Enquanto discutimos seleção brasileira e final da Nations League, a Alemanha ganha força para a Copa do Mundo

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A vitória sobre a Romênia por 2 a 1 não foi brilhante. A seleção alemã saiu atrás no placar e conseguiu a virada apenas na reta final, mesmo com volume de jogo bem superior - foram 22 finalizações, seis no alvo, e 77,3% de posse de bola. De qualquer modo, foi a quarta vitória em quatro jogos da Alemanha sob o comando de Hansi Flick, com mais uma nas três últimas rodadas das eliminatórias europeias garante vaga na Copa do Mundo de 2022.

O mundo do futebol olha com enorme atenção a final da Nations League entre Espanha e França, neste domingo (10); discute a longevidade da seleção belga, o talento abundante  da inglesa e a força coletiva da Itália, atual campeã da Eurocopa; destaca a invencibilidade argentina de 23 jogos e ressalta a competitividade da brasileira, 100% nas eliminatórias sul-americanas. Enquanto isso, sem alarde, os alemães olham para o próximo ano, de Mundial no Catar, com expectativa bastante positiva de crescimento.

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Após 15 anos de Joachim Löw, a transição para o próximo treinador poderia ser um enorme problema para a DFB, a federação de futebol alemã. Os conflitos de Hansi Flick no Bayern de Munique, no entanto, recolocaram a Mannschaft, como é chamada a seleção pelos alemães, no caminho certo. Desde sempre Flick era o sucessor natural de Löw, mas a rota foi alterada no meio do caminho e, graças ao trabalho ruim de Niko Kovac na Baviera, o jovem treinador teve a oportunidade de retomar a carreira de treinador. O resto da história no Sabener Strasse já é bem conhecida.

Ao assumir a seleção alemã em pleno caminho para 2022, Hansi Flick se viu obrigado a acelerar alguns processos. E com enorme vantagem na comparação com qualquer outro treinador nessa situação: ele já conhece muito bem todos os seus jogadores. Seja pelo período como assistente de Löw entre 2006 e 2014, seja pela passagem como diretor Esportivo da DFB de 2014 a 2017, ele tem canal direto com todos os atletas. Isso tem sido destacado na imprensa alemã, a forma como a comunicação está mais aberta entre comissão técnica e elenco. Além disso, toda base alemã do Bayern está ali também.

O começo da era Flick não foi como ele desejava. A vitória por 2 a 0 sobre Liechtenstein mostrou que havia muitos problemas para serem resolvidos, mas jamais um deles foi falta de talento. Há de sobra. Duas goleadas, 6 a 0 na Armênia e 4 a 0 na Islândia, fizeram o torcedor sorrir novamente com o bom desempenho da Mannschaft. O 2 a 1 contra a Romênia comprova a rota certa.

A base tática e a renovação logo ali no banco

O 4-2-3-1 é a base tática dessa velha/nova seleção alemã. Esquema simples e bem executado, fugindo das variações malucas que Joachim Löw vinha tentando nos últimos meses para tentar recolocar o time nos trilhos. A ideia tática é similar ao que Flick executou de maneira extremamente vitoriosa no Bayern, sem grandes segredos. Contra os romenos, Serge Gnabry e Leroy Sané foram os atacantes de lado, com Timo Werner na referência central e Marco Reus como "armador". 

As aspas estão colocadas no termo armador porque, na prática, ele é muito mais um segundo atacante, com liberdade de movimentação - e também pelas próprias características individuais. No segundo tempo, Thomas Müller entrou em seu lugar, assim como Kai Havertz como atacante central na vaga de Werner - ponto de maior preocupação para a torcida alemã atualmente. Müller também é um segundo atacante, que pisa na área e marca gols - está com 39 pela seleção alemã, a três de Michael Ballack na artilharia histórica. A renovação está logo ali no banco, com Karim Adeyemi (19 anos), Florian Wirtz (18) e Jamal Musiala (18).

O meio de campo ficou sob responsabilidade de dois dos melhores do mundo em suas posições: Leon Goretzka e Joshua Kimmich, que carregam o entrosamento do Bayern para a seleção - e Florian Neuhaus está no banco, como ótima opção. A defesa ainda inspira preocupação; Jonas Hofmann tem se tornado uma opção para a direita, enquanto Thilo Kehrer preencheu o lado esquerdo contra os romenos, guardando o lugar para Robin Gosens. Hansi Flick foi determinante na Copa do Mundo de 2014 na escolha pela improvisação de Benedikt Höwedes na lateral-esquerda e o retorno de Philipp Lahm para a direita. Na zaga, Antonio Rüdiger e Niklas Süle podem não ser os melhores do mundo, mas são dois atletas que atuam no mais alto nível do futebol mundial.

Há sete meses, em uma noite de Duisburg, a Macedônia do Norte venceu a Alemanha por 2 a 1 em um resultado histórico e impactante. Nesta segunda (11), receberá os alemães em situação bem diferente. Como o próprio técnico Blagoja Milevski admite, a seleção alemã agora está melhor com Hansi Flick. "Os jogos recentes da Alemanha mostraram claramente que o estilo e a forma como o time trabalha mudaram completamente em relação ao período anterior, bem mais agressivo, com mais velocidade e disciplina nas partidas."

E a tendência é que essa evolução persista a ponto de colocar a Alemanha como uma das favoritas ao título na próxima Copa do Mundo não pela sua história, mas sim pelo futebol apresentado em campo. Evidentemente, é um time que precisa ser testado contra adversários do seu tamanho, mas o caminho correto foi recuperado.

Thomas Müller marcou o gol da vitória sobre a Romênia
Thomas Müller marcou o gol da vitória sobre a Romênia DFB

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Seleção brasileira deve ter sete mudanças no time titular para enfrentar a Bolívia

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Tite prepara a seleção brasileira com muitas novidades para enfrentar a Bolívia na próxima terça-feira, pelas eliminatórias sul-americanas. Na atividade deste domingo na Granja Comary, o treinador escalou a equipe titular com Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Éder Militão e Alex Telles; Fabinho e Bruno Guimarães; Antony, Lucas Paquetá e Philippe Coutinho; Richarlison.

São sete alterações na comparação com o time que goleou o Chile por 4 a 0, sendo duas por obrigação, já que Vinicius Júnior e Neymar estão suspensos para o compromisso com os bolivianos. Fora os dois, Danilo, Thiago Silva, Guilherme Arana, Casemiro e Fred devem começar no banco de reservas em La Paz.

Técnico Tite em treino da seleção brasileira na Granja Comary antes de partida contra a Bolívia pelas eliminatórias
Técnico Tite em treino da seleção brasileira na Granja Comary antes de partida contra a Bolívia pelas eliminatórias Lucas Figueiredo/CBF

No treinamento, com muita neblina, houve atividade em campo reduzido com o time principal enfrentando os reservas, completados também por dois garotos do sub-20 do Vasco. Depois, a seleção treinou os movimentos defensivos para pressionar a saída de bola da Bolívia a partir do 4-1-3-2 em bloco alto, variando para o 4-2-3-1 e depois o 4-4-2 em bloco baixo.

As mudanças na equipe titular são importantes, principalmente, para Alex Telles. Nas oportunidades anteriores, o lateral do Manchester United foi muito bem. Contra o Chile, Guilherme Arana foi um dos destaques do time. Os dois brigam por duas vagas na Copa do Mundo com Alex Sandro, que ficou de fora por problemas físicos e também por COVID, e Renan Lodi, que recuperou a boa forma nas últimas partidas do Atlético de Madrid.

No meio-campo, Bruno Guimarães terá também outra oportunidade para se firmar entre os possíveis convocados para o Catar. Com o descanso dado a Fred, o jogador do Newcastle será titular outra vez e sabe que precisa de mais uma boa atuação para seguir forte na disputa por uma vaga com Gerson e Arthur. Outra mudança relevante é a presença de Richarlison como centroavante, abrindo mão do falso nove que foi Neymar contra os chilenos.

A atividade deste domingo foi marcada também pela presença de muitos amigos e familiares de jogadores e membros da comissão técnica, além de integrantes do Movimento Verde Amarelo - uma espécie de torcida organizada da seleção -, que ficou responsável pelo batuque e pelas músicas de apoio ao time.

A seleção brasileira faz mais um treino em Teresópolis, nesta segunda às 10h, antes da viagem para Santa Cruz de la Sierra, em voo fretado. A ida para a capital boliviana está programada apenas para o dia do jogo, na terça, para evitar ao máximo os problemas ocasionados pelos 3.625 metros de altitude.


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Thiago Silva torce por venda rápida do Chelsea e elogia Tuchel na condução da crise

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Um dia após entrar em campo pela seleção brasileira na goleada por 4 a 0 contra o Chile, o capitão da equipe, Thiago Silva, retornou ao Maracanã nesta sexta-feira para ser homenageado. O zagueiro do Chelsea colocou os pés na Calçada da Fama do estádio, imortalizando seu nome entre os grandes na história do futebol brasileiro.

A recepção contou com antigos companheiros de Fluminense, políticos que queriam aparecer mais que o jogador e até a bateria da Salgueiro. Ao lado da mãe, Ângela Maria, e da esposa, Belle Silva, Thiago fez o molde dos pés e depois atendeu a imprensa. Questionado sobre a atual situação de seu clube, que nesta semana recebeu a autorização do governo britânico para voltar a vender ingressos. Por conta das sansões impostas ao proprietário do Chelsea, Roman Abramovich, em meio a todo conflito envolvendo Rússia e Ucrânia, os Blues estão com suas operações extremamente limitadas.

Ao lado da mãe e da esposa, Thiago Silva foi homenageado no Maracanã
Ao lado da mãe e da esposa, Thiago Silva foi homenageado no Maracanã Maracanã

Abramovich, por isso, colocou o clube à venda e há vários interessados na aquisição do atual vencedor da Champions League. "Espero que, o mais rápido possível, alguém possa comprar para que a gente possa ter um pouco mais de sossego", afirmou Thiago Silva.

O zagueiro de 37 anos chegou ao Chelsea em 2020 e recentemente ampliou seu contrato até o término da temporada 2022-23. É um dos melhores zagueiros da Premier League e se tornou um dos líderes do elenco. "Temos um excelente treinador e uma excelente gestão por trás, que impedem que essas notícias cheguem na gente. Até porque, desde quando deu a notícia das sansões, não perdemos nenhum jogo. Isso mostra o quanto a gente estava forte mentalmente para não deixar essas coisas de fora entrarem no grupo. Então é dar sequência e esperar".

Thiago Silva se prepara para disputar sua quarta Copa do Mundo. A boa atuação da seleção contra o Chile mostrou, mais uma vez, a condição de uma das favoritas ao título mundial. Desde que se mudou para Londres, após ser informado pelo Paris Saint-Germain que não teria o contrato renovado - algo que o PSG se arrependeu depois -, a adaptação foi muito rápida.

O foco imediato está, agora, no próximo adversário do Brasil: a Bolívia, na altitude de La Paz. Depois que cruzar novamente o Oceano Atlântico, terá o Brentford em 2 de abril e o Real Madrid, quatro dias depois, pelo jogo de ida das quartas de final. Como ele mesmo ressaltou, o trabalho de Thomas Tuchel mantém a equipe concentrada no campo. Mesmo assim, é impossível se desligar de tudo que acontece ao redor em Stamford Bridge. "É claro que de alguma forma traz muitas dúvidas. A gente, na verdade, não sabe o que vai acontecer". Ninguém sabe.


         
     

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Oportunidades bem aproveitadas e mais uma boa atuação da seleção brasileira

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A principal característica da seleção brasileira na atualidade é a competitividade. Trata-se de uma equipe extremamente bem organizada taticamente, com movimentos bem treinados e executados, e talento individual suficiente para colocá-la entre as melhores do mundo. Faltando menos de oito meses para a Copa no Catar, é possível afirmar com tranquilidade sua condição de uma das favoritas ao título - assim como é fácil afirmar que não há uma seleção sobrando no futebol mundial.

Talvez o mais importante neste momento seja perceber evolução. A seleção viveu, recentemente, um período de estagnação. Conquistava resultados, mas em campo via-se um time com poucas opções e falta de criatividade ofensiva. Com a evolução e o fortalecimento internacional de Raphinha, Vinicius Júnior, Lucas Paquetá, Antony e Matheus Cunha, a seleção ganhou novas peças para assumirem posições que nos últimos anos rodavam entre Gabriel Jesus, Roberto Firmino, Willian, Douglas Costa... Na prática, houve renovação.

Brasil atropela o Chile no Maracanã; veja análise no Linha de Passe

         
     

Contra o Chile, quem melhor aproveitou a oportunidade dada pela comissão técnica foi o atacante do Ajax. Antony deu uma assistência e foi o ponta que a equipe precisava pelo lado direito com e sem a bola: deu uma assistência, criou várias jogadas no um-contra-um e ficou atrás apenas de Casemiro e Fred em recuperações de posse de bola (5).

