Sozinho, o Cruzeiro 'morre'; a difícil decisão de deixar, ou não, um time grande desaparecer

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em pouco mais de duas semanas de férias, Messi foi campeão no Maracanã. A Itália ganhou a Eurocopa. O Flamengo trocou de técnico. A Libertadores pega fogo.

Mas, na volta ao trabalho nesta terça-feira, uma notícia sobre o Cruzeiro foi o que mais me chamou atenção. Segundo o portal UOL, o time que há poucos anos ganhava o Brasileiro não tem mais canais de TV por assinatura por falta de pagamento na Toca da Raposa, o que atrapalha o trabalho da comissão técnica.

Mozard comandando o Cruzeiro na Série B
Mozard comandando o Cruzeiro na Série B Bruno Haddad/Cruzeiro

Em nota, o clube diz que o corte da TV paga foi pontual, que negocia pela volta geral do serviço e faz parte dos cortes de despesas para manter a "austeridade financeira".

O gigante mineiro também foi notícia recente por não pagar a conta de luz. 

E tem a ameaça de uma nova punição da Fifa que pode levá-lo para a Série C. Isso se não for para a terceira divisão no campo mesmo: na sua segunda temporada na Série B, é apenas o 16o colocado, uma posição acima apenas da zona do rebaixamento.

Não adianta. O Cruzeiro não vai sair do maior buraco que um time grande brasileiro já viveu com suas próprias forças.

E aí entra uma grande discussão: rivais, credores e até os governos devem agir para evitar que um time grande desapareça?

Eu sei. Seria inadmissível qualquer tipo de perdão para as dívidas milionárias e irresponsáveis do Cruzeiro em impostos. Mas também é fato que o  Cruzeiro faz parte da história do Brasil.

Credores privados, sejam clubes ou jogadores e treinadores, deveriam perdoar pelo menos parte do dinheiro que o clube não pagou? Fácil falar de fora, mas talvez seja melhor receber parte de um clube que vai seguir existindo do que nada se o Cruzeiro virar realmente insolvente (o que parece cada vez mais próximo).

Poucos times brasileiros se podem dar ao luxo de ajudar um rival. Mas eu, se fosse torcedor do Atlético-MG, pensaria muito bem no que seria o futebol mineiro se o Cruzeiro se tornasse de vez um time insignificante.

A razão deixa claro que a chance do Cruzeiro "morrer" é problema só do próprio clube. Que pague por tantos erros.

Mas isso não é tão simples. Alguma forma precisa ser encontrada para o Cruzeiro não desaparecer.

Torcedores do Cruzeiro invadem Toca da Raposa II e Mário Marra analisa situação difícil do time mineiro 


  


         






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Rogério Ceni vai aceitar ser a próxima vítima? Definhando, São Paulo virou um triturador de treinadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não era só culpa do Leco.

O São Paulo teve nesta quarta-feira mais um triste capítulo da sua decadência administrativa que não tem fim. 

Pressionado por resultados ruins, uma estrutura que definha, problemas financeiros e com um elenco sem controle, o argentino Hernán Crespo, segundo o clube em "comum acordo", deixou o comando da equipe.

Mais uma vítima do cemitério de treinadores que virou o clube que já foi invejado, e hoje está na vala comum da maioria dos grandes brasileiros.

Rogério Ceni no Flamengo
Rogério Ceni no Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

O São Paulo resolveu abrir mão de Crespo, que deu ao clube seu único título em nove anos,  horas depois dereceber um ultimato do agente do argentino Benítez.

Ele afirmou que o clube deveria escolher entre seu cliente e o treinador.

Escrevi aqui que o clube deveria tomar uma decisão imediata. Mas não imaginava que a opção seria abrir mão de um treinador tão promissor para ficar com um jogador de alguns lampejos, mas com desempenho global medíocre.

Nem acho que foi por causa de Benítez que Crespo deixou o São Paulo.

Mas a coincidência das datas é outro sinal de que o São Paulo é hoje um péssimo emprego para um treinador de primeira linha.

O São Paulo deixou de ser um clube confiável para quem trabalha lá. Vale para jogadores, e principalmente para treinadores.

Imagino que Rogério Ceni vai ser o nome mais cotado para substituir Crespo. O presidente do clube já disse que o ídolo vai voltar ao clube.

Como treinador, ele já foi vítima do amadorismo que tomou conta do Morumbi. Deveria pensar muito antes de passar por isso tudo de novo. 

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São Paulo só tem duas opções para tomar imediatamente: mandar Benítez ou Crespo embora

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para quem ficou traumatizado por ser tratado como um time pequeno da Europa por Daniel Alves, o São Paulo, único clube brasileiro três vezes campeão mundial, não pode hesitar um momento após receber ultimato do empresário do meia Benítez.

"Se o Crespo continuar no São Paulo, o Benítez definitivamente não seguirá", disparou Adrián Castellano ao blog do jornalista Jorge Nicola. Em entrevista para o site GE, o agente ainda reclamou que seu cliente é escalado fora de posição e tem sim condições físicas de jogar por 90 minutos.

Benítez durante jogo entre São Paulo e Juventude
Benítez durante jogo entre São Paulo e Juventude Rubens Chiri/saopaulofc.net

Castellano não deve assistir jogos do São Paulo.

Benítez parece não ter condições de jogar mais de 20 minutos. E quando está em campo reclama mais da arbitragem do que produz para o time (até cartão levou após o apito final).

Mas a questão maior é que o São Paulo precisa tomar uma decisão imediata para não ser esculachado por um jogador como foi por Daniel Alves, e ainda por cima com talento e fama muito menor como é o argentino.

Não vou me convencer se Benítez afirmar que o ultimato de seu agente não tem sua participação. Claramente ele não parece em sintonia com o compatriota Crespo.

Assim, a diretoria são-paulina precisa tomar uma decisão imediata: rescindir o contrato do jogador ou demitir o treinador.

O clube sabe que ficar refém de um jogador tem efeitos nefastos no elenco e nos resultados. 

Agora, se está em dúvida entre o jogador e o treinador, não deve esperar 2022. Demita Crespo já.





