Na teoria, é o lugar perfeito; na prática, Fernando Diniz no Santos hoje é risco grande de desastre para os dois lados

Paulo Cobos

O Santos tem um novo treinador. O clube acertou a contratação de Fernando Diniz para substituir o argentino Ariel Holan.

Na teoria, é um casamento perfeito. Com jogadores jovens e uma mentalidade histórica de jogo ofensivo, o Santos deveria ser o lugar perfeito para Fernando Diniz.

Na  Vila, o treinador tem mais chances de fazer a garotada que esbanja velocidade abraçar seu estilo de jogo.  E os riscos defensivos causados pelo seu estilo poderiam ser melhor digeridos se o ataque funcionar de forma efetiva.

Fernando Diniz em jogo do São Paulo
Fernando Diniz em jogo do São Paulo Mauro Horita / Gazeta Press

Só que o futebol não vive de teoria. E, na prática, o casamento entre Fernando Diniz e Santos tem um risco enorme de desastre para os dois lados.

Diniz não é o treinador certo para apagar incêndios. E o Santos hoje sofre uma crise de proporções épicas.

Basta dizer que o clube pode até ser rebaixado para a segunda divisão do medíocre Campeonato Paulista em caso de derrota neste domingo para o São  Bento.

A torcida santista anda enfurecida. Vai na casa de treinador soltar rojão. A situação financeira é dramática, com salários atrasados e nada de dinheiro para contratar.

Já escrevi aqui que gosto muito do trabalho de Fernando Diniz.

Espero estar errado sobre sua pequena chance de sucesso no Santos.

Se fracassar, seus sádicos críticos vão se deliciar e enterrar o "Dinizismo" mais uma vez esfregando as mãos de satisfação.

Hofman diz que contratação de Fernando Diniz 'faz sentido' no Santos e comenta quais pontos técnico tem que melhorar



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Viva o Villarreal: que tem dono ricaço, mas dá um tapa na cara dos times bilionários ao eliminar o Arsenal

Paulo Cobos

O Villarreal evitou que as duas principais competições europeias tenham finais 100% inglesas. Depois de vencer o primeiro jogo em casa, o clube espanhol segurou o empate contra o Arsenal em Londres e vai dispuar a final da Liga Europa contra o Manchester United.

Viva ao Villarreal.

O time espanhol está longe de ser um coitadinho. Seu dono é um dos homens mais ricos de seu país. Fernando Roig, dono de uma empresa de pisos e azulejos, tem uma fortuna, segundo a revista "Forbes", de US$ 1,7 bilhão. Seu irmão, de quem é sócio minoritário em uma rede de supermercados, é ainda mais rico: tem US$ 4,7 bilhões.

Villarreal elimina Arsenal em pleno Emirates Stadium e vai à final da Europa League; veja a comemoração


Mas, depois de eliminar o Arsenal,  o Villarreal é um soco na cara dos gigantes europeus que quiseram passar uma rasteira nos times médios e pequenos com a fracassada tentativa de criar uma Superliga do continente com vaga cativa para eles.

Para a temporada 2020/2021, o clube espanhol tem um orçamento de 117 milhões de euros. Isso é praticamente um quarto do dinheiro que o Arsenal fatura a cada temporada (e o time inglês nem é dos mais ricos).

Jogadores do Villarreal comemoram a classificação à final da Europa League
Jogadores do Villarreal comemoram a classificação à final da Europa League EFE/EPA/ANDY RAIN

O Villarreal é a prova que futebol é muito mais do que dinheiro. Não lamente perder a chance de ver um duelo entre United x Arsenal em uma decisão. Celebre que um clube modesto, mas que faz as coisas de forma mais organizada que um ricaço mimado, possa ganhar um título europeu.


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Viva o Villarreal: que tem dono ricaço, mas dá um tapa na cara dos times bilionários ao eliminar o Arsenal

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Miranda, Taison e Hulk: um aperitivo de como seria o futebol no Brasil se os melhores brasileiros jogassem aqui

Paulo Cobos

Diego Alves; Rafinha, Miranda, Geromel e Filipe Luís; Felipe Melo, Daniel Alves, Diego e Taison; Hulk e Luiz Adriano.

Queria ter esse 11 no seu time? Se sim, saiba de uma coisa. Todos eles voltaram para o futebol brasileiro, depois de vitoriosas carreiras no exterior, quando já tinham passado dos 30 anos.

Os últimos três que chegaram tiveram atuações soberbas nesta semana pela Libertadores.

Miranda elogia time do São Paulo após empate com o Racing e afirma: 'Objetivo foi conquistado'


Hulk, 34 anos, fez dois gols pelo Atlético-MG contra o Cerro Porteño. Miranda, 36, mostrou a classe de sempre e foi o principal responsável pelo São Paulo não perder para o Racing na Argentina. Taison, 33, reestreou no Inter contra o Olimpia e foi um dos maestros no massacre de 6 a 1

As exibições de gala do trio são só um aperitivo do que poderia ser o futebol nacional com uma utopia: os melhores jogadores brasileiros atuarem no Brasil.

Hulk, Miranda e Taison já não estavam no auge quando resolveram retonar para a casa. Mas os três estão muito acima do nível do futebol que é praticado no Brasil e na América do Sul. E vão sobrar e brilhar.

Miranda em ação com a camisa do São Paulo
Miranda em ação com a camisa do São Paulo Staff Images/Conmebol

Se já na reta final da carreira esses jogadores brilham aqui, imagine o que fariam se tivessem passado os melhores anos de suas carreiras aqui.

Quem sabe meus netos terão esse prazer.