Vinicius recebeu o passe para gol de Antony e foi muito bem na finalização. Por tudo que vem fazendo no Real Madrid e por ter atuado em casa, no Maracanã lotado com quase 70 mil pessoas, veste hoje em dia a camisa da seleção brasileira com naturalidade. Executou no jogo tudo que fez nos treinamentos na Granja Comary nos últimos dias.

Quem também merece destaque pelo bom jogo e pela oportunidade aproveitada foi Guilherme Arana. No primeiro tempo liderou o time em passes certos com 35 e terminou o jogo com duas finalizações, terceiro que mais arrematou na equipe brasileira. Acima de tudo, se mostrou muito confortável na função de criação por dentro, como é o pedido por Tite ao lateral-esquerdo.

Coletivamente, o time funcionou também sem um centroavante - principalmente nos 45 minutos iniciais. Neymar e Paquetá ocuparam bem a faixa central, sempre com o apoio de Fred na fase ofensiva. A profundidade era dada muitas vezes pelo jogador do Lyon. O objetivo da comissão técnica era ganhar mais uma opção tática e de formação: ganhou.

Os substitutos que entraram também mostraram serviço, casos principais de Philippe Coutinho - que jogou mais minutos, 27 no total - e Richarlison, que voltou a marcar pela seleção. Contra a Bolívia, na altitude de La Paz, qualquer nova oportunidade precisa ser bem mensurada pela comissão técnica. Afinal, as condições são muito adversas para qualquer atleta. De qualquer modo, o jogo contra o Chile, adversário de porte médio hoje em dia na América do Sul, em um estádio lotado, serviu bastante para avaliação.

Vini Jr marcou o primeiro gol com a camisa da seleção brasileira
Vini Jr marcou o primeiro gol com a camisa da seleção brasileira Lucas Figueiredo/CBF

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Sobre seleção brasileira, esquemas táticos e responsabilidades do jornalismo

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Alisson, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Guilherme Arana; Casemiro e Fred; Antony, Lucas Paquetá e Vinicius Júnior; Neymar. Essa será a formação titular do Brasil contra o Chile nesta quinta-feira, no Maracanã, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo. Há algumas novidades.

A começar pela presença inédita de Antony iniciando uma partida pela seleção brasileira. Com o corte de Raphinha, desconvocado por ter testado positivo para COVID-19, o atacante do Ajax ganhou a oportunidade para fazer o lado direito do ataque. Em grande fase na Holanda, Antony tem enorme concorrência por um lugar no setor ofensivo entre os convocados para o Mundial.

Casemiro será titular mais uma vez no meio-campo da seleção brasileira
Casemiro será titular mais uma vez no meio-campo da seleção brasileira Lucas Figueiredo/CBF

Na frente, ainda, Neymar atuará mais uma vez como "falso 9". Partirá de um posicionamento central, abrindo espaços para os companheiros e oferecendo o jogo apoiado, com muita liberdade de movimentação. Já na defesa, Guilherme Arana foi o escolhido para começar na super concorrida lateral-esquerda e ser testado em uma partida com nível maior de enfrentamento.

Movimentação ofensiva

Desde quando Tite assumiu, no segundo semestre de 2016, a seleção brasileira já apresentou muita variação tática. Tudo que é executado em campo passa por intenso debate entre os membros da comissão técnica, que inclui avaliação dos adversários, observação dos atletas brasileiros em seus clubes e, acima de tudo, muito estudo. Nada é feito por mera intuição. Há razões e motivos para cada decisão tomada.

Contra o Chile, o plano tático estará baseado na plataforma do 4-2-3-1 e suas variações possíveis. Haverá muita similaridade com a partida contra o Uruguai na forma como a seleção atacará os chilenos: na construção de jogo o 3-3-4, com Danilo sendo um zagueiro pelo lado direito e Arana se posicionado próximo a Casemiro e Fred. Antony e Vini serão os responsáveis pela amplitude, o jogo forte pelo lado buscando o um-contra-um; Paquetá e Neymar atacando por dentro.

À medida que o time avança com a bola em campo, Arana e/ou Fred sobem e reforçam a construção ofensiva em linhas médias ou altas, tornando-se quinto e/ou sexto jogador no ataque (3-2-5 e 3-1-6). Tudo depende muito, também e obviamente, do posicionamento do adversário e como este vai se comportar nas fases do jogo: defensiva, transição defesa-ataque, ofensiva e transição ataque-defesa. Sempre, de qualquer modo, pensando em potencializar as individualidades dos jogadores brasileiros.

Mais detalhes táticos

A saída de bola, chamada pela comissão técnica da seleção brasileira de "iniciação sustentada", segue o padrão destas eliminatórias: sete jogadores, somando o goleiro, os quatro defensores e os dois meio-campistas centrais. Bola no chão e passes curtos, se aproveitando da qualidade técnica dos jogadores.

O Chile deve atuar dentro da plataforma do 3-5-2. Ciente disso, a comissão técnica realizou movimentações específicas no treino de terça-feira, na Granja Comary, para anular pontos fortes do adversário. Atenção especial foi dada aos atacantes de lado de campo para pressionarem o Chile no campo de ataque e cortarem as linhas de passe para os alas chilenos, que devem ser Mauricio Isla e Gabriel Suazo.

Na marcação alta, o Brasil pressionará no 4-2-1-3, justamente com Antony e Vini adiantados. A partir daí, de acordo com o avanço do adversário, o sistema defensivo é alterado para o 4-2-3-1 na marcação média, com os externos na linha do Paquetá, e o 4-4-1-1 no bloco baixo.

Deveres do jornalismo

Cada vez mais, dentro dos estudos de futebol em universidades ou nos cursos de formação de treinadores, a especificação dos desenhos táticos tem aumentado. No Brasil, historicamente, o 4-4-2 sempre foi o esquema tático padrão. Nas últimas décadas, mesmo com as equipes alterando suas formações, nas transmissões televisivas e nas escalações divulgadas no rádio, a leitura dos nomes seguia o desenho das duas linhas de quatro e dois atacantes.

Há, hoje, quantidade de informações disponíveis que não havia em um passado nem tão distante assim. Para explicar sobre posições, funções e as já citadas fases do jogo, tornam-se necessário tantos números e combinações. O jogo mudou. Nos quatro campos principais de análise - tático, técnico, físico e anímico - houve mudanças naturais aos nossos tempos: evolução tecnológica, aprimoramento das ciências, inovações digitais e novas formas de relações pessoais. Como escreveu Belchior, o novo sempre vem. 

Assim como não podemos olhar para o passado com os olhos do presente na análise de futebol, não devemos analisar o futebol atual somente com as ideias do passado, o que demanda maior preparação. Tudo isso sem jamais descartar, naturalmente, a experiência de profissionais que viveram outras épocas do esporte e do país ou ignorar que o futebol, para a maioria, seja somente entretenimento.

Termos considerados "chatos" por muitos estão cada vez mais presentes em entrevistas de treinadores e jogadores. Nesse contexto, cabe ao jornalismo esportivo explicá-los ao invés de ironizá-los. É necessário, sempre, transmitir a informação da maneira mais clara possível, sem reduzi-la a discursos comuns se esta exigir maior complexidade.

A opinião é livre, mas se torna mais completa quando baseada em informações bem apuradas ou estudadas. O puro "achismo" pode gerar grandes debates e polêmicas fáceis, mas carece de responsabilidade no trato.

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Recomendado por Van Basten, jovem brasileiro do PSV pode se tornar reforço da seleção holandesa

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Quando Marco van Basten aparece na TV e afirma que determinado jogador merece uma chance na seleção holandesa, todos param para prestar atenção. Se ele for estrangeiro e estiver prestes a adquirir a cidadania do país, a situação se destaca ainda mais. É o que acontece com Mauro Júnior, jovem brasileiro de 22 anos, que defende o PSV e em breve estará elegível para ser convocado pela Holanda.

Desde 2017 o polivalente jogador atua pelo PSV, quando foi contratado logo após completar 18 anos. Mauro foi formado pelo Desportivo Brasil e teve convocações para as seleções brasileiras de base, além de ter sido lembrado por André Jardine na equipe olímpica recentemente. Nos últimos dias, com a notícia de que obterá o passaporte holandês após cinco anos como residente, a imprensa na Holanda passou a cogitar a possibilidade do jogador defender a Oranje.

Mauro Júnior é um dos destaques do PSV nesta temporada
Mauro Júnior é um dos destaques do PSV nesta temporada PSV

"Eu, meus agentes e o clube estamos trabalhando na solicitação desse passaporte até julho. Pra mim será muito importante pelo mercado aqui na Europa, até mesmo pela possibilidade de jogar uma Copa do Mundo. Na seleção brasileira está um pouco difícil agora e tenho essa porta aberta, não posso fechar", explica Mauro. "Meu sonho sempre foi jogar pela seleção brasileira, disputar uma Copa do Mundo pelo Brasil. A camisa da seleção brasileira é a mais pesada que existe. Na base e também na seleção olímpica vi isso, faz a diferença vestir a amarelinha. É diferente. Tenho tempo ainda para pensar sobre Holanda e Brasil, mas acho que primeiro preciso focar no momento que estou vivendo".

Não houve contato da federação holandesa, mas internamente no PSV ele recebe apoio total da diretoria e também de André Ooijer, zagueiro da Holanda nas Copas de 1998, 2006 e 2010, que atualmente faz parte da comissão técnica chefiada pelo alemão Roger Schmidt. "Saiu muito na mídia aqui. Alguns ex-jogadores famosos como o Marco van Basten, além do Piet de Visser, comentaram na televisão, disseram que seria uma boa opção para a seleção holandesa. Dentro do clube treino com o André Oojier, que faz parte do nosso staff, e deixou bem claro pra mim que jogar pela Holanda é muito gratificante. Também me deu algumas dicas, querendo me arrastar um pouco para a Holanda, dizendo que eu estava sendo muito bem falado aqui, que estou com moral", garante o jogador brasileiro, natural de Palmital, no interior de São Paulo, e que renovou recentemente seu contrato com o PSV até 2025. Sobre Piet de Visser, ele foi o olheiro que indicou Ronaldo ao PSV em 1993.

Já Schmidt é o responsável pela mudança de posição. Na temporada passada, Mauro, que é meia-atacante, treinou como lateral, mas não chegou a ser aproveitado na função. Na atual, sem tantas oportunidades no ataque do PSV, o brasileiro foi extremamente receptivo quando o treinador o procurou e conversou sobre a possibilidade de ser fixado na lateral. "Ele me perguntou se eu tinha interesse em treinar na lateral e respondi que meu objetivo era jogar. A partir daí comecei a ganhar confiança nos jogos e graças a Deus estou nesse nível atual, graças ao Roger também que me ajudou nessa evolução. Nesta temporada sou oficialmente lateral". Canhoto, Mauro começou na lateral-esquerda, mas com problemas de lesão na equipe, passou a ajudar também pelo lado direito.

Veja o gol de Gotze pelo PSV!


         
     

O atual camisa 17 do PSV ainda não fala holandês fluentemente, até mesmo porque o inglês é praticamente a língua oficial no vestiário, pela grande quantidade de estrangeiros. Em todo país é bem possível viver o dia a dia com a língua inglesa também. "Gosto muito da Holanda, estou há cinco anos e gosto de tudo do país, menos da temperatura. É bem frio... É um país que me abraçou, desde quando vim pela primeira vez, com 14 anos, e esse é um dos grandes motivos por estar aqui há tanto tempo", lembra Mauro, que chegou a ser emprestado ao Heracles Almemo na temporada 2019-20, citando as viagens na base. 

No final das contas, como o próprio jogador cita várias vezes na entrevista, cabe a ele seguir com o bom rendimento e aguardar. "Acredito que as duas portas estejam abertas pra mim, na hora certa terei que escolher um dos lados com certeza e precisarei estar preparado para tomar a decisão certa e madura para a minha carreira, o meu futuro". Isso já poderia acontecer neste ano? "2022 também pode ser realidade, nunca se sabe, no futebol as coisas mudam muito rápido. Ainda sonho com a Copa do Mundo deste ano".

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Por pouco tempo de liberação dos jogadores, seleção descarta Teresópolis e fará toda preparação para a Copa fora do Brasil

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A seleção brasileira fará toda preparação para a Copa do Mundo deste ano fora do Brasil. Diferentemente do último Mundial, quando a equipe se concentrou inicialmente em Teresópolis e depois partiu para a Europa, desta vez, por causa do curto prazo de liberação dos atletas, não trará os convocados para a Granja Comary.

Ainda não está certo se a seleção iniciará os treinamentos na Europa ou diretamente no Catar. O que definirá isso é o sorteio da Copa e quando acontecerá a estreia do Brasil.

 Com sensações de Palmeiras, Flamengo e Botafogo, Ramon convoca seleção sub-20 pela primeira vez 

         

    

A FIFA exige que as seleções participantes do Mundial estejam no país sede ao menos cinco dias antes da primeira partida. Neste ano, por causa da pandemia e o período incomum de realização da Copa, entre novembro e dezembro, os clubes precisam liberar os atletas apenas sete dias antes do início da competição.