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Palmeirense Abel, são-paulino Crespo e corintiano Sylvinho: nenhum deve ser demitido agora; nenhum merece seguir em 2022

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O trio de ferro paulistano caminha para um final de Campeonato Brasileiro que vai flertar na mediocridade ou no papel de coadjuvante.

O Palmeiras chegou a liderar a competição e falava em título. Hoje, sofre em qualquer jogo e já está 14 pontos atrás do Atlético-MG e brigando com Fortaleza e Red Bull pelo terceiro lugar.

Iludido pelo título do Paulista, o São Paulo começou o Brasileiro sonhando com o título. Nos últimos 10 jogos, só ganhou um, e, na 13a colocação, o rebaixamento parece algo mais próximo do que uma vaga na Libertadores.

Abel Ferreira comanda o Palmeiras no clássico contra o São Paulo de Crespo
Abel Ferreira comanda o Palmeiras no clássico contra o São Paulo de Crespo Cesar Greco / Palmeiras

O Corinthians até vai melhor do que o esperado. Mas não faz nada mais que a obrigação para um clube que contratou um batalhão de medalhões caros e bons durante o Brasileiro.

Mas o futebol do time é cheio de altos e baixos. Perder para o Sport neste momento é inconcebível. O ataque fez menos gols que o Bahia, que está na zona de rebaixamento.

O palmeirense Abel Ferreira, o corintiano Sylvinho e o são-paulino Crespo não devem ser demitidos agora.

Seria perda de tempo e dinheiro achar que uma mudança agora resolveria o problema do trio de ferro de forma imediata.  Abel ainda tem o desafio da final da Libertadores contra o Flamengo, mas na competição sul-americana ele ainda parece saber o que fazer.

Crespo deve afastar de vez o risco de rebaixamento e buscar uma vaga na pré-Libertadores. Sylvinho tem  a obrigação de colocar o Corinthians diretamente na fase de grupos da Libertadores.

Ainda faltam quase dois meses de temporada. Corinthians, Palmeiras e São Paulo podem começar a jogar como não jogaram nos últimos meses.

Mas a realidade hoje é clara: Abel, Crespo e Sylvinho não fazem por merecer voltarem para os clubes que comandam hoje em 2022.

Todos, para os padrões brasileiros, já tiveram tempo de fazer algo melhor.  Não conseguiram.

Os três grandes paulistanos são hoje inferiores a Atlético-MG e Flamengo. Mas a distância não é tão grande como a diferença na classificação do Brasileiro e, principalmente, no nível do jogo.

Atlético-MG e Flamengo muitas vezes parecem bons times europeus. Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm a cara de times brasileiros mesmo. E dos ruins.

Brasileiro: São Paulo empata com Cuiabá em noite inspirada de Volpi; VEJA como foi!


  




         



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Se eu fosse Tite, deixaria Neymar fora da seleção por um ano e só o chamaria para a Copa

Paulo Cobos
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Neymar surpreendeu o mundo neste final de  semana. Em entrevista para a Dazn, ele admitiu que pode deixar a seleção brasileira após a Copa de 2022

“Acho que é minha última Copa do Mundo (2022). Eu encaro como a minha última porque não sei se terei mais condições, de cabeça, de aguentar mais futebol. Então vou fazer de tudo para chegar muito bem, fazer de tudo para ganhar com meu país. Para realizar o meu sonho desde pequeno e espero poder conseguir'', afirmou o craque.

Como muita gente torce o nariz para qualquer coisa que Neymar fale, choveram ironias.

Nada mais injusto.

Neymar em ação pela seleção brasileira contra a Colômbia pelas eliminatórias
Neymar em ação pela seleção brasileira contra a Colômbia pelas eliminatórias Juan Barreto/AFP via Getty Images

Não importa que Neymar tenha muitas vezes errado dentro e fora de campo. É evidente que ele carrega nas costas a pressão de ser uma grande estrela do futebol desde quando tinha 16 anos.

E que o atual momento, com atuações ruins no PSG e na seleção, aumenta essa pressão.

Não é tão diferente a situação de Neymar com a da ginasta americana Simone Biles, que desistiu de disputar várias medalhas na Olimpíada de Tóquio para preservar sua saúde mental.

Se pudesse dar conselhos para o camisa 10 e Tite, daria um.

Deixe Neymar fora da seleção por um ano, e só o volte a convocar para o Mundial, que vai acontecer apenas no final de 2022.

A seleção brasileira está virtualmente classificada para a Copa do Qatar. Não precisa de Neymar para somar meia dúzia de pontos em oito jogos contra seleções tão fracas como as sul-americanas.

Serão poucas chances de amistosos contra europeus.

Tem muita gente que ama odiar Neymar, mas só alguém sem bom senso não vai admitir que ele é o melhor jogador brasileiro e deve ser titular na Copa, mesmo que chegue de última hora no grupo.

Neymar hoje parece se arrastar em campo na seleção, com corpos e cabeça pesada.

Pegue um descanso de um ano. Foque nesta temporada no PSG. Volte com corpo e mente mais fortes. Ganhe a Copa do Mundo. E decida então o que é melhor para sua carreira.

Neymar volta, Brasil vai mal e fica no empate com a Colômbia pelas eliminatórias; VEJA como foi!


  



         






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Seleção ganhar a Copa é zebra, mas é delírio achar que está sobrando técnico melhor que Tite (nenhum brasileiro é)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Brasil ganhar a Copa do Mundo de 2020 será uma zebra. A seleção brasileira hoje é pior do que pelo menos três ou quatro times europeus.

Até a competição no Qatar, serão poucas as oportunidades de jogar com rivais europeus para fazer o time evoluir e fazer um real teste do seu potencial.

A geração atual é muito boa, mas faltam craques de primeira linha. Basta ver a lista dos 30 jogadores finalistas da Bola de Ouro, o mais tradicional prêmio do futebol mundial.

Tite em jogo da seleção
Tite em jogo da seleção Lucas Figueiredo / CBF

Só um dos indicados é brasileiro: Neymar. São três portugueses. Dois belgas. Dois argentinos. Três espanhóis. Quatro italianos. Três franceses. Quatro ingleses.