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O dia que Zidane merecia um grito de 'burro' e fez maldade com Vinícius Jr. no Real Madrid

Paulo Cobos

Não se pega um atacante que joga pelo lado esquerdo do campo e o coloca na ala direita (onde nunca atuou) sem pagar um preço alto pela invenção desastrosa. 

Foi o que aconteceu com o Zidane na derrota do Real Madrid  para o  Chelsea, que eliminou o time espanhol das semifinais da Champions.

Nunca ia imaginar que o francês, gênio como jogador e acima da média como treinador, fosse merecer o grito de "burro" das arquibancadas (se ainda houvessem torcedores nos estádios).

Vinícius Jr. em lance do jogo contra o Chelsea
Vinícius Jr. em lance do jogo contra o Chelsea Getty

Não existe explicação lógica para o que ele fez com Vinícius Jr. em Londres.

Para colocar o sonolento Hazard no time titular, ele tirou o brasileiro do lado esquerdo do ataque, zona em que sempre jogou, e o escalou como ala pelo lado direito.

A ideia, pelo menos na teoria, era que Vinícius Jr. ajudasse na marcação e tivesse a bola para ir ao ataque.

Foi um desastre. O Chelsea deitou e rolou nas costas do brasileiro. E, quando recebia a bola, ainda no campo de defesa do Real Madrid, Vinícius Jr. não tinha como carregá-la até o gol dos ingleses.

Zidane fez a bobagem logo de cara. Foi amassado no primeiro tempo. Voltou para o segundo tempo com o mesmo desenho tático.

Não é possível que não tenha notado tamanha bobagem.

O Real Madrid voltou ainda pior. Aos 18 minutos, resolveu sacar Vinícius Jr. e manteve Hazard, que caminhava em campo.

O belga era uma nulidade, e Zidane não se cansava de errar. Quando resolveu lançar o brasileiro Rodrygo, manteve Hazard e tirou Casemiro: o pulmão deste Real Madrid.

Não adiantou. O Chelsea se cansava de perder gols. O Real Madrid era uma mediocridade geral. Mount fez o segundo para sacramentar a vitória.

Classificação para o time da casa, que agora vai fazer uma decisão inglesa na Champions contra o Manchester City.


City x Chelsea: quem é favorito ao título da Champions League? Leonardo Bertozzi opina


Espero que desta vez Vinícius Jr. não seja esculachado pela imprensa espanhola como geralmente acontece quando o Real Madrid perde.

A culpa é toda da estupidez cometida por Zidane.


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Gabigol deve ser maior goleador brasileiro na Libertadores; vamos acabar com o medo de colocá-lo como um dos grandes da história

Paulo Cobos

Nesta terça-feira, o Flamengo manteve 100% de aproveitamento na Libertadores-21 vencendo a LDU com dois gols de Gabigol.

Ele se igualou à lenda Zico como o maior goleador do clube na história da competição sul-americana, com 16 gols. 

Gabigol decide no fim, Flamengo sofre, mas vence a LDU pela Libertadores; veja os gols


Com mais 3 jogos na fase de grupos e atuando por um time com um ataque avassalador, ele logo vai superar Zico. E, com a média de 0,8 gol por jogo com a camisa do Flamengo no torneio, deve se tornar fácil o maior goleador brasileiro na Libertadores.

Pelo Santos, Gabigol marcou uma vez pela Libertadores. Assim, tem 17 no total. O recordista hoje é Luizão, com 29. 

Com sua média no Flamengo, Gabigol chega a esse número em 2022 (não dá para imaginar o Flamengo fora da competição ano que vem).

Se resolver jogar até o final da carreira nesse Flamengo que sobra no futebol brasileiro (e tem apenas 24 anos), não seria impossível até pensar em ser o maior artilheiro geral da história da Libertadores, façanha que hoje pertence ao equatoriano Spencer, que marcou 54 gols.

Gabigol foi eleito o melhor em campo contra a LDU
Gabigol foi eleito o melhor em campo contra a LDU Alexandre Vidal/Flamengo

Gabigol é hoje um batedor de recordes.

Faz muitos gols em jogos importantes. Muitos deles lindos. É capaz também de dar passes precisos. Tem carisma de sobra.

Chegou a hora de perder o medo de dizer que Gabigol vai logo estar na prateleira dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro.

Não é questão de ficar o comparando com jogadores do passado.

Gabigol não precisa ser melhor do que um centroavante de qualquer época do futebol brasileiro para estar entre os melhores.

Seu futebol e seus números é que justificam isso. 




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Bélgica, Bayern, City, Ronaldo, Messi: Neymar não é melhor do mundo simplesmente porque o 'rival' sempre era melhor

Paulo Cobos

Menos mal que Neymar disse na semana passada que não "está nem aí" para ser o melhor do mundo. Por que mais uma vez isso não acontecerá em 2021.

 Ao ser eliminado com o PSG nesta terça-feira pelo Manchester City nas semifinais da Champions League, o brasileiro perdeu a chance de enfim ser coroado como o maior craque do planeta em uma temporada.

Com 29 anos, ele só pode receber o prêmio agora quando já tiver passado dos 30.

Neymar durante a derrota para o City
Neymar durante a derrota para o City Getty


Brilhando há quase 15 anos, primeiro no Brasil e depois na Europa, Neymar não foi até  hoje o melhor do mundo por um motivo simples: ele nunca conseguiu superar "rivais" que eram melhores do que ele.

Primeiro, quando Cristiano Ronaldo e Messi dominavam o prêmio. O imenso talento do camisa 10 brasileiro não era suficiente para superar o português e o argentino quando os dois estavam no auge.

