Quanto custa e quanto ganha: Villarreal que derruba gigantes não tem nada de coitadinho

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Villarreal, sediado em uma cidade de 50 mil habitantes, é a melhor história da Champions League 2021/2022.

Longe das primeiras colocações do Espanhol, ocupa hoje apenas a sétima posição, o clube do uniforme todo amarelo está nas semifinais do principal campeonato de clubes do mundo, depois de eliminar os gigantes Juventus, nas oitavas de final, e Bayern de Munique, nas quartas.

Evidente que o Villarreal nem de perto tem o dinheiro dos times que eliminou e os que ainda vai enfrentar na Champions, mas não dá para dizer que o clube veste o uniforme de coitadinho.

Jogadores do Villarreal comemorando classificação à semifinal da Champions League
Jogadores do Villarreal comemorando classificação à semifinal da Champions League Twitter/@VillarrealCF

Começando por seu sucesso europeu significar muito dinheiro.

Na temporada passada, quando ganhou a Europa League, o clube, de acordo com seu balanço oficial, recebeu da Uefa 31,477 milhões de euros, ou R$ 159 milhões pelo câmbio atual.

Muito mais dinheiro europeu vai entrar este ano. Só pelo desempenho até agora na Champions, o Villarreal já garantiu 59,458 milhões de euros (R$ 301 milhões).

Mesmo caindo nas semis, o time ainda vai receber uma bolada do "market pool", um fundo da Uefa de 300 milhões divididos de acordo com o tamanho do mercado de TV e audiências dos clubes de cada país.

A grana da Champions vai cobrir praticamente metade do orçamento do  Villarreal para esta temporada, de 138, 775 milhões de euros, R$ 703,6 milhões pelo câmbio atual, bem mais do que as receitas de gigantes brasileiros, como Corinthians e São Paulo.

Na temporada passada, o clube ainda faturou 74 milhões de euros com direitos de TV e 16 milhões de euros com publicidade.

E quanto custa o elenco do Villarreal?

Sempre pelo balanço oficial do clube, na temporada passada o clube gastou com salários de seus jogadores e comissão técnica quase 70 milhões de euros, ou mais de R$ 350 milhões, o que está longe de ser uma merreca até para os padrões europeus.

Segundo o site Transfermarkt, o Villarreal investiu 54,5 milhões de euros em contratações para esta temporada. 

O clube é muito bem administrado e anda com as próprias pernas, mas no desespero pode apelar para a fortuna pessoal do seu dono.

Fernando Roig está na lista dos homens mais ricos da Espanha, segundo a revista "Forbes",  com uma fortuna de 1,5 bilhão de euros, ou mais de R$ 7,5 bilhões. Mais ricaço é seu irmão e sócio, Juan Roig, dono de 4,2 bilhões de euros (mais de R$ 20 bilhões).

Champions: Villarreal faz festa absurda no vestiário após eliminar o Bayern de Munique; VEJA

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Messi faz 35; se resolver parar antes dos 36, campeão do mundo com a Argentina, seria a mais linda história

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Messi completa nesta sexta-feira, 24 de junho, 35 anos.

Longe dos melhores tempos, teve uma inédita temporada de coadjuvante no PSG. Quase sempre paradão em campo, não consigo imaginar ele em nenhuma lista dos 10 melhores jogadores do mundo atualmente.

Segundo site especializado em valores de mercado de jogadores, o argentino tem hoje ainda uma cotação de 50 milhões de euros. Parece exagerado.

Lionel Messi durante compromisso pela seleção argentina
Lionel Messi durante compromisso pela seleção argentina Ander Gillenea/Getty Images

Messi não dá sinais que vai se aposentar logo. Mas, se eu pudesse escolher o desfecho da carreira do maior jogador de futebol que qualquer ser humano com menos de 60 anos viu atuar, gostaria que ele estivesse aposentado antes dos 36.

Para isso, ele precisa ganhar sua primeira Copa do Mundo, em dezembro, no Qatar.

Nenhuma história do futebol seria tão linda como Messi levantar a taça de campeão do mundo com a camisa 10 da Argentina e logo depois dizer que vai pendurar as chuteiras.

Por que Messi não terá mais nenhum desafio na carreira.

Ele ganhou todos os títulos possíveis de clubes com o Barcelona, quando parecia que a seleção estava em segundo plano na sua carreira.

Agora, a coisa se invertou. Messi sempre está feliz com a camisa do seu país. Longe de ser brilhante, se mata em campo pela Argentina.

Gosto mais dos grandes craques que seleções. Por isso, torço para Messi ser campeão do mundo. Para que ninguém mais ouse  falar que alguém foi melhor do que ele. Pelé não conta. Ele é de outro planeta.

Messi faz 35 anos! Recorde o melhor do começo de carreira da lenda na base do Barcelona


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Um Google meia boca mostra que homofobia de torcida não deveria ter clubismo na discussão

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta quarta-feira, nas oitavas de final da Copa do  Brasil, foi a vez da torcida do Atlético-MG fazer o papelão dos gritos homofóbicos no jogo contra o Flamengo.

Muitos flamenguistas se indignaram nas redes. Tenho certeza que a maioria deles fez isso por que realmente acredita que chegou a hora de dar um basta nisso. 

Mas provavelmente alguns só reclamaram por ter acontecido com o clube do coração, torcendo por uma punição para o clube rival. E isso é o comportamento padrão dos torcedores de todos os clubes.

Basta uma pesquisa rápida no Google para provar isso. Entre no seu navegador preferido e escreva na busca "gritos homofóbicos torcida" e na sequência o nome de algum clube brasileiro.

Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês
Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês Getty Images

Vão aparecer notícias de praticamente todos os clubes grandes (e muitos médios e pequenos) em que suas torcidas praticaram homofobia nas arquibancadas.

Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, Grêmio, Cruzeiro, Ceará, Cuiabá, Náutico, etc.  Todos têm episódios de gritos homofóbicos de suas torcidas.

Já defendi, e continuo pensando assim, que punir exemplarmente um clube grande, como o Corinthians, com perda de pontos seria uma medida correta pedagógica para começar a dar um basta nesta idiotice.

Podem acreditar que não sou torcedor de um rival corintiano. Muito pelo contrário.

Na luta contra a homofobia, como em tantos assuntos importantes do futebol brasileiro, o clubismo torna o debate pobre.

Não é achando que vantagem ou punição seu clube pode levar que vamos resolver os problemas do futebol do Brasil. E gritos homofóbicos nas arquibancadas são sim um problema grave.

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Chega de hipocrisia: PSG deveria ter mais coragem para dizer que não quer mais 'ostentação' Neymar

Paulo Cobos
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O que era algo velado, ganhou força nesta segunda-feira, quando Nasser Al-Khelaifi, o presidente do PSG, concedeu várias entrevistas para jornais europeus.

Questionado várias vezes se Neymar está nos planos do clube, o cartola falou em tom de ameaça ao brasileiro.

A forma mais enfática foi na conversa com o "Le Parisien", jornal local e um feroz crítico de Neymar.

Ao diário, Nasser diz que o PSG vai viver uma nova era. "Não queremos mais ser chamativos, bling-bling (ostentação). É o fim do gliter", afirmou o dirigente, que foi então questionado pelo repórter. 

Neymar comemorando um aniversário em Paris
Neymar comemorando um aniversário em Paris Reprodução Instagram @neymarjr

"Você nos diz que é o fim do bling-bling em Paris, mas Neymar é o protótipo de jogador bling-bling.  Ele ainda tem futuro no PSG?"

Nasser respondeu assim: “Espero que todos os jogadores façam muito mais do que na temporada passada. Muito mais. Para a próxima temporada, o objetivo é claro: trabalhar todos os dias a 200%. Dê tudo o que temos para esta camisa, dê o máximo e veremos o resultado. Temos que nos tornar humildes novamente. Você tem que mudar para evitar lesões, suspensões e faltas que viram o jogo de cabeça para baixo.  Você tem que se disciplinar, dentro e fora do campo."

O presidente do PSG também deveria ser mais "claro" sobre Neymar.

É evidente que o clube francês não quer mais o brasileiro, longe de ser querido pela torcida e que a passou a ter a implicância, também velada, de Mbappé, o novo dono do time.

Por isso, deveria deixar a hipocrisia de lado e falar com todas as letras que Neymar não faz parte dos planos.

Quando contratou o brasileiro, o PSG sabia quem estava contratando. Neymar é sim um jogador "ostentação", e isso para o bem ou para o mal. 

Se revolveu mudar de opinião, o clube deve jogar limpo. Ficar mandando ameaças pela imprensa para o seu camisa 10 é coisa de covarde. Se não quer mais o jogador, o PSG que diga isso olho no olho. 

Ou deixe claro que a partir de agora Neymar vai ter que deixar de ser 'bling-bling'. Simples assim.

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Com o que tem, Rogério Ceni não pode fazer muito mais do que faz no São Paulo

Paulo Cobos
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Sob o comando de Rogério Ceni em 2022, o São Paulo foi vice-campeão paulista, perdendo a decisão para o Palmeiras, um rival hoje anos na frente em todos os sentidos.

Está nas oitavas de final da Copa do Brasil e fez campanha irretocável na primeira fase da Copa Sul-Americana.

No Brasileiro, caiu para o nono lugar após a derrota para o mesmo Palmeiras nesta segunda-feira, mas está a apenas três pontos da terceira colocação.

Rogério Ceni
Rogério Ceni Rubens Chiri/São Paulo F.C.

Mas a torcida grita que o "time é sem vergonha". Rogério é massacrado por suas substituições, muitas equivocadas mesmo.

O são-paulino precisa se conformar. Com o que tem nas mãos, Rogério Ceni não pode fazer muito mais do que fez até agora.

A verdade, dura, é que o elenco do São Paulo não é para brigar por títulos, ainda mais em uma época que o futebol brasileiro tem três clubes de nível técnico muito superior aos demais.

Os reforços que o São Paulo contratou para a temporada nunca me empolgaram. Os garotos da base são bons, mas nenhum é fora de série. A estrutura corroída do clube conspira contra a condição física do time.

Claro que Rogério comete erros, como mais uma vez se eximir de culpa após a derrota para o Palmeiras. E que os jogadores cometem falhas individuais.

Mas o São Paulo de 2022 tem um limite claro. E ele já foi praticamente atingido. Sonhar com títulos hoje é um delírio.

Ceni cita gritos de torcedores do São Paulo e é direto: 'Teu treinador não é burro'


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Com o que tem, Rogério Ceni não pode fazer muito mais do que faz no São Paulo

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Tite ensinou: por que vitória contra Flamengo pode ser mesmo 'divisor de águas' para Turco no Atlético-MG

Paulo Cobos
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Em 2011, Tite comandou um dos maiores vexames da história do Corinthians. Com um time que tinha Ronaldo Fenômeno, foi eliminado pelo Tolima na fase prévia da Libertadores.