Com esse cenário, achar que o Brasil vai ganhar a Copa é ser otimista demais.

Evidente que o time nacional, sob o comando de Tite, deveria jogar muito mais do que joga.

Tite parece ter virado o sujeito "mais chato" do momento. Virou sinônimo de medo, de falta de imaginação.

O exagero dessa perseguição ao treinador é tão exagerada quanto achar que o Brasil, sob o comando de qualquer treinador, seria favorito para ganhar uma Copa do Mundo hoje.

Não sobram assim tantos treinadores melhores que Tite pelo mundo. No Brasil, existem alguns iguais. Nenhum é melhor.

Tite está ‘brigando com as características’ de alguns jogadores da seleção brasileira? Vitor Birner opina; VEJA!



  

         



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A estátua no Grêmio, no Palmeiras e na CBF está garantida, mas a pergunta é obrigatória: Felipão ainda é um técnico top?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Luiz Felipe Scolari é um dos dois técnicos mais importantes da história do Grêmio. Também aparece entre os três maiores treinadores do Palmeiras. É um dos cinco brasileiros que ganharam uma Copa do Mundo.

Pura bobagem ficar discutindo se seus times jogavam ou não bonito e seus métodos: por qualquer régua, Felipão é uma lenda dos treinadores brasileiros (e não concordo nem um pouco com quem diz que ele é um retranqueiro).

Sua estátua está garantida nas sedes do Palmeiras, do Grêmio e da CBF.

Luiz Felipe Scolari durante jogo entre Grêmio e Sport
Luiz Felipe Scolari durante jogo entre Grêmio e Sport LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA

Mas é fato que ele resolveu voltar para esses lugares depois das glórias e nem sempre foi feliz.

Teve o vexame do 7 a 1 na Copa de 2014. Participação na campanha do rebaixamento do Palmeiras em 2012. Se redimiu com a brilhante conquista do Brasileiro de 2018, mas acabou demitido em 2019. 

Depois da sua passagem épica pelo Grêmio nos anos 90, voltou duas vezes para o clube. Na primeira, entre 2014 e 2015, saiu sem ganhar nada. Pior acontece agora, quando não consegue tirar o time da zona do rebaixamento do Brasileiro.

Se não existe discussão sobre o tamanho de Felipão na  história do futebol, é obrigatório perguntar: o gaúcho ainda é um treinador top?

Vai ser difícil encontrar alguém para defendê-lo neste caso.

Nos últimos dez anos, Felipão acumulou muito mais trabalhos medíocres do que bons momentos.

Não se deve medir treinadores apenas pelos títulos. Ele ganhou alguns, como o Brasileiro com o Palmeiras e a Copa das Confederações de 2013 com a seleção jogando bem.

Mas o fato é que o treinador derrapa para se mostrar atualizado, montar times com variações táticas. É duro ver times com o potencial como o Grêmio atual produzam tão pouco.

Felipão ainda tem o estilo feroz nas coletivas, como após o jogo contra o Cuiabá, quando chamou de "cafajestes" os que teriam vazado desavenças no vestiário do Grêmio

Só palavras não fazem um treinador top.


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Se seu clube estiver afundando, não diga mais que ele 'cruzeirou'; mais chic agora falar 'barcelonou'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não são os críticos. Nem a imprensa de Madri. O próprio Barcelona deixou claro nesta quarta-feira (6) sua deterioração financeira e moral.

Em auditoria externa realizada nos atos da administração anterior,  o orgulhoso clube catalão tornou oficial os motivos que o jogaram na lama.

Começando pelos estragos nas finanças. O clube tem um patrimônio negativo: mesmo vendendo tudo que tem, não pagaria sua contas. A dívida está próxima dos R$ 10 bilhões. Compromissos atrasados com bancos, liga espanhola e Uefa. Instalações deterioradas. Falta de governança e controle interno.

Camp Nou: Barcelona vive dias cinzentos dentro e fora de campo
Camp Nou: Barcelona vive dias cinzentos dentro e fora de campo Foto: David Ramos/Getty Images

O estádio do time B, que tinha previsão de custo de 4 milhões de euros, acabou saindo por 19 milhões. Com a reforma do Camp Nou, aconteceu o contrário. A obra foi orçada em 600 milhões de euros, mas seu valor real é de 900 milhões.

Sobram casos suspeitos admitidos pelo próprio clube agora.

Foram reveladas comissões astronômicas para empresários, valor que supera os R$ 300 milhões. O clube chegou a pagar 30% de comissão para agentes, quando o normal é 5%. 

O Barcelona gastou 120 milhões de euros para contratar Griezmann sem ter nenhum dinheiro no cofre. Pediu emprestado 85 milhões de euros de um fundo de investimento e outros 35 milhões de euros com um banco. O negócio foi um fracasso esportivo e arruinou ainda mais o clube.

Teve até divulgação de pagamentos para jornalistas, sem o clube deixar claro quais serviços foram prestados.

No Brasil sobram clubes de administração calamitosa. Talvez até de forma injusta, o Cruzeiro virou sinônimo de caos. Quando um clube começa a mergulhar na crise, logo se diz que ele "cruzeirou".

Melhor, a partir de agora, usar o "barcelonou". Não é possível acreditar que um clube com os recursos do Barcelona pode ter ficado tão podre.


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Se acha que pode cobrar mais que Corinthians, Flamengo e Palmeiras por um ingresso, está tudo errado no São Paulo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Leco, candidato fácil a pior presidente da história do São Paulo, foi embora. Mas o clube que já foi o mais bem administrado do país segue perdido.

Nesta segunda-feira, viveu um debate se deveria demitir Hernán Crespo, único técnico campeão no Morumbi em quase dez anos. Ele ganhou uma sobrevida após reunião. Cada vez mais acho que ele não chega no final do Brasileiro.

Nem vale à pena voltar a falar da trapalhada que foi todo o episódio Daniel Alves.

Torcida do São Paulo no Morumbi
Torcida do São Paulo no Morumbi Rubens Chiri/saopaulofc.net

O Morumbi está longe de ser o estádio mais confortável do Brasileiro. O time joga hoje um futebol medíocre. O clube precisa muito de apoio para ficar mais próximo de uma vaga na Libertadores do que da zona do rebaixamento.

