Após superar PSG e ser campeão com o Lille, técnico luta por feito inédito: colocar Nice na fase de grupos da Champions

André Donke
André Donke

Enquanto os holofotes na França estão todos no badalado PSG, Cristophe Galtier constrói dois dos trabalhos mais expressivos do futebol europeu nesta e na última temporada. Após ter feito o Lille superar o Paris Saint-Germain e dar ao clube o seu quarto título na história da Ligue 1 (em meio a uma realidade financeira turbulenta), ele agora vai conduzindo outra história memorável com o Nice.

Atualmente, sua equipe é a segunda colocada do Campeonato Francês com os mesmos 36 pontos do Olympique de Marselha, que tem um jogo a menos. Ainda que seja impensável em superar os parisienses pelo segundo ano seguido – o time de Messi, Neymar e Mbappé tem 11 pontos a mais -, o técnico e a torcida do Nice certamente ficariam muito felizes com um eventual vice-campeonato. Afinal, o clube não consegue tal posição desde 1975-76.

Além disso, um segundo lugar representaria uma classificação inédita à fase de grupos da Uefa Champions League – em sua única participação no torneio iniciado em 1992-93, o time caiu nos playoffs para o Napoli em 2017-18. Anteriormente, na antiga Copa Europeia, o Nice foi quadrifinalista em 1956-57 e 1959-60, sendo eliminado ambas as vezes para o Real Madrid.

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Uma das chaves do outro bom trabalho de Galtier mais uma vez está na defesa. Se o seu Lille foi campeão com apenas 23 gols sofridos – cinco a menos do que o PSG, o segundo melhor no quesito -, com o Nice tem sido a mesma coisa. Afinal, são apenas 17 gols levados em 20 jogos, ficando atrás apenas dos 15 gols sofridos pelo Olympique de Marselha em 19 partidas disputas. O líder PSG foi vazado 18 vezes.

A dupla de zaga é formado por Dante, ex-Bayern de Munqiue, e Jean-Clair Todibo, ex-Barcelona. O brasileiro de 38 anos é o capitão e defende o time desde 2016, enquanto que o francês de 22 anos se afirmou no clube após ter feito apenas cinco partidas pelos catalães e ter rodado por Schalke 04, Benfica e o próprio Nice por empréstimo, antes de se transferir em definitivo para o seu atual clube.

Ofensivamente, o atacante Amine Gouiri tem se destacado. Contratado junto ao Lyon no meio de 2020, o jogador de 21 já tinha brilhado ao somar 12 gols e sete assistências na campanha passada, na qual o Nice foi nono colocado com 52 pontos - 16 a mais do que tem na edição atual, com mais 18 rodadas por disputar.

Na Ligue 1 21-22, Gouri é o quarto principal artilheiro com nove gols (três a menos do que o líder Jonathan David, do Lille), além de ter distribuído cinco assistências, sendo o primeiro colocado do time ficando três atrás dos líderes no quesito no campeonato. Ele ainda desponta como o nome do Nice com mais chances criadas na competição: 33.

Na sequência da luta pelo vice-campeonato, o Nice abre a 21ª rodada da Ligue 1 ao receber o Nantes, às 17h (de Brasília) desta sexta-feira. O jogo tem transmissão do Fox Sports e Star+.

Christophe Galtier e Mario Lemina comemoram vitória do Nice sobre o Lyon
Christophe Galtier e Mario Lemina comemoram vitória do Nice sobre o Lyon John Berry/Getty Images

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Vini Jr., Benzema e mais: 5 pontos vitais para o título do Real Madrid

André Donke
André Donke



O Real Madrid confirmou sua 35ª conquista do Campeonato Espanhol com quatro rodadas de antecedência. O triunfo diante do Espanyol neste sábado apenas confirmou matematicamente um título que esteve nas mãos dos merengues o tempo inteiro. Em meio a este cenário, o blog levantou cinco pontos determinantes para este troféu (sem qualquer ordem). Confira abaixo:

1 - Benzema

É o grande nome do futebol mundial nesta temporada até o momento. O francês soma 26 gols na competição, sendo o artilheiro isolado (11 a mais do que qualquer outro atleta) e quebrando seu recorde pessoal na competição. Além disso, soma 11 assistências e já iguala sua melhor marca individual (conquistada em 2012-13). Ele ainda soma 57 chances criadas, sendo o quarto melhor da liga e só não liderando o seu time no quesito pelo fato de Vinicius Jr. ter cinco a mais.

Fundamental em fazer gols, construir muito saindo da área e potencializar quem joga ao seu lado, o camisa 9 também evidenciou sua importância quando esteve ausente. Afinal, foi sem ele que o Real levou 4 a 0 do Barcelona em pleno Santiago Bernabéu.

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2 – Vinicius Jr.

Se Benzema é o protagonista do time, Vini Jr. vem logo atrás. Sua trajetória já era notável no clube, mas a evolução foi impressionante em 2021-22. São 14 gols marcados na liga (nunca tinha passado de três), nove assistências (também nunca tinha passado de três) e 62 chances criadas, quase o dobro das 33 que conseguiu em 2020-21, sua melhor marca até então. O brasileiro ainda lidera a liga em dribles certos, com 87.

A melhora na finalização, o ponto mais questionado em relação a ele, foi significativa, como os números mostram. Além disso, o camisa 20 tem chamado a responsabilidade, como no golaço em que definiu a vitória sobre o Sevilla no primeiro turno, por exemplo. Se o atacante fechou a temporada passada com uma única atuação pela seleção brasileira (amistoso contra o Peru), hoje ele é titular da equipe de Tite e o melhor atleta do país na temporada.

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3- Reformulação bem-sucedida da zaga

Com 29 gols sofridos em 34 jogos, o Real Madrid só não tem a melhor defesa da liga porque o Sevilla foi vazado apenas 27 vezes. Na média de gol por jogo, o time da capital registra 0,9, sua terceira melhor média nas últimas dez edições na competição.

Os números podem nem ser tão espetaculares, mas merecem um destaque para um time que acaba de trocar uma dupla de zaga histórica, com as saídas do lendário Sergio Ramos e de Raphael Varane. Para seus lugares, Éder Militão mostrou enorme evolução e acabou com a desconfiança com a qual convivia desde que custou 50 milhões de euros no meio de 2019. Já David Alaba confirmou-se uma das melhores contratações da temporada, considerando a junção do seu ótimo desempenho e do fato de ter se transferido sem custos.

4- O equilíbrio de Carlo Ancelotti

Liderando do começo ao fim e praticamente sem ser ameaçado, o Real demonstrou regularidade e premia mais um bom trabalho de Carlo Ancelotti, que chega ao feito de ter conquistado os cinco principais campeonatos nacionais da Europa – LaLiga era o único que faltava.

Esta foi seguramente a temporada mais consistente do Real Madrid na era pós-Cristiano Ronaldo. O título veio em meio a uma campanha de semifinal de Champions League, na qual fará o jogo de volta contra o Manchester City após ter eliminado dois candidatos ao título nas fases anteriores (Paris Saint-Germain e Chelsea).

Além dos resultados satisfatórios, Ancelotti deu uma cara a este Real Madrid, que se adapta em jogos em que vai ter mais ou menos posse. Ele conseguiu criar um time que permitiu um avanço tremendo de Vinicius Jr. e potencializou o protagonismo de Benzema, sem perder em nada do histórico trio de meio-campista formado por Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric. Aliás, o croata até merecia um tópico à parte por conta do seu alto nível físico e técnico em 2021-22.

Ancelotti construiu um time equilibrado e capaz de competir com as principais equipes da Europa, ainda que o fim da temporada passada não indicasse um Real Madrid tão forte quanto o que veio ser apresentado.

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5) Reformulação do Barça e queda do Atlético

O trabalho do Real e de Ancelotti foram muito bem feitos e digno de ficar com a taça de LaLiga, mas é fato que o time merengue teve uma disputa com seus principais rivais em um nível abaixo. Campeão da temporada passada, o Atlético de Madrid já havia mostrado uma queda de desempenho na reta final de 2020-21 e sofreu uma grande oscilação nesta campanha, embora tenha se recuperado e contando com a ascensão João Félix, mas os Colchoneros nunca estiveram na disputa do título.

Já o Barcelona vive sua primeira temporada sem Lionel Messi e teve de se desdobrar em meio a uma situação financeira complexa e troca de técnico. Ainda que o trabalho de Xavi venha se mostrando interessante após o bom mercado de inverno e o retorno de Pedri (que já se contundiu de novo), como a goleada por 4 a 0 em pleno Santiago Bernabéu mostrou, a equipe catalã não ameaçou o título do rival em qualquer momento.

Benzema e Vinicius Jr. em jogo do Real Madrid
Benzema e Vinicius Jr. em jogo do Real Madrid Getty

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Jogador recordista, bacharel em administração e carreira não planejada: conheça uma das mentes por trás do sucesso do Frankfurt

André Donke
André Donke

Quando pendurou as chuteiras no meio de 2014 aos 33 anos, Markus Krösche não tinha muitos planos do que faria depois, mas por sorte nem precisou pensar muito. Imediatamente veio a chance de treinar o segundo time do Paderborn, um clube em que fazia muito sentido ele iniciar um novo capítulo em sua vida.

O ex-volante passou pela base do Werder Bremen e atuou por 13 anos no Paderborn, antes de se aposentar com 373 jogos com a camisa da equipe, número que lhe rendeu o posto de atleta que mais vezes defendeu o clube. Entre campanhas nas terceira e segunda divisões, Krösche se aposentou como jogador no momento em que o time chegou de forma inédita à Bundesliga.

