Prêmios por títulos quase igualam dinheiro da TV do Corinthians: o massacre do Palmeiras sobre rivais paulistas nas finanças

Paulo Cobos

Os quatros grandes paulistas divulgaram de forma oficial seus balanços financeiros detalhados de 2021.

E fica claro o massacre que o Palmeiras impõe atualmente a Corinthians, São Paulo e Santos no faturamento.

Turbinado por dois títulos da Libertadores no mesmo ano (a edição 2020 foi decidida em janeiro de 2021), o Palmeiras deixou para trás seus maiores rivais com folga impressionante nas receitas obtidas com o futebol.

Abel Ferreira comemora a conquista da Recopa Sul-Americana pelo Palmeiras
Abel Ferreira comemora a conquista da Recopa Sul-Americana pelo Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras

Somando as receitas do futebol profissional e amador, o Palmeiras faturou R$ 863 milhões, contra R$ 448 milhões do Corinthians, R$ 417 milhões do São Paulo e R$ 370 milhões do Santos.

No detalhamento do faturamento, fica mais evidente como o time de Abel Ferreira está em outro patamar.

Com patrocínios, o Palmeiras arrecadou R$ 176 milhões, praticamente o mesmo que os três rivais juntos: foram R$ 126 milhões para o Corinthians, R$ 33 milhões do São Paulo e R$ 39 milhões do Santos.

Com direitos de TV, o Palmeiras ficou perto do Corinthians, o que antes não acontecia. Foram R$ 243 milhões com esse item. O time do Parque São Jorge conseguiu R$ 266 milhões. O São Paulo teve R$ 195 milhões e o Santos R$ 139 milhões.

A diferença é que o dinheiro da televisão representa pouco mais de um quarto de todas receitas palmeirenses, e mais da metade das corintianas.

Vendendo jogadores, o Palmeiras conseguiu R$ 120 milhões, só um R$ 1 milhão a menos que o São Paulo e bem mais que os R$ 28 milhões obtidos pelo Corinthians. O Santos faturou R$ 107 milhões negociando atletas.

Mas o que mais impressiona é quanto o Palmeiras conseguiu ganhando títulos.

Foram R$ 258 milhões em premiações em 2021, contra R$ 48 milhões do São Paulo. O Corinthians soma o programa de sócio torcedor e verbas de loterias no item premiação, e ainda assim só arrecadou R$ 13 milhões. O Santos não detalha isso.

Um massacre que pode aumentar ainda mais o abismo esportivo atual.

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Os motivos para Benzema estar perto de superar Messi e Ronaldo e fazer maior Champions da história

Paulo Cobos

Karim Benzema está a dois jogos de fazer a maior Champions League de um atleta na história.

Além do título com o Real Madrid,  ele precisa de mais três gols para igualar Cristiano Ronaldo como o maior artilheiro em uma edição da mais importante competição de clubes do mundo.

O francês já tem 14 gols na Champions 2021/2022. Ronaldo marcou 17 vezes na temporada 2013/2014, quando foi campeão com o Real Madrid batendo o rival de cidade Atlético na decisão.

Benzema em ação com a camisa do Real Madrid
Benzema em ação com a camisa do Real Madrid Getty Images

Título e artilharia são essenciais, mas Benzema tem outros argumentos robustos para se transformar no maior jogador em uma edição de Champions.

Ele faz história já com 34 anos. Depois que completou essa idade, Ronaldo nunca fez mais do que seis gols em uma Champions. Messi, hoje também com 34, nunca passou de cinco tentos nas últimas três temporadas.

Benzema já fez nove gols nesta edição do torneio europeu na fase de mata-mata. E enfrentado só gigantes: PSG, Chelsea e Manchester City. Com mais um, iguala Cristiano Ronaldo, que marcou dez vezes no mata-mata de 2016/2017.

Por fim, o argumento mais importante.

O atacante francês arrebenta em um time que está longe de ser uma máquina. O atual Real Madrid é um time com vários jogadores em baixa, como Militão e Kross. Não encanta. Tem uma defesa problemática.

Vinícius Jr. joga como nunca jogou, mas ainda não é um parceiro como o próprio Benzema foi para Cristiano Ronaldo no Real Madrid ou Xavi, Iniesta, Suárez e Neymar foram para Messi no Barcelona.

Se o Real ganhar a Champions, Benzema não será só o craque. Mas um herói jamais visto na competição.

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Hulk e Gabigol provam que é muito mais fácil fazer besteira do que coisa boa no Twitter

Paulo Cobos

Algum sábio cunhou uma frase que adoro repetir para os jornalistas mais novos que trabalham comigo: "Nunca vi ninguém ganhar aumento ou ser promovido por uma tuitada. Mas vi um monte de gente perder o emprego por uma tuitada". 

Gabigol e Hulk não vão perder o emprego pela troca de farpas nesta segunda-feira no Twitter, como vi acontecendo com colegas jornalistas que, no calor de uma notícia, gastaram os poucos caracteres disponíveis de um tuíte eu um post polêmico.

Mas também não vão ganhar aumento. Muito pelo contrário.

Gabigol, do Flamengo, e Hulk, do Atlético-MG
Gabigol, do Flamengo, e Hulk, do Atlético-MG Marcelo Cortes/Flamengo | Pedro Souza/At

A batalha de dois dos maiores ídolos do futebol brasileiro é a prova que é muito mais fácil fazer besteiro do que algo bacana quando se vai ao Twitter com cabeça quente para polêmicas baratas.

Gabigol começou a discussão ironizando uma entrada violenta de Hulk em rival no jogo contra o Coritiba. 

"(Eu levaria) Cartão vermelho, 25 jogos de suspensão... E (iria) direto para a delegacia por agressão HAHAHAHAHAHA", escreveu.

Hulk logo respondeu. 