Mas a diretoria tricolor estipulou o ingresso para o público em geral mais caro entre os quatro clubes mais populares do país.

Aqui o que vale é o preço do ingresso inteiro e para quem não é sócio-torcedor, programas que foram duramente enfraquecidos durante a pandemia.

Para o jogo contra o Santos, na quinta-feira, o torcedor são-paulino vai pagar R$ 110 por uma arquibancada atrás do gol. No centro do campo, o valor passa para R$ 130.

Vamos aos rivais.

No seu reencontro com a torcida, contra o Bahia, nesta terça-feira, o Corinthians tem ingressos a partir de R$ 40. Para quem prefere um lugar bem perto do gramado no setor leste central inferior, o custo é de R$ 100, ainda mais barato que a entrada mais em conta do São Paulo.

Flamengo e Palmeiras, com fama de careiros, cobram menos que o São Paulo na volta dos torcedores ao Brasileiro.

Para o jogo contra o Bragantino, na quarta-feira, o ingresso mais barato no Allianz Parque é de R$ 90. 

A maioria das entradas no jogo do Flamengo contra o Athletico-PR no Maracanã, no último domingo, valiam entre R$ 80 e R$ 100 para o torcedores comum (valor da inteira).

Se acha que pode cobrar mais que Corinthians, Flamengo e Palmeiras, a diretoria do São Paulo tem duas opções. Ou não tem noção alguma do que está fazendo ou faz uma pura maldade com seu torcedor, que já está cansado de ser mal tratado.





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E se o PSG for um fiasco? Aposto que Messi será 'vítima' e teremos 4 vilões (claro que Neymar será um deles)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A temporada está só no começo. Mas é fato que o super PSG de Messi, Mbappé e Neymar ainda não engrenou dentro de campo. E teve um resultado surpreendente neste domingo, quando foi derrotado pelo Rennes por 2 a 0

Com uma torcida que é sim fanática (não importa que o time tenha pouco mais de 50 anos de vida) e com a imprensa francesa sempre impiedosa com a equipe, o clube de Paris viverá dias de crise se o esquadrão montado com o dinheiro farto do Qatar fracassar.

E estará lançada a campanha em busca de vilões.

Neymar, Nasser Al-Khelaïfi e Leonardo são peças importantes do PSG
Neymar, Nasser Al-Khelaïfi e Leonardo são peças importantes do PSG Foto: Aurelien Meunier - PSG/PSG via Get

Sempre é muito arriscado fazer apostas. Mas vou fazer as minhas no caso do PSG estrelado não dar os resultados esperados, o que inclui conquistar a Champions League e, imagino, não perder para rivais modestos como o Rennes.

Dentro de campo, dois jogadores vão dividir a parcela maior da culpa.

Neymar é o candidato mais óbvio. Contra o Rennes, novamente ele foi considerado o pior em campo, chegando a levar nota 2,5 do jornal "Le Parisien". Nesta segunda-feira, o "L'Equipe" chega a questionar se o brasileiro merece seguir titular no PSG.

Mbappé também está mais pressionado do que nunca, ainda mais depois de admitir que pediu sim para ser negociado para o Real Madrid nesta janela.

Se o PSG não atingir seus objetivos, vai ser impossível não ouvir a acusação que não estava com a cabeça no clube. 

Mas não são só jogadores estrelados que levarão a culpa.

O técnico Maurício Pochettino dá sinais claramente que não esta à altura de controlar um vestiário tão estrelado. Messi já fez cara feia quando foi substituído. Neymar foi mais político quando saiu contra o Rennes.

O treinador argentino parece indeciso também sobre quem será o goleiro titular. E a disputa entre Navas e Donnarumma não é só uma questão de campo. Significa também uma disputa de poder dentro do vestiário do PSG.

Outro brasileiro será vilão caso o PSG não tenha os resultados esperados com seu dream team. 

Leonardo, o diretor-esportivo do clube francês, teve um cheque em branco para montar seu esquadrão. Mas tropeça muitas vezes no relacionamento com os astros: já teve desavenças com Neymar e agora bate cabeça com Mbappé.

Minha última aposta é sobre Messi.

O argentino nunca era o culpado de nada no Barcelona. Tenho a intuição que o mesmo vai acontecer no PSG caso o projeto estrelado não dar resultado. Vai acabar sendo "vítima" dos erros de Neymar, Mbappé, Pochettino e Leonardo.

 Neymar é substituído com o PSG perdendo; veja a reação do brasileiro após ser trocado por Icardi

 



 


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'Invasão' de Deyverson é o que torna o jogo emocionante; reação do Atlético-MG é a coisa mesquinha do futebol

Paulo Cobos
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Deyverson percebeu o cheiro de gol. Quando Gabriel Veron dominou a bola, e Dudu entrava pelo meio, o atacante reserva do Palmeiras invadiu o campo sabendo que iria comemorar o gol que classificou seu time para a final da Libertadores e eliminou o Atlético-MG.

Não atrapalhou ninguém. Estava longe do lance. 

OK. A regra diz que o gol deveria ser anulado. Mas nem o juiz e o VAR perceberam isso, assim como a maioria das pessoas que estavam no estádio ou assistindo ao jogo pela televisão.

A reação de Deyverson é o tipo de lance que torna o futebol o esporte mais emocionante do mundo. 

Futebol não foi feito para ser curtido sentado o tempo inteiro. O atacante naquele momento foi sim um torcedor, e comemorou. Repito: sem atrapalhar o lance, sem provocar, sem ofender.

Se o árbitro ou o VAR tivessem anulado o gol, seria justo sim. A regra foi feita para ser cumprida.

Deyverson 'invadindo' o campo contra o Atlético-MG
Deyverson 'invadindo' o campo contra o Atlético-MG Reprodução

Mas a invalidação naquele momento não ocorreu, assim, com VAR ou sem VAR, em milhares de outros erros de arbitragem que mudaram o resultado de um jogo de futebol.

Mas o Atlético-MG não se conformou. Nesta sexta-feira, o clube mandou documento para a Conmebol pedindo a anulação do jogo contra o Palmeiras pela tal invasão de Deyverson.