Apesar da longa ligação como atleta com o clube, seu período como técnico por lá durou só uma temporada, uma vez que em 2015 apareceu a oportunidade de ser auxiliar do seu amigo Roger Schmidt no Bayer Leverkusen.

"Foi um pouco de sorte, e muito rápido. Depois de um ano como técnico, eu fui ao Leverkusen no nível de Champions League”, afirmou em entrevista coletiva virtual em que o blog participou.

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O trabalho até contou com um terceiro lugar na Bundesliga e uma ida às oitavas de final da Champions, mas acabou encerrado durante a segunda metade da temporada 2016-17 em meio aos resultados discretos no Campeonato Alemão daquela temporada.

“Então, eu recebi a oferta do Paderborn, o meu antigo clube, para ser diretor esportivo, e decidi a assumir um novo desafio”, declarou Krösche, que ainda durante a carreira como atleta no Paderborn se formou em administração de empresas. Seu trabalho de conclusão de curso foi: “A situação financeira de jogadores profissionais após a carreira – uma pesquisa empírica com 400 jogadores”.

Como dirigente, ele engatou dois acessos e levou a equipe da terceira à primeira divisão de uma vez só entre 2017 e 2019, algo que chamou atenção do RB Leipzig, clube ao qual acabou se juntando e trabalhando nas duas últimas temporadas. E outros bons resultados vieram: semifinal de Champions em 2019-20 e vice da Bundesliga e da Copa da Alemanha em 2020-21.

Para esta temporada, Krösche deixou o Leipzig e assumiu como o homem forte do futebol do Eintracht Frankfurt. Logo no primeiro ano guiou o projeto de um time que chega à semifinal da Uefa Europa League após ter eliminado o poderoso Barcelona em pleno Camp Nou. A equipe germânica visita o West Ham em Londres pelo confronto de ida nesta quinta-feira, às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN 2 e Star+.

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Com Krösche, o Frankfurt contratou como treinador Oliver Glasner, que escolheu ir à capital financeira da Europa mesmo tendo classificado o Wolfsburg à Champions League. No elenco, a aposta em jovens se mostrou certeira para 2021-22, com os reforços dos meias Jesper Lindström e Jens Petter Hauge (ambos de 22 anos), do volante Kristijan Jakic (25 anos), do ala Ansgar Knauff (20 anos), além do atacante Rafael Santos Borré, de 26 anos, que chegou para substituir o goleador André Silva, negociado com o RB Leipzig.

O mercado sem badalação e certeiro, assim como na escolha do técnico, permitiu que o Frankfurt, mesmo sendo discreto em cenário nacional, chame muita atenção na Europa. Trata-se mais de um grande trabalho de Krösche, que já viveu muitas experiências diferentes em menos de oito anos após ter pendurado as chuteiras.

“Na minha carreira eu não tive plano, foi por coincidência. Eu sempre tentei fazer meu trabalho muito bem, com o foco apenas no hoje e não no amanhã. Acho que é um pouco o segredo do meu jeito, e no fim você precisa um pouco de sorte.”

Markus Krösche, dirigente do Eintracht Frankfurt
Markus Krösche, dirigente do Eintracht Frankfurt Eintracht Frankfurt/Reprodução

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De recorde a fim de jejum: Joaquín, aos 40 anos, escreve uma das histórias mais legais do futebol europeu em 2021-22

André Donke
André Donke

Eu amo o futebol, mas gosto ainda mais das histórias que ele proporciona e que vão além das quatro linhas. E uma destas foi contada neste sábado, quando Joaquín ergueu a taça da Copa do Rei após o Betis ter vencido o Valencia na final nos pênaltis.

O troféu encerrou um jejum de 17 anos do clube, que tinha sua última grande conquista de elite justamente a Copa do Rei de 2004-05. Desde então, o clube teve de observar seu grande rival se consolidar entre as cinco principais equipes da Espanha deste século e empilhar taças da Europa League.

Não bastasse o período de seca acompanhado do sucesso do Sevilla, o Betis amargou dois rebaixamentos nos últimos 13 anos. Quando retornou à elite pela última vez, em 2015, o clube verde e branco ganhou o reforço de um velho conhecido: Joaquín.

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O meia chegou aos 34 anos e já fora do seu auge – sua última convocação pela seleção espanhola, por exemplo. foi em 2007, tendo disputado as Copas de 2002 e 2006 e a Euro de 2004.

Depois de ter brilhado pelo próprio Betis, pelo qual foi revelado, e pelo Valencia, conuistando uma Copa do Rei com cada um dos dois times, Joaquín ainda foi quadrifinalista da Champions League com o Málaga em 2013, ficando a poucos segundos de eliminar o Borussia Dortmund e ir à semifinal, fazendo uma parceria de sucesso com o técnico Manuel Pellegrini.

No momento de retorno ao time que o revelou, nove anos após sua saída, o meia talvez não imaginasse que ainda escreveria capítulos tão grandiosos pelo Betis ou que fosse repetir uma história memorável com o treinador chileno.

Hoje com 40 anos, o veterano não tem o mesmo destaque no time comandado por Pellegrini, mas segue participando regularmente, estando presente em 32 dos 51 jogos do Betis na temporada, além de dois gols marcados (ambos na Copa do Rei). Neste sábado, ele foi ovacionado ao entrar em campo pouco antes da prorrogação e ainda converteu sua cobrança na disputa das penalidades, antes de subir as tribunas para erguer a taça.

Além disso, Joaquín tem no momento 494 jogos pelo Betis, tendo ultrapassado José Ramón Esnaola (460) na reta final da temporada passada como recordista na história do clube. Além disso, ele é o segundo que mais vezes jogou em LaLiga com um total de 596 partidas, ficando atrás apenas de Andoni Zubizarreta (622). Mas vai saber se este recorde também será quebrado, afinal, o próprio jogador deixou nesta semana o seu futuro em aberto.

De qualquer forma, o retorno de Joaquín, os recordes, a longevidade e os títulos conquistados em um intervalo de 17 anos fazem desta história uma das mais legais que o futebol europeu viu em 2021-22. A imagem dele erguendo a taça nas tribunas do estádio La Cartuuja fica como a grande recordação desta Copa do Rei. 

Joaquin levantando o troféu de campeão da Copa do Rei pelo Real Betis
Joaquin levantando o troféu de campeão da Copa do Rei pelo Real Betis CRISTINA QUICLER/AFP via Getty Images

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PSG: o melancólico recordista campeão da França

André Donke
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O Paris Saint-Germain conquistou seu décimo título do Campeonato Francês e se igualou a Saint-Étienne e Olympique de Marselha como maio vencedor da história (se for considerada apenas a era profissional, o Marselha fica atrás, com nove). 

O troféu foi confirmado matematicamente neste sábado, com quatro partidas de antecedência depois que empatou por 1 a 1 com o Lens no Parque dos Príncipes, sendo que sofreu um gol quando tinha um atleta a mais em campo.

Apesar do emblemático título para a história do futebol local, o PSG não deixa de ter uma temporada bem abaixo do esperado, para não dizer decepcionante.

Virar o maior campeão nacional era uma questão de tempo para um clube que há uma década estabeleceu um abismo financeiro de disputa para seus rivais. É claro que os parisienses alcançaram um feito memorável, mas esperado. E poderia já ter vindo no ano passado, caso não tivesse deixado a taça escapar para o Lille, que conseguiu o feito mesmo superando adversidades financeiras.

Neste contexto, a missão do PSG vai muito além do dever de casa, e este nem foi tão bem feito assim, uma vez que o time foi eliminado nas oitavas de final da Copa da França para o Nice treinado por Christopher Galtier, justamente o treinador que levou o Lille à glória na Ligue 1 em 2020-21.

Na Champions, caiu nas oitavas por um descuido tremando em um duelo em que foi superior ao Real Madrid na maior parte do tempo. O problema, na verdade, não está nem na eliminação precoce em si, uma vez que teve o azar de cruzar com o Real Madrid nas oitavas e nem pode ser tão responsabilizado por ter sido só o segundo da chave (vamos lembrar que o Manchester City foi o líder).

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O problema está no estágio coletivo de uma equipe que retrocedeu desde que foi finalista da Champions em 2019-20, fazendo um jogo equilibrado diante de um Bayern de Munique que era o melhor time do mundo naquele momento.

Desde que iniciou o seu domínio na liga em 2012-13, o PSG teve sua defesa mais vazada em 2014-15 com 36 gols, um a mais do que levou em 2018-19. Na campanha atual, registra o terceiro pior desempenho com 31 gols sofridos, restando ainda cinco partidas por fazer.

Esse número não é uma coincidência, é um reflexo de um time que não exerce tanta pressão sem a bola e que ainda está muito distante de encantar ou convencer em campo. O projeto é hoje bem mais uma reunião de craques do que um supertime, que são os casos de Manchester City e Liverpool na atualidade.

Não há uma identidade clara de como esse time joga em meio à tanta badalação, e muitas questões fica, em aberto. Mauricio Pochettino ainda não encontrou a forma de Lionel Messi e Neymar funcionarem juntos da melhor forma, não há uma definição do goleiro titular e não há uma identidade clara de como essa equipe atua.

Além disso, os grandes reforços para essa temporada não renderam o esperado também individualmente. Gianluigi Donnarumma alternou o tempo todo com Keylor Navas (e me parece um problema essa ideia) e tem na falha contra o Real Madrid sua principal marca da primeira temporada com a camisa do PSG; Sergio Ramos jogou só dez vezes, sendo cinco como titular e nenhuma na Champions; Georginio Wijnaldum mal se estabeleceu como titular.

Já Lionel Messi sofreu com questões físicas, menos que Ramos, e não conseguiu brilhar nos grandes jogos de uma forma geral. No momento, são nove gols marcados, sua pior marca desde 2005-06, quando a ainda promessa de 18 para 19 anos marcou oito  vezes. De 2008-09 em diante, ele nunca balançou as redes menos do que 31 vezes por temporada.

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O problema não é o PSG ser ‘só’ o campeão francês ou ter simplesmente caído nas oitavas de final da Champions, mas sim ver como coletivamente esse time está muito atrás dos seus principais concorrentes na Europa. Boas campanhas são consequência de um trabalho com ideais claras e continuidade, coisas que estão faltando pelos lados de Paris. 

Aliás, falta sintonia até com as arquibancadas, uma vez que a partida contra o Lens foi marcada por protestos da torcida, como vaias no fim do primeiro tempo. Após o apito final, a celebração dos atletas no gramado foi um tanto discreta, bem mais do que o Bayern de Munique, por exemplo. Os bávaros também foram campeões nacionais neste sábado em uma temporada em que 'só' ganharam sua liga nacional, mas que gera um sentimento interno e externo bem diferente dos parisienses.

PSG foi campeão francês em 2021-22 com seu trio badalado formado por Messi, Neymar e Mbappé
PSG foi campeão francês em 2021-22 com seu trio badalado formado por Messi, Neymar e Mbappé FRANCK FIFE/AFP via Getty Images
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PSG: o melancólico recordista campeão da França

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Técnico que eliminou o Barcelona estava na 2ª divisão austríaca há 5 anos e trocou a Champions pela Europa League

André Donke
André Donke

Aos 47 anos, Oliver Glasner não é tão novo para um técnico de futebol, mas ainda assim não deixa de ser uma das revelações recentes entre os treinadores da Europa. Afinal, o técnico que acaba de eliminar o Barcelona de uma quartas de final de Uefa Europa League com uma vitoria no Camp Nou estava há cinco anos na segunda divisão austríaca.

Glasner assumiu em 2015 nas funções de diretor esportivo e técnico do LASK Linz, um clube que foi parar na terceira divisão austríaca em 2012 por problemas financeiros. Quando o técnico chegou, o time estava no segundo escalão, e ele o guiou à elite em 2016-17 com o título da competição.

Já em 2017-18, em sua primeira Bundesliga desde a volta ao topo, o clube conseguiu um quarto lugar, seu melhor desempenho na elite desde 1986-87, e que rendeu uma vaga nas fases preliminares da Europa League. Em 2018-19, o LASK foi vice-campeão, igualando o seu feito de 1961-62 e tendo o melhor desempenho desde o primeiro e único título em 1965.

Oliver Glasner se joga no gramado do Camp Nou para comemorar classificação do Eintracht Frankfurt
Oliver Glasner se joga no gramado do Camp Nou para comemorar classificação do Eintracht Frankfurt Eric Alonso/Getty Images

O grande trabalho de Glasner chamou atenção do Wolfsburg, que o contratou no meio de 2019. Depois de um sétimo lugar na primeira temporada, o que rendeu uma classificação à Europa League, o treinador austríaco levou o Wolfsburg à quarta colocação na Bundesliga 2020-21, classificando os Lobos à sua terceira participação na Champions League na história, a primeira em seis anos.

Apesar da oportunidade de participar da fase de grupos da principal competição da Europa pela primeira vez, Glasner trocou o Wolfsburg pelo Eintracht Frankfurt, que terminou o Campeonato Alemão passada um ponto e uma posição atrás. Assim, o austríaco foi 'rebaixado' à Europa League, competição em que viria escrever mais um capítulo brilhante em sua trajetória.

O Frankfurt jogou bem demais os dois confrontos contra o Barcelona e mereceu a classificação em 180 minutos. Ainda que faça uma campanha mediana na Bundesliga (nona colocação, cinco pontos atrás da zona de classificação a competições europeias), o clube confirma seu histórico recente de grandes desempenhos em mata-mata, tendo sido campeão da Copa da Alemanha em 2017-18 e vice em 2016-17, além de semifinalista também da Europa League em 2018-19 (foi eliminado pelo Chelsea apenas nos pênaltis).

Se o Frankfurt tem chamado atenção em solo nacional e continental nos últimos anos, o mesmo pode se dizer de seu técnico.

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Mais taças que Vieira, mais toques que Lampard e mais jogos que Solskjaer; os números que ilustram a grandeza de Fernandinho na Premier League

André Donke
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Dono da maior trajetória de um brasileiro na história da Premier League, Fernandinho anunciou sua saída do futebol inglês ao fim da temporada. Em nove anos, o brasileiro encantou Pep Guardiola e foi um pilar na consolidação do Manchester City como um grande do futebol inglês e europeu.

Alguns números registrados em sua trajetória ajudam a ilustrar e a dimensionar a grandeza de Fernandinho na história da Premier League.

O volante de 36 anos (completa 37 no começo de maio) levantou quatro taças do Campeonato Inglês, sempre sendo uma peça importante (das 38 rodadas nas conquistas de 2013-14, 2017-18 e 2018-19, ele foi titular em 29, 33 e 27 vezes, respectivamente).

Somente em 2020-21 o meio-campista jogou com menor frequência, tendo atuado em metade das rodadas e sendo titular 12 vezes. De qualquer forma, contribuiu muito também fora de campo com sua liderança e inclusive se transformou na temporada passada no primeiro capitão brasileiro a erguer a taça da Premier League.

Fernandinho já faturou a Premier League quatro vezes na carreira
Fernandinho já faturou a Premier League quatro vezes na carreira Getty Images

De quebra, Fernandinho deixa o futebol inglês com mais títulos nacionais do que nomes consagrados no país, como Frank Lampard, Cristiano Ronaldo, Patrick Vieira, Dennis Bergkamp e Teddy Sheringham, com três troféus cada.

No momento, o volante está empatado com Anderson, ex-Manchester United, como brasileiro com mais taças na história da Premier League - embora o jogador formado pelo Grêmio esteve longe de ter tido o mesmo impacto em suas conquistas do que Fernandinho. Outros nomes com essa quantidade de títulos são David Silva, Didier Drogba e Edwin Van der Sar.

Caso o City termine como o campeão desta temporada, o seu futuro ex-jogador irá se juntar a outra lenda do clube com uma mão cheia de medalhas de ouro: Sergio Agüero. Outros com a mesma quantidade de honrarias no campeonato são Peter Schmeichel, John Terry e Wayne Rooney.

Guardiola se surpreende com anúncio da saída de Fernandinho do Manchester City: 'Vou falar com ele'


Além das taças em si, o volante escreveu sua história também pela presença que teve na competição. Com 13 atuações até o momento nesta edição, ele chegou a um total de 258 na história, o que o deixa como o 239º atleta que mais vezes esteve em campo no campeonato, empatado com Thierry Henry. Tony Adams (255), Didier Drogba (254), Freddie Ljungberg (241), Ole Guunar Solskjaer (235), Yaya Touré (230) e Carlos Tevez (202) são algumas das figuras icônicas que ficaram para trás.

Nos minutos em campo, o camisa 25 é o brasileiro isolado na liderança com 19.820. Os que mais se aproximam são David Luiz (17.836), Gomes (17.342) e Lucas Leiva (17.328).

Por fim, Fernandinho ocupa a 20ª colocação geral entre os atletas que mais tocaram na bola na história da competição, com 19.508, à frente de nomes conhecidos como Yaya Touré (18.373), Mikel Arteta (18.130), Frank Lampard (17.740) e Vincent Kompany (17.448).

Vale lembrar que ele ainda pode terminar como o capitão do primeiro título da Champions na história do City. Para seguir com esse sonho adiante, a equipe de Manchester precisa eliminar o Atlético de Madrid na Espanha nesta quarta-feira pelas quartas de final. Os ingleses venceram o jogo de ida por 1 a 0.

*Todas as estatísticas mencionadas no texto são do site oficial da Premier League

Fim de uma era no Manchester City: relembre todos os gols de Fernandinho na Premier League

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Infiltra e marca! De Bruyne nunca fez tantos gols dentro da área como na temporada atual

André Donke
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Não é qualquer novidade que Kevin de Bruyne seja um dos protagonistas do Manchester City. Desde 2015 no clube, o meia empilhou títulos e conquistas individuais, como três taças da Premier League e o prêmio de melhor jogador da competição nas duas últimas temporadas.

No entanto, a atual campanha tem mostrado um aspecto positivo que não era tão recorrente para o meia de 30 anos: os gols em finalizações dentro da área.

Com mais oito rodadas por disputar nesta edição do campeonato, De Bruyne já tem sete gols assim (sem incluir pênaltis). Ele desempatou com sua melhor marca até então no quesito (seis gols em 2019-20) ao abrir o placar no fim de semana passado contra o Burnley.

Se for considerado a média de gols dentro da área a cada 90 minutos na Premier League, o camisa 17 tem um número de 0,39, o que representa quase o dobro do 0,22 de 2015-16, sua melhor marca nas sete edições de Premier League que disputou com o City.

De Bruyne nunca fez tantos gols dentro da área na Premier League como agora


Na média de chutes dentro da área, o belga também vive o índice mais alto em 2021-22, com 1,67 finalizações a cada 90 minutos, superando o 1,57 da temporada passada, seu maior desde que chegou no clube.

Já na Champions, foi dessa forma que De Bruyne marcou o gol da difícil vitória sobre o Atlético de Madrid por 1 a 0 na terça-feira. Até então, ele não havia marcado com a bola rolando dentro da área nesta edição da competição. Com mais um gol assim ele igualará os dois que fez em 2015-16.

No quesito finalizações dentro da área, são sete na Champions, igualando 2015-16 e ficando atrás apenas das nove realizadas na campanha passada.

Enquanto a negociação frustrada com Harry Kane ficou no passado e Erling Haaland parece ser a bola da vez no futuro como novo centroavante do time, Pep Guardiola vai jogando com um time mais móvel, sem um homem de área.  Isso não significa que falte alternativas para atacar e marcar, uma vez que os Citizens somam 114 gols em 46 jogos na temporada. A infiltração de De Bruyne é, sem dúvida, uma delas.

Kevin De Bruyne comemora após marcar pelo Manchester City
Kevin De Bruyne comemora após marcar pelo Manchester City Getty Images

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Infiltra e marca! De Bruyne nunca fez tantos gols dentro da área como na temporada atual

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'Final' da Premier League! Os números e estatísticas por trás de City x Liverpool na era Guardiola x Klopp

André Donke
André Donke

Ainda que seja só a segunda vez que Manchester City e Liverpool disputam ponto a ponto o título da Premier League desde a chegada de Pep Guardiola e Jurgen Klopp, isso não muda o fato de que as duas equipes têm sido dominantes na Inglaterra e integram o mais alto do nível do futebol no período.

Em meio a este contexto, o duelo deste domingo no Etihad Stadium às 12h30 (de Brasília), com transmissão da ESPN e Star+, representa o ápice da rivalidade dos dois times, uma vez que pode decidir uma Premier League já na reta final. Vale lembrar que as duas equipes ainda se enfrentam na semifinal da FA Cup e podem se cruzar na decisão da Uefa Champions League.

Com isso, o blog listou estatísticas das 14 vezes em que City e Liverpool se enfrentaram desde a temporada 2016-17, quando Guardiola chegou ao time de Manchester – Klopp foi aos Reds em outubro de 2015.

Até o momento, o City de Guardiola e o Liverpool de Klopp se enfrentaram em 14 oportunidades (11 pela Premier League, duas pelas quartas de final da Champions League 2017-18 e uma pela Supercopa da Inglaterra 2019).

O alemão leva a melhor com cinco vitórias, e o espanhol ganhou quatro vezes - ainda houve quatro empates. Além disso, pesa a favor de Klopp o fato de ter conseguido a classificação à semifinal da Champions em 2017-18. Por outro lado, o catalão faturou a Supercopa da Inglaterra de 2019 nos pênaltis na única decisão entre ambos até o momento.

Mohamed Salah conhece o caminho do gol contra o Manchester City; assista


Veja abaixo alguns dados de City x Liverpool sob os comandos de seus atuais técnicos:

O artilheiro e o garçom: Mohamed Salah tem 7 gols e é isoladamente o artilheiro do clássico no período a partir de 2016-17. Os que mais se aproximam são Leroy Sané, Sadio Mané e Gabriel Jesus, com 4 gols cada. Quando o assunto é passes, Kevin de Bruyne lidera as assistências com 5, ficando à frente de Salah (3).

Jogou todas: Roberto Firmino é o único que jogou todos os 14 confrontos neste intervalo, mas vale destacar que Georginio Wijnaldum atuou nos 13 duelos que teve contra o Mancheaster City como jogador do Liverpool, mas obviamente não esteve no confronto do primeiro turno desta Premier League, uma vez que já tinha se transferido ao PSG. Mais dois nomes somam 13 atuações no jogo: Sadio Mané e Raheem Sterling.

Posse de bola: Na média das 14 partidas, o City, como era de se imaginar, ficou mais tempo com a bola: 55,5%. O time de Manchester acertou 84,5% dos seus passes, um índice superior aos 80,1% dos Reds.

Finalizações e gols: É um quesito que fica dividido, uma vez que o City tem mais finalizações (159 a 133), mas o Liverpool finalizou mais vezes no alvo (57 a 50). O time de Guardiola, porém, foi mais vezes às redes do adversário com 25 a 20 no placar agregado.

Jurgen Klopp e Pep Guardiola
Jurgen Klopp e Pep Guardiola Laurence Griffiths/Getty Images

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Não há ninguém melhor que Benzema em 21-22 (até o momento)

André Donke
André Donke

Se a Bola de Ouro/The Best fosse por pontos corridos, Karim Benzema estaria hoje na liderança.

A regularidade do francês e as grandes atuações em jogos decisivos da Champíons League me fazem ver o francês liderando NESTE MOMENTO a disputa para melhor jogador do mundo neste ano. A ressalva de que tal opinião se refere exclusivamente até o dia 6 de abril de 2022 é importante considerando o fato de que ainda não chegamos no momento de definições dos principais títulos da temporada. Sem mencionar que este é também um ano de Copa do Mundo.

Feito este adendo, parto para minha argumentação a respeito de Benzema.

Goleiro do Real Madrid, Courtois mostra habilidade com a bola no pé e acerta chutaço cheio de efeito em treino



São 37 gols em 36 jogos na temporada, sendo o artilheiro de LaLiga com 24 bolas nas redes, igualando seu melhor desempenho na história na competição, registrado em 2015-16 - vale lembrar que ainda restam oito rodadas para o fim da edição atual.

Além disso, o camisa 9 do Real Madrid já igualou a melhor marca pessoal de assistências no campeonato, com 11 (mesma quantodade que distribuiu em 2012-13) e já criou 50 chances de gol, ficando atrás das suas 59 de 2019-20 e 65 em 2013-14.

Já na Champions, Benzema chegou a 11 gols em 2021-22 ao anotar um hat-trick na vitória por 3 a 1 do Real sobre o Chelsea nesta quarta-feira em pleno Stamford Bridge. Ele nunca havia passado de sete gols em uma edição do torneio e é o primeiro francês a chegar em dois dígitos na competição desde Just Fontaine em 1958-59.

Vale destacar que destes 11 gols mais da metade veio no mata-mata, sendo três em Londres e outros três no jogo passado, quando o Real conseguiu uma impressionante virada para cima do PSG.

Aos 34 anos, Benzema é o protagonista do Real no período pós-Cristiano Ronaldo, mas sem deixar de continuar apresentando as virtudes que já tinha como coadjuvante do time que com ele foi quatro vezes campeão europeu em cinco anos.  Sua presença ainda beneficiou o talento de Vinicius Jr., com quem faz uma excelente dupla em 2021-22. O francês contrói, define e potencializa quem joga ao seu lado, algo que é visto já há um bom tempo, mas que fica cada vez mais evidente.

O camisa 9 melhora a cada dia e chega com uma regularidade impressionante nesta temporada (são 50 participações diretas em gol em 36 jogos, com 37 bolas nas redes e 13 assistências), além de ter sido o grande nome da equipe merengue nas grandiosas noites de Champions. 

Detalhe: o francês é neste momento artilheiro e garçom de LaLiga com 24 gols (ninguém passa de 14) e mais 11 assistências e ainda está um gol atrás de Robert Lewandowski na liderança da artilharia da Champions. Por falar no polonês, ele segue em um nível absurdo de 45 gols em 39 jogos, mas ainda vejo atuações mais grandiosas do centroavante do Real nesta temporada (os dois últimos jogos da competição europeia, para ser mais direto) e sendo mais importante na construção de jogadas em sua equipe.

Até o momento, a temporada de Benzema é digna de melhor do mundo. 

Benzema comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Chelsea
Benzema comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Chelsea EFE/EPA/NEIL HALL

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Copa do Mundo: Brasil tem grupo mais difícil que o de 2018; saiba por que e veja o que mudou em Suíça e Sérvia desde então

André Donke
André Donke

O grupo que o Brasil precisará superar na busca pelo sexto título mundial ficou muito parecido com o que encarou na Rússia, quando as bolinhas colocaram Suíça e Sérvia em seu caminho na Copa do Mundo, duas equipes que evoluíram nos últimos quatro anos. Na única presença diferente, Camarões de 2022 não vive seus melhores dias (assim como a Costa Rica de 2018), mas tem alguns jogadores mais talentosos e vem de uma classificação heroica. De qualquer forma, a seleção brasileira é bem favorita a terminar na liderança da chave.

Desde que arrancou pontos do Brasil em 2018, a Suíça cresceu e ganhou ainda mais ‘casca’ em jogos grandes. Seminifinalista da primeira edição da Uefa Nations League em 2018-19, a seleção fez uma excelente Eurocopa, eliminando a favorita França nas oitavas e fazendo um jogo duríssimo contra a Espanha, que só passou pelas quartas nas penalidades.

Recentemente, os suíços foram líderes de sua chave nas eliminatórias, mandando a Itália para a repescagem e sem perder nos dois confrontos diretos diante dos atuais campeões europeus (dois empates).

Além disso, os últimos anos mostraram que a seleção deixou de ter apenas uma defesa muito forte e tem tido repertório. Um exemplo disso é que na soma dos dois duelos com os italianos, os suíços finalizaram um total de 18 vezes, três a menos do que seu rival. Inclusive concluíram mais vezes no alvo (9 a 7).

Ainda que individualmente não existam nomes que chamem mais atenção em relação ao time de quatro anos atrás, trata-se de uma equipe que se mostrou forte coletivamente mesmo depois de ter ficado no 1 a 1 com o Brasil em solo russo.

Pode complicar para o Brasil? ESPN FC faz 'raio-x' da Suíça, uma das adversárias da seleção brasileira no grupo G


Já no caso da Sérvia, o perigo se dá também pelo crescimento individual de algumas peças, duas em específico.

Dusan Tadic trocou o Southampton pelo Ajax justamente no meio de 2018, época em que ocorreu a Copa na Rússia. Desde então, ele virou um dos protagonistas do time holandês que foi semifinalista de Champions em 2018-19 e inclusive teve uma atuação monumental na goleada sobre o Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu, e acabou como 20º melhor do mundo na eleição da Bola de Ouro de 2019.

Sua regularidade segue assustadora no Ajax, uma vez que registra 63 gols e 59 assistências em 120 jogos no Campeonato Holandês desde que foi para o clube de Amsterdã. Pela seleção, ele fez gol e deu assistência na emblemática vitória em Portugal que colocou sua seleção na Copa e mandou Cristiano Ronaldo e cia. para a repescagem.

Já Dusan Vlahovic estava trocando o Partizan Belgrado pela Fiorentina em 2018 e só estrearia pela seleção sérvia mais de dois anos depois. Porém, seu progresso foi muito rápido e, hoje, ele é um dos principais nomes da Juventus, sendo o artilheiro da atual edição do Campeonato Italiano com 21 gols ao lado de Ciro Immobile.

O setor ofensivo ainda conta com Filip Kostic, um talentoso ala/meia/ponta esquerda, com enorme capacidade técnica, que há três anos brilha na Bundesliga com a camisa do Eintracht Frankfurt. 

Ah, e não se pode esquecer de Aleksandar Mitrovic, um centroavante mais rústico que é o maior artilheiro da história da seleção sérvia e vive uma temporada surreal com 35 gols no mesmo número de jogos na Championship (a segunda divisão da Inglaterra) pelo Fulham; ninguém passa de 23 gols na competição.

Qual é o grupo mais difícil da Copa do Mundo do Qatar? E o mais fácil? Gian Oddi analisa



Na única mudança entre o grupo E da Copa de 2018 para a chave G do Mundial de 2022 está a entrada de Camarões na vaga da Costa Rica. Os africanos estão longe de ter sua melhor geração, mas são o país que mais vezes representou o continente no torneio – vai para sua oitava participação, duas a mais do que Tunísia, Marrocos e Nigéria.

Vindo de um terceiro lugar na Copa Africana de Nações, Camarões deixou Costa do Marfim pelo caminho nas eliminatórias e depois superou nos playoffs de forma dramática a Argélia, do ótimo Mahrez, do Manchester City,  e uma das principais do continente. Seu elenco ainda conta com alguns nomes interessantes, como o volante André Zambo Anguissa (Napoli), o atacante Karl Toko Ekambi, que tem 13 gols pelo Lyon na temporada e definiu nos acréscimos da prorrogação a classificação ao Mundial, assim como o zagueiro Joel Matip, do Liverpool, e o goleiro André Onana, de saída do Ajax e ligado à Inter de Milão. 

Apresentação da Suíça durante sorteio dos grupos da Copa do Mundo 2022
Apresentação da Suíça durante sorteio dos grupos da Copa do Mundo 2022 EFE/EPA/LAURENT GILLIERON

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Copa do Mundo: Brasil tem grupo mais difícil que o de 2018; saiba por que e veja o que mudou em Suíça e Sérvia desde então

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Com apenas Qatar como estreante, Copa de 2022 iguala feito que só ocorreu uma vez na história

André Donke
André Donke

Já conhecemos 27 dos 32 participantes da Copa do Mundo de 2022 e também uma certeza: o Qatar, país-sede, será o único estreante nesta edição.

Das duas vagas diretas que restam na Concacaf, estão na briga Estados Unidos, México e Costa Rica. Outra vaga direta virá da Europa, com País de Gales esperando o adversário que virá de Escócia x Ucrânia.

Muito provavelmente, os costarriquenhos irão terminar em terceiro em sua repescagem e vão para a repescagem contra a Nova Zelândia, que avançou nas eliminatórias da Oceania ao bater Ilhas Salomão nesta quarta-feira.  Aliás, Ilhas Salomão era a última possibilidade de haver uma seleção estreante além dos donos da casa na Copa de 2022. 

Por fim, o Peru irá decidir um lugar com Austrália ou Emirados Árabes Unidos.

A última e única vez que não houve seleções estreantes em uma edição do Mundial foi em 2010. Porém, vale ressaltar que foi a primeira disputa da Eslováquia como uma nação independente, só que para a Fifa ela herdou o legado da Tchecoslováquia, assim como a República Tcheca. O mesmo vale para a Rússia (dá sequência ao histórico da União Soviética) e Sérvia (Iugoslávia). A situação é diferentes de casos como a Croácia, que era parte de um outro país (Iugoslávia, no caso), mas contam como uma seleção diferente.

As outras Copas que tiveram apenas um estreante foram 1950 (Inglaterra) e 2014 (Bósnia e Herzegovina). Porém, ambos os casos as seleções passaram pelas eliminatórias, o que não aconteceu em 2022. Dessa forma, é a segunda vez na história que não teremos estreantes em uma Copa do Mundo entre os times que disputaram as fases classificatórias.

Brasil? França? SportsCenter monta ranking das seleções mais fortes da Copa do Mundo 2022


Confira quais foram as seleções estreantes em Copas do Mundo em cada uma das edições:

2022: Qatar
2018: Panamá e Islândia
2014: Bósnia e Herzegovina
2010: -
2006: Angola, Gana, Costa do Marfim, Trinidad e Tobago, Togo e Ucrânia
2002: China, Equador, Senegal e Eslovênia
1998: Croácia, Jamaica, Japão e África do Sul
1994: Nigéria, Arábia Saudita e Grécia
1990: Costa Rica, Irlanda e Emirados Árabes Unidos
1986: Canadá, Dinamarca e Iraque
1982: Argélia, Camarões, Honduras, Kuwait e Nova Zelândiad
1978: Irã e Tunísia
1974: Alemanha Oriental, Austrália, Haiti e Zaire (atual República Democrática do Congo)
1970: El Salvador, Israel e Marrocos
1966: Portugal e Coreia do Norte
1962: Colômbia e Bulgária
1958: Irlanda do Norte, União Soviética e País de Gales
1954: Escócia, Turquia e Coreia do Sul
1950: Inglaterra
1938: Cuba, Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia), Polônia e Noruega
1934: Itália, Alemanha, Espanha, Holanda, Hungria, Tchecoslováquia, Suécia, Áustria, Suíça e Egito

Troféu da Copa do Mundo
Troféu da Copa do Mundo Kurt Schorrer/Getty Images
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Muito além da Copa do Mundo: por que o futebol do Canadá vive momento único em sua história

André Donke
André Donke

John Herdman tinha pouco menos de 11 anos de idade quando a Argentina despachou a sua Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, com Diego Armando Maradona fazendo dois dos gols mais icônicos da história do futebol.

Possivelmente ele não tinha noção naquela época do quanto o futebol representaria em seu futuro e do quanto sua vida teria ligação com aquele Mundial, mas por conta de outra seleção.

Em 1986, o Canadá disputava sua primeira e única edição da Copa...até este domingo, quando goleou a Jamaica por 4 a 0 e carimbou o passaporte ao Catar. Após 32 anos, Herdman seria o responsável por colocar a seleção novamente em um Mundial, um feito que representa muito mais do que uma classificação em si. O país vive um momento histórico em seu futebol, e muito por conta do treinador.

Herdman treinou a seleção canadense feminina entre 2011 e 2018 e conquistou as duas primeiras medalhas olímpicas da história da seleção (bronze em Londres e no Rio de Janeiro), encaminhando um trabalho que seria de ouro em Tóquio sob o comando de Bev Priestman.

Quando assumiu a seleção masculina no começo de 2018, o inglês pegou um Canadá no 94º lugar do ranking da Fifa e com desempenhos discretos no cenário local, sendo que não chegava à fase final das eliminatórias desde o qualificatório para a Copa do Mundo de 1998.

Em fevereiro, a seleção estabeleceu seu recorde ao alcançar a 33ª colocação da lista da Fifa. Tal feio foi acompanhado de uma semifinal de Copa Ouro em 2021, o que não ocorria desde 2007, além da campanha memorável nas eliminatórias da Copa, passando invicto diante das tradicionais equipes dos Estados Unidos e México.

Na visão de Adam Jenkins, comentarista da emissora canadense OneSoccer, a situação é diferente quando falamos das equipes feminina e masculina. Ainda que ambas estejam vivendo um período muito próspero simultaneamente, a qualidade do time das mulheres já está consolidada há bastante tempo. Não à toa, depois de ter ficado de fora da Copa do Mundo inaugural em 1991, a seleção esteve nas sete seguintes, conseguindo inclusive um quarto lugar em 2003.

"Eu não acho que seja qualquer segredo que a seleção feminina sempre foi um modelo para os nossos programas nacionais. Uma enorme fundação foi lançada por membros do passado, que nem sempre necessariamente teve os resultados que garantiam sua qualidade", afirmou o especialista ao blog (leia a entrevista na íntegra ao fim do texto).

Com Herdman, o exemplo do futebol feminino foi implementado no masculino. "Ele introduziu a cultura e a mentalidade competitiva que levou o sucesso das mulheres nos Jogos Olímpicos".

Canadá goleia Jamaica e vai à Copa do Mundo após 36 anos; VEJA como foi



‘Timing fantástico’: uma esperança que vai além da Copa de 2022

Não existe o momento certo para comemorar conquistas no futebol, mas é possível dizer que esse período glorioso do futebol canadense se deu em um contexto muito propício. Afinal, o país sediará o Mundial masculino ao lado de Estados Unidos e México em 2026, o que fará com que a cultura de Copa seja vivida de forma bastante intensa para um país que oferece bons motivos para acreditar que talvez não ficará mais 32 anos longe do Mundial.

Os resultados da seleção masculina são acompanhados por uma geração muito promissora, com talentos consolidados em um altíssimo nível, como são os casos de Alphonso Davies e Jonathan David no Bayern de Munique e Lille, respectivamente. Além disso, o país tem uma liga nacional nova (a quarta edição da Canadian Premier League começará em abril), além de contar com Vancouver Whitecaps, Montreal e Toronto FC disputando a MLS – o último, inclusive, foi campeão em 2017 e vice em 2019.

"O futebol sempre foi uma parte da vida esportiva do canadense. Estou certo de que há alguma análise estatística para sustentar isso, mas há muitos jovens atletas que têm seu primeiro sabor de esporte coletivo no futebol por volta dos 3, 4 anos de idade. No passado, minha opinião é de que não houve muitas opções profissionais diretamente visíveis a estes jogadores, eles eventualmente mudariam para outros esportes onde acreditavam que haveria mais caminho para se tornar profissional", afirmou Jenkins.

"Isso mudou um pouco com a Major League Soccer e seus três clubes canadenses, mas como comentarista principal da Canadian Premier League e tendo a chance de interagir com seus oito clubes e torcedores quase que diariamente, eu não acho que houve uma liga/um momento que tenha afetado tanta mudança para o bem quanto a CPL. Agora muitos mercados têm um clube local para apoiar e ver que eles podem realmente aspirar a jogar. Isso só melhorará à medida que mais clubes forem adicionados, e a equipe profissional feminina há muito tempo esperada e, eventualmente, a liga, também forem adicionadas."

O crescimento e as maiores possibilidades do futebol local podem ser potencializados por um país conhecido por sua miscigenação e troca cultural devido a grande influência da imigração. Davies, grande nome da seleção, nasceu de pais liberianos em um campo de refugiados em Gana; Jonathan David nasceu nos Estados Unidos e tem origem haitiana; Stepehen Eustáquio, outro nome fundamental na classificação à Copa, tem origem portuguesa, assim como o zagueiro Steven Vitória; já o goleiro Milan Borjan nasceu na antiga Iugoslávia. Estes são apenas alguns de tantos casos.

“Alphonso Davies é um dos exemplos mais expressivos, mas longe de ser o único, de canadenses que imigraram para aqui e foram crescidos, desenvolvidos e moldados por este país. Eles têm orgulho de sua herança, mas tem orgulho também de ser canadense e vestir a ‘Maple Leaf’ internacionalmente.”

Emocionante! Alphonso Davies vai às lágrimas após Canadá conseguir classificação para a Copa do Mundo; VEJA



Aliás, o futuro indica que não faltarão grandes oportunidades para os canadenses competirem em um alto nível internacional, uma realidade que há pouco tempo era bem diferente.

“O Canadá é a própria mostra do que é um trabalho bem feito, um processo de trabalho”, afirmou o técnico da Costa Rica, Luis Fernando Suárez, antes do confronto com o Canadá nesta semana. O treinador lembrou que em outubro de 2012 ele estava à de Honduras e conseguiu uma vitória por 8 a 1 sobre os canadenses.

Naquela equipe derrotada houve uma testemunha ocular do processo pelo qual passaria a seleção: Atiba Hutchinson. Hoje capitão da equipe, o volante de 39 anos viu as eliminatórias serem ainda mais especiais por um motivo individual, ao ultrapassar Julian de Guzman (89 jogos) como atleta que mais vezes defendeu a seleção masculina na história – atualmente ele tem 94 confrontos.

Este, aliás, não foi o único recorde quebrado na campanha. Autor de um dos gols sobre a Jamaica neste domingo, Cyle Larin chegou a 24 gols e ampliou ainda mais sua vantagem como maior artilheiro da história da equipe masculina, feito que alcançou ao superar Dwayne De Rosario (22) recentemente.

Por falar em recordes, Christine Sinclair tornou-se no começo de 2020 a maior artilheira de seleções (feminina ou masculina) ao superar Abby Wambach – atualmente, a campeã olímpica tem 188 gols.

No fim, os recordes individuais acabam por ser o complemento de algo muito maior que o futebol canadense está vivendo. Se a seleção feminina conseguiu os resultados que tanto faltavam para coroar o seu trabalho, a equipe masculina se vê diante da década mais empolgante de sua história. E John Herdman pode se sentir parte influente de ambas as histórias.

Jogadores do Canadá comemoram classificação para a Copa do Mundo de 2022
Jogadores do Canadá comemoram classificação para a Copa do Mundo de 2022 Getty Images

Confira abaixo a entrevista na íntegra com Adam Jenkins, comentarista da emissora canadense OneSoccer:

Três medalhas olímpicas seguidas com a seleção feminina (ouro em Tóquio) e esta incrível campanha com a seleção masculina nas eliminatórias para a Copa do Mundo. Quais razões explicam este sucesso?

Eu não acho que seja qualquer segredo que a seleção feminina sempre foi um modelo para os nossos programas nacionais. Uma enorme fundação foi lançada por membros do passado, que nem sempre necessariamente tiveram os resultados que garantiam sua qualidade.

Há muitas áreas que você pode apontar, e tem a ligação entre as duas, e uma das mais óbivas conexões é John Herdman. John, como você vai se lembrar, era o técnico da seleção feminina por quase uma década entre 2011 e 2018, antes de ele ter assumido como técmico da seleção masculina após Octavio Zambrano. Ele introduziu a cultura e a mentalidade competitiva que levou o sucesso das mulheres nos Jogos Olímpicos, e finalmente o ouro ao qual Bev Priestman as guiou em Tóquio.

O timing foi fantástico. Com o anúncio do Canadá como uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, houve um um objetivo tangível para aspirar, e o esporte no Canadá deu saltos desde então. Esta campanha de qualificação em particular pode parecer um pouco adiantada para muitos na mídia e fora da equipe, mas este atual grupo tem uma energia diferente e motivação sobre eles. Eles sabiam que tinham isso neles. Agora, a Concacaf e o resto do mundo do futebol estão aprendendo sobre isso também.

Quão presente o futebol está na vida dos canadenses? O interesse cresceu, seja para jogar ou assistir? As crianças estão ligadas ao jogo?

O futebol sempre foi uma parte da vida esportiva do canadense. Estou certo de que há alguma análise estatística para sustentar isso, mas há muitos jovens atletas que têm seu primeiro contato com o esporte coletivo no futebol por volta dos 3, 4 anos de idade. No passado, minha opinião é de que não houve muitas opções profissionais diretamente visíveis a estes jogadores, eles eventualmente mudariam para outros esportes onde acreditavam que haveria mais caminho para se tornar profissional.

Isso mudou um pouco com a Major League Soccer e seus três clubes canadenses, mas como comentarista principal da Canadian Premier League e tendo a chance de interagir com seus oito clubes e torcedores quase que diariamente, eu não acho que houve uma liga/um momento que tenha afetado tanta mudança para o bem quanto a CPL. Agora muitos mercados têm um clube local para apoiar e ver que eles podem realmente aspirar a jogar. Isso só melhorará à medida que mais clubes forem adicionados, e a equipe profissional feminina há muito tempo esperada e, eventualmente, a liga, também forem adicionadas.

Ver superestrelas globais como Christine Sinclair, Janine Beckie, Jessie Fleming, Alphonso Davies, Jonathan David, etc. empurrou isso ainda mais adiante, e eu não prevejo que haja uma mudança de rumo.

RECEBA! Alphonso Davies comemora classificação do Canadá para a Copa do Mundo com meme do 'Luva de Pedreiro'; VEJA



Considerando que o Canadá irá jogar duas Copas do Mundo masculinas em sequência e o sucesso das mulheres nos Jogos Olímpicos, como essa realidade poderia ser um ponto de virada na cultura do futebol no país? Como você imagina o futebol no Canadá em dez anos?

Indo a partir do meu ponto anterior, eu acho que o momento está em um ponto no Canadá que nunca foi visto antes. O Canadá competindo em uma Copa do Mundo de novo, pela primeira vez desde 1986, irá inspirar outra geração. E isso está em cima do que a seleção feminina fez por essa geração engajada também. Honestamente, parece a todo vapor à frente. O Canadá está mostrando que pertence ao topo da Concacaf, e, com as estrelas jovens e o núcleo atual se destacando, o país acredita que merece estar lá perenemente como o México e os Estados Unidos.

Você poderia analisar quanto a qualidade do jogo mudou nos últimos anos? Não apenas dos jogadores, como também das equipes.

Eu diria que, como o jogo virou mais global e se tornou mais acessível, você está vendo muitas táticas diferentes e estilo de futebol entrarem em jogo no Canadá. Herdman nasceu e cresceu na Inglaterra, se desenvolveu na Nova Zelândia e agora implementou seus anos de experiência em diferentes estilos de futebol na identidade canadense.

Além disso, tendo mais jogadores envolvidos desde uma idade mais jovem e permanecendo no futebol competitivo por mais tempo, levou a mais talento. E e agora o surgimento de verdadeiras estrelas globais que são orgulhosamente canadenses. Os canadenses são mais habilidosos e completos do que nunca.

Você vê uma conexão entre o sucesso atual do futebol no Canadá e o significante número de imigrantes de diferentes países?

Sempre há uma conexão, e isso não está só limitado ao futebol. Mesmo nas décadas em que a seleção masculina foi em grande parte irrelevante no cenário global, Copas do Mundo tomariam conta das grandes cidades com bandeiras dos países participantes enfeitando as ruas quando times como itália, Portugal, Grécia, etc. estavam jogando em uma Copa do Mundo ou em Eurocopas. Muitos canadenses de primeira, segunda e terceira geração iriam reverter sua torcida aos seus países de descendência enquanto o Canadá estava encontrando espaço como sua própria nação futebolística. Agora, com a Itália sem conseguir se classificar e o Canadá praticamente garantido no Catar (a entrevista foi concedida na quinta-feira, dia 24), haverá um sentimento genuíno e autêntico de orgulho de que o Canadá chegou quando a Copa do Mundo começar.

Além disso, Alphonso Davies é um dos exemplos mais expressivos, mas longe de ser o único, de canadenses que imigraram para aqui e foram crescidos, desenvolvidos e moldados por este país. Eles têm orgulho de sua herança, mas tem orgulho também de ser canadense e vestir a 'Maple Leaf' internacionalmente.

Um grande exemplo disso é ver nomes como Stephen Eustáquio, Theo Corbeanu e Iké Ugbo, que tiveram a escolha do que quisessem representar e escolheram o Canadá. Estamos vendo mais atletas internacionais do que nunca buscando uma carreira internacional com o Canadá, e isso acaba de intensificar os rumores de jogadores como Marcelo Flores, Daniel Jebbison, etc.

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Muito além da Copa do Mundo: por que o futebol do Canadá vive momento único em sua história

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Da falência de seu ex-time ao gol que tirou a Itália da Copa: a redenção de Trajkovski em Palermo

André Donke
André Donke

Pisar no gramado do Renzo Barbera estava longe de ser uma novidade para Aleksandar Trajkovski, onde ele atuou nesta quinta-feira e fez o gol da vitória da Macedônia do Norte sobre a Itália por 1 a 0 , resultado que definiu a ausência da Azzurra pela segunda Copa do Mundo consecutiva. Porém, certamente este foi o dia mais especial que ele vivenciou no estádio, até porque os quatro anos em que defendeu o Palermo reservaram algumas frustrações coletivas.

O atacante jogou pelo clube da Sicília entre 2015 e 2019 e sofreu o rebaixamento à Serie B em sua segunda temporada. O retorno à elite parecia imediato depois que sua equipe venceu o Frosinone por 2 a 1 no duelo de ida dos playoffs, mas o revés por 2 a 0 na volta definiu mais um ano na segunda divisão.

Trajkovski foi titular do Palermo na Serie B 18-19 e teve destaque individual ao marcar oito gols e dar sete assistências. Porém, o time terminou na 11ª posição e nem conseguiu ir aos playoffs; na verdade foi bem pior, o clube foi rebaixado à quarta divisão por Irregularidades financeiras e teve sua falência decretada - atualmente está na Serie C.

Aleksandar Trajkovski comemora após marcar para a Macedônia do Norte sobre a Itália
Aleksandar Trajkovski comemora após marcar para a Macedônia do Norte sobre a Itália EFE/EPA/CARMELO IMBESI

Trajokovski foi então ao Mallorca, no qual amargaria outro rebaixamento à segunda divisão nacional em 2019-20, tendo atuado somente 14 vezes na liga (uma como titular). Na campanha seguinte, ele disputou só nove partidas (duas como titular) na campanha de retorno à elite.

Emprestado ao Aalborg (Dinamarca) no segundo semestre de 2021, o atacante de 29 anos se transferiu ao Al-Fayha (Arábia Saudita), no começo de 2022, certamente sem imaginar que retornaria a Palermo para viver possivelmente o maior dia de sua carreira.

Titular da Macedônia do Norte que venceu a Alemanha nas eliminatórias e da seleção que disputou a última Eurocopa, Trajkovski esteve presente em mais um momento icônico da seleção de seu país, desta vez como protagonista, justamente no local onde um dia já viveu este status - só que sem chocar o mundo do futebol.

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Protagonistas da Inglaterra há meia década, City e Liverpool só duelaram uma vez de fato pelo título da Premier League

André Donke
André Donke

Manchester City e Liverpool são os protagonistas do futebol inglês desde 2017-18, ainda que o Chelsea seja o atual campeão da Uefa Champions League. Enquanto os Reds somam um título e um vice da Champions, assim como sua conquista inédita de Premier League, os Citizens têm sido dominantes no campeonato nacional ganhando três vezes neste intervalo.

Tudo indica que em 2021-22 a taça da Premier League irá ficar pela quinta vez seguida com um dos dois nomes: Pep Guardiola ou Jurgen Klopp.

O que é curioso é que apesar da enorme força demonstrada por City e Liverpool na Inglaterra e na Europa, eles só protagonizaram uma única disputa acirrada pelo título da Premier League nas quatro temporadas anteriores.

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Em 2017-18, o City emplacou a primeira e única campanha de 100 pontos da história da Premier League, sendo campeão com cinco rodadas de antecedência e terminando 19 pontos à frente do vice-líder Manchester United. O Liverpool foi o quarto com 75.

Já em 2018-19 houve disputa – e muita. O time de Guardiola levou o título com 98 pontos, um a mais do que o Liverpool. Com esta campanha, os Reds seria campeões em todas as demais edições da Premier League, exceto no ano anterior quando seu rival atingiu a marca centenária.

Depois do roteiro insano da campanha anterior, a edição de 2019-20 foi emocionante apenas para o torcedor do Liverpool, que foi campeão inglês após 30 anos de espera. Os Reds confirmaram a taça na 31ª rodada, sendo os vencedores com maior antecedência da história da competição.

Na última temporada, o Manchester City até começou oscilando, houve alternância na liderança, mas o time de Pep Guardiola ficaria o segundo turno inteiro na ponta. Ainda que tenha terminado com ‘apenas’ 86 pontos (marca mais baixa de um campeão desde os 81 do Leicester City em 2015-16), foi o suficiente para ficar 12 à frente do vice-líder Manchester United e garantir a taça matematicamente na 36ª rodada.

A luta do Liverpool em 2020-21 limitou-se a uma vaga na Champions, sendo que terminaria na terceira colocação com 69 pontos, três a mais do que o Leicester, o primeiro fora do G-4.

Porém, a situação deve mudar nesta campanha, com as duas equipes a um ponto de distância faltando nove rodadas para o término. Se o retrospecto recente é a favor do time de Klopp, que venceu seus últimos nove compromissos na liga, o City terá a vantagem do mando de campo no confronto direto. Além disso, ambas as equipes estão equilibradas até no calendário, uma vez que ainda disputam as quartas de final da Champions League e da Copa da Inglaterra.

De acordo com o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN que usa uma série de combinações para calcular as probabilidades jogo a jogo e em campeonatos inteiros, a chance de o City ser campeão é de 62% contra 37% do Liverpool. Eu acho o cenário muito mais equilibrado do que isso, sem qualquer segurança para apontar um favorito, o que me faz crer que enfim voltaremos a ter uma disputa eletrizante entre os dois times pelo título, algo que só ocorreu de fato uma vez nos últimos cinco anos.

Sadio Mané e Rodri durante partida entre Liverpool e Manchester City
Sadio Mané e Rodri durante partida entre Liverpool e Manchester City PAUL ELLIS/AFP via Getty Images

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Ah, mas a Espanha é só Real e Barça (este post contém ironia)

André Donke
André Donke

O Real Madrid é o maior clube de futebol da Europa; no recorte do século 21, ele divide o posto com o Barcelona. Tal cenário faz com que todo os demais times da Espanha muitas vezes sejam injustamente menosprezados.

O Atlético de Madrid (finalista da Champions em 2014 e 2016 e campeão nacional em 2014 e 2021) consegue competir com a dupla de vez em quando... e só. Porém, isso não significa que o alto nível do futebol espanhol se limite a dois times - e a um esporádico terceiro. A cada temporada que passa há um novo argumento que desvaloriza ainda mais a teoria de que 'a Espanha é só Real Madrid e Barcelona'.

Desta vez foi o Villarreal, que eliminou uma Juventus em recuperação e com uma vitória por 3 a 0 em pleno Allianz Stadium. O mesmo Villarreal que bateu Arsenal (na semifinal) e Manchester United (final) para ficar com o título da Europa League passada. A classificação representa a terceira ida às quartas de final da Champions League para um time que só disputou a competição cinco vezes (quatro vezes a fase de grupos). Em sua estreia, foi à semifinal em 2005-06.

Na temporada 2019-20, o time a contrariar a tese foi (mais uma vez) o Sevilla, que ganhou sua sexta taça da Europa League, o dobro de qualquer outro clube, com vitórias sobre Manchester United e Inter de Milão na semi e final, respectivamente.

O Sevilla até caiu na fase de grupos desta Champions, assim como o Barcelona, mas isso não impediu que a Espanha seja maioria das quartas de final ao lado da Inglaterra com três representantes cada, com as classificações do Real Madrid e do Atlético de Madrid.

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Os espanhóis também são maioria nas oitavas da Europa League com Real Betis, Barcelona e Sevilla, empatados com os três representantes da Alemanha (o RB Leipzig já está classificado às quartas).

Ainda sobre a Europa League, outro argumento que mostra o impacto das equipes espanholas no futebol continental é a quantidade de finalistas e campeões no século 21. Além dos seis títulos do Sevilla na Europa League, ainda houve três conquistas do Atlético de Madrid, uma do Valencia e vices de Athletic Bilbao, Espanyol e Deportivo Alavés. O estreante Granada ainda foi às quartas de final na competição em 2020-20.

Assim, é injusto que a relevância, o tamanho e as conquistas de Real Madrid e o Barcelona diminuam a qualidade dos demais times da Espanha. Ainda que não tenham como competir com os dois gigantes de seu país, eles já provaram e comprovaram a sua qualidade em nível europeu. O Villarreal que o diga...

Gerard Moreno comemora após marcar para o Villarreal sobre a Juventus
Gerard Moreno comemora após marcar para o Villarreal sobre a Juventus EFE/EPA/ALESSANDRO DI MARCO
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Domínio de posse do Ajax para em defesa do Benfica: como time mais surpreendente das quartas avançou na Champions

André Donke
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Cristiano Ronaldo sem uma finalização sequer: como Atlético de Madrid 'maduro' eliminou o Manchester United da Champions

André Donke
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Palace passa ileso pelo City de novo! Patrick Vieira é uma das histórias mais interessantes desta Premier League

André Donke
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Depois de ter vencido por 2 a 0 em pleno Etihad Stadium no fim de outubro, o Crystal Palace voltou a arrancar pontos do Manchester City na Premier League ao segurar um empate por 0 a 0 nesta segunda-feira.

Nos últimos 24 jogos de Campeonato Inglês, o City ficou apenas duas vezes sem conseguir marcar, justamente os dois embates com a equipe londrina, que mostrou uma grande força defensiva. Afinal, na soma dos dois duelos, o Palace teve um total de 29,3% de posse de bola e viu o rival finalizar 32 vezes contra 15 conclusões a seu favor.

Desde que Guardiola chegou à Premier League em 2016-17, somente o Manchester United em 2020-21 havia conseguido ficar sem tomar gols nos dois turnos contra o seu time. Isso só engrandece o feito que acaba de conquistar o Crystal Palace comandado por Patrick Vieira, mas o seu destaque vai além disso.

Patrick Vieira em Crystal Palace x Manchester City
Patrick Vieira em Crystal Palace x Manchester City Ben Stansall/AFP/Getty Images

De volta à Premier League após uma década desde que pendurou as chuteiras pelo próprio Manchester City, o ex-volante francês vê de forma bem curiosa o início desta nova trajetória na maior de liga nacional do mundo.

Há uma mudança muito clara na forma de jogar do time londrino. A posse de bola saltou de 40,3% em 2020-21 para 50,7%, indo da terceira pior para a nona melhor, enquanto a precisão no passe subiu 75,8% para 80,3%.

O Palace passou a ser um time mais propositivo, mas provou nos duelos com o City que tem repertório para jogar sem a bola e mostrar uma grande força defensiva. Aliás, por falar nisso, são 38 gols sofridos em 29 jogos nesta Premier League, um número bastante superior aos 47 gols que havia levado no mesmo momento do campeonato passado. Mais do sofrer menos, o Palace é menos atacado pelos rivais: são 347 finalizações contrárias até o momento em 2021-22 contra 405 registradas nos primeiros 29 confrontos em 2020-21.

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Ofensivamente, a equipe também evoluiu, já que registra 39 gols e 310 finalizações, oito e 60 a mais do que tinha nesta altura, respectivamente. Um dos grandes trunfos nesta melhora se dá pela chegada por empréstimo de Conor Gallagher. O meio-campista de 22 anos do Chelsea é uma das revelações desta Premier League, sendo que já anotou oito gols (um a menos do que Zaha, o artilheiro do time) e lidera o Palace em chances criadas, com 34.

Apesar de tudo isso, o clube da capital tem menos pontos do que tinha sob o comando de Roy Hodgson após 29 jogos no campeonato passado. Eram 37 pontos contra 34 atuais.  Um aspecto relevante para essa queda na pontuação é o excesso de empates. São 13 igualdades para o Palace em 2021-22, sendo líder isolado no quesito.

Vale destacar, porém, que o time de 2020-21 fechou a campanha de forma ruim: seis derrotas, dois empates e duas vitórias nas dez jornadas finais. Dessa forma, só no fim da temporada que dará para fazer uma análise mais concreta de quanto esse time de Patrick Vieira evoluiu (ou não) em relação aos anos anteriores.

De qualquer forma, os dois confrontos com o Manchester City e a mudança significativa de seu jogo já são o suficiente para tornar o Crystal Palace uma das histórias interessantes desta edição da Premier League.

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Benzema e Modric: as duas justiças históricas que este Real Madrid proporciona

André Donke
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A virada épica do Real Madrid para cima do Paris Saint-Germain pode não refletir o domínio dos franceses na maior parte dos 180 minutos nas oitavas de final da Uefa Champions League.  Porém, ela é um ótimo recorte para o reconhecimento de duas lendas dos merengues, algo que poderia passar despercebido caso, por exemplo, Cristiano Ronaldo tivesse seguido na capital espanhola.

Luka Modric e Karim Benzema estão entre os maiores nomes da história do clube mais vencedor da Europa. Os questionamentos ao prêmio de melhor do mundo ao croata em 2018 e o fato de o francês ser a letra menos badalada do famoso trio BBC poderiam ter causado uma injustiça histórica na determinação do tamanho da dupla. 

O Real Madrid pode nem ganhar a Champions e pode nem se aproximar das glórias de seu elenco tricampeão europeu, mas as últimas duas temporadas já bastam para enxergar de forma mais clara o quanto seus atuais camisas 9 e 10 representam para si e para o futebol de forma geral.

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Benzema ainda coroou sua atuação heroica com um hat-trick que o deixou isolado na terceira colocação da artilheira história do Real. Com 309 gols, ele deixa para trás ninguém menos do Alfredo Di Stéfano.

Já Modric, além da participação monumental no segundo gol desde a retomada de bola no campo de defesa, mostra nesta temporada um vigor físico impressionante aos 36 anos. Seu talento com a bola parece ainda irretocável, enquanto segue muito ativo e determinante sem ela.

A ausência do grande protagonista do Real Madrid vencedor da última década pode até não ser suprida nos próximos anos, mas ela ajuda a trazer o merecido reconhecimento aos coadjuvantes de outrora.

Karim Benzema e Luka Modric antes de partida do Real Madrid
Karim Benzema e Luka Modric antes de partida do Real Madrid Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

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Mais novo que Nagelsmann e passado de sucesso com Rangnick: quem é o técnico que tenta tirar o Bayern da Champions

André Donke
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Quando ficar à beira do gramado na Allianz Arena para comandar o Bayern de Munique nesta terça-feira, Julian Nagelsmann, de 34 anos, irá se deparar com uma situação bem incomum em seus seis anos como técnico principal. No outro banco estará um treinador mais jovem do que ele.

O adversário dos bávaros é o Red Bull Salzburg, dirigido por Matthias Jaissle, de apenas 33 anos. Os austríacos deixaram uma ótima impressão no empate por 1 a 1 pela ida das oitavas de final das oitavas da Uefa Champions League e, embora sigam como completos azarões no confronto, chegam esperançosos de que possam eliminar um dos principais favoritos ao título – lembrando que não há mais a regra do gol fora de casa, então os donos da casa não terão a vantagem do 0 a 0.

A trajetória de Jaissle como técnico é ainda bem curta, mas tem se mostrado promissora, até pela velocidade nas promoções que teve. Há pouco mais de um ano, ele era técnico do time sub-18 do Red Bull Salzburg, o qual comandou entre o meio de 2019 e o começo de 2021.

Em janeiro do ano passado, o treinador recebeu a oportunidade de comandar o FC Liefering (time satélite do Salzburg que disputa a segunda divisão austríaca), depois que Bo Svensson deixou a equipe para comandar o Mainz 05.

Jaissle precisou de um semestre para convencer a diretoria que poderia comandar a equipe principal da Red Bull na Áustria, substituindo Jesse Marsch, que rumou ao RB Leipzig (atualmente está no Leeds United após ser demitido do clube alemão).

Em sua primeira campanha treinando um time de elite, o alemão tem se destacado. Além de manter o Salzburg tranquilo no cenário local (18 pontos de vantagem na primeira fase do Campeonato Austríaco e semifinalista da Copa da Áustria), o treinador ainda conseguiu uma classificação inédita às oitavas de final da Champions, deixando Sevilla e Wolfsburg para trás na fase de grupos.

Assim, Jaissle vai criando mais uma grande trajetória no futebol. Quando jogador, ele também fez parte de uma história de sucesso na Alemanha, ainda que sua carreira tenha acabado muito cedo por lesões.

Matthias Jaissle é treinador e chama atenção pela pouca idade (33 anos)
Matthias Jaissle é treinador e chama atenção pela pouca idade (33 anos) Getty Images

O ex-zagueiro trocou o Stuttgart pelo Hoffenheim em 2007 e, com 19 para 20 anos, foi titular do time que subiu de forma inédita à Bundesliga em 2007-08. Na campanha seguinte, seguiu como titular da equipe que surpreendeu em parte do campeonato ao terminar o primeiro turno na liderança da competição. Porém, uma queda significativa na segunda metade fez o Hoffenheim terminar na sétima colocação, o que não deixou de ser uma grande campanha de estreia do time comandado por Ralf Rangnick, que assumira o comando em 2006, quando o clube ainda estava na terceira divisão.

Por falar em Rangnkick, Jaissle foi bastante influenciado por ele, uma vez que também foi contemporâneo de seu mentor no período na Áustria, onde o atual interino do Manchester United foi técnico e dirigente. 

Jaissle disse que uma das coisas que aprendeu de Rangnick é "ter uma visão clara do que você defende, qual é a sua filosofia, qual é sua maneira de jogar e como isso se parece...não há pontos de interrogação", conforme o próprio técnico falou em entrevista à ESPN publicada em dezembro de 2021. Observar outros esportes foi outro ensinamento de Rangnick passado a ele.

Na já mencionada Bundesliga 2008-09, Jaissle viu boa parte da queda de sua equipe pela televisão, já que perdeu metade do segundo turno com lesão. Aliás, as questões físicas encurtaram demais sua carreira. Em fevereiro de 2014, aos 25 anos, ele deixou o clube para nunca mais atuar profissionalmente. Como curiosidade, naquele momento Nagelsmann já era técnico do time sub-19 do Hoffenheim.

O que parecia uma história triste de um jogador que teve de pendurar as chuteiras tão cedo de maneira forçada acabou se tornando o início de uma trajetória de um técnico promissor. Ainda em 2014, Jaissle virou assistente técnico do elenco sub-16 do Salzburg dando início à história acima resumida. 

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