"Meu foco é aparecer para a mídia dando o meu melhor dentro de campo e ajudando minha equipe, e não pegar embalo em alguém que ter muito mais moral do que eu a nível mundial para aparecer", retrucou o atleticano

Logo chegou a tréplica do flamenguista, concordando com um seguidor que escreveu que "Hulk sentiu à toa" e explicou que o flamenguista "estava falando sobre arbitragem, se não sobre Hulk em si".

"Interpretação de texto não está tendo", escreveu o camisa 9.

A ironia inicial de Gabigol foi exagerada. Além do lance de Hulk não ter sido para expulsão, foi algo bem infantil comparar o que acontece com ele ao feito por outro atleta profissional.

A resposta de Hulk foi ainda mais fora do ponto. Ficar comparando sua carreira internacional com a de Gabibol pelo Twitter chegou perto do ridículo.

A tréplica de Gabigol tornou a questão uma rixa que fez a festa das redes sociais, sites e programas esportivos.

De novo. Gabigol e Hulk não vão perder o emprego pelas tuitadas tolas. Mas perderam a razão. O bom senso. A compostura. Pura tolice.

Gabigol x Hulk: troca de farpas entre astros de Flamengo e Atlético-MG gera debate no ESPN FC; VEJA



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Barcelona deve 'culpar' seu charme por Camp Nou ter virado paraíso de turistas e torcidas rivais

Paulo Cobos

O torcedor raiz do Barcelona está enfurecido. Não se conforma que pelo menos 25 mil torcedores do Eintracht Frankfurt foram ao Camp Nou nesta quinta-feira, em jogo que acabou vencido pelo time alemão e eliminou o clube catalão da Liga Europa.

Alguns culpam a diretoria por ter trocado o apoio maciço da sua torcida em troca de alguns milhões de euros da torcida alemã.

Parte da acusação é injusta. Há muito tempo o Camp Nou tem milhares de espectadores que são meros turistas ou muitas vezes torcedores de rivais: recentemente, muita gente comemorou um gol de Cristiano Ronaldo em um clássico contra o Real Madrid.

Torcedores nos arredores do Camp Nou
Torcedores nos arredores do Camp Nou Getty Images

Muitos desses "forasteiros" foram ao estádio por que sócios do Barcelona revendem seus ingressos da temporada toda, em um negócio bastante lucrativo.

Mas com quase tudo nesse vida, é uma questão de demanda e oferta.

O Barcelona deve "culpar" seu próprio charme por seu estádio ter virado um santuário para turistas e torcedores rivais.

A cidade é um polo turístico internacional. Em 2019, o último ano antes da pandemia, 12 milhões de turistas estrangeiros visitaram a cidade, bem mais do que os 7,6 milhões que foram a Madri.

O lugar é lindo. o clima é uma benção. A experiência de aliar isso com um jogo de futebol é fantástico. Não consigo imaginar 25 mil torcedores do Eintracht Frankfurt irem até Manchester ou Liverpool para um jogo de quartas de final da Liga Europa.

Por fim, o clube Barcelona fez um trabalho muito bem feito para ser admirado no planeta todo (basta ver quantos garotos brasileiros têm uma camisa de Messi).

Quem não sonha em estar no Camp Nou para um grande jogo?

O Barcelona é o clube mais charmoso do mundo em uma cidade linda. Isso tem um preço no futebol. Eu acho que vale a pena pagar.

Golaço de Borré, dois de Kostic e pintura de Busquets: veja como foi a vitória do Eintracht Frakfurt sobre o Barcelona na Europa League

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Emboscada na Imigrantes, cara a cara tenso em sítio: obrigado Rincón por me 'formar' jornalista

Paulo Cobos

Freddy Rincón, que morreu nesta quarta-feira aos 55 anos depois de um trágico acidente de carro na Colômbia, era um craque. Muita gente pode contar com mais categoria para os mais jovens como ele era bom.

Minha lembrança nesse dia triste vai ser outra.

Rincón foi um dos personagens do futebol que mais me ajudou na minha formação prática em jornalismo.

Em 1997, eu era um novato na redação da "Folha de S. Paulo".  E o colombiano tinha acabado de chegar no Corinthians.

No início, os resultados foram ruins. E isso resultou em uma quase tragédia.

Rincón em ação com a camisa do Corinthians
Rincón em ação com a camisa do Corinthians Acervo Gazeta Press

Após uma derrota na Vila Belmiro para o Santos, em outubro de 1997, cerca de 40 torcedores com camisas da Gaviões da Fiel armaram uma emboscada contra o ônibus que levava à delegação corintiana de volta para São Paulo na madrugada.

Com paus e pedras, em plena rodovia dos Imigrantes (km 45), eles levaram terror para os jogadores e Rincón acabou ferido.

Foram dias ajudando a produzir infográficos de como foi o ataque, ouvindo a polícia.

Aprendi que, no Brasil,  jornalismo esportivo não é só bola. Você precisa estar pronto para as missões bem diferentes a cada dia. E também a nunca mais confiar em torcida organizadas.

No ano seguinte, em 1998, o Corinthians, com a chegada de Vanderlei Luxemburgo, se transformou.

O time começou a ganhar títulos em uma época de ouro que culminou com o Mundial de 2000. Rincón brilhava.

Naquele tempo, o contato entre imprensa e jogadores era muito diferente do atual, em que basicamente só um jogador fala após os treinos no esquema de entrevista coletiva. E com os atletas seguindo quase sempre uma cartilha para evitar qualquer polêmica.

O Corinthians de Rincón treinava no Parque São Jorge. Nos momentos decisivos, em Atibaia, no campo de um hotel ou em um sítio na mesma cidade de um célebre conselheiro do clube: José Romão.

Quando o treino acabava, os repórteres podiam entrar em campo e conversar com qualquer jogador disposto a falar (e naquela tempo quase todos sempre estavam).

