O Santos merece cair mais que o Grêmio? Depende por qual lado você olha o fracasso dos dois

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando um time grande fica ameaçado de rebaixamento, e acumula erros no desespero para se salvar, é comum ouvirmos: "esse clube merece cair". 

Quase sempre isso é verdade: o Cruzeiro e sua irresponsabilidade de uma década é um exemplo bem acabado de grande que fez por merecer o descenso.

No Brasileiro-2021, dois gigantes nacionais estão com a corda no pescoço. Santos e Grêmio, que juntos acumulam seis títulos da Libertadores, estão na zona do rebaixamento e cada vez mais parecem não terem forças para evitar o rebaixamento.

Não dá para escapar da tentação de questionar se os dois merecem, ou não, cair.

Proponho uma pergunta: o Santos merece cair mais do que o Grêmio?

Santos e Grêmio disputam partida na Vila
Santos e Grêmio disputam partida na Vila Gazeta Press

A resposta fácil é dizer sim.

O clube da Vila Belmiro é um caos, que já teve administrações que viraram caso de polícia. A dívida não para de subir. Pagar os salários é um sofrimento. Os calotes se acumulam. Dezenas de milhões de euros em venda de jogadores se evaporam rapidamente. O elenco hoje é abaixo da mediocridade.

Tudo ao contrário do Grêmio. Nos últimos anos, o time gaúcho teve uma administração exemplar. As receitas aumentaram, rivalizando com as dos grandes paulistas mesmo eu um mercado menor. As dívidas são controladas. O clube ganhou títulos recentemente. O elenco tem várias estrelas.

Pela questão administrativa, faz sentido o Santos merecer cair e o Grêmio permanecer na primeira divisão.

Mas futebol não é competição de melhor administração.

E, no campo, o Grêmio merece cair até mais que o Santos.

Não é possível, em uma mesma temporada, que um clube que tinha ambição de ganhar títulos ter quatro treinadores: Renato Gaúcho, Luiz Felipe Scolari, Tiago Nunes e agora Vagner Mancini.

É inadmissível ver em quase todos os jogos medalhões gremistas, como Rafinha e Kanemann, darem um show de descontrole emocional.

Não consigo entender como o Grêmio corra o risco do cair com um time que deveria estar brigando por vaga na Libertadores.

No fim, a dor do rebaixamento para um clube grande é igual. Mas, se ambos caírem, o santista vai saber explicar o motivo da queda. O gremista vai ter que fazer análise para entender o fiasco.

Grêmio perde por 2 a 0 para o Atlético-GO com show de Marlon Freitas e não sai da zona de rebaixamento do Brasileirão


  



         

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'Erros individuais'? Nesse ponto, Renato teve a categoria que faltou a Dome, Ceni e Sousa no Flamengo

Paulo Cobos
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"Contra o Inter, entregamos gols. Contra o São Paulo, também. Nos primeiros jogos, achei que tínhamos erros defensivos de verdade, de posicionamento, jogávamos muito separados. Agora, veja erros individuais, de concentração. Se quisermos melhorar como time, temos que estar focados sempre. E me irritaram. Por isso eu estava irritado".

Este foi o catalão Domènec Torrent em novembro de 2020, quando seu trabalho já fazia água no Flamengo. 

"O que estamos criando em volume é suficiente para fazer gols e vencer. Agora, os erros que cometemos são grotescos para uma equipe que quer ser campeã".

O autor da frase é Rogério Ceni, em janeiro de 2021, quando seu Flamengo perdeu de virada um jogo contra o Fluminense. 

Renato Gaúcho em treino do Flamengo
Renato Gaúcho em treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

"O que nos aconteceu, sem dúvida, foi que todas as decisões individuais foram erradas. Coisas simples, sem pressão, precipitação, passes que deram oportunidades aos adversários na segunda parte". 

Agora a transferência de culpa foi do português Paulo Sousa após o seu Flamengo levar um baile e perder do Fortaleza por 2 a 1 neste domingo.

Três dos sucessores de Jorge Jesus não hesitaram em apontar o dedo para os jogadores quando as coisas não deram certo.

Renato Gaúcho, o outro treinador rubro-negro pós-Jesus, fez muitas bobagens no clube e deu desculpas esfarrapadas nas derrotas. Mas não tinha essa mania de entregar jogadores nas coletivas depois de fracassos.

Basta ver o que falou em um dos maiores erros individuais da história do Flamengo: a bola perdida por Andreas Pereira no lance que resultou no gol da vitória do Palmeiras na final da Libertadores do ano passado.

"Não vamos culpar o Andreas. Falei para ele no vestiário que só erra quem está lá dentro. O culpado sou eu.”

Treinador deve ficar mesmo louco quando um jogador erra e seu time é derrotado. Mas não foram apenas por erros individuais que Dome, Ceni, Renato e Sousa não repetiram o sucesso de Jesus no Flamengo.

Mas só Renato não compartilhou publicamente o fracasso com seus jogadores.

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Pedir para Rogério Ceni deixar de 'inventar' é pedir para ele não ser técnico grande

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Muitos amigos são-paulinos que entendem de futebol andam inquietos com o que seria um excesso de "trabalho autoral" de Rogério Ceni no São Paulo.

O elogio ao ótimo trabalho do treinador na sua volta ao Morumbi é geral. Mas eles reclamam das mudanças no time durante os jogos e as escalações feitas de acordo com quem joga na equipe rival.

Se fosse torcedor do São Paulo, provavelmente estaria irritado com Ceni pelo que ele fez contra o Corinthians, quando mudou quase meio time no intervalo com seu time ganhando e esmagando o rival.

Rogério Ceni em jogo do São Paulo
Rogério Ceni em jogo do São Paulo Rubens Chiri/São Paulo F.C.

Mas, com um olhar neutro, acho ótimo que ele continue ousando.

Pedir para Rogério Ceni deixar de 'inventar' é pedir para ele não ser técnico grande.

O ex-goleiro que vive futebol 24 horas por dia, devorando informações sobre os adversários, não está na profissão para fazer o óbvio.

Ainda mais em um time com tantas limitações como é este São Paulo. Ceni poderia fazer o básico, buscar uma vaga na Libertadores e muita gente já acharia bom.

Mas seu clube é gigante. O São Paulo não pode entrar em um campeonato com objetivos tão modestos.

Com o elenco atual, o clube só pode pensar em ser campeão com um treinador que tenha o DNA da inovação que Ceni tem.

Se resolver mudar e ser conservador, Rogério Ceni será, no máximo, um bom treinador. Para ser dos grandes, deve seguir fazendo o que faz hoje.

Rafinha se impressiona com treinos de Rogério Ceni no São Paulo e brinca: 'Chefe, não fica bravo comigo não!'



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Agora é questão de tempo: Neymar vai ter mais gols que Pelé na seleção; e daí?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em outubro de 2020, escrevi sobre o que aconteceria se Neymar superasse Pelé como maior artilheiro da história da seleção brasileira.

O que era uma possibilidade, agora é basicamente uma questão de tempo (nos jogos reconhecidos pela Fifa). Depois dos dois gols marcados nesta quinta-feira contra a Coreia do Sul, ele soma 73 gols contra seleções nacionais.

Por esse critério, Pelé marcou 77 vezes. De acordo com a CBF, que inclui confrontos contra clubes e combinados, Pelé tem 95 gols com a camisa da seleção.

Neymar comemora gol pela seleção brasileira, em amistoso contra a Coreia do Sul, em Seul
Neymar comemora gol pela seleção brasileira, em amistoso contra a Coreia do Sul, em Seul Lucas Figueiredo

Neymar vai ultrapassar o maior jogador de todos os tempos na conta dos jogos contra seleções antes da Copa do Qatar. Tem idade para mais um ciclo inteiro de Mundial e também bater o Rei contando todo tipo de partida.

E daí?

Há quase 2 anos, escrevei que Neymar poderia marcar 200 gols e que isso seria só um número se não ganhasse uma Copa do Mundo.

Mudei de ideia.

Ganhar uma Copa do Mundo é algo grandioso. Mas uma penca de gênios do futebol brasileiro, como Leônidas, Zizinho e Zico , não a conquistaram. E, nem por isso, deixaram de serem lendas com a camisa nacional.

Ser o maior goleador da seleção mais importante do planeta é algo muito, mas muito grande.

Quando Neymar conseguir isso, vai ser uma façanha que o coloca em um pedestal inédito. Independente de ganhar uma Copa.



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Eles foram os mais caros do mundo; semelhanças de Bale no Real e Pogba no United acabam por aí

Paulo Cobos
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Em 2013, Gareth Bale se transformou no jogador mais caro da história até então quando o Real Madrid pagou 101 milhões de euros ao Tottenham por ele. 

Três anos depois, Paul Pogba assumiu esse posto (que depois perdeu para Neymar) quando o Manchester United investiu 105 milhões de euros para tirá-lo da Juventus.

Mais caros do mundo em uma determinada época em times gigantes. E a coincidência do anúncio oficial que estão deixando os clubes que pagaram fortunas por eles acontecerem no mesmo dia, nesta quarta-feira.

Bale através de uma carta emocionante aos torcedores do Real. Pogba primeiro por um comunicado do United e depois com outra carta, também emotiva.

Gareth Bale e Paul Pogba
Gareth Bale e Paul Pogba EFE | Getty Images

As semelhanças do galês no Real Madrid e do francês no Manchester United acabam por aí.

Bale foi uma verdadeira "mala" em boa parte dos quase dez anos que passou na capital espanhola. Seguidas vezes não demonstrou respeito pelo clube, colocando o golfe e sua seleção à frente. Se machucou muito.

Mas teve momentos monstruosos dentro de campo e ajudou na conquista de uma das eras mais vitoriosas da história do maior clube do mundo. Foi herói em final de Champions e marcou um gol antológico em decisão da Copa do Rei contra o rival Barcelona.

Foram 19 títulos e 106 gols com a camisa do Real.

Pogba também teve passagem turbulenta pelo United. No final desta temporada da Premier League, foi alvo da fúria da torcida do clube. Também teve lesões.

Só que, ao contrário de Bale, o francês nunca foi capaz de justificar um investimento superior a 100 milhões de euros.

Em seis anos da sua segunda passagem pelo clube, foram apenas dois títulos, e ainda assim não os mais importantes que o clube disputa: uma Copa da Liga e uma Europa League.

Pogba teve brilhos bem mais raros que Bale no Real. Nunca foi capaz de liderar o time. Sua passagem coincide com um dos piores momentos da história do United.

De alguma forma, o torcedor do Real vai ter saudade de Bale. Duvido que algum fã do United vai sentir o mesmo por Pogba.