Enfurecida,  a torcida pedia sua cabeça. Para piorar, o próximo jogo era contra o maior rival, o Palmeiras.

Seria impossível a diretoria manter o treinador em caso de derrota. Mas o Corinthians ganhou por 1 a 0. Tite ficou para ganhar a Libertadores, o Mundial  e se tornar o maior treinador da historia do clube. '

Turco Mohamed contra o Flamengo
Turco Mohamed contra o Flamengo Pedro Souza/Atlético-MG

Me vem a cabeça o que aconteceu com Tite agora depois de ouvir muita gente boa dizendo que uma vitória ou derrota contra o Flamengo não poderia ser decisiva para o Atlético-MG manter ou demitir Antonio Mohamed, o Turco.

Por esse raciocínio, que é  mesmo o lógico, o clube não pode avaliar o trabalha de um treinador por apenas um jogo.

Mas o futebol nem sempre é essa coisa racional (muito pelo contrário).

Para o torcedor do Galo, o Flamengo é um rival que tem quase a mesma importância que o Cruzeiro.

Algumas vitórias podem sim ser um "divisor de águas" para o bem, como disse Rodrigo Caetano, o homem forte do futebol do Atlético-MG, para a ESPN na semana passada.

Claramente os jogadores do Atlético-MG gostam do Turco, que realmente faz um trabalho abaixo da qualidade do elenco do clube.

Vencer o Flamengo pode ser o combustível para o Galo de Turco explodir, como foi para o Corinthians de Tite a vitória sobre o Palmeiras em 2011.

E, por sorte ou azar, o Atlético-MG tem novamente o rubro-negro pela frente na quarta-feira, no Mineirão, agora pela Copa do Brasil.

Um novo triunfo e a lua de mel do Turco com a torcida volta.  E o Palmeiras passa a ter um rival de verdade na disputa pelos títulos do Brasileiro, da Copa do Brasil e da Libertadores.

Turco Mohamed garante que 'não ficou sabendo' de possível demissão em caso de derrota: 'Sempre tive respaldo'

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Tite ensinou: por que vitória contra Flamengo pode ser mesmo 'divisor de águas' para Turco no Atlético-MG

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Neste Palmeiras vencedor e encantador, só Gustavo Gómez, por enquanto, entra na seleção histórica do clube

Paulo Cobos
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As duas Libertadores já fazem o Palmeiras de Abel Ferreira o time mais vencedor da história do clube. 

Agora, jogando um futebol encantador, o time do português também pode entrar na discussão da equipe que jogou o melhor futebol na trajetória centenária do alviverde.

Abel caminha para ser o maior treinador do clube.

Gustavo Gómez comemora um dos gols do Palmeiras contra o Atlético-GO
Gustavo Gómez comemora um dos gols do Palmeiras contra o Atlético-GO Cesar Greco / Palmeiras

Mas a discussão mais apetitosa de lugar na história é sobre quem do time atual entraria na seleção de maior Palmeiras de todos os tempos.

Por enquanto, eu cravo só um jogador com essa façanha para um clube que teve tantos craques.

Gustavo Gómez é um craque, aliando vigor físico, técnica e disciplina. Um capitão de comportamento irretocável. Já é o terceiro zagueiro com mais gols na história do Palmeiras.

Quando o Palmeiras fez 100 anos, em 2014, boa parte das enquetes sobre a seleção da história do clube apontavam Luís Pereira e Cléber como a dupla de zaga.

Nasci a tempo de ver Luís Pereira jogar. E posso falar que ele foi um monstro.

Cléber, um dos símbolos da era Parmalat, era um zagueiro espetacular. Mas, sem hesitar, escalo Gustavo Gómez no seu lugar do maior Palmeiras de todos os tempos.

Weverton, Danilo, Raphael Veiga e Dudu são outros jogadores palmeirenses atuais candidatos a entrar no time ideal histórico do clube.  Mas ainda estão muito atrás de, respectivamente, Marcos, Dudu, Ademir da Guia e Edmundo.

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Neste Palmeiras vencedor e encantador, só Gustavo Gómez, por enquanto, entra na seleção histórica do clube

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Daniel Alves pode jogar até no Íbis que Tite o leva para a Copa; eu também levaria

Paulo Cobos
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Quando Daniel Alves saiu do São Paulo no ano passado, e demorou para encontrar um novo clube, escrevi aqui que seria um erro Tite levar o lateral-direito para a Copa do Qatar se ele optasse por jogar em um clube que disputasse uma liga de baixo nível

Agora, com o Mundial começando em 5 meses, tenho outra opinião e uma aposta.

Mesmo depois do atleta ficar sem clube após o Barcelona não renovar seu contrato, Tite vai levar Daniel Alves para o Mundial até se ele jogar no Íbis, o time pernambucano que adora fazer o marketing de "pior do mundo". 

Tite orienta Daniel Alves na seleção
Tite orienta Daniel Alves na seleção Getty Images

E eu concordo com o treinador da seleção brasileira.

Daniel Alves na Copa tem muitos argumentos a favor para jogar o Mundial.

Começando que sua posição é provavelmente hoje o maior deserto de talentos no futebol brasileiro. Duvido alguém apontar dois laterais-direitos melhores que Daniel Alves hoje.

E ele mostrou nesta curta segunda passagem pelo Barcelona que ainda pode jogar em bom nível.

Provavelmente, nesse Copa cada seleção poderá levar três jogadores a mais. O que dá mais espaço para convocar Daniel Alves pelo motivo que ele mais pode somar na tentativa da conquista do hexa.