O Brasil será cabeça de chave, e caso caia no Grupo B, por exemplo, já estrearia no dia 21 de novembro e seria obrigado a chegar no Catar no dia 16, pelo menos, sendo que os jogadores serão liberados apenas no dia 14. Nesse cenário, há duas opções: reunir o grupo na Europa e seguir para o Oriente Médio ou todos fazerem a viagem direto de suas localidades e se reunirem já no país árabe.

Se o sorteio colocar a seleção no Grupo H, tudo muda drasticamente, uma vez que a estreia seria em 24 de novembro e a chegada no Catar apenas no dia 19. Nesta situação, a comissão técnica estuda a possibilidade de treinar em algum CT da Europa, antes de seguir viagem definitiva para o Oriente Médio.

Como a Copa acontecerá no meio da temporada europeia, por decisão da FIFA para fugir do verão na região, os jogadores que atuam no Velho Continente estarão em plena disputa dos campeonatos nacionais e das taças continentais. No Brasil, os atletas estarão em reta final de temporada - o Brasileirão tem rodada final marcada para 13 de novembro. Dificilmente haverá liberação por parte dos clubes de seus jogadores antes do período mínimo de sete dias.

Nesta quinta-feira a CBF divulgou os planos de hospedagem e treinamento da seleção brasileira no Catar. Após vistoriar 17 locais, escolheu o estádio Grand Hamad, casa do Al Arabi para as atividades diárias, e o Westin Doha Hotel & Spa, distantes apenas 4 km entre si. 

Tite durante partida entre Brasil e Venezuela
Tite durante partida entre Brasil e Venezuela Getty

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Por pouco tempo de liberação dos jogadores, seleção descarta Teresópolis e fará toda preparação para a Copa fora do Brasil

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Com zagueiro brasileiro em campo e Domènec Torrent no banco, Galatasaray tentará surpreender o favorito Barcelona

Gustavo Hofman
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Campeão da Europa League em 1999-2000 e maior vencedor na história do Campeonato Turco, o Galatasaray vive temporada turbulenta e muito abaixo das expectativas de um clube tão grande. A péssima campanha na Super Liga turca fez com que a diretoria demitisse o histórico técnico Fatih Terim, que estava há pouco mais de quatro anos no cargo, e anunciasse a contratação de Domènec Torrent, ex-Flamengo, em janeiro.

O início do espanhol foi péssimo, com três derrotas nas três partidas iniciais. A primeira vitória veio apenas no sexto jogo, há poucas semanas, e nesta quinta-feira terá pela frente o compromisso mais difícil de toda temporada. No estádio Camp Nou, o Galatasaray enfrentará o Barcelona pelo jogo de ida das oitavas de final da Europa League. Preocupação para muitos, motivação para outros.

"É um jogo muito difícil, mas para nós, jogadores, quando vamos enfrentar uma equipe como o Barcelona, é uma motivação a mais. Precisaremos de um nível de concentração muito grande, mas creio que estamos preparados para esse desafio", afirma o zagueiro Marcão, que desde 2019 defende a equipe turca e surgiu com destaque no Brasil pelo Athletico-PR.

Ao todo, com Dome, o Galatasaray soma apenas duas vitórias em oito jogos oficiais. Marcão faz a própria avaliação dos problemas que ocorreram nos últimos meses. "Quando cheguei no Galatasaray, havia uma forma de pensamento da diretoria. Antes queriam jogadores mais experientes e agora resolveram mudar, trazer jogadores mais jovens para fazer dinheiro com eles no futuro. Se você oscila muito no Campeonato Turco, fica bastante difícil. O fato de termos tantos jovens pesou muito", explica.

Já sobre a chegada de Dome, que conhece muito bem o Barcelona por ter sido assistente-técnico de Pep Guardiola na Catalunha por cinco anos, o defensor brasileiro cita as dificuldades  na transição de profissionais e assimilação de novas ideias. "Como os jogadores aqui passaram muito tempo com o Fatih Terim, um cara fora de série, quando você fica muito tempo com um treinador e depois muda, é difícil para alguns. Há também a diferença da língua com os turcos, mas agora as coisas estão se encaixando, os jogadores estão entendendo mais o que o Dome pede. Ele gosta que fiquemos mais posicionados, não deixemos tanto espaço. Apesar de termos perdido o último jogo do Campeonato Turco, os jogadores já estão entendendo muito mais o que ele quer", finaliza, citando o 2 a 0 para o Konyaspor, fora de casa, no último sábado.

Marcão foi contratado pelo Galataasaray em 2019
Marcão foi contratado pelo Galataasaray em 2019 Galatasaray

Apesar do péssimo desempenho no Campeonato Turco, onde ocupa somente a 12a posição, o Galatasaray - ainda com Fatih Terim - foi muito bem na Europa League. Três vitórias e três empates em um grupo com Lazio, Olympique de Marseille e Lokomotiv Moscou lhe deram a primeira colocação e classificação direta para as oitavas de final. No sorteio, porém, deu azar ao encarar o Barcelona, que mudou muito na última janela de transferências e evoluiu bastante desde a chegada de Xavi como novo treinador. Marcão sabe disso, e faz apostas sobre quais atacantes terá pela frente. "Acredito que o ataque que vai nos enfrentar seja o mesmo que jogou contra o Napoli, e acho que é o que eles têm de melhor, com Adama, Aubameyang e Ferrán".

Em busca de título inédito, Barcelona enfrenta o Galatasaray pelas oitavas de final


         
     

Ciente dos problemas enfrentados pelo time na Turquia, a diretoria se movimentou no mercado também. O retorno do veterano atacante francês Bafétimbi Gomis, que defendeu o clube de 2017 a 2019 e estava desde então no Al Hilal (Arábia Saudita), causou impacto imediato. Já são três gols em quatro jogos para o jogador de 36 anos. De qualquer modo, todos em Istambul e em Barcelona sabem do favoritismo do time catalão no confronto, ainda mais pelo bom momento vivido em LaLiga, onde é terceiro colocado - melhor posição desde a primeira rodada nesta temporada.

Demanda muita análise por parte do adversário? "De vídeo nem precisa tanto... A maioria dos jogadores gosta de assistir grandes jogos, e o Barcelona é uma grande equipe. Todo mundo conhece o Barcelona e assiste seus jogos", diz Marcão, que conheceu o adversário nestas oitavas de final da Europa League de maneira inusitada. "Eu estava dirigindo. Temos o grupo aqui do clube e os caras começaram a escrever 'vamos, Barça' e eu pensei 'ué, o que eles estão falando', e aí vi que caiu o Barça. Fiquei feliz demais! Particularmente quero disputar esses grandes jogos, é um grande desafio, quero competir com os melhores".

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Com zagueiro brasileiro em campo e Domènec Torrent no banco, Galatasaray tentará surpreender o favorito Barcelona

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Vivemos a era de dois dos maiores e melhores centroavantes da história, e é possível provar

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A mudança do futebol nas últimas três décadas tem sido enorme. Pela evolução da ciência esportiva, o jogo se tornou mais físico, distâncias maiores são percorridas em 90 minutos e tudo isso interfere diretamente na intensidade de uma partida. Jogadores são capazes de executar várias funções em campo e algumas posições clássicas, no mais alto nível, correm risco de extinção. A era dourada do futebol espanhol, capitaneada pelo Barcelona de Pep Guardiola e seu jogo de passes, fez muitos acharem que o centroavante tradicional, por exemplo, havia se tornado memorabília futebolística. Não é bem assim.

Aquele atacante pesado, que joga como referência, não volta para marcar, contribui pouco com passes e quase nada faz fora da área realmente se tornou item raro entre os melhores times. Hoje em dia, o centroavante é móvel, tem muita qualidade para jogar em toda intermediária ofensiva, colabora na marcação e segue fazendo muitos gols. Os dois melhores exemplos da atualidade tiveram, sem qualquer receio de exagero, uma semana histórica.

Na terça, Robert Lewandowski marcou os três primeiros gols na goleada do Bayern Munique sobre o Red Bull Salzburg por 7 a 1. A classificação para as oitavas de final da Champions veio com sobras, após o 1 a 1 no jogo de ida, assim como o polonês aumentou sua lista de recordes pessoais. O hat-trick alcançado nos 23 minutos iniciais na Alemanha foi o segundo mais rápido na história da competição, atrás apenas dos 22 minutos de John Eriksson, pelo Djugardens (Suécia), contra o Gwardia Warsawa (Polônia) em 12 de outubro de 1955, na primeira Champions da história. Lewandowski ampliou sua marca pelo Bayern para 336 gols, segundo maior artilheiro em todos os tempos do clube bávaro.


         
     

Já no dia seguinte, esta quarta-feira, Karim Benzema entrou em campo com tarefa mais árdua. Reverter a vantagem obtida pelo Paris Saint-Germain na ida, com o 1 a 0 na França. Quando seu companheiro de seleção francesa, Kylian Mbappé fez 1 a 0, o objetivo ficou ainda mais difícil. Benzema precisou de exatos 1001 segundos no segundo tempo para marcar três gols e dar a classificação impactante para o Real Madrid. Além disso, ultrapassou Alfredo di Stéfano e se tornou o terceiro maior artilheiro na história do Real Madrid com 309 gols - está a 14 do segundo na lista, Raúl González.


         
     

Percebem o tamanho desses dois jogadores? Lewandowski e Benzema estão no top 3 da artilharia de dois dos maiores clubes do mundo. De certa maneira, pela avalanche de programas de debate nos canais esportivos, banalizamos praticamente tudo que se refere à história. Qualquer derrota de torna o maior vexame da história, qualquer classificação vira a maior da história, um jogador já entra na lista dos maiores de todos os tempos... No caso do polonês de 33 anos, desde 2014 em Munique, e do francês de 34, há 13 anos em Madri, não há exagero porque os números provam. Ninguém se torna o segundo maior artilheiro do Real Madrid e o terceiro do Bayern, prestes a assumir o segundo lugar, por acaso (ao menos Gerd Müller, com 563 gols, e Cristiano Ronaldo, com 450, estão ainda distantes). 

Joga-se mais atualmente do que no passado e isso favorece recordes pessoais? Sim, mas ao mesmo tempo a exigência física e a pressão midiática são ainda maiores. Os feitos do presente não apagam tudo que outras lendas do futebol já fizeram, mas ao mesmo tempo é necessário reconhecer o nível absurdo de talento reunido nas grandes equipes europeias, o que também eleva o nível de dificuldade para esses atletas que disputam as grandes ligas do continente. Fora isso, a preocupação e o cuidado dos dois com a durabilidade e a longevidade das respectivas carreiras são fatores notórios. Ambos são atletas profissionais, que respeitam o torcedor e o clube que investe muito neles.

Robert Lewandowski e Karim Benzema são dois dos melhores e maiores centroavantes do futebol, e a história deles continua sendo escrita.

Lewandowski e Benzema, os centroavantes que dominam o futebol atual
Lewandowski e Benzema, os centroavantes que dominam o futebol atual Getty
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Real Madrid e PSG se preparam para duelo tático, repleto de dúvidas nas escalações

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Há muitas histórias em Real Madrid x Paris Saint-Germain, que acontece nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu. Desde questões práticas, como a definição de substitutos dos jogadores ausentes, até o futuro de Kylian Mbappé. Além, é claro, de valer vaga nas quartas de final da Champions League, prêmio máximo para dois clubes que devem reconquistar seus campeonatos nacionais nesta temporada.

Na ida, em Paris, o PSG foi muito superior. Venceu por 1 a 0, gol de Mbappé, mas poderia ter construído vantagem bem superior. Karim Benzema não estava 100% fisicamente, Vinicius Júnior vivia um momento de baixa técnica, Carlo Ancelotti recuou demais o time... No final das contas, pela história contada na capital francesa, a derrota por apenas um gol de desvantagem foi bem assimilada pelos merengues, mas os os desfalques gerados para a partida de volta preocupam muito.

Mbappé comemora gol do PSG contra o Real Madrid pelas oitavas de final da Champions League
Mbappé comemora gol do PSG contra o Real Madrid pelas oitavas de final da Champions League Loic Baratoux/Anadolu Agency via Getty I

Ferland Mendy e Casemiro estão suspensos. A partir daí há um quebra-cabeças de opções para o treinador italiano com um elenco sem tanta profundidade, apesar da enorme qualidade. No meio-campo, a ideia inicial era recuar Toni Kroos para a função do brasileiro e colocar Federico Valverde para atuar ao lado de Luka Modric no 4-3-3, pressionando o adversário. O meio-campista uruguaio consegue subir muito bem a marcação, com toda sua potência física e velocidade.

Toni Kroos treinou com o grupo merengue, mas não teve a escalação confirmada
Toni Kroos treinou com o grupo merengue, mas não teve a escalação confirmada Real Madrid

No entanto, Kroos se tornou dúvida por causa de uma lesão muscular. Treinou nesta terça-feira com os companheiros, mas não tem escalação confirmada. "Se Kroos estiver 95%, não joga", Carlo Ancelotti na coletiva de imprensa. Por conta disso, há um cenário onde Eduardo Camavinga começa o jogo para o Real Madrid como primeiro jogador de meio-campo, atrás de Valverde e Modric. Após ótimo início, o jovem francês de apenas 19 anos, reforço desta temporada, viveu um período de baixa e poucos minutos em campo. Nas últimas semanas se recuperou e, no final de semana, marcou um golaço na goleada do Real Madrid sobre a Real Sociedad por 4 a 1- jogando, porém, à frente de Casemiro, como gosta mais.

