Red Sox x Houston Astros (ESPN 2 e Star+)

Terça, 2/ago
21h - Boston Red Sox x Houston Astros (ESPN 2 e Star+)

Quarta, 3/ago
22h30 - Los Angeles Dodgers x San Francisco Giants (ESPN 2 e Star+)

Quinta, 4/ago
20h30 - Toronto Blue Jays x Minnesota Twins (ESPN 4 e Star+)

Sexta, 5/ago
20h - Atlanta Braves x New York Mets (ESPN 3 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 22/jul
21h30 - LMB: Bravos de León x Acereros de Monclova

Sábado, 23/jul
13h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
14h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
15h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
16h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
17h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
18h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
19h - LMB: Pericos de Puebla x Saraperos de Saltillo
20h - LMB: Generales de Durango x Tigres de Quintana Roo
20h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
21h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
22h - LMB: Pericos de Puebla x Saraperos de Saltillo
23h - Little League (softbol), playoffs: Jogo a definir
23h30 - LMB: Sultanes de Monterrey x Toros de Tijuana

Domingo, 24/jul
19h - LMB: Generales de Durango x Tigres de Quintana Roo
21h - Algodoneros de Unión Laguna x Piratas de Campeche

Terça, 26/jul
21h30 - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Tigres de Quintana Roo
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Pericos de Puebla
21h30 - LMB: Sultanes de Monterrey x Diablos Rojos de México

Quarta, 27/jul
21h30 - LMB: Algodoneros de Unión Laguna x Mariachis de Guadalajara
21h30 - LMB: Olmecas de Tabasco x Bravos de León

Quinta, 28/jul
21h - LMB: Acereros de Monclova x Guerreros de Oaxaca
21h30 - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Generales de Durango

Sexta, 29/jul
21h30 - LMB: Toros de Tijuana x Bravos de León
21h30 - LMB: Mariachis de Guadalajara x Generales de Durango

Sábado, 30/jul
19h - LMB: Leones de Yucatán x Sultanes de Monterrey
21h - LMB: Acereros de Monclova x Olmecas de Tabasco
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Tecolotes de los Dos Laredos

Domingo, 31/jul
20h - LMB: Diablos Rojos de México x Águila de Veracruz
20h30 - LMB: Toros de Tijuana x Bravos de León

Terça, 2/ago
21h30 - LMB: Guerreros de Oaxaca x Piratas de Campeche
21h30 - LMB: Tigres de Quintana Roo x Pericos de Puebla
21h30 - LMB: Olmecas de Tabasco x Mariachis de Guadalajara

Quarta, 3/ago
21h30 - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Acereros de Monclova
21h30 - LMB: Sultanes de Monterrey x Algodoneros de Unión Laguna

Quinta, 4/ago
21h - LMB: Saraperos de Saltillo x Diablos Rojos de México
21h30 - LMB: Águila de Veracruz x Leones de Yucatán
23h30 - LMB: Generales de Durango x Toros de Tijuana

Sexta, 5/ago
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Piratas de Campeche
21h30 - LMB: Acereros de Monclova x Saraperos de Saltillo

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Clássico na Costa Oeste, clássicos da Costa Leste e até Little League de softbol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB 9: punição aos Astros, novo formato de playoffs, o trabalho do catcher e rebatedores arremessando

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

Em um mundo sério e ideal, o Houston Astros manteria o elenco e o título de 2017 após o escândalo do roubo de sinais ? A MLB não foi muito branda?
Fernando Leme, São Paulo

Há dois caminhos para avaliar o que aconteceu. O primeiro é conceitual. Em um mundo ideal, os Astros não teriam roubado sinais e não teríamos dúvidas que o campeonato de 2017 teria sido justo, qualquer que fosse o campeão. Pode parecer uma resposta metida a sabichona da minha parte, querendo dar uma invertida sem sentido em você, mas não é isso. Veja por que é difícil falar em “mundo ideal” nesse caso.

Os Astros foram punidos porque o caso de roubo de sinais deles foi o mais extenso e descarado, mas a MLB sabia que outros clubes também roubavam sinais, e havia desconfiança de que muitos outros faziam o mesmo. Por exemplo, Boston Red Sox e New York Yankees também foram punidos ou advertidos por essas práticas na mesma época. 

Assim, como tirar o título dos Astros e dar a alguém se você sabe que não existia o tal mundo ideal, porque quase todo mundo fazia algo parecido? Já imaginou se a MLB dá o título aos Dodgers e, depois, descobre que os Dodgers também roubavam sinais? Haveria o risco de a liga ficar tirando o título de um e dando para o outro. A alternativa seria deixar o título vago, mas isso poderia criar um grande desgaste institucional, passar a imagem que a liga foi mais fraca que os infratores.

Houston Astros comemora vitória na World Series de 2017
Houston Astros comemora vitória na World Series de 2017 Getty

A segunda maneira de ver a questão é a jurídica. A MLB simplesmente não podia dar punições mais pesadas aos Astros porque seu regulamento interno não previa punições mais pesadas do que as que foram impostas. Provavelmente a liga não imaginasse que seu sistema disciplinar tivesse de lidar com um caso com impacto tão grande em uma temporada, mas qualquer gancho mais forte seria frágil juridicamente: o Houston entraria na Justiça e conseguiria reverter a decisão.

Onde eu considero que a MLB poderia ir mais longe é na punição aos jogadores envolvidos no caso. Alguns membros da comissão técnica dos Astros foram suspensos por um ano, mas os atletas passaram ilesos. Inclusive José Altuve e George Springer mantiveram seus prêmios de MVP da Liga Americana e da World Series naquele ano. 

Isso ocorreu porque a liga fez um acordo no estilo de “delação premiada”, garantindo absolvição dos jogadores se eles colaborassem com a investigação. A partir do momento que fez essa promessa – para acelerar o inquérito –, a MLB também ficou sem condição de impor nada aos atletas. Caso fizesse isso, seria uma quebra de promessa que o sindicato reverteria facilmente na Justiça.

A mudança de formato dos playoffs é favorável a times com o elenco de Dodgers, Yankees…?
Bruno Mota Coelho, Aperibé-RJ

Equipes com elencos mais robustos sempre terão vantagem na reta final dos campeonatos, pois poderão lidar melhor com desfalques por lesão ou cansaço dos jogadores ao final de uma longa temporada. Isso é no geral. Na comparação específica do novo formato com o antigo, o antigo era melhor para as franquias mais poderosas. E isso é uma questão de lógica: o mata-mata aumenta a imprevisibilidade da decisão. Quanto mais fases, maior a chance de um gigante tropeçar por causa de uma semana ruim contra um adversário mais fraco (porém embalado).

Não consigo entender o que é um bom catcher. Parece que é só um carinha que fica ali atrás do rebatedor pronto pra levar uma bolada.
Pedramaral, @pedroamaralrs 

Muitíssimo pelo contrário. Para muitos, o catcher é o jogador mais importante de uma equipe. Ele não apenas apanha as bolas, ele que sugere ao arremessador que lançamento dar a cada momento. Justamente por ser o jogador em campo que melhor estudou as virtudes e defeitos de cada rebatedor adversário e ainda conhece a fundo todo o repertório dos arremessadores de sua equipe. Ele que conversa com o arremessador para definir a estratégia, a sequência de arremessos, que será utilizada a cada duelo.

O catcher brasileiro Yan Gomes
O catcher brasileiro Yan Gomes Getty

Além disso, o catcher precisa impedir o roubo de bases e é o único jogador que fica de frente para todo o campo. Tendo uma visão integral do que está acontecendo, ele consegue ver quando o corredor adversário pretende avançar ou quando a defesa não está tão bem posicionada.

Não à toa, muitos dos técnicos da MLB eram catchers na época de jogador.

O que vocês estão achando desse festival de rebatedores arremessando as últimas entradas quando o jogo está perdido?
Robson Messias, @robsaodailha

É uma situação que produz momentos engraçados, os próprios jogadores em campo parecem se divertir com as situações criadas. Mas, fazendo uma análise mais séria, isso mostra o quanto os times estão cada vez mais dispostos a controlar a carga de trabalho de seus arremessadores, evitando colocá-los no montinho para jogos que já estão decididos. Se essa tendência continuar, faz sentido a MLB pensar em implementar a regra de misericórdia (encerrar a partida quando um dos times abriu 10 ou mais corridas de vantagem após sete entradas), utilizada em diversas competições em que há muita discrepância técnica entre as equipes.

Comentários

Dúvidas MLB 9: punição aos Astros, novo formato de playoffs, o trabalho do catcher e rebatedores arremessando

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Roteiro para acompanhar Draft, Home Run Derby, All-Star Game e, ufa!, ESPYs

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

A temporada da Major League Baseball chegou a sua metade. Não à metade matemática, essa foi ultrapassada na semana retrasada, mas à metade simbólica. O All-Star Game serve de marco de que a MLB se aproxima da reta final, com a aproximação do fechamento da janela de transferências e os times não podendo mais alegar que “ainda tem muito jogo pela frente” se estiverem fora da zona de classificação aos playoffs.

Shohei Ohtani foi o arremessador vitorioso no All-Star Game de 2021
Shohei Ohtani foi o arremessador vitorioso no All-Star Game de 2021 Getty Images

Essa passagem não vem de maneira repentina. O beisebol até faz uma parada para outros eventos, como o Draft e o Home Run Derby, além do único dia de folga geral de todo o calendário esportivo americano. Tudo isso em Los Angeles (All-Star Game e Home Run Derby serão no Dodger Stadium), que será a capital do esporte americano nesta semana.

Para o torcedor acompanhar o que vai acontecer nesses eventos, o Semana MLB tem uma edição especial, com um mini-roteiro de tudo o que vai rolar.

DRAFT

Para entender o básico do Draft da MLB, clique aqui para conferir o guia publicado no Semana MLB do ano passado. Para este ano, as novidades são o retorno das 20 rodadas e do Houston Astros das duas primeiras, após dois anos de punição pelo escândalo de roubo de sinais. 

Em 2023, a liga introduzirá o sistema de sorteio para a ordem dos times, mas a ordem na atual temporada ainda segue a classificação do campeonato passado. Por isso, os times escolherão nesta sequência na primeira rodada:

1) Baltimore Orioles
2) Arizona Diamondbacks
3) Texas Rangers
4) Pittsburgh Pirates
5) Washington Nationals
6) Miami Marlins
7) Chicago Cubs
8) Minnesota Twins
9) Kansas City Royals
10) Colorado Rockies
11) New York Mets
12) Detroit Tigers
13) Los Angeles Angels
14) New York Mets
15) San Diego Padres
16) Cleveland Guardians
17) Philadelphia Phillies
18) Cincinnati Reds
19) Oakland Athletics
20) Atlanta Braves
21) Seattle Mariners
22) St. Louis Cardinals
23) Toronto Blue Jays
24) Boston Red Sox
25) New York Yankees
26) Chicago White Sox
27) Milwaukee Brewers
28) Houston Astros
29) Tampa Bay Rays
30) San Francisco Giants
31) Colorado Rockies
32) Cincinnati Reds
33) Baltimore Orioles
34) Arizona Diamondbacks
35) Atlanta Braves
36) Pittsburgh Pirates
37) Cleveland Guardians
38) Colorado Rockies
39) San Diego Padres

Obs.: a ordem inclui a primeira rodada normal, além de nove escolhas estras (balanço da liga e compensatória)

Bryce Harper e Stephen Strasburg foram as primeiras escolhas do draft em 2010 e 2009, ambos pelos Nationals
Bryce Harper e Stephen Strasburg foram as primeiras escolhas do draft em 2010 e 2009, ambos pelos Nationals Getty

E quem são as principais promessas? 

O jogador visto como o mais talentoso é Druw Jones, filho de Andruw Jones (ídolo do Atlanta Braves nas décadas de 90 e 2000). No entanto, ele ainda está no ensino médio e não há convicção entre os analistas de que será a escolha dos Orioles.

A tendência é que os times terão trabalho para avaliar o potencial de crescimento de cada promessa dentro das necessidades que cada franquia apresenta em sua categoria de base. De qualquer maneira, os principais rankings de promessas do beisebol colocam quase sempre os mesmos nomes nas primeiras posições.

MLB.com:

1) Druw Jones (defensor externo, Wesleyan High School)
2) Jackson Holliday (shortstop, Stillwater High School)
3) Elijah Green (defensor externo, IMG Academy)
4) Termarr Johnson (segunda base, Mays High School)
5) Brooks Lee (shortstop, Cal Poly)

ESPN

1) Druw Jones
2) Termarr Johnson
3) Jackson Holliday
4) Kevin Parada (catcher, Georgia Tech)
5) Cam Collier (terceira base, Chipola College)

The Athletic:

1) Druw Jones
2) Cam Collier
3) Termarr Johnson
4) Elijah Green
5) Brooks Lee

Baseball America

1) Druw Jones
2) Brooks Lee
3) Jackson Holliday
4) Termarr Johnson
5) Kevin Parada

Baseball Prospect Journal

1) Druw Jones
2) Elijah Green
3) Brooks Lee
4) Termarr Johnson
5) Jackson Holliday

HOME RUN DERBY

Segue o formato dos últimos anos. Os oito concorrentes são separados em quatro confrontos, com os vencedores indo às semifinais e, depois, quem sobrevive disputa a finalíssima. Em cada duelo, o jogador tem três minutos para rebater o máximo de home runs possível, com direito a um pedido de tempo de 45 segundos. Se o rebatedor conseguir um home run de mais de 475 pés (144,78 metros) de distância, ganha mais 30 segundos de tempo extra para aumentar sua marca.

No caso de igualdade, os jogadores disputam um desempate de 60 segundos. Se o empate permanecer, são disputadas rodadas de três giros de bastão para cada um até que alguém saia vencedor. O campeão ganha US$ 2,5 milhões.

Giancarlo Stanton no Home Run Derby de 2016
Giancarlo Stanton no Home Run Derby de 2016 Getty

Os confrontos serão:

- Chave 1: Kyle Schwarber (Phillies) x Albert Pujols (Cardinals) / Juan Soto (Nationals) x José Ramírez (Guardians)
- Chave 2: Pete Alonso (Mets) x Ronald Acuña Jr (Braves) / Corey Seager (Rangers) x Julio Rodríguez (Mariners)

O favorito é Alonso, atual bicampeão do evento. Schwarber e Soto são considerados os principais adversários, o que traz as rivalidades da Liga Nacional Leste para o Home Run Derby. Mas a grande atração é o veterano – e futuro Hall da Fama – Pujols, que talvez esteja em sua temporada de despedida e terá oportunidade de mostrar o que ainda lhe resta de potência.

QUER TIRAR DÚVIDAS SOBRE BEISEBOL?

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre mo que os árbitros checam na mão dos arremessadores após cada entrada, quantos kits de uniformes cada equipe tem à disposição para os jogos, quais as diferenças entre os tipos de bola de curva e se o taco (ou bets) parece mais o beisebol ou o críquete. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

ALL-STAR GAME

Será apenas a segunda vez que o Dodger Stadium recebe o Jogo das Estrelas. A primeira ocorreu em 1980. O segundo estádio mais antigo da Liga Nacional havia sido escolhido como sede do All-Star Game de 2020, mas o evento foi cancelado devido à pandemia de Covid-19 e os Dodgers receberam a edição deste ano como compensação.

Dodger Stadium, palco do All-Star Game deste ano
Dodger Stadium, palco do All-Star Game deste ano Joe Scarnici/Getty Images

Os times titulares foram eleitos pelo público, enquanto que os reservas e arremessadores vieram de definição da própria liga. Confira os dois times.

Liga Nacional

Títulares: Willson Contreras (Cubs), Paul Goldschmidt (Cardinals), Jazz Chisholm (Marlins), Manny Machado (Padres), Trea Turner (Dodgers), Ronald Acuña Jr (Braves), Mookie Betts (Dodgers), Joc Pederson (Giants) e William Contreras (Braves)

Reservas: Travis d’Arnaud (Braves), Pete Alonso (Mets), CJ Cron (Rockies), Jeff McNeil (Mets), Nolan Arenado (Cardinals), Dansby Swanson (Braves), Ian Happ (Cubs), Starling Marté (Mets), Kyle Schwarber (Phillies), Juan Soto (Nationals), Garrett Cooper (Marlins) e Albert Pujols (Cardinals)

Arremessadores: Sandy Alcántara (Marlins), David Bednar (Pirates), Corbin Burnes (Brewers), Luis Castillo (Reds), Edwin Díaz (Mets), Max Fried (Braves), Tony Gonsolin (Dodgers), Josh Hader (Brewers), Ryan Helsley (Cardinals), Clayton Kershaw (Dodgers), Joe Mantiply (Diamondbacks), Joe Musgrove (Padres) e Carlos Rodón (Giants)

Liga Americana

Titulares: Alejandro Kirk (Blue Jays), Vladimir Guerrero Jr. (Blue Jays), José Altuve (Astros), Rafael Devers (Red Sox), Tim Anderson (White Sox), Aaron Judge (Yankees), Giancarlo Stanton (Yankees), Mike Trout (Angels) e Shohei Ohtani (Angels)

Reservas: José Trevino (Yankees), Luis Arráez (Twins), Andrés Giménez (Guardians), José Ramírez (Guardians), Xander Bogaerts (Red Sox), Corey Seager (Rangers), Andrew Benintendi (Royals), Byron Buxton (Twins), Julio Rodríguez (Mariners), Kyle Tucker (Astros), JD Martínez (Red Sox) e Miguel Cabrera (Tigers)

Arremessadores: Paul Blackburn (Athletics), Emmanuel Clase (Guardians), Gerrit Cole (Yankees), Nestor Cortés Jr. (Yankees), Clay Holmes (Yankees), Jorge López (Orioles), Alek Manoah (Blue Jays), Shane McClanahan (Rays), Shohei Ohtani (Angels), Martín Pérez (Rangers), Gregory Soto (Tigers), Framber Valdez (Astros) e Justin Verlander (Astros)

Obs.: Bryce Harper (Phillies), Yordan Álvarez (Astros) e George Springer (Blue Jays) haviam sido selecionados inicialmente, mas não disputarão a partida devido a lesões. As equipes serão comandadas por Brian Snitker (Braves, Liga Nacional) e Dusty Baker (Astros, Liga Americana), técnicos campeões das duas ligas no ano passado.

ESPYs

O dia seguinte ao All-Star Game da MLB é, tradicionalmente, o único do ano sem nenhuma partida das quatro principais ligas dos EUA. Momento perfeito para a realização do ESPYs, premiação organizada pela ESPN norte-americana para os melhores do esporte no ano anterior. Veja os indicados no beisebol e softbol:

- Melhor Atleta Masculino: SHOHEI OHTANI (Los Angeles Angels)
- Melhor Atleta que Deu a Volta por Cima: TREY MANCINI (Baltimore Orioles)
- Melhor Atleta Universitária Feminina: JOCELYN ALO (Oklahoma Sooners softbol)
- Melhor Time: ATLANTA BRAVES (MLB) e OKLAHOMA SOONERS (softbol universitário)
- Melhor Desempenho que Quebrou Recorde: JOCELYN ALO (Sooners, mais home runs em uma temporada da 1ª divisão do softbol universitário)
- Melhor jogador da MLB: SHOHEI OHTANI (Angels), BRYCE HARPER (Philadelphia Phillies), AARON JUDGE (New York Yankees) e JORGE SOLER (Atlanta Braves)

Stephen Curry será o apresentador dos ESPYs de 2022
Stephen Curry será o apresentador dos ESPYs de 2022 Getty

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 15/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN 2 e Star+)

Sábado, 16/jul
20h - MLB Futures Game (Star+)
23h - Los Angeles Dodgers x Los Angeles Angels (Star+)

Domingo, 17/ju
20h - Draft da MLB (ESPN 2 e Star+)

Segunda, 18/jul
21h - Home Run Derby (ESPN 2 e Star+)

Terça, 19/jul
20h30 - All-Star Game (ESPN 2 e Star+)

Quarta, 20/jul
21h - ESPYS 2022 (ESPN 3 e Star+)

Quinta, 21/jul
23h - San Francisco Giants x Los Angeles Dodgers (ESPN 2 e Star+)

Sexta, 22/jul
20h - San Diego Padres x New York Mets (Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 15/jul
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Sultanes de Monterrey
21h30 - LMB: Guerreros de Oaxaca x Generales de Durango

Sábado, 16/jul
20h - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Leones de Yucatán
20h - LMB: Tigres de Quintana Roo x Saraperos de Saltillo

Domingo, 17/ju
16h - LMB: Bravos de León x Diablos Rojos de México
17h - LMB: Acereros de Monclova x Mariachis de Guadalajara

Segunda, 18/jul
21h - LMB: Toros de Tijuana x Pericos de Puebla

Terça, 19/jul
21h30 - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Bravos de León
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Acereros de Monclova

Quarta, 20/jul
21h30 - LMB: Tigres de Quintana Roo x Algodoneros de Unión Laguna
23h30 - LMB: Mariachis de Guadalajara x Toros de Tijuana

Quinta, 21/jul
21h30 - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Bravos de León
23h30 - LMB: Mariachis de Guadalajara x Toros de Tijuana

Sexta, 22/jul
21h30 - LMB: Bravos de León x Acereros de Monclova

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Roteiro para acompanhar Draft, Home Run Derby, All-Star Game e, ufa!, ESPYs

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB 8: o que os árbitros olham nos arremessadores, quantos uniformes os times carregam, infração que gera corrida, os tipos de bola de curva e relação beisebol x taco/bets

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

O que é conferido na mão do arremessador quando termina a entrada?
Renato Balbo, Londrina-PR

A MLB proíbe o arremessador a usar substâncias que melhorem a aderência da bola em sua mão. Isso dá vantagem injusta ao arremessador por permitir mais controle e efeito mais acentuado nos arremessos. Durante décadas, a liga fazia vista grossa para o uso discreto de substâncias como protetor solar e alcatrão, que dão pequena vantagem ao homem no montinho. 

Nos últimos anos, porém, os arremessadores descobriram o spider tack, substância criada para ajudar atletas de competições de strongman (como “O Homem Mais Forte do Mundo”) que dá uma aderência absurda da bola na mão. Os arremessadores começaram a ter domínio histórico sobre os arremessadores, até chegar ao ponto em que a MLB determinou que, ao final de cada entrada, os árbitros tinham de conferir mãos, luva e qualquer equipamento que julgarem necessário sempre que o arremessador estivesse deixando o montinho. Isso entrou em vigor no meio do ano passado.

Julius Bjornsson em competição 'O Homem mais forte do mundo'
Julius Bjornsson em competição 'O Homem mais forte do mundo' Getty Images

Os times da MLB jogam todos os dias. Diferente dos times de futebol, que geralmente têm dois uniformes, eles têm mais que isto, certo? 
Clodoaldo Costa, @artbaga

Não necessariamente. Os uniformes da MLB são lavados durante a madrugada, após cada jogo, e reutilizados no dia seguinte. Claro que os times carregam peças extras para o caso de um uniforme ficar inutilizável após algum jogo, mas, em regime normal, as camisas de um dia são as mesmas do dia anterior. Só trocam mesmo quando jogam em casa ou fora de casa.

A exceção é com o caso de camisas especiais ou uniformes 3 ou 4. Aí, o clube pode levar e usar em um dia pré-programado, e dar uma “folga” para o uniforme do dia a dia.

Qual as diferenças das bolas de curva: 12-6 curve, sweeping curve e knuckle curve?
Lucas Tamioso, Diadema-SP

O ponto de partida é a pegada do arremessador. Cada um desses arremessos tem uma forma diferente de se pegar e soltar as bolas. A knuckle curve, por exemplo, tem esse nome porque a unha do indicador fica cravada na bola, destacando as juntas do dedo (“knuckle”, em inglês).

Clayton Kershaw, um dos mestres da bola de curva 12-6
Clayton Kershaw, um dos mestres da bola de curva 12-6 Getty

Mas, no final de contas, a diferença mais efetiva é na trajetória de cada arremesso. A bola de curva 12-6 começa subindo e despenca na vertical, como se apontasse para as 12h no relógio de ponteiro e despencasse para as 6h. A knuckle curve sobe um pouco no começo e cai (de maneira acentuada, mas não tanto como a 12-6) apenas no final da trajetória, quando está quase chegando no rebatedor. A sweeping curve é mais conhecida como slurve, que é uma bola que faz um movimento no meio do caminho entre a bola de curva (efeito vertical) e slider (efeito horizontal). Então, é uma bola de curva que cai meio em diagonal ou até mesmo de lado.

As regras do taco (ou bets) é mais semelhante ao beisebol ou ao críquete?
Ricardo S Franciscato, Limeira-SP

Ao críquete. O críquete foi introduzido no Brasil no final do século 19, na mesma época do futebol. A prática mais “oficial” ficava restrita a clubes da elite, mas a população criava peladas na rua, com regras simplificadas. O taco (ou bets, dependendo da região) acabou se consagrando: dois rebatedores ativos ao mesmo tempo, o arremesso baixo que pode quicar no chão, a postura do rebatedor, a existência de um alvo para os arremessos (a casinha, equivalente ao wicket do críquete) e as corridas sendo anotadas ao percorrer o espaço entre essas duas casas são todas características do críquete. Ou seja, se considerarmos que o taco/bets é um filho do críquete, podemos dizer que o beisebol é tio do taco/bets, já que o beisebol é meio como um irmão do críquete.

Inglaterra x Nova Zelândia na final da Copa do Mundo de críquete
Inglaterra x Nova Zelândia na final da Copa do Mundo de críquete Getty Images

Existe alguma punição que gere corrida?
Jones Barbieri, São José dos Campos-SP

Diretamente, não. O que acontece é que alguns atos, como o arremessador cometer um balk ou um defensor jogar a bola para fora do campo, tem como punição o avanço de base dos corredores. Se algum dos corredores estiver na terceira base, ele avançará para o home plate e anotar uma corrida.


Comentários

Dúvidas MLB 8: o que os árbitros olham nos arremessadores, quantos uniformes os times carregam, infração que gera corrida, os tipos de bola de curva e relação beisebol x taco/bets

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: A Copa do Mundo do beisebol vai voltar, e o Brasil está na briga por uma vaga

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Março de 2020. Os times da Major League Baseball estavam no meio da pré-temporada no Arizona ou na Flórida, quando a liga anuncia a interrupção das atividades devido à pandemia de covid-19. A suspensão da MLB foi a notícia que mais repercutiu no beisebol naquele dia, mas não foram apenas as grandes ligas que se preparavam para jogar. No Arizona, 12 seleções se preparavam para disputar as eliminatórias do World Baseball Classic, a Copa do Mundo do beisebol. A quarentena foi determinada dias antes da abertura do torneio, e só agora ele vai voltar.

Nesta quinta, a MLB anunciou o retorno do WBC. A quinta edição do torneio, prevista inicialmente para 2021, será realizada em 2023. As eliminatórias, que aconteceriam em 2020, serão disputadas em setembro e outubro deste ano. E com o Brasil na disputa.

Seleção brasileira comemora classificação para o World Baseball Classic de 2013
Seleção brasileira comemora classificação para o World Baseball Classic de 2013 EFE

As 12 seleções foram divididas em dois grupos. A seleção brasileira ficou no B, ao lado de Panamá, Nicarágua, Argentina, Paquistão e Nova Zelândia. Os jogos serão realizados de 30 de setembro a 5 de outubro na Cidade do Panamá. O Grupo A, com jogos em Regensburg (Alemanha), será disputado entre 16 e 21 de setembro e contará com Alemanha, Tchéquia, Espanha, França, Grã-Bretanha e África do Sul. Os dois primeiros de cada chave garantem vaga no torneio.

O novo formato não foi dos melhores para o Brasil. Em 2020, a seleção teria pela frente uma chave mais tranquila, com Nicarágua, Alemanha, França, Nova Zelândia e Filipinas. Com jogos em março no Arizona, foi possível reunir alguns dos melhores jogadores disponíveis, incluindo os que atuam no Japão e em ligas menores nos Estados Unidos para um torneio em campo neutro. Na época, os brasileiros eram vistos como os favoritos da chave.

Neste ano o cenário muda. Com partidas no final de setembro e primeira semana de outubro, é menor a chance de conseguir a liberação de todos os brasileiros de ligas menores e os que atuam no beisebol japonês. Além disso, os adversários serão mais fortes, sobretudo pela presença do Panamá (que ainda terá a vantagem de jogar em casa).

Ainda assim, é viável imaginar uma classificação brasileira. Em 2012, o Brasil conseguiu a vaga no WBC do ano seguinte justamente por superar os favoritos Panamá, Colômbia e Nicarágua na Cidade do Panamá. Nas eliminatórias deste ano, os panamenhos serão novamente os favoritos, com nicaraguenses e brasileiros disputando a segunda vaga (a Argentina corre por fora nessa briga). Aí, as chances do Brasil dependem demais do quanto de nomes com experiência internacional for possível atrair.

O World Baseball Classic foi criado pela MLB e pela IBAF (Federação Internacional de Beisebol, que se fundiu em 2013 com a entidade equivalente do softbol para criar a WBSC) em 2006 para reunir o máximo do talento do beisebol em um torneio de seleções. O maior campeão é o Japão, com dois títulos (2006 e 09), seguido por República Dominicana (2013) e Estados Unidos (2017). As quatro edições anteriores tiveram 16 seleções. Para 2023, a organização decidiu aumentar o torneio para 20 equipes.

República Dominicana celebra a conquista do World Baseball Classic de 2013
República Dominicana celebra a conquista do World Baseball Classic de 2013 Reuters

Já estão com vaga garantida Austrália, Canadá, China, Colômbia, Coreia do Sul, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Itália, Israel, Japão, México, Porto Rico, República Dominicana, Taiwan e Venezuela. O torneio será disputado em março de 2023 em Tóquio, Taichung (Taiwan), Phoenix e Miami.

QUER TIRAR DÚVIDAS SOBRE BEISEBOL?

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre medidas pensadas para reduzir o tempo dos jogos, quais os critérios para definir vitórias e derrotas de um arremessador, estreantes que chegaram substituindo à altura uma grande estrela e jogo de bullpen. Clique aqui para conferir. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

PERSONAGEM DA SEMANA

O All-Star Game está se aproximando, e com ele vem o Futures’ Game. A partida reúne as principais promessas das ligas menores e é disputada no domingo no mesmo estádio do Jogo das Estrelas (no caso deste ano, o Dodger Stadium). Um dos destaques será Darren Baker, jogador de campo interno da base do Washington Nationals. Darren é filho de Dusty Baker, técnico do Houston Astros, e ficou famoso no meio do beisebol quando ainda tinha três anos. Ele acompanhava o time do pai, o San Francisco Giants, como gandula durante a World Series de 2002. Após uma rebatida, ele invadiu o campo e quase foi atropelado por um jogador.

 

O NÚMERO DA SEMANA

28 ?. Número de entradas seguidas de Shohei Ohtani sem ceder corrida alguma. A última corrida anotada em cima do japonês foi pelo Boston Red Sox, na quinta entrada do confronto de 9 de junho. Considerando que a próxima abertura do arremessador / rebatedor designado dos Angels está programada para 13 de julho, ele ficará mais de um mês sem permitir que um adversário percorra as quatro bases.

VÍDEO DA SEMANA

No último sábado, o St. Louis Cardinals rebateu quatro home runs seguidos na primeira entrada da partida contra o Philadelphia Phillies. Foi a 11ª vez na história que um time consegue quatro HRs seguidos, mas nunca havia acontecido na primeira entrada. Os autores da façanha foram Nolan Arenado, Nolan Gorman, Juan Yepez e Dylan Carlson. E a vítima foi o arremessador Kyle Gibson.


O QUE VEM POR AÍ

New York Mets e Atlanta Braves disputam a que talvez seja a corrida mais legal por um título de divisão neste momento. Os nova-iorquinos abriram muita vantagem nos primeiros meses de temporada, mas os atuais campeões reagiram e entraram na briga. A série entre as equipes, programada para Atlanta entre segunda e quarta, é sensacional. E a abertura dela não poderia ser melhor, com o confronto no montinho entre Max Scherzer (2,26 de ERA na temporada) e Max Fried (1,75 de ERA desde o início de junho) no duelo do dia 11. 

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 8/jul
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 3 e Star+)

Sábado, 9/jul
23h - Toronto Blue Jays x Seattle Mariners (Star+)

Domingo, 10/jul
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 2 e Star+)

Segunda, 11/jul
20h - New York Mets x Atlanta Braves (ESPN 2 e Star+)

Terça, 12/jul
20h30 - Milwaukee Brewers x Minnesota Twins (ESPN 2 e Star+)

Quarta, 13/jul
22h30 - Houston Astros x Los Angeles Angels (ESPN 2 e Star+)

Quinta, 14/jul
20h - Los Angeles Dodgers x St. Louis Cardinals (ESPN 2 e Star+)

Sexta, 15/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN 2 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 8/jul
21h30 - LMB: Pericos de Puebla x Tigres de Quintana Roo
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Algodoneros de Unión Laguna

Sábado, 9/jul
21h - LMB: Generales de Durango x Piratas de Campeche
23h30 - LMB: Acereros de Monclova x Toros de Tijuana

Domingo, 10/jul
19h - LMB: Sultanes de Monterrey x Guerreros de Oaxaca
21h - LMB: Acereros de Monclova x Toros de Tijuana

Segunda, 11/jul
21h - LMB: Sultanes de Monterrey x Guerreros de Oaxaca

Terça, 12/jul
21h30 - LMB: Olmecas de Tabasco x Sultanes de Monterrey
21h30 - LMB: Pericos de Puebla x Guerreros de Oaxaca

Quarta, 13/jul
21h30 - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Saraperos de Saltillo
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Mariachis de Guadalajara

Quinta, 14/jul
21h - LMB: Pericos de Puebla x Guerreros de Oaxaca
21h30 - LMB: Algodoneros de Unión Laguna x Leones de Yucatpaán

Sexta, 15/jul
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Sultanes de Monterrey
21h30 - LMB: Guerreros de Oaxaca x Generales de Durango

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: A Copa do Mundo do beisebol vai voltar, e o Brasil está na briga por uma vaga

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB 7: redução do tempo de jogo, critérios para vitórias de arremessadores, estreantes substituindo estrelas e jogo de bullpen

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

Há algo em estudo para baixar tempo de jogo? A juventude atual não aguenta jogos de qualquer esporte com mais de 2 horas.
EdsonK, @edsonkj64

Há várias medidas, e algumas delas já estão em vigor, como limitar o número de visitas para conversar com o arremessador no montinho, reduzir em 20 segundos o intervalo entre os turnos ofensivos, obrigar um arremessador a enfrentar três rebatedores no mínimo antes de ser substituído, começar as entradas extras já com corredor na segunda base e permitir ao catcher usar um aparelho eletrônico para passar sinais aos arremessadores. Mas há outras em estudo, utilizadas em regime experimental em ligas menores ou independentes:

- Relógio de arremesso, dando um limite de tempo para o arremessador e o rebatedor se aprontarem para o arremesso;
- Adotar radar para marcação de bolas e strikes;
- Limitar a quantidade de lançamentos do arremessador à primeira base para intimidar um potencial ladrão de base.

Das três ideias que estão em estudo, o relógio para arremessos é considerado importante para reduzir de modo efetivo o tempo de jogo. Entre as já implementadas, o corredor fantasma nas entradas extras teve um resultado efetivo para evitar maratonas. As demais medidas tiveram efeitos muito pequenos.

Como uma vitória ou derrota é anotada para um arremessador?
Carolina Amaro, @Carol_Amaro

Em termos simples, o último arremessador a fazer um arremesso quando o time vencedor assumiu a dianteira no marcador pela última vez fica com a vitória. E o arremessador que cedeu essa corrida fica com a derrota. Por exemplo, um jogo está 3 a 3 na parte alta da quinta entrada. Na parte de baixo, o time da casa anota duas corridas, faz 5 a 3 e nunca mais é alcançado no marcador. O arremessador que estava no montinho na parte alta da quinta é creditado com a vitória, e o arremessador que cedeu a quarta corrida fica com a derrota.

Se um arremessador sai do montinho com seu time vencendo, mas o time acaba tomando a virada ou cede  empate (mesmo que acabe vencendo depois), ele não é creditado com resultado algum. Da mesma forma, um arremessador que sai do jogo com seu time perdendo, mas sua equipe acaba reagindo e vira ou empata, ele não é creditado com a derrota.

Há uma exceção: se o arremessador titular não ficar cinco entradas completas no montinho, ele não pode ser creditado com a vitória. Mesmo que seu time esteja vencendo por 10 a 0 e falte apenas uma eliminação para completar a quinta entrada, ele não pode ser creditado com a vitória. Nesse caso, a vitória vai para o arremessador de bullpen que os anotadores julgarem que foi mais importante para manter a vantagem no placar (mas, normalmente, a vitória vai para o jogador que entrar no lugar do titular).

Madison Bumgarner, figura importante nos Giants campeão da MLB em 2010
Madison Bumgarner, figura importante nos Giants campeão da MLB em 2010 Getty Images

Já teve algum estreante substituindo uma estrela num time tão bem quanto o Jeremy Peña no Houston Astros?
Léo Balmant, @LeoBalmantt

Já tivemos várias temporadas espetaculares de estreantes que entravam no lugar de grandes estrelas. Especificamente como essa do Peña, entrando em uma vaga aberta por um ídolo que saiu ao final da temporada, temos o caso de Madison Bumgarner em 2010, ocupando a vaga na rotação que era de Randy Johnson (arremessador que está no Hall da Fama hoje). Bumgarner teve 7 vitórias e 6 derrotas, com 3,00 de ERA em 2010, além de um ERA de 0 em oito entradas arremessadas na World Series daquele ano. 

Mas há outros casos relativamente semelhantes:

- José Abreu (Chicago White Sox) substituindo Paul Konerko em 2014. Konerko é ídolo histórico dos White Sox e sabidamente já estava em final de carreira, mas ele ainda jogou algumas partidas em 2014;
- Albert Pujols (St. Louis Cardinals) substituindo Mark McGwire em 2001. Como no caso de Konerko, McGwire era um ídolo em fim de carreira e o estreante apareceu para tapar o buraco que a aposentadoria criaria, mas McGwire chegou a participar de alguns jogos no ano de estreia de Pujols.

O que é um jogo de bullpen?
Lucas Tavares, @lucastacunha

“Bullpen” é “curral” em inglês, uma área cercada utilizada para confinar animais em uma fazenda. Por ser uma área cercada, a área em que ficam os arremessadores reservas nos estádios de beisebol acabou ganhando o apelido de bullpen. Assim, falar que um time tem um bom bullpen significa dizer que tem um bom grupo de arremessadores reservas, relievers, para entrar ao longo do jogo. E “jogo de bullpen” significa que um time vai fazer um jogo inteiro sem um arremessador titular, utilizando um pouquinho cada um de seus relievers (arremessadores reservas) até o final da partida. É uma estratégia mais comum quando alguns de seus arremessadores titulares estão contundidos ou indisponíveis para o jogo, mas não pode ser adotada sempre por causar desgaste exagerado no relievers (o que pode ser um problema nos jogos seguintes).

Comentários

Dúvidas MLB 7: redução do tempo de jogo, critérios para vitórias de arremessadores, estreantes substituindo estrelas e jogo de bullpen

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Freeman queria ficar nos Braves e os Braves queriam que Freeman ficasse. Como é que ele não ficou?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Freddie Freeman era o grande nome do Atlanta Braves na última década. O primeira base passou toda sua carreira profissional na franquia e todos esperavam que ele acabasse renovando seu contrato com o clube, ainda mais depois do título de 2021. No final das contas, os Braves acertaram com outro primeira base, Matt Olson, e Freeman foi para o Los Angeles Dodgers. Parecia que tudo tinha se assentado, até que os times se encontraram em Atlanta no último fim de semana.

Ao retornar a sua antiga casa e receber homenagens de sua antiga torcida, Freeman percebeu o quanto gostaria de ter renovado com o Atlanta. Ele chorou diversas vezes ao longo da série, seja nas homenagens pré-jogo, seja nas entrevistas.

Se ele queria tanto, por que não aceitou a proposta do Atlanta? Ou foram os Braves que não quiseram? Nem uma coisa, nem outra. E isso era o pior.

Os detalhes da negociação vieram a público após esse fim de semana muito, digamos, emotivo. Freeman havia orientado seu empresário, Casey Close, a renovar com os Braves. O jogador imaginava que o agente iria ao mercado ver quanto ofereciam por seu beisebol para, com as propostas na mão, ir ao Atlanta tentar o melhor acordo possível para a renovação. Mas Close não entendeu assim, e simplesmente foi atrás de quem pagasse mais.

O Atlanta achou que Freeman não fazia tanta questão de ficar e começou a buscar alternativas no mercado para a posição, até fechar com Olson (nascido na Geórgia e torcedor dos Braves de infância). Freeman acabou aceitando a proposta dos Dodgers, que até era financeiramente boa e o faria voltar a morar no Sul da Califórnia (onde nasceu), mas não era seu desejo.

Após a série com os Braves e praticamente irrigar o gramado do Truist Park com suas lágrimas, Freeman demitiu seu empresário.

Freddie Freeman durante partida do Los Angeles Dodgers na MLB
Freddie Freeman durante partida do Los Angeles Dodgers na MLB Todd Kirkland/Getty Images

QUER TIRAR DÚVIDAS SOBRE BEISEBOL?

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre o que é o “meio jogo” de diferença entre os times na classificação, em quais países o beisebol é o esporte mais popular, a diferença entre percentual em base e slugging e por que os jogadores lançam a bola entre si após uma jogada. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

PERSONAGEM DA SEMANA

Tanner Houck é um dos melhores jogadores do bullpen do Boston Red Sox. Ele tem repertório para ser abridor, mas assumiu o papel de fechador da equipe ao longo desta temporada. Nesta semana, os Red Sox visitaram o Toronto Blue Jays e perderam dois de três jogos, um deles sofrendo uma virada na nona entrada. E Houck não estava disponível para a partida. Motivo: não quis tomar a vacina contra COVID-19.

A MLB não obrigou seus jogadores a se vacinarem, mas o governo canadense exige a vacinação de quem entrar em seu território. Isso vale para atletas que forem enfrentar equipes do Canadá, o que se torna um problema para Red Sox, New York Yankees, Baltimore Orioles e Tampa Bay Rays. As equipes da divisão leste da Liga Americana terão de fazer nove ou dez partidas no Canadá, em três séries diferentes, e entrarão em campo desfalcadas de jogadores não-vacinados.

Os Yankees se precaveram disso convencendo todos os seus jogadores a tomarem a vacina. Os Red Sox não tiveram o mesmo sucesso, e Houck, Jarren Durán (outro reliever) e Chris Sale (melhor arremessador do elenco, mas está lesionado e não poderia viajar ao Canadá de qualquer maneira) ainda não tomaram. O clube tem respeitado a decisão individual, mas cresce a preocupação dos impactos desses desfalques em partidas importantes contra os Blue Jays. Por enquanto, foi apenas uma derrota de temporada regular. Mas, neste momento, os dois times estariam alinhados para se enfrentar nos playoffs.

O NÚMERO DA SEMANA

474 ?. Número de entradas arremessadas por Mark Appel nas ligas menores até conseguir estrear na Major League Baseball. Appel foi a primeira escolha do draft em 2013. O Houston Astros confiava tanto no braço do arremessador vindo da Universidade de Stanford que deixaram para trás nomes como Kris Bryant, Devin Williams, Aaron Judge, Sean Manaea e Ryne Stanek (curiosamente, hoje um arremessador dos Astros).

Appel teve dificuldade para se adaptar ao jogo profissional e teve problemas de lesão. Foi negociado com o Philadelphia Phillies em 2016, mas abandonou a carreira em 2018. Decidiu voltar em 2021, fez uma temporada no nível double-A até ser promovido para o Lehigh Valley Iron Pigs, time triple-A dos Phillies. Fazia uma ótima temporada, com 1,61 de ERA até ser promovido às grandes ligas, nove anos após ser o grande nome do draft. Estreou no último dia 29, arremessando uma entrada contra os Braves.


VÍDEO DA SEMANA

Los Angeles Angels e Seattle Mariners já vinham se estranhando há um tempo. Em 17 de junho, Justin Upton recebeu uma bolada na cabeça (claramente sem querer) em uma partida de seus Mariners contra os angelenos. No dia 25, o Seattle retaliou, arremessando uma bola alta perto da cabeça de Mike Trout. Não houve bolada, mas foi perigoso e os Angels reclamaram. No dia seguinte, o Los Angeles deu o troco, com uma bolada em Jesse Winker. O defensor externo dos Mariners reclamou em direção ao banco dos Angels, até que a troca de insultos se transformou em briga generalizada. A MLB distribuiu suspensão para 12 dos envolvidos, do técnico dos Angels, Phil Nevin (10 jogos), e Winker (7) até o intérprete dos Angels, Manny del Campo (2).

O QUE VEM POR AÍ

A briga pelo título da Divisão Central da Liga Americana não tem chamado muito a atenção do público, mas merecia. O Chicago White Sox é o melhor time do grupo no papel, mas tem sido ofuscado peloMinnesota Twins, que investiu para entrar nessa disputa, e o surpreendente Cleveland Guardians, equipe com elenco mais jovem da MLB. Na próxima semana, Twins e White Sox se encontram em Chicago para uma série bastante interessante de segunda a quarta. É uma grande oportunidade de os Meias Brancas ganharem terreno em uma corrida que, por enquanto, eles têm visto um pouco à distância.  Pela ESPN no Star+ você acompanha ao vivo a partida da terça (5).

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 1º/jul
20h - New York Yankees x Cleveland Guardians (ESPN 2 e Star+)

Sábado, 2/jul
17h - Los Angeles Angels x Houston Astros (Star+)

Domingo, 3/ju
20h - St. Louis Cardinals x Philadelphia Phillies (ESPN 3 e Star+)

Segunda, 4/jul
20h - St. Louis Cardinals x Atlanta Braves (ESPN 2 e Star+)

Terça, 5/jul
21h - Minnesota Twins x Chicago White Sox (ESPN 2 e Star+)

Quarta, 6/jul
20h - St. Louis Cardinals x Atlanta Braves (ESPN 2 e Star+)
23h - Colorado Rockies x Los Angeles Dodgers (ESPN 2 e Star+)

Quinta, 7/jul
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 2 e Star+)

Sexta, 8/jul
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 3 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 1º/jul
21h - LMB: Tigres de Quintana Roo x Diablos Rojos de México
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Generales de Durango

Sábado, 2/jul
18h - LMB: Tigres de Quintana Roo x Diablos Rojos de México
21h30 - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Acereros de Monclova

Domingo, 3/ju
20h - LMB: Olmecas de Tabasco x Algodoneros de Unión Laguna

Segunda, 4/jul
21h - LMB: Sultanes de Monterrey x Tecolotes de los Dos Laredos

Terça, 5/jul
21h30 - LMB: Bravos de León x Tigres de Quintana Roo
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Rieleros de Aguascalientes

Quarta, 6/jul
21h30 - LMB: Generales de Durango x Olmecas de Tabasco
21h30 - LMB: Saraperos de Saltillo x Algodoneros de Unión Laguna

Quinta, 7/jul
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Acereros de Monclova
21h30 - LMB: Mariachis de Guadalajara x Águila de Veracruz

Sexta, 8/jul
21h30 - LMB: Pericos de Puebla x Tigres de Quintana Roo
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Algodoneros de Unión Laguna

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Freeman queria ficar nos Braves e os Braves queriam que Freeman ficasse. Como é que ele não ficou?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB 6: O que é “meio jogo” de diferença, onde o beisebol é mania nacional, o on-base + slugging e por que se joga bola com a partida parada

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

O que é o 0,5 jogo de diferença na classificação das ligas?
Gustavo, Rio de Janeiro

É uma maneira que os norte-americanos usaram para indicar a distância entre times que têm número diferente de jogos. Por exemplo, dois times estão empatados com 40 vitórias e 30 derrotas. O time A jogou em um dia e ganhou, foi para 41-30 na campanha, mas o time B folgou naquele dia. O time A tem uma vitória a mais, mas ele está um jogo à frente? Não, porque o time B precisa disputar a partida a menos que tem e, se vencer, fica empatado. Então, o time A está “meio jogo” à frente, porque dependerá da derrota do time B (e aí ele ficaria 40-31) para realmente ficar com um jogo de vantagem.

No Brasil, estamos mais acostumados em fazer a classificação por pontos conquistados (por causa da cultura do futebol), mas provavelmente usaríamos uma classificação por aproveitamento para igualar times com mais e menos partidas disputadas.

Em quais países o beisebol é o esporte nacional?
Rui de Paula, São Paulo

Apesar de ser apelidado de “passatempo nacional” nos Estados Unidos, o beisebol deixou de ser o esporte mais popular do país na década de 1970, ultrapassado pelo futebol americano. Ainda assim, o beisebol segue como o esporte mais popular em Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Venezuela, República Dominicana, Cuba, Nicarágua, Curaçao, Aruba e Palau. Além disso, é um esporte de popularidade marcante em México, Porto Rico, Panamá, Canadá e na região litorânea da Colômbia. 

República Dominicana comemora a conquista do WBC, a Copa do Mundo de Beisebol, de 2013
República Dominicana comemora a conquista do WBC, a Copa do Mundo de Beisebol, de 2013 Reuters

Qual a diferença entre on-base percentage e slugging, e por que somar os dois?
Matheus Piasecki, Toledo-PR

On-base percentage (OBP) é o que o nome diz: percentual em base, o percentual de vezes em que o jogador conseguiu chegar em base via rebatida, walk ou bolada (escolha defensiva ou erro defensivo contam como eliminação). Slugging (SLG) é um termo que poderia ser traduzido como “pegada” no sentido do boxe, em que o “pegador” (“slugger” em inglês) é o boxeador com golpes fortes e muitos nocautes. assim, “slugging percentage” é a medida da força das rebatidas. Nisso, conseguir uma rebatida simples é 100% de sucesso naquele duelo, uma dupla é 200%, uma tripla é 300% e um home run é 400%.

Se, em uma partida, o jogador vai cinco vezes ao bastão e consegue uma rebatida e um walk, ele tem OBP de 40% naquele jogo. Se essa única rebatida rebatida for um home run, ele terá quatro bases em quatro duelos (walk não conta), termina o jogo com SLG de 100%. 

Ter OBP alto é bom, mas não é tanto se é apenas com rebatida simples e walk. Ter SLG alto é bom, mas não é tanto se algumas rebatidas multibase mascaram o fato de o jogador estar chegando pouco em base (ou seja, se ele tem uma rebatida multibase a cada três jogos e, nos outros dois, não consegue nenhuma rebatida). O on-base plus slugging (OPS) mistura as duas coisas para mostrar um equilíbrio.

Qual a razão dos jogadores ficarem jogando a bola entre eles depois da definição da jogada?
Jones Barbieri, São José dos Campos-SP

Não é raro o defensor ficar várias entradas sem ter de fazer nenhuma defesa, seja porque o time adversário sofre muito strikeout, seja porque as bolas colocadas em jogo estão indo para outras regiões do campo. Assim, é comum os jogadores ficarem trocando bola entre eles para se manterem ligados, com o braço calibrado na partida, caso tenham de fazer uma jogada defensiva a qualquer momento.

Comentários

Dúvidas MLB 6: O que é “meio jogo” de diferença, onde o beisebol é mania nacional, o on-base + slugging e por que se joga bola com a partida parada

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Guia da final da College World Series

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

A tabela da MLB reservou alguns ótimos jogos neste fim de semana, como as séries entre New York Yankees x Houston Astros, Atlanta Braves x Los Angeles Dodgers, Toronto Blue Jays x Milwaukee Brewers e Boston Red Sox x Cleveland Guardians, além do clássico Chicago Cubs x St. Louis Cardinals. Ainda assim, há bons motivos para dividir sua atenção com outro torneio. No caso, com as finais da College World Series, que serão disputadas entre este sábado (25) e segunda (27).

Os finalistas
Oklahoma Sooners e Ole Miss Rebels disputarão a finalíssima. Os Sooners estão invictos na CWS, com vitórias sobre Texas A&M (duas vezes) e Notre Dame. Os Rebels tiveram mais dificuldade, pois bateram Auburn e Arkansas, mas caíram diante de Arkansas no primeiro jogo da semifinal. Como as duas equipes estavam com uma derrota, tiveram de fazer um jogo extra, vencido por Ole Miss por 2 a 0. Na temporada regular, a Oklahoma teve 42 vitórias e 22 derrotas, enquanto que Ole Miss ficou com 37 e 22

Os Sooners tentam o terceiro título de sua história, tendo conquistado a CWS em 1951 e 94. Além disso, Oklahoma pode se tornar a primeira universidade a conquistar as duas College World Series no mesmo ano (a instituição já venceu a feminina, de softbol, em maio). Os Rebels nunca foram campeões no beisebol universitário.

Peyton Chatagnier, do Ole Miss Rebels, durante jogo do  College World Series
Peyton Chatagnier, do Ole Miss Rebels, durante jogo do College World Series Samuel Lewis/Getty Images

Local
O título do beisebol universitário será decidido no Charles Schwab Field em Omaha. A maior cidade do Nebraska recebe a College World Series todo ano desde 1950, no atual estádio desde 2011.

Sistema de disputa
A CWS é disputada por oito equipes dentro do sistema de dupla eliminação. Trata-se de um modelo bastante complexo, mas, basicamente, os times que vencem vão se enfrentando, enquanto os perdedores disputam jogos de vida ou morte e, sempre que um time perde duas vezes, está eliminado. A finalíssima é disputada em melhor de três, todos os jogos no mesmo estádio.

Jogadores para ficar de olho
De acordo com os especialistas em beisebol universitário nos Estados Unidos, a universidade de Oklahoma conta com promessas com mais potencial de vingar no profissional. Peyton Graham, que pode jogar como shorstop e terceira base, é tido como um jogador com domínio dos cinco fundamentos (rebater com contato, rebater com potência, correr bases, defender e lançar a bola) e está no top 50 no ranking de promessas da revista Baseball America. O catcher Jimmy Crooks também mostrou boa capacidade no bastão. Entre os arremessadores, Jake Bennett e Cade Horton (que se divide entre arremessador e terceira base no beisebol e como quarterback no time de futebol americano) são os destaques.

Ole Miss não tem nenhum jogador no top 100 de promessas da Baseball America ou da MLB Pipeline. Um jogador que chama a atenção é Hayden Dunhurst, catcher com braço muito forte para evitar roubo de base dos corredores adversários. É considerado um dos melhores catchers defensivos desta temporada. TJ McCants também se destaca na defesa. No bastão, Tim Elko é o principal nome. O primeira base teve lesão de ligamento cruzado no joelho, mas continuou jogando bem depois que retornou. Inclusive, ele impulsionou a segunda corrida da vitória por 2 a 0 sobre a Arkansas no jogo que colocou os Rebels na decisão. Dessa partida contra os Razorbacks vem o destaque no montinho: Dylan DeLucia arremessou um jogo completo cedendo apenas duas rebatidas e nenhuma corrida.


Regras do jogo
Como ocorre no basquete e no futebol americano, o beisebol universitário também tem algumas diferenças de regra em relação ao profissional. As principais são essas:

- Há a regra do rebatedor designado, inclusive permitindo que um jogador seja rebatedor designado e arremessador ao mesmo tempo e substituído apenas em uma das funções. A MLB passou a adotar essa regra em 2022;
- Oficialmente, o bastão tem de ser feito de madeira ou de algum material faça o bastão ficar dentro do Coeficiente de Restituição Bola-Bastão estipulado pela NCAA. Na prática, quase todos os times acabam adotando esse material alternativo. No caso, alumínio, pois há menos casos de quebra de bastão (ou seja, a universidade precisa gastar menos dinheiro repondo o equipamento);
- Na temporada regular há a regra de misericórdia, que encerra a partida quando um time abre 10 ou mais corridas de vantagem ao final de sete entradas. No entanto, a regra não é adotada nos playoffs;
- A arbitragem tem auxílio de vídeo apenas em jogos televisionados ou em playoffs;
- Um corredor será expulso automaticamente se a arbitragem considerar que ele teve maldade na forma como atacou um defensor para evitar eliminação ou queimada dupla.


         
     

QUER TIRAR DÚVIDAS SOBRE BEISEBOL?

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre o que acontece com a bola depois que é utilizada em jogo, que países diferentes já tiveram jogadores na MLB, por que times da mesma cidade ficam em ligas diferentes e o que acontece com uma camisa aposentada se o time se muda de cidade. Clique aqui para conferir. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

PERSONAGEM DA SEMANA

Shohei Ohtani ainda não tem uma temporada consistente como a de 2021, mas continua sendo um monstro. Na última quarta, o Ohtani rebatedor teve oito corridas impulsionadas contra o Kansas City Royals, a maior marca de sua carreira. No dia seguinte, o Ohtani arremessador conseguiu 13 strikeouts contra o mesmo adversário, também a maior marca de sua carreira. Seu ERA baixou para 2,90 e o aproveitamento no bastão está em 26%, com 15 home runs. Ele tem mais que o dobro de corridas impulsionadas (45) que de corridas cedidas (22).


O NÚMERO DA SEMANA

5,67. Esse é o ERA de Reid Detmers, do Los Angeles Angels, desde que arremessou um no-hitter contra o Tampa Bay Rays em 10 de maio. E podia ser pior, pois seu FIP (uma espécie de ERA ajustado para tirar a influência da defesa no desempenho do arremessador) é de 6,87. Ou seja, os defensores dos Angels ainda livraram a cara do Detmers em alguns momentos. A oscilação é normal para um jogador em sua temporada de estreia, mas a queda de rendimento motivou o Los Angeles a rebaixá-lo para o Salt Lake City Bees, na triple-A.

VÍDEO DA SEMANA

Um vídeo para deixar o coração quentinho no primeiro fim de semana do inverno.


O QUE VEM POR AÍ

Houston Astros e New York Yankees fazem neste fim de semana, em Nova York, uma série espetacular entre os dois melhores times da Liga Americana. Pois as duas equipes se reencontram na próxima quinta para uma partida em Houston. E a previsão é de um duelo entre Justin Verlander e Gerrit Cole, com transmissão da ESPN e do Star+. Bela forma de fechar o mês.

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 24/jun
20h - New York Yankees x Houston Astros (ESPN 3 e Star+)

Sábado, 25/jun
14h - Pittsburgh Pirates x Tampa Bay Rays (Star+)
20h - NCAA (College World Series, jogo 1): Oklahoma x Ole Miss (ESPN 3 e Star+)

Domingo, 26/jun
16h - NCAA (College World Series, jogo 2): Oklahoma x Ole Miss (ESPN 2 e Star+)
20h - Los Angeles Dodgers x Atlanta Braves (ESPN 3 e Star+)

Segunda, 27/jun
20h - NCAA (College World Series, jogo 3 se necessário): Oklahoma x Ole Miss (ESPN 3 e Star+)
22h30 - Chicago White Sox x Los Angeles Angels (ESPN 2 e Star+)

Terça, 28/jun
20h - Boston Red Sox x Toronto Blue Jays (ESPN 3 e Star+)

Quarta, 29/jun
22h30 -  Chicago White Sox x Los Angeles Angels (ESPN 2 e Star+)

Quinta, 30/jun
19h - New York Yankees x Houston Astros (ESPN 4 e Star+)

Sexta, 1º/jul
20h - New York Yankees x Cleveland Guardians (ESPN 2 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 24/jun
20h - Softbol: Athletes Unlimited
21h30 - LMB: Bravos de León x Tecolotes de los Dos Laredos
21h30 - LMB: Acereros de Monclova x Piratas de Campeche
22h30 - Softbol: Athletes Unlimited

Sábado, 25/jun
20h - LMB: Diablos Rojos de México x Leones de Yucatán
20h - Softbol: Athletes Unlimited
21h - LMB: Sultanes de Monterrey x Olmecas de Tabasco
22h30 - Softbol: Athletes Unlimited

Domingo, 26/jun
20h - LMB: Pericos de Puebla x Rieleros de Aguascalientes

Segunda, 27/jun
20h30 - LMB: Saraperos de Saltillo x Águila de Veracruz

Terça, 28/jun
21h30 - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Diablos Rojos de México
21h30 - LMB: Olmecas de Tabasco x Acereros de Monclova

Quarta, 29/jun
21h30 - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Sultanes de Monterrey
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Tigres de Quintana Roo
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Generales de Durango

Quinta, 30/jun
21h - LMB: Águila de Veracruz x Guerrero de Oaxaca
21h30 - LMB: Toros de Tijuana x Saraperos de Saltillo

Sexta, 1º/jul
21h - LMB: Tigres de Quintana Roo x Diablos Rojos de México
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Generales de Durango

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Guia da final da College World Series

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB 5: O que acontece com a bola retirada de campo, jogadores europeus na MLB, camisas aposentadas e rivais da mesma cidade

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

Quando a bola não vai pra torcida, qual é a vida útil dela em jogo? Por que as que caem no chão não voltam para partida?
Yan Domit, Curitiba

Até dois anos atrás, a maioria das bolas era recolocada em jogo normalmente. Desde então, uma bola rebatida com mais força já é retirada da partida e o arremesso seguinte é com bola nova. A exceção sempre foram as bolas que batem na terra, essas sempre foram retiradas. O motivo é que, ao bater no chão áspero, a superfície da bola fica arranhada, o que facilita a pegada do arremessador (e cria uma vantagem injusta em favor dele). Em geral, as bolas utilizadas em jogo que são retiradas de ação são guardadas para uso em treinos.

Após uma rebatida forte, as bolas são retirada do jogo e guardada para os treinos
Após uma rebatida forte, as bolas são retirada do jogo e guardada para os treinos Divulgação

A MLB já teve jogadores de nacionalidades diferentes das de japoneses, coreanos e o pessoal latino?
Trindade, @Ovelhaatomico

Teve e tem. No final do século 19 e início do século 20, era comum jogadores nascidos na Europa que haviam imigrado para os Estados Unidos com os pais ainda criança e, crescendo nos EUA, se desenvolveram no beisebol. Além disso, há uma quantidade razoável de jogadores filhos de militares americanos que estavam servindo em bases fora do país. E, claro, sempre há casos de jogadores estrangeiros que aprenderam o esporte, se desenvolveram e acabaram chamando a atenção de um olheiro. 

A maioria dos estrangeiros realmente nasceu na América Latina, no Caribe, no Canadá ou nas três potências asiáticas (Japão, Coreia do Sul e Taiwan), mas a MLB já teve ou tem atletas nascidos em Afeganistão, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Áustria, Bélgica, China, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Finlândia, Filipinas, França, Grécia, Guam, Holanda, Hong Kong, Ilhas Virgens, Indonésia, Irlanda, Itália, Jamaica, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Samoa Americana, Singapura, Suécia, Suíça, Tchéquia, Ucrânia e Vietnã. Entre os jogadores na ativa, temos como destaques Max Kepler (Minnesota Twins, alemão), Liam Hendriks (Chicago White Sox, australiano) e Didi Gregorius (Philadelphia Phillies, holandês), Na história, nomes importantes são de Bert Blyleven (holandês, está no Hall da Fama), Bruce Bochy (francês, em breve estará no Hall da Fama), Jack Quinn (austro-húngaro, nome de nascimento era Joannes Pajkos), Elmer Valo (tchecoslovaco) e Bobby Thomson (escocês, responsável pelo home run mais famoso da história da MLB, o que decidiu a Liga Nacional em 1951).

Bruce Bochy, técnico que levou o San Francisco Giants aos títulos da World Series em 2010, 12 e 14, nasceu na França
Bruce Bochy, técnico que levou o San Francisco Giants aos títulos da World Series em 2010, 12 e 14, nasceu na França Getty

Nunca entendi o fato de o New York Yankees ser da Liga Americana e o New York Mets ser da Liga Nacional, assim como o Los Angeles Angels ser da Liga Americana e o Los Angeles Dodgers ser da Liga Nacional.
Gabriel Leal, @gleal91

Não pense com a lógica da NBA ou da NHL. Essas duas ligas se formaram a partir de uma grande liga de alcance nacional e tiveram, no máximo, absorção de alguns times de uma liga menor que tentou aparecer como concorrente (ABA no basquete e WHA no hóquei no gelo). Assim, elas sempre se organizaram nacionalmente e se dividiram em conferências geográficas (leste e oeste). A MLB e a NFL têm histórias diferentes. Tanto no beisebol quanto no futebol americano, houve um momento em que duas ligas muito fortes e de alcance nacional disputavam o protagonismo. Elas acabaram se fundindo dentro de uma organização, mas continuaram operando seus torneios com algum nível de separação. 

Assim, tanto Liga Nacional e Liga Americana na MLB quanto Conferência Nacional e Conferência Americana na NFL continuaram tendo abrangência nacional nas suas equipes. E, para manter um certo equilíbrio de mercado entre as duas, havia propositalmente uma busca por torná-las iguais. Se há dois times de uma mesma região metropolitana ou de um mesmo estado, cada um vai para uma liga. É assim com Mets-Yankees (Nova York), Dodgers-Angels (Los Angeles), Cubs-WhiteSox (Chicago), Giants-Athletics (Bay Area), Marlins-Rays (Flórida), Nationals-Orioles (Washington-Baltimore), Reds-Indians (Ohio) e Cardinals-Royals (Missouri). Era assim com Expos-Blue Jays (Canadá), mas os Expos se mudaram, e com Astros-Rangers (Texas), mas os Astros mudaram de liga em 2011. E veja como a NFL também faz isso com Giants-Jets (Nova York), Rams-Chargers (Los Angeles), Cowboys-Texans (Texas), Dolphins-Buccaneers (Flórida), Eagles-Steelers (Pensilvânia) e Commanders-Ravens (Washington-Baltimore), e fazia com 49ers-Raiders (Bay Area, quando os Raiders eram de Oakland), Cowboys-Oilers (Texas, antes de os Oilers virarem o Tennessee Titans) e Rams-Raiders (quando os dois times estavam em Los Angeles).

Jets x Giants, na NFL, times de Nova York também ficam em conferências separadas
Jets x Giants, na NFL, times de Nova York também ficam em conferências separadas Rich Barnes/Getty Images

Aposentaram a camisa 11 do Zimmerman no Washington Nationals. Se o time mudar de cidade, como ficam as camisas aposentadas?
Nilson Franco, @NilsoFrcoPC

Não existe uma regra fixa. Em geral, as camisas são aposentadas pela franquia, e elas seguem aposentadas no novo time. O próprio Washington Nationals são um exemplo, pois o time imortalizou os números 8 (Gary Carter), 10 (Andre Dawson e Rusty Staub), 11 (Zimmerman), 30 (Tim Raines) e 42 (Jackie Robinson). Robinson tem seu número aposentado em toda a MLB, mas, dos demais, apenas o 11 se deve ao desempenho do jogador pelos Nats. Carter, Dawson, Staub e Raines eram ídolos do Montréal Expos (nome da franquia de 1968 a 2004) e seus números aposentados foram “carregados” para Washington. 

No entanto, se a cidade de Montreal receber uma nova equipe da MLB e o nome e o símbolo dos Expos forem ressuscitados, é possível que os donos desse time queiram celebrar a história dos Expos originais e também aposentem esses números, ou mesmo que os Nationals abram mão de celebrar a parte canadense de sua história para que os novos Expos o façam. Isso aconteceu na NBA, onde o New Orleans Pelicans cedeu ao novo Charlotte Hornets a preferência para celebrar o legado dos Hornets originais.

Comentários

Dúvidas MLB 5: O que acontece com a bola retirada de campo, jogadores europeus na MLB, camisas aposentadas e rivais da mesma cidade

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Há uma boa chance de você nunca mais ver mais isso acontecer

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta (desta vez, excepcionalmente no sábado) uma nova edição

A história da Major League Baseball é composta por números monstruosos. Até a última quinta, foram 234.222 jogos, 2.108.662 corridas anotadas, 4.137.735 rebatidas, 324.185 home runs, 4.130.311 entradas e 22.383 jogadores. Em bom português, já teve beisebol “pra chuchu”, com oportunidade para as coisas mais inusitadas acontecerem em um jogo. Não ceder nenhuma base ao adversário? Foram 23 casos. Não ceder rebatida? 316. O mesmo jogador rebater quatro home runs na mesma partida? 18. Queimadas triplas sem assistência? 13.

Ainda assim, na última quarta ocorreu algo inédito. E algo tão improvável que há uma chance razoável de nunca mais ocorrer. Nem mesmo após outros 234.222 jogos de grandes ligas.

Luis García em ação pelo Houston Astros contra o Texas Rangers, em partida disputada no dia 15 de junho de 2022
Luis García em ação pelo Houston Astros contra o Texas Rangers, em partida disputada no dia 15 de junho de 2022 Photo by Ron Jenkins/Getty Images

A MLB tinha registrado 106 entradas imaculadas, quando um arremessador consegue eliminar os três rebatedores que enfrenta, todos com strikeouts de três arremessos. É algo raro, ocorre em média uma vez a cada 2.209,6 jogos. Claro, jamais houve duas entradas imaculadas na mesma partida. Ou melhor, não havia.

Na vitória do Houston Astros por 9 a 2 no clássico texano contra o Texas Rangers, Luis García conseguiu uma entrada imaculada na segunda entrada. O jogo prosseguiu até que, na sétima entrada, Phil Maton conseguiu outra entrada imaculada para os Astros.

Por si só, esse feito já seria notável. Mas, considerando o aumento de entradas imaculadas nos últimos anos (foram cinco em 2021 e oito em 2019, por exemplo), até dá para imaginar uma repetição do feito em algum momento. Mas o Astros x Rangers teve um elemento extra. As duas entradas imaculadas aconteceram em cima dos mesmos rebatedores: Nathaniel Lowe, Ezequiel Durán e Brad Miller.

Na MLB, taco de Mike Trout quebra e acerta árbitro no rosto em lance assustador


         
     

Fiquem com as imagens. Talvez você não tenha oportunidade de ver isso de novo na sua vida.


PERSONAGEM DA SEMANA

Leonardo Reginatto talvez seja o brasileiro que esteve mais perto de jogar na MLB e nunca teve a oportunidade. O shortstop e terceira base atuou no Triple-A (nível mais alto das ligas menores antes das grandes ligas) em quatro temporadas diferentes, chegando a registrar 30,3% de aproveitamento e 38 corridas impulsionadas (em 86 jogos) em uma das campanhas. Além disso, foi o principal destaque da surpreendente participação do Brasil no World Baseball Classic (a Copa do Mundo do beisebol) em 2013, impressionando Barry Larkin (membro do Hall da Fama e técnico da seleção brasileira no torneio), que o indicou para amigos em comissões técnicas da MLB.

Ainda assim, seu melhor momento coincidiu com um ano em que seu Minnesota Twins não tinha vaga para jogador na sua posição e, depois, uma lesão acabou o reduzindo gradualmente suas chances na MLB. Ainda assim, ele seguiu sua carreira. Jogou em ligas independentes da América do Norte, no México e na Venezuela, onde conquistou o título pelo time mais popular do país, o Navegantes de Magallanes. Neste ano, foi contratado pelos Rieleros de Aguascalientes, da Liga Mexicana. É um dos destaques da liga e foi selecionado para participar do Jogo das Estrelas neste domingo. A partida terá transmissão do Star+.

Leonardo Reginatto, do Brasil, em ação contra Cuba no Mundial de beisebol
Leonardo Reginatto, do Brasil, em ação contra Cuba no Mundial de beisebol Getty Images

* A disputa é com os arremessadores José Pett, ex-ligas menores do Toronto Blue Jays e do Pittsburgh Pirates, e Bo Takahashi, ex-ligas menores do Arizona Diamondbacks e Cincinnati Reds. Bo chegou a ser inscrito pelos Dbacks para uma partida no time principal, mas não entrou em campo.

AVISO

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre como é montada a tabela de jogos da liga, por que o time da casa quase sempre joga de branco e o visitante de cinza, por que as knickleballs estão mais raras e que técnicos fazem seu time jogar mais bonito. Clique aqui para conferir. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

O NÚMERO DA SEMANA

129. Número de arremessos de Miles Mikolas na partida da última terça (dia 14) contra o Pittsburgh Pirates. O arremessador do St. Louis Cardinals conseguiu 26 eliminações sem ceder nenhuma rebatida. Faltava apenas uma eliminação para Mikolas entrar na história, mas Cal Mitchell foi buscar uma bola de curva no canto da zona de strike para mandar uma paulada ao campo central. Harrison Bader, um dos melhores defensores centrais da MLB, se esforçou ao máximo, mas não evitou a rebatida. Pior: como Mitchell não é um rebatedor de potência, Bader se colocou mais perto do campo interno, prevendo uma rebatida fraca. Estivesse ele na posição normal, provavelmente faria a defesa.


VÍDEO DA SEMANA

Um grande susto: o bastão de Mike Trout quebra e um pedaço vai, bem na parte pontuda, direto no espaço do olho da máscara do árbitro Nate Tomlinson. O juiz sofreu um corte e teve de sair da partida, mas não houve nada mais grave.


O QUE VEM POR AÍ

O beisebol universitário chega a sua reta final. Nesta sexta começa a College World Series, o torneio que reúne os oito campeões regionais da NCAA e decide o campeão nacional. Neste ano, os finalistas são Arkansas Razorbacks, Auburn Tigers, Ole Miss Rebels, Oklahoma Sooners, Notre Dame Fighting Irish, Stanford Cardinal, Texas Longhorns e Texas A&M Aggies. 

Vale ficar de olho nas partidas (transmitidas no Star+) para ver algumas das principais promessas para o Draft da MLB em julho. E uma curiosidade: na semana passada, as Sooners já conquistaram o título da College World Series feminina, de softbol. Se conquistar na masculina, seria a primeira universidade a ganhar as duas College World Series em um mesmo ano.

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 17/jun
20h - New York Yankees x Toronto Blue Jays (ESPN 3 e Star+)

Sábado, 18/jun
23h - Minnesota Twins x Arizona Diamondbacks (Star+)

Domingo, 19/jun
20h - Chicago White Sox x Houston Astros (ESPN Extra e Star+)

Segunda, 20/jun
21h - St. Louis Cardinals x Milwaukee Brewers (ESPN 3 e Star+)

Terça, 21/jun
21h - New York Mets x Houston Astros (ESPN 2 e Star+)

Quarta, 22/jun
20h - New York Yankees x Tampa Bay Rays (ESPN 4 e Star+)

Quinta, 23/jun
22h30 - Philadelphia Phillies x San Diego Padres (ESPN 3 e Star+)

Sexta, 24/jun
20h - Houston Astros x New York Yankees (ESPN 3 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 17/jun
15h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
20h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)

Sábado, 18/jun
15h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
16h30 - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)
19h - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)
20h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
22h - LMB: Home Run Derby (Star+)

Domingo, 19/jun
15h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
16h30 - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)
19h - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)
20h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
21h10 - LMB: Jogo das Estrelas (Star+)

Segunda, 20/jun
15h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
20h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
20h - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)
22h30 - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)

Terça, 21/jun
15h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
20h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
21h30 - LMB: Pericos de Puebla x Bravos de León (Star+)
21h30 - LMB: Tigres de Quintana Roo x Generales de Durango (Star+)
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Rieleros de Aguascalientes (Star+)

Quarta, 22/jun
15h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
20h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
21h30 - LMB: Olmecas de Tabasco x Saraperos de Saltillo (Star+)
21h30 - LMB: Guerreros de Oaxaca x Mariachis de Guadalajara (Star+)

Quinta, 23/jun
15h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
20h - NCAA (beisebol): College World Series (Star+)
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Rieleros de Aguascalientes (Star+)
21h30 - LMB: Acereros de Monclova x Leones de Yucatán (Star+)

Sexta, 24/jun
20h - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)
21h30 - LMB: Bravos de León x Tecolotes de los Dos Laredos (Star+)
21h30 - LMB: Acereros de Monclova x Piratas de Campeche (Star+)
22h30 - Softbol: Athletes Unlimited (Star+)

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Há uma boa chance de você nunca mais ver mais isso acontecer

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB 4: Como é montada a tabela de jogos, a cor dos uniformes, as knuckleballs e técnico que joga bonito

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

Os times jogam todos entre si? Quantos jogos eles jogam contra cada time nos 162 jogos?
Jamilton Guedes, Caicó-RN

Não, eles não jogam todos contra todos. Primeiro, temos de imaginar que os times jogam contra todas as outras equipes de sua própria liga (Americana x Americana, Nacional x Nacional). Há também os jogos interligas: os times de uma determinada divisão da Liga Americana enfrentam os de uma determinada divisão da Nacional (a cada ano muda esse cruzamento) e também um “rival regional”. 

Os confrontos dentro da mesma liga são sempre iguais: 19 jogos contra os times da mesma divisão, seis partidas contra quatro times de outras divisões e sete partidas contra os outros times da outra divisão. Isso dá 142 jogos. Faltam 20 para fechar a conta.

Aí vamos aos jogos interligas. Nos anos em que o cruzamento das divisões é das mesmas regiões (Leste x Leste, Central x Central, Oeste x Oeste), as equipes fazem seis confrontos contra seu rival regional, quatro contra outros dois times da divisão e três contra os dois restantes.

Nos anos em que o cruzamento não ocorre entre as mesmas regiões (por exemplo, Leste x Central), as equipes enfrentam quatro vezes contra um dos times da divisão, três vezes contra os demais e quatro jogos contra seu rival local.

Mets x Yankees, um clássico interliga que ocorre todo ano
Mets x Yankees, um clássico interliga que ocorre todo ano Reprodução

Os rivais locais são: New York Yankees x New York Mets, Los Angeles Angels x Los Angeles Dodgers, Chicago White Sox x Chicago Cubs, Oakland Athletics x San Francisco Giants, Kansas City Royals x St. Louis Cardinals, Cleveland Guardians x Cincinnati Reds, Tampa Bay Rays x Miami Marlins, Baltimore Orioles x Washington Nationals, Boston Red Sox x Atlanta Braves, Toronto Blue Jays x Philadelphia Phillies, Detroit Tigers x Pittsburgh Pirates, Minnesota Twins x Milwaukee Brewersx Houston Astros x Arizona Diamondbacks, Seattle Mariners x San Diego Padres e Texas Rangers x Colorado Rockies.

A MLB já anunciou que isso mudará a partir de 2023. Aí, sim, todos mundo enfrentará todo mundo anualmente. Os times farão 14 partidas contra os adversários de sua divisão (56 jogos), seis jogos contra os outros times de sua própria liga (60), quatro contra o rival regional da outra liga e três contra os demais times da outra liga.

Por que o time da casa sempre joga de branco e o visitante de cinza?
Felipe Figueiredo, Maracaju-MS

Atualmente, é por tradição. Nos jogos em casa, a camisa é branca e tem o apelido / mascote escrito na frente. Nos jogos fora de casa, joga-se de cinza com o nome geográfico (cidade / estado) na frente. Não é uma regra – tanto que alguns times não têm versões com o apelido / mascote (Yankees, Tigers, por exemplo) e outros não têm camisa com o nome geográfico (Angels, Rays, p.e.) –, mas é esse o padrão. E, claro, várias franquias lançaram terceiros e até quartos uniformes, e usam aleatoriamente ou dentro de algum padrão criado pelo próprio clube.

Mas essa tradição não surgiu do nada. Teve um motivo bastante frugal. Nos primórdios da MLB, no final do século 19 e início do século 20, os times visitantes tinham dificuldade em lavar os uniformes entre um jogo e outro. O time da casa já tinha um esquema na própria cidade e conseguiam. Dessa forma, a equipe mandante sempre tinha o uniforme mais limpo, branquinho, enquanto que o visitante já levava um uniforme mais escuro para esconder mais o encardido e a sujeira que não saiu dos jogos anteriores.

O elemento colorido mais marcante eram as meias, tanto que várias equipes eram identificadas dessa forma (Boston Red Sox, Chicago White Sox, Cincinnati Reds, St. Louis Browns, Providence Grays, Cleveland Blues, Hartford Dark Blues) e isso até se transformou em nome permanente.

Por que não há muitos knuckleballers na liga? Há alguma razão ou é por opção mesmo?
@pedroamdoze

Há algum arremessador que utilize knuckleball como arremesso principal?
Yan Domit, Curitiba

Duas respostas em uma. A técnica da knuckleball é muito difícil de dominar, por isso é raro algum jogador se aventurar nesse arremesso. Por ser raro, também não são muitos treinadores e catchers acostumados a trabalhar com esse estilo e, por isso, também é mais difícil algum arremessador encontrar ajuda especializada para desenvolvê-lo. Por isso, muitas vezes os knuckleballers são arremessadores que estão perdendo espaço nas ligas de desenvolvimento e buscam esse arremesso como tentativa desesperada de se destacar e se consolidar nas grandes ligas.

RA Dickey, último knuckleballer a ter sucesso na MLB
RA Dickey, último knuckleballer a ter sucesso na MLB Reuters

As knuckleballs não têm rotação e acabam fazendo uma trajetória errática, de acordo com o ar. Essa imprevisibilidade é a grande virtude delas, pois o rebatedor tem dificuldade de fazer uma leitura do que vai acontecer (o catcher também sofre, e por isso há tantos arremessos indomáveis com knuckleballs) e acaba tendo contatos ruins, mesmo com a velocidade média bem menor do arremesso. No entanto, o beisebol de hoje tem priorizado bolas cada vez mais rápidas. Assim, os times têm preferido desenvolver arremessadores que lancem bolas rápidas perto de 100 milhas/hora ou bolas de efeito perto de 90 milhas/hora para gerar muitos strikeouts.

Se somarmos a dificuldade em desenvolver a técnica da knuckleball com a tendência atual em buscar mais velocidade do que indução de contatos ruins, esse arremesso tem se tornado cada vez mais raro (mas, atenção, ele sempre foi raro). Atualmente, dois arremessadores que atuaram na MLB utilizam a knuckleball: Steven Wright e Mickey Jannis. 

Wright teve uma passagem relativamente longa no Boston Red Sox (2013 a 19), mas não atuou mais depois de ser pego em exame antidoping. Ele chegou a atuar nas ligas menores do Pittsburgh Pirates em 2021, mas não teve bons resultados e acabou dispensado. Neste momento, ele está sem clube, mas tecnicamente é considerado um jogador ainda na ativa.

Jannis teve bem menos chances que Wright: apenas um jogo pelo Baltimore Orioles em 2021. Foram 3 ? entradas e sete corridas. Acabou dispensado dois dias depois. Neste momento, defende o Chicago Dogs, da American Association of Professional Baseball (uma liga independente). 

Além deles, Ryan Feierabend era outro representante recente das knuckleballs. Ele fez 31 jogos somando passagens apagadas por Seattle Mariners (2006 e 07) e Texas Rangers (2014). O arremessador foi atuar na liga sul-coreana, onde decidiu adotar a knuckleball para sua carreira ter uma sobrevida. Acabou ganhando uma oportunidade no Toronto Blue Jays em 2019, mas fez apenas duas partidas e acabou dispensado. Ainda atuou na liga taiwanesa e em uma liga independente dos EUA até anunciar a aposentadoria no final do ano passado.

Há algum técnico no beisebol que seja conhecido por fazer seu time jogar bonito, como Fernando Diniz no futebol?
No Context Sports, @sportsnocontex

O conceito de “jogar bonito” no beisebol é mais complexo do que em outros esportes. No futebol ou no basquete, as ações ofensivas e defensivas se sucedem rapidamente, e muitas vezes se dedicar muito a uma das fases do jogo significa reprimir a outra. Assim, o time que “joga e deixa jogar” normalmente é tido como um que joga bonito (como as equipes de Fernando Diniz no futebol) e o time que “não joga e não deixa jogar” são os retranqueiros, que jogam feio.

No beisebol, como no futebol americano, as ações defensivas e ofensivas são totalmente separadas (no caso do futebol americano, até os jogadores são outros). Assim, é possível ser muito forte nas duas fases do jogo, ou priorizar uma sem que necessariamente reprima a outra. 

Além disso, o conceito de “beleza” no futebol ou no basquete muitas vezes está relacionado a jogadas muito técnicas e plásticas no ataque. No beisebol, muitas vezes a jogada mais bonita da partida é um arremesso preciso ou uma defesa acrobática, não necessariamente uma rebatida.

Jogador dos Rays faz defesa incrível
Jogador dos Rays faz defesa incrível Reprodução TV

Considerando isso tudo, dá para dizer que “jogar bonito” no beisebol é ter um time capaz de fazer algumas das coisas que levantam o público, mesmo que não sejam necessariamente no ataque. Os times de Joe Maddon, principalmente o Tampa Bay Rays, costumam trabalhar muito bem a defesa, com jogadores capazes de jogadas espetaculares para evitar que os adversários avancem bases. Os Rays de hoje, de Kevin Cash, também se destacam nisso.

O Texas Rangers de Ron Washington era muito divertido pela maneira como seu ataque corria as bases de forma corajosa, seja roubando, seja buscando uma base a mais. O New York Yankees de Aaron Boone tem atuado desta forma neste ano.

Os elencos montados por Dave Dombrowski (é general manager, não técnico) costumam ser divertidos. Ele gosta de equipes com alto poder no bastão, com muitas rebatidas e muita potência. No entanto, ele não costuma dar tanta atenção à capacidade defensiva e à qualidade dos relievers. Assim, são times que produzem muitas corridas, mas cedem muitas também. São partidas com mais reviravoltas, mas nem sempre os torcedores de suas equipes ficam satisfeitos com os resultados finais. Hoje ele está no Philadelphia Phillies.

Por outro lado, Tony LaRussa pode ser visto como “retranqueiro”, pois gosta de trabalhar cada duelo entre arremessador e rebatedor para suprimir o ataque adversário. Isso o torna um treinador extremamente tático e vitorioso, mas muitas vezes o jogo parece “amarrado” por isso. Cash, dos Rays, também tem eses comportamento quando gerencia seus arremessadores. No entanto, LaRussa foi comandante de um dos times mais espetaculares da história pela capacidade de divertir o público rebatendo home runs: o Oakland Athletics do final da década de 1980. 

Comentários

Dúvidas MLB 4: Como é montada a tabela de jogos, a cor dos uniformes, as knuckleballs e técnico que joga bonito

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Phillies mostram que a melhor defesa pode ser… a defesa mesmo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

O Philadelphia Phillies vem no seu melhor momento da temporada. Varreu Los Angeles Angels em casa e Milwaukee Brewers fora de casa para chegar a sete vitórias seguidas. A campanha ainda é negativa, com 28 vitórias e 29 derrotas, mas o time está perto de chegar aos 50% e, a partir daí, entrar na briga por uma vaga nos playoffs. Está razoável? Bem, podia ser bem melhor.

É evidente que os dois fundamentos que mais influenciam o resultado de um jogo de beisebol são arremessos e rebatidas. Atletas são contratados com base, principalmente, no que eles podem fazer no montinho ou com o bastão. Isso não significa que não exista uma terceira dimensão na partida, a defesa. E os Phillies foram montados ignorando completamente como defensores se atrapalhando enquanto tentam lidar com a bola colocada em jogo.

Torcedor dos Phillies gostava quando o Phillie Phanatic era o único a fazer trapalhadas nos jogos do time
Torcedor dos Phillies gostava quando o Phillie Phanatic era o único a fazer trapalhadas nos jogos do time Getty Images

Dave Dombrowski, general manager dos Phillies, é conhecido por trabalhar desta forma. Ele realmente monta times competentes, mostrou isso com o Florida Marlins da década de 2000, o Detroit Tigers do início da década de 2010 e o Boston Red Sox do final da década de 2010. Quase sempre com a mesma receita: gastando muito dinheiro para contratar ótimos rebatedores e uma rotação de dar inveja aos adversários, mas relievers frágeis e ignorando a defesa.

Teoricamente, um ataque muito bom pode produzir mais corridas do que uma defesa ruim pode ceder. Ainda mais se os arremessadores forem bons e a defesa nem tiver tantas bolas para defender. Mas é evidente que o time fica mais vulnerável e, se as rebatidas não aparecerem, os erros defensivos se tornam mais difíceis de ignorar.

É o que tem acontecido com os Phillies. O time coleciona lances para clipes de patacoadas da semana. Por exemplo, quando Alec Bohm conseguiu três erros defensivos nas três primeiras entradas de um clássico contra o New York Mets.


Ou quando permitiram o empate ao Atlanta Braves, outro rival de divisão, na última entrada.

Ou quando, no dia seguinte, permitiram aos mesmos Braves assumirem a vantagem no placar.


A lista poderia ir muito mais longe. Os Phillies são grotescamente ruins na defesa. O time não mostra sua fragilidade apenas nos erros (incrivelmente, há equipes que erraram mais na temporada), mas também pela falta de alcance de seus defensores. Para se ter uma ideia, o Philadelphia é o último em DRS (corridas salvas pela defesa), com -27 (o líder é o Cleveland Guardians, com 38). 

São 27 corridas que a defesa poderia evitar, mas acabaram anotadas contra os Phillies. Vamos supor que os filadelfianos tivessem uma defesa apenas mediana: pega a campanha da equipe e retira aleatoriamente 27 corridas dos adversários. 

Alguns erros vieram em vitórias, e elas apenas seriam mais folgadas, ou em derrotas acachapantes, que seriam apenas menos humilhantes. Mas, das 29 derrotas do Philadelphia até agora, dez foram por uma corrida de desvantagem (três dessas em entradas extras), cinco por duas corridas e outras cinco por três corridas (uma delas em entradas extras). Dá para imaginar que esses mesmos Phillies, com o DRS de zero, teria vencido algumas partidas que perdeu e talvez até estivessem ocupando uma vaga de wildcard. Além disso, a campanha seria positiva e a pressão sobre arremessadores e rebatedores seria bem menor. E talvez o time não tivesse demitido o técnico Joe Girardi.

A troca de técnico até trouxe um efeito positivo de imediato. O ataque, que tinha uma média de 4,48 corridas/jogo, explodiu. Anotando 7,5 corridas/jogo, os rebatedores carregaram os Phillies a essa sequência de sete vitórias seguidas. Talvez Girardi até tivesse problemas com o elenco que inibisse o desempenho ofensivo da equipe, mas, em longo prazo, o Philadelphia ainda tem uma necessidade de trabalhar a defesa. Um shortstop e um defensor central seriam fundamentais para dar um pouco mais de estabilidade, sobretudo depois do retorno do segunda base Jean Segura (que, fazendo jus ao nome, é um raro caso de jogador defensivamente seguro na Filadélfia).

PERSONAGEM DA SEMANA

Joe Maddon não resistiu à sequência de 13 derrotas seguidas do Los Angeles Angels. O time, que vinha em uma campanha firme para conquistar um wildcard da Liga Americana (e eventualmente até brigar com o Houston Astros pelo título da Divisão Oeste), saiu da zona de classificação e agora está com campanha negativa. Talvez falemos mais da situação dos Angels em uma edição futura do Semana MLB, mas Maddon ainda tem fôlego na liga. Talvez com um novo perfil: não mais para construir um time, como ele próprio fez nos Rays e nos Cubs e como os Angels precisavam, mas como um líder experiente para um elenco desfuncional. 

AVISO

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre como se monta a ordem de rebatedores de uma equipe, sobre a intensidade de viagens da MLB, a origem do logotipo da liga e o posicionamento do shortstop no shift da defesa. Clique aqui para conferir. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

O NÚMERO DA SEMANA

Eduardo Escobar rebateu o ciclo da história da MLB em San Diego. Foi na vitória do seu New York Mets sobre o San Diego Padres por 11 a 5. Claro, a torcida de San Diego não gostou, mas talvez já esteja acostumada. Todos os ciclos (um jogador ter rebatida simples, dupla, tripla e home run na mesma partida) rebatidos na cidade foram a favor do time visitante

VÍDEO DA SEMANA

Desde o retorno do público aos estádios, a torcida do Chicago Cubs tem se notabilizado pelas brincadeiras que faz juntando copos das cervejas consumidas nas arquibancadas. Normalmente os torcedores montam serpentes, mas alguns fazem castelos. Até chegar esse funcionário do estádio, o inimigo da alegria.


O QUE VEM POR AÍ

O maior rival do Los Angeles Dodgers é o San Francisco Giants, uma rixa que vem desde o século 19, quando as franquias jogavam em Nova York. Mas é sempre interessante ver a Freeway Series, o confronto entre Dodgers e Angels. Serão dois jogos (terça e quarta) no estádio dos Dodgers. Em 2021, cada time venceu três jogos. Em 2020, os Dodgers varreram a temporada, com seis vitórias em seis partidas. No entanto, o retrospecto histórico é favorável aos Angels: 73 vitórias, contra 63 dos azuis.

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 10/jun
20h - Chicago Cubs x New York Yankees (ESPN 3 e Star+)

Sábado, 11/jun
23h - Boston Red Sox x Seattle Mariners (Star+)

Domingo, 12/jun
20h - New York Mets x Los Angeles Angels (ESPN 2 e Star+)

Segunda, 13/jun
21h - Houston Astros x Texas Rangers (ESPN 3 e Star+)

Terça, 14/jun
20h - Milwaukee Brewers x New York Mets (ESPN 4 e Star+)

Quarta, 15/jun
23h - Los Angeles Angels x Los Angeles Dodgers (ESPN 2 e Star+)

Quinta, 16/jun
20h - Tampa Bay Rays x New York Yankees (ESPN 4 e Star+)

Sexta, 17/jun
20h - New York Yankees x Toronto Blue Jays (ESPN 3 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 10/jun
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
16h30 - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
19h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
21h - LMB: Mariachis de Guadalajara x Diablos Rojos de México
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Rieleros de Aguascalientes
22h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir

Sábado, 11/jun
12h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
12h30 - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
15h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
15h30 - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
16h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
18h30 - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h30 - LMB: Aceceros de Monclova x Bravos de León
21h - LMB: Sultanes de Monterrey x Tigres de Quintana Roo
22h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir

Domingo, 12/jun
15h - LMB: Algodoneros de Unión Laguna x Pericos de Puebla
19h - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Generales de Durango

Segunda, 13/jun
21h - LMB: Algodoneros de Unión Laguna x Pericos de Puebla

Terça, 14/jun
21h30 - LMB: Guerreros de Oaxaca x Piratas de Campeche
21h30 - LMB: Generales de Durango x Saraparos de Saltillo

Quarta, 15/jun
21h30 - LMB: Águila de Veracruz x Leones de Yucatán
21h30 - LMB: Guerreros de Oaxaca x Piratas de Campeche
23h30 - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Toros de Tijuana

Quinta, 16/jun
21h30 - LMB: Tigres de Quintana Roo x Aceceros de Monclova
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Bravos de León

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Phillies mostram que a melhor defesa pode ser… a defesa mesmo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dúvidas MLB: Como montar um ataque, a rotina de viagens, o logotipo da liga e posição no shift

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

Qual a lógica por trás da definição da ordem dos rebatedores?
Marcus, @marrrcusss

Não existe receita única. Fazendo uma comparação simplificada com outros esportes, esse é o esquema tático ofensivo que o técnico tem no beisebol. Afinal, a não ser que você espere que todas as suas rebatidas serão home run (spoiler: não serão), os treinadores precisam fazer que as rebatidas de seu time venham em sequência, de modo que um jogador impulsione os outros pelas bases e as corridas sejam completadas. Espalhar os jogadores com maior potencial de rebatida é como deixar o armador e o centroavante muito afastados no campo: um simplesmente não conseguirá dar o passe que o outro precisa para fazer o gol.

Por isso, os técnicos precisam estudar as características de seus jogadores e dos arremessadores do adversário para imaginar qual sequência agrupará mais jogadores com potencial de rebatida. Além disso, é recomendável que um rebatedor de força venha depois de alguns rebatedores de aproveitamento alto, para aumentar a chance de ele chegar ao bastão com companheiros já em base e, em caso de home run, mais corridas sejam anotadas de uma vez. 

'
' Reprodução/ESPN

Há outros elementos a se considerar: se o arremessador titular do adversário for destro, os canhotos podem ter mais destaque na ordem (e vice-versa). Também é recomendável variar os rebatedores destros e canhotos dentro do possível, para que os arremessadores adversários raramente tenham uma sequência de duelos favoráveis para si.

Além disso, é bom ter algum bom rebatedor logo após o seu melhor. Se logo após seu melhor rebatedor vier outro muito fraco, o time adversário pode dar vários walks intencionais para fugir de seu craque e eliminar o pangaré em seguida.

Por fim, há rebatedores que se sentem mais confortáveis ou confiantes em determinadas posições na ordem, e o técnico precisa considerar isso na hora de definir o alinhamento ofensivo.

Como lidar com tudo isso é uma questão de time para time, técnico para técnico. Alguns treinadores gostam de estabelecer uma ordem e tentar variar pouco de jogo para jogo. Outros preferem mexer bastante de uma partida para outra, buscando “encaixes” específicos com os arremessadores adversários que devem subir ao montinho.

Definir a ordem de rebatedores é uma ciência que pode ser tão complexa quanto estabelecer o esquema tático em qualquer esporte coletivo.

A MLB é mais intensa e cansativa que a NBA e suas viagens?
Fantori, @Santoroffc

Considerando especificamente a questão de viagens, é indiscutível que a MLB é a liga norte-americana mais desgastante. Os times jogam praticamente todos os dias (162 partidas em pouco mais de 180 dias), com sequências de até oito ou nove jogos fora de casa em igual número de dias. Ou seja, é normal o time ter de entrar em campo um dia depois de jogar em outra cidade no dia anterior e viajar na madrugada. Na NBA e na NHL isso ocorre algumas vezes por temporada, na MLB ocorre duas ou três vezes por semana.

Em relação ao desgaste criado pelo jogo em si, o basquete e o hóquei no gelo são indiscutivelmente mais exigentes (salvo pelo arremessador titular do beisebol). Até por isso, o beisebol permite tantos jogos em dias seguidos.

A silhueta do logo da MLB é baseada em alguém real, como a NBA com o Jerry West?
Caio Jr, @JrCaio13

[]

Oficialmente não. Há uma especulação (ou lenda urbana, como preferir) que o logotipo da MLB seria o de Harmon Killebrew, maior jogador da história do Minnesota Twins e um dos grandes jogadores da liga no final dos anos 60 (o logotipo foi criado em 1968). E há até fotos de Killebrew que se assemelham ao jogador do símbolo da MLB. No entanto, o designer Jerry Dior, criador do logo, afirmou que pegou foto de vários jogadores na posição de rebatida e o desenho final foi uma mistura de todos eles.

Agora, uma impressão pessoal do blogueiro: vendo esta foto de Killebrew, é difícil acreditar que não seja ele na silhueta do logotipo da MLB.

Quando ocorre o shift, o shortstop é o jogador que “muda” de lugar. Ele que estava entre o 1ª e 2ª base, ao invés de tudo mundo apenas se deslocar para o lado. Há motivo para isso?

Jairslan Diógines, Taubaté-SP

Não é sempre o shortstop que se desloca. Varia de time para time, não há uma regra. Mas, de fato, é comum isso acontecer. O motivo é simples: em geral, o shortstop é o melhor jogador da defesa no campo interno. Então, faz sentido colocá-lo justamente na região do campo em que há mais probabilidade de a bola ser rebatida.

Comentários

Dúvidas MLB: Como montar um ataque, a rotina de viagens, o logotipo da liga e posição no shift

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Semana MLB: Um jogador agride outro por causa de… uma discussão no Fantasy da NFL

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

A partida entre Cincinnati Reds e San Francisco Giants da última sexta (dia 27) estava adiada por algumas horas devido à previsão de chuva. De qualquer maneira, as duas equipes estavam no campo no meio da tarde, fazendo alguns treinamentos. Até que começou a confusão: jogadores correram para o campo central e começaram o empurra-empurra. Motivo: Tommy Pham, dos Reds, virou um tapa estilo Will Smith no Oscar em Joc Pederson, dos Giants.


A situação – uma agressão no treino – já era inusitada o suficiente, mas se tornou estúpida e até folclórica quando foi revelado o motivo do bacubufo no caterefofo: Pham estava com Pederson entalado na garganta desde o ano passado por causa de uma discussão em uma liga de fantasy da NFL. Sobrou até para Mike Trout.

Pederson contou que Pham o acusou de acumular bons jogadores em seu elenco ao colocá-los em lista de contundidos ao invés de deixá-los disponíveis para negociação, uma manobra que seria ilegal pelas regras da liga. O defensor externo dos Reds teria reclamado no grupo de mensagens da liga, mas Pederson respondeu que agia dentro das regras. Irritado, Pham teria saído da liga no meio da temporada da NFL e acumulado o rancor por mais de meio ano até tirar satisfação pessoalmente.

Joc Pederson, dos Giants
Joc Pederson, dos Giants Getty Images

O jogador dos Reds confirmou a história, mas acrescentou que a atitude de Pederson – acumular jogadores ao invés de liberá-los para negociação – seria permitida pelas regras do sistema que eles usavam, mas haveria um acordo verbal entre os participantes para não fazer isso. Além disso, Pham afirmou que estava irritado porque, no mesmo grupo de mensagens, o defensor externo dos Giants teria enviado vários memes tirando sarro do San Diego Padres (time que Pham defendia no ano passado). O tapa seria pelo acumulado da discussão do fantasy com o desrespeito aos Padres, e que tudo isso seria evitado se Mike Trout, comissário da liga de fantasy da NFL que os atletas jogavam, tivesse um pulso mais firme para controlar as desavenças.

Pederson confirmou que enviou memes sobre os Padres, mas disse que o alvo das mensagens eram dois outros jogadores do San Diego que estavam no mesmo grupo e lhe dariam essa liberdade para brincar. Trout afirmou que nenhum comissário de liga de fantasy vai agradar a todos. E Pham pegou três jogos de suspensão pelo tapa, justamente os jogos que Reds e Giants fariam na série do fim de semana passado.

PERSONAGEM DA SEMANA

A ESPN norte-americana anunciou no último dia 31 que a série “The Captain” estreará em 18 de julho. A série tem os mesmos produtores de “The Last Dance” (produção sobre a última temporada de Michael Jordan no Chicago Bulls) e terá enfoque em Derek Jeter, histórico capitão do New York Yankees campeão de cinco World Series entre 1996 e 2009. Até como forma de ajudar a promover o lançamento do documentário, o ex-shortstop enfim abriu sua conta no Twitter.


AVISO

Tem novidade sobre beisebol aqui no blog. Toda terça, publico o “Dúvidas MLB”, um post respondendo a perguntas sobre beisebol. A edição desta semana falou sobre um hipotético Mundial de Clubes de beisebol, a expansão da MLB para o México, rebaixamento em esportes americanos e o que a regra prevê em uma certa patacoada da defesa. Clique aqui para conferir. Se tiver alguma dúvida, pode mandar para o meu Twitter.

O NÚMERO DA SEMANA

Robinson Canó foi dispensado na última quarta pelo San Diego Padres. O segunda base teve terríveis 9,1% de aproveitamento no bastão nas 12 partidas que fez pelo time da Califórnia. O dominicano iniciou a temporada no New York Mets, mas havia sido dispensado. Aos 39 anos, talvez seja o final da carreira de um dos melhores segundas bases de todos os tempos no aspecto ofensivo, com 30,1% de aproveitamento (30º melhor da história na posição), 335 home runs (segundo), 1.306 corridas impulsionadas (quinto) e 68,4 WAR (décimo) na carreira.

VÍDEO DA SEMANA

Que defesa seria um dos pontos fracos do Philadelphia Phillies já se sabia desde o começo da temporada. Mas o pessoal está atingindo novos níveis de patacoadas no campo. Como a do vídeo abaixo, na partida contra o Atlanta Braves nesta semana. Falaremos mais sobre os Phillies na próxima semana.


O QUE VEM POR AÍ

A World Series já chegou, e na próxima semana será definido o novo campeão. Não na MLB, claro. Mas a temporada universitária chega ao fim com o término do ano letivo do hemisfério norte, e o principal esporte de verão dos Estados Unidos fecha o ciclo. Primeiro com o softbol feminino, com a Women’s College World Series já em andamento. Arizona Wildcats, Florida Gators, Northwestern Wildcats, Oklahoma Sooners, Oklahoma State Cowgirls, Oregon State Beavers, Texas Longhorns e UCLA Bruins estão na disputa do título, que será definido entre os dias 8 e 10 de junho. Desde 2013, foram oito College World Series Femininas, com sete títulos ficando entre as universidades na final da atual edição (quatro com Oklahoma, dois com Florida e um com UCLA). Os jogos têm transmissão do Star+.

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 3/jun
20h - Minnesota Twins x Toronto Blue Jays (ESPN 3 e Star+)

Sábado, 4/jun
23h - New York Mets x Los Angeles Dodgers (Star+)

Domingo, 5/jun
20h - St. Louis Cardinals x Chicago Cubs (ESPN 3 e Star+)

Segunda, 6/jun
22h30 - New York Mets x San Diego Padres (ESPN 3 e Star+)

Terça, 7/jun
20h - St. Louis Cardinals x Tampa Bay Rays (ESPN 3 e Star+)

Quarta, 8/jun
22h30 - New York Mets x San Diego Padres (ESPN 4 e Star+)

Quinta, 9/jun
20h30 - New York Yankees x Minnesota Twins (ESPN 4 e Star+)

Sexta, 10/jun
20h - Chicago Cubs x New York Yankees (ESPN 3 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 3/jun
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
16h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
18h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
21h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Tigres de Quintana Roo
22h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
22h30 - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
23h - Naia (beisebol), final: Jogo a definir
23h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir

Sábado, 4/jun
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
14h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
14h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
16h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
16h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
19h - LMB: Águila de Veracruz x Sultanes de Monterrey
19h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
19h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - LMB: Mariachis de Guadalajara x Algodoneros de Unión Laguna
20h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
22h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
22h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir

Domingo, 5/jun
19h - LMB: Leones de Yucatán x Guerreros de Oaxaca
19h - LMB: Olmecas de Tabasco x Generales de Durango

Terça, 7/jun
21h30 - LMB: Águila de Veracruz x Rieleros de Aguascalientes
21h30 - LMB: Saraperos de Saltillo x Tigres de Quintana Roo
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Generales de Durango

Quarta, 8/jun
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Tecolotes de los Dos Laredos
21h30 - LMB: Toros de Tijuana x Olmecas de Tabasco
21h30 - NCAA (softbol), final, jogo 1: Jogo a definir

Quinta, 9/jun
20h30 - NCAA (softbol), final, jogo 2: Jogo a definir
21h- LMB: Acereros de Monclova x Pericos de Puebla
21h30 - LMB: Guerreros de Oaxaca x Algodoneros de Unión Laguna

Sexta, 10/jun
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
16h30 - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
19h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
21h - LMB: Mariachis de Guadalajara x Diablos Rojos de México
21h30 - NCAA (softbol), final, jogo 3 (se necessário): Jogo a definir
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Rieleros de Aguascalientes22h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Semana MLB: Um jogador agride outro por causa de… uma discussão no Fantasy da NFL

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Mundial de Clubes de beisebol, MLB no México, rebaixamento e o que a regra prevê em uma certa patacoada da defesa | Dúvidas MLB #2

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Dúvidas MLB é publicado toda terça, respondendo perguntas do fã de esporte que quer entender mais do beisebol ou apenas quer bater papo sobre um assunto. Pode mandar sua pergunta no Twitter, marcando o meu perfil (@ubiraleal). Se sua dúvida principal é de regras básicas da modalidade, funcionamento da liga, conhecer os times, entre outras coisas, dá uma conferida neste link. Ali tem muita informação para ajudar quem está chegando agora a entender o esporte. Se ainda assim ficou alguma ponta solta, pode mandar sua pergunta sem problema.

O que acontece se o jogador da defesa pega a bola, ao tentar lançar a bola para a primeira base, erra totalmente e manda a bola para fora do campo?
Thi Neves, @thsneves

Isso é mais comum do que parece, principalmente em jogos amadores, em que o campo de jogo nem sempre é totalmente cercado. Para explicar a regra, vou usar “arremesso” como a bola atirada pelo arremessador no início da jogada e “lançamento” para as bolas atiradas pelos defensores na tentativa de eliminar os corredores. Há dois cenários:

1) se o lançamento que sai do campo vem do arremessador (tentativa de eliminar ladrão de base) ou é o primeiro da defesa no campo interno (por exemplo, bola rasteira para o shortstop, que pega e lança para a primeira base), os corredores avançam duas bases a partir de onde eles estavam no momento do ARREMESSO.

2) se o lançamento que sai do campo é o segundo da defesa no campo interno (por exemplo, a segunda parte de uma tentativa de queimada dupla) ou vem do campo externo, os corredores avançam duas bases a partir de onde eles estavam no momento do LANÇAMENTO errado.

Se houvesse um Mundial de Clubes com vencedores da MLB, Série do Caribe, KBO e NPB, haveria maior equilíbrio que o visto atualmente no de futebol? Igor Sousa, @igorsousa

República Dominicana celebram o título do World Baseball Classic, a Copa do Mundo de beisebol
República Dominicana celebram o título do World Baseball Classic, a Copa do Mundo de beisebol Reuters

Um pouco, mas muito disso se deve também à própria imprevisibilidade do beisebol se pensarmos em jogos únicos (formato do Mundial de Clubes do futebol). Um grande arremessador da NPB (liga japonesa), em um dia inspirado, pode silenciar um ataque da MLB e deixar o jogo parelho mesmo contra o melhor time americano. Talvez o time japonês conseguisse uma vitória a cada quatro ou cinco anos. Um time da Série do Caribe ou da KBO (liga sul-coreana) teria mais dificuldade disso, o desnível técnico é maior.

De qualquer maneira, se esse Mundial de Clubes de beisebol fosse em séries melhor-de-sete, a chance de um time asiático ou caribenho se reduziria drasticamente. Aí provavelmente seria semelhante à diferença entre Europa x Resto do Mundo no Mundial de Clubes de futebol, com um título por década. Ou talvez menos

Sobre expansão da MLB, o que você acha da Cidade do México como uma nova franquia? Alguma chance?
Elton, @eltonpeixe

De tempos em tempos se fala nisso, mas não consigo me empolgar pensando racionalmente. Seria muito legal ver um time mexicano na MLB, mas uma franquia da Cidade do México traria muitos desafios:

1) Economia: essa franquia faturaria em pesos, mas teria gastos em dólares. Em qualquer instabilidade na economia do México, o peso perde valor e o faturamento em dólar da franquia cairia drasticamente. A capacidade de esse time pagar os salários ou mesmo de repassar lucros para a divisão da liga seria sempre questionada nesses momentos. Esse problema já existe com clubes canadenses – que vivem em um ambiente econômico muito mais estável – em MLB, NHL e NBA, com mexicanos seria ainda maior;

2) Distância: já é difícil lidar com a logística de colocar as viagens a Seattle para os demais times enfrentarem os Mariners, no caso da Cidade do México isso seria piorado pelo fato de se tratar de uma viagem internacional;

3) Apelo popular: o beisebol é tido como o segundo esporte mais popular do México, mas ele é realmente um esporte de massa no norte do país. Na Cidade do México, a capacidade de esse clube levar 30 mil pessoas ao estádio 81 vezes ao ano é bastante questionável (OK, o Miami Marlins e o Tampa Bay Rays também não levam, mas a liga iria querer alguma franquia nova que tivesse mais público do que suas piores);

4) Altitude: no Brasil, estamos acostumados a ter de jogar Libertadores, Sudamericana e Eliminatórias de Copa em locais com mais de 2,5 mil metros de altitude, como La Paz e Quito. Nos esportes americanos, isso é menos comum e altitudes muito menores já assustam. Por exemplo, na NFL e na MLB, os 1,6 mil metros de Denver já são tratados como um elemento que distorce o jogo e causa desconforto aos atletas. Os 2,24 mil metros da capital mexicana levantaria mais questões sobre isso, talvez até afastando arremessadores (que teriam números horríveis mandando seus jogos em um ar rarefeito) e, em caso mais extremo, lobby do sindicato de jogadores para convencer a liga a escolher outra sede para seu novo time.

Por isso tudo, ainda que eu tenha um desejo pessoal de ver um time mexicano na MLB, acho difícil que isso acabe ocorrendo. Monterrey poderia ser uma opção interessante. É a segunda maior metrópole do México (5,3 milhões), é mais próxima da fronteira com os EUA, está na região mexicana mais fanática por beisebol e não tem altitude notável (540 metros). Isso resolve os problemas dos itens 2 a 4, mas o 1, o mais importante, continuaria pendente.

Não seria mais competitivo não só pra MLB, como para todas as ligas norte-americanas, se existisse rebaixamento como na maioria das competições mundo afora?
Victor Mota, São Paulo

Não faria diferença. Por um lado, o modelo americano perde competitividade porque os times mais fracos não têm incentivo para investir na melhora do time e evitar o rebaixamento. Por outro lado, esse mesmo modelo dá aos piores times a vantagem na escolha de jovens promissores, dando a eles a possibilidade de melhorar e, depois de alguns anos, reunir talentos suficientes para se tornar uma força na liga.

Comentários

Mundial de Clubes de beisebol, MLB no México, rebaixamento e o que a regra prevê em uma certa patacoada da defesa | Dúvidas MLB #2

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Real Madrid campeão em final que flertou com tragédia | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
[]

Uma final espetacular da Champions League. Nem foi o jogo mais vibrante ou com mais reviravoltas, mas foi rico em conteúdo. Seja na entrega do Liverpool, seja na tática do Real Madrid para anular o time inglês, passando pela perigosa desorganização da Uefa na entrada dos torcedores até o gol do título saindo de Vinícius Junior. 

Claro, esse foi o tema principal do podcast Futebol No Mundo desta segunda. Mas também falamos de Lewandowski declarando que está de saída do Bayern de Munique e das promoções de Nottingham Forest, Valladolid, Monza e Auxerre. 

Para acompanhar esta edição do podcast, clique aqui, vá a seu agregador preferido ou veja a versão em vídeo abaixo. Para ver todas as edições, clique aqui (áudio) ou aqui (vídeo).


Comentários

Real Madrid campeão em final que flertou com tragédia | Podcast Futebol No Mundo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dá para acreditar na recuperação do Boston Red Sox | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Quem olhar a classificação da MLB neste momento (data de publicação do texto), verá o Boston Red Sox com um decepcionante penúltimo lugar em sua divisão, com aproveitamento abaixo de 50%. Mas é preciso olhar um pouco mais de perto. Esse retrospecto geral se deve muito a um início de temporada desastroso do clube, porque os Meias Vermelhas estão quentes: dez vitórias nos últimos treze jogos e o saldo de corridas já é de 21, o segundo da divisão e o quinto da Liga Americana. O torcedor começa a se animar, e tem motivos para isso.

É exagero dizer que os Red Sox encontraram seu melhor jogo e que uma sequência de dez vitórias em treze partidas reflete o ritmo da equipe para a temporada. Parte da sequência se deve a um embalo que não se sustenta em longo prazo, mas há elementos para acreditar em uma evolução real do Boston.

Chris Sale já voltou a arremessar dentro do processo de recuperação de lesão
Chris Sale já voltou a arremessar dentro do processo de recuperação de lesão Getty

Os Red Sox de abril se seguravam nas rebatidas de Rafael Devers, JD Martínez e Xander Bogaerts. Só. Por melhor que eles estivessem, é pouco para carregar uma equipe. Jogadores como Trevor Story, Alex Verdugo, Kiké Hernández e Bobby Dalec estavam muito abaixo do esperado. Mas a tendência é que eles – ou alguns deles – em algum momento se recuperassem.

É o que está acontecendo. Story é o caso mais nítido. Desde 10 de maio, o shortstop convertido em segunda base está com 27,8% de aproveitamento com oito home runs. Um desempenho digno de um dos defensores internos com mais poder ofensivo. Mas ele não está sozinho. Verdugo também melhorou, com aproveitamento de 33,3% nos últimos dez dias (estava em 20,5 antes disso). Christian Vázquez também ressurgiu, com 40% no bastão desde 14 de maio, subindo sua média da temporada de 21,7 para 27,9.

No montinho, a rotação como um todo continua mediana, mas Nick Pivetta embalou uma sequência de quatro partidas espetaculares, com ERA de 1,61 (5 corridas em 28 entradas). Ainda há uma melhora esperada para quando Chris Sale retornar de lesão, o que pode ocorrer em algumas semanas. Mas a reação foi do bullpen, com ERA de 2,68 desde 10 de maio, o quarto melhor da liga. Até 9 de maio, os relievers tinham, juntos, uma efetividade de 4,19.

Assim como os números de abril eram mais fracos que o normal, os da última quinzena de maio estão superestimados. É irreal imaginar que Story siga rebatendo um home run a cada dois dias, que Vázquez mantenha 40% no bastão ou que Pivetta tenha ERA abaixo de 2 até o final do ano. Os números de Verdugo e do bullpen, ainda que dentro da realidade, também devem regredir um pouco.

Isso não é um problema enorme. Dentro dos altos e baixos de uma temporada de beisebol, o importante é a média em que os jogadores se consolidam. E a tendência é que os Red Sox se estabilizem em um patamar melhor do que o mês de abril indicava. E, se o time se estabelecer em 60% de aproveitamento daqui até o final da temporada regular, terminaria com 92 vitórias e dentro da briga por uma vaga nos playoffs.

PERSONAGEM DA SEMANA

Muito da boa campanha do San Diego Padres se deve ao que Eric Hosmer e Manny Machado têm feito no bastão. Machado está especialmente inspirado, com um desempenho digno de MVP da Liga Nacional no primeiro mês e meio de temporada regular. Pois, na última semana, o terceira base acelerou: 40% de aproveitamento no bastão, com 4 corridas impulsionadas e 115% de OPS (on-base plus slugging). 

O NÚMERO DA SEMANA

1 jogo. Punição dada pela MLB a Josh Donaldson. O jogador do New York Yankees se direcionou a Tim Anderson, do Chicago White Sox, como “Jackie”, clara referência a Jackie Robinson. Anderson de fato já disse que se via como um Jackie Robinson dos tempos modernos, por ser uma referência entre os negros americanos no beisebol. Ainda assim, o contexto da chamada é desrespeitoso com Anderson e com a memória de Robinson, além de levantar a referência de tratar membros de uma etnia de maneira genérica, como se fossem todos iguais.

VÍDEO DA SEMANA

Shohei Ohtani e Vladimir Guerrero Jr. disputaram o prêmio de MVP da Liga Americana na última temporada. Nesta semana, eles tiveram um duelo direto em Anaheim. Melhor para o primeira base do Toronto Blue Jays, que rebateu seu primeiro home run no estádio em que seu pai se consagrou.

O QUE VEM POR AÍ

New York Mets e Los Angeles Dodgers se destacam como as equipes com mais investimentos na Liga Nacional. E, pelo início de temporada, a expectativa de boas campanhas dos dois lados vem se confirmando. Assim, os duelos entre ambos podem ser vistos como confrontos diretos entre times que buscam o domínio da liga e até um aperitivo para um eventual reencontro nos playoffs. Nova-iorquinos e angelenos se encontram para uma série de quatro partidas a partir da próxima quinta (2 de junho) em Los Angeles. Vale muito ficar de olho.

PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN

Sexta, 27/mai
20h - New York Yankees x Tampa Bay Rays (ESPN 3 e Star+)

Sábado, 28/mai
23h - Pittsburgh Pirates x San Diego Padres (Star+)

Domingo, 29/mai
20h - Philadelphia Phillies x New York Mets (ESPN 3 e Star+)

Segunda, 30/mai
20h - Washington Nationals x New York Mets (ESPN 3 e Star+)

Terça, 31/mai
20h - Los Angeles Angels x New York Yankees (ESPN 4 e Star+)

Quarta, 1º/jun
20h - Los Angeles Angels x New York Yankees (Star+)

Quinta, 2/jun
20h - Los Angeles Angels x New York Yankees (Star+)

Sexta, 3/jun
20h - Minnesota Twins x Toronto Blue Jays (ESPN 3 e Star+)

MAIS BEISEBOL E SOFTBOL NO STAR+

Sexta, 27/mai
13h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
16h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
18h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
20h30 - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
21h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
21h30 - LMB: Saraperos de Saltillo x Rieleros de Aguascalientes
22h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
23h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
23h30 - Toros de Tijuana x Piratas de Campeche
0h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir

Sábado, 28/mai
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
13h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
14h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
14h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
15h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
16h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
17h30 - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
18h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
18h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
19h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
20h - LMB: Leones de Yucatán x Águila de Veracruz
20h - LMB: Generales de Durango x Algodoneros de Unión Laguna
21h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
23h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir

Domingo, 29/mai
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
13h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
15h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
15h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
16h - LMB: Acereros de Monclova x Diablos Rojos de México
16h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
19h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
22h - LMB: Mariachis de Guadalajara x Tecolotes de los Dos Laredos
22h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
23h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir

Segunda, 30/mai
21h30 - LMB: Tigres de Quintana Roo x Bravos de León

Terça, 31/mai
21h30 - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Guerreros de Oaxaca
21h30 - LMB: Tigres de Quintana Roo x Bravos de León

Quarta, 1º/mai
21h30 - LMB: Generales de Durango x Mariachis de Guadalajara
21h30 - LMB: Leones de Yucatán x Piratas de Campeche
23h30 - LMB: Pericos de Puebla x Toros de Tijuana

Quinta, 2/mai
21h30 - LMB: Sultanes de Monterrey x Saraperos de Saltillo
21h30 - LMB: Generales de Durango x Mariachis de Guadalajara
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Olmecas de Tabasco

Sexta, 3/mai
13h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
16h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
17h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
18h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
20h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
21h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Tigres de Quintana Roo
22h - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
22h30 - NCAA (softbol), playoffs: Jogo a definir
23h - Naia (beisebol), final: Jogo a definir
23h - NCAA (beisebol), playoffs: Jogo a definir

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

Comentários

Dá para acreditar na recuperação do Boston Red Sox | Semana MLB

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading