A democratização do VAR

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

'O Criciúma foi prejudicado; o árbitro Caio Max se equivocou tremendamente', diz Carlos Eugênio Simon


Finalmente as equipes que disputam as Séries B, C e D do Campeonato Nacional deixarão de ser os "primos pobres" do futebol brasileiro e passarão a contar, já na atual temporada, com os recursos tecnológicos do VAR.

A CBF informou na semana passada que o árbitro de vídeo será utilizado em todos os 190 jogos do segundo turno da Série B. Já nas Séries C e D, a ferramenta vai estar presente nas fases finais de ambas as competições, totalizando 26 e 14 jogos respectivamente. Os custos serão bancados integralmente pela entidade. 

Por sua vez, a Comissão de Arbitragem da CBF está organizando cursos preparatórios adicionais para os profissionais de arbitragem, que contará com o CEAB (Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira ), no Rio de janeiro. Na oportunidade, possibilitará otimizar toda a operação do árbitro de vídeo, atualmente são 298 árbitros habilitados a trabalhar no VAR, seja no campo ou no vídeo.

A decisão da CBF é positiva à medida em que estabelece uma relação de equidade, no que diz respeito a arbitragem, entre todos os clubes que participado Brasileirão, desde as pequenas equipes interioranas aos gigantes consagrados nacionalmente.

É claro que permanecem intocadas as diferenças financeiras, estruturais e culturais que caracterizam as diversas agremiações, mas a atitude da entidade que administra o esporte mais popular do país sinaliza respeito para com os torcedores dos quatro cantos do país. Desta forma, empresta novos ânimos aos mais variados públicos que têm paixão pelo futebol.

Acredito que o VAR contribuirá não apenas para aperfeiçoar e auxiliar as arbitragens das Séries B, C e D, como também vai gerar mais polêmica e empolgação entre a torcida, a exemplo do que já acontece na Série A.

Ao fim da temporada de 2021, o VAR terá sido utilizado em 651 jogos das competições organizadas pela CBF. O benefício do VAR ao futebol será contabilizado jogo a jogo.  

Árbitro checa o VAR durante jogo entre Santos e Vasco, pelo Brasileirão
Árbitro checa o VAR durante jogo entre Santos e Vasco, pelo Brasileirão Miguel Schincariol/Getty Images
Comentários

A democratização do VAR

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Uma aula de arbitragem

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

O árbitro uruguaio Andres Cunha foi um dos destaques positivos no jogaço que Flamengo 2 x 0 Barcelona-EQU realizaram no Maracanã, válido pela semifinal da Conmebol Libertadores. Juntamente com seus auxiliares nas laterais do campo (Richard Trinidad e Martin Soppi) e no VAR (Leodan Gonzalez), o experiente Cunha (45 anos) teve uma atuação exemplar, segura e competente. 

O jogo de volta da semifinal da Libertadores diante do Barcelona está marcado para quarta-feira (29), às 21h30, com transmissão AO VIVO no FOX Sports e também pela ESPN no Star+Clique aqui para mais informações.

Entrou em campo determinado a realizar um bom trabalho, não se preocupou em demasia com infrações corriqueiras e irrelevantes e deixou o jogo fluir. Ele acompanhou a partida de perto e, quando necessário, entrou na área e tomando as decisões corretas, impondo discretamente, mas com firmeza, sua autoridade.

Flamengo vence Barcelona-EQU com 2 de Bruno Henrique e sai na frente na semifinal da Libertadores; assista aos melhores momentos

No total, Cunha marcou 23 faltas, deu dois cartões amarelos e dois cartões vermelhos, sem jamais perder o controle do  jogo e permitir que sua autoridade fosse contestada pelos jogadores.

Seria bom que todos os árbitros brasileiros e sul-americanos recebessem, em vídeo, o jogo de ontem. Foi uma arbitragem de excelência, de referência, digna de aplausos e elogios.

Árbitro Andres Cunha (à dir.)
Árbitro Andres Cunha (à dir.) Getty Images
Comentários

Uma aula de arbitragem

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Fifa adota tolerância zero contra o racismo

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

É elogiável a determinação da Fifa em punir com rigor episódios racistas nos jogos de futebol. Na terça-feira (21 de setembro) a entidade anunciou que a Federação Húngara de Futebol terá que pagar multa de 200 mil francos suíços (equivalentes a  R$ 1,15 milhões) e a seleção do país jogará as duas próximas partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 com os portões fechados.

As sanções são consequência de incidentes ocorridos no dia 3 de setembro, no jogo realizado no Estádio Ferenc Puskás, em Budapeste, em que a seleção da Inglaterra derrotou a Hungria por 4 x 0.

Na ocasião, o racismo se manifestou antes mesmo do apito inicial do árbitro, quando os atletas ingleses se ajoelharam em habitual protesto contra o racismo e foram ignorados pelos adversários. No mesmo momento, uma grande vaia veio das arquibancadas. No transcorrer da partida, os torcedores da Hungria vaiaram e insultaram intensamente Raheen Sterling, atacante negro da Inglaterra, fato que gerou revolta entre os jogadores ingleses e em nota de protesto da Federação Inglesa. 


" É extremamente decepcionante ouvir relatos de atos discriminatórios contra alguns de nossos jogadores ingleses. Nós continuamos apoiando nossos jogadores e comissão na nossa coletiva determinação de ressaltar e combater discriminações de quaisquer formas", escreveram os britânicos.

Por sua vez, a Fifa emitiu declaração onde afirma que  "permanece firme e decidida em rejeitar qualquer forma de racismo e violência, assim como qualquer forma de discriminação e abuso. A Fifa adota uma posição de tolerância zero contra este comportamento horrendo no futebol".

O comunicado oficial da entidade que rege o futebol mundial mostra mais uma vez de forma categórica que atos de intolerância não serão aceitos nos gramados e arquibancadas. Bom para o futebol e para a civilização.

Spray foi usado pela Fifa na Copa de 2014
Spray foi usado pela Fifa na Copa de 2014 FABRICE COFFRINI/AFP/Getty
Comentários

Fifa adota tolerância zero contra o racismo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Sem pagamento não tem árbitro e sem árbitro não tem jogo

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Sem pagamento não tem árbitro e sem árbitro não tem jogo.

Por esta singela razão não aconteceu a 7° rodada do Campeonato Equatoriano de futebol, marcada para o segundo final de semana do mês de setembro, que iniciou na sexta-feira dia 10 e terminou no domingo 12.

Depois de quatro meses sem receber pelo seu trabalho (maio, junho, julho e agosto) a paciência dos árbitros equatorianos esgotou e eles entraram em greve. O apito não trilhou e a bola não rolou.

Luis Mendes, presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol do Equador, informou que a solução desejada pela categoria era o compromisso formal de pagamento dos quatro meses atrasados pela LigaPro, que reúne os 16 clubes profissionais da primeira divisão e dez da segunda. A entidade é a encarregada de organizar o campeonato.

A Federação Equatoriana de Futebol tentou um acordo oferecendo 200 mil dólares. Os árbitros não aceitaram, já que a dívida acumulada é de cerca de 1 milhão de dólares.

Diante da greve, a Federação enviou carta à Conmebol solicitando não convocar árbitros desse país para jogos de torneios internacionais.

Por sua vez, os profissionais do apito e das bandeiras também entraram em contato com a entidade sul-americana e pediram que não leve em conta essa ideia, porque afetaria diretamente os que estão na categoria Fifa. Vários colegas sul-americanos apoiaram essa solicitação.

A greve foi encerrada e os jogos do Campeonato Equatoriano foram retomados neste final de semana, mas fica a lição: em tempo de vacas magras, como o que estamos atravessando na pandemia, mesmo no multimilionário universo do futebol, o trabalhador precisa estar atento e unido para garantir seus legítimos direitos. Também nas relações trabalhistas, o preço do respeito é a eterna vigilância.

Apito
Apito ESPN



Comentários

Sem pagamento não tem árbitro e sem árbitro não tem jogo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Preconceito tem que acabar

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Na quinta-feira 16 de setembro, no Estádio Azteca, no México, o árbitro César Ramos tomou uma atitude exemplar que deveria ser seguida amiúde por outros profissionais do apito toda vez que se depararem com situação semelhante.

No segundo tempo, Ramos suspendeu por 10 minutos a partida entre as equipes do Cruz Azul e do Monterrey por causa dos cantos homofóbicos entoados pela torcida do clube mandante. Ao tomar esta decisão o juiz mexicano cumpriu o segundo dos três passos do protocolo antidiscriminação criado pela Fifa em 2019, que indica a interrupção do jogo por minutos, permitindo que os atletas se dirijam ao vestiário e voltem quando a situação estiver controlada.

O jogo, válido pela fase semifinal da Liga dos Campeões da Concacaf, foi reiniciado findo o prazo de interrupção determinado pelo árbitro. O Cruz Azul perdeu por 4 a 1 e foi eliminado do torneio. A final da Liga dos Campeões da Concacaf será disputada em outubro entre Monterrey e América do México.

Em nota publicada no twitter a Concacaf, que reúne equipes das América do Norte, Central e do Caribe, alertou que “ essa linguagem e comportamento não serão tolerados em suas competições”.

Manifestações preconceituosas por parte da torcida mexicana não são novidade. Já em 2014, no Mundial disputado no Brasil era comum ouvir a torcida gritar “eeehhh, puto!” a cada vez que o goleiro rival cobrava um tiro de meta. A expressão é uma forma vulgar, atualmente em desuso, de se referir a quem é homossexual. Em 2018, na Copa da Rússia, a Fifa abriu procedimento disciplinar contra a Federação Mexicana de Futebol por conta do comportamento dos torcedores em um jogo contra a Alemanha.

Atitudes firmes como a interrupção determinada pelo árbitro César Ramos certamente não vão acabar com a discriminação, mas são essenciais para que este tipo de comportamento execrável se manifeste cada vez menos nos estádios e arenas onde se pratica o futebol. Os preconceituosos que engulam o seu preconceito.

Torcida
Torcida ESPN




 

Comentários

Preconceito tem que acabar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Sobre deuses, comentaristas e a prepotência no futebol

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Um dos aspectos atraentes e democráticos do futebol é que, mesmo que alguns não queiram, uma partida permite diversas visões. Nenhuma delas definitiva e imune a contestações.

Por trás de cada torcedor há um comentarista técnico, tático e também um analista de arbitragem. Ninguém é dono absoluto da verdade ainda que alguns entendam mais de um ou outro aspecto que envolve o futebol.

No caso específico da arbitragem, ser ex-árbitro não torna necessariamente um comentarista melhor do que o outro, da mesma forma que ser ex-jogador não faz de ninguém, no sentido de análise técnica e tática, um observador mais atilado do que alguém que não tenha um passado de intimidade com a redonda dentro das quatro linhas. 

Que bola absurda! Richarlison dá passe maravilhoso e Everton chega com perigo, mas arbitragem vê impedimento; assista

O trabalho será diferenciado se o comentarista aliar à sua experiência, dentro das quatro linhas, o estudo, a pesquisa, a análise de jogos e a disposição de estar aberto às inovações e ao diálogo. A prepotência é o grande inimigo em qualquer campo de atuação.  