O desfalque do jogador da seleção brasileira e a possível ausência de Kroos são duros golpes para o meio-campo merengue. Projetando, também e principalmente, os duelos e a forma de jogo do PSG para o confronto. Após abrir 1 a 0, não precisará se expor tanto e, certamente, utilizará muito a velocidade de seus jogadores. Nesse ponto, a dúvida sobre a escalação de Mbappé é um fator de equilíbrio na partida.

O atacante francês levou uma pancada no treinamento de segunda-feira. Inicialmente o PSG temia uma fratura, algo que foi descartado nos exames. Viajou com o grupo para Madri e treinou normalmente nesta quarta - deve jogar. Ele é o melhor jogador dos parisienses na temporada e fará muita falta caso não atue, mesmo que por 90 minutos, inclusive pelo espaço que haverá para as transições do PSG. Há algum atacante no mundo pior para se enfrentar no 1x1 em velocidade? 

Mbappé no embarque para Madri
Mbappé no embarque para Madri PSG

Mauricio Pochettino sabe que precisa reduzir o problema defensivo da equipe. Desde o início do trio Messi-Neymar-Mbappé, o Paris Saint-Germain sofre sem a bola. Por uma questão simples: os três não entregam tanto para o time na fase defensiva. Ao atacar a partir do 4-3-3, a recomposição defensiva deveria acontecer no 4-1-4-1, com os atacantes de lado fechando a segunda linha por fora, ou até mesmo no 4-4-2, com um dos três auxiliando na segunda linha. Não é o que acontece, e na prática o PSG marca com sete jogadores nas duas linhas baixas de marcação, sem exercer pressão sobre o adversário no campo de ataque, quando perde a bola - algo que nenhum time de ponta no mundo faz. 

Sem uma das três estrelas, Ángel di María entra e compõe bem o setor ofensivo e colabora sem reclamar na fase defensiva, deixando o PSG sem a bola no 4-4-2, com Marco Verratti, Danilo, Georgino Wijnaldum ou Idrissa Gueye na segunda linha. Só que no final de semana, na derrota por 1 a 0 para o Nice, o problema foi justamente a falta de criatividade ofensiva. Sem Mbappé, suspenso, o time não funcionou e teve menos finalizações do que a equipe do ótimo treinador Christophe Galtier, campeão na temporada passada com o Lille. Imagina-se que, diante do Real Madrid, os níveis de concentração, motivação e dedicação dos jogadores em campo sejam bem diferentes, ainda mais com a presença novamente de Lionel Messi no Santiago Bernabéu.

Há ainda mais dúvidas nas escalações. Ao perder Mendy, Carlo Ancelotti pode optar pela alteração simples e escalar desde o início o capitão Marcelo. É notório que o brasileiro já não rende como em outros tempos, mas ofensivamente ainda pode ajudar muito e, com toda sua experiência, poderia colaborar em uma partida de tão alta tensão - mesmo que defensivamente não tenha o mesmo rendimento do titular francês. Caso decida pelo aspecto defensivo como prioridade, o treinador italiano pode improvisar - como já fez várias vezes - Nacho na posição ou escalar o zagueiro ao lado de Éder Militão e deslocar David Alaba para a função. Este último caso pode soar natural, mas desfaz uma das melhores duplas de defesa da Europa e ainda tira a imprevisibilidade de movimentação que Alaba tem como zagueiro partindo para o ataque.

No PSG, Pochettino tem dito que Sergio Ramos, que não atua há sete jogos, poderia aparecer em campo também. Parece algo improvável diante do cenário que se aproxima, por mais que o histórico decisivo do ex-capitão merengue deva ser considerado. A tendência é Marquinhos começar jogando ao lado de Presnel Kimpembe. Naturalmente, também, muito se falará, com a atuação (ou não), de Mbappé e seu futuro como possível madridista, graças a tudo que aconteceu no início da temporada e o desejo do atacante de se transferir para o Real Madrid. O resultado final destes playoffs influenciará a decisão do jogador? Não parece provável, mas também não se deve duvidar de qualquer situação no futebol.

O roteiro principal do jogo tem o Real Madrid com maior posse de bola, pressionando o Paris Saint-Germain, em busca da vitória que o classifica ou que ao menos leva a decisão para a prorrogação - não há mais o gol marcado fora de casa como critério de desempate. O PSG vai certamente explorar as transições, com ou sem seu trio de estrelas no ataque, e não deve apenas se defender, permitindo total imposição dos espanhóis. Será um jogo de trocação, grande tensão e de enorme qualidade técnica, em um dos cenários mais emblemáticos da Europa, com alguns dos melhores jogadores do mundo. Compromisso imperdível para todos que apreciam o esporte mais popular do mundo.

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Real Madrid e PSG se preparam para duelo tático, repleto de dúvidas nas escalações

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Consequências da guerra na Ucrânia ao futebol: campeonatos suspensos, eliminatórias em risco, brasileiros isolados e clubes sancionados

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A invasão da Rússia na Ucrânia gera gravíssimas situações para o povo ucraniano. Em conflitos bélicos, a população vulnerável é sempre quem mais sofre. Milhares buscam fugir do país pelas fronteiras com Polônia, Eslováquia, Romênia e Moldávia. Tantos outros simplesmente não conseguem deixar Kiev, capital do país, para onde as tropas russas avançam. Várias cidades estão sendo atacadas desde as primeiras horas desta quinta-feira (24). Inevitavelmente, o esporte é atingido.

O Campeonato Ucraniano foi oficialmente suspenso por 30 dias. Retornaria, após a longa pausa de inverno, nesta sexta-feira (25). Praticamente todos os times retornaram ao país, depois de intertemporada na Turquia. O que, infelizmente, provocou o isolamento de vários jogadores em locais atingidos pelo conflito.

Desde o início da guerra, em 2014, com a revolução ucraniana chamada de Euromaidan e a declaração de independência das repúblicas de Donbass, no leste, o país está dividido. O Shakhtar foi obrigado a deixar Donetsk, um dos epicentros das batalhas, e se mudar inicialmente para Kharkiv, depois Lviv e, por fim, Kiev, desde 2020. Lá estão, agora, todos os 12 jogadores brasileiros do clube, além de Júnior Moraes, naturalizado ucraniano. Ao lado de Vitinho, do Dínamo de Kiev, e todos familiares, os atletas estão em um hotel na capital aguardando alguma solução.

Na Ucrânia, jogadores brasileiros fazem apelo por ajuda: 'Não temos como sair; pedimos apoio ao governo'

Sem o mesmo apelo ou condição financeira privilegiada estão jogadores brasileiros de outros clubes. Guilherme Smith, Cristian e Juninho são atletas do Zorya, que também abandonou sua cidade em 2014, deixando para trás Luhansk e se estabelecendo em Zaporizhzhia, cerca de 400km a oeste. Em Kharkiv estão Derek, Fabinho e Marlyson, sem poder sair. Neste momento, de absoluta incerteza com o futuro da Ucrânia, todos precisam apenas de ajuda do governo brasileiro para conseguirem retornar.

"As famílias de funcionários, que possuem uma questão financeira mais abaixo, sofrem bastante. Os jogadores podem correr para outro país próximo, mas as pessoas daqui em dificuldade financeira, não. São cidades pobres, fica muito difícil para essas pessoas. A gente fica preocupado com elas, porque são pessoas do bem, só querem ser felizes, andar pelas ruas igual no resto dos países", afirmou com exclusividade para o blog Guilherme Smith, ex-Botafogo e desde o ano passado na Ucrânia. Já Fabinho, também em testemunho para o blog, disse que em Kharkiv as coisas ainda estão "aparentemente tranquilas", mas ele e os companheiros de Metalist seguem muito tensos.

Outros estrangeiros passam por situações semelhantes. O jogador argentino Claudio Spinelli, do Oleksandria, conseguiu fugir com os companheiros pela fronteira polonesa, confirmou o pai do atleta nas redes sociais: "Está escapando, pegou suas poucas coisas no apartamento e está tratando de escapar. Está em uma rota até a Polônia."

A Uefa, surpreendentemente e diferentemente do que aconteceu em 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia, se posicionou a favor da Ucrânia. A final da Champions League desta temporada, marcada para São Petersburgo, será retirada, já informam diversas fontes internacionais. Nesta sexta haverá uma reunião extraordinária da entidade para confirmar e anunciar tal decisão. Há outros problemas por vir ainda no campo do futebol internacional.

Em 24 de março, a Rússia receberia a Polônia - adversária política do governo de Vladimir Putin - em Moscou, pela repescagem europeia para a Copa do Mundo. Se vencesse, jogaria a decisão da vaga novamente na capital russa contra Suécia ou Tchéquia. As três seleções adversárias já divulgaram manifesto conjunto contrário à realização desses jogos em território russo. Há possibilidade real de suspensão da seleção russa, como já aconteceu com a Iugoslávia na década de 1990.

Vale lembrar que a seleção ucraniana também está na repescagem, com partida programada contra a Escócia, fora de casa. A base da equipe é formada por Dínamo de Kiev e Shakhtar Donetsk, que não terão mais atividade até lá. Oleksandr Zinchenko, jogador do Manchester City e da seleção ucraniana, publicou em suas redes sociais mensagem contra o presidente da Rússia: "Putin, espero que morra sofrendo a morte mais dolorosa."

Quem também se manifestou foi Andriy Shevchenko, maior ídolo do futebol ucraniano. "Ucrânia é minha pátria. Sempre tive orgulho do meu povo e do meu país. Passamos por momentos muito difíceis e nos últimos 30 anos nos formamos como nação. Uma nação de cidadãos sinceros, trabalhadores e amantes da liberdade." As manifestações não foram apenas do lado ucraniano. Fyodor Smolov, jogador da seleção russa, através de seu Instagram, escreveu "Não à guerra."

A maior empresa russa é a Gazprom, uma das principais patrocinadoras da Uefa. Também estava na camisa do Schalke 04, da Alemanha, que anunciou nesta quinta a retirada da marca de seus uniformes e futuras conversas sobre o acordo.

"Tenho medo também. Muito mais do que no futebol, tenho medo da guerra. Tenho muitos amigos em Kiev e, mesmo que não tivesse, não queria a guerra. A maioria dos russos também não quer", afirmou também ao blogo o jornalista russo Grigory Telingater. "Não sei o que vai acontecer. Não sei. Amigo, é difícil dizer, depende do que os outros países acham. Tenho dúvidas que outros países queiram enviar suas armas e seus soldados para a Ucrânia."

Enquanto isso, clubes russos também sofrem com a decisão de seu presidente em invadir a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido anunciaram uma série de sanções econômicas a empresas russas. O CSKA Moscou, do lateral Mário Fernandes, tem como maior acionista o bance VEB, punido pelos norte-americanos. Por isso, na lista divulgada pelo governo dos EUA, o clube moscovita apareceu oficialmente entre os citados.

Até então, apenas o Akhmat Grozny, clube da Chechênia, era o único na Rússia com sanções dos Estados Unidos, acusado de vínculo com movimentos terroristas na região. Além das perdas econômicas, o Akhmat perdeu também o direito de manter um canal no YouTube, por exemplo, uma empresa de capital norte-americano. O Sochi, que atualmente briga por um lugar na próxima Champions League, também deve sofrer consequências. A equipe pertence a Boris Rotenberg, bilionário amigo do governo russo e sancionado pelos Estados Unidos

Aliás, a cidade de Sochi é um dos maiores exemplos de como futebol e política estão tão alinhados na Rússia. O local é tratado com enorme carinho por Putin, que há muitos anos destina recursos para a região para transformar Sochi em um enorme pólo turístico. Esportivamente, ganhou as Olimpíadas de Inverno, a prova de Fórmula 1 e um time profissional de futebol.

Nas últimas semanas, com o acirramento das tensões, antes ainda da invasão, muito se falava sobre a possibilidade de Shakhtar e Zorya passarem a disputar o Campeonato Russo. Isso jamais iria acontecer, pela falta de reconhecimento internacional das ações russas. Logo, Fifa e Uefa lavariam as mãos, como fizeram na questão da Crimeia, onde os clubes hoje são praticamente apátridas - estão proibidos de se vincular à federação russa e não fazem parte da estrutura ucraniana. 

Agora, porém, a preocupação é outra. Trata-se da própria sobrevivência dos clubes ucranianos com o país sendo invadido por outra nação. Inicialmente, imaginava-se apenas a anexação dos territórios de Donetsk e Luhansk, até por isso as equipes passavam para os jogadores brasileiros mensagens de tranquilidade. As últimas 24 horas se tornaram um turbilhão político e bélico.

No final das contas, fica cada vez mais claro como governos jogam com a vida das pessoas no tabuleiro de geopolítica internacional.

Atacante Fernando, um dos vários jogadores brasileiros do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia
Atacante Fernando, um dos vários jogadores brasileiros do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia Genya Savilov/Getty Images
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Consequências da guerra na Ucrânia ao futebol: campeonatos suspensos, eliminatórias em risco, brasileiros isolados e clubes sancionados

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Conflito entre Rússia e Ucrânia atinge diretamente o futebol da região

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

No próximo dia 25, Minai e Zorya entram em campo pela 19a rodada da Premier League ucraniana. Será a partida de retomada da competição, após a longa e necessária pausa de inverno. Ao menos isso é o que está previsto na tabela. Com os últimos acontecimentos na tensa relação entre Ucrânia e Rússia e o risco iminente de invasão dos russos, é impossível prever qualquer coisa em território ucraniano.

O líder do campeonato, Shakhtar Donetsk, está na Turquia, onde realiza intertemporada costumeiramente. No último sábado enfrentou o Shakhter Karagandy, do Cazaquistão, em amistoso e venceu por 2 a 1. David Neres, reforço de 15 milhões de euros desta janela de transferências, esteve em campo. Nos próximos dias, jogadores e comissão técnica seguirão para suas casas em Kiev, capital ucraniana, e não para Donetsk, cidade do clube na região de Donbass. Desde 2014, quando a guerra no leste da Ucrânia começou, com grupos pró-Rússia se rebelando contra o governo ucraniano, o Shakhtar passou a ser um clube refugiado, sem direito a retornar para sua cidade, um dos epicentros do conflito.

Tanques russos realizam treinamento em Belarus, próximos à fronteira com a Ucrânia
Tanques russos realizam treinamento em Belarus, próximos à fronteira com a Ucrânia AP

Os torcedores pelo mundo já se acostumaram às "travas" da UEFA em seus sorteios de Champions League e Europa League: clubes ucranianos e russos não ficam no mesmo grupo e todos esforços possíveis são feitos para evitar cruzamentos em fases de mata-mata. Donbass é uma região ideologicamente ligada à Rússia, onde o russo é a primeira língua. O Shakhtar não é o único atingido diretamente pela guerra; ainda mais à leste está o Zorya Luhansk, obrigado a mandar seus jogos em Zaporizhzhia, 400km à oeste de Luhansk e distante da fronteira com a Rússia.

"Estou acompanhando tudo. Meus amigos, meus familiares, algumas pessoas sempre me perguntam como estão as coisas aqui. Todos ficam preocupados, porque é algo que está passando em todos os lugares, é o assunto mais comentado no mundo no momento. Procuro estar focado em treinar e trabalhar, mas claro que a gente pensa o que vai acontecer, o que pode acontecer conosco... E isso envolve muitas famílias, muitas pessoas do bem. A gente torce para não acontecer nada, fica em oração, pedindo a Deus, para não acontecer nada", relata o atacante Guiherme Smith, ex-Botafogo, contratado pelo Zorya em junho do ano passado. "O clube informa para não ficarmos preocupados com isso, só para trabalhar nesta inter-temporada e fazermos um resto de campeonato ótimo", completa o jogador, que neste momento realiza a intertemporada com o Zorya também na Turquia.

Guilherme, de apenas 18 anos, é um dos três brasileiros do clube de Luhansk. Já no Shakhtar são atualmente 12 jogadores oriundos do Brasil, além de Júnior Moraes, naturalizado ucraniano. Curiosamente, na prevista retomada do Campeonato Ucraniano, Zorya e Shakhtar atuarão como visitantes em regiões extremamente nacionalistas da Ucrânia, próximas às fronteiras com Polônia e Eslováquia. No entanto, com o aumento das movimentações militares da Rússia, o cerco já feito através de suas próprias divisas e também pelo território de Belarus e da Crimeia e o fracasso de negociações conduzidas por Estados Unidos e aliados europeus, o ápice desta guerra que começou em 2014 parece se aproximar. Se isso acontecer, inevitavelmente o futebol será ainda mais atingido.

"A gente fica com medo, apreensivo, porque não sabe realmente o que está acontecendo. Por causa da língua, não temos muita informação, mas se acontecer algo mesmo o clube vai nos informar. De qualquer modo, é claro que a gente fica apreensivo. O povo ucraniano é um povo muito querido, as pessoas me acolheram muito bem e eu tenho um carinho muito grande pela Ucrânia. Não só por estar jogando aqui, mas por realmente terem me acolhido muito bem. Isso que está acontecendo envolve muitas famílias que eu conheço, pessoas que viraram meus amigos", conta Guilherme.

O jovem Guilherme, de 18 anos, defende o Zorya desde o ano passado
O jovem Guilherme, de 18 anos, defende o Zorya desde o ano passado Zorya

O que acontece com os clubes em caso de invasão?

Desde a anexação da Crimeia pelos russos em 2014, os clubes da península se tornaram, praticamente, apátridas. Não jogam na Ucrânia e foram proibidos por FIFA e UEFA de participarem das competições russas - basicamente para evitar maiores crises diplomáticas para as duas entidades, já que a comunidade internacional, na maioria, não reconhece a Crimeia como parte do território russo. Há o caso específico do atual FC Simferopol que ajuda a entender a complexidade de tudo que envolve esse conflito.

Primeiro campeão na história da Premier League ucraniana, em 1992, logo após a dissolução da União Soviética, o Tavriya Simferopol deixou de existir com o início da guerra em 2014 e foi refundado apenas como FC Simferopol. A federação ucraniana, no entanto, decidiu manter a história do clube em seu país ao criar um novo Tavriya Simferopol e alocá-lo em Kherson, maior cidade próxima à fronteira com a Crimeia, no sul da Ucrânia. Assim, o FC Simferopol joga atualmente a liga da Crimeia e o Tavriya Simferopol disputa a segunda divisão ucraniana.

Portanto, a eventual invasão russa em território ucraniano e a anexação das regiões de Luhansk e Donbass não colocariam Zorya e Shakhtar no Campeonato Russo imediatamente, como muitos poderiam imaginar. A pressão internacional é enorme, com os Estados Unidos, através de seu presidente, Joe Biden, ameaçando sérias consequências para a Rússia. A escalada da tensão na região é cada vez maior, com várias nações já orientando a saída de seus cidadãos da Ucrânia. Como não haveria grande reconhecimento internacional em relação à ação russa, FIFA e UEFA não entrariam no imbróglio geopolítico. Lavariam as mãos, como no caso da Crimeia.

Conflito bem distante da solução

Análise divulgada na semana passada pelo Stratfor, renomado centro norte-americano de estudos globais de geopolítica, indica o enfraquecimento dos Estados Unidos como potência negociadora de crises. "Sob essas circunstâncias, os EUA – não querendo uma guerra na Ucrânia, mas se sentindo compelidos a se envolver de qualquer maneira – estariam enviando uma mensagem muito clara: 'Conhecemos seus planos e atacaremos você'. O problema com essa teoria é que, se os EUA pretendessem combater um ataque russo por outros meios que não as sanções, teriam deixado claras suas intenções muito antes da véspera de uma invasão. Mais importante, os russos teriam visto os preparativos americanos. A Rússia seria claramente capaz de reconsiderar seus planos se estivesse genuinamente preocupada com a resposta dos EUA".

O artigo é bastante crítico à postura norte-americana com o conflito. "Os EUA se abstiveram de dizer abertamente que a guerra está chegando e que responderá com todo o poder à sua disposição. Anunciou apenas as 'intenções' da Rússia, sem qualquer sugestão pública de que os EUA pretendem fazer algo a respeito. É como se os EUA quisessem que o mundo soubesse que a Rússia em breve atacará sem fazer nada além de dar um alarme. Esta é uma maneira estranha de construir credibilidade. Se você não pretende agir, seria melhor fingir surpresa. Ter conhecimento e ainda ser derrotado é uma má opção".

Vladimir Putin, presidente da Rússia, torcedor do Zenit São Petersburgo e entusiasta da utilização do esporte como ferramenta de propaganda, não aceita a inclusão da Ucrânia na OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar criada em 1949 após o fim da Guerra Fria. Historicamente, a Ucrânia é considerada o coração da nação russa, elemento central de sua identidade.

Volodimir Zelensky, terceiro presidente da Ucrânia desde a deposição de Viktor Yanukovich, que desencadeou todo conflito em 2014, afirma que as pretensões russas ferem a autonomia de seu país. Durante o período soviético, milhões de ucranianos morreram de fome entre 1932 e 33 no que ficou conhecido como Holodomor, ou a Grande Fome, e marcou para sempre gerações de famílias ucranianas.

Dodô chegou ao Shakhtar em 2018 e não conhece Donetsk
Dodô chegou ao Shakhtar em 2018 e não conhece Donetsk Shakhtar

Rinat Akhmetov, bilionário e proprietário do Shakhtar, foi acusado nos últimos anos de financiar grupos pró-Rússia durante o conflito. A Arena Donbass, em Donetsk, estádio de 400 milhões de dólares erguido por Akhmetov para o Shakhtar em 2009, está fechado há oito anos. Nesse período, mais de uma vez foi avariado por bombas. Desde então o Shakhtar passou a mandar jogos em Lviv, depois Kharkiv e em 2020 se estabeleceu em Kiev. Isso cria situações inimagináveis, como por exemplo com o lateral brasileiro Dodô, ex-Coritiba, contratado pelo clube em 2018, que simplesmente não conhece Donetsk.

"Quando cheguei, fomos direto para a cidade do rival, jogamos no estádio do rival. Em Kiev, não temos o número de torcedores nas arquibancadas que desejamos, porque está fora da cidade, mas na Champions ao menos lota. Isso é algo bem incomum, sentimos falta da torcida. Eu nunca peguei um jogo com toda torcida do Shakhtar como em Donetsk, com o estádio lotado", contou Dodô em entrevista à ESPN em maio do ano passado. Na época, Akhmetov desejava retornar o mais rápido possível a Donetsk. Diferentemente dos jogadores, que se sentiam seguros na capital ucraniana.

Passados oito meses desde então, o sonho de voltar a atuar na Arena Donbass é algo cada vez mais distante. Assim como a solução para um conflito que fortalece o ego dos poderosos e atinge a população vulnerável da região.

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Arthur Cabral e Bruno Guimarães sobem o nível e terão grandes e bem diferentes desafios

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Quando o Palmeiras anunciou a negociação de Arthur Cabral com o Basel, em junho de 2020, o destino chamou atenção. Apesar de não possuir grande histórico de jogadores brasileiros - Arthur se tornou o 13o na lista do clube - o Basel é uma equipe que desenvolve muito bem jovens talentos. O recrutamento promovido na Basileia é de altíssima qualidade e grandes atletas tiveram espaço para esse desenvolvimento jogando na Suíça. Dezoito meses depois, é possível afirmar com tranquilidade que a mudança fez muito bem ao atacante formado no Ceará e pouco aproveitado no alviverde.

Foram 106 jogos, com 65 gols marcados e 19 assistências em 7960 minutos. O título em campo não veio, bateu na trave com o vice-campeonato suíço na temporada passada. O que veio foi a classificação para a Conference League, onde o time segue vivo e já classificado para as oitavas de final, muito graças aos cinco gols marcados por Arthur. Em termos financeiros, os seis milhões de euros investidos em 2020 foram suficientemente pagos com o desempenho esportivo e os 14 milhões de euros pagos pela Fiorentina na semana passada.

Arthur Cabral e Bruno Guimarães
Arthur Cabral e Bruno Guimarães Divulgação/Fiorentina/Newcastle

Já Bruno Guimarães deixou o Brasil em situação bem diferente. Foi negociado pelo Athletico-PR por 20 milhões de euros com o Lyon e saiu do país já na condição de um dos mais promissores meio-campistas do futebol brasileiro. Desembarcou na França pouco antes do início da pandemia, aproveitou o período de confinamento para aprender a falar francês e se tornou titular absoluto no meio-campo lyonnais. Despede-se do Lyon com 71 jogos, três gols, oito assistências e o carinho do torcedor francês.

Em comum, os dois terão enormes desafios pela frente, mas bem diferentes. Arthur Cabral troca a Basileia por Florença com a responsabilidade de substituir Dusan Vlahovic, atacante sérvio de 21 anos, autor de 17 gols na temporada do Campeonato Italiano, negociado por 75 milhões de euros com a Juventus. Chega em um time que funciona muito bem com um centroavante, o que vai lhe ajudar na adaptação tática, acima de tudo. Pela expectativa, o brasileiro foi contratado para ser titular, mas haverá concorrência com o polonês Krzystof Piatek.

Já Bruno desembarca em um projeto audacioso e ao mesmo tempo conflituoso neste momento. Após ser adquirido por um fundo de investimentos árabe, bancado na prática pela Arábia Saudita, o Newcastle pretende bater de frente com os mais poderosos clubes do mundo. Precisa agora, no entanto, garantir permanência na próxima temporada da Premier League, já que luta contra o rebaixamento. O clube do norte da Inglaterra é apenas o 18o colocado com 15 pontos conquistados após 21 jogos.

Chris Wood e Kieran Trippier chegaram antes e já melhoraram a equipe treinada por Eddie Howe, outro que chegou no meio da turbulência. Foram contratações bem específicas, de jogadores que conhecem o campeonato e garantiriam auxílio imediato, sem necessidade de adaptação - assim como o lateral Matt Targett, do Aston Villa, contratado no último dia deste mercado. O meio-campista da seleção brasileira entra em outra categoria de reforço. Bruno pode ser considerado, na prática, a primeira grande contratação da era milionária do Newcastle, em acordo que, somando cláusulas de bônus, poderá chegar a 50 milhões de euros.

Aos 24 anos, é um jogador para o futuro, com enorme potencial de evolução, mas que obviamente precisará também ajudar de maneira imediata. Está claro que não há meio-campista melhor do que ele no clube, e Bruno aterrissará em Newcastle upon Tyne com a missão de ser um dos principais jogadores do time no distanciamento da zona de descenso - algo que parece ainda mais provável após esta janela de transferências, mas que está longe de ser garantido. Jogar a Championship, a segunda divisão inglesa em 2022-23, não está nos planos de qualquer um envolvido na negociação.

Tanto Bruno Guimarães como Arthur Cabral sobem o nível de competição. Enquanto o atacante troca a Super Liga suíça e a Conference League pela Serie A, uma das cinco ligas mais fortes da Europa, o meio-campista vai para a liga mais forte do continente. Ambos terão a oportunidade de provarem seus talentos e confirmarem as grandes expectativas criadas sobre eles. Sem falar que a Copa do Mundo acontece no final do ano.

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Arthur Cabral e Bruno Guimarães sobem o nível e terão grandes e bem diferentes desafios

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Detalhes separam Bruno Guimarães de acerto com o Newcastle

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Bruno Guimarães deve se tornar jogador do Newcastle nos próximos dias. Nesta semana, o Lyon, atual clube do meio-campista brasileiro, aceitou proposta de 40 milhões de euros feita pelos ingleses. Faltam detalhes, como o tempo de contrato, para o acerto entre clubes, jogador e representantes do atleta. O Lyon negou publicamente o acordo.

A oferta inicial do Newcastle pelo jogador de 24 anos foi de 30 milhões de euros. Jean-Michel Aulas, presidente do Lyon, recusou e pediu 40 milhões à vista, o que foi prontamente aceito. O clube francês pretende arrecadar cerca de 120 milhões de euros em negociações, para solucionar problemas de débito. Lucas Paquetá pode ser o próximo jogador negociado por Aulas.

Bruno Guimarães durante PSG x Lyon pelo Campeonato Francês
Bruno Guimarães durante PSG x Lyon pelo Campeonato Francês Catherine Steenkeste/Getty Images

Bruno Guimarães, assim como Paquetá, está no Equador com a seleção brasileira para a partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Ele informou aos seus empresários que conversará com a família sobre a transferência, mas deseja atuar na Premier League. Nesta sexta, os jogadores da seleção têm folga prevista e já estarão no Brasil. O negócio deve ser acertado por telefone entre todas partes envolvidas, mas o exame médico necessário para finalizar a transação aconteceria somente na sexta.

Alexis Malavolta, empresário de Bruno Guimarães, viajará para Belo Horizonte - onde o Brasil enfrentará o Paraguai na próxima terça-feira - para tratar dos últimos detalhes da transferência com o jogador. Giuliano Bertolucci e Kia Joorabchian também são sócios no agenciamento da carreira do meio-campista do Lyon, que surgiu nacionalmente no Athletico-PR em 2017 e foi negociado com o Lyon em janeiro de 2020 por 20 milhões de euros.

O Newcastle foi comprado em outubro do ano passado por um fundo de investimento árabe, ligado ao governo da Arábia Saudita. Nesta janela de transferências o clube já contratou o atacante Chris Wood, do Burnley, por 30 milhões de euros, e o lateral-direito Kieran Trippier, do Atlético de Madrid, por 15 milhões.

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Uma Supercopa protocolar para o Real Madrid e controversa na Espanha

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Se na semifinal contra o Barcelona o Real Madrid teve mais dificuldades do que a maioria poderia imaginar, na final contra o Athletic Bilbao o 2 a 0 foi bem tranquilo, apesar do susto no final. Dominante do início ao fim, com maior posse de bola e imposição ofensiva, os blancos levantaram o troféu da Supercopa espanhola pela 12ª vez e agora estão a uma conquista dos recordistas culés.

Com apenas um desfalque, o lateral-direito Dani Carvajal, Carlo Ancelotti pôde mandar a campo seu time quase ideal da temporada - com a permanente troca entre Rodrygo e Marco Asensio, feita jogo a jogo. Controlou o ritmo e abriu dois gol de vantagem, o que fez com que no final recuasse e aceitasse a pressão dos bascos. O pênalti cometido por Éder Militão deu um pouco de emoção aos minutos finais, mas Thibaut Courtois não estava disposto a passar sufoco.

Décimo segundo título da Supercopa espanhola para o Real Madrid
Décimo segundo título da Supercopa espanhola para o Real Madrid Real Madrid

O Real Madrid, hoje, é um time bastante confiável. Excelente goleiro, linha de defesa forte com Militão e David Alaba, meio-campo clássico (Luka Modric, que jogador maravilhoso) e um ataque desequilibrante, graças a Vinicius Júnior e Karim Benzema. A enorme vantagem em LaLiga sobre os principais adversários, apesar do Sevilla ainda estar perto, mostra o nível merengue dentro do futebol espanhol. A temporada começou totalmente incerta, mas com o Atlético investindo muito e dúvidas de sobra no Barcelona, além do próprio retorno de Ancelotti ao Santiago Bernabéu. Agora já não há mais dúvidas sobre o melhor time da Espanha, e o título da Supercopa evidencia isso outra vez.

No entanto, há algo além das quatro linhas para ser analisado. Desde 2018, quando a Supercopa espanhola mudou de formato e passou a ser disputada fora do país, a questão está presente nos debates esportivos. Naquele ano, pela primeira vez a competição foi decidida em partida única e em Marrocos, com o título do Barcelona contra o Sevilla. O contrato com a Arábia Saudita e a última mudança de formato, com semifinais e finais, passaram a vigorar em 2019-20 e o Real Madrid campeão nos pênaltis sobre o Atlético de Madrid. Em 2020-21, por causa da pandemia, retorno para território espanhol e jogo solitário, disputado em La Cartuja e triunfo do Athletic Bilbao sobre o Barça.

A cobertura da imprensa espanhola foi forte em Riad. Todos os principais jornais esportivos e canais de televisão enviaram seus melhores repórteres e comentaristas. A quantidade de informações foi enorme, assim como as críticas à ideia de levar o torneio para fora do país. É muito difícil, para não dizer impossível, ouvir algum torcedor ou jornalista que defenda isso. Para piorar, os estádios com as arquibancadas bem longe de estarem cheias reforçaram as críticas. E todas essas questões estão restritas apenas ao campo esportivo, porque o maior de todos absurdos é levar a Supercopa para um país que não respeita os direitos humanos.

A Real Federação Espanhola de Futebol, presidida por Luis Rubiales, não se incomoda e lucra com essa bizarra situação. Ainda há mais um ano de contrato, para o qual receberá outros 40 milhões de euros (R$ 252 milhões), sendo metade repartida entre os quatro times participantes - o campeão leva 12,5 milhões de euros (R$ 79 milhões). Assim caminha a humanidade.

Entrega das medalhas para o campeão! Elenco do Real Madrid recebe a premiação após título da Supercopa da Espanha


         
     

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Lenda do clube, Diego Simeone completa dez anos à frente do Atlético de Madrid com pior sequência em LaLiga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

O Atlético de Madrid havia sido eliminado da Copa do Rei pelo Albacete, da terceira divisão, e estava apenas na décima posição de LaLiga. Enrique Cerezo, presidente do clube, e Miguel Ángel Gil Marín, CEO, optaram pela demissão do técnico Gregorio Manzano. Ao iniciar a busca por um substituto, pensaram no ex-colchonero Diego Simeone, então com 41 anos.

Volante do Atlético de 1994 a 97 e depois entre 2003 e 2005, Simeone começara a carreira de treinador cinco anos antes no Racing, na Argentina. Depois comandou Estudiantes, River Plate e San Lorenzo, antes de desembarcar na Sicília no início de 2011 e salvar no meio do ano o Catania do rebaixamento na Serie A. Ao receber a ligação do Atleti em 23 de dezembro daquele ano, não hesitou.

Diego Simeone em sua apresentação como técnico do Atlético de Madrid
Diego Simeone em sua apresentação como técnico do Atlético de Madrid Divulgação

A partir daí um novo capítulo na história do Atlético de Madrid foi escrito. Simeone se tornou um dos maiores técnicos na história colchonera e um dos grandes responsáveis pela recuperação da condição de grande do clube na Espanha. A temporada 2011-12 terminou com a quinta colocação para o Atleti e a classificação para a Europa League. De lá para cá são dois títulos de LaLiga, uma Copa do Rei, uma Supercopa da Espanha, duas Europa Lagues e duas Supercopas europeias, além de dois vices na Champions League. São 551 jogos, com 326 vitórias, 130 empates e 96 derrotas.

É absolutamente indiscutível o tamanho de "Cholo" Simeone na história do futebol espanhol. Agora, no momento em que completa dez anos à frente do Atlético, enfrenta sua pior sequência no Campeonato Espanhol com quatro derrotas seguidas pela primeira vez. Atual campeão e com elenco reforçado para a temporada, as expectativas eram muito altas sobre os comandados do técnico argentino. Rodrigo de Paul e Matheus Cunha reforçaram um time já muito forte, que posteriormente ainda ganhou o retorno de Antoine Griezmann - aposta pessoal do treinador.

Com Simeone, o Atlético mudou de mentalidade e passou a ter um estilo de jogo bem definido: marcação forte, pressão sem a bola e muita transição. Sem exagero, o clube passou por uma revolução no futebol. O passar dos anos exigiu mudanças táticas, inovações por parte do argentino. Elas aconteceram. Hoje em dia a equipe pode variar do 3-5-2 para o 3-4-3 ou mesmo retomar o consagrado 4-4-2. Sobra qualidade individual, há profundidade no elenco, mas nos últimos meses a equipe tem rendido abaixo do potencial que possui.

A própria campanha do título em 2020-21 teve queda de rendimento considerável no segundo turno, de certa maneira mantida para o atual estágio. Contra o Granada, nesta quarta-feira, João Félix abriu o placar com dois minutos e logo depois o Atleti recuou demais, algo que tem acontecido com frequência. Isso permitiu ao time da Andaluzia crescer empatar com um golaço de Darwin Machís.


Na Champions League desta temporada as cobranças por maior imposição são similares. O Atlético sofreu mais do que deveria para avançar às oitavas de final, e isso não significa mudança de estilo de jogo. Parece bastante utópico imaginar que Diego Simeone, após dez anos de sucesso, vá mudar a forma de jogo de sua equipe. O problema, no entanto, atual é que a própria ideia não está sendo bem executada em campo. "Desatenção defensiva" e "falta de concentração" foram termos utilizados por Simeone na coletiva, após o 2 a 1 para o Granada, conquistado com gol do veterano Jorge Molina e muitas defesas do excelente Luix Maximiano.

Nesta quarta, Simeone lamentou a derrota do Atlético para o Granada
Nesta quarta, Simeone lamentou a derrota do Atlético para o Granada Divulgação

A transformação do Atlético de Madrid, com os títulos conquistados e a presença constante na Champions, mudou a condição do clube fora dos campos também. Nos últimos anos, o Atleti está sempre entre os dez que mais investem em reforços e ainda construiu seu novo estádio, o Wanda Metropolitano, ao custo de aproximadamente 240 milhões de euros. A imagem de "coitadinho" ou mesmo de "primo pobre" de Real Madrid e Barcelona, por mais que haja diferença histórica, já não condiz com a realidade. Por isso a cobrança também aumenta a cada ano.

O atual vínculo de Diego Simeone com o Atlético de Madrid vai até 30 de junho de 2024. Em Manzanares, ninguém pensa em mudança de rumos. O caminho percorrido mostra que o sucesso foi alcançado, e que não há pessoa mais identificada com o clube do que o argentino de 51 anos, formado na base do Vélez Sarsfield, para seguir à frente dos colchoneros.


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Curiosidades sobre todos os confrontos de playoffs na Europa League e na Conference

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Abaixo você encontrará "tuítes" com curiosidades para cada um dos confrontos definidos de playoffs na Europa League e na Conference League. Para todos se tornarem especialistas em futebol alternativo!

Uefa faz novo sorteio, e oitavas da Champions terão Real Madrid x PSG; veja jogos

         
     

EUROPA LEAGUE

Sevilla x Dinamo Zagreb: o último levantamento do CIES Football, deste ano, coloca o Dinamo como a terceira base com mais jogadores (70) em atividade em 31 ligas europeias analisadas, atrás apenas de Ajax e Shakhtar.

RB Leipzig x Real Sociedad: Alexander Sorloth está emprestado pelo Leipzig à equipe basca até o final da temporada. O atacante norueguês tem apenas 26 anos, mas já está em seu nono clube na carreira. Marcou dois gols e deu uma assistência na campanha continental da Real.

Zenit x Betis: as duas cidades que receberão as finais de Champions e Europa League serão palcos para os jogos. O estádio Krestovsky, em São Petersburgo, sedia a decisão da Champions, e o Ramón Sánchez-Pizjuán, casa do rival do Betis, o Sevilla, fica com a final da Europa League.

Sheriff x Braga: Portugal mantém em Chisinau, capital da Moldávia, um centro de língua portuguesa na universidade local. Tiraspol fica na Transnístria, região separatista, mas o relacionamento entre as regiões é harmonioso - mesmo com controle de fronteira e moeda diferente.

Atalanta x Olympiacos: o Olympiacos se tornou, na Copa da UEFA de 1972-73, o primeiro time grego a vencer um adversário italiano fora de casa. Eliminou o Cagliari, de Gigi Riva, Angelo Domenghini e Pierluigi Cera, na primeira rodada com duas vitórias.

Barcelona x Napoli: Diego Armando Maradona.

Borussia Dortmund x Rangers: Claudio Reyna, pai de Gio Reyna, defendeu o Rangers entre 1999 e 2001. Ele esteve em campo, ao lado do atual técnico, Giovanni van Bronckhorst, na eliminação dos escoceses contra o Dortmund nos pênaltis, pela terceira rodada da Copa UEFA de 1999-2000.

Porto x Lazio: Sérgio Conceição é o elo de ligação entre os clubes. No Porto se destacou e em 1998 se transferiu para a Lazio, onde jogou até 2000 e depois entre 2003 e 2004, até retornar à equipe portista. Comanda o Porto desde 2017 e soma dois títulos portugueses como técnico.

Diego Armando Maradona une as histórias de Barcelona e Napoli
Diego Armando Maradona une as histórias de Barcelona e Napoli Divulgação

CONFERENCE LEAGUE 

Olympique de Marseille x Qarabag: o OM jogará em Baku, capital do Azerbaijão, onde o Qarabag manda os jogos. Mas desde o ano passado sua cidade de origem, Agdam, fantasma desde meados dos anos 1990 com a guerra de Nagorno-Karabakh, tem sido reconstruída e reabitada pelos azeris.

Fenerbahçe x Slavia Praga: o time de basquete do Fener é fortíssimo e a torcida fanática pela modalidade. Os jogos em Istambul possuem atmosfera incrível! Um dos ídolos do time atual é o pivô tcheco Jan Vesely, de 31 anos, ex-Wizards e Nuggets na NBA, desde 2014 na Turquia.

Leicester x Randers: a fusão de seis clubes em 2003 deu origem ao Randers. O maior era o Randers Freja, que teve Ernst Netuka como técnico. Ele nasceu na Áustria, mas foi para Leicester na II Guerra, onde se tornou salva-vidas e herói local, ao salvar três garotos de afogamento.

Sparta Praga x Partizan: o Governo tcheco reconhece a independência de Kosovo e mantém uma embaixada em Prishtina. Apesar dessa questão geopolítica, sensível para os sérvios, os dois países mantêm bom relacionamento e, em 2020, tiveram negócios de US$ 1,2 bilhão.

PSV x Maccabi Tel Aviv: o maior rival do PSV, o Ajax, possui histórica conexão com o povo judeu desde a década de 1930, quando o estádio do clube era próximo a um bairro judeu de Amsterdã. Bandeiras de Israel e a Estrela de David são símbolos comuns nas arquibancadas.

Midtjylland x PAOK: Brentford e Midtjylland pertencem a Matthew Benham, que instituiu em ambos forte influência analítica em reforços e scout. São cinco brasileiros atualmente na equipe dinamarquesa, que enfrentará o técnico Razvan Lucescu, filho de Mircea Lucescu (ex-Shakhtar).

Celtic x Bodo/Glimt: a cidade de Bodo, sede do Glimt, está no Círculo Polar Ártico, na região norte da Noruega. O que torna o Bodo/Glimt, bicampeão norueguês (2020 e 2021), o campeão nacional mais ao norte do mundo. Ao menos Glasgow não está tão distante, 1595 km em linha reta.

Rapid Viena x Vitesse ou Tottenham: um dos clubes mais tradicionais da Europa Central, o Rapid jamais enfrentou Tottenham ou Vitesse. Na final da Recopa de 1984-85, disputada em Roterdã, na Holanda, foi derrotado pelo Everton, da Inglaterra.

Bodo está além do Círculo Polar Ártico, na Noruega
Bodo está além do Círculo Polar Ártico, na Noruega Divulgação

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Cores unem historicamente Celtic e Betis, que se enfrentam pela Europa League

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Nesta quinta-feira, o Celtic recebe o Betis pela última rodada da fase de grupos da Europa League. O Grupo G já está com a situação definida: o Bayer Leverkusen avança para as oitavas de final, os espanhóis aguardam um terceiro colocado da Champions na próxima fase e os escoceses seguem para a Conference League; o Ferencváros, da Hungria, está eliminado. Mesmo assim, a partida no Celtic Park será especial. Não apenas por ser o primeiro confronto entre os dois clubes na Escócia, mas pela conexão especial que os une na história.

Manuel Ramos Asensio foi um dos fundadores do Betis em 12 de setembro de 1907, além de capitão do time e um dos primeiros treinadores. Antes disso, foi enviado bem jovem para a Escócia para estudar inglês na cidade de Dumfries, distante cerca de 100km de Glasgow. Asensio criou o costume de viajar para assistir os jogos do Celtic, clube então já tradicional no país, fundado em 6 de novembro de 1887.

No início, o Betis jogava com camisas predominantemente azuis. Em 1911, o clube precisaba de novos uniformes e Asensio, com os contatos que estabeleceu em Glasgow e o apreço que criou pelo Celtic, conseguiu o envio de tecidos verdes e brancos para Sevilha. Com o material em mãos, optou pela produção das novas camisa do Betis com listras verticais, diferentemente das horizontais dos escoceses, para criar a própria identidade. 

Jamais houve grande conexão entre os dois clubes, tanto é que o primeiro jogo na história entre os dois aconteceu justamente nesta Europa League. No Benito Villamarín, o Betis venceu o Celtic de maneira espetacular por 4 a 3, resultado determinante para a classificação antecipada. Porém, em 28 de fevereiro de 2017, em homenagem ao Dia da Andaluzia - região onde fica Sevilha na Espanha - o Betis entrou em campo contra o Málaga com um uniforme especial, celebrando as origens de suas cores e também em alesão à bandeira andaluz, com listras verdes e brancas.

Pelas redes sociais, o Celic parabenizou o Betis e os clubes trocaram mensagens. Desde então o relacionamento se estreitou e nesta temporada é celebrado com os primeiros confrontos entre "green and whites" e "verdiblancos".

Uniforme especial do Betis em alusão ao Celtic e à bandeira da Andaluzia
Uniforme especial do Betis em alusão ao Celtic e à bandeira da Andaluzia Di
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Vantagem de 16 pontos mostra diferença entre times de Real Madrid e Barcelona

Gustavo Hofman
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Os 16 pontos que separam o líder de LaLiga, Real Madrid, do sétimo colocado, Barcelona, assustam. Porque nos acostumamos a ver os dois rivais brigando pelo título espanhol e pela soberania do continente, mas também porque a diferença técnica não era tão evidente assim no início da temporada. Na prática, o que se detecta após 16 rodadas é a evolução merengue e o moroso estágio culé.

Xavi substituiu Ronald Koeman para resgatar o barcelonismo, torturado nos últimos meses. O atual elenco do Barcelona pode render mais, há talento para isso, mas o processo será demorado. Com o novo treinador, foram duas vitórias, um empate e a derrota no final de semana para o Betis, por 1 a 0 em pleno Camp Nou. Jogos sem convencimento ou mudanças estruturais maiores em relação ao que vinha sendo feito antes, pouquíssima capacidade ofensiva e partidas sem brilho. Há ideias e desejos com Xavi, com um longo caminho por percorrer.

A bela imagem do Camp Nou constrasta com o futebol jogado pelo Barcelona
A bela imagem do Camp Nou constrasta com o futebol jogado pelo Barcelona Barcelona

Enquanto isso, Carlo Ancelotti sabe como tirar o melhor de seu elenco para hoje. No 2 a 0 sobre a Real Sociedad, em San Sebastián, Vinicius Júnior mostrou mais uma vez seu protagonismo, desta vez sem Karim Benzema, que saiu machucado logo no início. Mais ainda: fez do seu substituto, Luka Jovic, o destaque da partida com uma assistência e um gol. Levantamento do jornal Marca mostra que a dupla de zagueiros Éder Militão e David Alaba chegou a 100 dias como parceiros, com 13 vitórias, dois empates e uma derrota - em oito dessas partidas o time não sofreu gol. No lado blaugrana, Gerard Piqué começou no banco, Eric García não convence, Clément Lenglet permanece no time... Somente Ronald Araujo tem se salvado.


É bem verdade que o Barça está com uma partida a menos (duríssima, contra o Sevilla fora de casa), mas mesmo se considerarmos três pontos a mais a distância ainda é enorme. Diante do Betis algumas chances foram criadas, mas todas desperdiçadas. O ataque soma 23 gols e condiz com a posição na tabela, apenas o sétimo melhor de LaLiga. Memphis já marcou oito vezes, mas os torcedores lembram mais dos inúmeros gols perdidos. Enquanto isso, Benzema e Vinicius somam 22 gols dos 37 do melhor ataque da competição. Rodrygo e Marco Asensio se alternam na titularidade e Xavi ainda busca as melhores opções ofensivas com Philippe Coutinho, Gavi, Ousmane Dembélé, Abde...


Há uma distância muito grande entre os times atualmente, estão em momentos bem distintos de preparação e evolução. O Real Madrid está pronto para lutar pelo título de LaLiga e assume a condição de principal favorito. Já o Barcelona sua na Champions League e precisará se esforçar muito para garantir um lugar entre os quatro primeiros colocados na Espanha - mesmo com a instabilidade de adversários como Sevilla, Atlético de Madrid e Real Sociedad.

Na história de LaLiga, a maior distância entre os dois gigantes do país aconteceu na temporada 2018-19. O Barcelona foi campeão com 87 pontos, 19 a mais que o Real Madrid, terceiro colocado. Os atuais 16 pontos na tabela assustam, mas são bastante compreensíveis. E podem aumentar o suficiente para se tornarem históricos.



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Jogador brasileiro tem o passaporte retido e está impedido de sair da Indonésia

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Alex Gonçalves é um entre 1287 brasileiros espalhados pelo mundo do futebol, segundo dados do CIES Football.  As histórias de vitórias, nas grandes ligas internacionais, são aquelas que fazem sucesso e levam milhares de crianças ao sonho de se tornarem jogadores de futebol. O esporte mais popular do planeta, no entanto, pode ser muito traiçoeiro também.

Preso' na Indonésia e sem salário: Conheça a história do brasileiro Alex Gonçalves

Formado na base do Grêmio e com passagem no time profissional do Internacional, Alex, atualmente com 31 anos, passou por vários clubes ao longo da carreira. Entra na categoria de andarilhos do futebol, tamanha sua experiência. Jamais, porém, imaginou viver a situação que enfrenta na Indonésia atualmente. Há mais de um mês está com o passaporte retido e impedido de deixar o país.

Todo problema começou em 2020, com a pandemia de coronavírus. Contratado pelo Persikabo, clube ligado à polícia local e da primeira divisão, com o início do período de quarentena viu seu salário ser reduzido em 75%, sem qualquer acordo. Deixou a equipe no início deste ano, se transferiu para a Malásia, mas recebeu em julho outra proposta do futebol indonésio, desta vez do Persita.

Antes disso, acionou o Persikabo na FIFA pela falta de pagamentos e ganhou a causa. O visto de trabalho que possuía estava ligado a seu ex-clube, e quando precisou renovar pelo Persita foi informado que seria impossível porque não havia liberação do vínculo anterior. Para piorar, foi denunciado pelo Persikabo na justiça indonésia por difamação, já que tornara o caso público através de suas redes sociais. Está intimado para depor.

"Estou passando por uma situação muito delicada. Longe da minha família, já faz um ano que não vejo meu filho, minha esposa... Estou passando por uma situação muito complicada. Não estou podendo jogar, não estou podendo trabalhar. Tudo porque o meu clube atual não consegue dar entrada em um novo visto de trabalho, porque o meu nome ainda está vinculado ao meu ex-clube, que não quer tirar o meu nome do sistema", explica o próprio Alex, em contato com o blog. "À medida que o tempo vai passando, vou me tornando ilegal. Estou desesperado, meu passaporte está retido na imigração. Não sei o que vai acontecer amanhã, estou com medo de sair na rua, até porque meu ex-clube é militar".

Confinado em seu apartamento na cidade de Tangerang Regency, na Ilha de Java, Alex fica indignado pelo real motivo de todo imbróglio que já se tornou diplomático. "Tudo isso está acontecendo porque reportei esse meu ex-clube na FIFA. A causa já foi e ganha e e eles querem barganhar, fazer uma troca. Querem que eu retire a ação para tirarem meu nome do sistema de imigração. Isso não existe, porque eu tenho o direito de estar trabalhando. Meu atual clube não consegue fazer muita coisa porque falam pra mim que é o sistema de imigração... Mas não sei o que o que se passa na verdade, porque os documentos nunca são mostrados pra mim, são apenas palavras".

Alex não tem um staff por trás para lhe protegê-lo de situações assim. Possui um amigo no Brasil que o ajuda com o próprio agenciamento da carreira, mas na prática - assim como outras centenas de jogadores brasileiros pelo mundo - depende da boa fé de empresários locais em negociações. O caso na FIFA ficou sob responsabilidade de um advogado português. Com isso, sua situação atual depende muito da atuação da embaixada brasileira na Indonésia.

Atacante Alex Gonçalves durante apresentação ao Botafogo-SP
Atacante Alex Gonçalves durante apresentação ao Botafogo-SP Rogério Moroti/Agência Botafogo

"Eles me deram apoio, todo suporte, disseram que se eu precisar a embaixada estaria ali para ajudar. Até cogitei pedir um novo passaporte de emergência, expliquei pelo amor de Deus, fazemos todos os trâmites de imigração para ir embora... O que passaram para mim foi que, por ter sido denunciado na polícia, essa carta chegou até a imigração, que embargou todos os processos de deportação", explica sem entender a fundo tudo que realmente está acontecendo. A embaixada brasileira, segundo Alex, passou o contato de um advogado indonésio, que conseguiu, na polícia, o adiamento da convocação do brasileiro para a próxima segunda-feira. Ele ouviu também que precisará prestar esclarecimentos aos policiais sobre as publicações em redes sociais. "Não me sinto seguro em ir na polícia. Não estou no meu país, não falo a língua, não sei o que pode acontecer. Tenho receio que eles me levem para uma sala, me prendam, façam algum tipo de chantagem... Não sei. É arriscado". 

A reportagem da ESPN tentou contato com a embaixada brasileira em Jacarta, através dos canais de comunicação disponíveis, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

Alex tenta manter a forma física na academia do prédio onde mora, já que está afastado dos treinamentos do Persita. Na Indonésia, tem recebido apoio de outros brasileiros que disputam a Liga 1, nome oficial da primeira divisão. Nesta semana o atacante ganhou apoio e divulgação de seu caso com o ex-jogador Tinga, que publicou em suas redes sociais um vídeo de Alex pedindo ajuda. Nos últimos dias, Dunga, ex-técnico da seleção brasileira, ligou para ele oferecendo ajuda também. A FIFA, através de seu departamento jurídico, tem buscado informações.

Na maior parte da conversa, Alex mantém a calma, fala com serenidade. Pode não entender todos os meandros e talvez até mesmo a complexidade diplomática de seu caso, mas demonstra tranquilidade diante de tantos problemas. Isso muda quando a saudade da família e o inacreditável risco de ser preso vêm à cabeça. "Esse é um problema que eu nunca passei, jamais imaginei passar na minha vida. Sou um pai de família...", lamenta Alex, interrompendo a fala pelas lágrimas provocadas com a emoção. "Se eu tivesse que sair de urgência, agora seria impossível. Não vejo o meu passaporte há dois meses. Enquanto isso, minha esposa e meu filho estão em casa desesperados. Meu filho vai fazer aniversário no próximo dia 16, chama pelo pai todos os dias... É difícil explicar essa situação".

Natural de Teixeira de Freitas, na Bahia, Alex se estabeleceu em Porto Alegre desde que foi aprovado para fazer parte da base do Grêmio. De lá partiu para conhecer o Brasil e o mundo através do futebol. Viveu as mais variadas experiências do interior de São Paulo à Romênia, e agora aos 31 anos conhece o aspecto mais tenebroso do esporte mais apaixonante de todos. "O que eu mais queria nesse momento era deixar o país. Suplico para alguém me ajudar. Se eu pudesse, agora mesmo pegava um avião e ia embora para casa, faria isso o mais rápido possível, mas estou de mãos atadas neste momento. Um brasileiro, na Indonésia, denunciado pela polícia por não ter feito nada. Passaporte preso na imigração, clube tentando fazer que eu desista do dinheiro que já ganhei pela lei e pela lei da FIFA. Não sei mais o que fazer".

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Barcelona com problemas, Vinicius Júnior decidindo... Estamos sem manchetes em LaLiga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Dembélé aos poucos vai retornando ao Barcelona
Dembélé aos poucos vai retornando ao Barcelona Barcelona

Brincamos no jornalismo esportivo que, quando mesmo assunto se repete várias vezes, "estamos sem manchetes". Basicamente é isso o que aconteceu em LaLiga na 15a rodada. O Barcelona, em seu longo e doloroso processo de reconstrução com Xavi, venceu sua partida, mas o bom futebol ainda está distante. Já o Real Madrid, em jogo que valia a liderança contra o Sevilla, ganhou com gols da dupla Karim Benzema e Vinicius Júnior, com destaque para o brasileiro e seu golaço no finalzinho.

Quem fugiu um pouco do padrão desta temporada, mas nem tanto assim, foi o Atlético de Madrid. Fora de casa goleou o Cádiz por 4 a 1 - segundo vitória por margem de três gols da equipe de Diego Simeone nesta temporada do Campeonato Espanhol. Abaixo está o resumo das dez partidas.

Athletic 2x2 Granada

Um jogo completamente maluco abriu a rodada de LaLiga na sexta-feira. Athletic e Granada empataram em 2 a 2 em uma partida com muitas chances dos dois lados, que poderia ter terminado com qualquer resultado. No primeiro tempo, após sair atrás no placar, a equipe de Robert Moreno melhorou e virou o placar de maneira merecida, jogando taticamente espelhada ao 4-4-2 de Marcelino García Toral. No segundo tempo, os bascos reagiram, pressionaram bastante, conseguiram o empate e quase viraram em lances que Luis Maximiniano (apesar do gol contra marcado) salvou. No final, com a expulsão de Iñigo Martínez, o Granada ainda teve oportunidade para fazer o terceiro. Enfim, jogo totalmente aberto, que no final das contas rendeu ao Athletic a quinta rodada consecutiva sem vitória.

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Alavés 1x2 Celta

A vitória tranformou a série de três empates seguidos em quatro rodadas de invencibilidade para o Celta, enquanto o Alavés perdeu pela primeira vez após cinco partidas. Santi Mina fez 1 a 0 para os visitantes e Joselu, com o sétimo gol dele em LaLiga, empatou para os donos da casa. Foi um jogo bem aberto, com 13 finalizações do Alavés e oito do Celta, que teve mais posse de bola com 58%. No segundo tempo, já com o gramado de Mendizorroza branco pela neve que caiu em Vitoria-Gasteiz, Iago Aspas perdeu um pênalti aos 25 minutos, mas marcou no rebote do goleiro Fernando Pacheco.

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Valencia 1x1 Rayo Vallecano

Um pênalti convertido por Carlos Soler aos nove minutos colocou o Valencia na frente. A partir daí, a sensação de LaLiga buscou o empate com Isi Palazón no segundo tempo e teve mais posse de bola (58%) e mais finalizações (12x8, 6x4 no alvo) no final das contas. O Rayo teve mais uma vez desfalques importantes, como Radamel Falcao García e Randy Nteka, e depois do empate correu muitos riscos. Na prática, Stole Dimitrievski impediu o segundo gol valenciano. Terceiro empate seguido para o Valencia, sexta posição na tabela para a equipe de Vallecas.

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Mallorca 0x0 Getafe

Na transmissão da ESPN Argentina, ao final do primeiro tempo, a equipe de transmissão citou Jean-Paul Sartre, “o ser e o nada”, para explicar o primeiro tempo nulo ofensivamente de Mallorca e Getafe. Somente os donos da casa tiveram finalizações certas na partida, apenas duas, apesar de um gol incrivelmente perdido por Mathias Olivera para o Getafe. Partida mais fraca tecnicamente da rodada de LaLiga.

Mallorca 0 x 0 Getafe: veja os melhores momentos do jogo de LaLiga




Villarreal 1x3 Barcelona

Os resultados estão aparecendo, mas o bom futebol ainda está bem distante do Barcelona. Em um jogo marcado por atuação muito ruim da arbitragem, o Barça venceu o Villarreal e manteve 100% de aproveitamento em LaLiga sob o comando de Xavi. Com pouco mais de um minuto, Dani Parejo deveria ter sido expulso por entrada violenta em Sergio Busquets. Além disso, houve um pênalti escandaloso para o Villarreal, cometido por Gerard Piqué que bloqueou uma finalização com o braço, não marcado por César Soto Grado. Fora tudo isso, a boa notícia para o Barça - que manteve a variação tática de três zagueiros quando atacava e 4-1-4-1 sem a bola - foi Philippe Coutinho, que entrou aos 35'/2T, jogou bem, sofreu um pênalti e converteu a cobrança. O Submarino Amarelo tem somente três vitórias após 14 rodadas.

Barcelona bate Villarreal por 3 a 1 com gols de De Jong, Memphis e Coutinho e mantém 100% na ‘Era Xavi’ em LaLiga




Betis 3x1 Levante

O primeiro hat-trick de Juanmi garantiu a vitória ao Betis, de virada, contra o Levante, e é um prêmio pela ótima temporada do atacante de 28 anos, que chegou a oito gols. Muito superior do início ao fim, a equipe de Sevilha só conseguiu marcar no segundo tempo, mas os números do jogo ajudam a entender o domínio: 60% de posse de bola e 26 a oito em finalizações. Nos dois primeiros gols de Juanmi, duas assistências de Willian José. O Beti, comandado por Manuel Pellegrini, está bem consolidado na briga por vagas em competições continentais.

LaLiga: Com hat-trick de Juanmi, Betis vence o Levante de virada e entra no G4




Espanyol 1x0 Real Sociedad

Terrível sequência da Real Sociedad, com uma única vitória nos últimos seis jogos em todas competições. Isso fez com que o time se complicasse na Europa League, onde precisará vencer o PSV, em casa, para avançar, e a distanciou da liderança de LaLiga - são 29 pontos em 15 jogos, quatro pontos a menos que o Real Madrid e uma partida a mais. O Espanyol, que venceu com gol do venezuelano Yángel Herrera aos 32 minutos do segundo tempo, continua com a boa campanha neste retorno à primeira divisão. 

Com gol de Yangel Herrera, Espanyol vence a Real Sociedad em LaLiga; veja o lance




Cádiz 1x4 Atlético de Madrid

A goleada foi toda construída no segundo tempo. Na primeira etapa, duas boas chances para o Atlético, mas um jogo bastante travado pelo Cádiz. O primeiro gol só saiu aos 11 minutos da segunda etapa, com Thomas Lemar, fundamental na criação do meio-campo colchonero - neste lance, aparecendo na grande área para finalizar de cabeça cruzamento de yannick Carrasco. A partir daí o jogo ficou mais aberto e o Atleti marcou mais dois gols, até sofrer o primeiro com Antony Lozano em mais uma falha de Jan Oblak na temporada. Matheus Cunha entrou bem na partida, aos 28'/2T, com um gol e uma assistência.

LaLiga: Goleiro franga, Cunha marca e Atlético de Madrid goleia o Cádiz; veja os melhores momentos



Real Madrid 2x1 Sevilla

Primeiro tempo de alto nível técnico, com muitas chances de gols dos dois lados. Rafa Mir abriu o placar, quase fez 2 a 0 e Lucas Ocampos mandou um lindo chute no travessão. Os merengues reagiram e, contra a marcação baixa do Sevilla, tinham Éder Militão e David Alaba com muito espaço para construírem; em uma finalização do brasileiro, Bono rebateu mal e Karim Benzema marcou. Na segunda etapa, o Real Madrid assumiu mais o protagonismo e no final pressionou muito em busca da vitória, que veio com um golaço de Vinicius Júnior, que agora soma nove gols na temporada de LaLiga, dois a menos que seu parceiro de ataque. Julen Lopetegui completou 100 jogos em LaLiga como treinador, com 55 vitórias, 24 empates e 21 derrotas - jamais venceu Real Madrid e Barcelona.

Vinicius Jr. tira golaço da cartola, e Real Madrid vence Sevilla de virada; veja os melhores momentos



Osasuna 1x1 Elche

Dois gols nos primeiros 20 minutos decretaram o empate entre Osasuna e Elche, em Pamplona. Antre Budimir fez de pênalti logo aos sete minutos para os bascos, enquanto Fidel empatou para os visitantes aos 19. O Osasuna não sabe o que é vitória há seis rodadas, enquanto o Elche não soma três pontos há sete. 

Budimir marca e Osasuna sai na frente com pênalti ‘bobo’, mas Elche empata com ‘redenção’ de Fidel; VEJA os gols



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