Rincón assustava. Gigante, muitas vezes parecendo mal humorado e pronto para rebater uma pergunta mal feita, era o maior desafio em um elenco em que sobravam personalidades fortes, como Marcelinho, Vampeta e Edílson.

Tomei coragem. Respirei fundo e perguntei algo (não vou lembra com exatidão) sobre algum problema com a diretoria corintiana. Ele deu um sorriso irônico, e respondeu sem rodeios.

Descobri que Rincón era um ótimo entrevistado. Falava das brigas com Marcelinho, Edílson. Reclamava muito de decisões da diretoria. Quando acabava o treino, ele era um alvo preferido.

Obrigado, Rincón. Pelo que jogou e por me fazer um jornalista melhor.

Ídolo do Corinthians, Rincón morre aos 55 anos; relembre sua carreira

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Quanto custa e quanto ganha: Villarreal que derruba gigantes não tem nada de coitadinho

Paulo Cobos

O Villarreal, sediado em uma cidade de 50 mil habitantes, é a melhor história da Champions League 2021/2022.

Longe das primeiras colocações do Espanhol, ocupa hoje apenas a sétima posição, o clube do uniforme todo amarelo está nas semifinais do principal campeonato de clubes do mundo, depois de eliminar os gigantes Juventus, nas oitavas de final, e Bayern de Munique, nas quartas.

Evidente que o Villarreal nem de perto tem o dinheiro dos times que eliminou e os que ainda vai enfrentar na Champions, mas não dá para dizer que o clube veste o uniforme de coitadinho.

Jogadores do Villarreal comemorando classificação à semifinal da Champions League
Jogadores do Villarreal comemorando classificação à semifinal da Champions League Twitter/@VillarrealCF

Começando por seu sucesso europeu significar muito dinheiro.

Na temporada passada, quando ganhou a Europa League, o clube, de acordo com seu balanço oficial, recebeu da Uefa 31,477 milhões de euros, ou R$ 159 milhões pelo câmbio atual.

Muito mais dinheiro europeu vai entrar este ano. Só pelo desempenho até agora na Champions, o Villarreal já garantiu 59,458 milhões de euros (R$ 301 milhões).

Mesmo caindo nas semis, o time ainda vai receber uma bolada do "market pool", um fundo da Uefa de 300 milhões divididos de acordo com o tamanho do mercado de TV e audiências dos clubes de cada país.

A grana da Champions vai cobrir praticamente metade do orçamento do  Villarreal para esta temporada, de 138, 775 milhões de euros, R$ 703,6 milhões pelo câmbio atual, bem mais do que as receitas de gigantes brasileiros, como Corinthians e São Paulo.

Na temporada passada, o clube ainda faturou 74 milhões de euros com direitos de TV e 16 milhões de euros com publicidade.

E quanto custa o elenco do Villarreal?

Sempre pelo balanço oficial do clube, na temporada passada o clube gastou com salários de seus jogadores e comissão técnica quase 70 milhões de euros, ou mais de R$ 350 milhões, o que está longe de ser uma merreca até para os padrões europeus.

Segundo o site Transfermarkt, o Villarreal investiu 54,5 milhões de euros em contratações para esta temporada. 

O clube é muito bem administrado e anda com as próprias pernas, mas no desespero pode apelar para a fortuna pessoal do seu dono.

Fernando Roig está na lista dos homens mais ricos da Espanha, segundo a revista "Forbes",  com uma fortuna de 1,5 bilhão de euros, ou mais de R$ 7,5 bilhões. Mais ricaço é seu irmão e sócio, Juan Roig, dono de 4,2 bilhões de euros (mais de R$ 20 bilhões).

Champions: Villarreal faz festa absurda no vestiário após eliminar o Bayern de Munique; VEJA

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Quem leva a culpa por Luan ter custado 15 mil reais a cada vez que tocou na bola no Corinthians?

Paulo Cobos

Em quase dois anos e meio de Corinthians, Luan fez 78 jogos com a camisa do clube - isto é, menos de 60% das partidas do time

Foram apenas nove gols, ou um a cada 3 meses, na média. O meia só deu cinco passes para gol.

Pelos números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, Luan tocou 3.230 vezes na bola com a camisa do Corinthians

Até hoje, o ex-gremista custou praticamente R$ 50 milhões para o clube. Só para tirá-lo do Grêmio, foram quase R$ 29 milhões. Com um salário mensal na casa dos R$ 700 mil, Luan, incluindo 13o, já recebeu algo como R$ 21 milhões do Corinthians.

Freddy Rincón, ídolo do Corinthians, sofre acidente na Colômbia e está internado em estado grave; assista

Assim, cada gol de Luan no clube custou R$ 5,5 milhões. Cada assistência valeu R$ 10 milhões. Um toque na bola custou R$ 15,5 mil.

Com o português Vítor Pereira, o meia ainda não jogou. Para se livrar do jogador, o Corinthians topa até pagar parte do salário para ele atuar em outro clube.

É muito fácil cair na tentação de culpar apenas Luan pelo seu fracasso no Parque São Jorge. Mas colocar toda culpa nele é, além de injusto, fechar os olhos ao balcão de negócios ruins e pouco transparentes que virou o Corinthians.

O Corinthians gastou uma fortuna para ter apenas 50% dos direitos de um jogador que já dava sinais claros de decadência, com o tradicional pagamento de comissões a empresários.

Luan é forte candidato a uma das piores contratações da história do clube. Nesse caso, 70% da culpa fica para quem o comprou. 30% para o jogador.

Luan chegou para ser estrela, mas fracassou no Corinthians
Luan chegou para ser estrela, mas fracassou no Corinthians Rodrigo Coca / Ag. Corinthians
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Cristiano Ronaldo é hoje muito mais 'influencer digital' que craque da primeira prateleira

Paulo Cobos

Em outubro de 2020, Cristiano Ronaldo tinha 72 milhões a mais de seguidores no Instragram do que Messi e 97 milhões a mais que Neymar.

Hoje, o português é seguido por 425 milhões nessa rede social, ou 107 milhões a mais do que o argentino  e tem uma vantagem de 253 milhões contas em relação ao brasileiro.

Cada post de Ronaldo tem inacreditáveis, em média, 7,1 milhões de "likes" e gera, sempre na média, 46,091 comentários.

Cristiano Ronaldo pelo Manchester United na Premier League
Cristiano Ronaldo pelo Manchester United na Premier League Daniel Chesterton/Offside/Offside via Ge

Esses números são até maiores em assuntos que não o futebol: uma postagem do craque com a mulher e seus filhos como uma singela mensagem de "família é tudo" teve 10,5 milhões de "likes""e 70.250 comentários.

Neste domingo, quando teve uma atitude lamentável ao arrancar o celular das mãos de um garoto autista que filmava a saída dos jogadores do United para o vestiário, Ronaldo foi ao Instagram para se desculpar.

Até agora, o número de likes está abaixo da sua média, com 6 milhões. Os comentários, de apoio e críticas, já superou sua média: quase 78 mil.

A reação deplorável não tirou seguidores de Ronaldo. Pelo contrário: neste domingo ganhou mais 434 mil seguidores no Instagram.

Todos esses números de sucesso mostram que Cristiano Ronaldo é disparado o atleta de qualquer esporte que mais sucesso faz nas redes sociais.

O português é hoje um fenômeno como "influencer digital".  Bem diferente do que faz dentro de campo.

Como já acontecia na Juventus, sua passagem atual pelo Manchester United vive de alguns lampejos do velho artilheiro com um desempenho ruim na maior parte do tempo. 

A chance de jogar a Champions 2022/2023 pelo United está cada vez mais distante.

Pode sobrar mais tempo para brilhar no "Insta".

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Mais fácil futebol brasileiro evoluir geral com City comprando Bahia do que Guardiola assumindo a seleção

Paulo Cobos

Ainda parece um grande devaneio. Mas só de ouvir a possibilidade que Guardiola pode ser o próximo técnico da seleção brasileira muita gente passou a sonhar que a chegada do catalão causaria uma revolução no futebol do país.

Duvido que isso aconteceria.

Claro que Guardiola teria tudo para fazer a seleção brasileira jogar o melhor futebol do mundo, afinal ele é sim o melhor treinador do planeta.

Pep Guardiola durante partida do Manchester City
Pep Guardiola durante partida do Manchester City Manchester City FC/Manchester City FC vi

Mas seu sucesso não significaria de forma automática uma transformação no futebol brasileiro como um todo.

Acredito que Guardiola gostaria mesmo de ganhar uma Copa do Mundo pelo  Brasil. Seria um fecho de ouro para o seu já recheado currículo. E teria prazer imenso de ver a seleção voltar a jogar como nos tempos em que a admirava (o time de Telê em 1982).

Mas tudo isso seria um projeto puramente pessoal.

Guardiola não perderia seu tempo com questões tão rudimentares do futebol brasileiro, como calendário.

Não será com o toque de Midas do catalão que haveria uma limpeza nos cartolas nacionais. Afinal, ele conviveu com dirigentes enrolados no Barcelona.

Sou cético sobre Guardiola no futebol brasileiro. Mas otimista caso os atuais patrões do treinador chegarem por aqui.

Parece cada vez mais perto a compra do Bahia pelo grupo City, dono do Manchester City e de clubes espalhados pelo planeta.

Se o negócio for fechado, o Bahia será o segundo clube mais importante do portfólio do grupo.

Tradição, torcida grande, bem saneado financeiramente para os padrões do futebol brasileiro. O Bahia tem tudo para ser um caso de sucesso com o investimento e o conhecimento do City.

Se isso acontecer, pode puxar para cima o padrão de administração de outros clubes, atrair mais investidores estrangeiros de peso. Um efeito duradouro que Guardiola não teria.






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Caro Everton Ribeiro: Virou o 'novo normal' jogador tomar dedo na cara de torcedor organizado

Paulo Cobos

“Natural não é, mas a gente conhece o futebol brasileiro". Ao desembarcar no Rio, depois da estreia do Flamengo na Libertadores, o meia Everton Ribeiro  se mostrou surpreso com a decisão do clube de abrir as portas para torcedores organizados falarem com os jogadores com uma "pauta de reinvindicações".

O encontro acabou cancelado (ou adiado) nesta quinta-feira, dia em que o Corinthians resolveu abrir seu centro de treinamento para membros de organizadas cobrarem os jogadores da equipe pelo desempenho ruim.

No mesmo dia em que a principal organizada do clube soltou "comunicado" dizendo que a "paciência tinha acabado" e que agora é "joga por amor ou no terror".  E que acabou com o goleiro Cássio e sua esposa sendo ameaçados de morte.

Pior aconteceu um dia depois, nesta sexta-feira, no Ninho do Urubu, quando jogadores do Flamengo viveram momentos de terror com seus carros sendo cercados na entrada do treino.

Cássio em ação pelo Corinthians
Cássio em ação pelo Corinthians Getty Images

O que aconteceu esta semana nos dois clubes mais populares do país não é exclusividade deles. Com raras exceções, os clubes permitem que torcedores organizados se encontrem com atletas e treinadores quando a fase é ruim.

Sinto dizer, Everton Ribeiro. Virou "natural" jogador de futebol tomar dedo na cara de torcedor. E sem essa que eles vão lá levar apoio. O que fazem é uma pressão psicológica quase sempre no local de trabalho dos atletas.

O "novo normal" é esse. Como isso começou, todo mundo sabe. Como vai acabar, ninguém sabe.

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Com portugueses será diferente? Corinthians e Flamengo e o tamanho da culpa de técnicos e jogadores na mediocridade

Paulo Cobos

Se pau que bate em Chico, bate em Francisco, Vítor Pereira e Paulo Sousa serão detonados por torcedores e críticos pelas campanhas, sem rodeios, medíocres de Corinthians e Flamengo em 2022.

No futebol, especialmente no brasileiro, os treinadores são muito mais elogiados do que deveriam nas vitórias assim como são criticados muito mais do aceitável nas derrotas.

Para ficar em Corinthians e Flamengo, treinadores brasileiros, como Sylvinho e Rogério Ceni, sofreram uma saraivada de críticas pelo começo de trabalho titubeante. 

Vítor Pereira e Paulo Sousa chegaram ao Brasil em 2022
Vítor Pereira e Paulo Sousa chegaram ao Brasil em 2022 Divulgação Corinthians e Flamengo

Pelo sucesso recente de estrangeiros, como Jorge Jesus e Abel Ferreira, muita gente acha que os treinadores de fora têm uma tolerância maior contra as críticas.

Mas esse crédito parece que já foi gasto por Sousa no Flamengo e Pereira no Corinthians.

Tudo indica que eles vão entrar na fórmula que a culpa maior, quando os resultados não aparecem e a bola é pequena, é "sempre do treinador".

O Flamengo tem há muito tempo o elenco mais estrelado do futebol brasileiro. E todo ano atende muitos dos pedidos de seus novos treinadores.

O Corinthians pode não ter a mesma qualidade, mas tem hoje um time que deveria estar brigando por títulos.

Mas o fato é que os dois times mais populares do país produzem sob o comando de Sousa e Pereira um futebol sofrível.

Será que a culpa é exclusiva dos treinadores?

Não é fácil. Eu sei. Mas chegou a hora mais do que nunca de discutir qual é o tamanho da culpa de cada um quando grandes clubes com bons elencos não funcionam.

Evidente que os dois técnicos portugueses acumulam erros.

Mas eles não cometem erros individuais dentro de campo. Não são jogadores que parecem bem pouco dispostos a assimilar o esquema tático. Nem sempre podem fazer que os atletas se preparem fisicamente de forma adequada.

Se Paulo Sousa e Vítor Pereira forem demitidos hoje, nada garante que Flamengo e Corinthians vão passar a jogar melhor. Assim como se os clubes mudarem os jogadores. Mas o inverso pode acontecer. Nos dois casos.

Libertadores: Corinthians estreia com derrota na altitude para o Always Ready; VEJA os gols

         
     


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Do fracasso absoluto a brigar pelo título: Corinthians é o brasileiro mais imprevisível na Libertadores-22

Paulo Cobos

No seu orçamento para 2022, o Corinthians fez uma previsão de chegar nas oitavas de final da Libertadores-22.

Isso não significa uma projeção esportiva: é apenas o quanto o clube conta com premiações e bilheterias em uma competição para fechar suas contas.

Oitavas de final é justamente o meio termo entre o fracasso e o sucesso.

Cássio durante treino do Corinthians no CT Joaquim Grava
Cássio durante treino do Corinthians no CT Joaquim Grava Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

O Corinthians, que faz sua estreia na Libertadores nesta terça-feira contra o Always Ready, na Bolívia, é, entre os oito clubes brasileiros na fase de grupos, o mais complicado de se fazer uma projeção de resultado.

O elenco pode não estar no mesmo nível de Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras. Mas está no mesmo patamar que Boca e River. E, apesar da falta de dinheiro, o clube segue contratando: Maycon foi um golaço e a diretoria busca um lateral.

Em um torneio decidido depois da fase de grupos no mata-mata, não seria zebra alguma o Corinthians ser campeão da Libertadores-22.

Mas a realidade é que há muitos anos o Corinthians é um clube que não inspira confiança alguma, seja quando tinha um elenco modesto ou como agora, com tantos medalhões.

E Vítor Pereira, o técnico português contratado a peso de ouro, não mostrou serviço ainda.

O Corinthians campeão na Libertadores, de novo, não seria uma zebra. Terminar a fase de grupos eliminado, e até na lanterna atrás do Always Ready, seria zero surpresa.


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Cruzeiro, Ypiranga e São Paulo devem se orgulhar do vice; Flamengo, se envergonhar

Paulo Cobos

Os principais campeonatos estaduais acabaram. Torneios que mais servem hoje para destruir reputações do que comemorar, as quatro competições mais importantes tiveram vices com sentimentos bem diferentes.

Cruzeiro em Minas, Ypiranga no Rio Grande do Sul, e São Paulo no Paulista, devem bater no peito e se orgulharem do que fizeram.

Mesmo com elencos muito mais modestos que seus rivais, fizeram decisões com dignidade, mostraram que o futuro é promissor. O Cruzeiro deu sinais claros que desta vez pode, enfim, voltar para a primeira divisão do Brasileiro. O Ypiranga vai guardar a façanha do vice para sempre. O São Paulo de Rogério Ceni fez seu torcedor voltar a sonhar com os bons tempos.

Paulo Sousa durante clássico entre Fluminense x Flamengo, no Maracanã, pela final do Carioca
Paulo Sousa durante clássico entre Fluminense x Flamengo, no Maracanã, pela final do Carioca Gilvan de Souza/Flamengo

Sentimentos bens diferente do Flamengo, o outro vice dos principais estaduais do país.

O Fluminense é o campeão incontestável do Carioca. Fez  a melhor campanha na fase de classificação e foi melhor que o rubro-negro na maior parte do tempo dos dois jogos da decisão.

Mas isso não é justificativa para o papel medíocre do Flamengo no campeonato que tinha a obrigação de ganhar pelo abismo em relação aos rivais por seu poder financeiro.

Preguiçoso e insolente, o rubro-negro é o vice-campeão mais vergonhoso dos Estaduais de 2022. Começa o Brasileiro e a Libertadores com uma obrigação. Ganhar uma das duas competições.

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Com e sem venda de jogadores: como Flamengo bilionário fica no ranking dos clubes mais ricos do mundo

Paulo Cobos

O Flamengo é ultrapassou a barreira do R$ 1 bilhão em receitas numa temporada.

Nesta quinta-feira, o clube divulgou seu balanço financeiro de 2021, em que faturou R$ 1,082 bilhão, com um superávit de R$ 187 milhões, o maior da história do clube.

Sempre o mais detalhista dos clubes brasileiros nas suas contas, o Flamengo publicou números em que é possível fazer uma comparação direta com o que os clubes europeus arrecadam.

Torcida do Flamengo no Maracanã
Torcida do Flamengo no Maracanã Chris Brunskill/Getty Images

Para isso, o blog vai usar o estudo anual que a consultoria Deloitte publica com as finanças dos clubes europeus. A edição 2022, com os resultados da temporada 2020/2021, acaba de ser divulgado.

Somando todas suas receitas, incluindo clube social e venda de jogadores, o Flamengo, pelo câmbio atual, teria o equivalente a 208 milhões de euros.

Com esse valor, o clube seria o 21o mais rico do mundo, na frente do Aston Villa, com faturamento de 207 milhões de euros, e não muito longe do Everton, 18o com 218 milhões de euros, e Milan, o 19o com 216 milhões.

Mas os números da Deloitte não contabilizam venda de jogadores. Na verdade, três itens são considerados: receitas com direitos de TV, "matchday" (faturamento com ingressos e consumo nos jogos) e comercial (principalmente patrocínios).

O Flamengo, com os mesmos termos em inglês, publicou seus ganhos com esses três itens.

Foram R$ 364 milhões com direitos de TV, R$ 241 milhões com comercial e R$ 71 milhões com "matchday".  

No total, R$ 676 milhões, ou 130 milhões de euros (sempre pelo câmbio atual).

O ranking da Deloitte tem apenas os 30 clubes mais ricos do planeta. Sem a venda de jogadores, o Flamengo não entraria nele:  o 30o colocado é a Lazio, com receitas de 163,5 milhões de euros.

De qualquer forma, com ou sem a venda de jogadores, o Flamengo faz bonito. 

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Com e sem venda de jogadores: como Flamengo bilionário fica no ranking dos clubes mais ricos do mundo

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Sem concessões: Rogério Ceni volta a ser técnico grande sendo 'mais Rogério Ceni' do que nunca

Paulo Cobos

O Palmeiras ainda tem chance de reverter na sua casa a derrota por 3 a 1 no primeiro jogo da decisão do Paulista.

Mas, independente do resultado final, Rogério Ceni já é o melhor técnico do Estadual mais disputado do país.

Abel Ferreira tem o trabalho mais consistente do país há dois anos. Seu Palmeiras, antes da partida apática nesta quarta-feira no Morumbi, teve campanha irretocável no Paulista. Mas não é um título estadual que vai mudar seu status.

Ceni comanda Tricolor no Morumbi
Ceni comanda Tricolor no Morumbi Rubens Chiri / saopaulofc.net

Rogério Ceni, ao contrário, começou o ano sob intensa desconfiança. Comanda um clube atolado em dívidas e que foi ao  mercado em busca de jogadores baratos e recheado de garotos.

Depois da primeira experiência como técnico frustrada, no São Paulo, ele se mostrou um dos técnicos mais promissores do futebol brasileiro em passagem brilhante pelo Fortaleza.

Mas trabalho desastroso no Cruzeiro e criticado no Flamengo (apesar do título brasileiro), fizeram que ele ficasse longe da prateleira mais alta dos treinadores.

Muitos diziam que Rogério Ceni só daria a volta por cima mudando suas convicções.

Não foi o que aconteceu. O treinador do São Paulo está em alta novamente sendo "mais Rogério Ceni" do que nunca.

Ceni não fez concessões. Não teve problema nenhum em apontar o dedo para os graves problemas estruturais do São Paulo. Praticamente obrigou o clube a contratar jogadores. Não teve receio de apontar erros individuais dos seus jogadores (e até do médico do time que teria sido "culpado" por um gol sofrido).

Evoluiu taticamente, mas sua ideia principal de jogo segue intacta no São Paulo que pode ser bicampeão paulista até perdendo para o Palmeiras no domingo.

Rogério Ceni está de volta. Quem o amava, vai amar ainda mais. Quem não gostava dele, vai ter que admitir que ele pode sim ser um dos melhores treinadores do Brasil.

Gian Oddi elogia São Paulo e faz comparação com 2021: 'Muito mais estruturado'

         
     


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Sem concessões: Rogério Ceni volta a ser técnico grande sendo 'mais Rogério Ceni' do que nunca

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Pode ser só fumaça, mas Textor já fez algo gigante no Botafogo: resgatar a autoestima do torcedor

Paulo Cobos

John Textor ainda é uma grande interrogação no Botafogo a médio e longo prazo.

Seus planos são ambiciosos e começaram com o clube carioca investindo pesado em reforços, ao contrário do que faz Ronaldo Fenômeno no Cruzeiro, outro clube grande que apostou nas SAFs para não morrer.

Passional, Textor dá declarações fortes ao prometer que o Botafogo vai sair do ostracismo: "Se eu não quisesse ganhar títulos, teria comprado o Londrina", disse na semana passada em entrevista para a CNN.

John Textor no Estádio Nilton Santos
John Textor no Estádio Nilton Santos Vítor Silva/Botafogo FR

Títulos são o mais importante para o botafoguense voltar a se orgulhar do presente de seu time. Mas eles demoram para chegar.

Mesmo assim, Textor já fez muito para resgatar a autoestima do torcedor do Botafogo.

Ganhou a queda de braço com o Corinthians para contratar o técnico Luiz Castro. Trouxe por um montanha de dinheiro o volante Patrick de Paula.

Neste domingo, após a polêmica eliminação nas semifinais do Carioca, fez uma promessa que deve ter sido música para o sofrido torcedor botafoguense.

''Em 2023, o Carioca vai ser um bom torneio para nosso time B'', publicou o norte-americano em seu perfil no Twitter.

Torço muito para Textor levar o Botafogo de volta aos bons tempos. Não sei se ele vai conseguir (a missão é das mais difíceis).

Suas promessas e ameaças podem ser apenas fumaça que logo vão sumir.

Mas Textor conseguiu já algo que parecia impossível no Botafogo: fazer o torcedor voltar a sonhar. Não é pouca coisa.

Veja como o Botafogo foi eliminado do Campeonato Carioca pelo Fluminense:



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Pode ser só fumaça, mas Textor já fez algo gigante no Botafogo: resgatar a autoestima do torcedor

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Rogério Ceni faz o São Paulo ter o que o Corinthians não tem há anos: sangue nos olhos

Paulo Cobos

Individualmente, o Corinthians atual é melhor do que o São Paulo.

 Não dá para colocar nos dois dias a mais de descanso do time do Morumbi a razão para mais um fiasco alvinegro em clássicos: a quarta derrota em quatro jogos desse tipo na temporada.

A classificação do São Paulo para a final do Campeonato Paulista passa por um mérito de Rogério Ceni que todos os treinadores corintianos nos últimos anos não tiveram.

Rogério Ceni durante jogo do São Paulo no Morumbi
Rogério Ceni durante jogo do São Paulo no Morumbi Rubens Chiri/São Paulo

Com o maior ídolo da história do clube no comando, o São Paulo não é só um time taticamente melhor do que o Corinthians.

Depois da volta de Rogério Ceni, o São Paulo passou a ter uma vontade de vencer que muitas vezes faz o clube buscar um resultado além de suas possibilidades técnicas.

Tudo o que falta ao Corinthians.

Não se trata de dizer que falta vontade aos jogadores corintianos. Nem que a culpa é do português Vítor Pereira.

Pelo terceiro ano seguido, o clube do Parque São Jorge parece sempre conformado nas derrotas. 

Em 2022, a situação fica mais evidente nos clássicos. Seus rivais começam o jogo ligados enquanto os corintianos parecem prontos para disputar um jogo treino contra um time da segunda divisão.

O Corinthians precisa urgentemente perceber que só talento não ganha jogo. E o São Paulo deve se deliciar com um time que luta do primeiro ao último minuto.

Paulista: São Paulo vence o Corinthians com belos gols e vai à final; VEJA

         
     
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Técnico pode, como Abel Ferreira no Palmeiras, ser o mais bem pago de um time?

Paulo Cobos

Gregg Popovich é o técnico com mais vitórias na NBA e conquistou a liga americana de basquete cinco vezes. 

Mesmo sendo o treinador mais bem pago da liga, com US$ 11 milhões anuais, ganha menos do que três jogadores do San Antonio Spurs, um dos times menos estrelados atualmente da NBA.

Bill Belichick  é uma lenda dos treinadores da NFL, conquistando o Super Bowl em seis oportunidades.

Abel Ferreira comemora a conquista da Recopa Sul-Americana pelo Palmeiras
Abel Ferreira comemora a conquista da Recopa Sul-Americana pelo Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras

Com US$12.5 milhões anuais, tem o maior salário dos técnicos da liga de futebol americano. Mas, se fosse um jogador de seu time, o New England Patriots, teria apenas a quinta maior remuneração nesta temporada.

Pep Guardiola é o maior treinador de futebol deste século. Seu salário no Manchester City supera, pelo câmbio atual, os R$ 100 milhões anuais. Mas ainda assim divide com o meia Kevin De Bruyne o posto de mais bem pago do clube de Manchester.

No Brasil, o Palmeiras negou informações publicadas pelos portais UOL e GE de que o novo salário de Abel Ferreira será de de quase R$ 3 milhões mensais no contrato que assinou para ficar no clube até 2024.

De qualquer forma, parece evidente que ela passará Dudu e terá a maior remuneração do futebol palmeirense.

Pode um técnico ser o mais bem pago de uma equipe de esporte coletivo?

Evidente que no futebol brasileiro eles são os profissionais mais pressionados. Culpa dos torcedores, dos cartolas e da imprensa, que os supervalorizam nas vitórias e os culpam de foram exagerada nas derrotas.

Treinadores como Abel e Guardiola ganham títulos por que são muito acima da média. Craques da prancheta. Mas também por contarem com elencos que estão entre os melhores dos países em que trabalham.

Mas outros técnicos também contam com times igualmente bons e não têm os mesmos resultados.

Não sei, sinceramente, responder a questão que está no título deste texto. Mas admito achar muito estranho que o mais bem pago de um time de futebol é quem está fora do campo.


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Tite é o melhor técnico da seleção em 20 anos; isso basta para treinar um grande europeu?

Paulo Cobos

Tite é o melhor técnico da seleção brasileira em 20 anos. Desde a conquista do penta, em 2002, nenhum treinador teve um trabalho de tanta qualidade como ele. 

Mesmo  com uma geração que está longe de estar entre as melhores do futebol brasileiro, Tite montou um time que, na maior parte dos quase seis anos em que comanda o clube, jogou de uma forma moderna, sem a retranca que seus críticos adoram falar.

Bobagem dizer que com ele atacante serve para marcar lateral. Nada mais superficial do que essa crítica.

Tite comandando a seleção brasileira no Maracanã
Tite comandando a seleção brasileira no Maracanã Lucas Figueiredo/CBF

Cometeu, óbvio, falhas. Como a falta de pulso com Neymar, especialmente na Copa de 2018.

Nenhum brasileiro é tão capaz para comandar a seleção como Tite. Se não é favorito disparado, seu time tem chances sim de ganhar a Copa do Qatar.

Mas qual será o futuro do treinador depois do Mundial (ele já disse que vai deixar o cargo)?

Tite tem tamanho para comandar um clube grande na Europa?

Alguns obstáculos ele terá que ultrapassar, como a questão de falar outros idiomas. Mas isso nem sempre conta: Marcelo Bielsa virou uma lenda no Leeds sem falar inglês e Maurício Pochettino comanda o poderoso PSG sem falar francês (pelo menos publicamente).

Também conspira a falta de treinadores brasileiros na elite da Europa.

Só que Tite tem seus atributos. É atualizado taticamente. Sabe liderar. Tem o poder de conquistar o vestiário.

Mas vamos à realidade. A chance de Tite treinar um grande clube europeu passa pelo que acontecer na Copa do Mundo.

Sua seleção precisa conquistar o hexa ou jogar um futebol brilhante como o Brasil de Telê em 1982.

Sem uma dessas duas coisas, só dá para pensar em time médio europeu.

Vini Jr. marca, e Brasil atropela Chile na despedida no país antes da Copa; VEJA gols

         
     


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Bale é o jogador na história que mais humilhou o Real Madrid; clube foi um banana com o jogador

Paulo Cobos

Não foi um adversário do rival Barcelona, como Ronaldinho ou Messi, o jogador que mais humilhou o Real Madrid em sua gloriosa história de 120 anos.

Contratado em 2013 por 101 milhões de euros, o galês Gareth Bale é dono hoje de um salário anual de 12 milhões de euros, o maior do mais importante clube do mundo.

Teve bons momentos nos primeiros anos, mas logo depois resolveu pisar na cabeça do Real Madrid como ninguém teve ousadia até hoje.

Gareth Bale, do banco, observa partida do Real Madrid
Gareth Bale, do banco, observa partida do Real Madrid Quality Sport Images/Getty Images

Bale já disse que jogar golfe vem antes do Real Madrid. Gargalha no banco quando  time é derrotado. Não mostra vontade nenhuma de falar espanhol. Se lesiona e parece feliz por não ter que treinar e, principalmente, jogar.

Outro dos tapas na cara preferidos que aplica no Real Madrid apareceu novamente agora, quando seu contrato está para acabar.

Na semana passada, alegando dores nas costas, Bale disse que não poderia jogar o clássico contra o Barcelona no domingo.

Mas viajou para o País do Gales e mostrou uma dedicação exemplar para defender seu país em jogo das eliminatórias contra a Áustria.

"Não estou pensando em outra coisa agora. Este jogo exige toda minha atenção e concentração. Toda minha preparação nos últimos meses foi para isso", disse Bale, que ainda falou que está pronto para jogar 120 minutos caso o duelo vá para a prorrogação.

Há 3 anos, escrevi que Bale tinha o direito de ficar no Real Madrid e não ser tratado como mercadoria, quando o clube o colocava seguidas vezes em barcas de dispensa.

Mas isso não lhe dava o direito de tamanho menosprezo pelo clube.

Só que isso aconteceu apenas por que o Real Madrid foi com o galês mais banana do que o PSG é com Neymar e companhia.

Se reprimendas e multas não funcionavam, um clube com a história e o dinheiro que o Real Madrid tem deveria fazer o básico depois de tamanha humilhação: pagar o resto do contrato de Bale, rescindir seu contrato e mandá-lo para a rua. Simples assim.


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'Nossa negociação precisava de mais urgência': Cruzeiro admite que desespero o fez abraçar oferta de Ronaldo

Paulo Cobos

Era para a relação ainda estar na fase de lua de mel, mas a união entre Cruzeiro e Ronaldo Fenômeno virou um pesadelo.

Depois das inusitadas demonstrações de Ronaldo que ele não sabia do buraco do clube e do pedido de incluir os centros de treinamentos no negócio, a SAF cruzeirense é mais questionada do que nunca depois de um contrato entre as partes ser revelado pelo jornalista Rodrigo Capelo.

O documento tem pontos que claramente são muito mais favoráveis ao jogador.

Ronaldo, o novo acionista, e Sergio Rodrigues, presidente do Cruzeiro
Ronaldo, o novo acionista, e Sergio Rodrigues, presidente do Cruzeiro XP Investimentos/Divulgação

Deixo a discussão desses itens para especialistas do assunto.

O que me impressionou foi a confissão do Cruzeiro  que abraçou a proposta de Ronaldo, a primeira para um grande clube nos termos das SAFs, por puro desespero.

Em nota, o presidente do clube, Sérgio Santos Rodrigues, rechaçou que o contrato revelado por Capelo é o definitivo. Mas admitiu que a situação do clube apressou o negócio com Ronaldo. 

"Como explicado reiteradas vezes, nossa negociação precisava de mais urgência já que tínhamos débitos essenciais - salários e FIFA - que precisavam ser pagos e o aporte só poderia ser feito com a assinatura de documento que desse um mínimo de lastro e conforto para o investidor" diz Rodrigues.

Desesperado para não fechar, o Cruzeiro deu a Ronaldo o "conforto" que todo investidor sonha: comprar um negócio barato e impor as suas condições para assinar o contrato.

O Cruzeiro foi um perna de pau. Ronaldo foi craque como homem de negócios.  Só não diga que virou dono dessa SAF por que tem carinho especial pelo clube que o lançou no futebol profissional.





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