Acreditar que o torcedor que reconhece e valida uma opinião transmitida durante o desenrolar de uma partida (e no pós-jogo) apenas com base no currículo – por assim dizer – do comentarista (“Fulano disse que é pênalti e ponto final.”) é menosprezar a capacidade de discernimento da turma de arquibancadas, sofás e botecos.

Quando a aprovação se dá de forma majoritária, quase unânime, não é porque o torcedor se deixa impregnar pela audição, mas sim porque se identifica com a sua análise pessoal.

Sugerir minimizar o peso de determinadas opiniões, especialmente de comentaristas de arbitragem, é um reducionismo que empobrece o debate dentro do jornalismo esportivo.

O universo do futebol é grande, há lugar para todos. Não é preciso eliminar o lugar de uns para garantir o espaço de outros.

Os analistas de arbitragem não são deuses! E o mesmo vale para os demais.

Já a ética profissional vale para todos.

Os analistas de arbitragem não são deuses! E a ética profissional vale para todos
Os analistas de arbitragem não são deuses! E a ética profissional vale para todos Jorge Bevilacqua/Código19/Gazeta Press
Comentários

Sobre deuses, comentaristas e a prepotência no futebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O choro de Messi

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

No reencontro da seleção argentina com a torcida, risos, lágrimas, show de bola e gols de Lionel Messi.

Na quinta-feira, 9 de agosto, os 21 mil argentinos (capacidade liberada no retorno do público em partidas da seleção) que foram ao estádio Monumental de Nuñez vivenciaram momentos históricos de intensa emoção na partida, válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo, em que a Argentina derrotou a Bolívia por 3 a 0

O grande protagonista da noite foi o craque Lionel Messi, que marcou os três gols argentinos e passou a ser o maior artilheiro de seleções sul-americanas, com 79 tentos anotados em jogos oficiais, ultrapassando Pelé, que marcou 77 vezes pelo Brasil. O argentino tornou-se também o goleador máximo da história das eliminatórias, com 26 gols.

Neymar está abaixo do que já jogou pela seleção brasileira? Mário Marra analisa e responde


         
     

 O momento mais emocionante foi quando os jogadores comemoraram com a torcida a recente conquista da Copa América. Após o jogo, Messi levantou a taça conquistada no Brasil há um mês. O camisa 10 não conteve a emoção. 

“Esperei muito tempo por isso. Vencemos o jogo que era o importante, e agora vamos desfrutar. Eu busquei o título há muito tempo. Graças a Deus, isso foi dado a mim. Foi um momento único, por onde e como se deu, depois de tanta esperar. Não tinha jeito melhor, e poder comemorar é incrível”, disse Messi. 

A seleção argentina não conquistava um título desde 1993. São momentos assim que reafirmam a grandeza, a magia e o encanto proporcionados pelo futebol. Coisas boas que o dinheiro não compra. 

Messi, em jogo no qual fez três gols contra a Bolívia
Messi, em jogo no qual fez três gols contra a Bolívia JUAN IGNACIO RONCORONI/POOL/AFP

Comentários

O choro de Messi

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Brasil provou em Tóquio que é uma potência em ascensão nas Paralimpíadas

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

O sétimo lugar no quadro de medalhas em Tóquio confirmou o Brasil como uma potência em ascensão nas Paralimpíadas. Foi a melhor campanha realizada pelo país, com 72 medalhas, sendo 22 delas de ouro, ganhas em 14 modalidades, o que revela diversidade de talentos esportivos presentes na delegação de 258 atletas.

O desempenho não é fruto do acaso, mas o resultado da política adotada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que consiste fundamentalmente na valorização dos atletas. 

Antes do início dos Jogos, o CPB anunciou que iria pagar R$ 160 mil para cada medalhista de ouro em modalidades individuais, R$ 64 mil para cada medalhista de prata e R$ 32 mil para cada um de bronze. Em modalidades disputadas de forma coletiva, por equipes, revezamentos e em duplas, o ouro valeu R$ 80 mil para cada atleta, a prata, R$ 32 mil e o bronze, R$ 16 mil.

Além disso, existe também o Bolsa Atleta, um suporte financeiro que dá tranquilidade ao atleta e permite que ele se preocupe apenas com o necessário para aprimorar o seu desempenho.

Junto com o incentivo financeiro, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, inaugurado em 2016, com instalações amplas e modernas, também contribui para o crescimento dos atletas - serve para treinamentos, competições e intercâmbio em 15 modalidades.

A principal fonte de renda do CPB é a Lei Agnelo/Piva, que destina 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o CPB. A seriedade e a competência na gestão destes recursos, aliadas aos recursos da iniciativa privada, são a força motriz que impulsiona o esporte paralímpico do Brasil rumo à excelência.

Eis aí um exemplo a ser seguido. Parabéns a todos os envolvidos!

O brasileiro Daniel Dias, fenômeno da natação paralímpica e que deu adeus aos Jogos no Japão
O brasileiro Daniel Dias, fenômeno da natação paralímpica e que deu adeus aos Jogos no Japão Divulgação / CPB

Comentários

Brasil provou em Tóquio que é uma potência em ascensão nas Paralimpíadas

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A volta do CR7

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Depois da ida de Messi para a França, foi a vez de Cristiano Ronaldo sacudir o futebol europeu com a transferência para a Inglaterra. Na sexta-feira, o Manchester United anunciou a contratação de CR7. Assim, depois de 12 anos o craque português está de volta ao clube onde conquistou pela primeira vez o título de melhor jogador do mundo.