Há alguns anos, não estão no mesmo nível, abrindo espaço para outros jogadores levarem  o título de melhor do mundo, como Modric, em 2018, e Lewandovski, no ano passado (Neymar é melhor que o croata e o polonês).

Só que Neymar não foi capaz de vencer times melhores que os seus nas três oportunidades abertas com Ronaldo e Messi fora da disputa: 2018, 2020 e agora.

Em 2018, ele ganharia o prêmio de melhor da temporada se conquistasse a Copa do Mundo com a seleção brasileira.

Mas a Bélgica de Lukaku e De Bruyne era um time melhor que o Brasil de Tite. Assim como seria a França em uma eventual semifinal.

Facincani vê Neymar praticamente sem chances de ser melhor do mundo na temporada e aponta grande favorito; assista

No ano passado, não faltou luta e seriedade para ganhar a Champions. Mas o rival na final era o Bayern, imensamente melhor que o PSG.

O mesmo aconteceu agora. O time francês simplesmente não tem bola para superar o Manchester City de Guardiola, com sobras o melhor time do mundo hoje.

Neymar ainda terá algumas chances de ser o melhor do mundo.

No ano que vem, tem outra Champions e a Copa do Mundo do Qatar.

Mas, ficando no PSG e defendendo a seleção de Tite que nem joga mais pela Covid-19, novamente não estará no melhor lugar para fazer isso.


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Red Bull Bragantino já gasta mais que time grande, mas receitas detalhadas seguem um segredo

Paulo Cobos

Não é gastando pouco que o Red Bull Bragantino começa a incomodar os grandes. 

De acordo com os balanços divulgados pelos clube que disputaram a primeira divisão do Brasileiro na temporada 2020, em dados compilados pelo consultor Amir Somoggi, o clube do interior paulista gastou R$ 112,1 milhões com seu futebol. 

Isso é mais que os R$ 99,4 milhões investidos pelo Vasco e bem próximo dos R$ 121,4 milhões do Botafogo. 

O investimento do time, que é propriedade da empresa de energéticos, deu um salto absurdo na volta à elite do Brasileiro. Em 2019, o Red Bull Bragantino havia gasto só R$ 29,4 milhões com seu futebol.

Mesmo gastando alto, o clube relatou um superávit de R$ 13,4 milhões, o quarto melhor resultado financeiro da Série A.

Pena que novamente o clube não foi 100% transparente nas suas contas.

O Red Bull não detalha a origem de suas receitas. Relata apenas faturamento total de R$ 145 milhões, um impressionante aumento em relação aos R$ 39 milhões de 2019.

É impossível saber o quanto o clube gasta com dinheiro do investimento direto da empresa.

No ano passado, fez a mesma coisa. Questionado na época pelo jornalista Rodrigo Capelo, do Globoesporte.com, o clube justificou sua decisão de não detalhar suas receitas. 

"O Bragantino defendeu, por meio de seu departamento jurídico, que a lei obriga apenas que exista alguma auditoria independente sobre o documento, não que o parecer fornecido por ela tenha de ser publicado", relatou Capelo.

Claudinho, do Red Bull Bragantino
Claudinho, do Red Bull Bragantino Getty Images

Ninguém imagina que o time banca seus altos investimentos com dinheiro de bilheteria ou direitos de TV.

Evidente que o aporte dos donos bilionários e o lucro com a venda de jogadores é o que explica o sucesso do clube.

O Red Bull Bragantino não tem motivo algum para fazer esse mistério. 

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Caro Cássio; é fácil corintiano voltar a gostar 'do meio a zero': 'basta' trocar campanhas medíocres por títulos

Paulo Cobos

Após o empate no clássico contra o São Paulo, o goleiro Cássio desabafou sobre as críticas que o Corinthians de Vagner Mancini recebe.

“É estranho. Estou há 10 anos no Corinthians e o meio a zero era bom antes. Ganhar de meio a zero, sofrido, era o estilo do Corinthians. Com todo respeito, cada um tem sua opinião, mas quando você é campeão – e aconteceu isso anos atrás, a gente foi campeão sem jogar um grande futebol – hoje só se fala que o time foi campeão naquele ano.”

Corinthians vira, São Paulo marca de pênalti no último lance e clássico termina empatado; veja como foi


Cássio tem até certa razão. Muito corintiano esquece o quanto foi feliz quando o time ganhava de meio a zero.

Mas o maior goleiro da história do clube esquece do básico  no seu desabafo: antes, seu Corinthians ganhava de 'meio a zero', mas era campeão como nunca na história do clube.

Agora, o tal "resultadismo" entrega campanhas medíocres. O atual Corinthians não chega nem perto de um título que não seja o cada vez mais esvaziado Campeoanto Paulista.

O torcedor consciente entra no Brasileiro sabendo que ficar longe do rebaixamento já será um alívio. Buscar uma vaga em competição sul-americana é o objetivo máximo. Apesar que nos últimos tempos as participações internacionais do clube são um fiasco.

Cássio em entrevista no Corinthians
Cássio em entrevista no Corinthians ESPN

Eu não tenho problema nenhum com a coisa do ganhar "de meio a zero".

Só que, para um gigante do tamanho do Corinthians, isso vale apenas para ser campeão. Para ser um time de meio de tabela, é pequeno demais.

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Caro Cássio; é fácil corintiano voltar a gostar 'do meio a zero': 'basta' trocar campanhas medíocres por títulos

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Guerrero nunca foi esse craque todo, mas não merece saída pela porta dos fundos de Corinthians, Flamengo e Inter

Paulo Cobos

A terceira passagem de Paolo Guerrero por um clube brasileiro está perto  do fim. Neste domingo, o empresário do jogador divulgou nota pedindo a rescisão do contrato do atacante peruano com o Internacional.

Será assim a terceira vez que ele vai sair pela porta dos fundos de um clube brasileiro.

No Inter, Guerrero repete o roteiro do que aconteceu em Corinthians e Flamengo. Ele chega com status de grande craque, se entrega muito, não faz tantos gols assim e se despede quase como se fosse um vilão.

Paolo Guerrero em treino do Inter
Paolo Guerrero em treino do Inter Inter

A grande questão dessa trajetória é que a avaliação sobre o atacante peruano quase sempre é errada.

Sim. Para os padrões do futebol brasileiro, ele, em forma, é melhor do que a média. Mas isso por uma margem muito pequena. Achar que ele é um craque e sozinho vai mudar o patamar de um clube é carência demais. 

Só que não reconhecer sua entrega é injusto.

Guerrero ficou por muitos anos nos três clubes que jogou no Brasil. Quando entrou em campo, sempre lutou. Fez gols importantes. Mostrou respeito pelas camisas que vestiu.

Pior é quando volta ao estádio do Corinthians e é vaiado.

Não é possível que o herói de um título mundial receba tratamento tão ingrato. E isso depois de sair do Parque São Jorge depois de cumprir todo seu contrato.

Guerrero não é craque. Mas é um bom jogador que luta. Pode não ser o ídolo dos sonhos. Mas não é o vilão desenhando por seus ex-clubes no Brasil.


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R$ 375 milhões a pagar por contratações e faturando com futebol só um pouco a mais que o Cruzeiro: as contas do Atlético-MG

Paulo Cobos

O Atlético-MG gastou muito  para montar um esquadrão para Jorge Sampaoli. Isso em uma temporada que seu faturamento com futebol foi só um pouco maior do que o do rival Cruzeiro na Série B.

Isso é o que mostra o balanço financeiro de 2020, que o clube publicou em seu site nesta sexta-feira.

Segundo o documento, o clube tinha, em 31 de dezembro do ano passado, R$ 375 milhões em "contas a pagar na transferência de jogadores", um salto de R$ 202  milhões em relação a 2019.

São R$ 196 milhões para clubes do "mercado externo". Outros R$ 28 milhões para clubes nacionais. Mais R$ 38 milhões em direitos de imagem. E R$ 105 milhões de "exigibilidades com agentes/atletas".

Menin explica 'endividamento' no Atlético-MG, diz que clube 'não queima dinheiro' e cita Flamengo como exemplo

O Atlético-MG não especifica o valor devido pela contratação de cada jogador.

Para se reforçar, teve a ajuda da família Menin. O balanço não cita o nome dos mecenas do clube, mas lança um novo empréstimo feito em 2020 de "pessoas físicas" no valor de R$ 201 milhões a juro zero, a condição que a diretoria citou ano passado para explicar a ajuda dos Menin ao clube.

Pelas suas próprias receitas no futebol, o clube nem poderia pensar em investir tanto.

No ano passado, o Atlético-MG faturou com seu futebol profissional só 12% a mais do que o Cruzeiro, que vive o inferno da Série B.

Foram R$ 128,8 milhões em "receitas de futebol profissional". No maior rival, o faturamento foi de R$ 115 milhões. 

Para apresentar receitas totais brutas de R$ 622 milhões, o clube contou com R$ 268 milhões da venda de parte de sua participação em um shopping em área nobre de Belo Horizonte, dinheiro que vai para a construção da nova Arena do Galo.

Keno, um dos vários reforços contratados pelo Atlético-MG em 2020
Keno, um dos vários reforços contratados pelo Atlético-MG em 2020 Pedro Souza / Agência Galo / Atlético

Sem esse dinheiro, o superávit de R$ 19,2 milhões teria virado um déficit gigante.

Isso por que os custos do futebol do Atlético-MG seguem subindo.  O clube gastou R$ 313 milhões com seu departamento profissional em 2020, R$ 8 milhões a mais que no ano anterior. 

Pagar elenco estrelado é caro. Em 2020, foram R$ 200 milhões com salários e direitos de imagens para jogadores e a comissão técnica de Sampaoli, um salto de R$ 44 milhões em relação à temporada anterior.



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Citando Covid ou pandemia 48 vezes, Palmeiras anuncia déficit de R$ 151 milhões, maior que o do Corinthians em 2020

Paulo Cobos

O Palmeiras perdeu mais dinheiro que o rival Corinthians em 2020.

Nesta sexta-feira, o clube divulgou seu balanço com um déficit de R$ 151 milhões (em 2019, teve um pequeno superávit de R$ 1,7 milhão).

O vermelho no balanço palmeirense é até maior que o  do Corinthians, rival que nos últimos anos se afunda em dívidas e prejuízos. 

Em 2020, o clube do Parque São Jorge teve um déficit de R$ 123 milhões.

O Palmeiras perdeu dinheiro em relação a 2019 em várias áreas. 

Em direitos de TV, o valor arrecadado passou de  R$ 217 milhões para R$ 169 milhões.  Em dinheiro de bilheteria, o tombo foi maior: R$ 62 milhões em 2019 para só R$ 9 milhões em 2020. 

O dinheiro do programa de sócio torcedor também caiu. Foram R$ 46 milhões em 2019 contra R$ 22,5 milhões em 2020.

O clube ainda viu cair suas receitas com licenciamento e sua parte social.

Se salvaram as verbas de patrocínio (estáveis) e venda de jogadores, que passaram de R$ 108 milhões para R$ 148 milhões.

Em premiações, o clube não contabilizou a vitória na final da Copa do Brasil (só o dinheiro até passar pelas semifinais) e o título da Libertadores, que aconteceram já em 2021.

Allianz Parque, casa do Palmeiras
Allianz Parque, casa do Palmeiras Getty

Mesmo arrecadando menos, o Palmeiras não conseguiu diminuir as despesas. Elas subiram 7% em 2020, chegando a R$ 623 milhões.

Para justificar os números ruins, o clube é quem mais ênfase até agora deu aos efeitos da Covid-19 no futebol.

A palavra Covid foi citada 24 vezes no balanço. Pandemia, outras 24. 

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No campo, GreNal foi como Real x Barcelona em 2020; nas finanças, ficou mais para Real x Atlético

Paulo Cobos

Em 2020, o clássico mais quente do Brasil ferveu. E desta vez com o Internacional peitando o Grêmio, o que foi raro nos anos em que Renato Gaúcho esteve à frente do tricolor.

No Brasileiro, o Inter de Abel Braga ganhou o clássico e foi vice-campeão, com o Grêmio ficando em posição intermediária.

O clássico gaúcho teve nos gramados um equilíbrio digno dos confrontos de gigantes como Real Madrid e Barcelona.

Isso não se repetiu na situação financeira dos clubes. No ano passado, o Gre-Nal esteve mais para  Real Madrid x Atlético de Madrid pela grande diferença nos números.

No Bola da Vez, Nilmar crava que está aposentado e diz: 'Vou morrer com isso dentro de mim, que poderia ir mais'


Mais de um mês depois do Grêmio, o Inter publicou no seu site o balanço financeiro de 2020. E a comparação com o rival é triste para os colorados.

O Grêmio teve receitas brutas de R$ 489 milhões no ano passado, contra R$ 281 milhões do Internacional. E esse abismo não aconteceu apenas pela venda de jogadores.

Tirando esse item, o Grêmio também massacra o Internacional: R$ 370 milhões contra R$ 213 milhões.

O Grêmio pode se dar ao luxo de contratar jogadores caros como Rafinha. Afinal, mesmo com o efeito pandemia na vida dos clubes, conseguiu ainda ter um superávit de R$ 38 milhões, contra um imenso déficit de R$ 92 milhões do maior rival.  

Mesmo faturando muito menos, o Colorado teve gastos com seu futebol que não ficam tão longe do rival. Foram  R$ 264 milhões em 2020, contra R$ 310 milhões do Grêmio. 

Empurra-empurra em GreNal
Empurra-empurra em GreNal Gazeta Press

Sorte para os gaúchos que GreNal é diferente. O Inter perde feio nas finanças. Mas segue encarando o rival de igual para igual. Tanto que está na fase de grupos da Libertadores. O Grêmio, na Sul-Americana.

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Menos dinheiro que 18 anos atrás e contas em euros para gringo ver: a dura vida do Cruzeiro na Série B

Paulo Cobos

Em 2003, o primeiro ano que os clubes brasileiros começaram de forma generalizada a publicar seus balanços financeiros, o Cruzeiro relatou ter faturado R$ 55 milhões. Pela inflação acumulada de acordo com o  IGP-M, esse valor corrigido em dezembro de 2020 seria de R$ 176 milhões.

Nesta quinta-feira, o clube publicou os números de suas contas no ano passado, seu primeiro ano na Série B. E o gigante mineiro teve, na sua estreia na segunda divisão, receitas que ficam longe das registradas 18 anos atrás.

O Cruzeiro faturou R$ 123 milhões no ano passado, com quedas abruptas nas suas duas principais formas de arrecadar.

Com direitos de TV, o clube recebeu R$ 40,3 milhões em 2020. No ano anterior, foram R$ 103 milhões. Maior foi o tombo na venda de jogadores, que passaram de R$ 108 milhões para R$ 23 milhões.

Zagueiro Manoel em jogo do Cruzeiro na última Série B
Zagueiro Manoel em jogo do Cruzeiro na última Série B Bruno Haddad/Cruzeiro

O time até que se esforçou para diminuir suas despesas. O custo do futebol profissional era um dos mais altos do país em 2019, o ano do rebaixamento. Naquela temporada, o Cruzeiro gastou R$ 438 milhões com sua equipe principal.

No ano passado, o valor caiu muito, mas R$ 250 milhões para um time que não conseguiu subir segue sendo um absurdo.

Faturando pouco e gastando muito ainda, o Cruzeiro teve um déficit de inacreditáveis R$ 227 milhões, e a dívida total se aproxima dos R$ 900 milhões.

Os números são feios, mas o clube também resolveu inovar em seu balanço.

No que provavelmente é inédito no futebol brasileiro, publicou seus números também convertidos em euros. 

"Tal medida tem objetivo de trazer transparência a futuros investidores do clube, usando a moeda mais usual para transações futebolísticas no mundo".

Pode ser. Mas é difícil imaginar um estrangeiro aparecer para investir no Cruzeiro com a situação atual.  



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R$ 22 milhões para empresários, outros R$ 22 milhões por Tchê Tchê e R$ 9 milhões para Daniel Alves: veja (algumas) dívidas do São Paulo

Paulo Cobos

O São Paulo publicou em seu site o balanço financeiro de 2020. Novamente os números foram péssimos. O clube teve um déficit de R$ 129,6 milhões. A dívida segue assustadora: passa dos R$ 600 milhões.

O blog detalha dois itens das dívidas do São Paulo, que totalizam quase R$ 100 milhões: empréstimos de pessoas físicas e dívidas pela contratação de jogadores.

O clube terminou 2020 devendo pouco mais de R$ 22 milhões para empresários de jogadores.

Juanfran e Daniel Alves antes de jogo do São Paulo
Juanfran e Daniel Alves antes de jogo do São Paulo Miguel Schincariol/Getty Images

São R$ 16,5 milhões para Andre Cury, que também está cobrando R$ 40 milhões do Atlético-MG. Carlos Leite tem R$ 5,2 milhões para receber do clube. Para Fábio Mello, R$ 809 mil.

Vinicius Pinotti, ex-diretor de futebol e que fez empréstimos muitos anos atrás, tem ainda R$ 7 milhões para receber do clube.

Mais salgada é a conta a pagar para clubes e jogadores pela aquisição de direitos econômicos, ainda que houve uma diminuição em relação a 2019.

Ao final de 2020, o São Paulo devia R$ 66,3 milhões nessa coluna de débitos (eram R$ 97,6 milhões em 2019).

O maior buraco é pela aquisição de Tchê Tchê, que foi emprestado ao Atlético-MG.  O São Paulo declarou dívida de R$ 22,5 milhões com o Dynamo de Kiev pela aquisição do meia.

Outros R$ 10 milhões ainda precisam ser pagos a um clube mexicano pela contratação de Thiago Volpi. E R$ 9,8 milhões ao Atlético-PR por Pablo. O Vitória tinha R$ 2 milhões para receber por Trellez. 

Pesada também é a dívida com jogadores que eram donos de seus direitos.

Pelo balanço, o São Paulo devia R$ 9,3 milhões para Daniel Alves em 31 de dezembro de 2020. Para Juanfran, que já deixou o time, o débito era de R$ 4,5 milhões.




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R$ 22 milhões para empresários, outros R$ 22 milhões por Tchê Tchê e R$ 9 milhões para Daniel Alves: veja (algumas) dívidas do São Paulo

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Como, vendo PSG x City, lamentei que Corinthians também fazia barbaridades quando era 'ricaço'

Paulo Cobos

De Bruyne e Mahrez marcam, Manchester City vira sobre o PSG e larga na frente na semi da Champions; veja como foi


O PSG foi derrotado pelo Manchester City e precisará de uma façanha para disputar a final da Champions League. No primeiro jogo da semifinal, perdeu em casa para o time inglês por 2 a 1.

Mas não é sobre o que aconteceu em Paris e o que pode acontecer em Manchester que este post vai tratar. Nem da atuação apenas regular de Neymar.

Este texto é sobre como o segundo clube mais popular do Brasil cometia barbaridades mesmo quando supostamente era ricaço. Neste caso, com um jogador que, apesar da derrota, teve outra atuação soberba na semifinal de Paris: o zagueiro Marquinhos, revelado no Parque São Jorge.

Marquinhos celebra seu gol contra o City
Marquinhos celebra seu gol contra o City Getty

Em 2012, o Corinthians tinha a temporada mais gloriosa da sua história, com os títulos da Libertadores e do Mundial de clubes. Era o clube brasileiro que mais faturava. Se dava ao luxo  de tirar Alexandre Pato do Milan por dezenas de milhões de reais.

Começava a erguer sua suntuosa arena, em Itaquera. 

Mas já dava sinais de todas as burrices que hoje fazem do clube um gigante mergulhado no caos de uma dívida bilionária.

Marquinhos já demonstrava que seria um dos melhores zagueiros do mundo, tanto que vários clubes europeus estavam de olho nele. Tite fazia pouco caso dele.

E o que fez o Corinthians? Se livrar de um jogador que hoje, segundo o site especializado Transfermarkt, vale  70 milhões de euros, dinheiro suficiente para pagar metade da dívida atual do clube (sem contar o estádio).

A negociação foi com a falta de transparência habitual no clube. Primeiro, ele foi emprestado para  a Roma, que logo o adquiriu em definitivo. O valor do negócio nunca ficou claro: varia entre 4 e 6 milhões de euros.

Pelos balanços financeiros do Corinthians, o clube italiano pagou Marquinhos em suaves prestações. O primeiro valor recebido pelo zagueiro só apareceu em 2014: R$ 694 mil.

Menos de um ano depois de tirá-lo do Corinthians, a Roma o vendeu para o PSG por 31 milhões de euros.

Claro que Marquinhos não ficaria muito tempo no Brasil. Mas ele foi embora do Corinthians sem praticamente ter jogado pelo clube. Poderia ter sido um ídolo com um ou dois anos no profissional.

E pior: foi negociado por um valor muito menor do que o clube poderia receber se tivesse mais paciência quando supostamente tinha muito dinheiro.

Foi muito bom ver Marquinhos esbanjar categoria eu uma semifinal de Champions. E triste relembrar como o Corinthians pode fazer tantas bobagens.




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Não falta dinheiro para ajudar clubes na pandemia: CBF tem quase R$ 1 bilhão guardado no banco, ou 17 vezes as economias do Flamengo

Paulo Cobos

A pandemia da Covid-19 destruiu as finanças do futebol brasileiro em 2020. Menos para a milionária CBF.

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou em seu site o balanço financeiro do ano passado. Com a seleção brasileira praticamente não jogando (e nas poucas vezes que fez sem bilheteria), as receitas caíram.

O superávit também sofreu queda: de R$ 190 milhões em 2019 para R$ 49 milhões em 2020.

O presidente da CBF, Rogério Caboclo
O presidente da CBF, Rogério Caboclo Lucas Figueiredo/CBF

Mas isso não foi problema para a CBF engordar suas economias.

A entidade divulgou que tem nada menos do que R$ 873 milhões guardados em bancos. Isso mesmo: quase R$ 1 bilhão de reservas financeiras.

Esse número sobe de elevador. Em 2019, a CBF apresentou um balanço com R$ 697 milhões guardados. Em 2013, sempre segundo o balanço oficial da entidade, eram "apenas" R$ 86 milhões.

A comparação com o Flamengo, o clube mais rico do país, mostra o quanto a CBF fatura muito explorando a seleção e não gasta da mesma forma para ajudar o futebol nacional.

Segundo seu balanço oficial, o clube carioca fechou o ano passado com R$ 51 milhões em economias. Assim, a  CBF tinha guardado em 31 de dezembro de 2020 nada menos do 17 vezes as economias do Flamengo.

Que tal gastar só um pouco da montanha de dinheiro guardado no banco para ajudar clubes e jogadores que sofrem com a pandemia?


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Não falta dinheiro para ajudar clubes na pandemia: CBF tem quase R$ 1 bilhão guardado no banco, ou 17 vezes as economias do Flamengo

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Contra o La Calera, Flamengo de Ceni parece invencível na América no Sul no 1º tempo, nem tanto no 2º

Paulo Cobos

Não existe time invencível. É assim também com o Flamengo de Rogério Ceni.

Só que fica cada vez mais claro uma coisa depois que o time carioca tem exibições primorosas, como no primeiro tempo desta terça-feira, no Maracanã, contra os chilenos do Unión La Calera pela Libertadores, quando fez dois gols e perdeu inúmeros outras chances.

Quando joga o que pode, o Flamengo não tem hoje rivais para jogar de igual para igual na América do Sul.

Mas pena para Rogério Ceni que o jogo tem dois tempos.

Golaço do Flamengo! De pé em pé! Gerson mete linda bola, Arrascaeta dá no meio e Gabigol abre o placar



Depois da exibição de gala nos 45 minutos iniciais, o Flamengo caiu de produção no 2º tempo, tomou um gol do modesto time chileno e correu até o risco de sofrer o empate.  O alívio só chegou com o terceiro gol, anotado por Gabigol, e o quarto, de Pedro. 

Os flamenguistas vão dormir com duas sensações. A primeira muito doce, dos 45 minutos iniciais.

Evidente que os gigantes argentinos Boca e River podem sim eliminar o Flamengo em uma mata-mata. E que Atlético-MG e Palmeiras têm elencos para encarar o time rubro-negro. O São Paulo de Crespo também é um adversário de respeito.

Mas a verdade é uma só. O Flamengo tem o time titular mais talentoso do futebol sul-americano em anos.

No 'cara a cara' de 1  a 11, a equipe da Gávea é muito superior a qualquer rival.

O trio Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol não é do mesmo nível que o dos melhores esquadrões europeus, como disse Zico na última segunda-feira. Mas nada por aqui chega perto do talento e do faro de gol dos três. 

Gabigol comemora após marcar para o Flamengo sobre o Unión La Calera
Gabigol comemora após marcar para o Flamengo sobre o Unión La Calera Alexandre Vidal/Flamengo

A segunda sensação contra o Unión La Calera foi bem diferente, com toques bastante amargos.

Se o time de Rogério Ceni se mostrou vulnerável contra um rival bem mais modesto nos 45 minutos finais, o que pode acontecer quando enfrentar os gigantes argentinos ou Palmeiras, Atlético-MG e São Paulo?


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Estádio 'raiz' até quebra galho para substituir Bernabéu, mas Real Madrid só ganha Champions sem Sérgio Ramos por milagre

Paulo Cobos

É muito estranho ver uma semifinal de Champions League em um estádio tão acanhado como o que recebeu o primeiro jogo entre Real Madrid e Chelsea, nesta terça-feira. Com capacidade para 6 mil pessoas, o Alfredo Di Stéfano não é o palco ideal para um jogo de tamanha grandeza, mesmo sem público.

Mas, no fim das contas, o estádio quebra o galho. O Santiago Bernabéu, em reforma, faz falta, mas dá para sobreviver sem ele.

Não dá para dizer o mesmo de não ter Sérgio Ramos.

Tudo igual na Champions! Real Madrid e Chelsea empatam no jogo de ida da semifinal; veja como foi



No empate de 1 a 1 contra o time inglês, mesmo com atuação soberba do brasileiro Militão na zaga, o torcedor do Real Madrid suspirava quando as câmeras o focalizavam, nas tribunas, em lances importantes do jogo.

No gol do Chelsea, duvido que Pulisic teria a mesma facilidade dentro da área se Sérgio Ramos estivesse lá.

E também tenho certeza que a cabeçada torta do também zagueiro Varane, já no fim do jogo, teria sido certeira e significaria o gol da vitória se ela fosse dada por Sérgio Ramos.

Em 2019 e 2020, o Real Madrid foi eliminado na Champions em jogos que Sérgio Ramos não atuou por estar suspenso.

Sergio Ramos na tribuna contra o Chelsea
Sergio Ramos na tribuna contra o Chelsea Getty

Agora, ele está machucado. Melhor o time merengue rezar pelo seu retorno.

Sem ele, a 14ª Champions só chega com um milagre.

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Estádio 'raiz' até quebra galho para substituir Bernabéu, mas Real Madrid só ganha Champions sem Sérgio Ramos por milagre

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Neymar, ufa, falou sem a proteção de suas redes: que seja mais LeBron e menos Messi e Ronaldo

Paulo Cobos

Nesta terça-feira, na véspera do 1º jogo das semifinais contra o Manchester City pela Champions, Neymar quebrou um silêncio de quase três anos em entrevistas coletivas no PSG.

Segundo a imprensa francesa, ele não falava dessa forma no clube francês desde outubro de 2018. No máximo, soltou poucas palavras em rápidas entrevistas pós-jogo.

Neymar é sincero ao responder sobre Bola de Ouro antes da semifinal da Champions League: 'Já nem ligo para isso'



Não sei se é possível mesmo Neymar estar há  tanto tempo sem falar em demoradas entrevistas coletivas pré-jogo, quando a chance de perguntas mais incômodas é maior. Mas é fato que há muitos anos parece ser possível só ouvir o que ele pensa protegido em suas redes sociais, onde é seguindo por mais de 100 milhões de pessoas.

Como foi bom ouvir o brasileiro falar (espero que seja sincero) que pouco se importa em ser o melhor do mundo. E como anda a negociação para a renovação de seu contrato com o PSG.

Sei que um ídolo do tamanho de Neymar no esporte mais popular do planeta não vai ficar dando entrevistas como políticos em vésperas de eleição. E óbvio que as redes sociais sejam uma forma prioritária de enviar suas mensagens.

Mas gostaria muito mais que o camisa 10 fosse mais parecido com LeBron James do que com Messi e Cristiano Ronaldo.


Neymar responde sobre futuro e contrato com o PSG: 'Óbvio que estamos conversando'


O grande astro do basquete não tem medo de perguntas incômodas. Ele aparece para falar antes e depois dos jogos dos Lakers. Nas derrotas e nas vitórias.

Nem espero que Neymar opine como LeBron em temas que não são do esporte. Seria ter coragem demais. Mas não precisa repetir Messi e Ronaldo. Outros que raramente enfrentam entrevistas coletivas e se protegem falando apenas pelas redes sociais.

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Neymar, ufa, falou sem a proteção de suas redes: que seja mais LeBron e menos Messi e Ronaldo

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Antes um 'fora' em um muro qualquer do que rojão na porta de casa: a triste despedida de mais um técnico argentino no Brasil

Paulo Cobos

O futebol brasileiro tem mais um técnico argentino com breve passagem pelo país. Nesta segunda-feira, após perder para o Corinthians, Ariel Holan pediu demissão no Santos.

Ao contrário dos compatriotas Edgardo Bauza, Eduardo Coudet e Jorge Sampaoli, Holan não vai embora pela primeira oferta de outro país recebida.

Deixa o Santos, segundo o próprio presidente do clube, assustado com ação de de torcedores santistas, que foram à sua casa soltar rojões em protesto pelo futebol ruim da equipe.

Presidente do Santos anuncia que Ariel Holan pediu demissão: 'Sai pela porta da frente'


O educado Holan deve ter ficado com inveja de como outros treinadores tiveram seus trabalhos questionados, com notas em sites de torcidas organizadas ou muros pichados com o surrado "Fora".

Um triste fim para um argentino, que assim como Hernán Crespo no São Paulo, não repetia outros compatriotas e parecia comprometido de verdade com o Santos e o futebol brasileiro.

E mais um exemplo que torcedor não consegue muitas vezes enxergar o óbvio.

Técnico Ariel Holan, que pediu para deixar o Santos
Técnico Ariel Holan, que pediu para deixar o Santos Getty

Não é possível um santista acreditar que em tão pouco tempo um treinador desse resultados robustos com um elenco tão frágil, e ainda em um clube com finanças em frangalhos como é o time do litoral paulista.

O Santos ainda passou pela pré-Libertadores e está na fase de grupos da competição, o que já foi uma façanha.

Na próxima vez, se for para dar um chilique com um treinador, melhor comprar um spray e pichar um muro. É muito feio. Mas não deixa as pessoas com medo como um rojão.

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Eu não entro nessa, mas vai ser difícil Real Madrid não virar 'o time mais odiado do mundo'

Paulo Cobos

Real Madrid sempre foi temido, invejado, admirado. Agora terá que lutar para não virar o "time mais odiado do mundo".

Líder da frustrada tentativa criação da Superliga, por meio de Florentino Pérez, seu presidente, o clube foi o único que não recuou um milímetro no projeto. 

E promete ser alvo de um rancor eterno. A Europa já teme a reação dos ingleses quando o Real Madrid visitar Londres na semana que vem para enfrentar o Chelsea pelas semifinais da Champions League.

Até vejo gente temendo que o clube possa ser prejudicado pela arbitragem na Champions. Pensei que não viveria para ouvir o Real Madrid preocupado com o juiz de seus jogos.

Zidane, sobre Real Madrid ser expulso da Champions: 'Esse assunto é um absurdo'



Eu não entra nessa de odiar o Real Madrid. E olhe que nunca tive simpatia alguma pelo clube.

A ideia de criar a Superliga foi uma grande canalhice. Mas colocar toda a culpa em Florentino e no Real Madrid também é outra canalhice.

Pintar o clube branco como o grande vilão, e o PSG como 'mocinho' da história, é um pouco demais.

O Real Madrid segue sendo um clube que é propriedade de seus sócios, que não depende de um dono bilionário para pagar suas contas.

Florentino Pérez durante um jogo do Real Madrid
Florentino Pérez durante um jogo do Real Madrid Getty Images

Florentino foi sempre ganancioso e colocou os interesses do Real Madrid na frente do futebol. Nunca gostei da forma como ele o clube encaram  a relação com os rivais. 

O Real Madrid e seu presidente são símbolos do egoísmo do mundo atual. Serei sempre um crítico dessa forma de enxergar as coisas. Mas sem ódio.



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