Adeus, Real Madrid! Os golaços de Gareth Bale com a camisa do gigante espanhol



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Fair play financeiro parece existir, nos gigantes europeus, só para o Barcelona; é justo?

Paulo Cobos
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Javier Tebas, o chefão da liga espanhola, jogou água fria no sonho do Barcelona tirar Lewandowski do Bayern de Munique

"O Barça já sabe o que tem fazer se quer contratar Lewandowski. Conhece perfeitamente nossas normas de controle econômico. É para evitar programas maiores. Não sei se venderam De Jong ou Pedri, mas sabem que devem arrecadar mais e vender ativos", afirmou nesta terça-feira o dirigente, para depois decretar.

"Hoje, seguem sem poder contratar Lewandowski". 

Robert Lewandowski em ação pelo Bayer
Robert Lewandowski em ação pelo Bayer Joosep Martinson/Getty Images

Vítima de administrações calamitosas que o deixaram em ruínas, o Barcelona, na temporada passada, já havia sido impedido de renovar o contrato de Messi, mesmo com o argentino aceitando ganhar menos.

Contratar hoje para o clube basicamente acontece com jogadores em final de contrato.

Tudo isso por que o time torrou tanto dinheiro que gastou mais do que arrecadou.

A situação que o Barcelona vive foi causado pelo próprio clube, mas é um caso inédito entre os gigantes europeus. Fair play financeiro parece existir só para o clube catalão.

A penúria que o Barcelona vive acontece em uma época que o PSG tem um prejuízo estratosférico, mas ainda assim paga um salário absurdo para Mbappé. Turbinados por seus donos bilionários, clubes até médios da Premier League vão às compras como se não houvesse amanhã.

Mas, nesse caso, não vale a máxima que "pau que bate em Chico, bate em Francisco".

Imagino como o torcedor do Barcelona fica indignado de ver seu time obrigado a se apequenar esportivamente enquanto rivais europeus gastam sem limite.

Paciência. O clube chegou nesse ponto por sua culpa. Muito melhor o Barcelona dar a volta por cima seguindo a lei e com justiça. Não com a cegueira de autoridades. 





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Por enquanto, é 'rei do acesso', mas Ronaldo Fenômeno dá sinais que vai ser craque também como cartola

Paulo Cobos
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"Tengo un presidente cojonudo". Calma. Isso não é nenhum palavrão em espanhol. Significa apenas que uma pessoa é incrível.

A frase está entre aspas por que foi dita recentemente por Pancheta, técnico do Valladolid, sobre o dono do clube, o brasileiro Ronaldo Fenômeno.

Neste final de semana, Ronaldo teve seu melhor momento como cartola. Na Espanha, viu o Valladolid conseguir o acesso para a primeira divisão. No Brasil, o Cruzeiro, clube que tem o Fenômeno como proprietário, é cada vez mais líder da Série B, com cinco pontos de vantagem sobre o Vasco, o segundo colocado.

Ronaldo comemora acesso do  Real Valladolid
Ronaldo comemora acesso do Real Valladolid Divulgação/Valladolid

Por enquanto, o pentacampeão  é só um "rei do acesso" como cartola. Mas dá sinais que também vai ser diferente, e, craque, nessa função.

Realmente Ronaldo é "cojonudo" em um ponto que cartolas são uma lástima: a confiança no trabalho dos treinadores.

O Fenômeno é dono do Valladolid desde 2018. Nesse período, o clube teve apenas dois treinadores. O primeiro não foi demitido nem na campanha da temporada 2020/2021, quando o time foi rebaixado.

Pacheta, o atual, teve sua cabeça pedida quando perdeu três jogos seguidos, mas Ronaldo o manteve. 

"Quando perdi três jogos, só recebi ânimo, carinho, apoio. Isso gera uma responsabilidade muito mais importante que o contrato assinado", disse Pancheta.

No Cruzeiro, o uruguaio Paulo Pezzolano também já disse confiar na lealdade de longo prazo de Ronaldo com treinadores. 

Além dos treinadores, Ronaldo também é diferente pela responsabilidade financeira com que administra seus clubes.

Diferentes no tamanho, Cruzeiro e  Valladolid não fazem loucuras sob a batuta do Fenômeno. Mesmo que isso signifique tomar decisões duras, como dispensar o ídolo Fábio do time mineiro.

Ao comemorar a volta do Valladolid para a elite da Espanha, Ronaldo comparou a emoção com a conquista do penta.

Exagerou. Mas Ronaldo promete como cartola. E muito.



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Vítor Pereira é forte candidato no Corinthians a pior trabalho de um técnico estrangeiro no Brasil

Paulo Cobos
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O aproveitamento, depois de 28 jogos, é de modestos 53%. A média de gols é indecente para um elenco tão caro: só 1,32 por jogo. A defesa precisa da fase espetacular de Cássio para não passar mais apuros. 

O time não venceu um clássico sob seu comando. O futebol, como nos empates contra os reservas do Always Ready e no América-MG neste domingo, quase sempre deixa a desejar.

A liderança no Brasileiro, perdida para o Palmeiras nesta rodada, parece ter sido um acaso.

Vítor Pereira em ação comandando o Corinthians
Vítor Pereira em ação comandando o Corinthians Getty Images

Paulo Sousa e Antonio Mohamed são fortes concorrentes, mas Vítor Pereira é meu favorito para o pior trabalho de um técnico estrangeiro ainda empregado no futebol brasileiro em 2022.

O português flamenguista ainda ostenta um aproveitamento superior a 70% e o argentino do Atlético-MG tem a seu favor dois títulos conquistados.

Muito bom nas entrevistas, Vítor Pereira fica longe da qualidade do trabalho de outros técnicos estrangeiros. E não estamos falando daqueles que comandam grandes elencos, como Abel Ferreira no Palmeiras.

Basta ver o que o faz o paraguaio Gustavo Morínigo no Coritiba, o terceiro colocado do Brasileiro. Ou o uruguaio Paulo Pezzolano do Cruzeiro, líder da Série B.

Vítor Pereira sempre tem uma justificativa para explicar a mediocridade frequente do futebol do Corinthians. Sua oratória brilhante já não é suficiente para esconder que seu trabalho deixa muito a desejar.


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Questão de cabeça: por que Vinícius Jr. vai ser o maior brasileiro da história do Real Madrid

Paulo Cobos
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Vinícius Jr. tem apenas 21 anos. E já contabiliza 170 jogos com a camisa do Real Madrid, o maior clube do mundo. É para lá de plausível ele superar Marcelo (546 partidas) e se tornar o brasileiro que mais atuou pelo time.

Com a Champions conquistada neste sábado, o atacante revelado pelo Flamengo já tem seis taças ganhas pelo Real. Não é delírio que ele ultrapasse também nesse ponto Marcelo, que com 25 troféus é o brasileiro mais vezes campeão pela equipe da capital espanhola (e de saída do Santiago Bernabéu).

Um dos heróis do título, Vinicius Junior comemora a conquista da Champions League pelo Real Madrid
Um dos heróis do título, Vinicius Junior comemora a conquista da Champions League pelo Real Madrid Getty Images

Vinícius Jr. já marcou 37 gols pelo time merengue, 22 nesta temporada. Nesse ritmo, vai passar Ronaldo Fenômeno (103 tentos) em menos de quatro anos e se tornar o brasileiro líder na artilharia do Real. 

Parece precipitado apontar que o camisa 20 será o maior brasileiro da história do Real Madrid. Mas não é.

Não é só o absurdo talento de Vinícius Jr., lapidado por Carlo Ancelotti, que me faz acreditar que ele vai sim fazer história no time 14 vezes vencedor da Champions.

A cria do Flamengo, como já escrevi no blog, é mentalmente forte como poucos jogadores brasileiros de qualquer época.

Vinícius Jr. é cascudo para enfrentar críticas. Não se abalou quando o Real Madrid buscava loucamente Mbappé, que atua em uma faixa de campo parecida com a dele. Soube se impor em um elenco recheado de estrelas. Tem personalidade para suportar as cornetas da torcida mimada do clube merengue.

Se bater todos os recordes para um brasileiro no Real Madrid, Vinícius Jr. vai dar uma aula de como futebol é muito mais que talento.

Vinícius Jr. marcol gol do título do Real na final contra o Liverpool; VEJA



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Não abra a mão da 10 e mande às favas 'proposta interessante': Neymar deve ficar, e brilhar, no PSG

Paulo Cobos
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Depois do fico de Mbappé no PSG, a impressão que fica é que Neymar virou um problema para o clube francês.

Segundo relato do repórter Julien Laurens da ESPN em Londres, o brasileiro está "sob pressão" nos bastidores do clube. Não haveria em Doha, onde moram os donos bilionários do PSG, grande apreço pelo "estilo de vida" do craque, que nunca escondeu sua paixão por festas indoor outdoors.

Nesta terça-feira, o jornal "L'Equipe" publicou que o PSG "não manterá Neymar em caso de uma oferta interessante", lembrando o "status degradado" do brasileiro.

Neymar em partida do PSG
Neymar em partida do PSG ALAIN JOCARD/AFP via Getty Images

Até a camisa 10 vestida pelo craque é colocada em jogo. Depois do argentino Di Maria, de saída, sugerir que Neymar usasse o número 11 para Messi voltar a ter a 10, o diário "Le Parisien" sugeriu que isso poderia ser revolvido "pelos jogadores". 

Recentemente, mesmo depois de vaias da exigente torcida do PSG, o brasileiro disse que vai cumprir seu contrato até o final, em 2025. 

Acerta na mosca ao fazer isso.

O pior que Neymar poderia fazer agora é deixar o PSG. Seria a confissão de fracasso.

Neymar deva abraçar o desafio de continuar a ser protagonista em um time que agora parece ter um dono evidente em Mbappé.

Mande às favar qualquer "proposta interessante". Nem pense em abrir mão da camisa 10 para Messi. Continue a mostrar em campo que segue sendo protagonista da equipe. Prove que é possível ter seu "estilo de vida" e ainda assim ganhar a Champions League com a camisa do PSG.

Estou na torcida.

Neymar toma caneta humilhante de 'freestyler' francesa e tem reação hilária; VEJA


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Nenhum exemplo seria melhor para o futebol que STJD tirar pontos do Corinthians por homofobia da torcida

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva é o que trata de punição a jogadores e clubes por "ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

Em seu parágrafo primeiro, é claro.

"Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição".

Torcida do Corinthians na partida contra o São Paulo, na Neo Química Arena, pelo Brasileirão
Torcida do Corinthians na partida contra o São Paulo, na Neo Química Arena, pelo Brasileirão Caique Coufal/iShoot

Se o STJD resolvesse aplicar o que está escrito no código, não deveria haver dúvida: o Corinthians deveria perder 3 pontos pelo que fez sua torcida neste domingo, quando em coro quase geral gritou cantos homofóbicos contra o São Paulo.

Como mostram as imagens e a súmula do juiz, o coro esteve longe de ser obra de poucas pessoas. Foi praticado, como diz o código disciplinar, por um "considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade". 

Na grande maioria dos casos, a homofobia de torcidas é punida apenas com multa, e até no valor máximo de R$ 100 mil não é atingido: Flamengo e Fluminense foram penalizados em R$ 50 mil recentemente por casos parecidos com o do Corinthians.

O corintiano vai achar injusto o clube ser o primeiro punido na Série A com perda de pontos por homofobia.

O preconceito não é exclusividade da torcida do clube, muito pelo contrário.A homofobia faz parte dos estádios brasileiros desde sempre.

Passou da hora de mudar isso. Não tem graça. É patético.

O STJD vai dar o melhor exemplo possível se punir o Corinthians com a perda de pontos.

Se o segundo clube mais popular do país e com um poder enorme receber essa punição, o tribunal vai dar um recado claro que não vai mais tolerar homofobia nos estádios brasileiros.

Uma oportunidade de ouro.

Corinthians x São Paulo: árbitro registra cantos homofóbicos na súmula do clássico paulista; veja o momento



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Sem medo de cravar: Cássio é o maior jogador da história do Corinthians

Paulo Cobos
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O orgulho do Corinthians de nunca ter perdido para o São Paulo na sua casa só existe depois deste domingo por uma atuação monstruosa de Cássio.

O goleiro é um dos recordistas de títulos com a camisa do clube: nove, sendo herói na conquista dos dois mais importantes da história do clube (Libertadores e Mundial).

Ao final deste ano, deverá ser o segundo jogador que mais atuou pelo clube, ficando atrás só de Wladimir.

Cássio durante jogo entre São Paulo e Corinthians, pelo Brasileirão
Cássio durante jogo entre São Paulo e Corinthians, pelo Brasileirão Marcello Zambrana/Agif/Gazeta Press

Poderia gastar mais vários parágrafos para relatar os feitos do goleiro pelo clube.

Mas vou direto ao ponto. Não tenho mais medo algum de cravar: Cássio é o maior jogador da história do Corinthians.

Tecnicamente, o clube teve jogadores melhores, incluindo goleiros, como Dida.

Mas ninguém contribuiu tanto para a história do clube como Cássio. São dez anos como titular na fase mais vitoriosa da história do clube.

E sua grandeza não é apenas pelos títulos e estatísticas.

Cássio é um gigante no caráter, na entrega. Quando falhou, e foram muitas nos últimos tempos, deu a cara.

Foi vítima da maior estupidez ao ser ameaçado por uma torcida que deveria sempre o tratar como ídolo.

Cássio vai ter estátua no Parque São Jorge. Meu líder no ranking dos maiores jogadores da história do Corinthians.


10 anos de uma defesa épica: Cássio salvou o Corinthians em 2012



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No fim, quem levou o tapa na cara de Mbappé foi o Real Madrid (e chorar e culpar o dinheiro é pior)

Paulo Cobos
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Na terça-feira, com sinais claros que Mbappé iria trocar o PSG pelo Real Madrid, escrevi que a decisão do francês seria um tapa na cara nos sonhos de grandeza do clube francês e também de Neymar.

Quem levou o tapa na cara fui eu e, o que importa, o Real Madrid.

Em um desfecho surpreendente, o craque francês anunciou neste sábado que fica no clube francês até 2025.

Mbappé anuncia renovação de contrato com o PSG até 2025
Mbappé anuncia renovação de contrato com o PSG até 2025 ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP via Getty I

Se fosse para o maior clube do mundo, Mbappé iria aplicar um golpe gigante nos planos do PSG de se tornar grande de verdade. E de Neymar ganhar a Champions no clube e ser o melhor do mundo.

Mas o camisa 7 resolveu ficar, e a imprensa de Madrid e a liga espanhola, que já dava sua chegada como certa, começou um choro que não deveria fazer.

Afirmar que Mbappé preferiu só o dinheiro a jogar no maior clube do mundo não faz sentido.

Óbvio que o caminhão de dinheiro que o atacante vai receber dos donos bilionários árabes do PSG contou. Mas é injusto chamar Mbappé de mercenário.

Primeiro, o jogador teve a chance de continuar em um clube de seu país. Nada de patriotismo tolo, mas ao resolveu ficar, ele salvou a liga francesa do ostracismo.

Seria mais fácil, claro, ganhar a Champions com a camisa poderosa do Real Madrid. E também ser o melhor do mundo no clube espanhol.

Mas o PSG também tem um projeto sólido e dinheiro sobrando para Mbappé conquistar esses objetivos no clube.

Por fim, Mbappé, depois de anos topando ser escudeiro de Neymar, resolveu ser a estrela maior da companhia.

No Real Madrid, o clube sempre seria maior do que ele. Agora, no PSG, é ele a estrela maior.



 


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Agora, será perfumaria: alguém vai precisar sair para o Flamengo ter paz duradoura

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo não para de gerar suas próprias crises. A última, envolvendo o técnico Paulo Sousa, o goleiro Diego Alves e o diretor Bruno Spindel, passa por um processo de abafamento com direito a longas reuniões e um pronunciamento coletivo neste sábado, após o jogo contra o Goiás.

É capaz que o rubro-negro termine o dia com o discurso que a paz está de volta. Mas, se isso acontecer, será pura perfumaria, só esperando a próxima crise.

Com os personagens que têm no seu futebol hoje, o Flamengo vai sofrer para ter união, requisito não essencial, mas muito importante para ter sucesso em um time de futebol.

Diego Alves, Paulo Sousa e Bruno Spindel
Diego Alves, Paulo Sousa e Bruno Spindel Getty Images/ Gilvan de Souza/Flamengo/

Paulo Sousa não confia em alguns jogadores, especialmente na parte veterana do elenco. Diego Alves não deve ser o único atleta enfurecido com atitudes do treinador. Ausentes, ao contrário dos tempos das vitórias, os cartolas flamenguistas dão sinais claros que não comandam mais o barco.

Tudo isso embalado por uma torcida que pressiona cada vez mais, ora dando sinais de apoio a Sousa, ora reclamando de suas ideias de jogo.

Torcida que vaia Hugo e xinga todo o comando flamenguista nos últimos jogos.

Não bastasse, o departamento médico do Flamengo é visto sob desconfiança de forma quase unânime.

Na Gávea, o presidente Rodolfo Landim foi eleito e tem mandato até 2024. Ele não pode ser demitido. 

Mas terá que quebrar a cabeça com o que fazer para acabar com a bagunça no futebol do Flamengo. Duvido que isso pode acontecer mantendo todos.



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Só Endrick e Danilo valem meio bilhão: Palmeiras colhe por ser clube que mais investe na base

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Antes de Paulo Nobre assumir a presidência do clube, em 2013, o Palmeiras era um fracasso nas categorias de base, com instalações precárias e investimento baixo. Era uma raridade alguém ser revelado para o time profissional.

A partir da posse do cartola, e também com o trabalho de seus sucessores, o clube mudou a forma como encarava o garimpo de talentos.

Segundo levantamento anual do Itaú BBA sobre as finanças dos clubes brasileiros, o Palmeiras foi o clube que mais investiu nas categorias de base entre 2016 e 2020. 

Endrick e Danilo, joias do Palmeiras
Endrick e Danilo, joias do Palmeiras Cesar Greco/SE Palmeiras

Por valores atualizados, foram R$ 115 milhões, valor que o clube já considerou até abaixo do real. Como comparação, segundo o estudo, o Flamengo investiu R$ 101 milhões na base, e o Corinthians, apenas R$ 27 milhões.

Poucas vezes no futebol brasileiro um investimento foi tão certeiro como o do Palmeiras na sua base.

Além de títulos conquistados com a ajuda do talento de suas crias,  o Palmeiras tem um patrimônio de valor quase incalculável com jogadores formados na sua base.

Se quiser, o clube pode vender este ano Danilo e Endrick e arrecadar, fácil, 100 milhões de euros, ou mais de meio bilhão de reais.

Tudo isso sem repetir, por exemplo, a balburdia corintiana na base, em que os jogadores são fatiados com empresários.

O Palmeiras tem, segundo seu balanço de 2021, 80% dos direitos federativos de Danilo, e 100% de Endrick.

Assim, não tem desespero para vendê-los.

É fácil dizer que o sucesso do Palmeiras foi obtido com o dinheiro da Crefisa.

Mais difícil é reconhecer o quanto o clube trabalhou bem para chegar na situação atual.

Danilo comenta declarações de Leila Pereira de que ele ficará no Palmeiras e fala sobre futuro

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Só Endrick e Danilo valem meio bilhão: Palmeiras colhe por ser clube que mais investe na base

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Força do Boca na Bombonera contra brasileiros na Libertadores já é mais mito do que verdade

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A Bombonera é o estádio mais mítico da América do Sul. Quem já esteve lá em um jogo do Boca, ficou de queixo caído com a atmosfera do estádio.

Vale a foto e a experiência. Mas começa a ser mito a propalada força do time mais popular da Argentina contra rivais brasileiros na Libertadores em sua casa.

O Boca tem um aproveitamento, óbvio, bom na Bombonera diante de times brasileiros. Mas nada espetacular.

Jogadores de Corinthians e Boca Juniors discutem em campo
Jogadores de Corinthians e Boca Juniors discutem em campo ALEJANDRO PAGNI/AFP via Getty Images

Depois do empate contra o Corinthians nesta terça-feira, mesmo com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, são 30 jogos contra um time do Brasil pela Libertadores.

Foram 16 vitórias, 8 empates e 6 derrotas, com um aproveitamento de 62%.

Bom?

Uma comparação com um dos grandes brasileiros na Libertadores deixa claro que a Bombonera não é tudo isso.

O São Paulo realizou 16 duelos contra clubes argentinos no Morumbi pela competição, com 11 triunfos, 4 empates e apenas 1 derrota. O aproveitamento de 77% é muito superior ao registrado pelo Boca na sua casa diante de brasileiros.

Recentemente, o time de Buenos Aires é ainda mais sofrível contra equipes do Brasil como mandante: venceu apenas um dos últimos cinco duelos.

Como visitante,  o Boca flerta com a mediocridade contra clubes brasileiros, com apenas nove vitórias em 30 jogos e aproveitamento de 41%.

Antes de ficar achando que a Bombonera vai assustar, o Boca Juniors, maior clube da América do Sul, precisa encontrar um forma de ter receitas mais próximas a dos grandes clubes brasileiros.

Na temporada 2021/2022, o clube tinha um orçamento equivalente a pouco mais de R$ 300 milhões. Para 2022, o Corinthians estima ter mais de R$ 500 milhões para gastar.

Dinheiro assusta mais que a Bombonera.


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Força do Boca na Bombonera contra brasileiros na Libertadores já é mais mito do que verdade

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Mbappé no Real Madrid é tapa na cara no sonho de grandeza do PSG (e de Neymar)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Virou questão de dias, talvez horas. Mbappé vai ser mesmo jogador do Real Madrid. O PSG, segundo informações da ESPN britânica, jogou a toalha na tentativa de renovar o contrato do craque francês.

Poucas negócios no futebol dos últimos anos tiveram o mesmo impacto que terá a ida de Mbappé para o clube espanhol.

Pelo lado esportivo, nem se fale. Campeão espanhol e finalista da Champions, o Real Madrid terá agora o maior candidato a mais vezes ganhar o prêmio de melhor jogador do mundo nos próximos dez anos.

Mbappé embarcando para Madri
Mbappé embarcando para Madri PSG

Do outro lado, o PSG vai perder seu melhor jogador, e sem receber nem um euro em troca, já que ele vai embora ao final de seu contrato.

Mas é na questão de poder que a ida de Mbappé para o Real mais impressiona. 

Maior clube do mundo, o Real reafirma o posto de ser um time desejado pelos maiores atletas do mundo. Mbappé poderia ganhar tanto ou até mais dinheiro no PSG. Teria como exigir o posto de maior estrela do elenco.

Só que preferiu mudar para Madrid e ficar mais próximo de ganhar a Champions.

Para o PSG, a dor é muito maior além do campo.

Ao ser preterido por Mbappé, o clube leva um tapa na cara na sua pretensão bilionária de entrar para o grupo dos maiores times do mundo, o que só vai conseguir ganhando uma Champions.

Mbappé era a peça vital nesse projeto de poder. Sem ele, o PSG mostra um sinal de fraqueza institucional. Para seguir forte, vai ter que pagar muito para atrair grandes jogadores.

Para os jogadores que ficam, o futuro não é nada animador.

Neymar foi para o PSG com o desejo de ganhar Champions e virar o melhor do mundo. Para isso, tinha em Mbappé, craque e disposto a aceitar o papel de escudeiro, o parceiro ideal.

Sem o camisa 7 ao seu lado, terá que acreditar em Messi, entrando no final de carreira e com apenas mais um ano de contrato, para atingir seu objetivos.

Mbappé escolheu o caminho mais fácil para acumular taças. PSG e Neymar terão que fazer um muito mais difícil para atingir a glória. 


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Por que Salah falar que é o 'melhor atacante do mundo' não é coisa de mascarado, mas também não é verdade

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Salah jogou a modéstia no lixo. Em entrevista para um TV, após ganhar o prêmio de melhor jogador da temporada pelos jornalistas ingleses, ele declarou: "Se você me comparar com qualquer jogador da minha posição, no meu time ou no mundo, você vai achar que eu sou o melhor". 

Na boca de 99,99% de qualquer jogador de futebol, uma frase como essa seria um exemplo perfeito de máscara (alguém falou em Ibrahimovic?),

Não no caso de Salah.

Salah em ação pelo Liverpool
Salah em ação pelo Liverpool James Gill/Getty Images

Elegante dentro e fora de campo, o egípcio tem mesmo razão de ficar magoado com as escolhas recentes dos prêmios de melhor do mundo. Deve ser duro ver Cristiano Ronaldo ou Messi, em decadência, na sua frente em listas dos últimos anos.

Entendo ele verbalizar a mágoa falando que é o melhor atacante do mundo, o que ele realmente já foi em algum momento. 

Salah ainda tem tanto carisma que é impossível ter qualquer tipo de antipatia por ele.

O único erro da falta de modéstia do atacante do Liverpool foi o tempo da frase.

Hoje, é impossível o apontar como melhor atacante do mundo.

Por desempenho, Benzema em sua temporada arrasadora no Real Madrid é inquestionável. Também vejo Mbappé na frente de Salah atualmente.

Salah pode ganhar a Champions com o Liverpool, mas ficar fora da Copa do Mundo com o Egito também pesa.

Pela idade, e também por dificilmente ter a chance de jogar uma outra Copa no auge, vai ser difícil Salah ser o "melhor do mundo". Uma pena. 

 Southampton x Liverpool: Coutinho anotou GOLAÇO ABSURDO no duelo em 2015; RELEMBRE


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Riqueza de astros sobe pelo elevador; a dos clubes, pela escada: lista de ricaços da 'Forbes' é alerta para o futebol

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em 2012, a lista dos dez atletas mundiais que mais ganhavam dinheiro (contando salários e patrocínios) da revista "Forbes" tinha apenas um jogador de futebol.

Cristiano Ronaldo ocupava um "modesto" nono lugar, com faturamento de US$ 42,2 milhões, pouco menos da metade do mais rico, o boxeador Floyd Mayweather Jr. 

Dez anos depois, o top 10 dos ricaços do esporte tem nada menos do que três jogadores de futebol, e nas quatro primeiras posições: Messi é o primeiro, Cristiano Ronaldo, o terceiro, Neymar, o quarto. 

Neymar e Messi antes de clássico Brasil x Argentina
Neymar e Messi antes de clássico Brasil x Argentina Getty

Nada contra essas estrelas ganhando muito dinheiro. Além disso, o futebol é o esporte mais popular do planeta.

Mas a lista da "Forbes" serve como um alerta para o futebol. 

Enquanto a riqueza dos astros sobe pelo elevador, a dos maiores clubes do mundo vai pela escada.

Messi é em 2022 o atleta mais bem pago do mundo faturando US$ 130 milhões, um crescimento de quase 200% em relação a Cristiano Ronaldo em 2012, então o futebolista que mais ganhava.

Vamos agora às receitas dos clubes, segundo dados do estudo anual da consultoria Deloitte. 

Na temporada 2011/2012, o Real Madrid liderou o ranking, com faturamento, pelo câmbio atual, de US$ 533 milhões. 

No ranking de 2020/2021, quem ficou em primeiro foi o Manchester City, com receitas de US$ 671 milhões, um crescimento de apenas 26% do que o Real faturava quase dez anos antes. 

OK. A pandemia derrubou os ganhos do clube. Mas na última temporada sem os efeitos da Covid, a 2018/2019, o Barcelona faturou 64% mais que o Real de 2012, um crescimento bem mais modesto do que o faturamento de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar. 

E para essas estrelas a pandemia não significou menos dinheiro no bolso. 

O argentino, o português e o brasileiro ganharam mais grana em 2022 do que em 2018, antes do vírus.

Dá medo de pensar que um dia um jogador de futebol seja mais rico que um clube como o Real Madrid.

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Tite flertou com super Flamengo de 2019 e desfalcou clube; agora, os esquece para a Copa

Paulo Cobos
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Rodrigo Caio, Gérson, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol. A espinha dorsal do Flamengo que encantou o Brasil em 2019 esteve (alguns mais, outros menos) depois nas convocações de Tite para a seleção brasileira.

Muitas vezes, para desespero dos flamenguistas, desfalcando o clube ou fazendo os jogadores enfrentarem maratona de partidas.

Agora, perto da Copa, Tite não chamou ninguém do Flamengo multicampeão de 2019.

É justo?

Time do Flamengo em 2019 antes de jogo contra o Grêmio na Libertadores
Time do Flamengo em 2019 antes de jogo contra o Grêmio na Libertadores Alexandre Vidal / Flamengo

Ninguém vai discutir sobre Rodrigo Caio, Everton Ribeiro e Bruno Henrique. O primeiro sofreu com lesões. O segundo, mesmo sendo chamado com insistência por Tite, despencou de produção. Bruno Henrique enfrenta uma concorrência que não pode competir no ataque.

Restam Gérson e Gabigol.

O meia teve algumas chances, com desempenho irregular. Após um início tímido no Olympique de Marselha, passou a jogar bem na França.

Mas nessa estou com Tite. Os veteranos europeus são melhores e o palmeirense Danilo, enfim convocado, é uma opção melhor.

Sobrou Gabigol. Numa lista em que foram chamados oito atacantes, o maior artilheiro do futebol brasileiro nos últimos anos ficou de fora.

O camisa 9 do Flamengo nunca repetiu, nas muitas chances que teve com Tite, o desempenho do clube. 

Nessa, não vou com Tite e fico com o  colega da ESPN Marcos Almeida em provocação logo após a convocação desta quarta-feira. "Com a seleção perdendo a final da Copa, você olha no banco e prefere quem para entrar: Gabriel Martinelli ou Gabigol?"

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Se despedindo de Tite e Guardiola, Gabriel Jesus é top 5 na injustiça das cornetas brasileiras

Paulo Cobos
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"Secretário de lateral". "Centroavante que não sabe fazer gol". 

Gabriel Jesus é fácil top 5 na lista dos jogadores cornetados de forma mais injusta no futebol brasileiro nos últimos dez anos.

Como se a verdade do futebol estivesse apenas nas estatísticas, o atacante revelado no Palmeiras, principalmente depois da Copa de 2018, teve que ouvir várias críticas estapafúrdias e ver memes bizarros na Internet depois de atuações pela seleção brasileira e pelo Manchester City.

Pep Guardiola e Gabriel Jesus durante jogo do Manchester City
Pep Guardiola e Gabriel Jesus durante jogo do Manchester City Getty Images

Bastava um atacante marcar um punhado de gols no Brasil ou até em uma liga menor na Europa para que Tite fosse questionado por quase sempre convocar Gabriel Jesus.

O talento e a importância do camisa 9 do Manchester City nunca foram definidos por uma tela com seus números nos jogos.

Não que eles sejam ruins. Um jogador que fez 234 partidas e marcou 95 gols com a camisa de um dos clubes mais fortes do mundo já tem argumentos a favor para ressaltar seu talento.

Gabriel Jesus é taticamente um dos jogadores mais inteligentes surgidos no Brasil nos últimos anos. "Marca" o lateral por que isso é necessário. Pode jogar na área, pelos lados do campo. Abre espaço para quem vem de trás. Sabe passar a bola.

Tite e Guardiola, os únicos treinadores que ele teve na seleção e no City, sabem muito bem isso.

Em 2022, ele deve se despedir dos dois. Tite já anunciou que deixa a seleção depois da Copa do Qatar. 

No City, com a chegada de Haaland, ele vai perder espaço e seu nome já está no mercado, com o Arsenal mostrando forte interesse.

Outros técnicos vão conhecer e dar os créditos que as estatísticas, e cornetas brasileiras, nunca deram a Gabriel Jesus.

Guardiola diz que não pode falar sobre Haaland no City até que acordo esteja fechado; VEJA




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