Estou longe de ter simpatia por Daniel Alves. Acho que sua passagem pelo São Paulo foi um desastre, principalmente por sua culpa, para sua imagem no Brasil.

Mas admito que sua liderança na seleção é inquestionável. No grupo da seleção, é evidente que ele é um elo entre os mais experientes com os mais novos.

Tite claramente confia cegamente nele. Daniel Alves é uma espécie de porta-voz do treinador dentro de campo. Tem ascendência para deixar Neymar focado.

Na Olimpíada de Tóquio, ele demonstrou como pode ter um efeito positivo para uma seleção, mesmo chegando nos 40.

Daniel Alves tem ainda mercado para jogar em um clube importante. Mas não é o tamanho da camisa que vai fazer Tite levá-lo para a Copa. Esta decisão já está tomada. Basta ele estar atuando.

Daniel Alves fora do Barcelona... Cabe no seu time? Veja como foi a passagem de seis meses na Espanha




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Esquecer Brasil e o jogador que impulsionou clube nas redes: o risco Neymar do PSG na limpa pós 'fico' de Mbappé

Paulo Cobos
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Mbappé negou que passaria a decidir tudo no PSG depois que anunciou sua permanência no clube, desprezando um longo assédio do Real Madrid.

Mas os fatos mostram que notícias publicadas na imprensa da Europa sobre a influência do craque nas decisões do PSG estavam corretas.

Primeiro, o clube decidiu trocar o brasileiro Leonardo pelo português Luís Campos como diretor de futebol. 

Campos trabalhou com Mbappé no Monaco.

Neymar em partida pelo PSG
Neymar em partida pelo PSG ALAIN JOCARD/AFP via Getty Images

O PSG também passou a colocar no mercado jogadores coadjuvantes que não estariam na lista dos preferidos de Mbappé para a próxima temporada.

Nesta quarta-feira, o clube decidiu demitir o técnico Mauricio Pochettino, outro que estava na mira de Mbappé.

Dos supostos alvos da operação limpeza de Mbappé, resta Neymar.

Mas o risco de se desfazer do craque brasileiro não se compara ao que o PSG fez até agora para atender o centro do seu projeto.

Não só por que Neymar ainda é um dos dez melhores jogadores do mundo. E por que vendê-lo agora, na baixa, seria um prejuízo enorme para quem custou 222 milhões de euros.

Em campo, o brasileiro nunca entregou o principal para que foi contratado: um título da Champions League.

Mas também é fato que sua presença transformou o status do PSG. Basta ver a evolução dos seguidores do clube nas redes sociais desde 2017, quando Neymar chegou.

Há 5 anos, o clube tinha 450 mil inscritos no seu canal do You Tube. Hoje, são mais de 6 milhões. No Twitter, o salto foi de 4,7 milhões para 12 milhões. No Facebook, de 30 milhões para 49 milhões. 

Impressionante foi o que aconteceu no Instagram, em que o PSG tinha 8,2 milhões de seguidores antes de Neymar e agora conta com 60 milhóes.

Talvez pouco deve importar isso para o PSG, mas Neymar fez o clube ser popular no Brasil, como mostra pesquisa feita pela Sport Track divulgada nesta terça-feira.

Antes de Neymar, o PSG nem pontuava na lista de times estrangeiros por quem os brasileiros torcem.

Em 2018, o PSG passou a ter 7% das preferências. Em 2020, 9%. Agora, na pesquisa de 2022, tem 17%, só atrás de Barcelona e Real Madrid.

Não é fácil se livrar de Neymar. Mesmo que seja uma exigência de Mbappé, o novo dono do PSG.

Lucas Moura detalha saída do PSG e lamenta: 'Queria ter feito parte daquela constelação, com Neymar e Mbappé'




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Em caráter, títulos e legado, Abel Ferreira goleia Jorge Jesus, mas tem sim discussão sobre que português foi melhor no Brasil

Paulo Cobos
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Comparar no futebol muitas vezes é algo impreciso, como discutir quem foi melhor entre dois jogadores que atuaram em épocas diferentes, como Pelé e Messi.

Mas quando os profissionais são contemporâneos e trabalharam nos mesmos campeonatos e em clubes de igual porte, a tentação da comparação é inevitável. 

Uma que está na moda do futebol brasileiro é debater que treinador português foi melhor por aqui: Abel Ferreira ou Jorge Jesus.

Abel Ferreira e Jorge Jesus
Abel Ferreira e Jorge Jesus Arte / ESPN.com.br

Em entrevista para a ESPN, Mano Menezes optou pelo comandante palmeirense por ter sido mais "embasado e construído" que o ex-flamenguista.

Não resta dúvida que Abel é muito maior que Jesus no Brasil na maioria dos quesitos que avaliam o trabalho de um treinador.

Duas Libertadores seguidas bastam para dizer sua superioridade em títulos. Ao ter a coragem de brigar sem medo por melhorias no futebol brasileiro, deixa um legado que Jesus nem de perto fez.

De caráter, após a canalhice de Jesus contra seu compatriota Paulo Sousa, nem é preciso falar.

Mas futebol nem sempre é apenas razão: por esse prisma não existe comparação entre os dois portugueses.

Só que dentro de campo a discussão é outra. Mesmo no momento atual, quando o Palmeiras pratica o melhor futebol sob o comando de Abel, o clube não repete o jogo exuberante do Flamengo de Jesus.

Fico assim, então. Se fosse para contratar um técnico para meu time, pensando no longo prazo, iria de Abel Ferreira. 

Para sentar na televisão e assistir um jogo do Palmeiras de Abel ou do Flamengo de Jesus, não hesitaria em escolher o ex-flamenguista.

Mano Menezes comenta aposta em treinadores estrangeiros no Brasil, aponta risco e vê diferença entre Jorge Jesus e Abel Ferreira; VEJA


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Estatísticas dizem que Athletico-PR de Felipão joga feio; azar das estatísticas

Paulo Cobos
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Desde que Luiz Felipe Scolari assumiu o comando do clube, o Athletico-PR é o segundo time que mais pontuou no Brasileiro. Foram 11 pontos em 6 jogos, desempenho inferior apenas ao do líder Palmeiras no período.

Sob o comando do veterano treinador, o clube de Curitiba ainda avança na Libertadores e na Copa do Brasil.

Com os número do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, o blog buscou entender os motivos do sucesso do Athletico com Felipão.

Se concentrando apenas nos números do Brasileiro-22, a conclusão que se chega é o que o time "joga feio".

Felipão no Athletico-PR
Felipão no Athletico-PR José Tramontin/athletico.com.br

Sempre levando apenas o que aconteceu no campeonato depois que Felipão assumiu, o Athletico tem a menor marca de posse de bola: fica com ela, em média, apenas 41% do tempo.

É o clube que menos troca passes na competição: média de 316,8 por partida, quase 200 a menos que o Atlético-MG. 

O time passa pouco e mal, com precisão de 73,6%, novamente a pior marca do Brasileiro.

Sob o comando de Felipão, o Athletico é o terceiro time mais faltoso do torneio, com 15,8 faltas por jogo. É o sexto com mais cartões amarelos. 

Em finalizações, o time é mediano, ficando na 11a colocação, com média de 11,8 por jogo.

Estatísticas são importantes e necessárias no futebol. Mas sorte que nem sempre elas explicam o que acontece dentro de campo e definem os resultados.

Azar das estatísticas que o Athletico-PR de Felipão parece ser o time que mais joga feio no Brasileiro, mas é um sucesso nos resultados.

Após uma goleada sobre o Caracas, pela Libertadores, Felipão soltou uma ironia para seus críticos.

"Eu conheço alguma coisa de futebol". Não dá para dizer que ele mentiu.



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Anúncio de madrugada e humilhação a Sousa: Flamengo é cruel para demitir treinadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Pelos resultados, está claro que a atual diretoria do Flamengo é um fracasso para escolher treinadores depois do sucesso de Jorge Jesus. Paulo Sousa foi o quarto dispensado nos últimos 18 meses. 

Muito pior, por que no caso isso depende só deles, é como os cartolas rubro-negros demitem treinadores.

O Flamengo dispensa seus treinadores com requintes de crueldade.

O catalão Domènec Torrent na véspera da sua demissão já podia ler na internet que a diretoria já tinha decidido sua saída.

Rodolfo Landim e Marcos Braz
Rodolfo Landim e Marcos Braz Delmiro Junior/Photo Premium/Gazeta Pres

Com Rogério Ceni, o anúncio da dispensa aconteceu na madrugada de um sábado, mais exatamente às 2h46.

Mas nada pior foi o que aconteceu com o português Paulo Sousa, que abriu mão de disputar uma Copa do Mundo para comandar o Flamengo.

Primeiro, ele acordou nesta quinta-feira, depois da derrota para o Red Bull, sabendo pela imprensa de forma geral que sua saída estava decidido.

Depois, passou a manhã lendo quem o Flamengo buscava no mercado para seu lugar.

A humilhação suprema aconteceu na tarde, quando comandou o treino mais inútil da história do clube, para ser enfim demitido de forma oficial minutos depois, quando a contratação de Dorival Jr. já era certa.

O Flamengo tem todo o direito de mudar de treinador quando achar melhor. Pena que faz isso sem saber tomar conta das pessoas.

Flamengo: Paulo Sousa teve o 2º melhor aproveitamento pós 'era Jorge Jesus'; VEJA todos

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Desastre, Paulo Sousa descobre que este Flamengo, 'maior do mundo', não é para 'amadores'

Paulo Cobos
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Quando chegou ao Flamengo, abrindo mão da chance de disputar uma Copa do Mundo com a Polônia, o português Paulo Sousa exagerou e afirmou que o rubro-negro era o "maior clube do mundo".

Nesta quinta-feira, após derrota para o Red Bull Bragantino, deve ser demitido de forma melancólica, aprendendo que este Flamengo não é para "amadores".

Sousa foi um verdadeiro desastre em 5 meses de trabalho no Flamengo. Suas ideias são confusas, seu relacionamento com o elenco é ruim, suas decisões durantes os jogos são equivocadas.

Paulo Sousa, técnico do Flamengo
Paulo Sousa, técnico do Flamengo Marcelo Cortes/Flamengo

Mas Sousa, como parece ser a sina de todos os treinadores do Flamengo pós Jorge Jesus, foi vítima do ambiente tóxico que virou a marca da Gávea.

O Flamengo hoje é um campo de batalha de cartolas com egos sem limite. Dirigentes que nos bons tempos eram figuras fáceis, agora se escondem quando a fase é ruim.

A estrutura do clube mais rico do país é cada vez mais precária, com uma bagunça no seu departamento médico.

Envelhecido, o elenco parece sempre estar desconfiado com o trabalho do treinador de turno, como se esperasse a volta de Jesus.

Nas arquibancadas, Sousa e qualquer outro treinador do Flamengo enfrentam uma torcida que acha que o ano mágico de 2019 será a verdade para sempre do clube.

Paulo Sousa  merece mesmo ser demitido. Mas é bom o flamenguista saber que apenas isso não vai resolver os problemas do clube. 

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Jô é o tipo de jogador em extinção numa época em que 'celular tira fotografia'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Se tivesse celular em 1982 para tirar fotografia, eu estaria morto. Estava em todo lugar a noite".

Logo no primeiro episódio da série que conta sua vida, Casagrande, um dos meus maiores ídolos no futebol, diz essa frase numa conversa com antigos companheiros de base do Corinthians.

Faz isso ao relembrar quando saia para beber pelos bares de São Paulo.

Jô durante treinamento do Corinthians
Jô durante treinamento do Corinthians Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O depoimento de Casagrande me surgiu na cabeça depois do episódio envolvendo outro atacante alto com uma história ligada ao Corinthians. 

Se recuperando de uma lesão, Jô foi flagrado participando de uma roda de samba enquanto o Corinthians perdia para o Cuiabá

Logo depois, Alessandro Nunes, o gerente de futebol do clube, chamou a atitude do jogador de "inaceitável" e disse que não "era compatível com um atleta profissional". 

Não dá para discordar do dirigente corintiano. Realmente, Jô há algum tempo pisa na bola, e talvez o melhor que tenha a fazer é deixar o clube neste momento.

Mas daí para partir ao apedrejamento do jogador nas redes sociais com ameaças canalhas a ele e sua família existe uma abismo. 

Jô é um jogador de futebol em extinção. 

Desde que a bola rola de forma profissional, craques que arrebentavam em campo amavam noitadas e participavam de rodas de samba machucados enquanto seus times jogavam.

Mas, como lembra Casagrande, não haviam "celulares que tiravam fotos".  E que faziam vídeos que em segundos vão estar na Internet para o mundo inteiro assistir.

O mundo hoje mudou. Figuras públicas, como Jô, tem todos os seus passos vigiados. Um escorregão pode ter consequências graves.

Tem muito de hipocrisia apontar o dedo para o centroavante corintiano como se ele fosse o pior dos profissionais. 

Infelizmente, talvez não dê tempo para Jô aprender que um celular pode decretar hoje o que é ser um jogador de futebol profissional.

Jô participa de roda de samba durante derrota do Corinthians para o Cuiabá; VEJA vídeo




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Jô é o tipo de jogador em extinção numa época em que 'celular tira fotografia'

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É hora de pensar grande: Vasco deve evitar 'técnico de Série B'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Vasco segue no G-4 da Série B, mas ainda assim Zé Ricardo preferiu pedir demissão para trabalhar no Japão. Muito perto de se tornar uma SAF, o clube parece hesitar na busca de um novo comandante.

O primeiro movimento o clube não deve lamentar. O segundo, é uma oportunidade de voltar a pensar mais grande.

Durante muitos anos, o Vasco era um clube sem perspectiva alguma. Era bom senso mesmo apostar em treinadores  baratos, acostumados com a segunda divisão. Com Zé Ricardo, o clube até poderia conseguir o acesso, e ainda assim no sufoco.

São Januário, a casa do Vasco
São Januário, a casa do Vasco Marcelo de Jesus/FramePhoto/Gazeta Press

Mas para 2023, quando o elenco deve ser outro, Zé Ricardo seria pensar pequeno.

Agora, na busca por seu substituto, o clube hesita em trazer um técnico de patamar mais elevado, e caro, ou um profissional mais barato e com experiência em segunda divisão, o tipo "técnico de Série B". 

Claro que é impossível o Vasco pensar em contratar um técnico de primeiro nível, como Cuca.

Mas o clube deve garimpar um nome que não seja apenas para conseguir o acesso, seja no mercado brasileiro ou trazendo um estrangeiro bom de verdade.

Fechando sua SAF, o Vasco precisa deixar de ser um clube vai e volta da primeira para a segunda divisão. Vai conseguir isso contratando bons jogadores. E tendo um técnico de "Série A". 

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'Erros individuais'? Nesse ponto, Renato teve a categoria que faltou a Dome, Ceni e Sousa no Flamengo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Contra o Inter, entregamos gols. Contra o São Paulo, também. Nos primeiros jogos, achei que tínhamos erros defensivos de verdade, de posicionamento, jogávamos muito separados. Agora, veja erros individuais, de concentração. Se quisermos melhorar como time, temos que estar focados sempre. E me irritaram. Por isso eu estava irritado".

Este foi o catalão Domènec Torrent em novembro de 2020, quando seu trabalho já fazia água no Flamengo. 

"O que estamos criando em volume é suficiente para fazer gols e vencer. Agora, os erros que cometemos são grotescos para uma equipe que quer ser campeã".

O autor da frase é Rogério Ceni, em janeiro de 2021, quando seu Flamengo perdeu de virada um jogo contra o Fluminense. 

Renato Gaúcho em treino do Flamengo
Renato Gaúcho em treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

"O que nos aconteceu, sem dúvida, foi que todas as decisões individuais foram erradas. Coisas simples, sem pressão, precipitação, passes que deram oportunidades aos adversários na segunda parte". 

Agora a transferência de culpa foi do português Paulo Sousa após o seu Flamengo levar um baile e perder do Fortaleza por 2 a 1 neste domingo.

Três dos sucessores de Jorge Jesus não hesitaram em apontar o dedo para os jogadores quando as coisas não deram certo.

Renato Gaúcho, o outro treinador rubro-negro pós-Jesus, fez muitas bobagens no clube e deu desculpas esfarrapadas nas derrotas. Mas não tinha essa mania de entregar jogadores nas coletivas depois de fracassos.

Basta ver o que falou em um dos maiores erros individuais da história do Flamengo: a bola perdida por Andreas Pereira no lance que resultou no gol da vitória do Palmeiras na final da Libertadores do ano passado.

"Não vamos culpar o Andreas. Falei para ele no vestiário que só erra quem está lá dentro. O culpado sou eu.”

Treinador deve ficar mesmo louco quando um jogador erra e seu time é derrotado. Mas não foram apenas por erros individuais que Dome, Ceni, Renato e Sousa não repetiram o sucesso de Jesus no Flamengo.

Mas só Renato não compartilhou publicamente o fracasso com seus jogadores.

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Pedir para Rogério Ceni deixar de 'inventar' é pedir para ele não ser técnico grande

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Muitos amigos são-paulinos que entendem de futebol andam inquietos com o que seria um excesso de "trabalho autoral" de Rogério Ceni no São Paulo.

O elogio ao ótimo trabalho do treinador na sua volta ao Morumbi é geral. Mas eles reclamam das mudanças no time durante os jogos e as escalações feitas de acordo com quem joga na equipe rival.

Se fosse torcedor do São Paulo, provavelmente estaria irritado com Ceni pelo que ele fez contra o Corinthians, quando mudou quase meio time no intervalo com seu time ganhando e esmagando o rival.

Rogério Ceni em jogo do São Paulo
Rogério Ceni em jogo do São Paulo Rubens Chiri/São Paulo F.C.

Mas, com um olhar neutro, acho ótimo que ele continue ousando.

Pedir para Rogério Ceni deixar de 'inventar' é pedir para ele não ser técnico grande.

O ex-goleiro que vive futebol 24 horas por dia, devorando informações sobre os adversários, não está na profissão para fazer o óbvio.

Ainda mais em um time com tantas limitações como é este São Paulo. Ceni poderia fazer o básico, buscar uma vaga na Libertadores e muita gente já acharia bom.

Mas seu clube é gigante. O São Paulo não pode entrar em um campeonato com objetivos tão modestos.

Com o elenco atual, o clube só pode pensar em ser campeão com um treinador que tenha o DNA da inovação que Ceni tem.

Se resolver mudar e ser conservador, Rogério Ceni será, no máximo, um bom treinador. Para ser dos grandes, deve seguir fazendo o que faz hoje.

Rafinha se impressiona com treinos de Rogério Ceni no São Paulo e brinca: 'Chefe, não fica bravo comigo não!'



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Agora é questão de tempo: Neymar vai ter mais gols que Pelé na seleção; e daí?

Paulo Cobos
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Em outubro de 2020, escrevi sobre o que aconteceria se Neymar superasse Pelé como maior artilheiro da história da seleção brasileira.

O que era uma possibilidade, agora é basicamente uma questão de tempo (nos jogos reconhecidos pela Fifa). Depois dos dois gols marcados nesta quinta-feira contra a Coreia do Sul, ele soma 73 gols contra seleções nacionais.

Por esse critério, Pelé marcou 77 vezes. De acordo com a CBF, que inclui confrontos contra clubes e combinados, Pelé tem 95 gols com a camisa da seleção.

Neymar comemora gol pela seleção brasileira, em amistoso contra a Coreia do Sul, em Seul
Neymar comemora gol pela seleção brasileira, em amistoso contra a Coreia do Sul, em Seul Lucas Figueiredo

Neymar vai ultrapassar o maior jogador de todos os tempos na conta dos jogos contra seleções antes da Copa do Qatar. Tem idade para mais um ciclo inteiro de Mundial e também bater o Rei contando todo tipo de partida.

E daí?

Há quase 2 anos, escrevei que Neymar poderia marcar 200 gols e que isso seria só um número se não ganhasse uma Copa do Mundo.

Mudei de ideia.

Ganhar uma Copa do Mundo é algo grandioso. Mas uma penca de gênios do futebol brasileiro, como Leônidas, Zizinho e Zico , não a conquistaram. E, nem por isso, deixaram de serem lendas com a camisa nacional.

Ser o maior goleador da seleção mais importante do planeta é algo muito, mas muito grande.

Quando Neymar conseguir isso, vai ser uma façanha que o coloca em um pedestal inédito. Independente de ganhar uma Copa.



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Eles foram os mais caros do mundo; semelhanças de Bale no Real e Pogba no United acabam por aí

Paulo Cobos
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Em 2013, Gareth Bale se transformou no jogador mais caro da história até então quando o Real Madrid pagou 101 milhões de euros ao Tottenham por ele. 

Três anos depois, Paul Pogba assumiu esse posto (que depois perdeu para Neymar) quando o Manchester United investiu 105 milhões de euros para tirá-lo da Juventus.

Mais caros do mundo em uma determinada época em times gigantes. E a coincidência do anúncio oficial que estão deixando os clubes que pagaram fortunas por eles acontecerem no mesmo dia, nesta quarta-feira.

Bale através de uma carta emocionante aos torcedores do Real. Pogba primeiro por um comunicado do United e depois com outra carta, também emotiva.

Gareth Bale e Paul Pogba
Gareth Bale e Paul Pogba EFE | Getty Images

As semelhanças do galês no Real Madrid e do francês no Manchester United acabam por aí.

Bale foi uma verdadeira "mala" em boa parte dos quase dez anos que passou na capital espanhola. Seguidas vezes não demonstrou respeito pelo clube, colocando o golfe e sua seleção à frente. Se machucou muito.

Mas teve momentos monstruosos dentro de campo e ajudou na conquista de uma das eras mais vitoriosas da história do maior clube do mundo. Foi herói em final de Champions e marcou um gol antológico em decisão da Copa do Rei contra o rival Barcelona.

Foram 19 títulos e 106 gols com a camisa do Real.

Pogba também teve passagem turbulenta pelo United. No final desta temporada da Premier League, foi alvo da fúria da torcida do clube. Também teve lesões.

Só que, ao contrário de Bale, o francês nunca foi capaz de justificar um investimento superior a 100 milhões de euros.

Em seis anos da sua segunda passagem pelo clube, foram apenas dois títulos, e ainda assim não os mais importantes que o clube disputa: uma Copa da Liga e uma Europa League.

Pogba teve brilhos bem mais raros que Bale no Real. Nunca foi capaz de liderar o time. Sua passagem coincide com um dos piores momentos da história do United.

De alguma forma, o torcedor do Real vai ter saudade de Bale. Duvido que algum fã do United vai sentir o mesmo por Pogba.

Adeus, Real Madrid! Os golaços de Gareth Bale com a camisa do gigante espanhol



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Fair play financeiro parece existir, nos gigantes europeus, só para o Barcelona; é justo?

Paulo Cobos
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Javier Tebas, o chefão da liga espanhola, jogou água fria no sonho do Barcelona tirar Lewandowski do Bayern de Munique

"O Barça já sabe o que tem fazer se quer contratar Lewandowski. Conhece perfeitamente nossas normas de controle econômico. É para evitar programas maiores. Não sei se venderam De Jong ou Pedri, mas sabem que devem arrecadar mais e vender ativos", afirmou nesta terça-feira o dirigente, para depois decretar.

"Hoje, seguem sem poder contratar Lewandowski". 

Robert Lewandowski em ação pelo Bayer
Robert Lewandowski em ação pelo Bayer Joosep Martinson/Getty Images

Vítima de administrações calamitosas que o deixaram em ruínas, o Barcelona, na temporada passada, já havia sido impedido de renovar o contrato de Messi, mesmo com o argentino aceitando ganhar menos.

Contratar hoje para o clube basicamente acontece com jogadores em final de contrato.

Tudo isso por que o time torrou tanto dinheiro que gastou mais do que arrecadou.

A situação que o Barcelona vive foi causado pelo próprio clube, mas é um caso inédito entre os gigantes europeus. Fair play financeiro parece existir só para o clube catalão.

A penúria que o Barcelona vive acontece em uma época que o PSG tem um prejuízo estratosférico, mas ainda assim paga um salário absurdo para Mbappé. Turbinados por seus donos bilionários, clubes até médios da Premier League vão às compras como se não houvesse amanhã.

Mas, nesse caso, não vale a máxima que "pau que bate em Chico, bate em Francisco".

Imagino como o torcedor do Barcelona fica indignado de ver seu time obrigado a se apequenar esportivamente enquanto rivais europeus gastam sem limite.

Paciência. O clube chegou nesse ponto por sua culpa. Muito melhor o Barcelona dar a volta por cima seguindo a lei e com justiça. Não com a cegueira de autoridades. 





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Por enquanto, é 'rei do acesso', mas Ronaldo Fenômeno dá sinais que vai ser craque também como cartola

Paulo Cobos
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"Tengo un presidente cojonudo". Calma. Isso não é nenhum palavrão em espanhol. Significa apenas que uma pessoa é incrível.

A frase está entre aspas por que foi dita recentemente por Pancheta, técnico do Valladolid, sobre o dono do clube, o brasileiro Ronaldo Fenômeno.

Neste final de semana, Ronaldo teve seu melhor momento como cartola. Na Espanha, viu o Valladolid conseguir o acesso para a primeira divisão. No Brasil, o Cruzeiro, clube que tem o Fenômeno como proprietário, é cada vez mais líder da Série B, com cinco pontos de vantagem sobre o Vasco, o segundo colocado.

Ronaldo comemora acesso do  Real Valladolid
Ronaldo comemora acesso do Real Valladolid Divulgação/Valladolid

Por enquanto, o pentacampeão  é só um "rei do acesso" como cartola. Mas dá sinais que também vai ser diferente, e, craque, nessa função.

Realmente Ronaldo é "cojonudo" em um ponto que cartolas são uma lástima: a confiança no trabalho dos treinadores.

O Fenômeno é dono do Valladolid desde 2018. Nesse período, o clube teve apenas dois treinadores. O primeiro não foi demitido nem na campanha da temporada 2020/2021, quando o time foi rebaixado.

Pacheta, o atual, teve sua cabeça pedida quando perdeu três jogos seguidos, mas Ronaldo o manteve. 

"Quando perdi três jogos, só recebi ânimo, carinho, apoio. Isso gera uma responsabilidade muito mais importante que o contrato assinado", disse Pancheta.

No Cruzeiro, o uruguaio Paulo Pezzolano também já disse confiar na lealdade de longo prazo de Ronaldo com treinadores. 

Além dos treinadores, Ronaldo também é diferente pela responsabilidade financeira com que administra seus clubes.

Diferentes no tamanho, Cruzeiro e  Valladolid não fazem loucuras sob a batuta do Fenômeno. Mesmo que isso signifique tomar decisões duras, como dispensar o ídolo Fábio do time mineiro.

Ao comemorar a volta do Valladolid para a elite da Espanha, Ronaldo comparou a emoção com a conquista do penta.

Exagerou. Mas Ronaldo promete como cartola. E muito.



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