O clube mineiro não tomou decisão tão extrema para reclamar que levou um gol de mão. Ou de uma bola que entrou por fora da rede. Ou um erro qualquer absurdo de arbitragem.

Reclama por que Deyverson resolveu entrar por alguns metros no campo para vibrar com um gol que era iminente.

A reação tão sem sentido do Atlético-MG, que obviamente vai dar em nada, é a mesquinharia do futebol.


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A competência compensa a arrogância e o egoísmo? Athletico-PR já deixou para trás boa parte dos '12 grandes'

Paulo Cobos
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Nesta quinta-feira, o Athletico-PR eliminou o tradicional e temido Peñarol e está na final da Copa Sul-Americana, contra o Red Bull Bragantino

Passando também pelo time paulista, irá conquistar seu sétimo título  em apenas quatro anos, incluindo a Copa do Brasil de 2019, eliminando o Flamengo de Jorge Jesus, e a mesma Sul-Americana, em 2018.

Não são só títulos que colocam o time de Curitiba em outro patamar.

Pedro Rocha foi um dos destaques do Athletico-PR finalista da Copa Sul-Americana 2021
Pedro Rocha foi um dos destaques do Athletico-PR finalista da Copa Sul-Americana 2021 Liamara Polli-Pool/Getty Images

Em 2020, o Athletico-PR teve receitas de R$ 329 milhões, ficando no sétimo lugar no ranking de faturamento de clubes brasileiro, na frente de Inter, Santos, Vasco, Botafogo e Fluminense.

Mesmo com a construção de um dos mais modernos estádios do país, o time paranaense tinha no final do ano passado apenas a 12a maior dívida dos clubes brasileiros.

Não há como negar: o Athletico-PR é hoje um clube maior do que boa parte dos chamados "12 grandes" do Brasil. 

O rubro-negro tem torcida grande, estádio próprio e moderno, estrutura, dinheiro, ganha títulos.

Fez tudo isso, muitas vezes, com atitudes que fogem do padrão do futebol brasileiro.

Na semifinal contra o Peñarol, o clube simplesmente brigou  para não ter torcedores no seu estádio. Alegou que com o limite de 5 mil torcedores e bares fechados teria prejuízo.

Na visão do Athletico-PR, é melhor evitar perder dinheiro do que ter seus torcedores na arquibancada.

Mas foi agindo assim que o clube está hoje, fácil, entre os 7 maiores do Brasil. A competência falou mais alto que a arrogância e o egoísmo.



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Pior que ser hoje 'menor' que o Villarreal é continuar fazendo tudo errado: o Barcelona não para de afundar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Se o torcedor do Barcelona já tinha todos os motivos do mundo para se preocupar, o que aconteceu nesta quarta-feira foi a prova que o fundo do poço não chegou, e que o próprio clube ajuda a cavá-lo.

Primeiro, a liga espanhola de futebol divulgou quanto os clubes podem gastar de salários nesta temporada. E os torcedores do clube catalão ficaram sabendo que um dos clubes mais ricos do mundo é apenas o sétimo que mais pode gastar para pagar seus jogadores hoje na Espanha.

O Barcelona tem um limite salarial de 97,9 milhões de euros, ou uma fração de apenas 13% do que o rival Real Madrid pode gastar.

Não é possível que o clube errou tanto para poder hoje gastar menos do que clubes como o Villarreal, que há menos de 25 anos era um clube vendido em um bar.

Ronald Koeman em jogo do Barcelona
Ronald Koeman em jogo do Barcelona Barcelona

Mais tarde, no campo, o Barcelona também provou que hoje é um time mediano.

Foi dominado pelo Benfica, perdeu por 3 a 0, segue sem pontos na Champions e com chance cada vez menor de avançar às oitavas de final, o que vai deixar as finanças do clube ainda mais abaladas.

Ao mesmo tempo, o Villarreal, atual campeão da Liga Europa, fazia um jogo pau a pau com o poderoso United em Manchester, sofrendo a virada com um gol de Cristiano Ronaldo no último minuto do jogo.

Pior de tudo é saber que o Barcelona continua cometendo os mesmos erros que o colocaram nessa triste situação.

O jornal "El País" publica que o clube precisar pagar uma multa rescisória de 12 milhões de euros para demitir Ronald Koeman, uma escolha equivocada. Uma fortuna para uma instituição que tem um estratosférica dívida de quase R$ 10 bilhões.

E ainda fala, caso demita o  holandês, em contratar Pirlo, um retumbante fracasso na Juventus.

O presente e o futuro próximo do Barcelona é trágico.


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Pior que ser hoje 'menor' que o Villarreal é continuar fazendo tudo errado: o Barcelona não para de afundar

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A história é contada pelos vencedores? No Palmeiras, Abel é bom, pragmático e tem o mesmo ressentimento tolo de Dunga

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando foi capitão na conquista do tetracampeonato, na Copa de 1994, Dunga levantou a taça e começou a soltar um monte de palavrões para seus desafetos (reais e imaginários). 

Nesta terça-feira, ao conseguir uma vaga na final da Libertadores pelo segundo ano seguido com o Palmeiras, o técnico Abel Ferreira resolveu mandar, segundo ele mesmo, um "vizinho chato" calar a boca e detonou os corneteiros do seu trabalho.

Dunga e Abel Ferrreira têm muita coisa em comum, além de um tolo ressentimento com seus críticos (não vou acreditar que o desabafo do português após o jogo contra o Atlético-MG tenha sido apenas para o suposto vizinho mala).

Abel Ferreira no comando do Palmeiras
Abel Ferreira no comando do Palmeiras Cesar Greco / Palmeiras

E estamos falando aqui como treinadores.

Ambos são muito bons sim. Acompanhei de perto os quatro anos de trabalho de Dunga no ciclo para a Copa de 2010, e vi um dos melhores trabalhos, disparado, de um treinador no comando da seleção brasileira.

Dunga e Abel são detalhistas, trabalhadores, gostam do que fazem.

Nenhum dos dois é retranqueiro, como muitas vezes são acusados. Na verdade, são treinadores pragmáticos. Não têm vergonha em jogar na defesa quando acham o adversários mais forte.

Aposto que Abel concorda 100% com a fase preferida de Dunga: "a história é contada pelo vencedores". 

Dunga e Abel são vencedores. Mas deveriam repensar como abandonar esse ressentimento muitas vezes infantil, birrento.

Os dois enfrentam sim críticas muitas vezes injustas. Mas criam fantasmas e parecem sempre armados em entrevistas "desabafos".

Vitórias e taças foram feitas para serem saboreadas. Não para esbanjar amargura.

 Dudu marca, Palmeiras empata com Atlético-MG e vai à final da Libertadores pelo 2º ano seguido; VEJA melhores momentos

 


 


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Pobre Renato Gaúcho e todos os próximos técnicos do Flamengo: fantasma de Jorge Jesus vai durar décadas na Gávea

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Renato Gaúcho tem números impressionantes no Flamengo. Está muito perto da final da Libertadores. É favorito contra o Athletico-PR na semifinal da Copa do Brasil. Ainda tem a chance de conquistar o Brasileiro.

Mas parece não estar livre do mesmo mal que abateu seus antecessores: o catalão Domènec Torrent e Rogério Ceni, ambos demitidos com menos de um ano no cargo.

Bastaram dois tropeços no Brasileiro e uma vitória que não foi por goleada contra o Barcelona de Guyaquil no primeiro jogo das semifinais da Libertadores que as cornetas começaram a tocar na Gávea.

Jorge Jesus x Renato Gaúcho: comparação de longa data no futebol brasileiro
Jorge Jesus x Renato Gaúcho: comparação de longa data no futebol brasileiro Fotos: Alexandre Vidal/Flamengo

"Renato não pode poupar os titulares.  Jorge Jesus sempre escalava força máxima. O time de Renato não marca os rivais sob pressão. O time do português sempre fazia isso. O Flamengo atual vive de individualidades. O de Jesus era uma engrenagem tática perfeita".

As críticas a Renato estão tanto nas redes sociais quanto na opinião de comentaristas, prova que realmente Jorge Jesus fez trabalho maravilhoso e deixou saudade.

Se a comparação com os piores momentos de Torrent e Ceni cabia, a atual foge de qualquer limite do bom senso.

O trabalho de Renato é excepcional. É muita presunção de torcedores e comentaristas achar que o Flamengo vai sempre golear e amassar todos os adversários. 

Jorge Jesus vai estar sempre em qualquer lista dos 5 melhores treinadores do Flamengo. Na de fantasma, será top 1 para sempre, infelizmente para qualquer treinador que assumir o clube.

Flamengo: Renato Gaúcho errou ao poupar tantos jogadores contra o América-MG no Brasileiro? Mário Marra e Eugênio Leal analisam

 


 




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'Pior em campo' e panela sul-americana que isola o pobre Mbappé: o prazer da imprensa francesa de bater em Neymar

Paulo Cobos
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Quando joga pela seleção brasileira e é entrevistado após os jogos, Neymar não esconde a mágoa com a imprensa brasileira, como fez depois de vencer o Peru: "Não sei mais o que fazer para me respeitarem"

Se resolvesse falar francês instantes depois de uma partida do PSG, o camisa 10 teria motivos muito mais sólidos para reclamar da imprensa de outro país: a da França,

Nas últimas 48 horas, ele teve um pequeno exemplo de como a mídia do país europeu parece ter um prazer sem limites de criticá-lo. 

Neymar deu caneta, chapéu, domínio de letra e assistência em show contra o Montpellier; VEJA


Sábado, o PSG venceu o Montpellier por 2 a 0. Neymar não teve uma atuação memorável, mas deu a assistência para o segundo gol da sua equipe e "fez diversos gestos que são sempre bonitos de assistir", segundo o jornal "Le Parisien".

Mas, segundo o jornal, Neymar foi, junto com o lateral Hakimi, o pior jogador do PSG na partida, recebendo a nota 4,5.

No mesmo jogo, uma nova crise surgiu no clube de Paris quando uma emissora captou imagens de Mbappé supostamente reclamando de Neymar: “Ele não passa para mim”, teria dito o craque francês.

Nesta segunda-feira, o jornal "L'Équipe" publica um longo texto sobre como se deteriorou a relação entre Neymar e Mbappé. 

E, pelo texto, Mbappé fica parecendo uma pobre vítima de uma panela sul-americana que teria o brasileiro como um dos principais líderes.

Francês: PSG vence Montpellier com assistência de Neymar e segue 100%; VEJA os gols


Enquanto Neymar e os demais brasileiros se enturmam com os argentinos do elenco, Mbappé passou a se distanciar e, sempre o jornal francês, incomodou os demais companheiros pela ausências nas chamadas 'noites do grupo'.

Segundo o "L'Équipe", Neymar não entendeu a ambição de Mbappé de deixar o PSG, e afirma que o francês se sente incomodado por "algumas vezes ser esquecido pelos seus companheiros sul-americanos" dentro de campo. 

Neymar diz não saber o que fazer para ser "mais respeitado" no Brasil. Vai quebrar a cabeça também para entender por que tantas vezes é o pior em campo e vilão nos problemas do PSG na França.



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Leila presidente pode ser ótimo, mas ser eleita sem rival e debates repete triste capítulo da história do Palmeiras

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Um ex-presidente impopular, como Mustafá Contursi não conseguiu montar uma chapa, assim Paulo Nobre, um dos ex-presidentes mais queridos da história do Palmeiras. Os eternos mistos de corneteiros e conselheiros também foram atropelados.

Leila Pereira será candidata única na próxima eleição do Palmeiras, em novembro. Apenas ritos burocráticos ela precisa cumprir para ser  a primeira mulher a comandar o clube. Tem tudo para ser também uma das melhores.

Mas a forma como vai chegar ao poder é um dos capítulos mais tristes da gloriosa história alviverde.

Leila Pereira durante coletiva no Palmeiras
Leila Pereira durante coletiva no Palmeiras Divulgação Palmeiras

Nada pior para um clube que eleições com apenas um candidato. O Palmeiras já viveu isso recentemente, em 2016, na primeira vez que Mauricio Galiotte foi eleito (em 2019 ele teve rival).

Com chapa única, o debate desaparece. A alternância de poder tende a sumir.

No caso de Leila, o que pesa mais é a falta de confronto de ideias absolutamente necessário que não vai acontecer com o caminho livre para ela ser a nova presidente do Palmeiras.

O sócio e o torcedor do Palmeiras não poderá analisar projetos diferentes para o clube, e nem terá alguém para questionar Leila no melhor momento para se fazer isso: uma eleição democrática.

Claro que ela vai divulgar um plano de administração.

Mas não haverá um candidato rival  para perguntar a ela questões muito importantes para uma pessoa que vai comandar o clube ao mesmo tempo em que ó principal patrocinador palmeirense.

Duvido que qualquer candidato teria chance de ganhar de Leila numa eleição do Palmeiras hoje.

Só que um eventual derrotado faria muito bem para o Palmeiras se questionasse Leila em uma eleição.

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Jogar Copa do Mundo ou R$ 1 milhão por mês: a escolha que Daniel Alves precisa fazer

Paulo Cobos
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Daniel Alves rejeitou oferta do Fluminense. O clube carioca topava pagar até R$ 750 mil para o lateral-direito, mas ele exige um salário mensal de R$ 1 milhão

Nesta sexta-feira, acaba o prazo para os clubes inscreverem jogadores no Brasileiro. Com Atlético-MG e Flamengo aparentemente sem interesse, é difícil acreditar que outro clube do país possa pagar o salário exigido por Daniel Alves.

Com o mercado europeu fechado, restaria para o ex-são-paulino buscar clube em mercados internacionais que podem pagar o que ele quer, mas em que o nível do futebol é bem mais baixo que no Brasileiro, como nos países árabes. 

Daniel Alves em ação pelo Brasil nas Olimpíadas
Daniel Alves em ação pelo Brasil nas Olimpíadas Lucas Figueiredo/CBF

Daniel Alves precisa tomar uma decisão que, admito, é difícil de tomar.

Ele já deixou claro que pretende disputar a Copa de 2022. Recentemente, afirmou que a seleção brasileira sempre é sua prioridade

Perto dos 40 anos, Daniel Alves já não está mais no auge. Ele tem potencial sim para jogar o Mundial, ainda mais com uma concorrência fraca na lateral direita.

Mas não pode ter lugar cativo na seleção. Se Tite seguir convocando Daniel Alves mesmo que ele dispute uma liga insignificante, estará cometendo um erro imperdoável e uma injustiça com outros jogadores.

Começou bem nesta sexta-feira, quando deixou Daniel fora da lista para os jogos das eliminatórias em outubro.

Para justificar sua convocação, o lateral-direito precisa atuar de forma consistente em uma liga competitiva. No seu caso, o melhor lugar para fazer isso hoje é no Brasil.

Não dá para ter tudo na vida. Daniel Alves deve mesmo pensar em conseguir o melhor contrato possível em termos financeiros. 

Só que não tem como jogar em um time qualquer nos Emirados Árabes e querer jogar Copa do Mundo.



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Não sei se orçamento torna obrigação Flamengo eliminar Barcelona, tenho certeza que o Transfermarkt não sabe nada sobre Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Virou discussão na véspera da abertura das semifinais entre Barcelona de Guayaquil e Flamengo pela Libertadores, nesta quarta-feira, no Maracanã. 

Fabián Bustos, o técnico da equipe equatoriana, precisou responder sobre a disparidade econômica entre os dois times. "A diferença no orçamento não tem nada a ver quando começa o jogo", afirmou.

A discussão não tem como origem apenas o abismo de faturamento entre os dois clubes. Ele se baseia principalmente na opinião de um suposto especialista: o site Transfermarkt.

Duelo Flamengo x Barcelona-EQU tem sido frequente nos últimos anos
Duelo Flamengo x Barcelona-EQU tem sido frequente nos últimos anos DOLORES OCHOA/POOL/AFP via Getty Images

De acordo com a página que avalia o preço de jogadores pelo mundo inteiro, o elenco do Flamengo  vale hoje 148 milhões de euros, ou quase dez vezes mais que a avaliação do Barcelona equatoriano (apenas 16 milhões de euros). 

Não tenho certeza se o Flamengo, por sua riqueza, tem a obrigação de despachar um rival tão mais pobre.

Mas minha tendência é concordar com o treinador do Barcelona. Em uma semifinal de Libertadores, dinheiro não é tudo.

Agora tenho certeza que o Transfermarkt não sabe de Libertadores. E muito menos de futebol equatoriano.

Avaliar de forma tão barata um clube grande equatoriano é ficar cego aos bons resultados que os clubes do país conseguem em competições sul-americanas nos últimos anos, muito acima de centros com mais pompa, como Chile, Colômbia e Uruguai.

A LDU ganhou a Libertadores em 2008. O Independiente del Valle foi vice em 2016, e ganhou a Sul-Americana em 2019. O Barcelona foi às semifinais da Libertadores em 2017.

O Flamengo pode ser dez vezes mais rico que o Barcelona de Guayaquil. Seus jogadores podem valer também dez vezes mais. Mas é delírio achar que o time de Renato Gaúcho é dez vezes melhor que seu rival nas semifinais da Libertadores.

Hoje no Flamengo, Bruno Henrique já se descontrolou e cuspiu em rival contra o Barcelona-EQU na Libertadores; relembre

 



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Como foi estar a 10 metros de Abel em uma noite que ele só errou no Palmeiras, e o Atlético-MG não aproveitou

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta terça-feira, no primeiro jogo da semifinal da Libertadores contra o Atlético-MG, o blog acompanhou os 90 minutos do confronto bem atrás do  banco de reservas do Palmeiras.

Parecia que seria  intenso acompanhar o comportamento do técnico português Abel Ferreira.

Acabou sendo decepcionante em todos os sentidos.

O tão esperado duelo entre dois dos três melhores times do Brasil teve um nível sofrível.

E muito por culpa do comandante alviverde. Abel escalou mal, seu time foi  covarde e ainda teve a atitude de na primeira rodada de substituições sacar Dudu para apostar em Deyverson.

Sorte sua que o Atlético-MG não aproveitou até um pênalti, e a disputa por uma vaga na final em Belo Horizonte está aberta depois do empate sem gols no Allianz Parque.

Abel Ferreira durante jogo entre Palmeiras e Atlético-MG, pela Libertadores
Abel Ferreira durante jogo entre Palmeiras e Atlético-MG, pela Libertadores ESPN

Abel começou de forma mais contida que Cuca. O técnico atleticano começou o jogo já no limite da área permitida para os treinadores. O palmeirense só deixou o banco depois de 70 segundos. 

Logo aos 6 minutos, quando o juiz marcou uma falta perigosa para os mineiros, Abel se conteve e nada reclamou. Na cobrança, se agachou e mostrou alívio quando Hulk acertou a barreira.

O jogo ficava cada vez mais ríspido. Mas Abel exalava calma. Membros da comissão técnica alviverde nas arquibancadas reclamavam enquanto o português seguia calado.

Quando Roni finalizou de forma bisonha um contra-ataque, o treinador se conteve na lamentação.

O mesmo não aconteceu no lance seguinte, quando Guilherme Arana  chutou cruzado e quase abriu o placar. Abel bateu as mãos com força. Parecia a senha para o estilo zen acabar.

Roni era o principal alvo das instruções. 

Por 17 minutos, nenhuma reclamação contra a arbitragem. Até Zé Rafael sofrer falta. Abel ficou pedindo cartão para o quarto árbitro.

Não seria no dia que tive a chance de estar a10 metros de Abel Ferreira em um jogo decisivo que ele resolveria ter um comportamento de monge.

A primeira grande explosão aconteceu aos 23 minutos, quando Zaracho parou com falta Dudu. Antes mesmo do juiz mostrar o amarelo, o treinador palmeirense enfurecido gritava em direção ao pobre quarto árbitro.

Demorou ainda a primeira dura recebida de Patricio Loustau, o argentino que apitava o jogo. Aos 30 minutos, ele mandou Abel se acalmar. Teve sucesso desta vez.

Curioso fiquei para saber o que havia no papel que o português mostrou a Roni aos 38 minutos. 

Para quem se acostumou a ver o treinador palmeirense esbravejar a qualquer lance, foi surpreendente vê-lo imóvel  quando Gustavo Gomez fez pênalti em Diego Costa.

Abel Ferreira sem reação após marcação de pênalti para o Atlético-MG contra o Palmeiras
Abel Ferreira sem reação após marcação de pênalti para o Atlético-MG contra o Palmeiras ESPN

Quando Hulk errou a cobrança e acertou a trave, os reservas palmeirenses comemoraram com muito mais euforia que Abel.

Depois da mediocridade palmeirense do primeiro tempo, se esperava que Abel mudasse o time e também sua passividade.

Nada de alterações, assim como seu comportamento, muito mais comedido que o normal.

Abel falava pouco, o que amenizava a frustração de ser muito difícil escutá-lo pelo barulho infernal do sistema de som do Allianz Parque.

Quando resolveu mudar, pouco antes dos 20 minutos, os auxiliares falaram mais com Deyverson e Wesley. Imagino o que Dudu pensou quando viu que era um dos substituídos.

Mas a noite não parecia a do jogo mais importante até agora na temporada para o Palmeiras.

Abel alternava momentos sentado no banco com outros agachado na área técnica. Muitas vezes era seu auxiliar que dava os comandos com mais energia.

Para quem esperava um grande jogo e fazer um relato mais saboroso de Abel pela chance da proximidade em um estádio vazio, a noite foi uma enorme decepção.

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Foi longe demais ou fez menos do que poderia? Como seria a carreira de Thiago Neves sem sua estupidez sem limite

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na Olimpíada de Pequim, em 2008, cobri toda a preparação olímpica de Dunga, em um time que tinha Ronaldinho Gaúcho com bons coadjuvantes.

Aquela cobertura teve uma particularidade. Nunca uma seleção brasileira ficou tão exposta aos olhos dos torcedores comuns e dos jornalistas, já que eles dividiam os mesmos voos com todos.

E nada de lugares reservados. Sempre era possível se sentar ao lado de Dunga e dos jogadores.

Tive a sorte de ser vizinho de assento de atletas adoráveis, como Hernanes, Diego e Lucas Leiva.

Thiago Neves em ação pelo Sport
Thiago Neves em ação pelo Sport Jota Erre - Photo Premium - Gazeta Press

Em uma viagem aérea pela China de pelo menos duas horas, meu vizinho foi Thiago Neves, então com 23 anos. A conversa, admito, não fluiu.

Lembrei desse episódio ao ler a notícia que o Sport rescindiu o contrato do meia. Isso depois de uma semana de polêmicas, que teve como ponto alto ele ironizando em uma rede social a cobrança de um torcedor.

"Tumultuar ambiente? Acho q vc está citando a pessoa errada, faço de tudo pra deixar o ambiente bom mesmo passando por tudo isso que estamos passando, até comprar chuveiros, aparelhos para a fisioterapia, alguns ties para academia, fora frutas..."

Aos 36 anos, Thiago Neves acumula episódios de pura estupidez.


Ainda jovem, assinou contratos ao mesmo tempo com Palmeiras e Fluminense.

Para ironizar o Fluminense, disse que enfim "jogaria em um time grande" quando acertou com o Flamengo.

Cometeu barbaridades históricas ao provocar rivais e chegou ao cúmulo da babaquice ao comparar um rebaixamento do Atlético-MG com a queda da barragem de Brumadinho, que matou 270 pessoas.

Faltaria tempo para listar todas cretinices  feitas por Thiago Neves.

Meu ponto é tentar entender o que foi carreira dele sob a ótica de alguém com tantos episódios bizarros.

Seu talento é inegável. Óbvio que poderia ter mais sucesso se fosse mais profissional e evitasse tanta polêmicas.

Só que minha conclusão é que, no fundo, Thiago Neves é um sortudo.

Ele ganhou muito dinheiro, conquistou títulos, fez gols e belas assistências.

Muito mais do que merecia por ser alguém tão pequeno fora de campo.

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