De acordo com a imprensa europeia, a transação milionária custou ao United 8 milhões de euros (R$ 49 milhões) em bônus como compensação financeira para a Juventus. No Manchester United, onde ganhou sua primeira Champions, Cristiano Ronaldo vai se juntar a estrelas recém chegadas, como o meia-atacante Sancho e o Zagueiro Varane, e outras estrelas que já estavam lá, como os meias Pogba e Bruno Fernandes e o atacante Cavani. 

A estreia de CR7 pelo Manchester United, contra o Newcastle, dia 11 de setembro, às 11h (de Brasília), terá transmissão pela ESPN no Star+. Para ter mais informações e assinar, clique aqui.

Cristiano Ronaldo na Premier League! Cinco gols inesquecíveis do craque pelo Manchester... United


         
     


Na companhia deles, terá a missão de reconduzir o Manchester ao topo da pirâmide onde estão os principais clubes do mundo. A última vez que o time inglês foi campeão da Champions League foi em 2008, justamente o ano em que CR7 deixou a agremiação.

O retorno de Cristiano Ronaldo ao estádio Old Trafford, o Teatro dos sonhos, reavivou na torcida a esperança de dias melhores, acenando com a possibilidade de ter novamente momentos de júbilo na Premier League e na Champions. “ traga-se de volta”, pediam os torcedores num passado recente, quando o astro brilhava no Real Madrid. O desejo foi atendido. A temporada europeia 2021/222 promete grandes emoções. O futebol agradece.

Cristiano Ronaldo na Premier League! Cinco gols inesquecíveis do craque pelo Manchester... United
Cristiano Ronaldo na Premier League! Cinco gols inesquecíveis do craque pelo Manchester... United ESPN
Comentários

A volta do CR7

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Caso Diego Souza ensina lição a árbitros do Brasil: sem autoridade, não se apita

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

No sábado passado (28), o jogo Grêmio 0 x 1 Corinthians apresentou uma cena pouco vista na futebol – e ao mesmo tempo lamentável. Aos 44 minutos do segundo tempo, quando o Grêmio já estava perdendo e Maicon havia sido expulso, Diego Souza sofreu falta do goleiro Cássio fora da área. 

O árbitro Ricardo Marques apresentou corretamente cartão amarelo para o goleiro, mas o centroavante gremista, visivelmente inconformado com a decisão, perdeu o controle, tirou o cartão amarelo das mãos do árbitro aos gritos de "ele só deu amarelo" (veja no vídeo abaixo).

Diego Souza fica 'maluco' com falta marcada, pede vermelho para jogador do Corinthians e rouba cartão do juiz


         
     
 

Antes do fim da partida Diego Souza foi amarelado por novamente reclamar das decisões da equipe de arbitragem. O trabalho do árbitro foi duramente criticado durante e após o confronto. 

Porém, independentemente do grau de irritação do jogador, é inaceitável o comportamento de Diego Souza, que, ao pegar o cartão das mãos do árbitro, enxovalhou a autoridade do comandante do apito. Seria até passível de expulsão imediata.

Por outro lado os árbitros precisam assimilar de uma vez por todas a ideia de que é preciso ter autoridade para dirigir uma partida. Quando falo em autoridade não me refiro ao autoritarismo que usa o despotismo para se impor e fazer respeitar. Estou falando da consideração profissional que se consegue aliando pulso firme com competência, estudo e trabalho.

Sem autoridade não se apita.

Ricardo Marques Ribeiro mostra cartão vermelho a Maicon durante Grêmio x Corinthians
Ricardo Marques Ribeiro mostra cartão vermelho a Maicon durante Grêmio x Corinthians RICHARD DUCKER / FramePhoto / Gazeta Pre
Comentários

Caso Diego Souza ensina lição a árbitros do Brasil: sem autoridade, não se apita

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A expectativa por Messi no Campeonato Francês

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Uma das grandes expectativas da recém iniciada temporada do futebol europeu é o desempenho da equipe do PSG. O clube francês investiu pesado na aquisição de reforços, sendo o principal deles o ícone Lionel Messi.

Além dele, a presença de craques como Hakimi, Donnarumma e Sergio Ramos, sem esquecer o brasileiro Neymar, faz do PSG favorito e principal time a ser batido nas competições das quais participar. A ida de Messi – a jóia mais reluzente do elenco – para o PSG foi um dos acontecimentos mais relevantes da temporada, e seguramente fará parte da retrospectiva de final de ano dos fatos que marcara o futebol.

O eterno ídolo do Barcelona deixou o clube onde revelou e floresceu seu talento extraordinário numa entrevista coletiva emocionante, pontuada por muitas lágrimas, realizada no estádio Camp Nou no dia 8 de agosto.

Na cerimônia do adeus o craque fez um pequeno e comovido inventário emocional. Vale a pena lembrar: “Passei por muitas coisas lindas, também ruins, mas isso me fez crescer. Dei tudo por este clube e por esta camisa desde o primeiro dia que cheguei ao último. Estou saindo mais do que satisfeito, eu senti tanto a falta da torcida durante a pandemia, eu queria ouvir uma ovação de pé com meu nome. Se eu tivesse imaginado, seria com o estádio lotado e poder me despedir bem. Aconteceu assim, mas quero agradecer todo o carinho desses anos. Obrigado a todo mundo” concluiu o eterno camisa 10 do Barcelona. Mesmo consagrado mundialmente, Messi declarou que se dispõe a começar do zero. “ Estive aqui há 16 anos e agora é hora de começar do zero”, garantiu ele.

Para os torcedores do PSG e fãs do futebol em geral isso é promessa de bons jogos, muitos gols e jogadas excepcionais de encher os olhos de admiração de inundar o coração de alegria. Que assim seja.

Messi durante apresentação ao PSG
Messi durante apresentação ao PSG Getty Images
Comentários

A expectativa por Messi no Campeonato Francês

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A marcha da insensatez que impera no futebol brasileiro

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Estimulada pela redução do número de mortes e contaminações por COVID-19, graças à vacinação em massa, a prefeitura de Belo Horizonte ensaiou uma volta à normalidade e autorizou a presença da torcida (30% da capacidade do estádio) em dois jogos de futebol realizados na semana passada. Foi um completo desastre. 

O Mineirão foi palco de cenas dantescas de irresponsabilidade sanitária. Na quarta-feira, quando o Atlético-MG enfrentou o River Plate pela Conmebol Libertadores, os torcedores, grande parte deles sem máscaras, promoveram aglomerações dentro e fora do estádio, desprezando os protocolos sanitários estabelecidos pela prefeitura para realização dos jogos com torcida presencial.  

Premier League e LaLiga 'barram' convocações de seleções, e Calçade opina: 'Alguém precisa dar um basta'


         
     

O desrespeito continuou na sexta-feira, quando o Cruzeiro encarou o Confiança pela Série B. Diante da insensatez da massa torcedora, o prefeito Alexandre Kalil voltou a proibir a presença da torcida em jogos na capital mineira.

O fracasso dos jogos-teste no Mineirão aconteceu na mesma semana em que a CBF divulgou protocolo de recomendações para retorno do público aos estádios. A entidade informa que o documento foi elaborado em conjunto pela Comissão Médica Especial e pela Diretoria de Competições (DCO) da entidade, apresentando medidas protetivas para a presença segura de torcida nos estádios, tendo em vista o cenário de pandemia e a busca pelo equilíbrio dos campeonatos.

Porém, de nada adianta estabelecer regras sanitárias se não houver conscientização dos torcedores e administradores dos estádios de que a obediência às mesmas é condição inescapável para a proteção de todos nós contra o vírus.

A torcida só vai voltar ao estádio quando acabar a marcha da insensatez.

Torcida do Atlético-MG durante jogo contra o River Plate, pela Libertadores
Torcida do Atlético-MG durante jogo contra o River Plate, pela Libertadores Getty Images


Comentários

A marcha da insensatez que impera no futebol brasileiro

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Futebol e Política

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

A edição do jornal espanhol Marca de terça-feira 17 de agosto, é uma daquelas que merece figurar com destaque na galeria onde são exibidos feitos que dignificam o jornalismo.

Na capa da publicação, especializada em esporte, a foto de uma menina jogando futebol ilustra a pergunta em forma de manchete: “O que será delas?” Esta foi a forma plasticamente sensível e inspirada que o jornal encontrou para lembrar ao mundo que num passado recente o Talibã, que novamente assumiu o poder no Afeganistão, impôs uma série de restrições de comportamento às mulheres, entre as quais a proibição de jogar futebol.

O fantasma da intolerância volta a rondar principalmente as mulheres afegãs. O episódio traz à tona uma discussão antiga sobre as implicações entre futebol e política.

Em recente curso que fiz com o amigo e jornalista Jamil Chade, com domínio total sobre o tema proposto, ele questionava – “a quem interessa despolitizar o futebol?”

Há quem entenda que as duas atividades não devem imiscuir-se. Porém, a mistura acontece ao longo da história.

Flamengo 2 x 0 Sport: Simon aponta 'erro claríssimo' da arbitragem; VEJA


         
     


Alguns exemplos:

- Em 1934 quando foi fundada a liga de futebol profissional da União Soviética todas as equipes tinham algum vínculo com o Estado. O Dínamo, por exemplo, era o time da NKVD, a polícia secreta do regime. A única exceção era o Spartak de Moscou, formado por trabalhadores do comércio. Na época, torcer para o Spartak era um modo enviesado de fazer oposição ao ditador Josef Stalin.

- Em 1958 os argelinos Mustapha Zitouni, Rachid Mekloufi e Abdelaziz Ben Tifour abandonaram o sonho maior de qualquer jogador de futebol, disputar uma Copa do Mundo, para lutar pela independência de seu país. A Argélia, então, era uma colônia que lutava contra França para conseguir independência. Os três atletas, convocados para defender a seleção francesa na Copa de 1958, fugiram da concentração e se juntaram aos rebeldes da Frente Nacional de Libertação para formar uma seleção clandestina como forma de dar visibilidade a sua causa. Sem argelinos, a França foi derrotada na fase semifinal pelo Brasil do estreante Pelé. O placar foi 5 x 2. A Argélia conquistou a independência em 1962.

Nos anos 70 ficou conhecido no Brasil o bordão que fazia a união da política com o futebol: “ onde a ARENA vai mal mais um time no Nacional. “ ARENA era o partido do governo militar, a Aliança Renovadora Nacional. O Campeonato Nacional criado em 1971. A CBF se chamava CBD (Confederação Brasileira de Desporto) e era comandada por militares, o presidente era o Almirante Heleno Nunes. Uma de suas funções era incluir na competição uma equipe daquelas localidades onde o partido do governo tivesse ameaçado de mal desempenho eleitoral O campeonato chegou a ter 94 participantes. A artimanha para manter em alta a imagem do governo deu certo por um tempo – A ARENA levou a maioria eleições para governador em 1974 e 1978.

Como se vê, o uso político do futebol tem sido recorrente e universal.

Reportagens como a do jornal Marca denunciam a intolerância inconcebível nos dias de hoje. As mulheres devem estar onde elas assim o quiserem.

Bola da Champions League da Ásia
Bola da Champions League da Ásia Getty Images
Comentários

Futebol e Política

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

VAR à distância no Brasileirão e a tecnologia que pode muito, mas não tudo

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Desde o início do mês, a Comissão de Arbitragem da CBF conta com mais um mecanismo para ajudar a arbitragem a ser mais eficiente. Trata-se do VAR à distância, que foi utilizado pela primeira vez no Campeonato Brasileiro no jogo Corinthians x Flamengo, realizado em São Paulo no dia 1° de agosto e que teve Leandro Vuaden no comando. 

A 600 quilômetros dali, no Rio de Janeiro, o grupo liderado por Daniel Bins, instalado numa das cabines do VAR no Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira, prestou assistência a Vuaden na capital paulista. 

O estafe da CBF comemorou o feito. Para o presidente da comissão, Leonardo Gaciba, “é um sonho”. Já Daniel Bins disse que “ é fantástico estar aqui e fazer parte de toda essa construção”. 

Palmeiras derruba o São Paulo com golaço de Dudu e vai à semi da Libertadores; assista aos melhores momentos

A assistência remota foi um feito possível graças às fibras óticas e as artes da engenharia de telecomunicações. A tecnologia pode muito, mais não pode tudo, ela é capaz de operar maravilhas, desde que usada com sabedoria por cérebros humanos.

Se o VAR à distância vai ser uma revolução é uma questão que só o tempo vai responder. Esperemos!

Luiz Flávio de Oliveira analisa lance de São Paulo x Palmeiras no VAR
Luiz Flávio de Oliveira analisa lance de São Paulo x Palmeiras no VAR Jorge Bevilacqua/Código19/Gazeta Press
Comentários

VAR à distância no Brasileirão e a tecnologia que pode muito, mas não tudo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Premier League: as 3 mudanças no VAR e a arbitragem profissional que reflete na qualidade do futebol

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Além do futebol, a Premier League, cuja temporada 2021-2022 começou na última sexta-feira (13), é um exemplo a ser seguido também na arbitragem.

E por quê? Porque a Inglaterra é o único país que tem a arbitragem totalmente profissional. O órgão responsável, o PGMOL (Professional Game Match Officials Limited), é comandado pelo ex- árbitro Mike Riley e proporciona a estrutura de trabalho para os árbitros com a mesma seriedade que os jogadores têm em seus clubes: preparador físico, psicólogo, médico, fisioterapeuta, etc.

Son resolve, e Tottenham bate o Manchester City de Guardiola; assista

Neste contexto, são treinados 106 árbitros e 206 assistentes – os 18 melhores assinam contratos anuais para se dedicarem em tempo integral. Eles poderão trabalhar tanto na Premier League quanto na Championship (a segunda divisão do país). Isto tudo reflete dentro de campo, com arbitragens tranquilas e jogos emocionantes, com poucas faltas e cartões.

Para esta temporada, foram feitos ajustes no VAR (video assistant referee) em três pontos importantes:

 1 – Fim dos impedimentos milimétricos
Os lances ajustados em que as linhas se sobrepõem serão entendidos como “mesma linha”, validando as jogadas. Na temporada passada foram anulados 20 gols – pelo nariz e até unhas dos pés.

2 – Pênaltis
Para o VAR intervir, somente com lances claros dentro da área.

3 – Bandeira não precisa esperar
Os assistentes não precisam esperar o final da jogada para levantar a bandeira quando o atacante estiver claramente impedido. 

Estas alterações no protocolo do árbitro de vídeo são importantes, e a tecnologia só será usada quando realmente for necessária, isto é, em lances claros e óbvios.

Premier League tem arbitragem totalmente profissional
Premier League tem arbitragem totalmente profissional Neville Williams/Getty Images

 



Comentários

Premier League: as 3 mudanças no VAR e a arbitragem profissional que reflete na qualidade do futebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Olimpíadas: Rayssa, Ítalo, Rebeca... Diante das dificuldades, esta turma merece parabéns de todos nós

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Sem ilusões: os brasileiros não vão conquistar uma profusão de medalhas, mas mesmo assim temos bons motivos para comemorar com entusiasmo e orgulho os êxitos dos atletas do país nas Olimpíadas de Tóquio.

Cada brasileiro que sobe ao pódio, independentemente da medalha que vai receber, é um símbolo de tenacidade e superação diante de obstáculos e dificuldades como falta de interesse, pouca divulgação, precariedade de apoio financeiro e institucional – especialmente em um país como o nosso, onde a massa torcedora dedica o mais intenso da sua paixão e prioriza o melhor da sua atenção para o futebol, o esporte das multidões. 

Martine Grael e Kahena Kunze entram para seleto grupo brasileiro de bicampeões olímpicos; veja a lista

Durante muito tempo a maior parte dos desportistas olímpicos dependeu do patrocínio de órgãos estatais para seu desenvolvimento, não poucos recorrem a sacrifícios familiares e apoio de amigos para se manter na carreira. 

Diante disso tornam-se ainda mais admiráveis feitos como, entre outros, o da menina Rayssa Leal, medalhista de prata no skate, e dos jovens Ítalo Ferreira e Rebeca Andrade, ganhadores do ouro no surfe e na ginástica, respectivamente.

Além da consagração pessoal, suas vitórias inscrevem também o Brasil no painel histórico reservado aos destaques olímpicos.

Esta turma merece o respeito e o aplauso de todos.

Rayssa Leal, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Rayssa Leal, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio CBSk/Julio Detefon
Comentários

Olimpíadas: Rayssa, Ítalo, Rebeca... Diante das dificuldades, esta turma merece parabéns de todos nós

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Boca Juniors pressiona Conmebol para tirar brasileiro chefe da Comissão de Arbitragem

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Depois de cinco anos chefiando a Comissão de Arbitragem da Conmebol, o brasileiro Wilson Luiz Seneme enfrenta a mais forte contestação à sua permanência no cargo. A pressão vem principalmente do Boca Juniors, que se sentiu prejudicado pela arbitragem quando da eliminação das oitavas de final da Conmebol Libertadores. Depois do jogo de volta contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, na quarta-feira (20), o clube argentino divulgou nota oficial afirmando que foi vítima de “duas inexplicáveis derrotas”, nos jogos de ida e volta. Para eles, a anulação de dois gols “destruíram o espirito esportivo do torneio de maior prestigio do continente”.

Os portenhos entendem que foram prejudicados intencionalmente por uma “interpretação maliciosa” da tecnologia do VAR. “Situações como as vividas nos últimos dias revelam a gestão tendenciosa do nosso futebol continental”, ressalta a nota.

O alvo da ira argentina, no momento, é a atuação do VAR, que determinou a anulação de dois gols, um em cada partida. Nas duas vezes, o árbitro de vídeo interferiu e não validou os tentos.

Veja como foi a comunicação do VAR para anular o gol do Boca diante do Atlético-MG


Na mira das críticas ácidas, está o árbitro de vídeo e quem coordena a arbitragem da Confederação, Wilson Seneme. Ele é acusado de ter falhado no gerenciamento do VAR nesses jogos. Há tempo que os argentinos questionam seu trabalho.

No entanto, sua atuação se fez enfraquecida com as recentes mudanças na Comissão de Arbitragem, que substituiu três ex-árbitros mundialistas por outros com pouca experiência. Isso ficou claro nas designações da Copa América e Copa Libertadores.

Por enquanto, Seneme continua no cargo, prestigiado pela cúpula da Conmebol. O VAR, nesse momento, é o seu tendão de Aquiles. Se vai continuar no cargo, só o tempo dirá. 

Wilson Luiz Seneme durante reunião da comissão de arbitragem da Conmebol
Wilson Luiz Seneme durante reunião da comissão de arbitragem da Conmebol Divulgação
Comentários

Boca Juniors pressiona Conmebol para tirar brasileiro chefe da Comissão de Arbitragem

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Libertadores vale muito dinheiro! Veja no detalhe as premiações fase a fase para clubes e árbitros

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Além do prestígio de ostentar a condição de melhor time de futebol latino-americano, a conquista da Conmebol Libertadores proporciona excelentes dividendos monetários. Trata-se de uma competição milionária. 

Somando a premiação de cada uma das fases do torneio, o clube que levantar a taça na final única no dia 20 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, pode engordar o cofre em até R$ 126 milhões.

Libertadores: Internacional perde do Olimpia nos pênaltis e é eliminado; veja os melhores momentos

A distribuição do dinheiro é democrática e começa já na fase preliminar:

Fase preliminar 1 – U$ 350 mil (R$ 1,9 milhão)

Fase preliminar 2 – U$ 500 mil (R$ 2,8 milhão)

Fase preliminar 3 – U$ 550 mil (R$ 3 milhões)

Fase de grupos – U$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) por partida como mandante, 3 no total (R$ 16 milhões no total)

Oitavas de final – U$ 1,05 milhão (5, 9 milhões)

Quartas de final – U$ 1,5 milhão (R$ 8,4 milhões)

Semifinal – U$ 2 milhões (R$ 11,2 milhões)

Vice-campeão – US$ 6 milhões (R$ 33,6 milhões)

Campeão – US$ 15 milhões (R$ 84,1 milhões)

Diante da exuberância desses valores dá para entender a voracidade com que os clubes buscam a classificação para o torneio continental – a recompensa faz a busca valer a pena. É bom que seja assim. Isto aumenta a motivação dos atletas, estimula contratações, movimenta a torcida e fortalece o esporte. Há também o bônus adicional da visibilidade mundial através da transmissão da final única, que foi exibida para 191 países na última edição.

Maior competição entre clubes da América do Sul, a Libertadores da América é um bom negócio para todos os envolvidos. Bem gerido, pode trazer inúmeros avanços e benefícios para o futebol da região. Entre os quais a criação de um centro de formação de árbitros de elite em caráter permanente.

Valores pagos para a arbitragem:

Fases preliminar/grupos – Árbitro: US$ 2.550 / Assistentes: US$ 1.650 / 4° Árbitro: US$ 1.450

Oitavas de final – Árbitro: US$ 3.700 / Assistentes: US$ 2.700 / 4º Árbitro: US$ 2.500 / VAR e AVAR US$ 2.500

Quartas de final – Árbitro: US$ 4.000 / Assistentes: US$ 3.100 / 4º Árbitro: US$ 2.700 / VAR: US$ 3.100 / AVAR: US$ 2.700

Semifinal – Árbitro: US$ 10.000 / Assistentes: US$ 7.000 / 4º Árbitro: US$ 6.000 / VAR: US$ 7.000 / AVAR: US$ 5.000

Final – Árbitro: US$ 20.000 / Assistentes: US$ 16.000 / 4º Árbitro: US$ 8.000 / VAR: 16.000 / AVAR: 8.000 / AVAR 3: US$ 4.000

O Palmeiras, de Raphael Veiga, é o atual campeão da Libertadores
O Palmeiras, de Raphael Veiga, é o atual campeão da Libertadores Cesar Greco / Palmeiras
Comentários

Libertadores vale muito dinheiro! Veja no detalhe as premiações fase a fase para clubes e árbitros

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dia Nacional do Futebol

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Dia Nacional do Futebol

Hoje, 19 de julho é comemorado o Dia Nacional do Futebol. A data foi instituída em 1976, pela CBF (então CBD: Confederação Brasileira de Desporto).

A escolha do dia 19 de julho aconteceu em razão de ser a data de fundação do time mais antigo do Brasil em atividade, o Sport Club Rio Grande, do Rio Grande do Sul, criado no ano de 1900. Especialmente por sua longevidade (também carinhosamente conhecido por vovô ou veterano) é um dos orgulhos do futebol gaúcho. Atualmente disputa a segunda divisão, do Gauchão.

Corinthians perto de mais um reforço e o feito do Flamengo de Renato que Dome e Ceni não conseguiram: o Giro ESPN         


     

Foi formado por um grupo de ascendência inglesa, na cidade de Rio Grande, a “Noiva do Mar”, localizada no litoral sul do estado. As cores verde, vermelha e amarela são inspiradas na bandeira do RS.

Foi através do time de Rio Grande que os moradores de Porto Alegre tiveram contato com o esporte bretão, pela primeira vez. O fato ocorreu em 1903 quando a equipe excursionou à capital do estado. No dia 7 de setembro, em um campo improvisado, no atual Parque Farroupilha, a população assistiu a primeira partida de futebol na cidade. Enfrentaram-se as equipes A e B do Rio Grande e a disputa encerrou com um empate sem gols. O evento serviu de motivação para a criação, ainda em 1903, do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. O Sport Club Internacional viria a ser fundado em 1909, configurando assim o palco de disputas mais acirradas do Brasil.

No dia do futebol, cabe a saudação: Parabéns, vovô! Obrigado por sua contribuição para a expansão e crescimento do futebol, em nosso país. 

Sport Club Rio Grande
Sport Club Rio Grande arquivo simon


Comentários

Dia Nacional do Futebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O futebol pode esperar para ter público de volta na América do Sul

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

No domingo passado (11), a Conmebol publicou seus protocolos para a retomada do público nos estádios. A expectativa da entidade é que o retorno aconteça de forma gradual a partir das oitavas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana – cujas partidas de ida já aconteceram nesta semana.

A entidade, porém, frisou que a decisão de autorizar ou não a entrada dos espectadores cabe às autoridades locais.  

'Isso é decisão': os discursos de Renato Gaúcho, Everton Ribeiro e Diego Alves antes da vitória do Flamengo na Libertadores; veja

No "Protocolo de Recomendações Para o Retorno do Público aos Estádios", a  Conmebol recomenda a retomada com público reduzido – sem especificar a capacidade de pessoas que o estádio deve comportar – e respeitando o distanciamento. Sugere ainda que inicialmente sejam autorizados a ingressar nas arenas apenas torcedores com o ciclo vacinal completo ou que tenham testado negativo, por RT-PCR, até 48 horas antes dos jogos. Esses dois públicos devem ser separados no estádio e todos devem utilizar máscaras de proteção.

Possivelmente, a decisão da Conmebol tem como base a queda do número de mortos e infectados pelo coronavírus. O espetáculo de cores e vibração ao final da temporada europeia também deve ter servido como estimulante adicional. Porém, não é preciso ser especialista no assunto para reparar na diferença fundamental entre eles e nós. É a vacinação. 

No Velho Continente, a maioria da população está totalmente imunizada contra a doença. A pandemia está sob controle, a vida voltou ao normal. Na América Latina, o pior da mortandade passou, mas ainda estamos fora da tão desejada normalidade. A vacinação segue aos trancos e barrancos. No Brasil, por exemplo, apenas 15% da população está completamente imunizada com duas doses ou dose única da vacina.

Assim, por uma questão de sensatez humanitária e preservação da saúde, convém manter o grito de gol longe dos estádios. O futebol pode esperar!

Torcedores do Flamengo
Torcedores do Flamengo Alexandre Vidal/Flamengo
Comentários

O futebol pode esperar para ter público de volta na América do Sul

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Mais do mesmo: polêmicas na arbitragem

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Boca Juniors e Atlético Mineiro protagonizaram na terça-feira, 13 de julho, um daqueles episódios surpreendentes que volta e meia costuma acontecer no aguerrido futebol latino-americano. Por inacreditáveis sete minutos, a partir dos 33 do primeiro tempo, o árbitro colombiano Andrés Rojas foi cercado e pressionado pelos jogadores brasileiros ao consultar o VAR com vistas a anulação do gol marcado pelo argentino Diego González. Para alívio do time mineiro, a pressão deu certo e o gol foi anulado.

Independente ou não do acerto da decisão, o comportamento dos jogadores, é inaceitável. As imagens patéticas reafirmam, aos olhos da opinião pública mundial, uma ideia antiga, segundo a qual no futebol latino-americano a figura do árbitro nem sempre tem o devido respeito profissional, preconizado pela International Board e confederações internacionais. As decisões da arbitragem nem sempre são acatadas com o saudável e civilizado espírito esportivo, estejam certas ou erradas. O jogo de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores, na Bombonera em Buenos Aires, terminou empatado 0 a 0.

Em outro jogo da noite do dia 13 de julho, o Cerro Portenho perdeu por 2 a 0 para o Fluminense em Assunção no Paraguai, também com muitas reclamações da arbitragem que anulou um gol legítimo dos donos da casa, e com o auxílio do VAR. O erro de fato aconteceu: o jogador Boselli, do Cerro, não estava impedido na hora do gol, erro grosseiro por parte do assistente e dos que estavam na sala de vídeo.


A Conmebol ontem soltou uma nota suspendendo cinco árbitros e assistentes envolvidos nesses dois jogos. Não concordo com essa decisão de afastamento dos árbitros, pois servem única e exclusivamente para dar uma satisfação aos dirigentes.

Juiz consulta o VAR em jogo da Islândia contra a NIgéria
Juiz consulta o VAR em jogo da Islândia contra a NIgéria Getty Images


Comentários

Mais do mesmo: polêmicas na arbitragem

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading