Stephen Curry é o maior vencedor da temporada da NBA

Guilherme Sacco

         

Curry acerta bola de 3, chega a 32 pontos e faz história mais uma vez

Não, Stephen Curry não é o MVP da temporada 2020/2021 da NBA. Essa discussão é entre Joel Embiid, que seria meu voto, e Nikola Jokic. Mas o armador do Golden State Warriors é, com toda certeza, o maior vencedor da temporada, independente de seu time sequer ir aos playoffs.

É até estranho falar que o craque de um time que talvez nem chegue ao play-in, quanto mais aos playoffs, seja o maior vencedor da temporada, mas Curry não é normal, nunca foi. Por mais que muitas pessoas tenham esquecido disso nos últimos anos. Na última temporada, o armador sequer jogou por conta de uma grave lesão.

Nas anteriores, Curry era parte da "panelinha" mais odiada da história: os Warriors que contavam com ele, Klay Thompson, Kevin Durant e Draymond Green. O ódio das pessoas pelo time contaminou as discussões sobre Steph.

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De repente, o jogador que revolucionou o basquete e é o maior arremessador da história passou a ser cobrado por não ser MVP das Finais (ainda que seja um absurdo ele não ter vencido em 2015). O cara que perdeu a final na única virada de um 3-1 na história. Ou então virou o "segundo cara" do time que "era de Durant".

Em 2020/2021, a temporada dos Warriors terminou antes mesmo de começar. Quando Klay Thompson rompeu o tendão de Aquiles logo antes do draft, a equipe deixou de ter qualquer chance de ser competitiva. Curry, de repente, estava "sozinho" e voltava a ser o rosto do time que é a zebra, como foi em 2015, ano do primeiro título.


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Steph Curry coloca irmão para dançar e faz bola no estouro do cronômetro do 1º quarto

Stephen Curry e os Warriors, de repente, voltaram a ser cool. E as pessoas voltaram a lembrar que Steph é um dos 10 melhores jogadores da história da liga, o melhor arremessador que já vimos e um cara único, capaz de produzir atuações como as que temos visto diariamente nesta temporada - e vimos mais uma vez diante do Philadelphia 76ers nesta segunda-feira.

Independente de até onde Curry vai levar esse time, ele já conseguiu sua maior vitória: recuperar o coração de todos os torcedores, voltar a ser o queridinho da liga e um jogador quase impossível de odiar - menos nas noites que ele destrói o seu time.

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Por que os EUA usam 'liga fechada' e como não dá para comparar com Superliga europeia

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Marlins Park MLB 26/09/2015
Marlins Park MLB 26/09/2015 Rob Foldy/Getty Images

Um campeonato disputado sempre pelos mesmos times, todos com muita força econômica e apelo de público. Não há promoção ou rebaixamento, tampouco critérios esportivos para a entrada de novos integrantes nesse clube fechado, mas há a garantia de que o torneio sempre terá os times com maior potencial de retorno financeiro. É a base da Superliga anunciada por alguns dos maiores clubes da Europa neste domingo. E também é o modelo no qual se desenharam as principais ligas dos Estados Unidos. Por isso, muitos já fizeram a comparação imediata.

A relação não é despropositada, até porque os investidores norte-americanos de clubes como Manchester United, Liverpool e Arsenal também trabalham com esporte nos Estados Unidos e conhecem bem os benefícios de “ligas fechadas”. No entanto, é preciso entender contextos, e esses dois universos -- futebol europeu e esportes americanos -- divergem bastante nesse aspecto.

A primeira liga profissional a surgir nos Estados Unidos foi a NAPBBP (National Association of Professional Base Ball Players), em 1871. Era uma bagunça. O modelo econômico do esporte ainda não estava consolidado e o campeonato reunia clubes com comprometimento muito diferente com a competição. Alguns, os mais fortes, conseguiam atrair torcedores, vender ingressos e, com isso, bancar os salários dos atletas. Os que pertenciam a empresários engajados na ideia de criar uma indústria em torno do esporte também se bancavam esperando o retorno lá na frente. Mas havia muitos aventureiros no meio, que preferiam abandonar o torneio no meio da temporada para ganhar dinheiro em cachês para disputar amistosos pelo interior.

Era impossível uma liga esportiva vingar como negócio dessa forma. Ainda mais em um país com distâncias enormes como os Estados Unidos (o que não ocorre nos países europeus). Ficou evidente que um campeonato forte precisaria que todos os times fossem minimamente sustentáveis para ficar em pé.

Desse modo, o dono do Chicago chamou os colegas de outros clubes para criar uma nova liga, com novo modelo. Quem quisesse participar teria de garantir o respeito ao regulamento e a permanência por toda a temporada. Por isso, priorizaram equipes de grandes cidades, com mais potencial de mercado, mas evitando times da mesma cidade para que não houvesse concorrência interna.

Foi desse modo que surgiu a Liga Nacional (hoje uma das metades da MLB) em 1876. Sim, século 19, da época em que o Brasil era um império com Dom Pedro II no comando. De seus integrantes originais, sobreviveram o Chicago Cubs e o Atlanta Braves. 

As demais ligas norte-americanas que surgiram depois seguiram esse modelo. Lista fechada de integrantes, com controle de finanças forte para que todas as equipes tenham capacidade de competir e de prosperar economicamente. Quando há expansão, procura-se buscar regiões ainda pouco atendidas pela liga, justamente para levar as partidas para o máximo possível de regiões dos Estados Unidos -- e, eventualmente, do Canadá. As cidades menores ficam fora desse sistema, mas quase todas acabam tendo um time universitário por perto, lembrando que as competições universitárias de futebol americano e basquete são mais antigas e enraizadas que as profissionais.

Barcelona e Real Madrid estão entre os fundadores da Superliga europeia
Barcelona e Real Madrid estão entre os fundadores da Superliga europeia Getty Images

É aí que o modelo norte-americano se distancia brutalmente da Superliga europeia de futebol. O modelo de liga fechada surgiu para garantir a própria existência da competição, mas veio casado com mecanismos que assegurem distribuição de recursos, equilíbrio técnico e até uma certa “democracia geográfica” (na falta de um termo melhor). 

Das ligas americanas, a Superliga europeia tem apenas o fato de buscar um formato de membros fechados. A democracia geográfica é nula, com 12 times fundadores representando apenas três países (Espanha, Inglaterra e Itália) e sete cidades (Barcelona, Liverpool, Londres, Madri, Manchester, Milão e Turim). A busca por equilíbrio técnico também não parece ser a tônica, ou alguém acha que alguns dos fundadores se sujeitarão a um teto salarial que limite sua capacidade de contratar craques? Ou que os oito times não-fundadores que entrassem no torneio teriam a mesma cota de TV e ainda a preferência na contratação de jovens (equivalente ao draft)?

Da forma como ela se propõe, a Superliga não apenas dá a seus integrantes o monopólio da possibilidade de se dizer “campeão europeu”, como ainda seria completamente predatória com “o resto”, uma vez que seus clubes querem continuar jogando suas ligas nacionais. Ultrabombados com os bilhões que receberiam pela Superliga, obviamente teriam elencos muito mais poderosos do que qualquer outro em seus países e relegariam ainda mais seus vizinhos. Clubes centenários, muitos com enorme torcida.

Mal comparando, seria como se algumas universidades, que já são dominantes nas competições da NCAA, se fundissem com times da NFL ou da NBA para criar equipes aproveitassem ao máximo os dólares movimentados nesses dois níveis de basquete ou futebol americano (impossível acontecer, só hipótese). Usariam os bilhões do profissional e teriam equipes surreais para o padrão universitário, dominando os torneios da NCAA e destruindo as equipes das demais universidades.

Isso já acontece hoje devido à força econômica da atual Champions League, mas se tornaria ainda mais radical. Até porque o Leicester, o Sevilla ou a Atalanta até podem fazer uma boa temporada, arrecadar alguns milhões de euros a mais jogando um torneio continental e ir gradualmente ganhando terreno. Não conquistarão a Champions, mas podem se meter entre os grandões por um tempo e até levantar um campeonato ou copa nacional pelo caminho. Pela proposta da maioria dos gigantes europeus, nem essa possibilidade haveria mais.

O sistema americano tem problemas e muitos deles merecem ser contestados. Mas a adoção de liga fechada se deu dentro de um contexto muito particular, com vários mecanismos para garantir não apenas a sustentabilidade econômica de todos, mas também para criar equilíbrio e levar a competição para todas as regiões do país. Tudo o que a Superliga europeia não propõe.

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Jackie Robinson é lembrado como um craque dentro de campo, mas foi um gigante fora dele

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Da esq. para dir.: Johnny 'Spider' Jorgensen, Harold 'Pee Wee' Reese e Eddie Stanky no dia da estreia de Jackie Robinson
Da esq. para dir.: Johnny 'Spider' Jorgensen, Harold 'Pee Wee' Reese e Eddie Stanky no dia da estreia de Jackie Robinson Getty

A Major League Baseball se tornou um lugar melhor há exatos 74 anos. Em 15 de abril de 1947, Jackie Robinson entrou em campo com a camisa do Brooklyn Dodgers para enfrentar o Boston Braves. Naquele momento, um marco se estabelecia: a liga tinha seu primeiro atleta negro. Não foi apenas um grande acontecimento dentro do beisebol. A MLB era, de longe, a liga mais popular dos Estados Unidos na época e o impacto da quebra da barreira racial se espalhou em toda a sociedade.

Robinson foi a figura perfeita para esse momento. Dentro de campo, era um jogador espetacular, capaz de mostrar a qualquer racista como um negro poderia competir em igualdade com os melhores brancos. Tanto que o camisa 42 dos Dodgers foi eleito estreante do ano em 1947 e MVP da temporada em 1949, além de ser selecionado para o All-Star Game em seis das nove temporadas completas que disputou. 

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Mas muita gente se esquece de Robinson fora de campo. E sua atuação como ativista foi tão ou mais importante do que seus feitos como atleta.

O primeiro negro da história da MLB sabia muito bem o que sua presença na liga representava, e o impacto que ela teria. Ele tornou-se ídolo imediato de milhões de afro-americanos, e tudo o que ele fazia e dizia passou a ter uma força de mobilização imensa. Robinson se tornou colunista de jornal, com liberdade para escrever sobre questões raciais ou “apenas” sobre os acontecimentos do beisebol do dia. Ele também foi empresário, entrando como sócio em iniciativas que visavam melhorar as condições da população negra, como um banco especializado em dar financiamento para afro-americanos abrirem seus próprios negócios (algo muito difícil nas instituições financeiras mais tradicionais da época).

O Movimento dos Direitos Civis, que cresceu no final da década de 1950 e nos anos 60 teve também sua participação. Ele se tornou amigo de Martin Luther King e era visto no palanque em diversas manifestações, além de ser uma voz sempre procurada quando algo importante acontecia.

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Muito dessa atuação de Robinson foi publicada no livro “First Class Citizenship: the Civil Rights Letters of Jackie Robinson” (“Cidadania de Primeira Classe: as Cartas de Direitos Divis de Jackie Robinson”, sem edição em português). E, como uma pequena amostra de sua atuação fora dos campos, vou destacar uma carta enviada* a um jornalista esportivo de Nova Orleans que era a favor da segregação racial no esporte. O texto é de julho de 1956, último ano da carreira de Robinson.

“Caro Sr. Keefe,

Recebi um artigo em que você faz referência a mim ao falar da aprovação de uma lei favorável à segregação no esporte na Luisiana. Estou escrevendo a você não como Jackie Robinson, mas como um ser humano para outro. Não posso mudar o que você pensa de mim. Eu falo com você apenas como um americano que por um acaso é negro, e que tem orgulho de sua herança.

Não pedimos nada especial. Apenas pedimos que nos permitam viver a vida como você vive a sua, e como nossa Constituição prevê. Pedimos apenas, no esporte, que nos permitam competir em igualdade de condições, e, se não tivermos condições, a competição acabará nos eliminando. Certamente você, e o povo da Luisiana, deveriam ser capaz de lidar com essa competição.

Eu e outros negros na MLB nos hospedamos em hoteis com o resto do time em cidades como St. Louis e Cincinnati. Esses hoteis não faliram. Nenhum investimento foi destruído. Os hoteis estão, acredito eu, prosperando. E não ocorreu nada desagradável

Desejo que você pudesse ver isso como eu vejo, mas eu tenho uma pequena esperança. Eu desenho que você possa compreender quão injusto e anti-americano é uma questão de origem fazer tanta diferença para você. Imagino que você tenha origem irlandesa. Me disseram que, há apenas 50 anos, anúncios de empregos em jornais tinham a observação “irlandeses e italianos não são aceitos” em certas regiões do nosso país. Isso foi esquecido, ou ao menos superado.

Você me chama de ‘insolente’. Admito que eu não tenho sido subserviente, mas você usaria o mesmo adjetivo para descrever um jogador branco? Digamos Ted Williams, que é, mais que eu, envolvido em assuntos controversos? Eu sou insolente ou eu sou apenas ‘insolente para um negro’ (que tem coragem suficiente para falar contra as injustiças como a sua e a de pessoas como você)?

Estou profundamente triste que a Luisiana deu esse passo para trás… Porque seus torcedores, e acredito que muitos sejam pessoas muito boas, perderão a oportunidade de ver grandes atrações por causa disso... Não pelos negros na Luisiana que vão, por causa da sua lei, perderem o direito de uma competição livre e igual -- mas pelo dano que isso faz a nosso país.

Estou feliz por você, por você ter nascido branco. Teria sido extremamente difícil para você se tivesse sido diferente.

Jackie Robinson”

* Dica do fã de esporte Fernando Franca

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Os Rangers jogaram com estádio lotado, mas vamos com calma

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Estamos há mais de ano vendo nossos esportes preferidos com estádios vazios. Ou completamente vazios, ou com limitação de 10 ou 30%. Só em imagens vindas da Austrália e da Nova Zelândia que era possível ver cenas recentes de multidões lotando as arquibancadas. Até esta segunda, quando o Texas Rangers fez seu primeiro jogo da temporada da Major League Baseball com os 40 mil assentos ocupados. Sinal de que tudo já está perto do normal por lá? Vamos com calma.

A decisão do Texas Rangers de abrir todo seu estádio -- localizado em Arlington, região metropolitana de Dallas -- para a partida desta segunda contra o Toronto Blue Jays foi motivo de muita polêmica. A base para a medida foi a liberação do governo do Texas para diversas atividades econômicas, o que acabou incluindo esportes realizados em estádios abertos. 

Na MLB, Texas Rangers recebe Toronto Blue Jays com estádio lotado com 40 mil pessoas; veja imagens

De fato, os números da Covid nos Estados Unidos têm caído rapidamente com o avanço da vacinação. Ainda assim, os texanos ainda estão atrasados em relação à média do país. Considerando os 59 estados ou territórios americanos, o Texas é o 48º em percentual da população que tomou ao menos a primeira dose da vacina, com 28%. Os números da doença caem bastante no estado, mas houve um pico de 243 mortes na última quinta, dia de abertura da temporada da MLB.

Além da liberação do público total, também surpreende o fato de não haver nenhuma grande exigência para evitar que a partida seja um vetor de transmissão maior. Não houve restrição de acesso apenas a pessoas com vacinação comprovada por exemplo. Qualquer um poderia comprar ingresso e entrar. As únicas regras foram de usar a máscara o tempo todo (salvo quando estivesse ativamente comendo ou bebendo algo) e respeitar indicações de distanciamento e contato. Por isso, o próprio presidente Joe Biden disse, em entrevista à ESPN americana, que discordava da atitude: "Acho que é um erro. Eles deveriam ouvir o Dr. Anthony Fauci, os cientistas e os especialistas. Mas acho que é irresponsável".

Texas Rangers x Toronto Blue Jays
Texas Rangers x Toronto Blue Jays Getty Images

Não à toa, os times do Texas não abraçaram completamente a ideia de abrir todo seu estádio. O Houston Astros até podia lotar o MinuteMaid Park, mas decidiu por conta própria limitar a 50% a lotação. E até os Rangers, que atuaram com lotação máxima, haviam anunciado que isso valeria apenas para o primeiro jogo. A partir da segunda partida, haveria liberação de apenas 50% da capacidade e medidas para que os torcedores ficassem com distanciamento nas arquibancadas. Nesta semana, o clube voltou atrás e seguirá com 100% de capacidade liberada, mas a própria diretoria não imagina que o interesse da torcida seja alto a ponto de o público pagante se aproximar da lotação máxima.

Na MLB como um todo, os estádios já estão com liberação de público. Ela varia de acordo com o time e com o estado, mas ficam entre 15 e 50%, com a maioria entre 20 e 30%. A expectativa da liga é que, com o avanço da vacinação, esses índices aumentem ao longo da temporada e é possível que, no segundo semestre, todos os estádios já estejam totalmente liberados.

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Quais as perspectivas de cada time para a temporada 2021 da MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Três supertimes, dois deles gigantes da liga e um que nunca conquistou um título sequer. A temporada 2021 da MLB começa nesta quinta com três candidatos mais destacados ao título, Los Angeles Dodgers, New York Yankees e San Diego Padres, mas uma série de equipes têm pretensões realistas de levantar o troféu no final de outubro.

É esse o cenário para o Opening Day, mas muita coisa pode mudar ao longo da temporada. Ainda mais porque voltaremos ao calendário tradicional, com 162 jogos na temporada regular e, salvo alguma surpresa de última hora, apenas cinco times classificados aos playoffs em cada liga. Outro elemento mais conhecido é o público, que retornará gradualmente aos estádios (ainda que o Texas Rangers já tenha liberação de 100% de público em seu estádio).

Jogadores do Los Angeles Dodgers celebram a conquista da World Series em 2020
Jogadores do Los Angeles Dodgers celebram a conquista da World Series em 2020 Getty

Da temporada 2020, realizada cheia de excepcionalidades devido à pandemia, ficarão duas mudanças de regras: rodadas duplas terão jogos de apenas sete entradas e as partidas que forem a entradas extras começarão sempre com um corredor na segunda base.

Em todo esse cenário, o que cada time pode fazer? Cravar é sempre difícil na MLB, mas dá para classificar todas as equipes de acordo com suas perspectivas de início da temporada. Confira abaixo e fique ligado nas transmissões da ESPN e do Fox Sports.

LIGA AMERICANA

O FAVORITO

Dos supertimes que formavam a Liga Americana no final da década passada, o New York Yankees é o único que não conquistou nenhum título. E talvez por isso o único que continua como um supertime. O ataque continua com a potência de Aaron Judge, Gary Sánchez (que deve se recuperar de um 2020 muito ruim), Giancarlo Stanton (recuperado de lesão) e DJ LeMahieu. Além disso, o time parece ter uma rotação mais sólida que nos últimos anos, com Gerrit Cole, Corey Kluber, Jameson Taillon, Domingo Germán e Jordan Montgomery, além de Luis Severino (que deve retornar de lesão no meio da temporada). 

Yankees comemoram vitória sobre os Twins' da MLB
Yankees comemoram vitória sobre os Twins' da MLB ESPN

OS DESAFIANTES

O Chicago White Sox é visto como maior ameaça aos Yankees. A rotação tem bons nomes como Lucas Giolito, Lance Lynn e Dallas Keuchel, enquanto o ataque confia na potência de José Abreu, Yoán Moncada, Tim Anderson e Luis Robert. Além disso, contratou Liam Hendricks, um dos melhores fechadores da MLB.

Ainda assim, há quem nem veja os White Sox como o melhor time da Divisão Central. O Minnesota Twins merece muito respeito pelo seu ataque, que conta com Miguel Sanó, Nelson Cruz, Josh Donaldson, Max Kepler, Byron Buxton e Andrelton Simmons. No entanto, a rotação -- problema crônico dos Twins -- com Kenta Maeda, José Berríos, Michael Pineda, JA Happ e Matt Schoemaker ainda não parece ser capaz de segurar uma briga pela World Series. 

Quem ainda deve ser visto como ameaça é o Tampa Bay Rays. A equipe da Flórida perdeu Blake Snell e Charlie Morton, dois desfalques significativos para a rotação. Mas contrataram Michael Wacha e conseguiram Chris Archer de volta. Considerando a capacidade da comissão técnica dos Rays de tirar melhor desempenho dos arremessadores, são jogadores que podem compensar parte das perdas. Além disso, o bullpen continua o melhor da MLB e o ataque é o mesmo que levou o time ao título da Liga Americana em 2020.

CORREM POR FORA

Há um grupo de bons times que brigam por vagas em playoffs e, com uma mistura de sorte com competência na hora certa, pode sonhar com uma grande temporada. O principal integrante desse pelotão é o Oakland Athletics, que tem uma base consistente com Matt Chapman, Stephen Piscotty, Matt Olson e Ramón Laureano. O bullpen também é forte, mesmo com a perda de Liam Hendricks.

Os A’s se transformaram em favoritos da Divisão Oeste, deixando para trás o Houston Astros e o Los Angeles Angels. Essas duas equipes vivem trajetórias opostas. 

Os Astros estão em fase de final da janela competitiva. Perderam Gerrit Cole e George Springer nos últimos dois anos, estarão sem Justin Verlander por lesão, mas ainda contam com jogadores da base campeã da World Series de 2017. Os Angels estão no sentido contrário, com crescimento e formação de um grupo que tente levar a franquia a seu segundo título em alguns anos. Com Mike Trout e Anthony Rendón e José Iglesias, conta com um trio que teve bom desempenho na temporada passada. A rotação ainda não é das melhores, esse é um problema. Ah, e Shohei Ohtani vai novamente arremessar e rebater, o que é sempre espetacular de se ver.

Myke Trout, dono do maior contrato dos esportes americanos
Myke Trout, dono do maior contrato dos esportes americanos Ezra Shaw/Getty Images

Na Costa Leste, o azarão é o Toronto Blue Jays. Talento há de sobra: Vladimir Guerrero Jr, Bo Bichette, Cavan Biggio, e Teoscar Hernández terão a companhia dos recém-contratados George Springer e Marcus Semien. O problema é a rotação, que tem em Ryu Hyun-Jin o único nome realmente confiável.

MELHOR ESPERAR 2022 (ou 2023, 24…)

Das equipes com menos esperanças na temporada, o Boston Red Sox até tem um ou outro motivo para acreditar. A franquia está claramente em processo de reconstrução, se desfazendo de jogadores mais caros para reformular o elenco. No entanto, há bons jogadores no grupo, como JD Martínez, Alex Verdugo, Kiké Hernández, Rafael Devers e Xander Bogaerts, e o ânimo que o retorno do técnico Alex Cora, campeão em 2018, naturalmente traz. Se a rotação fosse melhor (Chris Sale está contundido), poderia entrar no patamar de “corre por fora”.

De resto, a expectativa de Seattle Mariners e Kansas City Royals é seguir em um processo de evolução gradual para se tornarem competitivos em alguns anos. Enquanto Cleveland Indians (na última temporada antes de mudar de nome) e Texas Rangers tentam evitar que o processo de reconstrução no qual entraram não seja tão traumático quanto os de Baltimore Orioles e Detroit Tigers, que dão sinais de melhora após algumas campanhas terríveis.

LIGA NACIONAL

O FAVORITO

Alguns analistas estão tão empolgados com o Los Angeles Dodgers que até projetam se o time seria capaz de bater o recorde de 116 vitórias em temporada regular, estabelecido pelo Chicago Cubs em 1906 e repetido apenas pelo Seattle Mariners em 2001 (curiosidade: nenhum dos dois times venceu a World Series no ano da marca). A equipe já tinha Clayton Kershaw (agora sem a pressão de ganhar um título), Walker Buehler, Mookie Betts, Cody Bellinger, Corey Seager, Max Muncy e Justin Turner. Agora ainda terá o reforço do recém-contratado Trevor Bauer (Cy Young da Liga Nacional em 2020) e David Price (preferiu não jogar a temporada passada para se preservar da Covid-19). Timaço.

OS DESAFIANTES

O principal obstáculo aos Dodgers está em sua própria divisão, em seu próprio estado. O San Diego Padres talvez seja o segundo time mais forte da MLB no momento. O elenco talentoso que chegou aos playoffs em 2020 se manteve. A estrela é Fernando Tatis Jr, mas Manny Machado, Eric Hosmer, Wil Myers, Thommy Pham e Jake Cronenworth formam uma base de respeito. A rotação é ainda melhor: Dinelson Lamet, Chris Paddack e Joe Musgrove terão o reforço de Blake Snell (que calou o ataque dos Dodgers na World Series) e Yu Darvish (segundo colocado no prêmio Cy Young da Liga Nacional em 2020).

San Diego Padres
San Diego Padres Getty Images

Os Padres atrairão as atenções, até pela rivalidade californiana envolvida, mas não é prudente descartar o Atlanta Braves. A equipe da Geórgia ficou a uma vitória de eliminar os Dodgers nos playoffs de 2020 e manteve toda a base, com Ronald Acuña Jr, Ozzie Albies e Austin Riley, além do ótimo Freddie Freeman, MVP da Liga Nacional no ano passado, e Marcell Ozuna. E a rotação também merece respeito, com Max Fried, Charlie Morton, Mike Soroka e Ian Anderson.

Quem quer entrar nessa categoria de desafiante é o New York Mets. O time foi comprado pelo bilionário Steve Cohen, investidor no mercado financeiro que serviu de inspiração para o personagem Bob Axelrod, da série de TV Billions. O Cohen não colocou seu dinheiro pelo retorno financeiro, mas por ser torcedor fanático do time do bairro do Queens. E chegou fazendo barulho, contratando Francisco Lindor, James McCann e Carlos Carrasco. Considerando que o elenco ainda tem Jacob deGrom, Marcus Stroman, Noah Syndergaard (deve retornar de lesão durante o ano), Pete Alonso, Jeff McNeil, Michael Conforto e Dominic Smith, dá para sonhar alto. Claro, se ninguém lesionar, o que acontece com uma frequência incrível nos Mets.

CORREM POR FORA

A Liga Nacional está muito forte nesta temporada, então a lista de equipes que têm motivos para pensar em playoffs não é pequena. O Washington Nationals, campeão de 2019, é um exemplo. A equipe da capital tem uma rotação com Max Scherzer, Stephen Strasburg, Patrick Corbin e Jon Lester, um quarteto capaz de derrotar qualquer equipe da liga a qualquer momento. Ainda tem em Juan Soto uma das novas estrelas do beisebol.

Na mesma divisão, a Leste, o Philadelphia Phillies tem um ataque que impressiona. Bryce Harper e JT Realmuto são as referências, mas Andrew McCutchen e Alec Bohm também contribuem bastante. O problema é o bullpen, talvez o pior entre os times que têm pretensão de chegar ao mata-mata.

Phillie Phanatic exibe tênis exclusivo ao lado de Bryce Harper
Phillie Phanatic exibe tênis exclusivo ao lado de Bryce Harper Getty Images

A Divisão Leste da Liga Nacional é a mais forte da MLB e sobram times fortes, exatamente o contrário da Divisão Central. O favorito é o St. Louis Cardinals, que contratou Nolan Arenado e manteve Paul Goldschmidt, Yadier Molina e Paul DeJong. Os arremessadores também são competentes, mas não chega a ser um time que salta aos olhos como candidato a título. A consistência é a principal marca, e talvez ela que o diferencie dos demais vizinhos de grupo.

O Milwaukee Brewers conta com Christian Yelich, um dos melhores jogadores da liga e que estará motivado para mostrar que a má temporada de 2020 foi uma aberração de um ano confuso. O ataque como um todo funciona, mas ainda é uma equipe que precisa contar com o limite da rotação e do bullpen para ser competitiva, o que nem sempre é possível.

Ainda na Divisão Central, Cincinnati Reds e Chicago Cubs deram um passo para trás. Perderam jogadores importantes, como Trevor Bauer (Reds) e Yu Darvish e Jon Lester (Cubs). Em teoria, seriam equipes que poderiam estar no grupo de “melhor esperar 2022”, mas ambos ainda contam com alguns bons jogadores e a concorrência na divisão não é das mais fortes. Assim, até dá para acreditar em playoffs caso tudo dê certo.

MELHOR ESPERAR 2022 (ou 2023, 24…)

Com os supertimes de Dodgers e Padres, ficou difícil para os outros times da Divisão Oeste. Arizona Diamondbacks, Colorado Rockies e San Francisco Giants entraram firme no processo de reconstrução. O Pittsburgh Pirates já está nessa reformulação desde o ano passado, e é candidato forte a pior campanha de toda a MLB.

Quem entra nesse grupo e nem merecia é o Miami Marlins. O time tem bons jogadores -- Starling Marté, Corey Dickerson e Sandy Alcántara -- e até se classificou para os playoffs em 2020, eliminando o Chicago Cubs na primeira fase. O problema é que a Divisão Leste está muito forte neste ano e, em uma temporada de 162 jogos, é difícil que o jovem grupo dos Marlins consiga se manter na zona de classificação até o final. Mas é um elenco realmente promissor para os próximos anos.

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Um MVP por absolutamente nada! Rockets 'terminam' troca de Harden sem um jogador que preste

Pedro Suaide

Com a ida de Victor Oladipo para o Miami Heat, o Houston Rockets recebeu Kelly Olynyk, Avery Bradley, a opção de troca na escolha de 1º round do draft de 2022 e um atestado de burrice. 

Há dois meses, o mesmo Houston Rockets enviou James Harden, um dos jogadores mais dominantes da última década, para o Brooklyn Nets. Em troca, recebeu Rodions Kurucs, Dante Exum e Caris LeVert, além de quatro escolhas de primeira rodada de draft e mais quatro direitos de troca de escolha. 

Charles Barkley comenta que Harden merece crédito e diz que atleta é melhor ofensivamente do que Jordan e Kobe

LeVert, o grande nome da troca, foi negociado minutos depois para Indiana, que mandou Victor Oladipo para Houston - e já vimos que esse não virou muita coisa. Kurucs também já foi trocado, e Exum sequer estreou por Houston - não que fosse fazer muita diferença.

Ou seja, os Rockets abriram mão do segundo maior jogador da história da sua história por... Absolutamente nada. Falando sobre os jogadores em atividade que receberam, todos juntos não dão um décimo de Harden. Sim, existem as escolhas de primeira rodada: uma gigante incerteza que definitivamente é muito, muito pouco para deixar um craque desse tamanho ir embora.

Harden abre o jogo sobre saída dos Rockets e fala sobre os Nets: 'Será difícil algum time nos vencer quatro vezes numa série'

Em todas as temporadas desde 2016, James Harden disputa o prêmio de MVP. Ganhou um, mas poderia muito bem ter dois ou três. Contabilizando todos os jogos desde o primeiro da temporada 2015-16, suas médias são as seguintes: 31,1 pontos, 8,8 assistências, 6,7 rebotes e 1,7 roubo de bola por jogo, acertando quase 4 bolas de três em 36% de aproveitamento. Você não acha isso em qualquer draft por aí. 

James Harden queria sair de Houston, e obviamente isso diminuiu seu valor de mercado. Entretanto, ele ainda tinha mais dois anos e meio de contrato, o que deveria tirar toda a pressa do mundo dos Rockets, que tinham a opção de esperar até uma proposta decente chegar - e algo melhor do que isso chegaria, afinal, Harden é extraordinário. Aqui temos o primeiro grande erro. 

Harden passa no meio de dois, faz bela cesta e arranca reação hilária de Durant

Bom, troca feita. Os Rockets poderiam ficar com Caris LeVert, que tem mais dois anos de contrato e produz praticamente o mesmo que Oladipo. Mas não, eles pegaram a segunda opção, que tinha mais alguns meses de contrato e claramente não tinha nenhum interesse em seguir em Houston. Mais um erro. 

Agora, em um último ato desesperado, aceitaram qualquer migalha por um jogador que já foi eleito para a seleção de defesa da NBA e tem dois All-Star Games no currículo. 

Harden explica o amor que ainda tem por Houston no dia em que reencontrou os Rockets

Rafael Stone é o General Manager dos Rockets após a saída do lendário Daryl Morey, que mandava nos negócios da franquia desde 2007. Em meia temporada, o novo cartola conseguiu transformar um time que brigava por títulos em uma das piores equipes da NBA - e conseguiu menos escolhas de draft por James Harden do que o Thunder quando enviou Paul George para os Clippers, por exemplo.

Essa sequência de acontecimentos em Houston já parece ridícula, mas a cada ano que passar, os Rockets vão ver que James Hardens não nascem em árvores. Eles tinham um dos cinco melhores jogadores do mundo em mãos, e agora comemoram a quebra de uma sequência de 20 derrotas consecutivas.

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Um MVP por absolutamente nada! Rockets 'terminam' troca de Harden sem um jogador que preste

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Um MVP por absolutamente nada! Rockets 'terminam' troca de Harden sem um jogador que preste

Pedro Suaide

Com a ida de Victor Oladipo para o Miami Heat, o Houston Rockets recebeu Kelly Olynyk, Avery Bradley, a opção de troca na escolha de 1º round do draft de 2022 e um atestado de burrice. 

Há dois meses, o mesmo Houston Rockets enviou James Harden, um dos jogadores mais dominantes da última década, para o Brooklyn Nets. Em troca, recebeu Rodions Kurucs, Dante Exum e Caris LeVert, além de quatro escolhas de primeira rodada de draft e mais quatro direitos de troca de escolha. 

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LeVert, o grande nome da troca, foi negociado minutos depois para Indiana, que mandou Victor Oladipo para Houston - e já vimos que esse não virou muita coisa. Kurucs também já foi trocado, e Exum sequer estreou por Houston - não que fosse fazer muita diferença.

Ou seja, os Rockets abriram mão do segundo maior jogador da história da sua história por... Absolutamente nada. Falando sobre os jogadores em atividade que receberam, todos juntos não dão um décimo de Harden. Sim, existem as escolhas de primeira rodada: uma gigante incerteza que definitivamente é muito, muito pouco para deixar um craque desse tamanho ir embora.

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Em todas as temporadas desde 2016, James Harden disputa o prêmio de MVP. Ganhou um, mas poderia muito bem ter dois ou três. Contabilizando todos os jogos desde o primeiro da temporada 2015-16, suas médias são as seguintes: 31,1 pontos, 8,8 assistências, 6,7 rebotes e 1,7 roubo de bola por jogo, acertando quase 4 bolas de três em 36% de aproveitamento. Você não acha isso em qualquer draft por aí. 

James Harden queria sair de Houston, e obviamente isso diminuiu seu valor de mercado. Entretanto, ele ainda tinha mais dois anos e meio de contrato, o que deveria tirar toda a pressa do mundo dos Rockets, que tinham a opção de esperar até uma proposta decente chegar - e algo melhor do que isso chegaria, afinal, Harden é extraordinário. Aqui temos o primeiro grande erro. 

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Bom, troca feita. Os Rockets poderiam ficar com Caris LeVert, que tem mais dois anos de contrato e produz praticamente o mesmo que Oladipo. Mas não, eles pegaram a segunda opção, que tinha mais alguns meses de contrato e claramente não tinha nenhum interesse em seguir em Houston. Mais um erro. 

Agora, em um último ato desesperado, aceitaram qualquer migalha por um jogador que já foi eleito para a seleção de defesa da NBA e tem dois All-Star Games no currículo. 

Harden explica o amor que ainda tem por Houston no dia em que reencontrou os Rockets

Rafael Stone é o General Manager dos Rockets após a saída do lendário Daryl Morey, que mandava nos negócios da franquia desde 2007. Em meia temporada, o novo cartola conseguiu transformar um time que brigava por títulos em uma das piores equipes da NBA - e conseguiu menos escolhas de draft por James Harden do que o Thunder quando enviou Paul George para os Clippers, por exemplo.

Essa sequência de acontecimentos em Houston já parece ridícula, mas a cada ano que passar, os Rockets vão ver que James Hardens não nascem em árvores. Eles tinham um dos cinco melhores jogadores do mundo em mãos, e agora comemoram a quebra de uma sequência de 20 derrotas consecutivas.

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Conheça o bananabol, uma versão alternativa e maluca para o beisebol

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Savannah Bananas é um dos grandes fenômenos de público no beisebol dos Estados Unidos. O time com nome que rima lotou todos seus jogos em casa desde 2017, somando já 88 partidas seguidas com todos os ingressos vendidos. É verdade que o estádio Grayson tem apenas 4 mil lugares, ainda assim é notável lotar tantos jogos atuando em uma liga amadora criada para manter a atividade de jogadores universitários durante o recesso das aulas no verão e treiná-los com bastões de madeira. Pois, em 2021, a equipe tem se preparado para a temporada no novo esporte que criaram: o bananabol.

Savannah Bananas em jogo da temporada 2020
Savannah Bananas em jogo da temporada 2020 Twitter / Savannah Bananas

Bem, não é exatamente um novo esporte. É o beisebol com algumas novas regras que, segundo os Bananas, seria mais curta, dinâmica e divertida para o público. E o pessoal do time de Savannah -- cidade histórica na Geórgia -- não teve pudor em propor maluquices (final, “banana” também é uma gíria para “louco” em inglês americano). Até porque não é de se esperar algo diferente de uma equipe que já chegou a disputar um clássico de temporada regular contra seu maior rival -- o Macon Bacon (sim, é esse o nome do time de Macon, Geórgia) -- com todos os jogadores usando kilts, as saias escocesas.

Então veja as nove regras que diferenciam o bananabol do beisebol:

1) Mudar a contagem dos placar

A pontuação do beisebol continua sendo por corridas. No entanto, a forma de definir o vencedor do jogo mudaria. Ao invés de contar a soma de corridas ao longo da partida, cada entrada seria como um set de vôlei ou tênis. O time com mais corridas na primeira entrada faz um ponto. O time com mais corridas na segunda entrada faz outro ponto. Não importa se a primeira entrada foi 5 a 0 e a segunda foi 1 a 2. O jogo está 1 a 1, não 6 a 2. Isso poderia criar várias rebatidas de walk off no mesmo jogo. 

2) Limite de duas horas

O jogo dura duas horas. Quem tiver mais pontos (ou entradas conquistadas) ganha.

3) Desempate no mano a mano

Se a partida estiver empatada ao final das duas horas, é o momento de desempate. A inspiração é na disputa de pênaltis do futebol: mano a mano, arremessador contra rebatedor. Só os dois (e o catcher para pegar os arremessos, claro). O arremessador precisa do strikeout. Se o rebatedor rebater dentro do campo de jogo, o arremessador que precisa ir atrás da bola para impedir o corredor de anotar a corrida. 

4) Walks viram corrida contra o tempo

Normalmente, o walk é uma caminhada tranquila para a primeira base. Ponto. No bananabol, seria a oportunidade de avançar mais. O rebatedor sai em disparada pelas bases, enquanto que a defesa precisa lançar a bola de um jogador para o outro. O corredor para apenas quando a bola passar pela mão de todos os defensores.

5) Bunts estão proibidos

Eliminação imediata do rebatedor que tentar.

6) Sem visitas ao montinho

Proibidas também.

7) Permitido roubar a primeira base

Se o catcher não pegar um arremesso e a bola ficar solta, o rebatedor pode disparar para a primeira base, não importa a contagem.

8) O torcedor pode eliminar o jogador

Se uma foul ball for para a arquibancada, o rebatedor está eliminado se o torcedor pegar a bola no ar.

9) Rebatedor não pode sair da sua área

Se o rebatedor sair da área de rebatida, é contado um strike. E pode sofrer um strikeout dessa forma.

Quem quiser ver se o bananabol realmente resulta em um jogo mais dinâmico e emocionando, pode ver a demonstração que o Savannah Bananas fez na última semana contra o Party Animals neste link.

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MLB vai começar com público em quase todos os estádios, com caso até de lotação total liberada

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Globe Life Field durante a World Series 2020
Globe Life Field durante a World Series 2020 Getty Images

Doze de março de 2020. A Major League Baseball estava no meio de sua pré-temporada, mas já se sabia que talvez aquela quinta não tivesse jogo algum. A liga seguia com seus jogos preparatórios normalmente, mas o noticiário mostrava o avanço diário da epidemia (ainda não havia virado pandemia) de Covid-19 nos Estados Unidos -- sobretudo Arizona e Flórida, sedes do Spring Training -- e se debatia fortemente se seria possível organizar as partidas nesse cenário. Mas, naquele dia 12, já se imaginava que era momento de fechar tudo. Na noite anterior, o francês Rudy Gobert se tornou o primeiro atleta das quatro principais ligas norte-americanas a ter teste positivo de coronavírus e a NBA interrompeu sua temporada. O beisebol dificilmente faria diferente.

Avançando um ano no tempo, chegando a março de 2021. A pandemia ainda não acabou (pelo contrário, acabou de passar por um de seus piores momentos nos EUA), mas a MLB decidiu seguir suas atividades. Não apenas realiza sua pré-temporada normalmente como tem recebido público, em quantidade limitada, nas partidas.

Nenhuma grande novidade aí. A NFL já fez sua temporada com público em vários jogos no segundo semestre de 2020. A NBA e a NHL também têm jogado com torcedores. Até por isso, não surpreende que a temporada de 2021 da MLB seja mais uma com torcedores nos estádios. Mesmo que os Estados Unidos estejam com números ainda ruins -- 62,4 mil novos casos e 1,5 mil novas mortes nesta quinta --, já há uma melhoria em relação aos índices de algumas semanas atrás.

Ainda assim, imagina-se que o país não esteja pronto para receber um evento com aglomeração total. No caso, um jogo com lotação máxima. Mas é o que deve acontecer.

Nesta semana, o governador do Texas, Greg Abbott, aprovou projeto para que todos os estabelecimentos do estado funcionem com capacidade máxima. Isso inclui o esporte. O Texas Rangers aproveitou a oportunidade e já confirmou que pretende colocar à venda ingressos para os 40.318 lugares do Globe Life Field para os dois últimos jogos da pré-temporada e para a primeira partida em casa na temporada regular, em 5 de abril contra o Toronto Blue Jays.

A decisão já causaria polêmica se o Texas tivesse avançado na imunização. Não é o caso, pois o estado está entre os dez que vacinaram proporcionalmente menos pessoas. Além disso, a determinação da franquia em aproveitar a brecha na lei também chama a atenção. Até porque a vacinação está avançando rápido nos EUA e a MLB espera que efetivamente possa abrir todos os seus estádios no segundo semestre. Tanto que o Houston Astros, outra equipe texana na liga, ainda não confirmou se permitirá lotação máxima em seu estádio.

Veja qual o índice de ocupação que cada time terá em seu estádio na abertura da temporada da MLB, em 1º de abril:

100%
Texas Rangers

50%
Baltimore Orioles

42,6%
Colorado Rockies

33%
Atlanta Braves

32%
St. Louis Cardinals

30%
Cincinnati Reds, Cleveland Indians, Kansas City Royals

25%
Arizona Diamondbacks, Miami Marlins, Milwaukee Brewers

20%
Chicago Cubs, Chicago White Sox, Los Angeles Angels, Los Angeles Dodgers, Oakland Athletics, Philadelphia Phillies, Pittsburgh Pirates, San Francisco Giants

15%
Toronto Blue Jays*

12%
Boston Red Sox

10%
New York Mets, New York Yankees

1.000 torcedores
Detroit Tigers

Ainda sem definição, mas provável que tenha público
Houston Astros, Minnesota Twins, San Diego Padres, Seattle Mariners, Tampa Bay Rays

Sem público
Washington Nationals

* Disputará suas partidas, ao menos na primeira metade da temporada, no centro de treinamento da franquia em Dunedin, região metropolitana de Tampa (Flórida)

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Muito odiado e ainda mais amado: Paul Pierce no Hall da Fama é o momento certo de falar sobre um dos jogadores mais marcantes de uma geração

Pedro Suaide

Paul Pierce é uma figura muito legal de se falar sobre. Muito mais importante do que ser um craque, foi um cara muito marcante, daquelas que são amados ou odiados com muita intensidade - o que é ótimo. 

Teve anos geniais, levou os Celtics ao seu primeiro título depois de 22 anos e foi MVP das Finais. Sem dúvidas, um dos grandes ídolos da história do time de Boston (e olha que por lá não falta gente que mereça ser idolatrada. 

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Pensando em sua técnica, nunca foi o melhor ala da liga - talvez nem nunca tenha sido o segundo. Mas isso não importa. Seu estilo, sua postura, sua personalidade o equiparavam aos principais jogadores do mundo. Veja bem, não estou dizendo que ele não era bom jogador e só ficou em evidência por outros fatores. Paul Pierce era muito bom, e se não fosse, nunca teria feito o que fez. Mas, nos anos 2000, lutou por espaço, mídia e títulos contra LeBron James, Tim Duncan, Kobe Bryant, Dwyane Wade, Shaquille O'Neal, Carmelo Anthony, Kevin Garnett, Dirk Nowitzki, Steve Nash, Allen Iverson... Entre quatro linhas, é possível que todos aqui listados sejam melhores do que Pierce. Mas, em questão de grandeza, falando do pacote completo, poucos moveram mais pessoas do que o eterno 34 dos Celtics.

A combinação de ser um jogador muito bom com todo o contexto do time de Boston naqueles anos é implacável. Os Celtics amarguravam uma fila - e ainda assim eram os maiores campeões da história. Os Lakers, seus grandes rivais, empilharam títulos no começo da década e pareciam prontos para fazer isso novamente com Kobe, Pau e cia. 

Após Miami Heat eliminar Boston Celtics na NBA, Dwyane Wade 'cobra' Paul Pierce: 'Me pague o que é meu!'

Pierce assumiu uma posição que só o fez ser mais amado pelos Celtics: a de enlouquecer a torcida dos Lakers. Um verdadeiro antagonista na rivalidade, assim como era Kobe Bryant do outro lado. Mas com uma diferença: mesmo Kevin Garnett sendo melhor jogador, Pierce era 'o cara'. E foi assim também em rivalidades dentro do Leste, contra Heat e Bulls, por exemplo.

Talvez, com o passar do tempo, muitas pessoas esqueçam ou sequer entendam o tamanho de Paul Pierce na história. Mas muito mais importante do que viver na memória do público geral, é sempre ser lembrado com muito amor por uma torcida gigante. Com todos os méritos do mundo, Paul Pierce chega mais perto da imortalidade ao entrar no Hall da Fama. Mas para quem já era o ídolo e herói de tantas pessoas, isso é o de menos.

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'Você é o armador, simples assim': a nova versão de James Harden é a melhor notícia da NBA em 2021

Matheus Zucchetto
James Harden antes de jogo dos Nets na NBA
James Harden antes de jogo dos Nets na NBA Getty

"Ter que fazer 40 pontos por noite era exaustivo."

James Harden foi, por anos, o símbolo de um Houston Rockets que parecia não ser capaz de dar o último passo em busca do título da NBA. E depois de um começo de temporada conturbado, ele conseguiu o que queria: foi trocado para o Brooklyn Nets.

A primeira impressão sobre o trio que Harden formaria com Kevin Durant e Kyrie Irving era de que três jogadores que precisam tanto da bola poderiam encontrar alguns problemas. E o que Harden fez? Ele revolucionou seu jogo mais uma vez.

"Nós decidimos isso uns dias atrás", comentou Kyrie, depois da vitória sobre os Warriors em 13 de fevereiro. "Eu olhei pra ele e falei, 'Você é o armador, eu vou ser o ala-armador'. Foi simples assim."

E como foi simples ver uma nova versão de Harden surgir. Aquele camisa 13 que tentava resolver tudo sozinho em Houston, que forçava faltas e irritava muitos torcedores - principalmente os que não torcem pelos Rockets - foi substituído por um armador eficiente, capaz de distribuir 15 assistências sempre que quiser e que pontua com a naturalidade de alguém que já é considerado um dos melhores jogadores ofensivos da história da NBA.

É por isso que, nos 22 primeiros jogos de sua carreira nos Nets, ele tem suas melhores marcas em assistências, rebotes, aproveitamento nos arremessos gerais, nas bolas de três e, sem Durant em quadra por boa parte do tempo, a maior quantidade de minutos por partida na carreira. Já são sete triplos-duplos para o Barba com a camisa de Brooklyn - só Jason Kidd tem mais na história da franquia, com 61 em 506 jogos.



ASSISTA: Kyrie revela mudança em conversa com Harden: 'Olhei pra ele e disse 'você é o armador', simples assim'



Sem Durant desde aquele jogo contra os Warriors em que Harden assumiu de vez a função de armar o time, os Nets somam sete vitórias em oito partidas - são nove nas últimas dez, se contarmos quando KD ainda estava em quadra. Em fevereiro, as médias de 25.6 pontos, 8.8 rebotes e 10.7 assistências em 13 jogos fizeram de Harden o primeiro jogador dos Nets a vencer o prêmio de melhor do mês em quase 14 anos (!).

A carreira em Brooklyn ainda está no começo, e a história nos Rockets promete ser eternizada quando a franquia aposentar sua camisa 13 - o que o dono do time Tilman Fertitta já prometeu fazer.

"O amor e a gratidão que tive por aquela cidade ainda existem. Espero que o favor possa ser retribuído", disse Harden em entrevista exclusiva. Nesta quarta-feira, ele jogará em Houston pela primeira vez desde a troca - a ESPN e o ESPN App mostram Rockets x Nets às 21h30 (horário de Brasília). Quando entrar em quadra, Harden será recebido pela ocupação máxima de 25% do Toyota Center, cerca de 4.500 fãs. E ele espera que o reencontro seja positivo.

"Eu achava que nunca deixaria aquela franquia. Achava que ficaria em Houston pelo resto da minha carreira. As coisas aconteceram. Tenho metas diferentes, e tive uma visão diferente para mim, minha carreira e minha família."

Um novo Harden surgiu depois de todas as polêmicas. Um que faz você querer ver todos os jogos dos Nets. Um que faz você esquecer da confusão que o Barba causou para deixar os Rockets. Um que assumiu o protagonismo que merece entre os maiores da NBA.




ASSISTA: Harden explica o amor que ainda tem por Houston no dia em que reencontra os Rockets

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O que ficar de olho na pré-temporada da MLB (atenção: já tem jogo na ESPN)

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

A espera acabou. Após uma semana de preparação apenas física e técnica, é hora de treinar em situação real de jogo. O Spring Training, a pré-temporada da MLB, começa neste domingo. Serão os primeiros arremessos e as primeiras rebatidas do beisebol nos Estados Unidos, e -- teoricamente -- eles só pararão no final de outubro, com a última eliminação da World Series.

Mookie Betts em ação pelo Los Angeles Dodgers no Spring Training de 2020
Mookie Betts em ação pelo Los Angeles Dodgers no Spring Training de 2020 Getty Images

Claro, pré-temporada é pré-temporada, não dá para tirar grandes conclusões com base em jogos-treinos disputados em campo neutro, na Flórida ou no Arizona. Ainda assim, há várias histórias em que valem ficar de olho (e já nesta semana tem transmissão nos canais esportivos Disney). Separei as algumas das principais:

A rivalidade mais quente do momento

A MLB 2021 começa com dois times se destacando entre os favoritos ao título: Los Angeles Dodgers e San Diego Padres. O mais interessante é que ambos já se encontraram nos playoffs do ano passado, estão na mesma divisão, vão se enfrentar 19 vezes só na temporada regular e estão separados por apenas 200 km. O resultado dessa equação é apenas um: rivalidade.

Os confrontos no mata-mata da Liga Nacional de 2020 já foram bastante acirrados. Os Dodgers varreram a série, mas as partidas fora muito disputadas e houve momentos de troca de insultos entre jogadores das duas partes. Os angelenos conquistaram o título e se reforçaram ainda mais, contratando o melhor arremessador disponível no mercado (Trevor Bauer), mas os Padres pegaram Blake Snell (que, pelo Tampa Bay Rays, estraçalhou o ataque dos Dodgers na World Series) e Yu Darvish.

Os confrontos no Spring Training (programados para 6 e 20 de março) não terão a temperatura dos jogos da temporada regular. Mas é provável que sejam partidas observadas com mais atenção que o normal. E talvez membros das duas equipes troquem algumas cutucadas em entrevistas ao longo de toda a pré-temporada (algo que pode se tornar padrão do ano todo).

San Diego Padres
San Diego Padres Getty Images

Quem manda em Nova York

New York Yankees e New York Mets não estão na mesma liga, mas não dá para dizer que não disputam algo. No caso, a atenção da mídia e dos torcedores da maior cidade dos Estados Unidos -- que calhou de ainda ser uma cidade que tem o beisebol como esporte mais popular. Como franquia mais vitoriosa de todas as ligas norte-americanas, os Yankees sempre ganham a disputa, mas qualquer perda de terreno é sentida -- e muito celebrada pelos rivais.

Os Mets aparecem como uma força ascendente, e com uma torcida mobilizada, desde a compra do clube por parte do bilionário Steve Cohen (investidor do mercado de ações que inspirou a criação do personagem Bobby Axelrod na série “Billions”). O novo dono já deixou claro que assumiu o time por ser um torcedor apaixonado como qualquer um, com a diferença que tem bilhões de dólares na conta. De cara, já bancou a negociação que levou o shortstop porto-riquenho Francisco Lindor (ex-Cleveland Indians e talvez um dos cinco melhores jogadores do mundo) para o bairro do Queens.

Os Yankees reagiram. Já tinham o melhor time da Liga Americana (sobretudo após a saída de Snell dos Rays), mas contrataram Corey Kluber, duas vezes vencedor do prêmio Cy Young. O arremessador estava no Texas Rangers e sofreu com problemas físicos nos dois últimos anos, mas, se recuperar a forma dos anos de Indians, pode transformar a dupla com Gerrit Cole como a mais mortal de um início de rotação.

Quem se dará melhor descobriremos apenas ao final da temporada. Mas a disputa pela atenção da mídia e da torcida já veremos em março.

Ajustes após um ano maluco

A temporada 2020 foi estranha, com apenas 60 partidas na temporada regular e muitos jogos sacrificados pelo calendário atropelado como consequência da pandemia (muitos jogos adiados, times de quarentena em hoteis após algum surto, rodadas duplas para compensar os adiamentos…). Com isso, o desempenho de vários jogadores ficou fora do padrão. Alguns se destacaram mais do que o esperado. Outros caíram bastante, sobretudo em aproveitamento no bastão, estatística que encontra seu valor real ao longo do tempo.

Os casos mais notórios de quedas foram os de José Altuve (21,9% de aproveitamento), Christian Yelich (20,5% de aproveitamento), Javier Báez (20,5%), JD Martínez (21,3%) e Kris Bryant (20,6%). Jogadores que tiveram uma temporada ruim em 2020 devem apresentar ajustes já na pré-temporada, seja na mecânica das rebatidas, seja na abordagem em cada duelo.

Altuve comemora home run que levou os Astros à World Series em 2019
Altuve comemora home run que levou os Astros à World Series em 2019 Elsa/Getty Images

Entradas esquisitas

Nas duas primeiras semanas da pré-temporada, os jogos terão uma regra diferente. Um turno ofensivo não acabará necessariamente com três eliminações. Os técnicos poderão encerrar a etapa se o arremessador já tiver feito 20 arremessos e não tiver houver um reliever pronto para entrar. O objetivo é reduzir o sacrifício sobre os homens no montinho em um jogo que, no fundo, é só para treino.

De qualquer modo, os jogos do Spring Training terão a regra normal de três eliminações por entrada a partir de 13 de março.

Negociações trabalhistas

O clima entre a MLB e o sindicato de jogadores está péssimo, o que é uma má notícia quando o acordo trabalhista está em seu último ano e a liga ainda tem de lidar com uma pandemia que causou perdas financeiras para donos e jogadores. Várias propostas de adequação das regras foram propostas, e nem todas foram aceitas. Ao menos não por enquanto.

É provável que as conversas continuem durante a pré-temporada e não estranhem se acabarem chegando a acordos para mudança do regulamento do campeonato (por exemplo, a adoção do rebatedor designado na Liga Nacional e a expansão dos playoffs, que ocorreram em 2020, teoricamente não valerão em 2021). 

Lembrando: a aprovação do aumento dos playoffs em 2020 ocorreu apenas duas horas antes da abertura da temporada regular (e a confirmação dos playoffs em bolha veio com ela já em disputa). Então, aparentemente sempre há tempo para uma mudança em cima da hora.

Na sua TV

A ESPN tem confirmada a transmissão de quatro partidas desse Spring Training já na primeira semana. Confira (horários de Brasília): 

Terça, 2/março: Tampa Bay Rays x Boston Red Sox (ESPN 2, 15h)
Quarta, 3/março: Seattle Mariners x Chicago Cubs (ESPN 2, 17h)
Quinta, 4/março: Washington Nationals x New York Mets (ESPN App, 15h)
Sexta, 5/março: Los Angeles Dodgers x Kansas City Royals (ESPN App, 17h)

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Os Bulls deixaram a mediocridade no passado, e o futuro chegou em Chicago

Matheus Zucchetto
LaVine enterra em Bulls x Wolves na NBA
LaVine enterra em Bulls x Wolves na NBA Getty

Zach LaVine é um All-Star. E ele é o exemplo perfeito do que acontece com o Chicago Bulls na temporada 2020-21 da NBA.

LaVine foi mandado para Chicago em 2017, enquanto se recuperava de uma ruptura no ligamento cruzado do joelho. Seus primeiros anos com os Bulls podem ser resumidos em: muita promessa, momentos de empolgação e, no fim, as falhas.

Já são algumas temporadas de 'os Bulls têm talento, mas precisam dar o próximo passo'. Lauri Markkanen, Wendell Carter Jr. e Coby White chegaram pelo draft, mas o time não parecia ser capaz de brigar realmente pelos playoffs. Até agora.

A saída da inesquecível (pelos piores motivos) dupla Gar Forman (demitido) e John Paxson (nova função), abriu caminho para a chegada do respeitado Arturas Karnisovas à vice-presidência da franquia. Marc Eversley assumiu o papel de general manager, e Billy Donovan - depois de uma surpreendente temporada com o OKC Thunder - substituiu o também inesquecivelmente tenebroso Jim Boylen. 



LaVine tem mais uma excelente atuação, e Chicago Bulls vence Minnesota Timberwolves na prorrogação; veja melhores momentos

A primeira grande decisão do trio surpreendeu boa parte dos fãs quando, no draft, o nome de Patrick Williams foi chamado na 4ª escolha, em vez de promessas mais famosas, como Killian Hayes, Obi Toppin ou Deni Avdija.

O processo na temporada não tem sido o mais fácil ou simples. Mas, ao contrário dos anos anteriores, ele tem acontecido. Em 5 de fevereiro, os Bulls perderam para o Magic e chegaram à 13 derrota em 21 jogos. De lá pra cá, são sete vitórias e só três derrotas, e o time garantiu o primeiro mês com campanha acima de 50% desde de 2017.

Chicago tem o 6º melhor ataque de toda a NBA e faz quase nove pontos a mais do que a média de 2019-20. Mais que isso: os 115.3 pontos por partida são a melhor marca da história da franquia em suas 55 temporadas de história. Em pontos marcados no último quarto, o time só tem média abaixo dos Nets e dos Warriors.

LaVine é o grande exemplo do passo à frente. All-Star pela primeira vez, o camisa 8 tem os melhores números de sua carreira em pontos, assistências, rebotes, lances livres, aproveitamento geral, aproveitamento nas bolas de três... 

Mas ele não é o único que faz a torcida dos Bulls sonhar com os playoffs de novo.


Coby White se livra de marcador, arranca e vai para cravada importante na prorrogação contra os Timberwolves

Coby White evoluiu em relação à sua temporada de calouro, assim como Carter, agora em seu terceiro ano na NBA. Markkanen tinha média de 19.1 pontos por jogo antes de se machucar, também a melhor marca de sua carreira.

Patrick Williams, a surpreendente escolha do draft, já caiu nas graças da torcida, e os mais otimistas já enxergam sinais de Kawhi Leonard no estilo de jogo do calouro - apelidado de 'The Paw', 'A Pata', em referência ao 'Klaw', a 'Garra' do astro dos Clippers.

O mesmo vale para os mais velhos do elenco, principalmente Thaddeus Young e Tomas Satoransky, que assumiram o papel de liderança no 9º grupo mais jovem da NBA.

Foram anos de uma mediocridade que nascia fora de quadra e contaminava o que acontecia entre as linhas. Mas 2021 é um ano novo para os Bulls, e o inalcançável futuro parece ter chegado em Chicago.


Lillard de um lado, Harden do outro: os reservas do All-Star de 2021 da NBA

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A audiência do Super Bowl nos EUA caiu 9%. E isso não é tão ruim quanto parece

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

A sequência do noticiário do Super Bowl já é conhecida: nos dias anteriores se fala dos preparativos do jogo e da grandiosidade do evento, no domingo é momento da partida em si, na segunda tem repercussão do resultado e das novas propagandas que tiveram mais impacto na transmissão dos EUA e na terça a NFL se gaba de mais um recorde de audiência. Em 2021 foi diferente. Toda a rotina estava sendo seguida, mas a cereja não foi colocada em cima do bolo. A audiência de Tampa Bay Buccaneers x Kansas City Chiefs foi 9% abaixo de Chiefs x San Francisco 49ers, a finalíssima do futebol americano em 2020. Hora de pânico? Não.

Tom Brady em Bucs x Chiefs
Tom Brady em Bucs x Chiefs Getty Images

Não dá para dizer que esse número é desejável. A NFL gosta de vender a ideia de liga em eterno crescimento e o Super Bowl é o grande representante disso por ser o maior evento televisivo dos Estados Unidos. E essa condição se justifica principalmente pelo altíssimo nível de audiência, sempre na casa de 100 milhões de pessoas. Nesse aspecto, uma queda de 9% (de 102 milhões para 91,6 milhões, pior marca em 15 anos) é obviamente uma má notícia.

Tudo, porém, precisa de contexto. Até a audiência do Super Bowl.

Um motivo natural para se avaliar variações de audiência em eventos esportivos é ver os times envolvidos. Neste aspecto, a comparação de 2020 com 2021 não traz tanta diferença: o Kansas City Chiefs estavam nas duas finais, e a troca de São Francisco (49ers) por Tampa (Buccaneers) até explicaria uma queda, mas os números mostraram que a presença de Tom Brady fez Boston ter audiência acima do normal para um Super Bowl sem os Patriots. 

Outro ponto já seria mais relevante: o desenrolar da partida. Chiefs 31 x 20 49ers foi definido apenas nos minutos finais, enquanto que Bucs 31 x 9 Chiefs teve claro domínio do time da Flórida e estava decidido antes do final. Isso costuma desmobilizar alguns torcedores e trazer pequenas quedas. Ainda assim, justificaria uma oscilação de um ponto no máximo.

A questão principal é a pandemia de Covid-19. Ou melhor, o comportamento do público americano com eventos esportivos na TV durante a pandemia.

A audiência de praticamente todas as ligas caiu em 2020 (ou 2020-21, no caso da NFL). E não caíram pouco. A World Series teve queda de 32%, atingindo os piores índices de sua história. Parece ruim? Pois a NBA foi ainda pior, com queda de 49% e números sensivelmente piores que os da decisão do beisebol (e as duas finais envolveram mercados parecidos, com Los Angeles x Flórida). E a NHL despencou 61%. 

Obs.: A mesma tendência se identificou ao longo da temporada de todas as ligas e em outras modalidades, mas é importante ressaltar que as decisões de NHL, NBA e MLB ocorreram entre o final de setembro e outubro, no momento mais quente da corrida presidencial americana e alguns jogos da reta final das ligas tiveram até de disputar audiência com debates que tiveram atenção recorde do público. Isso ajudou também a jogar os números ainda mais para baixo


Jogadores do Los Angeles Dodgers celebram a conquista da World Series em 2020
Jogadores do Los Angeles Dodgers celebram a conquista da World Series em 2020 Getty

Nessa comparação, a NFL até teve uma queda leve. Na temporada regular, a audiência média dos jogos foi 7% pior que na temporada anterior. O fato de o Super Bowl ter uma queda um pouco maior pode se explicar por outro fenômeno da pandemia: a redução de aglomerações.

A temporada regular é vista principalmente pelos torcedores. O Super Bowl é diferente, é um grande evento social. Muitas pessoas se reúnem em bares, nas ruas ou na casa de amigos para ver o jogo. Mesmo alguém que não goste de futebol americano acaba indo, pois vai na onda do grupo de amigos e pode ao menos se concentrar nas propagandas ou no show do intervalo. 

Muita gente não se importou com a pandemia e se reuniu de qualquer forma. Mas é natural que ainda há uma quantidade razoável de pessoas que tenham preferido ficar em casa sozinho ou com sua família. E, sem um grupo de amigos em volta, quem não tem interesse especial por NFL talvez tenha preferido fazer outra coisa no horário.

Por isso, há motivos para acreditar que a queda de 9% da audiência do Super Bowl pode ser algo circunstancial. O importante mesmo são os números do próximo. Eles podem indicar o quanto 2021 foi um fenômeno isolado ou é realmente algo que merece atenção especial por parte da NFL.

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A audiência do Super Bowl nos EUA caiu 9%. E isso não é tão ruim quanto parece

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Dois títulos em um ano: como Tampa ficou no ranking de cidades campeãs das ligas americanas

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Campeão do Super Bowl, campeão da Stanley Cup, vice-campeão da World Series. O esporte de Tampa nunca viveu um momento tão espetacular quanto o atual, tanto que muita gente até coloca o título da USL (segunda divisão do futebol dos Estados Unidos). Realmente, são façanhas incríveis para uma região que não costuma ser tão vitoriosa assim, e que muitas vezes gera desconfiança pela oscilação do engajamento de seu público com os times.

Rob Gronkwoski e Tom Brady celebram o título da NFL pelo Tampa Bay Buccaneers
Rob Gronkwoski e Tom Brady celebram o título da NFL pelo Tampa Bay Buccaneers Getty

Pensando em perspectiva histórica, porém, o que essa sequência de títulos representa no cenário das ligas norte-americanas? Tampa já pode ser considerada uma “Cidade de Campeões” (título que várias cidades se deram ao longo das décadas). E Los Angeles, que também está com dois campeões (NBA e MLB) simultâneos?

LEIA MAIS: Tampa e Los Angeles brigam para ter dois títulos ao mesmo tempo. Quando aconteceu antes?

Bem, então aqui está uma edição atualizada do ranking de cidades campeãs do esporte americano. São três rankings, para cada um escolher o que prefere.

Obs.: os rankings consideram as regiões metropolitanas. Por exemplo, São Francisco e Oakland contam como Bay Area, Anaheim conta como parte de Los Angeles e Nova Jersey conta como parte de Nova York. Para a NFL, foram computados também os títulos da NFL e da AFL pré-Super Bowl)

1) Ranking 1 (NFL + MLB + NBA + NHL + MLS)

1 - Nova York (58 títulos)
2 - Boston (39)
3 - Chicago (30)
4 - Los Angeles (27)
5 - Montreal (26)
6 - Detroit (22)
7 - Bay Area (20)
8 - Filadélfia e Toronto (17)
10 - Pittsburgh (16)
11 - St. Louis (14)
12 - Green Bay e Washington (13)
14 - Baltimore e Cleveland (9)
16 - Minneapolis (8)
17 - Dallas, Denver, Houston, Kansas City e Miami (7)
22 - Cincinnati, Edmonton, San Antonio e Seattle (5)
26 - Ottawa e Tampa (4)
28 - Atlanta, Búfalo, Canton, Columbus, Milwaukee e Portland (2)
34 - Akron, Calgary, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Providence, Raleigh, Rochester, Salt Lake City e San Diego (1) 

New York Yankees, a franquia com mais títulos nas principais ligas dos Estados Unidos
New York Yankees, a franquia com mais títulos nas principais ligas dos Estados Unidos ESPN

2) Ranking 2 (apenas as 4 ligas mais tradicionais, sem a MLS)

1 - Nova York (58 títulos)
2 - Boston (39)
3 - Chicago (29)
4 - Montreal (26)
5 - Detroit e Los Angeles (22)
7 - Bay Area (18)
8 - Filadélfia (17)
9 - Pittsburgh e Pittsburgh (16)
11 - St. Louis (14)
12 - Green Bay (13)
13 - Baltimore, Cleveland e Washington (9)
16 - Minneapolis (8)
17 - Dallas e Miami (7)
19 - Denver (6)
20 - Cincinnati, Edmonton, Houston, Kansas City e San Antonio (5)
25 - Ottawa e Tampa (4)
27 - Seattle (3)
28 - Búfalo, Canton e Milwaukee (2)
31 - Akron, Atlanta, Calgary, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Providence, Raleigh, Rochester e San Diego (1) 

O Los Angeles Lakers bateu o Miami heat na final para conquistar o título da NBA em 2020
O Los Angeles Lakers bateu o Miami heat na final para conquistar o título da NBA em 2020 Getty Images

3) Ranking 3 (as 5 principais ligas, mas apenas no século 21)

1 - Los Angeles (14)
2 - Boston (12)
3 - Bay Area (8)
4 - Chicago, Pittsburgh e San Antonio (5)
7 - Miami, Nova York e Tampa (4)
10 - Denver, Detroit, Houston, Kansas City, Seattle, St. Louis e Washington (3)
17 - Baltimore, Columbus, Filadélfia e Toronto (2)
21 - Atlanta, Cleveland, Dallas, Green Bay, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Raleigh e Salt Lake City (1)

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Não existem mais argumentos para não considerar Tom Brady o maior de todos os tempos na NFL

Gustavo Faldon

Muitos achavam que os seis primeiros títulos de Tom Brady só foram possíveis porque ele estava no New England Patriots, em casa, sendo comandado pelo maior técnico de todos os tempos na NFL: Bill Belichick.

Depois de 20 anos e nove idas ao Super Bowl, Brady desafiou a todos, incluindo ele mesmo. Pegou um time medíocre, escolheu como sua nova casa e ganhou o Super Bowl mesmo assim, seu sétimo título na carreira, mais do que qualquer outra franquia - isso mesmo - na NFL.

Brady agradece apoio, diz que ataque dos Bucs poderia ter feito mais no Super Bowl e garante: 'Eu vou voltar!'

Há ainda quem tente desmerecer isso. Mas ele o fez aos 43 anos, sendo que em qualquer outro esporte não tem nenhum precedente de alguém ser tão dominante com tal idade.

E vale destacar que não houve pré-temporada, os treinos ao longo do ano sendo limitados por conta da COVID-19. E com exceção de Rob Gronkowski, que Tom Brady literalmente tirou da aposentadoria, e uma única partida com Antonio Brown, não havia entrosamento anterior do quarterback com o resto do time.

E os Bucs em 2019 ganharam apenas 7 jogos, ficando de fora dos playoffs. Brady chegou e levou o time a 11 vitórias, não sendo suficiente para além de uma vaga no wild card, o que demonstrava que Tampa Bay, na teoria, não tinha um elenco tão forte quanto seus rivais na conferência e até no resto da liga.

Mas quando mais importava, Brady foi cirúrgico, tendo aos 43 anos uma temporada regular e playoffs que há muito tempo não se via.

Se até o ano passado os adversários fracos na AFC Leste e caminho facilitado na conferência eram os motivos dados para desmerecê-lo, esses foram por água abaixo. Brady foi para a NFC Sul, junto com Drew Brees e os Saints, Matt Ryan e os Falcons e também os Panthers, uma das mais equilibradas da NFL.

E nos playoffs, passou por três dos maiores quarterbacks da história: Brees, Aaron Rodgers e Patrick Mahomes.

Não existem mais argumentos. Tom Brady é o maior de todos os tempos. Desfrutemos de seu talento, já que, mesmo a cada ano isso parecendo ser mais improvável, ele não nos presenteará com isso para sempre.

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Não existem mais argumentos para não considerar Tom Brady o maior de todos os tempos na NFL

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Chiefs e Bucs já se enfrentaram em 2020: cinco pontos que o jogo da semana 12 ensinou para o Super Bowl

Matheus Sacramento

Kansas City Chiefs e Tampa Bay Buccaneers fazem o Super Bowl neste domingo! E as duas equipes se conhecem bem, afinal, se enfrentaram há pouco mais de dois meses pela semana 12 da NFL. O triunfo ficou com o time de Patrick Mahomes: 27 a 24 no Raymond James Stadium, que também será palco da grande decisão.

A ESPN e ESPN App transmitem AO VIVO e EXCLUSIVO o Super Bowl LV no domingo (7/2), com Abre o Jogo a partir das 19h (Brasília) e a bola oval subindo às 20h30. O ESPN.com.br terá acompanhamento em tempo real da final da NFL com o que de melhor acontece direto de Tampa Bay.

Mas o que o duelo de temporada regular pode ter ensinado aos finalistas? Aqui estão cinco pontos de atenção para o Super Bowl:


1 - Plano A contra Tyreek Hill será diferente

A defesa dos Bucs, uma das melhores da liga, chegou na semana 12 com um plano ousado de deixar seu melhor cornerback em marcação individual contra Tyreek Hill. Carlton Davis, inclusive, saía de seu lado preferido e alinhava no meio do campo quando necessário para espelhar os movimentos do camisa 10 dos Chiefs.

 Foi um desastre.

Paulo Antunes faz paralelo entre trajetórias de Tom Brady e Patrick Mahomes

 Nas coberturas em “mano a mano”, Hill terminou o jogo com 5 recepções em 5 alvos, 102 jardas e 2 touchdowns. Só no primeiro quarto, considerando qualquer tipo de cobertura, foram 7 recepções em 7 alvos para 203 jardas.

 Tampa Bay se adaptou rapidamente e já no primeiro tempo largou mão das marcações individuais, mas o estrago estava feito. Para o Super Bowl, a estratégia terá que ser diferente. Uma opção, quem sabe, pode ser dobrar a cobertura em cima de Hill, como foi feito com sucesso sobre Davante Adams na final da Conferência Nacional.


2 - Plano B um tanto previsível

 Quando Tampa Bay abandonou as marcações individuais, passou a jogar quase a partida inteira em marcações tradicionais por zona, pouco agressivas, sem mandar blitz. Isso limitou as jogadas explosivas de Kansas City, é verdade, mas não dá para dizer que a estratégia funcionou.

 Considerando somente passes contra defesas em zona, Mahomes acertou 28 de 35 lançamentos para 325 jardas e 1 touchdown naquele jogo, ou seja, não encontrou dificuldade alguma para marchar o campo com jogadas mais curtas, identificando os espaços entre os marcadores.

 Os Buccaneers cederam apenas 7 pontos naquele segundo tempo, mas contaram com a sorte. O quarterback de Kansas City desperdiçou um touchdown totalmente livre de 90 jardas ainda no início do terceiro quarto, muitas faltas mataram outra campanha e Andy Reid chegou a apostar em uma corrida com LeVeon Bell numa terceira descida, fatos isolados que ajudaram Tampa Bay e que podem não se repetir no Super Bowl.

 E isso que Travis Kelce nem teve o melhor de seus jogos...

 Variar as coberturas, não ser previsível e confundir Mahomes é um desafio e tanto, mas que será necessário para a defesa de Todd Bowles levar alguma vantagem.

Super Bowl, a simulação no Madden: Kansas City Chiefs vence Tampa Bay Buccaneers com grande duelo entre Hill e Godwin


3 – JPP e ‘Sack’ Barrett precisam aparecer

 Um dos confrontos mais falados para o Super Bowl é o da linha defensiva dos Buccaneers, que aterrorizou Aaron Rodgers, contra a linha ofensiva dos Chiefs, que viu Eric Fisher se lesionar contra os Bills. Na semana 12, contudo, o duelo não foi um problema para os atuais campeões.

 De acordo com o Next Gen Stats da NFL, Mahomes foi pressionado em 6 de seus 53 recuos para passar a bola naquela rodada, sofrendo apenas 2 sacks. Esses números estão longe de serem o suficiente para atrapalhá-lo, pois Patrick é muito produtivo mesmo quando pressionado.

 E é bom que Jason Pierre-Paul e Shaq Barrett vençam seus duelos sem ajuda de outros companheiros, uma vez que o atual MVP do Super Bowl teve a melhor nota “QBR” da temporada enfrentando a blitz, com 96,8 (o máximo dessa “nota matemática” calculada pela ESPN com base em estatísticas seria 100).


4 - Brady terá que jogar melhor

 O plano de jogo dos Chiefs para enfrentar Brady naquela partida foi algo que raras vezes deu certo contra o histórico quarterback: mandar a blitz. Isso aconteceu em 20 dos 42 recuos do camisa 12 na partida, quase 50%. Kansas City não se importou em deixar sua secundária desprotegida e no “mano a mano” contra os bons alvos de Tampa Bay.

Tom Brady em Bucs x Chiefs
Tom Brady em Bucs x Chiefs Getty Images

 Se Brady costumava queimar blitzes em New England, isso não aconteceu contra a defesa de Steve Spagnuolo – que também era o coordenador defensivo dos Giants naquele Super Bowl de 2008. O QBR de Brady contra a blitz na partida foi de apenas 40,4 (lembrando que o máximo é 100). Ele terá que jogar melhor nessas situações de pressão e aproveitar cada uma das oportunidades de marcação individual sem ajuda de safeties no Super Bowl, completando passes em jogadas explosivas.

 A defesa de Kansas City gosta de se impor, sabe que tem Mahomes para salvá-la caso tome um touchdown longo e provavelmente será agressiva novamente em “soltar os cachorros” contra Brady. Cabe a ele fazê-la pagar por isso.


5 – Foco no jogo terrestre

No duelo da semana 12, os Chiefs entraram com 1 ou menos linebackers em campo em 35 das 55 jogadas – isso é uma tendência da equipe, que foi a segunda que mais apostou nessas escalações velozes em toda a temporada. Se Kansas City prioriza defensores leves, a resposta dos Bucs precisa ser o pesado e duro jogo terrestre! Não à toa, os Chiefs ficaram na metade de baixo da tabela nas estatísticas de defesa contra corridas.

 Tampa Bay tentou apenas 13 corridas no duelo da temporada regular, mas teve sucesso quando nelas apostou. Ronald Jones teve média de mais de 7 jardas por carregada! A estratégia pode dar o controle do relógio aos Bucs, deixar Mahomes no banco e ainda abrir espaço para play-actions que tirem a pressão de Brady e permitam bolas longas. Mesmo se sair atrás no placar, será importante que Bruce Arians tenha foco no jogo terrestre.

*Todos os dados são do ESPN TruMedia.

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As exigências da NFL para as cidades receberem o Super Bowl

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Super Bowl LV será disputado em Tampa Bay, casa de um dos finalistas da decisão da NFL
Super Bowl LV será disputado em Tampa Bay, casa de um dos finalistas da decisão da NFL Getty Images

A NFL é uma liga formada por 32 franquias, que realiza sua final em estádios pré-definidos. Faz sentido que ela apenas fique rodando as escolhas dentro das arenas de suas franquias, certo? Errado, muito errado. Apesar de sempre designar a casa de uma de suas equipes para sediar o Super Bowl, a liga trata a partida como um evento completamente à parte, e organizar o jogo deve ser visto como um privilégio. E, como tal, ela impõe às cidades candidatas as mais diferentes exigências.

O tipo de demanda se tornou público em 2013, quando documentos da NFL vazaram para o jornal Minneapolis Star Tribune. O documento entregue às cidades candidatas na época tinha 153 páginas. Muitos itens são perfeitamente justificáveis para garantir a operação tranquila e segura da partida, mas alguns causaram polêmica na época por exigir recursos públicos ou por soarem preciosistas demais. Desde então, é provável que alguns dos pedidos já tenham saído da lista (o documento atual segue sigiloso, e não houve novos vazamentos), seja pela repercussão ruim da época, seja pela pandemia de Covid-19.

De qualquer modo, o impacto do Super Bowl em sua cidade-sede virou tema de diversos debates. As prefeituras têm retorno desse investimento?

Há respostas das mais diversas, pois dependem muito de critérios para se calcular o retorno efetivo. É uma conta semelhante à que vimos sobre as cidades ou países que se comprometem a organizar uma Copa do Mundo, uma edição dos Jogos Olímpicos ou mesmo um grande prêmio de Fórmula 1.

Veja algumas das exigências mais polêmicas que a NFL fazia (ao menos até 2013) para a cidade que recebesse o Super Bowl:

- A prefeitura precisa disponibilizar, sem custos à NFL, uma força-tarefa dedicada exclusivamente a combater ingressos falsos;

- Se cair uma nevasca no dia do jogo, as necessidades do Super Bowl têm de receber prioridade nos esforços da cidade em remover a neve e abrir as vias. Esse item só perde validade em situações de perigo à segurança da população).

- A NFL fica isenta de impostos pelo faturamento no jogo e nos eventos ligados ao jogo, desde os ingressos da partida até na venda de produtos e serviços relacionados ao evento. Se a cidade não conseguir garantir essa isenção, o comitê organizador local é obrigado a reembolsar a liga por esses valores;

- A cidade precisa garantir acesso exclusivo e gratuito à liga para três campos de golfe de alto nível e 18 buracos para receber um torneio durante o fim de semana do Super Bowl. Além disso, a liga exige duas pistas de boliche de alto nível, também para torneio durante a semana do Super Bowl;

- A cidade precisa cobrir todas as despesas para que a NFL envie uma equipe de 180 profissionais para inspecionarem a cidade-sede pouco mais de um ano antes do Super Bowl;

- A cidade tem de disponibilizar 110 apartamentos para a equipe de produção e segurança do Super Bowl 40 dias antes do jogo. E esses imóveis não podem estar a mais de 20 minutos de carro do estádio;

- A liga exige um hotel com mil quartos. Tudo de graça, da hospedagem e uso de salas de reuniões até ao frigobar nos quartos;

- Se o sinal para celular estiver fraco nos hoteis dos times, o comitê organizador local tem de instalar estrutura para reforçar esse sinal;

- Todos os hoteis que receberão os times precisam ter a NFL Network nos quartos. Detalhe: desde um ano antes do Super Bowl.

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Como o caos das ações de uma loja de games atingiu uma franquia da MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
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A história da semana em Wall Street é a disputa envolvendo a GameStop. As ações da rede de varejo especializada em games começaram a flutuar de maneira imprevisível após se tornar ponto central em uma batalha entre grandes corretoras de ações e investidores comuns. A confusão ficou tão grande que pode até envolver o New York Mets. Sim, se no Brasil a gente diz que “tem coisas que só acontecem com o Botafogo”, os Mets podem ser os personagens desta frase se dita por um norte-americano. 

A história começa quando corretoras de ações sentiram que a GameStop teria problemas no futuro. Assim, realizaram movimentos contando com a desvalorização dessas ações. A prática não é bem vista pela comunidade de investidores comuns nos Estados Unidos, e muitos se mobilizaram para contra-atacar. Eles se organizaram em grupos no Reddit para forçar a subida das ações da rede. As ações passaram de US$ 20 para mais de US$ 400 em poucas semanas. A disputa se transformou em uma queda de braço dos dois lados, mas os “day traders” (usuários comuns) venceram.

Obs.: o parágrafo acima foi uma explicação bem simplificada do caso. Clique aqui para entender com mais detalhes

Claro, quem apostava na queda das ações se deu mal, muito mal. O prejuízo para as corretoras é calculado em mais de US$ 5 bilhões. Uma das mais afetadas foi a Melvin Capital, controlada por Gabe Plotkin, que perdeu US$ 3,75 bilhões nessa operação. A empresa ficou descapitalizada e teve de receber ajuda de corretoras concorrentes para não ruir (uma quebra poderia causar efeito dominó no mercado). Quase US$ 1 bilhão veio da Point72, de Steve Cohen. 

Cohen ficou conhecido como o homem que inspirou o personagem Bob Axelrod na série de TV Billions, mas, para o mundo do beisebol, desde outubro ele é conhecido como “o novo dono do New York Mets”.

Claro, a notícia já criou ansiedade em torcedores dos Mets. Ainda mais porque os donos anteriores, a Família Wilpon, parou de investir no time depois de envolvida em um escândalo de pirâmide financeira. E a torcida já pensou que, como o universo sempre dá um jeito de conspirar contra os Mets, nem a fortuna aparentemente ilimitada de Cohen (o valor é calculado em US$ 14 bilhões) ficaria ilesa às perdas dessa batalha da GameStop. Não que ele fosse quebrar, mas talvez tivesse de rever alguns de seus gastos, incluindo os do beisebol.

Por isso, Cohen teve de ir às redes sociais para deixar claro que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Ainda assim, muito torcedor dos Mets vai ficar de olho nas movimentações do clube nessas semanas finais de intertemporada, para ver se a franquia segue investindo pesado em reforços.

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Como o caos das ações de uma loja de games atingiu uma franquia da MLB

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Adeus, Houston: cinco times que fariam Deshaun Watson sonhar com o Super Bowl

Matheus Zucchetto
Deshaun Watson em jogo dos Texans nos playoffs de 2019 da NFL
Deshaun Watson em jogo dos Texans nos playoffs de 2019 da NFL Getty


Por que trocar um time sem aspirações por outro?

Esta é uma das perguntas que Deshaun Watson vai precisar encontrar a resposta depois de pedir para ser trocado pelos Texans. E o motivo disso é simples: o quarterback tem uma cláusula de no-trade em seu contrato. Ou seja, ele basicamente poderá escolher qual o próximo uniforme que vai vestir.

Não, Watson não está nem na metade de sua carreira na NFL. Mas um quarterback de elite como ele precisa pensar em brigar pelo Super Bowl. E uma troca para os fraquíssimos Jets, que teriam de abrir mão da segunda escolha do draft de 2021 por ele, faz algum sentido para o camisa 4?

Se tivesse ao menos brigado pelos playoffs em 2020, Watson teria seu nome mencionado entre os principais candidatos ao prêmio de MVP. E isso é o mínimo que ele precisa exigir para seguir sua carreira longe de Houston: competitividade.

Então, aqui vão cinco opções que permitiriam Deshaun sonhar (imediatamente) com o troféu Lombardi:

Miami Dolphins: Ninguém esperava que os Dolphins fossem entrar na briga pela pós-temporada depois de só duas temporadas com Brian Flores de treinador. Mas Flores já começa a mudar a cultura em Miami, e a chegada de Watson iria acelerar ainda mais a transformação dos Dolphins - que têm duas cartas na manga: a terceira escolha do draft e Tua Tagovailoa como possíveis peças da oferta aos Texans.

San Francisco 49ers: Kyle Shanahan é uma das mentes ofensivas mais brilhantes da NFL. Jimmy Garoppolo não se tornou a grande estrela que nós imaginávamos quando ele deixou os Patriots. Então, só imagine do que Shanahan seria capaz com Watson sob seu comando - e ao lado de George Kittle. 

Chicago Bears: Chicago procura um quarterback há décadas, e uma troca por Watson acabaria com o sofrimento de uma torcida que precisou aguentar as comparações de Mitch Trubisky pelos últimos quatro anos. Os Bears têm uma das defesas mais potentes da liga e um ataque capaz de produzir. A chegada de Watson também poderia significar um novo contrato para o wide receiver Allen Robinson, um dos mais confiáveis da NFL. Tudo isso em um time que encontrou um jeito de chegar aos playoffs em 2020,

New England Patriots: A primeira temporada da era pós-Tom Brady foi um desastre, e Cam Newton foi ainda pior do que os pessimistas poderiam imaginar. Mas Bill Belichick deve estar sedento pela chance de mostrar que 2020 foi um ponto fora da curva e de que ele pode, sim, conduzir os Patriots ao Super Bowl mesmo sem Brady - que está sorrindo em Tampa neste momento.

New Orleans Saints: A carreira de Drew Brees parece ter chegado ao fim, e os Saints vão precisar se virar com Jameis Winston ou Taysom Hill. Não parece muito empolgante para um time que se acostumou a disputar coisas importantes... Ajustar a folha salarial para o contrato de Watson daria trabalho, mas isso nunca foi um grande problema, principalmente quando falamos de um jogador capaz de fazer os Saints seguirem com a hegemonia na NFC Sul e voltarem a sonhar com títulos.

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Corrida pelo MVP #2 - A ascensão de Embiid e o domínio sem fim de LeBron

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

Mais uma semana da NBA se foi, e está na hora de montar o segundo ranking da Corrida pelo MVP!

LeBron e Jokic seguem dominantes, Embiid voltou às quadras e assumiu seu lugar na briga pelo prêmio, e Curry não cansa de dar show com os Warriors.

Confira a lista completa!


1 - LeBron James - Los Angeles Lakers 

25.2 pontos, 7.9 rebotes e 7.4 assistências
Ranking anterior: #1

Três jogos e três vitórias para LeBron e os Lakers, que vem de incríveis 46 pontos na vitória sobre os Cavs em sua antiga casa.

O ala continua sendo o grande nome do grande time da liga até agora. E é impossível não notar que LeBron está atrás de seu quinto MVP, igualando as marcas de Michael Jordan e Bill Russell.

2 - Nikola Jokic - Denver Nuggets 

25.4 pontos, 11.9 rebotes e 9,3 assistências
Ranking anterior:  #2

Os Nuggets parecem estar se encontrando na temporada e somam quatro vitórias seguidas, e Jokic tem médias de 26.7 pontos, 13.5 rebotes e 6 assistências neste período.

Joker liderou vitórias contra Suns e Mavs na última semana, e Denver saltou para o 4º lugar do Oeste depois de um começo irregular de temporada.

3 - Joel Embiid - Philadelphia 76ers 

27.7 pontos, 11.5 rebotes e 2.7 assistências
Ranking anterior: #8

O salto de Embiid no ranking era questão de tempo - tempo de simplesmente voltar a jogar.

Os Sixers venceram as últimas cinco partidas com o pivô em quadra, e o pivô tem médias de 37.6 pontos e 11.6 rebotes nos três jogos que fez desde que retornou ao quinteto titular dos donos da melhor campanha do Leste.

4 - Luka Doncic - Dallas Mavericks 

27.3 pontos, 9.8 rebotes e 9.3 assistências
Ranking anterior: #4

Os Mavericks continuam sendo um time instável, mas Doncic não para de impressionar.

Na derrota para os Nuggets, por exemplo, foram 35 pontos, 16 assistências e 11 rebotes para o esloveno, que chegou a seis triplos-duplos na temporada e continua liderando a NBA no quesito.

5 - Stephen Curry - Golden State Warriors 

28.4 pontos, 6 assistências e 5.5 rebotes 
Ranking anterior: #6

Os Warriors são um time divertido de novo, e o motivo tem nome , sobrenome e apelido de 'Brinquedinho Assassino'.

Curry é uma máquina de bolas de três e de melhores momentos - foram pelo menos cinco arremessos de três convertidos em cada um dos últimos três jogos, e Steph lidera a NBA com 74 delas na temporada.


Os próximos no ranking

6 - Kevin DurantBrooklyn Nets 

30.4 pontos, 7.6 rebotes e 5.8 assistências
Ranking anterior: #5

7 - Giannis Antetokounmpo - Milwaukee Bucks 

27 pontos, 10.5 rebotes e 5.3 rebotes
Ranking anterior: #7

8 - Paul George - Los Angeles Clippers 

22,9 pontos, 6.2 rebotes e 5.4 assistências
Ranking anterior: #3

9 - Damian Lillard - Portland Trail Blazers 

28.7 pontos, 7 assistências e 4.8 rebotes
Ranking anterior: #9

10 - Jaylen Brown - Boston Celtics
27.3 pontos, 5.8 rebotes e 3.4 assistências
Ranking anterior: não ranqueado


Na briga pelo Top 10: Kawhi Leonard (Clippers), James Harden (Nets), Jayson Tatum(Celtics), Bradley Beal (Wizards),  e Trae Young (Hawks)

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Corrida pelo MVP #2 - A ascensão de Embiid e o domínio sem fim de LeBron

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